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CUB AGOSTO

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REVISTA MENSAL DO SINDICATO DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDUSCON-GO

ANO VI, Nº 63 OUTUBRO/2015

ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DO CREA-GO,

FRANCISCO ANTÔNIO SILVA DE ALMEIDA

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DITORIAL

GOIÂNIA 2033, a cidade que queremos Em 2033 a capital goiana estará completando exatos 100 anos. Como queremos que esta “jovem” centenária amadureça nesse período de 18 anos? Com este questionamento em vista, aproveitando o mês da comemoração do aniversário de 82 anos da cidade a revista Construir Mais ouviu os representantes das organizações que compõem o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese), iniciativa criada na alçada do projeto “O Futuro da Minha Cidade”, um fórum aberto à ampla participação da sociedade civil organizada e da administração pública. O Codese é formado pelas seguintes entidades: Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg); Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO); Associação dos Desenvolvedores Urbanos do Estado de Goiás (ADU); Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg); Câmara dos Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL); Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL); Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio); Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg); Observatório Social de Goiânia; Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas em Geral de Goiânia (Sinroupas); Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Horizontais, Verticais e de Edifícios Residenciais e Comerciais do Estado de Goiás (Secovi Goiás); Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia (Sepego); Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO) e Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg). Por meio de Câmaras Técnicas temáticas, o Conselho assumiu como missão identificar a vocação de nossa Capital e discutir suas potencialidades, de acordo com a vontade e anseios da população. A finalidade do Codese é apontar caminhos para a superação de obstáculos e que preparem o Município rumo ao centenário, oportunizando a seus habitantes e às gerações vindouras a melhor qualidade de vida possível nas próximas décadas. Na matéria de capa foi traçado o perfil de Goiânia e

sua Região Metropolitana, que hoje possui nada menos que 2,2 milhões de moradores, ocupando assim a 10ª posição no ranking das regiões metropolitanas mais populosas do País, conforme o IBGE. Populosa, com terras férteis e localização favorável à logística dos negócios, a região ganha peso como importante centro estratégico e polo propulsor de desenvolvimento econômico do Centro-Oeste brasileiro. Ao mesmo tempo em que lhe confere grande importância, essa característica também estabelece enormes demandas internas. Neste panorama, o planejamento de ações e a gestão de metas aparecem como os maiores desafios. Chamada de “capital verde” por seus parques majestosos, a exemplo de boa parte das grandes capitais do País a Região Metropolitana de Goiânia (RMG) convive com disparidades sociais, problemas infraestruturais para suportar a demanda do crescente adensamento do contingente populacional, entre tantos outros gargalos que dificultam o cotidiano do cidadão local, como a falta de mobilidade urbana. Gerado no cerne do projeto “O Futuro da Minha Cidade”, o Codese tem respaldo genuíno para orientar e atuar como agente transformador do ambiente socioeconômico atual, por meio de decisões que influenciem diretamente na adoção de políticas públicas que direcionem ao desenvolvimento sustentado da RMG. Entre diversos assuntos relevantes tratados nesta edição, nesse contexto do aniversário de Goiânia chama a atenção o artigo assinado pelos sócios diretores da Tendências Consultoria Integrada, Nathan Blanche e Denise de Pasqual, em que colocam com muita propriedade que o futuro do Município depende fundamentalmente do que decidirmos hoje. No sentido macro, ponderam eles, não se deve absorver o clima de desalento que toma conta do País por conta de desmandos políticos e econômicos. Ao contrário, os consultores conclamam a todos para arregaçar as mangas e explorar a fundo as vocações e os diferenciais competitivos de nossa Capital e do Estado de Goiás. Boa leitura! CARLOS ALBERTO DE PAULA MOURA JÚNIOR Presidente do Sinduscon-GO

DIRETORIA EXECUTIVA DO SINDUSCON-GO (2013/2016) PRESIDENTE: Carlos Alberto de Paula Moura Júnior - 1º Vice-Presidente: Eduardo Bilemjian Filho - 2º Vice-Presidente: Guilherme Pinheiro de Lima - Diretor Administrativo: Manoel Garcia Filho Diretor Administrativo Adjunto: Luís Alberto Pereira - Diretor Financeiro e Patrimonial: José Rodrigues Peixoto Neto - Diretor Financeiro e Patrimonial Adjunto: Ricardo Silva Reis - Diretor da Comissão de Economia e Estatística: Ibsen Rosa - Diretor da Comissão de Economia e Estatística Adjunto: Maurício Figueiredo Menezes - Diretor da Comissão da Indústria Imobiliária: Mário Andrade Valois - Diretor da Comissão da Indústria Imobiliária Adjunto: Eduardo Bilemjian Neto - Diretor da Comissão de Habitação: Roberto Elias de Lima Fernandes - Diretor da Comissão de Habitação Adjunto: Cláudio Jesus Barbosa de Sousa - Diretor da Subcomissão de Legislação Municipal: Renato de Sousa Correia - Diretor de Materiais e Tecnologias: Sarkis Nabi Curi - Diretor de Materiais e Tecnologias Adjunto: Pedro Henrique Borela - Diretor da Comissão de Concessão, Privatização e Obras Públicas: João Geraldo Souza Maia - Diretor da Comissão de Concessão, Privatização e100 Obras Públicas Adjunto: Humberto Vasconcellos França - Diretora de Qualidade e Produtividade: Patrícia Garrote Carvalho - Diretora de Qualidade e Produtividade Adjunta: Aloma Cristina Schmaltz Rocha - Diretor de Construção Pesada: Sérgio Murilo Leandro Costa - Diretor de Construção Pesada Adjunto: Jadir Matsui - Diretor de Construção Metálica: Cezar Valmor Mortari - Diretor da Construção Metálica Adjunto: Joaquim Amazay Gomes Júnior - Diretor de Assuntos Jurídicos: Ricardo José Roriz Pontes - Diretora de Assuntos Jurídicos Adjunta: Selma Regina Palmeira Nassar 95 de Miranda - Diretor da Subcomissão de Política e Relações Trabalhistas e Sindicais: Yuri Vaz de Paula - Diretor da Comissão de Saúde: Jorge Tadeu Abrão - Diretor da Comissão de Saúde Adjunto: Célio Eustáquio de Moura - Diretor da Comissão de Proteção ao Patrimônio Natural: Gustavo Veras Pinto Cordeiro - Diretor da Comissão de Proteção ao Patrimônio Natural Adjunto: Nelson Siqueira Neto - Diretor do Setor Elétrico e Telefônico: Ricardo Daniel Lopes - Diretor do Setor Elétrico e Telefônico Adjunto: Carlos Vicente Mendez Rodriguez - Diretor Social e de Comunicação: 75 Paulo Henrique Rodrigues Ribeiro - Diretor Social e de Comunicação Adjunto: Ulisses Alcoforado Maranhão Sá - CONSELHO CONSULTIVO: Justo Oliveira d’Abreu Cordeiro, Paulo Afonso Ferreira, Mário Andrade Valois, Joviano Teixeira Jardim, Sarkis Nabi Curi, José Rodrigues Peixoto Neto, Roberto Elias de Lima Fernandes, Alan de Alvarenga Menezes, José Augusto Florenzano, José Carlos Gilberti - SUPLENTES: Bruno de Alvarenga Menezes, Marco Antônio de Castro Miranda, André Luiz Baptista Lins Rocha - CONSELHO FISCAL: Célio Eustáquio de Moura, Guilherme Pinheiro de Lima, Carlos Henrique Rosa Gilberti - SUPLENTES: Paulo Silas Ferreira, Ricardo de Sousa Correia, Paulo Henrique Rodrigues Ribeiro REPRESENTANTES JUNTO À FIEG: Carlos Alberto de Paula Moura Júnior, Roberto Elias de Lima Fernandes - SUPLENTES: Eduardo Bilemjian Filho, Justo Oliveira d’Abreu Cordeiro - REPRESENTANTE JUNTO À CBIC: Carlos Alberto de Paula Moura Júnior - SUPLENTES: Eduardo Bilemjian Filho, Guilherme Pinheiro de Lima. 25 5

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S UMÁRIO

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Entrevista O presidente do Crea-GO afirma em entrevista que “a engenharia goiana é uma das mais modernas do Brasil”. Confira.

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Artigo “Goiânia 100 anos” é o tema do

18 MATÉRIA DE CAPA Goiânia 82 anos. Rumo ao seu centenário, capital goiana forma Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico

artigo de Nathan Blanche e Denise de Pasqual, ambos da Tendências Consultoria Integrada.

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Espaço CBIC “FGTS: mudanças criam insegurança nos contratos e pouco benefício ao trabalhador”

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BIM – conceitos e mitos para o planejamento

presidente da Câmara Brasileira da Indústria

e gerenciamento de empreendimentos na

da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

construção civil.

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Artigo

Registro de Eventos

“O melhor presente para Goiânia é o

Acompanhe o registro dos eventos realizados

futuro” é o tema do artigo do prefeito

no Sinduscon-GO no mês de setembro/2015.

Inovar é Preciso

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Indicadores Econômicos Confira o valor do Custo Unitário Básico (CUB)

Sistema construtivo inovador

referente ao mês de agosto e o resultado da pesquisa

tem lançamento nacional na

“Índice de Confiança do Empresário da Indústria da

Casa Cor Campinas.

Construção” também do mês de agosto.

REVISTA CONSTRUIR MAIS - Revista mensal do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO) Sinduscon-GO - Filiado à CBIC e FIEG. Rua João de Abreu, n° 427, Setor Oeste, Goiânia-Goiás - CEP 74120-110. Telefone: (62) 3095-5155 / Fax: (62) 3095-5177 - Portal: www.sinduscongoias.com.br | Presidente: Carlos Alberto de Paula Moura Júnior | Diretor Social e de Comunicação: Paulo Henrique Rodrigues Ribeiro | Gerente Executiva: Sebastiana Santos | Edição: Joelma Pinheiro | Reportagem: Aymés Beatriz B. Gonçalves (beatriz@ sinduscongoias.com.br), Joelma Pinheiro (joelma@sinduscongoias.com.br) e Valdevane Rosa (valdevane@sinduscongoias.com.br) | Fotografia: Assessoria de Comunicação Social do Sinduscon-GO e Silvio Simões | Projeto Gráfico e Diagramação: Duart Studio | Publicidade: Sinduscon-GO - Telefone: (62) 3095-5155 | Impressão: Gráfica Art3 | Tiragem: 6.000 exemplares. Publicação dirigida e distribuição gratuita. *As opiniões contidas em artigos assinados são de responsabilidade de seus autores. Consciente das questões ambientais e sociais, o Sinduscon-GO trabalha em parceria com a gráfica Art3, que utiliza papéis com certificação FSC (Forest Stewardship Council) na impressão dos seus materiais.

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Comunidade da Construção

é o assunto abordado nesta edição pelo

de Goiânia, Paulo Garcia.

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SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • OUTUBRO 2015

Anuncie na revista

Para informações entre em contato com o Departamento Comercial do Sinduscon-GO, telefone (62) 3095-5168, e-mail comercial@sinduscongoias.com.br.


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OT Í C I A S D O S PA R C E I RO S

ALDEIA ACABAMENTOS PROMOVE MAIS UMA EDIÇÃO DA TEMPORADA ALDEIA VERDE A 7ª edição da Temporada Aldeia Verde, uma promoção da loja Aldeia Acabamentos, aconteceu nos dias 08, 09 e 10 de setembro. Durante o evento ocorreu a discussão e reflexão sobre as relações entre arquitetura, design e construção com o meio ambiente. Foram três dias de palestras interativas entre renomados palestrantes do País e convidados que se preocupam em produzir materiais sustentáveis, sejam de material reciclado e/ou que diminuem a agressão ao meio ambiente. O objetivo foi estabelecer a necessidade da conscientização da produção de materiais sustentáveis. Foram palestrantes Duto Sperry, Edson Moritz, Flávio

Rodrigues, Gillard Dorn, Jairo Almeida, João Carlos Redondo, Laura Teixeira Athons, Ludmila Lepri, Maria Amália, Marise Cavalcanti, Renato Ramos, Steffano Gali e Thais Paszko. O público do Temporada Aldeia Verde foi formado por profissionais de arquitetura, estudantes de arquitetura, design de interiores, paisagistas, decoradores, engenheiros, fornecedores do segmento, dentre outros. Paralelo ao evento ocorreu a realização de ações promocionais com produtos das empresas parceiras participantes. A edição do evento procurou envolver os participantes expondo produtos, ações e temáticas sustentáveis.

I CORRIDA SICOOB ENGECRED-GO MARCA COMEMORAÇÕES DOS 14 ANOS DA COOPERATIVA O Sicoob Engecred-GO celebrou o 14º ano de sua fundação com uma proposta diferente. A cooperativa, que atua na área financeira, promoveu no dia 20 de setembro, a I Corrida Sicoob Engecred-GO, uma iniciativa de caráter esportivo-social, voltada para os associados, parceiros e para o público praticante de corrida de rua. As provas foram realizadas com o apoio da empresa de eventos e promoções, Hanker Live MKT, e tiveram percursos de quatro e dez quilômetros, com largada na agência da Avenida República do Líbano. A cooperativa arrecadou alimentos para instituições de assistência a crianças e idosos. De acordo com o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Engecred-GO, Luis Alberto Pereira, a corrida de rua teve o objetivo de celebrar as conquistas alcançadas pela instituição financeira cooperativa ao longo dos últimos anos, mas também, promoveu qualidade de vida, bem-estar e ajuda a instituições filantrópicas. “O lema do evento foi ‘Corra para o seu bem’. Assim tivemos dois percursos para engajar tanto aqueles que já têm o hábito de correr como aqueles que experimentaram o desafio pela primeira vez”, explicou Luis Alberto.

