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Revista do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal

ANO XVII - Nº 165 - Agosto/Setembro de 2011

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Atletas da Polícia Civil foram medalhistas no New York World Police & Fire Games


Revista do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal

Dia da Mulher Policial 06 de setembro de 2011

SEDE: Plano Piloto: SCLRN 716, Bl. F, Lj. 59, Ed. do Policial Civil - CEP: 70.770-536 - Brasília-DF Fone: (61) 3701-1300 / Fax: (61) 3701-1334 E-mail: secpre@sinpoldf.com.br FILIAL: Taguatinga Norte: QNA 29 - Casa 06 Fone: (61) 3352-6923 / 3352-6429 Horário de Funcionamento: Segunda a sexta-feira das 8h às 12h e 14h às 18h

Pai, amigo, parceiro, irmão, héroi, a certeza deOsempre estar ao lado. Sinpol

parabeniza todas as mulheres policiais Uma homenagem do pelo seu dia.

DIRETORIA EXECUTIVA: CIRO JOSÉ DE FREITAS Presidente

REGINALDO CRUZ EVANGELISTA Diretor de cultura e esportes

LUCIANO MARINHO DE MORAIS 1º Vice-Presidente

GILMAR DE OLIVEIRA ALVES Diretor de Cultura e Esportes Adjunto

ANDRÉ LUIZ NEIVA RIZZO 2º Vice-Presidente

ANTONIO DIAS DE ARAÚJO Diretor de formação sindical

DIVINATO DA CONSOLAÇÃO FERREIRA Secretário Geral

RODRIGO QUEIROZ DA SILVA Diretor de Formação Sindical Adjunto

ERNANI BATISTA DE LUCENA 1º Secretário

SANDRA LÔBO DE AQUINO MOURA E SILVA Dir. de Ass. de Aposentados e Pensionistas

ARISTEU PEREIRA DA SILVA Tesoureiro

JOÃO FERREIRA PIMENTA Dir. de Ass. de Aposentados e Pens. Adjunto

ROBERTO CLAUDIO COSTA 1º Tesoureiro

MARCOS SILVA LIMA Diretor de Políticas Sociais

SÉRGIO LUIZ BARBOSA SILVA Diretor Jurídico

SÍLVIO JOSÉ DA ROCHA Diretor de Políticas Sociais Adjunto

ANTÔNIO CARLOS DE SOUSA Diretor Jurídico Adjunto

JORGE CARLOS DE OLIVEIRA Diretor de Informática

CHARLES ALBERT ANDRADE Diretor de Comunicação Social

CARLOS ALBERTO ELIAS DE SOUZA Diretor de Informática Adjunto

ADRIANO MACEDO Diretor de Comunicação Adjunto

PAULO CÉSAR GOMES DA SILVA Diretor Médico

FRANSBERT RODRIGUES BIJOS Diretor de Relações Sindicais

CARLOS JOSÉ VIEIRA DE ARRUDA Diretor Médico Adjunto

AURO AMARAL GUIMARÃES Diretor de Relações Sindicais Adjunto

CONSELHO FISCAL:

AGNALDO SOARES RODRIGUES Diretor de Planejamento e Administração MÁRIO MARCOS PERES GRAMACHO Diretor de Planejamento e Adm. Adjunto

RENATO NEVES PEREIRA FILHO ÉRIKA CRISTINA CUSTÓDIO VIANA FRANCINALDO FREIRE DE MENDONÇA WARNER BRITO LIMA MARCO ANTONIO BRITO MEIRELES

Direção Geral: Adriano Macedo / Luciano Marinho Jornalistas Responsáveis: Taise Côrte - DRT/DF 9498 / Tatiana Drumond - DRT/DF 6170 Reportagem: Gabriela Chermon Fotos: Hélio Pereira Diagramação: Célio Martins A Tribuna Policial não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados.

O Sinpol está mais moderno Acesse o novo site

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ARTIGO

QUEM MATA E QUANTOS MORREM

O

Corrreio Braziliense do dia 25 de julho trouxe como matéria de capa que a Polícia brasileira mata em média cinco pessoas por dia. Embora a reportagem seja um pouco do reflexo do que pode estar acontecendo Brasil afora, a notícia carece de complemento. Não que o adendo do argumento doravante sirva para minimizar o que faz a polícia brasileira, mas porque não é só o policial que mata. No nosso país se mata e se morre de muitos modos e de incontáveis causas. Morre-se muito pela mão do médico relapso, e mais ainda pela ausência do socorro eficiente nas filas de emergências hospitalares. A fome também mata, e mata milhares por ano, bem além do que matam policiais. E esta fome é aquela que sintetiza o ato doloso da morte pela mão corrupta dos políticos que desviam verbas das merendas escolares ou dos programas de governo que deveriam levar segurança alimentar aos que clamam por migalhas de pão. Há também outras mortes que, embora não matem o corpo, mata-se o homem por dentro, matam a liberdade, matam possibilidades. São aquelas mortes resultantes dos atos do professor sem vocação que não cumpre seu mister de ensinar e arrastar pelo exemplo saneador; a morte da defesa bem feita levada pelas mãos do advogado relapso, que termina por subtrair a liberdade do inocente; a mesma morte também pode ser imposta pelo juiz inescrupuloso e também pelo imoral promotor. Há ainda a morte da fé que deveria resgatar almas, enquanto Agosto/Setembro de 2011

religiosos usam o nome de Deus para vilipendiar a inocência de jovens ou amealhar riquezas a custa de dízimos colhidos durante a exortação bem temperada com oratória de rapina. No somatório de tantas vidas ceifadas e na tacanha visão da matéria jornalística, parece que somente a polícia mata e se morre demais pelas mãos de policiais. É preciso ver além. Não se falou quantos policiais morrem por dia no enfrentamento desproporcional ao crime. Faltou se falar que no Brasil é um dos países do mundo onde mais se matam policiais. E o policial em nossa terra não morre simplesmente nas operações de subida aos morros, nas prisões de traficantes ou de ladrões de bancos. Aqui no Brasil para que um policial possa ser morto, basta apenas que seja policial. E, mesmo que a matéria ainda possua alguns filetes de verdade, ao final de um turno de serviço, melhor que seja o policial que volte ao recesso de seu lar. Quem opta pelo caminho tortuoso do crime subtraindo patrimônios e vidas alheias, por ante-

cedência já fez a opção de uma linha reta para morte. E quando esse mesmo criminoso enfrenta algum policial, apenas faz o devido atalho para aonde pretende chegar.

