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Veículo de divulgação oficial da OSRP - Distribuição gratuita - Ano IV - n°37 - Novembro - 2011

Sob a batuta de Cláudio Cruz 1


Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e OHL Brasil. Levamos na memória a melodia dos caminhos que escolhemos. A OHL Brasil acredita na combinação perfeita entre maestria e dedicação. Por isso, apoia a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto da mesma maneira se dedica para que seus caminhos sejam sempre pautados na excelência.

www.ohlbrasil.com.br 2


Palavra da Diretoria

Não é o momento, ainda, de se falar em despedida. Enfim, o maestro Claudio Cruz estará aqui até o final do ano, quando regerá o Concerto de Natal da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Mas, já se pode pensar na lacuna que o amigo deixará. Amigo sim, porque gosta da nossa orquestra e porque a colocou como uma das melhores do país. Porque é amigo dos músicos, dos diretores e funcionários. Disse o compositor e cantor argentino, naturalizado espanhol, Alberto Cortez, que quando um amigo se vai, deixa uma lacuna que, mesmo um novo amigo não a preencherá. Nem mesmo uma estrela.

Décio Agostinho Gonzalez Presidente OSRP

O maestro Claudio terá o seu substituto, quem sabe, à sua altura. Tenho a certeza que ele espera por isso para que o seu trabalho de “afinar” a orquestra não seja desfeito. A continuidade de sua realização de oito anos será a meta da diretoria e a homenagem que o maestro merece, perpetuando o seu nome na história desta “jovem senhora de 73 anos”, como a definiu o Dr. Gandini. Já, o amigo será insubstituível. Diretores, funcionários e músicos sentirão a sua falta. O público do teatro sentirá a ausência de sua interatividade. Porém, antes dos acordes finais à frente da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, participará do lançamento do CD com músicas natalinas, a obra que desfilará toda categoria de sua regência e a capacidade dos músicos da OSRP que interpretam o espírito natalino. Como já disse, ainda não é a despedida, mas uma preparação para que, no Concerto de Natal, o público homenageie esse grande músico e maestro. Sucesso, Cláudio. Acelere o compasso que grandes palcos o aguardam. O mundo será todo seu.

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Diretoria

Indice Especial

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Cláudio Cruz rege OSRP até dezembro

Circuito Musical 09 Notas de Concerto

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Concerto Internacional Juventude Tem Concerto Stabat Mater - Tradução

Contato com a OSRP Arquivo Musical arquivomusical@osrp.org.br Arquivo Histórico arquivohistorico@osrp.org.br Escola de Canto Coral coral@osrp.org.br Administrativo producao@osrp.org.br

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Expediente Publicação mensal da Associação Musical de Ribeirão Preto Rua São Sebastião 1002 - Centro Tel (16) 3610-8932 - www.osrp.org.br Presidente Décio Agostinho Gonzalez Jornalistas responsáveis Blanche Amancio - MTb 20907 blanche@textocomunicacao.com.br Daniela Antunes - MTb 25679 daniela@textocomunicacao.com.br Colaboração: Eduarda Ruzzene eduarda@textocomunicacao.com.br Texto & Cia Comunicação - Tel (16) 3916-2840

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Assistente de comunicação / diagramação Bruna Zanuto - imprensa@osrp.org.br Fotos Ibraim leão, Gisele Haddad Pesquisa histórica Gisele Haddad Fotolito e impressão São Francisco Gráfica e Editora Ltda. Tiragem: 1.500 exemplares Os artigos assinados não representam obrigatoriamente a opinião do veículo

DIRETORIA EXECUTIVA Décio Agostinho Gonzalez Presidente Dulce Neves 1º Vice-Presidente Silvio Trajano Contart 2º Vice-Presidente Fábio Mesquista Ribeiro Diretor Jurídico Taís Costa Roxo da Fonseca Diretora Jurídica Adjunto Dácio Campos Diretor de Patrimônio Lisete Diniz Ribas Casagrande Secretário Geral Leonardo Carolo Secretário Adjunto José Mario Tamanini Diretor Financeiro Enio de Oliveira e Souza Junior Diretor Financeiro Adjunto José Arnaldo Vianna Cione Diretor Institucional/Orador CONSELHO FISCAL Afonso Reis Duarte Antonio Gilberto Pinhata Delcio Bellini Junior Larissa Moraes Di Batista Luiz Camperoni Neto Paulo Cesar Di Madeo CONSELHO DELIBERATIVO João Agnaldo Donizete Gandini Presidente José Gustavo Julião de Camargo Secretários Abranche Fuad Abdo Adriana Silva Alberto Dabori Amando Siuiti Ito Carmen Rita Cagno Demetrio Luiz Pedro Bom Dinah Pousa Godinho Mihaleff Edilberto Janes Elvira Maria Cicci Emerson Francisco M. Rodrigues Idelson Costa Cordeiro Itamar Suave Jay Martins Mil-Homens Junior José Donizete Pires Cardoso Juracy Mil-Homens Lais Maria Faccio Lucas Antonio Ribas Casagrande Luis Orlando Rotelli Rezende Maria Carolina Jurca Freitas Maria Cecilia Manzolli Raul Marmiroli Sander Luiz Uzuelle Sebastião de Almeida Prado Neto Sebastião Edson Savegnago Tamara Cristina de Carvalho Valdo Barreto Valetim Herrera Willian Natale


Especial

Cláudio Cruz rege OSRP até dezembro A OSRP será regida pelo maestro Cláudio Cruz até o final da temporada 2011, que se encerra com o Concerto de Natal, no mês de dezembro. Cruz, que também é spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), tem intensificado sua carreira de apresentações individuais em outros países, o que motivou a saída da OSRP. Por outro lado, a orquestra ribeirão-pretana ampliou sua agenda de concertos e é hoje uma orquestra de ópera, com participação em cinco montagens, tem CDs gravados, o último com lançamento agendado para dezembro próximo, oferece, através de recursos advindos da Lei Rouanet, projetos educativos para comunidades carentes em Ribeirão Preto e Sertãozinho-SP e tem levado música a praças, parques, igrejas, clubes e teatros de várias cidades, além de marcar presença em eventos, como o mais importante festival de música erudita da América Latina - o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. “Passei boa parte de minha carreira como regente à frente da OSRP e a experiência foi especial. A Sinfônica é um bem cultural de grande valor não só para Ribeirão, mas para o Brasil, país que tem formado grandes músicos e precisa de orquestras como esta, tanto para empregar aqui nossos talentos, quanto para contar com esses profissionais e seu trabalho para a qualificação da educação das novas gerações”, diz Cláudio Cruz, que acaba de conquistar o 7° Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura, na categoria Melhor CD Erudito, com o álbum “Flausino Vale e o Violino Brasileiro”. À frente da segunda orquestra mais antiga do Brasil em funcionamento ininterrupto, desde 2005, Cruz vivenciou um dos mais expressivos momentos de crescimento da OSRP. “Foram tanos intensos”, diz o regente. 5


