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Palavra do Presidente Emerson Beloti de Souza Presidente do Sindicomércio - JF Vice-Presidente do Sistema Fecomércio-MG

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uiz de Fora, assim como a maioria das médias e grandes construídos para diminuir os grandes congestionamentos cidades, passa por desafios relacionados ao trânsito. nas principais ruas da cidade. A cada dia que passa, o Quero retornar ao tema que abordei em 2010, no desafio fica mais difícil de ser vencido pelo governante de informativo dessa entidade, de alta relevância para o futuro nossa cidade. Temos que aproveitar o fato de ainda existir de nosso município. Naquele ano, fizemos uma pesquisa com um número considerável de áreas para estacionamentos 387 consumidores para sabermos as principais carências no centro ou próximo a ele. É necessário o incentivo, com que os mesmos possuíam quando vinham ao centro da determinadas isenções a esse tipo de construção, pois o cidade. Dos entrevistados: 38,1% apontaram “áreas de que está acontecendo, hoje, é a “perda” dessas áreas para estacionamento”; 15,7% “segurança” e 14,2% “ampliação outras edificações mais rentáveis. das calçadas”. Assim, a pesquisa sinalizou, entre outros Quanto à estratégia de mais pessoas utilizarem ônibus pontos, que construções de Edifícios Garagens Rotativos para ir e vir, é necessário haver planejamento para que a seriam necessárias. cidade possua, também, ônibus seletivos e/ou que os Construções desse tipo, no triângulo compreendido entre legisladores criem mais regras na legislação do município as avenidas Rio Branco, Presidente Itamar visando proporcionar maior conforto aos Franco e Getúlio Vargas – são vetadas usuários dos mesmos. É fato que nossa pela Lei de Uso e Ocupação do Solo (Lei nº “ Infelizmente, não percebem cidade possui uma frota de ônibus 7.726/1990). Pois bem, o que aconteceu a distorção existente entre nova e bem cuidada, sendo inclusive, nesses dois anos? Crescimento da aquilo que seria ideal, para o um diferencial nacional. Entretanto, frota de carros, motocicletas e aumento como nas demais cidades brasileiras, considerável do número de ônibus, devido que realmente acontece.” sem conforto. Com essas medidas, a abertura de novas linhas. os usuários de veículos podem até se As grandes e médias cidades que não estão investindo motivar a vir ao centro de ônibus, mas isso não acarretaria no fomento e incentivos à construção de Edifícios Garagens, um aumento no valor da passagem? Se, simultaneamente, no centro comercial ou em seu entorno, estão propícias a houvesse uma revisão nas “gratuidades” por força de lei enfrentar sérios problemas. Algumas cidades, através de seus municipal e naquelas denominadas de “costume”, tenham representantes, preferem focar apenas em medidas paliativas certeza que as passagens não aumentaríam. e de grande responsabilidade futura, como o incentivo à Outro ponto diz respeito aos terminais, que precisam população, por meio de campanhas, a vir ao centro da cidade existir, justamente para evitar a vinda dos ônibus ao centro de ônibus, bicicleta, ou utilizando outros mecanismos, que da cidade repetidas vezes. Entretanto, é preciso fazer o não seja o carro; e a criação de normas para que veículos trajeto “terminal a terminal”, dando qualidade e atenção, só possam transitar nos dias de semana conforme o final de não só à estrutura do mesmo, como também ao tempo que sua placa, por exemplo. Esses representantes esquecem que o usuário espera pelo ônibus. Outra questão, não menos uma das prioridades do brasileiro, e isso creio com poucas importante, é o parquímetro, um sistema eletrônico para uso possibilidades de mudanças, tão logo sua renda aumente, é de estacionamento em área pública, que pode ser facilmente a de comprar o tão sonhado automóvel. Essas campanhas, auditado e garante total integridade de informações e de apesar de importantes, tem seu efeito alcançado em longo receita, proporcionando agilidade ao usuário, caso não prazo. Infelizmente, não percebem a distorção existente encontre, em tempo hábil, o atendente da área azul. entre aquilo que seria ideal, para o que realmente acontece. Devemos ser inovadores e zelar pelo futuro das próximas Contudo, outras cidades já visualizaram esse futuro e estão gerações. Juiz de Fora merece que tenhamos atitudes para viabilizando o caminho para essas edificações. que a mesma continue sendo referência nos serviços, Todo ano, são inseridos na frota de Juiz de Fora mais investimentos, qualidade de vida e, especialmente, no de 5.000 veículos novos. Somados aos já existentes, trânsito. não escaparemos dos vários viadutos que terão que ser

