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Março - Abril 2013 Nº 62 ano11

Carro parado, prejuízo computado Demora das oficinas de concessionárias geram prejuízos enormes para as locadoras.

Nova Diretoria Leonardo Soares é reeleito e toma posse em Abril.

Propriedade A lição que o primeiro mundo dá.

Revista SINDLOC-MG de cara nova


Março - Abril 2013 Nº 62 ano11

Mercado

Reposição

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Carro parado, prejuízo computado Grandes Negociações Vende-se um mercado de locação?

Editorial

17 3

Novidades

Benefícios SINDLOC-MG e Unimed firmam parceria para cuidar da saúde dos associados

4

Licitação de todo o país no seu email: um benefício para o associado

6

Propriedade A lição que o primeiro mundo dá

7

9

Pense nisso! Tropicalista é adjetivo

11

Será que devemos perguntar o que o cliente quer?

13

Cortar o tempo

14

Reportagem Estradas Brasileiras 62,7% das estradas brasileiras estão em más condições

21

Novos associados Sejam bem-vindos!

22

Por dentro da Lei

Capacitação How is your team’s english?

Nova Revista Novidade para quem te quero

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“Se for dirigir, não beba”: respeite ou pague (caro) pelas consequências

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Contribuições sindicais

26

Turismo Cidades Mineiras Ouro Preto, cidade humana

29

Eventos Posse Leonardo Soares toma posse no dia 11 de abril Encontro FENALOC divulga data do 16º Encontro Nacional dos SINDLOCs

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34

EXPEDIENTE Presidente Leonardo Soares Nogueira Silva Vice-Presidente Luis Fernando Porto 1º Diretor Tesoureiro Emerson Eduardo Ciotto 2º Diretor Tesoureiro Raimundo Nonato de Castro Teixeira 1º Diretor Secretário Luiz Henrique Franco Júnior 2º Diretor Secretário Gustavo de Paulo Botelho Penna Diretor de Relações Públicas Marcelo Elian Moreira Diretor de Eventos Antônio Mansueto Caldeira

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Revista SINDLOC-MG

MARÇO - ABRIL 2013

Diretor de Rel. Institucionais Mauro Roberto Alves Ribeiro Conselho Fiscal Francisco Salles Campos Júnior Marco Aurélio Gonçalves Nazaré Frederico Fonseca Martins de Barros Gerente Executiva Rejane Ribeiro Presidente de Honra Saulo Tomaz Froes Assessoria Jurídica Tributária Dr. Adriano Augusto Pereira de Castro adriano@empresarial.adv.br Assessoria Jurídica em Trânsito Dra. Luciana Mascarenhas mascarenhasadv@terra.com.br

Jornalista Responsável Leandro Lopes DRT 1179/SE Projeto Gráfico e Editoração Nativa Comunicação contato@nativabh.com.br Tel.: (31) 3261.7346 Público-Alvo Locadoras e redes do estado de Minas Gerais e do país, agências de turismo, hotéis, autoridades e jornalistas especializados. Tiragem 3.000 exemplares

Impressão Gráfica Atividade Todos os textos assinados são de inteira responsabilidade de seus devidos autores. A REVISTA SINDLOC-MG não se responsabiliza pelo conteúdo e declarações neles contidos. É permitida a reprodução total ou parcial das reportagens, desde que sejam citadas as fontes.

FOTO: Internet


Editorial

Palavra do Presidente

Mensagem do presidente Por Leonardo Soares Presidente do SINDLOC-MG

Caros associados,

intenção é fortalecer nossa comunicação com nossos asso-

A nova diretoria que será empossada formalmente em

ciados, com os parceiros e com o mercado em geral. Com

abril já vem trabalhando forte. Foram criadas comissões para

objetivo de criar uma leitura mais dinâmica e agradável, mo-

facilitar a gestão do sindicato. Uma delas é a que vai realizar

dernizamos o layout, criamos novas seções e mudamos o pa-

a reforma da nossa sede. Outra comissão, que já teve seu tra-

drão da Revista. Novas oportunidades de anúncios também

balho finalizado, foi a que discutiu e acordou a Convenção

foram criadas para nossos parceiros. Aguardem que mais

Coletiva de Trabalho junto ao Sintral. A Comissão de Inte-

novidades vêm por aí!

riorização já está mapeando as locadoras de veículos espa-

Paralelamente ao trabalho das comissões, o SINDLOC-

lhadas pelo Estado e inicia um trabalho de aproximação com

-MG tem ficado atento ao descaso que as locadoras têm so-

essas empresas visando aumentar nosso quadro associativo

frido diante das montadoras. A demora na entrega de veí-

e consequentemente fortalecer o setor e o SINDLOC-MG.

culos, até mesmo a recusa de venda de alguns modelos e a

Outra comissão criada e que tem os trabalhos avançados

constante falta de peças geram enormes prejuízos às empre-

é a que é responsável pelo Centro de Capacitação. Os trei-

sas. Estamos tentando conscientizar essas montadoras que

namentos reiniciarão em Março. A grade dos cursos que ire-

nós somos os clientes! E somos excelentes clientes, compra-

mos disponibilizar este ano foi elaborada após pesquisa de

mos carros com o mercado aquecido ou com ele em baixa.

opinião realizada com os associados. As informações obtidas

Infelizmente estamos sendo ignorados nesse momento. La-

nesta pesquisa mostraram quais seriam os temas de maior

mentável é lembrar que nos momentos de baixa do mercado

interesse e necessidade dos associados. Comemoramos ainda

automobilístico, somos parceiros...

a formação de uma nova turma de inglês neste início de ano! E, finalmente a Comissão de Comunicação tem a satisfação de apresentar a nova Revista SINDLOC-MG. Nossa

FOTO: SINDLOC-MG

Espero que gostem da leitura da nova Revista SINDLOC-MG, estamos abertos a críticas e sugestões! Boa Leitura!

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Benefícios

SINDLOC-MG e Unimed firmam parceria para cuidar da saúde dos associados “Queremos oferecer conhecimento, mas queremos também proporcionar saúde”, diz Leonardo Soares.

O

Sindicato das Empresas Locadoras de Automóveis

das as regiões do Brasil. “Um sindicato cada vez maior como

do Estado de Minas Gerais – SINDLOC-MG, além

o nosso e em franco crescimento, só faz sentido ao lado de

de ser o maior sindicato do Brasil, é uma referência quan-

empresas gigantescas como é a UNIMED. Estamos nos jun-

do o assunto é capacitação. Só no ano passado, mais de 300

tando aos bons”, brinca Leonardo.

profissionais do segmento se habilitaram em várias áreas,

Segundo Cristina Malta, da PrevQuali – consultoria que

da mecânica ao inglês, por meio do Centro de Capacitação

representa a UNIMED, ser um cliente da UNIMED-BH é ter

do SINDLOC-MG. Em 2013, as preocupações com os em-

um serviço de assistência à saúde de qualidade com profis-

presários e colaboradores do setor se ampliaram. Por isso, o

sionais qualificados e uma ampla rede credenciada disponí-

SINDLOC-MG firmou parceria com a maior cooperativa de

vel. “O sindicato que oferece tal serviço agrega valor à sua

saúde do Brasil: a UNIMED.

ideologia de trabalho e fortalece a sua imagem junto aos

“Essa união é o pontapé para os desdobramentos benefi-

associados. Mostra-se capaz de se preocupar com a saúde

ciários que o sindicato pretende atingir. Queremos oferecer

e bem-estar dos seus sindicalizados, buscando melhores con-

conhecimento, mas queremos também proporcionar saúde.

dições de trabalho, desenvolvimento pessoal e tranquilidade

Estamos muitos felizes com essa parceria”, festeja Leonardo

familiar”, afirma.

Soares, Presidente do SINDLOC-MG. Presente em 83% do território nacional, o sistema UNI-

FUNCIONAMENTO

MED, da qual faz parte a UNIMED-BH, é composto por 371

De imediato, os associados ganham condições diferencia-

cooperativas médicas, com mais de 100 mil médicos ativos

das, descontos e um atendimento personalizado, de acordo

que atendem 18 milhões de clientes e 73 mil empresas em to-

com as necessidades de cada um. Os planos são voltados para

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FOTO: Internet


os empresários, colaboradores e seus dependentes. Pode-se

mercado, se comparados aos preços de planos individuais”,

optar por condições de coparticipação – quando o usuário

afirma Cristina Malta, da PrevQuali.

divide as despesas com a UNIMED, como é o caso da Unifácil ou Unipart, ou não, como no Unimax.

ATENDIMENTO

De acordo com a responsável pelo departamento comer-

Para quem se interessar e quiser mais detalhes das condi-

cial do SINDLOC-MG, Regiane Bruziguessi, as empresas de-

ções, o SINDLOC-MG irá oferecer plantões de atendimento

vem ser associadas ao sindicato para ter direito ao benefício.

ao associado na sede do sindicato. “Uma vez por semana ha-

“Um importante diferencial a ser lembrado é que no caso do

verá um consultor da PrevQuali no SINDLOC-MG. Inicial-

nosso plano, o valor irá no boleto de quem fizer, ou seja, se o

mente, é necessário agendar a conversa”, lembra Regiane.

funcionário fizer o convênio, o boleto não irá para a empresa e sim para ele”, lembra. Além disso, nesse primeiro mês não

Para saber mais detalhes, basta procurar o comer-

terá carência para quem adquiri-lo.

cial por meio do telefone 31.3337.7660 ou email:

“Ganham a oportunidade de poder cuidar da saúde e melhorar a qualidade de vida com planos exclusivos para o perfil dos sindicalizados e preços menores que os praticados no

comercial@sindlocmg.com.br.


