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Boletim Especial 11 DE JULHO DE 2013

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À luta!

11 de julho é dia de greves, paralisações e manifestações de rua arquivo fortaleza-dia 27

O

povo está indo às ruas, com a juventude à frente, para cobrar dos nossos governantes solução para as mazelas que afligem a vida de todos: o caos no transporte, na saúde, educação e moradia; a inflação; a violência policial; a escandalosa corrupção; os desmandos dos políticos. Trabalhadores - A classe trabalhadora brasileira precisa ocupar o seu lugar nesta luta, entrar com todas as suas forças, de forma organizada, e em defesa de suas reivindicações. Somos parte e apoiamos as manifestações que estão nas ruas, apoiamos suas bandeiras. Precisamos com nossa ação, fortalecer esse processo de lutas e agregar às bandeiras das ruas, as reivindicações da nossa classe. O dia 11 de julho foi definido pelas centrais sindicais – além da CSP-Conlutas, a Força Sindical, CUT, CTB, UGT, NCST, CGTB, CSB – como um dia de greves, paralisações e manifestações de rua, para cobrar do governo e dos patrões o atendimento de nossas reivindicações.

De quem vamos cobrar o atendimento destas reivindicações

Trabalhadores nas ruas de Fortaleza (CE) na semana passada

As bandeiras do Dia Nacional de Luta

idade dos transportes coletivos; - Reduzir o preço e melhorar a qual ação pública; educ e - Mais investimentos na saúde das aposentadorias; ento aum e o - Fim do fator previdenciári - Redução da jornada de trabalho; leo; - Fim dos leilões das reservas de petró ção; iriza terce da , 4330 PL - Contra o - Reforma Agrária podem agregar-se outras que cada A estas reivindicações, obviamente, a mobilizar os trabalhadores. ajude que e uado categoria achar adeq

Organizar a greve e os protestos em todas as categorias Se quisermos conquistar as nossas reivindicações, precisamos fazer um grande dia de greves neste 11 de julho:

- Discuta com seus colegas para paralisar todo o seu setor. O dia inteiro, se possível. - Participe da manifestação que for convocada em sua cidade ou por sua categoria. - Ajude a divulgar a greve deste dia 11 pelos meios que tiver: redes sociais, e-mails, boca a boca no local de trabalho, no seu bairro com os colegas, no bate papo com os amigos (as) e com a família. - Quanto mais geral for essa greve, mais forte será a nossa luta.

Muitas dessas reivindicações serão cobradas dos patrões diretamente, nas campanhas salariais ou fora delas. No entanto, a maior parte dos problemas que afetam a nossa classe foram causados pelas decisões do governo e dependem de decisões do governo federal, e também dos governos estaduais e municipais, para serem solucionados. É para cobrar deste governo, portanto, que faremos greves e manifestações no dia 11 de julho. O governo Dilma tem demonstrado muita disposição quando se trata de atender interesses das grandes empresas e dos bancos. Pois queremos que atenda reivindicações dos trabalhadores. Os dirigentes do Congresso Nacional estão dizendo que estão atentos à cobrança das ruas. Pois bem: queremos que seja colocado em votação a derrubada do veto à lei que acaba com o fator previdenciário, que reduz o valor das aposentadorias; queremos que seja arquivado o PL 4330 (das terceirizações) e o PL 092 (que permite privatizar o serviço público).


Longa jornada

Este é somente o primeiro passo Este dia de greves e estas bandeiras são um passo importante para a nossa luta. Mas, é um primeiro passo. Para que se criem condições para resolver os problemas apontados nas manifestações de rua, e para atender as necessidades dos trabalhadores, precisamos de mudanças maiores. Suspensão da dívida Precisamos cobrar do governo a suspensão do pagamento da dívida externa e interna, que todo ano destina metade do orçamento do país aos banqueiros e grandes especuladores. Só assim haverá recursos para investir na educação, moradia, transporte e na saúde pública. Bancos - É preciso acabar com o domínio dos bancos sobre o nosso país. O povo brasileiro trabalha a vida inteira apenas para enriquecer

