Issuu on Google+


EDITORIAL Boletim Informativo - Janeiro 2012

Tempo para refletir e planejar Fim de ano é sempre uma boa época para avaliar o que foi construído no ano que termina e, também, planejar o que vem pela frente. É tempo para tirar lições e retirar do caminho as pedras que atrapalham o crescimento. Em 2011, o setor da construção civil continuou o seu movimento positivo. Foi assim na Grande Florianópolis e, também, em todo o Brasil. Por qualquer indicador que se olhe, a construção civil continua em alta, apesar das medidas de contenção do consumo adotadas pelo Governo Federal. Após dois anos com crescimento acima do esperado – como se pode ver em matéria da página central –, o setor deve encerrar o ano de 2011 acima da média (4,8%). Menor do que os anos anteriores, mas ainda assim à frente do PIB, que deve fechar o ano em 3%. Para 2012, a expectativa não é diferente. Especialistas apontam que a nossa indústria vai crescer 5,2%, enquanto o PIB do país deve girar em torno de 3,5%. Fim de ano é época, também, de gratidão. E o Sinduscon tem muito a agradecer aos seus associados, anunciantes e parceiros. Mais onze empresas se associaram em 2011. É importante essa união, pois só assim o setor vai continuar forte na sua luta em defesa dos legítimos interesses dos associados. Foram muitos os parceiros nesta jornada que termina. O que seria do Salão do Imóvel sem o apoio das empresas e instituições que integram o setor? Os parceiros foram fundamentais, também, na obra de nossa nova sede, que já está na fase final de acabamento. E é por causa dos investimentos que estamos fazendo nela que deixamos de realizar este ano a nossa tradicional festa de final de ano. Além de refletir, planejar e agradecer, esse também é o momento para desejar a todos, além de um período de festas com muita paz e muito amor, um Ano Novo repleto de realizações. Helio Bairros Presidente do Sinduscon da Grande Florianópolis

2

2

O Boletim Informativo Sinduscon é uma publicação do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis. Diretoria Executiva Presidente Helio Cesar Bairros Vice-Presidente Cezário Cezar Santos Vice-Presidente Administrativo Financeiro Edemir Frutuoso Flavio Antunes de Figueiredo (suplente) Diretoria Técnica Vice-Presidente de Tecnologia, Qualidade e Habitação Marco Aurélio Alberton Carlos Berenhausen Leite (suplente) Vice-Presidente de Economia e Estatística Amílcar Lebarbenchon da Silveira Juraci Batista Martins (suplente) Vice-Presidente de Relações Trabalhistas Robson Deschamps Juliana L. Gentil Malavaz (suplente) Vice-Presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade Olavo Kucker Arantes Marcelo Consonni Gomes (suplente) Vice-Presidente de Relações Associativas e Comunicação Aliator Silveira Gabriela T. Rodrigues Alves (suplente) Vice-Presidente de Assuntos Legislativos Marcos Ricardo de Almeida Brusa Odilon Furtado Filho (suplente) Conselho Fiscal Efetivos: Flávio Mazzucco, Sergio Campos de Almeida, Nestor José Deschamps Suplentes: Gilson Pinheiro, Odilon Tayer Filho, Maristela Soares Delegados Representantes na FIESC Efetivos: Helio Cesar Bairros Cezário Cezar Santos Suplentes: José Castelo Deschamps Paulo Cezar Maciel Da Silva Conselho Consultivo Olavo Fontana Arantes (1979-1981), Jair Philippi (19841987), José Joaquim de Souza (1990-1996), Itamar José da Silva (1996-1999), Adolfo Cesar dos Santos (1999-2004), Amauri Beck (2004-2006), Helio Bairros (2006-2014) Jornalista Responsável Paulo Scarduelli SC 0223 JP Colaboração e Fotos Maria Augusta Cavalheiro Editoração Claudio Santos Impressão Gráfica Rocha Sinduscon Grande Florianópolis Rua Dorval Melchiades de Souza, 633 – Centro Florianópolis – CEP 880150-070 Fone (48) 3251-7700 e Fax (48) 3251-7703 Site www.sinduscon-fpolis.org.br Email: sinduscon@sinduscon-fpolis.org.br


