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ANO 2 – Nº 5 – www.sinqfar.org.br – NOVEMBRO 2009

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“O MUNDO VAI MUDAR MUITO NOS PRÓXIMOS ANOS E A INOVAÇÃO SERÁ DECISIVA PARA A SOBREVIVÊNCIA E EXPANSÃO DAS EMPRESAS”. ARMANDO MONTEIRO NETO, PRESIDENTE DA CNI CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS INDÚSTRIAS.

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Sempre CABE MAIS UMA. NOVAS EMPRESAS SE ASSOCIAM AO SINQFAR E GANHAM ESPAÇO NESTA PÁGINA.

E mais: ARAPOTI Saneamento Ambiental Ltda. EXTRASUL Extratos Animais e Vegetais Ltda. GD-QUIM Indústrias Químicas Ltda. GPC QUÍMICA S/A GUAIBA Química Indústria Com Ltda. ISOGAMA Indústria Química Ltda. OMYA DO BRASIL Importação, Exportação e Comércio de Minerais Ltda. QUIMICA ALPINA S/A SOLLENE Indústria e Comércio de produtos de limpeza Ltda. WHITE MARTINS Gases Industriais Ltda.

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Expediente

Caro associado, É cada vez mais estimulante escrever o editorial da Revista Átomo. Primeiro, porque a cada novo número temos novidades da publicação em si, como esta, de número 5, que tem 36 páginas, oito a mais que a anterior e doze páginas a mais que o nosso primeiro número. Ou seja, a revista cresce e consolida-se como um importante veículo de comunicação institucional de Sindicatos, com elogios e o respeito de entidades como a FIEP, que vê na iniciativa um meio eficaz de disseminar idéias e informações. Mas a notícia não existe se não existem as ações. Se o conteúdo da revista é cada vez mais robusto, é porque fatos estão acontecendo. Uma dinâmica, em ritmo constante. Basta ler o que estão nas páginas da nossa Átomo. O andamento do projeto setor regulatório, que avança com resultados que superam as expectativas. A política de capacitação do SINQFAR que também amplia-se com oferta de novos cursos. A presença da entidade em eventos importantes e estratégicos. E uma “antena” sempre ligada aos temas de maior interesse, como é o caso do tema inovação, capa desta edição. Quero agradecer a todos pela atenção dispensada nos chamamentos de reuniões e eventos do Sindicato, com menção especial às empresas que participam de forma ativa do projeto setor regulatório. Lembramos, no entanto, aos que ainda não se integraram à esta estimulante fase do nosso Sindicato, que o façam. O convite está feito e teremos grande alegria em recebê-los. Abraço,

Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná SINQFAR Ano 2 – Número 5 Novembro / 2009 Conselho editorial: Andrei Moreno Cassiana Frazão Melek Julio Cesar Correa Marcelo Ivan Melek Marco Antonio Silva Mario Gilmar Szatkoswski Neiva Kmeteuk Nelson Moraes Jornalista responsável: June Meireles (mtb 1545) junemeireles@onda.com.br Design & Projeto Gráfico: Mauricio Morton - (41) 9968-3837 lineadesign@ig.com.br - (41) 3079-2612 Impressão: GRAFICA CAPITAL Tiragem: 1.000 exemplares

Marcelo Ivan Melek Presidente

ISSN 1983-0947 Endereço: Av. João Gualberto, 623 - 6º andar Sala 605 - Alto da Glória - Curitiba - Paraná CEP: 80.030-000 - Tel.: 55 41 3254-8774 www.sinqfar.org.br

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6 NOSSA CAPA

Saiba o que recomenda o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, sobre inovação.

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SEtor REgulatório Acompanhe o projeto passo a passo.

12 Passivos TRABALHISTAs

Curso inédito movimenta SINQFAR.

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RESPONSABILIDADE SOCIAL

Parceria com Hospital Pequeno Príncipe na política de responsabilidade social do SINQFAR.

30 CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2009 / 2010 Todos os detalhes da negociação.

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COPA, OLIMPÍADAS E PRÉ-SAL Perspectiva de negócios promissores.

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Especial Inovação

“O Setor Privado precisa Duplicar seus Investimentos em Inovação” ENTREVISTA ARMANDO MONTEIRO NETO

Armando Monteiro Neto Presidente da Confederação Nacional de Indústria 2006-2010

Formado em administração de empresas, pela Fundação Getúlio Vargas, e em Direito, pela Universidade Federal de Pernambuco, Armando Monteiro Neto ocupa pelo terceiro mandato o cargo de deputado federal (PTB-PE). É ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), cargo que ocupou durante quatro mandatos consecutivos. Em novembro de 2002, assumiu a presidência da Confederação Nacional da Indústria, sendo reeleito em chapa única, em 2006, para o exercício do mandato de 2006-2010. E é como presidente da maior entidade representativa da indústria nacional que ele fala à Revista Átomo. Entre os assuntos, a perspectiva para o Brasil do fim da crise financeira global, a proposta de redução da jornada de trabalho e principalmente o tema inovação, sobre o qual a CNI debruça-se em torno de um movimento nacional para alavancar esse conceito e essa prática entre as indústrias brasileiras. Revista Átomo – Alguns analistas, mesmo os mais pessimistas, começam a anunciar o que pode ser o fim da crise financeira mundial. Qual a sua opinião? O pior já passou?

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Armando Monteiro Neto - O desempenho da economia nos últimos meses sugere que o pior da crise foi ultrapassado. O crescimento de 1,9% no Produto Interno Bruto (PIB) e o bom desempenho da indústria no segundo trimestre – se comparado ao primeiro – confirmam a lenta recuperação da economia. Mas devemos ficar atentos. O emprego ainda não reagiu e a atividade industrial continua distante do nível pré-crise. Também não há, em horizonte próximo, condições para o comércio mundial retomar “Nossa expectativa o dinamismo do período que é que a superação antecedeu a recessão externa. Além dos impactos da crise disso, os produtos brasileiros vêm só deverá ocorrer perdendo competitividade por causa da desvalorização do dólar a partir de 2010.” frente ao real. Por isso, a nossa expectativa é que a superação dos impactos da crise só deverá ocorrer a partir de 2010.

Revista Átomo – O que o país precisa fazer para voltar a crescer nos mesmos níveis do período pré-crise? Armando Monteiro Neto - A retomada do crescimento econômico e da atividade industrial depende, em grande parte, da recuperação da demanda externa, das condições de crédito e da confiança dos agentes econômicos. Isso já vem ocorrendo de forma gradual graças, em parte, às medidas de enfrentamento da crise adotadas pelo governo brasileiro. Mas, a recuperação da economia e a criação das condições necessárias para garantir o crescimento sustentado dependem da implementação de reformas estruturais. Essa agenda inclui a reforma tributária, a modernização das leis trabalhistas, a adequação das regras da Previdência Social, a definição dos marcos regulatórios que dêem segurança e incentivem os investimentos na produção e na modernização e ampliação da infraestrutura. Revista Átomo - Qual a posição da CNI com relação à PEC 231/95, que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, e aumenta o valor da hora extra? Armando Monteiro Neto - É um contra senso querer, num país cheio de especificidades setoriais e disparidades regionais, estabelecer uma jornada de trabalho menor por meio de legislação. Caso seja aprovada pelo Congresso Nacional, a PEC 231/95 provocará um aumento direto de 10% nos custos do trabalho, indistintamente para todas as empresas e setores de atividades. Isso comprometerá a competitividade brasileira e prejudicará especialmente as micros e pequenas empresas, sem atingir os objetivos propugnados pelos seus defensores, que é a criação de empregos. O dinamismo do mercado de trabalho depende, entre outros fatores, de investimentos na produção, crescimento sustentado e educação de boa qualidade. Por isso, acreditamos que o fórum mais apropriado para a definição da jornada de trabalho é a livre negociação entre empresários e trabalhadores. Prova disso é que já existem várias categorias que alcançaram, por meio da livre negociação, jornadas de trabalho inferiores a 44 horas semanais.

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Especial Inovação

Revista Átomo – A CNI divulgou, durante o 3º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria o Manifesto Inovação: a Construção do Futuro. Um dos pontos do manifesto diz que a inovação é prioridade para a indústria. Do ponto de vista do empresariado, existe uma consciência da necessidade da inovação ou esse é um conceito ainda em formação para a maioria? Armando Monteiro Neto - As empresas respondem por mais da metade dos investimentos feitos pelo Brasil em pesquisa e Outro requisito importante é a ampliação desenvolvimento. Cerca de 6 mil empresas das linhas de crédito e das subvenções às fazem pesquisas e aproximadamente 30 mil atividades inovadoras e facilitar o acesso das buscam a inovação em produtos e proces- micros e pequenas empresas a esses benesos. Mas isso ainda é pouco. Para garantir o fícios. Também devemos buscar uma articuaumento da competitividade e a sustentabi- lação mais ampla entre os vários atores do lidade da economia, o setor privado precisa setor e garantir que empresas, instituições de pesquisa, universidades e prestadores de duplicar os investimentos em inovação. Por isso, a CNI criou e lidera a Mobilização serviços se mantenham atualizados e contem Empresarial pela Inovação, a MEI. Trata-se de um com recursos humanos qualificados. movimento que pretende fazer da inovação uma estratégia permanente e prioritária nas Revista Átomo - O que o senhor recomendaria ao empresário empresas. Com a MEI, também de uma pequena indústria vamos elaborar propostas que esteja pensando em para o aperfeiçoamento das “As empresas respondem inovar? O que ele deve ter políticas públicas e colocar por mais da metade dos em mente? as empresas no centro da investimentos feitos pelo agenda da inovação. Brasil em pesquisa e desen- Armando Monteiro Neto volvimento. Cerca de 6 mil - O mundo mudará muito Revista Átomo - O que empresas fazem pesquisas e nos próximos anos e todos o governo federal pode os cenários indicam que fazer para estimular a aproximadamente a inovação será decisiva inovação? 30 mil buscam a inovação para a sobrevivência e a em produtos e processos. expansão das empresas. Por Armando Monteiro Neto isso, as pequenas empre- O governo deu passos Mas ainda é pouco.” sas devem buscar recursos importantes para estimular e parcerias que permitam o o desenvolvimento tecnológico. desenvolvimento de produtos Estabeleceu incentivos fiscais, subvenções e linhas de crédito para as e processos mais eficientes. Dependendo do atividade inovadoras na Lei da Inovação, na porte e do setor da empresa, essa busca pode Lei do Bem e na Política de Desenvolvimento dar-se de formas diferentes. Produtivo (PDP). Mas ainda há muito o que Recomendamos aos empresários que fazer. É preciso aperfeiçoar as políticas de busquem informações nos sindicatos, nas estímulo à capacitação tecnológica das federações ou nas associações setoriais empresas e usar o poder de compra do Estado sobre as oportunidades existentes. como incentivo à inovação.

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Especial Inovação

Indústria Nacional Mobilizada pela Inovação SINQFAR participa da elaboração do Manifesto Empresarial, sobre o tema, entregue ao governo federal. A convite do presidente da FIEP, Rodrigo da Rocha Loures, o presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek, participou, dia 6 de julho último, em São Paulo, do último workshop preparatório de elaboração do Manifesto Empresarial pela Inovação (MEI), documento que reúne reivindicações encaminhadas ao presidente Lula com tema referente à inovação. O MEI é fruto de um  movimento criado em outubro/2008 e liderado pela CNI, com participação das federações das indústrias, com

Congresso paranaense discute o mesmo tema

o objetivo de tornar o Brasil mais competitivo. Para chegar ao texto final, ocorreu um ciclo de reuniões, desde março/09, com participação de empresários e representantes de classe. “Foi muito importante nossa participação nesse encontro que fechou o ciclo, mesmo porque fomos o único Sindicato de classe do Paraná presente”- avaliou Melek. O manifesto mostra o entendimento das empresas industriais em relação ao tema inovação e aponta o que é necessário ocorrer no Brasil para que a inovação tenha a atenção devida. Saiba Mais Os resultados do Congresso Paranaense da Indústria 2009 estão disponíveis no site  www.fiepr.org.br/congressodaindustria O portal da inovação funciona no endereço www.redeinovacao.org.br. Para ler a íntegra do MEI - Inovação, a construção do futuro, acesse o site www.cni.org.br, link pesquisas e publicações.

