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Veículo de divulgação oficial da OSRP - Distribuição gratuita - Ano V - n°41 - Maio - 2012

OSRP comemora 74 anos com grande concerto Arnaldo de Felice, maior oboísta da atualidade, é o solista do Concerto Internacional

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Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e OHL Brasil. Executando grandes obras com maestria e excelência. Para executar uma grande obra é preciso talento, dedicação e experiência. É por acreditar nisso que a OHL Brasil aplaude e investe na Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Afinal, tão importante quanto integrar o país por meio de nossas rodovias é promover a integração e o desenvolvimento das pessoas através da arte. www.ohlbrasil.com.br 2


Palavra da Diretoria

Orquestra Sinfônica - 74 anos Se todos os meses têm os seus dias especiais, maio é o que tem a expressão mais forte. Se não bastassem o Dia do Trabalhador, o Dia das Mães, e o Mês das Noivas, tem ele a data de aniversário da nossa Orquestra Sinfônica. No dia 22, ilustrado pelo dia de Santa Rita, a OSRP completa os seus 74 anos ininterruptos, orgulhando-se de ser a segunda mais antiga do Brasil, ou a primeira, dependendo de buscas que são realizadas e que poderão dar nova definição à sua história. Quando Max Bartsch, em 1938, com um grupo de amigos, inaugurou a primeira sede da Sociedade Musical de Ribeirão Preto, cujas reuniões, até então, eram realizadas em sua residência, não imaginava estar ali, na sala 239 do Edifício Décio A. Gonzalez Presidente OSRP

Diederichsen, a orquestra que, 74 anos depois, seria o sucesso e a força artística de uma cidade, cujo destino é a liderança nacional em várias atividades. Com a apresentação da sede social, o Dr. Onésio da Motta Cortez, representante da imprensa, Gilberto Nóbrega, Alex Simeck, Dr. Dário Guedes e o Dr. Renato Camerini, com o apoio de Francisco de Biasi, Edmundo Russomano e do Dr. Joaquim Alves Meira Júnior, deram corpo ao que foi denominado, na ocasião, “de uma autêntica e indiscutível vitória que não se restringia ao círculo da entidade, mais uma vitória de Ribeirão Preto, do povo ribeirão-pretano” (http:// arquivohistorico.blogspot.com.br/2011/08/historia-da-sede-da-osrp.html).

Porém, a vida da orquestra não era fácil. Mais adiante, em 1948, após constantes dificuldades financeiras e de local para seus ensaios, viveu a Orquestra Sinfônica a sua pior crise, quando não encerrou as suas atividades porque surgiu a exponência da Sra. Sinhá Junqueira, considerada a benemérita da orquestra. Como antes, ainda hoje, vive da participação de patrocinadores, patronos (pela Lei Rouanet) sócios e amigos com os quais a OSRP atingiu um patamar elevado, valorizando o “marketing” de quem lhe confiou a sua marca. A mensagem é valorizada pelo público que acompanha os concertos e reconhece a parceria como importante para que a orquestra possa presentear a todos com uma qualidade artística digna dos maiores palcos do mundo. O investidor de hoje deixa um pouco o seu lado comercial e se liga à emoção da arte que a música lhe confere. Associa-se à plateia e percebe que a sua participação deixa de ser material e se torna um bem cultural e emocional. “O homem não vale tão só pela força mas, também, pela sua revelação de grandeza espiritual”. (http://arquivohistorico.blogspot.com.br/2011/08/historia-da-sede-da-osrp.html). Assim é a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto: um conjunto de pessoas que lhe dedica a sua energia, um grupo de músicos talentosos e um público que lhe transmite o calor e a emoção que retornam em formas de notas musicais. Parabéns à Orquestra Sinfônica, orgulho artístico da população ribeirãopretana. 3


Indice

Diretoria

Especial OSRP comemora 74 anos com grande concerto

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Social Tocando a Vida da OSRP lança novo núcleo em Ribeirão

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Circuito Musical 16 Programa Concerto Internacional 25 Notas de Concerto Concerto Internacional 30 Programa Juventude Tem Concerto 33

Veículo de divulgação oficial da OSRP - Distribuição gratuita - Ano IV - n°40 - Abril - 2012

Edição anterior Ano IV - n°40 - Abril - 2012 As revistas Movimento Vivace também estão disponíveis no site da OSRP Tocando a Vida

Projeto socioeducativo chega ao bairro Ipiranga de Ribeirão Preto

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Expediente Publicação mensal da Associação Musical de Ribeirão Preto Rua São Sebastião 1002 - Centro Tel (16) 3610-8932 - www.osrp.org.br Presidente Décio Agostinho Gonzalez Jornalistas responsáveis Blanche Amancio - MTb 20907 blanche@textocomunicacao.com.br Daniela Antunes - MTb 25679 daniela@textocomunicacao.com.br Colaboração: Eduarda Ruzzene eduarda@textocomunicacao.com.br Texto & Cia Comunicação - Tel (16) 3916-2840

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Assistente de comunicação / diagramação Bruna Zanuto - imprensa@osrp.org.br Fotos Ibraim Leão, Gisele Haddad e Bruna Zanuto Pesquisa histórica Gisele Haddad Fotolito e impressão São Francisco Gráfica e Editora Ltda. Tiragem: 1.500 exemplares Finalização Douglas J. Almeida Os artigos assinados não representam obrigatoriamente a opinião do veículo

DIRETORIA EXECUTIVA Décio Agostinho Gonzalez Presidente Dulce Neves 1º Vice-Presidente Silvio Trajano Contart 2º Vice-Presidente Fábio Mesquista Ribeiro Diretor Jurídico Taís Costa Roxo da Fonseca Diretora Jurídica Adjunto Dácio Campos Diretor de Patrimônio Lisete Diniz Ribas Casagrande Secretário Geral Leonardo Carolo Secretário Adjunto José Mario Tamanini Diretor Financeiro Enio de Oliveira e Souza Junior Diretor Financeiro Adjunto José Arnaldo Vianna Cione Diretor Institucional/Orador CONSELHO FISCAL Afonso Reis Duarte Antonio Gilberto Pinhata Delcio Bellini Junior Larissa Moraes Di Batista Luiz Camperoni Neto Paulo Cesar Di Madeo CONSELHO DELIBERATIVO João Agnaldo Donizete Gandini Presidente José Gustavo Julião de Camargo Secretários Abranche Fuad Abdo Adriana Silva Alberto Dabori Amando Siuiti Ito Carmen Rita Cagno Demetrio Luiz Pedro Bom Dinah Pousa Godinho Mihaleff Edilberto Janes Elvira Maria Cicci Emerson Francisco M. Rodrigues Idelson Costa Cordeiro Itamar Suave Jay Martins Mil-Homens Junior José Donizete Pires Cardoso Juracy Mil-Homens Lais Maria Faccio Lucas Antonio Ribas Casagrande Luis Orlando Rotelli Rezende Maria Carolina Jurca Freitas Maria Cecilia Manzolli Raul Marmiroli Sander Luiz Uzuelle Sebastião de Almeida Prado Neto Sebastião Edson Savegnago Tamara Cristina de Carvalho Valdo Barreto Valetim Herrera Willian Natale


Especial

OSRP comemora 74 anos com grande concerto Um dos maiores oboístas contemporâneos e um novo repertório sinfônico na série Concertos Internacionais

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série Concertos Internacionais deste mês comemora o aniversário de 74 anos da Sinfônica de Ribeirão Preto com uma grande apresentação. No palco, Arnaldo de Felice, um dos maiores oboístas da atualidade, será o solista do Concerto para Oboé e Orquestra, de Strauss. Na segunda parte, o Coro Feminino da OSRP sobe ao palco para apresentar Adiemus, “Songs of Sanctuary”, de Karl Jenkins, uma obra magnífica e que muda a concepção de repertório sinfônico-coral, na visão do maestro Gian Luigi Zampieri que, aliás, assume aqui o papel de repórter na entrevista com De Felice.