LUCIANO MARINHO Agente de Polícia e Vice-Presidente do Sinpol-DF

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SEGURANÇA PÚBLICA

A importância do Disque-denúncia no combate à criminalidade Por Gabriela Chermon

Criado há 13 anos para melhorar a a comunicação entre Polícias Civil, Militar e demais órgãos que compõe o Sistema de Segurança Pública do DF e entorno, o Disque-denúncia tem como principal objetivo mobilizar a sociedade na luta contra o crime. O serviço que se destaca pelo caráter sigiloso dos procedimentos, tem funcionamento diuturno, e atende em média 20 ligações diárias, promovendo mais segurança à população, através do contato telefônico gratuito 181 ou ainda pelo número 3323-8855. De acordo com o Coordenador do Disque-denúncia Gilvan Soares Mascarenhas, os méritos dos resultados dos atendimentos também são da comunidade: “Nada poderíamos fazer se não fosse pelos cidadãos que, de forma absolutamente anônima, nos dão as pistas necessárias para que possamos auxiliar o trabalho dos

Nosso compromisso é checar as informações sem o envolvimento da fonte, evitando assim sua exposição a qualquer tipo de risco

órgãos competentes”, ressalta. Gilvan explica que as ligações recebidas são supervisionadas por um policial que coleta todos os dados necessários, o qual faz uma filtragem e ao final prepara relatório detalhado, baseado nas informações recebidas. Em seguida, todo o conteúdo da denúncia é encaminhado à PCDF ou

Equipe do Disque-denúncia

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Coordenador do Disque-denúncia Gilvan Soares

ao órgão que tiver competência para resolver: “Nosso compromisso é checar as informações sem o envolvimento da fonte, evitando assim sua exposição a qualquer tipo de risco”. Ele conta que nas cidades onde o serviço foi instalado, tem recebido uma resposta significativa da população e as principais queixas estão relacionadas ao tráfico de drogas: “Cerca de 40% das denúncias recebidas são procedentes, ajudando assim na prisão de quadrilhas, criminosos, condenados foragidos e na apreensão de drogas e armas”, explica Gilvan. Para o presidente do Sinpol Ciro de Freitas, o Disque-denúncia representa uma importante arma contra a criminalidade já que é um canal disponibilizado para a população fazer denúncias. “A eficiência do serviço faz com que vários crimes sejam elucidados”. n


CECOF

Projeto para portadores de Síndrome de Down O projeto abriu vagas para dez pessoas e teve supervisão dos professores do Cecof Por Taise Côrte

A fim de oportunizar atividades com musculação a dependentes de policiais civis, portadores de Síndrome de Down, o Centro de Condicionamento Físico (Cecof) da PCDF desenvolveu um projeto que visa a inclusão social e o melhoramento no desempenho físico dessas pessoas. Para participar, os inscritos realizaram um cadastro no Cecof e, em seguida, se submeteram a uma avaliação onde foram analisada a idade e as condições clínicas e físicas que permitem identificar as capacidades de cada um. Segundo o coordenador do Centro e agente de polícia, Carlos Eduardo, as pessoas com Síndrome de Down podem executar tarefas rotineiras, mas a dificuldade cognitiva prejudica o raciocínio e assimilação das atividades. “O profissional que trabalha com essas pessoas, precisa de uma visão real das necessidades e dificuldades, ajudando por meio de processos de estimulação coerentes e cuidados com as deficiências e doenças relacionadas”, explica Carlos Eduardo. O coordenador do Cecof ressalta ainda que o projeto busca desenvolver de forma lúdica como devem ser feitos os exercícios, transformando-os em

A síndrome de Down é considerada um acidente genético e não uma doença. Ocorre quando há uma alteração cromossômica. O indivíduo nasce com três cromossomos 21, um a mais do que o normal. É observado na literatura epidemiológica que os portadores de síndrome de DOWN necessitam diminuir os níveis de gordura corporal, principalmente por considerar que o sobrepeso está associado a males à saúde e qualidade de vida. Coordenador do Cecof Carlos Eduardo com o menino Gabriel

instrumentos importantes para ajudar na estimulação e favorecer a relação dos portadores com a família e amigos. “Os alunos se sentirão mais seguros para qualquer processo de inclusão social, pois sabemos que as diferenças individuais são pouco respeitadas”. As atividades serão desenvolvidas em dois grupos de cinco alunos cada. O primeiro grupo participará todas segundas e quartas-feiras de 15h às 17h, e o outro às terças e quintas nos mesmos horários. Os exercícios serão baseados em um mecanismo de treinamento de musculação que contribui para o aumento da massa magra e elevação do metabolismo basal, aumentando o gasto calórico e conseqüentemente reduzindo a gordura corporal.

“Como a musculação requer esforço físico, é necessário que o participante apresente um laudo médico que autoriza a prática do treino, pois a Síndrome de Down pode acarretar doenças como epilepsia, desordens da tireóide, entre outras”, destaca o coordenador do Cecof, Carlos Eduardo. Para o presidente do Sinpol Ciro de Freitas, a iniciativa do Cecof é de extrema importância para o desenvolvimento das pessoas portadoras da Síndrome de Down e para a integração com a família e sociedade: “O Centro de Condicionamento Físico está de parabéns por esse projeto que, acima de tudo, é um gesto de solidariedade”. n

O Cecof possui 220 alunos e em média 17 profissionais, entre estagiários e professores. O horário de funcionamento é de 6h30 às 22h de segunda a sexta, e aos sábado das 9h às 13h. A mensalidade é de R$ 80.

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SOLENIDADE

Sinpol prestigia sessão solene em homenagem ao dia do Agente Penitenciário Na noite do dia 2 de agosto o presidente do Sinpol Ciro de Freitas e diretores da entidade participaram da sessão solene em homenagem ao dia do Agente Penitenciário, comemorado sempre em 28 de julho. A solenidade, de iniciativa do deputado Wellington Luiz (PSC), aconteceu no auditório do Departamento de Polícia Especializada (DPE) que contou com a presença de aproximadamente 300 pessoas, entre agentes penitenciários, convidados e autoridades. O presidente do Sinpol parabenizou aos deputados presentes pela iniciativa e por lembrarem das datas comemorativas da PCDF, que sempre contam com o apoio do Sinpol. Ciro destacou ainda a importância dos agentes penitenciários para a Segurança Pública, visto que desempenham atividades de alto risco. “Parabenizo aos policiais por esta data tão importante e aproveito para reafirmar o compromisso do

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Chefe do DPE Vera Lúcia, Diretora da APC Nélia Vieira, deputado Wellington Luiz, Corregedora Cláudia Alcântara e o presidente do Sinpol Ciro de Freitas

Sinpol com esta categoria, em especial no que diz respeito à transformação do cargo de agente penitenciário. Contem conosco”. O deputado também falou da importância dos agentes penitenciários para a Polícia Civil DF, uma vez que desempenham função de extrema

importância, seja no sistema prisional ou nas unidades da PCDF. O parlamentar homenageou com diploma de honra ao mérito, vários agentes penitenciários e entregou uma placa, em nome de toda a categoria, ao agepen mais antigo, o policial Zaqueu Romero de Carvalho.


Estiveram presentes na solenidade, o deputado distrital Cláudio Abrantes; o secretário de Segurança Sandro Avelar; a diretora da PCDF Mailine Alvarenga; seu adjunto João Emílio; a diretora da Academia de Polícia, Nélia Vieira; a corregedora da PCDF, Cláudia Alcântara; os presidentes do Sindepo, Benito Tiezzi; do Sinpol, Ciro de Freitas; da Adepol, José Werick; da ABPC, Gustavo Dalton; e da Agepen, Marcele Alcântara.

