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editorial sumário

O maior investimento é a união da Cadeia O Setor Lácteo no RS apresen-

pesquisa

04

ta, historicamente, a característica de alternância de resultados positivos e negativos dentro do mesmo ano. Existe o período de bons resultados durante

matéria de capa

06

a entressafra e o período de resultados negativos durante a safra. Os períodos intermediários destes dois extremos refletem um resultado próximo a zero, sem perdas nem ganhos. Vale dizer que estes resultados se traduzem tanto na indústria quanto no produtor. Nos últimos anos estas fases se acentuaram e ao mesmo tempo se deslocaram. Os picos foram maiores e as baixas menores que o normal, além de não se aterem aos meses previstos. Esse processo deveu-se principalmente à expectativa de valorização das empresas por conta de aquisições iniciadas dentro do Setor. Ora, como a avaliação das empresas está diretamente ligada à sua captação de matéria-prima, as empresas desvincularam o custo da matéria-

Feijó defende

prima da sua lucratividade. Assim, ficaram praticando preços de compra de leite superiores

representatividade do setor

ao que o mercado suportava. Esses preços, além de excessivamente altos, avançaram na safra, e quando a indústria buscou o equilíbrio, os preços de captação caíram acentuadamente. O produtor reclamou, e com relativa razão, que fora induzido a produzir e os investimentos trouxe-

sanidade

10

ram dificuldades para o cumprimento de suas obrigações. Desde 2005, o Estado conta com o Conseleite. Este Conselho Paritário de Produtores e Indústrias definiu um sistema de cálculo base-

geral

12

ado nos preços comercializados mensalmente, produto a produto, dentro das Indústrias do Estado, que indica o valor médio da matéria-prima, e que pretende fazer justiça aos seus segmentos - produtor e indústria. Desta forma, o produtor deixa de competir com a indústria e

especial

16

passa a associar-se a ela. O sucesso da indústria reflete o sucesso do produtor. Fica assim estabelecido o conceito de Cadeia, que busca melhores resultados através da produtividade, eficiência e competitividade.

notícias

20

Por isto, devem os representantes de cada segmento alertar e prevenir seus liderados das tendências de Mercado. Devemos nos lembrar também, que a aplicação desse método é reflexo do mês anterior e que, portanto, em períodos de alta passa a impressão de defasagem,

destaque

29

porém, em períodos de baixa, retarda a queda. Mas a cadeia não pode esquecer que a importância disto tudo, além da transparência do processo, é o ganho de energia para lutar em conjunto. Atualmente, temos duas questões de extrema urgência: o Controle das Importações de Lácteos e a Desoneração Tributária. O Setor Lácteo, pela sua dimensão e importância, precisa ser discutido com seriedade e abrangência. Esta é a nossa proposta! Carlos Marcílio Arjonas Feijó, Presidente do SINDILAT/RS

03


pesquisa

Conferência inédita sobre leite instável reúne pesquisadores da América Latina

Um aparelho eletrônico poderá identificar o leite ácido e o leite instável

Maira Zanela, doutora da UFRGS

04

“O evento foi um sucesso, alcançando os

Para identificar se o leite é ácido, é utiliza-

objetivos propostos e trazendo para discussão, re-

da pelos laticínios nas propriedades rurais, a pro-

sultados de importantes pesquisas e projetos no

va do álcool assim que o leite é recolhido, se ele

Brasil e na América Latina sobre o leite instável”.As

não apresentar precipitação ao teste do álcool

palavras da doutora em Produção Animal, Inspe-

72% pode ser considerado estável. Porém, “nem

ção e Tecnologia de Leite e Derivados, Ovos e Mel,

sempre o fato do leite produzir reação positiva

da UFRGS, Maira Zanela, definem o resultado da I

ao álcool está relacionado a questões de higiene

Conferência Internacional sobre Leite Instável, re-

na ordenha ou conservação inadequada, pois a

alizada em abril, na sede da Embrapa Clima Tem-

ciência verificou que existem questões ligadas ao

perado, em Pelotas. O encontro discutiu propostas

bem-estar da vaca, especialmente relacionadas à

e soluções para o Leite Instável Não Ácido (Lina)

genética e à nutrição, que podem interferir nesse

que é o leite que apresenta precipitação ao teste

resultado”, esclareceu um dos pesquisadores e or-

do álcool, sem acidez elevada, com isso, o leite aca-

ganizadores do evento, Jorge Schafhauser Junior,

ba não sendo utilizado pela indústria alimentícia

da Embrapa Clima Temperado.

e descartado pelo produtor rural. Porém, segundo

A coordenadora da Conferência, Maria

os pesquisadores, o Lina pode ser utilizado para

Edi Ribeiro, adiantou que se pretende trabalhar

a fabricação de produtos derivados do leite, tais

na criação de um aparelho eletrônico capaz de

como: queijo, iogurte, requeijão, entre outros.

identificar, de forma ágil, o leite ácido e o leite ins-

A pesquisadora que abordou sobre a “In-

tável. “O evento serviu como um marco para as

cidência do Leite Instável Não Ácido (Lina) no Rio

pesquisas sobre leite instável, abrindo caminho

Grande do Sul e induções experimentais”, frisou

para debates sobre o assunto”. Maira comentou

que a produção de derivados produzidos com o

sobre o ineditismo da Conferência, que apresen-

leite instável não causam nenhum risco à saúde

tou resultados de pesquisas científicas que ainda

do consumidor. Ela explicou que o leite instável

não foram publicados.“É o primeiro evento técni-

não tem acidez alta e pode ser utilizado para con-

co-científico que abordou apenas questões sobre

sumo, mas acaba sendo descartado pela indústria.

