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Caro associado, Chegando ao final do ano, faço uma profunda reflexão do papel de um Sindicato de classe, tendo como parâmetro minha experiência pessoal e trajetória no Sinqfar. Como empresa associada, senti a necessidade de participar mais ativamente do Sindicato, tornando-me membro do Conselho Fiscal. Em um caminho natural, acabei eleito para a presidência, cargo que ocupo hoje.

Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná - SINQFAR

A experiência acumulada nesses anos me permite afirmar que, sem qualquer demérito à outras frentes de atuação, o foco principal de um Sindicato é a Convenção Coletiva de Trabalho - cujos resultados definem a relação laboral e trás reflexos diretos ao dia a dia das empresas.

Ano V – Número 13 Dezembro/2012

JORNALISTA RESPONSÁVEL June Meireles (mtb 1545) PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Sonia Oleskovicz IMPRESSÃO Gráfica Capital ISSN 1983-0947 TIRAGEM 1.000 exemplares ENDEREÇO Av. João Gualberto, 623 6º andar Sala 605 Alto da Glória Curitiba/Paraná CEP 80.030.000 Tel. 55 41 3254.8774 www.sinqfar.org.br

EXPEDIENTE

CONSELHO EDITORIAL Cassiana Frazão Melek Elaine Rodrigues de Paula Reis Julio Cesar Correa Marcelo Ivan Melek Mario Gilmar Szatkowski Marco Antonio Silva Neiva Kmeteuk Nelson Moraes Rosely Roker da Silva Maximiano

No Sinqfar, a CCT é trabalhada ao longo de praticamente todo ano, com o nosso Dpto. Jurídico projetando, prospectando, investigando, mantendo contato constante com outros sindicatos e negociadores, de modo a obter a melhor preparação possível para nossa fase negocial. Na base de todo esse esforço prático estão ainda o compromisso, seriedade e a responsabilidade de atender a expectativa das nossas associadas. Ainda com base nessa reflexão, percebo que de nada adianta o Sindicato patronal estar preparado para a CCT. É preciso também encontrar eco na outra parte – Sindicato laboral – já que ambos tem em comum o objetivo de chegar à uma relação de trabalho que consideram adequada. Ao longo desses anos, aprendi que o exercício de compreender, de ouvir os sindicatos dos trabalhadores e sentir suas demandas - mesmo sabendo que nem sempre é possível atendê-las – é uma postura fundamental para uma boa negociação. E graças a ela chegamos hoje a um relacionamento maduro, respeitoso e profissional – o que se traduz em segurança para todos os envolvidos e em resultados palpáveis e satisfatórios para ambos os lados. Minha segunda reflexão concentra-se na Logística Reversa, questão lançada aos Sindicatos no final deste ano, com o desafio de que atuem como protagonistas, sendo ao mesmo tempo agente mediador, angariador, facilitador e agregador das indústrias. Principalmente nesse momento, repito, embora tenhamos outras linhas de atuação, onde se enquadra a bem sucedida capacitação das Boas Práticas de Fabricação, ou a igualmente bem sucedida representação externa – o foco envolve a Convenção Coletiva de Trabalho e a Logistica Reversa, a qual já estamos respondendo à altura, com dedicação antecipada e trabalho. Como hábeis guerreiros que somos, convoco a todo para irmos ao encontro destes desafios, de nossa parte com um planejamento estratégico calcado no desenvolvimento, perenidade e sustentabilidade das indústrias que representamos. Da parte dos associados com uma participação mais ativa e próxima do Sindicato. E é com esse ânimo que finalizo, desejando a todos um excelente 2013, com a certeza que este e outros desafios que surgirem serão sempre encarados com responsabilidade e a enérgica tomada de decisões. Um bom ano a todos e um forte abraço. Marcelo Ivan Melek Presidente do Sinqfar

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Reportagem de capa Confira entrevista da empresária Carmen Maria Donaduzzi e os detalhes da premiação da Medalha do Mérito Industrial 2012 da Fiep

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2012 II Fórum de Negociação Coletiva reforça base para negociações

CAPACITAÇÃO Concorrido, curso BPF Avançado fecha ano de capacitação no Sinqfar

LOGÍSTICA REVERSA O grande desafio de 2013

CONFRATERNIZAÇÃO Jantar festivo encerra ano no Sinqfar


CARMEN MARIA DONADUZZI fundadora da prati-donaduzzi

Instituída em 1972, pela Fiep, a Medalha do Mérito Industrial é conferida anualmente a personalidades que se destacam pelo empreendedorismo, ação em prol do desenvolvimento industrial, defesa dos interesses da livre empresa e manutenção de serviços de assistência e formação profissional dos trabalhadores. Este ano, por indicação do presidente do Sinqfar, a doutora Carmen Maria Donaduzzi, da associada Prati-Dondaduzzi, foi agraciada pela honraria. Graduada em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Estadual de Maringá (PR), possui MBA em Gestão Estratégica e Inovação. Fez mestrado em Biotecnologia pela École Nationale Supérieure D Agronomie Et Des Industries Alimentaires. Tem Doutorado em biotecnologia pela L´Institut National Polytechnique de Lorraine - École Nationale Supérieure D Agronomie Et Des Industries. Hoje, Doutora Carmen atua como diretora de Novos Negócios na indústria que ajudou a fundar, sendo a inovação um dos pilares que norteiam as ações desenvolvidas na empresa, que se destaca ainda pela atuação constante na área de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos.

“SOMOS

fanáticos pelo que

fazemos”.

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Revista Átomo – O presidente do Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná, Marcelo Ivan Melek, indicou o seu nome à homenagem da Medalha do Mérito Industrial por considerá-la um exemplo de empreendedorismo dentro as empresas associadas ao Sindicato. Como a senhora recebe esse prêmio? CARMEN DONADUZZI – Este prêmio pelo qual fui indicada pelo Sinqfar aqui na Fiep é de extrema importância e embora ele seja entregue a mim, Carmen, eu diria que esse prêmio é da nossa empresa, da nossa indústria, onde se vive como uma grande família. É extremamente importante. Revista Átomo – Os medicamentos genéricos no Brasil cresceram 21,7% em volume no primeiro semestre de 2012 com relação ao mesmo período do ano anterior. A Prati-Donaduzzi acompanhou esse ritmo de crescimento, seja em número de vendas e de novos produtos colocados no mercado? CARMEN DONADUZZI – Nós estamos um pouquinho acima dos 21,7%, estamos com 25%. Nós crescemos tanto em faturamento quanto em unidades produzidas. Hoje a Prati-Donaduzzi é o maior produtor de genéricos do país. Tudo que nós produzimos representa 30% do global gasto no país inteiro.

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retos. Esses números são satisfatórios ou a empresa ainda planeja expandir nos próximos anos? CARMEN DONADUZZI – Estamos em franca expansão. Estamos construindo novos prédios, novas unidades, a nossa pesquisa e desenvolvimento está andando a todo vapor e temos tido êxito, êxito e êxito. Só para ter uma ideia desenvolvemos 40 genéricos no ano passado e esse ano vamos desenvolver 80. Revista Átomo – Esse crescimento tem a ver com aumento no consumo? CARMEN DONADUZZI – Eu diria que o genérico é um programa que chegou para ficar. A população tem acesso a medicamentos de qualidade indiscutível e sobretudo preço. E nós Prati-Donaduzzi temos ainda uma particularidade: além de produzirmos genéricos nós estamos produzindo fracionados. Fazemos um pós-registro e depois disso vendemos às farmácias habilitadas produtos nos quais eles possam disponibilizar unidades e não caixas inteiras. Você compra apenas aquilo que precisa.

Revista Átomo – A Prati-Donaduzzi possui hoje um dos mais importantes laboratórios de pesquisa do país na área farmacêutica e gera 3,4 mil empregos di-

REVISTA ÁTOMO – A empresa também tem uma política focada na responsabilidade social, tendo recebido recentemente o certificado ODM – Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, em reconhecimento aos seus projetos sociais. Por que a senhora considera importante o investimento de uma empresa do ramo farmacêutico na área social?