Diretora-geral da PCDF Mailine Alvarenga, deputado Wellington Luiz e o secretário de Segurança Pública Sandro Avelar

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A sessão solene contou com a presença de vários agepens

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APC

Academia de Polícia Civil oferece diversos serviços aos policiais e comunidade Museu de Drogas

Com um museu que possui várias armas raras, Centro Piloto de Educação e Prevenção ao Uso de Drogas e o Serviço de Condicionamento Físico, a PCDF disponibiliza serviços que vão além de cursos especiais e alcançam os policiais civis e a população

Museu de Drogas Por Taise Côrte

O Museu de Drogas da PCDF surgiu na antiga Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes com o objetivo inicial de mostrar aos policiais as apreensões relacionadas ao uso e tráfico de drogas. Contudo, com o elevado número de visitantes, que não se restringia apenas aos profissionais da Segurança Pública, se fez necessário a instalação em um espaço maior, na Academia de Polícia Civil. Com o crescimento do Museu, foi criado em 2000 o Centro Piloto de Educação e Prevenção ao Uso de Drogas (Cepud) que ministra no DF e

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entorno, palestras em instituições públicas e privadas, bem como exposições em eventos de prevenção e conscientização aos malefícios das drogas. Além disso, o Centro oferece cursos de formação de palestrantes aos policiais civis. De acordo com o chefe do Cepud André Luis, a equipe ministra palestras diariamente, inclusive feriados. “De domingo a sábado recebemos solicitações para comparecer em eventos sociais e buscamos conscientizar as pessoas sobre os riscos e consequências do uso de drogas”, destaca.

O Cepud realizou durante o primeiro semestre deste ano 195 palestras, totalizando um público geral de 24.290 pessoas.

Os interessados em solicitar a participação da equipe do Cepud em eventos, devem enviar ofício à direção da Academia de Polícia Civil, pelo email apccepud@pcdf.gov.br e, em seguida, aguardar a confirmação de agendamento. Segundo a diretora-adjunta da APC Rosângela Cele, os atendimentos são priorizados por chegada de pedido, no entanto, são agendados preferencialmente os pedidos da PCDF e demais segmentos da Segurança Pública.


Museu de Armas O Museu de Armas da PCDF faz parte do guia turístico de Brasília e proporciona um verdadeiro passeio pelos séculos XV e XX, sendo periodicamente visitado por estudantes de universidades, historiadores e museólogos. De acordo com o Chefe do Museu, Kenney Gouveia, as armas expostas

Chefe do Museu de Armas Kenney Gouveia

bem como as demais peças de armaria, são ferramentas fundamentais para a formação dos policiais, pois permitem aprimorar o conhecimento histórico e técnico de armas fogo. “O Museu é tão importante que mesmo pertencendo à Polícia Civil do DF, é aberto e franqueado a polícias de outras unidades da federação”, destaca. Gouveia relata que o Museu de Armas começou no Rio Grande do Sul e foi adquirido pelo Governo do Distrito Federal, na década de 70.

Desde a aquisição, teve várias instalações: Palácio do Buriti, Academia de Bombeiro Militar, Instituto Histórico e Geográfico do DF e, posteriormente, na Academia de Polícia Civil, onde está há 20 anos. Atualmente, o Museu tem um acervo de quase 2000 peças de diferentes modelos e países. Segundo Gouveia, algumas armas possuem valor histórico e cultural, pois pertenceram a grandes nomes como Dom Pedro II, Duque de Caxias, Getúlio Vargas, entre outros.

Condicionamento Físico Buscando disponibilizar aos policiais recursos que assegurem a conquista de melhor qualidade de vida e saúde, a Academia de Polícia Civil do DF, por meio do Serviço de Condicionamento Físico, implementou uma sala de ginástica com equipamentos de musculação que visam proporcionar mudanças físicas e de comportamento, os quais refletirão na vida privada e profissional do policial e seus familiares. “Valorizamos a importância de conquistar saúde e estética, priorizando não só os músculos, mas também as artérias, o humor e o equilíbrio do temperamento de um modo geral, ensejando a incorporação de bons hábitos alimentares e da prática de atividades físicas”, ressalta o chefe do Serviço de Condicionamento Físico da APC, Israel Luna. De acordo com Luna, o funcionamento do Serviço depende da contratação de professores de Educação Física, Agosto/Setembro de 2011

como forma de garantir aos alunos segurança e qualidade no programa de atividades. No entanto, a academia de musculação da APC possibilita a prática de exercícios aeróbios (programa de exercícios praticados em esteiras e bicicletas ergométricas), que beneficiam o sistema cardiorrespiratório e cardiovascular e contribuem para a perda de peso; e os anaeróbios (programa de exercícios com pesos), que contribuem tanto para a redução do peso corporal (gordura) e aumento da massa muscular quanto para a melhora da resistência muscular localizada. Além da academia, o Serviço de Condicionamento Físico oferece de segunda a sexta, no período matutino, treinamento de Muay Thai para policiais civis e familiares. Segundo Israel

Luna, a luta é uma arte de combate de contato, onde há constante troca de golpes entre os lutadores. Contudo é importante sua prática, pois permite o desenvolvimento do condicionamento físico e mental, concentração e autoconfiança, promovendo o fortalecimento e o enrijecimento físico do praticante. n TRIBUNA POLICIAL

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LANÇAMENTO

Projeto Piloto para Escrivães Por Gabriela Chermon

Após diversas reuniões entre o Sinpol, a AESP/DF, a Direção da PCDF e a categoria, foi lançado no dia 23 de agosto, na 13ª Delegacia de Polícia, o Projeto Piloto para os Escrivães de Polícia, que prevê uma nova jornada de trabalho para uma classe de servidores que atende mais de uma unidade policial durante um turno de serviço. O presidente do Sinpol Ciro de Freitas ressaltou que sempre acompanhou as dificuldades enfrentadas por toda a categoria da Polícia Civil, em razão do baixo efetivo e, enfatizou que o projeto é uma conquista: “Os escrivães sempre lutaram para a mudança na escala de serviço. Então, esse lançamento é, sem dúvidas, uma vitória para todos”. A diretora-geral da PCDF Mailine Alvarenga explanou que o projeto visa valorizar o profissional e explicou que a escala será aplicada somente aos escrivães por ser a categoria mais afetada, em razão do excesso de trabalho: “Recebemos

Projeto Piloto foi lançando na 13º DP

muitos registros de escrivães com restrições médicas, por esse motivo, resolvemos fazer algo para estimular a categoria implantando a nova escala e trazendo benefícios para o trabalho da Polícia Civil”, afirma. De acordo com a Corregedora de polícia Cláudia Alcântara o I Encontro para Escrivães, realizado em maio deste ano, foi fundamental para o implemento dessa nova escala. E acrescentou que, além da 13ªDP,

outras delegacias também serão contempladas com o projeto, bem como 15ªDP, 31ªDP e 33ªDP. O vice-presidente da Associação de Escrivães de Polícia da PCDF (AESP/DF) Biomar Ribeiro, enfatizou a importância da implantação do projeto: “Essa nova carga horária veio para dar mais saúde ao servidor”, destacou o vice e finalizou agradecendo ao Sinpol e à Direção-geral, pelo apoio para concretização da mudança na jornada de trabalho. Também estiveram na reunião a diretora da APC Nélia Vieira, o diretor do DPC Vanderly Alves e o delegado chefe da 13ªDP Rogério de Oliveira.

