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MULHERES METROVIÁRIAS NA LUTA!

VAMOS JUNTAS? Secretaria da Mulher do Sindimetrô/RS


Apre s entaç ão Esta cartilha, organizada pela Secretaria de Mulheres do Sindimetrô/RS, surgiu da vontade de compartilharmos nossas vivências e lutas com todas as mulheres que constroem o sistema metroviário. Através dela, queremos dialogar, orientar e encorajar nossas colegas a buscarem e terem acesso aos seus direitos. Aqui você irá encontrar um breve histórico da luta das mulheres no mundo e no Brasil. Reunimos, também, os principais pontos da Lei Maria da Penha e os tipos de violência que vivenciamos diariamente. Partindo da campanha lançada pelo sindicato, “Violência contra a mulher, saia dessa linha”,, a cartilha traz depoimentos de mulheres metroviárias, trabalhadoras terceirizadas e permissionárias, que enfrentaram situações de abuso e violência. Posteriormente, são apresentados canais de denúncia especializados. E, por fim, dicas culturais para que possamos seguir nossa formação enquanto mulheres de luta.

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8 de Março DIA INTERNACIONAL DE LUTA DAS MULHERES

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A luta das mulheres no mundo

Séculos 15 a 17 – Mulheres que resistem às imposições da igreja e praticam rituais de cura são consideradas bruxas e queimadas pela Inquisição. Século 19 – Início da luta pelo direito ao voto em países como os EUA. 1857 – 129 operárias de uma indústria têxtil nos EUA são assassinadas pelos patrões. Elas haviam feito greve por melhores salários e redução da jornada de trabalho, que era de 14 horas. 1910 – Criado o Dia Internacional da Mulher no 2º Congresso Internacional de Mulheres, na Dinamarca, em memória das operárias mortas durante protesto nos EUA em 1857. 1917 – Em 8 de março, uma marcha reuniu milhares de mulheres na capital russa, para protestar por comida em meio às dificuldades da 1ª Guerra Mundial. A manifestação daria início à Revolução Russa. 1949 – Lançado o livro que marca o nascimento do

feminismo contemporâneo, “O Segundo Sexo”, da francesa Simone de Beauvoir. Frase célebre da escritora: “Não se nasce mulher, torna-se”. 1960 – É desenvolvida a pílula anticoncepcional, que dá impulso à revolução sexual. Agora as mulheres podem fazer sexo por prazer e escolher ter filhos só quando quiserem. 1968 - A revolução cultural francesa acaba chegando a outros países e envolve as chamadas minorias políticas (índios, negros, homossexuais, ecologistas e mulheres). O movimento feminista adota a palavra de ordem “O corpo é nosso”. 1974 – A Argentina torna-se o primeiro país latinoamericano a ter uma presidenta, Isabelita Péron. 1990 - Dia 28 de setembro é escolhido como Dia pela Descriminalização do Aborto na América Latina 2017 - Em ao menos 55 países, paralisações e manifestações no Dia Internacional da Mulher questionam a desigualdade e a violência de gênero.


1985 – Surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher – DEAM (SP). 1988 – Com a nova constituição, mulheres garantem igualdade de direitos. 1996 – O Congresso Nacional inclui o sistema de cotas, na Legislação Eleitoral, obrigando os partidos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres nas chapas proporcionais. 1998 – A senadora Benedita da Silva é a primeira mulher a presidir uma sessão do Congresso Nacional. 2006 – É criada a Lei Maria da Penha, que prevê penas mais duras a atos de violência contra a mulher. 2010 – Dilma Rousseff é eleita a primeira presidenta do Brasil. 1932 – Mulheres brasileiras conquistam o direito ao voto em todo o território nacional. 1933 – É eleita a primeira deputada brasileira: Carlota Pereira de Queiroz. 1962 – Mulheres garantem o direito de trabalhar fora de casa sem a permissão dos maridos. 1977 - Antiga reivindicação do movimento feminista, a Lei do Divórcio foi a primeira a abordar a dissolução dos casamentos.

