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Boletim Informativo - n° 15

De 16 de agosto a 3 de setembro de 2013

Rua Boa Vista, 76 - 11° andar | CEP: 01014-000 | Centro - São Paulo/SP | Tel.: (11) 3107-7984

www.cspconlutas.org.br

Paralisação Nacional

É preciso avançar na preparação do dia 30 de agosto Vamos exigir um modelo econômico que atenda às demandas dos trabalhadores

Já estamos próximo ao 30 de agosto, dia de PARALISAÇÃO NACIONAL. Faltam cerca de 10 dias. É necessário que avancemos pela base de nossas categorias na organização dessa luta. Esse dia de luta pode ser mais forte, com mobilizações mais expressivas que o 11 de julho. Assim, precisamos impulsionar as paralisações em nossas categorias. Os bancários, por exemplo, já aprovaram paralisação nacional; professores da educação básica em diversos estados e municípios também ou já estão em greve ou estão em preparação; os servidores federais também já estão com a preparação em marcha. O ANDES e o SINASEFE que já orientaram as suas entidades de base a prepararem suas respectivas paralisações e a FASUBRA também, que será na semana de 26 a 30/08. O mesmo acontece em outros setores do serviço público federal. Plenárias estaduais - As plenárias estaduais já começaram a

nárias devem acontecer. São fundamentais o nosso programa e organizar as paralisações nas categorias.

acontecer. É possível realizar as plenárias com as entidades que participam da CSP-Conlutas como já vem fazendo alguns estados, mas é importante que também realizemos plenárias mais amplas, com os setores que viemos atuando no último período, tanto na construção do dia 27 de junho como do dia 11 de julho. Assim como ampliar a participação às entidades que organizaram o Seminário em Porto Alegre – A CUT Pode Mais, Feraesp, Setor Majoritário da Condsef e CNTA. Isto não inviabiliza que participemos

das plenárias conjuntas com as centrais sindicais. Mas, entraremos no 30 de agosto com um perfil próprio. Além de defender as reivindicações consensuais entre as centrais sindicais, vamos apresentar as nossas bandeiras que apontam na ruptura do governo com sua política econômica para atender as demandas dos trabalhadores. Nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Sergipe, as reuniões já haviam sido realizadas na semana passada. Nessa semana, novas ple-

Sobre as atividades no próprio dia 30 O centro da atividade para nós, no dia 30, é garantir a paralisação nos setores onde atuamos, e a partir daí, promovermos as mobilizações de rua que forem possíveis. Aqui é muito importante que busquemos fazer atividades com nossos parceiros, do movimento estudantil, do movimento popular, para promovermos ações junto com eles. Seja no centro das cidades, seja nos bairros de periferia. Com isso estamos dizendo também que a nossa prioridade não é realizar atividades junto com as demais centrais. Lembremos a nossa decisão de nos apresentarmos com um perfil claro, de oposição de esquerda ao governo que aí está, e de defesa de uma alternativa para a luta dos trabalhadores que não se confunde com estas organizações tradicionais.

Disputa política em torno ao caráter da paralisação nacional

A luta conta o PL 4330 deve fortalecer a paralisação do dia 30

A disputa política em torno ao caráter da luta que está em curso. A direção da CUT, e agora o MST (que promoveu reunião nacional de movimentos sociais dia 5 de agosto em São Paulo) estão fazendo tudo que podem para dar a esta luta um sentido de apoio ao governo. Querem transformar a luta, buscando fazer com que a defesa de um plebiscito e da reforma política sejam as reivindicações centrais do movimento. Na verdade estas organizações, por apoiarem o governo, querem evitar que a luta dos trabalhadores se choquem contra Dilma. E a luta, para defender as reivindicações dos trabalhadores, necessariamente terá de chocar-se contra o governo, pois na vigência do modelo econômico defendido e praticado por ele não há solução para os problemas que afligem a classe trabalhadora e o povo pobre do Brasil.

Fruto da pressão de diversas entidades que representam os trabalhadores, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara, no último dia 14, aprovou o adiamento da votação do PL (projeto de lei) 4330 para início de setembro. Fortalecer 30 de agosto – Assim, apesar de ser uma vitória o adiamento da votação do projeto das terceirizações, precisamos aproveitar o dia 30 de agosto como parte da luta pelo seu arquivamento. Precisamos agitar o seu arquivamento nas panfletagens, assembleias e outras atividades de preparação do 30 de agosto. Romper as negociações – Outro passo importante é cobrar que as direções das centrais sindicais CUT, Força Sindical e UGT se retirem imediatamente das negociações (governo, empresários, parlamentares e centrais sindicais) deste PL. Temos claro que seu objetivo é aprofundar a superexploração do trabalho no Brasil. Precisa ser rechaçado. Não pode ser negociado!