-me com o Lothar Koch e com o Roland Moser pela composição. GLZ - No seu “cursus honorum” notamos que você começou a profissão muito jovem, dividindo seu tempo entre concertos e ensino. O seu país é considerado o berço da cultura. Qual é a sua opinião sobre os dois perfis da atividade musical na Itália neste momento histórico? AF - Este é um momento de dificuldade econômica na Itália, muito mais pela cultura e também pelo mundo do ensino e da pesquisa. Pode ser que a Itália esteja chegando ao fim de um período que foi muito escuro, em que os únicos valores

Gian Luigi Zampieri - Arnaldo, seja bemvindo em Ribeirão Preto! Por favor, fale sobre a sua relação com o nosso país. Arnaldo de Felice - O Brasil está presente na minha vida desde que eu era criança, muito misterioso e fascinante. Muitos anos depois os meus pais me contaram o que significou para eles a necessidade de sair de Itália e como foram acolhidos ao chegar em São Paulo, com bondade e senso de democracia para eles desconhecidos. Eu cheguei no Brasil dois anos atrás, convidado pelo Conservatório de Tatuí ao 2° Encontro de Instrumentos de Sopro. Você pode imaginar a minha felicidade em aceitar o convite para tocar junto à Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto hoje. GLZ - Alguma lembrança da sua formação musical? Quem foram os mentores que marcaram o seu caminho artístico? AF - Tive a boa sorte de começar meus estudos de oboé sob as orientações de Harold Gomberg e, depois, aperfeiçoar-

parecem ser o fácil ganho e o enriquecimento financeiro. Agora as coisas estão mudando, as pessoas estão saindo do estado de apatia intelectual a fim de dar uma contribuição para uma renovação, para pegar confiança e esperança no futuro. A Itália não pode viver sobre o seu

glorioso passado, precisamos valorizar o potencial e a herança cultural, de um lado através do investimento nas novas gerações, de outro lado pedindo permeabilidade e sinergia entre as universidades e o mundo do trabalho, criando um dialogo contínuo. GLZ - Você pode nos falar sobre a sua experiência orquestral, como integrante e como solista? Lembranças especiais, maestros, colegas... AF - O meu primeiro compromisso como primeiro-oboé foi a ópera “Rinaldo” de G. F. Haendel, a parte de oboé era “concertante” e foram as minhas primeiras notas tocadas numa orquestra. De repente aprendi quanto a profissão na orquestra teria sido desafiante, especialmente no repertório lírico e teatral. O spalla me disse “Arnaldo, não se esqueça de escutar cantores, é o único método para aprender e crescer na música, eles têm que ser seguidos”. Lembro-me de muitos outros momentos que foram empolgantes para mim. GLZ - Ha muitos anos você é ativo como compositor. Você pode gabar-se de apresentações em instituições prestigiosas. Quando e como nasceu essa sua necessidade expressiva? AF - No encontro com músicos melhores do que eu, nunca tive dificuldade em declará-lo. Eles me encorajaram, antes com curiosidade e depois com crescente aprovação. Depois de ganhar prêmios em Zurique e Munique descobri que a composição não era uma atividade “a latere” do meu trabalho como oboísta, mas se tornou motivação para uma carreira estabelecida em teatros de renome, com a necessidade de manter vivas e equilibra-

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das ambas as atividades, e o equilíbrio não é sempre fácil de conseguir. GLZ - Voltando ao instrumento protagonista da sua vida, os músicos que dedicam a vida ao oboé são habitualmente considerados como “eremitas”. Porém uma olhada à sua atividade camaristica é bastante para desfazer esse lugar-comum. Quanto a música de câmara foi presente na sua profissão? AF - Música de câmara mereceu um espaço fundamental. Não seria possível ser músico ou compositor sem fazer música de câmara de jeito sério, profundo. É uma experiência imperdível.

sempre no mesmo rio”. Não seria possível reviver o passado como se fosse o presente e ao mesmo tempo com a percepção do futuro. Percebemos a música do passado com a consciência do presente “hic et nunc”, e a nossa percepção do futuro é muito diferente do que era aquela dos nossos antecessores. Apesar disso, graças ao estudos, à pesquisa cientifica, os descobrimentos da filologia, os músicos fizeram progressos para o repertório antigo ser hoje mais parecido ao que pode ter sido no passado. Foi como um bom trabalho de restauração. Não vejo uma guerra entre tradição e filologia, acho que tem guerra entre bons e maus músicos.

pode se livrar da música e do trabalho? Tem mais músicos na sua família? AF - Sou casado com uma magnífica cantora (soprano lírico), Sabina von Walther, e temos uma filha com 5 anos. Neste momento elas estão viajando pra Viena (Áustria). Eu e a Sabina dedicamos os feriados a longas caminhadas nas “Dolomites”, as montanhas perto de Bolzano. Quando possível, cultivo estudos sobre Aristóteles e a paixão pela motocicleta, apesar deste paralelismo aparecer estranho. * Os números referem-se ao diapasão. Segundo o Houaiss, diapasão é um instrumento metálico em forma de U montado sobre um cabo que, posto em vibração, produz um som

GLZ - A escolha de um instrumento é como um vestido feito sob medida. Você foi escolhido no estrito número de testemunhos pela prestigiosa fábrica Puchner. Como se criou essa parceria? AF - Nasceu pela estima e a colaboração de muitos anos, nasceu também porque nos instrumentos Puchner encontrei o que eu preciso de um oboé: a afinação, a projeção do som, o “ligado”, uma “voz” espontânea e individual. GLZ - 442, 440 ...415. Na sua opinião assistimos uma guerra entre a tradição e a filologia ou você acha que os dois hemisférios podem coabitar? Qual a sua visão?* AF - Sobre este assunto me lembro do provérbio grego “não se pode tomar banho

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GLZ – Arnaldo, você estará presente em Ribeirão Preto não só como solista convidado mas também como professor do master class de oboé fortemente apoiado pela OSRP. Você tem grande experiência de ensino em três continentes, de China até os EUA passando da Rússia e a Europa ocidental. Quais são suas expetativas sobre os alunos e qual é o horizonte para o oboé no Brasil? AF - Fico muito feliz por essa iniciativa que quero apoiar plenamente. Na minha classe de oboé no Conservatório de Bolzano (Itália) transitam alunos que encontrei dando master class em todo o mundo. Esses alunos, com grande entusiasmo, tornaram a minha classe e o meu conservatório mais vivos e interessantes. A presença deles influencia outros alunos naturais da cidade e da região. Eu acredito muito nesta troca de experiências. Seria magnífico encontrar aqui alunos a serem convidados para estudar comigo em Bolzano. Num recente master class em Goiânia ouvi uma jovem oboísta de grande potencial – com boas orientações e com trabalho constante ela pode perseguir objetivos importantes. Espero que os oboístas aproveitem esta oportunidade que a OSRP está lhes oferecendo. GLZ - Concertos, aulas, composição absorvem muito tempo. Desculpe pela curiosidade, pois ficamos interessados em algum lados da sua vida pessoal: como você preenche as poucas horas em que

de altura determinada. É usado na afinação de instrumentos ou vozes. A nota fixada por esse instrumento (o lá de 440 Hz por segundo) e que constitui o padrão com que se regula a altura absoluta dos sons musicais.

E agora, alguma pergunta com resposta imediata... Quem foi “O” seu maestro? Roland Moser Uma partitura da qual fica com medo. Como oboísta, o Concerto de Mozart, como compositor “Le Marteau sans Maitre” de Pierre Boulez. Uma obra-prima do repertório oboístico. O Quarteto para Oboé e Cordas de Mozart. Se você não fosse músico... Pesquisador e estudioso filosofia de Aristóteles.

da

Rituais supersticiosos antes do concerto? Silêncio total, preciso ficar distante de qualquer pensamento negativo, quando possível. Arnaldo, agradeço o tempo que você nos dedicou.


