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Revista

VOZ DA IGREJA ANO XVI - EDIÇÃO 199 - dezembro DE 2019

NATAL: TEMPO PARA A FAMILIA VIVER A ESPIRITUALIDADE

Impresso Especial 36000135947 - DP/PR ARQUIDIOCESE DE CURITIBA

CORREIOS

Reflexões sobre este tempo abençoado de gratidão e partilha Pág. 12

programação de NATAL

CATEQUESE

Igrejas-Irmãs

Convites de nossas paróquias para eventos de Natal. Pág. 16

Catequista completa 76 anos atuando nesta vocação. Pág. 20

Conheça o programa de Igrejas-Irmãs na Arquidiocese de Curitiba. Pág. 22


Agenda Mensal dos Bispos Dezembro/2019

Ação Evangelizadora

Editorial Já é tradição: a edição de dezembro da Revista Voz da Igreja nos traz destaque na Ccapa, textos de reflexão, convites e mensagens relacionadas ao Natal de nosso Senhor. Não teria como ser diferente. Mas ao mesmo tempo em que se repete a temática, se ampliam e diversificam as reflexões. Cada tempo tem suas particularidades e levando em conta essas particularidades marcamos esta edição com artigos que remetem ao tempo presente. É o que nos aponta nosso arcebispo em sua pausa para reflexão Natalina, ao comentar que neste ano nós vimos e talvez tenhamos até nos enredado em discussões bastante passionais, além de muito polarizadas. A época do ano nos ajuda a buscar o significado de ‘experimentar a paz’. Nos artigos desta revista, há destaques para os significados deste tempo do ano litúrgico e para a beleza que existe na preparação do Santo Natal, onde a vivência comunitária é ressaltada, como exemplifica a Comissão Família e Vida: neste tempo criamos oportunidades para estarmos juntos, refletindo, orando, cantando, falando, partilhando suas experiências, ouvindo as dos demais e praticando a gratidão. Nesta edição, algumas de nossas Comissões trazem suas avaliações sobre ações que têm animado nossas comunidades neste ano de 2019 e que devem continuar a animar mais pessoas em 2020. Há histórias inspiradoras, como da Dona Maura, catequista há 76 anos, notícias, reflexões e mensagens que esperamos que possam tocar os leitores. Obrigado, um abençoado Natal e excelente 2020.

Rua Jaime Reis, 369 - São Francisco 80510-010 - Curitiba (PR) Bárbara Moraes: (41) 2105-6342 barbaramm@mitradecuritiba.org.br Patryck Madeira patryckam@mitradecuritiba.org.br

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A revista Voz da Igreja é uma publicação da Arquidiocese de Curitiba sob a orientação da Assessoria de Comunicação CONSELHO EDITORIAL - Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba Dom José Antônio Peruzzo | Chanceler: Pe. Jair Jacon | Ecônomo da Mitra: Pe. José Aparecido Pinto | Coordenador da Ação Evangelizadora: Pe. Alexsander Cordeiro Lopes | Coordenador geral do clero: Pe. Maurício Gomes dos Anjos | Jornalista responsável: Téo Travagin | Assessoria de Comunicação: Sintática Comunicação | Revisão Teológica: Comissões Pastorais | Colaboração voluntária: 13 Comissões Pastorais| Apoio: Centro Pastoral | Projeto gráfico e diagramação: Sintática Comunicação | Tiragem: 10 mil exemplares.

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10 • Reunião da APAC 01 • Missa de encerramento da Formação Leigos do Amor Divino • Gravação Programa Conhecendo a • Crisma na Capelania Sindacta 2 Palavra, TV Evangelizar 11 • Missa em preparação para o Natal, 02 • Encontro Região Episcopal Norte • Gravação Programa Leitura Orante, Paróquia Universitária Jesus Mestre TV Evangelizar 12 • Missa da Padroeira, Nossa Senhora de Guadalupe 03 • Missa e visita canônica no Carmelo • Expediente na Cúria 13 • Entronização do Santíssimo, Casa Pró Vida 04 • Reunião Conselho de Ordens e Ministérios • Expediente na Cúria • Gravação Programa Conhecendo a 05 • Celebração em Rio Branco do Sul Palavra, TV Evangelizar 06 • Missa na Cúria • Reunião dos Formadores 14 • Rhema • Formatura Colégio Arquidiocesano • Ordenação Presbiteral, Paróquia de Curitiba Sagrada Família, Colombo • Missa do Natal Solidário, Centro 07 • Aula no Seminário Rainha dos Apóstolos Cívico • Crisma na Paróquia S. João Batista 16 • Reunião da Província Precursor 17 • Reunião PPI 08 • Missa N. Sra. de Guadalupe, Rota 19 • Pastoral Pós Crisma, Almirante da Fé Tamandaré • Missa de encerramento do Jubileu 20 • Missa de encerramento das de 50 anos da Paróquia Sto. Antonio, atividades de 2019 da Mitra Parolin 22 • Missa no Hospital Pequeno Príncipe • Missa da Padroeira, Imaculada 24 • Missa da Noite de Natal, Catedral Conceição, Guabirotuba 25 • Missa de Natal, Catedral 27 e 28 • Formação no Carmelo 09 • Encontro Região Episcopal Centro Oeste 30 • Missa na Catedral • Gravação Programa Pausa para 31 • Missa da Solenidade da Mãe de Reflexão Deus, Catedral

Dom Amilton Manoel da Silva Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba 01 • Romaria dos Jovens, Paranaguá • Missa na Concentração do Apostolado da Oração, Paróquia Sant’Ana • Crisma na Paróquia N. Sra. da Cabeça 02 • Encontro Região Episcopal Norte 03 • Reunião Setor Pinheirinho • Reunião Articulação Missionária 04 • Expediente na Cúria • Reunião Conselho de Ordens e Ministérios 05 • Missa em Ponta Grossa 06 • Reunião dos Formadores 06 a 08 • Retiro no Rio de Janeiro 09 • Encontro Região Episcopal CentroOeste

10 • Reunião APAC • Noite de Adoração, Paróquia N. Sra. do Rosário de Belém 12 • Missa na Canção Nova 13 • Expediente na Cúria 14 • Missa de encerramento Setor Pinheirinho • Coroação de São Sebastião, Rondinha 15 • Crisma Capelania da PM 16 • Reunião da Província 17 a 20 • Retiro dos Diáconos, Guarapuava 22 • Missa encerramento do Capítulo, Irmãs Catequistas Franciscanas 24 • Missa Paróquia São Lucas 26 • Missa no Convento

Dom Francisco Cota de Oliveira Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Curitiba

Fale Conosco ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Dom José Antônio Peruzzo Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba

Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2019

01 • Investidura, Setor Colombo, Paróquia Sta. Teresinha Lisieux • Crisma na Paróquia N. Sra. da Saúde, Pinhais 02 • Encontro Região Episcopal Norte 03 e 04 • Comissão Pastoral Carcerária 04 • Reunião Conselho de Ordens e Ministérios 05 • Tríduo da Padroeira Imaculada Conceição, Colombo 06 • Reunião dos Formadores • Tríduo N. Sra. da Conceição, Palmeira 07 • Missa e palestra no Encontro de MESCs • Missa do Padroeiro Menino Deus, Guabirotuba 08 • Missa Jubileu 50 anos, Consagradas do Regnum Christi • Equipe de Nossa Senhora

09 • Encontro Região Episcopal Centro Oeste 10 • Reunião APAC • Missa de Encerramento - Pastoral Família e Vida 12 • Reunião Moradia Primeiro 13 • Missa na Canção Nova 14 • Missa de Natal do Pobres, Toca de Assis 15 • Ordenação Diaconal, Paróquia N. Sra. da Salete • Encerramento das atividades 2019 do ECC 16 • Reunião da Província 21 • Missa de Encerramento do Ano Vocacional no Santuário N. Sra. de Guadalupe 28 • Missa dos Santos Inocentes, Catedral


Palavra do Arcebispo

DOM JOSÉ ANTÔNIO PERUZZO Arcebispo da Arquidiocese de Curitiba

Pausa para Reflexão Natalina A celeridade do tempo e a intensidade do ritmo de compromissos contribuem para entorpecer a nossa percepção acerca das belezas e grandezas que a vida nos reserva. Também a complexidade das inquietações que nos envolvem parece desfigurar a qualidade das nossas relações com quem amamos. Quem sabe, o Natal do Senhor Jesus nos desperte para aquele sentido, para muitos quase esquecido, que significa experimentar a paz. Chegamos ao final do ano. Dado que balizamos o tempo, poderíamos também referenciar as nossas relações. Nós vimos, e, talvez, tenhamos até nos enredado em discussões bastante passionais, além de muito polarizadas. Não é que surgiram muitas luzes. Muitos contrastes sim. Ofensas talvez não tenham sido ainda esquecidas. Quem sabe elas, as ofensas e rancores, ainda inspiram e conspiram. É também muito provável que tenhamos sido impactados com notícias de algum adolescente que se mutilou, que cogitou o suicídio ou até mesmo tentou. É angustiante observar o elevado número de tais tentativas. A lista de preocupações poderia facilmente se alongar mais e mais. Mas... em que o Natal poderia nos ser inspirador? Ninguém discorda dos grandes valores que conferem sentido ao coração humano. Todavia, parecemo-nos menos capazes de decidir por eles. Com frequência nos esquecemos que o perdão é mais construtivo para quem perdoa do que para o perdoado. Por outro lado, em muitos corações e mentes o pedido de perdão se parece com derrota e fracasso. Além das muitas problemáticas ligadas a questões de relacionamento interpessoal, de convívio e da interioridade, não seria realismo ignorar o que os indicadores sociais explicitam. Desemprego e violência estão a desfigurar a dignidade das pessoas e da vida. Volto à indagação inicial sobre “experimentar a paz”. Onde e junto a quem podemos encontrá-

la? Sistemas e regimes econômicos ainda não a oferecem. Também os“ordenamentos ideológicos”, tão comentados ultimamente, não pacificaram. Ao contrário, semearam discórdia. Em que portas bater? Dado que estas linhas se propõem a uma “reflexão natalina”, gostaria de voltar àquele natal mais originário, lá onde ele começou. Em Nazaré e Belém. A primeira situava-se em uma das regiões mais violentas de toda a Palestina. Eram fortes os movimentos de insurgência contra o domínio romano. Já Belém, bem mais ao sul, era uma região de numerosos pastores. Estes, além de pobres, eram acusados de muitas desonestidades. Também eram muito explorados. Tanto em Nazaré quanto em Belém era muito difícil falar de paz. Tudo apontava para a sua negação. Em Nazaré prevalecia a violência; em Belém, a injustiça. Mesmo assim o cântico dos Anjos proclamava “Glória a Deus... paz aos homens” (Lc 2,14). Já naquele tempo se falava da Pax Augustea, inspirada na exuberância do império romano. Baseava-se na ausência de guerra e na prosperidade econômica. Não é esta a paz que o Natal do Senhor quer propor. Também não se refere tão somente a bem-estar psicológico. Lucas fala da paz que significa plenitude de vida e da alegria vivida na presença de Deus (Shalôm). Tudo isso supõe condições materiais de “fraternidade desarmada” e condições espirituais para a reconciliação e o perdão. Por onde começar? A paz sugerida em Belém procede de dentro ou de fora do coração humano. O evangelista não segue este esquema. Ele lembra que a paz é, primeiramente, dom de Deus. A região e a cidade de Nazaré não eram pacíficas. Em Belém, os pastores não necessariamente eram homens bons. Mas tanto em Nazaré quanto em Belém, houve quem tenha ouvido a voz de Deus. Seria um Feliz Natal se nos deixássemos alcançar pela voz de Deus. E conheceremos a paz interior.

