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SINDLOCES.COM.BR Nยบ 108 | OUT/NOV/DEZ DE 2017

SINDLOC-ES festeja as conquistas de 2017

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2 EDITORIAL

Só quero agradecer Se existe uma bonita sensação no final das coisas, essa sensação é a gratidão. A partir do próximo ano, já agora em janeiro, deixo de ser o presidente do SINDLOC-ES e volto a ser um colaborador do setor a partir de outras funções. Mas nesses quatro anos de gestão, colecionei um pouco de tudo: de muito trabalho, de dores de cabeça, de angústias, mas muito de alegria, de satisfação no rosto dos associados, dos abraços nos encontros, treinamentos, palestras, eventos. Eu, junto com a minha diretoria, trabalhamos incalculavelmente por cada associado, por um setor mais forte, mais unido.

Entrego o SINDLOC-ES organizado, estruturado e com crescimento profissional para que o(a) sucessor(a) possa dirigir as próximas ações com mais tranquilidade. Por isso, só tenho a agradecer imensamente pela confiança e apoio recebido durante esses quatro anos que foram muito mais do que 48 meses de trabalho. Desejo aos novos diretores muita força, persistência e sorte. Contem comigo para o que for necessário. O SINDLOC-ES sempre será uma segunda casa para mim. Que ela seja para cada associado também! Por aqui, só quero agradecer. Feliz 2018!


VOTOS 3

Vem 2018! Estamos de braços abertos! Nenhum ano, dos últimos recentes, é tão esperado como 2018. As perspectivas econômicas estão chegando como um alento para os empresários do setor do aluguel de carros. A macroeconômia já demonstra bons resultados e os próximos meses serão de melhora. “Acredito que 2018 será um ano de recuperação, mesmo que lenta. A tendência de terceirização é cada vez mais forte e o mercado

ficará mais competitivo. As empresas precisarão fazer cada vez mais contas e avaliar seus preços de locação”, afirma Márcio Gonçalves, da King Rent a Car. Para ele, é preciso também estar preparado para os dias que virão. “Acredito que o nosso setor tem tudo para voltar a crescer. A queda da taxa de juros e a vontade das montadoras em acelerar as vendas são fatores significantes

2018

e animadores para impulsionar o crescimento das locadoras de veículos”, diz Luiz Felipe Nemer, da Rede Brasil Aluguel de Veículos. Para ele, é preciso, porém, ficar atento a questão política. “2018 é um ano de eleições. Alguns cenários podem vir a prejudicar a aprovação das reformas propostas pelo governo atual, o que desestabilizaria a economia”, lembra. Na avaliação de Paulo Miguel, presidente eleito da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis – Abla, que assume em janeiro, a economia, enfim, anda a descolar da política “e isso faz com que o mercado possa crescer independentemente das crises. Próximo ano será de crescimento, sem dúvida!”, afirma otimista. Segundo ele, será um ano de aumento de receita, mais geração de emprego. “Enfim, será um ano de um Brasil melhor!”, diz Paulo Miguel. Vem 2018! Estamos de braços abertos!

CONSELHO FISCAL

Jaqueline Moraes de Mello 1º Conselho Fiscal Carolina Emery dos Santos 2º Conselho Fiscal Joedes Ganho 3º Conselho Fiscal

DIRETORIA

Edson Ganho Presidente Paulo Fernando Azevedo Gottardi Vice Presidente

Luiz Felipe Coser Nemer 1º Suplente Conselho Fiscal Clarisse Saiter Gerente Executiva

Edson Cesar Armini Gottardi 1º Diretor Secretário Rodrigo Uliano dos Santos 2º Diretor Secretário Bruno Mazzei Ferreia Corrêa 1º Diretor Financeiro

PRODUÇÃO EDITORIAL

Luiz Carlos Armini Gottardi 2º Diretor Financeiro

Borbulho Tecnologia em comunicação

Eduardo Corrêa da Silva Diretor de Comunicação e Eventos

Leandro Lopes Jornalista Responsável

Marcio Castelo Branco Gonçalves Diretor de Relações Públicas

Márcio Massiere Diagramação

Vinícius Ávila de Carvalho Diretor Jurídico Av. Nossa Senhora da Penha, 356, Boulevard da Praia, 3º piso, Loja 22, Praia do Canto, Vitória, ES. (27) 99881.4890 | (27) 3315.5051 | atendimento@sindloces.com.br


