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Ano XVII - Número 24 Janeiro/Fevereiro 2014

O JOGO JÁ COMEÇOU Para especialistas, no cenário econômico, o Brasil entra em campo e tem alguns desafios a vencer para voltar a crescer e impedir a recessão.


índice

Janeiro/Fevereiro 2014

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EDITORIAL CARTA DO LEITOR ESPECIAL Economia

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EDUCAÇÃO ISI lança EaD

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TECNOLOGIA Redes sociais

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NEGÓCIOS Mercado imobiliário

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CURIOSIDADE Histeria coletiva

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SAÚDE Setor da saúde se prepara para a Copa do Mundo

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BELEZA Transformação

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TURISMO Destinos de viagem para quem quer sair do País durante a Copa

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ATUALIDADE 2014, prospecção de novos projetos

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PERSONAGEM DA SAÚDE Altamiro Honório Motta Júnior

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CADERNO VIP 75 anos do Sinsaúde Itapira homenageia presidente do Sindicato 7 ª Ofisaec

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FATOS E FOTOS São João da Boa Vista

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editorial

Este é um ano para torcer e comemorar. Pelo menos é o que todos querem. Este é um ano peculiar. Tem samba em março, goleada em junho e urna em outubro. A cada evento, o brasileiro vai vibrar de emoção. Não há neste rincão tupiniquim quem não tenha uma escola de samba do coração. Mesmo que ela mude a cada nova estação, a torcida é grande e a expectativa deixa a respiração mais rápida. Se ela sai vencedora, sai de perto que o samba vai rolar solto. Mas é o futebol que garante a maior unanimidade nacional, mais ainda agora que a Copa será aqui, no Brasil. Teremos um mês - junho - de grande efervescência. A realização da segunda Copa do Mundo no País terá partidas disputadas em 12 cidades: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Entretanto, diversos outros municípios estão envolvidos no torneio mundial, seja cedendo espaço para treinos e preparo de outras seleções ou prestando serviços necessários à realização do evento. A torcida é para que a Copa movimente a economia com a garantia de mais emprego, aumento na produtividade e, claro, na arrecadação. No geral, a expectativa é que o saldo final seja digno de comemoração. Na área econômica, que se comprove que valeu todo o investimento público feito. Do torneio, queremos, claro, a vitória do Brasil, que poderá, em 2014, ser hexacampeão, mantendo a imagem de país que mais títulos acumulou desde que a Copa do Mundo teve início, em 1928, na França. Para acompanhar todos os resultados, jogo após jogo, preparamos um brinde especial para o leitor da Em Cena. Uma tabela com data, horário e local de cada rodada, impressa em papel especial que pode ser guardada para ser conferida a qualquer momento. E vamos torcer para que cada olhada

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seja de alegria, de triunfo. Outro jogo vai ser disputado em outubro e será, sem sombra de dúvidas, o mais importante de todo o ano. Nele, cada brasileiro será um atacante que precisa fazer os seus gols e garantir a vitória dos melhores. São as eleições majoritárias, nas quais vamos escolher o próximo presidente da República, novos senadores, deputados federais e estaduais e também os governadores de cada Estado. Queremos o Brasil governado pelo melhor. Queremos São Paulo governado pelo melhor. E para que isto se torne realidade, precisamos estar atentos e estudar. Sim. Estudar o currículo e a vida de cada candidato. Não dá para escolher somente com base no que cada um fala, pois ninguém vai divulgar fatos que não sejam positivos para si. Portanto, assim como a seleção precisa se preparar para a Copa, o eleitor tem que se preparar para o voto, para exercitar o seu papel de cidadão. E, desta maneira, fazer a sua melhor escolha. Os profissionais da saúde têm ainda mais um motivo para comemorar. Sua entidade de classe, o Sinsaúde Campinas e Região, acaba de completar 75 anos de vida. Uma existência totalmente voltada para a representação e o trabalho pela valorização da categoria, que consideramos a mais importante do mundo, pois é ela que cuida de todas as outras. São os profissionais da saúde, trabalhadores dedicados, que dia e noite zelam pela saúde da população. Conheça um pouco da sua história. Nós o convidamos a ler o caderno especial que conta as dificuldades, os tropeços e as vitórias desta entidade que quer ser sempre melhor, porque tem orgulho de representar os profissionais da saúde. Assim, queremos fazer um brinde à saúde. Um brinde a cada brasileiro por sua fé e esperança em dias melhores. Edison Laércio de Oliveira Presidente


expediente - carta do leitor

Espetáculos Acrobáticos “Lendo a matéria do circo, eu me remeti ao tempo de criança. Como eu gostava de assistir ao Circo do Arrelia pela TV, mas como tudo o que é bom dura pouco, o circo também acabou. Os artistas circenses lutam para manter a cultura e a magia do circo, mas poucos sobrevivem. A falta de incentivo e investimento nesta cultura não aparecem, mas a teimosia dos artistas faz com que a cultura não morra. Parabéns pela teimosia dos circenses em manter o espetáculo, seja com grandes ou pequenas plateias, debaixo de lona ou nas ruas.” Marla Lúcia Rodrigues O. Lima - Limeira Agradecimento “Gostaria de agradecer ao Sinsaúde, pois todas as vezes que precisei de atendimento, tive retorno. Os funcionários sempre me atenderam com muita cordialidade. Parabéns a todos que fazem do Sinsaúde um sindicato nota 10. Não deixando de especificar o atendimento mil dado pelos advogados e pela equipe de odonto, em especial ao Renato. A todos muito obrigada. Uma pena não continuar associada, uma vez que me desliguei da empresa.” Elis Soltoski - Campinas

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1938

Sensibilizado, agradeço a gentileza da mensagem enviada pelo Sinsaúde Campinas e Região juntamente com o envio de um exemplar da edição 23 da revista Em Cena com matérias muito bem elaboradas.” Desembargador Flávio Allegretti de Campos Cooper, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª

ANOS

SINSAÚDE CAMPINAS E REGIÃO

Sua opinião ou sugestão é muito importante! Correspondências para esta seção: Por e-mail: srodrigues@sinsaude.org.br ou domma@domma.com.br Por carta: Rua Duque de Caxias, 368, Centro CEP 13015-310 – Campinas/SP

Região - Campinas

EXPEDIENTE

2013

Saúde em maus lençóis “É inacreditável quando se lê uma reportagem como esta e saber que um Estado rico como o de São Paulo não consegue investir dinheiro para que a população de baixa renda tenha cuidados médicos. Que dirá Estados com poder aquisitivo baixo, como os do Norte, Nordeste. Os governantes têm que entender que as Santas Casas são do povo e precisam de recursos para sobreviver e atender os que mais precisam e não têm condições de pagar por um convênio médico. Parabéns não só pela matéria, que nos causam indignação, mas pelas boas informações que a revista nos apresenta.” Renzo Pavoni - Campinas

Esta é uma publicação do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas (Sinsaúde) Site: www.sinsaude.org.br E-mail: sinsaude@sinsaude.org.br Facebook: facebook.com/sinsaude Presidente: Edison Laércio de Oliveira Diretora de Comunicação: Sofia Rodrigues do Nascimento Redação e criação: DOMMA Comunicação Integrada

Jornalista responsável: Sirlene Nogueira (Mtb 15.114) Redação: Ana Carolina Barros (Mtb 58.939), Mariana Dorigatti (Mtb 60.431), Sirlene Nogueira, e Vera Bison (Mtb 12.391) Projeto gráfico: Javé Editoração: Felipe Teixeira e Gabriel Viveiros Ilustração da Capa: Felipe Teixeira Fotografia: Ari Ferreira (Mtb 28.843), Gustavo Tilio (Mtb 43.790) Revisão: Vera Bison Tiragem: 22 mil exemplares

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especial

JOGO para

um

CRAQUES

P

esquisa nacional divulgada em 2013 pelo Ibope Inteligência comprova o senso comum que diz ser o futebol a maior das paixões dos brasileiros. Em segundo lugar vem a cerveja, seguida de perto pelo carnaval. Outros acertos. Demanda-se daí que 2014 vai ser o ano do brasileiro. O carnaval vem logo aí (março) e o maior evento esportivo do futebol mundial acontece no Brasil, em junho, fato que não ocorria desde 1950. Já, a cerveja, bem... naturalmente deve permear entre os dois eventos. Mas que esse gosto não deixe nenhum cidadão alienado de outro evento de grande importância para a sua vida, o qual nem de longe se encontra listado entre as dez maiores paixões brasileiras: a renovação dos representantes políticos. Nesta área haverá, neste ano, as eleições majoritárias para escolha de novos deputados (estaduais e federais), governado-

