Issuu on Google+

JORNAL SEMANAL DO SINDIPETRO-RJ

ANO XVI – NÚMERO 1182 - 27/05 a 02/06/2010

Não à PLR rebaixada O Sindipetro-RJ realizará assembléias nas bases entre os dias 8 e 10 de junho para discutir a proposta para pagamento da PLR 2009, apresentada pelo RH da Petrobrás na quarta-feira (19). Em reunião na segunda-feira (24) a diretoria colegiada do sindicato decidiu indicar a rejeição da proposta, que é inferior ao montante pago aos petroleiros no ano passado. A Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) e seus sindipetros defendem a PLR máxima e igual para todos. A Petrobrás propôs um piso rebaixado para os empregados posicionados até o

nível 457A e um valor correspondente a 2,5 vezes o piso proposto, em relação ao teto, alegando que o número de empregados aumentou em cerca de 1.500 trabalhadores, houve pagamento de níveis, o lucro líquido foi menor do que o registrado no ano anterior, e que teve que pagar dividendos aos acionistas. Entretanto, a empresa não coloca em sua avaliação que o custo operacional no mesmo período foi menor e que a produção de petróleo e gás foi 5,25% maior. Além disso, o presidente e diretores receberam 29% de reajuste na remuneração.

Ato político-cultural em defesa do petróleo anima noite da Lapa

Nem a chuva que caiu sobre a Lapa no final da noite de sexta-feira (21) desanimou o público que lotou o anfiteatro próximo aos Arcos para assistir ao show O Petróleo Tem que Ser Nosso, em defesa do projeto de lei dos movimentos sociais para o petróleo (PLS 531/09). No palco, uma das damas do samba, Dona Ivone Lara (foto acima, à esquerda) encerrou as apresentações embalando com seus sucessos inesquecíveis sindicalistas, líderes partidários e a população que normalmente freqüenta esse reduto boêmio carioca. Antes da sambista, Nelson Sargento, Agenor de Oliveira, o Bloco Simpatia é Quase Amor, Edinho Oliveira, Bira da Vila, Beto Correia e o grupo Cajuína animaram a noite. No intervalo entre as apresentações faixas estendidas por diretores do sindicato exigiam a fiscalização na aplicação dos royalties (foto à direita). Leia mais na página 4.


EDITORIAL

PETRÓLEO - ELES ESTÃO MUDOS Os partidos políticos, as centrais sindicais, os movimentos sociais e a mídia precisam se manifestar e se posicionar para garantir que a riqueza obtida com a exploração do petróleo na camada do pré-sal fique, de fato, no Brasil. A omissão agora, no momento em que está tramitando no Senado o marco regulatório, é crime. Vale registrar que a nova lei do Lula já foi totalmente modificada no Congresso Nacional e, por sinal, para pior, muito pior. As emendas apresentadas são extremamente nocivas. A pergunta que se faz hoje é: você quer entregar o petróleo para quem? para as multinacionais ou quer fazer com que o Brasil enriqueça com a sua exploração? Não existe um terceiro lado. Chegou a hora de marcar posição e ir para as ruas. Muita gente só tem olhos para a eleição, principalmente a disputa pela presidência. É verdade que alguns partidos, centrais e movimentos sociais apoiaram o projeto dos movimentos sociais, que propõe uma Petrobrás 100% estatal e pública, a volta do monopólio, o fim dos leilões da ANP e a revisão dos já realizados. Isso é um avanço. Mas é pouco frente aos inte-

resses de grupos internacionais representados no Brasil por políticos entreguistas. Há pouco tempo, o governador Sérgio Cabral puxou um movimento em defesa dos royalties chamado “Covardia contra o Rio” que movimentou o Rio e o Brasil, tendo repercutido até no Congresso Nacional. Foi uma resposta a emenda do deputado gaúcho Ibsen Pinheiro, que propôs distribuir os royalties para todos os estados e municípios brasileiros, discriminando, porém, os estados e municípios produtores. Agora, que a ameaça é a dos gringos levarem o nosso petróleo, ninguém fala nada! Nós, da Campanha O Petróleo Tem que Ser nosso! achamos que eleição é muito importante, porque vai decidir o destino do país nos próximos quatro anos. Mas sabemos que tratar do tema petróleo hoje significa discutir o Brasil para os próximos cinqüenta anos. Já podemos imaginar o Brasil sanando todos os nossos problemas sociais, principalmente os da nossa população pobre, acabando com a miséria de nosso povo sem que para isso seja necessário pedir um centavo emprestado a or-