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Palavra de Dom Pedro

DOM PEDRO ANTÔNIO MARCHETTI FEDALTO Arcebispo Emérito de Curitiba

Bem-Aventurados os Puros de Coração, porque verão a Deus (Mt. 5,8). Meu caro leitor, neste Advento em preparação

O Cenplafam de Curitiba, sob a orientação do casal

para a festa do Santo Natal, apresento-lhe a Bem-

Dr. Agostinho e Elisabeth Bertoldi, ensina como

Aventurança:

devem proceder noivos e casados.

“Bem-Aventurados

os

Puros

de

Coração, porque verão a Deus” (Mt. 5,8). Os seminaristas para viver puros adquiram o hábito Não é fácil ver a Deus. Nós O vemos pela fé e no

da castidade, antes do curso de Filosofia.

irmão, que é imagem e semelhança de Deus (Gn. 1,27) e pelo batismo, filho adotivo de Deus Pai, irmão

O documento conciliar Optatam Totius diz aos

de Cristo e morada, templo do Espírito Santo.

seminaristas: “Sejam advertidos dos perigos que, particularmente na sociedade atual, ameaçam sua

São Paulo, na carta aos Corintus, afirma: “Não

castidade. Aprendam a renunciar ao matrimônio

sabeis que nossos corpos são membros de Cristo?

para que não cause prejuízo algum ao celibato.

Fugi da formicação? Todo aquele que se entrega

Conquistem perfeito domínio sobre o corpo,

à formicação peca contra o próprio corpo. Não

progredindo na maturidade plena e percebendo de

sabeis que vosso corpo é templo do Espírito Santo?

modo mais perfeito a Bem-Aventurança dos puros

(Cor. 6, 15-19).

de coração” (Optatam Totius, nº 10).

Todos devem viver a castidade: adolescentes, jovens,

Os sacerdotes vivam de acordo com o compromisso

namorados, noivos casados, padres, diáconos,

do celibato assumido na ordenação diaconal.

religiosos e religiosas, bispos e o próprio Papa. O documento conciliar sobre os Presbíteros diz: Os adolescentes, jovens devem viver castamente,

“A perfeita continência por amor ao Reino do céu,

isto é, puros. Os namorados e noivos sejam puros.

recomendada por Cristo Senhor, foi sempre tida em

Os atos de sexualidade não são permitidos pela Lei

alto apreço pela Igreja em favor do povo. Por isto,

de Deus aos namorados e noivos e muito menos

recomenda-se com muita insistência a celebração

viver juntos antes do Sacramento do Matrimônio.

diária da santa missa, mesmo com a presença de poucos fiéis” (Presbyterorum Ordinis, nºs 13 e 16).

Os casais vivam a castidade segundo a Lei de Deus. Os religiosos e religiosas cumpram seu voto de O Concílio Vaticano II afirma: “Os esposos estejam

castidade, porque é um insigne dom da graça divina

bem conscientes que não podem proceder, segundo

e um testemunho da consagração a Deus junto ao

seu arbítrio, mas agir conscientemente, segundo

povo (Perfectae Caritatis, nº 12).

a lei divina, por isso, seus atos sexuais à luz do

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Evangelho sejam para a geração de filhos, maior

Agradecido, desejo a todos os leitores de “Voz da

dom de Deus, nos dias em que a mulher é fértil e nos

Igreja”, um Santo Natal e abençoado Ano Novo

outros dias de acordo com o amor conjugal”.

de 2020.

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Comissão de Comunicação

PE. LUIZ KLEINA Coordenador da Comissão de Comunicação

Escola de Comunicação percorre toda Região Episcopal Sul

A Comissão de Comunicação tem realizado diversas formações, a fim de ampliar e aprimorar o trabalho já realizado nas paróquias, assim como implantar novas Pastorais da Comunicação nas igrejas que ainda não possuem essa força de ação. Desta maneira, o resultado esperado é a melhor comunicação interna e com a comunidade de toda a Arquidiocese de Curitiba. Ao longo do ano foram realizadas cinco formações, com um total de 160 participantes, advindos de 48 paróquias. Ou seja, mais de um terço do total da Arquidiocese. Os resultados já estão aparecendo. Somente neste ano, tivemos a implantação de cinco novas Pastorais de Comunicação. Também, uma maior integração dos agentes pastorais, gerando melhor movimentação de informações e, por consequência, uma melhor adesão de fiéis aos eventos e celebrações da nossa Igreja. Em 2019 foram realizadas formações para paróquias da Região Episcopal Sul da Arquidiocese. Em 2020, o trabalho retomará com a Região Norte e na sequência, a Centro-Oeste. Paralelo a este movimento, a Arquidiocese está implantando um amplo Plano de Comunicação. Serão duas frentes de trabalho: comunicação interna e externa. Esse formato permitirá um detalhamento de objetivos e atividades de cada uma das comissões da Arquidiocese, tendo sempre como premissa o fortalecimento de suas redes, por meio de uma relação interna coesa e estrategicamente direcionada. Percebemos na Comissão de Comunicação a necessidade de atualização para otimizar todo o trabalho de evange-

lização. As novas tecnologias de informação e comunicação representam possibilidades infinitas. Nisso se aplica a necessidade de desenvolvimento de habilidades para compreender e operar as diversas linguagens disponíveis no espaço informal. Em suma, o objetivo desta movimentação é seguir as orientações de nosso Mestre Jesus Cristo, quando nos pede para lançar as redes em águas mais profundas. Ou seja, ir ao encontro do Povo de Deus, evangelizando mais e melhor. Logo apresentaremos dados e propostas para ampliar nosso canal de diálogo. Essa é uma ação necessária e urgente. Todo nosso trabalho de evangelização é uma forma de comunicação. Precisamos nos atualizar, ir ao encontro de nossos fiéis, levando a Palavra que fortalece, cura e motiva. Nossa missão como seguidores do Cristo é seguir seus passos, evangelizando a quantos mais forem possíveis. Sem perder nossa essência e, principalmente, mantendo nossa unidade. Ainda neste ano, será realizado um amplo diagnóstico nas paróquias de toda a Arquidiocese. Após a entrega dos dados, será feita a análise, definidas estratégias, elaborado efetivamente o plano de comunicação, para, então, realizar treinamentos internos, estruturação de banco de dados e a avaliação dos resultados. Temos muito trabalho pela frente. Mas o que visamos nesse momento é a qualidade e otimização dos resultados. Dessa forma, seremos uma Igreja em unidade, coerência e ação.

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Juventude

PE. LUÍS FERNANDO COSTA, LC Assessor Eclesiástico do Setor Juventude da Arquidiocese de Curitiba

CARTA DE APRESENTAÇÃO Caríssimo (a) em Cristo:

Agradeço sua atenção e peço vosso incentivo e apoio constante aos jovens paroquianos,

A partir da designação em portaria assinada por

ressaltando aqui a importância da participação

Dom José Antônio Peruzzo, nosso Arcebispo, é

deles

com grande alegria que informo estar assumindo a

Evangelização.

no

nosso

trabalho

função de Assessor Eclesiástico do Setor Juventude da Arquidiocese de Curitiba.

Fraternalmente,

Nesse novo trabalho tenho por objetivo reunir

Pe. Luís Fernando Costa, LC

e congregar as forças vivas que trabalham na evangelização da Juventude presentes no território Arquidiocesano, promover a unidade e a comunhão entre os diversos Movimentos e pastorais que atuam junto à Juventude na Arquidiocese, ser elo de comunhão entre o Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP) e os diversos Movimentos e pastorais de Juventude, articular os trabalhos de Evangelização da Juventude nas Paróquias e Setores Pastorais, promovendo a comunhão e a participação nas diversas instâncias organizativas de nossa Arquidiocese, entre outras atribuições. Com isso, me coloco à inteira disposição de todas as pessoas envolvidas com os trabalhos juvenis; aos Senhores Párocos me colocando à vossa disposição para acompanhar os grupos juvenis de vossas Paróquias e ser um apoio para todos nesse sentido. Aproveito a oportunidade para comunicar que, como Setor Juventude, estamos montando uma grande equipe de coordenação para melhor servir as expressões juvenis de nossa Arquidiocese, e igualmente estamos à inteira disposição de cada um de vocês na Mitra Arquidiocesana.