Lina na América Latina.”

Já o leite ácido, não pode ser utilizado para con-

Durante o evento foi discutido o projeto

sumo porque tem proliferações bacterianas que

Lina para controlar fatores relacionados à quali-

acabam estragando, ou seja, azedando o leite. “O

dade do leite no que diz respeito à incidência do

ácido é o que não deve chegar à indústria.”

Lina.


matéria de capa

Feijó defende

a representatividade cada vez maior do setor lácteo

“Está clara a vocação do Rio Grande do Sul para a atividade leiteira.”

Em entrevista à Revista do Sindilat/RS, o

ser levado a outros fóruns, onde defenderemos

novo dirigente da entidade gaúcha, Carlos Marcílio

como proposta única, que vise ao interesse do

Arjonas Feijó, aponta que a produtividade, a eficiên-

Estado, mas sempre respeitando o objetivo maior

cia do setor lácteo do País, a visibilidade e a repre-

que é a produtividade e a eficiência do setor lác-

sentatividade cada vez maior do setor serão pautas

teo do País.

primordiais da nova gestão 2009-2012. Sem deixar

Entre as suas propostas está a busca

de priorizar, a busca pela competitividade do setor

pela isonomia com os outros Estados, além do

lácteo e a sua contribuição para o desenvolvimento

fim da importação do leite em pó?

da economia. Quais são os projetos e ações da nova gestão do Sindilat/RS?

06

Sim. Como falei no dia seguinte à eleição, apesar de imprimirmos características diferentes nas nossas ações, por estilos diferentes, devemos

O grande projeto é dar representativida-

reconhecer os acertos na condução do processo.

de cada vez maior ao setor, mostrando-o como

Reconhecemos esses acertos, e como prioridade

um todo, do produtor ao consumidor. Dentro do

elegemos a continuação dos esforços para o con-

segmento indústria, o objetivo é associar empre-

vencimento do Governo Estadual da necessidade

sas de todo o tamanho, privadas ou cooperativas,

de apoio à cadeia do leite, visando ao enfrenta-

ouvindo suas propostas e entendendo suas ne-

mento das condições de competitividade ofere-

cessidades. O consenso dessas propostas deverá

cidas em outros estados, em especial São Paulo


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matéria de capa

e Rio de Janeiro. Junto ao Governo Federal, exigi-

Sul. Enquanto não ficar definido na regra maior,

mos o controle das importações de produtos, em

os governantes devem contribuir para a melhoria

especial o leite em pó, que tem forte implicação

dessas condições de competitividade.

no desempenho de outros produtos lácteos. Não defendemos a proibição das importações. De-

“Junto ao Governo Federal, exigimos o controle das importações de produtos, em especial o leite em pó, que tem forte implicação no desempenho de outros produtos lácteos.”

crescimento da economia gaúcha?

fendemos o controle destas para não gerar um

Com a vocação produtiva e as condições

desequilíbrio danoso ao setor, com preços, num

geográficas favoráveis, acredito que o Rio Gran-

primeiro momento, baixos, e logo a seguir com

de do Sul deva se firmar como pólo referencial

grandes altas, como resposta à desestruturação

e aumentar sua participação no Produto Interno

da cadeia produtiva.

Bruto (PIB) gaúcho. A instalação de várias plantas

Qual é a principal meta do atual Presidente?

industriais recentemente, e outras em andamento, a par da qualidade da matéria-prima aqui pro-

Como agrônomo, já tendo atuado em todas as áreas do segmento desde o fomento, captação até a comercialização, entendo como

duzida, já asseguram essa performance. Como o senhor analisa o crescimento do setor lácteo no Estado?

necessidade do setor a visão de cadeia. O setor

Esta clara a vocação do Rio Grande do Sul

deve ser entendido como um processo que ini-

para a atividade leiteira. Com o fortalecimento do

cia no produtor, com todas as suas dificuldades

Mercosul, a nossa posição geográfica conduzirá

de custos de produção, absorção de tecnologia

o Estado gaúcho, junto com os vizinhos Uruguai

– genética, manejo e alimentação – e passa pela

e Argentina a uma referência mundial. Esta re-

indústria, que deve ser encarada como a transfor-

ferência se dará por volume onde o Rio Grande

madora da matéria-prima leite e que elaborará

do Sul já é o segundo em produção. E também

produtos com a qualidade da matéria-prima re-

se dará por qualidade, em que nossos vizinhos já

cebida, finalizando com o comércio, onde os mini,

têm esse reconhecimento há bastante tempo. A

super e hipermercados têm a responsabilidade

produção de etanol faz a lavoura de cana-de-açú-

de distribuir esses produtos sem perder a qualida-

car deslocar a pecuária leiteira da região sudeste,

de, e com margens compatíveis ao desempenho

consolidando esse processo.

eficiente. Assim, a meta principal é dar visibilidade à atividade como um todo. O que deve ser feito para tornar a indústria de leite mais competitiva?