ganismos financeiros internacionais. Tudo com dinheiro do petróleo, principalmente do pré-sal. Aliás, os políticos dizem defender prioritariamente os mais necessitados, parafraseando Jesus Cristo, que fez de fato, a opção pelos pobres. Lula representa como ninguém o Brasil lá fora, mas quando chega a hora de defender nossos próprios interesses, a história é outra. No marco regulatório do petróleo, por exemplo, apesar de superar a lei entreguista de FHC, o governo só garante aos brasileiros 30% das reservas do pré-sal. Os outros 70% vão ser abocanhados, melhor dizendo, surrupiados pelas multinacionais. Como diz o ator Paulo Betti em nosso filme da campanha do petróleo: “achamos um tesouro em nosso quintal e vamos entregar...” Acreditamos que a sociedade vá se levantar contra esse entreguismo. Isso porque, na década de 50, quando não existia televisão, internet e nem havia certeza da existência de petróleo no Brasil, o povo foi às ruas e organizou o maior movimento cívico que esse país

Centrais Sindicais realizam a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora Pela primeira vez na história seis centrais sindicais – Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) - realizam a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora com o objetivo de discutir e deliberar um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil. O encontro será terça-feira (1), a partir das 10h, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Entre os objetivos da Conferência esta a afirmação da unidade dos trabalhadores e a integração na luta do movimento sindical brasileiro com a elaboração de uma agenda a ser apresentada ao conjunto da sociedade e à candidatura das forças democráticas e populares. A Conlutas e a Intersindical não estarão presentes. “Eles alegam que será um fórum governista. Em nosso entendimento há duas forças na disputa: uma que representa os trabalhadores - Dilma - e outra que representa o neoliberalismo”, explicou o secretário de Relações de Trabalho da CUT-Rio, Marcelo Azevedo, acrescentando que desde janeiro as lideranças das centrais têm feito reuniões preparatórias. COORDENAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS - CUT e CTB participaram tam-

Foto: Maíra Sanfafé

Reunião no sindicato para organizar a participação carioca na Conferência bém da assembléia realizada pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), formado por 28 instituições, na segundafeira (31), com aproximadamente dois mil representantes de todo país, na quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Compareceram delegados de vários estados das duas centrais sindicais, da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e da Marcha Mundial das Mulheres, com ônibus de estados como Ceará e Pará.

Eles debateram o documento com cinco eixos temáticos: “Soberania Nacional”, “Desenvolvimento”, “Democracia”, “Mais Direitos ao Povo” e “Solidariedade”. Entre outros pontos, têm prioridade a valorização do mundo do trabalho; a defesa do pré-sal 100% para o povo brasileiro; a universalização da internet banda larga, com o fortalecimento do papel da Telebrás; a democratização da comunicação, com o combate aos monopólios privados e o fim das patentes de remédios.

Redução da Jornada de Trabalho na BASF Em assembléia realizada na segundafeira (24), os trabalhadores da Basf Demarchi, em São Bernardo do Campo, São Paulo, aprovaram proposta de acordo de redução de jornada de trabalho de 42h para 36h27min. A expectativa é gerar mais 100 postos de trabalho diretos e indiretos, em curto prazo, além de promoções que surgirão a partir da mudança. O Sindicato dos Químicos do ABC e a Comissão de Fábrica avaliam que o acordo