Neste período, a Sinfônica gravou quatro CDs, teve participação em montagens de cinco óperas, ampliou sua atuação no cenário nacional com apresentação de concertos em inúmeras cidades, marcou presença no Festival de Campos do Jordão, participou da série “Solistas”, de Paulínia-SP, apresenta-se regularmente na série “In Concert”, do clube A Hebraica, em São Paulo, acompanhada de nomes como Daniela Mercury, Miucha, Wanderléa, Toquinho e outros, subiu ao palco junto com Edinho Santa Cruz e Banda na série “Na Estrada do Rock in Concert”, tem trazido à série “Concertos Internacionais”, no Theatro Pedro II, solistas consagrados de vários países, leva de música erudita a clássicos da MPB a praças, igrejas, parques, clubes de muitas cidades e, também, ampliou sua atuação com a implantação de projetos educativos, com cursos de canto coral, instrumento e música para crianças carentes em Ribeirão Preto, Sertãozinho, sem contar outros projetos similares em implantação na região e também em bairros de Ribeirão Preto. E ainda tem formado coralistas, pela Escola de Canto Coral da OSRP, que têm participado de concertos da orquestra, além de apresentações independentes na cidade. O Coro da OSRP já fez turnê pela Argentina e Ucrânia e está também no novo CD que acaba de ser gravado, com mais de 100 coralistas, entre crianças e adultos. “Nossa orquestra cresceu ao mesmo tempo em que o maestro Cláudio Cruz tem sido requisitado para apresentações no Brasil e exterior. Temos uma demanda maior e queremos manter a OSRP entre

as grandes orquestras brasileiras”, explica o presidente Décio Agostinho Gonzalez. “Para transformarmos a Sinfônica no que ela é hoje e com novos e ousados projetos para a próxima temporada, temos que ter um grande nome, como tem sido Cláudio Cruz, e um corpo de músicos de excelência, como temos orgulho de apresentar hoje”, diz a vice-presidente da OSRP, Dulce Neves. Responsável pelo encaminhamento de projetos ao Ministério da Cultura e captação de recursos pelas leis de incentivo fiscal à cultura, como Lei Rouanet, Dulce está entusiasmada com a ampliação da participação da Sinfônica no Cláudio Cruz cenário regional e nacional e antecipa: “Para a nova temporada, teremos, também, um regente à altura que reconheça a qualidade do nosso corpo de músicos, que tenha ativa participação neste momento importante da história da OSRP e que continue e engrandeça o trabalho feito até agora e que conta muito com o empenho de Cláudio Cruz”, resume.

Passei boa parte de minha carreira como regente à frente da OSRP e a experiência foi especial.

Novo regente

A diretoria vai promover uma seleção para definir o nome do regente que assumirá em 2012. Ele ressalta que a OSRP tradicionalmente é regida por maestros renomados no cenário nacional e internacional e tem se projetado graças ao nível técnico de seus músicos e regentes e escolherá um grande nome para assumir o cargo. “!Ficamos honrados em termos trabalhado com um regente como Cláudio Cruz e estaremos acompanhando com orgulho a carreira dele a partir de agora”, finaliza.

A orquestra ribeirão-pretana tem 73 anos de idade. É uma orquestra itinerante, com apresentações em várias cidades, tem participações nas montagens das óperas “Madame Butterfly” e “La Bohème” (Puccini), “La Traviata” e “Rigoletto” (Verdi), “Cavalleria Rusticana” (Mascagni), mantém o Arquivo Histórico, que guarda documentos que contam boa parte da história da música na cidade, e a Escola de Canto Coral que conta com o Grande Coro, o Coro Infanto-Juvenil e o Coro de Câmara e é administrada pela Associação Musical de Ribeirão Preto, entidade sem fins lucrativos mantida pela iniciativa privada e com projetos sustentados por leis de incentivo fiscal à cultura. 6


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Circuito Musical

Dia 08/10

OSRP no aniversário do Theatro Pedro II A OSRP fez uma apresentação especial em comemoração ao aniversário de 81 anos do Theatro Pedro II. O concerto teve regência de Reginaldo Nascimento, com apresentação do Grande Coro da Escola de Canto Coral (ECC) da Orquestra com os solistas Daniella Carvalho, Cristina Modé Angelotti e Wladimyr Carvalho. A regente Snizhana Drahan é a responsável pela ECC e preparou o Coro.

Soprano Daniella Carvalho aclamada pela crítica por sua “voz de vinho escuro e expressivo”

Maestro Reginaldo Nascimento, o maestro italiano Antonio Pantaneschi e José Mario Tamanini, diretor OSRP

Dia 14/10

Camerata na palestra de Augusto Cury A Camerata da OSRP esteve presente na palestra do escritor Augusto Cury, no Teatro Municipal de Luiz Antonio-SP. O evento que aconteceu na sexta-feira teve início às 20h.

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Dia 15/10

Série “Concertos Internacionais” traz solistas jovens do Japão Cláudio Cruz regeu o concerto de número 1.185 que apresentou a técnica das jovens solistas, alunas do professor Cláudio Soares no Japão: Yuki Minami, de 16 anos, e a irmã Kyoka, de 14 anos. Elas executaram Prokofief e Saint-Saëns ao piano e surpreenderam o público.

Yuki Minami e Kyoka Minami, com a OSRP

Kyoka Minami

Denis Usov,Yuki Minami e Marcelo Soares

Yuki Minami, Décio A. Gonzalez e Kyoka Minami

Clarinetistas Bogdan Dragan e Krista H Munhoz

Dulce Neves, Cláudio Cruz e Cristiane Bezerra

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Violoncelista Michele Guedes


Dia 16/10

Pais e filhos no “Juventude Tem Concerto” As irmãs Yuki e Kyoka Minami foram recebidas com plateia lotada no Theatro Pedro II, na manhã do domingo. Adultos e crianças de todas as idades acompanharam o Concerto n° 1 para Piano e Orquestra em Ré Bemol Maior, de Prokofief, com a solista Yuki, e o Concerto n° 3 para Piano e Orquestra em Mi Bemol Maior, de Saint-Saëns, com solo de Kyoka.

Kyoka Minami, Yuki Minami e o maestro Cláudio Cruz no JTC

Richard Gonçalves e Michele Guedes

Plateia lotada

Violinista Gilliard Tavares e Petar Krastanov

Professor das irmãs Minami, Cláudio Lisboa Soares

Violinistas Anderson Oliveira e Eduardo Felipe

Escolas da região

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Dia 18/10

Dia 22/10

Camerata na Câmara Municipal A Camerata da OSRP fez homenagem à gestora da Orquestra, Cristiane Bezerra, que recebeu título de cidadã ribeirão-pretana.

