JORNAL DO SINDIMETRÔ/RS #157

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SINDIMETRÔ-RS 1986 - 2021

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PORTO ALEGRE, 31 DE AGOSTO DE 2021

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ELEIÇÃO DOS NOVOS REPRESENTANTES SINDICAIS TEM 45 CANDIDATOS INSCRITOS A comissão eleitoral do Sindimetrô RS divulgou a listagem dos candidatos homologados para a disputa das eleições de representantes sindicais para o triênio 2021/2024, A campanha poderá ser feita pelos candidatos entre 24 e 29 de agosto. E a votação será realizada nos dias 30 e 31 de agosto, 01, 02 e 03 de setembro. A apuração ocorre a partir das 17 horas do dia 03 de setembro. Confira todos os candidatos registrado:

SEGUR

EDSON Carlos Ferreira dos Santos (RE 1755) ERALDO Francisco Pires Silveira (RE 1759) MARCELO Wiebusch (RE 4036) Jair SOARES Martins (RE 3223) UILSON Roberto Pinheiro Sprenger (RE 4039) Roberto ARIM Lopes (RE 2741) Carlos Augusto BELOLLI de Almeida (RE 1748) SOLANO da Silva (RE 690) Luís Antônio Gonçalves GARCIA (RE 1284) Ana Paula Pinheiro ALMADA (RE 4024)

ADM

Carlos Alberto dos Santos “CARLINHOS” (RE 1264) Antonio Thadeu Souza Almeida “TUNICO” (RE 45) JÚLIO César Dalla Valle Maciel (RE 2855) RAQUEL Mespaque da Silveira Madalena (RE 3406) OCILON de Freitas Carpes (RE 1152)

MANUTENÇÃO 2

Luis Claudio da Silva Martins “PELUDO” (RE 203) VALDOMIRO dos Santos Moraes (RE 384)

SEEST

JOSÉ CARLOS de Souza (RE 953) GABRIEL WOLF Flores (RE 3374) CAMILA Palomo (RE 3737) Clovis Nei Cardoso PINHEIRO (RE 1184) ARNO Leopoldo Rheinheimer (RE 1011) ALEXANDRE Silveira Garcia (RE 3736) KELY de Araújo (RE 3444) LAIRTON Nunes (RE 3754) LUIS GUSTAVO Mello Nunes (RE 4154) ELSON Joaquim Trindade (RE 2488) Fernando Gueno de Paoli “LARISSO” (RE 3696) PAMELA dos Santos Sinhorelli (RE 3759) ANA PAULA Gomes Caxeiro (RE 2838) PABLO Messias (RE 3440)

SETRA

Adriano ANDRADE Formiga (RE 1782) ALBERTO André Marques Gonçalves (RE 822) Antônio Ricardo de ABREU (RE 957) Henrique Luis FROZZA (RE 2451) FERNANDO de Melo Nunes (RE 1884) Antônio Gilberto dos Santos Sanches “GIBA” (RE 892) JÚLIO César Corrêa da Silva (RE 1808) MARCOS Oliveira da COSTA (SETRA)

MANUTENÇÃO 1

Paulo Ricardo Martins OCHOA (RE 1500) CLÓVIS Adolphs Corrêa (RE 1157) ARIOVALDO Lourenco Machado (RE 1547) Jorge Luiz DEMENEGHI (RE 1195) ALESSANDRO Pinto Batista (RE 1883) CRISTIANO Insaurriaga Gularte (RE 3783)


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O CORONAVÍRUS E A PRIVATIZAÇÃO

REFORMA ADMINISTRATIVA DE BOLSONA SERVIÇOS PÚBLICOS E PÕE FIM AOS CON Aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara, a PEC 32 aguarda o início da tramitação em plenário, sem data definida, pelo presidente Arthur Lira. Tanto na Câmara, quanto no Senado a pauta precisa ser aprovada em dois turnos, com três quintos dos votos. A reforma administrativa, se aprovada, fará uma série de mudanças e provocará um enorme retrocesso nos serviços e no funcionalismo público, com retirada de direitos, alterações na forma de acesso e com o fim da estabilidade e dos concursos públicos. Confira algumas das alterações propostas pelo governo e como ele impacta nos trabalhadores:

FIM DOS CONCURSOS Para dar fim aos concursos, Paulo Guedes beneficia a iniciativa privada e o apadrinhamento com indicações políticas em cargos estratégicos dentro do funcionalismo. O fim do Regime Jurídico Único (RJU) flexibiliza jornadas, remuneração e formas de acesso ao serviço público. CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA O fim dos concursos públicos e a predominância das contratações temporárias abrem brechas para trabalhadores sem diversos direitos, como a não contribuição ao INSS e a dispensa de depósito do Fundo de Garantia pelo empregador. PRESSÃO POLÍTICA O enfraquecimento das categorias com maior de indicações políticas para CCs e FGs abrirá novas portas para à corrupção e o clientelismo dentro do serviço público. A reforma dá mais poder a políticos que possuam influência dentro de estatais, onde funcionários estarão sem autonomia e estabilidade para trabalhar. FIM DA ESTABILIDADE Hoje a estabilidade dos servidores garante a execução dos trabalhos, a fiscalização dos orçamentos e que sejam denunciadas irregularidades ocorridas nos processos de licitações ou concorrências que envolvam quaisquer entes públicos. Sem esta garantia constitucional o trabalhador fica à mercê de pressões políticas, mercantis e corporativas, abrindo margem à corrupção e ao lobby externo.