EXPEDIENTE SETOR JUVENTUDE CURITIBA: Assessor Eclesiástico: Pe. Luis Fernando Costa. Secretário: Rodrigo Rigoni. E-mail: juventude@mitradecuritiba.org.br / Telefone: 2105-6364

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de

formação

e


MENSAGEM DE NATAL À JUVENTUDE DA ARQUIDIOCESE DE CURITIBA Prezados Jovens: O Natal se aproxima e os nossos corações se enchem de alegria, pois o Senhor vem mais uma vez para nos enriquecer com os Seus dons. Desejo que em seus corações jovens e cheios de entusiasmo, brilhe a estrela de Belém, mostrando que o Menino Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida para todos, especialmente para nós, jovens, que temos um lugar muito importante na Igreja da nossa Arquidiocese de Curitiba, e que somos a Esperança de muitas pessoas. Caminhem sempre com essa Esperança e essa Alegria que lhes caracteriza, pois Jesus no Seu nascimento nos traz sempre a Sua Alegria e a Sua Paz, e isso vamos transmitir à Arquidiocese de Curitiba. Mantenham o olhar firme no Cristo, que nos chama a segui-lo nessa caminhada de fé como Setor Juventude, e vejam sempre a Estrela que é Jesus mesmo, pois Ele sempre guiará cada um de vocês; Natal é olhar o imenso Amor que Deus nos têm, um Amor Jovem, um Amor Menino. Nesse Natal 2019 queremos ter a certeza da presença do Menino Deus no meio de nós, Jovens. Vocês merecem a melhor das companhias: a do Filho e da Sua Mãe Maria. Jesus é a resposta verdadeira para a existência de cada um de vocês, nunca esqueçam isso. É importante conhecê-lo profundamente, e o Mistério de Belém nos ajudará nisso, pois Ele veio para que cada coração Jovem tivesse a Vida no Seu

Nome, e também para ajudar os outros jovens a encontrar o Caminho que leva até a gruta de Belém e, então, adorá-lo na plenitude das suas vidas, isto é, das suas juventudes. Tenho certeza que vocês, com a alegria e a energia que lhes são próprias, percorrerão esse caminho com sucesso e levarão muitos outros jovens da nossa Arquidiocese que, iguais a vocês, anseiam pela Vida plena que vem do presépio de Belém, que é Jesus. Transmitam com suas vidas jovens o Amor de Jesus Menino que cativou cada um de vocês; nunca percam a alegria que contagia toda a nossa Arquidiocese de Curitiba. Quando encontramos o Deus da Vida, da Esperança, da Paz, do Amor, da Fraternidade, da Solidariedade, nos damos conta que a Estrela de Belém continua a brilhar e a mostrar o Caminho, e que os anjos continuam a cantar aos corações de boa vontade: “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos que são do seu agrado” (Lc 2, 14). Esses são cada um de vocês, queridos jovens da nossa Arquidiocese. Feliz Natal a todos vocês, queridos jovens! Na certeza de contar com a ajuda de cada um de vocês na edificação de um Setor Juventude que mostra ao mundo a Alegria que vem de Jesus Menino, para ser um apoio para a nossa Arquidiocese com a força dos seus corações jovens, desejo do profundo do coração um Feliz e Santo Natal e as bênçãos do Senhor.

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Liturgia

JOÃO EDUARDO, JACKSON, SILVIANE E PE. MARIO BARÃO Comissão Litúrgica

Um Novo Tempo: preparar para vivenciar! Uma reflexão sobre a imprescindível preparação zelosa da Liturgia - não apenas no Ciclo de Natal, mas em todos os tempos. Você já deve ter presenciado a chegada de um novo membro na sua família ou na família de amigos próximos. Os pais, ao saberem que serão pais, já começam ali todos os preparativos e, com eles também vêm as expectativas. Desde como será o rostinho até como o bebê será quando for adulto, tudo é imaginado e projetado. O quarto vai tomando forma e cada detalhe é pensado com muito cuidado oferecendo o melhor para o recém-nascido, na ânsia de fazê-lo sentir-se o mais amado e protegido por todos. E, aos poucos, familiares e amigos também vão acompanhando este caminho: nove meses de ansiedade, expectativas e preparos. Talvez você não ainda não tenha percebido, mas o mesmo não ocorre com a comunidade no Ciclo do Natal? A Igreja inicia seu novo Ano Litúrgico com o Advento e com ele vêm as expectativas e os preparos: tudo para que o Menino Deus sinta-se amado e cuidado.

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bilidade. Leituras devem ser bem preparadas e interpretadas. Uma boa articulação das palavras, respiração pausada e pontuação respeitada darão sentido aos textos proclamados. Tal como é a preparação para a chegada do recém-nascido é a preparação zelosa para com a Liturgia, em todos os tempos. Os cantos também devem ter o mesmo sentido. Eles não abrilhantam a Liturgia, dão sentido a ela. Por isso, devem estar estritamente ligados aos textos proclamados na Liturgia da Palavra bem como às orações que compõe o rito. É importante que sejam bem ensaiados, com melodias que a comunidade tenha conhecimento e sejam de fácil aprendizado. Portanto, preocupe-se com os cantos litúrgicos que contribuem com o rito levando a assembleia a rezar com o canto, não apenas cantá-lo porque “é bonito”. Por fim, viva o Ano Litúrgico. Preparações, reuniões, ensaios acontecem e neles também está a vida da Igreja. Porém se não forem oportunidades de encontro, do encontro com o outro, com o próximo, serão apenas preparações, reuniões e ensaios que tenuemente podem resultar em meros espetáculos.

Mas aqui é necessária uma atenção especial. Ao passo que tudo é preparado para a chegada do Menino Jesus para que Ele “sinta-se bem”, é imprescindível preparar tudo com zelo e cuidado para que a COMUNIDADE possa vivenciar este momento da melhor forma, com espiritualidade profunda. Portanto, tudo é pensado, planejado e estudado. A Liturgia por si só caminha de forma mistagógica conduzindo a comunidade, dentro de todo o Ano Litúrgico, a celebrar os mistérios de Cristo.

Ciclo de Natal

Se de um lado, todo o externo contribui com tal vivência, como os símbolos e as cores dos tempos, por outro o interno também carrega a mesma responsa-

O Ciclo de Natal começa no Advento e tem seu encerramento com a solenidade do Batismo de Jesus. Durante este período algumas festas fazem parte do

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O centro da Liturgia é o Cristo e é Ele quem aparece. Não o Cristo de gesso em forma de menino de Jesus, mas o Cristo que é a Palavra e é a Eucaristia. Preparemo-nos e vivenciemos a Liturgia!


calendário litúrgico como: Solenidade da Imaculada Conceição, Festa do Natal, a Oitava de Natal que comemora a Sagrada Família, Santo Estevão, São João, Santos inocentes e a Solenidade da Santa Mãe de Deus. Ainda compondo o Ciclo de Natal destacamos duas grandes festas, a Epifania do Senhor e o Batismo do Senhor: - Epifania é uma palavra que vem do grego e significa "manifestação". A mensagem principal da Epifania é a manifestação de Jesus para todos os povos, sem exclusões e os Reis Magos são a representação de todas as nações. Esta festa também é conhecida popu-

larmente como Dia de Reis e é comemorado no dia 6 de janeiro. Na tradição popular os Reis Magos têm os seguintes nomes: Baltazar, Melquior e Gaspar. - O Batismo de Jesus ocorre no domingo que vem após a festa da Epifania do Senhor e com ele encerra-se o Ciclo de Natal. Esta festa é celebrada entre os dias 9 e 13 de janeiro, se não houver domingo nesses dias, ela ocorre na segunda-feira depois da Epifania. Neste sentido, os cantos natalinos podem ser cantados até o final do Ciclo de Natal, ou seja, até a festa do Batismo do Senhor. Após, inicia-se o Tempo Comum.

Datas da Comissão Litúrgica para 2020 Integrantes de equipes de Liturgia e Canto de todas paróquias e comunidades da Arquidiocese de Curitiba e todos interessados em fazer parte destas equipes, confiram a seguir as datas de formação e encontros:

ATIVIDADE

DATA

LOCAL

Formação sobre Tempos Quaresma e Páscoa

15/02 das 08h às 11h30

Cenáculo Arquidiocesano – Igreja da Ordem

Encontro de Formação Litúrgica das paróquias da Região Episcopal Sul

28/03 das 08h às 16h

Santuário Sagrado Coração de Jesus

Encontro de Formação Litúrgica das paróquias da Região Episcopal Centro-oeste

16/05 das 08h às 16h

Paróquia Santo Antônio de Orleans

Encontro de Formação Litúrgica das paróquias da Região Episcopal Norte

12/09 das 08h às 16h

Paróquia Santa Terezinha de Lisieux

Formação sobre Tempos Advento, Natal e Comum

07/11 das 08h às 11h30

Cenáculo Arquidiocesano – Igreja da Ordem

Nossa gratidão às paróquias que abriram suas portas neste ano de 2019 para as formações: Paróquia Divino Espírito Santo, Paróquia São José (Vila Oficinas), Santuário Santa Rita de Cássia e Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Agradecemos também às paróquias que disponibilizaram espaço para desenvolvermos o trabalho neste próximo ano!

EXPEDIENTE COMISSÃO LITÚRGICA: Coordenador: Pe. Mário Renato Barão Filho. Secretaria da comissão: Vanessa Langner. Telefone: 2105-6309. E-mail: liturgia@mitradecuritiba.org.br

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Palavra do Sacerdote

PE. JOSÉ APARECIDO PINTO Arquidiocese de Curitiba

Centro Administrativo

da Arquidiocese de Curitiba Nas suas últimas três edições de 2019, a Revista Voz da Igreja tem apresentado aos leitores informações sobre como está organizada e distribuída a equipe que atua diretamente na Cúria de nossa Arquidiocese de Curitiba. Na Av. Jaime Reis, 369, encontram-se três prédios: • O prédio mais antigo, onde estão as salas de atendimento dos bispos, a chancelaria e o tribunal eclesiástico. • O prédio do centro de pastoral onde está a coordenação da ação evangelizadora e os agentes das 13 comissões pastorais. • O prédio do centro administrativo, onde estão os escritórios do ecônomo, contabilidade, recursos humanos, finanças, patrimônio, informática, jurídico.

Nesta edição, vamos apresentar o Centro Administrativo:

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presta o suporte necessário a todas atividades de evangelização da Igreja Particular de Curitiba. O economato compreende os seguintes setores: - O setor de Gestão de Pessoas promove, planeja e coordena as atividades relacionadas ao recrutamento e seleção de pessoal, admissão, integração, treinamento e desenvolvimento dos colaboradores. Também realiza a administração dos salários, avaliação de desempenho, atividades de capacitação, qualificação, motivação e engajamento dos colaboradores, além de ações relacionadas à preservação da saúde e da segurança no ambiente de trabalho. - O setor de Contabilidade é responsável por toda a Escrituração Contábil da Mitra da Arquidiocese, recebendo, analisando, reunindo e classificando toda a informação financeira, para a preparação de relatórios financeiros e contábeis. O departamento centraliza também as informações de cada paróquia e dos seminários, produzindo também relatórios de prestação de contas para a Arquidiocese.

O prédio do Centro Administrativo foi por um tempo a morada dos arcebispos de Curitiba. O prédio foi construído em 1968 por Dom Manuel da Silveira D’Elboux, que morou ali por dois anos, até falecer. Depois foi substituído por Dom Pedro Fedalto, que ocupou a casa de 1970 até 2003. Hoje o arcebispado fica no bairro Mossunguê. O prédio do Centro Administrativo já hospedou o papa São João Paulo II quando veio a Curitiba, em 1980. O quarto por ele utilizado é mantido até hoje.

- O setor de Patrimônio é responsável pelos bens móveis, imóveis e veículos da Arquidiocese de Curitiba, da sede, das paróquias e das capelas, acompanhando sua ocupação ou aplicação. É responsável pela execução, acompanhamento ou orientações de novas edificações, reformas ou restaurações em acordo com órgãos competentes, observando todo os parâmetros e legislação necessárias.