Licitação

Licitação de todo o país no seu email: um benefício para o associado

P

or ser associada, a empresa King Rent a Car, gerenciada por Ronan Valério Flor, já ganhou algumas licitações

e parte da receita da sua empresa vem dessas vitórias. Isso porque Ronan recebe diariamente uma lista de licitações que acontecem em todo o Brasil e que diz respeito ao mercado de locação de automóveis. Trata-se de mais um benefício que o associado adquire ao se filiar no SINDLOC-MG. “É de muita importância e utilidade este serviço”, afirma Ronan. Segundo Rejane Ribeiro, Gerente Executiva do SINDLOC-MG, as licitações são enviadas todas as manhãs e tardes por email a todos os associados. “Nesses emails constam todas as informações necessárias, como quem está licitando, descrição do produto a ser licitado, edital, data de abertura etc”, afirma. De acordo com ela, são em média 15 licitações por dia que o associado tem chance de participar. “No início do ano e principalmente no ano em que se inicia um novo mandato nas prefeituras o volume é maior”, conta. Uma grande chance para os empresários aumentarem o seu volume de negócios. Por isso, se você ainda não é associado, corra para aproveitar.

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FOTO: Internet / PÁGINA AO LADO: Ana Carolina


Propriedade

A lição que o primeiro mundo dá Em países como Reino Unido, Alemanha, Japão e até Estados Unidos, jovens vem enxergando a propriedade de automóveis como algo ultrapassado. Por Leandro Lopes

H

á uma frase do escritor português José Saramago que

que a velha: ter um carro + impostos + combustíveis + de-

vista de perto pode ser capaz de traduzir um mundo

preciação etc. Essa conta, enfim, parece estar surtindo efei-

como o de hoje, atrelado ao consumismo: “Às vezes, o ter

to em alguns países, sobretudo os de primeiro mundo. Uma

destrói o ser”. Atualmente, é mais importante ter do que ser.

reportagem recente da Revista Super Interessante mostra

Hábito cultural enraizado no sistema econômico mundial:

que desde 1990, jovens de países desenvolvidos como Rei-

o capitalismo. Desse ponto de vista, o mercado de aluguel

no Unido, Alemanha, Japão e até Estados Unidos têm com-

de carros poderia contribuir

prado cada vez menos carros.

com sua fatia na propagação

O fenômeno até ganhou um

da ideia do fim da proprieda-

nome japonês - kuruma bana-

de. Afinal, para que se ter três

re, ou desmotorização. De 2001

carros na garagem quando

a 2009, os jovens andaram 24%

normalmente se utiliza um?

mais de bicicleta, 16% a pé e 40%

Para que ter um se mal o utiliza?

de transporte público nos EUA.

Comparativos

mos-

Adriana Marotti, da Facul-

trados aqui na Revista SIN-

dade de Economia e Adminis-

DLOC-MG inúmeras vezes

tração da Universidade de São

provaram que é mais barato

Paulo – USP – e pesquisadora

a equação aluguel de carro +

de novas tecnologias na indús-

transporte público + táxis, do

tria automotiva, entrevistada na

FOTO:

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reportagem, afirma que ter automóvel na garagem, para esses

Enquanto aqui se vende 3.801.859 automóveis por ano,

“novos” jovens é algo antigo, coisa dos avós. Além disso, ela

como mostraram os números da Federação Nacional da Dis-

lembra que a nova geração vem sobrecarregada de questões

tribuição de Veículos Automotores – Fenabrave, e as ruas

ambientais e os veículos são grandes vilões dessa história.

ficam cada vez mais congestionadas, na Alemanha, Reino Unido e Japão o boom dos negócios se concentraram nos

REALIDADE BRASIL

190 milhões de pacotes de turismo internacional vendidos.

Porém, esse comportamento ainda passa longe do território brasileiro. Em parte porque lá, a crise econômica de

MOVIMENTAÇÕES DO MERCADO

algum modo imprimiu mudanças. Já aqui, com o modelo de

Se por aqui os brasileiros andassem em sintonia com o mun-

crescimento alicerçado no endividamento, os jovens apren-

do desenvolvido, a movimentação da indústria de aluguel de

dem cada vez mais a parcelar em 48 vezes o sonho do carro

carros poderia ser bem maior. De acordo com a Associação Bra-

zero quilômetro. Enquanto que nos países do primeiro mun-

sileira das Locadoras de Automóveis – Abla, o setor de locação

do, os jovens estão ansiosos em investir em cursos, viagens,

de carros movimentou em 2011, R$ 5,67 bilhões. Nos Estados

shows (de 1999 a 2009, por exemplo, a venda de ingressos

Unidos, segundo a American Car Rental Association – ACRA,

nos EUA subiu de US$ 1,5 bilhão para US$ 4,6 bilhões) e até

o volume do mercado ultrapassou os US$ 20 bilhões (quase R$

saltos de paraquedas, aqui, as famílias enxergam carro na

40 bilhões) em 2011. Ou seja, a indústria norte-americana tem

garagem como item de ascensão social.

um faturamento oito vezes maior que no Brasil.

A reportagem da Super Interessante nos mostra que os

Resultado de uma política do endividamento e reflexo

jovens americanos andam fazendo contas do tipo: “Se so-

de uma sociedade que atinge de forma retardatária um

marmos IPVA, seguro e depreciação de um carro popular,

mercado de consumo, não se pode deixar de levar em

teremos algo por volta de R$ 6 mil em um ano - sem con-

conta as condições do transporte público nacional, nem

tar manutenção e combustível. Com esse dinheiro, dá para

mesmo um comportamento cultural baseado na proprie-

comprar uma passagem de ida e volta para a Alemanha (R$

dade, mas ainda assim, o primeiro mundo, apesar dos seus

2 mil), cinco noites num hotel simples (R$ 500), ter fundos

atuais problemas econômicos, vem nos dando outra lição

para comer e se divertir (R$ 1 mil) e, de quebra, mais dois

que a gente custará muito tempo a aprender. O fato é que

dias de aluguel de um Porsche para dirigir sem limite de ve-

o mercado de locação ganharia muito com uma mudança

locidade pelas Autobahnen (R$ 2.500)”.

comportamental da sociedade.

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FOTO:


Capacitação

Inglês

How is your team’s english?

S

e você não entendeu nada do que

venções, a capital mineira subiu para

título da reportagem. Já são duas tur-

está escrito no título dessa repor-

a quarta posição do ranking no país,

mas em atividade e outras novas virão

tagem, pode ficar tranquilo. De acordo

atrás de São Paulo (51,6%), Rio de Janei-

ao longo de 2013. “Escuto com frequên-

com um levantamento realizado pela

ro (24,4%) e Curitiba (4,9%), ao registrar

cia os profissionais falarem que já apli-

British Council – organização que tem

participação de 3,8% no indicador de

cam o aprendizado no seu cotidiano,

como objetivo fortalecer os laços do

receptivo de executivos e empresários.

que já tiveram a chance de atender al-

Reino Unido com o resto do mundo,

Tudo isso para dizer que sua equipe

gum estrangeiro e que deu tudo certo.

apenas 5% da população brasileira a

precisa estar preparada. E o Sindicato

Isso é muito gratificante para nós”, fes-

entenderia. Isso mesmo: apenas 5% dos

das Empresas Locadoras de Automó-

teja Rejane Ribeiro, Gerente Executiva

brasileiros falam, de fato, inglês. Além

veis do Estado de Minas Gerais – SIN-

do SINDLOC-MG.

disso, o nosso país tem um dos piores

DLOC-MG – tem feito sua parte. Des-

Este é o caso de Fernanda Souza, da

índices de proficiência na língua ingle-

de o final do ano passado vem abrindo

HC Locação. “O curso tem sido mui-

sa do mundo.

turmas para que os profissionais do se-

to proveitoso e tem colaborado muito

tor de aluguel de carros tenham a opor-

com o nosso dia a dia profissionalmen-

tunidade de aprender o idioma.

te”, conta ela. A atividade tem uma me-

Mas calma, a perspectiva é de mudança. A chegada dos megaeventos esportivos como a Copa das Confedera-

O projeto, que conta com a parceria

todologia específica para o segmento.