é histórico, resultado de mobilização e união dos trabalhadores. A negociação inclui os setores Fábrica 1 e Suvinil, englobando produção, laboratório e logística, que se juntarão com os da Resina e da Segurança Patrimonial que já conquistaram a redução de jornada. “Os trabalhadores na BASF Demarchi comemoram mais um grande vitória, que significa uma vida com mais qualidade para todos, uma vida sem

hora-extra. Significa também o justo retorno da produtividade acumulada pela empresa nos últimos anos”, comentou o diretor da CNQ-CUT, do sindicato e trabalhador na BASF Demarchi, Fábio Lins. Na mesma assembléia, os trabalhadores aprovaram o novo acordo de Programa de Participação nos Resultados (PPR 2010) que, se atingidas as metas, pode pagar até 3,8 salários para cada trabalhador.

já vivenciou. O movimento “O petróleo é nosso!” foi responsável pela criação da Petrobrás e estabeleceu o monopólio estatal do petróleo. A Petrobrás fez a sua parte. Entre tantos êxitos desenvolveu tecnologia inexistente no mundo e descobriu o pré-sal. Será que toda essa luta do nosso povo seria para depois entregar, de mão beijada, o nosso petróleo aos gringos? Muito estranho o silêncio, principalmente dos partidos políticos, das centrais sindicais e dos movimentos sociais. Grande parte da mídia sempre agiu assim, contra os interesses nacionais e, portanto, não é de estranhar sua omissão hoje. Só para refrescar a memória: a imprensa nacional aliou-se à ditadura militar, foi a principal articuladora da candidatura Collor, que se revelou um grande farsante e escondeu o quanto pode o movimento das Diretas Já! Parece que o Brasil, em detrimento de nosso povo, assumiu definitivamente a condição de quintal do mundo. Daqui já levaram todas as nossas riquezas naturais, o petróleo é só mais uma. Vamos continuar a ser o país do futuro?

CURTAS Audiência do Pré-Sal na Alerj Na segunda-feira (31), a partir das 10h, acontecerá uma audiência pública para discutir a legislação do pré-sal no plenário da Assembléia Legislativa do Estado (Alerj). Iniciativa do deputado Gilberto Palmares, que presidirá a mesa, o evento terá a presença da assistente da diretoria financeira da Petrobrás, Maria Roma Freire, e de Rosemberg Evangelista Pinto, coordenador do gabinete da presidência da empresa. Também participam Emanuel Cancella, pelo Sindipetro-RJ, o presidente da Comissão de Energia da Alerj, deputado Glauco Lopes, representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). O objetivo é esclarecer os movimentos sociais e mobilizar os segmentos populares do estado para o uso social do petróleo do pré-sal.

25 anos do Sindpd-RJ Os 25 anos de luta do Sindicato dos empregados de empresas de processamento de dados e dos analistas de sistemas, programadores, operadores de computador, digitadores e perfuradores do Estado do Rio de Janeiro (Sindpd-RJ) serão comemorados na sexta-feira (4) com baile animado pela banda Soul de Quem Quiser, no Vivo Rio, no Aterro do Flamengo. Nesse dia, em 1985, no Clube de Engenharia, a então Associação dos Profissionais de Processamento de Dados do Rio (APPD-RJ) passou a ser o Sindpd-RJ, ampliando sua representatividade e capacidade de atuação. Atualmente o Sindpd-RJ representa trabalhadores de empresas federais, estaduais e municipais: Cobra Tecnologia, Datamec, Dataprev, Datasus, Serpro, Proderj e IplanRio, além de todas as empresas particulares de informática do Rio de Janeiro. Entre as conquistas históricas da categoria está a redução da jornada de trabalho na Datamec, de 40 para 36 horas, e nas empresas particulares, de 44 para 40 horas.