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res, senadores e presidente da República. Uma má escolha no processo eleitoral que acontecerá em outubro poderá levar o brasileiro a chorar por quatro anos, pois somente em 2018 haverá nova oportunidade de mudança. A situação econômica do País, de várias maneiras é uma consequência das opções feitas em cada eleição, pois ela é dirigida e, mais importante, é definida por estes representantes da sociedade. E a economia brasileira pede cautela e atenção ao cidadão. Os prognósticos de estudiosos, analistas, economistas e institutos de pesquisa mostram que neste ano, os brasileiros precisam estar ainda mais atentos aos humores da economia que no ano que terminou. As previsões não são as melhores para este ano. Portanto, é bom não se deixar levar por paixões passageiras. Na opinião do economista e técnico do


Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) - Subseção da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo, Luiz Fernando Alves Rosa, o desempenho da economia brasileira em 2014 será condicionado pelo comportamento da economia mundial (EUA, Europa e China) e pelas limitações estruturais internas. “Quanto à conjuntura externa, não temos nenhum controle, mas se sabe que a recuperação destas economias será lenta e irregular e, certamente, a crise não se revolverá em 2014.” Internamente, o Brasil deve continuar lidando com certos impedimentos estruturais que bloqueiam o crescimento, como a escassez de poupança interna, ou seja, a falta de capital para financiar novos investimentos; as altas taxas de juros que tornam o custo do capital ainda mais caro e desestimulam o investimento produtivo; e, por fim, uma taxa de câmbio ainda valorizada que prejudica a competitividade dos produtos nacionais. Some-se a esse quadro a tendência de alta da inflação um pouco acima da verificada em 2013 e do desemprego que deve também crescer, senão pela necessidade de demissões por parte das empresas, mas por causa dos novos cidadãos que integram no mercado produtivo ou por aqueles profissionais que buscam o segundo emprego para complementar a renda familiar.

3,23% para o ano passado e deve fechar em 2,3%. O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no País. Portanto, a diminuição no valor dele indica que a demanda decresceu na maioria dos mercados. Isto significa que o Brasil está dando sinais de recessão? O conceito de recessão é bastante complexo. Normalmente se diz que uma recessão se instala quando é registrada uma queda no PIB durante dois trimestres consecutivos. Para os economistas em geral, só se fala em recessão quando a comparação entre o PIB e capacidade produtiva das empresas resulta numa capacidade ociosa generalizada. Ainda não é o caso.

Salário mínimo tem menor reajuste O salário mínimo nacional passou em janeiro para R$ 724,00. Um reajuste de 6,78% em relação aos R$ 678 fixados até dezembro/2013. O aumento real foi de 0,8% e é o menor índice verificado nos últimos anos. Em 2013, o salário mínimo teve aumento real de 2,7%, e em 2012, de 7,6%.

Mercado reduz previsão para PIB No início do ano, a primeira pesquisa feita pelo Banco Central (BC) junto do mercado financeiro sobre previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, mostrou que o índice caiu para abaixo de 2%. Há um mês, era de 2,1% e, há um ano, de 3,7%. Agora, o índice é de 1,95%. Na opinião da jornalista Miriam Leitão, divulgada em seu blog no site da CBN, a grande dúvida é se os bancos e as consultorias estão sendo realistas ou jogando para baixo pelos erros cometidos em anos anteriores. No primeiro ‘Boletim Focus’ - consulta semanal feita pelo BC a uma centena de instituições financeiras e consultorias -, do governo Dilma, o otimismo era forte. No dia 7 de janeiro de 2011, a aposta era de um crescimento de 4,5% naquele ano. Deu 2,7%. No começo de 2012, a previsão era de 3,3%, e a realidade foi 1%. No dia 4 de janeiro de 2013, a pesquisa registrou que a mediana do mercado era de

Inicialmente, o governo havia previsto um mínimo de R$ 722,90 para este ano. Deputados e senadores revisaram o salário porque o Produto Interno Bruto (PIB) de 2012, que é usado no cálculo do mínimo, foi atualizado. O mínimo é calculado com base na inflação e no PIB de dois anos anteriores.

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especial

Entretanto, uma das tos, os gargalos estruturais consequências mais do País não serão resolvidesastrosas dos gargalos dos e o Brasil continuará não resolvidos da ecorefém de um crescimento nomia brasileira é que econômico baixo, com o País tem se revelado pressão inflacionária patenincapaz de crescer a te. Portanto, todo cuidado taxas mais significativas é pouco. sem que ocorra uma “pressão de preços”, Salário e trabalho em a velha conhecida 2014 inflação. “Isto ocorre E por falar em crespor conta da baixa cimento, em 2014, os produtividade do País trabalhadores têm muitos e a incapacidade de motivos para se preocupar. Edison Láercio de Oliveira elevar a produção em O melhor é se organizaPresidente da Federação paulista volume suficiente para rem desde agora, já que o da Saúde e do Sinsaúde Campinas e Região atender o aumento de jogo não será de brincaconsumo derivado do deira. De acordo com os próprio dinamismo da economistas, enquanto o economia”, ensina Luiz crescimento da renda real Fernando Rosa, técnico (descontada a inflação) foi do Dieese. de 3,4% na média de 2007 Como o Brasil segue a 2012, em 2014 deve ficar uma política de “metas entre 0,7% e 1,5%. Ou de inflação” é quase seja, a renda deve crescer certo que em 2014 o metade do percentual dos índice flutue ao redor últimos seis anos. “Para do centro desta meta, melhorar esta expectativa, ou seja, entre 5% e os trabalhadores terão que 5,5%. Aliás, o Banco estar mais mobilizados, Central, para garantir unidos e também prepaeste resultado, já deu rados. Isto significa estar indícios de aperto na por dentro das tendências política monetária. do segmento que atuam, “Para 2014 é provável da situação real da empresa que a Selic permaneça em que trabalham e das Luiz Fernando Alves Rosa elevada, ao redor de possibilidades de avanço Economista, técnico do Dieese 10,5%”, acrescenta o existentes“, pontua o preeconomista. sidente da Federação dos Embora controlar Trabalhadores da Saúde do a inflação seja absolutamente necessário, o Estado de São Paulo e do Sinsaúde Campinas problema da política de juros altos é que ela e Região, Edison Laércio de Oliveira. cria um “circulo vicioso”, que se por um lado Ele analisa que as dificuldades para mobié capaz de baixar os preços, por outro acaba lizar os trabalhadores têm sido grandes nos reduzindo o consumo e desestimulando ainda últimos anos e se tornam ainda mais difíceis mais os investimentos. Sem novos investimennum ano peculiar como este, no qual as aten-

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ções estão mais dispersas em virtudes dos eventos programados. “Futebol é paixão, mas também pode ser fonte de alienação.” Observa que além de o salário mínimo ter o segundo menor reajuste real em 12 anos de gestão do PT no Palácio do Planalto, o próprio desaquecimento da ocupação (emprego) deve levar a reajustes salariais menores neste ano. “A inflação corrói os ganhos nos salários e afeta o poder de compra dos trabalhadores e por isto estamos nos organizando para buscar resultados consistentes para os profissionais da saúde na campanha salarial”, assinala. Edison Oliveira defende que os salários no setor da saúde precisam crescer. Os profissionais da área que há 15 anos ganhavam cinco salários mínimos em média, hoje recebem três. Três fatores levaram

a este quadro. Primeiro, a política de valorização do salário mínimo, que, segundo cálculos do Dieese, em dez anos (entre 2003 e 2013) obteve aumento real de 70,49%. O segundo é a realidade sempre caótica do setor de saúde, no qual os recursos são sempre escassos e insuficientes e, por último, as dificuldades de mobilização de uma categoria que historicamente foi preparada para servir, cuidar. “Por isso mesmo, o crescimento dos salários deve ser conquistado por várias frentes: no momento da negociação coletiva, por vias políticas com a aprovação da jornada de 30 horas e do piso nacional para a enfermagem e por pressão social, com a população exigindo atendimento de qualidade para o setor”, conclui Edison Laércio de Oliveira. (Sirlene Nogueira)

