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maio/junho de 2008 - Ano VI - Número 28

68008235/2005-DR/SC SINDIPI

Palhoça

rica em belezas naturais e destaque na produção de mariscos

Entrevista com Alberto Encinas

Presidente da Gomes da Costa

Visita do Ministro da pesca

Parceria Univali e Sindipi

Exportação para UE

e muito mais

Fechamento autorizado. Pode ser aberto pela ECT

Revista


Wagner Mezoni

Índice Editorial....................................................................................................................4 Entrevista - Alberto Encinas, presidente da Gomes da Costa.................................6 Especial - Monitoramento da pesca costeira industrial............................................10

Especial - pesca monitorada

Entidade - Ministro da Pesca em visita oficial ao SINDIPI........................................14 Marcello Sokal

- Encontros..............................................................................................17 Pesca - SINDIPI aposta no sistema de subvenção do óleo diesel................20 Artigo pesca - Resíduos do processamento da Tilápia..................................22 Consumo - A popularidade do Caminhão do Peixe........................................24 Exportação - Novas empresas habilitadas a exportar para UE............................26

Entidade - ministro em Itajaí

Empresa que Faz - Forsafe: qualidade em equipamentos de salvatagem..........28 Divulgação

Educação - Casa Familiar do Mar de Laguna.......................................................30 Perfil - Raul Thomaz, aos 73 anos na pesca...........................................................32 Parcerias - SINDIPI firma convênios para os associados...................................33 Turismo - Palhoça: um “néctar turístico” por natureza..........................................34 Moda - Escamas de peixe na moda......................................................................38 Exposição - Acqua Mundo: conhecimento e respeito com a natureza...............40

Educação - aprendendo a pescar

Livro - Uma arqueologia dos saberes da pesca....................................................42 Marcello Sokal

Gastronomia - Saberes e sabores inspiram Brasil a Gosto................................44 Notas - Um mar de informações...........................................................................46 Mensagem - Amigo mar.........................................................................................50

Turismo - beleza sem igual

A Revista Sindipi é uma publicação do Sindicato das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região Diretoria do Sindipi: Dario Luiz Vitali (Presidente); Giovani Genázio Monteiro (Vice-Presidente); Márcio Andriani (Tesoureiro)- Departamento Jurídico: Marcus Vinícius Mendes Mugnaini(OAB/SC 15.939)- Sede: Rua Lauro Muller, 386, Centro, Itajaí, Santa CatarinaCep:88301-400; e mail: sindipi@sindipi.com.br- Fone: (47)3247-6700 site: www.sindipi.com.br. Coordenação Editorial: Dario Luiz Vitali. Jornalista Responsável: Daniela Maia (SC.01259-JP); Colaboração: Marília Massochin; Designer Gráfico: Geraldo Rossi; Direção Comercial: SINDIPI; Fotografia: Marcello Sokal. Impressão: Gráfica Coan - Circulação: setor pesqueiro nacional, profissionais do setor, parlamentares, imprensa. As matérias jornalísticas e artigos assinados na Revista Sindipi somente poderão ser reproduzidos, parcial ou integralmente, mediante autorização da Diretoria. A Revista Sindipi não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados. Eles não representam, necessariamente, a opinião da revista. Fale conosco: REDAÇÃO: envie cartas para a editora, sugestão de temas e opiniões: redacao@sindipi.com.br PUBLICIDADE: com Antônio Carlos Corrêa, Fone: 47 33431456 / 47 84080721; e-mail: revista@sindipi.com.br

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NOVO TELEFONE SINDIPI 47 3247-6700 2

Revista SINDIPI

Capa: Praia de Fora, Palhoça (SC). foto: Marcello Sokal


Editorial

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Revista SINDIPI

go em busca de um único objetivo. Na matéria especial, mostramos a aposta do Sindipi em pesquisas, exemplos de ações inspiradas no filósofo Confúcio: “transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha”. Para compartilhar o aniversário da entidade, convido você leitor a desfrutar de cada matéria da Revista Sindipi. Sempre apostando na diversidade de temas para uma leitura agradável, confira as matérias de arte, gastronomia, cultura, indústria, pesca e outros assuntos de interesse do setor pesqueiro. Aproveito para agradecer uma mensagem recebida pelo Prof. Edison d´Ávila, Diretor do Colégio Fayal de Itajaí que parabenizou a Revista pelas matérias e a composição gráfica. A equipe ficou ainda mais motivada em produzir cada página da Revista. A participação do leitor com opiniões, sugestões de matérias é essencial para o crescimento da publicação. Desejo uma excelente leitura e aguardo seu retorno!

Marcello Sokal

A

ntes de escrever sobre as novidades nesta edição, vou reforçar o meu parabéns para uma grande entidade, que representa um setor rico em histórias, trabalho, cultura e produz alimento saudável. Em abril, o Sindipi completou 28 anos de existência. Tempo para comemorar e relembrar fatos importantes no setor pesqueiro. Hoje a entidade demonstra mais maturidade e representatividade nacional. Por todos os motivos conquistados, desejo Parabéns Sindipi !!! Quando relembramos de datas, momentos passados, sempre escutamos: “ ah, naquele tempo era melhor, mais fácil...”. Mas estas expressões não fazem parte do dia-a-dia do Sindipi. E, sim que as mudanças dependem de nós e não do tempo e que a cada derrota, uma experiência e conseqüentemente uma conquista. Nesta edição você leitor pode compartilhar na seção Encontros, as diversas reuniões promovidas pela entidade, mostrando o trabalho em conjunto, o diálo-

Daniela Maia Editora comunicacao@sindipi.com.br Fone: 47 3348-1083

Revista SINDIPI Rua Antônio Hülse, 1153 - Bairro Humaitá - Tubarão - SC - Fone: (48) 3632-9545 - nuntec@nuntec.com.br

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Entrevista

Presidente da Gomes da Costa fala sobre a empresa e o setor pesqueiro Marcello Sokal

O

executivo espanhol Alberto Encinas, 37 anos, assumiu em janeiro de 2008 a presidência da Gomes da Costa. Encinas, profissional com larga experiência no setor, ocupava até então a direção de Controle e Gestão do Grupo Calvo na Espanha, um dos cinco maiores do mundo em pescados, grupo ao qual está vinculado desde 1999.

SOBRE A EMPRESA GOMES DA COSTA

A Gomes da Costa é líder no mercado de pescado enlatado na América Latina. A empresa foi criada pelo português Rubem Gomes da Costa em 1954, com uma fábrica de pescado na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Em 1998, esta unidade industrial foi transferida para Itajaí, Santa Catarina. Em 2004, houve a fusão da empresa com a multinacional espanhola Calvo, uma das maiores do mundo em pescado enlatado, com o intuito de aumentar a presença no exterior. Pioneira no mercado nacional de embalagens de sardinhas abre-fácil, a Gomes da Costa investe em pesquisas e alta tecnologia para garantir lançamentos de produtos exclusivos. Hoje são mais de 30 itens para o varejo. A empresa também possui uma linha food service (atum em embalagens de 500g e de 1kg) destinada ao atendimento de pizzarias, restaurantes e caterings.

RevistaSINDIPI SINDIPI 66 Revista

Revista Sindipi - A Gomes da Costa possui uma preocupação com o meio ambiente. Em 2008 a empresa fará alguma ação neste sentido? Alberto Encinas - Os investimentos em meio ambiente em 2008 serão referentes à ampliação da estação de tratamento de efluentes para fazer frente ao aumento de produção e substituição das fontes de energia para gás natural. Estes investimentos serão da ordem de R$ 3 milhões. Revista Sindipi - Quais as perspectivas para 2008 com relação ao mercado dos enlatados? Alberto Encinas - Estimamos que o mercado de pescado enlatado cresça aproximadamente 2,5%. A Gomes da Costa prevê o crescimento cerca de 12% no faturamento 2008, meta superior aos 8% de incremento registrado em 2007. Com previsão de crescimento de 40% nas exportações, a Gomes da Costa desenvolveu um produto voltado para as exigências do mercado externo: a lata abre-fácil, que se tornou um diferencial da marca. Essa facilidade provocará um aumento nas exportações, já que muitos países exigem este tipo de tampa como norma de qualidade. Revista Sindipi -Quais são as alternativas encontradas pela empresa para ampliar o consumo de pescado no Brasil, já que o país apresenta um baixo consumo, quando comparado com a Espanha? Alberto Encinas - O mercado brasileiro tem grande potencial de crescimento em pescado, já que o hábito de consumo de peixe ainda é baixo (6,9 kg/capita/ano). Ainda existe espaço para muita inovação e para conscientizar a população sobre uma alimentação mais sau-

dável, que pode ser obtida com um maior consumo de peixe. Esta conscientização pode ser trabalhada com campanhas institucionais informando os consumidores.

volvimento da Gomes da Costa na região de Itajaí deve gerar um efeito multiplicador de empregos indiretos, que hoje já superam os 6 mil.

Revista Sindipi - Qual é a sua opinião sobre o desenvolvimento do setor pesqueiro no Brasil? Alberto Encinas - Na medida em que o governo incentive e apóie as iniciativas para o consumo saudável de pescado e incentivo com ajudas fiscais a indústria de pescado, o setor poderá se desenvolver mais. Na Espanha o apoio do governo tem sido grande o que tem ajudado muito o desenvolvimento do setor, pois são inúmeras as van-

Revista Sindipi - O que tornou a Gomes da Costa destaque no mercado de pescado enlatado na América Latina? Alberto Encinas - O trabalho dedicado e constante neste mercado aliado à excelente qualidade de nossos produtos com a lata abre-fácil tem sido o motivo de nosso sucesso. Atualmente a GDC tem um escritório próprio em Buenos Aires para atender a Argentina, um dos principais

Na medida em que o governo incentive e apóie as iniciativas para o consumo saudável de pescado e em que incentive com ajudas fiscais a indústria de pescado, o setor poderá se desenvolver mais.

tagens, inclusive para a população que acaba tendo melhor saúde o que repercute em menores custos para o governo. No caso da GDC o plano de crescimento já mencionado implica em uma maior necessidade de suprimento de peixe, que trará repercussões positivas para o setor pesqueiro catarinense. Devido a este incremento de produção, a Gomes da Costa ampliou seu quadro de funcionários em cerca de 340 pessoas, totalizando hoje 1550 colaboradores, entre a linha de produção e a fábrica de embalagens. E, é claro, o desen-

mercados de consumo de pescado em conserva na América do Sul. Revista Sindipi - Desde 1998 a unidade industrial da Gomes da Costa trocou o Rio de Janeiro por Itajaí, em Santa Catarina. Quais as vantagens a empresa teve com a mudança, ao longo destes 10 anos? Alberto Encinas - As vantagens da mudança foram: 1) Melhor acessibilidade à matéria prima; 2) Eficiente estrutura portuária; Revista Revista SINDIPI SINDIPI 7 7


3) Ampla área para expansão da fábrica; 4) Acolhimento das autoridades locais. Revista Sindipi - Qual a sua opinião sobre a receptividade do produto brasileiro para o mercado internacional? Alberto Encinas - Os produtos da GDC estão sendo bem aceitos fora de Brasil, devido à excelente qualidade e a seu sistema abre-fácil. Nossa grande produção no Brasil permite também ter preços competitivos para exportar. Revista Sindipi - Quais são

O foco destes investimentos foi em inovação, qualidade e praticidade para o consumidor, e permitirão aumentar as exportações da empresa. Como conseqüência, este investimento já trouxe um aumento de funcionários diretos de mais de 150 pessoas na fábrica de embalagens. Revista Sindipi - O que a associação da empresa espanhola Calvo trouxe para a Gomes da Costa, em experiências aplicadas? Alberto Encinas - A Calvo é líder no mercado espanhol de atum e tem 70 anos de experiência na fabricação de pescado em conser-

É interesse de todos ter um setor pesqueiro forte no Brasil, tanto da parte dos pescadores quanto da indústria com o objetivo de fazer crescer o consumo de peixe.

as estratégias utilizadas pela GDC para aumentar as exportações? Alberto Encinas - Conforme já foi falado, a chave do sucesso está num trabalho dedicado e constante de vários anos servindo com qualidade. Revista Sindipi - Quais foram os principais investimentos da empresa nos últimos anos? Especifique os investimentos. Alberto Encinas - A GDC Alimentos investiu fortemente em SC: R$ 45 milhões na ampliação da fábrica de processamento de pescado em Itajaí em 2006 e R$ 44 milhões na construção da GDC Embalagens. 8 8

Revista SINDIPI Revista SINDIPI

va inovando constantemente. Calvo contribui para a sua filial GDC com o know –how e tecnologia de processos de fabricação. Revista Sindipi - Há previsão da empresa aumentar a variedade de produtos no setor de pescado, quais? Alberto Encinas - Inovação é parte da missão de GDC e assim trabalhamos continuamente nesta área. O ano de 2007 foi marcado por lançamentos da Gomes da Costa na categoria de atum. Em maio, a empresa lançou a linha de patês, nos sabores tradicional, azeitonas e light. Além do sabor caseiro, o produto também oferece

a praticidade de uma embalagem com design moderno e exclusivo sistema de abertura e conservação. Esta inovação ganhou o prêmio da Associação Brasileira de Embalagens (ABRE) na categoria embalagem de alimentos. Em julho, foi lançada a linha de Atum Ralado ao Molho, nos sabores Tomate e Tomate Picante. Em janeiro deste ano lançamos a sardinha ao molho de tomate picante exclusividade da GDC. Para este ano, estão previstas várias novidades para o mercado brasileiro e que serão comunicadas oportunamente. Revista Sindipi -Como a empresa avalia a questão das cotas de importação da sardinha? Alberto Encinas - De acordo a nossa experiência há um déficit estrutural de capturas de sardinha comparado com a demanda nacional deste produto, fato que obriga a fazer fortes importações para poder atender as necessidades. O nosso Governo é ciente deste fato e vem concedendo reduções de impostos de importação em caso de desabastecimento com vigência anual, sempre com o compromisso por parte da indústria de comprar toda a sardinha que seja pescada localmente. A nossa visão, que está alinhada com a SEAP, é que teríamos que achar uma solução definitiva, toda vez que o problema de desabastecimento é estrutural, nesse sentido somos conscientes dos esforços que o nosso Governo está fazendo no MERCOSUL para conseguir uma isenção permanente para a sardinha. Revista Sindipi - Qual a estrutura da frota pesqueira da empresa espanhola Calvo? Alberto Encinas - Atualmente a Calvo conta com 6 atuneiros, 2 barcos de apoio e 3 mercantes.

