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CUB ABRIL

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REVISTA MENSAL DO SINDICATO DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO NO ESTADO DE GOIÁS - SINDUSCON-GO

ANO VI, Nº 68 JUNHO/2016

ENTREVISTA COM A ECONOMISTA

MÁRCIA MARIA DE MELO Pág. 6


E

DITORIAL

Com cautela, o momento exige

MUDANÇAS Estamos vivenciando mais um momento ímpar em nossa história. O afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff nos traz inúmeras reflexões, como o que precisamos fazer para construir um país melhor? O Brasil precisa voltar a ser uma sociedade em busca de prosperidade, justiça e oportunidade para todos, especialmente na retomada da geração de empregos. Acreditamos que a união de forças e a discussão em exaustão dos problemas resultarão no encontro de medidas necessárias e urgentes para o nosso crescimento e que atendam às necessidades da sociedade brasileira. O Brasil mudou. A sociedade organizada e os partidos políticos precisam pensar no que é melhor para o país, deixando de lado os interesses corporativos. O interesse coletivo tem que prevalecer. O momento é de enfrentamento das nossas mazelas. Para isso, temos que ser protagonistas e encarar, de vez, a busca pela melhor solução de temas altamente espinhosos e que tanto atravancam a nossa economia, como por exemplo a questão da flexibilização das leis trabalhistas; valorização das Convenções Coletivas de Trabalho; a terceirização; a reforma fiscal; a reforma política; a reforma urgente da Previdência Social; o enxugamento da máquina pública nas esferas municipal, estadual e federal; a tão sonhada reforma tributária, dentre outros assuntos de igual relevância e que afetam diretamente a vida de todos os brasileiros. Tais temas são fundamentais para que a indústria da construção tenha a sua retomada. Para tanto, o Sinduscon-GO − irmanado com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) – apoiará todo e qualquer esforço que seja empreendido, enfrentando o que for preciso, por mais desafiador que seja, para que o conjunto da sociedade volte a ter emprego, renda e, principalmente, esperança. Relacionado diretamente à indústria da construção vislumbramos algumas saídas essenciais, como a transfor-

mação, de fato, do Programa Minha Casa Minha Vida, de um programa de Governo para um programa de Estado, trazendo perenidade e segurança para uma das mais audaciosas e eficazes ações de inclusão social pela moradia digna e acessível para todos os brasileiros. Outro aspecto que julgamos ser da maior relevância é a instituição de Parcerias Público-Privadas, trazendo a garantia de preços justos, obras de infraestrutura de qualidade para além da logística e energia, atingindo outros segmentos como saneamento básico, resíduos sólidos, iluminação pública, construção de hospitais, presídios, entre outros. Para isso, a ética nas relações público-privadas precisa ser retomada. Compliance, a Lei Anticorrupção, entre outros mecanismos modernos e alinhados às práticas internacionais, podem nos auxiliar a restabelecer o diálogo e a confiança dos investidores. O povo brasileiro é, por natureza, muito trabalhador. Outra característica que temos é a de sempre acreditar em dias melhores. Veja o caso das empresas EBM e Opus, citadas na matéria de capa desta edição da Construir Mais. Com profissionalismo e audácia calcada em muito planejamento, ambas as empresas relatam que, mesmo neste momento de crise, estão crescendo e empreendendo. Isso nos orgulha e nos faz crer ainda mais no quanto o empresariado sempre está de mangas arregaçadas para o trabalho, sem jamais desistir ou desanimar. É por isso que conclamamos a todos para estarmos unidos, engajados. Vamos juntos buscar a construção de um país melhor, com a ética sendo a bandeira a ser implementada por todos os brasileiros. Boa leitura! CARLOS ALBERTO DE PAULA MOURA JÚNIOR Presidente do Sinduscon-GO

DIRETORIA EXECUTIVA DO SINDUSCON-GO (2013/2016) PRESIDENTE: Carlos Alberto de Paula Moura Júnior - 1º Vice-Presidente: Eduardo Bilemjian Filho - 2º Vice-Presidente: Guilherme Pinheiro de Lima - Diretor Administrativo: Manoel Garcia Filho Diretor Administrativo Adjunto: Luís Alberto Pereira - Diretor Financeiro e Patrimonial: José Rodrigues Peixoto Neto - Diretor Financeiro e Patrimonial Adjunto: Ricardo Silva Reis - Diretor da Comissão de Economia e Estatística: Ibsen Rosa - Diretor da Comissão de Economia e Estatística Adjunto: Maurício Figueiredo Menezes - Diretor da Comissão da Indústria Imobiliária: Mário Andrade Valois - Diretor da Comissão da Indústria Imobiliária Adjunto: Eduardo Bilemjian Neto - Diretor da Comissão de Habitação: Roberto Elias de Lima Fernandes - Diretor da Comissão de Habitação Adjunto: Cláudio Jesus Barbosa de Sousa - Diretor da Subcomissão de Legislação Municipal: Renato de Sousa Correia - Diretor de Materiais e Tecnologias: Sarkis Nabi Curi - Diretor de Materiais e Tecnologias Adjunto: Pedro Henrique Borela - Diretor da Comissão de Concessão, Privatização e Obras Públicas: João Geraldo Souza Maia - Diretor da Comissão de Concessão, Privatização e Obras Públicas Adjunto: Humberto Vasconcellos França - Diretora de Qualidade e Produtividade: Patrícia Garrote Carvalho - Diretora de Qualidade e Produtividade Adjunta: Aloma Cristina Schmaltz Rocha - Diretor de Construção Pesada: Sérgio Murilo Leandro Costa - Diretor de Construção Pesada Adjunto: Jadir Matsui - Diretor de Construção Metálica: Cezar Valmor Mortari - Diretor da Construção Metálica Adjunto: Joaquim Amazay Gomes Júnior - Diretor de Assuntos Jurídicos: Ricardo José Roriz Pontes - Diretora de Assuntos Jurídicos Adjunta: Selma Regina Palmeira Nassar de Miranda - Diretor da Subcomissão de Política e Relações Trabalhistas e Sindicais: Yuri Vaz de Paula - Diretor da Comissão de Saúde: Jorge Tadeu Abrão - Diretor da Comissão de Saúde Adjunto: Célio Eustáquio de Moura - Diretor da Comissão de Proteção ao Patrimônio Natural: Gustavo Veras Pinto Cordeiro - Diretor da Comissão de Proteção ao Patrimônio Natural Adjunto: Nelson Siqueira Neto - Diretor do Setor Elétrico e Telefônico: Ricardo Daniel Lopes - Diretor do Setor Elétrico e Telefônico Adjunto: Carlos Vicente Mendez Rodriguez - Diretor Social e de Comunicação: Paulo Henrique Rodrigues Ribeiro - Diretor Social e de Comunicação Adjunto: Ulisses Alcoforado Maranhão Sá - CONSELHO CONSULTIVO: Justo Oliveira d’Abreu Cordeiro, Paulo Afonso Ferreira, Mário Andrade Valois, Joviano Teixeira Jardim, Sarkis Nabi Curi, José Rodrigues Peixoto Neto, Roberto Elias de Lima Fernandes, Alan de Alvarenga Menezes, José Augusto Florenzano, José Carlos Gilberti - SUPLENTES: Bruno de Alvarenga Menezes, Marco Antônio de Castro Miranda, André Luiz Baptista Lins Rocha - CONSELHO FISCAL: Célio Eustáquio de Moura, Guilherme Pinheiro de Lima, Carlos Henrique Rosa Gilberti - SUPLENTES: Paulo Silas Ferreira, Ricardo de Sousa Correia, Paulo Henrique Rodrigues Ribeiro REPRESENTANTES JUNTO À FIEG: Carlos Alberto de Paula Moura Júnior, Roberto Elias de Lima Fernandes - SUPLENTES: Eduardo Bilemjian Filho, Justo Oliveira d’Abreu Cordeiro - REPRESENTANTE JUNTO À CBIC: Carlos Alberto de Paula Moura Júnior - SUPLENTES: Eduardo Bilemjian Filho, Guilherme Pinheiro de Lima.

JUNHO 2016 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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S UMÁRIO

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Artigo “BIM – Nova Solução de Gestão” é o tema do artigo do engenheiro civil Romeu da Silva Neiva Neto.

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18 MATÉRIA DE CAPA Crescimento: cenário desafiador exige

Entrevista

planejamento e adequação de produtos.

Elaborar projetos para captar recursos: alternativa que pode viabilizar o incremento das empresas da indústria da construção. Confira a entrevista com Márcia Maria

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Acompanhe o registro dos eventos realizados pelo

Inteligência Organizacional, Finanças

Sinduscon-GO nos meses de abril e maio/2016.

e Economia Empresarial, Elaboração e Gerenciamento de Projetos, Economia

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construção: como sobreviver diante da crescente

Espaço CBIC

complexidade das normas de segurança do trabalho.

“Construção civil dará sua contribuição na

Confira a resposta no texto assinado pelo engenheiro

recuperação da economia” é o assunto

metalurgista e ex-auditor fiscal do trabalho do

abordado nesta edição pelo presidente da

MTE, Sérgio Antônio.

Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins.

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Indicadores Econômicos Confira o valor do Custo Unitário Básico (CUB)

Comunidade da Construção

referente ao mês de abril/2016 e o resultado

A cura e sua importância como qualificadora

da pesquisa “Índice de Confiança do Empresário

do concreto. O tema é abordado pela

da Indústria da Construção” também do mês

engenheira civil Daniela Castro Silva.

de abril/2016.

REVISTA CONSTRUIR MAIS - Revista mensal do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO) Sinduscon-GO - Filiado à CBIC e FIEG. Rua João de Abreu, n° 427, Setor Oeste, Goiânia-Goiás - CEP 74120-110. Telefone: (62) 30955155 / Fax: (62) 3095-5177 - Portal: www.sinduscongoias.com.br | Presidente: Carlos Alberto de Paula Moura Júnior | Diretor Social e de Comunicação: Paulo Henrique Rodrigues Ribeiro | Gerente Executiva: Sebastiana Santos | Edição: Joelma Pinheiro | Reportagem: Joelma Pinheiro (joelma@sinduscongoias.com. br) e Valdevane Rosa (valdevane@sinduscongoias.com.br) | Fotografia: Assessoria de Comunicação Social do Sinduscon-GO e Silvio Simões | Projeto Gráfico e Diagramação: Duart Studio | Publicidade: Sinduscon-GO - Telefone: (62) 3095-5155 | Impressão: Gráfica Art3 | Tiragem: 6.000 exemplares. Publicação dirigida e distribuição gratuita. *As opiniões contidas em artigos assinados são de responsabilidade de seus autores.

Consciente das questões ambientais e sociais, o Sinduscon-GO trabalha em parceria com a gráfica Art3, que utiliza papéis com certificação FSC (Forest Stewardship Council) na impressão dos seus materiais.

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Segurança do Trabalho Micro e pequenas empresas da indústria da

Criativa e Educação Profissional.

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Registro de Eventos

de Melo, economista, especialista em

SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • JUNHO 2016

Anuncie na revista

Para informações entre em contato com o Departamento Comercial do Sinduscon-GO, telefone (62) 3095-5168, e-mail comercial@sinduscongoias.com.br.


A

RT I G O

BIM: nova solução de gestão O BIM (Building Information Modeling) já é um assunto muito discutido no cenário nacional da construção civil. Muito já se falou e especulou a respeito desse conceito que abarca tantas áreas de conhecimento do setor de Arquitetura, Engenharia e Construção. Esse tema foi abordado em um evento ocorrido no Sinduscon-GO que faz parte de uma agenda de treinamentos promovido pelo Sinduscon Jovem. A implantação de BIM no mercado ROMEU NEIVA NETO goiano ainda é uma novidade entre as construtoras, porém já existe um consenso entre empresários e profissionais que é um caminho sem volta para todos. Foi com essa mentalidade que os proprietários da Innovar Construtora decidiram em 2012 investir no BIM. O objetivo colocado era o de utilizar novos recursos tecnológicos, além de adaptar os processos existentes na empresa. Os primeiros passos foram dados por meio da modelagem de todos os projetos de um dos empreendimentos da construtora. Esse projeto serviu como “cobaia” para dar o ponto de partida de um processo contínuo de pesquisa e incentivo à colaboração entre os agentes participantes do processo de projeto dos empreendimentos da construtora. Essa iniciativa de incentivar os agentes por enquanto se restringiu apenas aos projetistas parceiros. Porém, ela por si só já foi benéfica para a construtora, pois possibilitou uma visão mais profunda das interferências de projeto por parte dos projetistas que iniciaram o processo, proporcionando aquilo que é o principal benefício da implantação de BIM: a antecipação de erros e omissões de projeto em uma etapa anterior ao início da obra. Existem outros benefícios que uma implantação de BIM pode trazer como retorno do investimento feito pelas empresas que o adotam, tais como redução de retrabalho na obra, redução de custo, diminuição de prazo de projeto, melhoria na imagem da

empresa, dentre outros. Todos esses são benefícios que empresas do mundo todo já evidenciaram após iniciarem a implantação do BIM dentre seus processos. Agora isso começa a ser sentido pelas empresas da construção de Goiás que também já iniciaram seus processos de implantação. Há alguns anos eram poucas as iniciativas e restritas a poucos pioneiros do setor em nossa região. Foi a partir dessas iniciativas que nasceram em nossa região novas atividades e novos mercados com a prestação de serviços especializados sobre o assunto. Esses serviços vão desde empresas especializadas em treinamentos de software, consultorias na implantação de processos a empresas de tecnologia que atendem também a demanda tecnológica que essas empresas possuem. Ou seja, na medida em que os profissionais vão se qualificando e necessitando de ferramentas e serviços especializados para atender as suas necessidades, eles irão necessitar de auxílio técnico para obter o máximo benefício do BIM. Esse é o caso da empresa LEB – Laboratório de Engenharia BIM, que já presta serviços de customização de processos e automação para empresas de engenharia de Goiás e de fora do Estado, por meio da experiência obtida na implantação de BIM da Innovar Construtora e em projetos de pesquisas acadêmicas. Considerando esse cenário, os profissionais e empresas que não iniciaram o seu processo de implantação de BIM ainda têm muito a explorar. Já aqueles que deram os seus primeiros passos, com certeza serão beneficiados no futuro próximo com oportunidades de retorno de seus investimentos. O setor da construção civil goiano, por exemplo, apesar de estar inserido em um cenário nacional de crise econômica, tem a grande capacidade de se reinventar continuamente e sem dúvida irá aproveitar ao máximo essa nova forma de gestão da informação da construção. ROMEU DA SILVA NEIVA NETO,

engenheiro civil, mestre em Arquitetura e Construção pela Unicamp com enfoque em BIM, diretor da Comissão de Materiais e Tecnologias (Comat) do Sinduscon Jovem, diretor da LEB – Laboratório de Engenharia BIM e BIM Manager da Innovar Construtora

