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MULHERES SERÃO AS MAIS PREJUDICADAS COM O AUMENTO DA TARIFA E A PRIVATIZAÇÃO Com um salário, em média, 40% menor que o pago aos homens para funções idênticas, mesmo que com um nível de escolaridade superior, as mulheres sofrerão de forma mais acentuada o impacto do novo reajuste na tarifa do trem metropolitano. Depois de aumentar, em 2018, o valor da tarifa em 94%, a administração da Trensurb anunciou um novo aumento (27,3%), para vigorar a partir do dia 13 de março, quando a tarifa passará para R$ 4,20. Aumento que acontecerá simultaneamente com o da passagem de ônibus de Porto Alegre, que passará para R$ 4,70.

Para as metroviárias, soma-se a isso, o perigo da privatização. Os aumentos descabidos da passagem têm como intenção deixar a Trensurb em condições favoráveis para ser entregue à iniciativa privada, com o comprador não tendo despesas ao assumir o

controle da empresa. Neste caso, as mulheres serão as mais prejudicadas. Já baixos, os salários tendem a cair. No Rio de Janeiro, com o metrô privatizado, o salário de uma bilheteira está na casa de R$ 1 mil e operadora de trem, R$ 1,8 mil.

PORTO ALEGRE, 01 DE MARÇO DE 2019

ESPECIAL MÊS DA MULHER

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE TRANSPORTE METROVIÁRIOS E CONEXAS DO RS

Fundado em 09 de abril de 1986 FILIADO À CSP CONLUTAS E À FENAMETRO

FILIADO À CSP CONLUTAS E À FENAMETRO

QUEREM ACABAR COM A

APOSENTADORIA DAS TRABALHADORAS Com muita luta, conseguimos barrar a reforma da Previdência no governo Temer. Bolsonaro, porém, retoma a proposta com mais força. O projeto já está na Câmara dos Deputados. Portanto, o desafio está novamente posto. Defendemos uma Previdência pública, com aposentadorias que garantam uma vida com qualidade para as famílias das mulheres trabalhadoras.

Os maiores devedores da Previdência são os grandes empresários, que acumulam uma dívida de R$ 491 bilhões. Esse montante é muito superior ao suposto rombo (R$ 149 bilhões) que o governo usa para justificar a reforma. Somente em desonerações e renúncias fiscais foram mais de R$ 280 bilhões que deixaram de entrar nos cofres da Previdência.

Serão, na média, R$ 185,00 gastos ao mês apenas para deslocamentos de trem, montante que pesa no orçamento familiar. O aumento também impacta na busca por um novo emprego, pois o valor exorbitante dificulta a busca diária por um novo posto de trabalho na Grande Porto Alegre.

CAPITALIZAÇÃO Bolsonaro e o ministro da Economia Paulo Guedes defendem um modelo similar ao que foi aplicado no Chile. O regime de capitalização com contas individuais, nos moldes da poupança, administrados por bancos privados. O risco é enorme, pois os bancos podem quebrar a qualquer momento.

Defender a Trensurb pública é defender a dignidade das mulheres trabalhadoras!

EXPEDIENTE

SINDIMETRÔ/RS

Nº 140

VOCÊ SABIA?

Jornal do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Rio Grande do Sul Rua Monsenhor Felipe Diehl, 48, Humaitá, Porto Alegre/RS – Fone: 51-33744200 Presidente: Luís Henrique Chagas Secretária de Comunicação: Ayllu Acosta Jornalista Responsável: João dos Santos e Silva (MTb/RS 7924) E-mail: imprensa@sindimetrors.org e falecom@sindimetrors.org Acompanhe o Sindimetrô/RS

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O modelo chileno de capitalização exclui a participação do Estado e dos empregadores, com as trabalhadoras e trabalhadores contribuindo individualmente em contas administradas por fundos de pensão. O resultado disso foi trágico. Hoje, as trabalhadoras e os trabalhadores que se aposentam com, por exemplo, um salário de R$ 2.635 recebem de aposentadoria entre R$ 660 (mulheres) e R$ 870 (homens). Não é à toa que o Chile tem atualmente o mais alto índice de suicídios entre idosos.

