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JORNAL DO Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná

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Na GREVE, servidores conquistam jornada de 30 horas Agora a categoria mantém a pressão para tirar a conquista do papel e torná-la concreta

Acampamento em Brasília. De 18 a 20 de julho

Marcha a Brasília. 18 de julho Foto: Nilberto Galvão

Galera da UTFPR na Marcha a Brasilia. 18 de julho

Ato unificado dos servidores federais - 10 de julho Foto SindUTF-PR

Mobilização no COUNI. 29 de junho

Foto: Sinditest

Durou 79 dias a greve dos servidores técnicos administrativos da UTFPR. Começou em 11 de junho e terminou em 28 de agosto. O movimento na universidade persistiu por dois dias a mais do que a paralisação nacional devido às negociações da pauta local. Estava em discussão a jornada de trabalho de 30 horas semanais. Na assembleia de 27 de agosto a

Foto: Luiz Herrmann

Gestão Mudando o Rumo dos Ventos

“Empacotamento” da UTFPR. 22 de agosto -

categoria concordou com os termos do acordo, desde que fossem alterados os textos da portaria que autoriza a jornada de 30 horas e da portaria que cria a comissão que irá regulamentá-la. Os ajustes são importantes porque os servidores querem que Comissão Central de Regulamentação da Jornada trabalhe na perspectiva de implantar a nova jornada, buscando soluções para os desafios que a nova realidade vai impor. Deve tentar superar as dificuldades para viabilizar esta conquista. Jornada de 30 horas deve se tornar regra, não exceção. Representam os trabalhadores na comissão Emanuelle Torino, Janeci T. da Silva e Vanice S. Sbardelotto.

Sair do papel

A categoria agora mantém a luta para tirar a conquista do papel. Não será fácil. A tentativa de entendimento com a

Reitoria não está indo bem. As conversas para encaminhar as conquistas da greve têm sido muito enroladas. A Comissão Central ganhou 30 dias para realizar seus trabalhos, que agora foram ampliados para 60 e não devemos deixar que o prazo se estenda. Pra continuar avançando, vamos manter a mobilização. Encerramos a greve, mas não abandonamos a luta.

Servidor como Diretor de Campus

A candidatura de servidores técnicos administrativos para Diretor de Campus é uma das conquistas da greve. A Reitoria quer regulamentar a medida em seis meses. Mas a próxima seleção para o cargo será em pouco mais de um mês. Nós queremos o direito de participar já deste processo. Não há nenhuma norma que impeça que servidores TAE ocupem o cargo.


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JORNAL DO edição especial UTFPR - ano 20 - outubro de 2012

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renúncia

Análise da greve E os desafios para a categoria Por Carlos Augusto Pegurski Os sindicatos representaram papel importante na cena política brasileira no final do século passado, sobretudo nos anos 80 e 90. Ao lado de outras forças sociais, o movimento sindical combateu os modelos autoritários de organização social. Enfrentou a ditadura e, mais tarde, o neoliberalismo. Esse histórico de lutas fortaleceu a esquerda no país, seja resgatando partidos com acúmulo de longa data, seja viabilizando novos partidos. Dentre estes, encontra-se o Partido dos Trabalhadores, que deve às esferas populares a viabilização do seu projeto de poder. Porém, o PT não tem honrado a sua própria biografia, construída junto a essas esferas da sociedade. Desde o primeiro mandato do governo Lula, os compromissos assumidos pela ala majoritária do partido com grupos da elite econômica têm comprometido as prioridades do governo. Ao invés de governar para os trabalhadores e as trabalhadoras, o governo Lula e agora o governo Dilma têm tratado com benesses inadmissíveis a burguesia nacional e internacional. Nunca antes na história deste país os banqueiros e empreiteiros lucraram tanto e jamais houve tamanha disposição em se pagar a dívida pública, sabidamente ilegítima e nunca auditada.

expediente

Dilma viu dezenas de categorias do serviço público federal entrarem em greve e não teve reação diferente do governo tucano: atacou com ameaças, corte do ponto, falta de diálogo, criminalização do direito de greve...