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Índice

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Trânsito em Juiz de Fora Um desafio de sempre

Diretoria 2010 / 2014 Emerson Beloti de Souza Presidente Rui Mussel da Silva 1º Vice-presidente Oddone Villar Turolla 2º Vice-presidente Nilton Ramos da Silva 3º Vice-presidente Paulo Roberto Lopes 4º Vice-presidente Nício Fortes Garcia 1º Secretário Marcelo Rodrigues Sepúlveda 2º Secretário

Carlos Alberto Martins de Pinho 3º Secretário Alexandre Tassi Brugiolo 1º Tesoureiro Gilson Guimarães Peixoto 2º Tesoureiro Zênio Fernandes Filho 3º Tesoureiro Sergio Costa de Paula Superintendente

Expectativa otimista para o emprego formal no segundo semestre

18 O que é Pronatec?

01. Palavra do Presidente 04. Reportagem Especial 06. Coluna do Advogado 08. Coluna do Contador 09. 16 de julho - Dia do Empresário do Comércio 10. Fique atento nas normas para doações na campanha eleitoral 2012 11. Exército Brasileiro promove XXVª edição da corrida Duque de Caxias 12. Expectativa otimista para o emprego formal no segundo semestre 13. Junta Comercial inaugura nova sede em JF 14. Academias de Juiz de Fora enfrentam a sazonalidade do período 15. Projeto de Lei prevê medidas mais duras para o comércio ilegal de medicamentos 16. Pesquisa aponta as principais barreiras para inovar 17. Lei restringe a venda e aluguel de garagens em condomínios 18. O que é Pronatec? 20. Período de férias: É hora de revisar os carros 22. Entrevista Wagner Parrot 25. Seguro empresarial é uma opção para diminuir prejuízos em caso de sinistro


Expediente: Conselho Editorial Emerson Beloti de Souza Sergio Costa de Paula Fernanda Assis Machado Jornalista Responsável Fernanda Assis Machado - 16754/MG Redação: Fernanda Assis Machado Colaboradores: Carlos Eduardo Palleta Guedes Marcelo Wilson do Nascimento CNC Fecomércio Minas SESC SENAC SEBRAE

22 Entrevista - Wagner Parrot Presidente da OAB/MG Subseção Juiz de Fora

36 Sindicomércio-JF realiza Almoço com empresários e contabilistas

A Revista Conexão Comércio não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos assinados, que expressam apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção da revista. A direção se reserva no direito de resumir os artigos.

Fontes Utilizadas: Portal da Justiça Eleitoral Portal do MTE Manpower Group etco.org.br Fundação Dom Cabral Fecomércio Minas pronatec.mec.gov.br ecaderno.com Esta revista segue as regras do novo acordo ortográfico.

26. Você sabe o que é EI e Eireli? 28. 2012: O ano da classe B 29. A hora é agora! 30. Programação SESC/MG movimenta Juiz de Fora 31. SENAC inaugura 1ª Pousada-Escola do país em Tiradentes/MG 32. Projeto Minas Franquia estimula o mercado de Franchising no estado 34. Seminário de Empregabilidade apresenta as oportunidades do mercado de trabalho 36. Sindicomércio-JF realiza almoço com empresários e contabilistas 38. Sindicomércio-JF firma mais uma importante parceria 39. Sindicomércio-JF participa da confraternização anual do Hospital Albert Sabin 39. SINDICLUBES recebe carta sindical com representatividade estadual 40. Associado recebe homenagem no aniversário da cidade 41. História dos Associados 42. Coluna do Procon 43. Coluna do Empreendedor

Fotografias: Arquivo 4º GAC Divulgação OAB/MG - Subseção JF Carolina Fernandes Emerson Laender Amanda Coutinho Divulgação SESC JF Divulgação SENAC MG Divulgação Hospital Albert Sabin Divulgação SINDICLUBES/MG Arquivo Gomes Metalúrgica As fotografias utilizadas nesta edição foram gentilmente cedidas pelos fotógrafos e entidades creditadas.