“Nós vimos a Anvisa como um balizador e não como uma polícia que vem nos inspecionar. Então quanto melhor essa interação empresa/Anvisa, melhor as coisas se passam. E quando um Sindicato passa a ser o mediador, como o faz o Sinqfar, isso é uma coisa louvável.”

CARMEN DONADUZZI – Eu diria que, sobretudo quando se está no interior do Paraná como nós, em Toledo, temos que nos voltar para o social porque nós imaginamos o seguinte: nossos funcionários estão bem, mas o que podemos fazer pela sociedade? Temos vários programas como por exemplo a Gestação Segura, Inclusão Digital e um programa chamado Renascer que é desenvolvido na cadeia, com psicólogos e pessoas de outras áreas trabalhando. O objetivo é a reformulação

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dessas pessoas para que, quando elas estiverem em liberdade não pensem em fazer coisas erradas e voltar de novo para a cadeia. Se elas tiverem o que fazer – e isso arruma também a auto estima delas, porque é degradante estar na cadeia elas vão se dar muito bem. É um trabalho fantástico. Tem muita gente que saiu do programa e já está empregada. REVISTA ÁTOMO – A partir de 2008 o Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná imprimiu uma nova dinâmica com ações inovadoras. Qual a sua opinião sobre essas ações, que inclue a melhoria na relação das empresas com a ANVISA? CARMEN DONADUZZI – Eu acho de extrema importância. Nós temos que procurar amparo junto ao Sindicato e tudo aquilo que possa ser feito como por exemplo a relação Sindicato/Anvisa. Nós vimos a Anvisa como um balizador e não como uma polícia que vem nos inspecionar. Então quanto melhor essa interação empresa/Anvisa, melhor as coisas se passam E quando um Sindicato passa as ser o mediador, como o faz o Sinqfar, isso é uma coisa louvável. REVISTA ÁTOMO – O Sindicato também tem investido em capacitação na área de Boas Práticas de Fabricação para Indústrias, como forma de contribuir para as empresas no aperfeiçoamento da segurança na produção e do profissionalismo. Como essa iniciativa pode repercutir na indústria farmacêutica especificamente? CARMEN DONADUZZI – Um requisito básico para que alguém trabalhe na Prati-Donaduzzi é o curso de Boas Práticas de Fabricação. Para trabalhar você precisa passar antes pela sala de aula. Seja na indústria farmacêutica ou em qualquer outra, se não existirem as boas práticas não se tem produto de qualidade, não se tem produtos seguros. É fantástico que o Sindicato ofereça isso porque assim se pode

“É fantástico que o Sinqfar ofereça o curso de Boas Práticas porque assim se pode balizar a necessidade de formação das pessoas. Sem as boas práticas você não tem como garantir por aquilo que produz.” balizar a necessidade de formação das pessoas. No caso de uma empresa muito jovem, se ela não trabalha o BPF ela vai ter problemas futuros. Sem as boas práticas você não tem como garantir por aquilo que produz. REVISTA ÁTOMO – No ano passado o presidente do Sinqfar, Marcelo Ivan Melek, indicou o Sr. Miguel Krigsner, fundador do Grupo Boticário, para receber a Medalha do Mérito Industrial na Fiep. Este ano a indicada é a senhora, que tem uma história de empreendedorismo parecida, com uma indústria que nasceu pequena e que se transformou em uma empresa de destaque. CARMEN DONADUZZI – Eu acho que tem havido muita sabedoria em homena­ gear pessoas como o fundador do Grupo ­Boticário, isso é uma coisa fantástica. Hoje é a Prati-Donaduzzi, amanhã pode ser outro e isso é uma coisa bastante inteligente que o Sinqfar tem feito. Nós vimos com bons olhos. REVISTA ÁTOMO – O que uma empresa precisa ter para chegar onde chegou a Prati-Donaduzzi? CARMEN DONADUZZI – Eu acho que para ter uma empresa como a que nós fizemos tem que trabalhar com muita dedicação, muita ética e muito comprometimento. Nós da Prati-Donaduzzi somos fanáticos pelo que fazemos. Não é só gostar, é ser fanático pelo que a gente faz. Isso é fantástico. REVISTAÁTOMO

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HOMENAGEM

Emplacamos de novo A homenageada Carmen Maria Donaduzzi divide alegrias da premiação com a família

Pelo segundo ano consecutivo, o Sinqfar emplaca a Medalha do Mérito Industrial para uma de suas associadas, a empresária Carmen Maria Donaduzzi, da indústria PratiDonaduzzi, instalada em Toledo, região Oeste do Estado. 8

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A solenidade de entrega da Medalha do Mérito Indústria 2012, honraria concedida pela Fiep, teve entre os homenageados a associada do Sinqfar, Carmen Maria ­Donaduzzi, da Prati-­ Donaduzzi. Em 2011 o presidente do Sinqfar, Marcelo Ivan Melek, também teve acatada a indicação do fundador do grupo ­Boticário, Miguel Krigsner. “São dois grandes empreendedores e portanto merecedores dessa honraria que destaca justamente personalidades inovadoras na indústria no Paraná” – disse Melek, que este ano integrou também a Comissão que seleciona os homenageados. A cerimônia de entrega da Medalha aconteceu no dia 10.08.12, no Cietep, em Curitiba, com presença de 600 convidados. Além da fundadora e diretora de novos negócios da fabricante de medicamentos Prati-Donaduzzi,

Carmen Maria Donaduzzi, receberam a homenagem os empresários Ermínia Maria Latreille, fundadora da indústria de confecção que leva seu nome, com sede em Dois ­Vizinhos; Dilvo Grolli, presidente da Coopavel Cooperativa Agroindustrial, de Cascavel; Nelson Hübner, presidente do Grupo Hübner, que tem sede em Araucária; e Valter Pereira da Rocha, proprietário da Latco, de Cruzeiro do Oeste. O fundador da indústria Nutrimental e presidente da Fiep por duas gestões, Rodrigo da Rocha Loures, recebeu a láurea Honra ao Mérito, por sua contribuição ao progresso industrial do Paraná. A solenidade festiva comemorou também os 68 da Fiep, fundada em 1944 por nove sindicatos. Hoje a instituição possui 100 sindicatos esta­duais filiados, um de âmbito regional e sete de base nacional.


Presidente do Sinqfar recepciona homenageada antes da solenidade Antes da solenidade, a homenageada Carmen Maria Donaduzzi foi recebida pelo presidente do Sinqfar, Marcelo Ivan Melek, na sala da diretoria da Fiep. Uma agenda com assuntos de interesse mútuo foi tratada, além de assuntos diversos, entre eles a importância do intercâmbio entre indústria e universidade para a pesquisa acadêmica. “No Brasil a pesquisa acadêmica é desconectada da atividade na indústria, o que é um equívoco porque uma deve complementar a outra” – disse Melek, com total concordância da doutora Carmen. “Temos na Prati programas que selecionam alunos das universidades, com bolsas para atividades que são metade aula formal e metade atividade prática nos diversos setores da empresa” – disse a empresária. Ao final do encontro, Marcelo Ivan Melek presenteou a homenageada com uma caneta Montblanc. Ela aproveitou para agradecer a indicação à Medalha, e elogiou as ações do Sindicato, principalmente os esforços para melhorar a relação das empresas com a Anivsa: “A Anvisa não é polícia mas um balizador da qualidade. E é louvável que o Sinqfar faça esse papel de mediar a relação com as empresas” – disse.

O que foi dito Carmen Maria Donaduzzi – Agraciada com a Medalha do Mérito Industrial 2012

“Quero agradecer ao Sr. Marcelo Ivan Melek esta indicação e por reconhecer nosso trabalho que tem a missão de promover saúde. A vida na indústria é feita de muito trabalho, desafios e vitórias. É um trabalho que exige muita destreza, desempenho e dedicação. Divido esse prêmio com minha família e meus colaboradores.”

Marcelo Ivan Melek – Presidente do Sinqfar

“Fico muito honrado em ter uma de nossas associadas entre as indústrias de destaque e, neste caso, representada por uma mulher de grande fibra e espírito de inovação, que serve de exemplo a todos nós”.