O Jornal Surgente ainda não incorporou as novas regras ortográficas, que serão obrigatórias a partir de 2012 SECRETARIADEADMINISTRAÇÃOEPATRIMÔNIO:JoséMaria,JoséCarlos,Elói.SECRETARIADEAPOSENTADOSEPREVIDÊNCIA:RobertoRibeiro,PauloMoreira e Lúcia Dutra. SECRETARIA DE ASSUNTOS JURÍDICOS: Munhoz e Celso (Kafú). SECRETARIA DE FINANÇAS: Soriano, Luiz Antônio e Ivan Luiz - R/203/227. SECRETARIA GERAL: Emanuel, Jorge Rosa e Schopke - R/206. SECRETARIA DE FORMAÇÃO SINDICAL: Sérgio, Antony e Tânia - R/205. SECRETARIA DE SAÚDE E MEIO AMBIENTE: Buca, Brayer e Valdecir - R/222/236. SECRETARIA DE IMPRENSA: Espinheira, Hugo e Clayton - R/207/237. SECRETARIA DOS TRABALHADORES DO SETOR PRIVADO: Figueiredo, Furtado e Caetano. SECRETARIA DO SETOR PETROQUÍMICO: Hélio Cunha, Renato e Paulo Roberto. SECRETARIA DE RELAÇÕES INSTITUCIONAL E COMUNITÁRIA: Eduardo Henrique, Marcos Antônio e Fabíola Mônica. EDIÇÃO E REDAÇÃO: Regina Quintanilha (MTb 17.445-RJ). REDAÇÃO: Bernadete Travassos (MTb 15.786-RJ). SECRETARIA: Ronaldo Martins. PROJETO GRÁFICO: Kamilo (MTb 20.478). DIAGRAMAÇÃO: Carlos Soares (MTb. 3698). ILUSTRAÇÃO: Luís Cláudio (Mega). FOTOS: Samuel Tosta. IMPRESSÃO: Newstec. TIRAGEM: 12.000

PÁGINA 2

Av. Passos, 34, Centro, RJ. CEP: 20051-040 - (21)3852-0148 - FAX: (21)2509-1523 Página Eletrônica: http://www.sindipetro.org.br Correio Eletrônico: sindipetro-rj@sindipetro.org.br - imprensa@sindipetro.org.br SUBSEDES  Rua Itassucê, 157, Jacuecanga, Angra dos Reis. CEP: 23905-000  Tel/Fax: (24)3361-2659 - Correio Eletrônico: sub-sede-angra@sindipetro.org.br Rua Doutor Fróes da Cruz, 126, Sala 3, Centro, Niterói. CEP: 24030-030  Tel/Fax: (21)3604-2059 Rua Mendonça Sobrinho, 57 - Sala 03, Centro, Itaboraí - RJ. CEP: 24800-000 Tel: (21)2645-7288

27/05 a 02/06/2010


Vem aí a nova Federação omeça amanhã, sexta-feira (28), o IV Congresso da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP). Durante três dias (28, 29 e 30), delegados dos seis sindipetros que integram a Frente e diversas oposições estarão reunidos para, entre outros pontos, concretizar o projeto de legalização da Federação Nacional dos Petroleiros, iniciado ha quatro anos, no I Congresso, realizado em Praia Grande, Santos, no Sindipetro do Litoral Paulista. O encontro deste ano acontece no mesmo local. No sábado (22), os petroleiros do Rio de Janeiro definiram os delegados e observadores para o Congresso, em plenária no auditório do Sindipetro-RJ. Participam também as oposições sindicais de Caxias, Norte Fluminense, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e do Rio Grande do Norte, além de representantes da Federação Nacional das Associações de Aposentados, Pensionistas e Anistiados do Sistema Petrobrás e Petros (Fenaspe), a Associação de Mantenedores Beneficiários da Petros (Ambep) e a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet). A transformação burocrática da Frente em Federação representa um grande avanço para a categoria. Como frisou o diretor do Sindipetro-RJ Edson Munhoz em entrevista ao programa Rádio Surgente, da webrádio petroleira, na segundafeira (23), a nova entidade passará agora a contar com verba própria para a continuidade da luta sindical petroleira, em busca de avanços para demandas como o próximo Acordo Coletivo de Trabalho, PLR máxima e igual para todos os trabalhadores, fim das discriminações e do assédio moral na Petrobrás, além da batalha contra os leilões do petróleo brasileiro e por uma Petrobrás 100% estatal. Hoje, os seis sindipetros da Frente – Rio de Janeiro, Alagoas/Sergipe, Litoral Paulista, Rio Grande do Sul, São José dos Campos e Pará/Amazonas/Maranhão/ Amapá – ainda recolhem a contribuição sindical para a Federação Única dos Petroleiros (FUP). A oficialização da nova Federação também trará o reconhecimento da entidade por parte do RH da empresa, abrindo uma nova frente de luta. A companhia não poderá mais enviar ofícios aos seis sindipetros sem colocar expressamente o nome da nova representação da categoria.