Os escrivães sempre lutaram para a mudança na escala de serviço. Então, esse lançamento é, sem dúvidas, uma vitória para todos Presidente do Sinpol Ciro de Freitas

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ACESSO ARMADO A FÓRUNS

Sinpol intervém contra tentativa de prisão arbitrária de policial civil Por Taise Côrte

Por reiteradas vezes o Sinpol tem recebido reclamações de policiais civis que, quando em missão oficial na qualidade de testemunha, são constrangidos ao acessarem alguns tribunais no Distrito Federal armados. Fato marcante ocorreu no dia 18 de agosto quando um policial civil negou a entregar sua arma ao magistrado, embora tenha cumprido as exigências formais na sala de audiência do fórum de Ceilândia. Na ocasião, transferiu a guarda de sua pistola à outra agente de polícia que o acompanhava. Ao final da audiência, o juiz deu voz de prisão ao policial por suposto crime de desobediência, determinando sua condução à 15ª DP, para lavratura de termo circunstanciado. De imediato, o presidente do Sinpol Ciro de Freitas, o vice Luciano Marinho e alguns diretores da entidade se dirigiram ao fórum de Ceilândia e à 15ª DP, para oferecer suporte jurídico em resistência ao abuso cometido contra o filiado.

É inadmissível que um policial a serviço da justiça seja vítima de abuso cometido por quem deve zelar pelo cumprimento da lei. Não iremos admitir tais fatos e denunciaremos Presidente do Sinpol Ciro de Freitas

Tanto a decisão, quanto o encaminhamento do magistrado referente ao suposto crime praticado pelo policial, pugnam por abuso materializado formalmente em documento que não encontra amparo jurídico em tempo algum. Assim, o Sinpol já colocou á disposição de seu corpo jurídico ao filiado, que já prepara defesa; procurou a administração da PCDF para denunciar o fato; e ainda, irá

Temos de valorizar a atitude corajosa do servidor que conhece as prerrogativas que a lei lhe outorga e não se verga ao peso de um mando desproporcional

oficiar o presidente do TJDFT para que adote medidas coercitivas contra alguns magistrados que continuam desrespeitando a portaria conjunta nº 89 de 28 de dezembro de 2009/TJDFT e legislação federal que autoriza aos policiais civis o livre porte de arma. “É inadmissível que um policial a serviço da justiça seja vítima de abuso cometido por quem deve zelar pelo cumprimento da lei. Não iremos admitir tais fatos e denunciaremos ao Conselho Nacional de Justiça a atitude do juiz que abusou do seu poder”, destacou o presidente do Sinpol Ciro de Freitas. Para o vice-presidente Luciano Marinho, o agente agiu corretamente e nenhum policial deve abrir mão de seu direito em detrimento da postura de quem abusa do poder. “Temos de valorizar a atitude corajosa do servidor que conhece as prerrogativas que a lei lhe outorga e não se verga ao peso de um mando desproporcional”, afirma.

Vice Presidente do Sinpol Luciano Marinho Agosto/Setembro de 2011

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ACORDO

Sinpol cobra do GDF efetivação das mensagens encaminhadas ao Governo Federal Após atuação firme do Sinpol, o GDF encaminhou mensagens ao Governo Federal para que sejam implementados os pleitos da categoria. Mesmo com a negativa de recomposição salarial a outras carreiras da União, o Sinpol cobra o cumprimento dos acordos com a categoria e o respeito à autonomia do Distrito Federal No dia 10 de agosto deste ano, o secretário de Governo Paulo Tadeu, representando o governador Agnelo Queiroz, reuniu-se no Palácio do Buriti, com o presidente do Sinpol Ciro de Freitas, os vice-presidentes Luciano Marinho e André Rizzo, demais entidades de classe da PCDF, a bancada da Segurança Pública na CLDF e, ainda, secretários de Estado para tratar do acordo firmado com a categoria, por ocasião do fim da greve, em abril deste ano. Paulo Tadeu informou que quatro mensagens foram encaminhadas ao Governo Federal: Recomposição das perdas inflacionárias em 13%, dividido em duas parcelas (6,5% em dezembro de 2011 e 6,5% março de 2012); aumento do quadro funcional; minuta do decreto que altera o inters-

tício de progressão; e transformação do cargo de agente penitenciário. O secretário afirmou que apesar das demandas transferirem-se para outra esfera, o GDF continuará empenhado para que os pleitos sejam efetivados,

Representantes dos Policiais Civis e o dep. Wellington Luiz se reuniram com a diretora-geral Mailine Alvarenga

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dentro do prazo combinado. Disse ainda que o GDF não se furtará em honrar todos os acordos que foram estabelecidos. “Agora, o Sinpol está cobrando do Governo Federal o andamento dos pleitos e solicitará audiência com o Ministério do Planejamento (MPOG)”, disse o presidente do Sinpol, Ciro de Freitas. Ciro afirma ainda que o Sinpol irá mobilizar a bancada do DF, no Legislativo Federal e demais forças políticas para que se dê a devida agilidade no trâmite das mensagens. Quanto aos pleitos que dependem exclusivamente do GDF, o Sinpol tem cobrado do Governador Agnelo que apresente de imediato a planilha referente ao pagamento dos passivos financeiros com os valores


Agora, o Sinpol irá cobrar do Governo Federal o andamento dos pleitos e solicitará audiência com o Ministério do Planejamento (MPOG) Presidente do Sinpol Ciro de Freitas

atualizados devidos a cada policial e ainda, que ofereça o modelo de plano de saúde subsidiado com aplicação prometida a partir de janeiro de 2012. “Temos de considerar que não há mais tempo a ser dado nas demandas que dependam exclusivamente do GDF, pois para estes, necessitamos apenas de cálculos e vontade política e isso pode ser feito a qualquer momento“, afirma o Presidente do Sinpol, Ciro de Freitas.