Por essa razão, a categoria manteve a disposição na greve, que atingiu a maioria das universidades federais brasileiras, apesar do governo se recusar a dialogar com os trabalhadores.

O ministro Guido Mantega chegou ao cúmulo do afirmar que investir 10% do PIB na Educação daqui a dez anos quebraria o país.

Após cerca de dois meses e meio de greve, o Comando Nacional de Greve dos TAEs avaliou a proposta do governo e decidiu que seria estrategicamente interessante encerrar a paralisação. No entanto, os servidores da UTFPR mantiveram a greve pela flexibilização da jornada de trabalho para 30 horas semanais, ponto principal da pauta local.

Este ano também foi bastante significativo para a UTFPR. No final de março foram realizadas eleições para a Reitoria, que reelegeram Carlos Eduardo Cantarelli. Em maio, os docentes começaram a greve. Em junho, os técnicos administrativos também entraram em greve. Os estudantes optaram por também aderir ao movimento paredista, em apoio à decisão das outras categorias.

A greve desmascarou o governo Logo no início da greve o governo afirmou que a crise econômica impediria qualquer aumento. No entanto, a base entendeu que a crise econômica era mera desculpa para o governo não avançar na negociação. Ainda que houvesse a necessidade de se fazer cortes no orçamento, os trabalhadores não poderiam ser atingidos. Ao contrário, seria necessário rever o lucro exorbitante dos bancos, das empreiteiras e de outros setores.

Para além dos pontos práticos, houve também ganhos simbólicos importantes nessa greve. Ela tornou os trabalhadores mais coesos, o que é um desafio, em se tratando de uma instituição presente em doze cidades. Também foi perceptível o aumento no número de lideranças entre trabalhadores em todos os campi. Certamente as batalhas futuras serão ainda mais fortes! Enfim, além de fortalecer a instituição, a mobilização aproximou os trabalhadores da UTFPR e de outras instituições, como UFPR, HC, Unila, IFPR e UFFS.

Parabéns a todos os trabalhadores que construíram esse momento!

Outubro de 2012

O Jornal do SINDITEST-PR é uma publicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná. Avenida Agostinho Leão Junior, 177 – Alto da Glória – Curitiba – Paraná – Telefone: (41) 3362-7373 Fax: (41) 3363-6162 – www.sinditest.org.br – imprensa@sinditest.org.br Jornalista Responsável: Luiz Herrmann DRT/PR-2331. Colaboração: Carlos Augusto Pegurski. Projeto Gráfico e Diagramação: Excelência Comunicação - fone: (41) 3408-0300 – Gráfica: Mega Impressão Grafica e Editora - fone: 3598.1113 e 9926.1113. É permitida a reprodução com a citação da fonte.


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edição especial UTFPR - ano 20 - outubro de 2012

Intervenção no campus de Curitiba fere a democracia Os mandatos dos diretores gerais de campus se encerraram no dia 2 de setembro. Em virtude da greve não foram convocadas eleições. Os diretores foram reconduzidos às suas funções até o retorno das atividades regulares. Isso ocorreu nos onze campi do interior, exceto em Curitiba, que se tornou campus-sede da Reitoria. A explicação da Reitoria é de que haveria necessidade de atender o parecer jurídico da Procuradoria Jurídica da UTFPR, de que Reitoria e campus não poderiam ocupar o mesmo espaço físico. Esta posição jamais foi observada. Nesse momento, a medida se configura como um ato de perseguição política ao ex-diretor geral do campus Curitiba. Marcos Flávio de Oliveira Schiefler Filho foi segundo colocado no pleito para reitor e era

forte candidato a ser reeleito diretor geral.

têm o direito de opinar e decidir os rumos da universidade.

Independente de motivação jurídica ou política, nada justifica o fato da comunidade universitária não ser ouvida nesse processo. Estudantes, técnicos administrativos e docentes de todos os campi

Paralelo a isto, o governo anunciou aumento de até 25% na remuneração dos cargos de direção, que se aplicam ao reitor, aos próreitores e a outros cargos de alto escalão.