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Federação da Saúde pede e Alckmin acata retorno da terceira faixa do piso estadual O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, sancionou no último dia 19 de dezembro a Lei 15.250 que reajusta em 7,18% o piso regional paulista. O texto, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em 17 de dezembro, estabeleceu que o piso regional do Estado de São Paulo passe a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2014. A primeira faixa do salário mínimo do Estado passa de R$ 755,00 a R$ 810,00. A segunda vai de R$ 765,00 para R$ 820,00. A terceira faixa, na qual estão inseridos os ‘trabalhadores de serviços de higiene e saúde’, foi eliminada, o que gerou grande insatisfação para a categoria e seus dirigentes. “O piso regional é importante para todos os trabalhadores, pois impede que as empresas arrochem ainda mais os salários dos

seus funcionários e contribui para manter o poder aquisitivo”, explica o presidente da Federação paulista da Saúde, Edison Laércio de Oliveira. Foi a sua interferência que levou o governador Geraldo Alckmin a se comprometer e enviar um novo projeto para a Assembleia Legislativa garantindo o retorno da faixa salarial da qual integram os profissionais da saúde. “Expliquei para ele que a supressão seria um retrocesso para o Estado e também para os profissionais que não foram reenquadrados em outra faixa, além da tendência de rebaixamento salarial para as categorias envolvidas”, esclarece Oliveira. O novo projeto de lei, enviado em dezembro pelo governador, para ser apreciado pela Assembleia Legislativa (Alesp) no início de fevereiro, com a reinclusão da tercei-

ra faixa salarial prevê que os trabalhadores deste nível deverão ter seu piso estabelecido em R$ 835,00, retroativo a 1º de janeiro. Oliveira destaca que para que isto acontecesse, as negociações envolveram, além do próprio governador Alckmin, o secretário Estadual de Gestão Pública, David Zaia; o deputado estadual Barros Munhoz, ex-presidente da Alesp; e também o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah e o secretário-geral da instituição, Canindé Pegado. “Todos contribuíram nas negociações que culminaram com a revisão feita pelo governador. Assim, ninguém da área da saúde pode ganhar menos que R$ 835,00.” Esta aí uma vitória dos trabalhadores paulistas que merece ser comemorada com a segunda paixão nacional.

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educação

u c r a so EaD ç n a l I IS para

TÉCNICO DE ENFERMAGEM

O Instituto de Saúde Integrada inova mais uma vez com ensino a distância

C

om o advento da internet, mídias sociais, smartphones, tablets e demais tecnologias digitais, o mundo vivencia uma geração com jovens ávidos por informação just in time, ou seja, que se apropriam da informação no momento, local e na forma que desejam. Diante desse cenário, o Instituto de Saúde Integrada (ISI), criado em 2006 e mantido pelo Sinsaúde Campinas e Região, inaugura de forma pioneira no Estado de São Paulo o curso de técnico de enfermagem na modalidade semipresencial, que vai utilizar tecnologias da educação a distância (EaD). Com lançamento previsto para abril de 2014 somente nas cidades da região de Campinas, o novo curso foi autorizado pelo Conselho Estadual

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da Educação mantendo a sede do ISI na Rua Barreto Leme, 1552, em Campinas, como polo central. Para se habilitar como técnico de enfermagem, o aluno deve cumprir 1.800 horas/ aula, sendo 1.200 de aulas teóricas e 600 de estágio. No método a distância, a parte teórica será dividida em duas, ficando com dois blocos de 600 horas, um presencial e o outro a distância. Nada muda no estágio e as 600 horas exigidas por lei, obrigatoriamente serão presenciais. “Além disso, deve ser feito em hospitais qualificados e supervisionado por enfermeiros”, complementa o coordenador pedagógico do ISI, Anderson Mendes. Já, o conteúdo teórico difere do presencial apenas em relação às ferramentas que serão utili-


zadas para levar a informação aos alunos. “A modalidade a distância será oferecida de forma dinâmica com fóruns de discussão, exercícios interativos com feedback em tempo real, avaliações, simulações computadorizadas, animações, videoaulas e estudos de casos”, informa Glaucia Calmona Arrojo, enfermeira e gerente do projeto de implantação do EaD no ISI. Para atender a este objetivo será utilizada a plataforma Moodle, um software livre, utilizado no mundo inteiro e desenvolvido especialmente para ensino a distância, onde os conteúdos são inseridos com o uso de textos, imagens, vídeos, infográficos para facilitar o processo de ensino e aprendizagem. O gerente de TI, Marco Antonio Ricciardi dos Reis, junto com o webdesigner, Marcelo Barella, trabalham para garantir que o aluno que optar por estudar no ISI encontre uma plataforma segura e um site eficiente e intuitivo que o atenda a qualquer tempo e lugar. Para completar, o curso será

apresentado também em formato PDF, para que o aluno possa imprimir e consultar sempre que necessário, informa a diretora pedagógica, Maria Antonia Pollastri. Vantagens do ensino a distância Segundo dados da Associação Brasileira de Educação a Distância, o crescimento do número de alunos matriculados em cursos a distância é um fenômeno mundial. No Brasil, o Censo da Educação Superior 2012 registrou 1.113.850 matrículas em cursos de graduação, o que corresponde a 15,8% do total da população universitária brasileira. Seguindo esta tendência e sabendo de suas vantagens do ensino a distância, o ISI oferece sua estrutura tecnológica para fazer a diferença na formação e no desenvolvimento teórico dos futuros profissionais da saúde. O instituto conta com salas multimídia, laboratórios de informática, farmácia, enfermagem e um laboratório

Leide Mengatti, Marco Antonio Reis, Danielle Lemos, Anderson Mendes, Maria Antonia Pollastri, Glaucia Arrojo e Marcelo Barella: equipe de profissionais que coordena o EaD ISI

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educação de Simulação Realística, todos equipados com modernos aparelhos e manequins para a prática do estudo, e uma biblioteca composta por mais de 500 títulos. De acordo com a enfermeira Bete Salvador Graziosi, doutora em informática

Investimento em educação começa com o PES A preocupação do Sinsaúde em viabilizar ações que proporcionem maior oportunidade de ascensão profissional é antiga. Em maio de 1996, no III Encontro Estadual da Saúde, promovido pela Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo, e na presença de 1.500 trabalhadores, foi dado um passo decisivo para a concretização de um grandioso projeto que revolucionaria o ensino para a categoria da saúde. Foi criado o Projeto Educação na Saúde (PES), que tinha como objetivo dar oportunidade de aquisição de conhecimento e aperfeiçoamento profissional para os trabalhadores da saúde.

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médica e consultora do ISI, o profissional de saúde deve ser treinado e capacitado para tomar decisões seguras, responsáveis e, sobretudo, conscientes. Neste cenário, as tecnologias educacionais, como o ensino a distância, representam a melhor opção

Em seu primeiro ano, o PES colocava em sala de aula 8.200 trabalhadores. Até o ano 2000, quando terminou o projeto, foram formados no Estado, 17,6 mil trabalhadores como auxiliares de enfermagem. Destes, 4.697 ganharam também a formação básica no 1º grau. O final do programa, financiado com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) não significou o fim dos investimentos em educação para os profissionais da saúde, pois a diretoria do Sinsaúde seguiu batalhando pela qualificação dos trabalhadores. Em 2006, foi criado o Instituto de Saúde Integrada (ISI). Além de ações culturais, o ISI oferece aos trabalhadores e à sociedade em geral cursos de formação e aperfei-

çoamento profissional na área da saúde. O Instituto está instalado numa das alas das dependências da Irmandade de Misericórdia de Campinas (Santa Casa), onde ocupa uma área de 2,5 mil metros quadrados. A parceria foi viabilizada por meio de um contrato de comodato que vai até 2028, firmado entre Sinsaúde e Santa Casa. À frente do instituto, na qualidade de diretora executiva, está a vice-presidente do SinsaúdeCampinas e Região, Leide Mengatti, com sua equipe de profissionais e uma excelente infraestrutura. Até agora o ISI já formou mais de 8 mil profissionais nos vários cursos que a escola oferece.


para contribuir e, especialmente, Diante de todo o trabalho ampliar as formas de aprendizado e empenho da equipe de prodas aulas presenciais. fissionais competentes do ISI “O aluno é imerso em um mune de sete anos de experiência do virtual, com o qual é possível formando profissionais técnicos interagir em um universo rico em de enfermagem, a expectativa da Bete Salvador Graziosi mídias, espelhando a prática assisdiretoria é de que o curso seja Doutora em informática médica tencial, sem expor os pacientes e o um sucesso entre estudantes e próprio aluno”, conclui. trabalhadores e contribua ativaPara Leide Mengatti, diretora executiva do mente para a evolução da categoria da saúde. ISI e vice-presidente do Sinsaúde Campinas e “O objetivo é desenvolver formas alternativas Região, a maior vantagem do ensino a distância de oferecer conhecimento e informação, qualié o respeito à individualidade intelectual de cada ficando as pessoas por meio de uma plataforma aluno. “O aluno estuda no momento, local e, de ensino-aprendizado. Esperamos que este sobretudo, no ritmo desejado, podendo rever curso híbrido seja um facilitador das melhores aulas e exercícios quantas vezes achar necessário, práticas, visando uma formação qualificada, cujo além de aprender com o próprio erro, por meio objetivo é melhor atender à população”, frisa das simulações, o que seria impossível durante Danielle Leite de Lemos Oliveira, coordenadora uma aula presencial”, ressalta a diretora executie responsável técnica do curso técnico de enferva, lembrando que não foi fácil desenvolver este magem do ISI. (Mariana Dorigatti) modelo que esbarrava nas restrições da legislação Mais informações: www.isicampinas.org.br ou contato@isicampinas.org.br para a área de saúde.

