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Revista do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal

ANO XVII - Nº 161 - MARÇO/ABRIL DE 2011

REESTRUTURAÇÃO DE CARREIRA Página 12

A MOBILIZAÇÃO CONTINUA

Policiais elegem a Chapa 1 para representar a categoria no triênio 2011/2014 Página 10


Revista do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal

21 de abril - Dia do Policial Civil Em 21 de abril comemoramos o dia do policial civil. Ao lançar o olhar para o passado, enquanto buscamos no presente as referências que nos apontam algum futuro, ficamos muito preocupados com o que pode ser feito de nós. E nesse aspecto, temos trabalhado diuturnamente para que continuemos tendo orgulho de ser policiais, buscando de qualquer forma, apoio e razão para seguir em frente na defesa de todos os policiais civis

SEDE: Plano Piloto: SCLRN 716, Bl. F, Lj. 59, Ed. do Policial Civil - CEP: 70.770-536 - Brasília-DF Fone: (61) 3701-1300 / Fax: (61) 3701-1334 E-mail: secpre@sinpoldf.com.br FILIAL: Taguatinga Norte: QNA 29 - Casa 06 Fone: (61) 3352-6923 / 3352-6429 Horário de Funcionamento: Segunda a sexta-feira das 8h às 12h e 14h às 18h DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente:

do Distrito Federal. O Sinpol é nosso ambiente de lutas e o suporte para todos nós que vamos às ruas defender a sociedade enquanto, às vezes, a mesma sociedade nem sempre nos empresta o devido valor e reconhecimento pelo que executamos. Protegemos vidas alheias e defendemos patrimônios e por isso mesmo o dia 21 de abril deve ser comemorado, ao passo que fortalecemos nossas esperanças para novas lutas. Lutar é nossa arte, e defender o policial nossa obrigação.

Parabéns policiais civis pelo seu dia!

Diretor de Planej. e Administração:

Wellington Luiz de Souza Silva

Públio Cezar A. Moreno

1º Vice-Presidente:

Diretor de Plan. e Adm. Adjunto:

Ciro José de Freitas

Roberto Cláudio Costa

2º Vice-Presidente:

Diretor de Cultura e Esportes:

Hélio Ferreira das Chagas

Wellington Torres Antunes

Secretário-Geral:

Diretor de Cultura e Esportes Adjunto:

Divinato da Consolação Ferreira

Gilmar Oliveira Alves

1º Secretário:

Diretor de Formação Sindical:

Ernani Batista de Lucena

Agnaldo Soares Rodrigues

Tesoureiro Geral:

Diretor de Formação Sindical Adjunto:

Aristeu Pereira da Silva

Elisângela Freire Dias

1º Tesoureiro:

Diretor de Ass. de Apos. e Pensionistas:

Renato de Oliveira Mendonça

Sandra Lôbo de A. Moura e Silva

Diretor Jurídico:

Dir. de Ass. de Apos. e Pens. Adjunto:

Sérgio Luiz Barbosa Silva

João Ferreira Pimenta

Diretor Jurídico Adjunto:

Diretor de Políticas Sociais Adjunto:

Fauzer Domingos da Costa

Antônio Carlos de Sousa

Diretor de Comunicação Social:

Diretor de Informática:

Renato Cardoso Bezerra

André Luiz Neiva Rizzo

Diretor de Comunicação. Social Adjunto:

Diretor de Informática Adjunto:

Luciano Marinho de Morais

Carlos Alberto Elias de Souza

Diretor de Relações Sindicais:

Diretor Médico:

Fransbert Rodrigues Bijos

Paulo César Gomes da Silva

Diretor de Relações Sindicais:

Diretor Médico Adjunto:

Marcelo Silva de Carvalho

Carlos José Vieira de Arruda

CONSELHO FISCAL: Renato Neves Pereira Filho Watson Fonseca da Cunha Theodoro E. Gonçalves Leite Ivan Marcos de Oliveira Direção Geral: Luciano Marinho Jornalista Responsável:Tatiana Drumond - DRT/DF 6170 Fotos: Hélio Pereira Diagramação: Célio Martins Impressão: S&S Gráfica e Editora - 3344.4331 A Tribuna Policial não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos assinados.


ARTIGO

Quando Cem Dias Bastam O

GDF se aproxima dos cem dias de governo. Está difícil avaliar de modo positivo qual será o balanço desse período. Em mais de três meses, o Distrito Federal parece que ainda não encontrou os trilhos da governabilidade. Secretarias derrapam na reta do mesmo modo que as administrações ainda não mostraram nas ruas a diferença do governo findo e do reinante. Servidores públicos apreensivos e desanimados com uma política que se desenha feroz e com poucos ouvidos indicam que a máquina governamental desliza fora dos eixos das promessas de campanha. A grosso modo, parece que se administra dentro de um vácuo, não conseguindo ecoar feitos dignos de quem pretende deixar marcas de eficiência, ou algo diferente do que fomos acostumados a ver ao longo de mais de vinte anos de emancipação política do DF. Quando vamos às ruas, mesmo nos ambientes que estão fora de nosso contexto funcional, vemos outros servidores públicos um tanto desconfiados, e severamente afetados pelas declarações do GDF em relação aos movimentos de servidores que buscam resgatar prejuízos salariais ou condições de trabalhos dignos. Março/Abril de 2011

Deixando demais segmentos institucionais, voltamos a nós mesmos. Enquanto policiais civis aguardamos mais que um diferencial deste governo. Acalentamos que o GDF reconheça o segmento que participamos como um dos personagens importantes de sua gestão. Não buscamos de modo cego a sob elevação do que somos, mas temos a consciência que, juntos com outras instituições que emprestam conforto social, temos o direito de exigir o razoável para que continuemos sendo referência para o Brasil naquilo que executamos: Segurança Pública de qualidade. Por outra via, temos cobrado sistematicamente do GDF o que nos foi prometido ainda durante a campanha eleitoral e ratificado por duas Notas Oficiais, dando conta que nossas demandas eram prioridade desse governo. Mas se prioridade e ratificado seu compromisso, porque então não os cumpre, ao invés de mergulhar na apatia e no distanciamento das negociações? Enquanto durar o silêncio que perturba e até ofende, iremos continuar fazendo o barulho necessário para cobrar desse governo o devido empenho e a atenção que merecemos enquanto trabalhadores e policiais civis que velam pela ordem

e paz social. Somos forjados nas ruas e acostumados a avançar sobre terrenos acidentados quando o assunto é negociação. Temos o treinamento adequado também para perceber onde repousa o direito, a verdade ou o blefe. Todavia, se atual política do GDF persistir por mais cem dias, sem a retomada das negociações e a oferta de novos caminhos, talvez o tempo restante seja apenas para confirmar o que experimentamos até aqui. Os velhos modos de se fazer política apenas se repetem. Só isso.