08

Qual a importância do segmento para o

Como o senhor analisa a relação entre indústrias e produtores? O relacionamento produtor-indústria é muito bom. A melhora neste processo iniciou

Primeiro zerar as condições de tributa-

com a criação do Conseleite, em 2005, que, em

ção fiscal entre os Estados que deve acontecer

cada reunião mensal, são avaliados o desempe-

dentro da reforma tributária que se discute no

nho da indústria e o comportamento do merca-

País. As regras devem contemplar a capacidade

do. O produtor entendeu que o sucesso da indús-

de consumo do Estado – exemplo de São Paulo

tria reflete melhores preços à matéria-prima, que

– mas contemplar também a vocação produtiva

é o seu grande objetivo. Entretanto, o caminho

dos estados, em função de localização geográfi-

apenas iniciou. Com a visão de cadeia produtiva

ca, condições climáticas, genéticas de rebanho

devemos avançar em estratégias de produção, sa-

e mão-de-obra, o que vale para o Rio Grande do

zonalidade, qualidade e outras.


sanidade

Proprietários de animais com brucelose e tuberculose podem ser

indenizados

O proprietário pode ser indenizado desde que cumpra as determinações do Fundesa

Com o propósito de diminuir o impacto

animais positivos à doença. O médico veterinário

negativo do contágio da brucelose e tuberculose

e chefe da Inspetoria Veterinária e Zootécnica de

animal na saúde humana e animal, foi instituído

Santo Cristo, Gustavo de Araújo Marchand, explica

em 2001, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária

que o proprietário do animal que apresenta diag-

e Abastecimento (MAPA), o Programa Nacional de

nóstico positivo à doença, pode ser indenizado

Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculo-

desde que cumpra os requisitos solicitados pelo

se Animal (PNCEBT). Entre as ações desenvolvidas

Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária

por este programa está o processo de indeniza-

Animal (Fundesa) - fundo criado com o objetivo

ção realizado por abate ou sacrifício sanitário de

de complementar ações de desenvolvimento e


defesa sanitária animal. Além disso, serve para ga-

mal, indicando o abate sanitário;

rantir aos seus contribuintes, indenização no caso

ficha de cadastro e movimentação

de enfermidades infecto-contagiosas, sob contro-

animal; classificação dos animais

le e erradicação, reconhecidas nos programas de

conforme categorias estabeleci-

sanidade animal.

das no Programa de Indenização

Para o proprietário ser indenizado por

do Fundesa; laudo de Inspeção

abate ou sacrifício do animal é preciso cumprir

Sanitária no Abate e indicação do

as seguintes determinações do Fundesa, como

destino da carcaça; nota fiscal do

procedimento com acompanhamento oficial;

frigorífico onde houve o abate;

no caso de abate sanitário – o procedimento

laudo de Sacrifício dos Animais na

deve ser feito em estabelecimento credenciado,

propriedade (se for o caso) e com-

com aproveitamento da carcaça; comprovação

provação do cumprimento das

da contribuição ao Fundesa, por parte do be-

obrigações sanitárias, conforme

neficiário; além de comprovar propriedade da

Programas Sanitários.

matriz, vaca ou novilha de produção de leite, a

A brucelose e a tubercu-

ser indenizada, bem como, do registro em ór-

lose são duas enfermidades que,

gão credenciado reconhecido oficialmente e

além de contagiarem de forma

o cumprimento das obrigações sanitárias e da

agressiva os bovinos e bubalinos,

localização do estabelecimento no Rio Grande

pode ser transmitida para os seres

do Sul.

humanos. O valor da indenização será restituído por

A brucelose é uma doença

animal abatido ou sacrificado, até o limite do valor

provocada por bactérias do gêne-

de contribuição ao Fundesa, devidamente com-

ro Brucella. A transmissão da do-

provado pelo beneficiário. Segundo Marchand,

ença em seres humanos acontece

o animal é sacrificado em duas situações, que

pelo contato com mucosas ou so-

podem ser em abatedouro acompanhado do

luções de continuidade da pele. O

serviço oficial, que são os técnicos da Secretaria

grande risco é a ingestão de leite

Estadual de Agricultura Pecuária, Pesca e Agrone-

cru ou de produtos lácteos não

gócio. A segunda situação é quando o animal é

submetidos a tratamento térmi-

sacrificado na propriedade, acompanhado tam-

co, como queijo fresco, iogurte e

bém pelos técnicos da Secretaria.

creme, oriundos de animais infectados.