Ocorre que logo após encaminhamento das mensagens do GDF ao MPOG, coincidentemente, houve o fim das negociações do Governo Federal com as carreiras de servidores da União, havendo a negativa em se oferecer qualquer tipo de reajuste salarial a todas elas. Baseado neste pressuposto, o Sindicato tem cobrado do GDF que faça valer a vontade do Governador no que diz respeito aos pleitos da categoria, sob pena de haver intervenção na autonomia de um ente federal e quebra do pacto federativo. “Por mais que o Governo Federal tenha autonomia sobre as carreiras mantidas pela União, suas prerrogativas não alcançam o Distrito Federal e isso não é uma compreensão política e sim um comando constitucional“. Declarou o Vice-Presidente Luciano Marinho. Em contato com representantes do Governador Agnelo Queiroz, foi informado que a mensagem referente

REUNIÃO Por iniciativa das entidades representativas ligadas à Segurança Pública foi solicitada reunião com os parlamentares da CLDF que representam esses servidores. O deputado Wellington Luiz respondeu ao convite e o encontro ocorreu na Câmara Legislativa, no dia 22 de setembro. O objetivo foi buscar formas de exigir do GDF um posicionamento sobre as demandas de interesse dos servidores da Segurança Pública.

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à reposição inflacionária de 13% não retroagiu, prevalecendo o que foi encaminhado ao Governo Federal. O presidente do Sinpol diz que é importante o compromisso da administração com as causas que envolvam os policiais civis, e aguarda que o GDF cumpra integralmente o que foi acordado com a categoria. Já o vicepresidente Luciano Marinho completou que: “o envio das mensagens ao governo federal representou passo importante e avanço significativo para os servidores da PCDF, mas não podemos esperar de braços cruzados, temos que continuar atentos”. O Sinpol pede que a categoria se mantenha mobilizada e aguarde novas convocações que poderão ocorrer a qualquer momento e aproveita para agradecer a todos que contribuíram direta e indiretamente para que esta etapa importante dos pleitos fosse superada.

MENSAGENS ENCAMINHADAS AO GOVERNO FEDERAL

O presidente do Sinpol Ciro de Freitas destacou que o GDF firmou compromisso com os servidores da PCDF e até agora nada foi efetivado: “O governador deve se empenhar junto ao Governo Federal para que o acordo seja cumprido em sua totalidade, em especial a reposição das perdas inflacionárias em 13%, uma vez que a gestão do Fundo Constitucional é de competência exclusiva do Governo do Distrito Federal”, disse.

Recomposição das perdas inflacionárias em 13%, dividido em duas parcelas (6,5% em dezembro de 2011 e 6,5% março de 2012); Aumento do quadro funcional; Minuta do decreto que altera o interstício de progressão; Transformação do cargo de agente penitenciário.

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NOVA IORQUE

Atletas da Polícia Civil foram medalhistas De 25 de agosto a 6 de setembro deste ano aconteceu em Nova Iorque (EUA), o World Police and Fire Games, que contou com a presença de 37 atletas da Polícia Civil do DF (PCDF) nas modalidades de futebol, vôlei de praia, atletismo, ciclismo, triatlon, natação e tiro. Os jogos voltados exclusivamente para forças policiais do mundo inteiro acontecem desde 1985 de dois em dois anos. Entre os países que competiram nos jogos estavam: Itália, Austrália, Reino Unido, Canadá, EUA e Brasil. O evento homenageou, nesta edição, as vítimas do ataque terrorista às torres gêmeas (World Trade Center) ocorrido há uma década. O convite para participar do campeonato chegou em setembro 2010, ainda na gestão do delegado Pedro Cardoso, à frente da PCDF e recebeu apoio da atual diretora, Mailine

Alvarenga, assim como da diretora da Academia de Polícia, Nélia Vieira. A delegação foi chefiada pelo delegado da 10ª DP, Adval Cardoso que também integrava a equipe de futebol de campo. O deputado Wellington Luiz que apoiou e esteve presente no evento parabeniza todos os atletas, inclusive de outras corporções brasileiras, pelo invejável desempenho na competição: “Fiquei muito satisfeito com os resultados e orgulhoso por saber que nossas instituições representam tão bem o esporte brasileiro no exterior”. O presidente do Sindicato dos Policais Civis do DF (Sinpol-DF), Ciro de Freitas, que também prestigiou o evento, considerou importante o resultados dos jogos e destaca que a Polícia Civil do DF possui atletas profissionais que merecem ser reconhecidos.

MEDALHISTAS Gleise Botelho Duas medalhas ouro e uma de prata (Atletismo)

Marcelo de Brito Freitas Medalha de ouro no Judô

Célia Maria Carvalho Medalha de prata na travessia de 3,2 mil metros no mar

Anuska Pereira Medalha de bronze nos 50 metros costas (Natação)

Patrocínio importante à equipe de futebol veio por meio da Saga: “Foi muito importante essa ajuda, pois conseguimos comprar materiais para os treinos como bolas, coletes, medicamentos, água, suplementos, entre outros e ajudou também na hospedagem em Nova Iorque, que é muito cara”, afirma o jogador Sanlac Machado da Cunha (agente de polícia lotado na DOE).

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Equipe de futebol Medalha de prata


MEDALHISTAS Atletas da PCDF fizeram bonito e ganharam medalhas de ouro, prata e bronze. Entre eles, a triatleta Gleise Botelho que foi a recordista de medalhas: três no total, sendo 2 ouro (Atletismo – 10 km Cross Coutry e Road Race) e 1 prata (Atletismo – pista 5km).

A nadadora Célia Maria Carvalho foi medalhista de prata na Travessia de 3.200 metros (2 mil milhas) no mar. A prova aconteceu no dia 2 de setembro, em Coney Island (Brooklyn, NY) e a temperatura da água estava por volta de 16 graus, sendo obrigatório o uso de roupa de neoprene.

Já a nadadora Anuska Pereira ganhou bronze nos 50 metros costas e participou das seguintes competições, no Lehman College (Bronx): 200m Medley, 100m Costas, 100m Medley, 50m Costas e 100m Borboleta.

Outro medalhista de ouro foi o judoca Marcelo de Brito Freitas. O agente de polícia venceu todas as lutas por ippon (golpe perfeito), o equivalente ao nocaute do boxe. Ele foi considerado o autor do ippon mais rápido da competição (10 segundos). Segundo o atleta no World Police and Fire Games houveram diversas divisões de idade, sendo que a categoria principal e mais forte da competição é a denominada "open", na qual competiu. Marcelo venceu um italiano, dois franceses e derrotou um espanhol na final. Marcelo foi o único atleta do Brasil a conquistar a medalha de ouro na competição do judô desta edição dos jogos.

FUTEBOL Também participaram dos jogos de Nova Iorque os seguintes policiais: Wander Lucas V. Silva e Cristiano J. Gusmão (Vôlei de Praia), Anderson Fábio Santos (Atletismo), Abraão Ricardo (Atlestismo, Salto em Altura e Distância), Carlos Eugênio Reino da Silva (Triatlon), Luís Carlos Lyra Pato (Triatlon), Eric Correia Araújo (Triatlon). Os três últimos atletas não puderam competir devido à chegada do furacão Irene em Nova Iorque. Agosto/Setembro de 2011

A equipe de futebol, que foi vicecampeã, contou com o maior número de atletas na competição (24 policiais) treinou de forma intensa para o campeonato, desde fevereiro deste ano. Para a equipe, o apoio de algumas instituições como o Sinpol, AAgPC e também do deputado Wellington Luiz foram fundamentais. O treinamento intenso fez com que a equipe conquistasse o segundo lugar no campeonato, trazendo para casa a medalha de prata, numa final contra o time da Itália.