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74 anos da Sociedade Musical de Ribeirão Preto

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OSRP comemora no dia 22 de maio, 74 anos de fundação de sua mantenedora, a Sociedade Musical de Ribeirão Preto, posteriormente chamada de Associação Lítero-Musical de Ribeirão Preto e depois Associação Musical de Ribeirão Preto. Apesar desta data, o concerto inaugural da Orquestra só foi realizado quatro meses depois, em 22 de setembro de 1938, tempo para que os músicos pudessem se preparar. No início do século XX aconteceram em Ribeirão Preto diversas tentativas para a criação de sociedades musicais sinfônicas. Através de programas de concertos da época, percebemos que muitos dos nomes envolvidos nessas tentativas também fazem parte da formação da Orquestra de 1938. Esses programas de concertos são indícios de que Registro do a OSRP é ainda mais antiga e 22/11/1938 que apenas a Associação que a mantém, completa agora seus 74 anos. Independentemente da data, o fato é que as pessoas que trabalharam para a prática da música sinfônica na cidade eram verdadeiros idealistas. Tendo como lema “A boa música educa o povo”, frase presente nos primeiros programas de concerto, a Sociedade Musical Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto pretendia: reunir todos os profissionais nesta Sociedade que seria sindical; o bem-estar dos músicos; realizar ao menos seis concertos anuais para associados e público e difundir a cultura musical em Ribeirão Preto. Seus fundadores foram pessoas de diferentes camadas sociais. Identificamos, entre eles, profissionais como carteiro, fotógrafo, médico, advogado, comerciante, taxista, entre outros e alguns músicos, que se encontravam após o expediente de trabalho para ensaiar. Tocavam por paixão à música. Na primeira página do estatuto de

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funcionamento desta entidade consta que a Sociedade Musical “nasceu de um punhado de homens idealistas, para afirmar de público que um monumento seria erigido nesta cidade, em homenagem à música”. E esse movimento sintetizaria o símbolo da harmonia reinante no seio da classe musicista que trabalharia em Fonte: Arquivo Histórico da OSRP

segundo concerto da OSRP realizado no Theatro

orquestrais. O nome “Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto” permaneceu por tradição. A OSRP ficou logo conhecida, pois era a única no gênero em todo o interior do estado de São Paulo. Contava com alguns maestros, que se alternavam nos 12 primeiros concertos e com músicos amadores. Ignázio Stábile foi o primeiro maestro titular, assumiu a regência em 1941, trabalhou como copista e orquestrador, adaptava as peças musicais para a formação disponível. Sempre houve por parte da diretoria da Sociedade Musical de Ribeirão Preto a preocupação com a qualidade sonora das apresentações. Desde o início e durante mais de 20 anos, diversos corais da cidade participaram enriquecendo o repertório dos concertos, sendo que, na década de 1950, a orquestra Pedro II em mantinha seu próprio corpo coral, mas que teve curta existência, apresentando-se apenas em três ocasiões.  A orquestra também incluiu em seus concertos a participação de importantes solistas nacionais e internacionais e

benefício da arte musical, difundindo pela sua orquestra sinfônica a “boa música”, símbolo aristocrático que buscava o aprimoramento cultural do povo. Seria então esta Orquestra inicialmente Sinfônica? Não. Nossa orquestra foi Fonte: Arquivo Histórico da OSRP fundada com características de filarmônica. A diferença está não no repertório ou na quantidade de instrumentos, mas na maneira como ela se constitui juridicamente e administrativamente. A palavra “sinfônica” indica um repertório composto por sinfonias e também serve para representar alguns grupos musicais mantidos exclusivamente pelo poder Convocação dos sócios para assembleia da Sociedade Musical público ou de outras sociedades. de Ribeirão Preto publicada em jornal em 1938 “Filarmônica” diz respeito às sociedades musicais mantidas por pessoas maestros convidados. Seu repertório que demonstram interesse pela música: contemplou as obras dos grandes os amantes, ou amadores que acabam compositores europeus e brasileiros, por subsidiar determinados conjuntos com certa predileção pela obra de Carlos


Fonte: Arquivo Pessoal Luiz José Baldo

Ficha de Identificação da Sociedade Musical de Ribeirão Preto

Gomes, mas também com espaço para compositores que moravam na cidade: Homero Barreto, Edmundo Russomano, Belmácio Pousa Godinho, Ignázio Stábile, entre outros. Até o final desta mesma década (1950), a orquestra somava mais de 100 concertos, o que pode ser considerado muito para a época e as circunstâncias. Com poucos recursos financeiros oriundos dos sócios e da posterior subvenção da prefeitura, sua existência foi considerada “um milagre”

pela imprensa já em seu primeiro ano de vida, resistindo com o passar dos anos a crises financeiras, administrativas, deficiência de instrumentos, falta de músicos, de sede própria e descrenças, entre outras dificuldades. O reflexo desta realidade pode ser percebido no número de concertos, uma média de 40 a cada 10 anos, quadro que se alterou somente na década 1980, quando o número passa para 73 concertos em 10 anos. Mesmo com tantas dificuldades, a orquestra nunca interrompeu suas atividades. Os registros mostram uma preocupação constante com a qualidade

musical, mantendo enquanto pôde o Conjunto Coral (1954), a Escola de Instrumentistas (1977), a Camerata de Fesch (1980) e a Orquestra Jovem (1985). Saudamos Ribeirão Preto por possuir o privilégio de uma Orquestra Sinfônica, hoje profissional. Mais uma vez comemoramos e lembramos o trabalho árduo e o idealismo de todos os seus músicos, fundadores e administradores, desde o presidente Max Bartsch, as diretorias e os seus sucessores, os patrocinadores, sócios e o público que fizeram e fazem da OSRP, história e tradição, a expressão musical de nossa cidade.

Por Gisele Laura Haddad, mestre em Música pelo Instituto de Artes da Unesp/SP. Formada em Piano Popular pelo Centro de Estudos Musicais Tom Jobim/SP. É professora no curso de Licenciatura Plena em Música da Universidade de Ribeirão Preto/ Unaerp e responsável pela pesquisa, recuperação, limpeza e organização do acervo do Arquivo Histórico da OSRP. arquivohistorico@osrp.org.br

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Central de Atendimento BB 4004 0001 ou 0800 729 0001 • SAC 0800 729 0722 Ouvidoria BB 0800 729 5678 • Deficiente Auditivo ou de Fala 0800 729 0088

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Social

Tocando a Vida da OSRP lança novo núcleo em Ribeirão

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o início do mês de abril, a OSRP lançou mais um núcleo do projeto Tocando a Vida, no bairro Ipiranga. O evento, que aconteceu no dia 3, no Salão Nobre do Palácio Rio BrancoPrefeitura Municipal, contou com a presença dos parceiros do projeto: Marcos Botelho, gerente de marketing do RibeirãoShopping, Vera Naves e João Naves, da RTE Rodonaves, e Sonia Maggioto, assessora de imprensa e representante da Cia. Bebidas Ipiranga. No evento também esteviveram presentes a prefeita Dárcy Vera, a secretaria da Educação Maria Débora Vendramini, a secretaria da Cultura Adriana Silva, a diretora Maria Eliana da EMEFEM Alfeu Luiz Gasparini e a diretora da escola EMEF Elisa Duboc Garcia, Claudneia Custódio, que levou 12 alunos para a inauguração do novo núcleo. A OSRP foi representada pelo presidente Décio A. Gonzalez, vice-presidente Dulce Neves, maestro Gian Luigi Zampieri, coordenador pedagógico do Tocando a Vida Lucas Galon, professora de canto coral Snizhana Drahan, além de alunas do Coro Juvenil da OSRP que apresentaram duas peças para os convidados.

Coro Juvenil da OSRP e a maestrina Snizhana

A ideia de levar música erudita a comunidades carentes surgiu em 2008, viabilizada pela parceria com a Instituição Aparecido Savegnago de Sertãozinho-SP. Lá crianças e jovens têm aulas de canto

e instrumento, ministradas pela OSRP, e outras aulas de informática, língua inglesa e artes. A instituição já tem um coro e uma orquestra jovem. Na programação de Natal da série Juventude Tem Concerto da OSRP, que aconteceu em dezembro de 2011, os alunos apresentaram-se no maior palco erudito da cidade, o Theatro Pedro II. Em agosto de 2011, com a experiência acumulada e os resultados positivos em Sertãozinho, a OSRP decidiu ampliar sua participação nas questões sociais lançando o Projeto Tocando a Vida,

Vice-presidente da OSRP Dulce Neves

no Conjunto Habitacional Jardim João Rossi, zona sul de Ribeirão Preto, onde foi instalado o primeiro núcleo. As aulas começaram na quadra de esportes e, hoje, acontecem na escola EMEF Elisa Duboc, por conta da parceria com a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, através das secretarias da Educação e Cultura. O projeto tem patrocínio do RibeirãoShopping e apoio da Associação de Moradores do João Rossi. Dulce Neves, explica: “O Tocando a Vida é um projeto de inclusão sociocultural que leva música erudita para crianças e jovens, oferecendo a eles a oportunidade de ultrapassarem os limites de sua própria condição social, com aulas gratuitas de canto coral e instrumentos”. O Tocando a Vida está credenciado pelo

Presidente da OSRP Décio A. Gonzalez

Ministério da Cultura a receber recursos por meio da Lei Rouanet. Décio A . Gonzalez enfatiza a importância da parceria com a iniciativa privada. “A parceria com as empresas é que dá o verdadeiro sentido à música como instrumento de transformação”. Além das já citadas, o Tocando a Vida conta também com o apoio da Usina Moreno, para desenvolver um trabalho similar ao Núcleo João Rossi, na cidade de Luiz Antonio-SP. No mês de março, o Tocando a Vida – Núcleo João Rossi ganhou novos instrumentos musicais: 17 violinos, 7 violas, 8 violoncelos, 1 teclado, 4

Crianças da EMEF Elisa Duboc Garcia

contrabaixos, 14 flautas (sopranos), 15 flautas (contralto), 6 flautas (tenores) e 1 flauta (baixo). Com isso, será criada a Orquestra Jovem Tocando a Vida e o Coro Tocando a Vida.