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N T R E V I S TA

MÁRCIA MARIA DE MELO

ELABORAR PROJETOS PARA CAPTAR RECURSOS:

alternativa que pode viabilizar o incremento das empresas da indústria da construção Márcia Maria de Melo é economista, especialista em Inteligência Organizacional, Finanças e Economia Empresarial, Elaboração e Gerenciamento de Projetos, Economia Criativa e Educação Profissional. Também é professora de Economia Empresarial (FGVOnline-SP/RJ) e atua pela sua empresa – ELO Oficina de Projetos, como consultora, instrutora, projetista e educadora empresarial. Está credenciada pelo Sebrae-GO para consultoria e instrutoria nas áreas de finanças e planejamento. Confira a seguir a entrevista que ela concedeu para a revista Construir Mais. DIANTE DO CENÁRIO DE RETRAÇÃO ECONÔMICA QUE ESTAMOS VIVENCIANDO, AINDA EXISTEM RECURSOS DISPONÍVEIS PARA O DESENVOLVIMENTO DA INDÚSTRIA? CASO POSITIVO, ONDE ESSES RECURSOS PODEM SER BUSCADOS? AGORA É UM BOM MOMENTO PARA SE BUSCAR RECURSOS? Quando a economia está instável, também está contraída para investimentos, mas ainda nessa situação existem recursos, porém em menor volume e com maiores exigências na análise, visto que a demanda se apresenta alta – as empresas necessitam de mais recursos, mas temem as flutuações econômicas, estão vulneráveis e inseguras e a oferta está retraída – investidores e patrocinadores não querem investir se não tem uma taxa de retorno garantida. Para a indústria, existem recursos disponíveis, boas linhas de crédito no mercado de investimentos que oferecem financiamentos reembolsáveis (FCO, Basa, Bird, BNDES Empresarial, Finame, dentre outros) e financiamentos não reembolsáveis – por exemplo, para a linha de pesquisa e inovação que atende projetos coletivos e de melhoria sócio-econômico-ambiental (Finep, PNUD, Institutos de Apoio à Pesquisa, dentre outros, etc.) Para as empresas, o momento não está favorável para buscar recursos, mas sim para realinhar os negócios, do ponto de vista da gestão, da inovação, da estruturação de novos projetos, de modo que o negócio possa ser reconfigurado. O mundo está mudando, as pessoas e as empresas também precisam mudar. Nesse estágio, a empresa pode até necessitar de recursos para novos investimentos, capital de giro – mas saberá investir com maior maturidade e segurança, por isso, trabalham projetos mais consistentes. Esses projetos exigem um tempo maior para elaboração, apresentação ao agente financeiro, análise, aprovação e liberação. Por isso, é importante que o projeto faça parte do planejamento e gestão da empresa. Entendo que a partir de junho de 2016, alguns editais de recursos não reembolsáveis já apresentarão algumas linhas abertas; programas de financiamentos (para investimentos de médio e longo prazo) reembolsáveis também deverão estar disponíveis pelos bancos e agentes financeiros, mas qualquer compromisso na economia atual exige cautela para não sobrecarregar financeiramente a empresa. 6

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QUAIS SETORES MAIS DEMANDAM PROJETOS PARA CAPTAÇÃO DE RECURSOS (CITE AS PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES, PERFIS E CARACTERÍSTICAS)? Em se tratando de projetos com recursos reembolsáveis, todos os setores carecem de recursos, especialmente os setores de indústria e comércio. Ocorre que muitos empresários não têm conhecimento sobre qual é a melhor linha de financiamento e apoio para o seu negócio, também não conhece de forma detalhada as instruções, premissas e restrições, além das exigências dos agentes financeiros. Essa situação atrasa o trâmite do projeto e o empresário às vezes até desiste. Alguns agentes e bancos têm postado em suas páginas eletrônicas esclarecimentos sobre as linhas de crédito disponíveis e isso tem ajudado bastante. Referente a recursos não reembolsáveis, a economia criativa – que atende 28 segmentos da economia é uma das mais dinâmicas e movimenta a elaboração de projetos para captação de projetos e alcança desde um projeto cultural, como um projeto ambiental ou social que atenda coletivos e apresente novas soluções para diversos problemas que afligem a sociedade, por exemplo, a busca de competitividade, de gestão eficiente para os pequenos negócios. Os setores de serviços e inovação também apresentam um expressivo número de projetos que visem melhorias para as empresas e para a sociedade e juntos movimentam a comunidade local e provocam impacto em outros segmentos, gerando recursos para as famílias. As principais instituições beneficiadas geralmente estão constituídas no formato de Organizações Não-Governamentais (ONGs), Institutos, Associações, Cooperativas ou outros formatos constituídos no âmbito coletivo. Algumas dessas já alcançaram a qualificação de OSCIP e são propulsoras para uma capacitação constante dos atores do mercado e, por isso, reconfiguram as empresas com as quais estão interligadas e geram uma nova mentalidade de liderança, gestão e resultados positivos. Isto porque os patrocinadores de recursos não reembolsáveis têm por premissa o benefício e o bem estar da coletividade e busca resultados que possam solucionar algum problema sócio econômico e disseminar a utilização de novas práticas. Assim, mediante a identificação de um fenômeno, novas ferramentas são desenvolvidas e internalizadas e por isso, melhoram a qualidade de vida das pessoas nas comunidades, nos bairros, nas empresas, nos seus núcleos de convivência. QUEM PODE PLEITEAR TAIS RECURSOS? E QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS FINALIDADES PARA AS QUAIS ELES SÃO VOLTADOS? Na grande maioria, pessoas jurídicas. Alguns, da economia criativa podem ser pleiteados por pessoa física (artistas, designers, profissionais atuantes no campo da cultura, etc.). Existem muitas fontes variadas, com inúmeras causas e finalidades, direcionadas a públicos específicos, conforme o propósito da instituição patrocinadora para áreas variadas: cinema, teatro, músi-


MÁRCIA MARIA DE MELO, ECONOMISTA, ESPECIALISTA EM INTELIGÊNCIA ORGANIZACIONAL, FINANÇAS E ECONOMIA EMPRESARIAL ca, gastronomia, agroecologia, literatura, crianças em situação de risco, mulheres em situação de vulnerabilidade, reciclagem e energia. Enfim, tenho visto apoio a uma diversidade de causas. Então, o que falta? Bons projetos. EXISTEM RECURSOS SUBSIDIADOS E NÃOSUBSIDIADOS. COMO ELES SÃO CLASSIFICADOS? Sim. Os recursos não subsidiados são propostos por empresários, estão disponíveis por meio de agentes financeiros e bancos e têm por objetivo: implantação de novos negócios, novos produtos, ampliação de plantas produtivas, inovação, expansão e outras modalidades que busquem atender demandas efetivas, potenciais e melhorias de resultados. Os subsidiados estão disponíveis, em sua grande maioria, por meio de editais, em sites do governo ou dos patrocinadores e abrange o campo das artes, cultura, música, inovação e também da pesquisa, em especial, de novas tecnologias e soluções. Também alavancam resultados, especialmente para os pequenos negócios. DE ACORDO COM A SUA EXPERIÊNCIA, COMO TEM SIDO O HISTÓRICO NA CAPTAÇÃO DE RECURSOS PELA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO GOIANA? De 2012 a 2014, com o mercado estimulante e a economia aquecida, o setor da indústria da construção buscou mais crédito para financiar obras, foi um grande gerador de empregos. Isso foi bom porque sua cadeia é muito extensa, influencia muitos outros setores e fomentou bastante a economia. Muitos bancos criaram linhas de crédito próprias para este segmento. Mas, com a chegada da crise, esses recursos retraíram porque a demanda efetiva reduziu. Embora a indústria da construção civil até 2012 representava quase 24% para o PIB do setor em Goiás e tenha apresentado um crescimento relativo de 184,54%, quanto ao número de ocupações, a construção civil – dados da CBIC (fonte Ademi-GO) mostram que em janeiro de 2016 das 9.763 unidades da construção civil em Goiânia, foram vendidas apenas 282, ou seja, 2,81% foi a velocidade da venda – isso é pouco representativo e mostra o quanto o setor da construção civil também é penalizado com a crise. Essa situação reduziu muito o crédito para o segmento, visto que a oferta de imóveis cresceu e a demanda diminuiu. De acordo com IBGE, em 2015, a queda no setor foi de 7,6% em seu PIB. Por isso, muitas empresas necessitam ser reformuladas, retratadas para que possam superar a crise atual. Isso significa retração de recursos e queda de financiamentos (no Brasil, de acordo com a Abecip aproximadamente 33%), devido à insegurança socioeconômica na qual estamos vivendo. A situação de instabilidade provoca contaminação na confiabilidade e por isso, os recursos são mais reduzidos e custam mais caro, devido à ameaça da volta da inflação. ONDE AS EMPRESAS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO PODEM TER ACESSO MAIS ÁGIL E FACILITADO A RECURSOS PARA INOVAÇÃO, MELHORIA DA INFRAESTRUTURA, CAPITALIZAÇÃO, PROGRAMAS SOCIOAMBIENTAIS, DENTRE OUTROS? Para os projetos reembolsáveis, primeiro, os empresários podem consultar as páginas eletrônicas dos agentes financeiros

(bancos e instituições financeiras), com os quais mantém relacionamento. Nestes ambientes virtuais estão as informações básicas e elementares. Em seguida, o empresário deve procurar o seu gerente de relacionamento e expor sua necessidade e qual o objetivo principal do financiamento. Nesse contato, é importante o empresário tomar conhecimento também dos principais documentos necessários para o pleito, além do projeto de viabilidade econômica e financeira. Isto porque bons projetos são indeferidos na fase de análise de documentação, antes mesmo da análise do projeto. Os financiamentos de recursos não reembolsáveis estão previstos em editais e, infelizmente, não se encontram disponíveis em um único endereço. Temos que estar consultando diversos locais sempre. Nesse quesito, a rede social ajuda muito. Assim o empresário deve pesquisar em órgãos públicos e terceiro setor, instituições que tenham propósitos interligados ao seu ramo de negócio, por exemplo, se o negócio é do segmento cultural, o empresário pode procurar o Ministério da Cultura e instituições que apoiam a cultura – as quais podem estar no setor privado, como Itaú Cultural, OI Futuro, Natura Música, ou no setor híbrido, Banco do Brasil Patrocínio, Fundação Bradesco, dentre tantos outros. O que pode ajudar muito o empresário a identificar esses editais são as redes sociais e redes de contatos, com profissionais atuantes nos segmentos. TODO O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO PROJETO, CAPTAÇÃO E GESTÃO DESSES RECURSOS É BUROCRÁTICO? CASO POSITIVO, QUE TIPO DE PROFISSIONAL AS EMPRESAS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DEVE BUSCAR PARA OTIMIZAR O PROCESSO? Sim, é preciso que a documentação da empresa e dos sócios esteja organizada. Também os dados, informações e documentos da empresa precisam estar disponíveis. Atualmente, os patrocinadores disponibilizam formulários mais simplificados, mas ainda, com um número grande de informações. Assim, ficou menos burocrático elaborar um projeto. O que ocorre é que elaborar e gerenciar projetos exige algumas competências e habilidades e ainda, disciplina e organização, por isso, muitos empresários preferem recorrer a um profissional habilitado, no mercado – o projetista. Dependendo do patrocinador, este pode exigir que o projeto seja realizado por um profissional qualificado. Esse profissional deve conhecer de projetos e ainda compreender o segmento e o processo do projeto proposto, para não suprimir informações importantes à análise do projeto e comprometer os cálculos da viabilidade. Quanto à formação desse profissional, pode variar conforme o segmento, mas é recomendado que sempre tenha um economista acompanhando, quando o projeto é elaborado por outro profissional, pois o economista vai tratar da viabilidade e sustentabilidade econômica do projeto. Hoje, não podemos mais ter projetos que não sejam auto-sustentáveis e rentáveis, isso é insano no mundo dos negócios. POR FIM, QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DICAS QUE A SENHORA PODE DAR PARA OS EMPRESÁRIOS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO QUE DESEJAM INVESTIR EM PROJETOS PARA CAPTAÇÃO DE RECURSOS? Primeiramente, buscar mais informações sobre benefícios que os projetos podem propiciar para seus negócios. Quando isso ocorre, o empresário identifica quais áreas da sua empresa e quais necessidades podem ser atendidas. Posteriormente, buscar um projetista para lhe dar orientações e ajudá-lo a dar consistência de forma técnica e adequada aos propósitos alinhados para do negócio. Penso que toda empresa, independente do porte deve ter um projetista, quando trabalhamos por projetos, temos menos erros, custos mais apurados e melhores resultados. JUNHO 2016 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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ONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL

AUTORREGULAMENTAÇÃO ambiental na construção civil É inegável que a construção civil é uma das principais molas propulsoras da economia mundial. No Brasil ela é responsável por 63% da formação bruta de capital fixo e 15% do PIB. Porém, apesar da sua indiscutível importância para o desenvolvimento do País, a construção civil é apontada como uma das indústrias que mais impactam o meio ambiente. Para reduzir os efeitos prejudiciais ao meio ambiente, causados pelas indústrias e empresas, foi instituída no País a exigência da compensação ambiental, criada pelo Art. 36 da Lei nº 9.985/2000. A partir dessa Lei, o setor da construção passou a lidar com a falta de padronização entre os vários entes públicos envolvidos nas questões ambientais, uma vez que cada órgão ambiental estipulou uma forma própria para determinar a sua contrapartida ambiental, sendo que a grande maioria optou pelo formato arrecadatório. Acontece que essa obrigação decorrente da compensação ambiental, embora mensurável economicamente, segundo a interpretação do STF, não envolve o recolhimento de recursos ao erário, uma vez que a obrigação de fazer, prevista na Lei, não pode ser reduzida à obrigação de pagar valor para órgãos de licenciamento ambiental. O valor da compensação ambiental deve ser apurado não em relação ao custo do empreendimento, mas sim em relação ao impacto ambiental por ele causado. Essa compensação deverá ocorrer não de forma arrecadatória, onde o órgão público assume a responsabilidade de gerir e aplicar o recurso. A compensação deve ocorrer por meio de ações efetivas de apoio a implantação e manutenção de unidades de conservação (áreas naturais passíveis de proteção). Mas como mensurar e garantir que a compensação ambiental de fato ocorrerá? Qual é a alternativa ideal para a questão da compensação ambiental?

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A resposta é que a compensação deve ocorrer através de certificações independentes, realizadas por empresas de renome. É nesse contexto que o Brasil Mata Viva se sente agraciado pelo fato do Sinduscon-GO ter elegido o Programa de Compensação Sustentável do Brasil Mata Viva como mecanismo para autorregulamentar a Política de Sustentabilidade do setor da construção civil no Estado de Goiás. Esta autorregulamentação, além de estabelecer a regra para as contrapartidas ambientais, ainda contribuirá para a preservação e conservação ambiental, redução de emissões de gases nocivos e estimulará a agricultura sustentável. Por meio do Programa, os associados do Sinduscon-GO e/ou os seus empreendimentos, poderão passar a atender a obrigatoriedade imposta pela Lei, com a obtenção do “Selo de Sustentabilidade Global”, emitido pelo ICQ Brasil (criado pelo Sistema Fieg em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção) ou pela SGS (empresa suíça, que é a maior certificadora mundial). Para isso, os interessados deverão aderir ao programa acessando o link http://sinduscongoias.com.br/index.php/en/ outros-servicos-e-produtos/creditos-de-floresta. O Sinduscon-GO antecipou-se as adequações que estão ocorrendo nas políticas públicas de vários municípios e estados. O município de Goiânia, por exemplo, acaba de criar a “Cota de Retribuição Socioambiental”, onde é atribuído ao usuário da atividade empresarial, pública e privada, a cota de contribuição com a preservação florestal, como mecanismo de garantia de reposição e recarga de recursos naturais utilizados e impactos ambientais decorrentes da atividade produtiva. MARIA TEREZA UMBELINO DE SOUZA, CEO Brasil Mata Viva