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N T R E V I S TA

FRANCISCO ANTÔNIO SILVA DE ALMEIDA

“A ENGENHARIA GOIANA É UMA DAS MAIS MODERNAS DO BRASIL”, avalia o presidente do Crea-GO Francisco Antônio Silva de Almeida é natural de Belo Horizonte, Minas Gerais. Formado em Agronomia pela Universidade Federal de Goiás, em 1980; assumiu a presidência do Crea-GO em 1º de janeiro de 2015; e encerra o mantado em 31 de dezembro de 2017. Foi conselheiro do Crea-GO por dois mandatos (1982/1987 e 1993/1997); vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros (1986/1988); presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás (1993/1997); presidente do Crea-GO por dois mandatos consecutivos (2003/2008); e diretor geral da Mútua-GO (2012/2014). Nesta entrevista a Construir Mais ele fala sobre as ações que estão sendo realizadas pelo Crea-GO, assim como o importante papel exercido pelos profissionais na construção e no desenvolvimento das cidades. NESTE MÊS DE OUTUBRO CELEBRAMOS O ANIVERSÁRIO DE GOIÂNIA. DO PONTO DE VISTA DO CRESCIMENTO DA CAPITAL, QUE ASPECTOS O SENHOR ACHA QUE PODEMOS COMEMORAR E O QUE PODEMOS TER MAIS ATENÇÃO? Goiânia é moderna e oferece boa qualidade de vida para seus moradores. Creio que a cidade está bem servida em questão de equipamentos urbanos como megamercados, excelentes restaurantes, boas escolas, hospitais públicos e privados de referência e outros. Mas, por outro lado, temos muito a melhorar em relação à mobilidade urbana, especialmente no que tange ao aumento no número de veículos, sendo que as vias da Capital não foram projetadas para tamanho fluxo. Além disso, a cidade vem crescendo sem planejamento, com adensamento de condomínios verticais, principalmente, o que acaba piorando a situação. Precisamos trabalhar com a engenharia de trânsito e transportes nessas regiões de maior adensamento, com monitoramento completo de trânsito, como realizado nas grandes metrópoles, como Rio de Janeiro e São Paulo. Agora, com a implantação de diversos corredores na cidade, além do BRT e do VLT, a Prefeitura definitivamente precisará desse controle. Sem engenharia e investimento, não haverá qualidade. AS EMPRESAS DE ENGENHARIA GOIANAS E SEUS RESPECTIVOS PROFISSIONAIS TIVERAM PAPEL ATIVO NA CONSTRUÇÃO DA CAPITAL. QUE ASPECTOS POSITIVOS E NEGATIVOS O SENHOR ACREDITA SER NECESSÁRIO OBSERVAR NO PASSADO E NO PRESENTE PARA QUE, NO FUTURO, OS ENGENHEIROS ELABOREM PROJETOS QUE SEJAM REFERÊNCIA NA PROMOÇÃO DO CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL DE GOIÂNIA? 6

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A engenharia goiana é uma das mais modernas do Brasil. Temos profissionais e empresas competentes, equiparando-se às melhores do Brasil. Mas precisamos, antes de tudo, que as faculdades formem cidadãos-engenheiros. Os empresários não podem pensar mais apenas no ganho de capital, mas, antes, devem pensar na sustentabilidade da cidade. Não é simplesmente construir um edifício em áreas de adensamento, mas pensar em questões sustentáveis como, por exemplo, calçadas acessíveis, já no projeto. As empresas e empresários de engenharia têm condições de fazer com que a capital seja um local mais sustentável, respeitando seus limites de crescimento e proporcionando maior qualidade de vida aos seus moradores. Falta conscientização. Sindicatos, associações e outros órgãos já estão trabalhando nesse sentido, mas ainda é necessário maior esforço. O grande problema que temos aqui não é exatamente ligado às empresas, que têm um nome a zelar, mas aos profissionais acobertadores que assinam projetos que não têm compromisso algum com a sustentabilidade. PARCEIRO DO PROJETO “O FUTURO DA MINHA CIDADE”, QUE CONTRIBUIÇÃO O CREA-GO PRETENDE DAR NA CONSTRUÇÃO DESSE NOVO MODELO DE GESTÃO DA CAPITAL? O Crea quer ser parceiro como puder, trabalhando em prol do desenvolvimento sustentável de Goiânia. Se nós, engenheiros que moramos aqui, somos responsáveis pela parte tecnológica – logo, pelo desenvolvimento sustentável –, não programarmos nossa cidade para o futuro, as outras pessoas também não vão. Precisamos envolver toda a sociedade civil organizada nesse projeto, compartilhando experiências exitosas, para que possamos fazer esse planejamento e cobrar que ele seja realmente executado. O planejamento é a base de um bom futuro. A PROPÓSITO, COMO O SENHOR AVALIA O REFERIDO PROJETO? É uma experiência nova que vai depender de nossos esforços. É difícil uma cidade tão grande com um projeto tão ambicioso quanto esse, afinal, estamos trabalhando em uma metrópole, e temos que mobilizar toda a região metropolitana também, mas acredito que, com trabalho duro e, tendo como base tantas experiências exitosas, também teremos sucesso em nosso projeto. UM DOS ITENS TRATADOS PELO “O FUTURO DA MINHA CIDADE” É A CONTINUIDADE DAS METAS TRAÇADAS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA CAPITAL, INDEPENDENTEMENTE DAS MUDANÇAS NO


FRANCISCO ANTÔNIO SILVA DE ALMEIDA, PRESIDENTE DO CREA-GO EXECUTIVO, ASSIM COMO NA GESTÃO DOS ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL. QUE AVALIAÇÃO O SENHOR FAZ SOBRE ESSE NOVO MODELO DE GESTÃO DA CIDADE? O projeto vai demandar grandes esforços, muita persistência e monitoração constante. Esse é um projeto de Estado, não de Governo, e precisamos pensá-lo como tal. Precisamos de um acordo para que ele continue, independente de mudanças no executivo ou na administração de quaisquer órgãos. Esse compromisso é necessário para que o desenvolvimento sustentável seja, de fato, alcançado. Não devo pensar nos benefícios para mim, como gestor, mas nos benefícios para a cidade. AINDA SOBRE ESTE PRISMA, COMO O SENHOR AVALIA A FREQUENTE INDICAÇÃO A CARGOS PARA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (NAS ESFERAS DE GOVERNO – UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS) DE PESSOAS QUE NEM SEMPRE SÃO HABILITADAS PARA EXERCER TAIS FUNÇÕES (INDICAÇÃO POLÍTICA SOBREPONDO À HABILIDADE TÉCNICA/CONHECIMENTO)? QUE IMPACTOS ISSO TRAZ PARA A GESTÃO DAS CIDADES? O grande problema do Brasil não é o gestor, mas a falta de uma gestão. No nosso país, sempre que se muda um administrador, seja em qualquer esfera, todos os outros cargos também são alterados, o que não deveria acontecer em relação aos cargos técnicos. Estes devem ser por meritocracia. A implantação de projetos de engenharia leva mais de 20 anos, então deve haver comprometimento com esses funcionários envolvidos nesses projetos. Os administradores devem ter a consciência de colocar nesses cargos pessoas com compromisso e conhecimento para exercer suas funções com responsabilidade. Precisamos parar com essa mania de trocar todo mundo, sempre que um novo administrador é eleito, já que isso só atrapalha e às vezes impede o andamento dos projetos desenvolvidos pelas equipes técnicas. O CREA-GO POSSUI SEDES EM QUANTOS MUNICÍPIOS GOIANOS? HÁ METAS DE EXPANSÃO? QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS

ATIVIDADES QUE ESTÃO SENDO REALIZADAS PELA INSTITUIÇÃO NO INTERIOR? Atualmente o Crea-GO está presente em 47 munícipios do interior goiano, e não há meta de expansão. Nossa meta, pelo contrário, é de enxugamento. Queremos melhorar nossos serviços para que seja possível que os maiores municípios atendam às demandas de seus vizinhos. No momento, nossos recursos devem ser mais direcionados. O Crea não tem condições de dar qualidade de atendimento e estar presente nas discussões de problemas das cidades estando tão pulverizado em todo o Estado, pois não temos recursos financeiros para isso. Prefiro ter menos inspetorias, mas, nestas, ter o melhor serviço. A partir deste mês de outubro, todos os procedimentos do Crea poderão ser realizados online, não havendo, portanto, a necessidade do profissional ir até uma inspetoria, o que não justifica ter tantos escritórios para atendimento, mas sim para a discussão direcionada dos problemas em cada município goiano. Aí entra o projeto “Casa da Engenharia” que teve, em 27 de agosto, a primeira unidade do interior inaugurada em Rio Verde. O projeto prevê que, além dos serviços realizados pelas inspetorias, a Casa reunirá as entidades de classe ligadas ao Sistema Confea/Crea e Mútua em cada cidade, além de ser um espaço de integração entre a comunidade tecnológica e a população dos municípios, onde, com toda a infraestrutura necessária, possa ser discutido o desenvolvimento local. Talvez possamos, inclusive, implantar o projeto “O Futuro da Minha Cidade” nos municípios do interior, em parceria com o Sinduscon-GO, a Ademi-GO e as outras entidades, como está sendo realizado em Goiânia. Precisamos mostrar à sociedade que nós, engenheiros, somos os responsáveis pelo desenvolvimento sustentável. Se não nos unirmos e começarmos a discutir o futuro das cidades goianas, não chegaremos a lugar nenhum. É por isso que estamos transformando as inspetorias em Casas da Engenharia. À FRENTE DA PRESIDÊNCIA DO CREA-GO, QUE METAS/DESAFIOS O SENHOR PLANEJA EXECUTAR NA SUA GESTÃO? A meta principal da minha gestão é a valorização profissional. Para isso, estamos modernizando nossa administração, desenvolvendo o melhor serviço possível, de maneira descentralizada e disponibilizando tudo online aos profissionais. Também estamos participando das discussões de problemas que afetam nossa cidade, sejam relativos ao meio ambiente, à construção civil, ordenamento da cidade, desenvolvimento rural, etc. Temos, ainda, compromisso com a capacitação de profissionais, especialmente dos recém-egressos das universidades, com a participação do Sebrae Goiás e outras instituições, dando noções sobre administração e empreendedorismo, e oferecendo cursos, palestras e treinamentos diversos. Além disso, pensamos também nos estudantes, incrementando o Crea Jovem e trabalhando para desenvolver neles o orgulho da profissão, que é imprescindível para a atuação de todos os outros profissionais de outras áreas. Ainda assim, a sociedade não reconhece nosso valor. Queremos que seja reconhecida a verdadeira função do profissional, que é proporcionar segurança, qualidade, economia e produtividade. OUTUBRO 2015 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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RT I G O

GOIÂNIA 100 anos Embora considerado um município jovem, Goiânia já é uma senhora de 82 anos e sem tempo a perder. O que será o nosso município quando completar 100 anos depende fundamentalmente do que decidirmos hoje. Não podemos sucumbir ao atual clima de desalento que impregna o nosso País, fruto de anos de desmandos políticos e econômicos e que tão caro custará para que seja revertido. Precisamos pensar no longo prazo, identificando e alavancando o potencial econômico de nossa capital. E há convincentes razões para sermos otimistas. Antes de tudo é preciso desvencilharmo-nos de velhos dogmas e investigarmos cuidadosamente quais podem ser realmente os diferenciais competitivos de Goiânia, inclusive os que podem ser construídos ao longo do tempo – as ditas vantagens comparativas dinâmicas. Atrair novos investimentos a qualquer custo ou deixar as decisões ao sabor das conveniências do ciclo político, sempre cobra o seu preço na forma de um baixo dinamismo econômico ou mesmo de uma grande ressaca futura, assim que os subsídios se exaurem, sobrando investimentos pouco competitivos, com baixa capacidade de alavancar as trocas da cidade com o resto do País e do mundo. Mesmo antes de um estudo mais profundo, é possível apontar para alguns potenciais direcionamentos, lembrando que Goiânia está ligada umbilicalmente ao desenvolvimento do próprio Estado de Goiás. A frente do desenvolvimento que sem dúvida alguma ainda pode impulsionar muito o crescimento da cidade refere-se às incontáveis oportunidades de adensamento de valor nas diferentes cadeias do agronegócio, atraindo para a região importantes indústrias ligadas a esse setor. É nesse adensamento que está o principal fator de geração de riqueza e distribuição de renda para a cidade. Atualmente mais de 50% da produção industrial está ligada ao agronegócio. Goiânia está localizada no centro do grande polo agropecuário do País, que compreende os estados da região Centro-Oeste, o norte de São Paulo, leste de Minas Gerais e Bahia, Tocantins, sul do Maranhão e Piauí. A posição estratégica do município é ainda mais evidente (embora ainda muito pouco explorada) no que se refere à infraestrutura logística. Goiânia está na confluência da Ferrovia Norte-Sul (que finalmente parece que deixará de ser apenas um sonho e começa a se tornar operacional com Centro-Atlântica e a ALL), o que deverá propiciar novas opções de escoamento da safra agrícola de todo o Centro-Oeste, tanto pelos portos da Região Sudeste quanto para o Porto de Itaqui, no Maranhão. 8

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Mesmo o modal rodoviário, que sempre foi o grande flagelo para os produtores agrícolas de toda a região, começa a apontar para tempos melhores com o programa de concessões de rodovias chegando para valer nos principais trechos de escoamento da safra. As concessões de trechos da BR 060, BR 153 e da BR 262 devem melhorar acentuadamente em um curto período de tempo as ligações rodoviárias de Goiânia, tanto com todo o norte do Estado (incluindo Anápolis e Brasília) e sul do Tocantins até Palmas, como com o sul do Estado, Triângulo Mineiro, interligando as rodovias já concedidas e em boas condições do norte de São Paulo, assim como com a região de Belo Horizonte. Com a concessão aguardada para breve de um novo trecho da BR 060 e da BR 364, Goiânia também passará a contar com boa conexão rodoviária não apenas com o oeste do Estado, mas com as principais regiões do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, considerando que esses trechos alcançam a interligação com a BR 163 que corta os dois estados e que também já foi objeto de concessões no período recente. Finalmente, como qualquer outra Região Metropolitana, Goiânia tem vocação natural para se especializar cada vez mais em uma ampla gama de serviços, como saúde, educação, entretenimento, transformando-se em um polo desses serviços para a região e gerando renda e adensamento demográfico, dada a natureza de mão-de-obra intensiva dessas atividades. Por tudo isso, não seria exagero afirmar que Goiânia está diante de uma oportunidade única de desenvolvimento econômico para os próximos 18 anos. Vale a pena, portanto, guardar a crise um pouco na gaveta, arregaçar as mangas e explorar a fundo essas vocações.

NATHAN BLANCHE é sócio-diretor da Tendências Consultoria Integrada

DENISE DE PASQUAL é sócia-diretora da área comercial da Tendências Consultoria Integrada


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S PA Ç O C B I C

FGTS: mudanças criam insegurança nos contratos e pouco benefício ao trabalhador

A indústria da construção fará um novo esforço de diálogo e convencimento para aperfeiçoar Projeto de Lei que muda a remuneração do FGTS. Aprovada pela Câmara dos Deputados, a proposta tramita agora no Senado Federal, exigindo uma nova mobilização para renovar os argumentos com que pretendemos garantir benefícios legítimos ao trabalhador sem comprometer o modelo do FGTS, nem esvaziar seu papel no financiamento habitacional. Esse é um debate importante, que une dois temas de grande relevância e legitimidade: melhorar os ganhos do trabalhador e manter perene um sistema que tem transformado em realidade o sonho da casa própria. Em agosto, a Câmara dos Deputados aprovou substitutivo do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e estabeleceu regras novas para a remuneração dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que sofrerão reajuste escalonado até 2019. O texto, ratificado em votação simbólica, determina que os depósitos feitos a partir de 1º de janeiro de 2016 serão reajustados com base na TR mais 4% ao ano. O rendimento anual do FGTS, além da TR, sobe para 4,75% em 2017 e para 5,5% em 2018. Em 2019, será aplicada a regra utilizada atualmente para a correção da poupança: 6,17% ou 70% da taxa básica de juros (Selic) quando ela for menor ou igual a 8,5% mais a TR anual. O projeto divide os trabalhadores brasileiros, que serão beneficiados de maneira distinta: depósitos anteriores a 1º de janeiro de 2016 não serão atualizados, o que pode gerar uma disputa judicial em torno do FGTS. Como está, a proposta aprovada pela Câmara não trará o retorno esperado para o trabalhador e ainda pode comprometer projetos importantes nos segmentos habitacional e de saneamento básico, em que o FGTS tem participação decisiva, pois o custo de captação do FGTS se tornará mais oneroso que a própria caderneta de poupança, por ter um custo operacional muito superior. Assim, as pessoas de menor poder aquisitivo terão maiores restrições para compra da casa própria. O mesmo ocorrerá com o setor público, que obtém recursos a menor custo para investimentos em saneamento, mobilidade, entre outros investimentos de infraestrutura urbana, além de energia e projetos de logística

COMO ESTÁ, A PROPOSTA APROVADA PELA CÂMARA NÃO TRARÁ O RETORNO ESPERADO PARA O TRABALHADOR E AINDA PODE COMPROMETER PROJETOS IMPORTANTES NOS SEGMENTOS HABITACIONAL E DE SANEAMENTO BÁSICO, EM QUE O FGTS TEM PARTICIPAÇÃO DECISIVA”

e infraestrutura. É importante lembrar que atualmente recursos do FGTS custeiam os subsídios do programa Minha Casa Minha Vida, nas faixas 2 e 3. Formato apresentado pela CBIC prevê a distribuição de parte do patrimônio do FGTS – recursos que são aplicados em diversas operações financeiras (financiamentos, títulos públicos e fundos de investimento, dentre outros ativos) para gerar receita. O rendimento teria uma parte fixa de 3% a.a. e uma parte variável que deve ser calibrada para alcançar o aumento pretendido no projeto original. Esse modelo tem eficácia imediata, pois determina que a divisão do rendimento variável seja creditada integralmente a partir do ano de 2016, na proporção do saldo de todos os cotistas. Todos os trabalhadores têm de ser tratados de forma igual. Essa alternativa garante os ganhos e uma transição para o FGTS. É por esse avanço que vamos trabalhar. JOSÉ CARLOS MARTINS é presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

