Issuu on Google+


2


editorial

sumário artigo.............................................04 mercado ........................................06 sanidade........................................08 integração......................................11 notícia ...........................................12 qualidade.......................................14

Deputado federal gaúcho luta pela redução da carga tributária para o setor na Comissão de Agricultura.

especial..........................................16 atualidade......................................20 conseleite.......................................24 estatísticas.....................................26 destaque........................................30

A defesa da entidade de classe tem por premissa identificar as demandas da categoria e os responsáveis pelo seu atendimento. No meio lácteo, as demandas são relacionadas à cadeia e seu atendimento passa por um de seus elos ou pelo governo. O setor lácteo vive um momento interessante no quadro nacional e no mundo. Começando pelo Rio Grande do Sul, debatemo-nos com o seguinte dilema: crescer por nossa aptidão – clima, solo, mão-de-obra e posição geográfica – e aumentar ainda mais a oferta de lácteos ou resignarmo-nos e dimensionarmos a produção de acordo com o consumo atual. Por uma questão de princípios nem vamos avaliar a segunda opção, mas lembrar que mesmo essa é desconfortável, pois o Rio Grande do Sul já exporta para outros Estados mais de 50% do que produz em lácteos. Voltando à primeira opção, que é crescer, resolveremos o problema de ociosidade da capacidade industrial instalada que hoje passa de 40%. Entretanto, aumentaremos a necessidade de busca de outros mercados, nacional e internacional. O mercado internacional nos impõe preocupações, como pequeno percentual de comercialização entre países, necessidade de qualidade da matéria-prima, barreira natural dos importadores, que visam sempre à produção própria pela necessidade industrial de aproveitamento de mão-de-obra local. Aí chegamos então ao mercado nacional. Neste, a maior frustração é a guerra fiscal que dificulta a comercialização e gera insegurança no planejamento das indústrias, pois muda a toda hora. Bem, aí entra o Governo. Falamos que o setor lácteo passa por um momento de relevância nos cenários nacional e internacional. No Rio Grande do Sul, a FIERGS convidou o representante do setor para representar a entidade junto à CNI no recém instalado COAGRO - Conselho de Agronegócios. A importância do setor é fundamentada na fixação do homem ao campo. Produção em variadas topografias e principalmente pela maior rentabilidade por área. Aí, de novo a importância de o governo entender isto e participar do desatamento de nós do setor. Fique claro que não é apenas o governo que tem trabalho a fazer. É um dos componentes. O quarto elo da cadeia, como denominou o ex-secretário da Fazenda. O produtor deve buscar qualidade e eficiência nos custos de produção. A escala de produção é básica. Trezentos litros/dia talvez deva ser o mínimo para retorno na atividade. A indústria deve renumerar por esta qualidade e reavaliar a matriz de produção. O varejo deve continuar com a aproximação da cadeia, entendendo ser o leite alimento básico para a tão festejada infância. Não cansamos de dizer que a criança é o nosso maior patrimônio. O governo deve ouvir sem demagogia o setor e agir politicamente na diminuição da guerra fiscal e redução das importações e atuar economicamente, no imediatismo de equilibrar o desajuste fiscal. Porém, mais do que tudo, planejar junto com o setor um modelo que não precisa ser inventado, apenas adequado às nossas condições, que permita ao Estado alcançar, além da posição de 2º Estado de maior produção de leite, a condição de referência na produção, junto com SC e PR, que têm características e problemas parecidos. Passa-nos a impressão de que o governo estadual busca esse entendimento e por isso continuamos otimistas com esse setor, que nos últimos anos nos trouxe aflições. Carlos Marcílio Arjonas Feijó Presidente do Sindilat RS

3


Artigo

Do tarro à caixinha Por Lizemara Prates*

Gestão e tecnologia. Um binômio que não pode ser esquecido na moderna proprie-

É necessário manter campanhas permanentes de valorização do leite como produto nutritivo e indispensável para crianças, adultos e idosos.

dade rural, seja qual for a atividade. Nos lácteos, a tecnologia transformou a tradicional atividade leiteira. Ordenhadeiras mecânicas, resfriadores, caminhões-tanque, entre outros, fizeram uma revolução nas propriedades. O antigo processo de produção foi substituído pela modernidade. As carroças puxadas a cavalo que levavam leite em tarros de casa em casa e os leiteiros que tiravam o leite e entregavam na cidade, enchendo as leiteiras que ficavam nas portas, desapareceram. Deram lugar ao leite em caixinha vendido nos supermercados. A evolução foi tão intensa e rápida, que agora existe uma infinidade de produtos derivados do leite ocupando uma grande área

4

nos supermercados. Tem tanta variedade que,

boração. As normas de higiene e sanidade

diante dos balcões refrigerados, o consumi-

também mudaram este processo. Vieram as

dor fica em dúvida para escolher. São bebidas

salas de ordenha higienizadas e o controle

lácteas, iogurtes, queijos variados, probióti-

de qualidade. Claro que esta evolução está

cos, manteigas e margarinas. Tem a linha sem

diretamente ligada à chegada da luz no meio

gordura trans, a light, com e sem sal.