Prefeitos, vices e secretários durante encerramento do Congresso Paranaense da Indústria em Curitiba

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Com mais de mil participantes, entre eles cerca de 40 prefeitos, o Congresso Paranaense da Indústria 2009, dia 18 de agosto, também teve como tema central a inovação, sendo discutidas ações e estratégias de inovação para os municípios. “As empresas ficam nos municípios, e nós temos que falar é com os prefeitos. A relação entre o setor produtivo e político é fundamental”, resumiu o presidente da FIEP, Rodrigo da Rocha Loures. Durante o evento foi lançado o Centro de Inovação do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná, no Cietep, em Curitiba que funcionará como uma concessionária de inovação, disponibilizando laboratórios e serviços às empresas paranaenses. Foi lançado ainda o portal da Rede de Inovação, que disponibiliza um ambiente digital de comunicação e colaboração que potencializa a criação, a transferência e a retenção de conhecimento nos processos, experiências e boas práticas de inovação das indústrias e partes interessadas do estado.

  Entenda o termo Ao pé da letra inovação significa novidade ou renovação. A palavra, derivada do termo latino innovatio,  refere-se a uma idéia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores. No contexto das indústrias, inovação é o processo que inclui as atividades técnicas, concepção, desenvolvimento, gestão e que resulta no aprimoramento ou comercialização de novos  produtos. Inovação pode ser também definida como fazer mais com menos recursos, por permitir ganhos de eficiência em processos, quer produtivos quer administrativos ou financeiros, quer na prestação de serviços, potenciar e ser motor de competitividade. Saiba mais lendo a entrevista do especialista no assunto, Brian Bacon. 

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ENTREVISTA BRIAN BACON

Especial Inovação

Entrevista - Brian bacon O Congresso da Indústria teve, como ponto alto, a palestra do especialista em crises corporativas, o australiano Brian Bacon, consultor em liderança da alta direção de empresas multinacionais com envolvimento em mais de 30 verdadeiras reviravoltas de mega corporações, como McDonald’s, Volvo, Levi’s e Akzo Nobel, Coca Cola, entre outras. Bacon desempenha ainda a função de assessor das Nações Unidas, no Departamento de Assuntos Políticos e Estratégicos, para a prevenção de conflitos violentos em questões internacionais. Nesta entrevista à Revista Átomo, ele fala sobre crise e inovação. Confira.

Revista Átomo - A palavra “inovação” é definida como a introdução de algo novo em qualquer atividade humana. Qual a sua definição e como ela se aplica às indústrias? Brian Bacon - Inovação vem sendo definida, tradicionalmente, em termos muito restritos. Falando de maneira simples, inovação tem sido vista, apenas, como a produção de novos produtos ou a introdução de novas técnicas de produção. O objetivo de tal “inovação” é, simplesmente, aumentar a lucratividade do capital. A minha definição de inovação foge desta visão estreita e é, de várias formas, mais holística na medida em que procura aumentar a lucratividade total da empresa, e não apenas o a lucratividade do capital. “Lucratividade total” pode ser o benefício l��quido da produção e uso de um produto pela sociedade como um todo, e não apenas por um só individuo. Revista Átomo – O Sr. teria um exemplo concreto? Brian Bacon - Um bom exemplo da inovação que traz melhorias, como definida acima, pode ser visto claramente na virada pela qual passou o McDonald’s no começo da década de 2000. Naquele tempo, a empresa estava recebendo uma cobertura negativa na imprensa, sua comida era considerada prejudicial à saúde e sua contribuição à sociedade era vista, na melhor das hipóteses, como mínima. Os executivos do McDonald’s perceberam que, para mudar a imagem da marca, seriam necessárias mudanças reais e tangíveis em todas as áreas do negócio e, ainda, uma inovação holística. O McDonald’s é a empresa que mais contrata jovens no mundo. Isto levou seus executivos se perguntarem: “o que aconteceria se adotássemos uma política de dizer que todos que vêm para o McDonald’s devem sair daqui como pessoas melhores do que eram quando chegaram? O que aconteceria se estes jovens recebessem uma educação sobre valores, comunicação e diversidade, e ainda, do que fazer para poder melhor contribuir com a sociedade, além de operar uma fritadeira?” O McDonald’s modificou suas políticas de treinamento para trazer uma mudança positiva, mudança esta que melhoraria o serviço ao consumidor (aumentando as vendas) e propiciaria um benefício líquido para a sociedade como um todo. Revista Átomo - O conceito de inovação é suficientemente conhecido no Brasil? Brian Bacon - Eu acho que o Brasil, sem dúvida alguma, é um dos países que vêm mostrando verdadeira inovação nos negócios. Em julho de 2009, por exemplo, o Presidente Lula anunciou que 1,5% to PIB total de 2010 (correspondente à cerca de R$ 43,3 bilhões) seria investido em inovações tecnológicas. É um passo claro na direção certa para uma economia emergente que deve ter prioridade em investir no futuro.

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O especialista Brian Bacon e o presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek durante Congresso da Indústria - FIEPr

Este anúncio foi acompanhado por uma legislação tangível como, por exemplo, a lei federal sobre inovação técnica (2004), que se destina a promover a ligação entre recém-formados e empresários, e a chamada “MP do Bem” (2005), que criou um sistema viável de incentivos fiscais para companhias que invistam em inovação. Revista Átomo - Se uma companhia decide inovar, como pode mobilizar seus empregados para isto? Como motivá-los? Brian Bacon - È preciso haver dois fatores-chave para seguir em uma nova direção: visão e liderança. Se um deles faltar, não será possível uma mudança bem sucedida. Visão pode ser definida como ter um objetivo claro e ter a estratégia para atingi-lo. Todos os empregados devem estar integrados no processo. O objetivo pode ser simples como “aumentar as vendas em 10%”, mas é necessário haver um alvo para direcionar os empregados. É necessário haver forte liderança para realizar esta mudança e encorajar e motivar os empregados. Revista Átomo - Quais lições as empresas podem tirar destes tempos difíceis? Brian Bacon - Talvez a lição mais importante que deva ser tirada desta crise é que as empresas não podem repetir os erros do passado e tampouco podem repetir os padrões de comportamento negativos que, de fato, levaram à situação calamitosa na qual nos encontramos hoje. As empresas estavam muito voltadas para os lucros a curto prazo e ao crescimento insustentável. Quando a poeira baixar, devemos estar dispostos a observar criticamente nossos hábitos e refletir em que devem ser modificados para que não se repitam os erros egoístas e voltados ao lucro que nos levaram a este desastre. A turbulência na economia mundial expôs a vulnerabilidade das empresas aos consumidores de todo o mundo. As pessoas não se submeterão cegamente ao controle corporativo e expressarão sua raiva quando as empresas agirem de maneira considerada inapropriada ou danosa. Com isto em mente, os empresários devem adotar uma visão mais ecológica e socialmente responsável que busque não apenas produzir bens ao menor custo, mas em beneficiar a sociedade como um todo.

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Setor Regulatório

Projeto Setor Regulatório cumpre todas asPróximo Etapas Previstas passo é obter respostas concretas da ANVISA. “As empresas atenderam ao chamado, até porque esta é a primeira iniciativa concreta de passar da reclamação à solução dos problemas, que na prática impedem o bom andamento dos negócios”- pontua Marcelo Melek. Ele avalia também que as reuniões foram “muito produtivas”, sintetizando em cinco itens questões que atingem em cheio a rotina empresarial. “Reunimos empresas saneantes, farmacêuticas e de cosméticos. E percebemos que todas têm problemas em comum, apesar de ramos diferentes” - festeja Denivalda Santos Liz.

O projeto passo a passo Março/2009 - Em visita ao presidente da ANVISA, Dirceu Raposo de Mello, em Brasília, o presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek, anuncia o projeto Setor Regulatório, recebendo de Mello estímulo para avançar. “O Paraná entra agora para o rol dos estados que demandam e obtém respostas” - garantiu. Maio/2009 - As empresas associadas são convocadas a se inscreverem para as reuniões. Junho/2009 – Acontece a primeira reunião com participação de empresas das áreas química, cosmética e de saneantes. Pres. Marcelo Ivan Melek com representantes das empresas

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O projeto Setor Regulatório, criado pelo SINQFAR com a intenção de solucionar as demandas envolvendo a ANVISA e empresas do ramo químico, farmacêutico e de cosmético cumpriu a etapa inicial de realização dos pontos mais críticos na relação entre o setor regulatório e regulado. Seguindo o cronograma do projeto, ocorreram duas reuniões, coordenadas pela consultora em legislação, Denivalda Santos Liz, sendo a primeira dia 26 de junho, e a segunda dia 24 de julho, ambas na sede do Sindicato em Curitiba.

Julho/2009 – Acontece a segunda reunião com o grupo de empresas, que finalmente fecham as questões da Agenda. Agosto/2009 – As proposições entram no site do SINQFAR para consulta pública. Outubro/novembro/2009 – Entrega oficial da Agenda à ANVISA

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Setor Regulatório

Cinco Prioridades São pontos que podem mudar, para melhor, a rotina das empresas.

Seguindo o objetivo central, o projeto Setor Regulatório elencou as principais demandas comuns a todas as empresas representadas pelo SINQFAR na sua relação com a ANVISA. Os trabalhos dos grupos (veja lista das empresas participantes), começaram com uma explanação geral, pelo idealizador do projeto, Marcelo Ivan Melek. De forma individual, cada participante elaborava os principais “gargalos” de sua empresa. O próximo passo, a discussão em grupos por atividades afins, afunilou as questões, dentro do critério de atendimento aos problemas comuns a todos. Os debates foram concluídos com uma lista de cinco prioridades, detalhados abaixo.

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O problema Comunicação lenta e precária A ANVISA não possui 0800 ou qualquer outra forma de comunicação direta, via telefone. Os atendimentos são feitos exclusivamente por e-mail. As respostas às questões, no entanto, são morosas e insuficientes.

Na prática, como acontece Uma empresa tem uma dúvida quanto ao tipo de análise que deve submeter seu produto para fins de registro. A demanda é enviada para o e-mail da ANVISA. A resposta chega em duas semanas com a informação: Consultar a legislação. Na prática a pergunta continua sem resposta porque a dúvida original é justamente com relação à lei em questão.

A solução esperada Que a comunicação seja melhorada. O site deve trazer informações e orientações de fácil acesso e compreensão. Que os e-mails sejam respondidos com maior agilidade, textos mais completos e personalizados para cada caso.

O problema Demora na análise dos processos de registro O trâmite para a aprovação do registro pela ANVISA é excessivamente moroso, o que trás prejuízos para a empresa que ficam impedidas de passar à etapa de comercialização.

Na prática, como acontece A empresa inicia o processo de registro de um produto novo mas encontra dificuldades em acompanhar seu andamento. Sem um técnico específico, que atenda ao pedido, não tem a quem recorrer. Os processos também são analisados por “área” e por técnicos diferentes, o que contribui para dificultar o controle da empresa.

A solução esperada As empresas sugerem que a ANVISA disponha de um canal direto e específico para que as dúvidas sobre o andamento do processo sejam atendidas. Sugerem ainda que um único técnico fique responsável pelo processo e não vários como acontece hoje.

O problema Termo inadequado para produto químico não regulamentado pela ANVISA Após análise do pedido de registro, e caso o produto não seja passível de regulamentação pela ANVISA, a entidade publica no site que o processo foi “indeferido”.

Na prática, como acontece O termo “indeferido”, que na prática significa que o produto está livre de regulamentação, induz a uma interpretação duvidosa, por parte de clientes, que podem associar o “indeferimento” a uma falta de adequação as normas vigentes, comprometendo a credibilidade da empresa.

A solução esperada Que se crie um termo mais adequado, que comunique com clareza a liberação do registro.

O problema Unificação de critérios Não existe, entre os fiscais da VISA Vigilância Sanitária local, uma interpretação comum para as normas vigentes.

Na prática, como acontece Uma empresa que montou um laboratório recebe do fiscal determinações para adequar detalhes previstos na legislação. Uma segunda empresa, que montou o mesmo laboratório, tem a obra aprovada sem restrições. Na prática, a questão dificulta a competitividade já que a empresa 1 terá que investir mais recursos na obra, enquanto que a empresa 2 estará isenta desse custo.

A solução esperada Que sejam promovidos seminários ou eventos similares com a participação conjunta da ANVISA, técnicos das Indústrias representados pelo SINQFAR e fiscais da VISA visando um treinamento padronizado, com o esforço de levá-los a ter a mesma interpretação para aplicação das normas.

O problema Proibição de formol na área de saneantes A legislação da ANVISA proíbe o uso do formol como conservante para a indústria de saneantes, embora libere para as indústrias cosméticas.

Na prática, como acontece Hoje as empresas não tem produtos similares com custo benefício do formol. Todos os produtos que o substituem são caros e oneram o custo de produção.

A solução esperada Que a ANVISA reavalie a proibição do uso do formol como conservante para a área de saneantes, uma vez que outros segmentos do ramo químico tenham liberação para utilizarem a substância.