LUCIANO MARINHO

Agente de Polícia e Diretor de Comunicação do Sinpol-DF

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DIA DAS MULHERES

Sinpol homenageia suas filiadas A festa em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, promovida pelo Sinpol e dedicada às suas filiadas foi um sucesso. Cerca de mil mulheres compareceram à Mansão Country House, no Parkway, para confraternizarem e rever colegas de profissão Por Tatiana Drumond

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ssim como faz todos os anos, o Sinpol homenageou suas filiadas com um almoço muito especial, realizado na Mansão Country House, no Parkway, no dia 11 de março. Cerca de mil mulheres compareceram e puderam apreciar um cardápio elaborado especialmente para elas, composto por três diferentes tipos de carnes, massas, saladas, sobremesas, festival de tortas e bebidas variadas. Chegando no local foram presenteadas com bombons e servidas com espumante e frutas. O presidente do Sinpol e deputado distrital Wellington Luiz prestigiou o evento e destacou que as policiais civis conquistaram seu

Mansão Country House

espaço dentro da instituição e na sociedade e que são, sem dúvida, o diferencial de um trabalho reconhecido nacionalmente. Igualmente, o vice-presidente Ciro de Freitas parabenizou as mulheres

Decoração das mesas

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pelo seu dia, comemorado em 8 março e destacou que o Sinpol está sempre na vanguarda dos acontecimentos, seja para homenagear suas filiadas, seja na conquista e manutenção de direitos. A Secretária de Estado da Mulher do GDF, Olgamir Amância que também esteve presente no evento, se disse surpresa com a magnitude e qualidade do gênero hoje existente na PCDF e clamou ainda para que as mulheres continuem avançando em suas competências de modo a emprestar à máquina pública, mais equilíbrio e eficiência. “Ressalto ainda que a mulher será tratada com muito carinho pelo GDF, prova disso é a nomeação de uma mulher para a dirigir a PCDF”, contou a secretária.


Já a diretora-geral da PCDF, Mailine Alvarenga disse estar orgulhosa de estar à frente de uma instituição da magnitude que hoje alcança a PCDF e ressaltou que com certeza isso é reflexo também, do público feminino que faz parte de seu efetivo. Além disso, a diretora parabenizou o Sinpol pela homenagem às policiais e que a comemoração é merecida, diante da dedicação das servidoras à PCDF. Também estiveram presentes na festa, as diretoras da Corregedoria da PCDF, Cláudia Alcântara; do DPE, Rosana Gonçalves; da Academia de Polícia Civil, Nélia Maurício; a delegada chefe da Deam, Mônica Ferreira, a presidente da Apcap, Sandra Lôbo, entre várias outras autoridades.

Março/Abril de 2011

Dir. da Academia, Nélia Maurício; Corregedora Cláudia Alcântara;Sec. da Mulher, Algamir Amâncio; Vice-presidente do Sinpol, Ciro de Freitas; Diretora-geral da PCDF Mailine Alvarenga e Drª Rosângela

CONFIRA IMAGENS DA FESTA

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POLÍCIA CIVIL

Delegacia de Repressão a Roubos Juntamente com as demais delegacias especializadas, a DRR tem realizado grandes operações de combate aos crimes de roubo e contribuído com a diminuição de crimes dessa natureza Por Taise Côrte

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om a missão de reprimir e investigar crimes de roubo e crimes relacionados, em especial a atuação de quadrilhas organizadas e ainda latrocínios cuja autoria não foi identificada pelas delegacias da área, a Delegacia de Repressão a Roubos do DF (DRR) vem se destacado ao longo dos anos como uma especializada bastante atuante. Dividida em quatro seções: Roubos a Comércios; Latrocínio (roubo seguido de morte) e Seção de Roubos Diversos, a DRR realizou de dezembro de 2010 a fevereiro de 2011, 15 flagrantes, dentre estes, a equipe destacou os de maior relevância.

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DESTAQUES 15/2 - Roubo a joalheria na quadra 303 Sul - Os policiais da DRR prenderam no dia 15 de fevereiro uma quadrilha formada por oito integrantes que roubava em joalherias do Distrito Federal. A prisão ocorreu em uma pizzaria localizada na QSA 12, em Taguatinga. Na casa dos acusados foram encontrados vários objetos, entre eles, dois carros, moto, revólveres, computadores, celulares, uma espingarda e várias jóias como anéis, relógios e brincos. A quadrilha era investigada há dois meses pela delegacia. Dois dos acusados foram autuados por receptação e os outros integrantes responderão por formação de quadrilha, roubo, receptação e porte de arma, podendo receber pena de até 30 anos.

5/2 - Quadrilha especializada em arrombamento de caixas eletrônicos – Nesta data foram presos e autuados em flagrante delito cinco pessoas que formavam uma quadrilha especializada em arrombamento de caixas eletrônicos. O bando atuava em todo o território nacional e já vinha sendo investigado pela DRR há alguns meses. De acordo com o boletim de ocorrência a quadrilha foi presa após praticarem crime de furto em um caixa eletrônico na Universidade de Brasília. Entre 4/10/2010 e 17/1/2011 Arrombamento de cofre em uma casa lotérica Três assaltantes invadiram no dia 17 de janeiro


O chefe da Seção de Roubos Diversos, Carlos Alberto Fortuna, ressalta que o sucesso da delegacia dá-se pelo empenho de todos os policiais da DRR e dos delegados Érito da Cunha e Felipe de Morais. Todos trabalham com muita dedicação e prova disso é a solução dos casos em tempo recorde

Legenda

Destaca Fortuna

O Sindicato dos Policiais Civis do DF parabeniza toda a equipe da Delegacia de Repressão a Roubos pela excelente atuação nos casos.