Saiba como solicitar a indenização

A tuberculose é uma doença que é transmitida tanto dos

Para o proprietário solicitar a indenização

animais ao homem, como do pró-

ao Fundesa é preciso apresentar os seguintes do-

prio homem ao animal. A doença

cumentos como, comprovação da contribuição

é adquirida pelo homem por meio

ao Fundo por parte do beneficiário; atestado de

da ingestão de leite e derivados

exames, conforme modelo preconizado pelo PN-

crus, oriundos de vacas infectadas

CEBT; nota fiscal do produtor; guia de trânsito ani-

pela enfermidade.


geral

Projeto visa garantir

sanidade bovina

Ketty Cristine Mazzutti, médica veterinária

12

O município de Lagoa Três Cantos

do que as propriedades, inclusive, já estão geor-

dá um passo importante na questão da

referenciadas. O projeto parte da identificação de

qualidade da produção de gado de leite.

todos os animais, que recebem um brinco e um

Em março, foi lançado o Projeto Piloto em

bottom, acompanhando o padrão utilizado pelo

Rastreabilidade Bovina, com vistas à sani-

Sisbov (Sistema Brasileiro de Rastreabilidade da

dade animal. Esta medida, que ainda não

Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos) com

tem data para implantação definitiva, visa

uma numeração de 15 dígitos. Cada um recebe

erradicar doenças, certificar as proprieda-

um número único, o que facilita o acompanha-

des e também oportunizar novos merca-

mento e a elaboração de um histórico de toda a

dos para produtores.

vida do animal. São realizadas visitas duas vezes

Em Lagoa dos Três Cantos – muni-

ao ano nas propriedades, para averiguações e

cípio da região do Planalto Médio gaúcho, há a

controle. Isto permite que os bovinos sejam mo-

predominância de criação de gado para a pro-

nitorados individualmente, e impede a introdu-

dução de leite. A ideia do projeto foi iniciada por

ção de reses desconhecidas no rebanho.

mobilização da Prefeitura Municipal, com o intui-

A parte de inspeção das propriedades

to de rastrear os bovinos da localidade, e passou

ainda está em discussão. A veterinária revela que

a ser apoiado pela Inspetoria Estadual de Veteri-

“faltam profissionais habilitados para a certifica-

nária de Não-Me-Toque – instituição que coorde-

ção”. O procedimento só pode ser realizado por

na a implantação destes projetos e responsável

veterinários habilitados pelo Ministério da Agri-

por atender ao município.

cultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) no

“Apoiamos a iniciativa dos municípios”,

Programa Nacional de Combate e Erradicação

acrescenta a médica veterinária da Inspetoria,

da Brucelose e da Tuberculose (PNCEBT). Para a

Ketty Cristine Mazzutti. Ela explica que serão

habilitação, estes profissionais recebem treina-

priorizadas as questões sanitárias. “O projeto co-

mento específico do MAPA, com duração de uma

meçou com o intuito de rastreabilidade, mas o

semana. As visitas às propriedades serão audita-

que vai predominar é a sanidade”, afirma. Confor-

das, devendo ser preenchido um formulário para

me a veterinária, como o município é pequeno, o

fiscalização – cujo padrão é estabelecido pelo

controle da população bovina fica facilitado, sen-

governo federal. Esses formulários são posterior-


geral

mente repassados para as inspetorias regionais, que confirmam os dados. “É um trabalho em conjunto, em sintonia”, afirma Ketty.

que reduz também a multiplicação do rebanho. Embora, a preocupação com a sanidade dos animais, na região da cidade, não há a predominância das doenças. O índice de zoonoses

Doenças podem prejudicar gado e

nos rebanhos locais é estimado em 0,8% para

pessoas

tuberculose e de 0,2% para brucelose. Com a implantação do projeto, o objetivo será “certificar a

A médica veterinária Ketty Mazzutti expli-

maioria das propriedades como livres de bruce-

ca que brucelose e tuberculose são consideradas

lose e tuberculose”, anuncia a veterinária. Como

zoonoses – ou seja, podem ser transmitidas a se-

os rebanhos são pequenos, refletem num custo

res humanos, o que reforça a necessidade do con-

baixo. Algumas criações receberão o status ape-

trole sanitário. A presença de animais infectados

nas de controlada, e não certificada. Isto porque

no rebanho pode acarretar em perdas para o pro-

apresentam animais apenas para subsistência, e

dutor. “Quando o animal é afetado por doenças,

não para outra atividade.

ele tem perdas reprodutivas”, afirma, explicando

A iniciativa já chamou a atenção de outros

que os problemas incluem o descontrole do ciclo

municípios, que procuram informações sobre o

reprodutivo. As fêmeas podem entrar em cio vá-

projeto, que é de adesão livre. Os produtores in-

rias vezes, e ficam mais suscetíveis ao aborto – o

teressados podem obter informações de como participar na própria Inspetoria. A entidade também faz reuniões com os produtores, para explicar as medidas e como proceder para a obtenção do certificado, além de, periodicamente, visitar as localidades para sanar dúvidas. “O caminho para a sanidade dos animais é o controle maior”, defende a veterinária. “Hoje, o Rio Grande do Sul, assim como todo o Brasil, estão em situação de produção: carne, leite e aves”,conta Ketty. Esta situação estimula a competitividade e, juntamente, a necessidade de uma diferenciação. Para o produtor, o controle sanitário representa ganhos, já que estimula uma reserva de mercado, além de garantir o espaço já existente, com produtos aceitos para exportação, diferenciados e com qualidade. “Os produtores ganharão com produtos certificados”, afirma. Mesmo com o projeto-piloto ainda em elaboração, já existe uma propriedade certificada, que servirá de referência para os outros produtores. A intenção é realizar um estudo de viabilidade qualificado, que não gere dúvidas e seja