REIVINDICAÇÃO DO SINQFAR

A agenda entregue à ANVISA terá ainda um sexto ponto de reivindicação assinada pelo SINQFAR. Trata-se da dificuldade das empresas em terem suas questões respondidas e resolvidas. Para tanto é sugerido que o Sindicato do Paraná tenha audiência fixa agendada a cada trimestre, quando serão tratados casos específicos com demandas dos associados. Confira as empresas participantes

Realgem’s do Brasil Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda. - Herbarium Laboratório Botânico - Chemsystem Química Preventiva Ltda. Inquibra Indústria Química Ltda. - Crivialli Ind. de Produtos de Higiene e Limpeza Ltda. - Shampoo Ind. e Comércio de Cosméticos Ltda. Botica Comercial Farmacêutica Ltda. - Clanox Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda. - Mojave Tecnologia em Saneamento Ltda.

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CAPACITAÇÃO

Curso sobre Passivos trabalhistas preenche lacuna das empresas Dando continuidade à sua política de capacitação o SINQFAR promoveu, dias 4 e 5 de junho, a primeira edição do Curso Como evitar passivos trabalhistas. Com vinte e seis participantes o curso teve excelente resultado (veja comentários). Coordenado pelo presidente Marcelo Ivan Melek e pela Dra. Cassiana Frazão Melek, e ministrado pela advogada Dra. Marissol Jesus Filla, especialista em processo civil e processo do trabalho, o curso teve um embasamento teórico, além de uma importante parte prática. “Optamos por abordar cinco temas mais polêmicos e também mais comuns”- disse a Dra. Marissol Jesus Filla. São eles:

O evento foi aberto pela idealizadora do curso, Dra. Cassiana Frazão Melek, que falou sobre os motivos de ter optado pelo tema: “A idéia surgiu a partir da demanda que as empresas trazem seguidamente ao Sindicato. Por isso elegemos os itens mais constantes, com a intenção de oferecer uma orientação específica, que vai funcionar como uma espécie de guia prático para as empresas”.

• Dano Moral (assédio moral e sexual), que teria crescido muito nos últimos anos; • Jornada de Trabalho, que inclui questões atuais como o banco de horas; • Vínculo de emprego e terceirização, com abordagem detalhada de contratos de trabalhos fixados com prestadores de serviços; • Justa causa, quando de sua aplicação correta, e Contrato de estágio, outra questão que está na ordem do dia com as recentes mudanças de regras. Boa parte dos participantes era da área de Recursos Humanos das empresas. “O pessoal do RH tem conhecimento empírico, por isso o curso se aplica muito bem já que esclarece dúvidas”, observou.

Dra. Marissol Jesus Filla durante o curso: Informações técnicas e relatos de experiência prática.

Des. Márcio Gapski, dra. Cassiana Frazão Melek, pres. Marcelo Ivan Melek e dra. Marissol Jesus Filla.

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CAPACITAÇÃO

Desembargador alerta Empresas para Prejuízos Graves com Passivos Presença ilustre, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, Márcio Dionísio Gapski, encerrou com uma palestra o curso sobre Passivos Trabalhistas. Durante uma hora, ele complementou informações, chamando a atenção para vários pontos pertinentes ao tema. “Hoje em dia uma empresa não pode pensar apenas em manter um contador. É fundamental que ela disponha de uma consultoria jurídica que possa auxiliá-lá” - recomendou. “Este é um investimento inteligente uma vez que, a depender do tamanho da empresa e da causa trabalhista ela pode vir a fechar as portas” - advertiu. Ele elogiou a iniciativa do SINQFAR, afirmando que muito dos erros cometidos pelas empresas ocorrem justamente pela falta de informação.“Toda empresa tem obrigação de eliminar os riscos de um passivo. Para isso o conhecimento jurídico é fundamental”. Confira outros trechos da palestra: “Em qualquer empresa RH e assessoria jurídica devem atuar junto, têm que estar casados”. “Para evitar o passivo trabalhista a empresa e seu dept. jurídico devem ter conhecimento da legislação, dos princípios constituDesembargador Márcio Gapski durante palestra:´Uma reclamatória pode ser motivo da falência de uma empresa´´ cionais e das tendências da jurisprudência”.

Opinião “Um conteúdo muito bem trabalhado, que contribuiu para esclarecer dúvidas. Uma iniciativa super válida, um apoio para as empresas”. Almir Lanzoni – Sócio da Realgem’s do Brasil Ind. e Com. Ltda “Excelente. Trouxe informações valiosas para meu dia a dia. As empresas as vezes acabam errando por falta de informação. Toda a parte gerencial e de RH tem que ter esses esclarecimentos jurídicos para evitar passos em falso. Com o curso eu aprendo até onde vai o meu limite”. Mírian Cristiane Alves – Gerente Adm. – Inquibra Ind. Químicas Brasileira “Estou cursando Direito e a experiência da palestrante na parte prática ampliou a visão do que aprendemos na Faculdade, principalmente na parte preventiva. O Sindicato acertou em cheio ao promover esse curso”. Elton Rodrigo Titon – Coord. de RH Britanite Ind. Químicas “O conhecimento agregado à experiência e a vivência da palestrante enriqueceram o conteúdo do curso. A questão jurisprudencional e de vivência contribui muito na prática do dia a dia. Sugiro que o Sindicato faça mais edições de capacitação dentro do Direito do trabalho”. Rodinei Neuls – Assistente jurídico da Peróxidos do Brasil Ltda “Excelente iniciativa.Tivemos um conteúdo de conhecimento e prática sem enrrolação e aprendemos como ficar mais atento para evitar os passivos. Algumas questões específicas como o assédio moral me chamaram a atenção e vou levar tudo o que aprendi ao conhecimento dos outros gestores da empresa”. Elisângela Adão – Coord. Adm. da Alltech do Brasil Agro – Industrial Ltda “Muito proveitoso, com abordagens atuais e uniformização de conhecimentos”. Tiago Feltrin Böger – Estudante de Direito Faculdade Radial “Muito interessante. O foco está sendo a prevenção e isso é muito útil se levarmos em conta a enorme quantidade de processos que existem no Judiciário. Uma abordagem simples e de fácil compreensão”. Wilson França Jr. – Estudante de Direito Faculdade Radial

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Movido a Entusiasmo

Edson Luiz Carollo, proprietário da Quimitol Indústria e Comércio de Produtos Químicos

De um galpão alugado para a sede própria e a fabricação de uma linha de 53 produtos de limpeza e sanificação

A primeira impressão que se tem do empresário Edson Luiz Carollo, da empresa química Quimitol, é que se trata de um homem dinâmico e cheio de entusiasmo. E foi com esse ânimo que ele deixou o emprego fixo, que tinha em uma empresa de departamentos em Curitiba, para abrir o próprio negócio em Toledo, a 530 km de Curitiba. O ano era 1986. Aproveitando o conhecimento de um curso técnico de química, Carollo literalmente arregaçou as mangas para começar a produzir um tipo de detergente doméstico rudimentar, feito, segundo ele mesmo “misturando a fórmula à noite com um cabo de vassoura dentro de um tambor e saindo na manhã seguinte, de porta em porta, em um fusquinha para vender”. O nome do produto? “Nem tinha nome” - lembra. Ao lado de um sócio, o engenheiro químico Euclides Luiz Kerkhoff, e sem funcionários, o negócio andou assim por quase dois anos. Hoje, 23 anos depois, a determinação de Carollo consolida uma empresa que encontrou nos chamados produtos da área institucional um nicho de mercado com excelentes chances de expansão e crescimento.

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“Nos espelhamos nas grandes” Com 18 funcionários fixos, a Quimitol tem como colaboradores quase uma dezena de representantes comerciais que vendem seus produtos no Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A empresa que dobrou faturamento e produção nos últimos cinco anos quer continuar crescendo. “Nos espelhamos sempre nas grandes empresas, no que elas tem feito de melhor em tecnologia e qualidade para seguir fazendo a mesma coisa” - diz Carollo. O próximo desafio é dobrar a produção.“Já temos estrutura para produzir 150 toneladas de produtos/ mês” - antecipa. Outra meta da empresa, que já começa a ser implantada, é a do uso de equipamento em comodato pelo cliente. “A empresa que nos contrata hoje não quer apenas o produto mas também o que será preciso para utilizá-lo” - detalha. “Por isso o caminho é comprar o equipamento e instalar na indústria. Estamos dessa forma agregando serviço e mantendo um vínculo mais forte com esse cliente”. O empresário também se mostra preocupado em ampliar cada vez mais a qualidade do seu produto. Para isso deu início a um Programa de Gestão de Qualidade, para o qual estão previstos treinamentos e uma completa reestruturação no modelo operacional da empresa.

A engenheira química responsável e o grupo de funcionários da produção: preparados para o desafio de dobrar a produção

Além de tocar a indústria Carollo diversifica o faturamento da empresa com venda de produtos no varejo. Mas dessa parte do negócio ele sabe pouco. À frente está a esposa, Lore Carollo, mãe de seus dois filhos e a quem ele chama carinhosamente “a patroa”. O casal trabalha junto a 20 anos mas o segredo para dar certo é que eles têm rotinas e locais de trabalho diferentes. “Ele toca a fábrica e eu cuido da área comercial do varejo. É bom porque no dia a dia cada um cuida do seu lado. Não tem conflito” diz Lore.

Em família: O casal Carollo divide responsabilidades do negócio.

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Quimitol - Linha de produtos Frigoríficos

Lavanderias industriais

Tratamento de ganchos e carretilhas, limpeza para superfícies de equipamentos, alumínio e aço inox, limpeza de botas, sanificação das mãos, vidrarias de laboratório, produtos desinfetantes, para limpeza por circulação (CIP), limpeza geral manual e mecanizada, limpeza de utensílios, limpeza pesada de pisos.

Acidulante para acabamento na lavagem de roupas, alvejamento, amaciantes, limpeza de equipamentos, produtos para umectação, para pré-lavagem e lavagem.

Cozinha Industrial

Limpeza geral manual e mecanizada, limpeza por circulação (CIP), de utensílios, pisos, equipamentos, alumínio e aço inox, botas, sanificação das mãos, vidrarias de laboratório e produtos desinfetantes.

Limpeza de máquinas automáticas,secante e abrilhantador para máqunas de lavar, limpeza de utensílios, limpeza geral mecanizada, de superfícies de equipamentos e coifas, alumínio e aço inox, limpeza de botas, sanificação das mãos, pisos.

Laticínios

Contaminação Zero A sede da Quimitol fica inserida na região Oeste do estado, uma das mais prósperas vocações agroindustriais do país. É lá que estão as grandes cooperativas de milho, trigo e soja, além dos frigoríficos e indústrias de processamento de leite, que são obrigadas a atender uma série de exigências sanitárias, seja na linha de produção ou mesmo na cozinha industrial para refeição dos funcionários. Aí entra a Quimitol, que produz e distribui 70 toneladas/mês de uma linha de 53 produtos de limpeza e sanificação dessas indústrias. “Nosso produto é aquele que, por exemplo, limpa e saniliza o gancho onde o boi ficou pendurado depois do abate” - resume o empresário, que optou pelo slogan que é um recado para o cliente: Quimitol - Solução em limpeza.

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De zeladora à gerente E quando a pergunta é: E a crise financeira, afetou o negócio? o empresário responde que felizmente, para o seu tipo de produto, a crise não chegou a abalar. E quando a pergunta é Chegou a demitir?”, aproveita para apresentar uma política da empresa. “Não demitimos, nós remanejamos pessoas”. O caso de Rosmari é um exemplo. Ela começou na empresa como zeladora. Hoje, como gerente de vendas é uma espécie de braço direito do patrão. “A gente brinca que ela é um 0800 da Quimitol. Sabe tudo” - brinca Carollo. “A empresa cresceu e me levou junto” - festeja a funcionária.

A empresa Quimitol Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda é ganhadora do espaço previsto em Regulamento para ter seu perfil divulgado cm destaque na quinta edição da Revista Átomo. O sorteio foi realizado no dia, na sede do SINQFAR, dia 17 de junho/09. A sua empresa pode ser a próxima a ocupar esse valioso espaço. Inscreva-se. Participe! Quimitol – Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda Av. Parigot de Souza, 80 Jd. Porto Alegre – Toledo PR CEP: 85906-070 Fone: 45 3278.5566 www.quimitol.com.br

O filho que manda no pai

Dentro da política de gerar oportunidades, acontecem fatos curiosos como o do encarregado de produção, Claudir Almeida Porto. Em um dia em que a empresas precisava de um reforço de pessoal ele sugeriu o nome do pai para “quebrar um galho”. Seu Adão foi ficando e acabou contratado como operador de produção. Hoje é subordinado ao filho na empresa.“Em casa ele que manda mas aqui tem que me obedecer” - diverte-se Claudir.