rural. Mas, infelizmente, ainda há problemas,

Os mais antigos devem lembrar do

como estradas ruins, que dificultam o acesso

tempo em que se retirava a nata do leite para

dos caminhões. E o implacável tempo, com

fazer manteiga que era batida à mão, com

suas estripulias, derrubando pontes e inun-

muitos moradores da casa envolvidos na ela-

dando estradas, faz se repetirem problemas


do passado, quando o leite não podia ser distribuído e acabava alimentando os animais ou sendo jogado fora. Se a quantidade não fosse tão grande, poderia virar queijo caseiro ou doce de leite. O tempo passou e o Brasil é hoje um player internacional no setor. Ao lado do mercado externo, no entanto, é preciso cuidar do chamado mercado doméstico, sem esquecer que os brasileiros estão consumindo mais porque a renda aumentou e que os vizinhos do Mercosul estão sempre na luta pelo nosso território e por terceiros países. E tem as importações de leite em pó, derrubando os nossos preços e gerando excedentes e a guerra fiscal entre os Estados. É a chamada globalização, exigindo que o setor esteja cada vez mais preparado. É aí que entra a gestão da atividade para assegurar que as colunas de despesa e receita se encontrem de forma a garantir renda a todos os elos da cadeia. No Rio Grande do Sul, a instalação de novas indústrias é uma prova da importância da bacia leiteira gaúcha. Mas só isso não basta. É necessário manter campanhas permanentes de valorização do leite como produto nutritivo e indispensável para crianças, adultos e idosos. E recordar que as mudanças não alteraram o sistema de criação do rebanho e o metabolismo dos animais. As vacas continuam sendo ordenhadas duas vezes ao dia nos 365 dias do ano. É uma atividade que não para. E mais: estar preparado para o imprevisível, como em 2010, que foi um ano atípico para a atividade leiteira nacional, com antecipação do pico de preços, queda durante a entressafra e mercado ajustado somente no final do ano. E 2011 está se apresentando com maior estabilidade, mas sempre é bom estar atento para preservar o setor que promove inclusão social, gerando emprego, renda e fixando o homem no campo. *Lizemara Prates, jornalista editora do Núcleo de Agronegócio do Grupo Bandeirantes-RS

5


mercado

Conselheiro da agroindústria Presidente do Sindilat integra o Coagro, novo conselho temático da CNI O presidente do Sindilat RS, Carlos Mar-

Os 25 integrantes representam federações, associações e entidades ligadas à indústria dos Estados

maneira rápida”, completou Andrade.

cílio Arjonas Feijó, tem uma nova missão em

A atuação do conselho, segundo Farias,

2011. No final de março, ele assumiu como um

facilitará a aproximação da indústria com o poder

dos 25 integrantes do Conselho Temático de

Legislativo. Entre as principais urgências discutidas

Agronegócios (Coagro) da Confederação Nacio-

pelos membros do Coagro na primeira reunião es-

nal da Indústria (CNI). A agroindústria, que conta

tiveram a revisão do Código Florestal, a reforma

com este novo fórum para discutir questões de

tributária, o câmbio e as relações Brasil-China.

interesse do setor, tem entre os representantes

Os 25 integrantes do Coagro são repre-

gaúchos o empresário de 55 anos, que aceitou o

sentantes de federações, associações e entida-

desafio a convite do presidente da Fiergs, Paulo

des ligadas à indústria. O vice-presidente do

Tigre.

conselho é o empresário Carlos Eduardo Moreira O Coagro é o 12º conselho temático da

Ferreira, enquanto o secretário-executivo é Pablo

CNI, sob a presidência do engenheiro agrôno-

Silva Cesário. Confira alguns trechos da entrevis-

mo Carlos Gilberto Farias, que dirige o Sindicato

ta concedida por Feijó à revista do Sindilat sobre

da Indústria do Açúcar da Bahia. Foi estruturado

sua atuação no conselho da CNI:

pela CNI para acompanhar de perto as ações do poder público, buscando conhecimento técnico para o aperfeiçoamento da legislação, dos regulamentos e da tributação voltados à agroindústria.

6

Revista: Como surgiu a oportunidade de integrar o Coagro? Carlos Feijó: O convite foi feito pelo Paulo Tigre, presidente da Fiergs, para que eu fosse

“A partir de hoje, existe uma estrutura ade-

um dos integrantes do Rio Grande do Sul no

quada para a defesa dos interesses da agroindús-

Conselho do Agronegócio da CNI. A federação

tria brasileira”, disse o presidente da CNI, Robson

entendeu a necessidade de nos manter neste

Braga de Andrade, na reunião de implantação do

conselho temático, pois o setor está forte e orga-

Coagro, realizada em 30 de março. “Agora, não

nizado. Trata-se de um trabalho com representa-

há razão para que não se faça a coisa certa, de

ção regional, mas que terá uma natural setoriza-


mercado

ção. Ainda não havia conselheiros das indústrias de laticínios. É uma boa oportunidade de levar as demandas gaúchas do agronegócio e também da cadeia leiteira. Revista: A ênfase às necessidades da cadeia leiteira gaúcha é uma consequência natural da sua atuação no conselho? Feijó: O Coagro é regionalizado e não setorizado, portanto, devo me envolver com todas as questões da agroindústria gaúcha. Além do leite, temos o trigo e a carne como produtos importantes no cenário atual. Já temos representatividade também no setor de frangos dentro do conselho. Revista: Como serão conduzidos os assuntos de interesse do agronegócio gaúcho no Coagro? Feijó: O conselho é novo, está sendo criado agora. Mas a ideia é consultar as demandas na Fiergs, levando para a pauta do Coagro. A primeira reunião foi para a sua instalação, com assuntos que não envolveram interesses diretos do Rio Grande do Sul, mas eram temas importantes, como a revisão do Código Florestal e as relações Brasil-China. Revista: Já há planos para levar assun-

dilat comemora um crescimento de 43% na captação de matéria-prima, enquanto o Brasil ficou abaixo de 15%. Só podemos celebrar o fato de sermos o segundo Estado na produção leiteira, ficando atrás apenas de Minas Gerais. E a participação no Coagro deve trazer muitos benefícios para o setor. Revista: Qual será a peridiocidade dos encontros do Coagro? Feijó: O conselho foi fundado com a proposta de reuniões bimestrais, mas acredito que

“É uma boa oportunidade de levar as demandas gaúchas do agronegócio e também da cadeia leiteira.”

teremos edições mensais até que haja uma estruturação completa.

tos de interesse do setor leiteiro às reuniões? Feijó: Acredito que é importante aproveitar a oportunidade de integrar o Conselho do

Revista: De que forma serão conduzidos os interesses do conselho em Brasília?

Agronegócio para buscar o desenvolvimento da

Feijó: Somos membros de um conselho

cadeia do leite em todo o Brasil. No Rio Grande

novo, que ainda está se estruturando, mas certa-

do Sul, fundamos o Conseleite, que já existia no

mente será formulada a pauta técnica, encami-

Paraná, e agora está sendo criado por Santa Ca-

nhando-a aos ministérios pertinentes, além de

tarina e Mato Grosso do Sul. A CNI representa as

entidades e associações ligadas aos setores de

indústrias brasileiras, o que torna imprescindível

interesse. O que buscaremos será o apoio a mo-

nossa presença no conselho, pois precisamos

ções dentro dos temas considerados prioritários

adotar uma postura de mercado receptivo. O Sin-

pelos conselheiros.