Comportamento do CUB nos três estados do Sul

O resultado é bem diferente do preço da mão de obra, que teve um incremento de 13,98%. A escassez de profissionais e o aquecimento da construção civil podem ter sido as causas dessa elevação. Apesar disso, os números catarinenses da mão de obra acompanham a tendência nacional. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o custo deste item é o mais alto desde 2008. A cada ano que passa, a mão de obra representa um percentual maior no cálculo do CUB. Até agosto deste ano, o custo médio da mão de obra no país era de 10,22%, enquanto na região Sul esse percentual subia para 15,76%.

Ano / Mês

CUB SC (%)

CUB RS (%)

CUB PR (%)

2009

3,88

0,56

5,57

2010

5,63

6,89

8,23

2011

8,57

9,03

8,22

CREA e CDL elegem seus presidentes O engenheiro Carlos Alberto Kita Xavier assumirá a presidência do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/SC) no início de 2012. Ele foi eleito em novembro com 54% dos votos numa eleição que contou com quatro candidatos. Kita integrava a diretoria atual como primeiro vice-presidente e conselheiro e vai comandar o CREA/SC pelos próximos três anos. Primeira e maior CDL de Santa Catarina, com mais de três mil associados e 51 anos de atuação, a CDL de Florianópolis empossou no início de dezembro a diretoria reconduzida para a gestão 2012. O empresário Pedro Paulo de Abreu, proprietário da Carioca Calçados, continua como presidente. A presidência do Sinduscon parabenizou Kita e Pedro Paulo pelas vitórias e espera que a parceria entre as instituições prossiga e continue gerando bons frutos.

ATUALIDADES

O

Custo Unitário Básico (CUB) de Santa Catarina em 2011 ficou em 8,57%. Ele se manteve muito próximo ao acumulado nos demais estados do Sul do país (Paraná e Rio Grande do Sul), que foi de 8,63%. Se comparado com outros indicadores, como o INCC e o Sinapi, o CUB catarinense tem se comportado dentro média anual. Dos 25 itens de materiais de construção pesquisados para o cálculo do CUB, conforme a NBR 12.721/2006, o aço foi o que mais sofreu redução, enquanto outros insumos tiveram seus preços elevados, o que acomodou a variação do CUB, apesar do ritmo do setor.

Boletim Informativo - Janeiro 2012

CUB de SC segue média da região Sul

3


SERVIÇOS

CCP concilia 66% das sessões em 11 anos A Comissão de Conciliação Prévia (CCP) do Sinduscon tem uma importância muito grande para o dia a dia das empresas: economiza-se custo; abrevia-se o tempo para a solução dos processos; diminui-se o número de processos que iriam parar na Justiça; e o que é melhor: tem um alto índice de conciliação entre as partes. “A manutenção dessa estrutura é alta para a entidade, mas seus resultados devem ser valorizados, pois trazem uma contribuição importantíssima ao setor”, avalia o presidente Helio Bairros. Os números históricos da CCP demonstram a razão de sua existência. Em 11 anos, foram convocadas mais de 7,3 mil sessões, e 66% das 4.221 sessões efetivamente realizadas terminaram em acordo. O resultado nesta primeira década de existência da CCP tem sido excelente, pois trouxe aos empregados e empregadores a possibilidade de solução de seus conflitos trabalhistas em, no máximo 10 dias, com baixo custo para as empresas e nenhum aos trabalhadores.

O ano de 2011 também foi movimentado na CCP. Até 30 de novembro, foram convocadas 252 sessões de conciliação. O número foi 10% inferior às convocações realizadas no mesmo período do ano anterior, que foi de 277. No entanto, se formos analisar pelas sessões efetivamente realizadas, essa ordem se inverte: 156 em 2011, contra 132 do ano anterior. Quase 58% das sessões realizadas em 2011 terminaram em conciliação de interesses.