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A LUTA CONTRA O MACHISMO DENTRO DOS SINDICATOS Neida Oliveira*

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É preciso derrotar o machismo na sociedade e dentro dos nossos sindicatos! Para isso é fundamental tornar cotidiana a pauta do feminismo. Isso significa expressála na política e na forma organizativa, sendo necessário revolucionar as instâncias, pois para superar o machismo no movimento sindical e também nas organizações políticas não podemos tolerá-lo dentro das nossas próprias fileiras. Várias são as formas através das quais o machismo se manifesta: pouquíssimas mulheres nas direções e demais instâncias das entidades; as representações políticas raramente são exercidas por mulheres; quando coordenam mesas, a tarefa se resume a marcar os tempos de fala, etc. Além disso, são inúmeras as vezes em que os homens usam formas de tratamento desrespeitosas, imposição por meio do porte físico para falar, tom de voz e, em casos piores, assédio sexual (velado ou explícito).

O enfrentamento cotidiano das práticas machistas, criação de setoriais e cursos de formação para os dirigentes homens, bem como a implantação de mecanismos, inclusive estatutários, para garantir a igualdade das mulheres são tarefas prioritárias do movimento sindical. Assim, o feminismo não pode ser enxergado como uma pauta acessória e, se não é levada a sério, os sindicatos deixam de cumprir o papel fundamental de contribuir para a emancipação dos trabalhadores e das trabalhadoras. Por fim, é importante salientar que será impossível derrotar o sistema capitalista, sem derrotar o machismo, pois este divide e enfraquece a classe trabalhadora. Mas, para que possamos derrotá-lo, temos que começar combatendo as desigualdades dentro das nossas próprias organizações. *Militante da Construção Socialista, integrante da Secretaria Executiva Nacional da CSP CONLUTAS e do Conselho Geral do CPERS/ Sindicato.


SEMPRE É TEMPO DE LUTAR! Ludimilla Fagundes* A história da humanidade é perpassada pela luta de classes, e dentro da luta de classes há outra muito particular, de pelo menos da metade da população mundial, que é a luta das mulheres. Lutamos por melhores condições de trabalho, igualdade salarial e por nossas vidas. Em 2018 essa luta continua atual. Assim como em 2017, em 2018 temos o desafio de construir a Greve Internacional de Mulheres. Somos nós, em todos os países, que devemos dizer: SE AS NOSSAS VIDAS NÃO IMPORTAM, QUE PRODUZAM SEM NÓS! Essa consigna nos unifica, pois as taxas de feminicídio são alarmantes e os planos de austeridade são em nível internacional. Portanto, as operárias, as costureiras, as metroviárias, as professoras, as terceirizadas, as comerciárias e todas as trabalhadoras dos setores

público e privado devem bradar: 8 de março não é dia de ganhar flor! É dia de honrar a história daquelas operárias que, em 1857, fizeram greve por equiparação salarial e foram brutalmente assassinadas. Mas a nossa luta não se encerra nesta data e precisamos organizá-la em cada local de trabalho, nos lugares onde vivemos, para garantir as nossas reivindicações, mas também passa pelo combate ao machismo, que divide a classe trabalhadora. Chega de exploração e opressão! É tempo de rebeldia, tempo de tomar as ruas e derrotar os governos que nos retiram direitos e aqueles que querem mandar em nossos corpos e nas nossas vidas. Também é tempo de derrotar o sistema capitalista, que nos oprime e explora cotidianamente no mundo inteiro. Socialista/PSOL

*Militante feminista da Construção

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MULHERES METROVIÁRIAS NA LUTA Ayllu Acosta, Camila Debesaitys, Diana Ferreira da Rosa, Estela Maris Souza, Maria Silveira, Noêmia Jung, Pâmela Sinhorelli e Raquel Krumberg

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É incrível que, em pleno ano de 2018, as mulheres ainda sofrem com as discriminações e recebem salários menores do que os homens para executar as mesmas tarefas. Nós também somos minoria nos altos cargos do mercado de trabalho. Na Trensurb, segundo dados de fevereiro de 2018, quase 82% das funções gratificadas são ocupadas por homens. Além disso, desde a criação da empresa, o cargo da presidência nunca foi ocupado por uma mulher. Os dados espantam e demonstram um caminho de muita luta para conquistarmos nosso espaço. Esse problema se agrava mais quando se trata da mão de obra terceirizada, onde o quadro de funcionárias geralmente é composto por mulheres negras e de baixa renda. Nos seus postos de trabalho, são elas as que mais sofrem com o assédio dos colegas, usuários e dos metroviários. Sem amparo algum por parte dos seus