Ceilândia Sul. Durante a ação um homem e um menor tentaram impedir a prisão dos criminosos e também foram levados para a delegacia, sendo o último encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente e o primeiro liberado após assinar o Termo de Comparecimento à Justiça. uma loja vizinha a uma casa lotérica de Taguatinga. Enquanto isso, outro suspeito ficou de vigilância para alertar os cúmplices caso fossem vistos por alguém. O grupo abriu um buraco na parede da loja e entraram na lotérica, desarmaram o sistema de alarme e arrombaram o cofre. Após investigações, a Delegacia de Repressão a Roubos prendeu os criminosos, obtendo êxito em mais um trabalho. Março/Abril de 2011

20/1 - Roubo de Carga - Três homens foram presos no dia 20 de janeiro deste ano acusados de roubar um veículo com 14 botijões de gás. O carro era de uma distribuidora do produto que funciona em Ceilândia Norte. O motorista e o ajudante foram feitos reféns pelos assaltantes. O veículo foi encontrado em uma residência no Setor O e os acusados foram localizados na casa de um dos autores do roubo em

30/12 - Roubo em Residência - Após tomarem conhecimento de roubo em uma residência em Taguatinga, a DRR iniciou diligências com o intuito de prender os autores e recuperar os objetos furtados. Os policiais receberam a informação que os autores do roubo cumpriam pena no Centro de Progressão Provisória do SIA, os suspeitos confessaram o crime e foram reconhecidos pelas vítimas. TRIBUNA POLICIAL

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APOSENTADOS

Trabalho realizado pela APCAP oferece suporte a aposentados e pensionistas Por Taise Côrte

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Associação dos Policiais Civis Aposentados e Pensionistas do DF (APCAP), que tem como presidente a escrivã aposentada, Sandra Lobo, se tornou uma das maiores referências do setor para outras instituições. Sempre atenta às questões que envolvem o aposentado, a APCAP busca levar conforto àqueles que necessitam de suporte e, nesse sentido, a presidente Sandra Lobo tem muitas histórias para contar. De acordo com Sandra, um caso que desperta a atenção é de um aposentado que foi expulso da polícia na época da ditadura e, vergonhoso com a situação, desapareceu por 30 anos. “Ele foi encontrado nas ruas do Rio de Janeiro mendigando e levado a uma casa de caridade. Depois disso, ficou em coma durante três meses, quando acordou foi morar em um asilo”, relata Sandra Lobo. Ela acrescenta que enquanto estava no asilo, o ex-policial contou sua história a uma pessoa que entrou em contato com a PCDF. “A APCAP

Diretora do Sinpol e presidente da APCAP Sandra Lobo

foi acionada e trouxemos o aposentado para cá. Localizamos a filha que, quando ele desapareceu tinha apenas um ano de idade, e pagamos os remédios e aluguel do ex-policial por quatro anos, quando o mesmo veio a falecer”. Além do trabalho em prol dos policiais aposentados, a APCAP beneficia também pensionistas, como o caso de uma mulher que nos anos 80 teve quatro filhos com um policial

O diretor do Sinpol e vicepresidente da Associação, João Ferreira Pimenta diz sentir-se orgulhoso por contribuir com tantos policiais e pensionistas.

É muito gratificante ser útil às pessoas que deram seu sangue e parte da sua vida à Polícia Civil 8

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que faleceu sem registrar as crianças, pois na época ele era casado com outra pessoa e o registro não era permitido. “Como não havia documento que comprovasse a paternidade, a mulher não podia receber pensão. Ao tomarmos conhecimento, pedimos o exame de DNA que foi, e só então o registro e a pensão foram liberada”, afirma Sandra. Outro trabalho importante desenvolvido pela Associação é o entrosamento dos aposentados com os colegas do seu tempo de ativa, onde a APCAP faz confraternizações como almoços e cafés da manhã para que esses policiais continuem mantendo laços com os companheiros de trabalho e não se sintam esquecidos. Para Sandra Lobo é motivo de honra presidir a APCAP e conviver com os policiais que ajudaram a construir a PCDF. “É um privilégio fazer parte da Associação. Não podemos abandoná-los e deixá-los esquecidos, pois eles são nosso maior patrimônio histórico”, conclui Sandra.


POLICLÍNICA

CONSEQUÊNCIAS ŸCâncer de Pulmão: 87% das mortes por câncer de pulmão ocorrem entre os fumantes. ŸDoenças Cardíacas: os fumantes correm um risco de 70% maior de apresentar doenças cardíacas ŸCâncer de Mama: as mulheres que fumam 40 ou mais cigarros por dia têm uma probabilidade 74% maior de morrer de câncer de mama. ŸDeficiências Auditivas: os bebês de mulheres fumantes têm maiores dificuldades em processar sons. Psicólogas da Policlínica Silvana Cascão e Ana Cláudia Espíndola com a assistente social Sônia Veloso

Tratamento de combate ao

TABAGISMO Por Gabriela Chermon

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iversos são os benefícios a quem para de fumar: a tosse desaparece e o risco de doenças no coração, enfisema e vários tipos de câncer vão diminuindo com o tempo. Além de ganhar mais energia e disposição para as tarefas diárias, o ex-fumante ganha ainda o aumento da capacidade pulmonar. Preocupada com os Policiais Civis que acabaram recorrendo ao cigarro como uma válvula de escape devido à intensa rotina de trabalho, deixando assim a qualidade de vida comprometida, a Policlínica da PCDF ofereceu na primeira quinzena de março, tratamento de combate ao tabagismo com sessões semanais que vão até o início de maio. Nas sessões terapêuticas do tratamento chamado de cognitivo comportamental que é a troca de experiências, além de palestras, os Março/Abril de 2011

policiais e seus familiares adquirem informações sobre o tabagismo, além de receberem folders com instruções do Ministério da Saúde para o combate ao vício. A assistente social Sônia Veloso, da equipe do núcleo de assistência social da Policlínica, revela que 60% das pessoas que participaram do tratamento para parar de fumar tiveram êxito. “Esse número está acima do percentual nacional que é 54%. O nosso trabalho é diferenciado porque usamos a fisioterapia, a odontologia, a farmácia, a psiquiatria, a clínica médica e a nutrição no combate ao tabagismo.” Ainda de acordo com a assistente, além dos benefícios físicos, os benefícios psicológicos também são muitos ao se deixar de fumar. O paciente recupera auto-estima ao sentir mais confiança em si mesmo.