Dpto. Comercial: Flávia Vianna (32) 9198-0535 Projeto Gráfico e Editoração: ArtWork Propaganda (32) 3215-7075 Tiragem: 5.000 exemplares Impressão: Gráfica Central Contato: Telefone: (32)3215-1317 e-mail: sindicomerciojf@sindicomerciojf.com.br Site: www.sindicatodocomercio.org.br Twitter: www.twitter.com/sindicomerciojf Endereço: Av. Rio Branco, 2588, 5º andar – Centro Horário de funcionamento: De segunda a sexta, 8h30 às 18h30


Reportagem Especial

Trânsito em Juiz de Fora - Um desafio de sempre

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última edição da Revista Conexão Comércio trouxe uma reportagem especial sobre o aniversário de 162 anos de Juiz de Fora. Uma reflexão sobre a história do crescimento e desenvolvimento do município. Entretanto, é importante abordar alguns fatores preponderantes para a modernidade de uma cidade. Este é o caso do sistema de transporte e trânsito, assunto delicado e complexo que merece ser discutido. Um dos principais problemas dos grandes centros urbanos é a rápida obsolescência da infraestrutura viária. Mesmo que bem planejadas, as ruas e avenidas acabam, em algum momento, tornando-se estreitas, incapazes de acompanhar e absorver o aumento do número de veículos por habitantes. Faltam cada vez mais áreas e locais adequados para estacionamentos rotativos. Veículos estacionados nas ruas (Área Azul) é uma solução comum nas médias e grandes cidades. Além disso, os edifícios residenciais mais antigos não têm vagas suficientes para todos os moradores e existem ainda muitos edifícios comerciais, cujas áreas de garagem não comportam os veículos dos condôminos e tampouco dos visitantes. Durante o mandato de Mello Reis (1977-1983), Juiz de Fora presenciou o progresso no sistema de transporte e trânsito. Seu audacioso programa fazia parte do Projeto Cidades de Médio Porte, do Ministério do Planejamento. Dentre suas realizações podemos destacar a atual Rodoviária, reurbanização da área central, construção do Mergulhão da Av. Barão do Rio Branco, a criação de novas vias de acesso e a reestruturação do sistema de transportes. Dados do Denatran, divulgados no final do ano passado, apontaram que a frota de Juiz de Fora passou de 103.459 em 2001 para 190.054 veículos em 2011, um crescimento de 83,69% nos últimos 10 anos. No montante atual, carros de passeio correspondem a 130.000 e motocicletas 24.895 unidades. Diante desta constatação, podemos compreender o caos que está se tornando o tráfego no centro de Juiz de Fora. Ruas e avenidas congestionadas, pedestres andando nas vias destinadas aos veículos, falta de estacionamentos, ambulantes usando espaços inadequados, entre outros. No meio deste tumulto está o empresário do comércio, que trabalha e depende do fluxo de pessoas para manter seu negócio. O centro de Juiz de Fora estará sofrendo, muito em breve, um colapso em seu sistema viário diz o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, que assevera ser uma situação que requer atitudes visionárias e corajosas. ”Não é a primeira vez que a nossa entidade faz um alerta sobre essa questão no centro da cidade. O problema é real e precisa ser resolvido. Os consumidores necessitam de um lugar para deixar seus veículos em segurança. Cidades de países desenvolvidos possuem Edifícios Garagens rotativos nas áreas periféricas ao centro comercial ou estacionamentos subterrâneos. Ainda, muito próxima à essas edificações, existem metrôs e/ou pontos de transporte coletivo com conforto e qualidade para os usuários.” Além disso, Beloti ressalta às experiências que presenciou em outras cidades do país: “Quando visitamos alguns sindicatos patronais das cidades do sul, como Porto Alegre, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Gravataí e Gramado, tivemos a oportunidade de perceber