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S PA Ç O C B I C

Construção civil dará sua contribuição na

RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA Encerramos com pleno êxito mais um Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC), levando a Foz do Iguaçu um público qualificado de 1.200 pessoas, entre empresários, dirigentes e profissionais de todos os segmentos de nossa cadeia produtiva. Realizado em meio à transição de governos, pós-aprovação da admissibilidade do processo que poderá afastar definitivamente a presidente Dilma Rousseff e durante a ascensão do vice-presidente Michel Temer à condição de presidente interino, o 88º ENIC foi palco de nova demonstração da força, união e compromisso da construção civil com o Brasil e seu futuro. Em Foz, inspirado por suas belas cataratas e a hospitalidade generosa de nossos associados do Sinduscon Oeste-PR, debatemos o cenário nacional, enfrentando temas como as reformas estruturais que resgatarão a credibilidade do Brasil; os caminhos para a recuperação do investimento, avaliando o potencial das concessões e parcerias público-privadas; e o necessário avanço no campo da ética e do compliance, temas que ganham ainda mais relevância no esforço de reconstrução do país. Em todos esses campos, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) tem contribuições a dar, seja pelo seu exemplo e trajetória, seja pelo conhecimento que vem acumulando e colocará à disposição do Brasil. Paralisado há meses pela crise, o país vive agora um momento de grande expectativa. O novo governo, ainda que provisório, carrega a esperança de todos os segmentos da sociedade, que deseja o restabelecimento da normalidade institucional e a tomada de medidas que revertam o cenário de deterioração da economia. O brasileiro quer seu emprego e renda de volta; quer serviços públicos de qualidade e oportunidade de crescimento e educação; enquanto o empresário espera sinais inequívocos de que possa voltar a empreender e um ambiente de negócios seguro e estável. A direção de todos é a mesma: desenvolvimento com segurança, regras claras e o resgate dos valores morais que fazem do brasileiro um povo trabalhador e honesto. Em documento que entregamos ao novo governo, e apresentamos no 88º ENIC, a CBIC e suas associadas apontam com clareza os pontos mais importantes da agenda do setor, uma pauta que combina os interesses da construção civil com os mais altos anseios do país. A construção sempre esteve ao lado do cidadão, postura que mantém nesse momento de grandes desafios. A aprovação de reformas estruturais – como a da Previdência e a trabalhista – e o controle do gasto público – com uma reforma fiscal que reveja gastos obrigatórios e enxugue a máquina – estão no topo das prioridades. Sem uma nova visão e gestão do Estado não será possível devolver ao trabalhador, ao jovem, ao aposentado, nenhuma das conquistas sociais hoje ameaçadas pela crise econômica. Sem reformas estruturantes não será possível reanimar a economia nem despertar o apetite de empresários e investidores que deixaram de acreditar no Brasil. Esse é o primeiro passo do longo caminho de recuperação do país. Nos últimos 18 meses, a CBIC e suas associadas, com o apoio de seus parceiros Sesi Nacional e Senai Nacional, têm conduzido

debates e produzido estudos aprofundados em busca de caminhos para reverter a crise e criar novas oportunidades de negócios para a construção civil. Esse conhecimento foi aprofundado durante o Encontro, quando pudemos avançar na discussão de temas como concessões e PPPs; o financiamento habitacional e o futuro do mercado imobiliário; e o aprimoramento e perenização do programa Minha Casa Minha Vida. Melhorar o ambiente de negócios, aperfeiçoar programas exitosos, destravar projetos em segmentos onde o poder público tem baixa capacidade de execução, ampliando a participação da iniciativa privada nos seus diversos portes; e identificar novas fontes de financiamento, retirando parte do peso que asfixia o orçamento público são os passos seguintes na direção do desenvolvimento. A construção civil está preparada para contribuir não apenas executando projetos com eficiência, mas também no debate de novas regras e paradigmas, em que a livre concorrência e a transparência sejam as bases da relação entre o público e o privado. O 88º ENIC cumpriu um roteiro técnico de grande qualidade, mobilizando especialistas de alto gabarito. Os painéis das comissões temáticas da CBIC ofereceram ao participante o que há de mais novo em sustentabilidade, planejamento urbano, inovação tecnológica e outros temas de grande relevância para o setor. Essa qualidade foi reconhecida em plenárias sempre cheias e debates interessantes. Além da tradicional feira expositora, com novidades da indústria da construção, os participantes puderam fazer uma visita técnica à Itaipu Binacional, uma das mais emblemáticas obras executadas no Brasil. Nos seus dois dias de duração, o 88º ENIC cumpriu à risca do mote de 2016 – “O futuro nós construímos” – e regou as sementes que a construção civil semeou no último período. Ao atrair tão elevado público, demonstramos que o setor está mobilizado em busca de melhor desempenho e segue antenado na direção da vanguarda na pauta da construção no resto do mundo. Nossas entidades, dirigentes e empresários estão prontos a darem sua contribuição no enfrentamento dos desafios nacionais. Reitero o que disse em meu discurso inaugural, na abertura do evento: o Brasil tem que dar certo. Os avanços institucionais que tivemos nestes últimos tempos são incomparáveis. Estamos passando o país a limpo dentro da normalidade democrática e com as instituições funcionando. O Brasil tem melhorado por que temos conseguido enfrentar suas mazelas. Faremos isso mais uma vez e quantas foram necessárias. É com esse espírito de união, com esse sentimento de compromisso com o bem maior e a vontade de trabalhar que abriremos um novo ciclo, um ciclo virtuoso. Há muito a ser feito e a construção civil está a postos. Haveremos de ter um país melhor já em 2017, quando nos encontraremos para o próximo ENIC, em Brasília. Não é por acaso que seu lema é “Superação é nossa maior obra”. Agora, vamos em frente! JOSÉ CARLOS MARTINS, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)

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S PA Ç O J U R Í D I C O

SOLUÇÃO DA CRISE está distante da busca pelo aumento da carga tributária Já é pública a crise econômica que enfrenta nosso país nos últimos tempos. Tal fato nos leva a discutir a sustentabilidade do Estado Fiscal. Isto porque, ao se falar em Estado Fiscal, nada mais estamos a dizer do que a dependência deste quanto aos tributos para sua manutenção. Como afirma CasalFÁBIO PALLARETTI ta Nabais, “falar de Estado Fiscal CALCINI é falar de impostos”. Aliás, já dizia Benjamin Franklin que “neste mundo nada está garantido senão a morte e os impostos”. Em momentos de crise, é inegável que a majoração da carga tributária pode ser uma eventual medida a ser tomada, todavia, há de se lembrar de John Marshall no sentido de que “o poder de tributar envolve o poder de destruir”. O que se pretende, portanto, é dizer que, embora não se negue eventuais alterações no sistema tributário, o caminho para a solução da crise está distante da singela, cômoda e ilegítima busca por um amplo aumento da carga fiscal. De um lado, qualquer mudança na tributação, seja quanto ao aumento ou mesmo redução de incentivos fiscais em sentido amplo, há de ser realizada com ampla discussão democrática e dentro dos princípios e regras jurídicas que estão estabelecidas na Constituição Federal vigente. Neste aspecto, a atual conduta do Governo Federal – podemos incluir os demais entes da Federação – tem preocupado, uma vez que as recentes alterações fiscais de majoração de tributos não têm cumprido tais regras e princípios jurídicos. Bem por isso, a verdadeira reforma deve estar direcionada para o cumprimento do princípio constitucional da eficiência e boa administração. Ora, como é de conhecimento, a carga tributária brasileira é de aproximadamente 36% do PIB, porém, em contrapartida, nosso país, pelo 5º ano consecutivo, é o último no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES). É evidente, portanto, que o problema brasileiro tem 10

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solução no efetivo aperfeiçoamento e controle das despesas públicas em geral, desde gastos com pessoal até mesmo aqueles de cunho social (previdência, saúde, educação, cultura, entre outros). Mais do que isso, o controle político, jurídico e social dos valores tributários arrecadados e sua destinação necessitam de maior efetividade, a partir da ampla transparência e publicidade de tais informações. Não há dúvida, ainda, que caberá à sociedade, juntamente com o Estado, avaliar os gastos com direitos sociais, reduzindo-os, com observância ao princípio da razoabilidade e proporcionalidade, a fim de que se façam ajustes, mas não leve a um retrocesso social das conquistas alcançadas. Em conjunto com tais fatores, é importante ainda uma maior eficiência na execução dos serviços públicos, em geral, de qualidade ruim e alto custo, não se olvidando ainda do combate à excessiva burocracia e complexidade no setor fiscal, pois, o Brasil é um dos campeões mundiais em custos de conformidade, ou seja, quanto se gasta para apurar e recolher os tributos. Para encerrar, acreditamos que a implantação de tais medidas dependem, sobretudo, de uma mudança cultural, social e de conduta da sociedade brasileira no sentido de exercer uma verdadeira cidadania fiscal, na medida em que deve exigir o cumprimento da Constituição e leis pelo Estado; por outro lado, também cabe refletir a respeito do fato de que não temos somente direitos, mas, também, deveres, de tal maneira que devemos nos pautar dentro da legalidade e ética, não praticando ilícitos e fraudes, além de ser fundamental refletirmos acerca do “tamanho” de Estado Social que pretendemos – e podemos – ter, pois não há direitos sem custos, e, assim, sem tributos na mesma proporção. Somente assim teremos um Estado Fiscal sustentável e suportável.

FÁBIO PALLARETTI CALCINI, advogado tributarista, sócio do escritório Brasil Salomão e Matthes Advocacia


O Código de Processo Civil e a Desconsideração da

PERSONALIDADE JURÍDICA Em março do corrente ano, o Conselho Jurídico da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou o seu primeiro seminário jurídico com o tema “Os efeitos da Desconsideração da Personalidade Jurídica à luz dos entendimentos consolidados nos Tribunais Superiores”. A desconsideração da personalidade jurídica AMANDA MIOTTO acontece quando o sócio responde por seu patrimônio pessoal pelas dívidas contraídas pela pessoa jurídica. Ora, quando um empreendedor decide criar uma sociedade empresária, a intenção é que haja limitação para os sócios do risco da atividade econômica, sem a qual, certamente, seriam poucos os que se aventurariam a exploração de uma atividade empresarial, com a eventual possibilidade de suportar, com seus próprios bens, o risco do insucesso. Assim o evento foi concebido a partir da premissa de que independência do patrimônio da sociedade em relação ao patrimônio do sócio é mais do que um direito previsto em lei, é um princípio decorrente da propriedade privada, garantida constitucionalmente, como direito fundamental. O instituto já havia previsão legal, contudo no sentido material conforme artigo 50 do Código Civil e artigo 28 do Código de Defesa do Consumidor. A novidade é que o Código Civil 2015 regula a matéria em nível processual, chamando especial atenção para os casos da desconsideração da personalidade jurídica inversa – isso significa dizer que as dívidas pessoais do sócio podem ser atribuídas à sociedade empresarial para sua quitação. Percebe-se, portanto que a relação comercial deixa a ser única e exclusivamente baseada em interesses econômicos, mas também em uma chamada “relação de confiança” já que sua empresa também poderá ser chamada para quitar dívidas pessoais dos sócios. Observa-se, portanto, que a exceção começa a se tornar regra. Ora, a regra deveria ser que a pessoa jurídi-

ca responda por seus atos com seu próprio patrimônio. Contudo, essa personalidade constantemente é afastada em virtude de duas teorias distintas: A Teoria Maior e a Teoria Menor. O STJ entende que a Teoria Maior é a regra de nosso sistema. Para essa teoria a desconsideração ocorrerá quando além do inadimplemento for comprovado também a fraude e/ou abuso cometidos pelos sócios (teoria adotada expressamente pelo artigo 50 do Código Civil). Já a Teoria Menor considera que a mera insolvência da pessoa jurídica permite a desconsideração de sua personalidade. Assim, coube ao seminário debater a aplicação dessa teoria nos diversos ramos do direito, conforme dito alhures. Em resumo, concluiu-se que a aplicação das Teorias nos diversos ramos do Direito se dá da seguinte forma:

Direito Direito Trabalho Tributário Teoria Menor

Teoria Maior

Direito Civil

Direito Consumidor

Direito Ambiental

Teoria Maior

Teoria Menor

Teoria Menor

Após o evento, a conclusão foi que não atender aos requisitos estipulados pela Teoria Maior é incorrer em uma insegurança enorme no campo do empreendedorismo e da iniciativa empresarial, uma vez que a personalidade jurídica pode não se sustentar, mesmo que a intenção da Teoria Menor seja proteger os setores que possuem maiores cuidados oferecidos pela nossa Constituição Federal. Resta claro, após a explanação sobre a desconsideração da personalidade jurídica, que toda sociedade deve ser constituída e operar sob a assessoria de contadores e advogados preparados para organizar os negócios jurídicos de forma segura para a sociedade, os sócios, os credores e a comunidade em geral. AMANDA MIOTTO, advogada e assessora jurídica do Sinduscon-GO

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RT I G O

LEAN CONSTRUCTION

Uma solução em momentos de crise? A Produção Enxuta teve origem na indústria japonesa, mais especificamente na Toyota Motor Company, a partir dos estudos desenvolvidos por Taiichi Ohno e Shigeo Shingo, para adaptação do sistema de manufatura norte americano ao contexto da indústria automobilística japonesa da época. A Produção Enxuta foi dedicada à eliminação do desperdício na produção, sendo que o termo enxuto foi criado por um grupo de pesquisadores internacionais para distinguir tanto a natureza da redução do desperdício do sistema de produção da Toyota, quanto contrastá-lo com o modelo de produção em massa. A filosofia enxuta foi discutida por vários autores, com o intuito de generalizar e entender os seus fundamentos. Em particular, Womack e Jones em 1996 apresentaram cinco princípios (valor, fluxo de valor, fluxo contínuo, produção puxada e perfeição), que formam a base da Mentalidade Enxuta e possibilitam o desenvolvimento dos cinco princípios em diversas áreas da manufatura e/ou em outras indústrias. No âmbito da construção civil, destaca-se o trabalho de Koskela publicado em 1992, que foi o pioneiro na tentativa de adaptação dos conceitos e princípios da produção enxuta para a construção civil a partir de onze princípios: 1) Reduzir a parcela de atividades que não agrega valor; 2) Consideração aos requisitos dos clientes; 3) Redução da variabilidade; 4) Redução de tempo de ciclo; 5) Minimização do número de passos e partes; 6) Aumentar flexibilidade de saída; 7) Aumentar a transparência dos processos; 8) Focar o controle no processo global; 9) Introduzir melhoria contínua no processo; 10) Equilibrar melhoria de fluxo e melhoria de conversão e 11) Benchmark. Importantes inovações desses conceitos, princípios e métodos vêm sendo alcançadas no âmbito de gerenciamento da construção civil. O desenvolvimento teórico e prático dos conceitos e princípios da construção enxuta vem sendo realizados a partir de pesquisas e aplicações dos fundamentos teóricos veiculados principalmente no International Group for Lean Construction (IGLC).

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No Brasil, destacam-se as aplicações na região Nordeste, principalmente gerenciadas pelo projeto Inovacon (Programa de Inovação da Indústria da Construção Civil do Estado do Ceará), com aplicações de sucesso em construtoras com destaque para as empresas: Fibra Construções Ltda., Construtora Colúmbia Ltda., Diagonal Engenharia Ltda., Idibra Incorporadora Ltda., Construtora Placic, IRB Empreendimentos Imobiliários Ltda, P&G Engenharia, Construtora Santo Amaro Ltda., Construtora Granito Ltda., Acopi Construtora Ltda., Blokus Engenharia Ltda., C. Rolim Engenharia e Construtora Castelo Branco, dentre outras. O Programa vem sendo realizado pelo Núcleo de Tecnologia do Estado do Ceará (Nutec), Universidade Federal do Ceará (UFC), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Universidade de Fortaleza (Unifor) e Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet). Ainda assim, há algumas lacunas, em termos de pesquisa, a serem preenchidas a fim de que a filosofia lean tenha uma aplicação ainda mais eficiente na construção civil. Sabe-se que para a implementação dos princípios da filosofia enxuta no sistema de produção ser bem-sucedida, alguns fatores são considerados de suma importância. Dentre eles destacam-se: o comprometimento da alta direção em implementá-los, mesmo que haja dificuldades iniciais; o foco nas melhorias mensuráveis e viáveis, através de indicadores de desempenho lean adequados; o envolvimento e comprometimento dos colaboradores, que devem conhecer e entender os princípios da filosofia; e, por fim, o aprendizado e a melhoria contínua, que só poderá ser alcançada a partir da mensuração do estado atual e a proposição de metas para um estado futuro. PROFª. DRª TATIANA AMARAL, professora da Universidade Federal de Goiás - Escola de Engenharia Civil - Programa de Pós-Graduação em Geotecnia, Estruturas e Construção Civil (GECON)


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OMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO

A CURA e sua importância

como qualificadora do concreto A seleção dos materiais apropriados e a dosagem são, sem dúvida, passos importantes para se produzir um concreto que atenda às especificações de resistência e durabilidade da estrutura. Esse objetivo, no entanto, pode ser comprometido caso não se dê uma atenção adequada às operações de produção durante as primeiras idades, ou seja, na fase de mistura, transporte, lançamento, adensamento, DANIELA acabamento e cura. Para cada uma CASTRO SILVA dessas fases existem orientações normativas e boas práticas executivas, o que se leva a presumir que todas as etapas construtivas de uma edificação são planejadas, executadas, conferidas e rastreadas conforme orienta a boa técnica. No entanto, na prática, não é sempre assim que acontece. Aspectos básicos, porém, substanciais, ainda são negligenciados diariamente nos canteiros de obras em todo Brasil. Por esse motivo, vale salientar a importância da cura como qualificadora do concreto. A palavra cura é utilizada para denominar dois processos distintos quando relacionados ao concreto. Por ser um aglomerante hidráulico o cimento na presença de água encontra sua estabilidade química. Essa ocorrência de reações simultâneas dos compostos anidros com água é designada de hidratação ou cura do concreto. No entanto, dá-se também o mesmo nome a todo procedimento que tem como finalidade evitar a evaporação prematura da água necessária à hidratação do cimento. Esse processo pode ser feito por via úmida, térmica ou química. Devido à sua simples execução a cura úmida é muito utilizada, sendo necessários dois cuidados especiais: a qualidade da água empregada e a manutenção da camada protetora (evitando a evaporação total). Independente do conjunto de medidas a ser adotado, durante a execução dos elementos estruturais existem alguns fatores relacionados à fase de cura que a equipe técnica da obra deve estar familiarizada, visto que, se não acompanhados adequadamente, podem implicar na produção de concretos com baixo desempenho. Condições de ambiente, tempo e periodicidade, tipos de cimento e geometria dos elementos moldados são alguns dos aspectos a serem observados. Em nossa região, por exemplo, principalmente durante o outono e o inverno, identifica-se elevada temperatura e baixa umidade do ar, o que compromete a hidratação do cimento devido à perda de água do concreto para o ambiente. Outro fator que merece atenção é o tempo de cura. A NBR 14931:2004 prescreve que o procedimento deve ser realizado pelo menos até a peça atingir 15 Mpa, mas apesar de a norma referenciar somente esse critério para definição do tempo mínimo existem outros parâmetros considerados pelo meio técnico, como exemplifica Battagin et al. (2002), no quadro 1.

