Jornal do Sindimetrô/RS - Edição 135

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HORA DO VOTO

ELEIÇÕES: MOMENTO PARA RENOVAR Estamos novamente num período eleitoral. Em outubro, teremos que votar para deputado federal, deputado estadual, senador primeira vaga, senador segunda vaga, governador e presidente da República. Embora saibamos que as eleições não mudarão a vida da classe trabalhadora, é importante aproveitar a oportunidade para varrer da cena política quem está envolvido com a corrupção e quem vota contra os interesses da maioria da população. Naquela que foi a mais draconiana reforma feita pelo Governo Temer, a Reforma Trabalhista, quatorze deputados e dois senadores eleitos pelo Rio Grande do Sul votaram contra os interesses dos trabalhadores. Veja, no quadro, quem são os traidores:

Deputados

Alceu Moreira Cajar Nardes Carlos Gomes Covatti Filho Danrlei de Deus Darcísio Perondi Jerônimo Goergen Jones Martins Luiz Carlos Heinze Mauro Pereira Onyx Lorenzoni Renato Molling Ronaldo Nogueira Yeda Crusius

Senadores

Partidos

Lasier Martins Ana Amélia Lemos

MDB PODE PRB PP PSD MDB PP MDB PP MDB DEM PP PTB PSDB PSD PP

TEMER E SARTORI NUNCA MAIS!

AL I C ER E P INT S JORNAL E PO X E

DO

SINDIMETRÔ/RS PORTO ALEGRE, 25 DE AGOSTO DE 2018

Nº 135 Fundado em 09 de abril de 1986 FILIADO À CSP CONLUTAS E À FENAMETRO

EDITORIAL

TRANSPORTE NÃO É MERCADORIA!

Alçado ao poder depois do impeachment da ex-presidente Dilma (PT), Michel Temer (MDB) seguiu item a item o roteiro elaborado pelos empresários e pela mídia, acabando com os serviços públicos e com os direitos dos trabalhadores. Temer é o responsável pela Proposta de Emenda à Constituição 55/2016, que limita os gastos públicos, diminuindo drasticamente o volume de recursos para áreas como saúde e educação. Esse congelamento de gastos terá duração de 20 anos e prejudica, em especial, a população mais pobre. É também de autoria do Temer a Reforma Trabalhista, que acaba com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e precariza a vida dos trabalhadores.

No Rio Grande do Sul, o governador José Ivo Sartori (MDB) também seguiu à risca as determinações do empresariado e dos meios de comunicação da burguesia. Sartori congelou os salários dos servidores e parcelou os pagamentos, levando às pessoas a se endividarem com os bancos. Além dis-so, quase nada investiu em obras de infraestrutura e de desenvolvimento. Graças à mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras, não conseguiu as vender a CEEE, a Sulgás e a CRM. Sartori e Temer são nomes a serem repudiados pela população. Eles e seus apadrinhados políticos. Quem não tem preocupação com o social e ataca direitos não merece o voto dos trabalhadores. Fora Temer! Fora Sartori!

A luta por uma Trensurb pública, estatal, com qualidade e tarifa social (rumo à tarifa zero), e a incansável defesa dos direitos dos metroviários e dos usuários do trem. Essa tem sido a linha adotada pela atual direção do Sindimetrô/RS. Para o sindicato, o transporte público não pode ser tratado como mercadoria, que vise o lucro acima do conforto e da dignidade dos

trabalhadores. Portanto, o Sindimetrô/RS exige transparência e condenação de todos que fazem uso indevido das verbas públicas. O governo Temer dobrou o valor da tarifa, mas os trens seguem operando no limite. Os antigos, com mais de 30 anos de rodagem, estão sem espaço para serviços básicos de manutenção; e os novos apresentam problemas

graves, afetando a segurança dos funcionários e dos usuários. Apesar das adversidades impostas pelos atuais administradores da empresa e pelo governo federal, os metroviários e as metroviárias conseguem garantir um serviço com o mínimo de qualidade aos cerca de 200 mil passageiros/dia do trem. A luta segue!