O Economato na Arquidiocese de Curitiba é exercido pelo padre José Aparecido Pinto cuja função é a de administrar os bens da Arquidiocese, prestar suporte e atendimento às paróquias capelas e outras comunidades, bem como ao clero. Enfim,

- O setor de Tesouraria atua no controle financeiro da Arquidiocese, emitindo pagamentos conforme autorização do ecônomo, arquivando as notas fiscais, recibos e comprovantes, controlando os saldos bancários e gerando relatórios.

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- O setor de TI (Tecnologia da Informação) faz o gerenciamento dos sistemas de informática da Arquidiocese, incluindo o desenvolvimento de sistemas específicos, presta suporte e assessoria às paróquias na área de tecnologia e mantém os recursos de equipamento em funcionamento.

- Livraria Arquidiocesana que está localizada em uma estrutura anexa ao Centro Administrativo. Inaugurada no final de 2018 para venda de materiais gráficos e artigos religiosos.

- O setor Jurídico é responsável por toda a assessoria no campo legal, incluindo entre as atividades o controle de ajuizamento ou defesa de ações, elaboração e análise de contratos e suas cláusulas, procurações bancárias, estudo e emissão de pareceres legais, assessoria em acordo com a legislação para a Cúria e orientações para as paróquias.

- Secretaria dos bispos, está localizada no Arcebispado para atender aos Bispos, controlar suas agendas e fazer a governança do Arcebispado.

- Setor de Compras e Estoque, que realiza a compra de tudo que os setores ou equipes necessitam e mantém a guarda e controle dos materiais de expediente e limpeza, bem como dos artigos vendidos pela loja.

Além destes setores, estão ligados ao Centro Administrativo as equipes de Manutenção e Serviços Gerais, que atendem aos três prédios da Cúria, o Arcebispado, a Casa do Clero e a Casa de Retiros do Mossunguê. As equipes estão à disposição para aqueles precisarem tratar sobre os assuntos relacionados às atividades descritas respectivamente, pelo telefone (41) 2105 6300.

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DIÁCONO JUARES CELSO KRUM Assessor Eclesiástico da Comissão Família e Vida

Especial

Natal: No final do ano somos sempre levados à retros-

presente num ato de fé, não num ato de ciência.

pectiva de sucessos e dificuldades, avanços e re-

São aqueles que ao dar têm o coração pobre para

trocessos, revisão e atualização de planos e de

receber.

nos lançarmos a novos desafios. Principalmente, é tempo de Natal. O primeiro Natal, um aconte-

Pleno desse espírito, que deve perdurar e reno-

cimento humano-divino, localizado uma vez na

var-se a cada dia, o ano inteiro, o Natal continua

história dos homens, passou a ser extratemporal,

sendo “mistério de encontro”, “mistério de busca”.

como sempre foi seu significado.

É tempo especial para todos os cristãos exercerem a gratidão e a partilha, com alegria. Esse tempo

Belém significa tudo o que acolhe o Cristo como

de alegria é dos CRISTÃOS, com letras maiúscu-

“chegada”, como “companheiro de andanças”,

las, que de fato vivem o seu batismo e sua fé, na

como “esperança de ultrapassagem”. José é todo

alegria do Evangelho, pois como diz o Papa Fran-

homem que continua amigo e defensor do Meni-

cisco: “A alegria do Evangelho enche o coração e a

no, e de tantos meninos. Maria passou a ser todas

vida inteira daqueles que se encontram com Jesus.

as ‘Marias’, todas as mulheres. Pastores são todos

Com ele, a alegria renasce sem cessar” (Evangelii

os que guiam, partilham, que trabalham campos

Gaudium, n. 1), pois “todos os cristãos, em qualquer

e cidades, em missão de justiça, verdade e amor.

lugar e situação que se encontrem, estão convida-

Estrelas são as estrelas de hoje, ‘estrelas-gente’,

dos a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal

não ‘estrelas-mitos’, e são também as estrelas pela

com Jesus Cristo, ou pelo menos, a tomar a deci-

mão amorosa do homem. Cânticos do céu são to-

são de se deixar encontrar por ele, de procurá-lo

dos os cantares que elevam, que fazem a gente

dia-a-dia, sem cessar. Não há motivo para alguém

se intercomunicar, colocar em comum “certezas

pensar que esse convite não lhe diz respeito, já que

e esperanças para trocar...”. Anjos são os “anjos de

‘da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluí-

carne e osso”, anjo-gente que anuncia num mun-

do’” (Evangelii Gaudium, n. 3). “Gloriai-vos com seu

do de treva e confusão, consumo e lucro, anuncia

nome santo, alegre-se o coração dos que procu-

um mínimo de esperança e paz. Pelo menos “espe-

ram a Iahweh!” (Sl 105,3)

rança de paz”. Gruta é todo interior do homem e da

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mulher! Limpo ou sujo, frio ou quente, natural ou

A alegria é a atitude que deve estar presente no

artificial. Reis magos são todas as artes, culturas,

dia-a-dia da vida cristã. Essa alegria que deve se

ciências e técnicas. Pessoas que unem a profun-

expandir e contagiar é a palavra que resume a fes-

didade do conhecimento à humildade de ofertar

ta do Natal. Neste tempo, ela recebe atenção es-

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pecial, principalmente nos momentos celebrativos,

a beleza da comunhão trinitária. E o mesmo su-

dentre os quais se destacam as novenas de Natal,

cedia na vida comunitária que Jesus transcorreu

celebradas sob formas variadas:

com os seus discípulos e o povo simples” (n. 143). “Lembremo-nos como Jesus convidava os seus

a) uma a cada semana ou quinze dias, ou

discípulos a prestarem atenção aos detalhes: - o

uma sequência de nove dias seguidos ou

pequeno detalhe do vinho que estava acabando

intercalados;

numa festa; - o pequeno detalhe de uma ovelha que faltava; - o pequeno detalhe da viúva que ofe-

b) nas casas dos participantes em sistema de

receu as duas moedinhas que tinha; - o pequeno

rodizio ou não;

detalhe de ter azeite de reserva para as lâmpadas, caso o noivo demore; - o pequeno detalhe

c) no próprio templo em que a comunidade

de pedir aos discípulos que vissem quantos pães

se reúne para as celebrações da Eucaristia e

tinham; - o pequeno detalhe de ter a fogueira

da Palavra.

acesa e um peixe na grelha enquanto esperava os discípulos ao amanhecer” (n. 144).

O importante é que as novenas criam um ambiente em que as pessoas têm a oportunidade

Quantos detalhes também há nas novenas de

de estarem juntas, refletindo, orando, cantando,

Natal, em nosso tempo, que podem ser percebi-

falando, partilhando suas experiências, ouvindo

dos na simplicidade das pessoas, na partilha da

as dos demais e praticando a gratidão, entendi-

Palavra, no conhecimento dos bons e maus mo-

da como mudança de olhar - ou seja, ao invés de

mentos da vida de alguns, na perseverança de ou-

olhar para os problemas, dirigir o olhar para as

tros, nos caminhos encontrados para continuar a

bênçãos. No lugar de olhar para os obstáculos,

caminhada, no sentir-se comunidade, na abertu-

olhar para as oportunidades. Deixar de olhar para

ra ao próximo, na alegria do encontro, no amor a

o que está errado na sua vida e começar a olhar

Jesus.

para o que está dando certo. Que as famílias tornem proveitoso este tempo Como observou o Papa Francisco na Exortação

abençoado do Natal praticando a gratidão e a

Apostólica Gaudete et Exsultate: “a vida comunitá-

partilha, a partir da realidade concreta, com as

ria, na família, na paróquia, na comunidade reli-

luzes e sombras e com as contradições inerentes

giosa ou em qualquer outra, compõe-se de tan-

à condição humana (cf. DGAE 2019.2023, n. 138),

tos pequenos detalhes diários. Assim acontecia

pois no Natal de Jesus, Ele passou da eternida-

na comunidade santa formada por Jesus, Maria

de para o tempo e nós iremos passar, um dia, do

e José, onde se refletiu de forma paradigmática

tempo para a eternidade. Feliz Natal.

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Família e Vida

CARMEN MAURER SIMON CHIOCCA Pastoral Familiar do Santuário Sagrado Coração de Jesus Psicóloga da Família e do Trabalho

Como era e como será a sua história de Natal em Família? Luzes piscando, um movimento incomum nas ruas e

de luz, alguém lembra o nascimento de Jesus! Nas

nas casas. Pessoas se abraçando, sorrindo, vibrando,

cidades o comércio abre até mais tarde, as lojas se

sinal de que algo está para acontecer. Na casa os

enfeitam com cenários natalinos.

cheiros se misturam: comidas salgadas e doces, frutas frescas e secas lembram que é uma época festiva.

Mas quantos ainda lembram da verdadeira história do Menino Jesus? Pois eu lembro-me muito bem! Era

Dias antes, as pessoas já se abasteciam de vários

um tempo encantado pelo entusiasmo da epifania

tipos de carnes, caixas de ovos, de pêssegos, uvas,

do Senhor. Nas quatro semanas do Advento os

maçãs e figos. Um mês antes, o primeiro sinal:

familiares se reuniam na casa da matriarca, juntos

limpeza da casa e montagem do Presépio

se preparavam espiritualmente para o nascimento

que ocupa o lugar de destaque. Todas as

de Jesus. Leituras das passagens bíblicas, cantos

imagens são colocadas, menos o Menino

saiam desafinados, mas todos tinham oportunidade

Jesus, a manjedoura vazia sinaliza sua

de falar e serem ouvidos. Cada qual com seu talento

ausência presente. Ele fica guardado

contribuía para que a diversidade familiar virasse

na caixa até a véspera do Natal. É

felicidade na noite de véspera e no dia do natal.

o personagem mais aguardado, o motivo da celebração.

Não faltavam comidas depois de cada reunião porque tudo que alimenta o corpo fortalece a alma!

Estímulos estão em toda parte,

As crianças e os adultos e eram incentivados a fazer

dentro e fora dos lares, em

tarefas e sacrifícios durante esse tempo e oferecer

todos os lugares há um sinal

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a Jesus.


Concretamente explicando: lá estava sobre a mesa

da Virgem Maria.” Cremos nisso e assim professamos

de entrada uma manjedoura sem “palha”, e uma

porque sabemos pelo evangelho de João (1, 1-14): “No

caixinha cheia de finas tiras de papel laminado

princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o

dourado que simbolizavam. A cada boa ação se

Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo

colocava uma “palhinha dourada” na manjedoura!

foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida,

Todos se esforçavam para deixar o bercinho do

e a vida era a luz dos homens. (...) Era a verdadeira luz que,

Menino Jesus macio para que Ele pudesse descansar

vindo ao mundo, ilumina todo homem.(...) E o Verbo se fez

na noite da véspera, momento de cheio de júbilo e

carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o

comemoração.

Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade”. O Verbo habita o corpo frágil de uma criança. Deus

Os anos se passaram, novas gerações chegaram,

confia seu Filho a uma jovem e a um marceneiro.

mas a memória traz essas lembranças saudosas do

Nasce numa família que mal havia começado. Deus

Natal em família que ainda tentamos manter.

nos ensina como caminhar na terra para voltar para nossa verdadeira casa. Jesus é nosso guia, nossa luz,

E a sua história de Natal em família, como vai? Você

sim. Ele dialoga conosco mesmo sem palavras.

recorda de algo especial? Você e sua família preparam com entusiasmo e intensidade? Há momentos de

Que tal fazer a história do Natal da sua família ser

disponibilidade ingênua para que a Criança Divina

mais verdadeira e viva? Faça a experiência de seguir

renasça espiritualmente a cada Natal? Tomara que

a trilha dos reis Magos, leve o “ouro” das suas boas

a Estrela de Belém nos guie assim como guiou os

ações, o “incenso” das orações diárias, o perfume da

Reis Magos para que, inspirados pela luz do Espírito

“mirra” do arrependimento. Coloque suas ofertas

Santo nossas famílias a trilhem o caminho do

simbólicas como “palhas” na manjedoura. Dê

Presépio.

exemplos concretos de fé, esperança e caridade para com seus familiares. Coloque-se aos pés do Menino

Que busquemos na singeleza o real sentido do milagre

Jesus e peça para que sua alma renasça, Ele está de

que é a vida. Quer Deus que abramos nossos lares,

braços abertos esperando nossa visita!

nossa mente e nosso coração para vivermos o Natal de corpo e alma. Jesus que se encarnou, santificou

Cada um de nós tem o livre arbítrio para reescrever

nossa humanidade, aceitou nossa fragilidade, nossa

sua história de Natal em Família. Desejamos que

vulnerabilidade assumindo um corpo humano.

cada um de nós faça as melhores escolhas para transformar a sua casa no melhor lar do mundo a

Ele foi a Criança que uniu para sempre a Família

cada ano. Bom e santo Natal com Jesus!

Humana à Família Celeste, por isso no Natal o Céu e a Terra se unem numa noite de comunhão. Ao contemplar o cenário do Presépio é possível sentir a singeleza e a grandeza dessa data, e compreender a profundidade do Amor de Deus por nós! Nosso Deus é UM que se revela em três Pessoas, estas dialogam entre si de forma uníssona e harmônica. Onde Um está, ali opera a Trindade em consonância, em plenitude. Também no advento do Natal a Trindade se faz presente! Ao contemplar Jesus Menino estamos diante do Deus da humildade, da corporeidade, da criação: “Por Ele todas as coisas foram feitas, e por nós homens e mulheres, desceu do céu e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio

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Convites das Paróquias

16º Natal Solidário – Natal com Jesus é Natal

Qual a melhor maneira de viver o Natal? Agradecendo ao Aniversariante, Jesus Cristo, com a prática de tudo que Ele ensinou. É com essa proposta que, em 14 de dezembro, a Associação Evangelizar e o Padre Reginaldo Manzotti, em parceria com a Prefeitura de Curitiba, irão realizar o 16º Natal Solidário. 14 de dezembro (sábado), a partir das 16h, em frente à Prefeitura Municipal de Curitiba (Praça Nossa Senhora de Salette, no Centro Cívico). A entrada é gratuita, mas a Associação pede que cada pessoa leve 1kg de alimento não perecível. As doações

Exposição de Presépios da Família Franciscana de Curitiba e Feirinha de Artesanatos Tema: "800 anos: Francisco e o Sultão". De 7 a 22/12 - das 9h às 19h na Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões - Salão Paroquial. Praça Rui Barbosa 149, Centro, Curitiba.

Bazar de Natal das participantes da Oficina de Nossa Senhora na Paróquia São Pio X Dias 1, 7, 8, 14 e 15 de dezembro. Aos sábados, das 17h às 19h30min e aos domingos das 8h às 13h e das 18h30min às 20h. Rua Hermes Fontes, 1073, Seminário, Curitiba.

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serão destinadas a instituições beneficentes atendidas pela Evangelizar. Programação 16h – Terço de Jesus das Santas Chagas 16h30 – Adoração ao Santíssimo 17h30 – Santa Missa com Dom Francisco Cota 18h30 – Entronização do Menino Jesus 18h45 – Auto de Natal 19h – Show com Padre Reginaldo Manzotti Local: Praça Nossa Senhora de Salette, no Centro Cívico


Festa de Natal do Apostolado Sonhar Acordado “Sonhar Acordado” nasceu do Movimento Regnum Christi como uma ONG no México em 1998, e está em Curitiba há 18 anos, Tem como missão a transmissão de valores para crianças em situação de vulnerabilidade social e a formação de jovens líderes, sempre em busca de uma sociedade mais justa. O encerramento do ano do Sonhar Acordado em Curitiba contará com uma festa na qual Crianças e jovens voluntários se divertem entre gincanas, brincadeiras e compartilham sonhos e momentos de alegria. Este ano está sendo preparada uma Festa de Natal para cerca de 250, crianças que já foram selecionadas e estão esperando ansiosas. A festa será no dia 15 de dezembro, das 9h às 17h. As crianças atendidas serão levadas ao Colégio Positivo Ambiental, onde acontecem as atividades. Qualquer jovem a partir de 15 anos pode se inscrever para ser voluntário. Para mais informações e para realizar a inscrição como “Voluntário Sonhador” acesse a página facebook.com/SonharAcordadoCuritiba.

Alguns concertos em nossas paróquias • Paróquia Senhor Bom Jesus dos Perdões - Praça Rui Barbosa 149, Centro, Curitiba 12/12 às 19h30 - Concerto Canto Coral da Fundação Cultural de Curitiba. Local: Igreja 14/12 às 19h - Cantata de Natal com os Corais Vox, Itálico, Folclórico Italiano Santa Felicidade, Escola de Cantores São Pio X, Fênix PUC e Amigas da Mama. Local: Igreja • Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Praça Portugal, s/n - Alto da Glória, Curitiba 7/12: Cantata de Natal com Coral dos Devotos, após a missa das 19h30 • Paróquia São Vicente de Paulo - Av. Jaime Reis, 531 - São Francisco, Curitiba 01/12 - Cantata de Natal: Coral e Orquestra UFPR, 19h30 08/12 - Cantata de Natal: Coral FAE, 19h30 15/12 - Cantata de Natal: Coral Charitas, 19h30 • Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais - R. Barão do Serro Azul, 31 - Centro, Curitiba 5/12 - 20h - Concerto da Camerata Antiqua de Curitiba 6/12 - 19h - Encontro de Corais para Concerto Natalino • Paróquia Santa Luzia e São Nicolau - R. Gen. Agostinho Pereira Alves Filho, 529 14/12 e 21/12: Cantata de Natal após a missa das 19h • Paróquia Senhor Bom Jesus do Cabral - R. Bom Jesus, 159 - Juvevê, Curitiba 1/12: V Cantata de Natal, após missa das 18h30

Outros convites: • Paróquia Menino Deus - Rua Arlindo Araújo Sobrinho, 310 – Guabirotuba 07/12 - Missa com Bispo Aux. Dom Francisco às 19h30 com Feira de Natal; 08/12 - Festa em Honra ao Menino Deus, com missa, almoço, show de prêmios e feira de Natal • Santuário Nossa Senhora de Guadalupe - Praça Senador Correia, 128 - Centro, Curitiba 7 a 15/12: Exposição Caminho de Guadalupe, passos que nos levam à Mãe 12/12 - Festa da Padroeira Missas 7h30, 12h e 18h • Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Praça Portugal, s/n - Alto da Glória, Curitiba 22/12, 12h – Almoço de Natal com pessoas em situação de rua

A programação acima contempla algumas atrações abertas ao público enviadas à Arquidiocese de Curitiba. Confira a programação de missas de Natal e Ano Novo diretamente nas paróquias.

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Especial

“Nossa família sempre se reúne para várias comemorações, mas depois que virou tradição a Novena de Natal, pudemos sentir o quanto esse momento é especial” O depoimento acima é da Família Teles e retrata como a Novena, em família, representa a mais alta expressão de apropriada preparação do santo Natal. Vale para a família, pastoral, movimentos da Igreja, comunidades, vizinhança, condomínio: o espírito do Natal é a aproximação entre as pessoas, que cria laços e fomenta a cultura do encontro. E no encontro há sempre uma mística especial onde o eu e o tu formam um nós, uma comunidade. A Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Curitiba almeja que as “comunidades de comunidades” se encontrem periodicamente, não somente por ocasião do Natal, mas com frequência, à luz da Igreja. Por isso, todos os anos lança um roteiro de reflexões contidas em um livro, denominado “Caminhando”, que em 2019 chega à sua 33ª edição. O Caminhando 33 apresenta um roteiro para cada reunião com orações, sugestões de cantos, textos de interpretação da Palavra e sugestões de perguntas para conversa nos encontros dos diversos Grupos de Cristãos. Neste ano de 2019, pode ser adquirido na versão completa (para todo o ano litúrgico) ou então, em separado, o subsídio de “Novena de Natal”.