ŸComplicações da Diabetes:os diabéticos que fumam ou que mascam tabaco correm maior risco de ter graves complicações renais e apresentam retinopatia (distúrbios da retina) de evoluções mais rápidas. ŸCâncer de Cólon:dois estudos com mais de 150.000 pessoas mostram uma relação clara entre o fumo e o câncer de cólon. ŸAsma:a fumaça pode piorar a asma em crianças ŸPredisposição ao Fumo: as filhas de mulheres que fumavam durante a gravidez têm quatro vezes mais probabilidade de fumar também. Ÿ Leucemia: suspeita-se que o fumo cause leucemia mielóide. ŸContusões em Atividades Físicas: segundo um estudo do Exército dos Estados Unidos, os fumantes têm mais probabilidades de sofrer contusões em atividades físicas. ŸMemória: doses altas de nicotina podem reduzir a destreza mental em tarefas complexas. ŸDepressão: psiquiatras estão investigando evidências de que há uma relação entre o fumo e a depressão profunda, além da esquizofrenia. ŸSuicídio: um estudo feito entre enfermeiras mostrou que a probabilidade de cometer suicídio era duas vezes maior entre as enfermeiras que fumavam. ŸOutros perigos a acrescentar à lista: câncer da boca, laringe, gargantas, esôfago, pâncreas, estômago, intestino delgado, bexiga, rins e colo do útero; derrame cerebral, ataque cardíaco, doenças pulmonares crônicas, distúrbios circulares, úlceras pépticas, diabetes, infertilidade, bebês abaixo do peso, osteoporose e infecções dos ouvidos. Pode-se acrescentar ainda o perigo de incêndios, já que o fumo é a principal causa de incêndios em residências, hotéis e hospitais.

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ELEIÇÕES SINPOL 2011

Policiais elegem a Chapa 1 para representar a categoria no triênio 2011/2014 Na disputa que teve a inscrição de três chapas, sagrouse campeã a Chapa 1. O atual vice-presidente do Sinpol Ciro de Freitas foi eleito para a presidência do próximo triênio, afirma que irá trabalhar ainda mais para uma melhor valorização da carreira policial civil com os olhos voltados para eficiência das atividades sindicais

1606 votos

1398 votos

769 votos

Por Taise Côrte

De acordo com o presidente da Comissão Eleitoral, André Perez, a eleição mobilizou a categoria e teve todas as características de eleição majoritária. “O debate foi amplo e o processo muito disputado, prevalecendo a democracia em todos os momentos”, afirmou André. 10

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o dia 30 de março, 3.823 policiais civis sindicalizados foram às urnas para escolher o grupo de diretores que representará a categoria defendendo suas reivindicações no triênio 2011/2014. Três chapas se inscreveram para concorrer ao pleito da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal: Chapa 1 (Experiência, Conquistas e Competência), encabeçada por Ciro de Freitas; Chapa 2 (Renovar com Segurança) que teve como candidato a presidente o agente Francisco

D'Sousa e a Chapa 3 (Verdadeira Oposição), com a candidatura do agente José Torquato. Ao todo foram 18 locais de votação com 25 urnas eletrônicas e seis urnas em trânsito. A apuração foi realizada a partir das 19h no clube da Agepol, sendo que o resultado foi proclamado oficialmente pela Comissão Eleitoral às 5h do dia 31 de março. A Chapa 1 representada por Ciro de Freitas como presidente, Luciano Marinho vice-presidente e André Rizzo 2º vice-presidente foi eleita


O Sindicato é a voz do policial. Até hoje fomos bem representados e tenho certeza que a nova diretoria continuará atendendo nossas demandas Agente Nelson dos Santos

com 1606 votos. Em segundo lugar ficou a Chapa 2 com 1398 e, em terceiro lugar, a Chapa 3 com 769 votos. De acordo com o presidente da Comissão Eleitoral, André Perez, a eleição mobilizou a categoria e teve todas as características de eleição majoritária. “O debate foi amplo e o processo muito disputado, prevalecendo a democracia em todos os momentos”, afirmou André. O agente Nelson dos Santos, lotado na Dame, ressalta que o voto além de um exemplo de cidadania, é de extrema importância, pois é a oportunidade da categoria escolher quem defenderá os seus pleitos. “O Sindicato é a voz do policial. Até hoje fomos bem representados e tenho certeza que a nova diretoria continuará atendendo nossas demandas”. Para Ciro de Freitas, a categoria se mostrou bastante madura e comprometida com a democracia, pois

Fiquei satisfeito com o resultado das urnas e espero corresponder trabalhando bastante e elevando o nome da Polícia Civil junto à sociedade e aos órgãos do governo para que o policial seja valorizado e alcance lugar de destaque no serviço público Ciro de Freitas

os debates entre as chapas concorrentes permitiram o confronto de ideias, e quem saiu ganhando foi a Polícia Civil, e complementa: “Fi-

Comissão Eleitoral na apuração dos votos das urnas em trânsito

Março/Abril de 2011

quei satisfeito com o resultado das urnas e espero corresponder trabalhando bastante e elevando o nome da Polícia Civil junto à sociedade e aos órgãos do governo para que o policial seja valorizado e alcance lugar de destaque no serviço público”, destacou o presidente eleito. Ciro acrescenta ainda que, dentre outras demandas, a diretoria vai trabalhar intensamente para conquistar a reestruturação da carreira policial civil, a alteração nos critérios de progressão funcional, aumento do efetivo; a manutenção da paridade e integralidade da aposentadoria dos policiais civis e demais demandas que a categoria busca alcançar.

Policiais aposentados fizeram questão de votar e exercer a cidadania

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REESTRUTURAÇÃO DE CARREIRA

Categoria suspende greve, mas continua mobilizada Depois de 16 dias em greve, os servidores da PCDF decidiram voltar ao trabalho, uma vez que o GDF apresentou proposta de recomposição salarial de 13%, dividido em duas parcelas: dezembro deste ano e março de 2012, além de se comprometer com outras reivindicações da categoria. Por Tatiana Drumond

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a assembleia do dia 15 de abril, em frente ao Palácio do Buriti, a categoria decidiu pela suspensão do movimento de greve a partir das 8h do dia seguinte. Os policiais aceitaram a proposta do GDF de recomposição salarial de 13%, dividido em duas parcelas, com aplicabilidade em dezembro deste ano e março de 2012. Além disso, o Governo se comprometeu em fazer gestões em prol de um plano de saúde subsidiado, pagamento de passivos e correção do interstício para progressão nas carreiras, entre outros. O deputado distrital e presidente do Sinpol, Wellington Luiz afirmou que a categoria tomou uma decisão madura e que a suspensão do movimento não significa o recuo no prin-

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cipal pleito, que é a reestruturação de carreira da PCDF. Já o vice-presidente do Sinpol, Ciro de Freitas destacou que a proposta não é a ideal, mas atende parcialmente a categoria: “Agora iremos cobrar o envio da mensagem ao governo federal e lá poderemos continuar as negociações. A greve foi necessária e surtiu efeito. Cabe agora ao GDF honrar seu compromisso”.