14

bem aceito entre os fazendeiros.


especial

Vacinação contra a febre aftosa é

necessária e obrigatória

Os produtores terão que aplicar novas vacinas no rebanho em maio e novembro

16

Os produtores rurais do Rio Grande do

A segunda etapa da vacina acontece até o

Sul que não vacinaram o seu rebanho (bo-

dia 31 de maio e a expectativa é vacinar qua-

vinos e búfalos) contra a febre aftosa serão

se todos os 13,8 milhões de bovinos.

notificados pelo Departamento de Produção

Para agilizar e monitorar os produ-

Animal (DPA). O secretário estadual de Agri-

tores durante a Campanha de Vacinação

cultura, João Carlos Machado, informa que

contra a Febre Aftosa, as Inspetorias Veteri-

os produtores que não cumprirem a legis-

nárias e Zootécnicas (IVZs) da Secretaria da

lação vigente terão a sua propriedade rural

Agricultura estão todas informatizadas, pos-

notificada e interditada por uma questão de

sibilitando um controle mais rigoroso sobre

segurança, além de sofrerem uma multa cor-

a aplicação da vacina. Como funciona? Com

respondente a 2% do valor de cada animal

a implantação do Sistema de Defesa Agro-

não vacinado. Logo após, os técnicos do DPA

pecuária (SDA), desenvolvido pela Procergs

vacinam os animais para não prejudicar a sa-

(Companhia de Processamento de Dados

nidade do rebanho gaúcho. “Nós queremos

do RS), a vacina é atualizada via on-line, ou

que todos os produtores se conscientizem

seja, quando o produtor retira a vacina na

e vacinem os seus animais, porque o maior

agropecuária autorizada para vender o pro-

prejuízo é o foco da doença. Ninguém com-

duto, imediatamente a quantidade de doses

prará produtos com problemas de sanidade”.

adquiridas é lançada no sistema on-line da


especial Foto: Vilmar da Rosa -Arfoc/RS

Secretaria. “Através de um sistema informati-

dia 31 de maio, para vaci-

zado os municípios gaúchos poderão visuali-

nar todo o rebanho adulto

zar os produtores que não vacinaram os seus

e jovem. A terceira e última

rebanhos”, frisa o secretário. O diretor do De-

etapa, será destinada aos

partamento de Produção Animal (DPA), Da-

animais jovens até 24 me-

goberto Lucas Bueno, ressalta que com este

ses.

sistema de informatização haverá um con-

O secretário estadu-

trole maior sobre a aplicação da vacina, já

al da Agricultura, João Car-

que antes, haviam casos de produtores que

los Machado, aponta que

só retiravam as notas e nem sequer levavam

a terceira etapa da vacina

as vacinas para aplicar em seus animais.

é muito importante por-

Com a informatização, as Inspetorias

que não deixa ultrapassar

Veterinárias poderão substituir as fichas dos

os 12 meses de imunida-

produtores em papel, utilizadas há mais de

de oferecida pela vacina,

40 anos no controle sanitário do Estado, por

não realizada a vacina em

um sistema on-line, pioneiro no Brasil no

novembro, o rebanho fica

controle dos dados de vacinação contra a

descoberto por um perío-

febre aftosa. A previsão é de que até a ter-

do de 15 meses. “Deixar o

ceira etapa de vacinação, que será realizada

animal sem a vacina é um

em novembro, todos os municípios do Rio

risco que ninguém deseja correr. Gastos em

Grande do Sul substituam as antigas fichas

sanidade não é um custo, é um investimen-

de papel pelo sistema informatizado.

to.” Para não correr o risco de prejudicar a

João Carlos Machado, secretário estadual da Agricultura

A Campanha Nacional de Vacinação

sanidade do animal, a Secretaria Estadual da

contra a Febre Aftosa nos rebanhos brasilei-

Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio

ros permite ao Brasil manter a condição de

(Seappa) realizou a aplicação da vacinação

exportador e importador de carne e animais,

em janeiro, quando o gado completava um

mantendo-se livre da febre aftosa.

ano da última aplicação; e maio e novembro para alcançar o novo calendário pretendido,

Vacinação ocorre em três etapas

quando nem o frio e nem o calor prejudicam o manejo do gado.