Orquestra na Faculdades COC Carlos Bolfarini

Sob a regência de Reginaldo Nascimento, a OSRP apresentou-se nas Faculdades COC, no seminário realizado para o curso de Contabilidade. Apresentou a peça “Concertino para Trombone e Orquestra de Cordas” de Erik Larsso, Primavera de “As Quatro Estações” de Antonio Vivaldi, e “Andante para Flauta” de Wolfgang Mozart.

Dia 30/10

Coro de Câmara e Orquestra na Catedral Sob regência de Reginaldo Nascimento, OSRP e Coro de Câmara se apresentaram na Catedral Metropolitana. Com preparação da regente do Coro Snizhana Drahan, o concerto teve participação dos solistas Renata Ferrari, Wladimyr Carvalho, Priscila Cubero, Cristina Modé, Carla Barreto, João Carlos Simão.

Confecção e aluguel de trajes sob medida Fone: (16) 3234-7544 | 3234-7545 | 9733-2672

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Notas de Concerto

Concertos Internacionais Abertura da ópera “Tannhäuser e o torneio de trovadores de Wartburg”, WWV 70 Richard Wagner (1813 – 1883) “Tannhäuser e o torneio de trovadores de Wartburg” é uma grande ópera em três atos, composta pelo alemão Wilhelm Richard Wagner, um dos mais significativos e inovadores nomes do cenário operístico do século XIX. Por ser muito aclamada no repertório orquestral, a Abertura desta magnífica obra é frequentemente apresentada como peça independente, ou seja, embora a sua função seja a de introduzir ou iniciar a ópera, sua força e beleza musicais lhe dão autonomia para que seja apresentada isoladamente como peça de concerto. Além da parte musical, Wagner também se encarregou de escrever o texto não só desta ópera, mas de todos os seus trabalhos, já que contava com um dom extraordinário como literato. Quase sempre se desanimava com os trabalhos dos libretistas de sua época – profissionais que escreviam os libretos das óperas, ou seja, o enredo – o que o forçava a assumir essa função. O próprio Wagner costuma chamar suas óperas de “dramas musicais”, um termo que segundo ele, expressava melhor o seu sentido artístico. Wagner concebia a ópera como algo muito mais amplo do que a simples articulação entre músicas e cenas; pensava nela como um grande espetáculo em que a teatralidade, a arte visual, a expressão corporal, o vestuário, o cenário e demais elementos estariam conjugados num mesmo plano de igual importância. Se olharmos para seu passado, podemos entender essa sua concepção. O pai de Richard Wagner, Carl Friedrich Wagner, morreu após seis meses de seu nascimento. Posteriormente, sua mãe Johanna Rosine, se casou com o dramaturgo Ludwig Gayer, o qual se apegou muito ao pequeno Richard, e foi justamente quem o influenciou na questão dramatúrgica. Outra grande colaboração de Wagner para a ópera foi o emprego de leitmofis - do alemão, motivo contínuo - que é uma técnica definida como a representação sonora de um

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dos quaisquer elementos da ópera, que podia ser um personagem, um lugar, um ambiente ou até mesmo um sentimento. Para cada um desses elementos escolhidos, Wagner criava uma melodia ou uma ideia harmônica que os identificassem, como se fosse uma identidade sonora exclusiva de cada um deles, porém, é uma identidade sujeita a mutações, as quais dependiam do estado de ânimo desses elementos. Por exemplo, quando a personagem sofre uma desilusão ou uma perda que a leve para um estado de profunda tristeza, o seu leitmofiv, que antes havia sido apresentado de maneira alegre e brilhante, também se transforma para refletir esse sentimento através da mudança de tonalidade ou do caráter. Esta ópera em particular é uma fusão de duas lendas alemãs distintas: a do menestrel “Tannhäuser”, que originalmente fora como um cavaleiro de cruzada da região da Franconia, e da lenda do “Torneio de Trovadores de Wartburg”, sendo que ambas foram anacronicamente ligadas e arranjadas pelo escritor Ludwig Bechstein, cabendo a Wagner o cuidado de fazer a readaptação para a ópera, tornando o enredo compatível com a trama musical. A abertura começa com uma das melodias mais memoráveis de toda a ópera: o “Coro dos Peregrinos”, um coral majestoso, bucólico, que é apresentado pelas trompas, fagotes e clarinetas. Essa mesma música será cantada no primeiro ato, por um grupo de peregrinos que cantam seus pecados na busca por um perdão. Assim, a abertura segue apresentando várias cenas que serão novamente utilizadas durante os três atos da ópera. Geralmente, as aberturas de óperas são utilizadas como uma maneira de expor os principais motivos musicais de toda a obra, como uma prévia ou uma espécie resumo dos materiais musicais mais importantes, mas que constituem um texto inicial que serve de introdução. Podemos ainda compará-la a uma boa sinopse de um livro, que instiga o leitor dando alguns detalhes sobre a história, porém, sem revelá-la por completo. Por fim, é também uma obra de abertura dos nossos sentidos, paras as ricas imagens sonoras que a música de Richard Wagner é capaz de evocar.

Stabat Mater, Op.58 Antonin Dvořák (1841 – 1904) “Stabat Mater” é um poema religioso cuja origem remonta ao século XIII. Era um texto usado na liturgia romana, como sequência da missa ou então na forma de um hino. O termo é uma abreviação da primeira frase do texto em latim – Stabat Mater dolorosa - que em uma tradução aproximada para o português significa - Estava a mãe a sofrer”. O texto refere-se à mãe de Jesus, portanto, trata-se de um poema que relata a aflição de Maria ao assistir a triste cena da crucificação de seu filho Jesus. Vários compositores se utilizaram do texto como base para suas composições, dentre eles estão Vivaldi, Domenico Scarlatti, Pergolesi, Joseph Haydn, Rossini, Verdi, e muitos outros, incluindo compositores contemporâneos de nosso tempo como Penderecki e Arvo Pärt. A partir do século XIX, o gênero deixa de ser exclusividade do meio litúrgico e passa a ser composto no intuito de ser uma obra de concerto, ganhando novas proporções em relação à estrutura e orquestração. Exemplo disso é o “Stabat Mater” para solistas, coro e orquestra do compositor tcheco Antonin Dvořák, que ampliou o gênero à dimensões próximas às de um oratório, tornando-o uma verdadeira cantata. Foi a primeira obra sob tema religioso que Dvořák se aventurou a compor. A obra completa está dividida em 10 partes, cada qual com uma estrutura e orquestração peculiar, sendo que somente a primeira e última parte é que possuem relações temáticas entre si. O primeiro movimento segue o modelo de uma forma sonata estendida, em estilo sinfônico. Começa com uma longa introdução orquestral que em seguida é repetida pelo coral, sendo que o segundo tema de caráter contrastante é apresentado pelos solistas. A seguir, temos uma seção onde o material apresentado é desenvolvido, conduzindo a música para a re-exposição do tema de abertura da obra. O movimento final reutiliza o mesmo material da abertura do primeiro movimento, porém, quando alcançada a seção do “Amém”, a música adquire um caráter brilhante, suntuoso,