QUADRO 1 – TEMPO DE CURA Tipo de Cimento CP I e II-32 CP IV-32 CP III-32 CP I e II-40 CP V-ARI

0,35 2 dias 2 dias 2 dias 2 dias 2 dias

Fator Água/Cimento 0,55 0,65 3 dias 7 dias 3 dias 7 dias 3 dias 7 dias 3 dias 5 dias 3 dias 5 dias

0,70 10 dias 10 dias 10 dias 5 dias 5 dias

Contudo, por que o procedimento de cura tem papel importante na qualificação do concreto? Esse processo executivo se justifica, pois, ao inibir a saída de água para o meio externo, permite que a dosagem prescrita seja cumprida e, como conseguinte, o cimento é hidratado quase que em sua totalidade. Desse modo, o material em estado endurecido apresentará capilares menos segmentados e maior resistência (desde que a relação água/ cimento e o ar aprisionado também sejam controlados durante a dosagem e o adensamento). Salienta-se que um concreto com uma microestrutura menos porosa será mais resistente ao transporte de fluidos nocivos, pois os ataques se manifestam através de efeitos físicos, como o aumento da permeabilidade e da fissuração. Ainda, devido a essa característica interna, o concreto sofrerá minimamente com os efeitos da evaporação da água presente nos poros, o que é positivo quando o assunto é retração por secagem. Vale mencionar que a cura também protege a pasta de cimento da retração plástica. Tendo em vista essas considerações, a qualidade do elemento estrutural não pode ser mensurada somente pela resistência característica à compressão, pois, cumprir esse requisito não significa garantia de vida útil do projeto (VUP). Construtores e projetistas devem ter claro que com o advento da Norma de Desempenho (NBR 15575:2013) o sistema de estruturas deverá apresentar VUP mínima de 50 anos. Assim, para que as edificações possam atender ao novo conjunto normativo é necessário que todos os partícipes da produção habitacional conheçam suas obrigações e responsabilidades. Somente com o cumprimento de todas as etapas construtivas poderá se obter concretos mais duráveis e resistentes à ação do meio ambiente. DANIELA CASTRO SILVA, engenheira civil pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC Goiás, com pós-graduação em Gerenciamento de Obras, Tecnologia e Qualidade da Construção pelo IPOG

Referência bibliográfica: BATTAGIN, Arnaldo Forti; CURTI, Rubens; SILVA, Cláudio Oliveira; MUNHOZ, Flávio A. Cunha. Influência das Condições de Cura em Algumas Propriedades dos Concretos Convencionais e de Alto Desempenho. 44º Congresso Brasileiro. São Paulo, Ibracon, 2002.

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N OVA R É P R E C I S O

USO DE APPS

cresce em canteiros de obras

A tecnologia mobile está cada vez mais presente nos canteiros de obras. Sejam utilizados em celulares ou tablets, os apps já se tornaram parte do kit de engenheiros, mestres, encarregados e operários de diversos setores da obra. Entre os seus principais benefícios está a racionalização do uso de materiais. Um estudo da USP concluiu que o desperdício em uma obra pode chegar a 28%. Por isso, calcular com precisão o melhor material, sua quantidade e mão-de-obra a ser utilizada é o que alguns apps de maior sucesso fazem. Pensando em levar economia ao setor elétrico de uma obra, a Engerey Montagem de Painéis Elétricos e a Reymas-

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ter Materiais Elétricos lançaram de maneira inédita o aplicativo Be-a-Bá da Elétrica. O novo app promete levar agilidade e fazer com que engenheiros e técnicos ganhem precisão em seus dimensionamentos e cálculos. O Be-a-Bá da Elétrica é gratuito e traz conceitos, normas, diagramas e tabelas de equivalências e especificações, além de uma ferramenta para cálculos de barramentos, fios e cabos. “O profissional não precisa mais entrar nos sites dos fabricantes, acessar diversas normas para assim cruzar informações e efetuar seus cálculos. É possível encontrar tudo pronto no Be-a-Bá. Ele roda em modo off line, facilitando consultas e eventuais cálculos que o usuário precise fazer enquanto estiver trabalhando em obra distante e que não possua acesso a internet”, afirmou o idealizador e engenheiro eletricista Fábio Amaral. Henrique Ramos, da Schneider Eletric, comentou que “um dos diferenciais do aplicativo é que sua configuração é intuitiva e faz com que especialistas encontrem respostas rapidamente”. “O celular nos acompanha em todo lugar e com o app Be-a-Bá, levamos a campo um resumo de tudo o que vemos na Engenharia, sendo mais assertivos em nosso trabalho”, conta o gerente de projetos em elétrica Carlos Alberto Uzai Nishida. O Be-a-Bá da Elétrica está disponível para download nas lojas Apple Store e Google Play. Ainda é possível solicitar a sua versão impressa e recebê-la em casa gratuitamente pelo e-mail beaba@engerey.com.br. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Engerey Painéis Elétricos/Reymaster)


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INDUSCON JOVEM

NOVAS LIDERANÇAS integram Sinduscon Jovem Em Goiás, o Sinduscon Jovem foi idealizado pela jovem Carolina Martins Moura – filha do presidente do Sinduscon-GO, Carlos Alberto Moura – que acreditava que os jovens filhos de empresários deveriam entender e se envolver com as demandas do setor, visando o aprimoramento dos sucessores e o fortalecimento da entidade representativa. Desse anseio e por deliberação do presidente, ocorreu no RAPHAEL ANDRADE dia 09 de outubro de 2014 o primeiro encontro do Sinduscon Jovem marcado com a presença de 23 pessoas, em sua maioria estudantes de Engenharia e filhos de empresários do setor. Após um período de seis meses, passando por um processo de formação em liderança, coaching, sucessão e governança e de autoconhecimento, 16 jovens permaneceram no grupo, consolidaram seus vínculos e elegeram presidente, vice-presidente, conselheiros e posteriormente suas diretorias. • Presidente: Raphael Andrade Nasser Rocha (W. Rocha Engenharia); • Vice-Presidente: Diogo Lopes Maldi (WV Maldi Engenharia e Incorporações); • Conselheiros: Romeu da Silva Neiva Neto (Innovar Construtora), Carlos Vicente Mendez Machado (ACX) e Mateus Japiassu Mendonça Rocha (ALJA-TO). Definiram como missão: “Promover um ambiente de relacionamento, desenvolvimento e integração dos Jovens profissionais da Construção, buscando melhorias tecnológicas e inovadoras, e a representatividade dos interesses da classe”. Desenvolvem atualmente os seguintes projetos:

RESPONSABILIDADE SOCIAL

O Sinduscon Jovem desenvolve desde dezembro de 2014 ações de apoio e solidariedade ao Núcleo de Proteção aos Queimados (NPQ), como apoio na organização da Festa Junina e arrecadação de mantimentos para o Núcleo. De maneira especial organiza e oferece a Festa de Natal às crianças assistidas pela instituição e aos seus familiares, proporcionando uma tarde de lazer e alegria por meio de espaço lúdico com brinquedos diversos, sorteio de brindes, lanche e distribuição de presentes para todas as crianças. Em 2016 um novo projeto foi integrado às ações de Responsabilidade Social e será desenvolvido junto à Terra Fértil, entidade humanitária sem fins lucrativos que trabalha com restauração de creches. Por meio de materiais de construção não aproveitado em obras, o Sinduscon Jovem contribuirá para a restauração das 22 creches públicas assistidas pela Instituição.

TECNOLOGIA

O Sinduscon Jovem está desenvolvendo em 2016 um projeto de tecnologia denominado Experiência BIM. O primeiro módulo introdutório foi realizado nos dias 07, 08 e 09 de abril, com carga horária de 24 horas e com participação limitada de 15 pessoas. O próximo módulo está previsto para este mês de junho e os demais módulos sequenciais no segundo semestre de 2016. A perspectiva desse projeto é capacitar o máximo de profissionais no Estado de Goiás, tornando-os aptos a implantar a metodologia BIM em suas empresas. BIM é o termo que se refere à Modelagem da Informação da Construção, metodologia que reúne tecnologias e processos que visam melhorar a integração das informações entre os diversos agentes da cadeia produtiva da construção e proporciona informações para a tomada de decisões durante o ciclo de vida do edifício ou infraestrutura.

URBANISMO

O Sinduscon-GO receberá na frente da sua sede a instalação de um Parklet, que terá selos de sustentabilidade, energia renovável para recargas de eletros eletrônicos e Wi-Fi. O projeto foi de iniciativa do Sinduscon Jovem e, apesar de já estar totalmente regulamentado, passa agora por um período de captação de patrocínio para a concretização de sua estrutura física. Parklets são áreas contíguas às calçadas, onde são construídas estruturas com a finalidade de criar espaços de lazer e convívio onde anteriormente havia vagas de estacionamento de carros. RAPHAEL ANDRADE NASSER ROCHA, presidente do Sinduscon Jovem, conselheiro na Fieg Jovem e diretor da W. Rocha Engenharia

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EGURANÇA DO TRABALHO

Micro e pequenas empresas da indústria da construção: como sobreviver diante da crescente complexidade das normas de

SEGURANÇA DO TRABALHO Segundo o Sebrae, havia em 2014, no Brasil, 652.480 pequenos negócios (MPE) no setor da indústria da construção, dos quais 432.290 eram microempreendedores individuais (MEI), e que, de todos os empresários, 29% não tinham o ensino fundamental completo; Sebrae – IBGE (PNAD 2013). Para a Segurança e Saúde no TraSÉRGIO ANTÔNIO balho, todos esses empresários, devem, de forma quase totalmente igual as médias e grandes empresas, obedecer aos requerimentos e obrigações explicitados nas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho, pois os agentes de riscos podem estar presentes em máquinas, equipamentos, materiais e atividades em geral, independentemente do tamanho da empresa ou do número de seus empregados. Por isso, a fiscalização nos estabelecimentos de uma MPE ou MEI, especialmente na indústria da construção, não pode ser diferente da realizada em uma organização de maior porte, exceto em três únicos aspectos: a) para empresas cujos estabelecimentos tenham menos de 11 empregados, onde a fiscalização do MTE deve obedecer ao critério da “dupla visita”; b) nos valores de multas, que, para uma mesma infração, são calculados em função do número de trabalhadores atingidos; c) no abrandamento de algumas pouquíssimas exigências dentro da NR 12 (manuais, capacitação e inventário). Por outro lado, sabemos que quantidade de itens das NRs que deve ser cuidada por uma empresa dentro da indústria da construção, dependendo de sua especificidade, mas independentemente da quantidade de seus empregados, pode ultrapassar a 2.500, uma vez que além da NR 18, deverá ser cobrada também pelas outras NRs, como, por exemplo: 05 (Cipa), 06 (EPI), 07 (PCMSO), 09 (PPRA), 10 (Eletricidade), 17 (Ergonomia) e particularmente nas NRs 12 – Máquinas e Equipamentos e 35 – Trabalhos em Altura. E isso sem contar as demais exigências legais: ABNT, Códigos de Obras, Vigilância Sanitária e Inmetro. A tendência de maior complexidade é notada nas redações das NRs 12 e 35, que trouxeram grande quan16

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tidade de exigências trabalhosas, às vezes tecnicamente complexas, à par de requererem a confecção de muitos documentos, tais como: cadastros, comprovantes de treinamentos e capacitação, análises de riscos, etc., todas preceituando, de forma explícita ou implícita, a participação efetiva de Técnico e/ou de Engenheiro de Segurança do Trabalho. Em consequência, sugerimos aos empresários de uma MEI ou MPE as seguintes ações: 1) assumir parte das tarefas de SST, se organizando minimamente, na parte documental (pois não são tarefas de contadores) com relação à: elaboração, verificação e guarda (organizada) de documentos da Cipa e de EPIs; idem para PPRA e PCMSO (e eventualmente de PCMAT e, analogamente, para as exigências requeridas nas demais NRs, em especial as de nº 12, 13 e 35); 2) contratar, individual ou coletivamente a assessoria técnica de profissional(is) de SST; 3) exigir, individual ou coletivamente, que seja proporcionado o necessário apoio técnico em SST, do órgão que foi criado especialmente para isso: Sebrae; 4) participar de todos os eventos técnicos inerentes à SST, organizados por entidades como Sinduscon, Seconci, Senai, CPR, etc. (para não ter do que reclamar depois); 5) rezar, e muito, para que nada de mal ocorra com seus empregados, se – principalmente – não quiser seguir nenhum dos pontos anteriores. SÉRGIO ANTÔNIO, é engenheiro metalurgista com pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho, ex-auditor fiscal do trabalho do MTE na SRTE-SP, consultor em Engenharia de Segurança do Trabalho para empresas e para o Ministério do Trabalho, assessor técnico de fabricantes e usuários de gruas e elevadores, instrutor de auditores fiscais do MTE e de peritos analistas do Ministério Público do Trabalho, professor e palestrante em cursos e eventos específicos sobre Engenharia de Segurança do Trabalho

Bibliografia: ANTONIO, Sérgio; “GUIA DE SST PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS, E PARA AS DEMAIS TAMBÉM” 2ª. edição* – São Paulo, LTR 2013. *3ª edição atualizada sendo impressa


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AT É R I A D E C A PA

CENÁRIO DESAFIADOR EXIGE PLANEJAMENTO E ADEQUAÇÃO DE PRODUTOS

A construção civil viveu um momento de muita bonança, que durou mais ou menos dez anos, em razão de uma série de fatores, com destaque para o Programa Minha Casa Minha Vida, que nasceu da necessidade de diminuir o déficit habitacional do País. Também foram significativos os investimentos em infraestrutura para atender as necessidades de um país em crescimento, evidenciadas ainda mais por conta da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas deste ano. A doutora em Engenharia de Estruturas, Luciana Maria Bonvino Figueiredo Pizzo, professora do MBA em Gestão Industrial e do MBA em Gestão da Produção e Qualidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é quem explica o cenário. De acordo com a professora, neste contexto, muitas empresas da construção civil, bem como toda a cadeia de suprimentos, tiraram proveito deste momento e cresceram muito além do que esperavam. O cenário hoje é outro. O Brasil está em crise e, obviamente, a indústria da construção está sentindo fortemente. Mas, apesar dos números serem preocupantes, temos visto empresas atravessando este momento com tranquilidade, o que indica que há um caminho. O doutor em Engenharia de Produção, Ricardo Sarmento Costa, também professor da Fundação Getúlio Vargas onde 18