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Lançamento e uma turma de formandos do Projeto Educação na Saúde (fotos 1 e 2). Fachada e alunos do ISI (fotos 3 e 4)

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tecnologia

Estudos revelam que o Brasil é o país das redes sociais

E você, está

conectado?

D

aniela Cristina Duarte é como a maior parte dos brasileiros. Quando acessa a internet, vai checar o que está acontecendo em sua rede social, o Facebook. “O meu computador fica ligado em casa o dia todo, então gosto de entrar para ver os recados dos amigos, parabenizar os aniversariantes e quando estou de plantão, sempre antes de sair de casa ou do trabalho posto algo relacionado ao meu trabalho”, conta a técnica de enfermagem. A profissional da saúde comprova o que dizem os estudos sobre a rede social ser um sucesso no Brasil. Segundo o estudo “Hábitos e comportamento dos usuários das redes sociais no Brasil” feito com 650 internautas pela empresa E.Life, o acesso a estes sites de relacionamento é a principal atividade de 97,9% dos usuários da internet. A pesquisa ainda revelou que a rede preferida de 81,6% dos entrevistados é sem dúvida o Facebook. O Google+ apresentou um crescimento de 14% em relação à pesquisa anterior, assim como o Linkedin cresceu 21% em cadastros. Cristina Duarte Também foi detectado que o Orkut caiu Técnica de enfermagem 14 - EM CENA - janeiro/fevereiro 2014

18% e hoje é usado mais para jogos online. A rede da moda é o Instagram, que teve o registro de 22% dos entrevistados nos três meses anteriores à pesquisa. Isto revela um cenário favorável para redes de compartilhamento de imagens. Perfil da rede Há dois anos cadastrada no Facebook, Daniela faz parte do perfil de usuários detectado pela pesquisa “Hábitos”. São elas, as mulheres, as que mais utilizam os sites de relacionamento e representam 58,7%. Segundo Alessandro Barbosa Lima, ceo da E.Life, a maior parte dos acessos está no sudeste. Ao todo 48,6% e, em média, são feitos por brasileiros com 30 anos e ensino médio completo. “Pudemos detectar também que a participação das classes sociais é bem equilibrada; de A a E participam das redes sociais.” O especialista explica que não há uma categoria Alessandro Barbosa Lima profissional que mais parCeo da E.Life


ticipe das redes sociais; no entanto 31% dos usuários são empregados com carteira assinada e 20% são estudantes. Para a técnica de enfermagem Daniela, a maior parte dos colegas são usuários do Facebook e, assim como ela, postam fotos pessoais e escrevem, entre outras coisas, sobre assuntos relacionados à saúde. “Eu gosto de postar quando estou indo para alguma balada, geralmente quando vou para o samba. Publico fotos com meus amigos e escrevo sobre romance, amor, saúde e sobre câncer, que está relacionado com o meu trabalho”, comenta ela. Para outra pesquisa feita pela E.Life “Saúde e bem-estar online - presença e comportamento de profissionais da área da saúde nas redes sociais” com médicos, fisioterapeutas e nutricionistas, os profissionais da saúde são a segunda fonte principal de informação da área para diversos públicos, como mães e pais Sofia Rodrigues do Nascimento preocupados com a saúde de seus filhos.

Sinsaúde Campinas e Região Cenário das redes sociais em 2013 Confira o levantamento que a Digital Insights realizou em 2013 sobre as mídias sociais mais acessadas: Facebook: mais de 1 bilhão de usuários Twitter: mais de 500 milhões Google+: mais de 500 milhões Linkedin: mais de 240 milhões Instagram: mais de 130 milhões Pinterest: mais de 70 milhões Há 5 min - Curtir -

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O tempo que os brasileiros passam na web tem contribuído para as empresas e entidades apostarem mais nas redes sociais, com o objetivo de se aproximarem do seu público. Um exemplo disto é o Sindicato da Saúde de Campinas e Região (Sinsaúde), que tem investido Diretora de Comunicação em sua Fanpage (facebook.com/sinsaude) e em do Sinsaúde melhorias no seu site (sinsaude.org.br). Qual é o segredo do sucesso? “Com o Facebook nos aproximamos ainda mais do De acordo com dados divulgados em 2013 pelo Ibope, nosso público e temos observado um crescimento con105,1 milhões de brasileiros estão conectados à internet. siderável desde que criamos este canal de comunicação”, E segundo Alessandro Barbosa Lima, ceo da E.Life, as pessoas passam em média 46 horas mensais na web, destas conta a diretora de Comunicação do Sinsaúde, Sofia Rodrigues do Nascimento. 4,9 horas em sites de relacionamento. E essa paixão pelas redes sociais tem mais perspectivas Para o especialista, o segredo do sucesso das páginas é de crescimento, principalmente com o uso mais frea sociabilidade. “Os brasileiros usam as redes sociais para manter contato com amigos e parentes, por isso, estes sites quente destas páginas em dispositivos móveis (celulares e tablets), que hoje representam 53%. Barbosa Lima atraem. O Brasil tem uma população muito sociável.” explica que as operadoras de celulares têm contribuído A pesquisa da Consultoria comScore também conspara isso, oferecendo acesso gratuito às redes. “Tem autatou em 2013 que a população brasileira é a que mais mentado cada vez mais a posse por dispositivos móveis e utiliza as redes sociais no mundo. A média está em 13 as operadoras, com suas promoções, têm levado cada vez horas mensais de uso. Na América Latina, o Brasil supera mais gente para estes canais de comunicação social.” os demais países, com a maior média regional de conexão Ana Carolina Barros às redes sociais, 9,5 horas frente às 5,1 horas mundiais. Sinsaúde Campinas e Região Mais sobre hábitos nas redes - A pesquisa “Hábitos e comportamento dos usuários das redes sociais no Brasil” revelou que redes sociais foram o quarto canal mais utilizado pelos usuários para se comunicar com o atendimento (SAC) das empresas nos últimos seis meses, com 52% de uso. Seguido pelo telefone (78%), e-mail (73%) e sites (72%). A maioria dos clientes (67%) afirma seguir páginas de empresas para recorrer ao atendimento (SAC) sempre que precisar. - Mais de 53% dos internautas usam a internet fora de casa por meio de celulares, sendo este o meio de acesso principal para mais de 10% dos entrevistados. - o acesso à internet por meio de dispositivos móveis está em alta no País: 62% dos entrevistados utilizam a rede por celulares ou smartphones - percentual próximo ao dos que acessam por notebooks, que é de 66%. O meio mais utilizado continua sendo o desktop, com 75%. Há 5 min - Curtir -

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negócios

N

ão é de hoje que se ouve dizer que investimento seguro é aquele feito em imóveis, capaz de aumentar consideravelmente o patrimônio dos investidores e garantir estabilidade financeira. Mas será que nos dias de hoje esta aplicação de recursos continua sendo o que tem menor risco? Até que ponto os eventos esportivos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, afetam o mercado imobiliário? A Copa do Mundo de Futebol tem contribuído para os investimentos em infraestrutura, principalmente nas 12 capitais que irão sediar Dimmy Carter Diretor comercial da Via Net o evento. Por este motivo, Dimmy Car-