Sessões

2010

2011

Sessões Convocadas

277

252

Sessões Realizadas

132

156

Conciliadas

85

90

Frustadas

47

66

Boletim Informativo - Janeiro 2012

Novos associados em 2011

4

Um sindicato forte depende da participação de seus associados. Quanto mais empresas e pessoas estiverem envolvidas nessa luta, maiores são as chances de sucesso em todas as frentes que a instituição atua. O retorno em associar-se ao Sinduscon está diretamente ligado à inserção da empresa na realidade de mercado, em todos os seus aspectos: sociais, econômicos e políticos. A cada ano que passa, aumenta o número de sócios. Em 2011, mais onze empresas entraram no quadro. A eles, o Sinduscon faz a saudação e felicita pela decisão.

Como se associar

AL Sistemas Construtivos Ltda NV Empreendimentos Imobiliários Ltda Femai Empreendimentos Imobiliários Ltda RDL Construtora Incorporadora Ltda HTR Equipamentos Ltda Rodes Engenharia Ltda

Entre no site www.sindusconduscon-fpolis.org.br, clique na aba Sinduscon e, depois, no link Associe-se. Abrirá um formulário. Você vai preenchê-lo e fará o envio. Receberá contato para enviar o requerimento e Contrato Social. Você também pode solicita informações pelo e-mail comercial@ sinduscon-fpolis.org.br, ou através do fone (48) 3251.7714.

Prazo é 31 de janeiro

NOVOS ASSOCIADOS

Athena Construções Ltda Faz Engenharia S/S Belmmen Propriety Engenharia Ltda Romulo Serviços de Administração de Obras Ltda Mattera Engenharia e Arquitetura Ltda

O exercício 2012 do Imposto Sindical deve ser pago até o dia 31 de janeiro de 2012. Sua guia de contribuição já foi enviada. Solicite alterações e/ou novas guias pelo fone (48) 3251.7700, ou pelo e-mail financeiro@sinduscon-fpolis.org.br. Consulte a tabela de cálculo no site www.sinduscon-fpolis.org.br.


O

Foto: Vinícius Costa

setor da construção civil brasileira não repetiu em 2011 os feitos espetaculares de 2008 e 2009, quando cresceu 8,3% e 15,2%, respectivamente, mas ainda assim deve fechar o ano com uma expansão de 4,8%. O presidente do Sinduscon Helio Bairros afirma que o setor está um pouco mais cauteloso do que em relação ao final de 2010, quando algumas pesquisas indicavam um crescimento otimista de até 8,5% em 2011. “A atividade do setor, embora aquecida, passa por um processo de ajuste em relação à forte aceleração ocorrida nos anos anteriores.” O que importa, segundo ele, é que o ano foi bom no geral. No plano Federal, o programa Minha Casa Minha Vida tem sido o sinal de que a construção civil é prioridade do governo, capaz de influir nos indicadores de confiança dos empresários e investidores do setor. Apesar da crise na zona do euro e do anúncio de restrição de consumo no Brasil, a economia setorial não foi ainda muito afetada. “A construção civil segue à frente dos números da macroeconomia.”

ANÁLISE

2011: um ano bom

MÃO DE OBRA

Crescendo com equilíbrio em 2012 Redução de tributos para projetos do Programa Minha Casa, Minha Vida. Queda da alíquota de 6% do Regime Especial de Tributação da Construção Civil (RET) para 1%. Essas medidas, anunciadas no início de dezembro pelo Governo Federal, somadas à ampliação de 30% no crédito imobiliário em 2011 e à evolução das obras nas arenas esportivas para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016, acenam para um 2012 com boas expectativas para o setor da construção civil. Apesar de não ser sede da Copa do Mundo, o presidente Helio Bairros acredita que Santa Catarina também deverá sofrer efeito indireto dessa onda, pois o estado possui importantes atrativos turísticos que servirão para visitantes estrangeiros, bem como para seleções. “E isso exigirá mais investimentos no setor”. Embora o quadro nacional seja de confiança para a construção civil, Bairros entende que Florianópolis ainda tem muito a caminhar em alguns setores. “O que mais me preocupa é a insegurança jurídica que vivemos por aqui. São muitas legislações conflitantes que atrasam as decisões dos investidores. E Florianópolis continua adiando o seu destino.”