MULHERES As mulheres têm o direito a uma aposentadoria diferenciada devido às condições impostas pela sociedade. Elas recebem menos que os homens por funções idênticas; trabalham, em média, cinco horas a mais; e são as principais responsáveis pelos cuidados e educação dos filhos.

Não deixe acabarem com a tua aposentadoria. Lute como uma metroviária!


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JORNAL DO

PELA VIDA DAS

CARNAVAL TAMBÉM É

8 DE MARÇO

MULHERES TRABALHADORAS

Março

é um mês fundamental para a luta das mulheres. Período dedicado a discutir a situação de trabalho e de vida da mulher trabalhadora. No Brasil, além das tentativas de se retirar direitos históricos, as mulheres sofrem com a desigualdade salarial, sendo, portanto, as mais atingidas pela reforma da Previdência. Nos locais de trabalho, elas são vítimas dos assédios moral e sexual. Na Trensurb, as colegas terceirizadas são

as que mais sofrem com as diferentes formas de assédio. Em casa, a violência contra a mulher ganha contornos assustadores. As notícias são diárias sobre casos de feminicídio (assassinato de mulheres pela sua condição de gênero). O Brasil ocupa a quinta posição no ranking de países com mortes violentas de mulheres. As mulheres também são vítimas diárias do machismo, além de sofrerem pelo fato de não poderem decidir sobre os seus corpos.

DIA DE SAIR ÀS RUAS PELOS NOSSOS DIREITOS Luta contra a reforma da Previdência estará no centro da mobilização O 8 de Março deste ano será marcado pela realização de um grande ato no final da tarde, mas ao longo do dia as mulheres estarão dialogando e distribuindo materiais à população no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre. As metroviárias, como nos anos anteriores, marcarão presença na atividade. Os principais eixos de luta do movimento serão: 1) barrar a reforma da Previdência, uma vez que as mulheres serão as mais prejudicadas; 2) o fim da violência contra a mulher.

O carnaval costuma reunir multidões e ocupar ruas em diversas regiões do país. Todavia, as baterias dos blocos e das escolas de samba são, majoritariamente, formadas por homens. Em Porto Alegre, dois grupos destacam-se pelo protagonismo das mulheres: As Batucas e o Não Mexe Comigo Que Eu Não Ando Só. “Não somos contra os homens, só queremos disponibilizar um espaço para a integração feminina no samba, o que falta e muito”, afirmou Morena Chagas, musicista do Não Mexe Comigo Que Eu Não Ando Só, em entrevista ao portal Sul21. “O gênero da música é predominantemente masculino”, declarou em vídeo publicado no Youtube a musicista Biba Meira, criadora do grupo As Batucas, formado para as mulheres colocarem a cara na rua e ocuparem um espaço que também é delas. Confira, a seguir, um pouco mais sobre As Batucas e o Não Mexe Comigo Que Eu Não Ando Só.

AS BATUCAS As Batucas – Orquestra Feminina de Bateria e Percussão surgiram em março de 2015 e desde então realizam um evento na Associação Cultural Vila Flores, no bairro Floresta, na região central de Porto Alegre. O grupo costuma sair antes da data oficial do Carnaval e ganha cada vez mais visibilidade.

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COISA DE MULHER!

L A V A N R CA

O I D É S S A SEM #NÃOÉNÃO SE N Ã O V A LE

AC HIS TA

JORNAL DO

RM

ÓBICO HOMOF E A IST C A ,R VIOLÊNCIA CONTRA MULHER DISQUE 180

NÃO MEXE COMIGO QUE EU NÃO ANDO SÓ

/asbatucas

O Não Mexe Comigo Que Eu Não Ando Só vai levar luta e alegria para as ruas de Porto Alegre pela 3ª vez, dando uma esticada no carnaval. A terceira saída oficial do bloco criado em 2016 será no dia 13 de abril, com concentração na Rótula das Cuias, em horário a ser definido. /naomexecomigoqueeunaoandoso

Profile for Sindimetrô/RS

JORNAL DO SINDICATO DESTACA O PROTAGONISMO DAS MULHERES  

Circula nas estações e no prédio administrativo da Trensurb e nas redes sociais do sindicato a edição de fevereiro do Jornal do Sindimetrô/R...

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Circula nas estações e no prédio administrativo da Trensurb e nas redes sociais do sindicato a edição de fevereiro do Jornal do Sindimetrô/R...

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