Oportunidade para a recém formada

Embora ainda muito jovem é das mãos da engenheira química Alessandra Eugênio Carli Silva que vem a responsabilidade técnica da Quimitol. É o primeiro emprego dela desde que se formou há um ano. Alessandra coordena o controle da qualidade, o desenvolvimento dos produtos, além do cumprimento das normas sanitárias da ANVISA. “Estamos reestruturando os procedimentos operacionais e implantando um manual de boas práticas como exige a lei” - revela a engenheira que enxerga na Quimitol uma grande oportunidade para testar seus conhecimentos.

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Reportagem: June Meireles Fotos: Zigomar

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CAPACITAÇÃO

Curso Básico de Boas Práticas tem Interesse Crescente

O segundo ano de capacitação em Boas Práticas de Fabricação para Indústrias, oferecido pelo SINQFAR, acontece com excelentes resultados, principalmente para o nível básico, que já soma 12 edições (incluindo a edição de outubro/09). É crescente o interesse das empresas para este curso, que funciona como um pré-requisito fundamental para ampliar qualidade, produtividade e competitividade. Desde seu início, o curso básico atrai cada vez mais participantes, tanto que a última edição, realizada em julho/09, em Curitiba, teve uma procura maior que o número de vagas disponíveis. Intermediário chega à 3ª edição

Maringá

O curso BPF, uma inovação oferecida este ano pelo SINQFAR também vem, com raras exceções, tendo boa aceitação por parte das empresas, principalmente aquelas que enxergam nesta segunda etapa uma oportunidade de disponibilizar aos seus funcionários um aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no curso básico. As duas etapas do treinamento (básico e intermediário), se complementam, ampliando a visão global do funcionário ligado de forma mais direta à produção, sendo um de seus resultados a diminuição de acidentes e prevenção de erros – pontos relevantes nos custos de um processo industrial.

Lamentavelmente o curso BPF intermediário programado para ocorrer na cidade de Maringá, dias 23 e 24.06 teve que ser cancelado por conta do baixo número de inscritos. O curso de BPF, em qualquer nível, é fundamental para que uma indústria ganhe competitividade, uma vez que os procedimentos corretos vão agregar qualidade a seus produtos e serviços. O SINQFAR vai, no entanto, seguir com sua política de capacitação, por reconhecer ser este seu papel. O curso intermediário aprimora conhecimentos do curso básico e é máxima importância para empresas que queiram crescer e ampliar competitividade.

BPF EM CASCAVEL

Encerrando a agenda de cursos do ano aconteceu no Hotel Copas Verdes, em Cascavel, dia 27.10.09 o curso básico de Boas Práticas de Fabricação para Indústria, ministrado pela consultora Denivalda Santos Liz. Dez pessoas participaram da capacitação, que foi aberta pelo vice-presidente do SINQFAR, Julio Cesar Correa.

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CAPACITAÇÃO

Sinqfar Apoia Curso Inédito na Área de Saneantes Dentro da agenda de capacitação o SINQFAR apoiou a iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná em promover, de forma inédita no Paraná, um curso na área de saneantes domissanitários. “Assim que o Departamento de Vigilância Sanitária nos comunicou sobre a realização do curso, e de uma possível participação do Sindicato, o presidente Marcelo Ivan Melek nos orientou a aceitar de pronto e contribuir no que fosse possível, já que ampliar as opções de cursos do setor é uma prioridade para o SINQFAR” - afirmou a assessora da presidência, Neiva Kmeteuk. Além do SINQFAR, que repassou a notícia do curso a todos os seus associados, com ampla divulgação (inclusive na edição número da Revista Átomo, participaram da iniciativa o Conselho Regional de Química (CRQ IX) e a ANVISA/MS. Para o médico veterinário da Secretaria Estadual da Saúde, Gilberto Ribeiro Maia esta é uma capacitação mais que oportuna, uma vez que, segundo ele, existem lacunas na formação dos profissionais que hoje ocupam cargos de responsáveis técnicos dentro das empresas, na área de saneantes domissanitários.“Esse curso é resultado do esforço de cinco anos. Esperamos que aconteçam outros, assim vamos conseguir ter uma capacitação ampliada e continuada” - disse.

Participantes do curso na capital: procura expressiva provou a necessidade da capacitação na área de saneantes. Primeira edição atrai profissionais e estudantes A primeira edição do curso provou que existe de fato uma demanda que espera pela capacitação na área de saneantes. Embora a edição de Curitiba, (09.6) tenha sido a mais concorrida, houve frequência expressiva também em Toledo (14.7) e Maringá (28.7), com participação de responsáveis técnicos de indústrias, estudantes de engenharia química, química e farmácia. O curso havia sido programado para acontecer também em Londrina, mas acabou sendo suspenso em função da epidemia de gripe suína presente na cidade na data agendada. Conteúdo prioriza questões técnicas e ambientais Os organizadores do curso priorizaram questões consideradas fundamentais na área dos chamados saneantes domissanitários, que por definição são substâncias destinadas à desinfecção, higienização ou desinfestação domiciliares, de ambientes coletivos ou públicos (sanitários de um shopping center, por exemplo), ou no tratamento da água. Entre os temas, destaca-se Registro e rotulagem de saneantes; Saneantes e produtos para a saúde; e Boas Práticas de Fabricação e controle de saneantes.

Nota de falecimento O SINQFAR lamenta o falecimento, dia 22 de outubro/09, do Prof. Alsedo Leprevost, que ocupava o cargo de presidente do Conselho Regional de Química, tendo sido um dos organizadores do curso Capacitação para os responsáveis técnicos das indústrias de saneantes domissanitários. Como homenagem, reproduzimos aqui as palavras do Prof. Alsedo, quando justificou à Revista Átomo, a importância do curso. “Nossa intenção é de fato capacitar, de modo que empresas e consumidores sejam atendidos por um mercado que tenha conhecimento do que está fazendo. Queremos também contribuir para uma maior conscientização ambiental e social”.

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FIEP ESPECIAL ASSOCIADOS

Empresa mais Moderna e Competitiva Uma equipe da FIEPr, tendo à frente o diretor de Relações com Sindicatos e Coordenadorias Regionais, Milton Wittig Bueno, visitou o SINQFAR no dia 17 de junho último, sendo recebido pela equipe de funcionários e pelo presidente, Marcelo Ivan Melek. A visita teve o objetivo de apresentar o Sistema FIEP, com detalhamento de todos os produtos e serviços que as empresas do setor químico, de cosmético e farmacêutico, associadas ao SINQFAR, podem usufruir, com benefícios exclusivos, nas entidades que compõem o Sistema: SESI, SENAI, IEL e UNINDUS. As apresentações foram feitas individualmente por cada diretor da área. “Todos os nossos serviços e produtos são oferecidos às empresas através dos seus Sindicatos. Quem é associado dispõe de benefícios especiais que devem ser aproveitados” - recomendou Milton Bueno. Já o presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek disse que - “a iniciativa da FIEPr é muito bem vinda, já que temos interesse em oferecer o maior número possível de serviços aos nossos associados”. Veja o resumo. As informações completas devem ser acessadas no site www.fiepr.org.br.

Marcelo Ivan Melek – Presidente do SINQFAR Milton Wittig Bueno – Diretor de Relações com Sindicatos e Coordenadorias Regionais

Instituto Euvaldo Lodi – IEL

Entidade responsável pelo desenvolvimento de serviços e produtos que favorecem a gestão da indústria, com abordagens de atuação no desenvolvimento de talentos e estágio, desenvolvimento empresarial e gestão da inovação. Serviços – Recruta e seleciona estagiários e profissionais; Implanta programas específicos de melhoria da gestão dentro da empresa; Oferece consultorias diversas como melhoria da gestão e inovação e outros, como o Programa Qualificação de Fornecedores que padroniza a rede de fornecedores das empresas. O IEL dispõe ainda de um Escritório de Projetos, que elabora projetos diversos, a exemplo dos exigidos por instituições como o BNDES para financiamentos.

Serviço Social da Indústria – SESI A entidade apóia as indústrias nas suas ações para aprimorar o conhecimento e promover a saúde de seus trabalhadores e também nos projetos sociais voltados à comunidade. Serviços – Interessam aos que desejam implementar programas de saúde e qualidade de vida na sua empresa, a exemplo da competições esportivas, avaliação física, entre outros. Um dos destaques é a Clínica Social, voltado a empresários ou pessoas que assumem o comando das empresas. Consultores do SESI atuam como facilitadores na discussão de temas do dia a dia das empresas.

Associação local de promoção de exportações e Investimento – Apex

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Alethéa de Freitas Macena Representante da Apex no PR

Inaugurada em abril de 2009 a unidade da Apex PR funciona no Centro Internacional de Negócios – CIN, (Av, Cândido de Abreu, 200, em Curitiba). A empresa é especializada em prestar informações técnicas sobre oportunidades de negócios, formas de participação em projetos conjuntos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e acesso a dados de pesquisas e prospecções de mercados, como atendimento pelo Projeto Extensão Industrial Exportadora, entre outros. Serviços – Interessam principalmente ao empresário que deseja exportar e precisa de orientação para saber onde está seu cliente no mercado internacional.

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FIEP ESPECIAL ASSOCIADOS

Em visita oficial à sede do SINQFAR, diretores da FIEP expõem produtos e serviços que podem melhorar a gestão de empresas.

SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Oferece cursos e programas de educação profissional, além de serviços técnicos e tecnológicos de atendimento à indústria. Serviços – Extensa gama de serviços ligados ao aperfeiçoamento da área tecnológica que vão desde a capacitação de gestores de call center até cursos de pós-graduação e MBA.

Eduardo Kossovski Assessor de Fomento e Desenvolvimento da FIEPr

UNINDUS – Universidade da Indústria Com os temas centrais Sustentabilidade, Empreendedorismo, Liderança, Inovação e Gestão, e com uma extensa rede de parceiros nacionais e internacionais, a Unindus oferece produtos de vanguarda para lideranças empresarias, atuando na formação de executivos e líderes capazes de atuar com mais competitividade e de forma sustentável. Serviços – Voltados aos que buscam especialização como Coaching para executivos, que capacita gestores para liderar equipes de alto desempenho, e o MBA Indústria, pioneiro no Brasil para atender perspectivas e interesses da comunidade industrial. A Unindus também implanta programas de acordo com diagnósticos e necessidades de cada empresa.

ATUAÇÃO DO SINQFAR É ELOGIADA “Este é um Sindicato exemplar, que funciona com seus cadastros 100 por cento atualizados. O presidente Marcelo Ivan Melek está de parabéns”. Com essas palavras a coordenadora do Dept. de Assistência Sindical da FIEP, que integrou a equipe de visita ao SINQFAR, Priscilla Caetano de Lima, elogiou publicamente a atuação da entidade. O diretor de Relações com Sindicatos, Milton Bueno, completou o comentário, afirmando que “o SINQFAR conseguiu aumentar em 11 por cento sua arrecadação sindical de 2008 para 2009. Isso representa muito para o Sistema FIEP” – disse, reforçando os parabéns à gestão do presidente Marcelo Melek. Priscilla Caetano de Lima, da FIEP

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PREVENÇÃO

Empresas agem rápido para Conter Gripe A A exemplo de empresas do mundo inteiro, que mudaram sua rotina por conta do vírus A (H1N1), empresas do ramo químico, de cosmético e farmacêutico do Paraná fizeram e continuam fazendo sua parte para evitar a propagação da doença.

Do uso de álcool gel ao afastamento do trabalho: empresas do mundo inteiro adotam medidas de prevenção

Ainda não existe, no Brasil, um levantamento seguro dos prejuízos causados pela gripe suína para a economia como um todo. Mas no ambiente corporativo já é possível prever um aumento nos custos trabalhistas com afastamentos de funcionários que apresentaram sintomas da doença. Com ou sem prejuízo, praticamente todas as empresas do ramo químico, de cosmético e farmacêutico do Paraná tomaram algum tipo de medida preventiva para evitar que a gripe, uma doença altamente contagiosa, se multiplicasse. Uma das maiores fabricantes de medicamentos do país, a Prati-Donaduzzi, montou uma rede de comunicação interna, informando por meio de folhetos, e-mails, cartazes, vídeos e comunicados nas telas dos

computadores aos funcionários de como evitar a gripe. A empresa também montou um ambulatório para atendimento de casos suspeitos e intensificou a higienização. Medidas semelhantes nortearam a rotina da Inquibra, empresa química instalada na região metropolitana de Curitiba. Além das medidas básicas como álcool em gel e máscaras, “suspendemos o uso do ar condicionado, que é um vetor de transmissão e afastamos por cinco dias dois casos suspeitos” - informou o diretor industrial Gilberto Sabóia. A mídia interna também foi o meio que a empresa Herbarium, fabricante de fitoterápicos, encontrou para divulgar informações. A empresa também não pensou duas vezes quanto à dispensa de funcionários. “Tínhamos cinco grávidas da empresa e todas foram dispensadas do trabalho. Também foram afastados dois colaboradores com gripe comum” - relata a supervisora de Recursos Humanos, Joanita Plombon. Já na empresa Tricofort, fabricante de cosméticos na região de Curitiba, a irmã de um funcionário faleceu, em Foz do Iguaçu, de gripe suína. O rapaz foi afastado do trabalho por quase uma semana, embora a empresa, que tem 40 funcionários, não contabilize nenhum caso confirmado da doença. “Ao menor sinal de gripe a pessoa era orientada imediatamente a procurar ajuda médica e permanecer em casa” - diz a assistente de RH, Maria Claudete da Costa.