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ter, diretor comercial da Via Net e especialista em consultoria de tecnologia para redes e imobiliárias, acredita que as pessoas podem ficar otimistas sobre o futuro dos negócios imobiliários após a Copa do Mundo. Para ele, o evento contribui muito para o mercado imobiliário, devido a melhorias nas vias de acesso, transporte público, novos hotéis que valorizam a região onde são construídos, etc. “Com a valorização dos imóveis no entorno e o aumento da construção de unidades habitacionais, vivenciamos o aumento da oferta de imóveis e a concorrência em busca de conquistar clientes, potenciais compradores”, esclarece. A grande preocupação dos investidores é com relação à situação do mercado após a Copa, quando os imóveis poderiam ser desvalorizados. Esta possibilidade é descartada pelo especialista que acredita que os imóveis de valores médios, os quais são mais vendidos, não terão seus preços alterados bruscamente. “Acredito que vão entrar numa margem de


preços estabilizada e, com isso, quem investir agora conseguirá uma boa rentabilidade, e como diz o ditado mineiro: ‘quem compra terra não erra’”, avalia. Na linha contrária está Fábio Portela, bacharel em direito, mestre em direito constitucional e filosofia e criador do blog “O pequeno Investidor”, Fabio Portela que em 2012 recebeu o prêmio Criador do blog “O pequeno Investidor” TopBlog de melhor blog de economia e finanças pessoais. De acordo com ele, pode sim haver uma desvalorização do mercado, mas isto não depende da Copa. “Pode acontecer antes da Copa, depois, ou pode não acontecer por um bom tempo. Os fatores em jogo são muitos e o governo tem grande poder sobre a maior parte deles. Outro evento que pouca gente tem considerado é a eleição em outubro. Acredito que há razões de sobra para os governos manterem a situação de relaxamento de crédito e de juros relativamente baixos até a eleição, para evitar uma derrota nas urnas”, opina. O blogueiro também alerta para o fato de muitas pessoas já terem investido em imóveis, pensando que poderiam lucrar muito com os eventos esportivos, o que é inviável, tendo em vista que o imóvel é um investimento a longo prazo. Além disso, lucrar com imóveis para além

dos eventos pressuporia que houvesse um forte investimento em infraestrutura no País, o que não aconteceu, segundo Portela. “Ninguém melhorou de maneira séria os aeroportos, o transporte público, a rede de saneamento para impedir alagamentos, nada. O que foi feito, foi reforma de fachada. Por que alguém ganharia dinheiro com estes eventos - o suficiente para compensar os preços absurdos que estão sendo praticados?”, indaga. Ainda é vantajoso investir em imóveis? Apesar das incertezas do período, o imóvel ainda é um bom negócio, de acordo com a maioria dos especialistas, que sempre reforçam que este tipo de investimento é para se lucrar em longo prazo. “É sempre bom lembrar que tem que investir de maneira inteligente. Você pode demorar a ter o investimento, mas ele é certo. No Brasil, o déficit habitacional ainda é muito grande, então você encontrará sempre um comprador para seu imóvel”, defende Dimmy Carter. Apesar de acreditar que há uma bolha imobiliária em construção, o blogueiro Fábio Portela também diz que investir em imóveis é importante, mas deve ser feito após muito estudo. “É uma dica que vale para qualquer investimento. Estude, leia bastante e não confie em ninguém a não ser em si mesmo. Muita gente - muita gente mesmo! faz bobagem porque não estuda todos os fatores envolvidos antes de optar por um investimento”, aconselha. (Mariana Dorigatti)

Dicas para quem quer começar a investir em imóveis

(Por Dimmy Carter)

- Conferir a idoneidade da empresa que está vendendo o empreendimento - Pesquisar muito sobre como investir em imóveis - Fazer um planejamento financeiro pessoal para não apertar as contas pessoais, já que investir em imóveis o retorno é de médio a longo prazo - Começar a investir em imóveis de preços menores e de acordo com a experiência adquirida e aumentar gradativamente os investimentos em imóveis com valores mais altos.

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curiosidade

a i r e t s i H Um dos mais intrigantes fenômenos da mente

M

uitos vão se lembrar de um curioso fato que ocorreu em 2007, quando quase 600 meninas de um internato no México começaram a apresentar os sintomas de uma mesma doença. Sem qualquer explicação, as jovens passaram a ter paralisia muscular, febre e náuseas. Depois de baterias de testes, os médicos descobriram que a doença misteriosa tinha origem psicológica e as autoridades de saúde mexicanas concluíram que as meninas da Escola Aldeia das Crianças estavam sofrendo de um distúrbio psicogênico maciço, em outras palavras, histeria coletiva. Mas, afinal, que fenômeno é este capaz de causar uma desordem em

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centenas de indivíduos sem que eles tenham consciência disso? Na medicina, o termo é utilizado para descrever a manifestação espontânea de um mesmo comportamento definido como histérico por um grande grupo de indivíduos. Nos casos mais graves, uma única pessoa ou um


C ol etiva

humana pode ser impulsionado pelas redes sociais

grupo relativamente pequeno é capaz de convencer um grande número de pessoas que determinada situação de perigo ou de ameaça está prestes a se instalar no meio, ou que este perigo já atingiu o grupo. De acordo com César Antônio da Rocha, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Paraná, o termo “histeria” pode ser empregado com diferentes acepções e foi provavelmente nos séculos 19 e 20 que se tornou mais popular, quando absorvido pela literatura psicanalítica. O termo descreve um estado clínico no qual os sujeitos experimentam severos distúrbios sensoriais e/ou motores e potencial perda de autocontrole. Já, o rótulo “histeria coletiva” é comumente empregado para designar situações em que isto ocorre com grupos de pessoas e

mais frequentemente tem sido adotado a situações que envolvem descontrole emocional coletivo intenso. “Há registros de diversos casos, em diferentes momentos históricos, como o famoso episódio do convento de Loudun, na França do século 17. Tal caso deu origem ao romance ‘Os demônios de Loudun’, de Aldous Huxley, que conta a história das freiras ursulinas que aparentemente sofreriam possessão demoníaca”, conta. As explicações tradicionais para a histeria coletiva apontam supostos “desejos inconscientes” como causadores deste tipo de fenômeno. Entretanto, para o psicólogo César da Rocha é preciso ir além e fazer uma análise comportamental contingencial, ou seja, levando em conta todas as circunstâncias nas quais cada

Guerra dos Mundos Em 1938, a rádio Columbia Broadcasting System noticiou uma adaptação de “Guerra dos Mundos”, dirigida e narrada por Orson Welles. O episódio foi ao ar em meio às tensões que precediam a Segunda Guerra Mundial. Resultado: os ouvintes pensaram que a narração era nada menos que boletins oficiais da situação do país perante a guerra e milhares de pessoas saíram às ruas em meio ao pânico instaurado por conta da “suposta guerra”.

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curiosidade

Dança da morte O caso mais antigo de que se tem notícia é o de Estrasburgo, na França, em 1518. Uma moradora da região começou, sem nenhum motivo aparente, a dançar no meio da rua, mesmo sem nenhuma música. Ela dançou ininterruptamente e, em uma semana, 34 pessoas se juntaram a ela na rua. Em menos de um mês já eram 400. A dança acabou levando muita gente à morte por exaustão, paradas cardíacas e derrames.

fenômeno ocorre. “Ao invés de investigar os supostos fatores inconscientes envolvidos, seria importante investigar as variáveis ambientais vigentes. Em que mudou o contexto geral recente dos locais de cada acontecimento? Qual é o contexto específico em que se manifestam os “surtos” de histeria? Que tipo de consequência pode estar mantendo estes padrões?”, explica.

formar em vetores de transmissão remota de histeria coletiva - uma condição que até agora se dava apenas quando as pessoas afetadas estavam concentradas no mesmo ambiente. Segundo Bartholomew, um surto de soluços e tiques entre estudantes de uma escola técnica ocorreu no início do ano passado na cidade de Danvers, em Massachusetts. O sociólogo investiga a possibilidade de as redes sociais atuarem nos dias de hoje como uma espécie de catalisador para tais Redes sociais e histeria comportamentos. Reconhecendo coletiva a natureza local e limitada dos César da Rocha O sociólogo neozelandês casos recentes, o especialista, que se Mestre em psicologia Robert Bartholomew, esdebruçou sobre mais de 600 casos, tudioso de casos de histeria enxerga em Facebook e afins o coletiva ao longo da história, fez um alerta em potencial para ajudar a espalhar e exacerbar um um artigo do site da revista “The Atlantic”: futuro episódio global de histeria coletiva. as mídias sociais correriam o risco de se transNeste contexto, podem-se relacionar os pro-

Espírito cearense Em uma escola no Ceará, em 2010, dezenas de alunos afirmaram ter visto o espírito de um aluno que tinha morrido, vagando pelos corredores da escola. Eles ficavam em transe ao entrar no local, chegando a desmaiar e ter convulsões. Ajuda psicológica foi acionada, porém, por conta do surto de histeria coletiva, as aulas tiveram que ser interrompidas.

