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1º de maio SinPsi presente!

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FETSS elege nova diretoria

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Editorial Julho de 2015

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m junho, vereadores do município de São Paulo retiraram do Plano Municipal de Educação (PME) os termos “gênero”, “orientação sexual” e “educação sexual”, que faziam parte de meta sobre diretrizes relacionadas à igualdade de gênero nas escolas. Grave erro na condução do debate, já que a argumentação contrária ao texto tem sido basicamente a da chamada “ideologia de gênero”, dita responsável pela não diferenciação entre sexos e outras bobagens.

Série do SinPsi TV aporta na Economia Solidária

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stá no ar a 5ª edição da série exclusiva do SinPsi TV, Nau dos Insensatos. O novo programa mostra como funciona o projeto de Economia Solidária desenvolvido com artesãos usuários da rede de atenção psicossocial. Economia Solidária é a geração de trabalho e distribuição de renda com base no corporativismo, na autogestão e acima de tudo na solidariedade como forma de reinserção social. Produzir, vender, comprar e trocar, sem que haja exploração de uns pelos outros, promove reinserção social e noção de pertencimento.

nicas de produzir e distribuir bens e serviços. Artesãos dão depoimentos sobre as transformações vividas pelo trabalho exercido em projetos de Economia Solidária. Nau dos Insensatos é uma iniciativa do SinPsi em parceria com a ViaTv. Assista todas as edições da série acessando youtube.com/user/sinpsitv.

Nau dos Insensatos conversou com grupos de trabalho focados na potencialidade e nos desafios do tema, na construção de formas contra hegemô-

Rua Aimberê, 2053 / CEP 01258-020 /São Paulo - SP Fone (11) 3062-4929 - www.sinpsi.org Jornalista responsável/Ass. de Comunicação: Patricia Ferreira (MtB: 28.192/RJ)

As afirmações propagadas pelas redes sociais são absurdas, como as de que os professores ensinariam sexo para crianças, de que ninguém poderia mais ser chamado de menino ou menina, de que as aulas seriam dadas com as pessoas peladas e de que seria retirado o poder de família dos pais. E a questão não é exclusiva da cidade de São Paulo. Brasil afora outros Planos de Educação estão tendo problema no mesmo item, refletindo o que ocorreu no próprio Plano Nacional. Forças políticas, como a bancada da bala e fundamentalistas religiosos, têm conseguido impor uma pauta moralmente conservadora também na educação, muito menos preocupada com a qualidade do ensino e de avanços da sociedade e mais focada em dar resposta às suas bases. Mentiras e terror social não são atitudes fundamentadas em qualquer princípio religioso, mas apenas uma estratégia de criação de clima de persecutoriedade, que acaba confundindo a sociedade. Os conservadores, os privatistas, os que querem retirar direitos sociais e trabalhistas se apresentam como paladinos da moral e dos bons costumes. Transformam-se em força social e política, que impedem os avanços nas políticas sociais garantidoras de direitos e promotoras de cidadania. Diretoria SinPsi

Filiado à: R

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

Federação Nacional de Psicologia


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Não à Redução

á algo de errado em um país quando a redução da maioridade penal ganha mais apelo na opinião pública do que a redução das desigualdades sociais. É preocupante quando vemos o desvirtuamento do real compromisso que um Congresso Nacional deveria ter para com seu povo.

fronteira do nosso próprio nariz, e nem poderiam, pois se baseiam no individualismo, na exclusão do outro, na vingança, no ódio, sendo descartada qualquer tentativa de entender as relações de modo a transformá-las. Uma vez que a redução da maioridade penal não vem acompanhada de redução dos índices de violência, as perguntas que deveríamos fazer se pautam muito mais pela necessidade de mudanças na nossa estrutura desigual de sociedade do que em aspectos morais individuais.

A mídia, por sua vez, aposta no apelo emocional, no ódio, no desejo de vingança (“e se fosse com você ou com alguém da sua família?”), para abordar o tema de maneira fragmentada e passional. Há de se ter os dois pés atrás com quem se apressa em fazer julgamentos e tomar decisões sem o devido diálogo. Quem teme o debate, o contraditório? Geralmente aqueles que desconhecem suas próprias razões ou se envergonham delas. São os que querem se beneficiar de um país desigual, desejam um Estado que perpetue

estas desigualdades, oferecendo para a população oprimida a única política pública que consideram pertinente: a política do chumbo, a política do encarceramento. As noções de justiça e de Estado que nos são veiculadas não ultrapassam a

Os tempos são difíceis. Mas a resposta para isso deve ser mais democracia, mais participação, mais debate. Sim, construir um debate pautado na justiça social é muito mais trabalhoso, mas necessário. Por Vinícius Saldanha – diretor do SinPsi

Trânsito:

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é hora de cumprir a resolução

o mês passado, o Detran/SP, depois de diversos adiamentos, bloqueou os profissionais de Psicologia sem título de Especialista em Trânsito. Porém, logo no dia seguinte, o órgão voltou atrás, desbloqueando novamente a exigência da titulação. O SinPsi apoia a Resolução 425/12 do Contran, que determina a necessidade de título de Especialista para atuação das (os) psicólogas (os) no Trânsito. Para debater o tema e orientar quanto à titulação, o sindicato convidou, nos últimos anos, professores da área e profissionais do Detran/SP e da Câmara Temática, de onde surgira, em 2008, a exigência em questão. Como resultado, foram criados grupos de discussões em redes sociais, garantindo informação para todos.