Adquira o Caminhando 33 Novena de Natal: R$ 2,00 Livro Completo (todo o ano litúrgico): R$ 7,00 Descontos a partir de 101 unidades. À venda nas paróquias e na Livraria Arquidiocesana. Av. Jaime Reis, 369 – bairro São Francisco, Curitiba. Reservas pelos telefones: (41) 2105-6347 / 2105-6325 / 98733-5877 (whatsapp)

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JOSÉ LUIS MANRIQUE Comissão de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da Arquidiocese de Curitiba

Ecumenismo

Cantata Ecumênica de Natal Uma atividade para incluir em todas as agendas paroquiais “Deixar-se transformar continuamente pelo encontro com o outro e pelo testemunho mútuo da fé” é um dos imperativos ecumênicos que católicos e luteranos assumiram juntos no documento “Do conflito à comunhão”, de 2017. Cada vez que tenhamos oportunidade, é nosso dever propor e fomentar o encontro e a partilha entre as confissões cristãs. Nesse sentido, o tempo de advento e Natal são uma oportunidade riquíssima para este fim. Todas as igrejas cristãs celebram o nascimento de Jesus Cristo e entendem que tal acontecimento merece, de alguma forma, uma preparação e exercícios espirituais que levem a mudanças concretas nas nossas vidas. O documento citado pertence aos católicos e luteranos, mas se faz extensivo a todo cristão que sinta o chamado do Espírito para a unidade. Uma das possibilidades é organizar uma Cantata Ecumênica de Natal, onde a sensibilidade da música é capaz de mediar tal encontro fraterno. Mas como se faz uma Cantata Ecumênica de Natal? O primeiro passo pode ser entrando em contato com as igrejas cristãs do bairro, com as lideranças ou as equipes de música, e simplesmente propor a ideia para trabalhar ela em coletividade. Não existe roteiro pronto, o principal elemento é um coração aberto à riqueza da diversidade

cristã e assim, com convicção, reconhecer juntos que nossas vidas são conduzidas “pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20). Para a alegria da Igreja, a Comunidade do Santuário de Santa Rita de Cássia e a Comunidade Luterana da Cruz, as duas vizinhas no bairro Hauer, já fizeram das Cantatas Ecumênicas de Natal uma tradição. As duas celebram juntas esse evento desde 2017. Em 2018, o Grupo Folclórico Ucraniano Poltava, em comunhão com a Metropolia Católica Ucraniana de São João Batista, aderiu à celebração e continua participando com alegria e irmandade em Cristo. No final das apresentações, trocas culturais e reflexões natalinas, todos os participantes cantam uma música juntos como aparece na foto abaixo de 2018. A Comissão de Ecumenismo e Diálogo Interreligioso da Arquidiocese de Curitiba incentiva e apoia todas as comunidades da cidade para se organizarem e irem ao encontro das confissões cristãs da sua região para que este tipo de evento se faça cada vez mais frequente. Para informações e assessoramentos entrar em contato pelo e-mail: ecumenismo@mitradecuritiba.org.br.

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PE LUCIANO TOKARSKI Coordenador da Comissão da Animação Bíblico–catequética

Catequese

RETROSPECTIVA E GRATIDÃO Adeus ano velho, feliz ano novo. O fim de ano é sempre marcado por encontros festivos, amigos secretos, confraternizações, abraços, sorrisos e ações fraternais. O cansaço bate à nossa porta; por outro lado, a esperança se renova.

Igreja. As coordenações realizam um trabalho inigualável em nossa arquidiocese. São imbatíveis, perseverantes e audaciosos. Quero expressar meu singelo carinho: deixem-se ser guiadas pelo Espírito.

Em primeiro lugar, faço uso da palavra retrospectiva, que significa “olhar para trás”. É uma espécie de “retrospectiva catequética”. Olho para o passado com o sentimento de missão cumprida. Trago então à memória algumas experiências fundamentais decorridas durante o ano, realizadas com alegria e dedicação.

Em segundo lugar, faço uso da palavra gratidão. A gratidão é a voz do coração. O evangelista Lucas ajuda-nos a entendê-la na cena da cura dos dez leprosos. Diz o texto: “um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu” (Lc 17,15-16). A gratidão é acompanhada pelo bom humor e alegria.

Recordo-me das inúmeras formações dos agentes da Iniciação à Vida Cristã: as escolas catequéticas nos setores pastorais, as formações paroquiais e setoriais de catequistas, a Escola de Coordenadores de Catequese, a Escola do Catecumenato, a Escola dos Agentes da Pastoral do Batismo, a Escola Catequética Discípulo Amado e demais escolas do IAFFE, as oficinas arquidiocesanas de catequese e a formação de catequistas dos colégios confessionais e não confessionais. Forme-se: não deixe que te roubem o desejo de conhecer a fé cristã. Recordo-me o dia festivo da Concentração Arquidiocesana de Catequistas. Um domingo simpático, cheio de sorrisos, com encantos e cantos, de muita oração e celebração. Fomos envolvidos pelos afetos de Deus e pela comunhão eclesial. Este dia certamente ficará guardado em nossas memórias. Recordo-me das coordenações de Catequese das paróquias e colégios. A coordenação de catequese exerce a missão de semear no coração do catequista o amor por Jesus e pela

Gratidão é a linguagem de um coração nobre, distante da vulgaridade e mesquinhez. “Gratidão é a única resposta digna ao dom de Deus”, diz o Papa Francisco. É a expressão de uma profunda relação com Deus, de onde provem tudo o que temos e somos. São Paulo exorta: “em tudo daí graças, pois esta é a vontade de Deus” (1Ts 5,18). Gratidão a Deus pelas atividades catequéticas durante o ano, pela vida dos catequistas, pelas lutas e cansaços e pelas alegrias e tristezas. Gratidão por aquilo que não pudemos realizar, pelas pessoas que se foram e pelas que chegaram. Alegrai-vos sempre, orai sem cessar. Deixemo-nos envolver pelo amor de Cristo. Sirvamos nossa Igreja com entusiasmo e coragem. Deus sempre renova nosso ministério. Vamos juntos... 2020 está chegando! Com bênçãos especiais! Feliz Natal!

CONCLUSÃO DO IAFFE 2019! Foto: Débora Mara Neves

Foi no dia 24 de novembro, data da última aula nas Escolas e Cursos do IAFFE 2019, que mais de 300 alunos participaram da Santa Missa na capela da PUC, presidida por D. José Antonio Peruzzo. Após a celebração, os participantes receberam seus certificados de conclusão. É com muita alegria que expressamos nossa admiração por esses cristãos líderes e atuantes em suas comunidades! Seu amor à missão da Igreja, seu ardor pela evangelização, sua perseverança em buscar formação para melhor servir sua comunidade, com certeza, está no coração de Deus.

ESCOLA BÍBLICA ARQUIDIOCESANA ESCOLA ARQUIDIOCESANA DE TEOLOGIA ESCOLA ARQUIDIOCESANA DE LITURGIA ESCOLA CATEQUÉTICA DISCÍPULO AMADO ESCOLA ARQUIDIOCESANA DE FORMAÇÃO MISSIONÁRIA EDUCAÇÃO SEXUAL E PARENTAL ESCOLA MÍSTICA E ORAÇÃO CRISTÃ ACONSELHAMENTO PASTORAL E ESCUTA ATIVA ESCOLA DO SERVIÇO CANÔNICO PASTORAL

130 vagas 130 vagas 70 vagas 130 vagas 70 vagas 70 vagas 70 vagas 70 vagas 70 vagas

15/03 a 15/11 15/03 a 15/11 15/03 a 15/11 15/03 a 15/11 15/03 a 16/08 15/03 a 16/08 15/03 a 21/06 12/07 a 15/11 12/07 a 15/11

INSCRIÇÕES: Site: www.arquidiocesedecuritiba.org.br/iaffe2020 ou Cúria Metropolitana – Av Jaime Reis, 369 / Alto São Francisco - Pastoral Catequética – 2105.6318

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Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2019


76 anos catequizando!

FLAVIA REGINA SILVA Coordenadora da Pastoral Catequética Paróquia Sagrada Família-Setor Portão

“Não fui eu que escolhi, foi Jesus! Deus me quis na Igreja e eu obedeci.” Às seis e meia da tarde de uma segunda-feira de novembro chego à casa de Dona Maura, uma senhora de 85 anos. Ela está lá sentada na cozinha com a porta aberta, me esperando. Me recebe com um afetuoso beijo e me convida a entrar. Sobre a mesa da sala havia porta-retratos, álbuns de fotos, recortes de jornais e muitas cartinhas. Tudo cuidadosamente separado previamente por ela, para que não esquecesse de nenhum detalhe. Em uma estante, uma vela acesa, com várias imagens de Santos, fotos de seus pais e irmãos e alguns bibelôs. Em outro canto, sob uma pequena mesa, a Bíblia que ganhou das mãos de Dom Peruzzo durante uma homenagem na Concentração de Catequistas, em Campo Largo. Ela me contou que tinha muita vontade de conhecer e conversar pessoalmente com ele. Ficou muito feliz. Assim como eu fico muito feliz em contar sobre a sua trajetória. É o mínimo que devemos fazer para agradecer todo o amor que ela tem em catequisar. Maura Borges da Silva, mais conhecida como Dona Maura. Nascida em Castro, Paraná, no ano de 1934. Família grande, 11 irmãos. Em Castro, na Paróquia Santa Ana, aos domingos, a família participava e ajudava nas Missas. D. Maura me conta que a primeira catequista foi sua mãe, que reunia os filhos ao redor dela para ensinar o catecismo, para lerem a Bíblia. Muito emocionada, fala com carinho dos momentos durante a Quaresma, momentos de muita oração e silêncio. Também da preparação durante o Advento, as novenas nas casas. Começou a frequentar os encontros das Irmãs de São José e em 1943, aos 9 anos, recebeu o Sacramento da Eucaristia. Foi assim que iniciou a sua trajetória dentro da Igreja e na Catequese. 76 anos catequizando! É surpreendente este número. D. Maura me conta que, após receber o Sacramento da Eucaristia, começou a catequisar em todos os lugares onde estava e isso acontece até hoje. Começou ensinando primeiro seus amigos a rezar, depois até mesmo os pais de seus amigos. Também acompanhava as Irmãs de São José, ajudando-as nos encontros de catequese. Em 1957 se muda para Ponta Grossa e durante 3 anos dedica seu tempo a ajudar no Seminário, onde descobre um desejo imenso em dedicar-se às vocações. Decide que será missionária e que irá realizar missões em outros países. Durante um momento de oração, porém, é tocada por uma voz que diz a ela que aqui também precisamos de missionários. Ela, obediente, entende o recado.

e eu não consegui dirigir. Entendi que Deus queria que eu catequisasse utilizando minhas pernas.” E usando suas pernas, quando iniciou a Devoção à Misericórdia Divina, nesta paróquia, visitou mais de 100 casas. Entre seus cadernos vejo as Chamadas da Missa. Dentro, encontro datas e nomes dos catequisandos que compareceram às Missas. Um capricho sem igual. Sempre na primeira folha dos cadernos, a abertura é uma imagem de Jesus Misericordioso, uma mensagem citada por Santos ou Papas e seu nome completo. O local para catequisar nem sempre era o melhor, mas isso não a impedia. Uma parte do dinheiro que recebia, com seu trabalho, comprava materiais para seus catequizandos. Muitas vezes alimentava-os com bolachas e somente depois iniciava seu encontro. “Eles sentiam fome e se eu não desse essas bolachas eles não iriam conseguir aprender.” Quando leio algumas cartinhas, percebo o quanto ela foi generosa e amorosa. As cartinhas estão recheadas de agradecimentos, de desejos de vida longa e desejos que um dia possam se conhecer. Pergunto se ela não conhece aquelas pessoas que escreveram as cartinhas, ela me diz que não conhece, que simplesmente sabe que algumas comunidades precisam de ajuda e ela envia materiais para eles e não espera nada em troca. Pergunto a ela por que escolheu a Catequese, rápida me responde: “Não fui eu que escolhi, foi Jesus! Deus me quis na Igreja e eu obedeci.” Conheci D. Maura quando eu ainda era criança. Minha mãe também era catequista. Ela faz algumas referências a minha mãe. Isso me emociona muito. Aprendi o verdadeiro valor de catequisar. Pergunto que mensagem gostaria de deixar para os catequistas e ela me responde: “Rezem, cuidem dos catequizandos e de suas famílias e não desistam. E amem esse Jesus que ama vocês!” Que Deus nos abençoe nessa missão de catequisar e que nos dê esperança de sermos um pouquinho de D. Maura.