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coordena o MBA em Gestão Industrial, com turmas em Anápolis/Goiânia, além de outras 11 cidades em diferentes estados do país, acrescenta que os problemas de produção são de duas naturezas: há o “doce problema”, quando a demanda supera a capacidade. Foi o que ocorreu no passado recente de bonança (é um problema doce, mas é um problema). Se a empresa não tiver o devido cuidado, não planejar direito, perde oportunidades e espalha frustração sob a forma de atrasos, lentidão, má qualidade. E há este momento agora:

LUCIANA MARIA BONVINO FIGUEIREDO PIZZO, DOUTORA EM ENGENHARIA DE ESTRUTURAS


o do “amargo problema”, que estamos vivendo, quando a capacidade sobra e fica maior que a demanda. Nessa circunstância de crise, as empresas costumam “correr” para o custo. Mas, em sua visão, cometem muitos erros: frequentemente confundem desperdício com valor, eficiência com produtividade. Isso, porque o custo unitário de um produto ou serviço (que é uma medida de produtividade, de custo-benefício) não é uma conta de somar, é uma conta de dividir. É o total de despesas dividido pela produção vendida no período. Ora, se no afã de reduzir seus custos totais você elimina despesas, mas com isso deteriora a sua oferta de valor no mercado – justamente na crise, em um momento de grande competição pelas poucas oportunidades existentes – você perde venda. E mesmo reduzindo despesas, seu custo unitário pode acabar aumentando, pois a venda é o divisor da conta. Ele orienta que para ganhar dinheiro na crise, é preciso descobrir formas de gastar menos, certamente, mas precisa ter a clareza que não pode fazer isso a expensas do valor ofertado. Ao contrário, deve-se achar um jeito de, com menos gastos, fazer algo mais valioso, capaz de segurar e, se possível, aumentar o nível de venda, mesmo em um cenário hostil. Esse, na opinião dos professores é um dos maiores desafios do momento. Para Luciana Maria Figueiredo isso requer um misto de criatividade e razão. As empresas que cresceram no momento de bonança sem pensar que poderia vir um momento difícil e não se planejaram, podem agora estar perdidas. Segundo ela, há várias ferramentas da Engenharia de Produção, por exemplo, nascidas dentro da indústria, que estão sendo usadas na construção civil. Ricardo Costa acrescenta que é preciso observar que as propostas trazidas por estas abordagens, como o Lean, a Teoria das Restrições, a Gestão Integrada da Cadeia de Suprimentos, dentre outras, reúnem ideias simples, de bom senso, fáceis de formular, mas difíceis de implantar efetivamente se não houver uma compreensão da sua essência, de seus pressupostos filosóficos. “É preciso se abrir e questionar paradigmas. Há coisas que parecem simples, mas são muito enraizadas dentro de nós, como especialização, lotes econômicos, medidas de desempenho pautadas em eficiências locais, formas de liderança e grau de envolvimento das equipes com a solução de problemas”, destacou. Há muitas empresas que começam a usar tecnologias como o Lean, mas frequentemente o fazem sem um comprometimento real da alta direção, e os resultados acabam sendo decepcionantes. Para Ricardo Costa, é preciso compreender o papel estratégico do canteiro de obras; isto é, avaliar e refletir sobre como as decisões e escolhas do cotidiano influenciam o “fazer certo”, o “fazer barato”, o “fazer rápido”, o “ser pontual’, o “ser flexível”. Há técnicas e experiências que buscam organizar a

RICARDO SARMENTO COSTA, DOUTOR EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

gestão do dia-a-dia nessa direção: estabelecer um fluxo ágil de produção, as coisas certas na hora certa, no lugar certo; eliminar tempos e ações que não agregam valor; empoderar os colaboradores para que participem proativa e criativamente da solução rápida de problemas sem depender tanto das chefias; rever as medidas de performance para que valorizem a fluidez em lugar da eficiência local. “É preciso entender e se convencer dessas ideias para de fato construir a conexão entre a operação e a vantagem competitiva”. A professora Dra. Luciana Maria Bonvino Figueiredo concorda que os custos precisam estar focados na vantagem competitiva. Ela orienta: “pense todos os elos dessa cadeia de forma integrada e estratégica. O empreendedor da área de construção precisa pensar nas escolhas que faz também sobre esse prisma, sejam elas referentes às pessoas, às tecnologias ou aos processos em si. Os projetos, mais do que nunca, devem estar integrados e compatibilizados, minimizando os erros e retrabalhos em obra”.

CHATEAU MARISTA LIFESTYLE, EMPREENDIMENTO RESIDENCIAL ENTREGUE PELA EBM EM ABRIL DESTE ANO

Novas oportunidades

Para o professor Dr. Ricardo Costa, a ideia de que crise e oportunidade andam juntas é bastante verdadeira e difundida. Claro que não é trivial achar novos negócios nesse cenário de investimento contido e demanda reprimida. Mas ele está certo de que há oportunidades criativas de baixo custo e alto impacto que podem ser exploradas em um momento como este. “Em situações como a que estamos vivendo, em que a sobrevivência é a primeira pauta, é possível pensar em juntar forças até com concorrentes, para aproveitar sinergias; por exemplo, realizando compras conjuntas, consolidando esforços logísticos, compartilhando serviços de suporte e até parcerias comerciais. É preciso estar com a cabeça aberta para a inovação, para arranjos produtivos não convencionais”, arremata. Luciana Maria Figueiredo enfatiza que na escassez, paradoxalmente é hora de buscar excelência nas operações. Sem a pressão da demanda e estimulado pelo desafio da sobrevivência, esse é o momento para buscar o melhor dos nossos colaboradores, desenvolver e estimular sua capacidade criativa, aproveitar a capacidade ociosa para treinar e mobilizar as equipes, preparar as lideranças técnica e gerencialmente, atualizar-se com as novas tecnologias, exercitar a eliminação de desperdícios, o trabalho de equipe, enfim preparar-se para arrancar forte assim que o tempo abrir. JUNHO 2016 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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Crescendo mais em tempos de crise

A EBM Desenvolvimento Imobiliário atua desde a concepção e desenvolvimento até a comercialização e gestão de negócios imobiliários nas suas mais diversas modalidades e configura-se como uma empresa de real estate. A EBM possui três unidades de negócios – incorporação, propriedades e urbanismo – e três plataformas de serviços – construção, coordenação de vendas e gestão –, com atividades bem definidas e especializadas, que se completam. Em constante evolução em suas bases de atuação, a empresa tem cerca de 700 funcionários e já foi premiada três vezes com o “Great Place To Work” por estar entre as melhores empresas para se trabalhar no Centro-Oeste. A EBM tem mais de 34 anos de experiência, mais de 2,2 milhões de m² construídos e mais de 155 empreendimentos entregues em 16 cidades de Goiás, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Elbio Moreira, presidente da EBM Desenvolvimento Imobiliário, informa que, por incrível que pareça, a empresa sempre conseguiu crescer nos momentos de adversidade econômica e nos momentos de crescimento econômico, sempre cresceu menos que a concorrência. “Uma empresa de mais de 34 anos de idade passou por vários planos econômicos, confisco, inflação galopante, então temos uma expertise em crise”, afirmou. Se-

METROPOLITAN MALL, EMPREENDIMENTO MIXED USE ENTREGUE NO FINAL DE 2015

ELBIO MOREIRA, PRESIDENTE DA EBM DESENVOLVIMENTO IMOBILIÁRIO

gundo o empresário, o diferencial para o crescimento durante essas adversidades foi saber aproveitar as oportunidades que esses momentos trouxeram. A visão de curto e longo prazo também teve destaque no planejamento da EBM. Elbio Moreira conta que em 2013, em reunião com os sócios, foi previsto que 2014 seria bom, mas que 2015 seria muito difícil, independentemente de quem ganhasse as eleições, então se prepararam e se capitalizaram para poder enfrentar esse momento adverso. “Nunca estivemos tão capitalizados como estamos agora”, revelou. A EBM manteve sua previsão de crescimento tanto de faturamento como de vendas e de lucro. Para que isso ocorresse, foi feito planejamento no ano passado de como deveria atuar nesse período crítico. A meta é de crescer 25%. Até março as metas foram atingidas e Moreira enfatiza que vão “brigar para finalizar o ano com todas as metas alcançadas”. A empresa está se adaptando à nova realidade e diversificando as regiões em que atua. Irão lançar em três cidades do interior este ano – Anápolis (GO), São Carlos (SP) e Araraquara (SP) –, além de Goiânia. O empresário explica que essa pulverização foi feita para diminuir os riscos. “Estamos desenvolvendo mais produtos para quem necessita, produtos que em momentos de crise sejam mais aceitos, não para investidor, mas para cliente final”, afirmou. Por fim, Elbio Moreira orienta que, primeiro é preciso pensar na sobrevivência, na perpetuação da empresa. Isso deve ser focado menos em lucro e mais em caixa. Em sua visão, uma empresa sem caixa quebra, principalmente nesse setor. Em segundo lugar, se pensa no possível crescimento, conforme as oportunidades que a crise oferece, mas é preciso ser precavido.

Gestão conservadora e foco na excelência A Opus Inteligência Construtiva é uma empresa especializada em empreendimentos de alto padrão, tanto no segmento residencial como comercial. Fundada em setembro de 2006, em Goiânia, pelo engenheiro civil Dener Justino, atual diretor da empresa, a Opus, próxima ao completar 10 anos em atividade, tem muitas histórias de sucesso para apresentar. A empresa acaba de ser contemplada com o “XVII Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente”, o mais cobiçado reconhecimento do setor de relacionamento com clientes no Brasil e considerado o “Oscar” brasileiro de serviços. Pela excelência no atendimento prestado aos seus clientes, a Opus foi vencedora na categoria Construtoras e Incorporadoras. O Prêmio é uma realização da revista Consumidor Moderno em parceria com o Centro de Inteligência Padrão (CIP) e com a consultoria Customer Experience Specialists (SAX). O diretor conta que a empresa começou como incorporado20

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ra somente, mas depois, com seu crescimento, passou a fazer também a parte de construção. Fundou uma construtora em 2011 e hoje a Opus incorpora e constroi todos seus empreendimentos. Nesses nove anos de atuação, já foram desenvolvidos 28 empreendimentos, sendo destes 20 já entregues. Possui obras em Goiás – nas cidades de Goiânia e Anápolis – e no Tocantins, onde já foi lançado um empreendimento e a empresa prevê mais três lançamentos brevemente. Com cerca de mil funcionários entre diretos e indiretos, a incorporadora e construtora tem vários projetos para lançamento. Ainda nesse primeiro semestre irá lançar um empreendimento residencial no Setor Marista com apartamentos de 175 a 220 m², aguardando somente a aprovação do projeto, mas já em fase de construção do estande. Entre os projetos, um residencial de alto padrão em Anápolis, no Parque Jundiaí, há 100 metros do Parque Ipiranga, o principal Parque da Cidade. E, no último semestre


DENER JUSTINO, DIRETOR DA OPUS

deste ano, planeja lançar em Goiânia mais um projeto residencial, sendo um apartamento por andar, com área acima de 350 m². Experiente com períodos de adversidade, tendo mais de 20 anos de atuação no mercado, anteriormente como diretor de outra empresa, Dener Justino passou por momentos complicados na economia brasileira, em termos de inflação, falta de crédito, etc. Ele lembra que enfrentou situação de crise logo após a criação da empresa, no final de 2008 – começo de 2009, com a crise americana relacionada às hipotecas que abalou muito a credibilidade do mercado, não só do setor imobiliário, mas a economia como um todo. Ele relata que mesmo tendo sido uma crise de menor proporção, naquele momento procuraram ter um pensamento a longo prazo e antecipar a buscar medidas para passar por aquele momento. “Nós lançamos empreendimentos e não tivemos nosso resultado tão prejudicado por causa da crise”, acrescentou. Sobre o momento atual ele expõe que realizou vários ajustes no planejamento da empresa, pois com a crise a situação financeira dos clientes é afetada, aumentando o risco de inadimplência e de remissão de vendas. Então, Dener Justino consolidou na Opus um planejamento mais conservador para reforçar a liquidez e, com isso, reduzir riscos, já prevendo as mudanças no cenário. Outra medida tomada foi a redução, ao máximo, das despesas desnecessárias, com foco no aumento de produtividade, mas o quadro de colaboradores foi mantido. “Não reduzimos equipe, até porque nós investimos muito na formação de um grupo de excelência na empresa. Acreditamos que no momento em que o mercado voltar a crescer mais fortemente estaremos mais bem preparados, com a equipe mais bem formada”, revelou. Positivo, o empresário acredita que o cenário econômico-político em um futuro próximo irá parar de piorar e então começar a OPUS VERTI, EMPREENDIMENTO RESIDENCIAL NO SETOR MARISTA EM GOIÂNIA, COM OBRAS INICIADAS EM FEVEREIRO DESTE ANO E PREVISÃO DE ENTREGA PARA FEVEREIRO DE 2018

melhorar, com a definição do cenário político. Segundo ele, não podem reclamar, pois continuam vendendo. A receita para manter os negócios, de acordo com ele, é ter mais flexibilidade, entender o cenário e trabalhar facilitando a situação para o cliente. Para manter os investimentos, caixa fortalecido, relacionamento com parceiros do mercado imobiliário e agentes financeiros tem feito a diferença. “Temos parceria com bancos que mantiveram para nós todo o limite de crédito que tínhamos e ainda estamos tendo recursos disponíveis destes agentes. Além disso, temos um reforço no caixa da empresa e direcionamos nossos recursos para a principal área da empresa que é a incorporação”, informou Justino acrescentando que por ter investido com cautela para ter uma liquidez maior na empresa agora estão fazendo bastante investimentos com recursos próprios.

OPUS URBANO, EMPREENDIMENTO RESIDENCIAL, TAMBÉM NO SETOR MARISTA, COM OBRAS INICIADAS EM FEVEREIRO DE 2015 E PREVISÃO DE TÉRMINO PARA DEZEMBRO DE 2017

Com estrutura enxuta, a prioridade da Opus é a alta performance. “Temos investido em ferramentas de tecnologia para evitar o retrabalho e aumentar o controle, ao invés de investir em aumento de equipe. Nosso cliente é altamente exigente, então nosso principal investimento vai para as áreas que se relacionam com ele”, afirmou. Em sua visão, o reconhecimento é resultado do investimento para ter uma obra mais otimizada, com menos poluição, com mais aproveitamento dos recursos, com um projeto que já prevê esse conceito, além de um gerenciamento de obra com esse foco de trabalhar com processos construtivos que reduzam o desperdício, que gastem menos energia e gerem menos transtornos para o meio ambiente e para a sociedade. Como exemplo, o diretor da Opus relata que sempre oferecem alguma contrapartida para a vizinhança, como a promoção do projeto e financiamento da revitalização da Alameda Ricardo Paranhos; da Alameda Sebastião Fleury; da área do Clube dos Oficiais; colaboração com a Prefeitura no Parque Flamboyant, gerando benefícios não só para os clientes, mas também para a sociedade. A meta da Opus para este ano é fortemente conservadora: manter a atividade e o tamanho da empresa. “Até o momento estamos dentro da expectativa e atingimos as projeções de vendas”, revelou. Finalizando, Denner Justino aconselha aos demais empresários do setor a desenvolver um criterioso planejamento de longo prazo, vislumbrando vários cenários e revisar esse planejamento com uma frequência maior. “O mercado já passou por crises piores, o que precisamos é encarar e se preparar para a nova realidade, desenvolvendo empreendimentos mais adequados para o cenário, com custo benefício melhor”, destacou. JUNHO 2016 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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BANCO DE EMPREGOS DA CONSTRUÇÃO Está precisando contratar colaboradores para sua empresa? Por meio do Banco de Empregos da Construção, o Sinduscon-GO disponibiliza para as empresas associadas e filiadas, a preços abaixo dos praticados pelo mercado, cadastros de profissionais de várias categorias. Confira, a seguir, algumas opções de profissionais que poderão integrar a sua equipe de trabalho:

ENGENHEIRO CIVIL A. F. O.