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PRIVATIZAÇÃO

DESMONTE DA TRENSURB É PROPOSITAL

A PRIVATIZAÇÃO DOS TRANSPORTES NÃO É SAÍDA

A desigualdade social brasileira produz marginalização. A região central e o seu entorno nas grandes metrópoles do país são frequentadas pelos ricos enquanto aos pobres restam as periferias, abandonadas pelo poder público. E o setor dos transportes segue essa lógica, através da precariedade e da escassez do serviço de transporte público, além dos preços abusivos. A privatização da mobilidade urbana não se dá apenas pela concessão, mas também pela terceirização e pelas Parcerias Público-Privadas (PPP’s). Aliás, as PPP’s e as terceirizações são as formas mais lucrativas e seguras para a iniciativa privada, uma vez que a construção da obra fica a cargo do poder público e as concessionárias ficam com o lucro. A concessão da Linha 4 – Amarela do metrô de São Paulo é emblemática. O contrato celebrado entre a CCR e o governo tucano de Geraldo Alckmin garante o lucro

ASSÉDIO

EXPEDIENTE

O assédio sexual é um dos sérios problemas enfrentados pelas mulheres com a superlotação de trens, metrôs e ônibus. Essa triste realidade aumenta com as privatizações. Em nome do lucro, os empresários espremem os passageiros dentro dos meios de transporte. No caso dos ônibus, o problema aumenta, pois o poder público concede a exploração do serviço à iniciativa privada.

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Ao longo dos últimos anos, o Sindimetrô/RS tem denunciado os problemas da Trensurb, especialmente os provocados pela má gestão e mal uso do dinheiro público. É inegável que a empresa vem sofrendo um processo de desgaste junto a opinião pública e de desmonte ao longo deste período. Tudo com um objetivo: entregála à iniciativa privada. É neste cenário que o sindicato criou a campanha “Metrô Privado – Preço Dobrado”. O abusivo aumento de R$ 1,70 para R$ 3,30 na tarifa é reflexo desta política. Tudo é entregue sem que os empresários invistam um centavo na

. da empresa, que será ressarcida aquém do esperado. O mesmo mopelo Estado em caso de o número delo foi adotado nas concessões da de passageiros transportados ficar Linha 5 – Lilás e da Linha 17 – Ouro.

TARIFAS I

NOTAS

As tarifas com valores abusivos são uma realidade nas cidades brasileiras. É preciso inverter essa lógica, trabalhando na perspectiva da tarifa zero. É comprovado que, onde a tarifa é baixa, a arrecadação aumenta. A fórmula é simples: o aumento da circulação de pessoas amplia as vendas no comércio e isso aquece a produção industrial.

TARIFAS II

No eixo norte da região metropolitana de Porto Alegre, a tarifa social mantida pela Trensurb era exemplo disso. Infelizmente, a visão mesquinha da atual administração, com a participação do governo federal, elevou a tarifa para nível semelhante aos preços cobrados pelas concessionárias de ônibus da região.

Jornal do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Conexas do Rio Grande do Sul Rua Monsenhor Felipe Diehl, 48, Humaitá, Porto Alegre/RS – Fone: 51-33744200 Presidente: Luís Henrique Chagas; Secretária de Comunicação: Ayllu Acosta Jornalista Responsável: João dos Santos e Silva (MTb/RS 7924); Site: www.sindimetrors.org; Facebook: sindicato dos metroviários; E-mail: imprensa@sindimetrors.org e falecom@sindimetrors.org

PREVIDÊNCIA

A luta dos trabalhadores impediu a aprovação pelo Congresso Nacional da Reforma da Previdência. Temer e seus aliados nas casas legislativas não mediram esforços para votar a reforma que, se aprovada, significaria o fim da aposentadoria para os trabalhadores. Verbas públicas não foram economizadas em propagandas e na busca de votos. Acompanhe o Sindimetrô/RS:

/sindimetro sindimetrors.org @SindimetroRS

empresa. Ficam com o lucro, e o povo com o prejuízo! A aquisição, em 2012, de quinze trens novos foi escandalosa. O contrato assinado sequer exigia garantias técnicas e a Trensurb abriu mão de testes que poderiam apontar os problemas que hoje impedem a circulação de nove trens. Destes, dois estão sendo usados como repositores de peças para os que ainda circulam. Durante esse período, a Trensurb já esteve sob a administração de apadrinhados políticos dos seguintes partidos: PT do Lula, PP da Ana Amélia, PSD do Danrlei, PSDB do Alckmin e MDB do Temer e do Sartori.