7


sanidade

Fundesa é o apoio da cadeia leiteira Fundo tem chamado a atenção de produtores do setor no Rio Grande do Sul Constituído em 1º de fevereiro de 2005,

O saldo do Fundo atinge R$ 21,3 milhões em cinco anos, conforme balanço apresentado no final de março.

8

o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sani-

ração da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

tária Animal (Fundesa) do Rio Grande do Sul

O Fundesa tem realizado investimentos

começou a operar a partir de convênio firma-

a partir de parcerias para modernizar e estru-

do com a Secretaria da Agricultura, Pecuária

turar sistemas informatizados de controles e

e Agronegócio (Seapa), em janeiro do ano se-

capacitação de recursos humanos administra-

guinte. É formado pelas cadeias de produção e

tivos e técnicos. O trabalho ainda tem como

genética da avicultura, suinocultura, pecuárias

meta alcançar e consolidar a credibilidade do

de corte e de leite, com a finalidade de com-

Fundesa, além de criar sistema de controle de

plementar ações de desenvolvimento e defesa

arrecadação, prestação periódica e transparen-

sanitária animal no Estado. O saldo do Fundo

te das prestações de contas, que são trimes-

atinge R$ 21,3 milhões em cinco anos, confor-

trais, conforme o Estatuto Social e o Regimen-

me balanço apresentado no final de março.

to Interno.

“O foco é na saúde animal e, por via de

Dentro do Regimento Interno, desta-

consequência, à saúde pública. As ações de-

cam-se os Conselhos Técnicos Operacionais,

senvolvidas pelo Fundesa têm como objetivo

responsáveis por complementar a estrutura

o fortalecimento e a qualificação do sistema

administrativa do Fundesa, com o objetivo de

de defesa sanitária animal”, explica o presiden-

dar suporte técnico às ações e procedimentos,

te do Fundesa, Rogério Kerber, do Sindicato de

para o desenvolvimento e a defesa sanitária

Produtores de Suínos (Sips), que assumiu o car-

animal, sendo que os integrantes são designa-

go em fevereiro de 2011. A vice-presidência é

dos pelas entidades que integram as respecti-

ocupada por Carlos Rivacci Sperotto, da Fede-

vas cadeias, mediante nominata encaminhada


sanidade

ao Conselho Deliberativo, com o procedimen-

timentos no setor leiteiro, a informatização

to de indicação de cada setor.

das Inspetorias Veterinárias e Zootecnia (IVZs),

Desde 23 de março, o Conselho Técnico

com computadores, impressoras e acesso à

Operacional para Pecuária de Leite tem nova

Internet; a compra de kits de emergência às

composição, com Darlan Palharini, do Sindi-

IVZs e de softwares de georreferenciamento

cato da Indústria de Laticínios no Estado do

de propriedades rurais produtoras. Conforme

Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), na presidên-

Palharini, a partir de agora, com a pauta de

cia. Ainda são representantes no conselho: do

reuniões mensais, o objetivo é que não sir-

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abaste-

vam somente para julgar processos de inde-

cimento – Serviço de Sanidade Animal, Jorge

nizações, mas atender o que prevê o Estatuto

Roberto Meana de Almeida (titular) e Gilson

que, entre as funções dos Conselhos Técnicos

Evangelista de Souza (suplente); da Secretaria

Operacionais, prevê propor ao Conselho Deli-

da Agricultura e Abastecimento – Divisão de

berativo: políticas setoriais, especialmente no

Sanidade Animal, Ana Claudia Mello Groff (ti-

âmbito dos objetivos expressos nos estatutos

tular) e Joiane Palmeiro Martins (suplente); do

sociais; planos físico-financeiros de utilização

Sindilat/RS, Darlan Palharini (titular) e Carlos

dos recursos do Fundesa; as ações de vigilân-

Marcílio Arjonas Feijó (suplente); da Federação

cia e a educação sanitária; antecipação do re-

O objetivo é que as reuniões mensais não sirvam somente para julgar processos de indenizações, mas atender o que prevê o Estatuto.

da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Luiz Machado Rodrigues (titular) e Francisco Lineu Schardong (suplente); da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetargs), Airton José Hochscheid (titular) e Marcio Langer (suplente). Cadeia láctea Darlan Palharini ressalta que o volume de recursos investidos pelo Fundesa chega a R$ 4,39 milhões desde 2006. Deste montante, R$ 1,20 milhão foi destinado às indenizações na cadeia láctea por animais com zoonoses. Segundo Palharini, os investimentos ficaram em 27,49% do total. “Foi o setor que mais usou recursos da sua carteira. Somos hoje o que mais arrecada no montante de verba disponível para a aplicação na defesa e desenvolvimento de ações no Fundesa.” Destacam-se, entre os principais inves-

9


sanidade

colhimento das contribuições quando surgir

julho, 9 de agosto, 13 de setembro, 11 de outu-

a situação de emergência e ficar comprovada

bro, 8 de novembro e 13 de dezembro. Palha-

a existência insuficiente de recursos; lista de

rini destaca que são tratadas estritamente as

beneficiários da indenização devida pelo sacri-

matérias propostas ao Conselho Deliberativo.

fício e abate de animais infectados e expostos

“Nossa ideia é entrar com proposições de po-

às doenças definidas nos programas sanitários

líticas ao setor lácteo, buscando avanços para

oficiais; critérios e valores para a concessão

melhorar as questões sanitárias do Estado e o

de indenizações, promovendo os estudos ne-

desenvolvimento da cadeia”, diz o presidente

cessários para tanto; reivindicar programas e

do Conselho.

ações voltados à vigilância epidemiológica e educação sanitária.