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Epidemia de riso Uma piada contada dentro de um colégio na Tanzânia fez com que populações das diversas cidades locais sofressem crises de riso que levavam a desmaios, problemas respiratórios e erupções cutâneas. Segundo relatos, a piada foi levada pelos alunos para o ambiente domiciliar, gerando histeria entre os pais. Esta crise de riso demorou 18 meses para ser erradicada e ocorreu em 1962.

foto: Larissa Zanata

testos que marcaram o País no primeiro semestre de to raso como explica o advogado. “O discurso das 2013 e ganharam força com a participação predoredes sociais é dinâmico. O twitter, por exemplo, minante dos jovens e o uso das redes só aceita 140 caracteres, ou seja, sociais. Muitos artigos disponíveis na o debate é muito raso, porém é internet classificam o episódio como chamativo, tendo em vista que as uma histeria coletiva nos dias de hoje. pessoas, a cada vez que se maDe acordo com o advogado nifestam, buscam cativar outras Brenno Tardelli, membro do Instipessoas.” tuto de Defesa do Direito de Defesa Já, o mestre em psicologia e do Instituto Brasileiro de Ciências César da Rocha é de outra opinião Criminais e sócio da banca Advocacia com relação à influência das redes Tardelli, os protestos não podem ser sociais. “A agilidade de disseminacaracterizados como histeria coletiva. ção da informação pode ajudar a “É possível falar na adoção coletiva prevenir mal-entendidos e talvez de um pensamento raso, o qual passa isso explique em parte por que na a ser fixo e tido como a solução de contemporaneidade há menos reBrenno Tardelli todos os problemas. O clássico caso latos de casos de histeria coletiva”, Advogado brasileiro, que se viu com todas as opina o especialista, lembrando letras nas manifestações, é o probleque somente em longo prazo se ma da corrupção”, esclarece. terá clareza do efeito das redes sociais sobre o comNesse sentido, as redes sociais têm um papel portamento humano de modo mais amplo. (Mariana Dorigatti - ilustrações: Felipe Teixeira) fundamental na adoção coletiva de um pensamen-

Suposto ataque terrorista Uma mulher, ao desmaiar na escada rolante do aeroporto de Melbourne, Austrália, causou pânico entre os funcionários, que ligaram o desmaio a um ataque terrorista por meio de algum gás tóxico. O sistema de ar condicionado do local foi desligado para que a substância não se espalhasse. Nenhuma evidência tóxica foi encontrada, porém, mais de 50 pessoas foram levadas ao hospital por sofrerem desmaios semelhantes ao da mulher, que teve apenas um mal súbito.

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saúde

Copa do Mundo, O

setor da saúde

está preparado para atender

um

megaevento?

A

realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil tem sido motivo de grande polêmica e mobilização pela sociedade brasileira em meados de 2013 em várias cidades do País. De um lado, os que são a favor do evento desportivo, apostando grandes investimentos em infraestrutura e desenvolvimento interno. Do outro, os que desacreditam nos projetos do governo, alegando que o evento trará grandes gastos públicos e que este dinheiro deveria ser investido em setores mais carentes, como saúde e educação. Em função do fanatismo dos brasileiros pelo esporte, principalmente pelo futebol, é de se esperar que a realização da Copa tenha forte adesão popular, onde as diEdison Laércio de Oliveira ferenças sociais, políticas e econôPresidente do Sinsaúde micas, tão marcantes no dia a dia Campinas e Região

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do País, desaparecem quando o time verde-amarelo entra em campo. Porém, quais são as vantagens socioeconômicas e o retorno social para o país que sedia um megaevento esportivo? Os economistas alegam que é preciso analisar os investimentos públicos antes e durante o evento para que as pessoas do mundo inteiro tenham acesso aos locais de jogos, possam gozar de segurança, atendimento médico e conforto durante todo o acontecimento. “É a oportunidade para catalisar planos de investimentos que tenham por objetivo melhorar a infraestrutura e trazer benefícios para as condições de vida da sociedade, como estimular a prática de esportes, contribuir na redução dos índices de criminalidade e melhorar a qualidade de vida da comunidade ao redor das cidades-sede dos jogos. Também é a oportunidade de dar um salto na modernização e apresentar não só sua capacidade de organização, como também a força econômica para transformar o Brasil num dos mais importantes destinos turísticos do mundo”, diz o economista Luiz


Fernando Rosas, técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A Copa é um dos acontecimentos esportivos de maior porte do Planeta, com grande divulgação na mídia, capaz de mostrar para milhões de telespectadores de todos os cantos do mundo cenas que vão muito além de estádios e disputas esportivas e por isso requer planejamento e investimento de excelência em todas as esferas. “Mas o que está em jogo não é apenas o futebol, mas a oportunidade de atrair bilhões de reais em investimentos e aproveitar o evento para construir uma infraestrutura que ficará para a população, principalmente no que diz respeito à área da saúde, hoje tão carente”, pontua o presidente do Sinsaúde Campinas e Região, Edison Laércio de Oliveira. Ministério da Saúde investe R$ 1,9 bilhão em equipamentos de saúde Para capacitar o sistema de saúde para o período da Copa, nas 12 cidades-sede (Fortaleza, Salvador, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Manaus, Cuiabá, Natal, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou um investimento em infraestrutura de R$ 1,9 bilhão, visando a Copa e os Jogos Olímpicos de 2016, que também será no Brasil. O dinheiro será investido em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPAs), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), oficinas ortopédicas (fixas, fluviais e

terrestres), Unidades Móveis Odontológicas (UMOs) e na Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), um grupo criado para atuar em situações de catástrofe e emergências de grandes proporções em todo País e que poderá ser acionado para atender à Copa em caso de necessidade. Para as UBSs serão adquiridos 1,2 mil respiradores mecânicos e 1.010 eletrocardiógrafos. Às UPAs serão destinados 69.038 equipamentos, entre eles 1.096 ventiladores pulmonares e 392 aparelhos de raios X. As UOMs terão com mil veículos com consultórios montados e o Samu terá à disposição 2.180 veículos. São previstos, ainda, 80 aceleradores lineares, 25 oficinas ortopédicas e seis tendas para a Força Nacional do SUS. O balanço dos investimentos foi apresentado pelo ministro Alexandre Padilha, em maio de 2013, na 20ª Feira Hospitalar, no Expo Center Norte, em São Paulo. “Este montante de recursos abrange desde a estruturação de UBS nas cidades-sede até a compra de equipamentos hospitalares e ambulâncias do Samu, além de compor a Força Nacional do SUS”, ressaltou o ministro, lembrando que ainda serão destinados R$ 408 milhões à rede de urgência e emergência das cidades-sede e respectivas regiões metropolitanas. Na opinião do ministro Alexandre Padilha, a Copa é uma grande oportunidade para que os investimentos realizados sejam voltados para acelerar a implementação de melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS) e que fiquem como legado para a população brasileira. (Vera Bison)

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transformação

R

adicalizar e se tornar poderosa. É assim que a maioria das mulheres pensa e quer quando se submete à transformação da Em Cena. Uma expectativa também da enfermeira Pamela Isabela Giatti, que trabalha como técnica de enfermagem no Hospital Galileo, de Valinhos. Cansada do seu visual, candidatou-se para mudar sua imagem.

Embora, os caçadores de tendências e profissionais da beleza acreditem que o verão de 2014 será democrático e haverá espaço para todas as mulheres exercerem suas vontades em frente do espelho, certas características devem ser estudadas. “Os cabelos devem ter luminosidade e um corte que combine com o biotipo e o jeito de ser da mulher”, diz Sylvio Alduíno, do Studio Loft Hair Styling, de Campinas. Ele deixa claro que não segue tendência e sim estilo, procurando analisar o conjunto para valorizar a beleza do rosto pela concepção harmônica entre maquiagem, corte e coloração dos cabelos, aliados à personalidade, criando um visual próprio. Estudiosos em descobrir e criar tendências destacam que os castanhos iluminados continuam com tudo, mas que os loiros são preferência nacional, principalmente no verão, lembrando que as cores em alta para

Fonte: Sylvio Aduino - Salão Loft Hair Rua Coronel Quirino, 715 Cambuí, Campinas - Fone (19) 3231-3834 24 - EM CENA - janeiro/fevereiro 2014


as morenas são mel, avelã e tabaco e, para as mais branquinhas, o dourado. “O mais importante é buscar a naturalidade, ou seja, a cor que mais combina com o tom de pele”, pontua Sylvio. “Os cabelos deste ano terão movimento e o aspecto natural vai reinar”, completa. Por isso, nos cabelos de Pamela Isabela ele fez um corte desconectado, repicado e luzes para dar luminosidade aos fios e valorizando o seu tom de pele. “Um corte prático, despojado com leveza e suavidade para o dia a dia, pois o verão pede praticidade”, diz. Maquiagem A naturalidade da maquiagem, segundo o hairstyle, também é tendência em 2014 e para não ter erro, aposte em uma pele leve, passando um ar de descansada, em tons mais próximos do natural. Seguindo esta linha de raciocínio, Sylvio fez uma maquiagem leve, favorecendo a suavidade do

olhar e ressaltando a boca com batom vermelho, após Luciana Muller modelar a sobrancelha para deixar o olhar mais expressivo. “Uma maquiagem para todas as horas: dia e noite”, diz. Para finalizar, ele faz um alerta: “Ousada ou tradicional, de nada adianta estar com cortes da moda se os cabelos não estiverem hidratados e a pele bem cuidada. Não importa a estação ou a tendência, é preciso atenção constante e assim o resultado será muito melhor.” Um conselho que Pamela pretende seguir. “De nada adianta a gente procurar um profissional, mudar o visual e não seguir os ensinamentos para continuar mantendo os cabelos bonitos e saudáveis”, diz a profissional da saúde, feliz com o resultado obtido e a atenção que recebeu da equipe do Loft Hair Styling enquanto aguardava a finalização do seu novo look. “A insegurança falava mais alto, mas estou realizada e sem medo de ser feliz”, completa. (Vera Bison)