Agora iremos cobrar o envio da mensagem ao governo federal e lá poderemos continuar as negociações. A greve foi necessária e surtiu efeito. Cabe agora ao GDF honrar seu compromisso Ciro de Freitas


ENTENDA O PROCESSO DE GREVE 29 de março

Descaso do GDF faz polícia civil decretar greve

O descaso como que o Governo do Distrito Federal (GDF) vinha tratando os policiais civis do DF fez com que fosse decretado greve por prazo indeterminado com início a partir das 8h do dia 31 de março. A decisão foi tomada durante assembleia da categoria, no estacionamento nº 6 do Par-

04 de abril

que da Cidade. O presidente do Sinpol e deputado distrital Wellington Luiz explicou que o GDF tinha se comprometido, no dia 23 de março em encaminhar alguma proposta até dia 29/3, às 12h, mas nada aconteceu. Com isso, a categoria entrou em greve.

PCDF mantém greve e nova assembleia acontece dia 6/4 O Sinpol reuniu no dia 4 de abril, no parque da cidade, em assembleia extraordinária, mais de 3 mil policiais para que a categoria decidisse os rumos do movimento. Diante do descaso do GDF em não negociar com a categoria, os policiais decidiram permanecer em greve e, ao final da assembleia seguiram em carreata até o Palácio do Buriti, onde fizeram manifestação em prol do pleito.

06 de abril

Policiais Civis permanecem em greve

Na assembleia geral realizada no dia 6 de abril, em frente ao Palácio do Buriti, cerca de três mil policiais civis decidiu pela continuação da greve por tempo indeterminado. Durante a assembleia chegou nota do GDF alegando que não haveria verba suficiente para atender aos anseios

12 de abril

Com isso, abriu-se uma mesa de negociação e os secretários de Governo, Paulo Tadeu e de Administração, Denílson Costa receberam no Palácio do Buriti, o presidente do Sinpol, seu vice, o presidente do Sindepo, Benito Tiezzi e ex-deputado federal, Laerte Bessa. O resultado da reunião culminou no agendamento de novo encontro com técnicos do GDF, no dia 5 de abril para construção de uma proposta a ser apresentada na próxima assembleia da categoria.

da categoria e que estariam sendo estudadas alternativas para futuros aumentos na remuneração dos servidores púbicos do DF. Ao final, os policiais saíram em carreata até o Congresso Nacional, retornando à Praça do Buriti.

Policiais Civis mantém greve e rejeitam proposta do GDF

Os servidores da PCDF decidiram no dia 12 de abril, manter o movimento grevista devido a negativa do GDF em conceder a reestruturação de carreira da Polícia Civil. A assembleia ocorreu em frente ao Palácio do Buriti e contou com a presença de aproximadamente 3 mil pessoas. Na ocasião, o secretário de Administração Pública do DF, Denílson Costa chegou a enviar nota sinalizando reajuste de 13%, mas dividido em duas

parcelas: março e setembro de 2012. Na proposta não ofereceu nada de objetivo, mas apenas a criação de grupos de estudo para apreciar cada tópico da pauta de reivindicação da categoria. Dessa forma os policiais rechaçaram o documento enviado pelo secretário e foram unânimes em decidir pela continuidade da greve. Ao final, em ato simbólico, os policiais civis cantaram o hino do policial ao tempo que, de mãos dadas, abraçaram o Palácio do Buriti.

A LUTA CONTINUA É importante esclarecer que o movimento de reivindicações da categoria não sofrerá interrupção em razão do fim da greve. O que houve foi uma trégua para readaptar as demandas dos policiais civis à realidade política vigente no GDF e no Palácio do Planalto. Dessa forma, o Sinpol pede aos policiais civis que continuem confiando nos dirigentes da entidade e que em breve, teremos de volta os avanços necessários ao bom desempenho das atividades policias. Março/Abril de 2011

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PERITOS

Messias FN

Profissionais da PCDF são enviados à região serrana do RJ

A operação conjunta no Rio de Janeiro vem demonstrar que a união entre os institutos fortalece a categoria ao passo que pode oferecer serviço relevante qualidade à população.

Por Taise Côrte

A região foi afetada por chuvas, que ocasionaram enchentes e deslizamentos de terra, provocando a maior catástrofe natural do País. Com isso, uma equipe de policiais civis com experiência em desastres de massa foi acionada pelo Ministério da Justiça para auxiliar na perícia local 14

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U

ma equipe formada por peritos da Polícia Civil foi acionada pelo Ministério da Justiça para colaborar com a perícia local na tragédia que atingiu a região serrana do estado do Rio de Janeiro (RJ), na primeira quinzena do ano. Devido ao caos que a região se encontrava, o RJ solicitou ao Ministério da Justiça o envio de profissionais da Segurança Pública para o estado. Esta foi maior catástrofe natural da história do Brasil e, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), está entre os dez maiores

desastres do mundo, desta natureza. De acordo com o médico legista Samuel Ferreira que participou da ação, a equipe foi dividida em dois grupos, o primeiro composto por ele, o perito papiloscopista Clemil Araújo, o perito criminal Sílvio Garcez e a coordenadora da missão Heloísa Kuser, que foram acionados para fazer uma avaliação da situação e, chegando lá, perceberam que a situação era caótica e precisariam de um efetivo maior. Para atender a solicitação da equipe, a PCDF enviou os peritos médicos legistas Ricardo Nogueira e Elvis


Heloisa Kuser

Foi um trabalho de sucesso, e no lado humano nos sensibilizou, pois eram muitas vítimas e quando conseguíamos identificar um corpo, o retorno para os familiares era enorme Leila Mizokami

A perita papiloscopista Leila Mizokami avalia o trabalho realizado como uma experiência única, pois além de permitir aprimorar as técnicas, o contato com os familiares das vítimas marcou a missão. “Foi um trabalho de sucesso, e no lado humano nos sensibilizou, pois eram muitas vítimas e quando conseguíamos identificar um corpo, o alívio para os familiares era enorme”.

Simone de Jesus

Oliveira do IML e as peritas papiloscopistas, Leila Lopes Mizokami e Lara Rosana Vieira Silva do I.I., que, juntamente com a perita papiloscopista do estado de Goiás, Simone de Jesus, uniram-se à equipe inicial na cidade de Teresópolis no Centro de Operações da Força Nacional. Lá a equipe trabalhou em diversas frentes: criação de um fluxograma de ações devido ao excesso de demandas, reuniões com a perícia local, entrevistas com familiares, identificação e liberação de corpos, exames de antropologia, exumações e coleta de material biológico para exames de DNA, esta última envolvendo procedimentos complexos em virtude das condições em que os corpos se encontravam. Além dos pontos acima citados, houve a parte da identificação humana realizada pelas peritas papiloscopistas que, inicialmente atuaram na coleta de material, considerada a mais complicada, uma vez que os corpos estavam em avançado estado de decomposição. Mais adiante, fizeram também a elaboração de um banco de dados de desaparecidos.