Jogo 1 Polícia Civil do Distrito Federal

4

Polícia Civil do Distrito Federal

8

Polícia Civil do Distrito Federal

3

Polícia Civil do Distrito Federal

3

x 0

Polícia de Los Angeles (Califórnia)

Jogo 2

x 0

Departamento de Polícia de Nassau

Jogo 3

x 1

Corpo de Bombeiros de Vancouver

Jogo 4

x 0

Corpo de Bombeiros da Austrália

Jogo 5 - PCDF venceu por W.O.

Quartas de Final Polícia Civil do Distrito Federal

2

x 1

Departamento de Polícia de Nova Iorque

Semi Final Polícia Civil do Distrito Federal

2

x 1

Polícia Militar do Distrito Federal

Final Polícia Civil do Distrito Federal

0

x 4

Departamento de Polícia da Itália

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16ª DELEGACIA DE POLÍCIA

Sinpol contesta manifestação contra agentes Por Taise Côrte

No dia 19 de setembro deste ano, representantes do Sinpol estiveram presentes na 16ª DP para contrapor uma manifestação organizada pelo Sindicato dos Professores (Sinpro) do DF contra a ação policial que visava localizar uma adolescente desaparecida. No decorrer das investigações, os policiais tiveram que diligenciar a uma escola para colher dados que facilitassem a localização da desaparecida, quando uma orientadora pedagógica obstruiu as investigações se recusando a oferecer informações mínimas aos agentes acerca de uma testemunha que poderia levar à elucidação do caso investigado. Além disso, a orientadora desacatou e desobedeceu aos policiais civis no que culminou em lavratura de termo circunstanciado em desfavor da mesma. Apesar da negativa e obstáculos criados pela orientadora, os policiais conseguiram localizar a criança desaparecida e encaminhá-la ao lar. A atitude enérgica e legal dos policiais está sendo desvirtuada pelos representantes sindicais dos professores que estão querendo dar publicidade e notoriedade política a determinados seguimentos da categoria e descuidam que a atitude da orientadora poderia ter culminado em prejuízo irreparável à família que aguardava com impaciência o retorno da criança ao lar Baseado nisso, o Sinpol esteve na 16ª DP, onde representantes do Sindicato dos Professores do DF, com palavras ofensivas, impediam o acesso de pessoas ao pátio da delegacia, bem como tumultuavam o ambiente de trabalho dos policiais. No entendimento do Sindicato dos

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Policiais Civis, a orientadora deveria primar pela obediência às leis, o que não aconteceu quando ela obstruiu investigações que poderiam ter levado à localização da adolescente em um tempo mais curto. Os agentes envolvidos no caso contam que localizaram a menor após informações de amigos dela. “Encontramos a menina exatamente na casa que a orientadora recusou a passar o endereço, se houvesse o apoio da escola, o caso teria elucidação com muito mais brevidade”, disse um dos agentes. Os conselheiros tutelares de Planaltina, Valdir Castro e Ális Torres, ressaltam que a orientadora agiu em desacordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), quando ao tomar ciência do caso não notificou ao Conselho e aos familiares da menina. “O artigo 245 do Estatuto é claro ao dizer que o professor ou responsável por estabelecimento de ensino fundamental devem comunicar à autoridade competente os casos de maus-tratos que tenham conhecimento que envolve crianças ou adolescentes”, destaca Castro. O conselheiro Ális Torres reitera ainda que: “No artigo 70 do ECA está

exposto que é dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente e, a atitude dos policiais em colher informações para a localização da menor foi plausível, pois é um cumprimento do dever da profissão”, afirma. Para o segundo vice-presidente do Sinpol André Rizzo causa estranheza a postura dos professores que compareceram à manifestação, haja vista que deveriam zelar pela segurança dos alunos. “A menina poderia estar em estado de risco, pois já havia informações de que ela estaria participando de raves, que são festas regadas a drogas e sexo e, se tratando de menor de idade caracteriza crime de estupro, então, a polícia precisava da colaboração da escola para localizá-la e os professores deveriam contribuir com isso, fato que não ocorreu”. O presidente do Sinpol Ciro de Freitas destaca que os professores se apropriaram de uma situação pontual para buscar notoriedade contra quem cumpriu seu dever. “O Sindicato dos Policiais Civis será intransigente na defesa dos agentes que agiram dentro de todos os princípios da legalidade”, ressalta.


AGEPOL

quer que a categoria filie-se à CUT O Sinpol/DF vem perante seus filiados apresentar preocupação em razão do posicionamento adotado pela Agepol ao dispor de espaço precioso em seu boletim informativo para atacar nossa entidade por meio de artigo claramente encomendado e subscrito por um ex-presidente do Sinpol. O teor publicado no boletim da Agepol extrapola os bons limites do respeito mútuo e nada acrescenta ao conjunto de perspectivas de seus associados, tampouco ao público policial. Não bastasse um momento de crise política sem precedentes, onde a PCDF tem sido vítima de tratamento desigual por parte do governo local e federal, ainda temos que aplainar ranços de uma eleição já extinta, onde o que mais tem interessado a alguns integrantes de chapas vencidas é a revanche por meio de folhetins e conselhos políticos partidários que bem podem levar ao retrocesso a história de nossa instituição. Voltar a filiar-se à CUT conforme propõe o texto da Agepol, ou mesmo emparelhar lutas salariais conjuntas com servidores da saúde, educação e até rodoviários, não nos parece um conselho útil ou que nos aponte melhores dias. Em recente documento produzido pela CUT durante Agosto/Setembro de 2011

um de seus seminários ocorEdição VII - 2º semestre de 2011 rido no Estado de São Paulo, atacaram frontalmente todos os policiais O que quer a Agepol civis do Brasil, tendo inclusive pautado pela retirada A luta deve ser compartilhada com outras categorias do direito de greve de como as áreas da Educação, Saúde, Transporte... segmentos armados (PCDF), ...Por isso, defendo a discussão, dentro da categoria, rompendo com pressupospara a participação do SINPOL junto as Centrais tos básicos da Organização Sindicais, como foi no passado à época em que o Internacional do Trabalho Sinpol foi filiado a CUT-DF. (OIT). Agora, a Agepol acha que temos de retornar a nos filiar à CUT, no sentido único de nos atar novamente Nossas perspectivas são outras ao partido político que vem amordacomo também é diferente a política çando todos os movimentos de trabaque empreendemos no contexto das lhadores do Brasil. relações entre as entidades. Jamais iremos encomendar textos aos partiEm recente documento pro- cipantes de um bloco político que deixou profundas cicatrizes em nossa duzido pela CUT... atacaram frontal- história para propagandear sonhos mente todos os policiais civis do que em outros tempos já nos levaram a pesadelos sem medidas. Brasil, tendo inclusive pautado pela Por derradeiro, solicitamos à presidência e diretoria da Agepol que retirada do direito de greve de segredirecionem os espaços do boletim mentos armados (PCDF)... Agora, a informativo daquela entidade para o fim ao qual seus associados desejam Agepol acha que temos de retornar a que se ocupem. Quando não há o que nos filiar à CUT, no sentido único de divulgar, por justamente não haver produzido nada que fosse digno de nos atar novamente ao partido polí- propaganda, melhor que deixasse em tico que vem amordaçando todos os branco tais espaços.

