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JORNAL DO

SINDIMETRÔ/RS PORTO ALEGRE, 12 DE DEZEMBRO DE 2018

Nº 139 Fundado em 09 de abril de 1986 FILIADO À CSP CONLUTAS E À FENAMETRO

PLANO DE PRIVATIZAÇÕES: NOSSO EMPREGO ESTÁ EM RISCO! No dia 29 de novembro, às vésperas de entregar o governo para Bolsonaro, que prometeu privatizar os serviços públicos, o presidente Michel Temer (MDB) assinou o Decreto 9589/18 que dispõe sobre os procedimentos e critérios aplicáveis ao processo de liquidação de empresas estatais federais controladas pela União. O decreto visa acelerar o processo de privatização das estatais, se adequando perfeitamente aos planos do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Guedes já indicou Salim Mattar, dono da locadora

de automóveis Localiza, como responsável pela Secretaria de Desestatização. A função de Mattar será atuar no favorecimento de medidas de privatização. Jair Bolsonaro já anunciou que pretende privatizar todas as empresas públicas deficitárias. Na área de transportes, segundo relatório entregue à equipe de transição de governo, são quatro empresas: CBTU, EPL, Trensurb e Valec. Outras três são da área hospitalar, duas delas em Porto Alegre, o Hospital das Clínicas e o Hospital Conceição. 


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RETROSPECTIVA 2018 JANEIRO

No dia 04 foi empossada a diretoria do sindicato para o triênio 2018/2020. Entre os desafios, a luta contra a Reforma da Previdência e contra a privatização da Trensurb. A eleição também garantiu a participação de ao menos 30% de mulheres na diretoria da entidade.

ABRIL

A categoria se mobiliza no pátio da empresa e aumenta a pressão contra a proposta de reajuste salarial zero da Trensurb. Descumprindo sentença do Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a aplicação de 4,05% sobre os salários de 2017, a direção da empresa fez com que a mobilização crescesse.

FEVEREIRO

Governo Temer assalta os trabalhadores e acaba com a tarifa social na Trensurb. Isso se deu com o abusivo aumento de 94% na passagem, que teve o valor elevado de R$ 1,70 para R$ 3,30. O sindicato fez de tudo para impedir a majoração da tarifa, com manifestações, cartas abertas, denúncias na imprensa e até mesmo uma ação judicial que ainda está em tramitação.

É assinado o Acordo Coletivo de Trabalho. Uma importante vitória foi a manutenção de todas as cláusulas sociais ameaçadas pela Reforma Trabalhista.

MAIO

Após 60 dias de mobilização e pressão da categoria, a administração da empresa recebeu o sindicato para iniciar o debate da pauta de reivindicações do Acordo Coletivo de Trabalho 2018/2019 (ACT).

Direção do Sindimetrô/RS distribui material e dialoga com frequentadores da Expointer sobre a Reforma da Previdência e a privatização da Trensurb.

NOVEMBRO OUTUBRO

Mantido o impasse com o Acordo de Escalas, diversas reuniões entre Sindimetrô/RS, Sintec-RS e Trensurb são realizadas no Tribunal Regional do Trabalho.

Para marcar o Dia Internacional de Luta das Mulheres, a Secretaria de Mulheres do sindicato organizou uma roda de conversa sobre as diferentes formas de assédio. A atividade ainda teve uma peça teatral com a atriz Mariana Lohmann e um pocket show com Gabriel Wolf e Graziele Bisognin.

JUNHO

AGOSTO JULHO

MARÇO

No mês da Consciência Negra, o sindicato lançou uma edição especial do seu jornal, entregue também aos usuários. Vídeos foram gravados com metroviários, destacando a força do trabalho negro nos diferentes setores da empresa. No final do mês, depois de muita discussão, foi assinado o Acordo Coletivo de Escalas, sem prejuízos à categoria.

Depois de muita pressão e negociação, metroviários aprovaram em assembleia o ACT 2018/2019 e o índice de reajuste de 2017. O fechamento da negociação ocorreu num período de ataques, em que poucas categorias conseguiram repor a inflação.

SETEMBRO

A categoria retoma a mobilização, desta vez para garantir o Acordo Coletivo de Escalas. No final de agosto, a empresa decidiu zerar a discussão. O recuo se deu quando o acordo estava praticamente fechado. A categoria não aceitou e o sindicato classificou essa postura como falta de palavra e de respeito.