Revista Sindipi - Há interesse da GDC em trazer esta frota para explorar os recursos pesqueiros da nossa costa? Alberto Encinas - Temos feito um grande esforço para estabelecer parcerias de longo prazo com pescadores locais com o intuito de garantir o fornecimento de matéria prima local e estamos muito satisfeitos com este modelo. Achamos que os sistemas de pesca no Brasil são muito respeitosos com os recursos e garantem a adequada sustentabilidade do mesmo. Gostaríamos que continuasse assim por muito tempo. Porém, acreditamos que há uma necessidade de modernização da nossa frota, que com um esforço financeiro dos organismos públicos, que já tem começado com o Profrota, traria efeitos muito positivos em termos de produtividade, qualidade de matéria-prima, bem estar e seguridade de nossos pescadores. Além disso, os nossos barcos fornecem atualmente atum às nos-

sas fábricas em outros países, as quais abastecemos outros mercados. Revista Sindipi -Se o senhor fosse o secretário da pesca, quais as ações imediatas tomaria para o crescimento da indústria pesqueira no país? Alberto Encinas - Eu acho que é interesse de todos ter um setor pesqueiro forte no Brasil, tanto da parte dos pescadores quanto da indústria com o objetivo de fazer crescer o consumo de peixe no Brasil e chegar pelo menos nos níveis mínimos recomendados pela FAO, o que significaria mais que dobrar o consumo atual. Acreditamos que o nosso Governo também está focado nesse objetivo, e fruto dessa preocupação tem sido criada a SEAP, à qual estamos muito agradecidos pelo esforço que está sendo feito para desenvolver o setor. Porém acreditamos que deveriam ser tomadas medidas ten-

dentes a incentivar o consumo de pescado, tais como: - campanhas de comunicação à população focando nos benefícios à saúde que o peixe traz para o consumidor, como fonte de proteína saudável e de Ômega 3, um antioxidante natural para o organismo. Fatos que por outro lado ajuda o governo a diminuir os gastos em saúde no futuro. - Incentivos fiscais para o atum e sardinha enlatado na cesta básica em todos os Estados do Brasil. - ajudas para a modernização do setor pesqueiro Revista Sindipi - Quais são as metas (investimento e lucro) para os próximos anos, tanto no mercado interno quanto o externo? Alberto Encinas - As metas de crescimento da empresa são de 12% considerando o mercado interno e externo.

JOGO RÁPIDO Livro de cabeceira: “A sombra do vento”. Qualidades de um empreendedor: acreditar em um projeto e saber liderar uma equipe para consegui-lo. A indústria da pesca no Brasil: motivadora Incentivo dos governos com a pesca: Necessário Juros no Brasil: os maiores do mundo em termos reais. Um prato a base de peixes e frutos do mar: Paella Frase ou mensagem: Coma peixe, coma saúde.

Entrevista: Daniela Maia

Revista SINDIPI 9 Revista SINDIPI 9


ESPECIAL

Monitoramento de pesca costeira industrial Acordo entre Sindipi e Univali permitirá atualização do conhecimento científico sobre os principais recursos explorados pelas frotas de Santa Catarina

U

m Termo de Cooperação Técnica assumindo o compromisso para desenvolver, de forma conjunta, pesquisas e projetos na área de utilização e conservação de recursos pesqueiros foi assinado recentemente pelo Sindicato das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região – SC (Sindipi) e Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Com a parceria o setor privado passa a participar efetivamente dos estudos que geram informações que Governo Federal utiliza na definição das normas que regem a pesca industrial nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Com o estabelecimento desta parceria, o Grupo de Estudos Pesqueiros (GEP/Univali), deu início à execução

do projeto “Subsídios para a promoção de políticas de desenvolvimento da pesca de recursos de plataforma no SE-S do Brasil”. O projeto faz parte de convênio firmado no final de 2007 entre a Univali e a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap). A previsão de duração do projeto é de dois anos. Nesse período será conhecida a realidade de pescas bastante exploradas e estudadas no passado, como: corvina, camarão-rosa, pescadas e sardinhas. Para Roberto Wahrlich, pesquisador do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar (CTTMar/Univali), apesar do significativo conhecimento sobre a biologia destas espécies, o futuro da pesca comercial é incerto se as condições atuais forem mantidas:

Pesquisador da equipe de campo do GEP entrevistando mestre de uma embarcação pesqueira.

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“Cada vez mais barcos dependem da produção de recursos cada vez mais escassos, em que novas áreas são descobertas e esgotadas em pouco tempo, em que diversas modalidades de pesca disputam os mesmos peixes”, pontuou. Segundo o pesquisador, medidas adequadas devem ser tomadas para reverter esta tendência, mas elas precisam ser fundamentadas com informações atualizadas e com a abrangência que requerem a complexidade da atividade pesqueira. “É neste contexto, que o envolvimento direto do setor produtivo na geração e uso destas informações assume grande importância para a aplicabilidade de qualquer medida de gestão pesqueira” apontou o pesquisador.

Pesquisadora entrevista o mestre no momento do desembarque da embarcação pesqueira.

Os pesquisadores disseram ainda que o estudo de pescarias comerciais, no que se refere à sua sustentabilidade ecológica e econômica, depende da existência de dados científicos coletados de forma contínua e com a devida quantidade e qualidade. Isso levou o projeto a ser concebido considerando a implementação simultânea de duas metodologias de aquisição de dados: uma realizada nos locais de descarga de pescado e a outra ocorrendo a bordo de embarcações pesqueiras em operação. A pesquisa nos locais de descarga faz parte do Sistema Integrado de Estatística Pesqueira, projeto também

viabilizado pelo mesmo convênio entre Univali e Seap. A partir deste projeto, a rotina de visitas realizadas a empresas de pesca e terminais de descargas em Itajaí e Navegantes foi ampliada para permitir a amostragem de mais espécies, enquanto são obtidas informações sobre a produtividade das áreas de pesca com os mestres de embarcações e sobre as quantidades desembarcadas com a empresa responsável pela descarga. Com esta metodologia, a quantidade de informação obtida depende da presença da equipe técnica no momento que ocorrem as descargas de pescado e da colaboração das em-

presas em permitir o acesso às suas dependências e aos valores da pesagem da produção. Por outro lado, a qualidade da informação depende da colaboração dos mestres e outros tripulantes das embarcações em descarga ao responder corretamente ao breve questionário aplicado pela equipe de campo. Esta metodologia começou a ser desenvolvida pelo GEP/ Univali em 1995, e desde o ano 2000 está na base da Estatística Pesqueira Industrial de Santa Catarina.

EMBARQUE DE PESQUISADORES COMPLEMENTARÁ INFORMAÇÕES O embarque de observadores científicos em uma amostra de cada frota pesqueira que atua na pesca costeira irá complementar e dar mais consistência às informações obtidas nos locais de descargas, garantem os pesquisadores do GEP/Univali. Eles disseram ainda que já foram iniciados embarques em seis barcos da frota camaroneira operando alternativamente durante o período de defeso do camarão-rosa. A bordo, os pesquisadores ob-

tém dados precisos sobre as estratégias de pesca, sobre a composição das capturas a cada lance de pesca, sobre a condição biológica de organismos que são descartados em alto-mar, ou que recebem algum tipo de processamento a bordo, e que, por isso, não estão presentes nas descargas.

Pesquisador de bordo observando e anotando os organismos capturados

Pesquisador acompanhando a recuperação de uma tartaruga que retornou ao mar viva.

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Os observadores científicos possuem capacitação técnica específica para a função, e não tem atribuição de fiscalização das operações de pesca ou das espécies capturadas. O trabalho realizado a bordo é remunerado com recursos do próprio projeto, sem onerar empresas e pescadores, e os dados coletados são utilizados exclusivamente para a pesquisa científica. Serão embarcados observadores científicos em embarcações engajadas nas pescarias de arrasto, emalhe

de fundo e cerco, cobrindo de 10% a 20% das viagens das frotas sediadas em Itajaí e Navegantes. Para atingir esta cobertura, o apoio do Sindipi no estímulo de seus filiados para disponibilizarem vagas para o embarque dos pesquisadores como vêm ocorrendo em parte da frota camaroneira, é imprescindível. “O êxito no acompanhamento direto de viagens de pesca e dos desembarques comerciais nos portos de Itajaí e Navegantes permitirá a obtenção

de dados atualizados sobre padrões de explotação dos recursos costeiros”, disse Roberto Wahrlich, pesquisador do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar (CTTMar/Univali). Com os dados poderão ser realizadas análises descritivas detalhadas sobre a pesca na plataforma continental do Sudeste e Sul, bem como avaliações de parâmetros relevantes para o uso sustentável dos recursos pesqueiros que sustentam a indústria pesqueira da região de Itajaí.

Tripulante realizando consertos na rede de pesca durante a viagem

Grupo de Estudos Pesqueiros (GEP – UNIVALI) visitam pontos de desembarque em Itajaí, Navegantes, Porto Belo e Laguna.

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Pesquisador iniciando a amostragem de composição da captura rejeitada em uma embarcação de arrasto de fundo.

SISTEMA INTEGRADO DE ESTATÍSTICA PESQUEIRA O GEP/Univali é responsável, desde o ano 2000, pela Estatística Pesqueira Industrial de Santa Catarina. Com o trabalho, são coletados, processados e disponibilizados os dados oficiais sobre a pesca industrial do Estado. Por meio deste governo, setor produtivo, comunidade científica e demais interessados obtêm de forma rápida e eficiente informações para gerenciar a atividade pesqueira na região. A coleta dos dados é feita por uma equipe especializada diretamente nas empresas de pesca das cidades de Itajaí, Navegantes, Porto Belo e Laguna. Para aumentar a cobertura do sistema são utilizadas até quatro fontes de dados: as fichas de produção, formulários preenchidos por armadores e empresas, contendo o nome do barco, data da descarga e totais descarregados por espécie, as entrevistas no cais, realizadas pela equipe do GEP/Univali com os mestres das embarcações, os dados obtidos por observadores de bordo e, até 2005, também as informações constantes nos mapas de bordo que, até então, eram coletados pela equipe.

Além da coleta de dados de produção, a equipe também faz medições, pesagens e análise do estágio reprodutivo de várias espécies no próprio cais. Todos os documentos são processados no Campus da Univali, em Itajaí, onde são inseridos num banco de dados após terem sua qualidade verificada pela comparação dos vários documentos. A partir daí são gerados vários produtos, sendo os principais: Relatórios solicitados por pesquisadores do GEP/Univali ou de outras instituições para análise das pescarias, “Boletim Estatístico da Pesca Industrial de Santa Catarina”, publicação impressa, com tiragem de 2,5 mil exemplares, distribuído gratuitamente para todo o setor pesqueiro, bibliotecas de instituições de ensino e pesquisa, órgãos públicos, poderes legislativo e executivo nas esferas federal, estadual e municipal, cientistas, administradores e demais interessados e; Consultas on-line, disponibilizadas pelo endereço www.univali.br/gep onde os dados de produção são atualizados diariamente, fornecendo um panorama da pesca catarinense qua-

se em tempo real. As informações individuais das empresas e embarcações são mantidas em sigilo, atendendo à legislação vigente, sendo utilizadas exclusivamente para pesquisa, o que garante a continuidade do fluxo de dados para o sistema. Desde o ano 2000, o GEP/Univali já controlou 891 mil toneladas de pescado produzidas em mais de 42 mil viagens de pesca, números que impressionam. Para isso, 200 mil quilômetros foram percorridos e mais de 70 mil visitas aos locais de descarga foram realizadas. Mantido pela Seap/PR e Univali, o GEP/Univali tem como metas abranger também as cidades de Florianópolis e Passo de Torres e aumentar a participação dos armadores e empresas no envio das Fichas de Produção. Recente termo de cooperação com o Sindipi é um passo importante para a consolidação do trabalho.