C

Ou seja, querendo ou não, agora a Petrobrás e a FUP não poderão mais “fingir” que não existe uma nova organização nacional dos petroleiros.

DIREÇÃO – Entre as tarefas dos participantes do IV Congresso está a aprovação do estatuto da Federação e a eleição da diretoria que estará à frente da entidade pelos próximos três anos. O Sindipetro-RJ, que fará parte da direção juntamente com os outros cinco sindipetros, estará representado no IV Congresso por 32 delegados e 12 observadores. ATIVIDADES - Conjuntura nacional e internacional, Geopolítica do petróleo e o papel da Petrobrás, Lei do gás, Campanha “O Petróleo tem que ser nosso!”, Petros, Campanha salarial 2010, Reorganização do movimento sindical, Organização da FNP, Plano de ação e Calendário para o próximo período, compõem os temas que serão debatidos nas plenárias e em grupos de trabalho. As atividades começam na sexta-feira (28), às 6h30, com ato na Porta da UN-BS (Unidade de Negócio de Exploração e Produção da Bacia de Santos) em defesa do petróleo para os brasleiros. Às 19h será realizada a solenidade oficial de abertura, seguida da votação do regimento interno e plenária sobre conjuntura e a Campanha O Petróleo Tem que ser Nosso!. No sábado (29), às 8h30, haverá plenária sobre a reorganização do movimento sindical, com palestra de representantes do Conlutas, Intersindical, CUT e Independentes. Às 9h30, o debate será sobre Petros,

previdência e defesa da AMS. As atividades pela manhã terminam com uma plenária sobre a organização dos aposentados na FNP. À tarde, acontecerá a apresentação das posições políticas sobre a campanha salarial e a organização dos petroleiros e da FNP, antecedendo os cinco grupos de trabalho que debaterão e votarão as resoluções: Grupo 1 - Organização sindical - Reorganização dos petroleiros e do movimento sindical e o papel a cumprir pela FNP (Fundação da entidade e estatuto); Grupo 2 – Campanha reivindicatória – ACT 2010 e PLR; Grupo 3 – Setor privado e terceirizados: ACT’s, precarização no trabalho, a falta de segurança e assédio moral; Grupo 4 – Campanha O Petróleo Tem que ser Nosso; Grupo 5 – A seguridade brasileira – Previdência pública e complementar, saúde pública e privada e assistência social. Petros e a defesa da AMS. No domingo (30) a programação inicia às 9h, com a plenária de fundação e aprovação do estatuto da FNP. Entre 10h e 15h, na plenária final, serão apreciadas as proposições dos cinco grupos e definidas as resoluções do IV Congresso. Para ouvir a entrevista completa com o diretor Edson Munhoz sobre os preparativos para o IV Congresso da FNP e a plenária estadual no Sindipetro-RJ, acesse o programa Rádio Surgente em www.radiopetroleira.org.br.