Edson Campagnolo – Presidente da Fiep

“O que estamos fazendo é mostrar para a comunidade que esses homens e mulheres fazem a diferença para o estado e para o país.”. REVISTAÁTOMO

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II Fórum de Negociação Coletiva

Base sólida

para a Convenção

O II Fórum de Negociação Coletiva, realizado dia 13.08.12, pelo Sinqfar, firmou as bases para o fechamento das Convenções Coletivas de Trabalho 2012-2013. O evento, que acontece pelo segundo ano consecutivo, contou com expressiva participação das empresas associadas, que enviaram seus representantes para o evento preparatório à assembléia geral que aconteceria uma semana depois, deflagrando a CCT. No final do evento o grupo presente debateu os itens da Convenção Coletiva de Trabalho, índices negociais e estratégias para a negociação.

Antes tínhamos o levantamento de índices negociais de outras regiões. O Fórum ampliou essas informações e com isso temos a possibilidade de uma avaliação de conjuntura mais próxima da realidade, o que amplia nossa capacidade de negociação.´ Cassiana Frazão Melek Responsável pelo Dpto. Jurídico do Sinqfar, idealizadora e coordenadora do Fórum

Elogios à cláusula inédita A apresentação do histórico das CCT’s negociadas pelo ­Sinqfar em anos anteriores teve um ponto que despertou a atenção dos participantes do Fórum: a inclusão de uma cláusula inédita que impede tratativas entre os sindicatos laborais e empresas após o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho em cima de índices já reajustados. Com grande repercussão junto às empresas associadas na Convenção 2011/2012, a medida foi elogiada e enfatizada pelos presentes como uma forma concreta de inibir situações comuns em anos anteriores. 10

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II Fórum de Negociação Coletiva

Temas e palestras

ABERTURA O II Fórum de Negociação Coletiva foi aberto pelo presidente do Sinqfar, Marcelo Ivan Melek, que apresentou os palestrantes convidados e chamou a atenção para os bons resultados obtidos na CCT de 2011 e que deveu-se, entre outros aspectos, à preparação feita durante a primeira edição do evento. “O Fórum dá suporte técnico para a assembléia que precede a Convenção e no ano passado colaborou de forma muito positiva para todo o processo” – avaliou. Além da abertura, Melek foi um dos palestrantes com o tema “Cenário de negociações 2012”.

AMPLO LEVANTAMENTO DA CONJUNTURA A coordenadora do Fórum, Cassiana Frazão Melek, apresentou uma ampla pesquisa com o panorama das negociações coletivas fechadas no primeiro semestre de 2012 em outros estados. Para demonstrar os ganhos reais acima da inflação, ela apresentou um gráfico com a planilha do INPC acumulado, além de valores de salários mínimos regionais praticados em outros estados em comparação com o Paraná. A advogada também mostrou dados de outros setores no Paraná, finalizando com o item: Perspectivas e Propostas para a CCT 2012, que precedeu ao debate em grupo.

ABERTURA O gerente da Central de Relações com Sindicatos e Coordenadorias regionais da Fiep, Milton Wittig Bueno, abriu o evento comentando sobre pré-projetos de lei de interesse das empresas, sobre a atual lei do INSS – que embora esteja em vigor carece de regulação – e deu informações gerais, entre as quais a de que as rescisões de trabalho passariam, a partir daquela data, a serem emitidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Durante a sua fala, Milton Wittig Bueno elogiou o presidente do Sinqfar: “O Marcelo tem tido uma atividade muito constante na Federação, inclusive representando a Fiep junto à Confederação Nacional das Indústrias. Ele hoje passou a ser uma espécie de consultor e um grande parceiro, tanto pela sua atividade no Sinqfar como pelo colaboração que nos dá para que possamos levar informações oportunas às indústrias” – disse.

ANÁLISE ECONôMICA DO SETOR Analista técnica das cadeias técnicas produtivas do complexo químico, farmacêutico e de cosméticos, a economista Maria Cecília Flores Cordeiro, da Fiep, apresentou dados de crescimento do setor do Paraná em comparação ao Brasil. Os dados foram destacados como de suma importância para a realidade atual, já que oferece bases sólidas para as tratativas de negociação coletiva. REVISTAÁTOMO

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CCT´s fechadas em outubro

O Sinqfar concluiu, no mês de outubro/12, o fechamento das Convenções Coletivas de Trabalho em negociação com quatro sindicatos laborais. O processo teve início em 22.08.12, com realização da Assembléia Geral, na sede do Sinqfar, em Curitiba. Em setembro foram fechadas as CCT´s de Curitiba e Maringá, e em outubro as CCT´s de Cascavel e Jussara.

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Uma ampla participação de representantes das empresas associadas marcou a assembléia, com um produtivo debate sobre índices negociais e outros itens constantes da pauta de reivindicações. A discussão já tinha sido iniciada uma semana antes, durante o II Fórum de Negociação Coletiva (leia mais em reportagem desta edição).


Negociação em ‘alto nível` marca CCT´s À frente de todas as negociações o presidente do Sinqfar, Marcelo Ivan Melek, avalia que as tratativas com os Sindicatos laborais deram-se, sem exceção, em ´alto nível´. “Tudo transcorreu em clima de diálogo e respeito recíproco. E essa é uma das razões de termos um resultados que atende a ambas as partes” - resumiu o presidente do Sinqfar.

O presidente Marcelo, possui uma grande habilidade de negociação com isso torna-se estratégico nas negociações coletivas. Outro fator muito importante para êxito nas negociações é a preparação que o Sinqfar faz com os representantes de empresa, mostrando a tendência e os percalços do mercado que podem influenciar na CCT.” Rosdeney Vieira da Rosa

O conteúdo com a íntegra das CCTs foi enviado às empresas associadas, e encontra-se disponível no site Sinqfar.

Ap Winner Indústria e Comércio de Produtos Químicos LTDA • Ponta Grossa - Pr

Vejo esse bom relacionamento entre o Edemar Adams (Presidente sindicato laboral de Cascavel) e Marcelo Ivan Melek, como muito positivo pois ambos têm boa vontade em chegar a um Acordo que seja favorável às partes interessadas”.

Julio Cesar Correa

Correa Chimical Industrial Ltda • Cascavel - Pr

O fato de ter sido negociado diretamente entre os presidentes dos sindicatos é bom, pois não nos expõe diretamente na “frente de combate”. Sandra M. Brescansim Cantagalli

Crivialli Indústria de Produtos de Higiene e Limpeza Ltda • Maringá - Pr REVISTAÁTOMO

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“A negociação hoje

acontece em alto nível” Entrevista

FRANCISCO RODRIGUES DA SILVA SOBRINHO PRESIDENTE DO STIQFEPAR O Stiqfepar – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná foi surpreendido, em 10 de junho deste ano, com a morte repentina de seu presidente, Donizal Lopes, que liderava o Sindicato deste 1999. A direção da entidade - que tem uma base com 18 mil trabalhadores, nos ramos químico, plástico e de adubos – foi assumida pelo vice, Francisco Rodrigues da Silva Sobrinho, 48 anos, que falou à Revista Átomo sobre os rumos e desafios do Sindicato dos trabalhadores nessa nova gestão. REVISTA ÁTOMO • Como foi para o Sr. as-

sumir a presidência do Stiqfepar diante da perda do presidente Donizal Lopes? Francisco R. S. Sobrinho • Donizal era

mais que um irmão, alguém com quem eu convivi mais de 20 anos sem que tenha havido uma única discussão. E uma de suas qualidades era não ser centralizador, ele deixava você trabalhar. Estatutariamente eu devia assumir o Sindicato e foi isso que fiz.

“As vezes tem gente que diz ´o Chico é muito radical´ mas isso depende da negociação. Quando o outro lado te passa confiança, você também não tem o que temer e com o Marcelo (Marcelo Ivan Melek, presidente do Sinqfar), a relação é boa.” REVISTA ÁTOMO • Quais seus planos de

gestão?

O atual presidente do Stiqfepar, Francisco, ao lado do companheiro de longa data, Donizal: “Éramos como irmãos”.