Interessados em colaborar ou em obter outras informações podem contatar a equipe pelo telefone: (47) 3341-7824 ou e-mail estatistica.cttmar@univali.br.

Textos e fotos: Wagner Mezoni

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Entidade

Ministro da pesca em visita oficial ao Sindipi A exemplo do ano passado, quando ocorreu um encontro de dois dias do ministro, nesta reunião foram avaliados os avanços das ações da Seap, assim como as reivindicações do setor.

O Fotos Marcello Sokal

ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, reuniu-se com representantes das oito Câmaras Setoriais (Sardinha, Atum, Arrasto, Indústria, Óleo Diesel, Emalhe, Camarão Sete-Barbas e Camarão-Rosa) do Sindicato das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi) e discutiu propostas para incremento da pesca industrial da região. Gregolin destaca que esses encontros são de grande importância. “Para quem está no ministério, em Brasília, é muito importante governar ouvindo os beneficiários diretos de nossas ações. Assim sabemos se estamos acertando e corrigimos

o que precisa ser ajustado,” disse o ministro. Durante o encontro, foi entregue ao ministro um documento com o detalhamento de cada reivindicação e de projetos para o setor. Neste documento foram abordados assuntos relacionados às competências de vários órgãos federais. No entanto, o presidente do Sindipi, Dario Luiz Vitali, afirmou que “a Seap é que é nossa interlocutora, com a Seap sabemos que podemos contar”. Gregolin garantiu que as demandas serão encaminhas às áreas responsáveis na SEAP e que tudo será respondido. “O que pudermos fazer para atender, faremos, e seremos também bastante sinceros de dizer o que não é possível. É assim que se realiza o debate

de alto nível, fraterno, sincero e com muita disposição para o entendimento,” concluiu. Também foi solicitada a construção da Unidade de Beneficiamento de Pescado para atender a demanda do parque industrial da pesca. De acordo com o secretário da Sepesca, Antônio Carlos Momm, o projeto tem um custo estimado em quase R$ 700 mil. Como contrapartida, o município doaria o terreno para a instalação da Unidade. “Vamos analisar o projeto e, se for aprovado, o recurso será liberado. É um projeto importante, que dará melhores condições de trabalho aos pescadores e aumentará a produção individual das pequenas empresas”, disse o ministro.

Ministro da Pesca, Altemir Gregolin, discute ações do setor com os representantes das câmaras setoriais do Sindipi.

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O presidente do Sindipi, Dario Luiz Vitali, entrega ao ministro documento com as principais propostas para o setor produtivo.

TEMAS ABORDADOS

AQÜICULTURA Gregolin se reuniu com o Sindipi depois de assinar pelo governo federal, em Florianópolis, o acordo de cooperação federativa para a implementação das ações do Território da Cidadania Meio-Oeste Contestado – Chapecozinho, em Florianópolis. Em Itajaí, além de debater com o setor questões relativas à pesca, o ministro falou sobre avanços importantes na área da aqüicultura, com a resolução de um problema que emperrava o desenvolvimento da aqüicultura nacional: a falta de autorização de uso das águas da União para criação de pescado. No fim do ano passado, o governo federal definiu as normas legais para o aproveitamento destas águas (que incluem a costa marítima e reservatórios de hidrelétricas federais) pela aqüicultura, e a SEAP pôde começar o processo de cessão de áreas aos futuros produtores, através de licitações onerosas e não-onerosas. Até o fim deste ano, outras áreas serão licitadas pela SEAP no

litoral e em grandes reservatórios da União (como Tucuruí, Furnas, Três Marias e Ilha Solteira), onde estudos vêm sendo feitos para delimitar parques aqüícolas. Os parques são espaços destinados à produção de pescado dentro dos reservatórios, com áreas de produção demarcadas a partir da análise da viabilidade ambiental, social, técnica e econômica. O aproveitamento das águas da União para fins de aqüicultura vai abrir uma nova fronteira produtiva no país. Cada um dos grandes reservatórios da União pode produzir dezenas de milhares de toneladas de peixe por ano. A ação de cessão das águas e capacitação será chamada Águas Produtivas - Mais peixes para mais brasileiros. “Iniciamos agora um novo ciclo na

produção de pescado no Brasil. É uma nova fronteira da agropecuária brasileira que se abre para gerar renda, aumento na produção e milhares de empregos”, diz o ministro Gregolin. Para ele, a medida vai promover uma revolução produtiva nas águas brasileiras nas próximas décadas. “O Brasil agora tem condições de se transformar em um dos maiores produtores mundiais de pescado”, avalia.

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Encontros

TEMAS ABORDADOS

ICCAT

O Brasil tem 5,5 milhões de hectares de águas represadas em lagos e reservatórios. Pela lei, até 1% desta área poderia ser utilizada para fins de aqüicultura, o que corresponde a 55 mil hectares. Com a implantação de parques aqüícolas nos reservatórios, a produção do Brasil em aqüicultura, que hoje é de 270 mil de toneladas por ano, poderá chegar a cerca de 700 mil toneladas/ano até 2011. Além de aumentar substancialmente a oferta de um alimento nobre, a atividade vai contribuir para a segurança alimentar do país e empregos com inclusão social e sustentabilidade, já que todos os processos de cessão de áreas seguem estudos de viabilidade ambiental. A maior oferta de pescado também será um instrumento para o aumento do consumo no país, a partir do crescimento e regularidade da produção e conseqüente estabilidade nos preços do produto. A regulamentação da criação de pescado em águas da União dá ao país condições de desenvolver seu grande potencial em aqüicultura. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) acredita que o Brasil é um dos países com maiores possibilidades para expandir a atividade aqüícola, graças a condições privilegiadas para o cultivo - 12% da água doce disponível no planeta, clima favorável à produção e 8,5 mil quilômetros de costa marítima. Hoje, 43% do pescado produzido no mundo já vêm da aqüicultura e a demanda é crescente.

A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca também está envolvida na organização da próxima reunião de avaliação dos estoques de atuns tropicais (albacora laje e bonito-listrado) da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico, a Iccat. O evento, que acontece em Florianópolis de 21 a 29 de junho, vai reunir especialistas de diversos países-membro da ICCAT que possuem informações a serem aportadas à Comissão para avaliação das capturas. Este trabalho de avaliação de estoques é fundamental para subsidiar as discussões sobre a definição de cotas anuais de captura, com total rebatimento para o setor pesqueiro nacional, tendo em vista o interesse do Brasil no desenvolvimento da pesca dos atuns e afins, bem como a importância do bonito-listrado para a indústria de conservas. O bonito-listrado é a principal espécie de atum capturada no Brasil e essencial na economia pesqueira de Santa Catarina. De acordo com a Estatística da Pesca 2006 do IBAMA, o Estado capturou 15 mil toneladas da espécie naquele ano, de um total de capturas de 26 mil toneladas no país. A SEAP/PR vem contribuindo para fortalecer a participação do Brasil junto à ICCAT, por compreender a importância dos trabalhos da Comissão para manter a sustentabilidade das capturas dos atuns e afins no Oceano Atlântico.

SEMANA DO PEIXE

Fotos: Divulgação SEAP/PR

A SEAP já está preparando a próxima edição da Semana do Peixe, campanha nacional de promoção ao consumo do pescado. Neste ano, a campanha deve acontecer de 25 de agosto a 7 de setembro. Além da As-

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sociação Brasileira de Supermercados (Abras), parceira nas edições anteriores, desta vez a campanha terá também a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que vai atuar na orientação dos consumidores para a escolha do pescado. Neste ano, a Secretaria espera repetir e superar os resultados da Semana do Peixe do ano passado, que foi a mais abrangente já realizada. Ações de incentivo ao consumo foram feitas em todos os estados do país, com campanhas de divulgação na mídia, valorização e promoção dos setores de pescado nos supermercados, variedade na oferta e consideráveis reduções no preço. A comercialização de peixe durante a Semana aumentou mais de 60% em algumas redes, mas os ganhos vão além: os supermercadistas relatam que a ação trouxe novos consumidores, que foram atraídos pela promoção, mas continuaram comprando pescados, mesmo depois de encerrada a campanha.

Primeira reunião da diretoria

Marília Massochin

No dia sete de maio foi realizada a primeira reunião da diretoria do Sindipi. O encontro aconteceu na sala da presidência sob a coordenação do Presidente do Sindipi, Dario Luiz Vitali. Na reunião foram discutidas as ações do sindicato, o funcionamento da parte administrativa e apresentado o balanço de 2008. Estiveram presentes: a secretária executiva do Sindipi, Liria Aninha dos Santos; o Presidente Dario Luiz Vitali e os associados que compõe a diretoria: Genadi Pawlenko, José Domingos Bento, Benício Silvestre Marques, Giovani Genázio Monteiro, Luciano Cabral, Márcio Andriani, José Kowalsky e Alírio Pinto Filho.

Comandante Arthur Ramos da Marinha visita o Sindipi Marcello Sokal

SALTO PRODUTIVO

No final da tarde do dia 18 de março, o ViceAlmirante e Comandante Arthur Pires Ramos visitou a sede do Sindipi. O encontro fez parte da agenda oficial da primeira visita à Itajaí, após ter assumido o Comando do 5º Distrito Naval, em dezembro de 2007. O 5º Comando corresponde aos Estados do PR, RS e SC. O Comandante veio acompanhado do Capitão dos Portos em Santa Catarina, Capitão de Mar e Guerra Hamilton Jorge da Gama Henrique, do Delegado da Capitania dos Portos de Itajaí, Capitão Edilson Vieira Salles e o assistente do Almirante, Marcelo Marcelino. O Presidente do Sindipi, Dario Vitali, acompanhado de associados da entidade, falou sobre o setor pesqueiro, a representatividade da pesca no cenário nacional, compartilhou a conquista da sede própria da entidade e entregou exemplares da Revista do Sindipi.

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Encontros Diálogo entre Sindicatos

Reunião sobre custeio Representantes do Banco do Brasil- Alexandre Gaya e Jaime Rosa estiveram na sede do Sindipi no último dia 17 de abril para falar das questões do custeio na pesca. Na coordenação do encontro, o diretor da Credipesca, Claudionor Gonçalves.

Reunião de Câmaras

Na foto, registramos a presença de associados em reunião para discutir ações para a Câmara Setorial do Atum do Sindipi.

Reunião com a direção da pesca industrial Aquafair Em busca de novidades para o setor, o Presidente do Sindipi, Dario Vitali foi conferir a Aquafair no evento da Avesui 2008 no Centro de Convenções de Florianópolis. Na foto, o Presidente em visita ao estande da Papytex, vendedora de redes de pesca.

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Fotos: Daniela Maia

Na sede do Sindipi foram realizadas diversas reuniões para discutir a convenção coletiva de trabalho, proposta pelo Sitrapesca. Na foto, o registro de um dos encontros para definição de uma única proposta.

Há anos o sindicato patronal da pesca tem uma comunicação direta com os sindicatos dos trabalhadores. O Presidente do Sindipi destaca que as ações em parceria com o Sitrapesca e o Sitipi são fundamentais para o desenvolvimento do setor.

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Convenção de Trabalho

O diretor de Pesca Industrial da SEAP/PR, Fabiano Duarte, se reuniu com representantes das Câmaras Setoriais do Sindipi para discutir assuntos referentes às modalidades de pesca. A reunião foi realizada no dia oito de maio.

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Pesca

Sindipi aposta no sistema de subvenção do óleo diesel Desde a publicação da Instrução Normativa nº 18, a entidade busca aprimorar o benefício ao armador de pesca que faz parte do programa de subvenção eletrônica do óleo diesel marítimo.

No primeiro semestre de 2008, o Sindipi comemora duas grandes conquistas na subvenção do óleo diesel destinado às embarcações pesqueiras. A 1ª CONQUISTA

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A 2ª CONQUISTA

A publicação do novo decreto estadual (1203/2008) traz adequações significativas. De acordo com o coordenador da Câmara Setorial dos Combustíveis do Sindipi, Francisco Carlos Gervásio, a grande mudança está na simplificação do sistema. Antes do decreto era exigido enviar à Petrobrás diversos documentos comprobatórios sobre as embarcações, como licenças, documentos de propriedade, IPVA etc. Com o novo regulamento, as entidades representativas e armadores de pesca passam a ser os responsáveis pela apresentação das exigências.