Formação: Instituto Federal de Goiás – IFG (2000). Experiência: Elaboração de orçamento. Padronização, mensuração e controle de qualidade. Condução de trabalho técnico e de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção. Operação e manutenção de equipamento e instalação. Execução de desenho técnico. Execução de obra e serviço técnico. Fiscalização de obra e serviço técnico. Produção técnica especializada.

H. G. B. F.

Formação: Universidade Estadual de Minas Gerais (2002). Experiência: Contratação, fiscalização dos serviços e pagamento de empreiteiros. Contratação, demissão, pagamento e coordenação de funcionários. Levantamento de material e serviços. Acompanhamento de cronograma. Atendimento ao cliente. Política da qualidade e segurança do trabalho.

J. M. C.

Formação: Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC/GO (2010). Experiência: Acompanhamento de obras. Contratação de mão de obra própria e terceirizada. Planejamento e orçamento de empreendimentos. Fechamento de relatórios de custo e faturamento. Administração de folha de pagamento. Medição física e financeira do empreendimento. Controle de custos.

M. G. M.

Formação: Faculdade Objetivo (2014). Experiência: Experiência em execução de obras de infraestrutura, obras verticais e horizontais do tipo residenciais de baixo, médio e alto padrão/comerciais e habitacionais populares incluindo obras de alvenaria estrutural. Exercendo as funções de engenheiro civil, técnico em edificações/técnico em saneamento/ gerente de produção.

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APONTADOR E. S. B.

Formação: Ensino Médio completo. Experiência: Levantamentos e registros diários de mão-de-obra. Admissão, demissão, folha de pagamento, controle do caixa de obras e demais rotinas auxiliando os departamentos de pessoal e financeiro.

H. S. R.

Formação: Técnico em Administração – IFG. Experiência: Departamento de pessoal/RH, contratação (admissão e rescisão funcional), arquivamento, controladoria, lançamentos de folha de ponto, atendimento ao público, registro e atualização de CTPS, faturamento, financeiro: ordem de pagamento seguindo as naturezas orçamentárias.

M. N. S.

Formação: Ensino Médio completo. Experiência: Atividade relacionada ao controle de ponto de funcionários, controle de admissão e demissão, refeição, vales transportes, medição de serviços de empreiteiros, acompanhamento de serviços executados, serviços com clientes, fornecedores e prefeitura, controles e planilhas.

W. P. S.

Formação: Ensino Médio completo. Experiência: Controle de ponto eletrônico, acompanhamento de contratação e demissão de funcionários junto ao Departamento de Pessoal, solicitação de vale transporte, refeições, fechamento de folha de pagamento, recebimento de mercadorias e conferir notas fiscais com as mercadorias entregues, organização do almoxarifado.

OBSERVAÇÃO: Também dispomos no Banco de Empregos cadastros de profissionais formados pelo Senai-GO em áreas operacionais. Para mais informações procure a Comissão de Qualidade e Produtividade/Desenvolvimento Humano do Sinduscon-GO, telefone (62) 3095-5170 (Paula Jacomini).


RH

& VOCÊ

HOME OFFICE:

solução e desafios em tempo de crise Em tempos de crise ou desaceleração econômica para quase todos os países do mundo, as empresas têm buscado estratégias criativas para estabelecer uma gestão mais eficiente e financeiramente sustentável. Especialmente no Brasil, as consequências de um sistema extremamente dependente de um mercado globalizado têm nos levado a praticar um malabarismo administrativo sobre todos os recursos. De fato, a FLÁVIO COSTA redução de custos – se possível com aumento de resultados – virou palavra de ordem em um ambiente cada dia mais competitivo, além de ser reflexo de uma competência gerencial. Dentre muitas outras estratégias, a opção de gerir os espaços laborais ganhou destaque nos últimos anos, quando a meta em pauta é reduzir. Terceirização de serviços, Teletrabalho e Home Office passaram a ter uma atenção especial na mesa de reunião de diretores como um caminho para diminuir os gastos da estrutura de produção. Certamente, pode ser uma opção mais interessante do que demitir pessoas ou mesmo fechar as portas da empresa. Contudo, é importante dedicar um tempo mais generoso nessa tendência, para que se possa compreender, de maneira bem clara, as características, as vantagens e as desvantagens dessas modalidades de trabalho à distância. Especialmente no que se refere ao Home Office, tema de nossa reflexão atual, é pertinente destacar que a escolha do modelo traz em si algumas perspectivas e consequências específicas. Por se tratar de um sistema de trabalho no qual a maior parte do processo produtivo é realizada na residência do profissional, uma estrutura adequada precisa ser construída. A simples adaptação dos espaços e recursos já existentes nem sempre traz as condições ideais para que o trabalho seja mais produtivo que, via de regra, é o objetivo principal da estratégia. Muitas vantagens têm sido encontradas no Home Office, modelo hoje adotado em algumas empresas privadas e até mesmo em órgãos públicos como, por exemplo, para determinados servidores do sistema judiciário. É de se destacar que poder realizar uma parcela considerável das responsabilidades de trabalho a partir de sua própria residência chega a se caracterizar um sonho para muitas pessoas. A facilidade de estar mais perto da família, de filhos pequenos e de parentes que requerem cuidados especiais constantes é um atrativo bem maior do que simplesmente evitar o estresse com o trânsito das grandes cidades. Gerir o próprio tempo, suas rotinas e a carga de trabalho com autonomia é para algumas pessoas o caminho e a solução para uma carreira mais bem-sucedida, sobretudo no caso de autônomos e profissionais liberais. Para os empregadores é inquestionável a economia direta com o corte ou redução de gastos relativos a transporte de seus funcionários e seu indesejável desgaste emocional in itinere. Também são reduzidos os custos com o tamanho do espaço físico locado para comportar toda a equipe, horas extras, além do consumo direto de luz, água, café, limpeza e estacionamento, apenas para citar alguns itens que hoje oneram de forma significativa as despesas da instituição. Mas será mesmo o Home

Office a panaceia do mundo empresarial dos tempos modernos? Na linguagem da jovem Geração Y, podemos afirmar que é “tudo de bom”? Alguns aspectos nem tão positivos costumam ser desconsiderados quando a motivação para o Home Office parece ser a luz do fim do túnel. O trabalho à distância, quando realizado nas dependências domésticas do profissional, pode ocultar situações prejudiciais, nem sempre percebidas pela pessoa e pela empresa. Do ponto de vista da efetividade, pode ser contraproducente não estar fisicamente próximo a sua equipe de trabalho, ainda que as tecnologias hoje nos permitam uma conectividade fantástica. A gestão do desempenho remoto necessita de um padrão comunicacional muito mais eficiente, com indicadores claros e feedbacks frequentes, de modo a mitigar o efeito dos ruídos, sempre inserido nas relações humanas, sejam elas presenciais ou virtuais. As atividades que necessitam uma sequência de rotinas individuais costumam ser impactadas para maior lentidão, já que cada um tende a fazer a sua parte, no seu tempo. Sob o ponto de vista do trabalhador, deve-se atentar para o fato de que, trabalhar no mesmo lugar que se mora pode levar a uma perda de controle da jornada de trabalho, tanto para menos, como para mais atividades diárias. A falta de equilíbrio das horas de produção costuma gerar longas pausas e depois muitas horas seguidas de dedicação para cumprir metas preestabelecidas. Normalmente, essas situações podem levar a um prejuízo de saúde e qualidade de vida, resultados mais que indesejáveis para as pessoas e para as empresas. Em síntese, caso empregadores e profissionais resolvam optar, sempre em comum acordo, pelo Home Office, devem atentar para algumas considerações que acreditamos importantes, além das observações legais trabalhistas vigentes: 1) Estabelecer local e equipamentos adequados (se possível exclusivos) para o trabalho, bem como horários e metas de produção realistas e bem definidas; 2) Conscientizar familiares e amigos que estar em casa nem sempre significa férias ou folga, e por isso devem evitar interrupções com solicitações de tarefas domésticas durante a jornada; 3) Criar uma rotina disciplinada para manter-se produtivo e com foco na realização das atividades de trabalho que, vale lembrar, continuarão sendo cobradas, mesmo que virtualmente; 4) Manter uma boa conectividade com sua equipe de trabalho, líderes e liderados para que os processos permaneçam com a mesma fluidez que se obtinha quando estavam todos fisicamente presentes; 5) Cuidar para que seus afazeres e responsabilidades profissionais não se confundam ou sejam absorvidos por suas rotinas sociais e familiares, o que vale também para o contrário. Não podemos esquecer que o trabalho, por todo o espaço que ocupa em nossa vida com sua expressiva carga horária diária, deve ser administrado como uma fonte de prazer. Afinal, o que buscamos é ser feliz no trabalho também, não importando muito como e onde quer que ele venha a ser praticado. FLÁVIO COSTA

é mestre em Psicologia Social, Cognitiva e da Personalidade, psicólogo organizacional, consultor, palestrante, pesquisador e professor do MBA Executivo em Desenvolvimento Humano e Psicologia Positiva do Ipog

JUNHO 2016 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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E G I S T RO D E E V E N TO S

SINDUSCON PROMOVE

comemoração da Páscoa com beneficiados pelo Núcleo de Proteção aos Queimados

O Sinduscon-GO realizou no dia 15 de março, por meio do Sinduscon Jovem, entrega de doações de ovos de Páscoa aos pacientes beneficiados pelo Núcleo de Proteção aos

Queimados (NPQ), entidade filantrópica vinculada ao Hospital de Queimaduras de Goiânia. Na oportunidade, foram entregues cerca de 100 unidades de ovos de chocolates e alimentos diversos arrecadados como inscrição social em eventos realizados pelo Sindicato. O apoio ao NPQ integra o programa de ações de Responsabilidade Social Empresarial do Sinduscon-GO desde 2014. O presidente do Sinduscon Jovem, Raphael Andrade Nasser Rocha, e mais dois membros da instituição, Marina Macedo de Moura e Felipe Inácio Alvarenga, representaram o Sindicato na ocasião. Durante o evento, prestigiado por pacientes, entre crianças, adolescentes e adultos, além de familiares, a diretora do NPQ, Maria Thereza Sarto Piccolo, e a coordenadora geral, Rosa Irlene Serafim, agradeceram o apoio do Sinduscon-GO e destacaram a importância do voluntariado para a entidade.

Green Building Council Brasil

CAPACITA PROFISSIONAIS O instituto Green Building Council Brasil realizou, em parceria com o Sinduscon-GO, o curso “Como se tornar um LEED GA (Green Associate)”, nos dias 01 e 02 de abril, na sede do Sindicato. Este foi o primeiro curso do GBC Brasil em Goiânia, com parceria do Sinduscon-GO. A arquiteta Luiza Junqueira (LEED AP BD+C) foi a instrutora do curso que contou com a participação de cerca de 20 pessoas. O curso objetivou familiarizar candidatos com as informações necessárias para a realização do exame LEED Green Associate, para isso foi realizada uma simulação da prova, visando contribuir para a preparação individual dos participantes. O profissional que possui uma certificação é reconhecido pelo mercado como um profissional que tem conhecimento nas diversas áreas contempladas pela construção sustentável, como o uso do solo e a gestão dos espaços urbanos, os recursos hídricos, eficiência energética, materiais, conforto, entre outras, sendo capaz de compreender as particularidades de cada uma e atuar como interlocutor entre todos os envolvidos, e propor sinergias através do uso da lógica e criatividade para o resultado de um edifício mais 24

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eficiente para aqueles que o possuem e utilizam. Nos dias 03 e 04 de junho foi realizado novo curso por meio da parceria do Sinduscon-GO com o Green Building Council Brasil. O curso LEED NC e CS abordou New Construction (Novas Construções e Grandes Reformas) e Core & Shell (Envoltória e Estrutura Principal). A arquiteta Eleonora Zioni (LEED NC e CS) foi a instrutora do curso. Destinado a engenheiros, arquitetos, construtores, incorporadores, gerenciadores, profissionais da área de meio ambiente, estudantes e pessoas interessadas em compreender os princípios da construção sustentável, o treinamento objetivou proporcionar às empresas e profissionais conhecimentos do sistema LEED BD+C (Building Design + Construction), nas versões 3 e 4, direcionado para novas construções, grandes reformas, envoltória e estrutura principal. O GBC Brasil é uma ONG que faz parte de um movimento mundial com o World Green Building Council e mais de 100 GBCs. No Brasil, fomenta a indústria da construção sustentável, disseminando os conceitos de green building, certificação internacional LEED, além de capacitar profissionais.


Comunidade da Construção realiza curso sobre CONSTRUÇÃO ENXUTA A Comunidade da Construção de Goiânia realizou, com promoção do Sinduscon-GO e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), no dia 17 de março, o primeiro módulo do curso sobre Lean Construction (Construção Enxuta), na sede do Sinduscon-GO. O curso teve prosseguimento com mais dois módulos nos dias 14 de abril e 12 de maio. O instrutor Fábio Almeida Có, professor e doutor em Engenharia Civil, abordou os aspectos gerais e conceituais do sistema Lean Construction (Construção Enxuta), falando sobre o surgimento do Sistema Toyota de Produção (STP), a interpretação do Sistema como Lean, seus princípios, planejamento; além da importância do fluxo contínuo com estoques reduzidos; paradigmas e operadores polivalentes. Segundo o professor, o Lean é democrático e busca racionalizar e otimizar os processos de construção. Para ele, o sistema é uma filosofia de construção e não uma tecnologia construtiva matemática. Assim, destacou que

“é necessário que o espírito lean permaneça na essência da empresa”, e isso é desafiador, pois pressupõe mudança de paradigmas. Estudioso do Sistema Toyota de Produção, Fábio Có reforçou com base em suas experiências que o sucesso do Sistema está na forma como é ensinado, lembrando que um de seus princípios é o Kaizen, termo derivado da língua japonesa que se refere à filosofia da melhoria contínua dos processos. Desta forma, todos devem estar envolvidos no processo e incorporá-lo às atividades diárias como parte da cultura institucional.

Entidade recebe prêmio “MAIS ADMIRADOS DA HABITAÇÃO” O Sinduscon-GO recebeu em 14 de março troféu do prêmio “Os Mais Admirados da Habitação em Goiás 2015”, na categoria Entidade de Classe, em terceira colocação; e o presidente do Sindicato, Carlos Alberto Moura, foi premiado, em segunda posição, na categoria Presidente de Entidade da Habitação/Construção. O coquetel de entrega foi realizado

no Nexus Shopping Business, no Setor Marista, em Goiânia. O prêmio é uma realização da Contato Comunicação. “Os Mais Admirados da Habitação em Goiás 2015” premiou diversos profissionais de áreas afins, construtoras, imobiliárias e fornecedores de insumos tanto para construção, quanto para mobiliário e ornamentação das habitações.