empregadores, acabam por ser o elo mais vulnerável de uma cultura machista que mata, em média, 7 mulheres por dia no Brasil. Mesmo dentro deste triste contexto, temos algumas conquistas a destacar. A última eleição sindical, para a gestão 2018-2020, elegeu 30% de mulheres para a sua diretoria. É um avanço a ser comemorado, pois nunca houve tamanha participação das mulheres nessa entidade sindical. Visando a igualdade de gênero, no próximo Congresso, lutaremos para que, estatutariamente, 50% dos cargos do Sindimetrô/RS sejam ocupados por mulheres. Outro ponto a ser celebrado é que pela primeira vez uma colega metroviária assumiu a vice-presidência do sindicato. Apesar de a nossa representatividade estar aumentando no meio sindical e político, ainda temos muito para conquistar. Só com luta e união conseguiremos barrar o machismo. Vamos fazer deste dia 8 de março o dia em que assumiremos nossos postos de lutadoras. Vamos conversar. Vamos nos apoiar. Vamos sair da linha rumo a nossa liberdade social, sexual, psicológica e moral! Vamos juntas?


Campanha “VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER, SAIA DESSA LINHA” Preocupada com as várias formas de violência enfrentadas pelas mulheres, a Secretaria da Mulher do Sindimetrô/RS lançou a campanha “Violência Contra a Mulher, Saia Dessa Linha”. A iniciativa começou com a aplicação de um questionário que alcançou 101 mulheres que trabalham diariamente na linha da Trensurb. Ao final das questões, deixamos um espaço para depoimentos sobre as violências

sofridas no cotidiano. O objetivo ao reunir estes depoimentos é de que haja empatia e de que as mulheres não se sintam sozinhas nesta caminhada, mostrando a importância de se romper o silêncio diante dos abusos sofridos. Escolhemos alguns desses relatos para serem compartilhados nessa cartilha (veja a seguir).

“Sofremos assédio no trabalho constantemente, seja por “elogios” feitos por colegas, piadas e brincadeiras de mau gosto ou duplo sentido.” – Metroviária – 33 anos

“Ainda há muitas mulheres que ficam submissas aos seus agressores. Eu já sofri muitos maus tratos anos atrás, até que me separei e denunciei e hoje não sofro mais com isso!” – Terceirizada – 52 anos

“Fui demitida do meu emprego anterior porque não aceitei as investidas da chefia.” – Metroviária – 53 anos

“Nota-se que homens respeitam mais outros homens. Parece que a palavra da mulher não tem valor.” – Metroviária – 27 anos

“O fato de ter sido metalúrgica e trabalhar com muitos homens te coloca quase todos os dias em situações de assédio ou discriminação. A roupa que se usa e até mesmo ir trabalhar sem secar o cabelo é motivo para falatórios.” – Metroviária “No trabalho vários assédios no dia, principalmente nos banheiros.” – Permissionária

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“Já tive um relacionamento abusivo, no qual sofri violência física. Nunca denunciei (como a maioria das mulheres) e hoje me arrependo de ter permitido tal comportamento. Não que eu ache que a denúncia mude muita coisa, mas para talvez no futuro esse homem pensar antes de agredir alguém novamente.” – Permissionária –34 anos “Ao ficar sozinha com outro colega na estação durante a noite fui pressionada na parede, tive meu corpo tocado contra a minha vontade e quando busquei ajuda da minha controladora ouvi que mulher na noite é complicado, deveria fazer só dia, a noite ficar em casa com o marido.” – Metroviária “Nós, vítimas, somos vistas aos olhos do povo como culpadas, muitas vezes por causa de nossa forma de se vestir ou de agir. Gostaria que isso tivesse fim!” – Terceirizada - 34 anos “Somente pelo fato de não podermos nos vestir como temos vontade por medo de sofrer algum abuso ou assédio já é uma violência diária.” – Metroviária – 28 anos “Já sofri violência do meu ex-marido. A Lei Maria da Penha é uma benção!” – Terceirizada – 44 anos