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o dia 16 de abril, representantes do GESCOL- Grupo Especial no Combate à Sonegação de Combustíveis e Lubrificantes - da Secretaria de Fazenda de Santa Catarina com a participação do coordenador, Huellinton Pickler reuniram-se com os representantes do setor pesqueiro da região. No encontro foi apresentada a significativa mudança com o novo decreto estadual, que demonstra o alto grau da desburocratização proporcionada no sistema. Algumas propostas para facilitar a operacionalidade da subvenção também foram discutidas. Entre elas, estabelecer um cronograma anual para a publicação dos contemplados. Outra iniciativa do Sindipi foi mostrar na prática ao GESCOL como funciona o controle automático de quem abastece com óleo diesel subvencionado. No Posto Náutico Farol em Navegantes, o Grupo acompanhou uma simulação de abastecimento de uma embarcação pesqueira. Na simulação foi destacada ao Grupo a importância de ter um sistema eficaz que opera todas as informações, a

No encontro, representando a Secretaria da Fazenda: o gerente regional da Secretaria da Fazenda, Ivo Zanoni, os auditores fiscais João Vivan, Cleusa Marly Bach, Alexandre Rocha Dias, o Coordenador do GESCOL, Huellinton Pickler, os auditores Carlos Henrique Batista Barros, Afonso Pedrini, Walter Rosenau, representantes do setor produtivo e Eduardo Nunes da Nuntec.

exemplo do sistema CDMS– Controle de Diesel Marítimo com Subvenção da empresa NUNTEC Soluções. O Sistema Operacional Nuntec opera a partir das normas estabelecidas nas leis federal e estadual, a utilização de um sistema confiável de controle de abastecimento, gerenciamentos dos dados e das informações, desde as adaptações exigidas nas embarcações e nos Postos de revenda como dispositivos de segurança e inviolabilidade das operações e das informações além de todo sistema de comunicação entre embarcação/posto de revenda/Sindipi/SEAP-PR. No encontro o Presidente do Sindipi explicou aos auditores fiscais que a partir do conhecimento que o setor tem sobre o consumo de diesel e com os dados coletados é possível fixar a cota anual de óleo diesel, quantifica-

da em litros e por embarcações, estabelecendo uma cota média anual, considerando: a modalidade de pesca, o consumo possível pela potência do motor e de consumo no ano anterior subvencionado ou declarado por comprovação fiscal. Segundo o coordenador da Câmara Setorial dos Combustíveis do Sindipi, Francisco Carlos Gervásio, a entidade tem como meta esclarecer todo o funcionamento do sistema que fornece o suporte técnico para a subvenção do óleo diesel e discutir alternativas de melhorias com o GESCOL. “A partir deste encontro vamos traçar planos para agilizar cada vez mais o processo e sempre apresentar alternativas para tornar a subvenção do óleo diesel cada vez mais transparente, com menores riscos operacionais, maior segurança e eficiência”, destaca.

Fotos Marcello Sokal

O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira renovou a isenção do ICMS sobre o óleo diesel, com o objetivo de estimular a atividade pesqueira no Estado. O novo decreto (nº1203/2008) foi assinado em março pelo secretário de Estado da Fazenda, Sérgio Rodrigues Alve e publicado no início de abril. Como o óleo diesel representa 70% dos gastos operacionais, a redução dos valores possibilita o crescimento do setor em investimentos. O Presidente do Sindipi, Dario Luiz Vitali relata que a isenção deve gerar uma economia de R$ 13,5 milhões de reais e a possibilidade de investir este valor na atividade, um dinheiro que fica no Estado, viabilizando o crescimento do setor pesqueiro, apostando no potencial da pesca em Santa Catarina. A pesca em SC é uma das atividades mais antigas da economia, tradicional e responsável pela fomentação de médias e grandes indústrias da pesca. A ação, uma iniciativa do governo Luiz Henrique da Silveira, mostra a aposta do Governo na política fiscal e tributária, na geração de emprego e renda. Um outro fator relevante da medida é manter a competitividade do segmento, que no Estado tem mais de 350 empresas e que geram mais de 15 mil empregos formais diretos, proporcionando mais de 50 mil empregos indiretos.

Apresentação da operacionalidade do sistema ao GESCOL

Na simulação foram demonstrados diversos pontos da operacionalidade do sistema. Entre eles, que os dados referentes aos abastecimentos são disponibilizados na Internet para: armadores, postos, Sindicatos, Seap e Secretaria Estadual da Fazenda de SC, que a embarcação é automaticamente identificada pelo sistema ao atracar ou num raio de aproximadamente 300m do posto; sobre a segurança total- a central de controle garante a amarração total do barco e do respectivo tanque que foi abstecido; o sensor anti-fraude, que tem a garantia de que o id não poderá ser removido da embarcação e caso exista tentativa o mesmo será bloqueado automaticamente em todos os pontos de abastecimento. Revista SINDIPI

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Artigo pesca

Crédito Pesqueiro

Resíduos do processamento da Tilápia

As mudanças do crédito para a pesca

O rendimento de carcaça dos peixes tem a influência de vários fatores, dentre eles a espécie e na mesma espécie os principais fatores são: peso do peixe, sistema de produção, linhagem e destreza do filetador.

Dobra o valor do teto de financiamento para custeio da pesca. Outra novidade é a nova tabela de preço de pescado para as indústrias e a inclusão de novas espécies.

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tadas na toalete, e da carne aderida na carcaça, separada mecanicamente (CMS - carne mecanicamente separada) para a elaboração de polpas com alto valor nutritivo para alimentação humana. Essa recuperação em CMS pode ser de 9 a 17% do peso do peixe depende do equipamento utilizado para essa separação. Tanto as aparas como as CMS, devidamente processadas originam produtos de valor agregado para o consumo humano como os “nugets e/ou fishburguers”. Outro processo para o aproveitamento dos resíduos é a elaboração de silagem de tilápia para a alimentação animal em que o princípio da sua conservação consiste na acidificação do meio, através de uma digestão ácida ou a fermentação anaeróbica. Esse tipo de processamento dos resíduos tem baixo custo de investimento e independe da quantidade de resíduo gerado dia-

riamente e seu aproveitamento é imediato. Entretanto, o que dificulta a sua utilização é o alto teor de umidade que é, em média, 60 a 70%. Além dos produtos para consumo humano e animal atualmente estamos trabalhando no aproveitamento dos resíduos da produção (mortalidade) assim como com os resíduos gerados nas unidades de processamento de médio e pequeno porte com a produção de composto orgânico utilizando diferentes substratos como: maravalha, pó de serra e palha de café. O aproveitamento integral e planejado da tilápia provavelmente implicará em impacto na viabilidade da cadeia produtiva.

Dra. Rose Meire Vidotti Centro de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Pescado Continental

O

critério do Banco , que assume o risco da operação. Lembramos que para se habilitar ao financiamento é necessário ter o cadastro e conta no agente financeiro. Após essa etapa, os interessados devem providenciar o estudo de viabilidade técnica e econômica (projeto de custeio) para que seja encaminhado ao banco. Outra medida foi a atualização dos preços de pescado na tomada de financiamento para aquisição do produto, que desde 1997 não eram revisados. O preço estipulado para a tonelada de sardinha, por exemplo, (que ainda era cotado a R$ 150), passou para R$ 2,5 mil por tonelada. Além disto, a lista de espécies foi atualizada, com a inclusão de novos tipos de pescado como camarão rosa, sete-

barbas, branco, lula, polvo. O limite de financiamento é de dois milhões de reais por beneficiário da indústria.

Claudionor Gonçalves Credipesca 47- 3247-6700- 88329903 João Souza

s rendimentos médios em filé são de 30% e os resíduos resultantes da filetagem representam, em média, 70% do peso total do peixe inteiro. Sendo a cabeça 14%, carcaça 30%, vísceras 10%, pele 10%, escamas 1% e as aparas (dorsal e ventral e do corte em “v”) provenientes da toalete do filé, 5%. Geralmente nas unidades de processamento de grande porte esses resíduos, com exceção das escamas, são destinados a produção de farinha e óleo de tilápia, utilizados na fabricação de rações para peixes, suínos e aves. Porém, a instalação de uma unidade de produção de farinha implica em alto investimento, sendo indicada para unidades de processamento de grande porte. Outras formas de aproveitamento consistem na utilização das aparas, que são partes do próprio filé descar-

setor pesqueiro comemora mais uma conquista no financiamento de custeio da pesca. A história vem desde 2004, quando o Sindipi, Sindicato das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região em parceria com a Sepesca, Secretaria de Aqüicultura e Pesca de Itajaí solicitou à SEAP/PR a revisão do manual de crédito rural que obrigava o beneficiário ser sócio ou associar-se a uma cooperativa ou colônia de pescadores. Com o apoio da Secretaria Nacional e do setor pesqueiro, desde 2006, (a partir da publicação da Resolução 3.390 do Banco Central no Diário Oficial da União), o armador de pesca pessoa física ou jurídica pode solicitar o financiamento. Recentemente, em 2008, a nova conquista. O Conselho Monetário Nacional aprovou novas alterações nas regras de financiamento com recursos do crédito rural, publicadas na resolução de número 3.552 do Banco Central no dia 27 de março de 2008. De acordo com as principais mudanças, o limite de crédito para custeio da atividade pesqueira, comercialização e industrialização também foi alterado, aumentando de R$ 150 mil para R$ 300 mil por beneficiário, com recursos controlados do Crédito Rural (valor atualizado de acordo com a última resolução do BACEN) e os juros são de 6,75% ao ano (fixo). O prazo para pagamento do financiamento é de um ano, podendo ser amortizado em uma só parcela no final do prazo A garantia para o financiamento fica a

SINDIPI AMPLIA SERVIÇO NA ÁREA DE CRÉDITO Desde maio deste ano, o consultor e engenheiro agrônomo Claudionor Gonçalves da empresa Credipesca está atendendo os associados da entidade na sede do Sindipi. Segundo Claudionor, muitas dúvidas são tiradas a partir do primeiro contato do empresário. “De acordo com a modalidade da pesca é traçado um estudo de viabilidade

econômica para o enquadramento da linha de crédito”, assinala. O atendimento é realizado no Sindipi, de segunda a sexta, horário comercial com prévio agendamento. Segundo o Presidente do Sindipi, Dario Luiz Vitali, este serviço é essencial para a atividade pesqueira porque facilita o acesso ao financiamento do custeio da pesca.

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Consumo

A popularidade do Caminhão do Peixe Em convênio celebrado com a Sepesca, a entidade torna-se a executora dos trabalhos

“S

e Maomé não vai até a montanha, a montanha vai até Maomé”. Um provérbio bem utilizado na proposta do Caminhão do Peixe, ou seja, “se a comunidade não vai até o peixe, o peixe vai até a comunidade”. Hoje o caminhão percorre de terça a sábado 25 pontos de Itajaí, vendendo cerca de nove toneladas de pescado/ mês. Entre as espécies mais vendidas estão linguado, pescada, corvina, tainha e sardinha. Equipado com câmara frigorífica de estocagem de produtos congelados, com estrutura de montagem que permite a transformação do veículo em balcão de vendas, o caminhão é bem aceito pelos moradores da cidade e um dos grandes motivadores do consumo de peixe.

Fotos Marcello Sokal

Comunidade do bairro São Vicente recebe o Caminhão do Peixe.

“O custo aqui do peixe é bem menor, quando sei onde o caminhão está vou atrás, assim como peixe em casa três vezes por semana”. Odair Aleixo de Souza - supervisor de manutenção “Como peixe mais quando compro do Caminhão. É a sexta vez que compro do caminhão peixe fresco. Gastei R$ 49,00 e estou levando para casa corvina, linguado e charuto”. Ana Pereira - dona de casa “Com o custo mais baixo acabo comendo mais peixe, de duas a três vezes na semana. Em casa são quatro pessoas e geralmente comemos pescadinha, corvina e as crianças também gostam porque tem pouca espinha”. Enedina D’Avilla Em parceria firmada com a Sepesca no início do ano, o Sindipi tem como função garantir todo o apoio a execução das atividades do caminhão. Entre as ações, identificar dentre todos os produtores de pescado, associados ou não à sua instituição, o interesse no fornecimento de pescado ao “Caminhão do Peixe”. A nossa Revista acompanhou o Caminhão na comunidade do São Vicente e constatou que um dos grandes motivadores da compra é o baixo custo do pescado e sua qualidade. Conheça a opinião dos consumidores:

“Já comprei outras vezes no caminhão e compro porque é mais barato e a minha esposa Maria prepara peixe duas vezes por semana, estou levando filé de linguado e pescadinha”. Milton Francisco de Sá- porteiro “Gosto de fazer pescadinha à milaneza e como peixe uma vez por semana, compro no caminhão porque é mais barato”. Leonidas T. Rodrigues “Como uma vez por mês e em datas especiais, como no meu aniversário, fiz um prato salgado com peixe e um escabeche de frutos do mar. Compro no caminhão pelo preço, frescor, qualidade e diversidade”. Elizabeth e a filha Lidiane de Souza Candido. “Sempre ligo para perguntar onde está o caminhão, geralmente compramos pescadinha e anchova, mas sempre comemos peixe”.