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S PA Ç O J U R Í D I C O

CONCORRÊNCIA DESLEAL na venda de imóvel na planta

A compra de imóvel na planta é, por natureza, um negócio com risco, uma vez que o bem ainda não existe e só se concretizará após complexo e custoso processo construtivo. Logo, a legislação possui inúmeras normas que protegem tais adquirentes, impondo burocracia e ônus ao empreendedor. Contudo, cresce o número de empreendimentos não alcançados por tal proteção. Além das normas do Código de Defesa do Consumidor, temos as que regulamentam a incorporação imobiliária – atividade econômica que tem por objeto a consecução da construção de edificação composta de unidades autônomas e da venda destas, ao menos parcialmente, antes da conclusão da obra. Tais normas obrigam, por exemplo, o incorporador a arquivar, previamente no Registro de Imóveis, uma série de documentos que permitem detalhado conhecimento sobre o histórico do imóvel, a pessoa do incorporador e do vendedor (caso diversa do incorporador), o projeto de construção, as especificações de acabamento da obra, as regras do futuro condomínio a ser instalado, entre outros. A lei também dá aos compradores o direito de destituírem o incorporador, ou seja, de afastá-lo da gestão da incorporação, em caso de atraso injustificado ou insolvência deste, criando mecanismos facilitadores da continuidade da obra pelos próprios adquirentes. Autoriza, ainda, que as incorporações sejam promovidas sob regime de afetação, no qual, o terreno e as acessões objeto de incorporação imobiliária, bem como os demais bens e direitos a ela vinculados, não respondem por dívidas do incorporador não ligadas à respectiva incorporação. Cresce em Goiânia, no entanto, a construção de edifícios residenciais através de cooperativas habitacionais ou simples grupos fechados de pessoas. Em ambos os casos, pessoas que pretendem unidades imobiliárias futuras se unem para, juntas, com recursos e trabalho próprio, viabilizarem a construção pretendida. Diversamente da incorporação imobiliária, em que o risco do negócio é do incorporador, em tais modalidades, todo o risco do empreendimento é dos próprios interessados nas unidades imobiliárias. Eles são os donos do negócio! Não podem, a princípio, responsabilizar terceiros por eventual insucesso do mesmo. Problemas decorrentes, por exemplo, da inflação, burocracia, insegurança jurídica, falha de prestadores de serviço, intempéries, inadimplência, falta e vícios de materiais serão arcados integralmente pelos “compradores”. 10

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“ A CONSTRUÇÃO VIA

COOPERATIVAS E GRUPOS DE PESSOAS DEVE SER APLAUDIDA E ESTIMULADA, POIS É ESPÉCIE DE ASSOCIATIVISMO, BASE DE ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE. CONTUDO, AS PESSOAS QUE ADEREM A TAIS NEGÓCIOS DEVEM ESTAR ATENTAS E CIENTES DAS RESPONSABILIDADES E RISCOS QUE ESTÃO ASSUMINDO”

Há empreendedores que não querem se submeter aos custos, formalidades e obrigações impostas ao incorporador imobiliário. Estes criam, então, verdadeiras incorporações sob roupagens distintas, utilizando indevidamente, por exemplo, a forma de cooperativa ou grupo fechado. Como não arcam com os custos de diversas obrigações, colocam no mercado unidades a preço abaixo do regular, atraindo inúmeros interessados. A construção via cooperativas e grupos de pessoas deve ser aplaudida e estimulada, pois é espécie de associativismo, base de organização da sociedade. Contudo, as pessoas que aderem a tais negócios devem estar atentas e cientes das responsabilidades e riscos que estão assumindo. No mais, quando tais formas são utilizadas para acobertar verdadeiras incorporações imobiliárias, há concorrência desleal. ARTHUR RIOS JÚNIOR é advogado imobiliário e da construção


Justiça Entende PERDA DA REMUNERAÇÃO DO REPOUSO SEMANAL EM DECORRÊNCIA DE FALTA OU ATRASO DO EMPREGADO Uma questão que causa dúvida no meio jurídico diz respeito à possibilidade do desconto da remuneração do repouso semanal dos empregados que, injustificadamente, não cumprem a jornada integral de trabalho. Assim, relativamente aos empregados mensalistas e quinzenalistas, indaga-se se faltas ou atrasos injustificados durante a semana acarretam ou não a perda da remuneração do repouso semanal correspondente. A Lei nº 605/1949 determina que todo empregado tem direito ao Repouso Semanal Remunerado (RSR) de 24 horas consecutivas, preferentemente aos domingos e, nos limites das exigências técnicas das empresas, nos feriados civis e religiosos, de acordo com a tradição local. Para que o empregado tenha direito à remuneração do RSR, é necessário que o seu horário de trabalho seja integralmente cumprido, sem faltas, atrasos ou saídas durante o expediente, desde que tenham ocorrido sem motivo justificado ou em virtude de punição disciplinar. Há polêmica quanto ao desconto ou não do RSR dos empregados mensalista e quinzenalista quando faltam ao serviço sem justificativa legal, em virtude do disposto no § 2º do art. 7º da Lei nº 605/1949, que determina: “Consideram-se já remunerados os dias de repouso semanal do empregado mensalista ou quinzenalista cujo cálculo de salário mensal ou quinzenal, ou cujos descontos por falta sejam efetuados na base do número de dias do mês ou de 30 (trinta) e 15 (quinze) diárias, respectivamente”. Com base nessa disposição, há corrente jurisprudencial

que entende que o mensalista e o quinzenalista não estão sujeitos à assiduidade para fazer jus ao repouso remunerado, ou seja, ainda que faltem ao trabalho sem justificativa legal, desconta-se somente o valor correspondente ao dia da falta, visto os dias de repouso serem considerados já remunerados. Corrente contrária entende que os requisitos para a concessão do RSR, assiduidade e pontualidade, se aplicam a todos os empregados, mensalistas ou não, sob pena de ferir o princípio da igualdade. Segundo o entendimento predominante, aos empregados contratados como quinzenalistas ou mensalistas não será devido o RSR quando, sem motivo justificado, não tiverem trabalhado durante toda a semana, cumprindo integralmente o seu horário de trabalho. Entretanto, se o empregador estiver seguindo o critério de não descontar o RSR de mensalista e quinzenalista e vier a fazê-lo, poderá ser surpreendido com a arguição de nulidade dessa alteração por contrariar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), art. 468, que considera lícitas apenas as alterações dos contratos de trabalho que não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos aos empregados. Observa-se que o empregador também poderá valer-se da possibilidade de desconto da remuneração do repouso nas situações anteriormente citadas na hipótese de o regulamento interno da empresa ou o contrato individual de trabalho conterem cláusula expressa naquele sentido. (Fonte: Boletim IOB – Manual de Procedimentos Legislação Trabalhista e Previdenciária – Fascículo nº 27/2015)

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ONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

PRÁTICA DA REUTILIZAÇÃO no canteiro do Aeroporto de Goiânia No canteiro de obras do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, a prática da reutilização é percebida em diversos ambientes. O reaproveitamento de resíduos sólidos e a reciclagem praticada pelo Consórcio Aeroporto Goiânia, formado pelas construtoras Norberto Odebrecht e Via Engenharia, são coordenados pela equipe de Meio Ambiente no dia a dia da obra. Na cozinha do refeitório, por exemplo, o óleo, após ser utilizado na produção das refeições, é armazenado em recipientes com o auxílio de uma peneira que filtra resíduos. O material é encaminhado a uma empresa especializada, a qual transforma o resíduo em matéria prima para a confecção de produtos de limpeza. De junho de 2014 até maio de 2015, 1.800 litros de óleo receberam essa adequada destinação. As madeiras são separadas para posterior reutilização no canteiro e as demais são transformadas em cavaco, ou seja, lascas de madeiras, comumente utilizadas em fábricas de cerâmicas, padarias e lavanderias. Com a medida, aproximadamente 132 toneladas deixaram de ser despejadas em aterros sanitários nos últimos dois anos. Nas frentes de serviço, a sucata de metal é reaproveitada em formato de guarda corpo, portões, isolamentos, entre outros.

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As sobras dos tubos de aço, por exemplo, são fixadas em uma base de sobra de concreto para formar uma haste de sustentação aos cerquites cuja função é isolar áreas nas quais ocorram movimentação de cargas, trabalho em altura, escavação e aterro. O material também serve para fixar extintores de incêndio e placas de sinalização de segurança e de meio ambiente. Todos os resíduos de concreto gerado na obra são processados em britadores na empresa goiana RNV Gestão e Soluções em Resíduos, localizada em Aparecida de Goiânia, e transformam-se em brita graduada simples, ou seja, brita reciclada. O material é utilizado na adequação de acessos provisórios não pavimentados dentro do canteiro. A medida visa facilitar a circulação de colaboradores e de equipamentos nas frentes de serviço. Em dias de chuva, por exemplo, evita-se lamaceiros, e em dias secos a incidência de poeira é reduzida. Até o momento, quase 400 m³ do material foram aplicados no canteiro. Já no escritório administrativo e nas frentes de serviço, plástico, papel e papelão são doados para Cooperativas do Programa de Coleta Seletiva de Goiânia, o que representa um volume de 677,05 m³ acumulados em dois anos. (Fonte: Consórcio Aeroporto Goiânia/Norberto Odebrecht e Via Engenharia)


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RT I G O

O melhor presente para Goiânia é o

FUTURO

O principal presente que Goiânia recebe da nossa gestão no aniversário de 82 anos são os alicerces para o futuro. E é por isso que nós temos a felicidade de apostar em projetos arrojados como do BRT Norte Sul, que vai revolucionar a mobilidade urbana da Capital, ou o Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns, que vai aprofundar as relações da comunidade com a natureza e dar ao goianiense mais clareza da influência do contato com o meio ambiente na qualidade de vida, a requalificação da Praça Cívica, que promoverá o reencontro da população com o centro, e também as ciclovias e ciclofaixas, que devolvem às pessoas prerrogativas de ir e vir, dispensando a poluição dos veículos automotores. Nós resumimos o nosso projeto de governo em uma palavra – sustentabilidade – para que não perdêssemos o foco. O lema do desenvolvimento sustentável é um presente ousado para Goiânia porque atrás desse conceito mora uma complexa mudança de postura do poder público e da população. Nós precisamos nos reapropriar do espaço urbano, usando-o a favor do nosso bem-estar, da nossa saúde, da qualidade do ar que a gente respira, da garantia de que as próximas gerações terão a referência verde que a Capital é dentro e fora do Brasil. Uma das provas do reconhecimento de que estamos no caminho certo foi o convite do Papa Francisco, em julho, para compormos um grupo de 50 prefeitos de todo

o mundo e, no Vaticano, assinar a Encíclica Verde, com questões atuais, já no escopo do projeto que, apesar das adversidades que paralisaram alguns gestores públicos, trouxemos à tona desde o princípio da gestão e ainda hoje conduzimos de forma responsável – porque é claro que, se estamos pregando a sustentabilidade para a população e a cidade, também temos que fazer a lição de casa e dar o exemplo, com sustentabilidade fiscal na administração. Se o cidadão e a cidadã andam por Goiânia e veem 60 obras em execução, hoje, em áreas estratégicas como educação, saúde, meio ambiente, habitação, mobilidade, pavimentação, lazer, em harmonia com o pensamento sustentável, planejado, de olhos não somente no agora, não somente no período dessa gestão, mas também privilegiando o futuro, é porque nós tivemos a paciência de construir a base e maturidade para compreender necessidades de curto, médio e longo prazos, frutos que também serão colhidos depois do final do mandato e que atendem a um projeto que não é meu, em particular, ou de um grupo político, mas alimentado pelo sentimento da população, sobre a qual um gestor tem o desafio de traduzir e expressar em obras que concretizem o sonho das pessoas. PAULO GARCIA, prefeito de Goiânia

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N OVA R É P R E C I S O

ALBANO SCHMIDT, PRESIDENTE DA TERMOTÉCNICA

SISTEMA CONSTRUTIVO INOVADOR

tem lançamento nacional na Casa Cor Campinas Com conceito 100% sustentável e utilizando recentes novidades nos segmentos de arquitetura, decoração e sustentabilidade, a 7ª edição da Casa Cor Campinas, que acontece neste mês de outubro no interior de São Paulo, é destaque por conta do processo construtivo das casas onde a mostra se realiza, no condomínio residencial EntreVerdes – empreendimento imobiliário de alto padrão localizado na Região Metropolitana de Campinas. “As mansões foram edificadas com foco na construção limpa, ecologicamente sustentável e com sistemas de reutilização de água, reduzindo-se em 80% o volume de resíduos gerados na construção”, explica a diretora de Relacionamento da Casa Cor Campinas, Adriane Salomão Sanna. As casas foram construídas com painéis monolíticos de EPS (Poliestireno Expandido, mais conhecido como isopor) integrados e malhas de aço galvanizado que substituem a alvenaria estrutural ou alvenaria de vedação. Em resumo, saem tijolos, vigas e pilares, entra em cena o

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DAS CASAS COM OS PAINÉIS

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EPS armado, que constitui o Sistema Construtivo Monoforte, substituindo a alvenaria estrutural ou alvenaria de vedação na edificação das duas mansões. “O material é inovador, seguro e ecoeficiente, indicado para todos os tipos de edificações. Entre outras vantagens, o sistema integrado de painéis modulares permite que todo o processo seja otimizado com a redução no tempo de execução e na mão de obra que, dependendo do projeto, pode ser superior a 30%”, atesta Frederico Barreto, um dos engenheiros responsáveis pela obra na Casa Cor Campinas. Uma obra desse porte, em uma construção convencional, seria construída em no mínimo um ano, mas está sendo concluída em apenas cinco meses e com metade da mão de obra. Essa solução é indicada para todos os tipos de edificações, como residências, escritórios e indústrias, de acordo com a Termotécnica, indústria responsável pela introdução da tecnologia no Brasil. A facilidade do novo sistema construtivo se estende ao transporte e manuseio do material, que é leve e compacto. Em tempos de crise energética, o isolamento térmico e acústico é outro diferencial do Monoforte, que contribui para a valorização do empreendimento. “A Casa Cor Campinas é a plataforma que escolhemos para o lançamento nacional desta solução construtiva em parceria com os escritórios de arquitetura, e precisamente no EntreVerdes, empreendimento único no País, que imprime a sustentabilidade em toda a sua concepção”, explica o empresário Albano Schmidt, presidente da Termotécnica, líder no mercado sul-americano no segmento de indústrias de transformação de EPS, um material que é 100% reciclável. “Como fabricantes deste sistema construtivo inovador buscamos apresentar uma solução tecnológica e ecologicamente avançada, trazendo ganhos tanto para os profissionais envolvidos no projeto e construção das obras quanto para quem irá usufruir destes espaços”, complementa o executivo. Relatórios técnicos comprovam a eficácia desta solução, já muito utilizada na construção civil em diversos países. As tubulações de hidráulica, esgoto e elétrica são instaladas entre os painéis e a tela metálica, resultando em um sistema resistente, rápido e econômico. Dependendo do projeto, no final da obra, ao comparar com a alvenaria convencional, a utilização do Monoforte pode proporcionar uma redução superior a 20% no valor do metro quadrado construído. (Com informações das Assessorias de Imprensa do evento e da empresa)


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EGURANÇA DO TRABALHO

IMPACTOS

da NR 12 na indústria da construção Em 24 de dezembro de 2010 foi publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego a Portaria SIT n° 197, alterando a NR 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos. Essa nova norma veio suprir uma forte carência de regulamentação deixada pela antiga norma, que era muita vaga e incompleta, obsoleta para os padrões atuais de diversidade e complexidade dos processos industriais no país, além do objetivo de reduzir o grande número de acidentes no setor industrial. Entretanto, esse novo texto legal determinou mudanças profundas no que é considerado adequado em relação a proteções de máquinas e equipamentos. Apesar de ter determinado prazos para as diversas adequações que as empresas deveriam executar, sendo o maior deles de 30 meses, a realidade é que nosso parque industrial não foi capaz de realizar as alterações necessárias. As mudanças necessárias são profundas, determinando em muitos casos a substituição das máquinas com alto custo de implantação. A introdução de sistemas de controle mais complexos, incluindo processos eletrônicos, impactam de tal forma no aspecto econômico, que em determinadas circunstâncias inviabilizam o negócio. Não há na nova NR alternativas intermediárias de implantação que criassem uma zona de transição temporal para possibilitar a viabilização econômica do processo de alteração. A nova NR 12 deixa claro que todas novas exigências se referem a fase de projeto, utilização, fabricação, importação, comercialização, exposição, cessão a qualquer título de máquinas e equipamentos, em todas as atividades econômicas. Daí entende-se que o setor da construção civil está incluído nas atividades que devem se adequar e, portanto, tem uma nova gama de exigências a serem cumpridas. Outro fator importante é que a referida norma abrange tanto as máquinas novas quanto as usadas, ou seja, não se pode comercializar uma máquina usada que não atenda a NR 12. Assim, a NR impede que grandes empresas comercializem seus maquinários antigos para pequenas e médias empresas impossibilitando-as do cumprimento da norma. A grande maioria das máquinas e equipamentos em uso no país não cumpre a norma brasileira, e na indústria da construção não é diferente. Mesmo o maquinário recém-adquirido, continua sendo comercializado por fabricantes e importadores sem atender as exigências contidas na NR 12. Muitos desses maquinários até atendem a legislação internacional pertinente, especialmente as normas europeias, mas estão irregulares quanto à nossa NR. Instalou-se então uma polêmica discussão sobre a viabilidade da implantação das alterações devido a seu impacto financeiro nas empresas. Tem havido diversas iniciativas das entidades representativas do setor produtivo junto a alguns setores do governo e ainda na justiça para suspender a aplicação da norma, todas elas sem sucesso.