ções que já acontece este ano, Copa do

da escola Luziana Lanna Idiomas, já

“Em um curto período, os profissionais

Mundo e Olimpíadas imprimem uma

possibilita que mais de 20 profissionais

do setor estarão falando sem grandes

urgência no aprendizado da língua.

entendam frases como a que compõe o

dificuldades o inglês empresarial do

Além disso, a presença de estrangeiros em terras mineiras é cada vez maior. Segundo uma pesquisa divulgada no final do ano passado, Belo Horizonte recebeu em 2012 um número 10 vezes maior de gringo do que em 2011. Foram quase 70 mil estrangeiros. Segundo o estudo da demanda turística internacional divulgado pelo Ministério do Turismo, apesar de Belo Horizonte, no quesito lazer, não figurar entre os destinos preferidos, quando o assunto são negócios, eventos e conFOTO: Leandro Lopes

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qual eles irão necessitar para negociar

volvimento da turma”, afirma Rodrigo

prontos para receber todo tipo de público

o aluguel de carro”, afirma Luziana

Ferreira de Brito, da Simples Rent a Car.

e as empresas que tiverem seus funcioná-

Para outro aluno, Robson de Abreu,

rios bem preparados terão um diferencial

Lanna, proprietária da escola. Além do trabalho direcionado que evi-

da Locarx Aluguel de Carros, o diferen-

ta perca de tempo com uma linguagem

cial está na turma acontecer aos sába-

desnecessária, o SINDLOC-MG oferece

dos. “Em algumas empresas o colabo-

condições especiais, turma reduzidas de

rador não tem horário compatível para

no máximo 15 alunos e um preço bastan-

voltar a estudar e a Luziana Lanna,

te acessível. As aulas estão acontecendo

mostrando-se diferente, possibilitou

às terças-feiras e aos sábados.

isso e abriu uma chance aos sábados.

“Os métodos de ensino aplicados

Oportunidade única”, afirma.

são muito eficientes, principalmente

Para Rodrigo Brito, toda a estatística

na parte prática. O professor trabalha

em torno do número de falantes do in-

de forma bem dinâmica e colaborativa.

glês no Brasil irá mudar até a chegada

Em pouco tempo de curso já é possível

da Copa do Mundo. “É de fundamental

ver um aumento perceptível no desen-

importância que todos nós estejamos

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em cima da concorrência”, diz.

E na sua empresa? Como anda o inglês da sua equipe? Aproveite a oportunidade e mude as estatísticas da sua locadora. Participe das novas turmas de inglês. Para saber mais, basta entrar em contato com o SINDLOC-MG por meio do telefone 31.3337.7660 ou pelo email sindlocmg@sindlocmg.com.br.

FOTO:


Pense nisso!

Por Eduardo Peres

Tropicalista é adjetivo

P

rovoque. Tenha comportamento produtivamente inusitado. Esta é basicamente a mensagem deste artigo. Po-

demos desenvolvê-la melhor assim: O exemplo tropicalista. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé e seus pares artísticos organizaram o movimento tropi-

Onde queres família, sou maluco E onde queres romântico, burguês Onde queres Leblon, sou Pernambuco E onde queres eunuco, garanhão” Trecho da canção “O quereres”, de Caetano Veloso.

calista entre 1967 e 1968. Um movimento estético através da canção popular, que dialogava com experiências contemporâneas do cinema, literatura, teatro, artes plásticas – sob o cenário da repressão política que o país vivia. Tinham vinte e cinco anos de idade. Em resumo, o que basicamente Caetano e Gil fizeram foi uma revolução pelo comportamento e não pela técnica. Seria impossível superar Tom Jobim, Vinícius de Moraes e, sobretudo, João Gilberto. Esses foram os grandes criadores de outro movimento estético musical, a Bossa Nova, alguns anos antes. Sobrou a via da atitude, do comentário irreverente, da ironia, do engajamento, da mescla de citações da cultura erudita com a cultura de massa. Não foi pouco. Os tropicalistas fizeram – apenas com suas canções compostas e apresentadas com esses ingredientes – um estrago político tal que os levou a cadeia e ao exílio (como resposta às provocações políticas da ditadura) e logo após os garantiu lugar cativo entre os grandes criadores de arte do Brasil. Antes de Caetano e Gil se tornarem “os tropicalistas”, ainda em período de formação, eles viviam uma espécie de fase “juventude aprendiz da Bossa Nova”. Foram pouco

FOTO: www.eduardoperes.com.br

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notados. Seguissem fazendo daquela forma, possivelmente seriam simplesmente eternos pós-bossa-novistas. Mesmo

Eduardo Peres é Mágico, humorista e palestrante para treinamento motivacional. Foi Campeão Mundial de Mágica em 2000. www.eduardoperes.com.br.

amando a Bossa Nova, eles tiveram a coragem de deixá-la de lado para “organizar o movimento”, “orientar o carnaval” e desestruturar tudo o que seria previsível na arte da canção. O exemplo que tiramos disso como profissionais do mundo corporativo é que há muito espaço para crescermos através da atitude e da interdisciplinaridade de temas. Quanto mais previsíveis forem nossas ações, menos notados seremos sempre, como regra econômica. Os artigos raros, produtivos e inusitados positivamente têm valor, os comuns são tabelados por preço. É evidente que a ousadia deve ter ciência, isto é, razão de existir, qualificação, inteligência, objetivo produtivo. De nada adianta o comportamento ousado se este estiver na direção exclusivamente da agressividade, da vaidade despropositada ou de qualquer outro fim não produtivo. Difícil sermos ousados, originais, produtivos e interessantes ao mesmo tempo, mas assim devemos procurar ser. Em suma, entendamos muito de vendas, mas também de filosofia, de futebol, de tricô, de telenovela. Ao ter de escolher entre Nietzsche ou Big Brother, escolha os dois, some e divida por três. Some às partes mais não sei o quê, ironize, tempere com notas de não sei quê lá, comente, apresente, produza, provoque. Este novo mundo econômico é dos artistas, e a originalidade faz um artista. Sejamos tropicalistas.

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Será que devemos perguntar o que o cliente quer? Por Prof. Menegatti

A

cho essa pergunta um pouco complicada. Na verdade,

sua estratégia fica evidente no caso do Porsche Cayenne. O

você verá que o mais importante não é o que os clien-

carro recebeu muitas críticas e os especialistas rotularam

tes dizem, mas sim, observar criteriosamente o que eles fa-

o carro como feio. A empresa deu um tempo para que os

zem. Vou explicar por meio de alguns exemplos de empresas

clientes se acostumassem com o design e após um ano de

que utilizaram ou não dessa estratégia.

lançamento o carro vendia mais do que qualquer outro carro

- Google cometeu o erro de perguntar aos usuários quan-

fabricado pela empresa.

tos resultados eles queriam ver em cada página após consul-

Cada caso é um caso e por isso mesmo, não existe uma

tar seu mecanismo de busca. As pessoas responderam a essa

receita única. Produtos, clientes e mercados são e serão sem-

pergunta racional de forma racional, ou seja, se você está

pre um grande desafio para os marqueteiros e profissionais

procurando por alguma coisa, o melhor é sempre ter mais

que tentam escolher o melhor caminho para vender mais e

escolhas. No entanto, quando o Google triplicou o número

satisfazer assim as exigências dos consumidores.

de resultados fornecidos, percebeu que o tráfego caiu. - As empresas de fast food, ao ouvirem seus clientes, perceberam que eles gostariam de itens mais saudáveis em seus menus. Nas pesquisas, as saladas do McDonald’s e as opções de baixa caloria da Pizza Hut despertam o interesse dos consumidores, mas foram consideradas um fracasso de vendas

Prof. Menegatti é palestrante nas áreas de vendas, motivação, liderança e inovação. Autor de vários DVDs e livros como “Talento - É fazer coisas comuns de forma extraordinária” e o DVD “Campeão de Vendas”. Contatos: www. menegatti.srv.br - palestrante@menegatti.srv.br - Fone: (41) 3342.9562 / 9942.5150 - Twitter: @profmenegatti Facebook: profmenegatti.

nos restaurantes. - A Porsche nunca buscou a opinião de seus clientes para incorporar aos seus projetos de automóveis. A vantagem de FOTO: www.menegatti.srv.br

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Reflexão

Cortar o tempo “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente”. Carlos Drummond de Andrade.

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Mercado

Capa

Carro parado, prejuízo computado Empresários do segmento de aluguel de carros vêm assistindo ao aumento na demora da devolução dos automóveis que entram nas oficinas e, percebem que enquanto faltam peças, sobram perdas. Por Leandro Lopes

E

m tempos de garantias que che-

do: faltam peças de reposição, sobram

nos para revisar serviço mal feito!”, cal-

gam até seis anos, o mercado de

prejuízos para as locadoras que tem na

cula Celio Fonseca, da Yes Franchising.

automóveis alertou para os próprios

disponibilidade de sua frota a essência

Segundo ele, falta de tudo um pou-

consumidores a importância da presta-

do seu negócio.

co. “Desde faróis para alguns modelos,

ção de serviço. Afinal, ter uma garantia

Associados do Sindicato das Empre-

máquinas elevadoras de vidros das por-

tão longa chega às vezes a não ser nada

sas Locadoras de Automóveis do Esta-

tas, lanternas e até prosaicas calotas de

vantajoso quando os serviços nas con-

do de Minas Gerais – SINDLOC-MG –

rodas”, afirma Celio. Enquanto isso,

cessionárias e oficinas são péssimos.

vem percebendo um crescimento nesse

carro parado, prejuízo computado.