Paralisação Nacional

Materiais de preparação do dia 30 devem ser utilizados por todos Há materiais produzidos para ajudar na divulgação e organização do dia paralisação nacional Jornal nas bases - Uma tiragem de 1 milhão de jornais foi impressa para preparar a greve. É necessário distribuir esse jornal nas bases de todas as categorias em que atuamos. Marcar panfletagens. Convocar os trabalhadores a paralisarem suas atividades no dia 30. Neste jornal, além da agitação do 30 de agosto, tem também o nosso programa para essa mobilização o que nos diferenciará das demais centrais sindicais. Assim, é muito importante o trabalho na base com esse material.

Vídeo de convocação - Está pronto o vídeo produzido pela Central e assinado pelas organizações que participaram do Seminário de Porto Alegre. Ele já está no nosso site, nas redes sociais e será enviado pela nossa rede. É importante que as nossas entidades divulguem-o.

Próximas reuniões Reunião da SEN

Tarefa de todos

Organizar o Encontro de Mulheres é uma tarefa da CSP-Conlutas A Secretaria Executiva da CSP-Conlutas debateu o 1º Encontro Nacional do MML (Movimento Mulheres em Luta), já que, conforme aprovado na última Coordenação Nacional, esta é uma tarefa da Central. Essa política é fruto do entendimento da necessidade de se discutir e aprovar iniciativas em torno do machismo que acomete a nossa sociedade e que tanto afeta e oprime a situação da mulher trabalhadora. Assim, as nossas entidades devem ter como tarefa convocar as trabalhadoras de sua base, aprovando a participação e garantindo a ida ao encontro, que acontecerá entre os dias 4, 5 e 6 de outubro, em Sarzedo, Minas Gerais. Os objetivos do encontro são organizar as lutas das mulheres trabalhadoras, atualizar seu programa e avançar na organização e estruturação do MML. Além disso, o encontro acontece num momento, a partir das manifestações de junho, em que podemos avançar nas lutas pelas reivindicações do conjunto da classe trabalhadora, e por isso também das mulheres trabalhadoras. Situação - Os questiona-

mentos vindos das ruas revelaram a dura realidade de vivermos com serviços públicos de péssima qualidade, como transporte, educação e saúde. Nessa realidade, as mulheres trabalhadoras estão entre os mais afetadas. Basta tomar como exemplo a carência de linhas de trens, metrôs e ônibus que acarreta a superlotação que trás o assédio e a violência sexual como parte do cotidiano da mulher trabalhadora. Basta tomar como exemplo a falta de educação pública de qualidade acarreta a falta de creches públicas. Ou ainda a violência doméstica, um problema crescente no Brasil que em 30 anos já provou a morte de 90 mil mulheres, sendo que metade disso foi na última década. No que diz respeito aos direitos reprodutivos das mulheres, assistimos a debates que são verdadeiros retrocessos, como a proposta do “Estatuto do Nascituro” que transforma a vítima da violência sexual em culpada pela possibilidade de optar interromper a gravidez. Durante sua campanha eleitoral, a presidenta Dilma Roussef prometeu realizar diversas transformações na vida da mulher trabalhadora. Muitas mulheres

A próxima reunião da SEN será ampliada e está marcada para 4 de setembro, logo após o Dia Nacional de Paralisações. Esta reunião acontecerá São Paulo e deverá contar com a participação das estaduais e entidades filiadas à Central. Com isso pretende-se fazer uma melhor avaliação do 30 de agosto e discutir perspectivas. O local será o hotel São Paulo Inn (Largo Santa Efigênia, 44). O início será às 10h.

Coordenação Nacional

confiaram em Dilma, acreditando principalmente que pelo fato de ela ser mulher, ela seria mais sensível às demandas das mulheres trabalhadoras e pobres. Infelizmente, o que vimos desenvolverse no seu governo foi a mesma lógica presente em outros governos, que priorizou as demandas dos empresários e banqueiros, em detrimento das demandas das mulheres trabalhadoras. Por todos esses motivos e outros que não foram listados a preparação deste encontro é tarefa de cada um de nós. A responsável pela iniciativa na SEN é Camila Lisboa do MML.

A próxima reunião da Coordenação nacional da CSPConlutas está confirmada para os dias 28 e 29 de setembro. Esta Coordenação Nacional ocorrerá excepcionalmente em dois dias. Entretanto, ressaltamos que os representantes das entidades que participarão da reunião devem programarse para retornar aos seus estados no início da noite de domingo (29). A previsão é que a reunião termine no fim da tarde do último dia. O local será o CEFET-Maracanã, no Rio de Janeiro. Em breve enviaremos mais detalhes da reunião.


Jornal CSP-Conlutas