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a praticidade de outra ferramenta: os parquímetros. Este sistema de bilhetagem eletrônica, encontrado nas áreas de estacionamento público, tem proporcionado agilidade e transparência aos usuários. Recentemente, Recife licitou a construção de 15 edifícios-garagem no centro da cidade. A expectativa é que estejam funcionando nos próximos 2 ou 3 anos. Este projeto está sendo desenvolvido pelo poder público em parceria com a iniciativa privada. Em Juiz de Fora não é permitida a construção de edifícios-garagem no centro da cidade. A lei nº 7.726/1990, que normatiza o uso e ocupação do solo, proíbe esse tipo de construção no triângulo compreendido entre as avenidas Barão do Rio Branco, Presidente Itamar Franco e Getúlio Vargas. Questionado sobre a viabilidade dessa lei, o subsecretário de Mobilidade Urbana da Settra, Carlos Eduardo Meurer, lembra que a questão não é só criar vagas, mas oferecer condições aos motoristas de chegarem ao local. “As ruas do centro estão no limite de sua capacidade. Construir edifícios-garagem nestas vias é conter ainda mais o fluxo de veículos, por isso a lei não permite tal construção. É importante deixar claro que a prioridade da prefeitura, neste momento, é o transporte público.” Meurer não descarta a possibilidade de edifícios-garagem em outros pontos da cidade. “Talvez esses possam ser construídos em regiões periféricas ao centro. Uma possibilidade é ao lado dos terminais, que deverão ser implantados, assim que o plano de mobilidade urbana for desenvolvido e aprovado”, acrescenta. Compartilha desta mesma opinião o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, André Luiz Zuchi. “Algumas tentativas já foram realizadas junto à iniciativa privada, porém é necessário criar um projeto mais amplo que torne essas áreas mais atrativas.” O secretário visualiza alguns espaços possíveis. “Uma vez sugerimos uma área ao lado do Mercado Municipal, contudo o projeto não foi em frente. Agora, apostamos no terreno próximo ao Terreirão do Samba, que depois das obras viárias e da construção do novo Fórum ficará atrativo. Os edifícios-garagem são uma boa alternativa, contudo a obra é cara e o local precisa ser estudado com cuidado”, defende. Para o professor de transporte da Faculdade de Engenharia da UFJF, José Alberto Castañon, os projetos devem priorizar os pedestres e o transporte público. “Existem áreas suficientes para estacionar no centro, se o transporte público for adequado e de qualidade”, e acrescenta: “O comércio precisa criar alternativas para que as pessoas façam suas compras com comodidade e segurança. O serviço de entrega para alguns segmentos é uma boa opção”, afirma. Com as obras viárias anunciadas pela atual administração pública municipal, o fluxo de veículos no centro de Juiz de Fora tende a melhorar. Contudo, o que observa com muita clareza, são que algumas ações ainda precisam ser discutidas como: incentivos a construção de edifícios-garagem rotativos, conforto do transporte público e a instalação de parquímetros. Juiz de Fora necessita de um plano de mobilidade urbana, que contemple todo tipo de veículo, respeite e garanta segurança ao pedestre. Assim, a cidade vai continuar crescendo, traçando caminhos rumo ao desenvolvimento.

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Re p o r t a g e m E s p e c i a l

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Coluna do Advogado

Carlos Eduardo Paletta Guedes Sócio de Cúgula Guedes Advogados Associados e professor de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito Vianna Jr.

Falta injustificada por 30 dias pode resultar em demissão por justa causa

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artigo 482, “e”, da CLT, como desídia (negligência). E se o empregado faltar injustificadamente ao serviço durante longos períodos? Neste caso, poderá ocorrer o chamado “abandono de emprego” (artigo 482, “i”, CLT), que é o desprezo do empregado em continuar trabalhando para o empregador. Para a caracterização do mesmo, o empregado deverá faltar ao serviço durante um certo período continuamente (a jurisprudência fixa o prazo de mais de 30 dias de faltas ininterruptas); ou, indicar clara intenção de deixar seu emprego como, por exemplo, conseguir outro emprego ou manifestar o desejo de não mais trabalhar. Importante, por fim, ressaltar que a comunicação feita em jornal chamando o empregado ao trabalho não possui qualquer valor, pois o empregado não tem obrigação de lê-lo. Como se vê, o tema possui enorme importância para trabalhadores e empresários, que devem ficar atentos para seguirem os parâmetros legais: os primeiros, no cumprimento correto de suas obrigações contratuais, sem faltar injustificadamente ao serviço; e empregadores, agindo com correção no momento de punir e dispensar o empregado faltoso. Banco de imagnes