Via de regra usa-se os distribuidores

tipo de problema. A média na demora

Segundo Adriano Castro, assessor

autorizados para comprar os carros e

da devolução de um automóvel, que gi-

jurídico do SINDLOC-MG e ABLA,

para fins de garantia. Com o final da

rava em torno de 15 dias até 2011, já

a oficina revende com lucro as peças

cobertura, quase ninguém retorna à

chega a ultrapassar os 30 e em alguns

que serão substituídas no conserto.

rede oficial.

casos a lentidão faz um veículo ficar

“Assim, ela assume para si o risco da

Ao mesmo tempo em que as mon-

parado por mais de três meses. Para o

indisponibilidade de tais peças quando

tadoras brasileiras festejam os recordes

setor, a conta é simples. “No mercado

da execução do serviço. Caso não dese-

de vendas e ampliam suas negociações

de aluguel, o carro tem permanência

je assumir este risco basta-lhe manter

com o mercado de locação de veículos

média de 12 a 18 meses na empresa,

estoques adequados das peças”, afirma.

– que atualmente já chegam aos 10%

uma demora de peça ou serviço de 30

E não adianta afirmar que a culpa é

de toda a produção, segundo a Asso-

dias, como acontece com frequência,

somente das concessionárias. As mon-

ciação Brasileira das Locadoras de Au-

representa a perda de 6% a 10% da “vida

tadoras têm responsabilidades diretas

tomóveis - Abla, elas se esquecem do

útil” do veículo. E isto sem computar-

com esse problema.

passo seguinte e negligenciam toda a

mos o tempo perdido com esperas de

assistência técnica dos carros. Resulta-

agendamentos para os serviços e retor-

FOTO: Internet

Castro lembra que o fabricante responde por não oferecer com quali-

MARÇO - ABRIL 2013

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dade a propalada “garantia de fábrica”.

Já Celio Fonseca sugere mudar.

Neste caso específico se caracterizando

“Buscar outras concessionárias. Aquela

a má-qualidade pela indisponibilida-

que melhor preste serviço à locadora.

de suficiente de peças de reposição no

Em cidades com menor volume de ofi-

mercado nacional. A orientação é exi-

cinas credenciadas, a saída tem sido a

gir a expressa indicação do prazo para

mudança de marca, o que tem se refleti-

execução do serviço juntamente com

do também no resultado da representa-

o orçamento de peças e mão de obra.

ção de cada montadora no mix do setor

“Deste modo a concessionária corre o

de locação. Outra forma eficiente de se

risco de perder o serviço caso não tenha

combater tais prejuízos, ou minimizá-

a peça em estoque e a locadora poderá

-los, é a opção por modelos com maior

provar facilmente a extensão de seu

resistência e melhor índice de reparabi-

prejuízo: a partir do término do prazo

lidade”, sugere.

do orçamento (dez dias, por exemplo) a locadora terá direito aos lucros cessantes e indenização pelos danos materiais da desvalorização dos veículo. Como as locadoras vivem de alugar carro, alguns associados acreditam que ela deveria ter prioridades e um serviço que suprisse essa deficiência. Como isso pode acontecer? É simples. Se o veículo terá que ficar parado, basta a concessionária disponibilizar outro carro reserva. Isso evitaria causas judiciais a respeito dos lucros cessantes

Se você está passando por isso nesse momento e não sabe como agir, procure nosso consultor jurídico Adriano Castro e tire suas dúvidas. Seus contatos são 31-3224-1292 ou pelo email adriano@empresarial.adv.br.

e indenizações.

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Revista SINDLOC-MG

MARÇO - ABRIL 2013

FOTO:


Grandes negócios

Vende-se um mercado de locação? Hertz comprou a Dollar Thrifty, Unidas a Best Fleet, Avis a Zipcar. Afinal, o mercado de locação de automóveis está à venda?

N

os últimos meses as notícias de negociações entre grandes empresas do setor de aluguel de veículos vêm

acendendo um sinal de alerta. Afinal, o que está acontecendo com o segmento? Os três exemplos recentes mostram movimentações que ultrapassam a casa dos 2,5 bilhões de dólares. Primeiro a Unidas comprou a locadora de veículos espe-

os preços das passagens e piorou o atendimento e o respeito com o usuário do serviço. Por quê?”, questiona ele.

cializada em carros de luxo Best Fleet por quase US$ 100

Do ponto de vista do empresário, as grandes negociações

milhões; depois a Avis Budget que engoliu sua concorrente

ainda pesam na barganha com as montadoras. Quando uma

Zipcar por outros US$ 500 milhões; e, a maior transação de

grande empresa se fortalece e passa a comprar mais car-

todas: a Hertz investiu quase US$ 2,3 bilhões na compra da

ros, elas ganham maiores descontos e benefícios que uma

Dollar Thrifty e agora irá ter no seu portfólio mais de 10 mil

empresa menor que passa a não conseguir mais concorrer

unidades em todo o mundo e um faturamento estimado em

em níveis aceitáveis com outras empresas. “A saída, nestes

10,2 bilhões de dólares.

casos, é que tendo menores riscos, as empresas pequenas

Assim, se a lista das maiores do mundo mostravam 10

podem atuar em nichos que as grandes não conseguem.

empresas, agora, esse número é reduzido para sete. Há ra-

Sempre existirá espaço para aquelas que forem competentes

zões para se preocupar? “Essa é a tendência de todo merca-

mesmo enfrentando as poderosas redes”, alerta.

do. Os grandes grupos econômicos adquirirem empresas de

Essas negociações, sempre que realizadas, geram juízos

menor porte para agregar negócios e assim se fortalecerem.

de valores. Há empresários que jamais concordariam em

Agora, óbvio que existem riscos e podemos pagar caro lá na

vender suas empresas que tanto trabalho e amor lhe custa-

frente”, afirma o empresário Saulo Froes, da Lokamig Rent a

ram, há outros que não pensam duas vezes. No caso de Saulo

Car e Presidente de Honra do SINDLOC-MG.

Froes, a balança pende para a primeira opção. “Acredito que

Mas o que estes riscos acarretam? Para Saulo, os acú-

não existe empresa invendável, mas existe empresa que tem

mulos de forças em poucas empresas pesam contra a livre

um valor agregado muito maior do que se estima. Se um dia

concorrência. “Veja o caso do setor aéreo brasileiro. Prati-

aparecer alguma oferta, terá que ser um negócio da “china”

camente tudo está concentrado em três grupos e isso elevou

para poder virar possibilidade”, afirma Froes.

FOTO: Internet/ PÁGINA AO LADO: internet

MARÇO - ABRIL 2013

Revista SINDLOC-MG

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Reportagem

Estradas Brasileiras

62,7% das estradas brasileiras estão em más condições Apesar de não perceber, clientes e empresários do segmento de aluguel de carros pagam o preço por estatísticas desse tipo. Por Leandro Lopes

O

publicitário

Humberto

Alves

sos assim são rotineiros em todo o país.

O problema se agrava além de erros

sentiu no bolso o custo de um

De acordo com um levantamento da

de projeto, qualidade da pavimentação

Brasil esburacado. Alugou um carro,

Confederação Nacional do Transporte

e falta crônica de um programa mínimo

foi até Governador Valadares, 320 qui-

– CNT, as estradas brasileiras pioraram

de conservação, inclusive da sinaliza-

lômetros de Belo Horizonte, de onde

de 2011 para 2012. De 95,7 mil quilôme-

ção horizontal e vertical. Grande parte

saiu e voltou com um pneu rasgado e

tros de estradas avaliadas, 62,7% estão

das rodovias é de pistas simples, o que

duas calotas quebradas. Resultado: teve

em condições de trafegabilidade péssi-

agrava a insegurança do tráfego, consi-

que deixar R$ 300 na locadora de veí-

mas, ruins ou regulares. Um porcentual

derando o número de veículos pesados

culos. “Nem eu nem a locadora tivemos

superior ao de 2011, quando 41,2% das

dividindo a mesma via com automóveis

culpa, mas entendo que o problema é

rodovias não foram classificadas como

e outros veículos leves.

mais meu que deles. O certo era ir bus-

boas ou ótimas.

O estudo avaliou 65.273 km de rodo-

car isso no Ministério dos Transportes

Segundo a entidade, o principal

vias federais e 30.434 km de rodovias

em Brasília”, ironiza. Humberto encon-

problema verificado é a geometria das

estaduais, sendo que 80.315 km estão

trou um trecho da BR-381 em péssimas

rodovias, que leva em conta o núme-

sob gestão pública e 15.392 km sob

condições de dirigibilidade (próximo a

ro de curvas fechadas e perigosas,

gestão de concessionárias. Enquanto

cidade de Coronel Fabriciano) e quase

alinhamentos, declives e intersecções

apenas 27,8% das rodovias sob a gestão

teve seu carro capotado após passar

urbanas, todos fatores motivadores de

pública estão em ótimo ou bom estado,

por um grande buraco.

acidentes. 77% das rodovias têm geo-

o percentual positivo das rodovias con-

metria péssima, ruim ou regular.

cedidas é de 86,7%.