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Circuito Musical

Dia 4/4

Início da safra da Usina Moreno

Jonas Mafra, Marcio Gomes, Michele Picasso e Jonathas Silva

O quarteto de cordas da OSRP se apresenta na Missa de Ação de Graça, que marca o início da safra da Usina Moreno. A apresentação em Luiz Antonio-SP, tem em seu repertório Gloria a te, de J. P. Lécot; Jesus Alegria dos Homens, de J. S. Bach; Ave Maria, C. Gounod; Serenata

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Noturna, de W. A. Mozart; Tico-Tico no Fubá, de Z. Abreu; Divertimento em Fá, de W. A. Mozart; Primavera de As Quatro Estações, de A. Vivaldi, e outras. O evento conta com a participação de Marilda Moreno, e da assistente social Vania Caran e do padre Carlos R. da Paz.

Padre Carlos com os funcionários da Usina Moreno


Dia 7/4

Série Concertos Internacionais

Gian Luigi Zampieri e Denis Usov

Solistas Adélia Issa, Gisele Ganade, Ozório Christóvam e Carlos Eduardo Marcos

Sob a batuta do maestro Gian Luigi Zampieri, a OSRP apresentou O Assédio de Corinto – Abertura e Stabat Mater, do compositor Gioacchino Rossini. O concerto conta com a participação do Coral Minaz, além dos solistas Adélia Issa (soprano), Gisele Ganade (mezzosoprano), Ozório Christóvam (tenor) e Carlos Eduardo Marcos (baixo). No final do concerto, a Sinfônica arranca um longo aplauso da plateia lotada no Theatro Pedro II. O espetáculo conta com presença de representantes do Vice-Consulado Honorário da Itália em Ribeirão Preto, dentre eles, o viceconsole d’Italia, Vincenzo Antonio Spedicato, o addetto culturale del Viceconsolato Sergio Colagrossi, e o responsabile pubbliche relazioni Giuseppe Contri.

Svetla Ilieva, Ladson Mendes e Monica Picasso

Trombonistas José Maria Lopes e Paulo Roberto Pereira

Contrabaixistas Marcio Maia, Vinícius Porfírio, Liconln Mendes e Walter Ferreira

Flautista Sara Lima

Vincenzo Spedicato, Sergio Colagrossi e Giuseppe Contri

Abranche Fuad Abdo e Dulce Neves

Sonia Siufi e Décio Agostinho Gonzalez

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Dia 8/4

Solo de Carlos Eduardo Santos no Juventude Tem Concerto O violinista da OSRP Carlos Eduardo Santos apresenta um solo da peça Concerto para Violino e Orquestra em Mi menor Op. 64, de Felix Mendelssohn, no concerto especial de Páscoa da OSRP. No final de sua apresentação, a plateia vibra e mostra a satisfação com um longo aplauso. Carlinhos, como é conhecido por todos os instrumentistas da Sinfônica, também responde as perguntas do público. Sob a regência do maestro-assistente da OSRP Reginaldo Nascimento, o concerto de n° 1.208 traz também

As Grutas de Fingal – Abertura, de Mendelssohn. Reginaldo faz intervenções durante a apresentação e convida o maestro Gian Luigi para cumprimentar a plateia do Theatro Pedro II. Reconhecido como um dos projetos de formação de plateia mais bem-sucedidos do país, o Juventude Tem Concerto é realizado mensalmente no Theatro Pedro II de Ribeirão Preto, sempre nas manhãs de domingo, com entrada gratuita. A série de concertos já completou 15 anos e apresenta solistas da OSRP ou músicos convidados do Brasil ou exterior. Violinista Carlos Eduardo Santos

OSRP leva música erudita ao Theatro Pedro II no domingo de Páscoa

Carlos Eduardo Santos é bacharel em Música com habilitação em Violino, pela EMAC-UFG. Participou de cursos com renomados artistas, tais como: Evgenia Popova (Bulgária), Paulo Bosísio (RJ), Albrech Breuninger (Alemanha), Daniel Guedes (RJ), Omar Guey (SP), Rodolfo Bonucci (Itália), Carmelo De Los Santos (EUA) e Elisa Fukuda (SP). Foi vionilista da Orquestra Sinfônica de Goiânia, Camerata Goiazes e Orquestra Sinfônica do Estado de Mato Grosso. Durante uma temporada foi violinista da Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a batuta de Lorin Maazel. E m 2 0 1 1 , e steve n a E s p a n h a onde participou de uma turnê para aperfeiçoamento técnico em Barcelona. Atualmente, recebe orientações técnicas de Cláudio Cruz e atua como músico contratado da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e Filarmônica de São Carlos.

Carlos Eduardo recebe os aplausos do maestro

Clarinetista Krista, fagotista Lamartine e trompistas Moises e Edgar

Mariya, Petar, Anderson e Estera

Gian Luigi, Carlinhos e Reginaldo

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Dia 12/4

Inauguração da Fundação Cultural Serrana OSRP sob a batuta do maestro-assistente da OSRP Reginaldo Nascimento

Violinistas Denis Usov e Giliard Reis

O maestro Reginaldo Nascimento rege o concerto de inauguração das novas instalações da Fundação Cultural de Serrana. O programa, para convidados, conta com As Grutas de Fingal - Abertura em Si menor Op. 26, de F. Mendelssohn, e Sinfonia nº 6 em Fá Maior “Pastoral” Op. 68, de L. Beethoven. O evento é realizado através do ProAC (Programa de Ação Cultural), com o patrocínio da Usina da Pedra. A Fundação Cultural de Serrana está localizada na Rua Barão do Rio Branco 339, Centro, Serrana-SP.

Willian Rodrigues e Jonathas da Silva

Dia 12/4

Inauguração da nova loja da Hyunday em Ribeirão Preto

Show na Hyundai Ribeirão Preto

Músicos da OSRP tocam clássicos do tango na inauguração da nova loja Hyunday Caoa. O evento conta com a participação dos dançarinos de tango Luiz Carlos da Silva e Rosangela Tiener. A camerata composta por 10 músicos apresenta os tangos: Adios Nonino, Recuerdo, Milonga de mis Amores e Por una Cabeza. Além dessas peças, a apresentação também traz obras de Mozart, Mascagni,

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Vivaldi, Bach, John Lennon, McCartney, Guerra Peixe, Villa-Lobos, Zequinha de Abreu, Erasmo e Roberto Carlos. Os músicos que participam deste evento são: os violinistas Milton Bergo, Anderson Oliveira, Fabio Nai Balbo, Jonas Mafra, Eduardo Felipe e Cesar Monteiro, a violista Michele Picasso, o violoncelista Ladson Bruno, o contrabaixista Diocles Ribeiro e o saxofonista Wanderlei Henrique.

Luiz Carlos e Rosangela


Dia 14/4

80 anos da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo

Jéssica Ornaghi na percussão

A orquestra se apresenta no palco do Theatro Pedro II para comemorar os 80 anos da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo (AFPESP). O m a e st ro - a s s i ste nte d a O S R P Reginaldo Nascimento rege o concerto e apresenta no repertório a Sinfonia n° 6 em Fá Maior “Pastoral” Op. 68, de Beethoven; Os Prelúdios, de Liszt; Coro Final da Ópera “O Rapto de Serralho”, de Mozart; Marcha Triunfal da Ópera “Aida”, de Verdi, e O Mio Babbino Caro, de Puccini. O Coro Lírico da Escola de Canto Coral da OSRP, preparado pela regente de coro Snizhana Drahan, também participa do espetáculo. No evento foram homenageados os funcionários que há mais de 50 anos são sócios da AFPESP.