4 REPORTAGEM

Compartilhamento de veículos: é preciso discutir

Compartilhar, compartilhar! Recentemente, a palavra tem ganhado força no mercado automobilístico. No Brasil, alguns aplicativos e sites já disponibilizam a possibilidade de pessoas físicas alugarem seus próprios carros. A proposta ainda tem pouca adesão no país, mas parece ter um futuro razoável. Por outro lado, é comum também a chegada de empresas que realizem o aluguel por hora. Cidades como São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Recife já disponibilizam o serviço. Com o assunto em alta, o Jornal SINDLOC-ES decidiu entrevistar alguns empresários e diretores do sindicato para falar do tema. Afinal, quais os riscos que o setor enfrenta com tais novidades? Como isso moverá o mercado a partir

de agora? E, o que o SINDLOC-ES precisa fazer para colaborar para esse novo modelo de negócio? Para Márcio Gonçalves, da King Rent a Car, as iniciativas são interessantes do ponto de vista conceitual e o setor precisa absorver estas experiências e trabalhar para a sua evolução. “Especificamente sobre o compartilhamento de veículos particulares, entendo que o conceito é interessante, mas alugar um veículo não é um processo simples e a operacionalização desta modalidade é muito difícil, por causa da gestão de multas, manutenção, limpeza, responsabilidades, entre outros complicadores”, afirma. Segundo Luiz Felipe Nemer, da Rede Brasil Aluguel de Veículos, o

compartilhamento de automóveis tem que ser visto pelo nosso setor como uma oportunidade. “Devemos ficar atentos às mudanças tecnológicas que, com a experiência que possuímos no setor de locação, podemos nos adequar as novas realidades e combinar com os serviços que já prestamos”, opina. O Jornal SINDLOC-ES perguntou: o que os suspostos locatário precisam saber antes de alugar? Quais os principais riscos que eles correm? “O locatário tem que se precaver quanto à qualidade do veículo que ele esta alugando. É uma frota revisada e monitorada? Temos que entender que um veículo em más condições pode representar riscos a vida dos ocupantes e a terceiros. Como fica a respon-


REPORTAGEM 5

sabilidade nestes casos? O particular terá lastro para ressarcir os eventuais prejuízos? Pode ser uma pequena economia no início, mas que pode gerar um grande passivo no futuro”, provoca Márcio. Segundo Luiz, como o compartilhamento de veículos é ainda uma novidade, a maioria dos novos empreendedores não tem a noção das peculiaridades do mercado. “Algumas seguradoras já estão se adaptando e oferecendo produtos para essa nova modalidade, como proteção de casco, assistência 24 horas e seguro de terceiros. Porém, mesmo com o seguro no veículo, as pessoas físicas locadoras estarão sujeitas também, assim

como nós, à súmula 492, respondendo, civil e solidariamente com o locatário, por todos os danos causados no período de locação. No caso de um atropelamento, esses danos são incalculáveis”, lembra Luiz. Nesse sentido, o que entidades como o SINDLOC-ES podem fazer para evitar que o mercado se precarize? “O trabalho deve ser de conscientização, tanto dos particulares quanto do poder público. Proibir os novos aplicativos e as novas modalidades é infrutífero, mas é preciso conscientizar a todos e é preciso existir uma regulação mínima a respeito de recolhimento de impostos, segurança

e responsabilidade civil”, afirma Márcio. Luiz acredita que a função do sindicato é “ajudar a profissionalizar e melhorar esse novo mercado que, se bem regulamentado, tem tudo para crescer sustentavelmente e abrir um leque de oportunidades para as locadoras de automóveis tradicionais”.