SINQFAR adota prevenção Embora com apenas três funcionárias e duas estagiárias, o SINQFAR também adotou as medidas de prevenção à nova gripe. A primeira providência foi afastar a responsável pelo Dept. Jurídico da entidade, Cassiana Frazão Melek, que estava grávida. Como está em uma área de muita demanda, a advogada continuou trabalhando, mas em casa. Já as funcionárias fizeram um rodízio, com um turno de atendimento para cada uma e dessa forma evitar um possível contágio. Houve informação que no Edf.Delta, local onde está a sede do SINQFAR, uma pessoa, que estava de licença, morreu em conseqüência da gripe. A administração do edifício convocou uma reunião, dia 6 de agosto, na qual participaram a auxiliar administrativa do SINQFAR, Nídia Maria da Silva, além de representantes de cada secretaria da prefeitura e da Defesa Civil, para recomendar medidas de prevenção. O prédio, que abriga vários órgãos públicos, tem grande fluxo de pessoas, que se aglomeram nos elevadores. Os cuidados, porém, parecem ter surtido efeito pois não houve novos casos comprovados de gripe suína no local.

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Artigo DE CONJUNTURA

Gripe A - A Pandemia de 2009 Nos primeiros meses deste 2009, nos deparamos com um novo problema de saúde coletiva que fez a população mundial parar e refletir pela possível dimensão que poderia ganhar. Trata-se de uma doença infecciosa que compromete o homem e vem trazendo forte impacto social pelo seu caráter pandêmico. Olhemos o mapa mundi! Causada por um vírus RNA que, além de afetar o ser humano, compromete porcos de forma epidêmica, este vírus é responsável por uma doença respiratória febril com comemorativos clínicos similares a outras viroses que atingem o trato respiratório pode levar a morte. A gripe suína normalmente não infecta o ser humano, entretanto, ocasionalmente, podemos ter casos de infecção. Casos de transmissão do homem para o homem estão bem documentados. Em 1976, mais de 200 casos de gripe suína foram registrados em Fort Dix, New Jersey, Estados Unidos, com apresentações graves da doença em muitos indivíduos e uma morte. Em setembro de 1988, noticiou-se a morte de uma gestante em Wisconsin, também nos Estados Unidos. De dezembro de 2005 até fevereiro de 2009, um total de 12 pessoas com gripe suína foram reportadas em dez estados nos Estados Unidos. Desde março de 2009, dezenas de casos vêm sendo diagnosticados em todo o Mundo. México, Estados Unidos, Espanha, Nova Zelândia, Austrália e Reino Unido, entre outros, já confirmaram casos da doença, mostrando um ritmo forte na transmissão. A transmissão ocorre por contato com porcos infectados, em ambientes contaminados com o vírus da gripe suína ou, ainda, o contato com pessoas doentes e, nesta situação, a transmissão é facilitada quando a tosse e os espirros são intensos. Os profissionais de saúde devem considerar a gripe suína quando estão diante de uma doença respiratória febril aguda em pessoas que residem ou que viajaram para zona endêmica ou as que tiveram contato com indivíduos doentes, abrindo possibilidades para o diagnóstico e atentando também para outras possibilidades diagnósticas. Já a população deve tomar algumas precauções como cobrir o nariz e a boca com um lenço quando tossir ou espirrar, lavar as mãos com água e sabão, evitar locais fechados com pessoas doentes, evitar tocar nos olhos nariz e boca com as mãos (quando não

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lavadas) e, caso esteja doente com gripe, permanecer em casa e limitar contato com as pessoas. As vacinas não estão disponíveis, entretanto, o uso de medicamentos como Oseltamivir ou Zanamivir pode ser recomendado quando houver indicação, sendo então prescrito por médico (evitar a automedicação). Estes medicamentos apresentam o melhor desempenho quando tomados dentro de dois dias após o aparecimento dos sintomas. O uso de máscaras vem sendo fortemente estimulado pelas autoridades sanitárias como meio de diminuir a disseminação do vírus. O sul do Brasil neste inverno de 2009 apresenta inúmeros casos desta virose com complicações importantes que só no Paraná levaram a óbito mais de uma centena de pessoas que contraíram esta Gripe. Infelizmente, o panorama epidemiológico mundial desta virose não demonstra no momento que possa vir a desaparecer. No Brasil a mudança de estação, isto é, com o inverno chegando ao final, vemos diminuir o número de casos principalmente no Sul do País. Os países do Hemisfério Norte, com razão, estão preocupados com a segunda onda da doença que pode comprometer novamente a população. A melhor resposta da ciência médica é o rápido desenvolvimento da uma vacina, aí sim ficaremos mais tranqüilos.

Foto: Fernando Barbosa

Jose Luiz de Andrade Neto*

*Jose Luiz de Andrade Neto é chefe da disciplina de Infectologia do curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

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responsabilidade social

SINQFAR firma parceria com Hospital Pequeno Príncipe

O presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek e o gerente de marketing, Rodolfo Schneider

ma visita do presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek, às instalações do Hospital Pequeno Príncipe, dia 26 de agosto último, selou uma parceria entre o Sindicato e a instituição. A intenção é apoiar as ações do hospital, referência na América Latina no atendimento hospitalar infantil. Acompanhado pela assessora da presidência, Neiva Kmeteuk, e assessora de comunicação, June Meireles, o presidente foi recebido pela analista de marketing Luciana Valentini, pela Dra. Evelise Tissori Vargas e pelo gerente de marketing, Rodolfo Schneider, que fez uma apresentação de como funciona o complexo, formado pelo Hospital Pequeno Príncipe, Faculdades Pequeno Príncipe e Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe. Em seguida, a equipe do hospital conduziu os visitantes às instalações, enquanto detalhava o funcionamento e filosofia da entidade. Cuidar da vida, com amor. E competência. O hospital Pequeno Príncipe foi criado há 90 anos por um grupo de senhoras dispostas a prestarem atendimento de saúde aos mais pobres. A mesma filosofia - cuidar da vida, com amor - orienta os trabalhos do hospital hoje, que presta cerca de 65 por cento de atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde – SUS. Os ideais filantrópicos foram conservados, mas isso não impediu que o projeto se transformasse em um hospital de última geração, capaz de atender a 290 crianças e adolescentes de zero a 18 anos, com mais de 30 especialidades e ênfase em alta complexidade. Elas não querem ir embora

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Marcelo Ivan Melek e Dra. Evelise Tissori Vargas com uma das pacientes

Uma cena comum. Após semanas, até meses de internação no hospital, chega o dia da alta médica. A criança, no entanto, chora, porque terá que deixar o local onde recebeu um tratamento de primeira, seja ele um paciente do SUS, particular ou de um convênio. “Muitas vezes elas têm aqui atividades e possibilidades que não tem em casa, principalmente os mais pobres”lembra a nefrologista, Dra. Evelise Tissori Vargas. Além do atendimento médico, existem salas de recreação especiais, com atividades diversas, incluindo biblioteca, e visitas programadas a museus, parques e cinemas para as que estão em condições de sair. A criança também recebe refeições em tempo integral, além de seguir os estudos, dentro do próprio hospital, sem prejuízo para sua vida escolar. “Esses estímulos acabam contribuindo para o tratamento, sem dúvida” - diz a médica.

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responsabilidade social

Porque é Importante Apoiar Ao longo de sua história o hospital Pequeno Príncipe consolidou uma credibilidade que contribui para sua manutenção e crescimento. É essa idoneidade de objetivos e ações que estimulam empresas e pessoas da sociedade a doarem recursos para a instituição. E nem sempre o apoio vem na forma de recurso financeiro. Um dos grandes parceiros, o jogador Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, contribui emprestando seu nome ao Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, um moderno centro de pesquisa de saúde da criança e do adolescente. O hospital, mantido pela Associação Hospitalar de Proteção à Infância, Dr. Raul Carneiro, dispõe de equipamentos de última geração e um atendimento global ao paciente. Os recursos de sua manutenção vem de pessoas jurídicas (97%) e pessoas físicas (3%). É graças às doações que a instituição segue sua trajetória de atendimento à crianças de todo o país que encontram no Pequeno Príncipe serviços especializados que muitas vezes não são oferecidos em sua regiões de origem.

Ping Pong com os parceiros

Rodolfo Schneider – Gerente de marketing

Marcelo Melek – Presidente SINQFAR

Átomo - Como uma empresa ou pessoa física pode se tornar doadora do Pequeno Príncipe? Rodolfo Schneider - É possível doar utilizando parte do imposto de renda a pagar. Empresas tributadas pelo lucro real podem destinar até 1% do imposto de renda devido, e pessoas físicas podem destinar até 6% do imposto de renda devido. A doação também pode ser direta, com valores a partir de R$ 15,00 por meio do programa de doação continuada. Quem preferir pode também doar produtos de higiene e limpeza, fraldas, alimentos entre outros que são usados no dia a dia do hospital. Àtomo - Qual a destinação dos recursos? Rodolfo Schneider - O hospital tem 70% da sua capacidade voltada aos pacientes do SUS, o que traz déficits anuais que precisam ser cobertos por outras fontes de receita. Os recursos vindos das empresas e da comunidade ajudam o Hospital a manter um pequeno superávit anual. No entanto as demandas não param de crescer e por isso precisamos do apoio permanente das empresas e pessoas físicas. Átomo - Como o Sr. vê a parceria de entidades como o SINQFAR? Rodolfo Schneider - Como uma ótima oportunidade de levar a causa da saúde infantil para uma organização exemplar, que conta com empresas que eventualmente podem ter a intenção de apoiar causas sociais e até então não sabiam a quem recorrer. Além disso, exemplos como o SINQFAR inspiram outras organizações e entidades de classe a fazer o mesmo e a ampliar essa rede de solidariedade em prol da vida e da saúde infantil

Átomo - Como o SINQFAR chegou a esta parceria? Marcelo Ivan Melek - O Pequeno Príncipe é uma instituição de grande credibilidade, e com uma história de atendimento aos menos favorecidos. Pessoalmente eu já conhecia e admirava o trabalho. Até que fomos procurados para publicar um anúncio deles na Revista Átomo e assim o fizemos, de forma gratuita. Mas estamos ampliando essa parceria, com uma proximidade maior, contribuindo no que for possível. Átomo - Como será esse apoio, na prática? Marcelo Ivan Melek - Estamos publicando um novo anúncio, nesta edição da Revista, também gratuito. Visitamos a instituição para conhecê-la mais profundamente e consolidar a parceria. O próximo passo é obter das empresas associadas uma resposta ao chamado de se tornar doadora do Hospital. Pensamos também, para o orçamento do ano que vem, incluir um percentual mensal de doação, ainda que pequeno, de acordo com as possibilidades do Sindicato. Átomo - A responsabilidade social é uma preocupação dessa gestão? Marcelo Ivan Melek - Sem dúvida. Esta é apenas uma primeira ação. Assumir a responsabildiade social é um dever seja do empresário, das instituições, ou pessoa física. É preciso estar atento às necessidades do mundo e contribuir. Quando se quer ajudar sempre existem meios.