OSRP e Coro Lírico da orquestra

Luiz Fernando no tímpano e Walison Lenon na percussão

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Dia 16 a 20/4

Semana da Qualidade da OHL Dia 16/4 O quarteto composto pelos violinistas Denis Usov e Anderson Farinelli, violista Willian Rodrigues e violoncelista Ladson Mendes se apresenta na sede da Autovias, em São Carlos-SP. O maestro Reginaldo Nascimento é o palestrante do evento.

Dia 17/4 O segundo dia da Semana de Qualidade tem a participação dos músicos Eduardo Felipe (violino), Mariya Krastanova (violino), Daniel Mendes (viola) e Silvana Rangel (violoncelo). O evento que acontece em Jaú-SP, também tem o maestro Reginaldo Nascimento como palestrante.

Dia 18/4 Reginaldo Nascimento, junto com o quarteto formado pelo flautista Sérgio Cerri, o violinista Carlos Eduardo, o violista Guilherme Pereira e o violoncelista Jonathas da Silva, se apresenta em Dois Córregos-SP.

Dia 19/4 A cidade Rio Claro-SP recebe o quarteto formado pelos violinistas Hugo Novaes e Jonas Mafra, o violista Daniel Isaias e o violoncelista Richard Gonçalves. A apresentação tem a presença do maestro Reginaldo Nascimento.

Dia 20/4 O trio de sopros composto por Riane Benedini (flauta), Bogdan Dragan (clarineta) e Lamartine Tavares (fagote) se apresenta em São Carlos-SP. Reginaldo Nascimento falou sobre a importância do trabalho em conjunto.

Dia 20/4 Os músicos Ilia Iliev (violino), Petar Krastanov (violino), Adriel Damasceno (viola) e Svetla Ilieva (violoncelo) formam o último quarteto da semana e se apresentam em Ribeirão Preto, com palestra do professor de música Lucas Galon.

Dia 21/4

Aniversário da cidade de Lins

Na fileira: violinistas Giliard Reis, Hugo Querino, Camila Gallo, Petar Krastanov, flautista Sergio Cerri e clarinetista Bogdan Dragan

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A OSRP se apresenta na Catedral Diocesana de Santo Antonio, em Lins-SP. O evento comemora os 92 anos da cidade. O concerto regido pelo maestro Reginaldo Nascimento, tem em seu repertório temas de filmes do cinema. As peças apresentadas são Fanfarra da 20th Century Fox de A. Newman, Guerra nas Estrelas de J. Williams, A Pantera Cor de Rosa de H. Mancini, Superman de J. Williams, Gladiador de H. Zimmer, Marcha dos Caçadores (filme Indiana Jones) de J. Williams, entre outros. No evento esteve presente a primeira dama de Lins-SP Rejane Casadei, o diretor da Usina Lins Baudílio Biagi Neto, o gerente administrativo da Usina Lins Alex Pupin, o presidente da Câmara Municipal Edgar de Souza e o padre da Catedral Reginaldo Marcolino, entre outras autoridades linenses. A apresentação é um presente da Usina Lins para a população linense.

Reginaldo Nascimento recebe os cumprimentos da primeira-dama Rejane Casadei

Autoridades da cidade e representantes da Usina Lins


Dia 24/4

Recepção ao embaixador alemão O quarteto formado por Carlos Eduardo (violino), Marcio Gomes (violino), Willian Rodrigues (viola) e Svetla Ilieva (violoncelo) recepciona o petit comitê alemão e o embaixador da Alemanha Wilfried Grolig na Sala dos Espelhos do Theatro Pedro II.

A Ária da Suíte n° 3 - Gavotte I e Gavotte II, do compositor alemão Johann Sebastian Bach é apresentada. Animado, Grolig foi até os músicos e confessou que seu desejo, para uma outra vida, é ser músico e tocar piano em um bar.

Carlos Eduardo, Marcio Gomes, Wilfried Grolig, Svetla Ilieva e Willian Rodrigues

Josué Peixoto (presidente Theatro Pedro II), Adriana Silva (secretária municipal da Cultura), Rudolf Schallenmüller (cônsul), Dulce Neves (vice-presidente da OSRP), Carlos Eduardo (violinista), Marcio Gomes (violinista), Wilfried Grolig (embaixador alemão), Svetla Ilieva (violoncelista), Wilian Rodrigues (violista), Décio Gonzalez (presidente da OSRP)

Dia 30/4

Abertura da Agrishow A OSRP participa da abertura da 19º Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação - Agrishow 2012. A apresentação, que conta com o patrocínio do Banco do Brasil e apoio do Governo Federal, marca o início da feira e é regida pelo maestro Reginaldo Nascimento. O quinteto de cordas com os chefes de naipe distraem o público até a chegada do governador paulista Geraldo Alckmin. O Hino Nacional, de F. M. Silva, foi apresentado pelos instrumentistas de metais e madeiras, no início da cerimônia oficial da abertura da feira. Além do governador, o evento conta com a presença do presidente da Agrishow 2012 Maurílio Biagi, da prefeita Dárcy Vera, do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Mendes Ribeiro, do ministro do Esporte Aldo Rebelo, do músico e apresentador Rolando Boldrin, além de vários deputados federais e autoridades

Denis Usov, Marcio Gomes, Willian Rodrigues, Jonathas Silva e Marcio Maia

ligadas à agricultura e agronegócio no país. Representantes do Banco do Brasil também marcam presença: diretor de Distribuição São Paulo Walter Malieni Jr.,

superintendente estadual SP Norte Oton Cabral, superintendente estadual governo Evaldo Estevão Borges e superintendente regional Ribeirão Preto Sérgio Fossalussa.

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DEDICADA À PERFEIÇÃO Há mais de um século especializada na fabricação de oboés e fagotes da mais alta qualidade Convidamos você a experimentar nossos instrumentos e descobrir por que os oboístas e fagotistas profissionais de todo o mundo escolhem os oboés e fagotes Püchner A Püchner tem o orgulho de apresentar Arnaldo de Felice

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Oi

APRESENTA

Concerto Internacional nº 1.216 Programa Regente convidado: Gian Luigi Zampieri Solistas: Arnaldo de Felice (oboé), Milena Baltazar de Souza (mezzo-soprano), Andrea Candido dos Reis (mezzo-soprano) e Snizhana Drahan (soprano) Participação: Coro feminino da OSRP Regente do Coro: Snizhana Drahan G. F. Haendel - “Entrada da Rainha de Sabá”, abertura do ato III da ópera “Solomon” R. Strauss - Concerto para Oboé e Orquestra Allegro moderato – Andante – Vivace.Allegro K. Jenkins - Adiemus, “Songs of Sanctuary” Para voz solista, coro feminino, flauta doce contralto, orquestra de cordas e percussão 1) Adiemus 2) Tintinnabulum 3) Cantus Inaequalis 4) In Caelum Fero 5) Amate Adea 6) Kayama Evento realizado em parceria com fábrica de instrumentos de sopro “J. Püchner Spezial-Holzblasinstrumentebau GmbH” http://www.puchner.com/

19 de maio de 2012 | 21h Theatro Pedro II Patrocínio

Apoio cultural

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Gian Luigi Zampieri Regente convidado © 2012 Ibraim Leão