Delegados Celso Alves (Cafu), Claiton Coffy, David, Eduardo Enrique, Elói, Emanuel Cancella, Espinheira, Fabio Pardal, Furtado, José Maria, Jorge Rosa, Helio Cunha, Levi Figueiredo, Marcos Antonio dos Santos (Marquinhos), Mauriceia, Munhoz, Paulo Moreira, Paulo Roberto, Roberto Ribeirto, Rodrigo Menezes, Silvio Sinedino, Tania Lisboa, Thalles

Suplente Luci

Observadores Adelino Chaves, André Bucaresky, Aroldo Tedeschi, Brayer Grudka, Genobre Lima, Hugo Fagundes, Israel Valu, João Gilberto Martins, Milton, Sergio Castellani, Tyronil, Wilson

TBG inicia debate sobre AMS e Petros 2 Em reunião realizada na terça-feira (18), a Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia- Brasil (TBG) apresentou ao Sindipetro-RJ e à Federação Única dos Petroleiros (FUP), os cronogramas para implantação da AMS e migração dos petroleiros participantes do Plano Petros TBG, para o Plano Petros 2. Os procedimentos fazem parte do cumprimento da cláusula 120 do Acordo Coletivo de Trabalho. Antes disso, na segunda-feira (17), em reunião com diretores do sindicato,

os trabalhadores apresentaram algumas reivindicações para serem debatidas com a empresa. Em relação a AMS, querem a manutenção da inclusão de pai e mãe e a definição de uma política para os que não têm nenhum plano. Para a migração para o Plano Petros 2, em relação ao serviço passado, reivindicam o mesmo tratamento dado aos novos da Petrobrás que tiveram esse tempo pago integralmente pela empresa e que o tempo de vinculação ao Plano Petros TBG

seja computado no Plano Petros 2. Os petroleiros da TBG também exigem o pagamento do crédito de horas superior a 32 horas no STIF e crachá único para todas as empresas do Sistema Petrobrás. PLR – A Transportadora enviou ofício ao Sindipetro-RJ, em 24 de maio, reafirmando sua posição de manter a participação na mesa única de negociação com as entidades sindicais e seguir a proposta para pagamento da PLR 2009 apresentada pela Petrobrás.

Justiça determina que AMS viabilize cirurgia Por decisão judicial, a AMS está obrigada a autorizar a aquisição de materiais para realização de uma cirurgia em esposa de dependente. A intervenção foi adiada duas vezes porque a AMS não atendeu a solicitação de materiais do cirurgião que fará o procedimento. A ação foi ajuizada pelo SindipetroRJ e o juiz acolheu a fundamentação da entidade, deferindo antecipação de tutela para viabilizar o procedimento, 27/05 a 02/06/2010

fixando multa de cinco mil reais por dia de descumprimento da decisão judicial. O mandado de intimação foi cumprido pela Oficial de Justiça do TRT no dia 26/05/2010. Em ação similar, que já foi noticiada pelo Surgente, o sindicato também obteve tutela antecipada, assegurando o tratamento de dependente da AMS que necessitava realizar uma mamografia digital solicitada pelo médico.

FIQUE LIGADO Reuniões de Aposentados Sistema Petrobrás – 1º de junho, terça-feira, 14h, no Sindipetro-RJ. Angra dos Reis – 2 de junho, quartafeira, 14h, na subsede de Angra. Manguinhos – 10 de junho, quinta-feira, 14h, no auditório do Sindipetro-RJ.

Direitos dos anistiados O Sindipetro-RJ e a FUP realizam ato hoje, sexta-feira (28), às 12h, na porta do Edise, em defesa dos direitos dos anistiados que podem perder a AMS. Os anistiados já aposentados querem a revisão da cláusula 147 do ACT, com a garantia de extensão pelo mesmo até a data em que cada um completar a carência de 5 anos no Plano Petros 2.

Veículo à venda O Sindipetro-RJ está vendendo um veículo Fiat Uno com ar condicionado, modelo/ano 2007. O lance mínimo para compra é de 14 mil reais e o veículo será arrematado pela maior oferta. O comprador deverá efetuar o pagamento integral da proposta vencedora em 48h, sob pena de perder a vez para o segundo colocado e assim sucessivamente até a terceira proposta, respeitando o lance mínimo. As propostas deverão ser enviadas em envelope lacrado para a tesouraria do Sindipetro-RJ, na Avenida Passos, 34, até às 14h do dia 10 de junho, quando os envelopes serão abertos na reunião da coordenação do Sindicato, na presença dos interessados. O veículo pode ser visto na garagem do prédio, entre 9 e 16h, com o porteiro.