A qualidade do produto aliado ao baixo custo são os atrativos do Caminhão do Peixe.

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Marcello Sokal

Exportação

ampliado o número de laboratórios credenciados para fazer as análises de controle de resíduos e contaminantes e testar a qualidade nas amostras em cada lote de pescado para exportação. O engenheiro Estevam Martins acompanhou todo o processo representando o Sindipi no PNCR- Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes. Segundo o engenheiro Estevam, em abril de 2006 foi realizada a primeira reunião sobre o plano de ação de equivalência do PNCR com os requisitos sanitários exigidos pela União Européia. “Com a união de esforços entre o setor Produtivo e o MAPA conseguimos em um curto espaço de tempo credenciar laboratórios, validar metodologias e coletar as amostras necessárias para o PNCR dos anos de 2006, 2007 e 2008”, avalia. Em Santa Catarina mais de 20 empresas estavam cadastradas no

sistema como exportadoras para UE, porém mais de 50% não apresentou interesse em continuar na lista. O principal motivo foi a queda do dólar, além de ter a opção de escolher outros países para exportar. Na lista publicada em maio de 2008, Santa Catarina foi contemplada com seis empresas. Somando as empresas credenciadas, o estado catarinense tem agora 10 empresas habilitadas para exportar pescado aos 27 Estados-membros: Mares do Sul Indústria e Comércio de Pescados (Itajaí), Costa Sul Pescados Ltda (Navegantes); Neto Indústria e Comércio de Pescados Ltda(Itajaí) GDC Alimentos S/A(Itajaí), Ipê Pescados(Itajaí), Pioneira da Costa (Porto Belo), Leardini (Navegantes); Kowalsky (Itajaí);DKN Alimentos do Mar (Itajaí) e Dona Rose (Itapema). De acordo com Lucio Akio Kikuchi, do Ministério da Agricultura (DIPES/DIPOA/MAPA), a conquista

é o resultado conjunto entre o setor produtivo e o governo, um reconhecimento nacional dos produtos brasileiros de acordo com as normas européias. De acordo com o Presidente do Conepe, Fernando Ferreira, a responsabilidade aumenta para as empresas pesqueiras habilitadas. “ Não podemos deixar de cumprir as exigências sanitárias e todas as demais exigências necessárias à permanência dessas empresas na lista da Comunidade Européia. Com isso, estamos dando mais um passo para fortalecer e desenvolver a nossa atividade pesqueira em bases sólidas, éticas e sustentáveis”, informa. Segundo dados divulgados pelo Sindipi, as empresas de pesca de SC exportaram cerca de 2 mil toneladas de pescado em 2007 para União Européia, representando 40% do total exportado. As espécies mais exportadas para UE foram: atum, peixe sapo, ova, polvo e outros.

Novas empresas habilitadas a exportar para UE Após dois anos de difíceis negociações,as autoridades informaram à Missão do Brasil que foi dado início ao processamento dos pedidos de inclusão dos estabelecimentos pesqueiros a exportar pescado e derivados.

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decisão da habilitação de novas empresas brasileiras para exportar para União Européia foi anunciada por Bruxelas ao governo brasileiro. Em 2006, o governo brasileiro e 26

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o setor pesqueiro nacional estavam receosos com a nova norma imposta pela União Européia que exige adaptações de equipamentos e diversos pontos na produção para atestar o controle de qualidade. As exigências são grandes, mas não in-

timidou o setor produtivo que reuniu forças com as entidades representativas: Sindipi, Conepe, Seap-PR e Ministério da Agricultura(MAPA) para formar um bloco para discutir o assunto. Para cumprir as exigências, foi Revista SINDIPI

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Empresa que Faz

DICAS

Forsafe: qualidade em equipamentos de salvatagem Desde maio de 2006 em Itajaí, Santa Catarina, a empresa Forsafe é destaque na região Sul do país a oferecer um pacote completo para atendimento em barcos de pesca.

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ma nova Norma da Capitania dos Portos de Santa Catarina exigiu que embarcações trocassem os botes de abandono por balsas salva-vidas. Com isso, a Forsafe percebeu, através da análise de mercado, que em Itajaí precisava de uma empresa especializada em equipamentos de salvatagem. Em maio de 2006, é fundada em Itajaí, a Forsafe, pertencente ao grupo Angevinier, pioneiro em fabricação de balsas salva-vidas. Há dois anos em SC, a empresa conquistou 200 clientes assíduos do setor pesqueiro. Segundo o gerente, Carlos Bandeira, desde a abertura da empresa foram comercializadas cerca de 250 balsas. A satisfação ao cliente é uma das principais metas da empresa. Para maior comodidade, o cliente encontra tudo um só lugar: manutenção em balsas salva-vidas, extintores de incêndio e materiais de salvatagem. A Forsafe dispõe de uma equipe capacitada para providenciar a pré-vistoria, isto é, a checagem do material de bordo e suas condições de uso, coleta de balsas salva-vidas para manutenção desde a retirada de bordo como também a devolução. Tudo para verificar a segurança da embarcação. Com a habilitação do Inmetro para fazer a manutenção em extintor de incêndio, a procura por este serviço está cada vez maior. 28

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Procedimentos de Sobrevivência Recolher Náufragos

Logo que a balsa for ocupada, verifique se ainda há sobreviventes na água. Durante a noite, use a lanterna existente no saco de material. Para recolher os náufragos, use a bóia de socorro que é um aro flutuante com 30m de cabo de nylon, com o qual o náufrago será puxado para a balsa. Procure não pular na água, mas se o fizer, enfie a bóia de socorro no seu braço até o ombro, para garantir a sua segurança.

Una as Balsas

Se houver outras balsas nas proximidades, procure uni-las através das alças de reboque. Isto evitará que se afastem com o movimento das ondas, ventos e correnteza, dará mais moral, facilitará a localização e o resgate.

Mantenha proximidade

Para melhor localização das balsas por parte de grupos de resgate, elas não devem se afastar muito da última posição informada do navio. Evita-se a deriva usando a âncora flutuante.

Liderança

O LÍDER - É fundamental que alguém assuma o controle e a coordenação da sobrevivência.

Vigília Enchimento de uma barreira de contenção de óleo inflável, utilizada em derramamento de óleo em alto mar.

A empresa possui seu atendimento 95% voltado para a pesca. Também fabrica diversos equipamentos e materiais de salvatagem, como: balsas salva-vidas, aparelhos flutuantes infláveis, ração para náufragos, levantadores de peso submerso e barreiras de contenção de óleo. De acordo com o gerente, Carlos Bandeira, “hoje a Forsafe está em processo de aprovação para obter

a permissão para atender embarcações estrangeiras”. Além de estar perto de adquirir um certificado reconhecido internacionalmente, a empresa sempre aposta em crescimento e inovação. Hoje a empresa opera em um galpão de 300 metros quadrados. A previsão é adquirir nos próximos meses uma área maior para acompanhar a evolução da Forsafe.

O VIGIA - Os comprimidos contra enjôo podem ser distribuídos a todos a bordo, e organizado um serviço de vigia. Os vigias devem se familiarizar com o uso dos materiais constantes do estojo de sinais: luminosos, fumígenos, sonoros.

Válvulas de Segurança

É natural que um excesso de gás saia pela válvula de segurança. Enquanto estiver saindo gás manter sanefas abertas e a balsa bem ventilada.

Água

A água é mais necessária que a

comida. É fornecido o suficiente para 3 dias (1 ½ litro) por pessoa.

Comida

É possível viver por vários dias sem comida. Rações para dois dias por pessoa são fornecidas em recipientes selados. São fornecidos também a linha de pesca e vários anzóis. O peixe não deve ser comido, pois os sucos digestivos necessários à digestão provêm de água armazenada no corpo. O peixe deve ser mastigado, e engolido só o suco da carne, que é altamente proteinado.

Desidratação

É a perda de água no organismo. É fundamental que se tenha isto na memória permanentemente: a água é mais importante que a comida e, no caso, é tão importante beber como evitar a perda através do suor, diarréia, vômito, urina.

Atenção às Sanefas

No toldo auto-inflável existem duas sanefas (janelas de entrada), colocadas em lados opostos, que estarão abertas no momento do embarque. Elas deverão ser fechadas para proteção do frio, chuva e entrada de água do mar. Controle a abertura da sanefas para efeito de proteção e manutenção da temperatura interna e ventilação mais conveniente: NÃO SE EXPONHA NUNCA, NEM AO SOL NEM AO FRIO - São dois inimigos traiçoeiros.

Material de Sinalização

Em todas as balsas ANGEVINIERE há um sistema de luz de emergência com dispositivo automático, com duas lâmpadas no toldo, uma externa e outra internamente. Economize os recursos para situações de maior chance de êxito. Não desespere se um navio passar ao largo, sem prestar socorro, aparentemente sem ver os sinais que foram feitos. Por vezes ele não pode voltar, mas está transmitindo os sinais a estações de socorro.

Acionamento automático da balsa lançada no mar.

Fale pouco

Para evitar salivação e sede.

Regule o fundo da Balsa

Encha o fundo da balsa, se o tempo estiver frio. Ao contrário, se estiver quente, mantenha-o vazio. O colchão de ar funciona como isolante térmico. Revista SINDIPI

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Educação

Casa Familiar do Mar em Laguna Uma proposta sócio-educativa que possibilita a inserção dos jovens no mundo do trabalho e da cidadania, valoriza a produção e o saber local, incentiva a agregação de valor aos produtos tradicionais e apóia a organização da classe pesqueira na região.

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Casa Familiar do Mar e Centro Comunitário do Pescador do Litoral Sul foi implantada na cidade de Laguna-SC em 26 de janeiro de 2000, com a proposta de promover ações sócio-educativas voltadas ao desenvolvimento sustentável de comunidades pesqueiras da região. São desenvolvidas atividades de qualificação profissional para a juventude pesqueira, oferecendo formação integral que possibilite a escolha, elaboração e aplicação de um projeto profissional de vida. O maior desafio da Casa Familiar do Mar é acompanhar a formação dos jovens que tendem a abandonar sua região porque querem encontrar oportunidades para viver melhor. A Casa oferece oportunidades e estímulos, incentivando, instrumentalizando e subsidiando suas experiências e projetos, para que consigam implantar e gerir seus negócios, gerando desenvolvimento ao seu redor, e assim tenham condições de viver bem no lugar onde nasceram. Um conjunto de ações é realizado na Casa, como a assistência técnica e extensão rural, ações de incentivo à leitura, expressão artística e reforço escolar, ensino fundamental, oficinas de inclusão digital e oficinas de música. Monitor técnico em aqüicultura, biólogos, pedagogos, cozinheira, instrutor de informática estão entre os 30

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HISTÓRIA

As Casas Familiares Rurais (CFR) tiveram origem na França em 1937, através da organização de famílias agricultoras que buscaram desenvolver uma metodologia que oportunizasse aos seus filhos uma formação técnica e humana, pautada na realidade e que não os afastasse do convívio familiar. Atualmente as CFRs estão presentes em 43 países. Organizadas através da Pedagogia da Alternância, um sistema inovador adaptado ao homem do campo e ao homem do mar. No Brasil são 240 Centros, organizados numa rede chamada CEFFA´s - Centros Familiares de Formação por Alternância, fazendo parte desta rede as Casas Familiares Rurais e do Mar, Escolas Famílias Agrícolas, Pró-Jovem, MOC e MEPES. Dentre as diversas experiências educativas que integram este grande movimento chamado educação do campo, destacamos as experiências dos Centros Familiares de Formação por Alternância (CEFFAs). Iniciadas no final da década de 60, são experiências que tem paulatinamente, se afirmado como experiência pedagógica inovadora na formação de jovens do campo.

PROGRAMA EM SANTA CATARINA Aula prática de agregação de valor ao pescado: produção de lingüiça de peixe.

profissionais que fazem parte do grupo de funcionários da Casa. No terceiro ano do curso os jovens elaboram e apresentam o seu projeto profissional de vida do jovem, ou seja, o planejamento financeiro, comercial e legal de um negócio, a ser implantado ou melhorado pelo jovem no caso de já produzir algo. Além de organizar a formação da juventude pesqueira voltada á voca-

ção produtiva de nossa região, a Casa Familiar do Mar também é um Centro Comunitário, com diversificadas ações voltadas para o desenvolvimento das comunidades. Entre as atividades:alfabetização Digital, Telecentro Maré, Oficina de Música, Biblioteca, Palestras para pescadores, sobre sua profissão, Educação Ambiental, Desenvolvimento Regional Sustentável do Complexo Lagunar.