O Detran/SP, desrespeitando o diálogo com as entidades representativas, erra ao postergar mais uma vez a Resolução

do Contran, contribuindo para o clima de descrédito dos profissionais e de incerteza da sociedade.


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Encontro do FETSUAS abordou desigualdade social

m abril aconteceu, no Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, o 13º Encontro do Fórum Estadual de Trabalhadoras e Trabalhadores do SUAS de São Paulo (FETSUAS/SP). Sorocaba sediou o encontro pela primeira vez, fruto da articulação entre o SinPsi subsede Sorocaba, o CRP subsede Sorocaba e o CRESS seccional Sorocaba, entidades que têm construído uma agenda conjunta no âmbito da Assistência Social na região.

O encontro, que teve cerca de 200 participantes, abordou o tema “Trabalhadoras (es) do SUAS e o Compromisso Ético Político no Combate às Desigualdades Sociais”.

Na ocasião, foram eleitos dois representantes da plenária para compor a coordenação.

Houve debate sobre a aprovação do PL 4.330, a articulação na Câmara pró-redução da maioridade penal e o recorrente ataque político-midiático aos programas sociais.

“O Congresso Nacional tem se unido no intuito de retirar direitos trabalhistas, de prejudicar a organização dos trabalhadores e de propagar a visão de um Estado mínimo, estritamente punitivo e não

Fernanda Magano: “Congresso quer retirar direitos trabalhistas”

comprometido com a redução das desigualdades”, explicou Fernanda Magano, presidenta da Fenapsi e dirigente SinPsi. O momento agora é de intensificar a articulação, alcançar também os trabalhadores de nível médio, os conselheiros da assistência e os usuários dos serviços.

SinPsi presente no 1º de Maio

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SinPsi marcou presença no ato do Dia do Trabalhador, dia 1º de maio, no Vale do Anhangabaú. A luta contra PL da Terceirização, contra o ajuste fiscal que o governo pretende implementar e a urgente criação do plano de carreira para a categoria foram as principais reivindicações defendidas. “A utilização da mão de obra das ONGs já

nos revela os prejuízos que os trabalhadores terão se aprovada a terceirização, inclusive com a queda na qualidade dos serviços prestados à população, como já vem acontecendo onde o Governo tem utilizado a terceirização”, alertou Rogério Giannini, presidente do SinPsi. Para a diretora do SinPsi, Fernanda Magano, também presente no ato, a

relação de trabalho proposta pelo PL 4.330 (PLC 30/2015, no Senado) também atinge psicólogos e psicólogas. “A terceirização não é o caminho. Precisamos na verdade que se implante o Plano de Carreiras, a redução da jornada de trabalho e melhores condições para o exercício da profissão, que sempre foi a nossa luta histórica”, lembrou.

Faixa apresenta as pautas urgentes da luta dos trabalhadores


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18 de maio

Mais de 3 mil pela luta antimanicomial não oferecendo condições ideais de trabalho”, lembrou. Atualmente, o país ainda tem 32 mil leitos de internação psiquiátrica, a maioria concentrada no estado de São Paulo – 12 mil, ao todo.

Festa cultural

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Cartazes deram o tom do evento

o dia 18 de maio, a caminhada pelo Dia Nacional da Luta Antimanicomial, que reuniu usuários e profissionais de saúde mental, foi do vão livre do MASP até a Secretaria Estadual de Saúde. A proposta foi fazer voz contra a manutenção de manicômios no estado de São Paulo. O SinPsi também esteve lá, pedindo o fim da internação compulsória, do eletrochoque e a rejeição da PEC 451, que viola o direito à saúde e promove a segmentação do SUS. Medicalização, reforma política e violência da polícia contra

negros, pobres e população das periferias também foram abordados.

O Ato Antimanicomial contou com artistas circenses e atividades culturais diversas, como cobertura jornalística e fotografia pelo projeto Trecho 2.8, além do desfile “Toque Mágico”, com roupas, penteados e maquiagem produzidos pelo Caps Itapeva. A Cia de Dança Sansacroma apresentou a “Dança da Indignação”.

“É preciso cobrar diretamente que as autoridades do governo paulista encerrem as atividades de manicômios”, ressaltou o presidente do SinPsi, Rogério Giannini. Já a presidenta da Fenapsi e dirigente SinPsi, Fernanda Magano, destacou a terceirização de profissionais através das Organizações Sociais (OSs). “O governo paulista está precarizando os contratos de trabalho dos psicólogos,

Muitos CAPS levaram faixas

FETSS elege nova diretoria

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3º Congresso da Federação dos Trabalhadores em Seguridade Social (FETSS) ocorreu entre os dias 21 e 24 de maio, em Campinas. Na ocasião, foi eleita nova diretoria para o quadriênio 2015-2019. O diretor do SinPsi, Rogério Giannini, assumiu a presidência da Federação e as diretoras do SinPsi Valéria Princz, Marília Fernandez e Elenice Koods receberam as pastas das secretarias de Formação, Juventude e Conselho Fiscal, respectivamente. Helcio Marcelino, do SindSaúde e presidente anterior da FETSS, agora é diretor de Finanças. A FETSS congrega sindicatos da Previdência Social, da Assistência Social e das saúdes pública e privada, filiados à Central Única dos Trabalhadores, a CUT. Tem atuado na articulação das categorias envolvidas, ampliando a capacidade de negociação.

Rogério Giannini fala ao assumir presidência da FETSS

PsiComunicando Julho de 2015  
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