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Entre nesse time! Empresas como a Copel, O Boticário e a Volvo, entre muitas outras de pequeno, médio e grande portes, estão na lista dos chamados investidores sociais do Hospital Pequeno Príncipe. 45,42% do valor captado junto à pessoa jurídica são empresas do Paraná. Chegou a vez das empresas do ramo químico, de cosmético e farmacêutico. Faça da sua empresa mais uma a contribuir com essa importante obra social. Informações no SINQFAR através do telefone (41) 3254-8774 ou pelo e-mail nidia@sinqfar.org.br

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AtualizE-se

Notícias de Conjuntura Pior da Crise já Passou, diz FGV

Emprego

A carta Conjuntura Econômica, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV), enfatiza a existência de sinais de que “o pior momento dos efeitos da crise financeira ficou para trás”, e estima que a economia tenha crescido em torno de 0,7% no trimestre abril-junho, com a possibilidade de melhora mais acentuada ainda na segunda metade do ano. Os economistas do Ibre acreditam, porém, que em virtude da queda de 0,8% do PIB, no trimestre janeiro-março, a economia nacional teria que se expandir a um ritmo médio de 2,7% nos dois últimos trimestres de 2009 para que o PIB não caia no ano. Eles admitem, no entanto, que “este não é, evidentemente, um cenário provável”. Razão porque apostam em queda efetiva do PIB anual. Os economistas do Ibre constataram ainda que a crise mundial afetou o Brasil de forma peculiar, com reflexos fortes na indústria, pela lado da oferta, e nas exportações e investimentos, pelo flanco da demanda. Eles acreditam que “a força da recuperação da economia nacional depende tanto da perspectiva de retomada da demanda externa, que tem forte impacto na indústria, quanto da continuidade da resistência demonstrada pelo consumo interno”.

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, revela que de janeiro a maio tanto a massa salarial quanto a população ocupada aumentaram, embora com um crescimento menor se comparado aos mesmos meses de 2008. Um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria – CNI aponta que de janeiro a julho deste ano o emprego na indústria acumula uma queda de 3,1% em relação a igual período do ano passado. Na mesma base de comparação, a retração nas horas trabalhadas alcança 8,6% A boa notícia é que o mesmo estudo demonstra que a estabilidade no emprego industrial em julho interrompe uma sequência de oito meses consecutivos de redução no indicador, o que sinaliza o fim do ciclo de ajuste no mercado de trabalho da indústria.

Produção e vendas reagiram em julho A fabricação de produtos químicos para uso industrial cresceu 7,65% e as vendas ao mercado interno aumentaram 9,87% em julho. A utilização da capacidade instalada subiu para 88%. De janeiro a julho, a produção teve incremento de 45,32% e as vendas cresceram 59,16%, na comparação com dezembro de 2008. Fonte: ABIQUIM

Fonte: Fundação Getúlio Vargas e CNI

Silicone em expansão Definidos como polímeros quimicamente inertes, o silicone é um produto em expansão na indústria química, movimentando hoje cerca de US$ 200 milhões/ano no mercado brasileiro. O produto é enquadrado na categoria de uma classe moderna de materiais sintéticos, encontrados em diversos objetos de nosso dia-a-dia e largamente empregados em processos industriais. Com o objetivo de difundir conhecimentos sobre os benefícios da tecnologia do produto existe, desde 2000, a Comissão Setorial de Silicones, composta por três grandes produtores mundiais: Dow Corning, Rhodia Silicones, que passou recentemente a ser controlada pela Bluestar Silicones, e Wacker. Fonte: Web

Dica para pesquisa No site da ABIQUIM www.abiquim.org.br, é possível acessar o link Produtos Quimicos Brasileiros – Brazilian Chemicals - que permite encontrar os fabricantes de qualquer produto químico de uso industrial produzido no Brasil. Também é possível saber, com a mesma rapidez, qual a linha de produtos de uma determinada empresa do setor ou fazer um link direto com a empresa desejada, caso ela disponha de um site na internet.

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setor químico

Depois que a Crise passar Fórum setorial debate na FIEP tendências do setor químico em futuro próximo

A indústria química, petroquímica e de derivados, na qual se inserem empresas associadas ao SINQFAR, está prestes a enfrentar severas mudanças de paradigma como o novo arranjo da economia no momento posterior à crise financeira mundial. Um aumento na demanda por commodities, provocada pela China, a consolidação dos países do Oriente Médio, como maiores fornecedores de commodities, a criação de produtos com maior valor agregado e a busca por matérias-primas renováveis são tendências que o setor será obrigado a enfrentar nos próximos anos. Estas são algumas das tendências apresentadas por Gilda Bouch, consultora da Gás Energy Chemical, que falou a empresários, executivos e dirigentes sindicais durante o Fórum Setorial da Indústria Química, Farmacêutica, de Cosméticos e Higiene Pessoal, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em Curitiba, dia 21 de junho último.“É preciso encontrar espaços vazios e ocupá-los. Aqui no Paraná existe um grupo empresarial de nível muito bom. Houve uma retração na rentabilidade e na lucratividade, mas o setor está mostrando que pode se recuperar”, avaliou. Convidado pela FIEPr, o presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek, Marcelo Ivan Melek participou do Fórum Setorial, ao lado do vice presidente do Sindicato, Julio Cesar Correa, contribuindo para a elaboração da pauta de ações que deverá ser executada em benefício do setor para o enfrentamento da crise. Durante o evento Melek foi entrevistado por uma equipe de vídeo da FIEP, dando a seguinte declaração:

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Como estratégias para o setor enfrentar o momento de crise, a consultora apontou ações como ampliação de portfólio, atuação em escala global, além da flexibilidade financeira.“A crise afetou toda a cadeia petroquímica, que opera abaixo das capacidades. O setor, que trabalha com uma visão de longo prazo, tem que responder às demandas de curto prazo provocadas pela crise”, afirmou. Aos empresários paranaenses, Gilda Bouch apontou caminhos como o investimento em setores que são vocação do estado, o privilégio a atividades de alto conteúdo tecnológico que agreguem valor aos produtos e o incentivo à criatividade e à inovação.“O Paraná tem uma indústria de transformação bastante desenvolvida e estruturada. E não ser produtor de matérias-primas não é impedimento para o desenvolvimento”, disse. RESULTADOS Das ações propostas ao Sistema Fiep, a prioridade foi a promoção de atividades entre a cadeia produtiva dos setores químico e farmacêutico através da promoção de fóruns, feiras e rodadas de negócios. Dos órgãos do poder público, os participantes pedem, prioritariamente, a criação de políticas fiscais e tributárias de incentivo ao setor, como o resgate dos créditos de ICMS. Já das próprias empresas, sindicato e associações, os empresários apontaram a implementação de uma agenda junto à ANVISA para estreitamento das relações entre o órgão de fiscalização e o setor. No total, foram 16 medidas sugeridas pelos participantes. A partir desta definição, o Fórum formou um comitê gestor responsável pela execução das ações. Os Fóruns Setoriais contemplam 16 setores da indústria paranaense e foram realizados até julho/2009. Os próximos ocorrem até o fim deste ano.

“A expectativa é a máxima possível porque nosso setor, que engloba os setores químicos de cosméticos e farmacêutico, estava precisando de uma oportunidade como essa para debater o assunto crise de uma forma específica e ouvindo as empresas, que são as maiores fontes que podemos ter. A gente sabe que os setores são afetados de maneira e proporção diferentes e essa discussão será importante para pontuar os problemas e depois ver como implementar as medidas para resolvê-los.” 27

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ARTIGO JURIDICO

Como Diferenciar a Figura do Representante Comercial Autônomo e do Empregado Regido pela CLT ? ArtiGo JurÍdico Cassiana Maria Medeiros Frazão Melek

OAB/PR 36.802 - Departamento Jurídico SINQFAR

As empresas do setor industrial químico e farmacêutico, como as demais indústrias de outros setores, comercializam seus produtos, comumente por meio de representantes comerciais, os quais de forma autônoma e não subordinada angariam vendas em nome da empresa representada. Os representantes comerciais são aqueles trabalhadores regidos pela Lei 4886/65, cuja natureza jurídica não corresponde àqueles trabalhadores empregados regidos pela CLT. Estes, por sua vez estão previstos no artigo 3° da CLT, o qual elenca os seguintes requisitos para a configuração do vínculo trabalhista: “Art.3° – Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário”. Dessa forma, veremos a seguir alguns pontos relevantes que merecem atenção no que tange a caracterização do contrato de representação comercial autônoma, e que muitas vezes, ou por falta de informação ou mesmo descuidos, podem vir a gerar altos passivos trabalhistas para as empresas representadas, tendo em vista que muitos contratos desta natureza são transformados em vínculo de emprego.

EMPREGADO (ART.3° DA CLT)

REPRESENTANTE COMERCIAL (LEI 4886/65)

Pessoa Física Subordinação ao empregador Salário

Pessoa física ou jurídica Autonomia Remuneração apenas como mediador dos negócios comerciais efetuados Pessoalidade Impessoalidade (uma ou mais pessoas), mas pode haver pessoalidade através de contrato firmado entre a empresa representada e o representante comercial! Continuidade na prestação do trabalho Não eventualidade no desempenho de (não eventualidade) mediador em caráter negocial mercantil Rege-se pela Consolidação das Leis Rege-se pela legislação Comercial Trabalhistas Anotação obrigatória na CTPS pelo Registro obrigatório nos Conselhos empregador. Regionais dos Representantes Comerciais. Conforme verificado no quadro acima, há notórias semelhanças entre o empregado e o representante comercial. Em termos práticos o que difere uma figura de outra,éoelementosubordinação.Asubordinaçãonãopode estar presente no contrato de representação, já que o mesmo é autônomo e suporta o risco do negócio, recebendo tão apenas comissões. De outro lado, o empregado está totalmente subordinado ao seu empregador, o qual dirige, controla e supervisiona suas atividades. Como exemplos de manifestação de subordinação de representante em face da representada, o que desconfigura este tipo de contrato são: exigência de relatório de vendas; controle de qualquer natureza, como número de visitas realizadas; tempo em cada cliente, horário de trabalho; ajuda custo, etc. Sob esse enfoque, vale citar uma decisão recente datada de 24/07/2009 proferida pelo Egrégio Tribunal do Trabalho da 9ª Região, a qual descaracterizou o contrato de representação comercial, condenando a empresa representada a reconhecer o vínculo trabalhista, deixando claro que a subordinação é o elemento distintivo das duas figuras aqui analisadas:

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“Vînculo de emprego. Representante Comercial. Os contratos de trabalho e de representação comercial têm diversos pontos comuns, como o caráter pessoal, oneroso e habitual da prestação de serviços, sem que se possa negar, na representação comercial, traços de subordinação, como a obrigação quanto a critérios de venda, área de atuação e até mesmo a exclusividade na representação dos produtos. O único parâmetro distintivo - ainda assim, bastante difuso - é a intensidade da subordinação. O profissional de vendas autônomo, ainda que sujeito aos limites do contrato de representação, deve ser aquele responsável pela direção do empreendimento, inclusive quanto à disciplina do tempo destinado às vendas. Se o vínculo com a empresa implica cerceio do impulso próprio que o representante autônomo imprime em seu negócio e o transforma em mero colaborador, cujo trabalho não vai além de uma direta projeção dos interesses e dos poderes inerentes ao comando empresário, trata-se de representante subordinado. O animus de formar relação de emprego deve ser buscado na realidade da prestação do serviço, especialmente em hipóteses como a dos autos, em que sequer existem elementos formalmente compatíveis com a autêntica representação comercial, como contrato escrito. Recurso a que se dá provimento para reconhecer o vínculo de emprego.” TRT-PR-00371-2008-657-09-00-8-ACO-23537-2009 - 2A. Turma Relator: Marlene T. Fuverki Suguimatsu. Publicado no DJPR em 24-07-2009. (grifo nosso).

Como dito, o representante é autônomo e, portanto corre por sua conta os riscos de sua atividade. Assim, a empresa não deve arcar com ajuda de custo, sob pena de configurar vínculo empregatício, conforme entendimento jurisprudencial. Representação Comercial e Vínculo de Emprego. É subordinada e não autônoma relação em que o tomador dos serviços paga ao prestador ajuda de custo em valor fixo para custear suas despesas, fornecendo-lhe ainda outros meios para a consecução de sua atividade, evidenciando o seu desenvolvimento por conta alheia e não por conta própria.” TRT-PR-18212-2004-014-09-00-9-ACO-12695-2009 - 5A. Turma. Relator: Rubens Edgard Tiemann. Publicado no DJPR em 05-05-2009.

Todavia, entende-se, que mesmo no contrato de representação há alguma forma de subordinação, pois o Representado não pode fazer de forma livre tudo que assim desejar, pois deve angariar as vendas de acordo com as diretrizes da empresa, como por exemplo, seguir a tabela de preços, não ter autonomia para fornecer descontos ou outras vantagens, etc. No entanto, deve-se perquirir acerca da intensidade da subordinação, ou seja, esta não pode ser suficiente para que a representada comande, fiscalize ou interfira diretamente nas atividades de seu representante. E, auferir tal intensidade é tarefa árdua que geralmente é decidida na Justiça do Trabalho, o que gera efetivamente insegurança jurídica da empresa ao contratar um representante comercial. Dessa forma, um dos preceitos básicos e mais importante que não se pode deixar de se observar para a configuração do Representante Comercial Autônomo é o poder de direção de sua atividade, excluindo totalmente esse poder do Tomador (Representada), tendo o representante, com isso, total independência laborativa. Diante do exposto, deve-se dizer que no momento em que a empresa opta em celebrar contrato de representação comercial, deve ficar atento a executá-lo, sob o ponto de vista fático, nos termos da Lei de Representação, e ao mesmo tempo deve estar munido de todos os documentos oriundos do desenvolvimento do contrato, já que é possível a tentativa por parte do representante em desconfigurá-lo na Justiça do Trabalho, transformando-se em contrato de emprego.