10

Conforme Palharini, desde 2006 são recolhidos R$ 0,00038 centavos por litro de leite

Após a posse dos novos membros do

do produtor e outros R$ 0,00038 da indústria,

Conselho Operacional para Pecuária de Leite,

que tem a incumbência de destinar o recurso

foi realizada reunião em 10 de maio. As próxi-

total para ser gerenciado dentro do conselho

mas estão agendadas para: 14 de junho, 12 de

do Fundesa.


integração

1º Torneio Amigos do Leite Competição esportiva marca a integração da cadeia produtiva Cinco empresas encerraram em abril a série de visitas que marcou o 1º Torneio Amigos do Leite. Destinada à integração dos funcionários da cadeia produtiva de leite, a iniciativa teve início em fevereiro, com reuniões aos sábados, nas unidades da Cooperativa Taquarense de Laticínios (Cootall, de Taquara), Santa Clara (Carlos Barbosa), Vonpar (fabricante da Mumu, de Viamão) e Languiru e BR Foods (ambas de Teutônia). A solução encontrada pelos organizadores para promover o encontro de maneira

posta surgiu no Sindicato da Indústria de Lati-

inusitada foi por meio de visitas às empresas e a

cínios e Produtos Derivados do Estado do Rio

realização de partidas de futebol 7 entre os cola-

Grande do Sul (Sindilat), a partir da necessidade

boradores. Os jogos reuniram em torno de 100

de inovar na integração entre os funcionários das

pessoas (20 trabalhadores de cada indústria).

empresas lácteas do Estado. “Não adianta apenas

Segundo o presidente da Cootall e orga-

promover encontros em que os nossos colabo-

nizador do Amigos do Leite, Claudio Gonzaga, o

radores participem de palestras. Eles precisam se

objetivo dos encontros foi motivar os funcioná-

sentir envolvidos e ter orgulho de vestir a camisa

rios e promover a integração entre os mesmos.

das suas empresas, que foi o que percebemos

“São profissionais que há anos se conversam por

quando eles abriram as portas de seus locais de

telefone ou MSN, mas nunca tiveram a oportu-

trabalho e depois receberam os visitantes para as

nidade de um contato pessoal”, explica. Para as

partidas”, recorda.

próximas edições, a ideia é organizar uma ativi-

Os torneios foram realizados entre 8h30

dade para as mulheres que atuam nas empresas.

e 14h dos sábados, contando como dias traba-

“Elas se animaram e vão ganhar espaço nas com-

lhados pelos empregados. “Foi interessante que

petições também”, garante Gonzaga.

muitos dos que folgavam também foram acom-

O presidente da Cootall conta que a pro-

panhar as competições”, conclui Gonzaga.

O objetivo dos encontros foi motivar os funcionários e promover a integração entre os mesmos

11


notícia

Foto: Mauro Stoffel/Divulgação

Piá elege novo presidente Gilberto Kny comandará a entidade pelo triênio 2011 a 2014

ria ter participação mais efetiva junto à superintendência. Ele afirmou que irá fortalecer a produção da cadeia da indústria de leite e de frutas, com a elaboração de novos planos e reformulação dos existentes. “Precisamos ser eficientes na produção leiteira, na cadeia da indústria, na comercialização de novos produtos, tudo para consolidar a marca Piá”, afirma. O novo presidente acredita que a cooperativa precisa se adequar ao mercado mais exigente, para continuar com mais competitividade. Para isso, irá fortalecer os segmentos, inclusive, com modernização na área de produção de doces. Para Kny, é preciso reanimar o quadro

A Cooperativa Piá, estabelecida no mu-

social da Piá e aproveitar o cenário da coope-

nicípio de Nova Petrópolis, elegeu Gilberto Kny

rativa no mercado. “Assumo a responsabilidade

para comandar a entidade, no final de março,

com os 15.068 associados da Piá e o compro-

na assembleia que definiu o novo presidente e

misso de levar novas metas e sonhos para as

os integrantes do conselho de administração e

famílias dos produtores.”

fiscal pelo triênio 2011 a 2014.

12

Vitor Affonso Grings deixou a Presidên-

Gilberto Kny trabalha há 30 anos na co-

cia da Piá voluntariamente após 15 anos à fren-

operativa, dos quais dez na assistência técnica

te do comando da cooperativa. Ele agradeceu a

veterinária e outros 20 dedicados à direção téc-

todos os associados que confiaram em seu tra-

nica de políticas leiteiras e técnicas agropecu-

balho, e disse que o mérito não é apenas dele,

árias.

mas é preciso olhar o coletivo. Grings foi ainda “Em 1994, assumi a diretoria técnica de

homenageando por Elton Weber, presidente

política leiteira da entidade. Estou acompa-

da Fetag e também vice-presidente da Piá. Na

nhando a cooperativa há 30 anos, e bem inse-

ocasião, foi apresentada a prestação de contas

rido historicamente na entidade” diz. Conforme

de 2010, a qual foi aprovada por unanimidade

Kny, o objetivo desta gestão será fazer a direto-

pelos presentes.


notícia

A prestação de contas destacou o cres-

que a nossa região é propícia.”

cimento da Piá em todas as unidades de negó-

A nova diretoria e conselhos já foram

cios, fechando 2010 com faturamento bruto

empossados durante a assembleia e passam

de quase R$ 400 milhões e resultado de R$ 7,5

agora a representar os mais de 15 mil associa-

milhões, sendo parte creditada como capital

dos de 85 municípios de abrangência da Co-

social, de acordo com as operações realizadas

operativa Piá. A direção geral continua sob o

com as unidades de negócios de supermerca-

comando do CEO José Mário Hansen.

dos e agronegócios.

A diretoria é composta, além do presi-

O presidente destaca os investimentos

dente Gilberto Kny, por Nilson José Olbermann

financeiros que estão sendo feitos no parque

(vice-presidente) e Jéferson Adonias Smaniot-

industrial da cooperativa. Um montante de R$

to (secretário). O Conselho de Administração é

27 milhões será investido e pago em oito anos,

formado por Gerson Henrique Neumann, An-

fortalecendo todas as unidades de negócio e

tônio Normélio Lauer, João Carlos Federhen,

trazendo competitividade com demais em-

Liceo Hoff, Jorge Luiz Lüdke, Jonas Hubertus

presas do sul, o que contribui para solidificar a

Schwartz, Alcino Schwaab, Fabio Wobeto, Ri-

marca da entidade no Estado.

cardo Romanini, Rogério Klering, Luiz Carlos

Hoje, a Piá já possui 30% do mercado de

Weber e Tiago Treviso da Silva. O Conselho

fermentados na região sul e prentede manter

Fiscal é integrado por Nelson Steffen, Lisete

este ritmo. “Com as novas instalações também

Schlindwein, Geraldo Dapper, Vera Zimmer,

passaremos a investir mais na fruticultura, já

Eloir Costa e Ricardo Boll.

Hoje, a Piá já possui 30% do mercado de fermentados na região sul e pretende manter este ritmo.