que modula para uma tonalidade maior culminando em uma fuga de considerável complexidade. A obra é envolta por forte sentimento de melancolia e introspecção, além da atmosfera densa conseguida através da opulência do coral, características que tanto podem ser reflexos da própria natureza do poema, quanto também podem ser provenientes da profunda dor que Dvořák carregava consigo enquanto finalizava sua magnífica obra. Por ironia do destino, tinha ele nesta ocasião perdido dois de seus filhos em um curto espaço de tempo, o que pode ter feito com que seu sofrimento encontrasse refúgio e conforto naquele poema litúrgico de grande força, amparando o pai que ali estava a sofrer.

Concerto para Piano e Orquestra n° 2, em Fá Maior, Op.102 Dmitri Shostakovich (1906 – 1975) De uma forma geral, o concerto para piano e orquestra foi e ainda é um dos gêneros prediletos dos compositores, dando assim, continuidade a um legado que começa com importantes nomes do período clássico tais como Joseph Haydn e Thomas Arne e seus primeiros concertos para fortepiano – um antecessor do piano de concerto tal qual conhecemos hoje – culminando em Mozart e seus incríveis 27 concertos, seguindo e se desenvolvendo com Carl Maria von Weber, Frédéric Chopin, Franz Liszt, Rachmaninnoff, Prokofieff e tantos outros que se propuseram a explorar as infinitas possibilidades do instrumento, adentrando também no século XX e XXI sob novas perspectivas e releituras. No período romântico, em especial, o concerto para piano era um dos principais gêneros dos compositores, sobretudo dos russos, que tanto zelavam por esse instrumento. Lembremo-nos de que a escola russa de piano sempre foi uma referência, de onde inúmeros virtuosos saíram, criando assim um ambiente propício para que tanto a técnica quanto as composições específicas para o instrumento se desenvolvessem a níveis consideráveis. O compositor russo Dmitri Shostakovich compôs dois concertos para piano e orquestra, sendo que o segundo, datado de 1957, foi um presente dedicado ao seu filho

Maxim, que acabara de completar 19 anos. Foi o próprio Maxim, na época um proeminente pianista, quem estreou esse mesmo concerto a ele dedicado, na ocasião de sua formatura no Conservatório de Moscou. O segundo concerto para piano e orquestra de Shostakovich possui uma linguagem mais leve, envolto por uma energia jovial que transborda de vigor. Pode ser que esse caráter tenha sido reflexo da inspiração de seu jovem filho, mas também pode ter sido incentivado por um importante fato político da história russa. Em 1953, o ditador Joseph Stalin veio a falecer, fazendo com a névoa de pavor que assolava toda a elite intelectual russa – e isso incluía vários artistas tanto da música quanto de outras áreas – se dissolvesse, resultando em um grande alívio social Shostakovich, ora compunha peças sóbrias, densas e sérias, e ora abusava do sarcasmo e da sátira, ou ainda, mesclava ambas as possibilidades. Porém, nesse seu segundo concerto para piano, podemos perceber uma postura mais clássica, como se ele olhasse para um passado longínquo de Haydn, tanto no espírito quanto na formalidade. Estruturalmente temos um modelo bastante convencional de andamentos para concertos, ou seja, o primeiro movimento de caráter mais vivo – Allegro –, um segundo andamento mais calmo e moderado – Andante – e no terceiro – Allegro – o caráter mais vivo e brilhante retorna. Tanto o primeiro quanto o terceiro andamentos são

similares em relação à estrutura, cada qual com seu próprio caráter. O primeiro andamento começa com uma melodia um tanto quanto ousada, com um tom de ironia leve e sutil, e logo é abarcada com uma impetuosidade quase militar, sendo acompanhado pela caixa clara na percussão, seguido por momentos orquestrais triunfantes. O segundo movimento é tomado por uma singeleza de grande beleza e lirismo, com uma espiritualidade que muito facilmente poderíamos confundir com o estilo de Rachmaninoff. As cordas contam com o lirismo da trompa para que um ambiente contemplativo e majestoso seja criado, onde o solista realiza lentos arpejos na mão esquerda que servem de leito para as longas melodias da mão direita. Um movimento onde a simplicidade é a tônica. Imediatamente, e sem interrupções, o piano conduz ao terceiro movimento, em tom mais descontraído e divertido do que o primeiro. Há de se notar que, há muitas passagens com escalas e arpejos, o que, segundo o próprio Shostakovich, foi uma citação direta ao famoso exercício de técnica pianística Hanon, pois somente assim - disse o compositor em tom de brincadeira - seu filho seria forçado a estudálos. O movimento encerra de maneira extasiante, em um galope que acontece logo após um clímax liderado pela flauta e piccolo. É uma obra sedutora, repleta de momentos inspiradores, que nos conquista e prende do início ao fim.

Juventude Tem Concerto Concerto para Piano e Orquestra n° 1, em Dó Maior, Op.15 Ludwig van Beethoven (1770 – 1827) O “Concerto para Piano e Orquestra em Dó Maior, Op.15”, de Ludwig van Beethoven, foi composto entre 1796 e 1797 e foi o primeiro de uma série de cinco concertos para piano. Beethoven foi de suma importância na transição do Classicismo para o Romantismo, porém essa mudança ocorreria tardiamente em sua vida e de maneira progressiva. No começo de sua vida enquanto compositor ele ainda era um clássico e, como tal, seguia os modelos

dos maiores pilares do Classicismo: Joseph Haydn (1732 – 1809) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791). Há relatos de que no ano de 1787, Beethoven teria viajado para Viena na esperança de ter aulas com Mozart. Não temos detalhes sobre se esse encontro de fato aconteceu, ou se eles mantinham algum tipo de contato. Por volta de seus 20 anos, Beethoven teve aulas com Haydn em Viena. Nesse seu primeiro concerto, podemos notar a forte assimilação dos estilos de Haydn e Mozart, não só em relação à forma, que não se mostra tão ousada quanto nos demais concertos, em especial nos de número 3, 4 e 5, mas também em relação à construção melódica e harmônica. Porém, embora os estilos ainda sejam baseados nos moldes clássicos, é incontestável a