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Francisco R. S. Sobrinho • Estamos fazendo algumas reestruturações e trabalhando na questão dos acidentes de trabalho com levantamento das CAT´s (Comunicação de Acidentes de Trabalho) para com isso dar um atendimento a quem tem problemas como as lesões por esforço repetitivo, muito comum no setor plástico em função do tipo de trabalho. Com esse levantamento vamos convocar esses trabalhadores vítimas de acidentes para conversar e fazer encaminhamentos para o departamento médico ou para o departamento jurídico, ou as duas coisas ao mesmo tempo.


REVISTA ÁTOMO • Como a categoria rece-

De um modo geral o carro já estava andando graças ao Donizal e não tem como trilhar diferente. O desafio do momento é ampliar as instalações da nossa sede recreativa em Araucária, com construção de um auditório, mas isso também já estava previsto. REVISTA ÁTOMO • Como o Sr. avalia as re-

centes negociações da Convenção Coletiva de Trabalho?

Francisco R. S. Sobrinho • Eu acho

que aconteceu um amadurecimento. Antigamente a gente ia para a mesa de negociação para brigar e saía dando murro na mesa e vice versa. Hoje em dia temos uma negociação de alto nível, dialogada. A relação está mais respeitosa de ambas as partes e hoje você não precisa ficar leiloando.

Hoje temos a questão, o índice, não o blefe. Graças à essa boa relação entre o Marcelo (Marcelo Ivan Melek, presidente do Sinqfar) e o Donizal, no ano passado fechamos a Convenção rapidamente. Nos anos anteriores demorava muito mais. A gente parava em um item e aquilo se prolongava. As vezes se fechava a Convenção no finalzinho de outubro, era bem complicado. Esse ano fechamos no início de setembro. REVISTA ÁTOMO • E essa foi a primeira CCT que o Sr. conduziu sozinho. Como foi o processo? Francisco R. S. Sobrinho • Foi tranqui-

lo porque agora estamos em outro nível. As vezes tem gente que diz “o Chico é muito radical” mas isso depende da negociação. Quando o outro lado te passa confiança, você também não tem o que temer e com o Marcelo (Marcelo Ivan Melek, presidente do Sinqfar), a relação é boa. O Donizal me ensinou que a relação com o Sindicato patronal tem que ser harmônica. Obviamente, se você tiver que radicalizar você radicaliza mas depois de um bom tempo de conversa e não no inicio da conversa.

beu o resultado da última Convenção?

Francisco R. S. Sobrinho • Aceitou

bem, houve aumento real e hoje temos a vantagem de ter uma inflação baixa, que permite isso. É melhor receber menos e ter uma inflação baixa do que ter um grande aumento para uma inflação de 80% ao mês como já tivemos no passado. Nos outros anos fechava-se a Convenção e alguns queriam negociação em separado para ter um ganho maior. Este ano, especialmente no ramo químico, eu não negociei com nenhuma empresa em separado, isso aconteceu apenas no ramo plástico. Isso sinaliza que existe uma satisfação.

“Este ano, especialmente no ramo químico, eu não negociei com nenhuma empresa em separado, isso aconteceu apenas no ramo plástico. Isso sinaliza que existe uma satisfação.” REVISTA ÁTOMO • Que tipo de ação o Sr. pretende desenvolver para o trabalhador que é base de sua categoria? Francisco R. S. Sobrinho • Temos um projeto que será desenvolvido em parceria com o os sindicatos patronais, inclusive o Sinqfar, que vai trabalhar a identificação do trabalhador da indústria química com sua área de atuação. Hoje esse trabalhador não se sente identificado com o segmento. Ele vê o trabalho como se fosse uma ponte até migrar para outro setor. Vamos fazer o Dia Cultural do Trabalhador na Indústria Química, do ramo Plástico e de Adubos. A ideia é que as crianças, filhos dos trabalhadores façam redações falando do trabalho do pai. Em outras etapas vamos premiar os 10 melhores desenhos com o mesmo tema. Vamos ter outras atividades como shows que promova esse estímulo à cultura e à identidade de quem trabalha com o seu setor de atuação. Será um dia fixo, sempre no mês de fevereiro. Com isso vamos estar melhorando ainda mais a convivência com os sindicatos patronais, trabalhando por um interesse comum. REVISTAÁTOMO

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Ritmo ascendente no Paraná Em Paris, França, estão a matriz, três unidades de produção e um centro de pesquisa e desenvolvimento do Grupo Solabia, criado em 1972. Mas a empresa mantém no Brasil, no município de Maringá (PR), duas outras unidades de produção e um centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação. É a Solabia Biotecnológica Ltda. A indústria, associada ao Sinqfar, chegou a Maringá pelas mãos do atual sócio diretor da indústria Carlos Cruz, que já tinha negócios no município. Incentivos fiscais do governo do Estado e a localização estratégica – próxima a Mato Grosso do Sul de onde vem a matéria prima - foram decisivos para o início do negócio. Desde então a Solabia teve uma performance

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ascendente em terras paranaenses. As duas unidades hoje tem uma meta que sinaliza 20% de crescimento para 2013. A implantação da unidade do Paraná data de 1999, com a primeira produção industrial de Sulfato de Condroitina em setembro de 2000. Três meses depois a indústria exportaria para a Europa duas toneladas do produto. Em 2004, ao mesmo tempo em que a indústria passava a produzir o dobro do seu principal produto, inaugurava uma unidade de produção de peptonas para biodiagnóstico e produção de vacinas, também voltada para a exportação. Quatro anos depois, a unidade brasileira voltava a ter novo impulso, com a inauguração de uma unidade fabril de extratos vegetais para atender ao mercado cosmético, farmacêutico e de alimentos funcionais baseados na prática da sustentabilidade. A unidade foi inaugurada junto com um centro avançado de pesquisa e desenvolvimento pronto a atender clientes no Brasil e multinacionais.


Produtos tipo

exportação

O principal produto da Solabia é o Sulfato de Condroitina, um ativo farmacêutico extraído da cartilagem de traqueia de bovinos e suínos, matéria prima para a fabricação de medicamentos para artrose. As unidades paranaenses também produzem peptonas de origem animal e peptona de caseina - proteínas hidrolisadas de composição de aminoácidos controlada. A produção de Sulfato de Maringá é praticamente toda exportada para Suíça. Já as peptonas vão para a França, assim como algumas matérias primas vegetais para cosméticos. O campo de aplicação dos produtos da Solabia, no entanto, é amplo. A indústria atua na manufatura de matérias primas para setores diversos como cosmético, farmácia, nutrição, diagnostico e biotecnologia. Já sua área de domínio de conhecimentos complementares inclui química fina, extração vegetal, microbiologia e biotecnologia.

Pioneirismo A Solabia Biotecnológica Ltda foi a primeira empresa mundial a obter a patente de produção do Sulfato de Condroitina, em 1971. A indústria orgulha-se de ter no produto um grau de pureza de 90% USP, sendo este um diferencial de mercado, com certificação de Boas Práticas de Fabricação e ISO 9001. Na sua carteira de clientes estão empresas como a Natura, já tendo ganho premio de melhor fornecedor por seis vezes, o último em 2011.

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Crescendo junto com a empresa O crescimento das unidades da Solabia em Maringá traduziu-se no aumento do número de empregos gerados na região. A indústria que começou com apenas 12 funcionários emprega hoje 84 pessoas e quatro aprendizes. Entre os atuais colaboradores estão aqueles que iniciaram as atividades junto com a empresa no Paraná. Dois deles, Sandro Ignatti e Dorival Colli Filho começaram em cargos de produção e cresceram junto com a empresa, respondendo hoje como diretores de produção e diretor industrial. E eles não são os únicos a alçarem voo na Solabia.

“É um orgulho participar do crescimento do Paraná e Brasil nos setores que atua, cuja taxa, vem se mantendo na casa de 2 dígitos. Continuamos, como no inicio, acreditando no potencial do país.” Carlos Cruz • Sócio Fundador da Solabia

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Alberto­ Baldasso passou de auxiliar de serviços gerais para líder de produção; Ivan Alves da Silva, saiu do cargo de mecânico para chefe de manutenção; Milton Cezar de Souza começou como operador de empilhadeira, hoje é armazenista. Donizete Nunes e Helio de Oliveira passaram do cargo de auxiliar para operador de produção. O comentário de todos eles é um só: se sentem realizados não apenas por ter crescido profissionalmente como por terem contribuído com a implantação de um processo biotecnológico de sucesso no Brasil.