Esta coluna é destinada aos profissionais da saúde. E você pode ser a(o) próxima(o) a mudar sua imagem. Para participar, basta enviar um e-mail para srodrigues@sinsaude.org.br ou domma@ domma.com.br ou ainda entrar em contato com Sofia ou Tatiane pelo telefone (19) 3739-4277 - ramal 4244. janeiro/fevereiro 2014 - EM CENA - 25


turismo

Quer fugir do tumulto da

COPA DO MUNDO? Especialistas dizem qual a tendência de destinos dos brasileiros em 2014

S

e a Copa do Mundo é nossa, ainda não há ros este ano. Segundo o Departamento do Comércomo prever, mas que o evento vai movicio norte-americano, mais de 2 milhões de brasileimentar o Brasil em 2014 e com ele trazer ros viajaram para os EUA em 2013, 14% a mais do muitos turistas, isto é fato. que o registrado em 2012 e foi influenSegundo o Ministério do Turismo é ciado principalmente pela oferta de voos esperada a visita de aproximadamene de promoções. Com isso, o Brasil deve te 600 mil estrangeiros entre 12 de ultrapassar a Alemanha e se tornar o junho e 13 de julho, período em que terceiro maior emissor de visitantes, atrás será realizado o megaevento de futeapenas de Reino Unido e Japão. bol. Pensando nisso, as empresas dos E a tendência é de que continuem em setores aéreo e hoteleiro já estão apliascensão as viagens em 2014 e os gastos cando a alta dos preços, em torno de com estes passeios para destinos nacionais 50%, para os principais destinos que e internacionais. E mesmo com o cenário são: Porto Alegre, Curitiba, São Paudo dólar em alta não será prejudicial às Mauro Schwartzmann lo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, viagens, pois as promoções vão proporPresidente da Brasília, Cuiabá, Salvador, Recife, cionar a venda de pacotes para os Estados Costa Brava Turismo Natal, Fortaleza e Manaus. Mas e Unidos. Os destinos norte-americanos quem pretende fugir deste tumulto e realmente mais procurados pelos brasileiros são Orlando, curtir as férias escolares? Quais as opções? Miami e Nova Iorque. De acordo com especialistas, Profissionais do seguimento de turismo dizem outro fator que ajuda no aumento da procura por que o cenário ainda é incerto, mas apostam principassagens para os EUA tem sido a facilidade para se palmente na América do Sul, nos Estados Unidos e obter o visto. na Europa, como destinos turísticos para os brasilei“Os brasileiros estão viajando mais já há algum

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tempo e este índice continua crescente. mais tradicionais.” Não há ainda uma estimativa confiável Já, José Roberto Pezzopane, gerente da de aumento de viagens durante a Copa, Visual Turismo, diz que os brasileiros devem até porque pode ser até o contrário, ou ficar atentos, pois as tarifas de alguns aéreos Leonel Rossi Jr. seja, pode haver uma queda em função para Estados Unidos e Europa prometem Vice-presidente de Relações Internacionais da Abav do evento, já que o País praticamente vai subir de junho a julho, prevendo principalparar, as empresas vão dispensar funcionámente a fuga para outros destinos. rios, muitos executivos de empresas evitarão viajar nesta Em relação a preço, Mauro Schwartzmann aponta época, etc.”, diz Mauro Schwartzmann, presidente da que a tendência de turistas brasileiros para os vizinhos Costa Brava Turismo. Argentina e Chile vai continuar, pois para estes locais Para Schwartzmann, Estados Unidos e Europa são as tarifas se mantêm mais em conta, tanto na parte área sempre excelentes opções, especialmente a Europa, pois quanto na terrestre. (Ana Carolina Barros) o continente oferece uma gama enorme de opções para quem já conhece os países mais visitados e quer ver outros menos populares turisticamente. “Países como Eslovênia e Croácia, por exemplo, que são maravilhosos, muito amigáveis, membros da Comunidade Européia e com preços inferiores aos

Destinos brasileiros De acordo com pesquisa do site de viagens Trip Advisor, que revela as principais tendências da indústria de viagens e hospitalidade, quase 100% dos brasileiros planejam viagens para destinos dentro do País este ano. Mauro Schwartzmann, da Costa Brava Turismo aposta em destinos nacionais, como Trancoso, na Bahia; Porto de Galinhas, em Pernambuco; e Gramado, nas Serras Gaúchas. Para Leonel Rossi Jr., vice-presidente de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), durante o período da Copa vai ficar mais caro se locomover e hospedar dentro do Brasil, principalmente se for para alguma capital que sediará os jogos, por isso as pessoas que não forem assistir às partidas viajarão menos para estes locais, o que pode prejudicar o turismo interno durante os 30 dias do evento, como, por exemplo, o Nordeste, que representa cerca de 40% da venda de pacotes e

que terá capitais que sediarão o evento. “Para o Nordeste, um dos destinos mais procurados nas agências de viagens, talvez ocorra uma diminuição das viagens durante a Copa, pois as quatro capitais: Salvador, Recife, Natal e Fortaleza receberão os jogos. No entanto, nada impede os brasileiros de viajarem em outro período para estes locais, pois os jogos desta região acontecerão apenas na primeira fase”, explica José Roberto Pezzopane, gerente da Visual Turismo. E depois de avaliar o cenário para o turismo em 2014 com seus prós e contras... você, já escolheu seu destino?

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atualidade

Ano o, nov s a

esperanças

se

renovam

C

om o despertar de um novo ano, renovam-se as esperanças de alcançar o que não se conseguiu no ano que passou, reflete-se sobre o futuro e sobre as promessas de deixar vícios, perder peso, dentre outras tantas expectativas trazidas pelo anunciar de um novo tempo. Propõem-se novas promessas, elaboram-se novas estratégias para vencer os objetivos. É um momento de encontro com a gente mesma para repensar, pontuar os ‘prós’ e os ‘contras’ e de traçar metas a serem cumpridas nos próximos 12 meses… Enfim, razões não faltam para as mais diversas promessas. Elas surgem pela mesma lógica que estimula as pessoas a começarem uma dieta sempre na segunda-feira, pela ideia de que poderão se organizar para estabelecer a mudança e de que as promessas feitas na hora da virada de ano renovam as forças, aumentando a disposição para cumprir as metas estabelecidas. Um estudo realizado nos Estados Unidos, no Canadá e na Europa mostrou que o bem-estar das pessoas depende de dois fatores: seu estado de satisfação e o julgamento que fazem quando avaliam suas vidas. Das

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milhares de pessoas que prometem mudanças no novo ano, apenas 10% cumprem as propostas, segundo a pesquisa. O dia 1º de janeiro é uma espécie de grande ‘segunda-feira’ do ano. Isto porque é para esta data que ficam o compromisso de mudança de vida. Assim como muita gente deixa para começar o regime, a dieta na segunda, é para o primeiro dia do ano que ficam as expectativas para colocar em prática os novos projetos. Emagrecer, parar de fumar, melhorar a situação financeira, comprar a casa própria ou arrumar um grande amor... O que não faltam são objetivos para mudar o rumo. Os problemas, porém, não se resolverão por si só. Além de pular as sete ondinhas, comer lentilhas, romã é preciso tomar alguma atitude concreta para mudar as coisas. Para emagrecer, por exemplo, os pulos podem ser um bom começo, mas serão necessários muito mais que sete para perder os quilinhos acumulados durante o ano. Frequentar com asiduidade a academia pode ser um bom passo. Melhorar a alimentação, com auxílio de um nutricionista também ajuda.