É considerado o último aluno do grande maestro FRANCO FERRARA, responsável pela formação moral e artística de Zampieri. Sob sua orientação, Zampieri iniciou o estudo da música em Roma, em 1978, aos 13 anos de idade. Organista e maestro, nasceu em Roma em 1965, estudou com Francesco De Masi, Carlo Maria Giulini, Gennadi Rozhdestvensky e Leonard Bernstein, frequentando o curso de aperfeiçoamento da Accademia Nazionale de S. Cecilia em Roma e a Accademia Musicale Chigiana de Siena, onde, em 1988, recebeu diploma de honra como regente de orquestra. Em 1980, com 15 anos, foi nomeado organista titular da Basilica de S. Maria em Trastevere, onde permaneceu ativo por vinte anos. Como regente de orquestra, venceu a 5ª edição (1997) do concurso internacional “A. Pedrotti” e também foi premiado no concurso internacional “C. Zecchi” (1989). Já se apresentou com prestigiadas orquestras, dentre elas: Orquestra Sinfônica da Radio de Moscou (Russia), Orquestra Filarmônica de Bucareste (Romênia), Haifa Symphony Orchestra (Israel), Orquesta de Euskadi (País Baixo Espanha), Orquestra de Câmara Rádio Bucareste (Romênia), Teatro S. Carlo de Napoles, Orchestra di Padova, Orchestra Sinfonica Siciliana, Orchestra Internazionale d´Italia, Orchestra di Roma e del Lazio, Orchestra Sinfonica Abruzzese, Orchestra Sinfonica di Sanremo, I Filarmonici di Verona, Roma Sinfonietta, Opera di Tirana (Albania), Orchestra Haydn di Bolzano, Arena di Verona, Teatro dell´Opera di Roma, Orchestra J-Futura di Trento. Em suas apresentações, regeu vários solistas de renome como: Stefano Zanchetta, Glauco Bertagnin, Francesco Manara, Francesco Pepicelli, Enrico Dindo, Ricardo Gallèn, Duo Melis, Massimo Quarta, Florin Ionescu-Galati, Stan Zanfirescu, Vincenzo Bolognese, Nello Salza, Peter Sadlo, Duo Chitarristico Melis, Alessandro Safina, Shirley Verrett, Pietro Ballo, Peter-Lukas Graf, Mariana Sirbu, Rocco Filippini, Daniela Mazzucato, Mario Ancillotti, Carla Fracci, Antonio Salvatore, Massimo Mercelli etc. Foi assistente de Gennadi Rozhdestvensky na London Symphony, na BBC Symphony, e na Accademia Chigiana. Foi também assistente do maestro Lorin Maazel. Desde a metade dos anos 1980 se dedica à divulgação das obras de Astor Piazzolla pela qual é considerado, pela crítica, um dos maiores experts no campo internacional. Cultiva releitura do repertório italiano do século XX. (Respighi, Pizzetti, Malipiero, Rota, Ghedini, Ferrara) e é ativo também como compositor. Realizou na Rádio Romênia um programa especial, com apresentação de uma composição própria - “Non nobis Domine” – Retrato de Jacques de Molay – por ocasião do 700° aniversário do processo da Ordem dos Cavaleiros Templários. Foi responsável pelo programa e conduziu uma transmissão pela Radio Vaticana. Como maestro, regeu concertos que foram gravados pela RAI, Rádio Vaticana, TV Espanhola, Rádio Russa, Rádio Romênia, União das Rádios Europeias. Na Itália foi professor de estudos orquestrais nos conservatórios do Estado desde 1986 até 2011. Organista da Corte di Borbone Reali das Duas Sicilias, desde 1996, é Cavaleiro de Mérito da Ordem Costantiniana de S. Giorgio. Realizou várias conferências e seminários sobre a técnica instrumental e as formas musicais e sobre o tema “A Sinfonia Juppiter ... Mozart construtor entre o Justo e o Perfeito”. Foi o curador de artigos sobre o cristianismo gnóstico, templarística e geometria sacra. É estudioso e profundo conhecedor do simbolismo e tradição hermética, onde observa os princípios simbológicos e suas aplicações na música e outras formas de arte.

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Arnaldo de Felice Oboísta

Oboísta e compositor, de Florença (Itália). Começou os estudos aos 13 anos sob orientação do Harold Gomberg, oboísta titular da Filarmônica de Nova York, e se apresentou como solista dois anos depois. Em 1984 conquistou o cargo de oboísta titular da Orquestra Sinfônica Arturo Toscanini, em Parma (Itália), antes de graduar com honra no Conservatório G. B. Martini, de Bologna (Itália), em 1986. Aperfeiçoou-se com Lothar Koch, oboísta titular da Filarmônica de Berlim, no Mozarteum em Salzburg (Áustria). Em 1986 iniciou intensa atividade como professor em muitos conservatórios estaduais na Itália. Desde 1989, é professor no Conservatório C. Monteverdi, em Bolzano. Foi oboé principal da Orquestra Sinfônica Arturo Toscanini e project-wise da Orquestra da Câmara da União Europeia. Como solista, apresentou-se no Carnegie Hall de Nova York (EUA), no Musikverein de Vienna (Áustria), Tonhalle de Zurique (Suíça), Teatro Estadual de Nuremberg (Alemanha) e, na Itália, no Teatro Municipal de Modena, Teatro Farnese de Parma, na Sala G. Verdi, da Sociedade dos Concertos de Milano, no Festival Ferrara Música, na Academia Filarmônica de Bologna e na Sociedade dos Concertos, no Teatro Municipal, no Auditorium F. J. Haydn, na Sala Arturo Benedetti Michelangeli. Apresentou-se em formações da câmara em parceria com artistas de renome como: Gustav Kunh, Enrique Mazzola, Kurt Widmer, Sabina von Walther, Machiko Takahashi, Michael Martin Kofler, Ingolf Turban, Conrad Steinmann, Patricia Kopachinscaja, Gérard Wiss, Anna Kravtchenko, Yves Savary, Valeri Popov. Tocou os Quartetos de Mozart e Britten no Museu da Historia Russa, em Moscou (Rússia). Tem gravações pelos selos da ORF (Radio da Áustria), RAI (Itália), BR (Radio da Baviera), SDR (Radio Suíça) e Radio Bélgica. Fez parte da banca de concursos internacionais como o Young Musical Talents 2000 em Sofia (Bulgária) e a 1° edição do Concurso Internacional Os Sopros de Mozart, em Rovereto (Itália). Em 2009, deu aulas no Conservatório Central de Pequino (China), Universidade de Castellon (Espanha), Conservatório Superior de Aragon em Saragoça (Espanha), II Encontro Internacional de Madeiras de Orquestras em Tatuí-SP e também na Unirio - Instituto Villa Lobos, no Rio de Janeiro. Em 2010, realizou master classes nas universidades de Cullera, Madrid, Barcelona e Saragoça (Espanha), Conservatório Central de Pequino (China), Universidade da Música de Okinawa (Japão), Royal Northern College of Music em Manchester (Inglaterra). Em 2011, além da masterclass no Conservatório de Moscova (Rússia), atuou como solista na Sala Rachmaninov da mesma instituição, foi convidado como solista no 1° Festival de Oboé em Pequino (China) e também convidado por Claudio Abbado como professor da Academia Gustav Mahler. Em 2009/10/11, deu master classes de estudos avançados no Fórum Musical Viktring em Klagenfurt (Áustria). Em parceria com a Fundação Teatro Municipal de Bolzano criou a Academia Nova Música (Neue Musik Akademie) e foi diretor artístico até o 2009. Sob sua direção artística, a Academia participou da abertura da edição 2006 do Festival Internacional de Dança Contemporânea da Biennale de Veneza, com a presença do coreógrafo Ismael Ivo, e apresentou muitos concertos com obras de Giacinto Scelsi, Isang Yun e Gyorgy Ligeti. De Felice é ativo como compositor, com muitas obras encomendadas por prestigiosas instituições: MaChiko para Flauta (1996) em Tokyo (Bunka-Kaikan) e Osaka (Izumi Hall); Judith para Soprano e Flauta doce, Bellarmin para Flauta doce, Oboé e Violoncelo (1997) no Festival Internacional de Flauta doce em Zurique; Bellarmin para Oboé e Piano (1999) no Teatro Municipal em Ferrara (Itália); Le linee della vita… para Soprano, Trio de Cordas e piano (1999) em Weimar e Toblach (Alemanha); Notturno (2001) para Trio de Cordas em Liestal (Suíça); Akumu, Chamber ópera (2001) na Ópera de Zurique e na Ópera de Baviera em Munique; Medusa for Flauta contralto (2002) em Amsterdam (Holanda) e Sapporo (Japão). Em novembro de 2005 aconteceu a estreia mundial da ópera Medusa na Ópera de Baviera em Munique.

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Snizhana Drahan

Regente do Coro da OSRP

Snizhana Drahan é formada em Regência Coral pela Academia Nacional de Música da Ucrânia (1998). Em 1998 e 1999 foi regente e professora de Regência na Faculdade de Música da Universidade de Pedagogia (Ucrânia). Trabalhou como regente do Coral Infantil da Igreja Ortodoxa, com o qual fez turnê pela França, e como regente no Grande Coral Infantil da Fábrica de Aviões Antonov, com o qual fez turnê pela Bulgária. Desde 1999 desenvolve intenso trabalho pedagógico na área de canto e canto coral no Brasil ministrando oficinas de regência e canto na região junto com a Secretaria de Estado da Cultura e Oficina Cândido Portinari. Fundou vários grupos corais que funcionam até os dias de hoje, organizou e participou como cantora de inúmeros recitais e shows. Desde agosto de 2008, coordena a Escola de Canto Coral (ECC) da OSRP, cujos coros adulto e infantil vêm se apresentando no decorrer desses anos no Theatro Pedro II. Em 2007, concluiu o mestrado na área de Musicologia (ECA-USP) e, atualmente, está desenvolvendo a pesquisa na área de voz em nível de doutorado na USP-Ribeirão Preto.

