JORNAL DO SINDIMETRÔ/RS - Edição 152

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SiNDiMETRÔ/RS PORTO ALEGRE, 14 DE JANEIRO DE 2021

Nº 152

FILIADO À CSP CONLUTAS E À FENAMETRO

Fundado em 09 de abril de 1986

MULHERES METROVIÁRIAS PEDEM PUNIÇÃO EXEMPLAR PARA ASSÉDIO SEXUAL A maioria das mulheres vítimas de assédio sexual não consegue denunciar o abusador. O medo de serem responsabilizadas pelo fato e da reação do companheiro são alguns dos motivos que fazem essas vítimas silenciarem. Uma das maneiras de coibir esse tipo de crime é dar visibilidade ao fato. Nesse sentido, foi protocolado para a DIREX, Comissão de Ética e Ouvidoria, o documento contendo a assinatura de 99 metroviárias, exigindo a punição exemplar para o caso de assédio sexual sofrido pela colega Cibele em seu local de trabalho. “Todas sabemos que não é de hoje que as metroviárias e terceirizadas resistem a essas práticas, mas a coragem em denunciar nos inspira e nos dá força para que lutemos pela dignidade de todas nós”, diz o documento. Em reunião com o DIROP, as diretoras do sindicato pediram paridade de gêneros na composição da comissão que analisará

o caso: “É mais um constrangimento que a vítima sofre ao relatar o fato para uma bancada formada, majoritariamente, por homens. Queremos mulheres nessa comissão”, enfatizou a secretária-geral do Sindimetrô, Ayllu Acosta. As denúncias sobre assédio sexual no trabalho aumentaram quase 65% no país, entre 2015 e 2019, segundo dados do MPT. Em outubro de 2019, o Tribunal Superior do Trabalho condenou a Petrobras a indenizar, em R$ 112 mil, uma funcionária de uma empresa terceirizada. Ela foi assediada sexualmente pelo fiscal do contrato, empregado da estatal.


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editorial O ano começou com os metroviários e a população que depende dos metrôs na mira do governo Bolsonaro. E a continuidade das maldades contra funcionários e usuários da Trensurb e da CBTU já tem data: entre julho e setembro será publicado o edital e o leilão das estatais está marcado para os meses seguintes.

O método da desestatização é conhecido há décadas, e as prometidas melhorias dos serviços nunca vêm. A maioria das empresas públicas transferidas ao capital privado geraram insegurança, custos maiores à população, superlotação e acidentes frequentes. E o que é pior: continuam sendo financiadas pelos governos. O Sindimetrô/RS reitera a sua posição sobre o caráter que a Trensurb

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TODOS CONTRA

O CORONAVÍRUS E A PRIVATIZAÇÃO

deve exercer: tarifa social ao usuário e gestão feita pelos trabalhadores. Para mantermos a empresa pública, defendemos a extinção dos CC’s, redução das FG’s, fim dos supersalários e incorporações, realização de concurso público e um plano de carreira que valorize os metroviários.

Neste primeiro semestre, teremos duas grandes batalhas na defesa dos nossos direitos: o Acordo de Escalas e o Acordo Coletivo de Trabalho, que vencem no dia 30 de abril. Isso sem tirar os olhos do processo de privatização. Portanto, neste ano tão decisivo, os metroviários precisam se organizar com as demais categorias que estão sofrendo com os mesmos ataques dos governos. A luta não se faz sozinho. Todos contra a privatização!


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Frente em defesa do transporte público sobre trilhos primeiros passos

Os metroviários do país encerraram o ano de 2020 unidos contra a privatização da Trensurb e CBTU. A primeira reunião dos sindicatos dos metroviários do RS, MG, AL, PE, RJ e RN com o escritório Garcez Advocacia, que representará a categoria em ações contra a privatização, ocorreu no dia 28 de dezembro.

Manchete da matéria do portal Sul21, publicada em 10 dezembro de 2020.

SINDIMETRÔ NA MÍDIA

rj adere À frente

O Sindcentral agora também integra a Frente por conta da truculência do governo Bolsonaro que, unilateralmente, decidiu transferir as atividades administrativas da CBTU carioca para o DF, medida que afetará 540 trabalhadores. Os metroviários que não quiserem ou não puderem ir para Brasília terão que pedir demissão e abrir mão de 50% da multa do FGTS.

LIMINAR GARANTE PERMANÊNCIA NO RJ

No dia 12 de janeiro, o sindicato da categoria conseguiu a nulidade do ato de transferência dos empregados. A ação teve a assessoria jurídica do escritório Garcez.

DEMISSÃO CONSENSUAL: Documento que obriga o funcionário a se desligar.


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NOVOS DIRETORES DO SINDIMETRÔ TOMAM POSSE PARA A GESTÃO 2021-2023 Em 04 de janeiro, ocorreu a posse da nova diretoria do Sindimetrô/RS para o triênio 2021-2023. A cerimônia, sem convidados, foi restrita à comissão eleitoral, que fez a leitura da ata final que proclamou vitoriosa a “Chapa 2 – Experiência e Renovação contra a Privatização”, e aos diretores eleitos que apenas cumpriram o protocolo de assinatura do termo de posse. Reconduzido ao cargo de presidente, Luís Henrique Chagas falou que o governo Bolsonaro mantém acelerado

o projeto de privatização da Trensurb e da CBTU: “Nós temos a obrigação de convencer os colegas a entrarem nessa briga contra a privatização da empresa. Vai ser uma luta muito difícil”, alertou Chagas. O evento ocorreu no auditório do sindicato com respeito a todos os protocolos sanitários. Ao final do cerimonial, os eleitos fizeram uma homenagem ao colega Pinheiro, que deixou a direção após participar de três mandatos.

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