6 CAPA

SINDLOC-ES festeja as conquistas de 2017 Associados, parceiros, fornecedores, amigos e empresários se fizeram presentes na Festa de Confraternização do SINDLOC-ES. O dia 3 de dezembro foi de festa e muitos abraços no Cerimonial Oasis, para mais de 120 convidados. Foi também dia de prêmios. “Fizemos sorteios de muitos brindes, mas o prêmio maior foi uma motocicleta que teve a Federal Automarcas como ganhadora”, festeja Edson Ganho, Presidente do SINDLOC-ES. O evento, que contou com os patrocínios da Atlântica Renault, Bradesco, Contatuto, CVC e GM, também foi de network. Muitos presentes trocaram cartões, fizeram contatos e exalaram otimismo para 2018. “A gente vai voltar a ver a economia crescer nos próximos meses e o mercado de aluguel de carros deve colaborar com importantes índices nesse período. Que venha 2018! Estamos prontos”, vibra Ganho. Edson Ganho também teve motivos pessoais para festejar. Depois de quatro anos no comando do SINDLOC-ES, ele deixa a entidade ainda mais fortalecida do que quando entrou. Os associados, parceiros, patrocinadores e empresários, aproveitaram o evento para agradecer a toda diretoria. Para todos, um feliz 2018!


CAPA 7


8 TENDÊNCIA

Carro por assinatura. E se a moda pega? Por Leandro Lopes

É um caminho sem volta. Ninguém discorda que os hábitos estão mudando e que as pessoas têm trocado cada vez mais o desejo de ter pela necessidade do usar. Nesse campo o setor de aluguel de veículos já atua desde o seu nascimento, mas existem formas e formas

quilometragem contratual, haverá cobrança de taxa extra.

de negócios para isso. Recentemente, a seguradora Porto Seguro e a Unidas lançaram a locação do automóvel nos modelos de um serviço de assinatura. Conhecido como o Netflix do carro, o serviço consiste em que o cliente fique com o automóvel e pague mensalidades fixas a partir de R$ 1.156 por períodos que vão de 12 a 36 meses, sendo que os custos com documentação, impostos, seguro e manutenção ficam por conta da empresa.

mês na Unidas. No caso de um carro mais top de linha, como o Toyota Corolla 1.8 GLI, por exemplo, a mensalidade de um plano de 12 meses gira em torno de R$ 3.500. Em 24 meses, cai para cerca de R$ 3.000. E, no período de 36 meses, fica próxima de R$ 2.800, segundo a Unidas.

O serviço é calculado individualmente para cada pessoa. O cliente pode escolher qualquer veículo, de qualquer montadora no Brasil e de qualquer potência ou modelo. Depois, ele seleciona o período do contrato e a quilometragem que deve percorrer por ano. Atenção: tanto na Unidas quanto na Porto Seguro, caso ultrapasse a

Segundo a Revista Exame, o plano mais simples, para um carro 1.0 básico, como o Fiat Mobi, por exemplo, por um prazo de 12 meses, sai por cerca de R$ 1.200 por

Qualquer veículo é possível de ser contratado, mas a Unidas realiza uma análise de crédito considerando principalmente que o valor da mensalidade não ultrapasse 30% da renda do cliente. De acordo com informação da Exame, caso o usuário queira desistir do serviço antes do término do contrato, a multa pelo cancelamento equivale a quatro mensalidades ou a quantidade de parcelas restantes para o fim do prazo, caso sejam menos de quatro. Na Porto Seguro, a contratação do serviço deve ser feita por um ou

dois anos e tem quilometragem definida: a mínima é de 25 mil quilômetros e, a máxima, de 55 mil quilômetros por ano. E se a moda pega? Para Eduardo Correa da Silva, da Ranking Aluguel de Carros, não pega mesmo.

“No Brasil a cultura de pagar parcelado por um bem, no caso dos consórcios, deu certo. Mas na locação de bens móveis acho pouco provável. Não irá pegar e é mais uma novidade criada no tempo de inovações, aliás a moda é essa”, afirma. Segundo Luiz Felipe Nemer, da Rede Brasil Aluguel de Veículos, é um serviço para um nicho de mercado específico. “Acredito que é uma opção a mais para o consumidor. É uma questão de fazer conta e ver o que é mais viável. Pelos preços cobrados acaba não sendo tão atrativo, pelo menos na situação econômica atual”, opina. Para ele, a mensalidade da assinatura é praticamente a mesma de um financiamento de um veículo zero. É esperar para crer.

EDIÇÃO 108 - ANO 17  
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Nº 108 | OUT/NOV/DEZ DE 2017 SINDLOC-ES festeja as conquistas de 2017

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