Arquivo Petroleiro

Petroleiros de Sergipe/Alagoas cobram do governo Dilma

banqueiros. É preciso estatizar o sistema financeiro, para que o sistema bancário esteja a serviço do crédito barato, financiando aquilo que for de interesse da população. Não às privatizações Precisamos parar as privatizações, a começar com o fim dos leilões das reservas de petró-

leo, e reverter as que já foram feitas. É preciso recuperar o patrimônio público que foi entregue a preço de banana para empresas privadas. Dinheiro público - O governo precisa parar de entregar o dinheiro público para as grandes empresas. Sem isso não haverá recursos para

financiar as políticas públicas que melhorem a vida do povo. Nenhuma dessas mudanças será feita sem muita luta, pois nenhuma dessas medidas cabe dentro do modelo econômico aplicado no país pelo governo Dilma - e reproduzido nos estados e municípios pelos governadores e prefeitos. Por isso é importante entender que nossa luta está apenas no começo. Que o dia 11 seja prenuncio de uma jornada duradoura e que só termine quando mudarmos o país! Greve Geral – Na verdade a necessidade hoje é de uma Greve Geral que pare o país exigindo as mudanças que o povo quer. Por isso, vamos fortalecer este 11 de julho, para que seja um primeiro passo na luta e que só termine com mudanças efetivas.

Movimento

Presidenta Dilma:

O desafio das centrais sindicais e sindicatos

Enrolação, não!

Para vencer uma luta é preciso saber contra quem lutamos. Só será possível fazer as mudanças se houver uma inversão do modelo econômico aplicado pelo governo Dilma, os governos estaduais e municipais. O modelo atual é voltado para favorecer os bancos, as empreiteiras, as grandes empresas e o agronegócio. Enquanto for assim não vai haver investimentos necessários na educação e saúde pública, na moradia popular, nos transportes públicos, na melhoria dos salários, das aposentadorias, ampliação dos direitos dos trabalhadores. É contra este modelo econômico e o governo que o aplica que lutamos. Cabe às centrais sindicais, algumas delas apoiadoras do governo, fazerem uma escolha. De duas, uma:

ficar do lado dos trabalhadores e suas reivindicações e levar adiante esta luta contra o governo até forçarmos uma mudança de fundo no país, em benefício dos trabalhadores ou ficar do lado do governo e acabar tendo de abandonar a defesa dos interesses da nossa classe. Por isso nos preocupam declarações como as que deram dirigentes da CUT, comprometendose a fazer campanha pela Reforma Política e o Plebiscito conforme pedido do governo. Não há como atender a dois senhores. Defender o governo é incompatível com defender os trabalhadores. Nossa trincheira é a dos trabalhadores. Na outra estão os governos e os patrões que são os beneficiados pelas políticas praticadas por estes governos.

A presidenta Dilma diz que está ouvindo a cobrança dos manifestantes. Mas, ao invés de apresentar solução efetiva para os problemas da saúde, da educação, da moradia, do transporte, aparece com uma proposta de Reforma Política e de Plebiscito. Nós achamos que o sistema político brasileiro, dominado por este modelo econômico e pela corrupção, precisa mudar. Mas não vamos aceitar que nos vendam gato por lebre, apenas para o governo fugir do atendimento das nossas demandas. Se a solução é Plebiscito, por que então não convocar um plebiscito para que o povo decida se o país deve ou não aplicar 10% do PIB na educação pública, já? Por que não perguntar no Plebiscito, o que o povo acha de o país destinar metade do orçamento federal (R$ 750 bilhões de reais no ano passado) para banqueiros e grandes especuladores, sob a forma de pagamento de uma dívida que ninguém sabe se existe? Por que não perguntar no Plebiscito se o povo é a favor de leiloar as reservas de petróleo que o país tem, para as empresas privadas estrangeiras? Agora, Plebiscito para que os mesmos políticos e partidos que sempre dominaram a política brasileira definam como é que vão continuar dominando, não tem nenhum sentido.

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Boletim CSP-Conlutas nacional  

Dia 11 de julho, dia de greves e manifestações

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