13


qualidade

Repositor de proteínas Leite é aprovado na mesa dos atletas logo após a atividade aeróbica. mas quando os verdadeiros atletas e fisiculturistas procuram uma retenção de nitrogênio, encontram altos índices em produtos laticínios. Nutricionista e com doutorado em Bio-

“O leite é uma das bebidas mais aconselhadas para consumo logo após a parada da atividade aeróbica.”

química, Denize Righetto Ziegler, especialista em Nutrição Humana, explica que a massa muscular é formada por proteínas e que, no caso de atletas, a prática de exercícios físicos diária torna necessária a reposição. “O músculo é desmanchado e precisa remontar a sua estrutura de proteínas no corpo, que foi quebrada a partir do gasto de calorias, em razão do treino físico. É o que chamamos de hipertrofia. O leite, em razão dos índices protéicos, com alta presença de aminoácidos, do tipo ramificados, é uma das bebidas mais aconselhadas para consumo logo após a parada da atividade aeróbica”, ressalta. Foto: Assessoria de comunicação Unisinos

Para que o balanço nitrogenado do corpo humano se mantenha positivo, há a necessidade de ingestão de proteínas. Entre os alimentos que mais se adequam a essa reposição alimentar, estão os derivados do soro do leite. Ovos, carne, caseína e proteína da soja são bastante comuns,

14

O consumo extra de proteína pode causar estresse metabólico aos órgãos, a menos que a fonte protéica possua um alto Valor Biológico (VB). E quanto maior for esse valor, melhor. “A proteína do soro de leite possui o melhor valor biológico de todas as outras proteínas”, concorda Denize. Em princípio, o VB mede a qualidade de uma proteína ao comparar as concentrações do


qualidade

nitrogênio corporal absorvido da ingestão com

Com alto teor de aminoácidos essenciais

aquelas resultantes da digestão. A elevada clas-

e de cadeia ramificada BCAA, a proteína do soro

sificação do valor do soro do leite reflete a sua

do leite é necessária para o ganho de massa mus-

fácil digestão e excelente eficiência metabólica.

cular magra.

Assim como o VB, a Relação da Eficiência Protéica

Conhecida por conter altos teores de

(PER) mede a qualidade da proteína ao avaliar o

lactoalbumina – nome genérico com o qual os

grau de eficiência da utilização da proteína pelo

cientistas batizaram a proteína – a proteína do

organismo. A PER da proteína do soro de leite é

soro do leite é um complemento alimentar que

muito maior que a das demais fontes protéicas.

possui pequenas concentrações de gordura e

Denize lembra que toda dieta deve ser

“A proteína do soro de leite possui o melhor valor biológico de todas as outras proteínas.”

proteína de elevado grau de pureza.

coordenada por um nutricionista. “Um profis-

As proteínas do soro representam até

sional avaliará a quantidade de suplementação

20% das fontes protéicas de alimentação, e estão

necessária de acordo com a atividade física reali-

divididas em quatro grupos: caseínas, proteínas

zada, especialmente no caso de quem se exercita

do soro do leite, proteínas das membranas dos

diariamente”, lembra. Professora da Universidade

glóbulos de gorduras e outras.

do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leo-

A proteína do soro do leite é comercializa-

poldo, ela comenta que a bebida láctea, além de

da de diversas formas para consumo, de acordo

proteína, possui índices importantes de carboi-

com a necessidade de concentração.

drato, aumentando seus benefícios. “Mas deve ser consumida no máximo duas horas após o treino. Após isso, pode se transformar em gordura, conforme os princípios da Biquímica da Nutrição. Ou seja, o que sobra da ingestão vira massa gorda”, alerta. A nutricionista defende que sejam fabricadas bebidas lácteas (leites e iogurtes) especiais para reposição após as atividades físicas, com concentrações adequadas de proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais. “Seria um benefício aos atletas ter esse tipo de alimento disponível no mercado”, conclui. O que é A proteína do soro do leite – que tem o nome comercial mais conhecido como whey protein –, tem baixo peso molecular obtida por um processo de troca iônica, que proporciona o mais alto valor biológico de proteína e capacidade de absorção.

15


especial

Em defesa do leite brasileiro

“Hoje, o leite passa por uma situação de vulnerabilidade que precisamos reverter, fortalecendo a atuação dos produtores e mostrando a importância do consumo para a saúde.”

16

Foto: Diogenis Santos

Deputado federal gaúcho luta pela redução da carga tributária.

“Precisamos ficar de olho na situação

cipal propósito dele na subcomissão é pro-

do setor, mostrando a importância dos lati-

por medidas para reduzir a carga tributária e

cínios, desde a produção até a mesa do con-

combater os cartéis na produção dos insumos

sumidor.” A afirmação é do deputado federal

lácteos.

Alceu Moreira (PMDB), que integra a Comis-

Com a atuação política voltada ao agro-

são de Agricultura da Câmara dos Deputados

negócio, entre outras frentes, Moreira defen-

e deve assumir em breve o cargo de relator

de uma política de planejamento do mercado

da Subcomissão do Leite, defendendo os in-

de laticínios dentro da comissão. “Hoje, o leite

teresses da cadeia produtiva gaúcha. O prin-

passa por uma situação de vulnerabilidade


especial

que precisamos reverter, fortalecendo a atuação dos produtores e mostrando a importância do consumo para a saúde”, afirma. O setor coordenou negociações para novos prazos em relação à data em que entrariam em operação as alterações do sistema tributário, o que deu mais tempo para que os produtores pudessem se adaptar às novas exigências. “O trabalho da carga tributária deve ser feito em relação ao leite importado. Não podemos exigir do nosso produtor e da nossa cadeia produtiva que sobrevivam produzindo a preços competitivos com países com o volume de carga tributária infinitamente menor ou até com isenção para importação”, diz. Para o deputado, o próprio governo

possíveis malefícios. Mas nós sabemos o que

federal tem errado ao importar leite em pó

significa isso: cada vez que se coloca um im-

estrangeiro. “Isso deixa o produtor brasileiro

peditivo no leite, que é um produto saudável,

desprotegido”, lamenta Moreira. Outro fa-

se está viabilizando o consumo de refrigeran-

tor, segundo ele, é a falta de uma legislação

te, que por sinal não tem indicações ou exi-

de planejamento para a produção, em que a

gências dessa grandeza”, alerta.

União garanta um preço mínimo de mercado.