A vacinação contra a febre aftosa no

A Vacinação era realizada até o últi-

Rio Grande do Sul está sendo aplicada ex-

mo ano, em épocas consideradas não muito

cepcionalmente este ano, em três doses para

boas para o manejo do gado - nos meses de

que os animais não fiquem descobertos por

janeiro, por ser muito quente – junho, pelo

mais de 12 meses, trazendo risco à sanida-

frio excessivo. Para o Rio Grande do Sul se

de. A campanha é dividida em três etapas: a

igualar às demais unidades federativas e

primeira aconteceu em janeiro de 2009, imu-

atender a uma antiga reivindicação dos pro-

nizando 12.866.231 bovinos e 60.011 buba-

dutores gaúchos, a partir de 2010, o novo

linos, alcançando uma cobertura de 93,3%.

período de vacinação acontece em maio e

A segunda etapa de vacinação ocorre até o

novembro.

“Gastos em sanidade não é um custo, é um investimento.”

17


especial

“Desde 2001, o Rio Grande do Sul não registra casos da doença.”

De acordo com Machado, “desde 2001,

beneficiará 266.171 produtores. Já os pro-

o Rio Grande do Sul não registra casos da

dutores que têm mais de 50 animais e não

doença.” O Estado gaúcho é reconhecido in-

estão enquadrados no Pronaf, devem provi-

ternacionalmente pela Organização Interna-

denciar a compra das doses e a aplicação da

cional de Sanidade Animal (OIE) como livre

vacina no seu rebanho. Os técnicos da Secre-

de febre aftosa com vacinação.

taria Estadual da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa) estão preparados

Saiba como adquirir a vacina

para atender todos os produtores. Segundo

informações

divulgadas

“O Rio Grande é o único Estado que

pela Secretaria, a febre aftosa causa diversos

distribuiu vacinas gratuitas aos produtores.”

prejuízos ao desenvolvimento da economia,

A afirmação é do secretário estadual da Agri-

como por exemplo, um animal com duas se-

cultura, João Carlos Machado, que informa

manas de ciclo da doença tem uma queda

que o Estado comprou 5 milhões de doses

de 40% na produção do leite. A febre aftosa

para entregar aos produtores que possuem

é causada por seis tipos diferentes de um ví-

até 50 cabeças de gado por núcleo familiar

rus da família Picornaviridae, altamente con-

e estão enquadrados no Programa Nacional

tagioso, provocando febre e feridas na boca

de Fortalecimento à Agricultura Familiar

e nas patas dos animais. O vírus se espalha

(Pronaf ). Eles podem solicitar a vacina gra-

pelas secreções, excreções, carne, ossos e lei-

tuitamente na Inspetoria Veterinária e Zoo-

te dos animais contaminados, além do ar e

técnica (IVZ) de seu município. A gratuidade

pela água.


notícias Escolas gaúchas passam a contar com a

bebida láctea Um alimento saboroso, rico em nutrientes e que agrada o paladar de crianças e adolescentes, passa a fazer parte da merenda das escolas da Rede Estadual de Ensino, devido a uma iniciativa do Sindilat/RS junto à Secretaria Estadual de Educação (SEC). O incremento no cardápio escolar é a bebida láctea que contém além de nutrientes, proteínas, cálcio e um percentual de soro do leite que é extremamente rico em várias substâncias. A nutricionista da Alimentação Escolar da SEC, Maria Inês Marcon Casagrande, aponta que o

Maria Inês Marcon Casagrande, nutricionista da SEC

produto tem fonte protéica, rica em cálcio e um percentual significativo de ferro, “além da grande aceitabilidade pelos alunos, enriquecerá o cardápio”. Porém, a nutricionista orienta que a bebida

20

deve ser servida acompanhada por uma fonte

pelas cerca de 2.050 escolas da Educação Infantil

de carboidrato, como o caso de pães, bolos ou

e Fundamental da Rede Estadual de Ensino.

sanduíches, porque se for servida sozinha não vai

A iniciativa de incrementar a bebida láctea

suprir as necessidades nutricionais. “O aluno por

no cardápio escolar foi uma parceria entre Sindi-

estar em fase de crescimento e desenvolvimento

lat/RS e 1ª Coordenadoria Regional de Educação

necessita de ricas fontes protéicas na sua alimen-

(CRE) da Secretaria Estadual de Educação (SEC),

tação.”

que realizaram, em dezembro de 2008, um tesMaria Inês esclarece que a Secretaria Esta-

te de aceitabilidade do produto com alunos da

dual de Educação, através da Sessão de Alimentos

Escola Estadual de Ensino Fundamental Santa

Escolares, orienta as escolas para adquirirem pro-

Luzia, em Porto Alegre. O resultado foi a aprova-

dutos para a alimentação dos alunos, que passa a

ção de 100% dos estudantes pela bebida láctea.

constar, em 2009, na sua lista de produtos a opção

“A parceria do Estado com o Sindilat/RS foi muito

de adquirirem a bebida láctea. “O produto é de

importante por disponibilizar um produto lácteo,

fácil distribuição no mercado, agrada o paladar e

comercializado por diversas indústrias de laticí-

tem um custo de mercado acessível”. Segundo a

nios, facilitando assim a sua aquisição e seu valor”,

nutricionista, a bebida láctea já pode ser adquirida

frisa Maria Inês.


notícias

Novo presidente do Sindilat/RS defende

o controle da importação de leite em pó Lutar pelo controle permanente da importação do leite em pó pelo MAPA foi o primeiro desafio priorizado pelo novo presidente

A luta pela isonomia tributária com os outros Estados foi outra luta defendida pelo atual presidente

do Sindilat/RS, Carlos Marcílio Arjonas Feijó, durante a sua posse, realizada no dia 24 de abril, na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). O novo dirigente informou que até o mês de abril entraram no Brasil 33.589 toneladas de leite em pó provenientes

14% de março para abril.

da Argentina, contra 7.212 toneladas em igual

Priorizar em sua gestão, a continuidade

período do ano passado. “O problema não é só

pela isonomia tributária com os outros Estados,

a quantidade, mas o preço que o produto está

foi outra luta defendida pelo atual presidente.

chegando, que é de R$ 4,37 o quilo.”