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falta injustificada do empregado ao serviço é, sem dúvida, uma das maiores causas de desorganização no dia a dia da empresa. Muitas vezes, o planejamento empresarial depende do empregado produzindo ou vendendo. Por isso, a legislação busca coibir tais atos que tantos transtornos trazem para as empresas. Mas o que a lei autoriza? Até onde o empregador pode punir? Antes de responder a estas indagações, devemos analisar os poderes do empregador decorrentes do contrato com o empregado. De acordo com a doutrina de Direito do Trabalho, o empregador tem o poder de direção do negócio, que se estende nos poderes de organização, fiscalização e disciplinar. Como se vê, o empregador pode disciplinar (punir) o empregado, devendo sempre observar a proporcionalidade da punição: para os atos faltosos de pequena repercussão, punição leve; para os graves, a punição definitiva (dispensa por justa causa). Como enquadrar a falta injustificada? Normalmente, essa falta sem justificativa é considerada uma falta leve, que merece ser punida com advertências e suspensões. A conseqüência é o desconto do dia no salário, com a conseqüente perda da remuneração do dia de descanso semanal e perda proporcional de dias de férias (de acordo com a escala prevista no artigo 130 da CLT). Segundo a jurisprudência, essa escala punitiva (advertências e suspensões) cumpre um papel pedagógico, com o objetivo de “educar” o empregado para suas responsabilidades laborais. Caso o empregado persista em sua rotina de faltas, a reincidência transformará a falta leve em grave, podendo resultar numa dispensa por justa causa, enquadrada no


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Coluna do Contador

Marcelo Wilson do Nascimento Anchieta Contabilidade

O Usuário Interno da Informação Contábil

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No cenário atual, com índice de informalidade diminuindo, empresários e contabilistas mais próximos e maior exigência no detalhamento de informações, é preciso aproveitar para produzir informações de qualidade para o usuário externo, e útil para o usuário interno. Para atingir esse objetivo é indispensável que o fluxo de documentos e informações entre a empresa e o escritório contábil seja bem planejado. Assim, é recomendável uma reunião mensal com o contabilista, para que pendências e precariedades possam ser diagnosticadas e resolvidas. Além disso, o empresário deve receber relatórios e informações, a fim de interagir e identificar quais documentos são úteis e quais merecem ser detalhados. Oportunidade também para o contabilista validar seu trabalho. À medida que estes processos estiverem estabelecidos e os relatórios bem ajustados e entendidos entre as partes, as reuniões poderão ser substituídas pelo envio direto de relatórios ao empresário. Sem dúvida, o êxito na implementação desse processo resultará na valorização do contabilista, bem como em importantes retornos para o empresário.

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s usuários da informação contábil são usualmente classificados em internos e externos. Os usuários externos são todos aqueles interessados em receber informações sobre o desempenho da empresa, dentre os quais destacamos os órgãos públicos, instituições bancárias e fornecedores. Já os usuários internos são os administradores, contabilistas, gerentes, dentre outros. Destaque cada vez maior aos órgãos públicos controladores e arrecadadores de tributos, pois com a complexidade da legislação tributária e as inúmeras obrigações acessórias, tem exigido de contabilistas e empresários muitas informações, obrigando-os a investirem em qualificação dos colaboradores e tecnologia da informação. Não obstante, apesar de todo o investimento feito para atender o órgão público, vê-se que o empresário e administrador pouco tem se beneficiado das informações do seu banco de dados e escritório contábil. Muitos avaliam o desempenho de seu negócio apenas pelo faturamento mensal. Reflexo da dificuldade de acesso aos relatórios contábeis gerenciais que lhe proporcionariam o conhecimento da rentabilidade de sua empresa, por exemplo.

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Notícias

16 de Julho Dia do Empresário do Comércio

Quem foi Visconde de Cairu? José Maria da Silva Lisboa, baiano, de Salvador, foi deputado, senador e secretário da Fazenda Real. Economista por formação acadêmica, possuía também vasto conhecimento em outras áreas do saber. Recebeu o título de Patrono do Comércio do Brasil por suas iniciativas em prol do desenvolvimento das relações comerciais do país com outras nações. O futuro Visconde de Cairu, foi o responsável pela obtenção de leis que beneficiaram o iniciante comércio brasileiro, na época totalmente dependente de Portugal. Sua ação ficou reconhecida com a assinatura da histórica Carta Régia, de 28 de janeiro de 1808. Por ela, D. João VI, aconselhado pelo Visconde, abriu os portos brasileiros ao comércio exterior. Com o livre comércio, a estrutura colonial se rompeu, e a partir daí o comércio brasileiro começou a se desenvolver. Bons negócios passaram a ser feitos com outros países, gerando lucros para a nova Nação. A História do Comércio O comércio e a atividade econômica sempre andaram juntos, desde as sociedades primitivas. Como nessa época ainda não existiam moedas, as negociações eram feitas através de trocas. Um quilo de um determinado produto era trocado por um quilo de outro. A base era o peso e não o “valor” comercial. Essa troca ficou conhecida como escambo e durante muitos séculos foi a única atividade comercial. Com o desenvolvimento das civilizações e também das atividades econômicas, os comerciantes criaram as moedas e as instituições mercantis. O comércio passou a ter um papel importante no desenvolvimento urbano e da sociedade, sendo o responsável por investimentos em infraestrutura, como estradas e transportes, que permitiram e