Parar de fumar Quem acha que jogar o maço de cigarros fora adianta alguma coisa, lembre-se de que dali a alguns metros há um estabelecimento que vende cigarros. Consultar um médico é o caminho para tomar a atitude correta. Força de vontade também é fundamental, mas é bom saber que depois de anos o organismo está viciado em nicotina e para substituí-la, os chicletes especiais podem ser um importante aliado na luta contra o cigarro, mas a força de vontade é a mais forte. Planejamento financeiro Melhorar a situação financeira é a mais difícil das promessas de ano novo. Isto porque para ganhar mais dinheiro, por exemplo, não depende só dos próprios esforços, ficando à mercê de uma promoção ou de uma mudança de emprego. Pedir demissão pode não ser a solução mais inteligente, por isso, ao invés de ficar matutando em como ganhar mais, pense em como gastar menos. Ponha os seus gastos no papel e veja o que pode ser cortado. Se, ao contrário de tudo isso, você não quiser emagrecer e não vai com frequência à academia, deixe de pagar. Pense, também, nos gastos pequenos, como luz e água, por exemplo, apesar de não saírem muito caros, podem representar uma economia considerável. Em um único mês, a diferença será pequena, mas no acumulado do ano, pode significar alguma economia. Cursos Entretanto, se você já é dessas pessoas que economizam em tudo, as dicas de nada adiantaram. Neste caso, o que você pode fazer é começar algum curso ou especialização

o ano de grandes mudanças

que possa lhe render um crescimento profissional. Embora, inicialmente seja um gasto adicional às contas, dar um upgrade no currículo pode significar um salário melhor no futuro ou quem sabe até mesmo neste ano. 2014, um ano atípico Não se pode esquecer que 2014 é um ano atípico. Afinal, o Brasil terá muitas atividades públicas que vão envolver todos os brasileiros. Para começar a maior festa popular brasileira, o carnaval, em março; junho tem a Copa do Mundo de Futebol; em outubro, eleições para a escolha de deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da República. Diante de todos estes eventos no País, a Copa é o que mais movimentará o Brasil, pois os brasileiros são fanáticos pelo esporte. As chances de o Brasil ganhar a Copa não são nada boas e as previsões dos videntes se divergem. Na visão de Robério de Ogum, a dificuldade é contra o Camarões, mas acredita que Seleção Brasileira conquista o título da Copa 2014. Para o guru José Acleildo, não será desta vez que o Brasil ganhará dentro de casa. Opinião também do vidente espanhol Jucelino Nóbrega da Luz, que vê grande possibilidade da Argentina ser a campeã e o astrólogo porto-riquenho Walter Mercado diz que o Brasil não passará da primeira fase, enquanto João Carlos Borges, o Pai Dangue, prevê que o Brasil chegará até as quartas de final e Mãe Dinah ainda não se pronunciou e diz que a preocupação é grande e o Brasil tem se preparar muito. Diante deste cenário, os brasileiros terão que aguardar e torcer para que os astros mudem as estatísticas negativas e conferem a vitória aos anfitriões do megaevento, isto é, ao Brasil. (Vera Bison)

Segundo o horóscopo chinês, 2014 é um ano regido pelo cavalo, o que significa que a partir de 11 de fevereiro, é tempo de avanços significativos nas artes, na política internacional, na mídia, na tecnologia e na medicina, pois os anos regidos pelo cavalo favorecem a ação. Exemplos disso são 1990, ano da libertação de Nelson Mandela, que trouxe grandes mudanças para a África do Sul; e 1918, quando terminou a Primeira Guerra Mundial. Os anos do cavalo também são caracterizados por atos repentinos de agressão, como no ano de 1990, quando as tropas do Iraque invadiram o Kuwait, mas geralmente são problemas de curta duração e de resposta rápida. “A economia

mundial vai continuar exigindo muita atenção das autoridades. Na cultura, pessoas novas podem surgir na indústria musical e novas séries de TV e de cinema, do tipo que atraem multidões, devem ser lançadas”, atesta Neil Somerville, um dos mais renomados estudiosos da astrologia chinesa no Ocidente, em seu livro “Seu horóscopo chinês para 2014: o que o Ano do Cavalo reserva para você”. De acordo com ele, este vai ser o tipo de ano em que se deve dar aquele passo a mais em direção às metas propostas. “Alguns signos chineses se darão melhor que outros, mas todos podem se favorecer deste período de ação, com recompensas à força de vontade.”

janeiro/fevereiro 2014 - EM CENA - 29


personagem da saúde

SAÚDE &

BELEZA VISUAL, combinação perfeita

A realidade de estilo de vida hoje é repleta de fatores que geram estresse. Pressão no ambiente de trabalho, vida social... São tantos compromissos que as pessoas acabam sendo escravos do relógio e sem tempo de relaxar e se cuidar, mas o profissional da saúde Altamiro Honório Motta Júnior encontrou no cenário da beleza um motivo para afugentar o estresse da noite trabalhada no hospital.

M

uitas pessoas pensam que para ser cabeleireiro, basta apenas gostar de mexer com cabelos, fazer um curso rápido, abrir um salão e o sucesso é garantido. Mas não funciona bem assim, não. E o técnico de enfermagem do Hospital Bezerra de Menezes, de Espírito Santo do Pinhal, Altamiro Honório da Motta Júnior, sabe muito bem disto. Júnior, como é conhecido, alterna o uso de medicamentos, termômetro, oxímetro, aferição de pressão e de temperatura, utilizados à noite no hospital, por tesoura, escovas, pincel, sombra, blush, delineador, entre outros apetrechos de beleza durante o dia e garante que são estes equipamentos que o energizam para enfrentar a rotina no hospital. “As duas profissões são gratificantes, sendo que a evolução da saúde das pessoas é um processo mais demorado e absorve nossa energia, enquanto que a saúde da beleza é mais imediata, por isso uma equilibra a outra e enquanto puder vou manter as duas”, explica o profissional da saúde. Para aperfeiçoar sua arte na área da beleza, ele montou um pequeno salão em sua própria casa para atender a família e os amigos. Após ter um pouco mais de domínio com os cabelos, alugou uma cadeira no Salão Beleza.

30 - EM CENA - janeiro/fevereiro 2013

com, onde está há mais de um ano fazendo a cabeça das mulheres e sempre antenado às novidades do mercado. “Percebi que isto me trazia satisfação e ao mesmo tempo me relaxava, então resolvi procurar outras atividades relacionadas com a beleza”, conta ele, que também é designer de sobrancelha e maquiador. Ele explica que para ser bom profissional é preciso talento, interesse pela estética, ser detalhista, buscar aperfeiçoamento técnico constante, muita criatividade, dedicação, estudo, psicologia e ser visagista, “pois muitas vezes, a gente tem que entender o que a cliente realmente quer e estudar se a mudança que pretende fazer corresponde ao seu biotipo e ao jeito de ser”, destaca ele. O visagismo também leva em conta a vontade da pessoa, o estilo e o tipo de visual que ela gostaria de ter e está sendo difundido para várias áreas, como moda e até na psicologia. No salão de cabeleireiro é a arte de embelezar e transformar o rosto por meio de cosméticos, tinturas, corte de cabelo e até da maquiagem, sempre seguindo as características físicas da pessoa, como formato do rosto, tipo de olhos, nariz, boca, etc. “Por isso é importante conhecer um pouco da pessoa e saber utilizar maquiagem, corte, coloração e penteado, entre outros recursos estéticos, que valorizem os pontos fortes, buscando sempre o melhor resultado”, reflete Júnior. (Vera Bison)


saúde em fatos e fotos

São João da Boa Vista

D

esde a 11ª edição da revista Em Cena, o Sinsaúde Campinas e Região vem homenageando os trabalhadores de sua base de representação que acreditaram e depositaram sua confiança no Sindicato, empenhando-se em suas lutas e conquistas para que a entidade ultrapassasse as barreiras do tempo e garantisse uma imagem forte e positiva por mais de sete décadas. Os homenageados nesta edição são os profissionais dos mais variados setores (Apoio, Administração e Enfermagem), que atuam nos estabelecimentos de saúde de São João da Boa Vista e integram uma só equipe quando o assunto é dar qualidade de vida aos pacientes. Mesmo com a falta de estrutura, de funcionários e, muitas vezes, a carência de medicamentos de uso diário, eles enfrentam com serenidade e não medem esforços para cuidar da saúde de quem precisa. Nas edições anteriores tiveram destaque, nesta coluna, os trabalhadores das cidades que compõem a base de Tupã, Araraquara, Americana, Amparo, Atibaia, Dracena, Araras, Itapira, Espírito Santo do Pinhal, Indaiatuba, Jundiaí, Limeira, Marília e Garça que, assim como São João da Boa Vista, são formadas por profissionais que acreditam no Sinsaúde e apoiam seu trabalho. Cada profissional, independente do trabalho que exerce, enfrenta desafios diários para salvar vidas e luta para vencê-los. Entre ganhos e perdas, dores e alegrias, os trabalhadores da saúde de São João da Boa Vista se mostram capazes de enfrentar os problemas impostos no dia a dia pela profissão e homenageá-los nesta página é uma forma de agradecer à dedicação e ao esforço em proporcionar o bem-estar às pessoas que necessitam de seus cuidados.

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Revista Em Cena Edição 24  

Janeiro feveiro 2014

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