“Depois que me divorciei, por agressão e adultério, sou discriminada, na sociedade e principalmente na igreja por não me sujeitar a isso e lutar para que as mulheres não aceitem isso. A visão das pessoas é que a gente é largada pelo marido, que a gente não presta.” – Metroviária “Meu chefe saia com uma colega, mas ele se sentiu no direito de me abordar, me agarrou e tentou forçar uma situação. Me recusei a fazer o que ele queria. Me senti coagida, constrangida e humilhada, e mesmo precisando do trabalho, pedi demissão.” – Metroviária – 33 anos “Os usuários tentam intimidar, vindo pra cima e aumentando a voz, e ex-namorado que já segurou pelo braço com mais força para se impor ou para pedir para trocar a roupa pois não está “decente”.” – Sem identificação “Piadinhas e cantadas sem respeito de clientes abusados.” – Permissionária – 18 anos


SOBRE A LEI MARIA DA PENHA A Lei nº 11.340, conhecida como Maria da Penha, foi sancionada em agosto de 2006 e tem como objetivo coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, classificando os seguintes tipos de violência: Violência física: ofensa a sua integridade ou saúde de relação sexual não desejada, mediante

intimidação, ameaça, coação ou uso da força; Violência psicológica: qualquer conduta que que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça lhe cause dano emocional e diminuição da autode usar qualquer método contraceptivo ou que estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou 11 desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar à prostituição, mediante coação, chantagem, suas ações, comportamentos, crenças e decisões, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule mediante ameaça, constrangimento, humilhação, o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos; manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, Violência patrimonial: retenção, subtração, ridicularização, exploração e limitação do direito de destruição parcial ou total de seus objetos, ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, à saúde psicológica e à autodeterminação; Violência sexual: qualquer conduta que a incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades; constranja a presenciar, a manter ou a participar Violência moral: calúnia, difamação ou injúria. corporal;


Principais pontos da Lei Maria da Penha:

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Com a criação da lei, houve uma alteração junto ao código Penal (parágrafo 9º do artigo 129) que possibilita que agressores, em âmbito doméstico ou familiar, possam ser presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada;

do agressor do domicílio à proibição de sua aproximação da mulher agredida;

• Os agressores também não poderão ser mais punidos com penas alternativas;

Os crimes por lesões corporais leves também passaram a ser objeto de apuração e processo, mesmo que a vítima não queira. Anteriormente à lei, a mulher poderia retirar a queixa na delegacia mesmo, mas agora somente perante ao juiz;

• A violência doméstica passou

A legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos;

A lei ainda prevê medidas que vão desde a remoção

a ser agravante da pena;

A mulher agredida passa a ter direito à assistência psicológica, social, médica e jurídica.


Canais de denúncia Certamente o primeiro passo de denunciar estes abusos não é um caminho fácil, mas reunimos, a seguir, canais de denúncia nos quais você pode buscar ajuda:

Disque Denúncia - Central de Atendimento à Mulher

Fornece orientações e alternativas para que a mulher se proteja do agressor. A ligação pode ser de telefones fixos ou móveis. Fone: 180

Porto Alegre DEAM - Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher Av. João Pessoa, 2050 - Bairro Azenha Telefone: (51) 3288-2172 E-mail: poa-dm@pc.rs.gov.br

Canoas DEAM - Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher

Rua Humaitá, 1120 - Bairro Marechal Rondon – Telefone: (51) 3472-0494

E-mail: canoas-dm@pc.rs.gov.br

Telefone: (51) 93020-370 E-mail:saoleopoldo-dp01@ policiacivil. rs.gov.br

Av. Presidente Vargas, 1142 - Bairro Centro – Fone: (51) 3458-9650 E-mail: esteio-dp@pc.rs.gov.br

2ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo

Esteio Posto de Atendimento à Vítima Mulher - Delegacia de Polícia

Sapucaia do Sul Posto Policial para Mulher 1ª Delegacia de Polícia

Rua Barão do Rio Branco, 378 Bairro Santa Catarina Fone: (51) 3474-8878 E-mail:sapucaiasul-dp01@pc.rs.gov.br

São Leopoldo 1ª Del. de Polícia de São Leopoldo Rua Pandiá Calógeras, 156 Bairro Cristo Rei –

Av. Coronel Atalíbio Taurino Rezende, 829 - Bairro Rio dos Sinos – Telefone: (51) 3568-2455 E-mail:saoleopoldo-dp02@pc.rs. gov.br