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Milena Baltazar de Souza Ribeiro

Mezzo-soprano

Natural do Mato Grosso do Sul, iniciou suas atividades musicais de canto e piano aos cinco anos de idade. Desde então, participa de recitais e apresentações sacras. Em 2000, no estado do Paraná, teve como professora de técnica vocal a cantora lírica Laura Lovacco e vem atuando no meio gospel por 10 anos através de participações especiais em recitais, cantatas e gravações de CDs como solista e backing vocal. Cantou em vários grupos e corais, dentre eles o Coral Erudito Carlos Gomes de São Paulo e Coro de Câmara do Centro Universitário Adventista de São Paulo. Em 2011, participou do coro da ópera “La Bohème” sob regência do maestro Cláudio Cruz, em Ribeirão Preto, e desde então iniciou seus estudos em canto lírico com a maestrina Snizhana Drahan. Participou do master class com a cantora lírica Mariana Cioromila. Atualmente é solista da Escola de Canto Coral da OSRP.

Andrea Candido dos Reis Mezzo-soprano

Graduada em Odontologia pela Universidade de São Paulo iniciou seus estudos de teoria musical, violão clássico e clarinete aos 12 anos de idade com o maestro Maurílio de Oliveira Jr. Durante a graduação em odontologia participou dos corais de Ribeirão Preto como Madrigal Revivis e Magnificat. Em 2002, iniciou sua formação em canto lírico com a professora Snizhana Drahan. Apresentou-se como solista nos teatros da região sob a regência dos maestros Sérgio Alberto de Oliveira e Snizhana Drahan, entre outros. Participou como integrante do coro da ópera La Bohème, sob regência do maestro Cláudio Cruz. Participou do master class com a professora Mariana Cioromila. Além de ser professora do curso de Odontologia na Universidade de São Paulo no Departamento de Materiais Dentários e Prótese, continua se apresentando como solista em recitais e concertos. Atualmente é solista da Escola de Canto Coral da OSRP.

Coro Feminino da OSRP SOPRANOS Adelaide de Almeida Andréa Vettorassi Blanche Amancio Bruna Amaral Camila C. Christo Carla Barreto Érika Danyla Inácio Flora M. Pessini Giulia Faria Karinna Vitti Leny Freitas de Oliveira Marcia dos Santos Souza Maria Yvette da Silva Renata Ferrari Simone Barnabé

Sylvia Dias Lidia Rodrigues Beatriz Figueiredo Isabela Mestriner Fernanda Brochi Andrea Reis Carmem de Barros Juliana Santos MEZZO-SOPRANOS Ana Rosa Lorenzato Juliana B. Tarla Ligia Maria Pinto Heloisa Helena Sampaio Marta Gomes de Paula Milena de Souza Ribeiro

Andreia A. Gomes Giordana Rodrigues Laudiceia A. Stefanelli Alessandra S. Valim CONTRALTOS Cristina Modé Angelotti Cristiane Rodrigues Debora Florian Fabia Tolvo Milena Flória Santos Priscila Cubero Tais Roxo Tamara Pereira Waleska Ferreira Geovana Marçal

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Notas de Concerto

Concertos Internacionais “Entrada da Rainha de Sabá” Abertura do ato III do oratório “Solomon” Georg Friedrich Haendel (1685 - 1759)

Georg Friedrich Haendel

Após se consagrar como exímio compositor de óperas, sobretudo na cidade de Londres, Haendel começa a ganhar reconhecimento também com seus oratórios. A diferença entre uma ópera e um oratório reside basicamente na temática: o oratório é um gênero musical que se define por narrar uma história de cunho bíblico, de grande conhecimento na tradição cristã, enquanto uma ópera pode abordar os mais diversos assuntos, desde histórias pagãs até a mitologia grega. Ambos os gêneros possuem similares em sua estrutura musical: contêm árias, solistas, coros, recitativos. Porém, outro ponto que distingue bem um gênero do outro é a encenação. Na ópera, a teatralidade ou representação das cenas e dos eventos das personagens é de extrema importância, sendo, assim, uma das características mais fortes do gênero. Já no oratório, a questão da encenação é posta em segundo plano,

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pois o mais importante é o significado do texto que, então, é reforçado pela música. Não é raro encontrarmos oratórios sendo encenados, com cenários, personagens a caráter etc., porém, trata-se de uma releitura moderna que não corresponde com a natureza do gênero tal como foi concebido na época de Haendel, pois o que importava para o compositor era a maneira como a música potencializava o significado do texto. A obra “Solomon” de Haendel exemplifica bem esses traços. Composta por volta de 1748, esse magnífico oratório, que apresenta corais suntuosos em meio a uma orquestração ampla bastante ousada para a época, conta uma história de amor bem conhecida da tradição cristã: a do sábio Salomão e da rainha de Sabá. O núcleo central da história gira em torno do episódio em que o sábio se depara com uma situação atípica, quando duas mulheres alegam serem mães de uma mesma criança. É um oratório já bastante maduro de Haendel, dado ao fato de que, anteriormente, o compositor já havia criado duas outras obra-prima do mesmo gênero: “O Messias”, de 1741, e “Judas Maccabeus”, de 1746.

Concerto para Oboé e Orquestra Allegro moderato – Andante – Vivace-Allegro Richard Strauss (1864 - 1949)

O compositor e maestro alemão Richard Georg Strauss é um dos maiores nomes do período de transição entre a era romântica e a moderna. Autor de várias obras sinfônicas como “Assim falou Zarathustra” (1891), de óperas monumentais como “O Cavaleiro da Rosa” (1911) e “A Mulher Silenciosa” (1935), e de várias peças corais e camerísticas. Também se empenhou em produzir um

Richard Strauss

significativo repertório para solistas, e um belo exemplar é o seu “Concerto para Oboé e Orquestra em Ré Maior”, datado de 1945, época em que as ideias modernas já fluíam com maior intensidade nas concepções musicais de Strauss. Embora a disposição dos movimentos desse concerto – Allegro moderato – Andante – Vivace Allegro – estabeleça um forte vínculo com a tradição clássica, Strauss demonstra bastante ousadia na maneira como esses movimentos se interrelacionam, pois a passagem de um para o outro acontece com fluidez, sem interrupções. É como se o concerto fosse um único grande movimento, em que vários episódios – ou cenas musicais – que vão se desenvolvendo e se intercalando. Essa característica é consequência das experiências que o compositor obteve em seus poemas sinfônicos, em que a estrutura musical dependia de um programa, isto é, um enredo ou história que servia de base para a narrativa musical. São traços pertinentes que afastam Strauss de uma concepção


clássica e o aproxima de uma flexibilidade formal típica do modernismo, aliada a uma sofisticada linguagem harmônica própria do compositor.

Adiemus, “Songs of Sanctuary” Para voz solista, coro feminino, flauta doce contralto, orquestra de cordas e percussão Karl Jenkins (1944)

O compositor de origem gaulesa Karl Jenkins é sem dúvida um dos nomes mais comentados e de maior projeção no cenário musical contemporâneo. Sua identidade musical é resultante de uma bagagem diversificada que o compositor foi acumulando ao longo de sua trajetória profissional. Em meados da década de 1970, Jenkins fez parte da aclamada banda de jazz de Ronnie Scott – um célebre saxofonista – e também da Soft Machine, banda que mesclava elementos do rock psicodélico com as vertentes do jazz. No decorrer dos anos, Karl Jenkins se aventurou no meio midiático, compondo trilhas e músicas incidentais para fins publicitários. Em meados de 1990, a empresa Delta Airlines European procu-

rou Jenkins para que ele se encarregasse de compor uma música tema original, a qual seria usada nas propagandas da companhia aérea. O sucesso e as repercussões do tema composto por Jenkins foram tantos, que possibilitaram e incentivaram o compositor a criar um projeto audacioso e bastante inovador chamado “Adiemus” – mesmo nome da música-tema criada para a Delta Airlines – que envolveu uma série de obras com temáticas africanas, e que resultou em sete álbuns de grande sucesso. “Songs of Sanctuary” é o primeiro desses álbuns lançado em 1995 pelo prestigioso selo da EMI/Virgin. Nele, o compositor recria de maneira intensa a ambiência africana, em todo o espectro de seu rico exotismo. A parte lírica recebe atenção especial, porém, o texto utilizado nas canções é propositalmente isento de significado: embora o compositor tenha se inspirado no dialeto africano maori, seu objetivo principal foi o de utilizar a voz como um instrumento integrado aos demais, pois, segundo ele, a utilização de um texto com forte significado ocasionaria um desvio em relação à parte instrumental, uma competição indesejada que comprometeria o resultado sonoro como um todo. Portanto, prevalecem na parte do canto, vocalizações e pequenas frases livres que muito nos lembra as canções primitivas entoadas pelas tribos africanas. O papel

da percussão é outro ponto chave da obra, pois não só fornece um alicerce rítmico para o desenvolvimento musical, mas, também, serve para nos inserir na atmosfera da obra. Assistir essa insigne obra de Karl Jenkins é uma experiência multissensorial: é física, visual, auditiva, e que a todo o momento desperta sensações capazes de nos transportar diretamente para as savanas africanas sem a menor necessidade de uma linha aérea. É deixar-se envolver do começo ao fim sem o menor esforço. Portanto, apertem os cintos e aproveitem a viagem!