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presença da impetuosidade de Beethoven, que embora jovem, já deixava transparecer boa parte de seu espírito indomável. No primeiro movimento – Allegro con brio – Beethoven emprega uma forma sonata, onde a orquestra é quem se encarrega de fazer a apresentação dos dois temas principais. Aqui, percebemos uma forte influência do estilo mozartiano no tratamento temático: o piano não começa com a apresentação do tema, mas sim a orquestra, e quando o solista surge, ao invés de repetir o tema já exposto pela orquestra, traz ao discurso uma nova ideia musical, apresentando materiais inéditos que posteriormente serão desenvolvidos. Antes da coda de encerramento feita pela orquestra, o solista realiza a cadência, ou seja, momento onde somente o piano predomina, realizando passagens virtuosísticas baseadas nos materiais temáticos apresentados no decorrer do movimento. É a parte do concerto onde o solista exibe sua destreza técnica e musical. O segundo andamento – Largo – é uma forma ternária no modelo ABA. Na seção “A”, vários temas melódicos são apresentados, imbuídos de grande lirismo e musicalidade, seguindo para a seção “B”, onde esses mesmos temas são desenvolvidos e retrabalhados para que posteriormente, após uma preparação, a seção “A” retorne com sutis modificações. O terceiro movimento é um Rondó – Allegro scherzando – no modelo ABACADA, uma forma tradicional do período clássico, amplamente utilizada por Haydn e Mozart. No Rondó - do francês rondeau, uma dança de roda, vindo daí, seu aspecto cíclico - temos um tema principal com forte caráter dançante, representado pela letra “A”, o qual é intercalado com temas secundários e contrastantes, não só no caráter melódico, mas principalmente na tonalidade. O movimento termina com um forte contraste dinâmico, onde o piano desenvolve uma melodia suave e calma, enquanto a orquestra avança para o encerramento com grande massa sonora.

Concerto para Piano e Orquestra n° 21, em Dó Maior, KV.467 Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) Talvez o mais importante legado do repertório pianístico resida nos 27 concertos para piano e orquestra de Wolfgang Ama-

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deus Mozart. Através de um dos maiores nomes do período clássico, o gênero ganhou novas proporções. Pela primeira vez, desde os primeiros concertos para teclado de C. Ph. Emanuel Bach (1714 – 1788) – filho de J. S. Bach, que muito influenciou Mozart em suas primeiras alçadas como compositor -, Johann Schobert (ca. 1735 - 1767), Johann Baptist Vanhal (1739 - 1813), o gênero foi exposto a questões mais complexas como, por exemplo, o diálogo entre a orquestra e o piano solista e as possibilidades que poderiam surgir dessa conversa e, claro, como alguns problemas referentes ao uso dos materiais temáticos poderiam ser resolvidos. O esforço de Mozart estava centrado no equilíbrio dos aspectos sinfônicos da música de concerto, com o vocabulário pianístico, o que para muitos compositores anteriores foram verdadeiras armadilhas. Seu “Concerto para Piano e Orquestra n° 21, em Dó Maior” é de sua época madura, do ano de 1785, período das grandes obras vienenses. É desse mesmo ano o seu também famoso “Concerto n° 20, em Ré menor, KV. 466”. Curiosamente, os dois constituem um par contrastante, quase antagônico em relação ao caráter década um, pois enquanto seu “Concerto em Ré menor” tem uma atmosfera mais sombria e nebulosa, o “Concerto em Dó Maior” é mais brilhante e luminoso. No final desse mesmo ano, Mozart também compôs o “Concerto n° 22 em Mi Bemol Maior”. O primeiro movimento, um Allegro maestoso na forma sonata, possui um impulso que muito nos lembra uma marcha. Esse motivo permeia toda a obra, ora sendo intercalado com motivos mais líricos e melódicos, ora retornando ao forte caráter militar, fazendo dessa dualidade um agradável jogo entre solista e orquestra. Há ainda uma cadência no final desse movimento, embora no manuscrito de Mozart não conste nenhuma, pois pode ter sido perdida ao longo dos anos. Vale lembrar que, Mozart era um exímio improvisador, portanto, ele quase nunca escrevia suas cadências, pois preferia improvisá-las durante o concerto. Muitas anotações foram encontradas e editadas como sendo cadências por ele mesmo escritas, inclusive, alguns concertos contam com mais de uma versão de cadência, fato que mostra o quanto ele variava nesse aspecto, mas outras infelizmente se perderam. Há ainda a possibilidade de o intérprete escrever sua própria cadência, prática essa muito comum. O segundo movimento, Andante, começa com uma seção

exclusiva para as cordas, onde os primeiros violinos realizam uma melodia inspiradora e de grande lirismo, guarnecida pelo apoio harmônico dos demais instrumentos de cordas. É um movimento tripartido, ou seja, em três partes, onde o solista irá surgir somente na segunda dessas seções, fazendo relembranças de motivos apresentados pela orquestra na primeira seção e, também, inserindo novos elementos musicais para o diálogo. Em seguida, depois que os materiais foram explorados e desenvolvidos, voltamos à re-exposição da primeira seção, novamente com as cordas e a melodia marcante nos primeiros violinos, porém, com uma breve corda que finaliza a seção. O último movimento, um Allegro vivace assai, se encontra na forma Rondó, cujo tema principal é exposto em tutti pela orquestra de maneira extasiante, preparando a entrada do piano, que segue desenvolvendo as ideias apresentadas. Nesse movimento, Mozart opta por uma escrita mais fluídica entre piano e orquestra, que trocam linhas em um diálogo constante. No final, o tema principal é mais uma vez relembrado para encerrar a obra de maneira triunfante.

Dario Rodrigues Silva é graduando do curso de Música, bacharel em Piano, da USPRibeirão. Além das atividades de intérprete-pianista, atua como pesquisador (bolsista PIBIC/ CNPq) na área de performance e práticas interpretativas, com foco nas obras pós-modernas para piano do compositor brasileiro Almeida Prado. Possui artigos publicados no Seminário Nacional de Pesquisa em Música, (SEMPEM 2009 e 2010, Goiânia/GO), na Iª e IIª semanas “Jovens Pesquisadores” do Departamento de Música da USP-Ribeirão e, recentemente, na Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM 2011, Uberlândia/MG). É curador do projeto “Terças Musicais”, o qual fornece semanalmente música gratuita à população de Ribeirão Preto, mostrando a produção acadêmica dos alunos.