movimentos de trabalhadores

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APOSENTADORIA DIFERENCIADA

AGU reconhece aposentadoria pela Lei Complementar 51/85, com paridade e integralidade Por Taise Côrte

No dia 27 de outubro de 2010, o TCU proferiu decisão favorável aos policias Rodoviários Federais a um questionamento feito pelo Ministério Público em relação à aplicação da LC 51/85 com o instituto da paridade e integralidade, na aposentadoria destes servidores. Na ocasião, o TCU entendeu que a forma de aposentação dos servidores estava sendo aplicada de forma correta, legítima e legal. Para que este entendimento do tribunal prosperasse foi feito uma grande mobilização das entidades representativas de classe dos policiais civis do DF, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal em conjunto com integrantes da administração dos respectivos órgãos. No entanto, faltava à advocacia Geral da União se manifestar acerca deste assunto e, no dia 28 de junho, o

órgão emitiu a nota nº 033/2011DEAEX/CGU/AGU – JCMB, favorável à aplicabilidade da Lei Complementar 51/85 com paridade e integralidade destas carreiras da Segurança Pública. No parecer, o advogado-geral da União Luís Inácio Adams, argu-

Reunião na AGU com representantes do Sinpol e outras entidades de classe

menta que, considerando a necessidade da consonância administrativa das decisões do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Contas da União sobre o regime de aposentadoria dos servidores policiais, a Advocacia Geral da União conclui:

a) “O direito dos servidores policiais à integralidade da aposentadoria está garantido no art. 1º, inciso I, da LC 51/85 que foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988 e serve de fundamento legislativo infraconstitucional para a regulamentação do parágrafo 4º do art. 40 da Constituição Federal”; b)“O art. 38 da Lei nº 4.878/65 permanece em vigor, mantendo o direito dos servidores policiais à paridade na aposentadoria, sendo esse dispositivo o atual fundamento normativo a regulamentar o reajuste das suas aposentadorias previsto no parágrafo 17 do art. 40 da Constituição Federal.”.

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A legislação da Polícia Federal se aplica à Polícia Civil do DF, então, mesmo que na nota não cite os servidores da PCDF, continuam sendo contemplados com a aposentadoria diferenciada Diretores do Sinpol Ernani Lucena e Sérgio Barbosa

Os diretores do Sinpol, Ernani Lucena e Sérgio Barbosa explanam que, embora a nota seja baseada na aposentadoria dos policiais federais, os policiais civis também estão inseridos, pois aposentam pelos mesmos dispositivos legais da Polícia Federal. “A legislação da Polícia Federal se aplica à Polícia Civil do DF, então, mesmo que na nota não cite os servidores da PCDF, continuam sendo

contemplados com a aposentadoria diferenciada”, explicam. O presidente do Sinpol Ciro de Freitas destaca que a Nota Técnica é mais uma vitória da categoria e se deve ao trabalho em conjunto do Sinpol-DF, das entidades representativas de classe da Polícia Civil do DF, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Federal e da Feipol: “Mais uma vez, provamos que quando a

demanda é de interesse comum, a união de todos faz a diferença”, ressalta Ciro. Já o vice-presidente do Sinpol Luciano Marinho completa que a entidade sempre esteve na vanguarda da luta desse direito, tanto junto ao Governo do Distrito Federal quanto ao Governo Federal. Esta conquista é extensiva também a todos os Policiais Civis do Brasil. n

Manifesto de peritos ocasiona reunião com a Direção Geral da PCDF Os diretores do Sinpol Sérgio Barbosa e Adriano Macedo participaram, no dia 20 de setembro, de um manifesto dos peritos criminais na Direção Geral. Na ocasião, os peritos criminais levaram à discussão um ofício elaborado pela Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística (ABPC) solicitando atendimento a três reivindicações: nomeação de um diretor para o Instituto de Criminalística (IC); aumento de quadro e o lançamento do edital do concurso público. De acordo com o perito criminal Renato Bezerra, assim como outras categorias da Polícia Civil, o IC está com o quadro de efetivo defasado. “Por isso, precisamos de urgência no lançamento do edital do concurso para que possa haver o suprimento das necessidades do IC e, a conseqüente melhoria no trabalho desenvolvido pelos peritos”, afirma Renato. A diretora Mailine Alvarenga demonstrou interesse em atender a categoria com a brevidade possível e afirmou que fará uma visita ao Instituto de

Criminalística para que haja mais proximidade com a DGPC. Para o diretor do Sinpol e perito criminal Sérgio Barbosa, a reunião foi de grande importância, pois tratou de assuntos primordiais para a carreira dos peritos criminais. “Cobramos da Direção Geral um posicionamento firme. Os peritos estão trabalhando com limite de efetivo e a tendência é piorar, já que

vários colegas aposentarão em um curto período de tempo”, destaca Barbosa. Participaram também da reunião, o diretor adjunto da DGPC João Emílio; o Presidente da ABPC Gustavo Dalton; a Corregedora de Polícia Civil Cláudia Alcântar; o Diretor do Departamento de Polícia Técnica Luiz Carlos Novaes e uma comissão de peritos criminais.


DROGAS

Sic Vio da 38ª DP desmonta quadrilha que atuava em Vicente Pires A equipe da Sic Vio da 38ª Delegacia de Polícia, depois de três meses de investigações, conseguiu prender uma quadrilha de traficantes de drogas, composta por 13 pessoas e que atuava em várias regiões do DF Vicente Pires, assim como as principais cidades do DF, vem sofrendo com a ação de traficantes de drogas e ainda com outros crimes como homicídios, roubos em comércio e residências. Para solucionar o problema, a delegacia vem desvendando casos importantes e tirando das ruas bandidos perigosos. O chefe da Sic Vio, Sérgio de Faria conta que um desses casos ocorreu quando a equipe assumiu a seção no início deste ano. “Ficamos sabendo, por meio de denúncia anônima, que um traficante chamado Vino, líder de