facilitaram o comércio dos produtos em várias regiões do mundo. No Brasil Colônia praticamente não existiam centros comerciais. Os mascates eram os principais negociantes. Somente às vésperas da Independência, em 1808, com a Abertura dos Portos as Nações Amigas, o comércio brasileiro começou a desenvolver. No final desde século, com o intenso fluxo migratório europeu, muitas casas de negócio foram abertas, marcadas por dezenas de sobrenomes estrangeiros. Assim, com o passar do tempo, o comércio conquistou seu lugar na vida econômica e social do povo brasileiro. O presidente do Sindicomércio-JF e vice-presidente da Fecomércio-MG, Emerson Beloti, aproveitou esta oportunidade para declarar: “É de grande valor para nossa entidade perceber que os empresários do comércio têm orgulho do seu sindicato, pois ele está correspondendo aos interesses e desejos da categoria”, e acrescentou: “O Sindicomércio-JF parabeniza todos os empresários do comércio varejista, atacadista e de serviços pelo seu dia”

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riado pela Lei nº 2048, de 26 de outubro de 1953, o Dia do Empresário do Comércio (dia do Comerciante) teve como base a data de nascimento do economista e político José Maria da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, Patrono do Comércio Brasileiro.

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Notícias

Fique atento nas normas para doações na Campanha Eleitoral 2012

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Arquivo Sindicomércio

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o último dia 5 de julho terminou o prazo para a apresentação das candidaturas que vão concorrer na eleição deste ano. A próxima fase é a de arrecadação dos fundos de campanha. Momento em que os candidatos, partidos e comitês buscam apoio junto às pessoas físicas e jurídicas. Porém, as doações para campanhas eleitorais obedecem algumas regras que, se não cumpridas, levam a punição do doador e do candidato. Existem dois tipos de recursos: os financeiros e os estimáveis em dinheiro. Os recursos financeiros são aqueles cuja origem é dinheiro, cheques nominais e transferências bancárias. Os estimáveis em dinheiro são serviços ou bens doados e/ou emprestados, que podem ser mensurados em dinheiro. Neste caso, a aquisição do bem precisa ser anterior ao inicio da campanha eleitoral. Além disso, os bens e/ou serviços estimáveis em dinheiro devem constituir produto do próprio serviço ou atividade econômica, e o bem deve pertencer ao patrimônio do doador. Também, há possibilidade de fazer doações pela internet, no site do candidato, através de cartão de crédito ou boleto bancário. Em todas as opções é obrigatória a emissão de recibos aos doadores. Isso se justifica porque os mesmos deverão declarar as doações no próximo Imposto de Renda. Não há isenção de impostos neste caso.

Dr. Mauro Fransisco Piteli, juiz eleitoral de Juiz de Fora.

Para pessoa física, o limite de doações é 10% sobre os rendimentos declarados no último IR (2012), excluídas as doações estimáveis em dinheiro, que não podem ultrapassar o valor de R$50.0000,00. A pessoa jurídica pode contribuir com 2% do faturamento bruto declarado à Receita Federal neste último exercício. De acordo com a Resolução 23.376 do Tribunal Superior Eleitoral, que normatiza a arrecadação e aplicação de recursos no pleito de 2012, ficam proibidas de realizar doações: órgãos da administração pública direta e indireta ou fundações mantidas com recursos do poder público; entidades de utilidade pública, de classe ou sindicais; entidades beneficentes, esportivas ou religiosas; organizações não governamentais que recebem recursos públicos, organizações da sociedade civil de interesse público, entre outros. Empresas constituídas em 2012 também não podem doar. Para o juiz eleitoral, Dr. Mauro Francisco Piteli, é preciso estar atento às condições previstas na lei. Ele adverte quanto às punições incidentes ao descumprimento da mesma. “Em casos de doações acima do limite, a pessoa física pode ser multada de 5 a 10 vezes sobre o valor excedente e o candidato responder um processo por abuso do poder econômico. Já as empresas poderão ser proibidas de participar de licitações públicas e celebrar contratos com o poder público num prazo de cinco anos”, conclui.