Stabat Mater Tradução

1 Stabat Mater dolorosa iuxta crucem lacrimosa dum pendebat Filius Em pé, a Mãe dolorosa, chorando junto à cruz da qual pendia seu Filho. De pé, a mãe dolorosa junto da cruz, lacrimosa, via o filho que pendia 2 Cuius animam gementem contristatam et dolentem pertransivit gladius Cuja alma gemente, entristecida e dolorida por causa da espada que atravessava Na sua alma agoniada enterrou-se a dura espada de uma antiga profecia 3 O quam tristis et afflicta fuit illa benedicta Mater Unigeniti Oh, quanto triste a tão aflita ela estava, a mãe bendita do Unigênito Oh! Quão triste e quão aflita entre todas, Mãe bendita, que só tinha aquele Filho 4 Quae moerebat et dolebat et tremebat cum videbat nati poenas inclyti Quae moerebat et dolebat Pia Mater dum videbat nati poenas inclyti Como suspirava e gemia [e tremia] Mãe Piedosa, ao ver os sofrimentos de seu divino Filho Quanta angústia não sentia Mãe piedosa quando via as penas do Filho seu! 5 Quis est homo qui non fleret Matri Christi si videret in tanto supplicio? Quem homem não choraria se visse a Mãe de Cristo em tamanho suplício? Quem não chora vendo isso: contemplando a Mãe de Cristo num suplício tão enorme? 6 Quis non posset contristari Matrem Christi contemplari dolentum cum filio? Quem não se entristeceria ao contemplar a Mãe de Cristo, condoída com seu filho? Quem haverá que resista se a Mãe assim se contrista padecendo com seu Filho? 7 Pro peccatis suae gentis vidit Iesum in tormentis et flagellis subditum Pelos pecados de seu povo, viu Jesus em tormentos e submetido aos flagelos. Por culpa de sua gente Vira Jesus inocente Ao flagelo submetido 8 Vidit suum dulcem natum moriendo desolatum dum emisit spiritum Viu seu doce nascido [filho] morrendo abandonado quando entregou seu espírito Vê agora o seu amado pelo Pai abandonado, entregando seu espírito 9 Eia Mater, fons amoris, me sentire vim doloris fac ut tecum lugeam Eia, mãe, fonte de amor, faz-me sentir tanto as dores que eu possa chorar contigo. Faze, ó Mãe, fonte de amor que eu sinta o espinho da dor para contigo chorar 10 Fac ut ardeat cor meum in amando Christum Deum ut sibi complaceam Faz que arda meu coração de amor por Cristo Deus, para se compadecer Faze arder meu coração do Cristo Deus na paixão para que o possa agradar 12 Tui nati vulnerati tam dignati pro me pati poenas mecum divide As feridas de teu filho, que por mim padeceu as penas, divide comigo. Do teu filho que por mim entrega-se a morte assim, divide as penas comigo.

13 Fac me vere tecum flere crucifixo condolere donec ego vixero Fac me tecum pie flere crucifixo condolere donec ego vixero Faz-me contigo [piedosamente] verdadeiramente chorar, sofrer com o crucificado enquanto eu viver. Oh! Dá-me enquanto viver com Cristo compadecer chorando sempre contigo. 14 Iuxta crucem tecum stare te libenter sociare in planctu desidero Iuxta crucem tecum stare et me tibi sociare in planctu desidero Quero estar contigo junto à cruz e, de boa vontade quero me associar ao teu pranto. Junto à cruz eu quero estar quero o meu pranto juntar às lágrimas que derramas 15 Virgo virginum praeclara mihi iam non sis amara fac me tecum plangere Virgem das virgens preclara, não sejas amarga comigo, faz-me contigo chorar. Virgem, que às virgens aclara, não sejas comigo avara dá-me contigo chorar. 16 Fac ut portem Christi mortem passionis eius sortem et plagas recolere Fac ut portem Christi mortem passionis fac consortem et plagas recolere Faz que eu traga a morte de Cristo, que eu participe de sua paixão e que venere suas chagas Traga em mim do Cristo a morte, da paixão seja consorte, suas chagas celebrando 17 Fac me plagis vulnerari cruce hac inebriari ob amorem filii Fac me plagis vulnerari fac me cruce inebriari et cruore filii Faz me ferido pelas chagas, pela cruz embriagado de amor pelo teu Filho Por elas seja eu rasgado, pela cruz inebriado, pelo sangue de teu Filho! 18 Inflammatus et accensus, per te, Virgo, sim defensus in die iudicii Flammis ne urar succensus, per te, Virgo, sim defensus in die iudicii Flammis orci ne succendar, per te, Virgo, fac, defendar in die iudicii Inflamado e abrasado, que eu seja defendido por ti ó Virgem, no dia do Juízo. No Julgamento consegue que às chamas não seja entregue quem por ti é defendido 19 Fac me cruce custodiri morte Christi praemuniri confoveri gratia Christe cum sit hinc (iam) exire da per matrem me venire ad palmam vicoriae Faz-me ser guardado pela cruz, fortalecido pela morte de Cristo e confortado pela graça. Quando do mundo eu partir dai-me ó Cristo conseguir, por vossa Mãe, a vitória 20 Quando corpus morietur fac ut animae donetur paradisi gloria. Amen Quando meu corpo morrer, faz que minha alma alcance a glória do paraíso. Amém Quando meu corpo morrer possa a alma merecer do Reino Celeste a glória. Amém Tradução Fonte: http://www.stabatmater.info/portugues.html Pesquisa: Snizhana Drahan

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Concerto Internacional Nº 1191 Programa Regente: Claúdio Cruz Richard Wagner - Abertura da ópera Tannhäuser e o Torneio de Trovadores de Wartburg Dmitri Shostakovitch - Concerto n° 2 para Piano e Orquestra Solista: Michel Bourdoncle Antonín Dvořák - Stabat Mater I - Stabat Mater dolorosa II - Quis est homo III - Eja Mater IV - Fac ut ardeat cor meum VIII - Fac ut portem Christi mortem X - Quando corpus morietur Participação: Coro da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto Solistas: Wladimyr Carvalho (barítono), Carla Barreto (soprano), Cristina Modé (mezzo-soprano), Cleyton Pulzi (tenor)

Ribeirão Preto, 26 de novembro de 2011 Theatro Pedro II, 21h 18


Claúdio Cruz Maestro-Titular

Paulistano, iniciou seus estudos musicais com o pai. Aos 17 anos ingressou na Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo. Posteriormente, tocou no Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo. É spalla da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) desde 1990. Foi diretor da Orquestra de Câmara Villa-Lobos, de São Paulo. Em novembro de 2001 assumiu o cargo de regente-titular da OSRP; com esta criou a série Concertos Internacionais recebendo grandes artistas como Nelson Freire, Maria João Pires, Antonio Meneses, Dang Thai Song, entre outros, e artistas da MPB como Ivan Lins, Toquinho, Agnaldo Rayol, Leila Pinheiro, Nana Vasconcelos. Foi o regente-titular da Orquestra de Campinas em 2004 e 2005; com esta regeu as óperas Lo Schiavo de Carlos Gomes e Don Giovanni de Mozart. Em 2007 regeu a ópera Rigoletto de Verdi em Ribeirão Preto. Em março de 2011 regeu a ópera La Bohème de Puccini. Como diretor artístico realizou grandes projetos de formação de platéia e viabilizou a gravação de vários CDs. Ganhador do Prêmio APCA duas vezes; do Prêmio Carlos Gomes duas vezes e do Grammy Latino 2002. Foi indicado para o 7° Prêmio Bravo! Bradesco Prime de Cultura 2011, na categoria Melhor CD Erudito. Com intensa carreira no exterior, tem concertos programados na França, Alemanha e Japão nas temporadas 2011 e 2012. 19