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uma quadrilha, estava atuando na Colônia Agrícola Samambaia, Colônia Agrícola Vicente Pires e outras regiões. Ele estava cercado por pistoleiros foragidos de Goiás. Segundo informações obtidas pela equipe da Sic Vio, com a chegada desses foragidos, Vino passou a intensificar o mercado de droga em Vicente Pires e Riacho Fundo. Dessa forma, Vino passou a ordenar que seus “capangas” executassem seus inimigos do “tráfico” e usuários que lhe deviam e não pagavam. Em seguida a equipe recebeu a

informação que um casal de idosos achou uma quantidade de drogas (cocaína, maconha e crack) e uma balança de precisão, escondida no mato, em frente à casa deles, como explica Sérgio de Faria. O casal acionou a Polícia Militar, que trouxe as drogas e a balança para delegacia. “Logo depois, bandidos conhecidos por “Motoqueiro Fantasma” e “Bruninho” (menor), o Vino, a esposa Karina e uma pessoa chamada Sol foram ao local e ameaçaram o casal. A PM e uma equipe do Plantão da DP voltou lá e trouxe todos para delega-


ESCAMA DE PEIXE cia”, acrescenta o chefe da Sic Vio. Então, com as ocorrência e denúncias em mãos, a equipe da Sic Vio fez um minucioso relatório sugerindo medidas cautelares dos envolvidos no caso. Com isso, várias pessoas ligadas à quadrilha começaram a aparecer. Inicialmente foram presos Willian e o menor Bruninho, logo depois que mataram um homem na Vila São José. “Prendemos mais um integrante da quadrilha, no Taguapark, chamado William. Ele estava com drogas, dinheiro e uma arma. Bruninho também foi apreendido com droga, arma e balança de precisão e encaminhado a DCA II. “No momento da prisão, passou um outro homem numa moto, e reconheci a placa, porque o veículo era de uma traficante que já havíamos prendido. Seguimos a moto e ao abordá-la descobrimos que era o Motoqueiro Fantasma, foragido do presídio de

Alexânia/GO e investigado por mais de 20 homicídios naquela região”, conta Sérgio. Numa segunda etapa foram identificados mais dois foragidos da rebelião de Alexânia (23 de junho) que trabalhavam para o Vino, conhecidos por “Jhonne” e “Rubens”, este último responsável pela morte de um policial militar de Alexânia, que foi baleado durante a rebelião. Durante as investigações a equipe descobriu que Rubens e Jhonne planejavam resgatar o irmão do primeiro, da cadeia de Anápolis/GO. Antes disso, ambos foram presos e autuados por tráfico de drogas pela 38ª DP. Foram presas ainda a esposa do Vino (que foi assassinado durante as investigações), uma mulher chamada Sol e seu companheiro conhecido por Rafinha e duas irmãs dele, Luzaneide e Marineis.

O principal sócio de Vino no mercado de droga tipo “escama de peixe” era outro foragido do presídio de Alexânia conhecido por “Pão de Queijo”, que também foi preso por tráfico de drogas. Outros pequenos traficantes recebiam autorização especial tanto de Vino quanto Pão de Queijo para poderem comercializar maconha em Vicente Pires. Pão de Queijo, Rubens, Jhonne, e o Motoqueiro Fantasma eram foragidos da cadeia pública de Alexânia/GO, onde estavam presos por tráfico de drogas. Vino também comandava o tráfico naquela região.

O Sinpol parebeniza a equipe da 38ª Delegacia de Polícia por combater o tráfico de drogas de forma eficaz e retirar das ruas bandidos perigosos.


INVESTIGAÇÃO

Arma roubada de Policial Civil é recuperada O crime ocorreu por volta de 12h30, nas margens da Estrada Parque Taguatinga. As investigações foram feitas pela Delegacia de Repressão a Roubos, Corregedoria de Polícia Civil e 8ª DP com apoio do Instituto de Identificação e da Divisão de Operações Especiais Por Taise Côrte

Policiais da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) prenderam, no mês de julho, na Cidade Estrutural, um dos homens acusados de assaltar um posto de gasolina que abastece viaturas policiais. Além do assalto, os criminosos roubaram a arma de um policial civil, lotado na Corregedoria, que no momento realizava um abastecimento. Segundo relato do chefe da Seção de Roubos Diversos da DRR, Carlos Alberto Fortuna, as filmagens do posto mostram o momento em que o policial foi abordado. “Os criminosos agiram de forma muito rápida e um deles já chegou tomando a arma do policial, enquanto os outros davam cobertura em um veículo”, conta. Policiais da Corregedoria receberam informações da Divisão de

Operações Especiais, sobre a localização do primeiro suspeito e os agentes da 8ªDP o prenderam quatro dias após o crime na cidade Estrutural. “O meliante denunciou os demais envolvidos e os policiais da DRR chegaram ao segundo elemento que estava com a arma”, explica o chefe da Seção de Investigação da Corregedoria, Flávio Cury. O agente acrescenta que a arma foi encontrada enterrada no quintal da casa do suspeito com as munições dentro de um saco plástico. Cury destaca que o trabalho dos colegas das demais delegacias foi fundamental para o resultado da operação, “pois todos se empenharam incansavelmente para localizar os marginais e recuperar a arma de fogo, que é o instrumento de trabalho do policial”, ressalta.

Equipe da DRR

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Essa operação em conjunto evidencia a maior característica da PCDF, que é a união e a irmandade que sempre prevaleceram e os resultados são inequívocos Os criminosos já tinham passagens pela Polícia por roubos e furtos. Com a autuação, poderão pegar pena de até 15 anos de reclusão. O terceiro envolvido continua foragido. O Sinpol parabeniza as delegacias, a DOE, o I.I e a Corregedoria pelo brilhante trabalho realizado. “Essa operação em conjunto evidencia a maior característica da PCDF, que é a união e a irmandade que sempre prevaleceram e os resultados são inequívocos”, ressalta o vice-presidente do Sinpol André Rizzo. n


ASBRAPP

Sinpol participa de mobilização de peritos papiloscopistas Por Gabriela Chermon

Peritos Papiloscopistas de todo o país estiveram reunidos, no dia 17 de agosto, em frente ao Ministério da Justiça para participarem de uma mobilização realizada pela Associação Brasileira de Peritos Papiloscopistas (Asbrapp), que teve como principal objetivo reivindicar o reconhecimento da atividade de papiloscopista como Perito Oficial, que ocorrerá através da aprovação do Substitutivo da Câmara dos Deputados SCD 244/09 (PL5649/2009). Em discurso, o diretor do Sinpol e presidente da Federação Interestadual da Polícia Civil (Feipol) Regiões CentroOeste e Norte, Divinato da Consolação declarou que o trabalho que os peritos papiloscopistas executam é de suma importância para o rito processual e, “caso o Governo insita em não dar a devida atenção a tais servidores, poderá haver uma reviravolta nos trabalhos realizados em todos os Institutos de Identificação”, afirma.

Já o presidente da Asbrapp, José Luiz Lopes, enfatizou que a ausência de regulamentação das atividades como funções oficiais de perícia, pode haver margem para questionamentos judiciais de laudos que venham a instruir os processos: “O Brasil está vivendo uma grande insegurança jurí-

dica, todos os laudos emitidos por papiloscopistas podem perder a validade”. Aderiram à manifestação os presidentes de todas as associações de papiloscopistas; entidades classistas das Policias Civis e Federal; federações; confederações; além de autoridades como deputados distritais.

D.O.A

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Edição nº 165 agosto e setembro 2011