Ricas parcerias

com a área acadêmica

Como está em um segmento no qual a pesquisa científica é fundamental, a Solabia mantém parcerias com renomadas universidades brasileiras e estrangeiras para o desenvolvimento de seus produtos. Testes toxicológicos são feitos em parcerias com a Universidade de São Paulo (USP), na área fitoquímica. Outros estudos são feitos em conjunto com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Paraná (UFPR), e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde construiu um laboratório de pesquisas e desenvolve projetos relacionados ao tratamento e valorização dos resíduos industriais (fertilizantes). Para agregar valor aos ativos desenvolvidos na empresa, no laboratório da UEM também são feitos testes de atividade antioxidante, antiinflamatória, foto protetora, hiper pigmentante e antimicrobiana – além de pesquisa sobre plantas brasileiras. Já com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a indústria desenvolve projetos de biotecnologia na pesquisa de novos ativos biotecnológicos para o setor cosmético e nutricional. Responsabilidade ambiental Para controle do volume de resíduos sólidos gerados pela sua atividade industrial, a Solabia desenvolve um rigoroso programa de gestão ambiental de tratamento e reaproveitamento do que poderia ser apenas nocivo ao meio ambiente.

Os resíduos do processo e do tratamento do efluente líquido (lodo/ borra) são usados para compostagem para uso agrícola. A gordura do processo, após tratada e purificada transforma-se em subproduto para comercialização nas indústrias de ração e sabão. Já os restos de matéria orgânica separados da traqueia usada na produção do Sulfato de Condroitina anteriormente descartado na ETE, atualmente são concentrados e processados, gerando um subproduto comercializado em indústrias de ração denominado Concentrado Proteico – Proteolat. Os resíduos de papel, plástico e outros materiais são reciclados e o recurso obtido com a venda é revertido em prêmios distribuídos aos funcionários na festa de fim de ano. Resíduos gasosos (gases da queima dos combustíveis da caldeira) são tratados antes de serem liberados e os resíduos líquidos são todos tratados em lagoas de tratamento próprias.

A empresa Solabia Biotecnológica Ltda foi a ganhadora do sorteio para publicação de uma reportagem especial na 13ª edição da revista Átomo. Reportagem: June Meireles  I  Fotos: cedidas pela Solabia

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POR DENTRO DO SINDICATO Encontro Anual Fiep As funcionárias do Sinqfar, Amelia Yurie Takahashi e Ana Cristina Romano participaram, nos dias 26 e 27.09.12, na sede do Sesc, em Caiobá (PR), do IV Encontro Anual dos Sindicatos industriais filiados à Fiep. “Foi o segundo ano que participei e acho que contribui muito para enriquecer conhecimentos e o inter-relacionamento das pessoas, é muito gratificante” – avaliou Amelia. Já para Ana, que participa pela primeira vez, o evento foi uma “excelente oportunidade de aprendizado”.

O presidente do Sinqfar, Marcelo Ivan Melek, também marcou presença no evento de encerramento. Na foto com as funcionárias do Sinqfar, Ana e Amélia.

Coordenado pelo gerente de Relações com Sindicatos da Fiep, Milton Wittig Bueno, o evento – voltado à profissionalização dos sindicatos – teve número recorde de participantes: 120 pessoas, entre secretários, executivos e lideranças de sindicatos de todas as regiões e setores industriais do Paraná.

Almoço

Equipe

As funcionárias do Sinqfar também marcaram presença em almoço realizado no Cietep, em Curitiba, dia 28.09.12, com delegados e representantes, presidentes, diretores e gestores da Fiep, ocasião em que foi lançada as atividades do V Encontro de Valorização Sindical em 2013.

O Dpto. administrativo do Sinqfar admitiu, em 09.08.12 Ana Cristina Elias Romano no cargo de recepcionista. Ela substituiu a funcionária anterior na mesma função.

Novas associadas

Aquisição

Quatro novas empresas se associaram ao Sinqfar. São elas a Roberlo do Brasil Ind. Com. e Dist. Produtos Químcios Ltda, de Colombo, (PR); a Gopar Ind. de Detergentes e Desinfetantes Ltda, de Maringá (PR); Simoni Ind. de Cosméticos Ltda, Tamarana (PR) e a AEB Bioquímica Latino Americana S.A., instalada em São José dos Pinhais, e a Coquepar – Cia de Coque Calcinado de Petróleo S.A, sediada em Araucária (PR). São todas muito bem vindas à família Sinqfar!

No mês de outubro o Sinqfar instalou em suas dependências, na sede Curitiba, equipamentos de alarme de Incêndio.

Planejamento 2013 A diretoria do Sinqfar já elaborou o planejamento estratégico e orçamento anual para 2013, restando agora a apreciação da assembléia geral. Dentre as prioridades estão o projeto Logística Reversa e os cursos ofertados pelo Sinqfar, este último pelo grande sucesso alcançado em 2012.

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Declarações O Dpto. administrativo do Sindicato emitiu, até 30.11.12, 101 declarações de exclusividade, documento emitido com exclusividade para empresas associadas e não associadas ao Sinqfar.

Perfil

A associada Solabia Biotecnológica Ltda, sediada em Maringá (PR), foi contemplada dessa edição com reportagem especial nesta edição. O sorteio ocorreu dia 13.09.12, às 15hs, na sede do Sinqfar.


CAPACITAÇÃO

Curso nível avançado

Lançamento curso Avançado

é um sucesso

Uma edição inédita do curso Boas Práticas de Fabricação para Indústrias - Nível Avançado, realizada dias 27 e 28.11.12, em Curitiba, fechou com chave de ouro a agenda anual de capacitação no Sinqfar. Foram 23 participantes, com preenchimento de todas as vagas disponíveis – o que gerou uma lista de espera para uma próxima edição. “Com esse nível atendemos a expectativa das empresas que estavam ansiosos para completar o ciclo de informações. Elas estão de parabéns por reconhecem a im-

portância dessa capacitação” - festejou o presidente do Sinqfar, Marcelo Ivan Melek, lembrando que os cursos do Sinqfar têm hoje participação de técnicos da Secretaria Estadual da Saúde, “o que é uma chancela a mais que agrega valor à capacitação”. Na opinião emitida após o curso, os participantes destacaram o conteúdo do curso como “ótimo” e “interessante”, salientando que de fato aprofundou conhecimentos anteriores. CONTEÚDO E METODOLOGIA Ministrado pela química industrial e especialista em Gestão da Quali-

dade e Produtividade, Luciane de Oliveira Lima, e pelo farmacêutico e bioquímico Guilherme Kotinda Nascimento, o curso teve como pré-requisitos os cursos de Boas Práticas de Fabricação para Indústrias em nível básico e intermediário. Além do objetivo geral, de aprofundar o conceito das Boas Práticas para assegurar o desempenho e produtividade no processo industrial, o curso avançado tem ainda objetivos específicos e metodologia diferenciada, com estímulo à participação em exercícios práticos que reforçam o aprendizado.