CURSO ORIENTA empresários sobre

como prevenir problemas ambientais

O Sinduscon-GO realizou, em parceria com o Sebrae, Sistema Fieg e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o curso “Como prevenir problemas ambientais?”, no dia 04 de maio, na sede do Sindicato. Durante o curso foram discutidas questões como as vantagens da regularização ambiental para as empresas; como obter licença ambiental se sua indústria já está funcionando; quais inciativas são cabíveis aos empresários para defender melhorias na legislação ambiental, etc. O curso foi ministrado pela professora Ana Barbosa, graduada em Administração e Direito, pós-graduada em Engenharia da Qualidade, Gestão Ambiental e Direito Público; e mestre em Gestão do Desenvolvimento Local Sustentável. JUNHO 2016 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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E G I S T RO D E E V E N TO S

Diretoria do Sinduscon-GO recebe pré-candidatos à

PREFEITURA DE GOIÂNIA

A Diretoria do Sinduscon-GO realizou em 05 de abril sua 30ª reunião mensal da atual gestão e contou com a participação do pré-candidato à Prefeitura de Goiânia, o engenheiro Luiz José Bittencourt, que abordou as dificuldades e desafios atuais para a cidade retomar o crescimento, além de expor suas propostas para a gestão da Capital goiana. Ele criticou a morosidade na discussão e aprovação das leis e a falta de planejamento e de diálogo com a sociedade. Em seu conceito de governança, Bittencourt destacou quatro eixos: foco na gestão e no planejamento; prioridade para saúde e educação, cidadania e segurança; investimentos na melhoria da infraestrutura, e o controle rigoroso das finanças. O pré-candidato defendeu a redução da estrutura da máquina pública, afirmando que, se eleito, pretende diminuir consideravelmente o número de secretarias municipais. Enfatizou que também direcionará esforços para promover a desburocratização e simplificação de processos, com foco na transparência. Abordou a importância da parceria com os cidadãos, sugerindo a criação do “Programa Goiânia 1 Milhão de Olhos”, uma plataforma online onde a população poderá reclamar problemas e sugerir soluções. Nestes moldes de gestão participativa, se disse favorável à instituição de um conselho que envolva a população, em que a sociedade possa ajudar a construir as metas e os objetivos da cidade, citando como exemplo o Conselho 26

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de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese), instituído recentemente pela sociedade civil organizada, tendo como fundadoras entidades ligadas à indústria da construção e de diversos outros ramos. Por fim, Bittencourt convidou o Codese, via entidades componentes, a participar da construção do seu Plano de Governo. Já no dia 03 de maio, em reunião realizada em sua sede, o Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás recebeu o deputado estadual, Francisco Rodrigues Vale Júnior, que apresentou suas propostas para Goiânia, como pré-candidato à Prefeitura da Cidade. Iniciando seu pronunciamento, Francisco Júnior agradeceu o convite enaltecendo as iniciativas da entidade por possuírem características que ele identifica como importantes para uma gestão eficaz: informação de qualidade, planejamento e relacionamento. O deputado defendeu a governança e a gestão participada, em que a sociedade participe não apenas com o voto, mas discutindo objetivos comuns que visam o bem da população como um todo. Também abordou a necessidade de mudanças e atualização das legislações brasileiras, como trabalhista, tributária, ambiental, etc. Afirmou que em uma possível gestão da capital goiana irá dar ênfase à transparência e à gestão financeira eficaz, buscando a distinção entre custos e gastos. Por fim, convidou o setor produtivo para desenvolver em conjunto o projeto de futuro para Goiânia, declarando seu apoio ao Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese).


Sinduscon-GO promove

EXPERIÊNCIA BIM O Sinduscon-GO realizou nos dias 07, 08 e 09 de abril, por meio do Sinduscon Jovem, com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Senai e Sinduscon-SP, o primeiro módulo de introdução ao BIM (Building Information Modeling), visando permitir aos profissionais da engenharia o conhecimento de novas ferramentas utilizadas nos processos construtivos e que possibilitam o intercâmbio e a interoperabilidade de informações em formato digital. O instrutor do curso foi Rogério Suzuki, arquiteto e urbanista com mestrado em Engenharia Civil pela USP (BIM & FM), professor com 19 anos de experiência em revenda desenvolvedora autorizada Autodesk e empresa de geren-

ciamento de projetos, implantando ferramentas BIM, CAD, GIS, EPPM e FM. Foram abordados assuntos como Introdução ao BIM, Geração de conteúdo BIM, Requerimentos de informação, Interoperabilidade & colaboração, Plano de execução BIM; depois foram apresentados os usos e soluções, abordando Modelagem paramétrica, Tecnologias complementares, etc. Finalizando a etapa teórica foi discutida a implantação com assuntos como Nível de maturidade BIM, Gestão de recursos, Investimentos & ROI, opções e abordagens de implantação e planejamento de implantação BIM. Posteriormente foram aplicadas 12 horas à prática com destaque para o tema “Reproduzir na prática os principais processos de BIM”.

Diretoria de Segurança no Trabalho promove

REUNIÃO COM APEJUST E AGEST Foi realizada em 18 de abril reunião proposta pela Diretoria de Segurança no Trabalho do Sinduscon-GO, com membros da Associação dos Peritos da Justiça do Trabalho 18ª Região (Apejust) e da Associação Goiana de Engenheiros de Segurança do Trabalho (Agest), a fim de discutir os critérios de avaliação para concessão de adicional de insalubridade por exposição ao calor de fonte natural, que tem sido cada vez mais questionada nas recentes reclamações trabalhistas realizadas por ex-empregados de algumas empresas da indústria da construção em Goiás. Participaram da reunião, o presidente da Apejust, Roberto Bessa; o presidente da Agest, Luiz Rosa; o presiden-

te do Sinduscon-GO, Carlos Alberto Moura, e a diretora de Segurança no Trabalho do Sindicato, Selma Regina Nassar de Miranda. O engenheiro Elieudo Almada Albuquerque fez uma apresentação dos problemas encontrados durante a realização das perícias, onde são verificadas inconsistências nos procedimentos adotados. Com o objetivo de alinhar as formas técnicas de realizar as avaliações ambientais nas perícias, o engenheiro de Segurança do Trabalho e consultor, Leonardo Thommen, apresentou os principais critérios que poderão nortear as perícias, bem como normas técnicas que podem ser utilizadas nas avaliações.

JUNHO 2016 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

27


R

E G I S T RO D E E V E N TO S

Entidades realizam ato PRÓ-IMPEACHMENT As entidades que integram o Fórum da Engenharia Goiana e o Fórum Goiano da Habitação – Sinduscon-GO, Ademi-GO, AGE, Clube de Engenharia e o Secovi-GO – reuniram seus Diretores e Associados para encontro com a finalidade de manifestar publicamente a posição da Indústria da Construção goiana a favor do processo de impeachment da Presidente da República. O ato foi realizado no dia 12 de abril, na sede do Sinduscon-GO. Para o presidente do Sinduscon-GO, Carlos Alberto Moura, “os exercícios de 2015 e 2016 foram permeados de acontecimentos que abalaram o País por denotarem um grande descaso com a ética e a ausência de responsabilidade com a coisa pública por parte de vários de nossos representantes

políticos. Na iniciativa privada, a falta de compromisso com os valores éticos também se revelou no curso da Operação Lava-Jato. Surpreendida com a sucessão de escândalos investigados, a sociedade brasileira vem reagindo, vindo à tona um sentimento de indignação. Juntamente com atos de repúdio à corrupção, ao longo dos últimos dois anos surgiram iniciativas que somam para pavimentar um caminho diferente a ser trilhado rumo à prática da ética em todos os segmentos e nas relações dos entes público e privado, a fim de que resgatemos nossa crença em valores que realmente contam para alicerçar o desenvolvimento de negócios sustentados. Somos favoráveis ao impeachment”.

BRASIL MATA VIVA diploma

entidades com Selo de Sustentabilidade Global O Programa Brasil Mata Viva (BMV) lançou no dia 13 de abril o Selo de Sustentabilidade Global, durante evento realizado na sede da Associação de Bancos nos Estados de Goiás, Tocantins e Maranhão (Asban). O Selo certificará empresas que participarem do Programa Brasil Mata Viva, com a aquisição do Crédito de Floresta para compensar o impacto ambiental de suas atividades produtivas. Na ocasião, o Sinduscon-GO, a Asban, Agência.Casa (empresa da área de publicidade), Constru Mais Incorporadora e a Quadrante Construtora assinaram termo de Cooperação com o BMV e receberam diplomação com o Selo de Sustentabilidade Global, por já integrarem ao Programa realizando a compensação ambiental do impacto das atividades desenvolvidas em suas unidades/empreendimentos, iniciando com a compensação do consumo de água, energia, combustível, etc. As instituições também comercializarão os Créditos de Floresta com valores diferenciados para seus associados. Jullian Turnbull, sócio da Shakespeare Martineau, instituição jurídica do Reino Unido, falou sobre a importância do Programa

que deve atrair os olhares do mundo para o Brasil, considerando-o inovador e único, pois sua metodologia consegue quantificar e monetizar os bens intangíveis, como árvores, água, fauna, flora, etc., presentes nas áreas inventariadas. O presidente do Sinduscon-GO, Carlos Alberto Moura, enalteceu a iniciativa e falou da importância deste Programa, pois ele gera desenvolvimento econômico e social para as regiões de proteção, tendo em vista que os recursos derivados da comercialização dos créditos retornam para os produtores e a para a comunidade. Desta forma, o Brasil gera bens tangíveis por meio da utilização de seus ativos naturais que compõem a riqueza do País. Finalizando o evento, a CEO da empresa Brasil Mata Viva, Maria Tereza Umbelino de Souza, apresentou a plataforma digital em que os interessados poderão adquirir os créditos de forma rápida e segura, enfatizando a total confiabilidade e rastreabilidade do sistema, que fornece informações reais de forma online para cada investidor. Ela destacou que preservar florestas significa garantir a renovação dos recursos naturais e o equilíbrio do meio ambiente.

Indústria da construção participa da campanha de vacinação

CONTRA A GRIPE

O Sinduscon-GO ofereceu imunização contra a Gripe Sazonal e H1N1 aos seu diretores, colaboradores e dependentes no dia 29 de abril. A ação foi possibilitada pelo Sesi-GO, que disponibilizou o serviço aos trabalhadores da indústria, por meio de sua Campanha 2016 de Vacinação contra a Gripe. Na ocasião foram vacinadas 54 pessoas na sede do Sindicato. Esse importante serviço também foi disponibilizado às empresas filiadas e associadas ao Sinduscon-GO. Na foto, o técnico em Enfermagem do Sesi-GO, Marcelino Borges, aplica a vacina em Regina Esperidião d’Abreu Cordeiro, esposa do ex-presidente e atual conselheiro do Sinduscon-GO, Justo Oliveira d’Abreu Cordeiro. 28

SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • JUNHO 2016


JUNHO 2016 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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AGENDA DE EVENTOS EVENTO

DATA HORÁRIO

Caracterização das Estruturas Mistas e Hídricas Aço/Concreto

Início em 04/06

Casos Resolvidos de Ligações Parafusadas

Início em 13/06

Orçamento e Formação do Preço de Venda das Estruturas Metálicas

Início em 20/06

Casos Resolvidos de Ligações Soldadas

Início em 04/07

Ações e Segurança nas Estruturas Sujeitas ao Vento

Início em 07/07

Edifícios Industriais em Aço, Plataformas de Trabalho e Pipe Racks

Início em 01/08

INFORMAÇÕES / INSCRIÇÕES

Cursos Online

Cursos Online

(11) 3522-7694 contato@engeduca.com.br Site: http://www.engeduca.com.br

08 e 09/06

08h às 17h30 (08/06) 08h às 13h30 (09/06)

Centro de Convenções Frei Caneca (São Paulo/SP)

(21) 2524-6917 eventos@acobrasil.org.br Site: http://www.acobrasil.org.br/congresso2016/

Feira

14 a 16/06

14h às 21h (acesso até às 20h)

Qualicon 2016

14 e 15/06

14h às 19h

Carapina Centro de Eventos (Serra/ES)

15/06

08h às 18h

Sinduscon-GO

(62) 3095-5185 / elis@sinduscongoias.com.br

Oficina da Norma de Desempenho. Módulo XI: Desempenho das Edificações, Sutentabilidade e Eficiência Energética

22 e 23/06

13h30 às 21h

A confirmar

(62) 3095-5178 comunidadedaconstrucao@sinduscongoias.com.br

Construction Summit 2016

15 e 16/06

09h às 18h

São Paulo Expo Exhibition & Convention Center

(11) 3662-4159 caex@sobratema.org.br Site: www.constructionsummit.com.br

Oficina Temática Gestão da Inovação, Sustentabilidade e Novos Modelos de Negócios na Construção

16/06

08h às 16h

Milenium Centro de Convenções (São Paulo/SP)

(11) 2614-7327 eventos@cte.com.br Site: http://www.eventoscte.com.br/

7º Congresso Brasileiro do Cimento

20 a 22/06

08h30 às 18h

Experiência Bim – Módulo 2

24/06 a 02/07

18h30 às 22h30 08h às 17h (25/06 e 02/07)

Sinduscon-GO

(62) 3095-5181 luciana@sinduscongoias.com.br

Construsul – 19ª Feira Internacional da Construção

03 a 06/08

14h às 21h (03 a 05/08) 11h às 18h (06/08)

Fenac (Novo Hamburgo/RS)

(51) 3225-0011 atendimento@suleventos.com.br Site: www.feiraconstrusul.com.br

São Paulo Expo Exhibition & Convention Center

(11) 3017-6888 greenbuilding@informa.com Site: http://www.informagroup.com.br/greenbuilding/pt

27º Congresso Brasileiro do Aço

JUNHO E JULHO

LOCAL

Expo Construções 2016 – Feira da Construção do Espírito do Santo

As NR’s que mais impactam na Indústria

Greenbuilding Brasil

Exposição

10h às 20h

Conferência

08h às 18h30 (09/08) 08h30 às 18h30 (10 e 11/08)

09 a 11/08

Maksoud Plaza (São Paulo/SP)

(27) 3434-0600 / info@expoconstrucoes.com.br Site: http://www.expoconstrucoes.com.br/ (27) 3434-2050 / obras@sinduscon-es.com.br Site: http://www.expoconstrucoes.com.br/site/2016/pt/qualicon

(51) 3334-8875 7cbci@prosperpmkt.com.br / inacia@prosperpmkt. com.br / atendimento@prosperpmkt.com.br Site: www.7cbci.com.br

ENDEREÇOS: Centro de Convenções Frei Caneca: Rua Frei Caneca, nº 569, Consolação, São Paulo/SP. Carapina Centro de Eventos: Rodovia do Contorno, BR 101 Norte, Carapina, Serra/ES. Sinduscon-GO: Rua João de Abreu, nº 427, Setor Oeste, Goiânia/GO. São Paulo Expo Exhibition & Convention Center: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo/SP. Milenium Centro de Convenções: Rua Dr. Bacelar, nº 1.043, Vila Clementino, São Paulo/SP. Maksoud Plaza: Rua Alameda Campinas, nº 150, Bela Vista, São Paulo/ SP. Fenac: Av. Nações Unidas, nº 3.825, Pátria, Novo Hamburgo/RS.

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SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • JUNHO 2016


Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção ABRIL DE 2016 EMPRESÁRIO DA CONSTRUÇÃO COM CONFIANÇA EM BAIXA

GOIÁS ICEI - ÍNDICE DE CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO

INDICADOR DE CONDIÇÕES

INDICADOR DE EXPECTATIVA

Em abril o ICEI da construção apresentou reABR / 2015 48,1 34,6 55,8 tração de 2,0 pontos na comparação com março. MAI / 2015 42,0 28,9 48,6 Este foi o segundo resultado negativo no ano. Destacando-se que o avanço em relação a dezemJUN / 2015 42,5 28,9 49,3 bro/2015, registrado em janeiro, não existe mais. JUL / 2015 44,3 27,5 52,2 Em janeiro o ICEI da construção foi de 48,82 ponAGO / 2015 41,7 25,8 49,6 tos enquanto que o de dezembro/2015 foi 40,1 SET / 2015 40,5 26,2 47,4 pontos. A perspectiva apresentada em janeiro não se confirmou nos meses seguintes. Hoje o ICEI da OUT / 2015 42,6 32,0 48,0 construção é de 42,3 pontos, ou seja, -6,5 ponNOV / 2015 43,5 35,3 47,6 tos em relação a janeiro/2016. Neste compasso DEZ / 2015 40,1 28,7 46,8 a perspectiva de melhora no ICEI da construção após o bom resultado de janeiro deste ano se JAN / 2016 48,8 33,9 56,2 distancia de acontecer especialmente pelas duas FEV / 2016 43,6 32,8 48,8 quedas no quadrimestre (5,2 e 2,0 pontos) e pela MAR / 2016 44,3 32,0 50,5 comparação com abril do ano passado, onde se vê que naquele período o ICEI foi de 48,1 contra ABR / 2016 42,3 32,5 47,1 42,3 pontos na atualidade. Outra condição desfavorável apresentada no OBS: OS INDICADORES VARIAM NO INTERVALO DE 0 A 100. VALORES ACIMA DE 50 INDICAM EMPRESÁRIOS CONFIANTES - FONTE: FIEG mês foi a queda do índice de expectativa, que é aquele que expressa a confiança do empresário da construção também não vem apresentando um bom comportapara os próximos seis meses. Assim, com uma queda de 3,4 pontos mento. O ICEI nacional encontra-se baixo e teve em abril queda de e o retorno a um índice abaixo de 50 pontos – corte da pesquisa 0,1 pontos, caindo então para 35,5. Situação mais acentuada do entre uma situação mais ou menos favorável – tem-se que essa osque a registrada para igual período em Goiás (35,5 contra 42,3 poncilação refletirá nos investimentos. Foram apurados dois resultados tos). Um ponto de destaque negativo é o indicador de condições positivos e dois negativos, sendo que a magnitude destes resultados atuais em relação aos seis meses passados; seu resultado nacional quase se equivalem, salvo uma diferença de 0,3 pontos favoráveis foi de retração equivalente a 1,5 pontos, caindo esse indicador para aos resultados positivos do ano. Desta feita o índice de expectativa 25,2 pontos. O mais baixo da série histórica da pesquisa. Em Goiás, de 47,1 pontos para abril/2016 pouco difere do resultado de dehouve registro positivo no indicador, em que pese de baixa relevânzembro/2015 que foi de 46,8 pontos. Em nível nacional a indústria cia. Avanço de 0,5 pontos. Assim o indicador foi para 35,2 pontos.