Notícias

Exército Brasileiro promove a XXVª edição da Corrida Duque de Caxias afirma Perez. O percurso é de 8km, com saída e chegada na UFJF. O presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, ressalta a importância desse evento para a comunidade de Juiz de Fora. “Estivemos no ano passado patrocinando o evento e reiteramos que ações como essa devem ser valorizadas pela instituição representante dos empresários do comércio, valorizando a família, o lazer e a saúde”. Em 2011, o evento contou com a participação de oito mil pessoas e envolveu 880 colaboradores em sua organização.

Arquivo 4º GAC

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4ª Brigada de Infantaria Motorizada, com o apoio financeiro do Sindicomércio-JF, realizará no próximo dia 26 de agosto, a XXVª Edição da Corrida Duque de Caxias. O evento será na Praça Cívica da UFJF, de 8 às 14h. O objetivo é proporcionar à comunidade um dia dedicado ao lazer e as práticas esportivas. Estão programadas uma série de atividades, entre elas a Corrida Duque de Caxias, passeio ciclístico, exposição de viaturas militares, apresentação da banda do exército, danças e outros. O organizador do evento, Ten. Cel. Perez, dá mais detalhes sobre dia: “Queremos reunir as famílias para um dia agradável. Vamos preparar uma série de brincadeiras para as crianças como pula-pula, pista de corda e passeio na viatura. Para os adultos preparamos o Espaço Saúde com serviços de nutrição, fisioterapia e odontologia. O SESC-JF será nosso parceiro nestas atividades”, destaca. “Neste ano, a expectativa de público é de aproximadamente 12.000 pessoas, 50% a mais que em 2011. Serão abertas 3.000 inscrições para a corrida e 500 inscrições para o passeio ciclístico. Estas poderão ser feitas nas lojas Terra Bike e Camorra Tênis no final do mês julho”,

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Notícias

Expectativa otimista para o emprego formal no 2º semestre de 2012

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comércio varejista em 2012, reflexo do 6,7% de crescimento esperado pelo setor este ano. Estima-se que até o final do ano serão 7,42 milhões de empregados no varejo e mais 2,54 milhões no atacado, resultado 3,9% acima do esperado em 2011. O mesmo estudo também lista os segmentos do varejo que terão maior contribuição na geração de postos de trabalho formal. São eles: Comércio em geral de Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo, com 29% das vagas ofertadas; em segundo lugar, Lojas de Material de Construção, com 14%, e, empatados no terceiro lugar, os setores do Vestuário, Móveis e Eletrodomésticos, com 13% cada.

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egundo dados divulgados no último Caged, em maio deste ano, foram criados 139.679 novos empregos com carteira assinada em todo o Brasil. Destes, 9.749 e 44.587 empregos foram gerados pelo setor do comércio e serviços respectivamente. Isso representa 38,9% do total. No acumulado (janeiro a maio de 2012) são 35.648 novas vagas no comércio e 420.288 no setor de serviços. Acompanhando a tendência nacional, o comércio de Juiz de Fora abriu 223 novos postos de trabalho nos últimos dois meses. Porém, ainda acumula um déficit de 604 vagas em relação a 2011. Já o setor de serviços apresentou um expressivo crescimento. Foram 3.261 novas vagas desde o mês de março, aumento de 3.110 postos em relação ao final do ano passado. O Presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, destaca que o expressivo crescimento do setor de serviços, também representado pelo Sindicato do Comércio de Juiz de Fora, se deve a cidade ser polo da zona da mata. “É a confirmação da vocação do desenvolvimento da economia do município”. Para confirmar o bom momento, a taxa de desemprego em maio ficou em 5,8% (queda 0,2% em relação ao mês anterior), quando o índice atingiu 6%. Em nota oficial, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, estimou um crescimento econômico de 4% no segundo semestre deste ano. Com todas essas noticias, somadas aos estímulos monetários e fiscais que entraram em vigor nos últimos meses, as expectativas dos empresários são positivas. Isso é o que aponta a pesquisa realizada pela Manpower Group, como 850 empregadores brasileiros, no inicio de maio. O estudo indicou a expectativa líquida de emprego em diversos setores. No comércio, 38% dos empresários pretendem contratar nos próximos meses. Já no setor de serviços, 55% dos empresários manifestaram a mesma intenção. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) também desenvolveu um estudo semelhante. A pesquisa, de caráter mais específico, indica um aumento de 4,1% no número de contratações no