A BR-381 serve de exemplo, mas ca-

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Revista SINDLOC-MG

MARÇO - ABRIL 2013

FOTO: Leandro Lopes


Apesar de não perceberem, clientes

Assim como aconteceu a Humber-

ções das estradas federais. Ao clicar so-

e empresários do segmento de aluguel

to, o prejuízo imediato também é do

bre cada uma, o cidadão tem uma visão

de carros pagam o preço por estatísti-

cliente. “Quando verificados danos por

completa da situação de pavimentação,

cas desse tipo. Segundo Celio Fonseca,

‘mau uso’ no fechamento do contrato

trechos com curvas perigosas, qualida-

da Yes Franchising, a situação das es-

de locação, a cobrança da participação

de da sinalização, quantidade de tráfe-

tradas brasileiras penaliza a todos. “O

do cliente é desgastante e por vezes

go e a existência de obras no local.

cliente pensa duas vezes em alugar um

muito difícil, resultando em ônus para

carro e ‘por o pé na estrada’ por conta

a locadora”.

dessa situação e da insegurança viária.

Para Celio, é possível se fazer cam-

As locadoras, por outro lado, temem

panhas

em alugar carros sabidamente para uso

clientes nos cuidados especiais ao se

em certos destinos”, detalha.

tomar a estrada. Michael, por sua vez,

promocionais,

orientar

os

SAIBA QUAIS SÃO AS MELHORES ESTRADAS BRASILEIRAS Levantamento feito pela Revista Quatro Rodas.

Para Michael Gomes Rogana, da

já considera o trabalho de alerta mais

Para sorte dos paulistas, oito das dez

Pacto Locadora, os problemas se es-

difícil. “A extensão de nossa malha ro-

estradas eleitas passam pelo estado de

tendem para as vias urbanas também.

doviária é enorme. Impossível fazer um

São Paulo. A vencedora, SP-348 (Ban-

“Alguns países desenvolvidos, que pos-

prospecto alertando aos clientes para

deirantes, com 178 km de extensão)

suem carga tributária semelhante ao

as condições de cada trecho das prin-

liga a capital até a região de Cordeiró-

Brasil, conseguem oferecer este e ou-

cipais vias. Esta função, infelizmente, é

polis, próximo a Limeira, e é conheci-

tros serviços públicos de forma digna

do estado”, afirma.

da pelo seu traçado moderno e seguro,

ao cidadão. Por que isso no Brasil é tão difícil?”, questiona-se.

ótima capacidade de escoamento, visi-

UMA DICA

bilidade excelente e asfalto em perfeito

Segundo Celio, uma estatística ruim

Uma dica é acessar o site da Polícia

estado de conservação. Desde 1998 ela

leva a outra. “A realidade nas empre-

Rodoviária Federal – PRF. Lá existe

é administrada pela AutoBAn, empresa

sas de locação de autos, como acontece

uma ferramenta que mostra as condi-

privada que faz parte do grupo CCR.

em franquias da Rede Yes de Aluguel de Carros, é que, em algumas regiões, as despesas com manutenção corretiva chegam a 70% do total desses custos. Isto acontece em função exclusivamente dos buracos e outras imperfeições nas pistas: são rodas empenadas, calotas quebradas, direção desalinhada, pneus cortados e/ou com bolhas, suspensão avariada, desgaste excessivo de freios, de pneus, de componentes da suspensão e da direção”, detalha Celio.

FOTO: Departamento de Polícia Rodoviária Federal

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Revista SINDLOC-MG

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1º SP-348 (Bandeirantes) – São Paulo – Cordeirópolis 2º SP-160 (Imigrantes) – São Paulo – São Vicente

Eng.º Paulo N. Romano) – Bauru - Iti-

não passa por nenhuma cidade, os ra-

rapina

ros postos de abastecimento fecham à

10º BR-040 (Washington Luís) – Rio de Janeiro - Juiz de Fora

4º SP-310 (Washington Luís) – Limeira - São José do Rio Preto

E AS PIORES... Uma das regiões mais prejudicadas é justamente um dos maiores pólos tu-

5º SP-340 (Adhemar de Barros/Dep.

rísticos do país: a Bahia. Seis das piores

Mário Beni/Boanerges N. Lima/Pref.

dez estradas eleitas cortam o territó-

José André de Lima) – Campinas - Mo-

rio baiano. Contudo, a pior de nosso

coca

ranking liga os municípios de Itumbia-

6º SP-280 (Castello Branco) – São Paulo - Espírito Santo do Turvo 7º BR-290 (Freeway) – Osório - Porto Alegre - Eldorado do Sul 8º SP-330 (Anhanguera) – São Paulo – divisa SP/MG 9º SP-225 (Com. João R. de Barros/

1º BR-452: Itumbiara - Rio Verde 2º PI-140: Floriano - divisa PI/BA

3º SP-070 (Ayrton Senna/Carvalho Pinto) – São Paulo - Taubaté

noite e há riscos de assaltos.

ra e Rio Verde, no sul de Goiás: trata-se de um trecho sob administração federal com extensão de 196 quilômetros. Ele acaba sendo percorrido em quase seis

3º BR-116: Pacajus - divisa CE/PE 4º BR-235: Trevo de Pau-a-Pique-Remanso - divisa BA/PI 5º BA-052: Xique-Xique - Trevo de Tapiramutá 6º BR-174: Presidente Figueiredo Caracaraí 7º BR-349: Sta. Maria da Vitória Bom Jesus da Lapa 8º BR-030/BA-262: Caetité – Brumado - Vitória da Conquista

horas – tamanha a quantidade de bu-

9º BR-230: Carolina - Balsas

racos, ondulações e remendos no pa-

10º BR-265: Trevo da BR-383 – La-

vimento. Não bastando isso, a estrada

vras - S. Sebastião da Vitória.

Levantamento da CNT Se você ficou curioso para conhecer detalhadamente o levantamento da Confederação Nacional do Transporte, basta acessar: http://www.slideshare.net/sergetmobilidadeviaria/pesquisa-cnt-rodovias-2012

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Revista SINDLOC-MG

MARÇO - ABRIL 2013

FOTO:


Nova Revista

Novidades

Novidade para quem te quero SINDLOC-MG aposta na inovação da sua identidade visual. Revista já ganhou nova versão. Site está a caminho...

Q

uando tudo começou, a Revista Sindloc se limitava a

essa nova Revista SINDLOC-MG faz parte de um planeja-

quatro páginas. Não existia site, twitter ou facebook.

mento cuidadoso. Antes de se fechar exatamente como essa

A comunicação avançou e, graças a uma diretoria com visão

nova versão seria, algumas referências do que se existe de

apontada para o futuro, permitiu que o setor crescesse junto,

mais avançado no mundo em modelos de revista foram es-

a passos largos, com o crescimento da entidade. Hoje, to-

tudadas. “Chegamos a esses resultados a partir da união de

das as ferramentas e plataformas comunicacionais utilizadas

ideias apontadas por diretores, associados e membros da

pelas maiores empresas e entidades do mundo, também são

equipe do sindicato”, afirma Soares. Além disso, toda a es-

usadas pelo SINDLOC-MG.

trutura de comunicação conta agora com uma comissão for-

Ainda assim, não basta crescer junto. É preciso seguir

mada pelo Diretor Secretário Gustavo Penna, o Presidente

avançando com qualidade. Com a constante preocupação em

de Honra, Saulo Froes, a Gerente Executiva, Rejane Ribeiro

melhorar. Por isso, toda a identidade visual do sindicato está

e o jornalista Leandro Lopes.

em processo de mudança. Já era hora! Nesta edição, a Revista

A segunda etapa da padronização da identidade visual

SINDLOC-MG já ganha cara nova e nos próximos dias será a

será a criação de um novo site. “Atualmente, o novo site en-

vez do site da entidade.

contra-se em processo de desenvolvimento e em breve todos

A empresa responsável pela nova proposta visual e que

poderão usufruir de seus benefícios. Quem ganha com isso

a partir de agora assume o comando da diagramação da Re-

é o associado do SINDLOC-MG, pois a padronização visu-

vista é a Nativa Comunicação & Editoração. “O novo projeto

al não somente oferecerá benefícios estéticos, mas também,

gráfico da Revista SINDLOC-MG partiu do desejo de ino-

um conteúdo mais organizado, melhorando ainda mais a efi-

vação da entidade, que buscava oferecer conteúdos organi-

ciência das informações”, afirma Fábio Santos.

zados por seções, melhor localização das informações e um aprimoramento na forma de manuseio”, explica Fábio Santos, Diretor de Marketing da Nativa. Quem está com a Revista SINDLOC-MG nas mãos e claro, lendo essa reportagem, já percebeu o novo visual e as mudanças no formato. “Alteramos a diagramação, o tamanho dos anúncios e a tipografia que agora oferece maior espa-

Mas e você? O que achou dessa nova revista? O que propõe para o novo site? Dê sua opinião, colabore. Se quiser, escreva para o SINDLOC-MG por meio do email sindlocmg@sindlocmg.com.br. Participe e ajude a construir um sindicato ainda melhor!