Com relação à indústria da construção os itens mais impactantes de alteração devidos à nova NR 12 são: • A capacitação dos operadores de máquinas, tais como betoneira, serra circular, policorte, empilhadeira, elevadores de passageiros e/ou carga, e outros, passam a ser obrigatoriamente supervisionadas por profissional legalmente habilitado, que segundo a Resolução nº 218 do Confea é o engenheiro mecânico; • Todas as máquinas e equipamentos deverão ter um programa de manutenção preventivo, que deverá ser planejado por um profissional legalmente habilitado; • Os canteiros de obra deverão ter um inventário de todas as máquinas e equipamentos, com identificação por tipo, capacidade, sistemas de segurança e localização na planta baixa; • Todas as máquinas devem possuir manual em língua portuguesa; • Os comandos das máquinas passarão obrigatoriamente a operar em extra baixa tensão, menor que 25 V em corrente alternada; • As máquinas e equipamentos que possuem inércia, como serra circular e policorte, passarão a ter dispositivo de frenagem que interrompa o movimento no menor tempo possível após o acionamento do botão de emergência; • Os postos de trabalho passarão a ser projetados de forma a se adaptar às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Como podemos ver, as mudanças não se referem apenas aos equipamentos em si, mas também a diversos procedimentos usuais nas obras, que terão um acréscimo de complexidade e de tarefas, com custos adicionais agregados. Além disso, o empresário vai esbarrar na insegurança do fiel cumprimento da norma, já que não existe um órgão certificador da NR 12 garantindo a eficácia das ações. Como é uma norma abrangente, muitas vezes as determinações não são objetivas, ficando a critério da fiscalização a avaliação da regularidade. O assunto é polêmico, já está trazendo grandes demandas nos diversos segmentos produtivos, e começa a refletir na indústria da construção. Muitas autuações têm sido feitas em todo o país, com interdições diversas nas obras, inviabilizando a operação. As empresas estão atrasadas na regularização e desatentas na efetivação dos contratos de locação, que devem prever explicitamente a obrigatoriedade de atendimento das exigências da NR 12 para todos os equipamentos locados. GUILHERME BERNARDES PINTO, engenheiro de Segurança do Trabalho SELMA REGINA NASSAR DE MIRANDA, diretora de Segurança do Trabalho do Sinduscon-GO

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OMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO

BIM

– conceitos e mitos para o planejamento e gerenciamento de empreendimentos na construção civil Independente do cenário econômico, o bom planejamento e o controle da sua execução se impõem como necessidades básicas para o sucesso de um empreendimento. Em tempos de dificuldade econômica estas necessidades se tornam mais latentes e exigem que todos os envolvidos na elaboração de um empreendimento cumpram seus papéis e colaborem com o sucesso deste empreendimento. Atualmente, temos disponível a plataforma BIM que oferece poderosas ferramentas para que o mercado da construção civil possa aliar qualidade construtiva à eficácia. Porém, sempre que o BIM é mencionado, é feita uma associação simplista ao modelo tridimensional (3D) que é gerado, mas apesar do modelo 3D ser o ponto de partida, ele não é o único produto produzido por esta tecnologia, que possui várias vantagens, desde o desenvolvimento dos projetos, o planejamento e gerenciamento da execução dos empreendimentos, até a operação da edificação através de modelo adequado. Mas afinal, o que é o BIM? O Building Information Modeling (BIM) ou Modelo de Informação Construtiva é um conceito que fundamentalmente envolve a modelagem das informações do edifício, criando um modelo digital integrado de todas as disciplinas e que abrange todo o ciclo de vida da edificação, desde seu planejamento até sua manutenção ou demolição. Como dito anteriormente, sua aplicação é feita inicialmente com a elaboração dos modelos tridimensionais (3D) de todas as disciplinas necessárias a um empreendimento imobiliário. Para isto, são utilizados softwares como o Revit da Autodesk, o ArchiCAD da Graphisoft e o Bentley Architecture, da Bentley. É por meio destes modelos tridimensionais que é feita uma integração entre as disciplinas e uma verificação de interferências nos projetos (clash detection), o que permite anteciparmos incompatibilidades e problemas que seriam detectados somente durante a execução do empreendimento. O BIM permite, também, que este modelo seja associado à variável tempo, tornando-se possível incorporar ao modelo informações sobre cronograma, sequência de obra e fases de implantação, sendo esta fase chamada de BIM 4D. Nesta fase, o gerente consegue visualizar virtualmente a progressão da obra, com o modelo integrado ao cronograma, e isto possibilita controles e tomadas de decisão mais assertivas sobre os prazos de execução. O uso do BIM pode proporcionar, também, a quantificação automática e precisa, auxiliando na orçamentação do empreendimento. Este recurso é o chamado BIM 5D. Ao modificar o modelo 3D, são automaticamente atualizados os quantitativos, que são instantaneamente recalculados. Isso permite que a análise de custos se estenda por todas as fases do empreendimento, apoiando o processo de decisão. Além das dimensões acima mencionadas, existem ainda o chamado BIM 6D e 7D. O 6D é a gestão tridimensional de itens de sustentabilidade aplicadas ao empreendimento. E o 7D é a fase que envolve a gestão do empreendimento pós-obra, utilizando o mesmo modelo 3D para dar suporte à manutenção e/ou retrofit do empreendimento. O BIM já é uma realidade há mais de 10 anos em mercados de construção civil em vários países, porém sua utilização pelas 16

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ANA GABRIELA LINS

IARA LUIZA GALVÃO

construtoras brasileiras ainda é incipiente, apesar dos avanços em sua implantação. Acreditamos que o maior desafio para a implantação do BIM está na falta de entendimento de que é necessário um esforço conjunto de projetistas e construtores envolvidos nos vários processos de planejamento e execução de um empreendimento para extrair o máximo de vantagens, que ela nos possibilita. Goiânia é uma das capitais brasileiras que já possui empreendimentos com modelos paramétricos completos desdobrando produtos em suas respectivas obras. Esta realidade surge graças à visão inovadora dos construtores goianos e do esforço de empresas projetistas como a Lins Galvão e Arquitetos Associados, que enxergando os benefícios da implantação do BIM, desde 2009 desenvolve seus projetos utilizando softwares de modelagem paramétrica, gerando os modelos de arquitetura em 3D (em nível executivo) e empenhando a compatibilização tridimensional entre todas as disciplinas de projeto, como estrutura e instalações. Nas instalações prediais podemos citar o trabalho da Mol Engenharia, que desenvolve os projetos de instalações prediais em ambiente tridimensional paramétrico e desdobra junto aos parceiros os produtos do 4D, que estão sendo implantados nos canteiros de obra, levando assim mais facilidade para quem está planejando e executando o empreendimento. Segundo depoimento do engenheiro Bruno Resende, que já está utilizando o modelo 3D no canteiro de obras de um edifício residencial, “a maior vantagem é a visualização 3D dos projetos, principalmente de várias disciplinas ao mesmo tempo, quando coloca as instalações sobre a arquitetura, é possível planejar melhor as etapas de execução, facilitando inclusive o entendimento para a equipe de produção. Outro grande ponto positivo é a possibilidade de se extrair de forma prática e rápida os quantitativos de projetos, com lista de materiais e em alguns casos até os valores finais”. O engenheiro Samuel de Paula Carneiro, que coordena outro empreendimento, concorda com Bruno e diz que “as maiores vantagens são na redução do risco na compatibilização de projetos e na redução de custos devida a sua exatidão e eficiência”. Apesar das dificuldades encontradas pela mudança de cultura necessária e a resistência de mestres de obras e encarregados, o engenheiro Bruno afirma, “essa tecnologia deve e precisa ser usada em outros empreendimentos, é um caminho sem volta, trata-se de um entendimento mais assertivo e completo da obra, BIM é fantástico!”. E o engenheiro Samuel completa, “mesmo sendo algo novo para todos os profissionais na obra, temos facilidade na compreensão e leitura dos projetos, evitamos inúmeros erros anteriores, além da economia significativa no que tange os materiais levantados e outros”. Diante do exposto, concluímos que é necessário que o mercado da construção civil saia da sua zona de conforto e alce passos mais largos em direção a novas práticas de planejamento e gerenciamento, para assim, poder produzir cada vez com mais qualidade técnica e eficácia, potencializando seus lucros e a satisfação de seus clientes. ANA GABRIELA LINS e IARA LUIZA GALVÃO são arquitetas da Lins Galvão e Arquitetos Associados


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AT É R I A D E C A PA

82ANOS

GOIÂNIA

RUMO AO SEU CENTENÁRIO, CAPITAL GOIANA FORMA CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, SUSTENTÁVEL E ESTRATÉGICO A Capital do Estado de Goiás comemora, em 24 de outubro de 2015, 82 anos de fundação. Planejada para 50 mil pessoas, Goiânia possui hoje mais de 1,3 milhão de habitantes. É a segunda cidade mais populosa do Centro-Oeste, sendo superada apenas por Brasília. De acordo com o IBGE, é a sexta maior cidade do Brasil em tamanho, com 256,8 quilômetros quadrados de área urbana. A Região Metropolitana de Goiânia possui mais de 2,2 milhões de habitantes, o que a torna a décima região metropolitana mais populosa do país. Situando-se no Planalto Central, é um importante polo econômico da região, sendo considerado um centro estratégico para áreas como indústria, medicina, moda e agricultura. Goiânia também possui o título de capital verde do Brasil, sendo encantadora por seus belos parques, que figuram o cenário de construção de uma cidade sustentável. Mas, este mesmo cenário é dividido com a desigualdade social, a má distribuição de renda, o déficit de moradias, a falta de infraestrutura que suporte o crescimento econômico e social da metrópole, etc. 18

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Assim, é necessário identificar qual a vocação da Capital e, tendo o cidadão como protagonista, identificar que cidade a população deseja que Goiânia seja em seu centenário. Com a finalidade de amparar o desenvolvimento de um plano de ação contínuo para desenvolvimento das cidades foi criado o projeto “O Futuro da Minha Cidade”, que objetiva promover o envolvimento da sociedade civil organizada – empresas e entidades –, e do poder público neste propósito. O projeto teve início na cidade de Maringá (PR) na década de 1990, quando um pequeno grupo de seis empresários encabeçados pela Associação Comercial e Industrial da região, decidiu se unir para estudar, propor e exigir mudanças na forma de condução da cidade, visando a retomada e manutenção do crescimento econômico, independentemente de qual gestor assumisse no próximo pleito eleitoral. O movimento cresceu e se fortaleceu, sendo reconhecido por sua representação social legítima. Posteriormente, o grupo formou o Codem – Conselho de Desenvolvimento Econômi-


Conheça as 15 organizações que fundaram o Codese co de Maringá. Hoje, com 18 anos de atuação, conta com a participação ativa de 180 entidades, cerca de 400 pessoas, que constroem o planejamento futuro da cidade em Câmaras Técnicas, com atuação voluntária, fundamentalmente apartidária e focada no planejamento do futuro e no desenvolvimento econômico do município. Em Goiânia, o projeto foi instituído em maio de 2014 e, na cidade de Aparecida de Goiânia, em maio de 2015. “O Futuro da Minha Cidade” já foi apresentado também em Joinville (SC), São Gonçalo do Amarante (CE), Cascavel (PR), Porto Velho (RO), Uberlândia (MG) e Teresina (PI). Promovido nacionalmente pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o projeto conta com o apoio do consultor da CBIC e ex-prefeito de Maringá (PR), Silvio Barros, atual secretário de Planejamento e Coordenação Geral do Estado do Paraná. Para ele, “o projeto é uma iniciativa transformadora que pretende discutir um plano de ação a ser desenvolvido pelos próximos 20 anos, com alternativas de soluções dos problemas sendo trabalhadas com a administração pública da cidade, propondo a construção de um ambiente social onde as pessoas possam conviver com paz, harmonia e felicidade”.