Snizhana Drahan Soprano

Snizhana Drahan é formada em Regência Coral pela Academia Nacional de Música da Ucrânia (1998). Trabalhou como regente do Coral Infantil da Igreja Ortodoxa, com o qual fez turnê pela França, e como regente no Grande Coral Infantil da Fábrica de Aviões Antonov, com o qual fez turnê pela Bulgária. Em 1998 e 1999 foi regente e professora de Regência na Faculdade de Música da Universidade de Pedagogia (Ucrânia). Desde 1999 desenvolve intenso trabalho pedagógico na área de canto e canto coral no Brasil ministrando oficinas de regência e canto na região junto com a Secretaria de Estado da Cultura e Oficina Cândido Portinari. Fundou vários grupos corais que funcionam até os dias de hoje, organizou e participou como cantora de inúmeros recitais e shows. Desde agosto de 2008, coordena a Escola de Canto Coral (ECC) da OSRP, cujos coros adulto e infantil vêm se apresentando no decorrer desses anos no Theatro Pedro II. Em 2007, concluiu o mestrado na área de Musicologia (ECA-USP) e, atualmente, está desenvolvendo a pesquisa na área de voz em nível de doutorado na USP-Ribeirão Preto. 20


Coro da OSRP Escola de Canto Coral SOPRANOS

Ana Rosa Lorenzato

Eduardo de Assis

Adelaide de Almeida

Andrea Candido dos Reis

Eduardo Reis

Andréa Vettorassi

Arlene Moreli

Elias Brito

Andreia A. Gomes

Carmen de Souza

Eliton de Almeida

Blanche Amancio

Cristina Mode

Evandro Prado

Bruna Amaral

Debora Floriano

João Carlos Simão

Camila C. Christo

Fernanda Coutinho

Osmar Capacle

Carla Barreto

Heloisa Sampaio

Ricardo Fenerich

Érika Danyla Inácio

Ines Castilho

Roberto Teixeira

Fernanda Onofre

Isabela Mestriner

Flora M.D.B. Pessini

Juliana Tarla

BARÍTONOS E BAIXOS

Giulia Faria

Ligia M. Pinto

Alexandre Mazer

Karina Fernandes

Márcia Carvalho

Cleiton Frazon

Leny Freitas de Oliveira

Marta Gomes

Douglas Amancio

Marcela S. Cordeiro

Milena Floria Santos

Gildo Legure

Marcia dos Santos

Milena Souza

Leonardo Madaleno

Maria Yvette da Silva

Priscila Cubero

Luis Cesar Colombari

Priscila Bastos

Tais Roxo

Luis R. Brassarola

Renata Ferrari

Tamara Pereira

Marcos Lanari

Simone Barnabe

Waleska Ferreira

Marcos Sacilotto Mario Cenedesi

Sylvia Dias TENORES

Pedro Ferreira

Carlos Arena

Rodrigo Quintiliano

MEZZO-SOPRANOS E CONTRALTOS

Cyrilo Gomes

Thiago Garofalo

Aline Ribeiro

David Faria Araujo

Wladimyr Carvalho

Terezinha Cristina Lima

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Michel Bourdoncle Pianista

Começou sua carreira com Jacqueline Courtin e Bernard Flavigny no Conservatoire d’Aix-en-Provence. Estudou no Paris Conservatoire, conquistando os primeiros prêmios em música de câmara e piano sob as aulas de Geneviève Joy e Dominique Merlet. Seu encontro com Carlos Roque Alsina em 1984 introduziu-o na música contemporânea, resultando no maior prêmio da Acanthes International Competition. Em 1986 e 1987 estudou no Moscow Conservatory. Concertista, professor do Nuits Pianistiques d’Aix-en-Provence Festival. Michel Bourdoncle foi premiado no Ville d’Aix-en-Provence and Assemblée Nationale por sua atividade artística.

Cleyton Pulzi Tenor

Já viveu papéis como: Bastien na ópera “Bastien und Bastienne” de Mozart, Rei Gaspar em “Amahl and the night visitors” de Giancarlo Menotti, Rinuccio em “Gianni Schicchi” de G. Puccini. Em 2005 recebeu o Prêmio Revelação masculino no 1° Concurso Nacional de Canto “Edmar Ferreti”. Em 2010, foi vencedor do 1° Concurso de Canto Lírico do Rotary Club SP, classificando-se para a segunda fase do 4ª International Rotary Opera Contest que aconteceu no Teatro São Carlos, em Lisboa, Portugal, ficando entre os 10 semi-finalistas. Venceu o concurso Bauru Atlanta Competition, com convites para recital na cidade de Atlanta (Georgia-EUA) em 2011, e para o festival La Musica Lirica 2011 em Novafeltria, Itália. Foi o primeiro classificado brasileiro para a semi-final do Concurso Internacional Jaume Aragall, que aconteceu em Sabadell, Espanha. Em 2011, interpretou Parpignol em “La Bohème”, sob a regência de Cláudio Cruz.

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Cristina Modé Angelotti Mezzo-soprano

Formada no curso de Licenciatura em Educação Artística com habilitação em Música pela Universidade de Ribeirão Preto. Graduada em Instrumento - Piano e em Fonoaudiologia. Especialista em Voz, pelo CEV-SP. Atuou como docente no curso de Musicoterapia, nas matérias de Prática Vocal e Distúrbios da Voz e da Fala e no curso de Direito na matéria de Oratória, da Universidade de Ribeirão Preto. Em 2006, 2007 e 2008 deu aulas no curso de Fonoaudiologia da USP, como professora convidada, na matéria de Voz Profissional. Participou da montagem das óperas-estúdio: “A Flauta Mágica” (1992); “Bodas de Fígaro” (1993); “Don Giovanni” (1996), em Ribeirão. Atualmente, atua como professora de canto e fonoaudióloga em sua clínica particular, e regente do Coral da Unaerp e do Chorus Vox. Apresenta-se regularmente como cantora lírica (mezzo-soprano) em recitais, audições e saraus na cidade de Ribeirão Preto e região.