Foto: Edson - Pascon

No ano de 1961, aos 27 anos, chega em Curitiba, junto com sua família. Na Paróquia Bom Jesus do Portão ela se dedica à Cruzada Eucarística, à Catequese e ao Apostolado da Oração. Logo descobre uma pequena comunidade e começa a ajudar neste novo lugar. A Paróquia é a Sagrada Família, que hoje pertence ao setor Portão, onde desde 1969 segue com sua missão. Para que pudesse catequisar em outros lugares fez a habilitação para dirigir, adquiriu o primeiro carro e, para sua surpresa, como ela mesmo disse: “Meus braços travaram

EXPEDIENTE COMISSÃO DA ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA: catequese@mitradecuritiba.org.br. (41) 2105-6318. Coordenação: Pe. Luciano Tokarski. Assessoria: Regina Fátima Menon.

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Dimensão Missionária

PE. FABIO ENDLER

O Programa “Igrejas-Irmãs” no Brasil A Cooperação Missionária entre Igrejas locais no Brasil como Comunhão, Participação e Corresponsabilidade Missionária.

Iniciaremos a partir desta edição da Revista Voz da Igreja uma apresentação e reflexão sobre o programa “Igrejas-Irmãs” no Brasil e Ad Gentes, propagado e motivado pelo Departamento Missionário do Conselho Episcopal Latino-Americano como um projeto missionário para a América Latina. O programa “Igrejas-Irmãs” é a ação pela qual duas Igrejas em nível local, nacional ou continental - tendo em vista motivar e realizar o dever da missão universal que incumbe a todo o Povo de Deus - se comprometem a uma colaboração missionária mútua mediante a participação de recursos humanos, financeiros e institucionais. Desta forma, duas Igrejas Irmãs, vivendo em comunhão e participação, realizam a missionariedade da Igreja com um novo modo e com novas expressões. Em janeiro do ano de 1972, os membros da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil visitaram a Amazônia, lançaram então a ideia do programa Igrejas Irmãs – Alguém está chamando do outro lado dos confins da diocese. Para dar início à série de artigos sobre o programa “Igrejas-Irmãs’ na Arquidiocese de Curitiba, lançamos o testemunho concreto de um dos nossos padres em missão na nossa Igreja-Irmã na Prelazia de São Felix do Araguaia no Estado do Mato Grosso, desde o ano de 2007. Acompanhemos o testemunho do Padre Fábio Endler: Uma igreja em saída - Ainda estava na paróquia do Santíssimo Sacramento no bairro Água Verde quando nos propusemos a ser uma paróquia em “estado permanente de missão”. Ouvíamos o clamor da Igreja que ecoava em tantas necessidades e desafios na ação evangelizadora: ser uma Igreja em saída; uma paróquia missionária.

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Propusemos um caminho de conversão pastoral, identificando luzes e sombras através de atitudes concretas: sair para servir, para anunciar, para dialogar e para testemunhar a comunhão com Cristo. Foi neste contexto que compreendi o apelo da Igreja de nossa Arquidiocese de ajudar a Igreja de São Félix do Araguaia neste projeto de igrejas irmãs. O êxodo de si - Penso que seja como o caminho de uma semente. É um processo maravilhoso e ao mesmo tempo exigente. Cada um de nós é lançado pelo Evangelho da Salvação para produzir mais frutos: se o grão de trigo que cai na terra não morre não produz frutos. Assim também eu me senti lançado nesta terra do Vale do Araguaia, outrora já conhecido como o “Vale dos Esquecidos”. Aqui nesta região que abrange parte da bacia hidrográfica do Araguaia me recordo do Povo de Deus, o povo hebreu, que nasceu das tribos do crescente fértil. Quando foram para o Egito em busca de alimento e sobrevivência acabaram tornando-se escravos. Num passado próximo, 50 anos atrás, o lugar onde moro (Porto Alegre do Norte) era terra dos Tapirapé e dos Xavante, hoje grande parte da Floresta e do Cerrado já não existem mais como bioma e encontramos uma população de enfrentantes (posseiros, ocupantes) que para cá vie-


ram na esperança de reconstruir, recomeçar uma nova vida e que se tornaram reféns deste projeto de levar o desenvolvimento a esta região: Portal da Amazônia. As dificuldades enfrentadas nessa região poderiam levar ao desânimo do povo. Todavia, cabe lembrar as primeiras palavras que ouvi quando visitei Dom Pedro Casaldáliga pela primeira vez: “nunca perder a esperança”. Hoje compreendo que o Deus da nossa história é o Deus da Esperança e tenho a certeza que Ele me chamou, me enviou e realiza seu projeto de salvação apesar de minhas fragilidades, continuamente me chamando ao êxodo... O reencontro consigo mesmo - Sair para encontrar. Parece um paradoxo, mas a experiência da missão nos permite tomarmos distância de nossas “zonas de conforto”. Somos desafiados a manter a mente e o coração abertos se quisermos aprender a olhar e sentir a vida a partir de um outro ponto de vista sobre a realidade. O mais impressionante é que, neste esforço, se desvelam também nossas certezas e inseguranças, virtudes e fraquezas. A missão leva ao encontro do outro, mas este processo vai revelando ao mesmo tempo quem a gente de fato é. Essa não é uma experiência de todo agradável, mas é de muito crescimento e amadurecimento. Na missão encontramos o espaço que precisamos para o encontro conosco. Tempo de conversão - Será que conseguimos mudar? A tensão entre o homem velho e o homem novo de que já o Apóstolo Paulo nos fala indica uma dimensão essencial do chamado à missão. Essa tensão inevitável torna-se manifesta diante do chamado à vida missionária. O imperativo do Senhor para cada missionário faz do anúncio do Reino um caminho permanente de conversão.

famílias descobrimos que também elas, como a família e Nazaré, não encontram um lugar para ficar. Há muitos sem casa, perseguidos, em migração. Não sei até que ponto essa realidade é consequência das escolhas de cada um, mas sei que a situação político-econômica dificulta a fixação das pessoas nas comunidades. Sem esse elemento de permanência, sem a possibilidade da continuidade, dificilmente surgirão laços fraternos e solidários que permitam o pleno desenvolvimento da pessoa humana, a vida plena e digna. Por outro lado, neste tempo também recordamos a experiência daqueles Reis Magos que,chegados ao Palácio de Herodes, procuravam o Rei que acabara de nascer. Os presentes que carregavam - ouro, incenso e mirra podem ser também compreendidos como os sonhos, as esperanças, os desejos, sentimentos que cada homem tem no coração. Estes homens saíram de seus povos, de seu conforto, de suas famílias e se lançaram em um longo caminho que os levaria ao encontro do Senhor de toda vida. Vejo nesta experiência, uma metáfora da missão. Desejamos levar o que temos de melhor, oferecer às pessoas nossos presentes. Procuramos trazer os melhores meios, instrumentos, projetos, na esperança de conseguir deixar para a comunidade uma semente que possa dar frutos. O missionário é chamado a dar o melhor de si, mas tem que saber que o que faz frutificar o trabalho, o que faz germinar a semente é a graça de Deus. Vejo ainda na visita dos Reis outra lição. É preciso aprender com Melquior, Baltazar e Gaspar a voltar para casa. Como eles, terei também de encontrar um novo caminho.

Encontramos pessoas com pensamentos e valores muito diferentes; experiências e vivências que aparentemente nada têm em comum com as nossas; perspectivas políticas e econômicas distantes das que conhecíamos. Encontramos migrantes de tantos lugares que buscam um pedaço de terra, trabalho, dinheiro e que “estão” até que apareça algo melhor. Diante dessas realidades ou acolhemos, respeitamos, perdoamos, aprendemos a amar ou o Reino não se fará presente. Voltar pra casa seguindo outro caminho - Estamos nos aproximando do Natal. No encontro com as pessoas e

EXPEDIENTE COMISSÃO DA DIMENSÃO MISSIONÁRIA: Coordenador: Padre Marcondes. Secretária: Elania Bueno - 2105-6376. E-mail: elaniacmb@mitradecuritiba.org.br Arquidiocese de Curitiba | Dezembro 2019

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Dízimo

CLÓVIS VENÂNCIO Pastoral Arquidiocesana do Dízimo

ADVENTO: TEMPO DE

REFLEXÃO E CONVERSÃO O Tempo do Advento é um período de quatro

Para tanto, dispõe de pessoas capacitadas e recursos

semanas, que neste ano de 2019 será integralmente

técnicos adequados para elaborar materiais de apoio

no mês de dezembro. É o período de preparação

como folders, banners, cartazes etc, bem como,

para celebrar o Natal de Nosso Senhor Jesus

buscam desenvolver e executar atividades com o

Cristo, buscando conhecer mais e melhor os seus

objetivo de sensibilizar e despertar o senso individual

ensinamentos, colocando-os em prática em nosso

de pertença e o verdadeiro sentido do Dízimo e das

dia a dia, vivendo o verdadeiro processo de conversão.

Ofertas na comunidade, bem como, o espírito de

É neste contexto que a Pastoral Arquidiocesana

partilha e de corresponsabilidade dos paroquianos.

do Dízimo oferece esta mensagem, com vistas a contribuir para a reflexão sobre os ensinamentos de

Além disso, a Pastoral Arquidiocesana do Dízimo

Jesus, particularmente no que se refere ao uso dos

procura proporcionar aos integrantes da Pastoral do

bens materiais neste mundo transitório, como meio

Dízimo de todos os níveis, encontros de formação

de alcançarmos os bens futuros na eternidade feliz

proporcionando, também, subsídio às coordenações

do Reino de Deus.

setoriais e paroquiais, para evangelizar os cristãos católicos sobre o Dízimo e as Ofertas.