Fotos: divulgação

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Municípios com Casa Familiar Rural: Águas de Chapecó, Angelina, Armazém, Caibi, Cerro Negro, Galvão, Guaraciaba, Iraceminha, Irienópolis, Iporã do Oeste, Major Vieira, Maravilha, Modelo, Quilombo, Rio do Sul, Riqueza, São José do Cedro, São José do Cerrito, Saudades, Seara, Sombrio, Xaxim.

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Municípios com Casa Familiar do Mar: Laguna e São Francisco do Sul.

Ação que estimula a compra da própria embarcação.

Aula prática de captura de pescado.

A Casa Familiar do Mar é uma Organização Não Governamental, administrada por uma Associação local formada pelas famílias dos jovens matriculados, jovens já formados e colaboradores de entidades ligadas aos pescadores. É mantida através de parcerias internacionais e nacionais, com o governo federal, estadual e municipal e ainda organizações e entidades privadas da região.

PRINCIPAIS OBJETIVOS Oferecer formação direcionada à pesca, aqüicultura, agricultura, meio ambiente, turismo, ensino fundamental, formação geral e conseqüentemente resgate da cidadania dos jovens Desenvolver no público participante o sentido de comunidade. Vivência grupal e espírito associativista Qualificar o jovem para que possa desenvolver trabalho e renda junto á sua família, possibilitando a permanência na sua comunidade de forma empreendedora Valorizar a cultura e as experiências dos jovens utilizando-as como ponto de partida para a transformação de suas condições de vida Melhorar a qualidade de vida das famílias Estimular as pessoas a descobrirem suas potencialidades.

Revista SINDIPI

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Marcello Sokal

Perfil

Raul Thomaz, aos 73 anos na pesca

PARCERIA EM GESTÃO DE BENEFÍCIOS

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Quando perguntado sobre o segredo para manter a saúde e a força de vontade em trabalhar, a resposta foi direta: “sem bebida, sem droga, sem cigarro”. Mesmo estando mais em alto mar do que em casa, Thomaz aproveita sua família, sua esposa Jaci Angelina, seus três filhos e os dois netos. Histórias e as aventuras embarcado para compartilhar com a família têm muitas. Ele lembra quando estava embarcado em um barco pequeno, muito vento, entrou a marola na proa e água no cano de descarga e o barco ficou a

Sindipi firma convênios Conheça mais sobre as novas empresas que oferecem serviços diferenciados aos associados do Sindipi. A proposta da diretoria da entidade é oferecer opções às empresas de pesca com menores custos.

“Enquanto eu puder, vou trabalhar”. esmo com tempo de serviço suficiente para se aposentar, Raul Thomaz não larga a atividade pesqueira. Em 26 de fevereiro de 2008, Thomaz completou 73 anos de idade e demonstrou que continua com saúde e motivado para trabalhar. Tripulante do barco Cabral VII, Thomaz exerce com maestria seu trabalho no cais do barco. O armador Wilson Cabral conta que conheceu Thomas em meados de 70 no barco Maria Cristina quando trabalharam juntos como tripulantes e Thomaz era o gelador. A vida do Thomaz foi difícil, seu pai faleceu quando ainda era pequeno e iniciou a labuta aos seis anos de idade. Na pesca, seu primeiro trabalho foi em uma empresa de Santos, embarcado em um barco parelha, depois veio à Itajaí e desde então só trabalha em traineira. Ele lembra que na época em que iniciou na pesca, a atividade era uma das mais lucrativas, até mais que na estiva. Conhecido como um excelente gelador, Thomaz sempre mostrou sua agilidade no trabalho com os colegas. Ele conta que fazia parte de uma equipe de quatro geladores que trabalhava com 80 toneladas de peixe, o equivalente a 40 toneladas de gelo no período de quatro a cinco horas.

Parceria

deriva, uma noite inteira na barra de Laguna. Nestas horas, Thomaz contou com a força da fé e a crença em Deus. Um conselho de um sábio: para o jovem não desistir quando esbarrar em dificuldades, não viver da fama e do momento, o importante é pensar no dia de amanhã, hoje se ganha, mas amanhã podemos ganhar muito mais, e na pesca, há uma oportunidade de fazer carreira. Com certeza Thomaz terá ainda muitas histórias para contar para toda a família.

O Sindipi firmou parceria com o Personal Card benefício, um cartão que engloba a gestão completa e simplificada de todos os convênios, possibilitando compras em farmácias, supermercados, postos de combustível, óticas, papelarias e lojas, representando uma redução de custos para as empresas. O layot do cartão foi desenvolvido especialmente com a marca do Sindipi. Através do cartão, o usuário é identificado como integrante do setor pesqueiro industrial. Há diversas vantagens para as empresas, entre elas: gestão total dos convênios, gerenciamento e controle via web, limite de crédito pré-definido pela empresa, redução de custos com adiantamentos e vales, possibilidade da restrição de utilização dos cartões a segmentos mercadológicos específicos, como farmácias, alimentação, combustível e outros, emissão de relatórios, segurança total e bloqueio automático, informações para débito em folha de pagamento através de meio magnético, e outros benefícios. Entre as vantagens aos usuários, destacam-se, a possibilidade de compra no cartão, com valores descontados em folha de pagamento, cartão adicional para familiares e dependentes, entre outras vantagens. Personal Card Farmácia- através do sistema PBM, o usuário do cartão tem acessos a descontos de 30% a 45% em farmácias conveniadas. Além disso, o usuário tem descontos em uma ampla rede de estabelecimentos comerciais, como médicos, clínicas, laboratórios, entre outros. Informações: 08007040304.

PARCERIA AMBIENTAL

O Sindipi firmou convênio com a MGV Engenheiros Associados – uma empresa prestadora de serviços de Consultoria Ambiental que está apta a realizar projetos em meio ambiente com qualidade, através de soluções inovadoras e integradas. A equipe de profissionais especializada para atuar em diversos segmentos do mercado, enfatizando as áreas: Licenciamento Ambiental (Certificado Ambiental; Relatório Ambiental Prévio; Estudo Ambiental Simplificado; Estudo de Conformidade Ambiental; Estudo de Impacto Ambiental), Monitoramento Ambiental; Projetos de Educação Ambiental; Projeto e Preparo pra obtenção de Certificação; Projetos Ecologicamente Corretos; Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRSS); Laudos e Perícias Ambientais; Inventário Florestal; Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas. Na equipe de consultoria ambiental: Patrícia Montibeller Engenheira Ambiental CREA/SC 074696-9 e Pâmela Montibeller - Bióloga CRBio/SC 2866-03. A equipe conta também com profissionais que atuam na área de Projetos: Norene Felsky Odawara – Arquiteta e Urbanista CREA/SC 075954-7; João Carlos Vanatt – Engenheiro Civil CREA/SC 078592-2; Roger Gevaerd – Engenheiro Eletricista CREA/SC 079248-0. O endereço e contato: Rodovia Antonio Heil, 3270 Sl. 018/ Meg Shop Nova Brasília. Fone/fax: 47 32521011- 9921-7182 mail: pati.mgv@gmail.com

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Turismo

Palhoça: um “néctar turístico” por natureza

O município é considerado um dos maiores produtores de mariscos e ostras do estado de SC, as águas são propicias para o cultivo do molusco.

Enseada de Brito

O único Distrito do município onde predomina a cultura açoriana através de seus casarios centenários e a maricultura como grande atrativo gastronômico. Uma das três mais antigas comunidades de origem açoriana no litoral catarinense. Foi fundada em 1750 pelo navegador português Domingos de Brito Peixoto.

Praia Guarda do Embaú

Segundo pessoas antigas da Guarda do Embaú, um tesouro teria sido enterrado na localidade por um capitão de um navio perseguido por piratas. O tesouro estaria na estrada de Camboatá “guardado em baú”. Classificada por uma famosa revista como uma das 10 melhores praias do mundo para a prática do surf, a Guarda faz jus ao título. A Guarda é uma pequena vila de pescadores, descoberta na década de 70 pelos hippies e pelos surfistas da época, que corriam atrás de boas ondas. Na Guarda desemboca o Rio da Madre e para chegar até a areia, à beira mar, é preciso atravessar o rio a nado ou numa canoa de pescador. Pedra do Urubu: uma das grandes atrações da Guarda. Subir na Pedra do Urubu, localizada no morro do canto norte, é um passeio que vale muito a pena, lá de cima o visual da praia da Guarda, Pinheira, Sonho, Gamboa e Garopaba.

Palhoça é um município rico em belezas naturais com belas praias, rios, manguezais e montanhas. Com quase 150 mil habitantes é considerado o município de maior crescimento populacional do Estado. Palhoça possui um dos maiores mangues de toda a América do Sul, situado RevistaSINDIPI SINDIPI 3434 Revista

na zona de transição entre o mar e a terra firme, em locais protegidos da ação direta do mar. O artesanato e o folclore também são destaques na região, preservando a base açoriana.

Rio da Madre: É o rio e a porta de entrada da Guarda do Embaú e pode ser navegado em pequenos barcos. Prainha: Pequena praia deserta, muito bonita, o acesso é feito pelo costão do canto Norte da praia da Guarda. A trilha que corta um morro de grama na beira do mar é bem curta e leva cerca de 15 minutos a pé.

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OUTROS PONTOS TURÍSTICOS DE PALHOÇA Parque Estadual da Serra do Tabuleiro

É a maior Unidade de Conservação do sul do Brasil. Com quase 90.000 hectares, abrange nove municípios e algumas ilhas costeiras, estas constituem importantes refúgios de aves marinhas migratórias e fauna local. O parque possui cinco tipos de paisagens: a Restinga, com seus ricos campos litorâneos, a exuberante Floresta Atlântica, a peculiar Matinha Nebular com curiosos representantes andinos e antárticos, o Campo de Altitude e a Floresta Araucária.

Praia do Sonho

A Praia do Sonho é a única praia com duas frentes para o mar (norte e leste), com opção de banhos em águas calmas e mar groso, distante 34km do centro de Palhoça, preferida por aqueles que procuram paz e sossego. Da Praia do Sonho é possível avistar a ilhota de Araçatuba – onde fica a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba e as Ilhas Três Irmãs. Para fazer um passeio até as ilhas os pescadores da região alugam os barcos cobrando pequenas taxas.

Prédio Centenário

O prédio no estilo colonial português foi construído por Antônio de Castro Gandra, teve início em 1894 e concluído em fins de julho de 1895. Em 22 de agosto de 1895 foi inaugurado solenemente e à noite houve um grande baile para comemorar o evento. No prédio foram instalados os três poderes.

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Cambirela: o melhor mirante da região

Quem olha o Cambirela da base do morro, com toda a sua imponência e beleza, já imagina que o melhor está lá em cima, no pico da montanha, com 1.043 metros de altitude, é o ponto culminante do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. É a montanha mais alta e com maior dificuldade de se chegar da região. De seu topo é possível ter uma vista espetacular de toda a ilha de Santa Catarina e do maior aglomerado urbano do Estado, formado pelas cidades de Florianópolis, São José e Palhoça.

Praia do Tomé

A fartura do pescado e uma rica fauna somada a uma bela vista, fez com que o navegador Tomé de Souza fixasse residência nesse local, sendo que a praia leva seu nome até hoje. O local oferece uma boa opção de bares e restaurantes. Vale a pena visitar a Praia do Tomé localizada na Barra do Aririú.

Praia de Fora

Perto do morro mais alto do município - Cambirela estão as praias do Cedro, Pontal e Marivone, João Vieira que parecem receber a proteção do grande morro. Assim é a Praia de Fora, com águas limpas e tranquilas e largas faixas de areia, propiciando a prática de esportes.

Praia da Pinheira

Localizada numa enseada a 35km do centro do município e a 48km de Florianópolis, a Praia da Pinheira é dividida em duas praias: Praia de Baixo e Praia de Cima, situadas em oposição uma a outra. Hoje a Praia da Pinheira não é só um povoado com pescadores de tradição açoriana, lojas, farmácias, padarias e pousadas provam que o desenvolvimento chegou ali, porém o progresso não apagou as marcas que caracterizam a praia: os ranchos dos pescadores e a paz da convivência entre os visitantes e nativos. O Nome - conta-se que havia uma enseada muito linda, que era coberta por árvores de madeira leve e resistente, muito usada para a fabricação de bóias para as redes dos pescadores, o fruto desta árvore parecia-se com uma pinha (fruto do pinheiro) daí as árvores serem chamadas de pinheira. Como esta linda praia não tinha nome, os nativos chamaram-na de Pinheira. Praia de Cima – Praia do Engenho, Praia das Cabras ou Praia de Cima, são alguns dos nomes dessa pequena, mas bela baía de águas limpas, que se completa com a ponta das andorinhas e o costão da Praia de Baixo.

Praia Ponta dos Papagaios

O nome, segundo depoimento dos moradores mais antigos, originou-se porque antigamente o local era um viveiro natural de pássaros, entre eles vários papagaios. Hoje a Ponta dos Papagaios é uma praia com boas pousadas, restaurantes e que além de sua tranqüilidade e beleza destaca-se pela qualidade de seus empreendimentos, como a Pousada Ilha dos Papagaios e a criação de ostras e mariscos cuja qualidade é considerada a melhor do país.