O médico legista Samuel Ferreira, que se encontra atualmente na Força Nacional exercendo a Coordenação de Perícias, conta que foi um trabalho de colaboração com a perícia local e que cada experiência em desastres de massa é diferente da outra, mas todas são fundamentais para aumentar o conhecimento. “Aplicamos técnicas que adquirimos em outros trabalhos e estudos, e, acima de tudo, contribuímos em aspectos sociais, humanos e jurídicos para a população do RJ e para o país”, conclui.

OS PROFISSIONAIS DA PCDF QUE ATUARAM NA MISSÃO AGRADECEM:

Equipe de perítos da PCDF acionada pelo MJ

Março/Abril de 2011

Ao Secretário de Segurança Pública do DF, Daniel Lorenz, à Diretora da PCDF, Mailine Alvarenga, ao Diretor adjunto, João Emílio, ao Diretor do DPT, Luiz Novaes, e aos assessores, Márcio Lemos, José Gerardo e Nilton Pfeifer, ao IML, IPDNA, II e IC, ao DEPATE, à Divisão de Operações Aéreas e à PCDF. Ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, à Secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Minky, e demais autoridades do Ministério da Justiça. TRIBUNA POLICIAL

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INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA

Alta tecnologia

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Carência de pessoal Por Tatiana Drumond

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Instituto de Criminalística (I.C.) da Polícia Civil do DF já deu provas que é um dos melhores do país, diante da colaboração na resolução de inúmeros crimes, não só em Brasília, mas país afora. O potencial humano é, sem dúvida, o que faz a diferença, com o profissionalismo dos Peritos Criminais. Sempre na vanguarda da Criminalística Brasileira, o instituto adquiriu importantes equipamentos e softwares específicos que muito podem colaborar nas investigações

policiais, mas a grande defasagem no quadro não permite a plena utilização desses aparelhos. Diante disso, o maior obstáculo a ser vencido é a carência de recursos humanos, pois a tarefa dos Peritos vai muito além. Detentores de um amplo conhecimento técnico-científico, deveriam realizar constantemente pesquisas científicas no intuito de sempre estarem atualizados frente à evolução científica, bem como desenvolver metodologias para realização de novos exames periciais, aproveitando ao máximo a capacidade de cada equipamento dentro do Instituto.

Conheça um pouco de cada equipamento que o IC possui:

Espectrômetro Raman Permite análise das mais diversas substâncias, dentre os quais: tintas e fibras encontradas em locais de crime, corantes, drogas, medicamentos, solos, bebidas, plásticos, tintas de impressão e grafismos; exames de explosivos e de produtos residuais de disparo com armas de fogo. Além disso, a Espectroscopia Raman é uma ferramenta poderosa na identificação de substâncias utilizadas em crimes de falsificação ou mesmo de comercialização ilegal de itens, como objetos de marfim, obras de arte, gemas, jóias e minerais, além da caracterização de diamantes e outras pedras preciosas.

Escâner a Laser 3D Realiza, por um processo automático (feixe de laser), a sondagem completa da cena de um crime, captando posições, tamanhos, orientações e formas de todos os objetos presentes no ambiente, bem como amplas funções de medição. Desse modo, os Peritos podem reconstruir desde a trajetória de um projétil de arma de fogo até a dinâmica de um crime. Portanto, os Peritos Criminais têm ao seu dispor informações cada vez mais fiéis à realidade para a produção da chamada prova técnica ou prova pericial.

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Luzes Forense Visualiza manchas biológicas ocultas em vestes e em locais de crime.


Seção de Perícias Documentoscópicas

Seção de Perícias de Informática O IC tem se mostrado conectado às tendências em tecnologia da informação e tem equipamentos para a análise minuciosa dos mais variados casos de crimes cibernéticos. Com o uso de equipamentos forenses específicos para filtragem e duplicação de dados, realiza cópias fiéis das informações contidas em computadores utiliza ferramentas de quebra de criptografia e de recuperação de dados apagados que permitem trazer à tona informações que originalmente encontravam-se inacessíveis.

ESDA 2 Outra seção que se encontra municiada com equipamentos de ponta é a Seção de Perícias Documentoscópicas (SPD) que conta com equipamentos como o ESDA, que pode revelar o que foi escrito em uma folha já arrancada de um bloco de notas, e o VSC5000, que utiliza diversos filtros e fontes de luzes para identificar falsificações em todos os tipos de documentos. ESDA 2: recupera imagens latenVSC5000 tes, como sulcos e lançamentos escritos em uma folha arrancada de um bloco até a sua décima folha .

Comparador Video Espectral 5000: equipamento dotado de fontes de luzes e filtros diversos que visualizam elementos além da visão humana. Recupera dados suprimidos, lavados, queimados e impregnados de sangue em documentos e qualquer outro suporte.

Comparador Automatizado de Balística - 3D

NOVO

Infra Vermelho Faz a análise principalmente de objetos sólidos e sais inorgânicos, como exemplo a identificação da pasta base de cocaína e crack .

Utilizado nos laboratórios de balística mais importantes do mundo, cria um banco de dados e faz comparação automatizada dos padrões balísticos. A implementação desse equipamento em outras unidades da federação permitirá a criação de um grande banco de dados, onde um projétil incriminado no Goiás poderá ser confrontado automaticamente com o banco de dados existente em Brasília

Cromatógrafo Gasoso com Espectrômetro de Massa Identifica e analisa, entre outras substâncias, entorpecentes, psicotrópicos, venenos e medicamentos. NOVO

Março/Abril de 2011

*Com colaboração de Rafael Farnesi, Juliano Gomes, Renato Bezerra e Charles Albert

NOVO

Radar de Profundidade Pode detectar fraturas e espaços vazios na parte subterrânea do solo, prevendo desmoronamentos, bem como, indicando a presença de objetos e cadáveres enterrados e túneis utilizados para fuga de presos.

Seção de Áudio e Video Softwares específicos para tratamento, análises e edições de filmagens e gravações de áudio.