Feijó explicou que o Rio Grande do Sul perderá

Segundo Feijó, para a indústria brasileira

competitividade, caso entre em vigor uma nova

poder competir teria que baixar o preço do li-

lei fiscal para a compra de embalagens para o

tro do leite ao produtor para R$ 0,38. A redução

leite longa-vida - UHT - onerando o produto

do preço do leite acabaria com a alta no preço

em R$ 0,10 por litro. “Perder competitividade

dos leites no Rio Grande do Sul, causado pela

seria um abalo em nossa economia, pois o Rio

queda na produção devido à estiagem que tem

Grande do Sul consome apenas 45% de sua

afetado o agronegócio. O resultado da seca foi

produção.” Somando toda a produção de leite

uma redução do produto no Rio Grande do Sul

do ano passado, o Estado totalizou três bilhões

de 5% a 6% na captação que agregada a queda

de litros. “Nós temos uma importante bacia lei-

natural da entressafra atingiu um percentual de

teira e capacidade de expandir e ameaçar a liderança na produção de leite no Brasil, hoje em Minas Gerais.” O novo presidente disse ainda que a indústria de laticínios gaúcha não fala em crise, “pois o nosso produto é alimento e, como os demais alimentos, não foi afetado pela crise, e não seremos nós quem vai trazê-la para dentro do setor”. O Sindilat/RS, presidido desde 2006 por

22


notícias

Gilberto Antônio Piccinini, passa

bém frisou a prioridade do novo presidente,

a ser comandado por Carlos Feijó

Carlos Feijó, na luta pelo fim da importação de

até o mandato de 2012. Compõe

leite em pó. “O Brasil tem excedentes de leite,

também a nova diretoria, José Ma-

e nós com dificuldades de exportar, por isso é

rio Hansen e Wilson Zanatta como

preciso a nossa luta para que não ocorram es-

vice-presidentes; Alexandre Guer-

sas importações, porque excedentes de produ-

ra, como secretário; e Henrique

ção estão nos criando sérios problemas e isso

Vontobel, como tesoureiro.

não pode mais ocorrer.”

O ex-presidente do Sindi-

O evento de posse teve a presença de

lat/RS, Gilberto Antônio Piccinini,

várias autoridades gaúchas, como o presidente

ressaltou que as expectativas em

da FIERGS e CIERGS - Centro das Indústrias do

relação à nova diretoria são boas,

Rio Grande do Sul, Paulo Tigre, que ao reforçar

com uma equipe de diretoria bas-

o apoio ao segmento lácteo prometeu “sermos

tante empenhada em liderar com

parceiros em tudo que estiver ao nosso alcance

representatividade o setor, dando

para o desenvolvimento da cadeia leiteira no

continuidade ao trabalho feito

Estado. Contando conosco nos desafios dessa

pela gestão anterior. “Um novo

nova gestão que está começando”. Tigre desta-

grupo de diretores que está há

cou o importante trabalho feito pelo Sindilat/

muito tempo no segmento de la-

RS de valorização e de inovação do setor lácteo,

ticínios, ingressam no Sindilat/RS

mantendo uma interlocução permanente com

com um novo gás.” Piccinini tam-

a FIERGS e o CIERGS, inclusive fazendo parte


notícias

das Diretorias das entidades. “As ações

dade como na questão sanitária e qualitativa

conjuntas certamente continuarão ge-

do leite, bem como, no desenvolvimento har-

rando resultados positivos para toda a ca-

mônico do conjunto da cadeia produtiva leitei-

deia produtiva, de relevante participação

ra. “Eu percebi durante a transmissão do cargo,

na economia industrial gaúcha.”

bastante sintonia e unidade nesse grupo de

Para o deputado estadual, Alceu

trabalho, composto por representantes envol-

Moreira, o Sindilat é uma das instituições

vidos diretamente na produção, fazendo com

de maior importância para a economia

que todos os elos da cadeia sintam-se contem-

gaúcha, capaz de fazer a mediação entre

plados.”

a questão sanitária, tributação, produção

Signor destacou que a entidade deve

e industrialização do produto.“A entidade

fortalecer ainda mais os elos da cadeia, reivin-

tem uma das missões mais nobres, por-

dicando os seus pleitos com a necessária legi-

que lida com o interesse de milhões de

timidade nas mais diferentes esferas públicas:

pessoas do Rio Grande do Sul que vivem

federal, estadual e municipal, fazendo o enfren-

do setor lácteo.”

tamento do mercado de forma competitiva, lu-

O superintendente federal do Mi-

crativa e qualificada. “Desejo a todos sucesso e

nistério da Agricultura no Rio Grande do

quero colocar a disposição para que possamos

Sul, Francisco Signor, acredita que a nova

formar boas parcerias e enfrentar os obstácu-

gestão do Sindilat/RS conquistará muitos

los que virão. Parcerias públicas e privadas para

avanços, tanto na questão da produtivi-

avançar de forma consistente.”