Falta estrutura no Ventura Petroleiros da área de Exploração e Produção (E&P) que está em processo de transferência do Edise para o edifício Ventura, sofreram com a falta de luz no prédio na segunda-feira (24) e na terça-feira (25). Pessoas ficaram presas em elevadores que não têm luz de emergência ou interfone e tiveram que ser retiradas. Também não havia iluminação nas escadas, nem monitores para ajudar os funcionários a descerem os 35 andares. Em reunião com a empresa, na quarta-feira (26), integrantes da Cipa questionaram porque o gerador não foi ligado manualmente e o motivo das luzes de emergência não terem baterias independentes.

Grupo de teatro no sindicato O Sindipetro-RJ está planejando criar um grupo de teatro com os trabalhadores da categoria. As aulas/ensaios serão duas vezes na semana, das 18h30 às 20h30 na sede do sindicato, na Avenida Passos, 34 – Centro. Porém, para que o projeto seja concretizado é necessário o mínimo de cinco trabalhadores da categoria inscritos. Os interessados devem procurar a Secretaria de Política e Formação Sindical, pelo telefone 21-3852-0148 ramal 205 ou pelo email: seforma@sindipetro.org.br.

Você gostaria de receber o Surgente pela internet? É só escrever para o endereço imprensa@sindipetro.org.br incluindo a frase “Sim, eu gostaria de receber o Surgente no meu e-mail”. Inclua também o seu nome, lotação (prédio) e se é sindicalizado (opcional). Assim você terá a informação muito mais rápida.

SETOR PRIVADO

Negociação parada na Refinaria de Manguinhos O Sindipetro-RJ aguarda a resposta da Refinaria de Manguinhos para continuidade das negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Além de não dialogar com o sindicato, a direção da refinaria vem, sem nenhum critério, demitindo diversos trabalhadores, numa total demonstração de arbitrariedade e intransigência. PÁGINA 3


Soberania nacional em ritmo de samba Momentos de grande civismo marcaram as apresentações. Beto Correa é o autor do hino da Campanha e o interpretou, emocionando petroleiros, principalmente. E a banda do Simpatia é Quase Amor tocou o Hino Nacional em ritmo de samba, para os milhares de espectadores. Diretor do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella foi aplaudido com entusiasmo após fazer seu discurso em defesa da soberania nacional. “O futuro do Brasil está em nossas mãos. Podemos transformar a vida do nosso povo com essa quantidade enorme de petróleo descoberto pela Petrobrás. Essa riqueza tem que estar a serviço dos brasileiros e brasileiras, e não entregue às multinacionais. Essa é uma batalha contra inimigos poderosos. Por isso, para defender nossa soberania, temos que estar todos juntos na campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso!.” Antes do início do espetáculo e em vários momentos do ato político-cultural, um telão apresentou depoimentos de apoio de centrais sindicais, entidades estudantis e movimento social. Balões gigantes da campanha identificaram o local e quem parou para assistir ao evento recebeu panfletos e pôde até comprar livros sobre política numa banca montada próxima. Representantes do PT, PCdoB, PSTU, PCB, PCR e PSOL, compareceram e prestaram seu apoio ao movimento pela retomada do monopólio estatal do petróleo. ROYALTIES PARA OS ESTADOS PRODUTORES - A campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso! apóia o projeto de lei em tramitação na Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) que cria

Acima o sambista Nelson Sargento. Ao lado, o conjunto de forró Cajuína

o Conselho Estadual de Fiscalização dos Royalties. Além de divulgar a proposta , que prevê transparência na aplicação dessa compensação financeira pela exploração do petróleo e a fiscalização para que haja garantia de sua destinação social, o evento, organizado e patrocinado pelo SindipetroRJ, salientou a necessidade da participação da população na luta pelo fim dos leilões do petróleo brasileiro e uma Petrobrás 100% estatal .