Floripa

. Gesso acartonado (Drywall) . Perfis para Drywall e Steel Frame . Forros . Divisórias

Boletim Informativo - Janeiro 2012

Pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a construção civil teve bom desempenho em 2011. O número de vagas que surge é superior à quantidade de mão de obra disponível. Entre admissões e desligamentos nos últimos doze meses, Santa Catarina teve um saldo positivo de 10,8%, enquanto a média de todos os setores da economia foi de 6,5%. Em Florianópolis, a diferença foi ainda maior: 32,6% contra uma média de 5,7%.

5

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO . Steel Frame . Ferramentas . Isolamentos Térmicos e Acústicos

Visite nosso Show Room

RUA VILSON MENEZES, 142 (48) 3348.0660

www.placocenterfloripa.com.br


Câncer de pele:

SAÚDE

vilão do trabalhador Com a chegada do verão, o sol torna-se o vilão da saúde dos trabalhadores nos canteiros de obras. A exposição aos raios ultravioleta por longas horas e a falta de proteção são fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença. Segundo Registros Hospitalares do Câncer do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), 23,1% dos casos de câncer de pele da Grande Florianópolis estão relacionados aos trabalhadores da construção civil. O número preocupa, mesmo que não se possa dizer que esse percentual seja de trabalhadores do setor formal. Os principais fatores de alerta são: feridas sem causa aparente, que não cicatrizam, pintas ou sinais de nascença que sofrem alterações no tamanho, cor e aspecto, acompanhadas de coceira ou sangramento. É importante procurar o dermatologista ao encontrar alguma dessas alterações, uma vez que com o diagnóstico precoce as chances de cura são grandes. Pessoas de pele clara, com sarda ou que tenham parentes de primeiro grau com câncer devem ter o cuidado redobrado. Garantir o bem estar e a saúde do trabalhador são obrigações das corporações, afirmadas na NR-21. Cobrar do funcionário a utilização de calça, camisa de manga longa, óculos escuros e, o principal, usar bloqueador solar fator 15, no mínimo, a cada duas horas, é fundamental. O Serviço Social da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis (Seconci) acompanha de perto essa situação. Orienta as empresas associadas a se prevenirem em relação ao problema, que é mais grave no Sul do Brasil, onde estão as pessoas de pele mais clara, graças à origem germânica e italiana da região.

Boletim Informativo - Janeiro 2012

Mais segurança para 23 mil

6

O Seconci tem motivos de sobra para comemorar 2011. Faltando ainda os números de dezembro, que não haviam sido tabulados até o fechamento desta edição, foram realizadas 1.009 visitas de monitoramento, e 23.611 trabalhadores ficaram melhor informados sobre segurança do trabalho nos canteiros de obra. Com um mês a menos, a estatística geral de 2011 do Seconci já era superior a de 2010. Além de indispensável, o treinamento da mão de obra tem se mostrado um grande investimento para as empresas. Os treinamentos são obrigatórios segundo Normas Regulamentadoras e visam à integridade física dos operários, à qualidade do ambiente de trabalho e à própria responsabilidade social. Para 2012, o Seconci intensificará o trabalho de conscientização dos trabalhadores e ampliará os cursos, como para operador de betoneira e operador de cerra circular de bancada. O intuito é preparar os funcionários dos associados ao Seconci, como destaca o coordenador da entidade Marcos Petri: “Visitamos várias obras e decidimos criar os cursos para que os trabalhadores operem esses equipamentos com mais segurança”. As vagas das atividades fornecidas em 2012 pelo Seconci serão abertas dia 5 de janeiro. Para a criação de uma turma, são necessários 15 alunos. Vale lembrar que associados ao Seconci participam gratuitamente dos cursos, sendo necessário apenas o agendamento. Para saber mais informações ligue 3251-7710 ou envie um email para seconci@sinduscon-fpolis.org.br.