Ele cita como exemplo algumas proi-

“E não precisa financiar, mas pode dar garan-

bições nas propagandas de leite, tendo uma

tias, como a não-permissão das importações

vaca com movimentos humanos. “Alegam

e redução de tributos. Vale lembrar que, para

que isso pode estimular o consumo. Mas não

chegar ao nível de produção que temos hoje

é compreensível que a publicidade seja libe-

no País e no Estado, houve um processo his-

rada em alguns segmentos e no caso dos lati-

tórico de qualificação genética, através de

cínios haja impedimentos. Não podemos per-

inseminação, transferência dos embriões, até

mitir isso e temos que ir para o debate frontal

chegar ao nível de matrizes de grande poten-

com a Anvisa.”

cial de produção.”

Parlamentar defende uma política de planejamento do mercado de laticínios dentro da Comissão da Agricultura.

Legislação em debate Tarjas vermelhas Alceu Moreira ressalta a necessidade A questão sanitária da cadeia do lei-

de debater junto ao Conseleite a possibili-

te também faz parte do debate do deputa-

dade de uma legislação que obrigue o setor

do federal Alceu Moreira. “A Anvisa (Agência

atacadista a participar da cadeia produtiva.

Nacional de Vigilância Sanitária) tem exigido

“As grandes redes de supermercado não in-

a impressão de tarjas vermelhas nas embala-

tegram o processo. O leite entra em crise na

gens de leite, para indicar teor de gordura e

produção, os preços são esmagados, a in-

17


especial

“Para chegar ao nível de produção que temos no País e no Estado, houve um processo histórico de qualificação genética.”

dústria sofre dificuldades, mas o atacado não

parlamentar. Para ele, o Conseleite, da qual

participa de nada disso. Então, é preciso que

também é dirigente, é o órgão competente

a cadeia tenha uma legislação que possibi-

para debater a questão, já que envolve pro-

lite a cooperação e a co-responsabilização”,

dutores e indústria, completando-se com

diz. Para ele, se esse tipo de postura não for

o varejo. “Fizemos convites para debater o

empregada, cada vez que o leite fica com um

tema com a Agas (Associação Gaúcha de Su-

preço que imaginam que seja alto no Brasil, as

permercados) a fim de proteger a cadeia lei-

redes de supermercado simplesmente lotam

teira na forma da lei no que diz respeito ao

as prateleiras com importados. “Se quiser im-

consumo de produtos nacionais”, afirma. Para

portar até pode, mas deve pagar um subsídio

Feijó, a atuação de Moreira tem sido excelen-

para os produtores daqui, para que a cadeia

te no âmbito federal. “Ele é de Osório, cidade

não seja quebrada.”

com uma bacia leiteira grande, e sempre foi

O presidente do Sindilat, Carlos Marcílio Arjonas Feijó, aprova a manifestação do

Carlos Feijó e Alceu Moreira têm debatido questões da cadeia leiteira

18

solidário às reivindicações de produtores e indústria”, conclui.


geral

19


atualidade

Mais incentivo à agricultura familiar Linha de financiamento prevê a contemplação de projetos associados à bovinocultura de leite e recuperação de solos, resfriadores de leite, melhoria genética, irrigação, implantação de pomares e estufas e armazenagem. A linha de financiamento prevê a contemplação de projetos associados a diversas áreas do agronegócio, dentre os quais a bovinocultura de leite e a produção agrícola. Também estão inseridos apicultura, aquicultura, avicultura, bovinocultura de corte, caprinocultura, fruticultura, olericultura, ovinocultura, pesca e suinocultura e produção de açafrão,

“Com um leite de mais qualidade, o produtor pode receber mais.”

20

Medida do governo federal lançada

arroz, centeio, feijão, mandioca, milho, sorgo,

em 2008, o Programa Mais Alimentos foi cria-

trigo, cana-de-açúcar e palmácea para produ-

do para favorecer e dar incremento à produ-

ção de palmito.

tividade da agricultura familiar, fomentando

Dessa forma, o governo procura garan-

linhas de crédito para a modernização da in-

tir a produção e o acesso à tecnologia para os

fraestrutura destas propriedades rurais. Inte-

produtores, com financiamento e assistência

gra o Programa Nacional de Fortalecimento da

técnica. O limite de crédito é de R$ 130 mil,

Agricultura Familiar (Pronaf ) do Ministério do

que pode ser pago em até dez anos, com até

Desenvolvimento Agrário (MDA) e é uma ação

três anos de carência e juros de 2% ao ano. Na

estruturante que permite ao agricultor fami-

hora do pagamento, o agricultor poderá ainda

liar investir em modernização e aquisição de

quitar a parcela do seu financiamento em pro-

máquinas e de novos equipamentos, correção

duto ou dinheiro.


Empresa gaúcha fomenta produção A Fockink, indústria gaúcha estabelecida em Panambi, é a primeira fabricante de sistemas de irrigação a mostrar efetivamente preocupação com os recursos hídricos e tomar a iniciativa para que a água disponível seja utilizada de forma racional e eficiente. Os agricultores e pecuaristas, que sempre dependeram das condições climáticas para as lavouras e a criação de gado, podem ter acesso à tecnologia para incrementar sua produção. A Fockink oferece itens para a atividade agropastoril, que podem ser financiados através do Programa Mais Alimentos. Um deles é o pivô de irrigação, equipamento avaliado em R$ 100,4 mil, disponibilizado nas condições do Pronaf – com crédito barato e fácil de pagar. Com isso, uma das principais conquistas do produtor é não depender mais das condições climáticas. O diretor-superintendente do grupo Fockink, Siegfried Kwast, comenta que a empresa oferece quatro itens para o pequeno produtor, especialmente voltados para a atividade leiteira. Desses, a ordenhadeira de balde a pé ou canalizada, resfriadores e transferidores de leite, além do pivô central de irrigação e silos alambrados, para armazenagem de grãos. Investindo nestas tecnologias, a pequena propriedade tem resultados em produtividade e rentabilidade, segundo Kwast. “Com isso, o produtor se torna sustentável financeiramente”, explica. Outro ponto é a adequação às exigências de qualidade, principalmente com a Instrução Normativa (IN) 51. O diretor comenta que, no Estado, algumas propriedades ainda não atendem a esses requisitos, resultando em baixo valor do produto. “Com um leite de mais qualidade, o produtor pode receber mais”, frisa. No aspecto da irrigação, o pivô central e o sistema de aspersão permitem a criação de pastagens, garantindo a alimentação do gado o ano todo. “O item que mais pesa na criação é a alimentação, e o pasto é barato”, ressalta, afirmando que com a irrigação, é possível ter pasto abundante com bom teor de proteína. E cita o exemplo de uma pequena propriedade de Selbach (RS), onde o produtor utiliza tecnologia, tem excelente produtividade em leite e pasto, sendo que obtém renda também na venda de feno. “A grande vantagem do Mais Alimentos é beneficiar os produtores familiares, pois boa parte é oriunda destas propriedades”, ressalta o diretor da Fockink, destacando a taxa de juro baixa para o financiamento. Além de todas estas vantagens, a empresa preza pelo serviço de orientação, treinamento e assistência técnica, garantindo o bom uso dos equipamentos. “O lema da empresa é que a melhor propaganda é o serviço. A empresa não se preocupa só em vender, mas ter um serviço de pós-venda, fazer o ganha-ganha”, enfatiza Kwast.