ICEI DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO - BRASIL E GOIÁS

Nota Metodológica: o Índice de Confiança do Empresário Industrial elaborado pela FIEG tem como base os resultados da Sondagem Industrial, e varia de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam empresários confiantes. Para outras informações encaminhar e-mail para claudiohenrique@sistemafieg.org.br. FIEG – Rua 200, Qd. 67-C, Lt. 1/5, nº 1.121, Ed. Pedro Alves de Oliveira, Setor Leste Vila Nova, Goiânia/GO - CEP 74645-230 | claudiohenrique@sistemafieg.org.br | (62) 3501-0027 | www.sistemafieg.org.br

JUNHO 2016 • CONSTRUIR MAIS • SINDUSCON-GO

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CUB

CUSTOS UNITÁRIOS BÁSICOS DE CONSTRUÇÃO NBR 12.721:2006 – CUB 2006

PADRÃO RESIDENCIAL

PROJETOS

ANO 2016

ABRIL

0,002%

PADRÃO BAIXO

PADRÃO NORMAL

PADRÃO ALTO

R-1

1.174,95

R-1

1.435,45

R-1

1.700,31

PP-4

1.034,70

PP-4

1.340,53

R-8

1.355,87

R-16

1.462,83

R-8

980,87

R-8

1.161,25

PIS

776,47

R-16

1.118,00

PADRÃO COMERCIAL*

PROJETOS PADRÃO NORMAL

PADRÃO ALTO

CAL-8

1.325,71

CAL-8

1.398,62

CSL-8

1.165,31

CSL-8

1.261,38

CSL-16

1.549,47

CSL-16

1.674,16

PROJETOS PADRÃO RESIDÊNCIA POPULAR (RP1Q)

1.213,86

PADRÃO GALPÃO INDUSTRIAL (G1)

641,52

*CAL: Comercial Andares Livres - CSL: Comercial Salas e Lojas

VALOR REFERENCIAL (R$/m²) R-16A

VARIAÇÃO MÊS %

VARIAÇÃO ANO %

VARIAÇÃO 12 MESES %

1.462,83

0,002

1,274

9,415

MATERIAIS

MÃO DE OBRA

EQUIPAMENTO

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

TOTAL

561,15

845,59

5,61

50,48

1.462,83

MÃO DE OBRA* PEDREIRO DE MASSA

*Custo médio R$/hora

h

8,6200

SERVENTE

h

5,3626

ENGENHEIRO

h

57,460

PROJETOS-PADRÃO QUE COMPÕEM A NORMA NBR 12.721:2006 Padrão Baixo:

Residência Unifamiliar (RI)

Prédio Popular (PP)

Residência Multifamiliar (R8)

Projeto de Interesse Social (PIS)

Padrão Normal:

Residência Unifamiliar (RI)

Prédio Popular (PP)

Residência Multifamiliar (R8)

Residência Multifamiliar (R16)

Padrão Alto:

Residência Unifamiliar (RI)

Residência Multifamiliar (R8)

Residência Multifamiliar (R16)

Comercial Normal:

Comercial Andar Livre (CAL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-16)

Comercial Alto:

Comercial Andar Livre (CAL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-16)

Residência Popular (RP1Q) Galpão IndustriaL (GI)

Os valores acima referem-se aos Custos Unitários Básicos de Construção (CUB/m²), calculados de acordo com a Lei Fed. nº. 4.591, de 16/12/64 e com a Norma Técnica NBR 12.721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e são correspondentes ao mês de ABRIL DE 2016. “Estes custos unitários foram calculados conforme disposto na ABNT NBR 12.721:2006, com base em novos projetos, novos memoriais descritivos e novos critérios de orçamentação e, portanto, constituem nova série histórica de custos unitários, não comparáveis com a anterior, com a designação de CUB/2006”. “Na formação destes custos unitários básicos não foram considerados os seguintes itens, que devem ser levados em conta na determinação dos preços por metro quadrado de construção, de acordo com o estabelecido no projeto e especificações correspondentes a cada caso particular: fundações, submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol freático; elevador(es); equipamentos e instalações, tais como: fogões, aquecedores, bombas de recalque, incineração, ar-condicionado, calefação, ventilação e exaustão, outros; playground (quando não classificado como área construída); obras e serviços complementares; urbanização, recreação (piscinas, campos de esporte), ajardinamento, instalação e regulamentação do condomínio; e outros serviços (que devem ser discriminados no Anexo A - quadro III); impostos, taxas e emolumentos cartoriais, projetos: projetos arquitetônicos, projeto estrutural, projeto de instalação, projetos especiais; remuneração do construtor; remuneração do incorporador”.

INDICADORES ECONÔMICOS ÍNDICES ECONÔMICOS

VARIAÇÃO

MÊS

ANO

INCC (FGV) / ABRIL

663,057

0,548

2,132

INPC (IBGE) / ABRIL

4.801,89

0,64

3,58

IGP-M (FGV) / ABRIL

637,434

0,328

3,304

12 MESES

7,280 9,83 10,632

INFORMAÇÕES: (62) 3095-5162 | www.sinduscongoias.com.br | e-mail: sebastiana@sinduscongoias.com.br (Comissão de Economia e Estatística)

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SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • JUNHO 2016


CUB

CUSTOS UNITÁRIOS BÁSICOS DE CONSTRUÇÃO NBR 12.721:2006 – CUB 2006

PROJETOS

ANO 2016

ABRIL

0,027%

PADRÃO RESIDENCIAL

PADRÃO BAIXO

PADRÃO NORMAL

PADRÃO ALTO

R-1

R-1

1.319,62

R-1

1.574,63

1.090,13

PP-4

963,57

PP-4

1.238,06

R-8

1.258,49

R-8

913,97

R-8

1.069,26

R-16

1.353,46

PIS

718,66

R-16

1.029,58

PADRÃO COMERCIAL*

PROJETOS

DESONERADO

PADRÃO NORMAL

PADRÃO ALTO

CAL-8

1.223,21

CAL-8

1.295,14

CSL-8

1.072,72

CSL-8

1.166,17

CSL-16

1.426,16

CSL-16

1.547,30

PROJETOS PADRÃO RESIDÊNCIA POPULAR (RP1Q)

1.103,69

PADRÃO GALPÃO INDUSTRIAL (G1)

590,02

*CAL: Comercial Andares Livres - CSL: Comercial Salas e Lojas

VALOR REFERENCIAL (R$/m²) R-16A

VARIAÇÃO MÊS %

VARIAÇÃO ANO %

VARIAÇÃO 12 MESES %

1.353,46

0,027

1,110

8,718

MATERIAIS

MÃO DE OBRA

EQUIPAMENTO

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

TOTAL

561,15

736,22

5,61

50,48

1.353,46

MÃO DE OBRA* PEDREIRO DE MASSA

*Custo médio R$/hora

h

8,6200

SERVENTE

h

5,3626

ENGENHEIRO

h

57,460

PROJETOS-PADRÃO QUE COMPÕEM A NORMA NBR 12.721:2006 Padrão Baixo:

Residência Unifamiliar (RI)

Prédio Popular (PP)

Residência Multifamiliar (R8)

Projeto de Interesse Social (PIS)

Padrão Normal:

Residência Unifamiliar (RI)

Prédio Popular (PP)

Residência Multifamiliar (R8)

Residência Multifamiliar (R16)

Padrão Alto:

Residência Unifamiliar (RI)

Residência Multifamiliar (R8)

Residência Multifamiliar (R16)

Comercial Normal:

Comercial Andar Livre (CAL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-16)

Comercial Alto:

Comercial Andar Livre (CAL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-8)

Comercial Salas e Lojas (CSL-16)

Residência Popular (RP1Q) Galpão IndustriaL (GI)

Os valores acima referem-se aos Custos Unitários Básicos de Construção (CUB/m²), calculados de acordo com a Lei Fed. nº. 4.591, de 16/12/64 e com a Norma Técnica NBR 12.721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e são correspondentes ao mês de ABRIL DE 2016 - DESONERADO. “Estes custos unitários foram calculados conforme disposto na ABNT NBR 12.721:2006, com base em novos projetos, novos memoriais descritivos e novos critérios de orçamentação e, portanto, constituem nova série histórica de custos unitários, não comparáveis com a anterior, com a designação de CUB/2006”. “Na formação destes custos unitários básicos não foram considerados os seguintes itens, que devem ser levados em conta na determinação dos preços por metro quadrado de construção, de acordo com o estabelecido no projeto e especificações correspondentes a cada caso particular: fundações, submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol freático; elevador(es); equipamentos e instalações, tais como: fogões, aquecedores, bombas de recalque, incineração, ar-condicionado, calefação, ventilação e exaustão, outros; playground (quando não classificado como área construída); obras e serviços complementares; urbanização, recreação (piscinas, campos de esporte), ajardinamento, instalação e regulamentação do condomínio; e outros serviços (que devem ser discriminados no Anexo A - quadro III); impostos, taxas e emolumentos cartoriais, projetos: projetos arquitetônicos, projeto estrutural, projeto de instalação, projetos especiais; remuneração do construtor; remuneração do incorporador.”

NOTA TÉCNICA – tabela do CUB/m² desonerado Os valores do Custo Unitário Básico (CUB/m²) presentes nesta tabela foram calculados e divulgados para atender ao disposto no artigo 7º da Lei 12.546/11, alterado pela Lei 12.844/13 que trata, entre outros, da desoneração da folha de pagamentos na construção civil. Eles somente podem ser utilizados pelas empresas do setor da construção civil cuja atividade principal (assim considerada aquela de maior receita auferida ou esperada) esteja enquadrada nos grupos 412, 432, 433 e 439 da CNAE 2.0. Salienta-se que eles não se aplicam às empresas do setor da construção civil cuja atividade principal esteja enquadrada no grupo 411 da CNAE 2.0 (incorporação de empreendimentos imobiliários). A metodologia de cálculo do CUB/m² desonerado é a mesma do CUB/m² e obedece ao disposto na Lei 4.591/64 e na ABNT NBR 12721:2006. A diferença diz respeito apenas ao percentual de encargos sociais incidentes sobre a mão de obra. O cálculo do CUB/m² desonerado não considera a incidência dos 20% referentes à previdência social, assim como as suas reincidências. Qualquer dúvida sobre o cálculo deste CUB/m² deve ser consultada junto ao Sinduscon-GO, com Sebastiana Santos, telefone (62) 3095-5162 (sebastiana@sinduscongoias.com.br).

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E

U RECOMENDO

COMO DESENVOLVER A INTELIGÊNCIA? O QUE FAZ UMA PESSOA SER MAIS INTELIGENTE QUE OUTRA? QUAIS SÃO OS LIMITES DO CÉREBRO? De acordo com um relatório de uma equipe congregada pela Associação Americana de Psicologia, “os indivíduos se diferem na habilidade de entender ideias complexas, de se adaptarem com eficácia ao ambiente, de aprenderem com a experiência, de se engajarem nas várias formas de raciocínio, de superarem obstáculos mediante o pensamento”. Uma boa estratégia para entender mais sobre a inteligência é começar a entender o nosso cérebro. Usamos o cérebro para desempenhar todas as atividades e quase não percebemos que para fazer uma conta no supermercado, por exemplo, ele é tão importante e necessário quanto para fazer uma caminhada. Seu poder não é visível à primeira vista, porque quando você está pensando, uma rede elétrica trafega dentro de seu cérebro em uma velocidade surpreendente, formando conexões entre as células nervosas, resultando em uma rede complexa e sofisticada. Sabendo da importância em desenvolver a capacidade de processamento do cérebro para melhorar o desempenho pessoal, pesquisadores brasileiros e estrangeiros que atuam no campo da neurociência, psicologia e educação, elaboraram um método capaz de desenvolver as múltiplas habilidades do cérebro humano, proporcionando qualidade de vida, o chamado Método Supera. De acordo com o americano Howard Gardner, autor da teoria

FÁBIO STIVAL

das Múltiplas Inteligências, todo mundo é inteligente, mas cada indivíduo tem habilidades cognitivas específicas. O Método Supera, além de aprimorar essas habilidades cognitivas, aumenta o poder de atenção e foco, aprimora o raciocínio e criatividade, desenvolve autoconfiança e autoestima, melhora a coordenação motora, mantém a mente saudável, evita doenças do cérebro, além de desenvolver uma memória mais ágil. Em dez anos o Supera já transformou a vida de mais de 50 mil pessoas, desenvolvendo suas múltiplas inteligências e habilidades cerebrais, proporcionando qualidade de vida. E em abril deste ano o Método Supera lançou a unidade Jardim Goiás em Goiânia, localizada na Rua 70, quadra C-14, lote 16, nº 415, no Jardim Goiás. Os telefones para contato são (62) 3991-0996 e (62) 9385-9696 e o e-mail fabio.goiania. jdgoias@metodosupera.com.br. O Supera é a primeira empresa brasileira dedicada exclusivamente ao desenvolvimento das capacidades do cérebro e à saúde mental e está no mercado desde 2006, trabalhando para entregar aos alunos um curso que transforma a vida pessoal, acadêmica e profissional. São mais de 200 unidades franqueadas em todo o Brasil e uma unidade em Portugal. FÁBIO STIVAL, diretor proprietário da Unidade Supera Jardim Goiás

Sinduscon-GO: NOVOS ASSOCIADOS

JB COMMERCE REPRESENTAÇÕES A JB Commerce Representações foi fundada em 21/08/2015 pelo diretor Julio Rolando Jaldin Beckmann. Atua na área de promoção de vendas. Sua sede fica localizada na Avenida Ipiranga, nº 687, no Parque Amazônia, em Goiânia (GO).

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MF CONSTRUTORA E INCORPORADORA A empresa foi fundada em 21/05/2004 e tem como diretor Thyeres Barbosa Lima Felipe. A MF Construtora e Incorporadora Ltda. tem como atividade principal a realização de serviços de engenharia. Sua sede está instalada na Rua Madedio Calil, nº 113, Quadra 135, Lote 30, no Centro, em Inhumas (GO).

SINDUSCON-GO • CONSTRUIR MAIS • JUNHO 2016

REALIZAR CONSTRUTORA E INCORPORADORA Fundada em 15/02/2007 pelo diretor Rézio de Castro Ferreira, a Realizar Construtora e Incorporadora tem como atividade principal a incorporação de empreendimentos imobiliários e está situada na Alameda dos Buritis, nº 408, Sala 601, no Centro, em Goiânia (GO).

TOPUS ENGENHARIA A empresa foi fundada em 22/06/2015 e tem como diretor Divino Luiz de Oliveira. A Topus Engenharia Ltda. tem como atividade principal a construção de edifícios. Sua sede está instalada na Praça Comendador Germano Roriz, nº 175, Sala 03, Galeria Cruzeiro Center, no Setor Sul, em Goiânia (GO).


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Revista Construir Mais - Junho de 2016  

Publicação do setor da Indústria da Construção no Estado de Goiás

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