Sete cursos em 2012, 30 edições no total Com o curso avançado o Sinqfar fecha a agenda de 2012 com seis edições dos cursos de Boas Práticas de Fabricação para Indústrias. No total já são 29 edições, desde a implantação da primeira edição. Os demais ocorreram nos meses de abril (nível básico/Curitiba), junho (intermediário/Maringá e Curitiba), agosto (intermediário/Ponta Grossa), setembro (in-

termediário/Cascavel) e novembro (avançado/ Curitiba). Além disso, uma das novidades este ano foi o curso In Company, Aspectos básicos de Boas Práticas de Fabricação para Indústrias realizado na Medfio Ind. e Com. de Artigos Odontológicos Ltda (Pinhais - PR), com capacitação acontecendo na própria empresa, com excelentes resultados. REVISTAÁTOMO

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Batalha judicial

em defesa do Sinqfar

rumo ao TST

O Dpto. Jurídico do Sinqfar luta para reverter, no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, a decisão favorável à cobrança indevida pleiteada pelo Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Norte do Paraná, Sinquifar-NP. A intenção é que o TST anule as decisões das instâncias inferiores do Paraná. A questão começou em 2008 quando o Sinquifar-NP ganhou na justiça o direito de representar empresas instaladas nos municípios de Cambé, Ibiporã, Londrina, Rolândia e Sertanópolis, na região Norte do Paraná. Em respeito à decisão judicial, o Sinqfar pagou os valores requeridos do período de contribuição sindical a partir da emissão da Carta Sindical pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Ocorre que o Sinquifar-NP voltou a acionar a justiça, desta vez reivindicando valores pagos pelas empresas no período anterior à emissão da Certidão Sindical. Este documento, emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, baliza a chamada representação fática, a partir do qual uma entidade sindical passa a existir de fato e representar empresas do seu setor. Convicto desse fato, o Sinqfar tenta, desde então, anular a decisão que atinge de forma injusta os cofres do Sindicato no período que antecede à Carta Sindical, sob o argumento de que foi tolhida a defesa do Sinqfar e a decisão de 1º grau viola diretamente a Constituição Federal. Se a decisão for mantida significa que a Carta Sindical de um Sindicato não terá nenhuma validade, sendo “rasgada” pelo Tribunal, o que representa um verdadeiro absurdo.

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Acompanhe

o trâmite

No final de 2011 o SinquifarNP obtem decisão favorável da 5ª Vara do Trabalho de Londrina à ação de cobrança de valores recebidos pelo Sinqfar, em período anterior à emissão da Certidão Sindical. O Sinqfar entra com defesa alegando cobrança indevida pelo ­Sinquifar NP, sob entendimento que no período que antecedeu 2009, (quando saiu a sentença) a entidade não tinha direito a repasse de contribuição sindical. Tribunal Regional do Trabalho mantém a decisão da primeira instância. O Dpto. Jurídico do Sinqfar entra com Recurso de Revista, uma tentativa de levar a ação ao julgamento do TST e com isso anular as decisões anteriores as quais considera equivocadas e injustas. Aguarda julgamento.


ARTIGO JURÍDICO

ACORDO COLETIVO DE TRABALHO COM PROPÓSITO ESPECÍFICO:

AVANÇO OU RETROCESSO?

Em setembro de 2011 foi proposto pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista filiado da Central Única dos Trabalhadores (CUT), um anteprojeto de lei ao Governo Federal com a finalidade de propor um novo tipo de Acordo Coletivo de Trabalho sob o nome de Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico ou comumente conhecido como Acordo Coletivo Especial (ACE). O Acordo Coletivo Especial (ACE) possui uma série de peculiaridades que estabelece a possibilidade de acordo entre um sindicato profissional e uma empresa a partir de negociação entre estes na sede da empresa. Apenas a título de exemplificação, um dos artigos desse projeto de lei, mais especificadamente o art. 9º, inciso I, alínea “b”, dispõe que para que ocorra a celebração do acordo coletivo de trabalho com propósito específico, o sindicato profissional deverá ter um comitê sindical instalado dentro da empresa, bem como o artigo 14 deste mesmo anteprojeto reza que a vigência do Acordo Coletivo Especial será de até 3 (três anos), podendo as cláusulas em vigor há mais de 4 (quatro anos) serem renovadas por prazo indeterminado, conforme a vontade das partes. Hoje, existe o Acordo Coletivo de Trabalho elencado a partir do artigo 611 e seguintes da CLT, onde um dos requisitos legais é a vigência do Acordo, o qual não poderá ser superior a 02 anos, e a forma de negociação resulta do processo negocial entre sindicatos de trabalhadores com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica, a fim de estipular as condições de trabalho. No caso do Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico, somente um sindicato profissional e uma empresa do correspondente setor econômico poderão celebrá-lo, desde que haja uma mo-

tivação específica que atenda a vontade das partes. Neste caso, o Acordo Coletivo Especial estará ligado apenas às condições específicas de uma determinada empresa e não às relações de trabalho de um setor econômico. Para isso o projeto de lei tem como proposta organizar um local de trabalho, sob a denominação de Comitê Sindical que será inserido dentro da empresa que é apresentada como garantia de contrapeso, mas de fato é o pilar essencial para que o ACE funcione. Entre as condições para que se firme o ACE está: ter Comitê Sindical na empresa; contar com índice de sindicalização de 50% mais um dos trabalhadores da empresa; as propostas de “adequação na legislação” devem ser avaliadas pelos trabalhadores em votação em urna, com voto secreto; e a empresa não pode ter condenação por prática antissindical. Estas são algumas das diferenças que se pode notar claramente entre o Acordo Coletivo vigente na legislação trabalhista e o Acordo Coletivo Especial ou como também denominado Acordo Coletivo de Trabalho com Propósito Específico. Diante disto, esse anteprojeto de lei, muito embora os idealizadores afirmem que o ACE não tem o intuito de flexibilizar as leis trabalhistas, não se sabe que tipo de avanço legal esse anteprojeto resultará, se positivo ou negativo do ponto de vista patronal e se haverá maior segurança jurídica nas negociações ou incertezas para os envolvidos. O assunto é polêmico e está sendo objeto de grandes debates por parte das entidades sindicais, incluindo manifestos contra a aprovação do projeto de lei, inclusive por parte de sindicatos laborais, cujo ato político ocorrerá no dia 28 de novembro de 2012 no Senado Federal em Brasília.

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NOTÍCIAS DO SETOR químico

Ano fecha com déficit O Brasil importou US$ 3,8 bilhões em produtos químicos no mês de setembro/2012. Isso representa queda de 14,7% em relação a agosto deste ano e de 5,8% na comparação com setembro de 2011. Diante deste cenário, os produtos químicos mais importados foram os intermediários para fertilizantes, cujas compras externas totalizaram US$ 764 milhões em setembro, 22,0% menores do que no mesmo mês do ano passado. Já as exportações, de US$ 1,2 bilhão em setembro registraram queda de 12,3% na comparação com agosto e de 18,8% em relação ao mesmo mês de 2011. Segundo a diretora de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, o déficit em produtos químicos até o final do ano poderá ser o maior já registrado. “Uma grande preocupação do setor químico é o aumento contínuo do déficit, especialmente em grupos de produtos com produção nacional. As medidas que estão sendo adotadas pelo Governo em defesa da indústria são fundamentais para a retomada do crescimento do PIB industrial, mas deverão passar a ser mais significativamente percebidas ao longo do próximo ano” – disse.

cosméticos

Vaidade masculina incrementa setor O excelente desempenho do setor cosméticos no Brasil passa a contar com uma um dado também em ascensão: a vaidade do homem brasileiro. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoa, Perfumaria e Cosméticos – Abihpec, a venda de itens para cuidados pessoais masculinos cresce cerca de 10% ao ano, assim como aumenta a oferta desses produtos como loções e outros nas gôndolas de supermercados e lojas especializadas. Ainda segundo a Associação, há cinco anos um em cada 100 homens admitiam comprar cosméticos. Hoje baixou para 1 em cada 15 brasileiros. Outro dado interessante é que, se antes eles se limitavam às loções pós-barba e desodorante, hoje muitos não saem de casa sem perfume e usam cremes anti-rugas. Uma característica do consumo masculino é a fidelidade da marca, maior que das mulheres que seriam mais abertas – e mais impulsivas – com o lançamento de novos produtos. O consumo masculino de cosméticos não seria, porém, exclusividade brasileira mas um fenômeno mundial. No alvo das campanhas está a principal faixa etária de consumo: dos 24 aos 35 anos.

Farmacêutico

2013 trará avanço no crescimento O mercado de genéricos deverá ser o pilar de crescimento no setor farmacêutico em 2012. Um estudo feito pela empresa de consultoria, Lafis, indica que, até o fim do ano, 17 remédios, que hoje faturam cerca de R$ 750 milhões terão suas patentes vencidas no país, o que dará mais espaço para as vendas de genéricos. O potencial de avanço do segmento é forte, uma vez que a penetração de genéricos no país é de 19%. Os riscos inerentes aos negócios, por outro lado, se concentram dos consecutivos déficits que o setor apresenta, diante da dependência das importações de matérias-primas.