21


atualidade

Florianópolis sediou última edição do Fórum Permanente da Região Sul da legislação sanitária federal sobre a produção de leite. Prevê aprovação dos Regulamentos Técnicos de Produção, Identidade e Qualidade do leites tipo A, B e C, do leite pasteurizado e do leite cru refrigerado e o regulamento técnico da coleta de leite cru refrigerado e seu transporte a granel, em conformidade com os anexos da instrução normativa, excluindo das disposições da Instrução Normativa o leite de cabra, objeto de regulamentação técnica específica. É prevista ainda a expedição de instruções para monitoramento da qualidade do leite, aplicáveis aos estabelecimentos que se anteciparem aos prazos fixados para a vigência da IN51. Segundo o secretário-executivo do SinO aumento das importações de produ-

dilat, Darlan Palharini, o Fórum Permanente da

representantes dos

tos lácteos já vem sendo amplamente discuti-

Região Sul pretende que as normas sejam pa-

Conseleites do RS, SC,

do em todo o Brasil. A última reunião ocorreu

dronizadas para as fiscalizações estaduais e mu-

PR e MS.

em Florianópolis (SC), no dia 17 de março, com

nicipais. “Ainda temos como objetivo que exista

a terceira edição do Fórum Permanente da Re-

maior comprometimento de toda a cadeia lei-

gião Sul. Na ocasião, representantes dos Conse-

teira, com produtores, indústrias e governos en-

leites do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pa-

gajados”, ressalta. Conforme ele, foi formulado

raná e Mato Grosso do Sul, além de sindicatos

um ofício a partir do evento em Santa Catarina,

patronais dos mesmos Estados e representan-

encaminhando as reivindicações ao secretário

tes dos produtores, decidiram dar apoio inte-

de Defesa Agropecuária (SDA) do MAPA, Fran-

gral à Instrução Normativa 51 (IN51), do Minis-

cisco Sérgio Ferreira Jardim. Está prevista nova

tério da Agricultura, Pecuária e Agronegócios

edição do Fórum, ainda no primeiro semestre

(MAPA).

deste ano, em Porto Alegre, que já sediou a pri-

Encontro reuniu

Pela IN51, de 2002, é considerada a necessidade de aperfeiçoamento e modernização

22

meira edição. O segundo encontro tinha sido promovido em Curitiba (PR).


atualidade

Conseleites pedem prorrogação do acordo de importação com a Argentina O deputado federal Elvino Bohn Gass (PT) e representantes de Conseleites de quatro Estados (MS, PR, RS e SC) estiveram em audiência com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, para pedir a interferência do governo federal pela prorrogação do acordo entre Brasil e Argentina, que limita em três mil toneladas/mês a importação de produtos lácteos do país vizinho. “O acordo, cuja vigência encerrou em abril, foi prorrogado para o final de maio. Mas a prorrogação é fundamental porque, se o acordo acabar, pode haver uma ‘inundação’ de produtos argentinos no mercado nacional e isso prejudicaria a produção brasileira, em que mais de 80% dos produtores são agricultores familia-

o governo federal pode buscar sensibilizar os

res”, diz Bohn Gass.

produtores argentinos.” Conforme o presiden-

Fonte: Correio do Povo e

Florence reconheceu que o leite é um

te do Sindilat, Carlos Feijó, Florence mostrou-

Assessoria de Imprensa

importante produto na geração de renda da

se favorável ao pleito e deverá encaminhar o

Deputado Bohn Gass,

agricultura familiar e que é preciso continuar

tema ao Mdic.

adaptada pela Equipe

ampliando a produção com qualidade para

Estiveram na reunião o secretário de

atender o consumo dos brasileiros. Ele se

Agricultura Familiar do MDA, Laudemir Mul-

comprometeu em levar o pedido aos ministé-

ler, e representantes do Sindicato e Orga-

rios do Desenvolvimento, Indústria e Comér-

nização das Cooperativas do Estado do Rio

cio Exterior (Mdic) e da Agricultura (MAPA)

Grande do Sul (Ocergs), Confederação Brasi-

para que, juntos, possam estudar formas de

leira de Cooperativas de Laticínios (CBCL) e da

garantir que não haja prejuízos ao setor lei-

Confederação Nacional dos Trabalhadores na

teiro do Brasil. “Não é uma questão simples,

Agricultura (Contag), o presidente e secretá-

porque o acordo é voluntário e foi feito en-

rio do Sindilat, presidente da Cooperativa Piá

tre o setor privado dos dois países. Contudo,

e representante do Sindicato de SC.

Sindilat.

23


conseleite

Valor de Referência do leite em abril e projetado para maio pelo Conselho Estadual do Leite – Conseleite

reunidos no Conseleite RS, anunciaram o va-

– que é um órgão paritário formado pelas in-

lor de R$ 0,6697 para o mês de Abril, como in-

dústrias através do Sindicato das Indústrias de

dexador para os negócios do leite. O valor foi

Laticínios do Rio Grande do Sul - Sindilat/RS, e

obtido após estudos confeccionados pela UPF

pelos produtores de leite, representados pela

- Universidade de Passo Fundo, tendo como re-

Farsul, Fetag, Gadolando, Associação dos Cria-

ferência o leite padrão (Base Instrução Norma-

dores de Jersey e Fecoagro. O Conseleite divul-

tiva 51 do Ministério da Agricultura). Este valor

gou ainda a tendência do valor de referência

foi homologado no dia 30/05 em Porto Alegre,

para o mês de maio, que é de R$ 0,6767

Elaborado pelo Sindilat.