Leite UHT em Sachet:

uma inovação que deu certo

A Cooperativa Languiru, visando aumentar sua participação de mercado no segmento de Leite UHT, percebeu que uma das maneiras de alcançar este objetivo seria oferecer o produto por um preço mais abaixo aos consumidores. A introdução no mercado da resina EVOH (copolímero de etileno e álcool vinílico) permitiu o desenvolvimento de uma nova embalagem flexível que mantém a conservação do leite com igual shelf-life da embalagem cartonada, com um custo menor que as tradicionais cartonadas assépticas. Em abril de 2008 , inovou com o lançamento do Leite UHT em Sachet Integral, posteriormente lançando também na versão Desnatado. Um dos desafios enfrentados foi a logística de transporte do produto até os pontos de vendas. Por isso, adotou-se uma embalagem secundária fechada, de papel tipo Kraft microondulado, contendo seis unidades para a comercialização.

Conseleite

Valor de Referência do leite para Abril e Valor projetado para Maio

As indústrias e os produtores de leite, reunidos no Conseleite RS, anunciaram o valor de R$ 0,6145 para o mês de abril, como indexador para os negócios do leite. O valor foi obtido, após estudos confeccionados pela UPF - Universidade de Passo Fundo, tendo como referência o leite padrão (Base Instrução Normativa 51 do Ministério da Agricultura). Este valor foi homologado no dia 22 de maio, em Porto Alegre, pelo Conselho Estadual do Leite – CONSELEITE – que é um órgão paritário formado pelas indústrias através do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul – SINDILAT/RS, e pelos produtores de leite, representados pela Farsul, Fetag, Gadolando, Associação dos Criadores de Jersey e Fecoagro. O Conseleite divulgou ainda a tendência do valor de referência para o mês de maio, que é de R$ 0,6470. Matéria-prima

Valores Projetados em Abril/09

Valores Finais em Abril/09

Valores Projetados para Maio/09

I – Leite acima do padrão II – Leite padrão III – Leite abaixo do padrão

0,6599 0,5738 0,5164

0,7067 0,6145 0,5531

0,7440 0,6470 0,5823


destaque

Fenasul:

Tortuga apresentará linha de minerais para segmento de leite

SINDILAT/RS - Sindicato da Indústria de Latícinios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul Av. Mauá - n° 2011 - Sala 505 - Centro - Porto Alegre / RS CEP 90030-080 - Fone:(51)3211-1111 - Fax:(51)3028-1529 www.sindilat.com.br - sindilat@sindilat.com.br

A Tortuga estará presente na Feira Nacional de Agro-

DIRETORIA

negócios do Sul – Fenasul, apresentando a sua linha com-

TITULARES

pleta de minerais voltada ao segmento de leite, para quem

Presidente: Carlos Marcílio Arjonas Feijó Vice-Presidente: José Mário Hansen; Wilson Zanatta

visitar o estande da empresa, localizada no box nº 14, da fei-

Diretor Secretário: Alexandre Guerra

ra. O evento ocorre de 27 a 31 de maio, no Parque de Exposi-

Diretor Tesoureiro: Henrique Vontobel

ções Assis Brasil, em Esteio. “Nossa participação nas vendas para o mercado de bovinos de leite no Rio Grande do Sul é muito expressiva, razão pela qual nossa presença na Fenasul é essencial”, destaca o gerente Técnico Comercial da

EQUIPE SINDILAT Secretário Executivo: Darlan Palharini Secretária: Maria Regina Rodrigues EDIÇÃO

Tortuga, Rodrigo Costa. Nos cinco dias de evento, técnicos

Francke | Comunicação Integrada

estarão à disposição dos participantes para demonstrarem

Av. Carlos Gomes, 466 - cj. 07 - Bela Vista

os seus produtos e tirarem as dúvidas . “Todos os produtos

Fone/Fax: 51 3273.3340 – www.francke.com.br Editora Responsável: Mariza Franck (Reg. Prof. 8611/RS)

que serão apresentados são destinados à fazenda de leite

Redação: Ana Lúcia Medeiros (Reg. Prof. 11582/RS)

com vacas de alta produção e que exigem dietas específi-

Colaboração: Sérgio Giacomel

cas com reforço de minerais e vitaminas, como Zinco, Selênio, Cromo e de Vitaminas A-D-E”, observa Costa.

Diagramação e Capa: Luciano Harres Braga Comercial: Raquel Diniz


Revista sindilat 05  

Edição nº 05 da Revista do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado do Rio Grande do Sul

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