MOÇÃO DE REPÚDIO Os trabalhadores técnicos administrativos em Educação da UTFPR, reunidos em assembleia em 5 de setembro de 2012, vêm por meio desta expressar o seu repúdio em relação à atitude da Reitoria desta instituição em incorporar o campus Curitiba à sua estrutura sem ampla discussão e consulta prévia à comunidade universitária. Entendemos que uma decisão de tamanha importância, tomada à revelia da comunidade, não representa uma ação de gestão democrática, nem coloca a Universidade no caminho certo e seguro prometido em campanha. Curitiba, 05 de setembro de 2012

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edição especial - ano 20 - OUTUBRO de 2012

Sinutef e Sinditest são ferramentas da luta sindical na UTFPR Em 29 de agosto de 2012, a renúncia da Coordenação da Seção Sindical (Sinutef) gerou dúvidas entre os técnicos administrativos da UTFPR, em meio à negociação da pauta local. No entanto, os ruídos entre a coordenação, o Conselho de Delegados e o Sinditest começaram muito antes.

Vamos aos fatos: • Em março, o Sinditest construiu com a vice-coordenadora da seção sindical um calendário de assembleias nos campi para retirar delegados ao Confasubra. Mas, por ordens de outra coordenadora, a seção se recusou a participar das assembleias. • Com o início da greve, o Sinditest passou a receber reclamações dos delegados sindicais sobre as “dificuldades” que a coordenação criava para encaminhar a política construída pela base. • O problema se agravou quando a coordenação não viabilizou a presença dos delegados para negociação com a Reitoria. Eles só

participaram devido ao apoio financeiro e político do Sinditest. • A falta de confiança política dos delegados na coordenação aumentou e os levou a pedirem ajuda à direção do Sinditest para resolver a crise política. • Foi constatado que a coordenação agia de forma autoritária e antidemocrática, num momento que pedia estreita confiança entre base e dirigentes. • Mesmo à revelia da coordenação, a direção do Sinditest participou do início da reunião ocorrida em 29 de agosto com os delegados sindicais. Comunicou que, a partir daquela data, construiria a política para UTFPR diretamente com a base e não ficaria mais refém de uma coordenação que excluía os delegados sindicais dos momentos decisivos. Neste mesmo dia, a Coordenação da Seção Sindical mostrou-se incapaz de dialogar com o Conselho de Delegados e a direção do Sinditest e renunciou coletivamente. De

A luta continua! Eleição de nova Coordenação da Seção Sindical será em 10 de outubro

forma irresponsável, abandonou a categoria em um momento estratégico para a luta sindical na UTFPR e fragilizou a negociação de greve que ainda estava em curso. Mesmo assim, a direção sindical, com o Conselho de Delegados, assumiu a Seção Sindical e a negociação da pauta local. Elegeu Comissão Provisória e convocou eleições para recompor a Coordenação da Sinutef. Felizmente, os TAEs da UTFPR mostraram coragem e determinação nesta greve e provaram que a política certa se faz pela base e com a base. Ao final deste processo podemos dizer que os TAEs da UTFPR saem fortalecidos, corrigindo os erros, aproximando sindicato e sindicalizados, avançando nas pautas coletivas e mostrando à Reitoria que sindicato, seção sindical, delegados – todos – somos ferramentas de uma mesma luta! Direção do SINDITEST-PR Gestão Mudando o Rumo dos Ventos

No dia 10 de outubro será realizada eleição de nova Coordenação da Seção Sindical - Sinutef. O pleito ocorre devido à renúncia da coordenação anterior. O regulamento do processo eleitoral está disponível na página do Sinditest-PR. Esperamos que os novos membros da coordenação façam um trabalho de diálogo e

cooperação junto ao Conselho de Delegados e demais servidores. As vitórias alcançadas durante o movimento paredista só ocorreram em virtude da união da categoria. Há ainda muito por que lutar, tanto em relação aos pontos da realidade local, quanto pela pauta nacional, como a data-base de reajuste.


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