DEZEMBRO

Preocupado com o futuro da Trensurb, o Sindimetrô/RS inicia uma discussão sobre a importância de manter a empresa pública, estatal, com tarifa social e prestadora de um serviço de qualidade à população. Neste sentido, o sindicato prepara um seminário e uma ampla campanha contra a privatização.


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CATEGORIA APROVA E ACORDO DE ESCALAS É ASSINADO

Assembleia Geral extraordinária, realizada no dia 29 de novembro, aprovou o Acordo Coletivo de Escalas 2018/2019. O acordo valerá por um ano a partir da data da sua assinatura, dia 30 de novembro de 2018. Graças à mobilização da categoria, o acordo foi fechado sem nenhum prejuízo para os metroviários. A cláusula 9ª foi mantida, ou seja, a escala que o empregado se encontrava em maio de 2011 somente poderá ser alterada com a concordância do mesmo. Já o horário de trabalho da manutenção noturna passará a ser das 22h45min às 5h, sem perdas salariais. A proposta da Trensurb era de uma jornada de 8 horas diárias, das 22h às 6h. As demais cláusulas mantiveram-se iguais. Para o presidente do Sindimetrô/RS, Luis Henrique Chagas, a renovação do acordo sem prejuízos aos metroviários representa uma importante vitória da categoria. “Agora o nosso desafio passa a ser a manutenção da Trensurb como empresa pública. Ainda em dezembro estaremos trabalhando em uma forte campanha contra a privatização da empresa”, adianta Chagas.

CBTU AINDA SEM ACORDO

EXPEDIENTE

No dia 04 de dezembro ocorreu a 7ª rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) envolvendo a CBTU e os sindicatos representativos dos metroferroviários. A empresa informou que a contraproposta apresentada pelas entidades sindicais havia sido rejeitada. A CBTU manteve a proposta apresentada na rodada anterior: 60% do INPC relativo ao ACT 2018/2019 nas cláusulas econômicas, com retroatividade de dois meses. E para o caso de o acordo ser por dois anos, a proposta é de apenas 50% do INPC para o período 2019/2020.

ATUAL CONJUNTURA EXIGE RESISTÊNCIA O fortalecimento dos setores conservadores impõe aos trabalhadores um movimento de resistência. O governo recentemente eleito acena com a reforma da previdência, elevando a idade mínima para 65 anos e o tempo de contribuição para 40 anos, e com um amplo processo de privatizações. Outra estratégia para avançar na retirada de direitos é o desmonte dos serviços públicos, reduzindo o atendimento prestado à população e ampliando a mercantilização das políticas públicas. O resultado eleitoral coloca os trabalhadores diante de um governo de ultradireita em aliança com setores das forças armadas. Governo que abertamente prega a perseguição aos movimentos sociais e aos sindicatos, além do discurso racista, homofóbico e machista. Propõe, inclusive, o endurecimento da Lei Antiterrorismo, aprovada na administração passada, a fim de criminalizar movimentos e greves de trabalhadores de serviços essenciais, como saúde e transporte. Ameaça, assim, as poucas liberdades democráticas conquistadas com muita luta pelo povo.

NOTAS * A Setorial de Transportes da CSP Conlutas, realizada no dia 25 de novembro em São Paulo, decidiu desenvolver uma campanha nacional contra a privatização de trens e metrôs. Privatizado, o metrô do Rio de Janeiro, detentor da tarifa mais cara do país (R$ 5,30), demitiu 400 colegas nos últimos quatro meses. * As contas do sindicato estão abertas a todos os associados. Interessados em saber como e onde os recursos da entidade estão sendo aplicados devem entrar em contato com o diretor de finanças. Após o sindicato ser assaltado, por segurança, a diretoria da entidade deixou de publicar a prestação de contas. * Reformado, o salão de festas do Sindimetrô/RS está à disposição da categoria para as confraternizações de final de ano. As reservas devem ser feitas pelo telefone 51-33744200. * O Jurídico do Sindimetrô/RS orienta os funcionários a seguirem as normas e procedimentos da Trensurb, a fim de evitarem processos administrativos e possíveis punições. Qualquer anormalidade deve ser registrada no sistema de intranet da empresa.

Jornal do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Rio Grande do Sul Rua Monsenhor Felipe Diehl, 48, Humaitá, Porto Alegre/RS – Fone: 51-33744200 Presidente: Luís Henrique Chagas Secretária de Comunicação: Ayllu Acosta Jornalista Responsável: João dos Santos e Silva (MTb/RS 7924) E-mail: imprensa@sindimetrors.org e falecom@sindimetrors.org

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Jornal do Sindimetrô/RS Edição 139 - Dezembro/2018  
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