çamento entre as frases, facilitando ainda mais a leitura e o entendimento das informações”, diz. Segundo Leonardo Soares, Presidente do SINDLOC-MG, MARÇO - ABRIL 2013

Revista SINDLOC-MG

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Sejam bem-vindos!

A

diretoria do SINDLOC-MG dá as boas vindas a todas

fazer divulgação também dos nossos serviços de locação”, afir-

as empresas recentemente associadas. Elas acabam de

ma Ricardo Moreira, da Executivo Service Motoristas.

se afiliar ao maior sindicato de empresas de locação de au-

Isso mesmo! Agora eles podem contar com assessorias

tomóveis do Brasil. E, como associado, elas e suas empresas

de trânsito, contábil empresarial e tributária; acordos com

acabam de ganhar vários benefícios que auxiliarão na gestão

segurados, despachantes, lojas de acessórios e montadoras

de sua empresa e na profissionalização de sua equipe.

para compra de automóveis; treinamentos de capacitação

“Filiar-se ao SINDLOC-MG foi um grande benefício para

para toda a equipe e informações diárias de licitações.

nossa empresa. Com o sindicato, tivemos toda assessoria so-

O SINDLOC-MG passa agora a ser também de vocês. Qual-

bre nossa atividade fim. Todas as revistas elaboradas pelo

quer dúvida os vários canais de comunicação, como telefone

SINDLOC-MG contêm um grande conteúdo técnico.”, avalia

31.3337.7660, email: sindlocmg@sindlocmg.com.br, facebook.

Michael Gomes Rogana, da Pacto Locadora, uma das que re-

com/sindlocminasgerais e até o twitter.com/sindlocmg, estão à

centemente se associou.

disposição de todos e para quem desejar o atendimento comer-

“Como a principal atividade da Executivo Servie Motorista é

cial, basta agendar pelo email comercial@sindlocmg.com.br.

fornecer mão de obra, esperamos, com a associação, conseguir novas locadoras como clientes locadoras. Além disso, queremos FOTO: Internet

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Revista SINDLOC-MG

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FOTO: Camila Fontana


Associado

Cidade

Executivo Service motoristas

Belo Horizonte

Locar Beagá locadora

Belo Horizonte

0 KM Locadora de veículos

Uberlândia

Baruk Rent a Car

Belo Horizonte

Extra car locadora

Congonhas

Contato Ricardo Moreira Ronan Cambraia Simone Luiz Omar Borges Ribeiro Paulo Henrique Martins Baeta Rodrigo Felipe Marcos Firmino Alexandro de Aguiar Fonseca José Heládio Teixeira

Unicar locadora

Viçosa

Carlos Henrique Sidney Soares de Souza Wender de Oliveira Souza

Locagil locadora

Belo Horizonte

GBF Rent a Car

Lagoa Santa

BRT locadora de veículos

Contagem

RRR locadora de veículos

Contagem

Nordeste locadora de veículos Contagem

FOTO:

Warlerson Pedra Walter da Assunção Pedra Washington Gonçalves de Oliveira Ricardo Torchia Fernanda Maion Coutinho Heros Ricardo Teixeira Luiz Antonio Lima Teixeira Geiza da Silva Sousa Rocha João Coutinho Rocha

MARÇO - ABRIL 2013

Revista SINDLOC-MG

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Por dentro da lei

“Se for dirigir, não beba”: respeite ou pague (caro) pelas consequências

Por Luciana Mascarenhas

F

oi sancionada a “Nova Lei Seca”, de nº 12.760, sendo que

Rica), de forma que este poderá se recusar tanto a fazer o ba-

esta modificou a “Antiga Lei Seca”, de nº 11.705. O in-

fômetro, quanto a fazer o exame de sangue, mas ainda assim

tuito da edição da nova lei foi o de sanar as lacunas deixadas

terá sua CHN e veículo retidos, o agente aplicará a multa e o

pela lei nº 11.705 e, de fato, conseguiu fazê-lo.

cidadão responderá a um Processo Administrativo, que com

Outrossim, o artigo 306 do Código de Trânsito foi modi-

certeza suspenderá sua habilitação por 12 meses.

ficado pela “Nova Lei Seca”, de modo que, anteriormente, a

Mas, de fato, a garantia de “Não fazer prova contra si

simples recusa do cidadão a se submeter ao exame de sangue

mesmo” com a edição da “Nova Lei” de pouco adianta, pois

ou ao bafômetro, impedia que ficasse constatado o “Crime

caso o cidadão esteja com sua capacidade psicomotora alte-

de Trânsito”, mas, com a edição da lei, a verificação do esta-

rada, não mais escapará da configuração do “Crime de Trân-

do de embriaguez poderá ser obtida mediante teste de alco-

sito de Embriaguez ao Volante” como antes, haja vista que o

olemia, exame clínico, perícia, vídeo, prova testemunhal ou

agente de trânsito, utilizando-se das modificações legais, po-

outros meios de prova em direito admitidos. De fato, com esta alteração, agora a simples alteração da capacidade psicomotora já enquadra o cidadão criminalmente, não sendo mais exigido que seja atestada a concentração de álcool por litro de sangue ou de ar alveolar, como era exigido pelo Superior Tribunal de Justiça. A “Nova Lei” não retirou o direito do cidadão de “Não fazer prova contra si mesmo” (Pacto de San José da Costa

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Revista SINDLOC-MG

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derá utilizar-se das provas acima relatadas, de forma que o cidadão será incriminado de qualquer forma, ainda que não tenha feito os testes. Portanto, amigos, mais do que nunca, a frase “Se for dirigir, não beba” deve ser respeitada, mas, acima de tudo cumprida. Luciana Mascarenhas é Advogada no Escritório de Advocacia Mascarenhas e Associados, Especialista em Direito de Trânsito, Pós-Graduada em Direito Público, Consultora do Jornal Estado de Minas e Rede Globo na Área de Trânsito. Escritório: (31) 3295.2485 / www.advocaciadetransito.com.br.

FOTO: ILUSTRAÇÃO: Data folha


Várias foram as modificações. Vejamos: • Multa: A multa para quem é flagrado dirigindo alcoolizado ou sob efeito de outra substância psicoativa passou de R$ 957,70 para R$ 1.915,40, sendo que caso haja reincidência em menos de 01 (um) ano, a cobrança será de R$ 3.830,80. • Retenção: O veículo e a habilitação são retidos. • Direito de Dirigir: Além da multa, haverá a suspensão do direito de dirigir por 12 meses (Após o Processo Administrativo). • Embriaguez:

Pela

nova

lei,

qualquer

concentração de álcool no sangue ou ar alveolar já acarreta as consequências administrativas acima. (Não o crime). • Crime de Trânsito: Caso a concentração de álcool por litro de sangue seja igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligramas de álcool por litro de ar alveolar, configurar-se-á o “Crime de Trânsito” com pena de detenção de 06 (seis) meses a 03 (três) anos, multa de R$ 1.915,40 (ou o dobro em caso de reincidência), suspensão do direito de dirigir por 12 meses (Após Processo Administrativo), além da retenção do veículo e da habilitação, logo após o cometimento da infração/crime.

MARÇO - ABRIL 2013

Revista SINDLOC-MG

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Contribuições sindicais A importância das contribuições sindicais para sua empresa Por Adriano Augusto Pereira de Castro

A

s locadoras de veículos minei-

gatória a todas as empresas locado-

não são apenas o órgão responsável

ras recebem no início do ano as

ras de veículos, associadas ou não ao

pela agremiação de determinada cate-

guias para pagamento da contribuição

SINDLOC-MG. Sua exigência é ime-

goria econômica. Os sindicatos tam-

sindical ao SINDLOC-MG. A contri-

diata e dispensa outras formalidades

bém são responsáveis pela celebração

buição é espécie tributária destinada ao

(Constituição, art. 149 e CLT, arts. 578

de convenções e acordos coletivos de

financiamento do sistema sindical. Sua

e 589). As receitas são rateadas entre

trabalho, instauração de dissídios cole-

função é apurar recursos para o cus-

todo o sistema sindical (Ministério do

tivos, substituição processual da cate-

teio dos sindicatos e suas atividades.

Trabalho, Confederações, Federações e

goria, assistência jurídica, conferência

Todos sabem da importância da contri-

Sindicatos). Também obrigatória para

e homologação de rescisões contratu-

buição sindical, mas também ninguém

todas as empresas é a contribuição as-

ais, além de outras atividades. Todas

gosta de mais uma conta para pagar.

sistencial prevista na convenção coleti-

essas funções demandam recursos que

O SINDLOC-MG também não gosta

va de trabalho (CLT, art. 513, “e”). Já a

devem ser recolhidos em meio aos as-

de ser visto como simples despesa le-

contribuição associativa mensal é obri-

sociados.

gal aos seus associados. Para auxiliar

gatória para as empresas associadas ao

nessa conscientização que a contribui-

SINDLOC-MG. São estas as principais

ção sindical deve ser paga por outros

fontes de receitas do SINDLOC-MG.