Novo Hamburgo DEAM - Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher Rua Júlio de Castilhos, 806 Bairro Centro Telefone: (51) 3584-5805 E-mail: nh-dm@pc.rs.gov.br

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LOCAIS DE ASSISTÊNCIA JURÍDICA GRATUITA PUCRS: A atuação do Serviço

de Assistência Jurídica Gratuita - SAJUG ocorre nas áreas da Família, Cível e Penal. Solicitar agendamento pelo fone 33203532 ou nos locais abaixo:

Campus Central: Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 08 – 14 Sala 140 Telefone: (51) 3320-3532 CEP: 90619-900 – Porto Alegre – RS – Brasil sajug@pucrs.br Centro de Extensão Universitária Vila Fátima: Rua 14, n° 227 – Vila Fátima/ Mato Sampaio Telefone (51) 3320-3536

CEP: 91430-140 – Porto Alegre – RS – Brasil Horário de Atendimento:

• Campus Central: das 8h às 12h e das 14h às 22h, de segunda à sexta-feira

•Campus

Aproximado Vila Fátima: das 14h às 17h, nas quartas-feiras UniRitter No UniRitter, a prática jurídica é realizada através dos Núcleos de Prática Jurídica, que realizam atendimentos à comunidade através do Serviço de Assistência Ju-diciária Gratuita (SAJUIR) que atende a população de Canoas e Nova Santa Rita cuja

renda familiar não ultrapasse três salários mínimos nacionais. Em Canoas prestam os seguintes serviços: •Acompanhamento de demandas judiciais nas seguintes áreas: Civil, Consumidor, Família, Penal, Previdenciário e Trabalho • Ajuizamento de ações • Atendimentos para orientação jurídica • Mediações Telefone: (51) 3464.2035 Horário de atendimento: das 8h às 21h – Local: Rua José do Patrocínio 823, bairro Niterói – Canoas


Em Porto Alegre a assistência jurídica auxilia nos seguintes casos:

• Direito Civil • Direito do Consumidor •Direito de Família • Direito do Trabalho • Sucessões e Mediação Horário de atendimento: das 8h às 17h E-mail: sajuir_poa@uniritter.edu.br Telefone: (51) 3230.3380 Locais: Campus Zona Sul – Rua Orfanotrófio, 555 (esquina com a Rua Antônio João Brugnera subsolo do prédio C). Unisinos O Programa de Práticas Sociojurídicas (Prasjur/Unisinos) atende pessoas que recebam até três

salários mínimos, residentes na cidade de São Leopoldo. Atende crianças, adolescentes, adultos e idosos, com renda familiar de até três salários mínimos mensais, que necessitam de orientação sociojurídica e de mediação de conflitos extrajudiciais ou judiciais. Telefone: (51) 3590 8425 E-mail: prasjur@unisinos.br.

Os atendimentos, feitos na área cível, ocorrem nos três turnos. Para mais informações entre em contato: Prédio 22, 3º andar Telefone: (51) 3477.4000 Ramal 2315 E-mail: direito.canoas@ulbra.br Agendamento para atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h45min

ULBRA O Serviço de Assistência Jurídica Gratuita (Sajulbra) é uma iniciativa do Núcleo de Prática Jurídica da Ulbra. Podem utilizar o serviço moradores de Canoas ou Nova Santa Rita e que tenham renda máxima de até três salários mínimos podem usufruir gratuitamente.

UFRGS O Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (Saju), funciona no prédio da Faculdade de Direito (Avenida João Pessoa, 80, Centro, em Porto Alegre). Os atendimentos são feitos com hora marcada. A interessada deve ligar para o telefone 3308-3967, das 14h às 18h.

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Dicas Culturais São muitas as possibilidades de nos mantermos atualizadas quanto ao protagonismo feminino. Pensando nisso, sugerimos a seguir dicas culturais ligadas à luta das mulheres.

Fi l mes 16 As Sufragistas (2015) Filme baseado em fatos reais. Retrata a história de um grupo de mulheres que resolveu iniciar a luta feminina em seu país, lutando contra a opressão e todo o machismo imposto pela sociedade. Uma busca pelos direitos e pela igualdade.