Desenvolvimento sustentado

Dando prosseguimento ao projeto, foi instituído recentemente o Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese), um importante passo rumo ao objetivo de preparar Goiânia para o seu centenário. O Conselho tem como atual presidente Renato de Sousa Correia (Ademi-GO); vice-presidente, Paulo Roberto da Costa (Secovi-GO); superintendente executivo, Paulo Henrique Rodrigues Ribeiro (Sinduscon-GO) e como secretária executiva, Taisa Nascimento (codese@ofuturodaminhacidade.com.br). O plenário do Codese é composto de 28 membros integrantes das instituições associadas, tendo representantes da Prefeitura de Goiânia, de Instituição de Ensino Superior Pública, de Instituição de Ensino Superior Privada, de Instituição de Ensino Médio Público ou Privado, do setor produtivo empresarial, de Conselhos Profissionais e do setor produtivo rural. O Conselho é uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos, sem finalidade política partidária ou religiosa, tendo como finalidade discutir soluções estratégicas em desenvolvimento econômico sustentável, considerando a mobilidade, infraestrutura, saneamento e

1. Acieg – Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás 2. Ademi – Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás 3. ADU – Associação dos Desenvolvedores Urbanos do Estado de Goiás 4. Ahpaceg – Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás 5. CDL – Câmara dos Dirigentes Lojistas de Goiânia 6. FCDL – Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás 7. Fecomércio – Federação do Comércio do Estado de Goiás 8. Fieg – Federação das Indústrias do Estado de Goiás 9. Faeg – Federação da Agricultura do Estado de Goiás 10. Observatório Social de Goiânia 11. Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas 12. Sinroupas – Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas em Geral de Goiânia 13. Secovi – Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis e dos Condomínios Horizontais, Verticais e de Edifícios Residenciais e Comerciais do Estado de Goiás 14. Sepego – Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia 15. Sinduscon-GO – Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás

preservação do meio ambiente, dentre outros, de modo a melhorar as condições de renda e de vida para a população do município de Goiânia. Dentre suas finalidades específicas estão: discutir programas e prioridades para a aplicação dos recursos municipais e acompanhar sua aplicação; propor diretrizes com vistas à geração de empregos de qualidade, com foco no aumento da renda e no desenvolvimento sustentável do município; realizar estudos visando à identificação das potencialidades e vocação da economia do município; desenvolver diretrizes para a atração de investimentos, além da expansão, modernização e consolidação dos existentes; promover a abertura e conquista de novos mercados; criar um sistema de informações, para orientar as tomadas de decisões e a avaliação das políticas de desenvolvimento, etc. O Codese conta com dez Câmaras Técnicas (CT’s) para tratar assuntos levantados como fundamentais na criação da proposta de futuro para a cidade, conforme segue, juntamente com o nome de seus respectivos representantes: 1. CT de Logística e Distribuição: Paulo Afonso Lustosa (Setceg); 2. CT de Vestuário e Moda: Edilson Borges (Sinroupas); 3. CT de Turismo de Negócios: Olavo de Castro (Goiânia Convention & Visitors Bureau); 4. CT de Polo Educacional: Flávio Roberto (Sepe-GO); 5. CT de Polo Tecnológico: Luciano Lacerda (Comtec); 6. CT de Goiânia Social: Lorena Silvério (Observatório Social); 7. CT de Negócios Agropecuários: Antônio Carlos Costa (Faeg); 8. CT de Desenvolvimento Urbano: Ioav Blanche (Secovi-GO); 9. CT de Melhoria da Gestão Pública (Desburocratização): Helenir Queiroz (Acieg); 10. CT da Saúde: Haikal Helou (Ahpaceg). OUTUBRO 2015 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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AT É R I A D E C A PA

Veja qual a expectativa dos fundadores do Codese para Goiânia em 2033 “Acredito que ‘O Futuro da Minha Cidade’ traz uma nova maneira de participação da sociedade organizada. Seus representantes devem trazer os anseios, reivindicações e perspectivas que colaborarão para o desenvolvimento por meio das Câmaras Técnicas de planejamento e projetos que contribuirão para termos a cidade que queremos: uma cidade que respeite a vontade dos seus cidadãos, que tenha mobilidade urbana, segurança, saúde, educação e, principalmente, empregos de valor agregado, voltados ao equilíbrio e a sustentabilidade econômica, ambiental e social para todos seus cidadãos”. CARLOS ALBERTO MOURA, PRESIDENTE DO SINDUSCON-GO

“Minha expectativa é que Goiânia seja uma cidade com melhores indicadores de renda da população e aumento significativo da qualidade de vida. A situação desejada em 2033 requer que se entenda a situação atual, para que possamos estabelecer metas objetivas no sentido de elevar a renda real da população. Nesse contexto, o projeto ‘O Futuro da Minha Cidade’ é o instrumento de debate e planejamento da sociedade civil organizada a fim de alinhar uma estratégia de desenvolvimento e acompanhar sua implantação junto ao poder público, a fim de que o objetivo proposto seja atingido”. RENATO DE SOUSA CORREIA, PRESIDENTE DA ADEMI-GO

“Goiânia, ao completar o seu centenário, tem que continuar a ser jovem e cada vez mais bonita. Com a capacidade que a tecnologia nos permite de medir e analisar os dados de fluxo e da utilização dos equipamentos públicos podemos planejar, de forma mais eficiente, a ocupação urbana. A união da iniciativa privada com o poder público pode nos dar ferramentas para planejar e executar projetos de melhorias para nossa Capital. Tudo isso, baseado em um desenvolvimento econômico mais pujante a partir do estudo das potencialidades econômicas do município e foco nos empreendimentos que usufruem das vantagens comparativas de nossa região. Queremos que Goiânia cresça economicamente para dar sustentabilidade à melhoria urbanística e consequente qualidade de vida para a sua população”. IOAV BLANCHE, PRESIDENTE DO SECOVI-GO

“A expectativa é de que, até lá, Goiânia tenha alcançado um nível de desenvolvimento maior ainda, se destacando no cenário nacional através de suas atividades vocacionais, reforçando seus potenciais econômicos e, assim, resultando em uma produtividade cada vez maior, com participação significativa do setor industrial. Para isso, é necessário melhorar a gestão pública, estabelecer um planejamento estratégico, com foco na ética e sustentabilidade, com abertura para a contribuição da sociedade e das instituições. Nesse contexto, o projeto ‘O Futuro da Minha Cidade’ pode contribuir pelo seu caráter apartidário e pelo envolvimento de processos de planejamento integrado e de gestão continuada, contemplando o trabalho conjunto da sociedade civil organizada, da iniciativa privada e das esferas de governo”. PEDRO ALVES DE OLIVEIRA, PRESIDENTE DA FIEG “Espero que Goiânia, no seu centenário seja uma cidade que tenha superado os diversos desafios e obstáculos impostos pela urbanização acelerada, alcançando o desenvolvimento socioeconômico e sustentável, tornando-se uma cidade melhor a cada dia para se viver e trabalhar. Considero que o projeto ‘O Futuro da Minha Cidade’ tem muito a contribuir nesse sentido, fazendo o acompanhamento dos projetos a serem implantados ou já em implantação, oferecendo sugestões para que eles atendam às necessidades da população, assim como do setor produtivo, para seguir gerando emprego e riquezas para o município”. JOSÉ EVARISTO DOS SANTOS, PRESIDENTE DA FECOMÉRCIO 20

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“Acreditamos em uma cidade com transporte adequado para a população, com um projeto ambientalista de última geração para que nossos filhos e netos possam viver em harmonia com a natureza, com projetos para a implantação de indústrias que não agridam o meio ambiente, etc., conquistada por meio de planos bem elaborados que atingem aos anseios da população. A cidade de Goiânia tem de priorizar os setores com uma infraestrutura tanto comercial, industrial, de saúde e educação, ou seja, todos os setores vão ter vida própria tanto na parte comercial como na parte de infraestrutura e ambiental”. EDILSON BORGES, PRESIDENTE DO SINROUPAS

“Acredito que Goiânia pode e vai se desenvolver nos próximos anos, mas esse grau de desenvolvimento, se será maior ou menor do que o esperado pela sociedade, vai depender de nossa capacidade de mobilização e de influência. Neste contexto, o Conselho de Desenvolvimento Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese), do qual a Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás (Ahpaceg) tem a satisfação de participar, tem um papel fundamental. O Codese reúne representantes dos principais segmentos sociais e econômicos da capital e, juntos, podemos e queremos dar uma grande contribuição para que a cidade cresça de forma sustentável nas áreas da saúde, educação, segurança pública, enfim, em todos os setores”. DR. HAIKAL HELOU, PRESIDENTE DA AHPACEG

“Na atual conjuntura do Brasil não há cidade brasileira ecologicamente e socialmente correta. Para adequar Goiânia à vida em 2033 e preservar a fauna e a flora, deve-se totalizar o tratamento de esgoto, do lixo e dos resíduos de forma sistemática e eficaz. Assim, a pobreza seria erradicada, melhorando a justiça social, segurança e saúde. Mas, para se chegar ao patamar ideal de uma cidade economicamente, socialmente e ecologicamente correta seu povo precisa ser educado. Goiânia precisa preparar o cidadão com educação e conscientização e, neste sentido, acredito que o projeto ‘O Futuro da Minha Cidade’ irá contribuir. Nunca haverá uma cidade ideal se não houver educação. Cidadão educado com mestres e políticos preparados é a única solução para uma cidade socialmente, economicamente e ambientalmente correta. Fora isto é só vontade política”. LORENA SILVÉRIO PEREIRA MENDONÇA, PRESIDENTE DO OBSERVATÓRIO SOCIAL DE GOIÂNIA E DA COMISSÃO DE CONTROLE SOCIAL DOS GASTOS PÚBLICOS DA OAB-GO “Goiânia é uma cidade privilegiada pela sua localização geográfica e, por isso, capaz de atrair negócios importantes para seu crescimento econômico e social. Temos vocação para o turismo de negócios e somos referência na área médica. Mas, para alavancar ainda mais esses setores, precisamos que a cidade tenha infraestrutura adequada, com malha aérea e viária favorável, mobilidade urbana e segurança. E é isso que espero contemplar em 2033: uma cidade estruturada, com qualidade de vida para a população e capaz de receber bem os visitantes. Nesse sentindo, o projeto ‘O Futuro da Minha Cidade’ é uma ferramenta importante para cobrar a implementação de políticas públicas e soluções para nossos problemas”. GEOVAR PEREIRA, PRESIDENTE DA CDL

“Nós do Sebrae sonhamos com uma cidade que tenha um grande espírito empreendedor, que proporcione cada vez mais oportunidades e que seja altamente competitiva. E já estamos trabalhando muito neste sentido, apoiando os pequenos negócios por meio de nossas soluções. Depositamos muita confiança no projeto ‘O Futuro da Minha Cidade’, pois acreditamos no planejamento e estratégia como base fundamental para a execução das ações que transformarão Goiânia em um lugar cada vez melhor para se viver”. IGOR MONTENEGRO, DIRETOR-SUPERINTENDENTE DO SEBRAE-GO OUTUBRO 2015 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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I VA C O M S A Ú D E

BANCO DE EMPREGOS

DA CONSTRUÇÃO

Está precisando contratar colaboradores para sua empresa? Por meio do Banco de Empregos da Construção, o Sinduscon-GO disponibiliza para as empresas associadas e filiadas, a preços abaixo dos praticados pelo mercado, cadastros de profissionais de várias categorias. Confira, a seguir, algumas opções de profissionais que poderão integrar a sua equipe de trabalho:

TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO A. C. D.

PARABÉNS GOIÂNIA!

O SECONCI CRESCE JUNTO COM VOCÊ Um segmento tão importante quanto o da construção civil é essencial para a construção de uma casa, um prédio, um bairro, enfim, de uma cidade. Empresas surgiram de acordo com a necessidade que Goiânia tinha de crescer. Junto com essas empresas, trabalhadores davam o suor do rosto no trabalho do dia a dia, fazendo com que um sonho se tornasse realidade, o sonho de uma cidade, o sonho de uma Capital. O crescimento da indústria da construção acompanhou o crescimento de Goiânia, e a partir de 1991 os funcionários do segmento passaram a ser amparados pelos serviços do Seconci-GO, o Serviço Social da Indústria da Construção no Estado de Goiás. Desde que foi criado, o Seconci-GO também vem crescendo, e no auge dos seus 24 anos de idade trabalha para ampliar cada vez mais os serviços oferecidos aos funcionários e dependentes das empresas associadas. Esses serviços – Medicina do Trabalho, Medicina Clínica e Odontologia – contribuem para a manutenção da força de trabalho da construção civil, concorrendo para a boa saúde, bem estar e qualidade de vida dos trabalhadores. Se a sua empresa ainda não é associada ao Seconci-GO, procure saber sobre os serviços que prestamos com ética e eficiência, e contribua também com a construção de um futuro concreto para Goiânia. Ofereça a seus colaboradores e dependentes saúde com responsabilidade social. Neste mês em que comemoramos o aniversário de Goiânia, desejamos que todos vivam com saúde. E o que almejamos é continuar contribuindo com o crescimento desta cidade e, mais do que isso, continuar fazendo parte da história de Goiânia. Ao completar 82 anos, a Capital pode olhar para frente e vislumbrar um futuro sólido e promissor, com as bases que o Seconci-GO ajuda a construir.

Formação: Técnico em Segurança do Trabalho – Colégio Vitória/GO (2008). Experiência: Entrega de EPI’s, treinamento admissional, periódico e específico para cada função, treinamento de Cipa, treinamento de trabalho com balancim, andaime e torre. Treinamento para trabalho com pele de vidro em fachada e montagem e desmontagem de estruturas de vidro. Treinamento para trabalho com betoneira, serra circular, cremalheira, prancha e acompanhamento de obra.

D. V. P.

Formação: Técnico em Segurança do Trabalho – Colégio Vitória. Experiência: Realização de inspeções nos locais de trabalho. Treinamento e conscientização dos funcionários quanto às atitudes de segurança no local de trabalho, estabelecendo, treinando e inspecionando a devida/necessária utilização dos EPI’s. Elaboração de PPRA, análises e outros programas necessários. Elaboração e validação de PPP’s.

E. M. S.

Formação: Técnico em Segurança do Trabalho – Senac Rio Verde/GO (2012). Experiência: Realização de DDS, integração e treinamentos. Acompanhamento do cronograma PPRA/PCMSO; acompanhamento do cumprimento do que dispõe na NR-06, NR-05, NR-12 NR-18, NR-24 e NR-35. Implantação de análises de risco, PTA’s e check list; controle dos exames ocupacionais, treinamentos e documentação de terceiros, inspeção e auditoria.

R. S. F.

Formação: Técnico em Segurança do Trabalho – Senac-GO (2011). Experiência: Observar o cumprimento das normas de segurança do trabalho e do uso correto dos EPI’s. Inspecionar as frentes de trabalho, acompanhando os serviços, detectando e orientando quanto às situações e grau de risco das atividades. Verificar a existência e o controle dos riscos, distribuir e observar o estado dos EPI’s e ferramentas de trabalho.

ALMOXARIFE A. S. O.

Formação: Ensino Médio completo – Centro de Educação Setor Universitário (1996). Experiência: Todas as rotinas relacionadas com departamento de pessoal (admissão, demissão, folha, controle de cartões de ponto, refeições e vale transporte). Controle de entrada e saída de materiais e equipamentos no almoxarifado. ISO 9001 e controle da qualidade.

D. A. G.

Formação: Ensino Médio completo – Colégio Estadual Machado de Assis (2005). Experiência: Controle e recebimentos de materiais, fechamento de ponto, solicitações de pagamentos, pedidos de compra, conhecimentos nos programas UAU e Protheus, controle de EPI’s, vale transporte, refeição, controle do estoque físico com o eletrônico, controle de ferramentas e patrimônios.

L. M. S. J.

Formação: Curso de Logística – Faculdade Alves Faria – Alfa (2016). Experiência: Controle diário de estoque, entrada diária de notas, recebimento de mercadorias, conferência de pedidos e de entrega de mercadorias, baixa de estoque e contagem de estoque semanal. Controle de entrada e saída de mercadorias, cotação e compras. Relatórios e planilhas, limpeza e organização.

R. B. S.

Formação: Ensino Médio completo – Brasilina Ferraz Mantero (1997). Experiência: Recepcionar os materiais entregues pelos fornecedores, conferindo as notas fiscais com os pedidos, verificando quantidades, qualidade e especificações, armazenar produtos e materiais, organizar estoque.

OBSERVAÇÃO: FREDERYC JACOMINI é assessor de Comunicação do Seconci-GO

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Também dispomos no Banco de Empregos cadastros de profissionais formados pelo Senai-GO em áreas operacionais. Para mais informações procure a Comissão de Qualidade e Produtividade/Desenvolvimento Humano do Sinduscon-GO, telefone (62) 3095-5170 (Paula Jacomini).