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ONARO PRIVATIZA CONCURSOS PÚBLICOS CATEGORIAS PRIVILEGIADAS Ao decretar o fim da estabilidade, a reforma de Bolsonaro deixa de fora as categorias mais privilegiadas do funcionalismo como ministros de tribunais superiores, promotores, juízes, políticos e militares. Mas, por outro lado, atinge em cheio serviços essenciais ao povo brasileiro como saúde, educação, segurança pública e transportes. REDUÇÃO DE JORNADAS E DE SALÁRIOS A PEC 32 autoriza as estatais a cortar jornadas de trabalho e salários se a sua equipe econômica declarar ‘período de crise’ ou se as despesas atingirem o ‘Teto de Gastos’ definido pelo governo. INSTRUMENTOS DE COOPERAÇÃO A PEC autoriza órgãos e entidades, públicas ou privadas, a compartilharem estruturas físicas e recursos humanos para a execução de serviços públicos, com ou sem envolvimento financeiro como contrapartida. É a literal privatização do funcionalismo e do aparato estatal que o governo Bolsonaro dá o pomposo nome de ‘Instrumentos de Cooperação’, mas que violam os princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade e legalidade da administração pública.

MUDANÇAS NA FORMA DE SELEÇÃO Uma das mudanças mais profundas promovidas pela reforma administrativa é na forma como se entra no serviço público. Hoje se dá por meio de concursos públicos. E, aprovado, o candidato passa por estágio probatório. A partir da aprovação da PEC 32, pelo Congresso, surgiriam quatro formas de ingresso: CARREIRAS TÍPICAS DE ESTADO:

Via concurso público, com estabilidade após 3 anos e apenas para carreiras típicas de Estado, a ser definida por lei complementar futura, com vínculo de experiência por 2 anos. CARGO PARA VÍNCULO POR PRAZO INDETERMINADO:

Via concurso público, sem estabilidade e com vínculo de experiência por 1 ano. CARGOS COM VÍNCULO POR PRAZO DETERMINADO:

Via seleção simplificada, sem estabilidade, e de contratação com tempo de contrato específico para trabalhos sob demanda. CARGO DE LIDERANÇA E ASSESSORAMENTO:

Via seleção simplificada, sem estabilidade, de natureza estritamente política.


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O CORONAVÍRUS E A PRIVATIZAÇÃO

METROFERROVIÁRIOS BRASILEIROS ENTRAM COM AÇÃO PEDINDO A SUSPENSÃO DE ESTUDOS DO BNDES

METROVIÁRIOS DOAM MAIS DE UMA TONELADA DE ALIMENTOS A campanha de arrecadação de alimentos promovida pelo Sindimetrô conseguiu arrecadar uma tonelada e meia de donativos. A quantidade arrecadada será distribuída às populações vulneráveis do entorno da sede do sindicato. As doações foram feitas pelos metroviários das estações, do administrativo e da manutenção. Algumas cestas já foram entregues a moradores da vila do Detran.

A frente jurídica, formada por sindicatos de cinco estados, entrou com ação liminar pedindo a suspensão do contrato firmado pelo BNDES e o Consórcio GPO-SYSTRA-CESCON-RHEIN, que tem por objetivo a elaboração de estudos para apurar a viabilidade da privatização da CBTU e da Trensurb.

A campanha foi lançada em junho, onde os 24 diretores doaram uma cesta básica, cada, e o Sindimetrô dobrou esta quantidade, totalizando 48. Passada esta primeira etapa, foi a vez de expandir a oportunidade de a base fazer sua parte pelos mais necessitados. E a ajuda veio. Foram mais de 450 quilos doados pelos metroviários. E nesta fase a regra era a mesma da anterior: o sindicato iria doar a mesma quantidade doada pela categoria.

Na ação, os sindicatos apontam o que consideram ser um “flagrante conflito de interesse” da Systra Engenharia e a Braskem. Há em curso um litígio entre a petroquímica e a CBTU alagoana, que cobra indenização e reparação dos danos causados pela extração de sal-gema pela empresa privada, em Maceió.

Além dos alimentos, muitos doaram também roupas, cobertores e calçados para quem também passa frio neste rigoroso inverno. Hoje, fechamos as arrecadações com um total de 1.550 quilos de alimentos, muitas roupas e alguns kits de limpeza para as próximas entregas.

No dia 16 de agosto, a Justiça Federal de Alagoas, deu um prazo de 72 horas para o BNDES se manifestar a respeito do pedido dos sindicatos, através do escritório Garcez.

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