As indústrias e os produtores de leite,

* Projetado Confira os preços de referência a partir de dezembro de 2007 no site www.conseleite.com.br Fonte: Conseleite.

Calendário de Reuniões do Conseleite 2011

24


Compre Leite,

Apenas Leite de qualidade.

Com tradição há mais de 30 anos, a Capi está lançando a marca PZL com Crioscópios eletrônicos e o novo Dairyscan para análise dos componetes presentes no leite.

Crioscopia (água) Gordura Proteínas Lactose Sólidos totais Solidos não gordurosos Densidade Certifique-se que o Leite está dentro das normas estabelecidas pela IN-51 do Ministério da Agricultura com a moderna linha de equipamentos PZL.

Crioscópio PZL Analise de Crioscopia com calibração automatizada e interface para computador e impressora.

NOVO

Dairyscan Field Jet

Analisador de leite supercompacto. Solução ideal para a coleta de leite in loco.

NOVO

Dairyscan Jet 2

Analisador de leite que utiliza tecnologia de ultrasson para medição de vários tipos de leite.

Fone/Fax: (43) 3337 - 0008 Rua Belgica, 355 D1 • Cep: 86046-280 • Londrina • Paraná www.pzltecnologia.com.br • contato@pzltecnologia.com.br

25


estatística

Mercado Lácteo - Produção e Consumo Produção de matéria prima no RS

Dados Oficiais MAPA Inspeção Federal - Elaborado pelo Sindilat - % Variação: comparação com mês anterior - (¹) Valores provisórios

Ranking das Empresas do Setor Lácteo Os maiores laticínios do país em captação de leite (em milhões de litros)

8,051 bilhões de litros

foi o volume captado pelas 13 empresas do ranking em 2010.

241 litros

Foi a média do volume entregue pelos produtores que fornecem aos laticínios do ranking.

20 mil produtores entregaram leite à Lácteos Brasil no ano passado.

26

Fonte: Leite Brasil - CNA/Decon - OCB/CBCL - Embrapa/Gado Leite. •Números referentes à compra de lete feita pela DPA, joint venture entre Nestlé e Fonterra


27


estatística

Mercado Lácteo - Importação e Exportação

Fonte: MDIC - Elaborado pelo SINDILAT

28


29


destaques

8º Simpósio de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai O Simpósio de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai, que acontecerá dias 28 e 29/06/2011, no Pólo de Cultura – ACCIE, em Erechim, é um evento que vai de encontro às necessidades econômica e social da agropecuária regional, e há um grande número de produtores rurais, que tem sua base econômica na atividade leiteira. Confira a seguir a programação: 28 de Junho de 2011 - Temas do Fórum: 1 - Conhecimento e assistência Técnica Gervásio Paulus - Diretor Técnico Emater/ RS 2 - Sanidade animal - Eraldo Marques - Diretor do Depto de Defesa Agropecuária DDA/Seapa 3 - Capacitação e profissionalização do produtor - Valmor Da Silva Rubin - Instrutor do Senar/RS 4 - Política Públicas de apoio a agricultura familiar - Gustavo Valone - Secretaria da Agricultura Familiar SAF/MDA 5 - Futuro do leite da agricultura familiar Celso Ludwig - Coordenador Fetraf/Sul

6 - Projeção e estrutaração da cadeia do leite no Brasil e mundo - E o reflexo para os produtores - Francisco Signor - Superintendente/MAPA Moderador: Darlan Palharini Obs: Após o debate será servido coquetel organizado pela Prefeitura Municipal de Erechim

EXPEDIENTE

Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul Av. Mauá - n° 2011 - Sala 505 - Centro Porto Alegre / RS - CEP 90030-080 Fone:(51)3211-1111 - Fax:(51)3028-1529 sindilat@sindilat.com.br

29 de Junho de 2011 - Palestras: • Como aumentar a rentabilidade da atividade leiteira - Dr. Cristiano Nascif Educampo - MG • Qualidade do Leite/IN51 - Dr. Marcos Veiga dos Santos - USP/SP • Bem estar animal das vacas leiteras e suas perdas economicas - Dr. Valmir da Cunha Vieira Senar-PR • Como produzir silagem de alta qualidade - Dr. Luis Eduardo Zampar Umuarama – PR • Leite Instável Não Ácido (LINA) - Dr. Vilmar Fruscalso - Emater Para maiores informações, acesse o site www.simposiodoleite.com.br.

www.sindilat.com.br DIRETORIA - TITULARES Presidente: Carlos Marcílio Arjonas Feijó Vice-Presidentes: José Mário Hansen; Wilson Zanatta Diretor Secretário: Alexandre Guerra Diretor Tesoureiro: Angelo Paulo Sartor EQUIPE SINDILAT Secretário Executivo: Darlan Palharini

Venox Aços Inoxidáveis Foco no sul Localizada em Curitiba, capital do Paraná, a Venox vem distribuindo matéria-prima em aço inoxidável desde 2007, sempre aprimorando sua estrutura para atender cada vez mais clientes fora do Estado. As novas instalações da empresa contam com uma localização privilegiada, com acesso fácil às transportadoras, além de maior área logística e operacional, com 1.300 metros quadrados de área útil.

30

Em ascensão, a Venox vem aumentando consideravelmente seu estoque e seu mix de produtos, sempre mantendo a característica de bom atendimento e agilidade nas entregas. “Nossa intenção é nos tornarmos um grande distribuidor, priorizando o sul do País, sendo uma nova e boa opção às pequenas e grandes indústrias da região”, comenta o supervisor de compras, Jefferson Verdani Enoca.

Secretária: Maria Regina Rodrigues EDIÇÃO Francke | Comunicação Integrada Av. Carlos Gomes, 466 - cj. 07 Bela Vista - Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3388.7674 www.francke.com.br Editora Responsável: Mariza Franck (Reg. Prof. 8611/RS) Redação: Glaucia Nielsen (Reg. Prof. 13192/RS) e Sérgio Giacomel (Reg. Prof. 15003/RS) Diagramação e Capa: Hélio de Souza Comercial: Raquel Diniz



Revista Sindilat 12