Relógio do Sol

Constituiu na virada do milênio ano 2000 com o Prefeito Paulino Schimitz. Também construiu outro em Itajaí e mais dois fora do Brasil. Relógio onde astrônomos e estudiosos baseia-se.

Igreja da Enseada do Brito

Enseada é sem duvida um dos mais antigos lugares e uma das mais antigas paróquias de Santa Catarina. Foi elevada à categoria de igreja paroquial no dia 13 de maio de 1750, criada no período colonial e imperial. A primeira igreja de Palhoça foi construída em 1868, mais tarde passou a chamar-se de Nossa Senhora do Parto. No final do ano, inicia a construção da Igreja Matriz, com vistas à criação da freguesia. A Matriz se deu por concluída em 1883, sem ainda as torres laterais. Embora houvesse sido construída, não foi logo provida de vigário. A paróquia foi simplesmente criada novamente em 03 de maio de 1901, pela Cúria Diocesana de Florianópolis.

Vale a pena conferir

O empreendimento Praia Parque Clube na Praia do Tomé aberto a grandes eventos, a escultura Dinossauro de cimento tela de ferro armado, feito por Walmir Valmor Schindew,o Morro da Pedra Branca, a gruta Nossa Senhora de Fátima e as principais ilhas do município: Ilha do Largo, Ilha dos Papagaios, Ilha Três Irmãs, Nossa Senhora da Conceição de Araçatuba, Ilha do Coral e Ilha dos Moleques. Há diversas cachoeiras e corredeiras no Município de Palhoça, entre elas: cachoeira do Pontal que desce a montanha do Cambirela, cachoeira do Araçá que deságua no Rio Cubatão, cachoeiras do Maciambú, que descem os montes do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e a cachoeira do Sertão do Campo. Num lugar pequeno, paradisíaco e de difícil acesso fica a segunda praia reconhecida como reduto naturista em Santa Catarina – Pedras Altas.Dividese em duas pequenas praias, a cerca de 100m cada, ambas cercadas por vegetação, está localizada no Distrito da Enseada de Brito. Texto :Sec. de Turismo de Palhoça e J. Muller Fotos: Marcello Sokal

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Moda

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Escamas de peixe na moda Joana Silva Oliveira trabalha há 18 anos como estilista. Com criatividade e inovação, ela borda escamas de peixe em vestidos de gala. O trabalho da artista já chegou até as passarelas.

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esde criança, Joana inventa moda. Primeiro nas bonecas, recortava e costurava vestidos. Na adolescência, a paraense de Bragança desenhou e confeccionou o vestido para comemorar os seus 15 anos. Começou a costurar profissionalmente quando trocou a cidade de Ourem pela capital, Belém. Descobriu a cada peça realizada, os segredos da costura. Inventava um bordado, inovações como escamas de peixe, fibra de caruaá, sementes e juta que enfeitavam as peças da estilista. Em 2003, Joana participou do Primeiro Encontro de Moda e Artesanato realizado em Belém. O evento trouxe para a cidade desfiles, fóruns e palestras sobre moda. A partir deste momento, surgiu uma idéia: criar a ONG Costamazônia. Junto com mais um grupo de pessoas, Joana tornouse uma das fundadoras da ONG, que tem como objetivo divulgar a cultu-

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ra paraense, especialmente ligada à moda. Hoje, os desfiles em parceria com a ONG tornaram-se mais freqüentes. O último foi realizado em abril no I Fórum de Moda da Amazônia, com o tema “Brasilidade”. Na passarela, mereceram destaque as peças inspiradas na arte de tecer redes de pesca. Os trabalhos foram confeccionados pelas dezoito mulheres que fazem parte da segunda etapa do projeto, fruto de uma parceria da Imerys Rio Capim Caulim e a ONG de estilistas Costamazônia. Criado em 2005, o projeto formou o primeiro grupo em 2007. As costureiras e artesãs viraram empreendedoras e lançaram no mercado a própria grife, a Iara. As roupas têm características regionais e são confeccionadas com material alternativo. Vestido roxo bordado com escamas de peixe na cor lilás, adornando com brincos e flor também em escamas de peixe.

Vestido verde com top em juta e com base em tururi e bordado com escamas do peixe pirarucu (peixe do rio Amazonas).

Vestido laranja bordado com vidrilhos, missangas e escamas de peixe.

CURIOSIDADE Um dos materiais alternativos utilizados pela estilista na confecção das peças é a escama de peixe. Todo o trabalho para a sua utilização foi desenvolvido por Joana. O processo começa com a seleção das escamas. Prefere as mais macias, para facilitar a perfuração com a agulha na hora de bordar. Depois de selecionadas, começa a limpeza: água sanitária, soda cáustica, tudo para tirar o cheiro do peixe e deixá-las prontas para receberem a pigmentação. Para Joana, o charme da escama está na tonalidade que ela ganha após a coloração. “A escama de peixe furtacor, independente do tingimento”. Joana Silva Oliveira: joanaopsilva@hotmail.com (91)3244- 8317

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Exposição

Acqua Mundo: conhecimento e respeito com a natureza Mais de 235 espécies, totalizando 8 mil animais, entre peixes de água doce e salgada, aves e mamíferos compõe a maior exposição de seres aquáticos da América Latina.

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Acqua Mundo expõe várias espécies de animais aquáticos, representativos dos mais diversos ambientes e grupos zoológicos - tubarões, pingüins e outras aves aquáticas, peixes de água doce e salgada, tartarugas e répteis como lagartos, jacarés e cobras. Localizado na praia da Enseada (Guarujá-SP) desde sua inauguração em 22 de dezembro de 2000, a exposição privilegia a educação, a pesquisa e o lazer. Com isto desenvolve oficinas temáticas, ciclo de palestras e oferece aos visitantes 49 recintos (água doce, salgada, aquaterrários e terrários) com representações de vários habitats marinhos e terrestres. Com 1.446.560 litros de água e totalizando uma área de 5.775 m², o Acqua Mundo é a maior exposição de organismos aquáticos da América do Sul. Possui um tanque com 800 mil litros de água salgada com cardumes de peixes de mar aberto, duas espécies de raias e 15 tubarões-lixa. O “oceano” foi construído especialmen-

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Fotos divulgação

te para a exposição de grandes cardumes e peixes de mar aberto, como tubarões oceânicos. Para que os animais tenham um comportamento natural, cada recinto é uma réplica do habitat natural dos animais. Lá o visitante pode encontrar o manguezal, costão rochoso, recife de coral, floresta amazônica inundada, o pantanal mato-grossense e praia arenosa. No Tanque de Contato, o visitante pode tocar nos animais como: ouriços, estrelas-do-mar e filhotes de tubarão. Além disso, é possível conhecer o lobo-marinho em um espaço ao ar livre e outro coberto, privilegiando as necessidades do animal. Ecossistemas costeiros e seus organismos, o lixo urbano e industrial, entre outros temas atuais são abordados com atividades dirigidas para o público. Através de painéis explica-

tivos dispostos ao longo dos corredores e sobre os tanques, os visitantes podem conhecer de forma didática mais sobre os animais expostos. Além disso, monitores de biologia treinados atendem ao público. A exposição conta com o apoio do Programa de Educação Ambiental PEA, que tem como filosofia o conhecimento científico transmitido através de forma didática e lúdica. Av.: Miguel Estéfno, 2001 - Enseada Guarujá - São Paulo Fone: (13) 3351-8867/3351-8793 ww.acquamundo.com.br

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Livro

Uma arqueologia dos saberes da pesca A obra relata os conhecimentos que permitem ao pescador descobrir os hábitos alimentares dos peixes; orientar-se através dos astros durante a navegação e conhecer o fluxo das marés através da lua.

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livro apresenta e discute saberes pautados pela tradição – compreendidos como saberes construídos ao longo das gerações, transmitidos a partir da oralidade e das experiências do cotidiano - frutos de um conhecimento não-científico que tem por base a observação e as orientações das gerações mais experientes. O ícone de referência usado para tecer a discussão em tese é a pesca. Ressaltaram os conhecimentos que permitem ao pescador, entre outros domínios: descobrir os hábitos alimentares dos peixes e de outros animais; orientarse através dos astros durante a navegação noturna e conhecer o fluxo das marés orientadas pelo ciclo lunar.

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Em se tratando de saberes da pesca, a pesquisa foi organizada a partir de um levantamento bibliográfico sobre diversas formas de pescarias nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste. Nas regiões Norte e Nordeste foi enfocada, também, uma pesquisa de campo. Balizada por entrevistas, registros fotográficos e filmagens, esta parte da pesquisa compôs-se de duas etapas: a primeira situada na Amazônia - numa área denominada Baixo-Tocantins - no Estado do Pará, onde se trabalhou com pescadores dos municípios de Abaetetuba e Igarapé-Miri; a segunda desenvolveu-se na região Nordeste, no Estado do Rio Grande do Norte, onde desenvolveram trabalhos com os pescadores da Lagoa do Piató, no município de Assú.

Foi realizado um levantamento descritivo das técnicas de pesca, a fim de identificá-las como uma atividade ordenada, diferenciada e classificada mediante um conhecimento construído ao longo dos anos, permeada pela relação entre ser humano e natureza. A criatividade, aguçada pela curiosidade humana, é também discutida e exemplificada a partir de várias pescarias. Foi Identificado uma variedade de pescarias, inclusive de caranguejo em que os pescadores buscam resolver determinados problemas encontrados através de ações que remetem ao uso dos recursos que dispõem em seu cotidiano. Os mitos, enquanto parte integrante do mundo da pesca, preferencialmente os que tratam da relação entre

homens e águas, também recebem destaque. Por fim, duas técnicas de pesca pertencentes ao referencial da pesquisa de campo são descritas e analisadas sob o foco da construção e sistematização dos saberes que envolvem a pesca. A primeira, realizada na Amazônia, trata-se da pesca do mapará (Hypophtalnus marginatus). É conhecido no Estado do Pará como pesca de bloqueio, ou como os pescadores a denominam: pesca de borqueio. Consiste em localizar os peixes através de uma técnica especifica e, com a ajuda de duas grandes redes os pescadores bloqueiam a passagem do cardume, fazendo um cerco para capturá-lo. Para tanto, além de redes específicas, faz-se necessário um grande número de pescadores, que varia entre quinze e vinte homens. Os grupos que praticam esta atividade são conhecidos como “turmas de pesca”. Esta pesca é caracterizada pela decisiva participação de um pescador denominado “taleiro”. Ele utiliza uma tala extraída de uma palmeira nativa da Amazônia, a paxiúba (Dictyocaryum ptaria-

num -Steyerm) de aproximadamente três metros de comprimento. A tala é submersa nos rios por onde o “taleiro” procura os cardumes. Chamam atenção a sabedoria e a sensibilidade deste pescador em diferenciar cardumes que tocam na tala. Quando o cardume desejado é encontrado, o “taleiro” faz uma inferência sobre o tamanho e quantidade de peixes. De posse dessas informações ele pode autorizar a turma a fazer o cerco no cardume. A segunda técnica de pesca pesquisada é a pesca conhecida no Nordeste brasileiro como “bater a buia”. Consiste em descansar redes de emalhar em lugar específicos de lagoas para posteriormente os pescadores baterem nas águas com o objetivo de espantar os peixes em direção às redes. Por mais que pareça uma simples técnica, esta leva em consideração importantes domínios sobre o conhecimento da natureza. A depender do ciclo lunar podem-se capturar espécies diferentes na lagoa. A

pos i ç ã o d a s redes, seja nas proximidades de paus na orla ou mais na parte central influencia na espécie capturada. Os elementos que o livro “Uma arqueologia da pesca: Amazônia e nordeste” apresentam e discutem pretendem contribuir com a valorização dos conhecimentos de populações tradicionais, dando ênfase aos conhecimentos sobre a pesca.

Sérgio Cardoso de Moraes E-mail: scmoraes@ufpa.br

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Gastronomia

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Saberes e sabores inspiram Brasil a Gosto O restaurante Brasil a Gosto é genuinamente brasileiro: reúne uma boa dose de criatividade, muita arte popular e homenagens à culinária de norte a sul do país.

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rasil a Gosto é a concretização do sonho de Ana Luiza Trajano, neta de nordestinos, interiorana de Franca. Desde menina não esconde sua paixão e curiosidade pela culinária brasileira e suas raízes. Sonho esse que não se resume ao restaurante, mas inclui ainda livro e documentário com o mesmo nome,

todos partem de um ousado projeto que Ana Luiza batizou de Saberes do Brasil. Milhares de brasileiros desconhecidos que ela encontrou em uma viagem que fez pelo país, percorrendo 47 cidades e provando mais de 300 receitas, são, ao mesmo tempo, co-autores, personagens e fonte de inspiração de tudo que se refere ao projeto.