RH

& VOCÊ

COACHING EXECUTIVE Coaching Executive... quantas vezes essa palavra já fez parte de conversas em que você estava presente? Em que momentos você já se perguntou sobre a efetividade de um processo de coaching? São muitos os questionamentos, e nesse breve texto vamos trazer algumas informações que poderão auxiliá-lo a entender o que é Coaching Executive e qual sua efetividade na vida profissional das pessoas. Coaching é um processo de aprendizagem, que trata de questões de desempenho, desafios e mudanças específicas, ações e resultados com foco no presente e futuro, e ainda que os resultados gerem opções construtivas, viáveis e que deem suporte ao coachee (cliente) a conseguir chegar no resultado desejado. Vários são os tipos de coaching, várias metodologias, propostas de diferentes execuções, entretanto, o pilar central do processo de coaching é a mudança para um estado desejado, é a busca da transformação das pessoas, dos comportamentos, das atitudes e finalmente dos seus resultados. Agora vamos falar especificamente do coaching executive, em outra oportunidade podemos esclarecer os demais tipos de coaching. O coaching executive é um método que auxilia o profissional a modificar aspectos do seu comportamento e elevar sua performance profissional, bem como, da sua equipe e da organização. Os aspectos de aprendizagem envolvidas no coaching executive são: desenvolver formas para ampliar a capacidade de prevenir e solucionar problemas, facilitar a percepção dos modelos mentais adotados e a possibilidade de construir um novo modelo visando desenvolver estilos de liderança construtivos, desenvolver e ampliar a capacidade de aprender-a-aprender, de auto-reflexão/ação/auto-reflexão e dessa forma criar um ciclo contínuo de aprendizagem e aprofundar o autoconhecimento. Você deve estar se perguntando: “e como isso impacta no desenvolvimento da vida profissional?”, então o coaching executive também prepara o executivo para: 1. Assumir posturas que exigem pensar diferente e que envolvem grandes e complexos desafios; 2. Liderar times e equipes, bem como coordenar grupos de trabalho para atingir resultados de alta performance; 3. Melhorar o seu processo de comunicação; 4. Desenvolver as suas competências relacionais; 5. Administrar conflitos e negociar a partir do ganha/ganha; 6. Ser congruente e coerente entre o falar, sentir e agir; 7. Gerir o próprio tempo e dar suporte para sua equipe organizar o trabalho; 8. Entender o seu processo de tomada de decisão e avaliar o cenário sistemicamente.

ADRIANA FERREIRA

Estes são alguns dos benefícios do coaching executive, e vários são os estudos que comprovam o desenvolvimento das competências, habilidades e atitudes desse profissional em seu dia-a-dia. O ponto essencial de sucesso do coaching executive é a disponibilidade do coachee (cliente) de se abrir, no processo de coaching, para novas possibilidades, resignificando relacionamentos e ações. Em nosso próximo artigo vamos falar sobre os diversos tipos de coaching e suas aplicações. ADRIANA FERREIRA, é doutoranda em Governança e Sucessão, mestre em Desenvolvimento de Líderes, especializanda em Coaching Ontológico, especialista em Consultoria e Coordenação de Grupos, Coach, Terapeuta em Tetha Healing

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E G I S T RO D E E V E N TO S

Vigora novo modelo para liberar o AVTO A direção da Saneago apresentou o Portal do Empreendedor, em reunião com os empresários da indústria da construção, no dia 31 de agosto, na sede da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-GO), com a participação dos representantes do Fórum Goiano da Habitação (FGH). Compuseram a mesa diretiva, o presidente da Saneago, José Taveira da Rocha, e os diretores Afrêni Gonçalves Leite, Robson Salazar e Mauro Henrique Nogueira; representando o secretário estadual de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima), Vilmar Rocha, o engenheiro Mário João de Souza; e os dirigentes do FGH, Renato de Sousa Correia (Ademi-GO), Ioav Blanche (Secovi-GO) e Carlos Alberto Moura (Sinduscon-GO), além do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Anselmo Pereira, e, como representante da Fieg, o empresário Jaime Canedo, diretor da entidade. O Portal começou a vigorar no dia 1º de setembro e traz como grande novidade um novo modelo para tramitação e liberação do Atestado de Viabilidade Técnica Operacional

(AVTO), que pode ser acompanhado, com transparência, em tempo real. Ao apresentar a nova ferramenta, o presidente da companhia, José Taveira da Rocha, disse que desde que assumiu o cargo, em janeiro deste ano, vem se debatendo com a busca de solução para essa questão, desde que percebeu estar ela no centro das preocupações dos empresários e empreendedores da construção. Lembrou, ao apresentar o Portal do Empreendedor, que o AVTO se tornou um documento importante porque é requerido pelas prefeituras, cartórios e necessário para atender a legislação do uso do solo, que é fiscalizada pelo Ministério Público. A apresentação do Portal do Empreendedor, com detalhamento, orientações e dicas, foi feita pela engenheira civil Juliana Matos, do corpo técnico da Saneago, explicitando, por exemplo, que a nova ferramenta só vale para os procedimentos que se abrirem a partir de 1º de setembro de 2015, destacando que está à disposição uma linha 0800, ativada para o atendimento 24 horas. (Com informações do Ademi News)

SINDUSCON JOVEM

trabalha a capacitação do grupo para contribuir com o futuro do setor No dia 24 de agosto os participantes do Sinduscon Jovem reuniram-se na sede do Sinduscon-GO para o encerramento do Módulo Liderança, última etapa de oito módulos do curso ministrado ao longo do semestre pela coach Adriana Ferreira. “A intenção, de acordo com ela, é definir propósitos, buscar o domínio das competências, desenvolver habilidades e atitudes comportamentais visando ao amadurecimento do grupo em sua missão de gerir a entidade de maneira profissional e atuante”. Na fase inicial, foram vistas técnicas para a percepção e capacitação dos membros do grupo, para que atinjam seus objetivos com credibilidade, representatividade e voz ativa nas discussões das questões afetas ao futuro do setor construtivo. Trabalhadas as ferramentas de coaching, foi realizada votação entre os jovens empreendedores, definindo-se a primeira diretoria do Sinduscon Jovem sob a presidência do empresário da construção civil, engenheiro Raphael Rocha. “Chamou a atenção o desenvolvimento do grupo nessa trajetória”, comentou a consultora Adriana Ferreira, mencionando que logo na fase inicial os integrantes já se engajaram em ações de responsabilidade social abraçadas pelo Sinduscon-GO, a exemplo da recente Festa Junina do Núcleo 24

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de Proteção aos Queimados (NPQ) e do Natal Solidário realizado em 2014 com as crianças do NPQ. “Essa interação e integração entre gerações é muito importante e saudável, pois alia o know-how e a experiência dos seniores à inovação e empreendedorismo da nova geração da indústria da construção, que quer ser protagonista da história, contribuindo voluntariamente para o crescimento do setor”.


PRESIDENTE DO SINDUSCON-GO recebe homenagem da Câmara Municipal Em 27 de agosto a Câmara Municipal de Goiânia ofereceu aos corretores de imóveis goianos um café da manhã em comemoração ao Dia do Corretor de Imóveis, data instituída por sugestão do titular da Câmara, vereador Anselmo Pereira. Este ano, a presidência da referida Casa de Leis, juntamente com o Creci-GO e o Sindimóveis-GO, homenageou 20 empresas e personalidades que contribuem com o desenvolvimento do mercado imobiliário em Goiânia, a exemplo do presidente do Sinduscon-GO, Carlos Alberto Moura. Na oportunidade, os profissionais tiveram um motivo a mais para comemorar, pois a Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) lançou o aplicativo Atende Fácil. Pelo gadget é possível gerar e pagar o Imposto Sobre Transmissão de

Imóveis (ISTI), assegurando maior agilidade e facilidade aos negócios imobiliários. (Com informações da Assessoria de Comunicação do Creci-GO)

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E G I S T RO D E E V E N TO S

INCORPORAÇÃO IMOBILIÁRIA

é tema da Oficina da Norma de Desempenho

O Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO), a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e a Comunidade da Construção de Goiânia realizaram, no dia 03 de setembro, o nono módulo da Oficina da Norma de Desempenho sob o tema Incorporação Imobiliária, contando com a participação de cerca de 110 pessoas, entre engenheiros civis, arquitetos, construtores, incorporadores, projetistas, coordenadores de projeto, estudantes, professores de engenharia civil e arquitetura, entre outros. O engenheiro Fábio Villas Boas, diretor técnico da Tecnisa, abriu as apresentações do primeiro painel prestando orientações sobre a contratação e elaboração de projetos com base no desempenho, destacando a importância primordial do trabalho do projetista no resultado do desenvolvimento de um empreendimento, pois ele deverá especificar o desempenho, que não poderá ficar a cargo do departamento de suprimentos. Ao falar sobre a Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais (NBR 15575) ele destacou que ela estabelece uma quebra de paradigmas ao incentivar a inovação, pois, por não ser prescritiva, não determina a forma de fazer, e sim o nível de desempenho que deve ser alcançado, independente do método ou materiais utilizados. Villas Boas explicou sobre as diretrizes do Sistema de Cobertura Nacional para Avaliação Técnica de Produto Inovador (Sinat), baseado no conceito de desempenho, e exemplificou como diversos fornecedores estão desenvolvendo boas práticas na caracterização de seus produtos. Mas, comentou que infelizmente há muito que se caminhar em direção à qualificação dos fornecedores para a caracterização técnica de seus produtos, pois se 26

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faz indispensável na etapa de especificação de materiais, na elaboração do projeto, podendo afetar a qualidade de toda a edificação e gerar sérios problemas. O engenheiro orientou sobre a elaboração de Cadernos de Diretrizes, a fim de construir parâmetros internos para cada fase das obras, como por exemplo, o trabalho desenvolvido pela Tecnisa com a criação dos cadernos de Diretrizes Iniciais, Diretrizes de Estruturas de Concreto, Critérios para a Contratação de Construtoras Parceiras, etc. Destacou a importância do detalhamento e compatibilização dos projetos a fim de evitar a necessidade constante de buscar soluções para conflitos no decorrer das obras, insistindo ser imperativo “terminar os projetos executivos antes do início da obra”. Segundo Villas Boas ainda se faz necessária a inserção do Estudo do Desempenho em Edificações nas Universidades; capacitação de arquitetos a fim de que os mesmos tenham ferramentas para começar a projetar, criando especificações por desempenho, e capacitação de engenheiros para que os mesmos saibam caracterizar o desempenho dos materiais de construção civil, bem como gerir os canteiros de obra a fim de garantir que o desempenho projetado seja cumprido. O engenheiro Alexandre Luís de Oliveira, diretor técnico da inDia e sócio fundador da DMO Engenharia, palestrou sobre gerenciamento e entrega de documentos. Segundo ele, esse trabalho tem como objetivo diminuir problemas com a assistência técnica posteriormente. Em sua apresentação, Oliveira detalhou a entrega em duas partes: Documental (Manual de Uso & Operação e Databook) e Física (Entrega Técnica e Programa de Manutenção e Conservação). Na parte documental, ele falou sobre a elaboração do Manual do Proprietário, Manual das Áreas Comuns, Elaboração do Plano de Manutenção, etc., ressaltando as informações que são essenciais. O engenheiro identificou como desafio a qualificação dos administradores de condomínios. “Nosso mercado precisa amadurecer mais na questão da operação, pois grande parte da tecnologia embarcada nos projetos e a eficiência dos sistemas se perde devido à falta de qualificação e treinamento das equipes de operação”, afirmou. Para ele, a empresa deve se antever às possíveis ações dos ocupantes da edificação e se resguardar de problemas maiores, trabalhando com informações claras e proximidade com o cliente, até mesmo após a entrega da obra: “faz-se necessário fornecer informações suficientes para a correta operação e utilização de toda tecnologia embarcada no projeto, garantindo a correta execução das rotinas preventivas”, complementou. “Como evitar gastos adicionais com consertos emergenciais, a deterioração precoce dos sistemas constru-


tivos, como garantir a vida útil e a sustentabilidade do empreendimento?” Questionou ele, quando propôs a seguinte resposta: “transformando o processo programado e de valorização do patrimônio em gestão”. Assim, finalizou explicando sobre o trabalho da inDia que consiste em fornecer uma ferramenta de gestão para aplicação, controle e garantia do histórico do programa de manutenção e conservação patrimonial.

O viés financeiro da obra

O engenheiro Carlos de Macêdo e Silva Filho abriu o segundo bloco dos trabalhos explanando sobre “Viabilidade técnica e econômica com base no desempenho”. Consultor e docente em curso de especialização, com larga experiência em gerência técnica, de contratos e de empreendimentos, Macêdo explicou que a Norma de Desempenho exerce influência no aspecto financeiro da obra, daí que aumenta a responsabilidade do profissional responsável pelo projeto, pois o orçamento deve retratar e definir o que será executado em resposta às necessidades do contratante, promovendo-se o relacionamento entre os empreendedores e engenheiros/executores. “O orçamento precisa ser bem definido, o projeto executivo deve ser bem claro e compatível com os custos”, destacou o professor, especificando-se materiais, produtos e processos para que a edificação atenda ao desempenho mínimo estabelecido pela Norma de Desempenho. O primeiro ponto a ser observado, de acordo com ele, é a localização do projeto, fundamental para o sucesso do empreendimento. “Eu diria que o local do projeto tem peso três, enquanto que o produto em si e o preço final têm peso um, nesta proporção”, resumiu o professor. O segundo ponto é o cálculo da receita gerada e o custo do empreendimento por meio de indicadores e dados coletados. A partir desse histórico é possível desenhar um cenário simulado, com uma análise preliminar sobre a viabilidade do projeto. Exemplificou sobre possíveis melhorias ao longo da execução da obra em conformidade com a Norma de Desempenho, apresentando o case Botanic Consciente Life como ilustração, onde houve adequação do projeto de estrutura para a redução de transmissão acústica, apenas com um pequeno acréscimo no orçamento. Em seguida, palestrou o advogado Ricardo de Oliveira Campelo, diretor regional do Instituto Brasileiro de Direito da Construção (IBDIC/PR) e membro do Conselho Jurídico da CBIC. Ele discorreu sobre “Empreendimentos imobiliários – Responsabilidade civil do incorporador e do construtor”. Campelo lembrou que a NBR 15575 da ABNT disciplina o desempenho da edificação em uso e é dirigida em benefício do usuário final, afetando as relações entre incorporadores, projetistas, construtoras, fornecedores de materiais, consumidor e agente financeiro. A Norma baseia-se no tripé requisitos (o que o usuário quer), critérios (quantificação dos níveis de exigência objetivados – mínimo, intermediário ou superior) e métodos de avaliação (por simulações). Um dos méritos, segundo ele, são as mudanças provocadas e a melhoria do cenário construti-

vo. “Antes da edição da Norma de Desempenho, o setor vinha trabalhando com grande margem de subjetividade; daí que as sentenças condenatórias ocorriam baseadas no entendimento do juiz, sem o respaldo de critérios técnicos, gerando condenações volumosas por danos morais”. Além disso, eram utilizadas normas inaplicáveis, a exemplo da NBR 10151 (conforto acústico) em se tratando da transmissão de ruídos entre pavimentos.