Portanto, o Tempo do Advento é o tempo da virtude e da esperança dos bens futuros. É o tempo de

Em síntese, a atuação da Pastoral Arquidiocesana

renovar a fé e amar o que é do céu vivendo neste

do Dízimo, além de ações administrativas ou

mundo fraternalmente o amor mútuo, a caridade

de caráter esporádico em eventuais entrevistas

evangélica como autênticos filhos de Deus nosso

públicas em meios oficiais de comunicação oferece

Criador. Isso significa estarmos permanentemente

as atividades como: SEMINÁRIOS, FORMAÇÕES

vigilantes, palavra que se destaca no Evangelho de

PARA

Jesus, segundo São Lucas, e objetiva alertar-nos

AGENTES MULTIPLICADORES, ESCOLA ITINERANTE

para os riscos de não deixarmos nos envolver pelas

DO DÍZIMO, FORMAÇÕES PAROQUIAIS.

COORDENADORES,

FORMAÇÃO

DE

ambições pessoais e coisas puramente materiais. Por ser oportuno, a seguir apresentamos uma síntese Dentre os critérios utilizados pela Igreja Católica para

do que foi o XXIII SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO

exercer sua principal Missão que é dar continuidade

DA PASTORAL DO DÍZIMO:

à evangelização, destacam-se as atividades das diversas Pastorais, dentre as quais ressaltamos a

O Seminário ocorreu no dia 20 de outubro de 2019,

Pastoral do Dízimo.

em dependências do Colégio Santa Madalena Sofia, no bairro Higienópolis, em Curitiba e contou com 180

Com efeito, a Equipe Arquidiocesana da Pastoral

participantes. Este evento teve como palestrante

do Dízimo busca contribuir com o bonito trabalho

o Padre Cristóvam Iubel do clero diocesano de

exercido pelas pastorais paroquiais, motivando e

Guarapuava-Pr, o qual é experiente conhecedor dos

oferecendo apoio para que alcancem seus objetivos

temas relacionados com o Dízimo e as Ofertas.

no exercício de uma pastoral de comunhão

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e participação, que favoreça a animação e o

Desde o início de suas exposições, Padre Cristóvam

crescimento das comunidades.

procurou fazer uma reflexão sobre o uso dos bens

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materiais dentro da perspectiva da espiritualidade.

Já a opção consciente é decorrência de que em nossa

Assim, ressaltou o significado da Pastoral do Dízimo

Igreja Católica o Dízimo não é uma lei, ou seja, não se

na orientação das pessoas sobre os ensinamentos

constitui somente como uma obrigação, mas, sim,

de Jesus e como os mesmos se aplicam ao nos

como um compromisso assumido conscientemente

relacionarmos com o uso de bens materiais no

pela pessoa.

processo de evangelização. Em resumo, o palestrante classificou o Dízimo em cinco aspectos ou elementos fundamentais, caracterizando-os como “raízes” de uma árvore:

No que se refere ao terceiro aspecto significa que se espera uma contribuição generosa e consciente, pois não se estabelece um valor pré-determinado ou decorrente de um percentual estabelecido compulsoriamente a partir de um montante de remuneração recebida, porém o valor precisa ter um

1

Expressão de Fé.

2

Opção Consciente.

3

Contribuição Generosa.

4

Estabilidade.

Os aspectos estabilidade e periodicidade são

5

Periodicidade.

conscientes e conhecedores das necessidades de suas

significado, ser importante para o dizimista e não representar uma sobra.

decorrência normal de cristãos católicos autênticos, comunidades eclesiais. Sabendo-se que, sobretudo no meio urbano, as paróquias têm compromissos

O primeiro aspecto é o mais importante, pois,

regulares a serem honrados de maneira adequada,

como expressão de fé, reafirma, também os

há uma expectativa de recebimento estável das

valores espirituais de nosso batismo e caracteriza a

contribuições numa periodicidade que, na grande

contribuição como “partilha”.

maioria dos casos, isso ocorra mensalmente.

Votos de Feliz Natal e Próspero Ano Novo O Coordenador da Comissão 10 e demais integrantes da Equipe da Pastoral Arquidiocesana do Dízimo aproveitam esta oportunidade para desejar a todos os amigos e leitores da Revista Voz da Igreja, nossos sinceros votos de um Feliz e Santo Natal e que as alegrias inerentes a esta data tão querida sejam um prenúncio de um Ano Novo pleno de realizações e verdadeira felicidade para todos.

EXPEDIENTE COMISSÃO DA DIMENSÃO ECONÔMICA E DÍZIMO: Coordenador da Comissão e Pastoral do Dízimo: Wanderley Zocolotti. Assessor Eclesiástico da Pastoral do Dízimo: Pe. Anderson Bonin. Secretária da Pastoral do Dízimo: Vanessa Langner - (41) 2105-6309. E-mail: dizimo@mitradecuritiba.org.br

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Dimensão Social

O Dia Mundial de Luta contra a AIDS e a Pastoral da Aids A cada edição da Revista Voz da Igreja, a Comissão da Dimensão Social apresenta uma pastoral ou movimento. Conheça melhor nesta edição a Pastoral da Aids.

No dia 1º de dezembro é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, uma doença que atinge muitas pessoas. Esta data reforça a necessidade da solidariedade, compaixão e compreensão às pessoas que se encontram infectadas pelo HIV. Além de chamar a nossa atenção para a luta pelo acesso universal do tratamento por meio de campanhas de conscientização e de informação. O laço vermelho da logo da Pastoral da Aids simboliza a solidariedade e o comprometimento na luta contra a AIDS. Segundo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/AIDS (UNAIDS), que reúne agências da ONU especializadas na epidemia, em 2018 o Brasil teve um aumento de 21% no número de novas infecções por HIV nos últimos oito anos, ou seja, 53 mil casos novos. Considerada uma epidemia, o combate e a conscientização sobre a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) e o vírus HIV, causador da AIDS, tem recebido especial atenção de nossa Igreja no Brasil com a Pastoral da Aids. A Pastoral da Aids é uma Pastoral Social cuja missão principal é a de evangelizar à luz dos desafios que a epidemia de HIV/AIDS impõe à comunidade humana. Assim sendo, busca contribuir com a diminuição do número de infecções, incentivar o cuidado de si e dos outros, garantir vida digna para todas as pessoas que vivem e convivem com HIV/AIDS, humanizar as interações sociais combatendo a exclusão, o estigma e o preconceito numa atitude efetiva dos valores evangélicos. Como Igreja em Saída, atenta aos desafios da atualidade, o trabalho nesta pastoral está apoiado em cinco pilares: prevenção; mística e espiritualidade, acolhida e solidariedade, incidência política, articulações e parcerias. Uma pessoa que atua por este carisma é resultado de quem teve uma experiência com Jesus, que é tão pleno em amor e misericórdia. O bom Samaritano (Lucas 10, 25-37), nosso modelo de vivência cristã, retrata o perfil daqueles que desejam viver o carisma misericordioso desta Pastoral.

Assim sendo, as lideranças e agentes da Pastoral da Aids, em comunidade de fé, buscam aprender e ter os mesmos sentimentos de Cristo e, a partir desta realidade fundante, levar os ideais que abraçaram para o universo das pessoas soropositivas, na defesa de seus direitos, na implementação de políticas públicas e no controle social. A Pastoral da Aids acredita no trabalho de base, na ampliação de agentes capacitados para replicar ações na linha de prevenção e assistência, na reestruturação dos laços familiares e na reinserção social. Na articulação entre organizações não governamentais, sociedade civil, órgãos do governo, profissionais de saúde e conscientização de toda a população. Participe, conheça este trabalho. As reuniões mensais da Pastoral da Aids acontecem no segundo sábado de cada mês, às 15h, na Cúria Metropolitana de Curitiba (Av. Jaime Reis, 369).

EXPEDIENTE COMISSÃO DA DIMENSÃO SOCIAL: Coordenador:Pe. Danilo Pena. Secretaria da Dimensão Social: Leandro Corsi da Silva. Telefone: 2105-6326 E-mail: dimensaosocial@mitradecuritiba.org.br

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Painel

Corpus Christi 2020 já tem tema O tema “Pão da Vida” está ligado à Campanha da Fraternidade do ano que vem. “O pão é um símbolo de unidade cristã, as igrejas precisam superar os diálogos polarizados em todos os sentidos. Esta é uma causa para os católicos, mas que irradia para toda a comunidade”, disse Dom Peruzzo. Em 21 de novembro ocorreu reunião do arcebispo com o prefeito em exercício, Eduardo Pimentel, para alinhar os preparativos para a solenidade na capital paranaense.

Missa no Dia Mundial dos Pobres No domingo, dia 17 de novembro deste ano, a Igreja Católica celebrou no mundo o 3º Dia Mundial dos Pobres. Como mensagem para este ano, o Papa Francisco toma como ponto de partida as palavras do salmista “A esperança dos pobres jamais se frustrará” (Sal 9, 19), que, segundo o papa, “são de incrível atualidade”. Em Curitiba, diversas lideranças de pastorais sociais da Arquidiocese estiveram presentes em missa promovida pela Dimensão Social da Arquidiocese. A missa foi celebrada no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe pelo bispo-auxiliar de Curitiba, Dom Francisco Cota, e concelebrada pelos padres Reginaldo Manzotti – reitor do Santuário -, e padre Danilo Pena – coordenador da Dimensão Social na Arquidiocese.

Missa em ação de graças pelos 15 anos da Pastoral da Pessoa Idosa No dia 10 de novembro ocorreu em Curitiba uma linda comemoração aos 15 anos de existência Pastoral da Pessoa Idosa. A celebração foi no Bosque São Cristóvão, reunindo voluntários de diversas localidades do Brasil. Atualmente são mais de 25 mil voluntários espalhados pelo Brasil, que visitam mensalmente aproximadamente 150 mil pessoas idosas com muita ternura e de forma contínua.

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CAMINHANDO 33

Material de apoio para grupos de reflexão nas famílias Novena de Natal:

R$

2,00 7,00

Livro completo:

R$

Descontos a partir de 101 unidades

À venda nas paróquias e na Livraria Arquidiocesana.

Reservas pelos telefones: (41) 2105-6347 / 2105-6325 (41) 98733-5877

Agenda 2020

DIÁRIO ORANTE + LECTIO DIVINA

DISPONÍVEL PARA VENDA NA

LIVRARIA ARQUIDIOCESANA

(41) 98733-5877

Av. Jaime Reis nº 369 Alto São Francisco - Curitiba/PR sac@mitradecuritiba.org.br

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Revista Voz da Igreja - Dezembro/2019  

Revista da Arquidiocese de Curitiba - dezembro de 2019

Revista Voz da Igreja - Dezembro/2019  

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