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O câmbio é um fator agravante desse risco, que pode prejudicar a atividade das empresas farmacêuticas. A volatilidade cambial, em um setor onde os insumos importados (fármacos) respondem por cerca de 80% da composição de um medicamento, pode prejudicar o cronograma de atividades das empresas – constatou o estudo.


2013 começa com novo site do Sinqfar O Sinqfar reforça sua comunicação institucional com um novo site, que entra no ar em janeiro de 2013. Importante ferramenta na comunicação do Sindicato com suas empresas associadas, o site tem layout moderno, que facilita a navegação e prioriza a funcionalidade. “Esse é um projeto que elaboramos com o maior cuidado, e ten-

do como preocupação central ampliar a interatividade das empresas com o Sinqfar, além de facilidade no acesso aos vários produtos e serviços que dispomos” – reforça o presidente do Sinqfar, Marcelo Ivan Melek. “Vivemos uma época de pouco tempo para deslocamentos e a tecnologia está aí para ajudar. Os sites hoje também são ‘presta-

dores de contas virtual’, o que se aplica muito bem no caso de entidades como a nossa.” – diz ele. Além de permitir o acompanhamento da gestão e o ritmo das ações, o novo site também aprofunda informações gerais, com detalhamento da história, trajetória e diretoria do Sindicato, e logomarcas das empresas associadas.

Agilidade e autonomia nos serviços on line O novo site vai dar mais autonomia e agilidade ao associado, que poderá ter acesso a produtos e serviços por um clik no seu computador. Entre as facilidades está um link exclusivo da Secretaria do Sindicato que disponibiliza os serviços de emissão de declaração de exclusividade, da guia de contribuição sindical, da segunda via do de pagamento da trimestralidade, além de solicitações ao Dpto. Jurídico, à Secretaria e à Presidência. Um segundo link disponibiliza o acesso aos cursos oferecidos pelo Sindicato, podendo o interessado inscrever-se, emitir o boleto de pagamento e imprimir o certificado.

Notícias atualizadas o A home, ou página inicial do nov site terá atualização de notícias, com fatos e informações de s. interesse coletivo dos associado s Ao serem substituídas, as notícia

são arquivadas podendo ser acessadas na íntegra. Todas as edições da Revista Átomo estarão disponíveis, com acesso rápido, página a página.

Em janeiro de 2013 lembre-se de acessar e conferir o novo site do Sinqfar!

www.sinqfar.org.br

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Sinqfar se antecipa ao desafio da Logística Reversa ma direta nessa exigência” – disse o presidente do Sinqfar, Marcelo Ivan Melek no início da reunião.

Uma reunião de diretoria, realizada na sede do Sinqfar, dia 22.11.12, antecipou o que é considerado o principal desafio do próximo ano: o projeto da Logística Reversa. A iniciativa teve o objetivo de informar e iniciar de forma pró-ativa a discussão do projeto de lei 12.305/10, segundo o qual setores da indústrias que geram resíduos com impacto ambiental devem apresentar, até junho/2013, um plano para a ação empresarial que promove destinação final em local seguro e com menor risco ambiental possível para embalagens plásticas, metálicas ou de vidro. “Nossos setores se enquadram de for-

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Ele comunicou aos presentes que o Sinqfar já havia protocolado, com dois dias de antecedência do prazo final, junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Sema, o Termo de Compromisso, documento que assegura que a entidade terá elaborado, até 30.06.13, um plano junto às empresas do setor, de implantação do projeto de lei. “Esse é um tema complexo que merece toda nossa atenção. As empresas associadas ao Sindicato aderem automaticamente ao plano. As que não fazem parte da entidade terão que se submeter à legislação federal e estadual” - avisou o presidente do Sinqfar. Ao final da reunião Marcelo Ivan Melek avaliou como positivo esse primeiro encontro, que aponta para medidas práticas ainda em 2012. No dia 17 de dezembro/12 a diretoria faz uma visita técnica, à sede do Grupo Boticário, para conhecer de perto a política de destinação de resíduos já implantada na indústria. “A questão é nova para todos e temos que ter algumas referências para uma preparação adequada”. – resumiu.


Presidente do Sinqfar participa ativamente de encontro na FIEP com a SEMA

Consciente do papel fundamental dos sindicatos na articulação, junto as seus associados, de um plano e logística reversa setorial, o presidente do Sinqfar, Marcelo Ivan Melek participou ativamente da videoconferência, realizada pela Fiep dia 08.11.12,

com conexão com 23 municípios do estado e cerca de 100 pessoas, sobre o tema Logística Reversa. “Nessa primeira ação podemos entender melhor o conteúdo do projeto e alinhar informações e procedimentos a serem trabalhados em 2013” – disse Melek.

Entenda a questão a Política A lei federal 12.305/10 institui que prevê a Nacional de Resíduos Sólidos, – fabricante, responsabilidade compartilhada a destinação comerciante e consumidor – pel acto ao meio final dos produtos que geram imp Reversa. ambiente. Surge o tema Logística mento a Através de um edital de Chama io AmbienSema – Secretaria Estadual de Me ronais, a Fiep te, convoca os sindicatos pat de um proe outros órgãos para implantação

nsumo (lograma de responsabilidade pós-co gística reversa). tre elas As entidades representativas, den misso, pro Com o Sinqfar, assinam o Termo de a reapar nda formalizando adesão à uma age cronograma lização de um plano setorial, com a, a ser aprede atividades da logística revers começam que sentado até 30.06.13 – data em dutivas, para as discussões junto às cadeias pro implantação do plano setorial.

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Animado, charmoso e com

estilo

O jantar reuniu associados, diretores, funcionárias e convidados.

Fachada do Restaurante Terra Madre, local do jantar do Sinqfar.

Um evento charmoso, criativo e com muito estilo marcou o encerramento das atividades do ano no Sinqfar. Além da tradicional confraternização entre funcionárias, diretores, associados e convidados, o jantar de fim de ano, realizado dia 23.11.12, no restaurante Terra Madre, em Curitiba, teve a entrega da agenda 2013 e um presente às empresas presentes. Um cardápio refinado deu o tom gastronômico da confraternização. O ponto alto do encontro foi a realização de um bingo com prêmios especiais que movimentou o jantar, divertindo a todos em animado clima de competição. Veja como foi a festa que fica marcada na memória do Sindicato. 28

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A saudação do presidente

Presidente Marcelo Ivan Melek saúda os convidados.

O presidente Marcelo Ivan Melek deu as boas vindas aos convidados com um breve discurso, no qual agradeceu a presença de todos, com menção ao convidado Milton Wittig Bueno, representando a Fiep.: ´Esse é um momento único, em que podemos ficar alheios às tensões do dia a dia, e temos oportunidade de nos conhecermos melhor, trocarmos ideias e informações.

um rápido balanço de 2012 no Sinqfar, destacando a realização de sete cursos de Boas Práticas de Fabricação para Indústria e o desafio para o próximo ano, do projeto de logística reversa (veja reportagem nesta edição). “Em breve estaremos lançando nosso planejamento estratégico que vai nos preparar da melhor maneira para esta questão delicada” – antecipou.

Ele também agradeceu às funcionárias do Sindicato pelo empenho nas atividades durante o ano que se encerra, e fez ainda

Finalizando, Melek desejou a todos um Feliz Natal. “E que estejamos juntos para enfrentar os desafios de 2013”.

“É uma honra imensa estarmos aqui nesta noite festiva e uma oportunidade de renovar laços com esse Sindicato que tem sido um parceiro exemplar da Federação das Indústrias, graças à presença e a representação do Dr. Marcelo, (Marcelo Ivan Melek, presidente do Sinqfar) que melhorou substancialmente a aproximação do Sinqfar com a Fiep. Vocês sabem disso, tanto que o reelegeram pelo trabalho eficaz que vem sendo feito”. As palavras do Sr. Milton REVISTAÁTOMO

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O toque criativo.

Bingo!

hashi rie Taka s. u Y a li e a h Am as bolin “canta”

Descontração e bom humor no momento do bingo.