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APC/DF

1º Torneio Feminino de Tiro Suzana Orlandi A Academia de Polícia Civil do DF, por intermédio da Divisão de Polícia Comunitária, organizou a competição destinada à participação exclusiva das mulheres policiais civis como parte das ações comemorativas ao Dia Internacional da Mulher Por Taise Côrte

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om a participação de 23 policiais civis, o 1º Torneio Feminino de Tiro Suzana Orlandi realizado pela Academia de Polícia Civil (APC/DF) no dia 16 de março, além de promover um evento de confraternização entre as policiais, destacou um momento de reflexão sobre a importância da mulher nos quadros da PCDF. De acordo com a diretora da APC, Nélia Maurício, a escolha do nome do Torneio é uma homenagem à delegada Suzana Orlandi que dirigiu a Academia há 10 anos e

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Promover evento comemorativo do Dia Internacional da Mulher; Valorizar a figura da mulher no âmbito da Instituição Policial Civil; Motivar competições esportivas e contínuo treinamento e aperfeiçoamento técnico-operacional; Promover congraçamento entre os participantes; Promover ação de qualidade de vida no âmbito do trabalho e na vida pessoal dos policiais civis

Policiais campeãs do Torneio com a homenageada Suzana Orlandi

As regras da competição foram apresentadas pelos instrutores da Academia

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OBJETIVOS DO TORNEIO

criou o 1º Torneio Feminino de Tiro denominado Pista do Batom. “A competição naquela época não foi institucional, então resgatamos essa criação da Suzana e a homenageamos como forma de reconhecimento pelo trabalho que ela desenvolveu”, ressaltou Nélia. Suzana Orlandi, que atualmente atua na Delegacia do Consumidor, diz sentir-se honrada pelo prestígio. “Estou muito feliz pela considera-


ção da direção da Academia e, também, pelo resgate dessa competição que busca a continuação do treinamento no manuseio da arma para as mulheres, que constituem a maior parte do efetivo da Polícia Civil do DF”, afirmou Suzana emocionada. O Torneio foi aberto a todas as policiais e o único requisito para participar da competição, era que a arma usada deveria ser pistola P.40, própria da instituição. Quanto às regras, os instrutores de tiro da Academia que acompanharam toda a prova, apresentaram às participan-

Delegada Suzana Orlandi com a diretora-geral da PCDF Mailine Alvarenga

tes duas pistas, sendo a primeira composta por oito alvos de papel e dois metálicos e a segunda com 10 alvos metálicos. Subiram ao pódio as três policiais mais ágeis e com maior acerto aos alvos: em primeiro lugar, Márcia Schutzemberg (APC); em segundo Dinorá Vilela (APC) e, em terceiro lugar Maria Doraci, lotada no Instituto de Identificação. Segundo Márcia Schutzemberg que é instrutora de tiro na Academia, apesar da sua experiência, a competição foi difícil, visto que as participantes são de alto nível: “Eu não esperava vencer, pois as mulheres que participaram têm ótimo preparo, então, tudo podia acontecer. Mas, estou muito contente com o prêmio”, disse Márcia acrescentando que antes de ser uma competiMarço/Abril de 2011

É importante a valorização da mulher policial principalmente com um torneio de tiro, pois nesses momentos é que observamos o quanto nós mulheres possuimos as mesmas habilidades que os homens nas ruas A direita a presidente da APCAP Sandra Lobo

ção, o Torneio é um momento de confraternização para as policiais. A Diretora-Geral da PCDF, Mailine Alvarenga que também prestigiou o evento, destacou que o Torneio é muito importante para a valorização das mulheres no âmbito policial, “pois demonstra que a mulher tem capacidade para participar de qualquer

competição”, ponderou a diretora. Ao final do Torneio, as policiais receberam flores pela participação e os instrutores certificados de reconhecimento pela organização e acompanhamento do evento. O Torneio contou ainda com a presença da Secretária de Estado da Mulher do GDF, Olgamir Amância; a Corregedora da PCDF, Cláudia Alcântara; a Diretora da Divisão de Polícia Comunitária, Maria Aparecida Fontenelli e a presidente da APCAP, Sandra Lôbo.

23 policiais civis participaram do Torneio

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SESSÃO SOLENE

Deputados Wellington Luiz e Dr. Michel homenageiam médicos-legistas Peritos médicos-legistas são homenageados pelo seu dia, comemorado em 7 de abril. Sessão Solene que aconteceu no auditório da CLDF foi proposta pelos deputados Wellington Luiz e Dr. Michel, com o objetivo de parabenizar membros da instituição da qual fazem parte Por Tatiana Drumond

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o dia 4 de abril deste ano, os deputados Wellington Luiz (PSC) e Dr. Michel (PSL), autores da proposta da Sessão Solene em homenagem ao Dia do Médico-Legista, comemorado em 7 de abril, foram ao auditório do Departamento de Polícia Especializada (DPE) para prestigiar a categoria. Ao final, os parlamentares entregaram ainda, moções de louvor a todos os médicos-legistas que compõem a PCDF. Wellington Luiz, que foi o primeiro deputado, em parceria com o Dr. Michel, a propor uma sessão solene em homenagem aos médicoslegistas disse que o trabalho desempenhado por eles é fundamental, pois permite obter resultados que revelam a autoria de diversos crimes: “Mas ainda há muito por ser feito, pois é preciso melhorar as condições de tra-

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Presidente do Sinpol e deputado distrital Wellington Luiz

balho dessa categoria, além de conquistar a reestruturação de carreira, que irá beneficiar a todos os policiais”. O deputado destacou ainda que os peritos são referência para país e por diversas vezes já foram chamados para colaborar em acidentes de massa em outros estados.

É preciso melhorar as condições de trabalho dessa categoria, além de conquistar a reestruturação de carreira, que irá beneficiar a todos os policiais


Já o deputado Dr. Michel afirmou que é um privilégio voltar ao DPE para prestar homenagem a uma categoria tão nobre: “A PCDF está parabéns por possuir em seu quadro policiais tão dedicados”. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) em exercício, Ciro de Freitas ressaltou que os médicos legistas têm grande importância para as investigações e que seus laudos permitem a solução de crimes: “É o trabalho deles que sustenta um inquérito", afirmou. Ciro disse ainda que a homenagem proporcionada pelo deputados é mais que merecida, uma vez que possibilita que justiça seja feita”. A origem da perícia médica foi relatada nas palavras do presidente da Associação Brasiliense de Medicina Legal e médico legista, Samuel Ferreira, que explicou que a data é comemorada em 7 abril, quando perícia médica foi oficializada no Brasil. Ele destacou que os laudos desenvolvidos por eles, podem definir o destino de vítimas e suspeitos, explicou. Samuel disse ainda que medicina legal inspirou a criação de diversos seriados de TV, que hoje tanto valorizam a profissão, quanto estimula profissionais a entrarem na carreira. “Aproveito a oportunidade para agradecer aos deputados pela iniciativa e muito

O vice-presidente do Sinpol Ciro de Freitas parabenizou os médicos-legistas pelo seu dia

nos orgulhamos pela realização dessa sessão”, concluiu. A atuação da categoria foi elogiada também pela diretora-geral da Polícia Civil, Mailine Alvarenga que destacou a qualificação dos médicos-legistas, lembrando a participação dos profissionais em casos de reconhecimento nacional e internacional, como, por exemplo,

O vice-presidente do Sinpol Ciro de Freitas prestigiou o evento Março/Abril de 2011

no acidente que envolveu o vôo 1907 da GOL. Também participaram da sessão solene o secretário de Assuntos Estratégicos do DF, Newton Lins de Carvalho; a diretora do DPE, Rosana Gonçalves; o diretor do DPT, Luiz Novaes; o diretor do IML, Malthus Fonseca Galvão; e o diretor do Sindepo, Benito Tiezzi.