Karl Jenkins

Por Dario Rodrigues Silva, graduando do curso de Música, bacharel em Piano, da USP-Ribeirão. Além das atividades de intérprete-pianista, atua como pesquisador (bolsista PIBIC/CNPq) na área de performance e práticas interpretativas, com foco nas obras pós-modernas para piano do compositor brasileiro Almeida Prado. Possui artigos publicados no Seminário Nacional de Pesquisa em Música, (SEMPEM 2009 e 2010, Goiânia/GO), na Iª e IIª semanas “Jovens Pesquisadores” do Departamento de Música da USP-Ribeirão e, recentemente, na Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM 2011, Uberlândia/MG). É curador do projeto “Terças Musicais”, o qual fornece semanalmente música gratuita à população de Ribeirão Preto, mostrando a produção acadêmica dos alunos. dariorsilva@hotmail.com

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Atendimento integrado, qualificação humana e investimento tecnológico. Em outras palavras: o hospital mais completo de Ribeirão Preto. Considerado um dos hospitais mais bem equipados do país, o Hospital São Francisco é um complexo hospitalar modelo, onde a tecnologia está aliada ao humanismo e à inovação. O nível internacional de sua estrutura possibilita a realização anual de mais de 1.000 procedimentos cirúrgicos de alta complexidade e faz dele o maior hospital privado de Ribeirão Preto e região. Com alto padrão de hotelaria, o Hospital São Francisco também se destaca pela atualização constante de sua equipe e pela qualificação de seu corpo clínico, com médicos que atuam nas mais diversas especialidades. São mais de 66 anos cuidando de pessoas, antecipando tecnologias e buscando novas formas de oferecer a mesma excelência de sempre.

167 Leitos 18 Salas Cirúrgicas 30 Leitos de Terapia Intensiva 5 Leitos de Cuidados Especiais Hemodinâmica Prontuário Informatizado Hospital-Dia

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Centro Avançado de Diagnóstico por Imagem Unidade de Oncologia Clínica Unidade de Emergência com Plantão em Neurologia Centro de Hemodiálise Centro de Radioterapia

Centro de Negócios: 16 2138.3234 / 2138.3285 www.saofrancisco.com.br


nº 1.217

Programa Regente convidado: Gian Luigi Zampieri Solista: Arnaldo de Felice Concertos para Oboé de Tomaso Albinoni, Alessandro Marcello, Antonio Vivaldi e Vincenzo Bellini

Entrada gratuita 20 de maio de 2012 | 10h30 Theatro Pedro II Ministério da Cultura

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A vida tem que ser um grande espetáculo. O compromisso que a Vila do Ipê tem com a cidade de Ribeirão Preto vai muito além de oferecer empreendimentos imobiliários de altíssima qualidade. A Vila do Ipê acredita que qualidade de vida é um conceito muito mais amplo em que a cultura tem um papel fundamental. Por isso, além do nosso apoio, a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto sempre terá o nosso aplauso.

Valorizando a cultura. 34


Ficha Técnica Presidente Décio Agostinho Gonzalez Vice-presidente Dulce Neves Gestora Mariangela Quartim Regente convidado Gian Luigi Zampieri Regente-assistente Reginaldo Nascimento VIOLINOS I Denis Usov ° Anderson Oliveira Estera Elzbieta Kawula*** Petar Vassilev Krastanov Eduardo Felipe C. de Oliveira** Mariya Mihaylova Krastanova** Giliard Tavares Reis VIOLINOS II Ilia Iliev Carlos Eduardo Santos Marcio do Santos Gomes Júnior Hugo Novaes Querino Jonas Mafra José Roberto Ramella Raphael Batista da Silva VIOLAS Willian Rodrigues °° Guilherme Pereira Daniel Isaias Fernandes Daniel Fernandes Mendes** Adriel Vieira Damasceno** Michele da Silva Picasso** VIOLONCELOS Jonathas da Silva Silvana Rangel Svetla Nikolova Ilieva Ladson Bruno Mendes Mônica Picaço* CONTRABAIXOS Márcio Pinheiro Maia °° Walter de Fátima Ferreira Vinícius Porfírio Ferreira Lincoln Reuel Mendes** FLAUTAS Sara Lima Sérgio Francisco Cerri Riane Benedini** CLARINETAS Krista Helfenberger Muñoz Bogdan Dragan FAGOTES Lamartine Tavares Denise Guedes de Oliveira Carneiro** TROMPAS Edgar Fernandes Ribeiro Carlos Oliveira Portela* Moises Henrique da Silva Alves*

TROMPETES Naber de Mesquita TROMBONES Ricardo Pacheco José Maria Lopes TROMBONE BAIXO Paulo Roberto Pereira Junior TÍMPANOS Luiz Fernando Teixeira Junior PERCUSSÃO Jéssica Adriana dos Santos Ornaghi** Kleber Felipe Tertuliano* Walison Lenon de Oliveira Souza** ARQUIVO MUSICAL Leandro Pardinho ARQUIVO HISTÓRICO Gisele Haddad PRODUÇÃO Lara Costa José Antonio Francisco DEPTO. DE SÓCIOS E PATRONOS Gerusa Olivia Basso INSPETOR José Maria Lopes EQUIPE TÉCNICA Elvis Nogueira Mota da Silva Ricardo Rosa Batista ASSESSORIA DE IMPRENSA Blanche Amancio Daniela Antunes Bruna Zanuto ° Spalla °° Chefe de naipe * Estagiários ** Trainee *** Convidado

Patronos e Patrocinadores Ambient Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto Astec - Contabilidade Augusto Martinez Perez Banco Ribeirão Preto S/A Brasil Salomão & Matthes S/C Advocacia Caldema Cia. Bebidas Ipiranga Colégio Brasil Construtora Carvalho Construtora Said Editora Atlas S/A Estacionamento StopPark Espaço Uomo Fundação Waldemar Barnsley Pessoa Grupo WTB Hospital São Francisco Sociedade Ltda. Hotel Nacional Inn Interunion Itograss Agrícola Alta Mogiana Ltda. Jornal A Cidade Leão Engenharia Matrix Print Maurílio Biagi Filho e Vera Lucia de Amorim Biagi Maubisa Mesquita Ribeiro Advogados Molyplast Com. Imp. e Exp. Ltda. OHL Brasil Price Auditoria Proservices Informática RibeirãoShopping Riberball San Bruno’S Roticerie Doceria Santa Helena Industria de Alimentos S/A São Francisco Gráfica e Editora Ltda. Savegnago Supermercado Ltda. UNISEB COC Stream Palace Hotel Usina Alta Mogiana S.A. - Açúcar e Álcool Usina Batatais S/A Açúcar e Álcool Usina Moreno Usina Santo Antonio Usina São Francisco Vila do Ipê Empreendimentos Ltda

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para assegurar bom resultado gráfico. É preciso agregar a ela boa dose de sensibilidade - o olhar experiente, atento e apurado - para construir imagens vivas. Assim pensamos. Assim fazemos.

Círculo Cromático Corresponde teoricamente, à mistura das cores primárias das quais se originam as secundárias.

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Apoio

Realização

Ministério da Cultura Associação Musical de Ribeirão Preto

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Movimento Vivace  

Veículo de divulgação oficial da OSRP - Distribuição gratuita - Ano V - n° 41 - Maio - 2012

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