E como isso se faz importante para a sua empresa? A experiência dos sindicatos em ne-

motivos além do autoritário “porque a

Adota-se no Brasil o modelo de re-

gociação sindical é um dos principais

lei mandou” se acredita oportuna esta

presentação política das categorias

ativos a serviço da sua empresa. Cada

coluna sobre o tema.Primeiro, o básico.

econômicas e profissionais por meio

tipo de negociação exige conjunto de

Por lei a contribuição sindical é obri-

de sindicatos. Entretanto, os sindicatos

habilidades diferentes: as locadoras FOTO: SINDLOC-MG

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Revista SINDLOC-MG

MARÇO - ABRIL 2013


sabem muito bem que a negociação do

cláusulas negociadas são específicas

de negociação do Acordo Coletivo de

rent a car é distinta da terceirização de

e peculiares à indústria de locação de

Trabalho tende a ser menor que aque-

frotas. Mesmo empresas que sofrem

veículos mineira e de modo geral ofe-

le admissível à CCT. É claro que essa

muitas reclamações trabalhistas na

recem às empresas diferenciais compe-

explicação repousa seu fundamento no

justiça não possuem necessariamente

titivos em relação aos demais estados.

indesejável “porque a lei mandou”, mas

as habilidades para a negociação co-

Conseguimos por meio da CCT várias

não se esgotam nele. Mesmo nas ACTs

letiva, pois na Justiça do Trabalho a

conquistas que auxiliam as locadoras

os sindicatos são importantes além da

empresa extingue o vínculo trabalhis-

no exercício de suas atividades. Muito

exigência legal. Muitas empresas po-

ta e na negociação coletiva o objetivo

se diz quanto à flexibilização da legisla-

dem não perceber, mas nos sindicatos

é continuar a relação de trabalho. Nas

ção do trabalho, mas a lei trabalhista já

os associados encontram profissionais

negociações empresariais a ausência de

é razoavelmente flexível por meio das

treinados e experientes em negociação

acordo implica que o negócio não será

convenções coletivas e, sem os sindica-

sindical. Exceto para empresas real-

fechado, na Justiça de Trabalho o insu-

tos, não haveria o espaço institucional

mente muito grandes não faz sentido

cesso da negociação levará à sentença

para as convenções coletivas se reali-

em manter equipe permanente de ne-

judicial que resolverá o problema. Na

zarem. Então, na gestão de pessoal as

gociação sindical. Mesmo empresas de

negociação sindical o insucesso não é

CCTs e os sindicatos se fazem presen-

médio porte teriam dificuldades em

alternativa factível, pois a empresa não

tes no dia a dia da sua empresa.

manter esses quadros de modo perma-

ficará “livre” do problema quer pela de-

Alguns diriam que mesmo com as

nente e contratar consultorias especia-

sistência quer pela sentença judicial. A

CCTs o pagamento da contribuição

lizadas custa muito caro. Na média das

negociação sindical exige habilidades

sindical não se justificaria porque as

empresas – na sua empresa – a equipe

negociais específicas para ser bem-

empresas poderiam realizar diretamen-

treinada em negociação sindical é ativo

-sucedidas e tais habilidades não são

te com os sindicatos dos empregados

valioso para assessorar sua empresa na

costumeiramente desenvolvidas no dia

os acordos coletivos de trabalho (ACT).

CCT e no ACT.

a dia operacional das empresas.

Bem, isso não é verdade. A lei obriga

Não se esgotam na questão traba-

As convenções coletivas de trabalho

a filiação ao sindicato patronal para a

lhista as vantagens imediatas do sindi-

(CCT) são exemplo bastante óbvio. As

empresa negociar o ACT. E o escopo

cato para a sua empresa. Os sindicatos

FOTO: Camila Fontana

MARÇO - ABRIL 2013

Revista SINDLOC-MG

27


também possuem ampla capacidade de

transmitidas aos associados. Talvez sua

partir de inúmeras conquistas que fo-

representação judicial das empresas

empresa obtenha descontos mais ex-

ram brevemente expostas neste artigo.

sindicalizadas e isso pode significar

pressivos em uma ou outra montadora

Estas diversas conquistas não se esgo-

grandes economias com advogados.

que aqueles praticados pelo convênio

tam no passado e se refletem e refleti-

Há causas cuja complexidade ou es-

do SINDLOC-MG, porém na média e

rão no resultado final da sua empresa.

pecificidade exigem profissionais es-

diversidade sem dúvida o SINDLOC-

pecializados e eles tendem a ser caros.

-MG é parceiro decisivo das locado-

O SINDLOC-MG conseguiu êxito em

ras de veículos. Para o SINDLOC-MG

diversas ações coletivas que economi-

continuar e desenvolver suas parcerias

zaram dinheiro e dores de cabeça aos

e convênios que beneficiam imediata-

seus associados. E essas economias se

mente a sua empresa ele precisa que

refletiram e refletem no resultado final

você esteja em dia com o pagamento

da sua empresa.

da contribuição sindical.

Além disso tudo, não se pode ig-

As contribuições sindicais podem

norar que os sindicatos também são

ser vistas pelo seu aspecto negativo ou

espaços de agregação de interesses da

positivo. Pelo aspecto negativo de fato

indústria com seus fornecedores. A

as contribuições sindicais são mais um

capacidade de negociação coletiva do

encargo legal que deve ser suportado

SINDLOC-MG não para na convenção

pelas empresas sob pena de cobrança

coletiva de trabalho com o sindicato

judicial, suspensão e até mesmo exclu-

dos empregados, mas se reflete nos

são dos quadros associativos. Mas nin-

diversos convênios celebrados. Mon-

guém, muito menos o SINDLOC-MG,

tadoras, concessionárias, prestadores

deseja essa perspectiva negativa. Me-

de serviços diversos... não muitos os

lhor vê-las como necessárias à manu-

fornecedores que veem no SINDLOC-

tenção de entidade representativa pres-

-MG importante parceiro comercial

tigiada pelo segmento que representa e

e lhe oferecem vantagens para serem

que teve esse prestígio conquistado a

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Ajude-nos a ajudá-lo: mantenha suas contribuições sindicais em dia.

Advogado especializado na indústria de locação de veículos (OAB/MG 94.959), Assessor Jurídico da ABLA e do SINDLOC-MG, Mestre em Direito Empresarial pela Faculdade Milton Campos, Professor de Direito Empresarial na Faculdade de Direito Promove e Consultor do Ministério do Planejamento especialista em parcerias público-privadas pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Contatos: (31) 3224-1292 adriano@empresarial.adv.br.

FOTO:


Turismo

Cidades Mineiras

Ouro Preto: cidade humana

É

por mais uma das curvas à esquerda de uma estrada há quilômetros curvilínea que se contempla Ouro Preto.

De repente, está ali. Diante dos nossos olhos. De um lado o pico Itacolomi, do outro, torres de Igrejas imponentes como se nos dissesse: ‘aqui existe uma história de uma nação, outrora, em construção’. Parte de uma semente de Brasil que deixa claro o que representou o poder da Igreja e do Estado sobre os braços dos escravos. Trata-se de trecho da riqueza explorada. Trata-se de uma cidade que, de tão bonita, é espantosa. Quem pelas suas ruas já andou, sabe a sensação de se ouvir ecos da escravidão, sabe o que é sentir a energia da fé, mas, sobretudo, sabe o que é ficar boquiaberto com suas belezas arquitetônicas, de ruas de pedras frias, de templos religiosos emocionantes e, sejamos sinceros, é impossível não fechar os olhos e se imaginar em pleno século 16. Pode-se ouvir charretes, cavalos rangendo, escravos carregando ouro, sinos tocando a colonização. Ouro Preto é imperdível. E, por isso mesmo, a Revista Sindloc-MG a escolheu para abrir uma série de apresentações que esta publicação se dedicará nas próximas edições: Cidades Mineiras. Queremos mostrar o que existe de melhor em alguns dos mais emblemáticos municípios do Estado, contar

HISTÓRIA Foi na noite de São João de 1698, que acampou, na margem de um córrego cantando entre pedras, uma expedição de paulistas, que vinha à procura de ouro. Chefiava esse grupo o bandeirante Antônio Dias. Ao acordar, na névoa da madrugada, os bandeirantes viram desenhar-se, pouco a pouco, o alvo tão procurado: o Pico do Itacolomi. A montanha vinha sendo mencionada há muito como o ponto de referência do local no qual certo mulato encontrou, no fundo de um córrego, pedras negras. De lá o achado foi enviado ao Governador Artur de Sá Menezes, no Rio de Janeiro, e quando partido, verificou-se ser ouro puro. Texto retirado do site da Secretaria de Cultura e Turismo de Ouro Preto

suas histórias e promover o seu turismo.

FOTO: Leandro Lopes

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EXPLORAÇÃO O fluxo fabuloso do metal, carreado para a Metrópole, permitiu o esplendor e o desperdício do rei D. João V (16891750), nas construções grandiosas do seu reino. O abandono do campo e das indústrias, pela corrida do ouro no Brasil, uniu-se ao tratado de comércio com a Inglaterra, que abriu as portas de Portugal aos produtos ingleses em troca de tratamento preferencial para o vinho do Porto. Ao final do século todo o ouro do Brasil foi absorvido pela Grã-Bretanha e ajudou a firmar o imperialismo e a prosperidade da era vitoriana.