Wladimyr Carvalho Barítono

Em 1987 iniciou estudos de canto lírico. Atualmente tem como orientadora e professora a cantora lírica Céline Imbert. Integrou o elenco de diversas montagens de ópera-estúdio: “As Bodas de Fígaro” (Fígaro), “A Flauta Mágica” (Papageno), de Mozart, “La Serva Padrona” (Uberto), de Pergolesi e “O Barbeiro de Sevilha” (Dom Basilio), de Rossini. Realiza vasto repertório sacro como solista: “Oratório de Natal”, “Magnificat”, “Cantata 142”, “Cantata 56”, “Cantata 82”, “Cantada 147”, “Paixão Segundo São João” e “Paixão Segundo São Mateus”, de Bach, “Missa Brevis em Ré Maior K 194”, “Missa da Coroação” e “Missa de Requiem”, de Mozart, “Missa em Sol Maior”, de Schubert, “Missa de Gloria”, de Puccini, sendo esta com primeira execução no Brasil, em concertos em Ribeirão Preto e Campinas (SP) em 2003, sob a regência do maestro italiano Antonio Pantaneschi. Participou de vários concertos como solista, sob a batuta de maestros como Sérgio Alberto de Oliveira, Marcos Pupo Nogueira, entre outros nomes importantes.

Carla Barreto Soprano

Iniciou seus estudos de piano aos cinco anos e realizou sua primeira audição aos seis anos no Teatro Municipal de Ribeirão Preto. Em 1999 foi descoberta pelo diretor do Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo, o barítono Carlos Vial, com quem iniciou seus estudos como cantora lírica. Estudou teoria musical e canto na Escola Municipal de Música de São Paulo e realizou várias apresentações em importantes teatros de São Paulo e Minas Gerais. Esteve presente no 10º Festival Música nas Montanhas, em Poços de Caldas em 2009, no curso de Estúdio Ópera e participou do master class da professora Dra. Maryann Kyle, da Universidade do Mississipi (USA). Em 2008 foi uma das finalistas do Concurso Internacional para Sopranos, com o 4° lugar, no Theatro Municipal de Santiago do Chile. Participou de uma edição da série “Juventude Tem Concerto”, da OSRP, com trechos de La Bohème, sob a regência do maestro Cláudio Cruz e também integrou o coro dessa mesma ópera que foi apresentada no Pedro II. Ministra aulas particulares de técnica vocal e, também é solista da Escola de Canto Coral da OSRP. 23


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APRESENTA

Nº 1192 Programa Regente: Claúdio Cruz Ludwing van Beethoven - Concerto n° 1 para Piano e Orquestra Solista: Alexandra Lescure Wolfgang Mozart - Concerto nº 21 para Piano Solista: Nicolas Bourdoncle

Ribeirão Preto, 27 de novembro de 2011 Theatro Pedro II, 10h

Ministério da Cultura

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Alexandra Lescure Pianista

Nicolas Bourdoncle Pianista

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Ficha Técnica Presidente Décio Agostinho Gonzalez Vice-Presidente Dulce Neves Gestora Cristiane Framartino Bezerra Regente Titular Cláudio Cruz Regente-assistente Reginaldo Nascimento Spalla Marcelo Soares Spalla Denis Usov VIOLINOS Anderson Oliveira Carlos Eduardo Santos Camila Gallo Schneck Eduardo Felipe C. de Oliveira Giliard Tavares Reis Hugo Novaes Querino Ilia Iliev Jonas Mafra José Roberto Ramella Marcio do Santos Gomes Júnior Mariya Mihaylova Krastanova Petar Vassilev Krastanov VIOLAS Willian Rodrigues Guilherme Pereira Daniel Isaias Fernandes Daniel Fernandes Mendes Fábio Schio ** Gabriel Santiango Mateos** Victor Botene de Oliveira** VIOLONCELOS Michele Guedes Pimentel Richard Gonçalves Silvana Rangel Svetla Nikolova Ilieva Ladson Bruno Mendes Mônica Picaço CONTRABAIXOS Márcio Pinheiro Maia Walter de Fátima Ferreira Vinícius Porfírio Ferreira Lincoln Reuel Mendes FLAUTAS Sara Lima Sérgio Francisco Cerri Riane Benedini OBOÉS Rodrigo Alves da Silva CLARINETAS Krista Helfenberger Muñoz Bogdan Dragan

FAGOTES Lamartine Tavares Denise Guedes de Oliveira Carneiro TROMPAS Edgar Fernandes Ribeiro Jeremias Pereira Carlos Oliveira Portela Moises Henrique da Silva Alves TROMPETES Naber de Mesquita Alessandro da Costa TROMBONES Ricardo Pacheco José Maria Lopes TROMBONE BAIXO Paulo Roberto Pereira Junior

Patronos e Patrocinadores Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto Astec - Contabilidade Augusto Martinez Perez Banco Ribeirão Preto S/A Brasil Salomão & Matthes S/C Advocacia Cia. Bebidas Ipiranga Colégio Brasil Editora Atlas S/A Estacionamento StopPark Espaço Uomo Fundação Waldemar Barnsley Pessoa

TÍMPANOS Luiz Fernando Teixeira Junior

Grupo WTB

PERCUSSÃO Jéssica Adriana dos Santos Ornaghi* Kleber Felipe Tertuliano* Walison Lenon de Oliveira Souza*

Hotel Nacional Inn

ARQUIVO MUSICAL Leandro Pardinho

Matrix Print

ARQUIVO HISTÓRICO Gisele Haddad

Vera Lucia de Amorim Biagi

EQUIPE TÉCNICA Elvis Nogueira Mota da Silva Aureliano Crispim da Silva

Hospital São Francisco Sociedade Ltda.

Itograss Agrícola Alta Mogiana Ltda. Jornal A Cidade

Maurílio Biagi Filho e

Mesquita Ribeiro Advogados Molyplast Com. Imp. e Exp. Ltda. OHL Brasil

INSPETOR José Maria Lopes

Proservices Informática

PRODUÇÃO Lara Costa

Santa Helena Industria de Alimentos S/A

ASSISTENTE DE PRODUÇÃO Kelcylene Nascimento

San Bruno’S Roticerie Doceria

São Francisco Gráfica e Editora Ltda. Savegnago Supermercado Ltda.

DEPTO. DE SÓCIOS E PATRONOS Gerusa Olivia Basso

Segmenta

ASSESSORIA DE IMPRENSA Blanche Amancio Daniela Antunes

Stream Palace Hotel

* Estagiários ** Músicos licenciados

UNISEB COC

Usina Batatais S/A Açúcar e Álcool Usina Moreno Vila do Ipê Empreendimentos Ltda

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Apoio

Realização

Ministério da Cultura Associação Musical de Ribeirão Preto

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Revista Movimento Vivace  

Veículo de divulgação oficial da OSRP - Distribuição gratuita - Ano IV - n° 37 - Novembro - 2011

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