Estatísticas do Seconci

2010

2011*

Monitoramentos realizados em Canteiros de Obras

1.160

1.009

Trabalhadores Monitorados

22.332

23.611

Treinamentos periódicos em Obras

115

111

Trabalhadores treinados em Obras

2.737

2.988

Treinamentos Admissionais

57

49

Trabalhadores nos Admissionais

1.578

1.467

Total de Empresas nos Admissionais

822

549

Total Geral

28.801

29.784

*Até novembro


respeitado pelas edificações. A previsão inicial do Código Florestal era que o afastamento respeitaria nas cidades as mesmas regras da área rural. Por outro lado, o Senado aprovou a inclusão do item Áreas Verdes Urbanas no novo Código e criou um limitador para a expansão das cidades. “Entendemos que essa matéria também é de regramento urbano. Por isso, precisaremos trabalhar junto aos deputados federais para alterar esse artigo”, avisa Bairros. Na opinião dele, se não for modificado, esse item pode comprometer a política de habitação do Governo Federal, como, por exemplo, o Minha Casa Minha Vida. O texto do novo Código Florestal voltou para análise dos deputados federais porque foi modificado pelos senadores. A previsão é de seja votado até maio. Depois, segue para sanção – ou veto parcial ou total – da presidente Dilma Rousseff.

Novo prazo para o Plano Diretor O ano de 2011 encerrou com uma promessa da Prefeitura Municipal de Florianópolis: até maio de 2012, vai encaminhar para avaliação dos vereadores a versão final do novo Plano Diretor. O Sinduscon tem acompanhado as discussões desde 2006, tendo encaminhado ao Poder Municipal, em maio de 2008, documento contendo o posicionamento do setor. O presidente Helio Bairros está preocupado com o prazo estipulado pela Prefeitura. “Contribuições de vários setores da sociedade foram apresentadas ao Plano, mas não sabemos o que foi incorporado. E cinco meses pode ser um tempo curto para analisar a proposta”, alerta. “Chamamos a atenção para o setor produtivo se envolver na discussão nesta reta final do Plano Diretor, já que é tradição em ano eleitoral, o Poder Público fazer de um projeto importante para a cidade, um recurso eleitoral.” Abaixo, estão relacionadas as nove diretrizes que integram a proposta do Sinduscon. O detalhamento de cada diretriz pode ser conhecido no site do Sindicato.

Diretrizes • Utilização do Desenho Urbano como principal instrumento de planejamento e transparência da política urbana • Simplificação da Legislação • Respeito intransigente a criteriosos estudos técnicos e científicos • Priorizar o desenvolvimento econômico e inclusão social tanto quanto a preservação ambiental • Combate à informalidade • Uso e Ocupação do Solo utilizando o adensamento como principal atributo urbanístico • Valorizar as Centralidades • Participação da sociedade no processo de discussão e gestão do planejamento da cidade com respeito às Instituições • Planejamento Metropolitano e de Longo Prazo

Boletim Informativo - Janeiro 2012

O projeto do novo Código Florestal, aprovado no Senado no início de dezembro, evoluiu em relação à proposta da Câmara dos Deputados e que havia “esquecido” de levar em consideração as especificidades da área urbana. Quando pressentiu esse problema, o Sinduscon da Grande Florianópolis, junto com Sindimóveis, Secovi e Creci, se mobilizou e iniciou contatos com parlamentares, apresentando sugestão de emenda para que a questão urbana fosse regida pelo Plano Diretor. Nessa caminhada, o grupo teve a assessoria do advogado da área meio ambiente do Secovi, Guilherme Dallacosta. O setor catarinense levou a discussão do assunto para outras entidades, entre elas a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). “Para nossa alegria, vimos nossa emenda sendo aprovada no Senado”, comemora Helio Bairros. Será o Município, através de seu Plano Diretor, que vai definir o afastamento dos cursos d’água que deve ser