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MÍDIA NACIONAL

Folha de São Paulo critica sindicato “bicho morto” A edição do jornal Folha de São Paulo, do dia 15 de maio/09, trás uma ampla reportagem sobre sindicatos patronais que estão fechando as portas por não cumprir seu papel. Afirma a reportagem que só 20% das 500 mil indústrias brasileiras estão associadas a alguma entidade patronal, enquanto que em países desenvolvidos esse percentual chega a 35%.  O jornal aponta ainda que estimativas indicam que 80% dos quase 4 mil sindicatos patronais registrados no Ministério do Trabalho têm pouca ou nenhuma representatividade, sendo que, afirma uma fonte da reportagem “eles sobrevivem só para arrecadar o imposto sindical, recolhido de forma compulsória”.

SINQFAR NA LISTA DOS QUE FAZEM Exemplo contrário a todos esses equívocos, que certamente são cometidos por entidades duvidosas, está o SINQFAR. A entidade, que em agosto deste ano completou 46 anos, tem uma trajetória histórica importante para o conjunto de sindicatos patronais no Paraná. Nos últimos dois anos, o SINQFAR imprimiu nova dinâmica à sua política de serviços prestados aos associados, por entender justamente que a existência da entidade apenas se justifica a partir de uma representatividade, que não se limita ao papel, mas em ações concretas. Quando promove cursos de capacitação, por exemplo, o Sindicato oferece às empresas associadas contrapartida às mensalidades pagas, já que terão, no seu corpo funcional pessoas mais capacitadas, que ampliem o grau de competitividade da indústria, contribuindo para seu crescimento. Os cursos são um exemplo importante, embora várias outras ações permeiem a rotina do SINQFAR que mantém uma estrutura organizada e eficiente, para atender e facilitar o dia a dia de suas associadas em questões burocráticas. O SINQFAR, também tem investido em melhorar sua imagem institucional junto a diversos órgãos, a exemplo da FIEP. O SINQFAR também cumpre seu papel no fechamento das negociações coletivas, o que é um dever, mas o faz de forma o mais competente possível, com levantamentos econômicos prévios que dão subsídios às negociações e ampliam a segurança dos negociadores. Seguindo a lógica de que quanto mais sólido for o Sindicato, maior credibilidade e representantividade ele terá, a diretoria do SINQFAR avança em seus projetos.

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Na mesma reportagem da Folha de São Paulo, consta a entrevista do advogado Laerte Augusto Galizia, que defende a “prestação de seviços” como saída para que os sindicatos conquistem a representatividade a que almejam. “Se o Sindicato não se tornar um prestador de serviços, diria que é um bicho morto. Quem paga, quer retorno, quer serviços” - resume. Ele tem toda razão.

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CONVENÇÃO coletiva 2009/2010

Assembléias dão Início à CCT

Uma assembléia geral extraordinária, bastante participativa ocorreu dia 11.09.2009, na sede do SINQFAR, em Curitiba, ocasião em que foi lançada a Convenção Coletiva 2009/2010, com definição dos

nomes da comissão de negociação para Curitiba. A assembléia geral extraordinária realizada em Maringá ocorreu no dia 23.09.09 e a de Cascavel no dia 07.10.09. As assembléias também discutiram valores de reajustes, tendo como base o levantamento de índices negociados em outros estados, feito pelo Dept. jurídico do SINQFAR. De acordo com a Dra. Cassiana Frazão Melek, que elaborou o estudo, os dados referentes a categorias afins são fundamentais, uma vez que dão um idéia do conjunto de negociações fechadas com outros sindicatos laborais. “Esse levantamento, que já é uma prática no SINQFAR vem, ano a ano, contribuindo para o sucesso de nossos acordos” - lembra a advogada. “Sem dúvida é uma forma muito prática e produtiva de iniciar um processo de negociação. Esse conhecimento prévio é um parâmetro objetivo para alcançarmos um resultado dentro da realidade” - considerou o presidente da comissão de negociação de Curitiba, Andrei Moreno.

O que informa o levantamento préVio de índices negociados O estudo prévio feito pelo Dept. jurídico do SINQFAR tem como base índices negociados por categorias afins no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais, cujas datas bases acontecem entre os meses de março a julho do ano corrente. Além disso, são levantados índices do INPC do período, os salários normativos pagos nos estados pesquisados e o valor da cesta básica praticados nas capitais, (percentual de aumento na cesta básica desde 2005 até 2009). O estudo detalha ainda participação nos lucros e resultados, valores do fundo de assistência de 2000 a 2009, resultados de acórdãos e sugestão de índice FIEPr, com as médias de reajustes concedidas a outras categorias no Paraná.

Definidas regras de cobrança para trimestralidade em atraso A Assembléia geral extraordinária, realizada dia 11.09, também aprovou, por unanimidade, a aplicação de juros e multa (na mesma forma utilizada pela FIEP na cobrança da contribuição sindical) para as trimestralidade em atraso – multa de 10% nos trinta primeiros dias, com o adicional de 2% por mês subseqüente de atraso, além, de juros de mora de 1% ao mês e correção monetária. Devido a motivo de força maior, o presidente Marcelo Ivan Melek não pode conduzir a assembléia, sendo substituído pelo Sr. Mario Gilmar Szatkoswski.

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CONVENÇÃO coletiva 2009/2010

Três Acordos fechados com Objetividade e Rapidez Com exceção de Curitiba, onde ocorreram duas reuniões, os acordos coletivos de trabalho foram fechados pelas comissões de negociação em uma única reunião com os sindicatos laborais. A objetividade dos dados negociais, que tiveram como base índices de quatro estados, contribuíram para acelerar o processo. “O Acordo foi fechado dentro das expectativas. O Sindicato dos trabalhadores está consciente da situação das empresas frente à crise, mas ainda assim fechamos um acordo equilibrado para ambos os lados” - avaliou o presidente da comissão de negociação de Curitiba, Andrei Moreno (Britanite S.A Indústrias Químicas) . Para Marinês Montrezol (Gelita do Brasil Ltda), membro da comissão de Maringá, o acordo firmado na região “ficou dentro dos parâmetros que as empresas tinham expectativa de fechar” - disse. A avaliação também é positiva para Clemente Zanella (Mirelle do Brasil) da comissão de Cascavel. “Fechamos com um reajuste justo para ambos os lados. O que sempre buscamos é a conciliação e isso ocorreu” - conclui. O índice de correção salarial aplicação a partir de 1º de setembro de 2009. Veja o resumo.

Índices negociados Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná

Reajuste reivindicado: 13% Reajuste concedido: 6% (seis por cento). Cesta básica: R$ 125,00 (podendo ser descontado R$ 5,00 dos empregados). Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Colorado.

Reajuste reivindicado: 9,5% Reajuste concedido: 5% (cinco por cento). Cesta básica: R$105,00 (podendo ser descontado R$10,50 dos empregados).

Sindicato dos Trabalhadores de Materiais Plásticos, Químicos e Farmacêuticos de Cascavel e região - SINTRAPLÁSTICO.

Reajuste concedido: 7% (sete por cento). Reajuste reivindicado: 9,5% Não há a obrigação de fornecer cesta básica.

Comissões de Negociação

CURITIBA Presidente: Andrei Moreno Membros: Mario Gilmar Szatkowski, Elaine Rodrigues de Paula Reis, Rosely Roker da Silva Maximiano e Fernando Vellutini. A assembléia geral na capital ocorreu dia 11.09.09, e a negociação com o STIQFEPAR no dias 17 e 22.09.09 na sede do SINQFAR.

MARINGA Presidente: Marines Montrezol Membros: Sandra Brescansin, Andrei Moreno e Fábio D. Marangoni. A assembléia geral extraordinária ocorreu dia 23.09.09, no Hotel Deville, em Maringá, na parte da manhã. À tarde, ocorreu a negociação com o STIQFC, no mesmo local. O Sr. Andrei Moreno representou o presidente Marcelo Ivan Melek.

CASCAVEL Membros: Edson Luiz Carollo, Clemente Zanella e Jair Jose Gasparin A assembléia geral extraordinária ocorreu dia 07.10.09 no Bourbon Express Hotel, em Cascavel, na parte da manhã. À tarde ocorreu a negociação com o SINTRAPLÁSTICO. O Dr. Frederico Augusto Munhoz da Rocha Lacerda (Advogado do Sinqfar), a pedido do Sr. Marcelo Ivan Melek, representou o SINQFAR na Assembléia.

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SAÚDE

Atividade Física Que tal começar?

Não é novidade para ninguém que uma vida sedentária é um prejuízo para a saúde. Mas mesmo sabendo disso muita gente simplesmente ignora a prática da atividade física, ou vai adiando indefinidamente sem levar em conta os inúmeros benefícios que uma simples caminhada diária é capaz de fazer ao corpo e a mente. Se você é um desses, saiba que o momento da virada chegou e aqui vão dicas de como começar. Primeiros passos

A ciência comprova que pessoas que não praticam atividades físicas definitivamente não estão ajudando sua saúde e provavelmente a estão prejudicando. Quanto mais sabemos os riscos para a saúde associados à falta de atividade física, mais convencidos ficamos que pessoas que não praticam atividade física devem começar a se exercitar. Veja como:

Só tem ganhos

É bom pra tudo. A atividade física moderada e regular reduz o risco de morrer de doença cardíaca coronária e o risco de infarto, previne diversas formas de câncer, diabetes e pressão alta. Sem falar na auto-estima. Estudos provam que quem se exercita tem mais confiança em si mesmo. A prática de exercícios físico também favorece a mente, já que reduz sintomas de ansiedade e depressão e reduz os níveis de estresse. Isso sem falar no controle do peso corporal, fortalecimento de ossos e músculos. Está provado também que quem malha adoece menos e consome menos remédios também. O bom é que não há limite de idade para se exercitar. As pessoas idosas são muito beneficiadas pelos exercícios, porque eles as ajudam a ficarem mais fortes, mais independentes e se sentirem menos cansadas. A atividade física não precisa ser extenuante para ser benéfica e pessoas de todas as idades obtêm benefícios ao participar regularmente de atividade física moderada por cinco ou mais dias da semana. Ou seja, esqueça os “malhadões” da academia. O que você precisa fazer é simples e pode ser gradual.

Malhando fora da academia

Se você é do tipo que detesta academia, ou não quer ir para uma de cara, comece com mudanças simples na sua rotina. Você vai perceber que pouco a pouco seu corpo vai “pedir” exercícios e você jamais conseguirá levar aquela vida sedentária de antes. Veja o que dá pra fazer:

• Suba as escadas em vez do elevador; • Para pequenas distâncias deixe o carro na garagem e substitua-o por uma caminhada ou uma pedalada; • Revisite ou mesmo conheça novos parques da sua cidade e faça caminhadas. • Aproveite para fazer alongamento enquanto assiste TV;

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• Estabeleça a atividade física como um das prioridades de sua vida.• Consulte seu médico para que sejam solicitados exames e ajustes de medicação; se for para a academia faça avaliação física antes de iniciar os exercícios. • Escolha uma modalidade de exercício que você goste. Lembre-se, não existe um exercício que seja melhor ou pior do que o outro, todos são bons desde que feitos com prazer e regularidade. • Em caso de dúvida não hesite em obter apoio profissional especializado. • Os primeiros dias são os mais difíceis e a progressão deve ser lenta e gradativa, não tente pular etapas. Respeite os limites do seu corpo. • Não adianta fazer exercícios por poucos dias ou semanas e depois interromper. O exercício físico regular deverá ser mantido por toda a nossa vida. • Nunca é tarde para iniciar um programa de exercício físico pois a chamada treinabilidade (capacidade de melhora) do idoso é semelhante a do jovem. • Se apresentar algum mal-estar durante o exercício, tipo tontura, dor no peito, cansaço desproporcional ao esforço, vista escura, etc. pare o treinamento e procure orientação médica.

Saiba mais Atividade física e alimentação saudável são complementares para um vida cheia de saúde e bem estar. Atividade Física ou dieta sozinha, sem estarem associadas, estão condenadas ao fracasso á longo prazo em termos de resultados. A Atividade física potencializa os efeitos da correção alimentar. Emagrecer de forma equilibrada e manter a perda de peso. Pequenas perdas, na ordem dos 5% a 10% do peso, desde que mantidas, já trazem grandes benefícios à saúde. Caminhar rapidamente é a atividade física ideal para a maioria das pessoas que necessitam perder peso, por que emagrece e tem baixos riscos. E pode ser uma prática sem custo e muito prazerosa, mesmo porque a atividade física deve ser fonte de prazer e de bem-estar, durante e depois de ser desenvolvida.