Era o momento da sobremesa quando os convidados tiveram a atenção voltada à assessora da presidência, Neiva Kmeteuk, que anunciou: “Esse ano vamos brincar de bingo – disse”. A notícia empolgou a todos. Cartela e caneta em mãos o bingo seguiu, conduzido pela assistente administrativo,

Amelia Yurie Takahashi” “Quem tá na boa?” – perguntava usando um dos jargões do jogo, e em meio à euforia dos convidados. Em quatro rodadas, quatro prêmios foram distribuídos aos felizes ganhadores: Um porta cartão de couro da grife Victor Hugo (primeiro prêmio); Um jogo de cinco peças de toalhas de ba-

nho de 600 fios egípcios da M. ­Martan (segundo prêmio); um conjunto de castiçal edição especial Roberto Simões; e um DVD player portátil multiuso. A participação descontraída e empolgação dos presentes motivou o presidente a eleger um prêmio extra, sendo agraciada a funcionária do ­Sinqfar Ana Cristina Romano.

Agenda e presente especial

O kit com azeites de vários países: presente especial que agradou a todos

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Todos os presentes receberam uma agenda Sinqfar 2013. Os associados receberam também um presente especial: Uma caixa contendo garrafas de azeite de oliva importados de Portugal, Espanha e Líbano.


Christian Krieger, Karina Krieger, Marcelo Ivan Melek, Neiva Kmeteuk e Cassiana M. M. Frazão Melek

Luis Carlos Peretti Portes, Vanessa Rocha e Demetrius Dellê

Elair Szatkowski, Nilde Rocha e Maria Luiza Planelles

Mario Gilmar Szatkowski, Elair Szatkowski e Augusto Melek

Demetrius Dellê, Julio Cesar Correa e Luiz Carlos Peretti Portes

Fernando Vellutini e Patricia Spengler Sr. Luiz Carlos Peretti Portes no momento da entrega do segundo prêmio do bingo ao Sr. Augusto Melek

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Sr. Fernando Vellu entrega do terceirotini faz bingo à Sra. Elair prêmio do Szatkowski

Nilde Rocha, Augusto Melek, Neusa Kmeteuk, o casal Marcelo e Cassiana e Milton Wittig Bueno

Dr. Marcelo Ivan Melek recebe o quarto prêmio do bingo das mãos do Sr. Roberto Mimoto Julio Cesar Correa, Lúcia Correa, Elaine Rodrigues de Paula Reis, Isabela Reis, Patrícia Spengler e Fernando Vellutini

Demetrius Dellê

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Leandro Wajima, Roberto Mimoto, Neiva Kmeteuk, Jocimar José Carvalho e Valdiléia Morais Pinheiro


Mario Gilmar Szatkowski, José Planelles Lazaga, José Paulo Pinheiro Júnior, Keity Jack Donini, Maria Luiza Planelles e Elair Szatkowski

José Planelles Lazaga e Maria Luiza Planelles

Mario Gilmar Szatkowski e Elair Szatkowski

O casal Julio Cesar Correa e Lucia Correa, e o Sr. Fernando Vellutini recebem a agenda Sinqfar 2013 de Ana Cristina Elias Romano

Paula Reis ne Rodrigues de Isabela Reis e Elai

Marcelo Ivan Melek, Milton Wittig Bueno e Cassiana M. M. Frazão Melek Maria Luíza Planelles e Elair Szatkowski recebem a agenda Sinqfar 2013

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agenda do presidente

Saúde e Segurança no Trabalho Marcelo Ivan Melek representou o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, na 1ª Semana Estadual da Saúde e Segurança no Trabalho do Paraná. Na abertura do evento, transmitido por videoconferência, Melek afirmou que “é de interesse das indústrias e dos sindicatos empresariais discutir a redução no número de acidentes e doenças ocupacionais, e assim garantir o bem estar dos trabalhadores, os responsáveis pela plena e sustentável atividade industrial” – disse ele, que também defende uma ação conjunta entre em-

presários, governo e trabalhadores. A média do Paraná é de 54 mil acidentes de trabalho com 300 mortes de trabalhadores por ano. O evento foi realizado em parceria com as secretarias estaduais do Trabalho e da Saúde, superintendência regional do Trabalho e Emprego, centrais sindicais, entidades patronais e o Fundacentro.

NOVO

VOGAL

Um novo cargo integra o currículo de Marcelo Ivan Melek: o de vogal na Junta Comercial do Paraná. Ele foi indicado para a função pela Fiep, em lista tríplice, e seu nome referendado por decreto do governador do Estado, Beto Richa. Bacharel em Administração de empresas e advogado com especialização em Direito do trabalho e Direito processual do trabalho, Melek é doutorando em Direito e professor universitário, passando agora a integrar o colégio de Vogais da Junta Comercial. Dentre as atribuições do órgão, que é responsável pelo registro de atividades ligadas à sociedades empresariais, está o julgamento da constituição de sociedades anônimas, transformação, incorporação, fusão e cisão de sociedades empresariais, alterações societárias e demais atos previstos em lei relativos ao processo de abertura e constituição de empresas. Na posse, dia 25.09.12, Melek afirmou que espera contribuir para uma maior celeridade na análise dos processos de abertura de empresas.

Artigos aprovados Os artigos científicos A Formação educacional e profissional inovadora: a práxis do colégio SESI/PR, de autoria de Marcelo Ivan Melek, e A experiência do SESI/PR na formação do menor aprendiz: um chamamento à indústria, escrito pela advogada Cassiana Frazão Melek, foram aprovados para serem apresentados no relevante evento de educação corporativa promovido pela Association Francophone Internationale de Recherche Scientifique en Education (AFIRSE), durante Congresso que acontece em 2013 na cidade de Lisboa (Portugal). Os dois advogados comemoraram a notícia que chegou em comunicado oficial dia 02.11.12.

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Prêmio Sindusfarma de Qualidade O presidente do Sinqfar, Marcelo Ivan Melek fez a entrega do Prêmio Sindusfarma de Qualidade às empresas Bausch Advanced Technology Group, 3M do Brasil e Promáquina. A premiação, que figura como a mais importante do país no segmento, teve público de 2 mil pessoas. Dia 29.05.12, em São Paulo.


Marcelo Ivan Melek

é recebido pelo

ministro corregedor geral do Tribunal Superior do Trabalho

O procurador jurídico da Fiep, Marco Antônio Guimarães, a coordenadora do departamento de Assistência Sindical, Priscila Fátima Caetano de Lima, o ministro corregedor geral do Tribunal Superior do Trabalho, Antonio José de Barros Levenhagen e o coordenador do Conselho Temático de Relações do Trabalho, Marcelo Ivan Melek.

À frente do Conselho Temático de Relações do Trabalho da Fiep, Marcelo Ivan Melek foi recebido, dia 18.09.12, em Curitiba, pelo ministro corregedor geral do Tribunal Superior do Trabalho, Antonio José de Barros Levenhagen. Presentes à reunião, o procurador jurídico da Fiep, Marcos Antonio Guimarães e a coordenadora do Dpto. de Assistência Sindical da entidade, Priscilla Fátima Caetano de Lima.

Um outro ponto apresentado na reunião trata do aviso prévio proporcional. A comitiva da Fiep pediu que quando o TST julgar questões sobre este tema considere sua validade também para empregados que pediram demissão, e que o critério para a contagem do prazo seja o mesmo estabelecido pelo ministério do Trabalho em 2011.

O grupo apresentou ao ministro cinco questões elencadas a partir de uma triagem, feita junto aos Sindicatos que compõem a Federação. Entre elas está o pedido de reconhecimento do TST dos Acordos e Convenç��es Coletivas de Trabalho. “Nossa principal queixa é que a Justiça muitas vezes invalida uma cláusula desses Acordos, trazendo grande problema para as empresas”, afirmou Melek.

Por fim, questionou-se os seminários promovidos pelo TST que têm como público alvo juízes e desembargadores. “Queremos entender qual o objetivo desses eventos, que se propõem científicos, mas não abrem espaço para outras abordagens”, afirmou Melek. “Ele foi sensível às nossas demandas e isso é sempre um excelente ponto de partida” – resumiu, ao final do Encontro.

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