Campanha une estudantes, sindicalistas e movimento social bandeira do Brasil foi desfraldada na Avenida Presidente Vargas, em frente à Igreja da Candelária, e carregada pela Avenida Rio Branco, palco de centenas de manifestações democráticas no país. Petroleiros, estudantes secundaristas e universitários, trabalhadores sem terra, CUT, Conlutas e integrantes dos mais diversos movimentos sociais e sindicais fizeram uma passeata na quinta-feira (20) pela Avenida para chamar a atenção da sociedade para a campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso. O final da caminhada foi na frente do edifício sede da Petrobrás, na Av. Chile. Os manifestantes acenderam velas e as deixaram na porta do Edise, para salientar que todos estão vigilantes para que o projeto de lei encaminhado pelo movimento social, PLS 531/09, seja aprovado pelo Senado. Francisco Soriano, diretor do Sindipetro-RJ, ressaltou que o evento mostrou a união de todos os segmentos sociais e políticos, porque acima de tudo está o interesse do Brasil. “Estamos todos aqui para mostrar que o que faz a lei é a luta. Por mais que tramitem bons projetos no Senado, será o povo na rua que garantirá a aprovação do melhor projeto. Foi assim na campanha do Petróleo na década de 1950 e será assim agora”. União em torno da Campanha foi a palavra de ordem. Presidente da CUT-RJ, Darby Igayara, também salientou esse ponto fundamental. “Nosso compromisso é com o país, com a sociedade. O petróleo tem que ser nosso e disso não abrimos mão”, anunciou do alto do carro de som parado na frente do Edise. Elias José, representante da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), lembrou que os trabalhadores da Petrobrás desenvolveram tecnologias capazes de detectar a presença de petróleo na camada pré-sal e agora as multinacionais querem dividir sua exploração. “Os novos funcionários da Petrobrás precisam entrar nessa luta também junto com os movimentos sociais e sindicais. A lei 9478 é uma lei lesa pátria. Devemos

A

Tochas acesas no Edise representando a vigilância da sociedade para garantir o ouro negro para o Brasil ficar atentos, principalmente agora com a descoberta desse poço com capacidade para 4 bilhões de litros de petróleo, feita pela empresa do Eike Batista”, conclamou Joacir Pedro, da Federação Única dos Petroleiros (FUP). “Temos que conseguir mudar essa política de privatização da extração do petróleo, há uma estimativa de que existam de 100 a 300 bilhões de litros de petróleo no pré-sal. Mas o petróleo não é uma energia renovável”, completou Agnelson Camilo, da Frente Nacional dos Petroleiros (FNP). Flávia Calé, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE-RJ), contou que a instituição mobilizou 5 mil estudantes que foram para a frente do Congresso Nacional, em Brasília, também no dia 20,

reivindicar que 50% do Fundo Social do Pré-Sal seja destinado à Educação, puxando um coro com estudantes secundaristas e universitários vindos da Baixada Fluminense e das zonas Norte e Sul do Rio. Naiara Costa, da Associação Nacional dos Estudantes Livres (Anel), entidade de oposição à UNE, também falou em apoio à causa. André de Paula, da Assembléia Popular e da Frente Internacionalista dos SemTeto (Fist), e Marcelo Durão, da coordenação do Movimento Sem Terra (MST), reivindicaram o fim dos leilões do petróleo e que o dinheiro resultante da extração do petróleo seja utilizado para a construção de moradias populares e na pesquisa de energias limpas. Sílvio Sinedino, da As-

sociação dos Engenheiros da Petrobrás, afirmou que o petróleo é um mineral precioso para nosso país e seu estudo, pesquisa e uso devem ser feitos pela Petrobrás. Edson Munhoz, da Confederação Nacional dos Químicos, Esteban Crescente, do Partido Comunista Revolucionário (PCR), Ciro Garcia, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), Francisco Ismar Barrocas, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), José Renato da central sindical Intersindical, Carlos Henrique Jr, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), o ex-deputado federal Modesto da Silveira, representando a Casa da América Latina, além de integrantes de diversos diretórios e centros acadêmicos também compareceram.


1183