TURISMO Várias igrejas, museus, ouro e sobrados

de sua culinária típica como frango ao

coloniais fazem da cidade um pólo cul-

molho pardo e leitão à pururuca, restau-

tural e mantêm o setor de turismo em

rantes de cozinha francesa e também ita-

franca expansão.

liana. Por seu valor, a cidade foi declarada

Ouro Preto abriga a segunda igreja mais

Patrimônio Cultural da Humanidade.

rica em ouro do país. Ao estilo barroco, a Matriz de Nossa Senhora do Pilar foi

Texto retirado do site Turismo do Portal Terra.

inaugurada em 1771 e tem mais de 400 quilos de ouro em sua estrutura. A Igreja de São Francisco de Assis também tem sua importância: foi planejada e esculpida pelo artista Aleijadinho. Outra obra, tão importante quanto as igrejas

NOME O nome Ouro Preto foi adotado em 20 de maio de 1823, quando a antiga Vila Rica foi elevada a cidade. “Ouro Preto” vem do ouro escuro, recoberto com uma camada de óxido de ferro, encontrado na cidade.

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em um passeio pela cidade, é o Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo da América do Sul. Distante 96 quilômetros da capital mineira, Belo Horizonte, Ouro Preto tem, além

FOTO:


O QUE CONHECER (mais de 50 opções)

Lista retirada do portal www.ouropreto.org.br

Igrejas e Capelas

28 - Ludo Museu

52 - do Campo

1 - Matriz N. Sra. do Pilar

29 - Estação Ferroviária

53 - Do Falcão

2 - Capela Bom Jesus dos Passos

30 - Casa dos Inconfidentes

54 - Taboão

3 - N. Sra. do Rosário (foto) 4 - São José 5 - São Francisco de Paula 6 - N. Sra. do Carmo 7 - Mercês de Cima

Minas de Ouro 31 - Chico Rei 32 - Fonte Meu Bem Querer 33 - Velha

55 – do Castelinho 56 - São Bartolomeu 57 - Macaco Doido

SAIBA MAIS

8 - São Francisco de Assis

Chafarizes

Secretaria de Cultura e Turismo de Ouro

9 - Mercês de Baixo

34 - Alto das Cabeças

Preto

10 - Matriz N. Sra. da Conceição

35 - do Rosário

Rua Cláudio Manoel, 61 - Centro - Ouro

11 - Capela N. Sra. da Dores

36 - da Glória

Preto MG

12 - Santa Efigênia

37 - do Pilar

Telefone: (31) 3559-3341

13 - Capela do Padre Faria

38 - dos Contos

E-mails:

14 - Bom Jesus de Matozinhos

39 - do Museu da Inconfidência

com.br / eventos.ouropreto@gmail.com.

15 - Capela São Sebastião

40 - Passo Antônio Dias

Blog: http://turismoouropreto.blogspot.

16 - Capela de Santana

41 - Marília de Dirceu

com/

17 - Capela N. Sra. da Piedade

42 - Da Rua Barão

Prefeitura de Ouro Preto:

18 - Capela São João Batista

43 - Padre Faria

www.prefeituradeouropreto.com.br

turismo.ouropreto@yahoo.

Convention e Visitors Bureal - Turismo:

19 - Capela Bom Jesus das Flores Passeios Ecológicos Casario e Arquitetura

44 - Pico do Itacolomi

20 - Escola de Minas (antigo Palácio dos

45 - Parque Horto dos Contos

Governadores)

46 - Estação Ecológica Tripuí

www.ouropreto.org.br Estrada Real: www.estradareal.org.br

21 - Museu da Inconfidência 22 - Casa da Baronesa 23 - Casa de Tomás Antônio Gonzaga 24 - Casa do Aleijadinho 25 - Casa de Cláudio Manuel da Costa 26 - Casa da Ópera (Teatro Municipal) 27 - Casa dos Contos (antiga Casa de Fundição)

FOTOS PÁGINA AO LADO: Leandro Lopes

Parque Municipal da Cachoeira das Andorinhas 47 – Cachoeiras 48 - do Rapel 49 - dos Prazeres 50 - Três Pingos 51 - dos Namorados

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Eventos Posse

Leonardo Soares toma posse no dia 11 de abril

N

o dia 11 de abril, às 20h, no Imperador Recepções e

para o setor e promoveu o 4º Grande Encontro Nacional do

Eventos, em Belo Horizonte, será realizada a cerimô-

SINDLOC-MG. “Todos esses sucessos compartilho com essa

nia de posse da nova diretoria do Sindicato das Empresas

equipe e com a diretoria do sindicato que me apoia em cada

Locadoras de Automóveis do Estado de Minas Gerais – SIN-

momento e a cada ideia”, afirma Leonardo. Não à toa, ele

DLOC-MG. O presidente reeleito, Leonardo Soares Nogueira

foi releito por unanimidade no dia 30 de novembro de 2012,

Silva, dará, assim, continuidade à sua gestão à frente do sin-

quando associados foram a sede do sindicato votar pela sua

dicato. Leonardo tem como meta avançar em alguns proje-

permanência.

tos que tiveram seu pontapé iniciados recentemente, como o

Para participar da cerimônia, o associado precisa estar em

trabalho de interiorização do SINDLOC-MG e o crescimento

dia com o SINDLOC-MG. Assim, você pode requerer o con-

na oferta de cursos promovidos pelo Centro de Capacitação.

vite no SINDLOC-MG através do telefone (31) 3337.7660 ou

“Nossa meta é o crescimento sempre. Desde o início des-

pelo email atendimento@sindlocmg.com.br.

te ano aplicamos para nós mesmos uma cota de cinco novos associados por mês. Nestes dois primeiros meses, isso

SERVIÇO

não só foi alcançado como superado. A expansão para todo

Cerimônia de Posse da Diretoria Biênio 2013 / 2014

o território do Estado mineiro é o nosso objetivo”, planeja

Data: 11/04 (quinta-feira)

Leonardo.

Horário: 20h

Nos seus dois primeiros anos de gestão, Leonardo trouxe

Local: Imperador Recepções e Eventos

80 novos associados para o sindicato, implantou o departa-

Traje: Passeio Completo

mento comercial, trouxe inúmeras novas parcerias, traba-

Evento de posse seguido de coquetel: 20h às 23h30

lhou pela capacitação do setor, criando o Centro de Capa-

Informações: (31) 3337.7660

citação que treinou mais de 150 profissionais do segmento,

atendimento@sindlocmg.com.br

originou as primeiras turmas do curso de inglês direcionado

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FOTO:


CONHEÇA A DIRETORIA PARA O BIÊNIO 2013 / 2014 - Presidente: Leonardo Soares Nogueira Silva (Yes Aluguel de Carros); - Vice Presidente: Luis Fernando Porto (Locamérica Locadora); - 1º Diretor Tesoureiro: Emerson Eduardo Ciotto (Arcan Locadora de Veículos); - 2º Diretor Tesoureiro: Raimundo Nonato de Castro Teixeira (Yes Franchising); - 1º Diretor Secretário: Luiz Henrique Franco Júnior (Dinâmina Logistica e Serviços); - 2º Diretor Secretário: Gustavo de Paula Botelho Penna (Locarcity Rent a Car); - Diretor de Relações Públicas: Marcelo Elian Moreira (Alugue Brasil); - Diretor de Eventos: Antônio Mansueto Caldeira (Garra Locadora de Veículos); - Diretor de Relações Institucionais: Mauro Roberto Alves Ribeiro (Locamil Locadora de Veículos); - Conselho Fiscal: Francisco Salles Campos Júnior (Raja Rent a Car); Marco Aurélio Gonçalves Nazaré (M&M Rent a Car); Frederico Fonseca Martins de Barros (Barros & Braga Locadora de Veículos); - Presidente de Honra: Saulo Tomaz Froes (Lokamig Rent a Car & Rede Brasil Aluguel de Veículos).

FOTO:

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Encontro

FENALOC divulga data do 16º Encontro Nacional dos SINDLOCs

A

Federação Nacional das Loca-

do setor de aluguel de carro no Brasil.

como a própria criação de uma federa-

doras de Automóveis – FENA-

O encontro, que já aconteceu em ci-

LOC – divulgou a data do 16º Encon-

dades como Salvador, na Bahia, e Foz

tro Nacional dos SINDLOCs. O evento

do Iguaçu, no Paraná, mas que passou

acontecerá nos dias 3 e 4 de maio, em

a ter Brasília como lugar permanente,

www.sindlocmg.com.br,

Brasília e promete reunir todos os pre-

é um importante momento de reflexão

www.facebook.com/sindlocmi-

sidentes dos sindicatos estaduais e al-

para melhorias do segmento, promo-

guns diretores para discutir o futuro do

vendo discussões, trocas de experiên-

segmento e o modelo de representação

cias e tomada de essenciais decisões,

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ção nacional. Em breve mais informações nos nossos canais de comunição:

nasgerais e •

www.twitter.com/sindlocmg.

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Revista SINDLOC-MG - Edição nº 62  

Matéria da capa: Carro parado, prejuízo computado.

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