O restaurante tem a intenção principal de unir a gastronomia, sob os cuidados de Ana Luiza e do chef executivo Wlysses Reis, e cultura popular. Além disso, todas às terças-feiras, Brasil a Gosto é palco de exposições, degustações de iguarias brasileiras, eventos culturais e artísticos, dentro de uma programação cultural bem variada.

ESPAÇO CULTURAL BRASIL A GOSTO Com sua missão de contar a história brasileira através da gastronomia e dos costumes regionais, o restaurante passou a abrigar em outubro de 2007 o Espaço Cultural Brasil a Gosto. O projeto conta com o apoio da Mastercard e subsídio das leis Mendonça e Rouanet. A proposta é oferecer uma experiência completa, levando o público a uma viagem pelas raízes do Brasil, através de vídeos, fotografias, exposições e apresentações artísticas. O ponto de partida teve como inspiração um dos ingredientes mais importantes da cultura nacional: a crença brasileira, que chegou ao restaurante representada através do tema Comida e Fé. “Destacamos a fé como componente importante de nossa cozinha e cultura, apresentando-a sob uma óti-

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ca diferenciada”, declarou Ana Luiza. A cenografia ganhou destaque com a exposição de dez painéis da artista plástica Yanna Soares, compostos por serigrafias em cima de fotos temáticas da viagem de Ana Luiza pelo Brasil. A programação contou ainda com a estréia do documentário “Comida e Fé”, produzido por Giuliano Zanelato e eventos pontuais, que levaram a curadoria de Henry Durant, promovendo debates e apresentações culturais folclóricas de diversos lugares do país. A segunda edição do seu programa “Saberes do Brasil” teve como tema escolhido “Feiras e Mercados do Brasil”. Das dezenas de feiras e mercados visitados, Ana Luiza escolheu alguns capazes de dar maior representatividade à cada região. Nas pa-

redes do restaurante uma exposição de fotos de Scheneider que mostra o roteiro completo dos mercados visitados. Com a curadoria de Marcelo Manzatti, a Programação Cultural Saberes do Brasil conta com conteúdo e coerência, apresentando grupos e expressões culturais que podem ser vivenciadas nos diversos mercados populares do Brasil.

Rua Professor Azevedo do Amaral, nº 70 travessa Barão de Capanema Jardins - São Paulo/SP

Abadejo Com Crocante de Baru PREPARO DO PEIXE

PREPARO DA CROSTA DE BARU

- 200 gr de abadejo grelhado - 100gr de purê de banana da terra - 20gr de vinagrete de laranja lima - 2 gr de sal - 1 de pimenta do reino - 5 ml de crosta de baru - 2 ml de óleo de urucum

- 10 gr de baru - 10 gr de pão de forma - 5 gr de manteiga - Sal e pimenta a gosto

Em um prato posicione o purê de banana da terra , em cima a posta de abadejo grelhada e ao redor o vinagrete de laranja lima.decore com salsinha e pesto de cheiro verde.

Quebre bem as castanhas depois junte o restante dos ingredientes bate bem com a ajuda de um batedor espalhe em uma placa e leve ao freezer. PREPARO DO VINAGRETE DE LARANJA LIMA - 500ml de suco de laranja lima - 50gr de flocos de tapioca - 10gr de sal - 5gr de pimenta mix - 300ml de azeite composto Leve o suco de laranja e a tapioca ao fogo para ferver .

Retire do fogo deixe esfriar acrescente o restante dos ingredientes e bata tudo em liquidificador e por fim peneire todos os ingredientes PREPARO DO PURÊ DE BANANA DA TERRA - 100 g de banana da terra - Sal e pimenta a gosto Levar a banana da terra ao forno a 180oC em papel alumínio por 20 minutos. Descascar ainda quente e amassar, temperar com e pimenta gosto.

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Notas

Marcello Sokal

Novo modelo de permissionamento da pesca no Brasil O Presidente do Sindipi, Dario Luiz Vitali , o vice-presidente, Giovani Genázio Monteiro e associados participaram em Brasília no dia 10 de abril do workshop sobre o novo modelo de permissionamento de embarcações pesqueiras. O evento, promovido pelo Conepe, contou com a participação de cerca de 50 pessoas que representam todas as entidades do setor pesqueiro nacional. Os representantes do setor produtivo industrial do Sul e Sudeste apresentaram uma contraproposta unificada de permissionamento das embarcações. O novo modelo padroniza os processos de concessão das permissões de pesca marinha, com o objetivo de unificar os procedimentos, de acordo com a legislação ambiental e com as características de cada região.

Projeto Isca-Viva busca mais parcerias O Centro de Pesquisa e Gestão dos Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul – CEPSUL e a UNIVALI realizaram no dia 09 de maio, um “Encontro sobre as perspectivas para o biênio 2008-2009 do Projeto Isca-viva”. O evento, realizado no Centro Experimental de Maricultura em Penha contou com a participação do setor produtivo, parceiros do Projeto, autoridades, pesquisadores e convidados. Dentre as atividades programadas, a visitação ao Laboratório de Piscicultura Marinha – LPM. A continuidade do Projeto prevê um custo de cerca de um milhão de reais para ações durante dois anos. Entre os investimentos, a contratação de mão-de-obra especializada, reestruturação de equipamentos, o monitoramento de atuneiros, a coleta de peixes no mínimo durante 10 viagens por ano, a estruturação do parque aquícola e a manutenção do laboratório.

Formatura de Pesca

O Coordenador Geral de Autorização de Uso e Gestão de Fauna e Recursos Pesqueiros – CGFAP do IBAMA, José Dias Neto assinalou que o Ibama mantêm a colaboração no Projeto e destacou a importância do Projeto para a manutenção da pesca do bonito e a recuperação do estoque da sardinha. “ Nós temos um dos recursos mais importantes da pesca brasileira, que alimenta o brasileiro”, assinalou. O Presidente do Sindipi ressaltou a importância do setor investir em pesquisas, tecnologia e ter um conhecimento mais amplo sobre os nossos recursos. “Toda pesquisa requer tempo, paciência, foco e esforço”, completou. Na reunião, representantes do Cepsul, Sindipi, Pepsico, Engepesca, Nicoluzzi Rações, Sebrae-SC, Cepta, Seap-PR, Capitania dos Portos, entre outros participantes.A perspectiva da coordenadoria do Projeto é a adesão de mais parceiros, como a Seap-PR e o Sebrae.

Divulgação

No dia 25 de abril, Socorro Nazaré B. de Mattos foi uma das formandas da primeira turma do curso técnico em Pesca Marítima do Brasil. O curso realizado pelo CEFET-SC, Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina foi oferecido durante os últimos dois anos e graduou 11 alunos. Segundo Fernando Athayde, diretor da FEAPI, o curso teve duração de 1600 horas. Fernando explica que os profissionais que se formam neste curso estão aptos ao trabalho nas empresas de pesca. As aulas da nova turma iniciam em julho. 46 46

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Notas

Participação do setor Foram conferir a visita da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rosself à Itajaí, João Carlos Claudino, Antônio Carlos Momm, Francisco Carlos Gervásio, Giovani Genázio Monteiro e Dario Luiz Vitali. Na ocasião, a Ministra destacou em seu discurso o potencial pesqueiro da cidade e sua importância para a economia da região. Divulgação

Ex-Presidente do Sindipi assume Secretaria O ex-presidente do Sindipi, Antônio Carlos Momm é o novo secretário da Sepesca- Secretaria de Pesca de Itajaí-SC. Na foto, o Secretário da Sepesca, com o diretor da Feapi Fernando A. de Athayde, o instrutor Rogério Benche durante um curso de gestão de negócios O curso, em parceria com a FEAPI é destinado aos boxistas do Mercado Público Central, uma das ações de profissionalização da Secretaria. Entre os projetos da Secretaria estão: na área educacional (alfabetização de pescadores em alto mar), saúde (carteira de saúde do pescador, ações preventivas nos trapiches e cursos de culinária e nutrição aos cozinheiros das embarcações), educação (aproximar as crianças das escolas municipais do universo pesqueiro), reforma (reestruturação do Mercado Público Central, como referência turística) construção( unidade de beneficiamento de pescado).

Atena F: família Ferreira investe em embarcação Há quase duas décadas no ramo da pesca a família Ferreira (Lizete, mais conhecida como Dona Dete, Domingos Reinaldo, Adilson Domingos, Luciano, Lucimara e João Domingos) comemora a inauguração de mais uma embarcação, a traineira Atena F, construída no final de 2007. O principal motivo da construção foi a aposta na di-

versificação da frota pesqueira da empresa, hoje com sete barcos (cinco de arrasto de peixe, uma de emalhe e uma traineira). Com a experiência no ramo, o novo barco possui diversos equipamentos eletrônicos e comodidades que garantem mais conforto em alto mar. A embarcação tem capacidade para 18 tripulantes a bordo.

Divulgação

Credifoz abre as portas em Itajaí Os empresários da região contam com uma nova cooperativa de crédito inaugurada no centro de Itajaí. A Cooperativa de Crédito dos Empresários da Foz do Rio ItajaíAçu (Credifoz). O empreendimento, que já recebeu aval do Banco Central do Brasil é uma iniciativa das Associações Empresariais de Balneário Cambóriu, Camboriú, Itajaí, Navegantes e Penha, Câmara de Dirigentes Lojistas-CDL de Navegantes e Penha e Sindicato das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi). A nova Cooperativa de Crédito funciona como qualquer instituição financeira oferecendo serviços iguais a um sistema bancário. Os empresários que aderirem a instituição terão como benefícios taxas

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bem menores daquelas praticadas pelo mercado. A Cooperativa Central de Crédito Urbano do Estado de Santa Catarina (Cecred) é quem fará o suporte técnico da nova cooperativa que inicialmente terá a participação de 50 empresários. A empresária e vicepresidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Maria Izabel Pinheiro Sandri é a Presidente da Credifoz. Na foto, o empresário da pesca e vice-presidente da Credifoz, Francisco Carlos Gervásio entregando uma placa de agradecimento ao

Empresa pesqueira investe em ações criativas Julio Pacheco do setor financeiro da ACII, por ser um grande colaborador que possibilitou a organização e a instalação da Cooperativa. A Credifoz funciona na Rua Cassildo Romagnani, 649 no Centro de Itajaí.

Fotos Mercello Sokal

Vale a pena registrar um grande evento promovido pela empresa Vitalmar Pescados. Na época da Páscoa, no lugar de presentes, ovos de páscoa, a indústria organizou uma festa com a participação dos filhos dos colaboradores. Uma oportunidade criativa e animada para as crianças conheceram onde os pais trabalham. A proposta era uma só: oferecer alegria e felicidade para cada colaborador e seu filho(s). De acordo com o RH da empresa, o próximo evento- o dia das criançasserá outra surpresa. A iniciativa é uma forma de integração entre a família dos colaboradores e a diretoria da empresa.

Pescado Congelado A reunião em maio de 2008, com o Inmetro faz parte da busca pela padronização na embalagem do pescado congelado. Em reunião na sede do Inmetro-SC, o Presidente do Sindipi e industriais da pesca discutiram questões técnicas e alternativas para uma proposta única que respeite a legislação e traga mais informação ao consumidor. O Secretário de Estado(SC), Onofre Santo Agostini destacou no encontro a importância econômica e nutricional do pescado. Representando o Inmetro, participaram da reunião: Maurício Martins- diretor de Metrologia Legal, Shiniti Honda- diretor técnico do Ipem-PR e João Pedro Riffert.

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Mensagem

Foto Mercello Sokal

Amigo Mar Hoje te observo, deve estar irritado, com alguma coisa, tua cor não é essa, está como um verde pálido, com ondas esbranquiçadas e cortadas. Será que o vento está te irritando? Ou a lua está mexendo com você? Será a solidão que te atormenta? O céu está cor de gelo, a chuva te acaricia, fazendo tu sentires o gosto do carinho,mas amigo mar eu também estou solitário e te acompanho por boa parte da minha vida, eu sei o que é solidão. Você tem os golfinhos para te alegrar avisando toda natureza quando o tempo vai mudar, tem as aves no ar, a lua sempre a te admirar e o sol para te acalentar, as nuvens fazendo sombras para te refrescar, Ah! Esse vento tão selvagem logo vai passar esse tal vento sul, Sei que ele faz teu humor mudar meu amigo mar , mas estou aqui sempre a te acompanhar, conheço tuas mudanças e você sempre me avisa. Sei que amanhã vamos estar contentes, você azul lindo. Eu feliz com meu barco a te cruzar, com o sol a nos aquecer e a brisa a refrescar. Só esperando anoitecer com as estrelas, você tranqüilo com sua força e beleza.

Hilson Barão

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Sede do SINFDIPI: Rua Lauro Muller, 386 - Centro - ItajaĂ­ - Santa Catarina - CEP 88301-400

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Revista Sindipi Nº 28 - Referente aos meses Julho e Agosto de 2008.

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Revista Sindipi Nº 28 - Referente aos meses Julho e Agosto de 2008.

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