A importância da Norma

Elencados estes aspectos, o advogado fez uma leitura do que representa a Norma de Desempenho e qual a sua força jurídica. Ricardo Campelo explicou que a ABNT tem competência reconhecida como foro nacional de normalização. Há o respaldo do Código de Defesa do Consumidor (o grande fiscal da norma é o próprio usuário do imóvel) e do Código Civil (que ampara como dispositivo legal), reforçando a obrigatoriedade de observância da Norma de Desempenho de Edificações. Depois, referiu-se à Vida Útil do Projeto (VUP), até então um prazo legal de garantia cinco anos estabelecido no Manual de Garantia do imóvel (conforme o Código Civil) ou mais anos, se estabelecido contratualmente. O palestrante afirmou que a Norma veio estabelecer o que se esperava quanto à durabilidade de cada sistema, como o hidrossanitário, ou esquadrias, cujo prazo de garantia de reparo, neste caso, compreende vida útil de 20 anos. É da responsabilidade do projetista, o profissional que concebe a obra especificar materiais, produtos e processos para que a edificação atenda ao desempenho mínimo estabelecido pela Norma de Desempenho. E também indicar no projeto os procedimentos de manutenção da unidade e sua periodicidade, informações que comporão o Manual do Usuário, cabendo a fornecedores e fabricantes a sua responsabilidade. Encerrando o painel, antes da etapa de debates o gerente geral de Engenharia da EBM, José Antônio Peixoto de Paiva Júnior, apresentou o Case EBM Desenvolvimento Imobiliário compartilhando com o público a experiência de edificação do Condomínio Ilha Bela, empreendimento de quatro torres ocupando um terreno de 60 mil m². Inicialmente o engenheiro falou da importância da sondagem do solo, pois o estudo pode detectar a inviabilidade do projeto; da realização do levantamento planialtimétrico e da classificação do nível de ruído, que, segundo OUTUBRO 2015 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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R

E G I S T RO D E E V E N TO S

ele, antes da Norma de Desempenho não era feito. Assim que a Norma entrou em vigor, foi incluída a disciplina de acústica (ruído de impacto) nos projetos de esquadrias e de alvenaria para reduzir o volume de resíduos. Esses quesitos implicam em simulação técnica, projeto de impermeabilização, portas de entrada do imóvel (só o núcleo com enchimento ou tipo colmeia sarrafeada), impactando a logística do canteiro, com uma pequena variação de custos (2,64%). “A Norma de Desempenho de Edificações veio para ajudar, estimulando que o meio técnico volte a estudar. Veio para consolidar antigas práticas, com resultados para o cliente”, resumiu José Antônio. Compondo a mesa de debates ao lado do prof. Oswal-

do Cascudo e do advogado Rodrigo Campelo, o diretor da Ademi-GO, Pedro Henrique Borella manifestou a preocupação do setor quanto à qualidade dos projetos, um dos principais gargalos identificados em pesquisa de diagnóstico realizada com uma imobiliária e cinco construtoras, os quais representam 80% dos possíveis problemas de não atendimento à Norma de Desempenho. A pesquisa é uma das ações do Planejamento Estratégico para o desenvolvimento da cadeia produtiva da construção no Sebrae. “Vamos chamar esses profissionais (projetistas), bem como fornecedores de materiais e de serviços, em um segundo momento, para tratarmos a questão da gestão”, adiantou o dirigente.

PAULO GARCIA

anuncia a criação da Central de Licenciamentos e Aprovação de Projetos

O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, participou da reunião da Diretoria do Sinduscon-GO, acompanhado dos secretários de Planejamento Urbano e Habitação, Paulo César Pereira; de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia, Paulo Sérgio Póvoa Borges, e do presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente, Nelcivone Soares de Melo, no dia 08 de setembro, na sede do Sindicato. Durante a reunião que contou com a presença de diversos empresários, representantes de entidades de classe ligadas ao setor da engenharia e do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Anselmo Pereira, o prefeito anunciou a criação da Central de Licenciamentos e Aprovação de Projetos a ser coordenada pela Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação (Seplanh), por meio do Decreto de Licenciamento Integrado do Setor da Construção. A Central reunirá técnicos da Seplanh, Amma e Secretaria da Saúde em um mesmo espaço físico, de maneira a receber e analisar simultaneamente os aspectos ambientais, da vigilância sanitária e também os parâmetros urbanísticos para os licenciamentos e aprovação de edificações a serem construídas na cidade. 28

SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • OUTUBRO 2015

Uma vez instituída, a Central manterá caráter permanente e definitivo de funcionamento. O Decreto estabelecerá prazo de 60 dias para a Seplanh ajustar os fluxos e prazos para aprovação de projetos e expedição de licenças ambientais no âmbito da Vigilância Sanitária, Secretaria da Saúde e Amma, nos mesmos moldes do decreto recentemente publicado e já em vigor, que estabeleceu limites de prazos à Seplanh na aprovação de projetos de arquitetura. Paulo Garcia apresentou as obras em andamento e falou sobre o planejamento desenvolvido para implementação de melhorias na infraestrutura da cidade, com foco no desenvolvimento sustentável. Ele informou que atualmente estão em execução mais de R$ 1 bilhão em obras em Goiânia, entre elas: o Corredor da Avenida T-7 (R$ 30 milhões de investimento previsto); o BRT que beneficiará 120 mil usuários por dia (R$ 242,4 milhões de investimento); revitalização da Praça Cívica, que além da recuperação dos monumentos históricos prevê a instalação de diversos equipamentos públicos com o objetivo de tornar o local um centro de convivência social (R$ 12,5 milhões previstos) e o projeto do Parque Urbano Ambiental Macambira Anicuns (R$ 340 milhões de investimentos previstos). Também foi realizada a entrega de certificados para os integrantes do Sinduscon Jovem que participaram do Programa de Desenvolvimento de Líderes e Sucessão, curso ministrado ao longo do primeiro semestre deste ano pela coach Adriana Ferreira, com o total de oito módulos. A diretoria do Sinduscon Jovem está sob a presidência do empresário da construção civil, engenheiro Raphael Rocha. Finalizando a reunião, o presidente do Sicoob Engecred, Luís Alberto Pereira, entregou ofício ao prefeito com reivindicação do setor da engenharia goiana quanto à necessidade de revitalização das galerias de águas pluviais no Jardim Goiás, na região próxima à trincheira da Avenida Jamel Cecílio, e anunciou também que já foi elaborado pela entidade projeto para execução da obra, o qual será doado à Prefeitura.


SINDUSCON-GO COMEMORA 67 ANOS com missa celebrada por Dom Washington Cruz O Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás recebeu na noite de nove de setembro o Arcebispo de Goiânia, Dom Washington Cruz, para celebração de missa em Ação de Graças em comemoração aos 67 anos de fundação da entidade. O evento ocorreu em um clima de muita emoção. Realizado no auditório do Sinduscon-GO, contou com a presença de empresários do setor, diretores, lideranças governamentais e classistas. Um dos momentos de maior comoção foi a homenagem póstuma prestada ao ex-presidente do Sinduscon-GO, engenheiro civil Joviano Teixeira Jardim, falecido no último dia 14 de junho. Na oportunidade, juntamente com o atual presidente, Carlos Alberto Moura, os familiares do ex-dirigente foram convidados a descerrar a placa em sua homenagem, a qual permanecerá exposta no hall de acesso ao prédio do Sindicato. Durante a missa, Dom Washington enalteceu as qualidades do homenageado, emocionando-se ao relatar o legado de Joviano Jardim como exemplo de virtudes, de postura ética e ponderada, marcando a trajetória de ações do Sinduscon-GO em prol do desenvolvimento do setor da indústria da construção em Goiás ao longo dos seus 67 anos de sua história. Voltando-se à esposa e filhos do homenageado esboçou seu sentimento pela “perda do querido irmão e membro atuante desta entidade”, afirmando: “o Dr. Joviano voltou ao encontro do Senhor e em Cristo viverá, levando para o céu e a eternidade o bem que fez”. Na liturgia da palavra, o Arcebispo de Goiânia referiu-se à Carta de São Paulo aos Colossenses (3,1-11): “... não se faz distinção entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, inculto, selvagem, escravo e livre, mas Cristo é tudo em todos”. Na homilia, pediu a todos que olhem pelos que não têm, os irmãos mais próximos, mencionando a precária situação aflitiva dos sete milhões de refugiados da Síria, no Oriente Médio, onde é

possível observar como o olhar sobre a religião pode ser equivocado e mal compreendido, amando-se a religião acima do próprio Deus, lamentou o Arcebispo, “justamente naquelas terras sagradas, onde Jesus nasceu, viveu, anunciou o Evangelho e ressuscitou”. Ele lembrou que o Papa Francisco orientou aos cristãos de todo o mundo que acolham os refugiados e que rezem pela paz no Oriente Médio. Em seguida, ao dar suas bênçãos ao Sinduscon-GO e “a todos os construtores de uma sociedade pluralista”, Dom Washington Cruz fez alusão aos membros do Sinduscon Jovem e à importância do seu papel para a renovação da entidade. “Eles (integrantes do Sinduscon Jovem) encorajam a geração atual a prosseguir no caminho de honra trilhado pela instituição a que pertencem, e a suceder os diretores, futuramente, com denodo”. Ao final da missa, o presidente do Sinduscon-GO, Carlos Alberto Moura, pontuou sobre a série de conquistas da entidade ao longo de mais de seis décadas de atuação junto às empresas da indústria da construção e ao setor em geral. Entre as ações atuais, o dirigente ressaltou o envolvimento do Sinduscon com ações de responsabilidade social, como o apoio ao Núcleo de Proteção aos Queimados, quando foi aplaudido pelo Arcebispo e o público presente. Carlos Alberto falou ainda sobre “o projeto ‘O Futuro da Minha Cidade’, que deverá nortear iniciativas envolvendo a participação social e o protagonismo na construção de Goiânia como a cidade que queremos ao longo das próximas décadas”. No encerramento, um dos filhos do engenheiro Joviano, Roberto Mendonça Jardim, agradeceu a iniciativa do Sindicato: “o que nos conforta é ver como meu pai foi querido por todos”, resumiu muito emocionado. No encerramento da missa, os presentes acompanharam a execução da música “Nossa Senhora”, de Roberto Carlos, uma das preferidas do homenageado da noite. OUTUBRO 2015 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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AGENDA DE EVENTOS EVENTO Avaliação de Desempenho e Planejamento Financeiro

Início em 19/10

18h45 às 22h45

Técnicas e Práticas de Vendas

Início em 26/10

18h45 às 22h45

Gestão de Projetos com MS Project

Início em 26/10

18h45 às 22h45

Curso Caracterização de Estruturas Mistas e Híbridas - Aço/Concreto

12 a 16/10

A Viabilidade do Sistema de Paredes de Concreto para Habitações. Organização: Comunidade da Construção de Goiânia Curso Aditivos Contratuais – Embasamentos Jurídicos e Técnicos

Cursos de Curta Duração do Ipog

Intercon – Feira e Congresso da Construção Civil

OUTUBRO

DATA HORÁRIO

Feicon Batimat Nordeste – 3º Salão Internacional da Construção

LOCAL

INFORMAÇÕES / INSCRIÇÕES

Unidade 1 do Ipog

(62) 3945-5050 cap@ipog.edu.br Site: www.ipog.edu.br/cap

19h às 20h (segunda, terça, quinta e sexta-feira)

Cursos On Line

(11) 3522-7694 contato@engeduca.com.br Site: www.engeduca.com.br

08/10

18h30 às 20h30

Sinduscon-GO

(62) 3095-5178 comunidadedaconstrucao@sinduscongoias.com.br

21 e 22/10

18h30 às 22h30

AGE

(62) 3092-1212 / cursos@age.org.br Site: www.age.org.br

Exposição

21 a 24/10

15h às 22h (21, 22 e 23/10) 13h às 19h (24/10)

CINTEC - Congresso de Inovação Tecnológica

21 e 22/10

19h30 (21/10) – Palestra de Abertura 17h às 19h55 (22/10)

1ª Rodada de Negócios da Construção Civil

22 e 23/10

14h às 20h

Exposição

21 a 23/10

16h às 22h

Decor Prime Show

21 a 23/10

16h às 22h

Expolux Nordeste – Feira Internacional da Indústria da Iluminação

21 a 23/10

16h às 22h

Ilha do Conhecimento

21 a 23/10

16h às 22h

Seminários

(47) 3451-3000 feiras@messebrasil.com.br Site: http://www.feiraintercon.com.br Pavilhões da Expoville – Joinville (SC)

(47) 3461-0160 cintec@sociesc.org.br Site: http://www.feiraintercon.com.br/ (47) 3451-3000 luizfelipe@messebrasil.com.br Site: http://www.feiraintercon.com.br/

Centro de Convenções de Pernambuco – Pavilhão Sul – Olinda (PE)

(11) 3060-4717 / 3060-5000 atendimento@reedalcantara.com.br Site: http://www.feiconne.com.br/

Centro de Convenções de Bonito (MS)

(11) 3735-0202 / office@ibracon.org.br Site: http://www.ibracon.org.br/eventos/ 57cbc/default.asp

21 a 23/10

16h às 22h

3rd International Conference on Best Practices for Concrete Pavements

28 a 30/10

14h às 21h (28 e 29/10) 14h às 20h15 (30/10)

Simpósio de Estruturas de Fundações

28/10

16h30 às 21h

Simpósio de Durabilidade

29/10

16h30 às 21h

Simpósio de Modelagem Computacional de Estruturas de Concreto

30/10

16h30 às 21h15

Curso Estruturas PréFabricadas de Concreto do Projeto à Obra Pronta

28/10

09h às 13h

Curso Projeto de Lajes em Concreto Armado e Protendido

29/10

09h às 18h

Curso Corrosão das Armaduras: Estado da Arte

30/10

09h às 18h

3º Seminário Regional Centro Oeste Concessões e Parcerias

28/10

08h às 18h

Sinduscon-GO

(62) 3095-5158 adriana@sinduscongoias.com.br Site: http://infraestruturaeppps.com.br/ eventosregionais/regional-centro-oeste.html

Oficina Temática Planejamento e Controle de Obras: prazos, custos, qualidade e meio ambiente. Realização: CTE – Centro de Tecnologia de Edificações

20/10

08h às 16h

Milenium Centro de Convenções – São Paulo (SP)

(11) 3816-5145 eventos@cte.com.br Site: http://www.eventoscte.com.br/

57º Congresso Brasileiro do Concreto

ENDEREÇOS: Unidade 1 do Ipog: Avenida T-1 esquina com Rua T-55, n° 2.390, Qd. 105, Lt. 01/22, Setor Bueno, Goiânia-GO. Sinduscon-GO: Rua João de Abreu, nº 427, Setor Oeste, Goiânia-GO. AGE: Avenida T-1, nº 2.145, Setor Bueno, Goiânia-GO. Pavilhões da Expoville: Rua 15 de Novembro, nº 4.305, Glória, Joinville (SC). Centro de Convenções de Pernambuco (Pavilhão Sul): Av. Professor Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho, Olinda-PE. Centro de Convenções de Bonito-MS: Rodovia MS 178, Km 2, Bonito-MS. Milenium Centro de Convenções: Rua Dr. Bacelar, nº 1.043,Vila Clementino, São Paulo-SP.

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SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • OUTUBRO 2015


Índice de confiança do Empresário da Indústria da Construção AGOSTO DE 2015 INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO COM BAIXA CONFIANÇA

GOIÁS ICEI - ÍNDICE DE CONFIANÇA DO

INDICADOR INDICADOR DE Após dois resultados positivos, o ICEI da EMPRESÁRIO DA INDÚSTRIA DE CONDIÇÕES EXPECTATIVA DA CONSTRUÇÃO construção apresentou retração em relação a julho. Uma queda de 2,6 pontos. Sendo essa AGO / 2014 47,3 33,8 54,0 a quarta queda do ano, que ficou atrás de SET / 2014 39,3 31,3 43,3 outros resultados de quedas registrados nesOUT / 2014 43,0 31,5 48,7 te ano: 6,1 (maio/2015), 5,0 (fevereiro/2015) NOV / 2014 45,8 27,6 55,0 e 3,2 (março/2015). Com o recuo em agosto, DEZ / 2014 46,7 32,3 53,9 o ICEI foi para 41,7 pontos, sendo esse o resultado mais baixo do ano e o segundo pior JAN / 2015 50,8 29,3 61,5 da série histórica, ficando abaixo daquele reFEV / 2015 45,8 28,3 54,2 gistrado em setembro/2014, que foi de 39,3 MAR / 2015 42,6 28,5 49,3 pontos. De modo geral, o ICEI vem apresenABR / 2015 48,1 34,6 55,8 tando comportamento oscilante, sofrendo MAI / 2015 42,0 28,9 48,6 forte influência do Indicador de Condições JUN / 2015 42,5 28,9 49,3 desde o início do ano. Ocorre que em agosto em comparação com julho, o Indicador de JUL / 2015 44,3 27,5 52,2 Condições – percepção da atual situação em AGO / 2015 41,7 25,8 49,6 relação aos úlmos seis meses – alcançou sua OBS: OS INDICADORES VARIAM NO INTERVALO DE 0 A 100. VALORES ACIMA DE 50 INDICAM EMPRESÁRIOS CONFIANTES - FONTE: FIEG pior marca: 25,8 pontos. O Indicador de Condições deixou a casa dos 50 pontos em maio do ano passado e, desde então, vem Expectativas também recuou. Retroagiu de 52,2 pontos para tendo uma performance ruim expressando uma deterioração 49,6. Portanto, pela metodologia da pesquisa, que tem o corte da atividade em relação a um passado próximo, onde as lide 50 pontos como parâmetro para se identificar uma situação nhas de financiamentos e os invesmentos em infraestrutura se favorável ou menos favorável, a expectativa dos empresários do apresentavam mais abundantes e com um processo de seletisetor está em baixa. Assim, a recuperação no indicador ocorvidade menos restritivo. Na atualidade, com as medidas resrida em julho não se firmou. O Indicador de Expectativas vem tritivas implantadas pelo governo federal, juro e inflação em tendo um comportamento oscilante entre resultados positivos alta, arrefecimento da atividade produtiva e endividamento das e negativos. Contudo, o que caracterizado se percebe é a desfamílias, o cenário não se apresenta favorável. O Indicador de cendência do índice ao longo dos úlmos meses.