Médicos-legistas receberam moções de louvor em homenagem a data comemorativa

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SAÚDE

Depressão na profissão policial Por Gabriela Chermon

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profissão policial é extremamente estressante e diferente do que algumas pessoas pensam, o estresse pode ser cotidiano. Baseado nisso, o policial precisa estar atento a algumas manifestações em seu comportamento que apontam para essa enfermidade e que aparece de modo sutil. Depois de estabelecida, é necessário procurar ajuda clínica adequada, seja de um psicólogo para aliviar a tensão resultante do dia-a-dia do enfrentamento nas ruas. A psicóloga da Policlínica da PCDF, Tatiana da Cunha Albuquerque

explica as principais conseqüências da depressão para o trabalho: “Afeta principalmente o nível de produtividade implicando em afastamentos reiterados. O servidor policial apresenta um quadro de comprometimento biopsicossocial: queda no rendimento, desmotivação, confusão mental, irritação fácil, agressividade no dia-a-dia, além de problemas com os colegas no ambiente de trabalho.” disse Tatiana. Para Tatiana, além dessas consequências “A depressão é um quadro complexo de sofrimento psíquico, podendo levar a morte, por meio do suicídio. Existem vários níveis de depressão e o importante é conseguir diagnosticar com antecedência” enfatiza.

A depressão é um quadro complexo de sofrimento psíquico, podendo levar a morte, por meio do suicídio. Existem vários níveis de depressão e o importante é conseguir diagnosticar com antecedência Psicóloga da Policlínica, Tatiana Albuquerque

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De acordo com a psicóloga, para tratar a depressão, o paciente precisa de acompanhamento psicológico e psiquiátrico: “No caso, o acompanhamento psicológico é aquele que vai dar suporte ao policial, para que ele tenha condições de lidar com isso. E o psiquiátrico é o acompanhamento medicamentoso. Juntos, fazem uma dupla de tratamento” explicou. Para o Sinpol, todo o tipo de problema que afeta o policial deve ser tratado com extremo cuidado, principalmente o adoecimento proveniente de sua atividade laboral. É comum nas visitas às unidades policiais, sindicalizados apontar colegas de trabalho como portadores de irritação injustificada. Por reiteradas vezes, o Sindicato recebeu pedidos de equipes de policiais solicitando urgência no encaminhamento dos servidores que apresentam distúrbios compatíveis com aqueles narrados como depressão. Em todos os casos, foi feito encaminhamento à Direção-Geral da PCDF solicitando a intervenção de imediato para que o policial pudesse ser amparado e, os resultados sempre foram positivos. Dessa forma, o Sinpol orienta a todos os policiais que ao perceber algum servidor com sintomas que indique ser portador de depressão que, em nome do colega, procure ajuda clínica adequada.


José Maria Pires dos Santos Por Taise Côrte

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osé Maria Pires dos Santos, agente penitenciário aposentado, é natural de Caxias (MA) e veio para Brasília em 1977 quando entrou na Polícia Civil atuando no cargo de guarda de presídio. Mais conhecido como Super Zé, ele explica o motivo do apelido: “Naquela época havia um atleta que jogava no Corinthians e era chamado de Zé, nós não temos semelhanças, mas por causa do nome os colegas policiais me associavam a ele”. Durante o período que passou na ativa, José Maria teve poucas lotações: na Papuda no começo da carreira e quando se aposentou e, no Departamento de Polícia Especializada (DPE). Apesar disso, o policial exerceu grandes funções na instituição. “Fui chefe adjunto e 1º chefe do Conselho de Disciplina, chefe da Casa do Albergado e ainda um dos fundadores do Sinpol e da Agepol”, enfatiza o aposentado acrescentando que no seu tempo a rotina policial era diferente dos dias atuais. “Mudou muita coisa, especialmente o surgimento dos direitos humanos que exigem mais do servidor. Hoje o policial civil mal pode investigar que logo é acusado. Naquele tempo a gente tinha mais liberdade”. Quando questionado sobre o relacionamento com os colegas, José Maria conta que as amizades construídas na ativa ficaram marcadas, devido a uma rebelião na Papuda onde vários de seus colegas de serviço ficaram mantidos como reféns. Ele relata que para resolver a situaMarço/Abril de 2011

ção, a polícia teve um grande trabalho e precisou mostrar capacidade para solucionar o problema, pois havia vários reféns, além dos agentes, professoras que ajudavam no trabalho social dentro da cadeia. “Foi um trabalho muito delicado na Papuda. Esse fato aconteceu porque as professoras solicitaram que liberássemos os detentos para fazerem o curso ministrado por elas e quando atendemos ao pedido, os presos fizeram todos de refém. Mas com muita competência conseguimos reverter a situação e detê-los novamente.” Após a aposentadoria em 1998, José Maria fez muitas viagens, conheceu algumas praias do Nordeste e atualmente mora em sua chácara na cidade de Timon (MA). José Maria ressalta que apesar de gostar da vida de aposentado não se esquece da rotina policial que marcou sua juventude e para guardar na memória tudo que

viveu, mantém contato com os colegas que participaram da sua vida. “Sinto saudade do tempo da ativa porque partilhei bons momentos com muitos companheiros. Éramos praticamente irmãos e até hoje tenho o contato de quase todos”. O aposentado é divorciado, tem 10 filhos e 11 netos e, aos novos policiais deixa uma mensagem. “Se dediquem sempre, pois hoje a nossa polícia é considerada uma das melhores do Brasil, e para mantermos essa posição é necessário o empenho de todos”. Para finalizar, José Maria faz questão de destacar o trabalho do Sinpol. “O Sindicato desempenha um papel importante, conquistou praticamente 100% das nossas reivindicações, por isso sempre participo das eleições e acredito que aqueles que assumirem a próxima diretoria darão continuidade a esse excelente trabalho”, conclui.

O Sindicato desempenha um papel importante, conquistou praticamente 100% das nossas reivindicações, por isso sempre participo das eleições

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Edição nº 161 março abril 2011