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Copa, Olimpíadas e pré-sal

Empresas devem se Preparar para Futuro Promissor A exploração das camadas de pré-sal, a Copa do mundo em 2014, e as Olimpíadas em 2016 devem promover o aquecimento de vários setores da economia brasileira, abrindo perspectivas para profissionais e empreendedores de múltiplos segmentos. Está é a avaliação de especialistas da área econômica quando o assunto gira em torno dos fatos que colocam o Brasil em situação privilegiada na disputa pela atenção dos investidores estrangeiros. Os empresários brasileiros dos mais variados segmentos devem estar atentos às múltiplas possibilidades, afirmam especialistas como Eduardo Pocceti, (fonte Internet), consultor de uma das maiores empresas de auditoria do país. Segundo ele, é fundamental que os empresários se mantenham a salvo dos erros que podem comprometer seu desempenho num momento tão promissor. Investir fortemente em gestão, ampliar a eficiência e a eficácia das operações são essenciais ao sucesso de qualquer negócio, aponta. Para o especialista, as empresas que demonstrarem maior competência nas áreas de finanças, gerenciamento de riscos, sistemas de informação, operações e recursos humanos, e que estiverem melhor constituídas e organizadas no tocante à missão, às atividades desenvolvidas e às metodologias de trabalho, ganharão muitos pontos em relação às suas concorrentes e terão muito mais chances de consolidar e fortalecer sua posição no mercado. Essa também é a opinião do presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy (fonte: Internet). Ele avalia que “o Brasil tem no horizonte perspectivas extremamente positivas de investimentos em áreas como de infraestrutura, da indústria e de serviços. O desenvolvimento das reservas de óleo e gás na camada pré-sal, a organização da Copa do Mundo de 2014 e agora a dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro colocam definitivamente o país na rota dos negócios internacionais e consolidam a imagem de uma nação capaz de enfrentar os desafios e entrar no grupo das economias mais desenvolvidas” - comemora.

“Ainda é difícil dimensionar, mas na nossa área de cosméticos voltados ao mercado hoteleiro, sabemos que haverá um forte impacto positivo. Imagine que o Rio de Janeiro deve dobrar o número de leitos e isso já nos estimula a ampliar os negócios para atender a demanda. Em Curitiba, haverá impacto direto também durante e depois dos jogos da Copa. Haverá muita mudança estrutural em diversas áreas como de transporte, (quem sabe teremos até o metrô em Curitiba), e outros que certamente vão mexer com a vida das empresas. Em virtude dessa perspectiva positiva já estamos pensando em ampliar produção. E em 2011 planos e projetos já devem começar a serem implantados”.

O futuro em números A exploração do pré-sal deve movimentar US$ 440 bilhões no longo prazo, em desenvolvimento de tecnologia, na ampliação da capacidade instalada da indústria, na construção de estaleiros e na formação de mão de obra. O Brasil tem uma perspectiva concreta de atrair bilhões em investimentos e, com isso, gerar negócios, empregos e renda. Um estudo encomendado pelo governo federal buscou calcular os impactos econômicos dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos no Rio de Janeiro a partir dos valores de investimentos previstos pela candidatura fluminense, de US$ 14,4 bilhões. Esses recursos podem render US$ 51,1 bilhões em movimentação econômica em diversos setores, 120 mil empregos diretos e indiretos anualmente durante a fase de preparativos e realização dos Jogos e 130 mil empregos anuais no período posterior às Olimpíadas.

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Mauro Carvalho de Oliveira – Diretor da Realgem´s do Brasil Indústria de Cosméticos, empresa associada ao SINQFAR que fabrica produtos de higiene para o mercado hoteleiro em todo o país.

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Na Argentina O presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek, visitou, no dia 22 de maio/09 a Cámara de la Industria Química y Petroquímica sediada em Buenos Aires, Argentina. Melek foi recepcionado pelo diretor executivo da entidade, José María Fumagalli, pelo diretor de Comércio, Federico Sperber e pelo engenheiro Renato Endres. Eles detalharam o funcionamento da instituição e quiseram saber também como é a atuação do SINQFAR no Brasil. “Esse tipo de intercâmbio é sempre muito produtivo pois amplia a visão de ambos os lados” - avaliou Marcelo Melek.

Visibilidade A comunidade acadêmica tem espaço aberto na Revista Átomo para publicação de suas melhores idéias. Professores e estudantes de graduação e pós-graduação, nas áreas química e farmacêutica, podem publicar artigos sobre temas diversos, ganhando assim visibilidade através da revista que detém o ISSN International Standard Serial Number, um identificador aceito internacionalmente para publicações seriadas. Mais informações no telefone 41 3254.8774 ou sinqfar@sinqfar.org.br

Novo site

Já está em fase de construção o novo site do SINQFAR. Um amplo estudo, junto a modelos de portais modernos e eficazes foi feito de modo que a entidade passe a dispor de um ambiente digital útil, e que amplie o canal de comunicação com seus associados. Aguarde!

ARTIGO CIENTÍFICO

Encarte da Revista Átomo Nº 5 - SINQFAR

Importância da Criação de um Marco Regulatório no Setor de Vigilância Sanitária para o Desenvolvimento da Regulação no Brasil por Daniela Tahira Munhoz da Rocha*

Em Brasília

CuRItIbA 2009 1

Sysmex, bem vinda!

O SINQFAR tem uma nova empresa associada. Trata-se da Sysmex do Brasil Ind. e Com. Ltda, instalada em São José dos Pinhais (RMC). Empresas do ramo químico, de cosmético e farmacêutico que ainda não se associaram devem fazê-lo o quanto antes e usufruir de uma série de vantagens e benefícios, além de uma representatividade que se amplia e fortalece a cada dia. Para saber mais como se associar, entre em contato com o SINQFAR.

Empresa sorteada

A Quimitol Ind. e Com. de Produtos Químicos, indústria química sediada em Toledo (PR), foi a ganhadora do sorteio do projeto Empresas Sorteadas, que divulga o perfil de indústrias associadas. Com número recorde de inscritos, o sorteio foi realizado dia 17 de junho no SINQFAR. A próxima pode ser a sua. Confira a reportagem da Quimitol e participe!

Portal da inovação O SINQFAR se fez presente, dia 18 de junho, na reunião convocada pela FIEP para ouvir dos Sindicatos opiniões para estruturação do Portal de Inovação. Trata-se de uma ambiente digital de comunicação criado com a finalidade de fornecer todas as informações às indústrias que desejam inovar. Com links como “Quero começar a inovar” e “Quero inovar mais”, no site é possível saber o que fazer na prática para implantar na empresa o moderno conceito de inovação. O site trás ainda uma lista de parceiros viáveis para inovação. O portal já está no ar e vale uma visita.O endereço é www.redeinovação.org.br

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O SINQFAR foi representado por Anny Margaly Maciel Trentini, da empresa Herbarium Laboratório Botânico Ltda, no Seminário Complexo Industrial da Saúde e Fitoterápicos, evento realizado em Brasília, dias 5 e 6 de agosto. Dentre os temas tratados esteve a regulamentação sanitária de fitoterápicos.

Mídia I

Com o título SINQFAR faz aproximação inédita com a ANVISA, a edição 26 (junho/julho) da revista Observatório da Indústria, da FIEP, destacou a visita feita pelo presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek, à sede da ANVISA em Brasília, quando foi recebido pelo presidente Dirceu Raposo de Mello. A reportagem menciona ainda o projeto setor regulatório, em andamento no SINQFAR.

Mídia II

Os cursos de Boas Práticas de Fabricação para Indústrias tiveram divulgação gratuita no jornal Gazeta do Povo. A boa notícia é que, embora tenham constado no maior jornal de circulação do estado, a procura recorde pelos cursos básico e intermediário na capital ocorreu independente da divulgação, o que demonstra o interesse das empresas para assunto tão relevante. Tanto que chegou a haver recusa de inscrições por conta do rápido preenchimento das vagas. O presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek já adianta que a capacitação continua sendo uma prioridade em 2010.

Mídia III

A coluna social da Gazeta do Povo, assinada pelo jornalista Reinaldo Bessa, destacou, dia 16 de setembro, com foto, a visita feita pelo presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek, ao Hospital Pequeno Príncipe.

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Circuito Interno SINQFAR

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Circuito Interno SINQFAR Planejamento estratégico Visando um ano produtivo e com ações em diversas áreas, o presidente Marcelo Ivan Melek reuniu sua equipe de trabalho para elaboração do Planejamento Estratégico e Orçamento do SINQFAR para o primeiro semestre de 2010. Em pauta, a continuidade de projetos e a ampliação de prestação de serviços aos associados.

Nasceu Letícia Uma bela menina, Letícia Frazão Melek, nasceu dia 11 de setembro, pesando 3,335 Kg e enchendo de alegria os pais, Marcelo Ivan Melek e Cassiana Frazão Melek. A diretoria do SINQFAR e funcionárias parabenizam o casal com os melhores votos de felicidade.

Visita O SINQFAR recebeu, no dia 25.05.09, a visita dos senhores Ramon Andrés Doria, Coordenador do Conselho Temático de Responsabilidade Social, Eduardo Augusto Knechtel, dos Conselhos Temáticos e Setoriais e de Sonia Beraldi de Magalhães, Gerente de Responsabilidade Social do SESI. A visita teve o objetivo de apresentar o trabalho que vem sendo realizado pela FIEP, através desses Conselhos, bem como conscientizar da importância da responsabilidade social nas instituições, e como ações nessa área podem impactar na produtividade das empresas. Na oportunidade foram recepcionados pelas Senhoras Neiva Kmeteuk, Assessora da Presidência, e Nidia Maria da Silva, Auxiliar Administrativa.

Herbarium tem novos donos Fundado em 1985, pela enfermeira Magrid Teske, (ex-presidente do SINQFAR), a Herbarium Laboratório Botânico foi vendida, em setembro, à holding farmacêutica FQM, controlada pelo grupo argentino Roemmers. De acordo com o novo diretor-presidente, Marcelo Geraldi, a meta da nova administração é lançar a Herbarium como uma plataforma de produção de fitoterápicos na América Latina, ampliando as exportações, que representam hoje menos de 1% das receitas. A meta é dobrar a taxa anual de crescimento de receitas, hoje em 15%.

Licença Em cumprimento do direito de licença maternidade, a advogada Cassiana Frazão Melek, responsável pelo Dept. Jurídico do SINQFAR,será substituída no período pelo escritório de advocacia Filla & Munhoz da Rocha Advogados Associados.

Brian Bacon na Britanite

Prati-Donaduzzi recebe prêmio A associada Prati-Donaduzzi, instalada em Toledo, região Oeste do estado recebeu, dia 7 de julho último, da Revista Época Negócios, o prêmio das 25 empresas mais inovadoras do Brasil. Na foto o diretor presidente da empresa, Luiz Donaduzzi e Gilberto Corazza, da Ed. Globo, durante o evento de premiação. Parabéns!

O consultor Brian Bacon (seg. à esq), durante visita à Britanite.

O presidente da Osford Leadership Academy, foi recebido na associada Britanite, dia 18/8, sendo recebido pelo presidente Antonio Luiz Cyrino de Sá e Andrei Moreno, gerente de RH, para avaliar uma possível parceria entre as empresas. Na reunião conversaram sobre o posicionamento da Britanite no mercado nacional e internacional e possíveis intervenções a serem realizadas pela consultoria de Brian, especialista na área corporativa.

Cancelado Os organizadores do Quimiplas – Feira e Congresso de produtos, máquinas e serviços para indústrias de plásticos, químicos e de borracha informaram que o evento, com data prevista para 22 de outubro em Curitiba, foi cancelado, tendo uma data futura de realização ainda em estudo.

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Convites O presidente do SINQFAR, Marcelo Ivan Melek, foi convidado a participar de dois importantes eventos. A reunião do Conselho Intersindical da Indústria Farmacêutica, realizada dia 28/9, em São Paulo, e o Seminário de alto nível sobre o Papel dos Investimentos Públicos na Promoção dos Investimentos Públicos e Sociais, evento realizado no Rio de Janeiro, dias 13 e 14 de julho. Por ter compromissos já assumidos o presidente, que é membro do Conselho, não pode comparecer ao evento em São Paulo. 35

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Este espaço foi cedido pelo SINQFAR em virtude de uma parceria firmada com o Hospital Pequeno Príncipe.

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