LEGISLAÇÃO

Evolução do Código Florestal

7


É preciso inovar na construção Com o apoio do Sinduscon, foi realizada na UFSC a terceira das cinco oficinas que a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) está realizando dentro de seu Programa de Inovação Tecnológica (PIT). O objetivo dessas oficinas, desenvolvidas em conjunto entre o PIT e a Associação Nacional de Tecnologia em Ambiente Construído (Antac), é fazer a Proposta de Política de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Construção. O tema tratado em Florianópolis por especialistas na área (professores, empresários e representantes de entidades de classe e do governo) foi Água, Energia e Conforto. O vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Sinduscon, Olavo Kucker Arantes, foi um dos participantes da Oficina e apresentou documento com as necessidades presentes e futuras em ciência e inovação identificadas pelo setor produtivo. De acordo com a CBIC, a falta de uma política consensual sobre ciência, tecnologia e inovação para a construção é uma das causas do

baixo investimento na área e do pouco alinhamento do que vem sendo feito nos ambientes acadêmico, empresarial e governamental. “Isso tem limitado o desenvolvimento do setor e do país”, garante o vice-presidente da CBIC, José Carlos Martins. Ele cita como exemplo desse atraso um prejuízo monumental que a falta de tecnologia e qualificação profissional traz para a economia: “Um centímetro de erro no encaixe de azulejo nos dois milhões de residências do Minha Casa Minha Vida representa três milhões de metros cúbicos de areia que são retirados a mais da natureza”. Após a realização das oficinas, se passará à formulação de proposta de ciência e tecnologia para a construção. Essa iniciativa poderá levar à criação de um fundo específico para o setor. Além do engenheiro Olavo Kucker Arantes, o Sinduscon da Grande Florianópolis esteve representado na 3ª Oficina pelo presidente Helio Bairros e o vice-presidente de Tecnologia, Qualidade e Habitação, Marco Aurélio Alberton.

Uma proposta pioneira no país Mais do que uma obrigação social, a melhoria das condições dos canteiros e meio ambiente de trabalho é uma busca incessante que visa à valorização do mercado e maior segurança e organização ao setor. Esse é um mantra que dita os passos do Sinduscon e do Serviço Social da Indústria da Construção Civil (Seconci). Comprometido com essa evolução, as duas instituições, em parceria com o Sindicato dos Operários da Construção Civil de Florianópolis (Siticom) e Fundacentro, estão discutindo uma proposta de auto-regulação do setor. Essa iniciativa, se concretizada, será pioneira no país. O projeto está em fase inicial e tem a previsão de ser concluído até final de 2013. Um passo importante foi dado no dia 15 de dezembro, na sede do Sinduscon, quando houve uma reunião de representantes de construtoras e empreiteiras com o engenheiro do Fundacentro, Artur Carlos Moreira. Foi um momento para esclarecer os objetivos do projeto, bem como reunir sugestões do setor. “Queremos crescer de forma sustentável e isso implicará em uma mudança de atitude no que diz respeito à prática da segurança do trabalho nos canteiros de obras das empresas da nossa região”, comenta o presidente do Sinduscon Helio Bairros. A aproximação entre o Sindicato, Seconci e a Fundacentro também visa a ampliar para a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT). Em setembro, já houve uma reunião para tratar do assunto. A proposta de auto-regulação do setor é um salto nessa caminhada. Será formada uma coordenação de trabalho que se reunirá a cada dois meses. Entre os temas que a proposta pretende regulamentar está a padronização de sistemas de proteção coletiva, tais como: guarda-corpo, plataformas de proteção, fechamento e aberturas em lajes e sistemas de distribuição de energia elétrica. A carta de compromissos assumidos na reunião do dia 15 será apresentada para avaliação de dois órgãos do Ministério do Trabalho em SC: MPT e DRT.


Boletim Informativo SINDUSCON