Histórias Cruzadas (2011) Durante as décadas de 1950 e 60, os Estados Unidos viveram uma grande segregação racial, e o preconceito foi mais atenuante nessas épocas. No filme, acompanhamos a vida de Eugenia Skeeter, uma jovem que quer dar voz às mulheres negras de sua época através de um livro, onde conta a história de empregadas domésticas de famílias brancas. Mesmo indo contra a sociedade de sua época, a garota segue lutando pelo direito e igualdade das mulheres negras. Preciosa (2009) Baseado em um romance, o filme retrata a história da

jovem Claireece, de 16 anos. Ela sofreu diversos abusos durante a infância e, agora, engravidou pela segunda vez de seu próprio pai e foi suspensa da escola. Com a ajuda da diretora, consegue ir para uma escola diferente e uma professora de lá consegue ajudar a jovem a vencer as marcas de violência que sofreu, e mudar a sua vida.

L iv ro s “Mulheres, Cultura e Política”, Angela Davis Uma obra fundamental para se entender as nuances das opressões. O livro trata da escravidão e de seus efeitos, da forma pela qual a mulher


negra foi desumanizada, nos dá a dimensão da impossibilidade de se pensar um projeto de nação que desconsidere a centralidade da questão racial, já que as sociedades escravocratas foram fundadas no racismo. Além disso, a autora mostra a necessidade da não hierarquização das opressões, ou seja, o quanto é preciso considerar a intersecção de raça, classe e gênero para possibilitar um novo modelo de sociedade. “O segundo sexo”, Simone de Beauvoir Um clássico. Publicado originalmente em 1949, Simone analisa a situação da mulher na sociedade, mos-trando que seu lugar sempre foi definido pelo

homem. O título em si anuncia a mulher como coadjuvante e secundária da história. Simone procurou compreender de que maneira a mulher ocupou, ou a fizeram ocupar, essa posição de ‘segundo sexo’ em diferentes sociedades, como ela se coloca no mundo e como contribui para essa configuração social. “Sobrevivi, posso contar”, Maria da Penha Lançado em 2010, o livro relata a vida da autora, que sofreu uma cruel, dolorosa e covarde violência. Maria da Penha oferece sua história generosamente a toda sociedade, como uma forma de contribuir com transformações urgentes, pelos direitos das mulheres a

uma vida sem violência. Ícone dessa causa, sua vida está hoje também simbolicamente subscrita e marcada sob a lei nº 11.340 ou lei Maria da Penha.

Músi c a Rita Lee Desde os anos 70, a cantora e compositora 17 Rita Lee, por meio de suas letras, questiona, zomba e rompe com as imposições de costumes e de comportamentos ao gênero feminino. Elza Soares Mulher, negra, brasileira e feminista, considerada “a melhor cantora do milênio” pela


BBC. Seu álbum “A Mulher do Fim do Mundo”, lançado em 2015, traz temáticas atuais como violência doméstica, sofrimento urbano, transexualidade, negritude, entre outros.

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Cássia Eller Um dos grandes nomes da música brasileira, Cássia Eller marcou a década de 1990 e nos deixou em 2001, precocemente. Foi uma artista e interprete autêntica, ousando em seus figurinos, linguajar e presença de palco. Enquanto mulher e mãe, roupeu barreiras ao expor sua homossexualidade e seus relacionamentos.

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O objetivo da página é resgatar a memória e o trabalho de mulheres que transformaram o mundo, e ainda assim acabaram apagadas da história. Não Me Kahlo Organização com objetivo social, entre outros, de defesa do direito das mulheres e desenvolvimento de estudos sobre feminismo.

Géledes Instituto da Mulher Negra Geledés Instituto da Mulher Negra foi criado em 30 de abril de 1988. É uma organização política de mulheres negras que tem por missão institucional a luta contra o racismo e o sexismo, a valorização e promoção das mulheres negras.


19 Publicação: Secretaria da Mulher do Sindimetrô/RS Organização: Secretaria de Comunicação do Sindimetrô/RS Diagramação : Mario Pepo Impressão: RM&L Gráfica


Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem.

Rosa Luxenburgo

Cartilha digitalNeste Dia 8 de Março, Secretaria da Mulher do Sindimetrô/RS lança cartilha  

Organizada pela Secretaria da Mulher do Sindimetrô/RS, a cartilha “Mulheres Metroviárias na Luta! Vamos Juntas?” apresenta um breve históric...

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