ICEI DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO BRASIL E GOIÁS

Nota Metodológica: o Índice de Confiança do Empresário Industrial elaborado pela FIEG tem como base os resultados da Sondagem Industrial, e varia de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam empresários confiantes. Para outras informações encaminhar e-mail para claudiohenrique@sistemafieg.org.br. FIEG – Av. Araguaia, n° 1.544, Ed. Albano Franco, Casa da Indústria, Vila Nova, Goiânia/GO - CEP: 74645-070 | E-mail: claudiohenrique@sistemafieg.org.br | Telefone (62) 3219-1325 | Site: www.sistemafieg.org.br

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CUB

CUSTOS UNITÁRIOS BÁSICOS DE CONSTRUÇÃO NBR 12.721:2006 – CUB 2006

PADRÃO RESIDENCIAL

PROJETOS

ANO 2015

AGOSTO

0,431%

PADRÃO BAIXO

PADRÃO NORMAL

PADRÃO ALTO

R-1

R-1

1.367,35

R-1

1.625,47

1.119,33

PP-4

993,42

PP-4

1.274,44

R-8

1.300,68

R-8

944,43

R-8

1.113,46

R-16

1.406,35

PIS

737,59

R-16

1.071,66

PADRÃO COMERCIAL*

PROJETOS PADRÃO NORMAL

PADRÃO ALTO

CAL-8

1.275,03

CAL-8

1.346,32

CSL-8

1.119,47

CSL-8

1.212,96

CSL-16

1.488,53

CSL-16

1.609,45

PROJETOS PADRÃO RESIDÊNCIA POPULAR (RP1Q)

1.153,22

PADRÃO GALPÃO INDUSTRIAL (G1)

616,37

*CAL: Comercial Andares Livres - CSL: Comercial Salas e Lojas

VALOR REFERENCIAL (R$/m²) R-16A

VARIAÇÃO MÊS %

VARIAÇÃO ANO %

VARIAÇÃO 12 MESES %

1.406,35

0,431

6,058

6,554

MATERIAIS

MÃO DE OBRA

EQUIPAMENTO

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

TOTAL

575,81

774,15

5,91

50,48

1.406,35

MÃO DE OBRA* PEDREIRO DE MASSA

*Custo médio R$/hora

h

7,60000

SERVENTE

h

5,36263

ENGENHEIRO

h

57,4600

PROJETOS-PADRÃO QUE COMPÕEM A NORMA NBR 12.721:2006 Padrão Baixo:

Residência Unifamiliar (RI)

Prédio Popular (PP)

Residência Multifamiliar (R8)

Projeto de Interesse Social (PIS)

Padrão Normal:

Residência Unifamiliar (RI)

Prédio Popular (PP)

Residência Multifamiliar (R8)

Residência Multifamiliar (R16)

Padrão Alto:

Residência Unifamiliar (RI)

Residência Multifamiliar (R8)

Residência Multifamiliar (R16)

Comercial Normal:

Comercial Andar Livre (CAL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-16)

Comercial Alto:

Comercial Andar Livre (CAL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-16)

Residência Popular (RP1Q) Galpão IndustriaL (GI)

Os valores acima referem-se aos Custos Unitários Básicos de Construção (CUB/m²), calculados de acordo com a Lei Fed. nº. 4.591, de 16/12/64 e com a Norma Técnica NBR 12.721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e são correspondentes ao mês de AGOSTO DE 2015. “Estes custos unitários foram calculados conforme disposto na ABNT NBR 12.721:2006, com base em novos projetos, novos memoriais descritivos e novos critérios de orçamentação e, portanto, constituem nova série histórica de custos unitários, não comparáveis com a anterior, com a designação de CUB/2006”. “Na formação destes custos unitários básicos não foram considerados os seguintes itens, que devem ser levados em conta na determinação dos preços por metro quadrado de construção, de acordo com o estabelecido no projeto e especificações correspondentes a cada caso particular: fundações, submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol freático; elevador(es); equipamentos e instalações, tais como: fogões, aquecedores, bombas de recalque, incineração, ar-condicionado, calefação, ventilação e exaustão, outros; playground (quando não classificado como área construída); obras e serviços complementares; urbanização, recreação (piscinas, campos de esporte), ajardinamento, instalação e regulamentação do condomínio; e outros serviços (que devem ser discriminados no Anexo A - quadro III); impostos, taxas e emolumentos cartoriais, projetos: projetos arquitetônicos, projeto estrutural, projeto de instalação, projetos especiais; remuneração do construtor; remuneração do incorporador”.

INDICADORES ECONÔMICOS ÍNDICES ECONÔMICOS

VARIAÇÃO

MÊS

ANO

INCC (FGV) / AGOSTO

642,644

0,589

6,393

INPC (IBGE) / AGOSTO

4.486,36

0,25

7,69

IGP-M (FGV) / AGOSTO

588,042

0,276

5,344

12 MESES

7,304 9,88 7,553

INFORMAÇÕES: (62) 3095-5162 | www.sinduscongoias.com.br | e-mail: sebastiana@sinduscongoias.com.br (Comissão de Economia e Estatística)

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CUB

CUSTOS UNITÁRIOS BÁSICOS DE CONSTRUÇÃO NBR 12.721:2006 – CUB 2006

PROJETOS

ANO 2015

AGOSTO

0,400%

PADRÃO RESIDENCIAL

PADRÃO BAIXO

PADRÃO NORMAL

PADRÃO ALTO

R-1

R-1

1.261,23

R-1

1.510,32

1.042,67

PP-4

929,00

PP-4

1.190,59

R-8

1.211,55

R-8

883,87

R-8

1.029,12

R-16

1.306,22

PIS

685,37

R-16

PADRÃO COMERCIAL*

PROJETOS

DESONERADO

PADRÃO NORMAL

PADRÃO ALTO

CAL-8

1.180,93

CAL-8

1.251,32

CSL-8

1.034,62

CSL-8

1.125,76

CSL-16

1.375,56

CSL-16

1.493,30

990,54

PROJETOS PADRÃO RESIDÊNCIA POPULAR (RP1Q)

1.051,74

PADRÃO GALPÃO INDUSTRIAL (G1)

569,17

*CAL: Comercial Andares Livres - CSL: Comercial Salas e Lojas

VALOR REFERENCIAL (R$/m²) R-16A

VARIAÇÃO MÊS %

VARIAÇÃO ANO %

VARIAÇÃO 12 MESES %

1.306,22

0,400

5,854

6,386

MATERIAIS

MÃO DE OBRA

EQUIPAMENTO

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

TOTAL

575,81

674,02

5,91

50,48

1.306,22

MÃO DE OBRA* PEDREIRO DE MASSA

*Custo médio R$/hora

h

7,60000

SERVENTE

h

5,36263

ENGENHEIRO

h

57,4600

PROJETOS-PADRÃO QUE COMPÕEM A NORMA NBR 12.721:2006 Padrão Baixo:

Residência Unifamiliar (RI)

Prédio Popular (PP)

Residência Multifamiliar (R8)

Projeto de Interesse Social (PIS)

Padrão Normal:

Residência Unifamiliar (RI)

Prédio Popular (PP)

Residência Multifamiliar (R8)

Residência Multifamiliar (R16)

Padrão Alto:

Residência Unifamiliar (RI)

Residência Multifamiliar (R8)

Residência Multifamiliar (R16)

Comercial Normal:

Comercial Andar Livre (CAL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-16)

Comercial Alto:

Comercial Andar Livre (CAL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-16)

Residência Popular (RP1Q) Galpão IndustriaL (GI)

Os valores acima referem-se aos Custos Unitários Básicos de Construção (CUB/m²), calculados de acordo com a Lei Fed. nº. 4.591, de 16/12/64 e com a Norma Técnica NBR 12.721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e são correspondentes ao mês de AGOSTO DE 2015 - DESONERADO. “Estes custos unitários foram calculados conforme disposto na ABNT NBR 12.721:2006, com base em novos projetos, novos memoriais descritivos e novos critérios de orçamentação e, portanto, constituem nova série histórica de custos unitários, não comparáveis com a anterior, com a designação de CUB/2006”. “Na formação destes custos unitários básicos não foram considerados os seguintes itens, que devem ser levados em conta na determinação dos preços por metro quadrado de construção, de acordo com o estabelecido no projeto e especificações correspondentes a cada caso particular: fundações, submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol freático; elevador(es); equipamentos e instalações, tais como: fogões, aquecedores, bombas de recalque, incineração, ar-condicionado, calefação, ventilação e exaustão, outros; playground (quando não classificado como área construída); obras e serviços complementares; urbanização, recreação (piscinas, campos de esporte), ajardinamento, instalação e regulamentação do condomínio; e outros serviços (que devem ser discriminados no Anexo A - quadro III); impostos, taxas e emolumentos cartoriais, projetos: projetos arquitetônicos, projeto estrutural, projeto de instalação, projetos especiais; remuneração do construtor; remuneração do incorporador.”

NOTA TÉCNICA – tabela do CUB/m² desonerado Os valores do Custo Unitário Básico (CUB/m²) presentes nesta tabela foram calculados e divulgados para atender ao disposto no artigo 7º da Lei 12.546/11, alterado pela Lei 12.844/13 que trata, entre outros, da desoneração da folha de pagamentos na construção civil. Eles somente podem ser utilizados pelas empresas do setor da construção civil cuja atividade principal (assim considerada aquela de maior receita auferida ou esperada) esteja enquadrada nos grupos 412, 432, 433 e 439 da CNAE 2.0. Salienta-se que eles não se aplicam às empresas do setor da construção civil cuja atividade principal esteja enquadrada no grupo 411 da CNAE 2.0 (incorporação de empreendimentos imobiliários). A metodologia de cálculo do CUB/m² desonerado é a mesma do CUB/m² e obedece ao disposto na Lei 4.591/64 e na ABNT NBR 12721:2006. A diferença diz respeito apenas ao percentual de encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. O cálculo do CUB/m² desonerado não considera a incidência dos 20% referentes à previdência social, assim como as suas reincidências. Qualquer dúvida sobre o cálculo deste CUB/m² deve ser consultada junto ao Sinduscon-GO, com Sebastiana Santos, telefone (62) 3095-5162 (sebastiana@sinduscongoias.com.br).

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E

U RECOMENDO

MERCADO DE TRABALHO

DICAS VALIOSAS DE COMO SE RECOLOCAR Gosto sempre de iniciar qualquer orientação com algumas definições para alinhar as expectativas dos profissionais sobre o que o mercado oferece. Temos como entendimento o processo de recolocação de mercado sob duas perspectivas: primeiro o profissional que já tem uma carreira bem desenvolvida em uma determinada área e deseja ampliar sua atuação e construir uma segunda carreira. A segunda perspectiva pode ser o profissional que deseja transacionar entre carreira primária (ou principal) e carreira secundária ou também o profissional que, por algum motivo, está fora de atuação no mercado e deseja retomar suas atividades profissionais. O processo de recolocação de mercado precisa ser claro e com etapas bem definidas para que as expectativas do profissional não sejam frustradas. O simples fato de estar insatisfeito com a posição atual não lhe garante sucesso na mudança de emprego – muda-se o emprego, a empresa, porém o profissional é o mesmo. Então, seguem algumas dicas: • Elimine a paixão Qualquer que seja a ideia, o plano ou o sonho é necessário antes avaliar as variáveis que afetam a sua execução. Por mais que pareça uma maravilhosa ideia, quando se trata de execução, alguns pontos externos ao profissional interferem no resultado. Então, anote sua ideia para amadurecê-la antes de colocá-la em prática, não aja por impulso. • Conheça a si mesmo Outro ponto fundamental antes de estabelecer qualquer objetivo é ter consciência de suas habilidades, competências e padrões de comportamento. Procurar um emprego não lhe garante satisfação. Entenda antes quais seus valores e propósitos pessoais. Esse alinhamento com os valores organizacionais pode lhe render bons e satisfatórios resultados. • Visão além do alcance Mesmo que pareça distante, defina uma visão em longo prazo. Determine um objetivo pessoal e profissional que seja capaz de ser medido. Dizer que planeja ser feliz não diz muita coisa, é necessário explicar (mesmo que seja só para si mesmo) o que é ser feliz. Outra dica: longo prazo não significa sem prazo, defina um prazo, uma data para o cumprimento de sua visão. • Salada mista Lembra-se daquela brincadeira em que um menino de olhos fechados escolhia entre pera, uva, maçã ou salada mista? A salada mista parecia-lhe um grande prêmio. Nesta 34

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DANIEL VIEIRA

fase da recolocação é que o profissional deve avaliar quais opções ele tem disponível no mercado. Nem sempre a salada mista é a melhor escolha. As estratégias devem alinhar: perfil do profissional, visão e opções de mercado no momento e na realidade atual. Não se esqueça que uma boa estratégia é aquela feita exclusivamente para você. Não se “compram” estratégias prontas ou modelam-se de outros profissionais a você. • Eu consigo voar Acredite em você, mas, sobretudo acredite no que planejou, tenha carinho na execução de seus planos, faça cada passo (por mais simples que seja) com dedicação e foco no futuro, afinal suas escolhas e atuação lhe dirão como será no futuro, e não tenha medo de errar. A derrota não está ligada ao erro, mas a desistência. • Quem? Durante a fase de execução procure divulgar seus planos para pessoas que poderão lhe auxiliar de alguma forma, profissionalmente ou pessoalmente. As redes sociais podem lhe ajudar neste momento. Portanto, utilize-as como estratégias para divulgação de seu perfil. Alimente bem seu networking, não procure os “amigos” só quando precisa deles, mantenha contatos e relacionamentos ativos e saudáveis. Essas são algumas dicas para quem deseja se destacar no mercado. Apesar do assunto não ser conclusivo, é sempre bom seguir um plano bem definido para entender que recolocar-se no mercado é uma das alternativas para uma carreira bem-sucedida. Algumas pessoas podem identificar que já estão desenvolvendo-se bem dentro de suas áreas e ainda não tiveram consciência efetiva do que realmente querem. Independente de se ter um plano bem definido ou não, colocar entusiasmo em tudo que faz lhe dará uma sensação de realização, antes mesmo do alcance do objetivo. Cuide de sua saúde, uma pessoa doente não terá foco nem disposição suficiente para executar seus planos ou talvez nem estabelecer planos. Um antigo provérbio chinês diz que uma jornada de mil passos sempre começa com o primeiro. Decida fazer e comece! DANIEL VIEIRA é professor da disciplina Gestão de Carreira e Marketing Pessoal do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (Ipog)


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Revista Construir Mais - Outubro de 2015  

Publicação do Sinduscon-GO - Revista Institucional do setor da Indústria da Construção no Estado de Goiás.

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