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Junta Comercial inaugura nova sede em JF A sede da Junta Comercial de Juiz de Fora possui 35 anos e é a quarta no ranking geral do estado, com 599 empresas abertas somente no mês de maio. Ao todo, são 30.532 empresas ativas na cidade, sendo que o comércio varejista destaca-se com o maior número de aberturas de empresas, ligadas principalmente ao vestuário e acessórios. A Junta Comercial oferece os serviços de registro, alteração e extinção de empresas. Sua sede é localizada na Rua São Sebastião, 713 – Centro. Arquivo Sindicomércio

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o último dia 28 de junho, a Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (JUCEMG|Minas Fácil) deu início aos trabalhos em sua nova sede, totalmente reformada e de acordo com as normas de acessibilidade. As instalações contemplam rampa de acesso para deficientes, elevador para cadeirantes e balcões rebaixados. O novo espaço recebeu o nome do ex-presidente Itamar Franco, uma homenagem ao político que faleceu há pouco mais de um ano. Várias autoridades e representantes de classe estiveram presentes na cerimônia de inauguração prestigiando o acontecimento, que contou com a presença de Ângela Pace, presidente da JUCEMG. “A Junta Comercial do Estado de Minas Gerais, seguindo uma determinação do governador Anastasia, dentro das diretrizes do Projeto Estruturador Descomplicar, vêm implantando um conjunto de ações, que objetiva modernizar seu atendimento e reforçar o compromisso na simplificação, agilidade e redução de custos e tempo do empresário. Assim, a JUCEMG vem criando ambientes favoráveis aos negócios e contribuindo para geração de riqueza e trabalho”, declara o supervisor da JUCEMG/JF, Ricardo Miana.

Prof. Sérgio Rocha, Emerson Beloti (Sindicomércio), Ricardo Miana (Supervisor da JUCEMG/JF), Ronaldo Mockdece (CDL)

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Academias de Juiz de Fora enfrentam a sazonalidade do período

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Fidelidade e o Passaporte Saúde, onde nossos alunos convidam seus amigos para participar de algumas aulas gratuitamente”, ressalta. Com o público exclusivamente feminino, Carlos traz novidades para as aulas de dança. “Além do apelo estético, as mulheres buscam qualidade de vida e relacionamentos. Por isso, nada melhor do que aulas de dança com ritmo quente. A novidade é o Zumba, ritmo latino que reúne salsa, merengue, hip hop e samba.” Contudo, para a gerente Mariana Tobler, da academia Black Fitness, o foco é conscientizar os alunos sobre a importância da regularidade nos exercícios físicos. “O público da nossa academia é um pouco diferente. Além dos universitários, temos também colaboradores do comércio, escritórios e moradores da região central. Trabalhamos com nossos alunos a ideia da qualidade de vida, que deve ser conquistada todos os dias, independente da estação ou período do ano. Para novos alunos oferecemos planos trimestrais, semestrais e anuais de pagamento, que podem ser divididos no cartão de crédito”, conclui.

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om a chegada do inverno, o movimento das academias tende a diminuir. Provas e férias escolares também são fatores que contribuem para a sazonalidade do período. De meados de junho a agosto as academias precisam criar estratégias para motivar seus alunos e atrair novos clientes. Para Fábio Fagundes Teixeira, gerente da academia Pumping Iron, a queda no período representa 20 a 30% em comparação com os dias normais. “Aqui na academia realizamos um atendimento diferenciado. Neste período, concedemos descontos nas taxas dos exames. Além disso, os alunos podem malhar em todas as nossas filiais. O objetivo é estar sempre perto do cliente. Também oferecemos alguns tipos de luta como atividade aeróbica”, destaca. Já a empresário Márcio Paschoal Franco Ragone, proprietário das academias Olympia e Flash, o investimento são em aulas temáticas. “Uma vez por mês realizamos uma aula bem diferente e descontraída, que reúne vários exercícios aeróbicos. Aliás, temos também o Cartão

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Projeto de Lei prevê medidas mais duras para comércio ilegal de medicamentos

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provado pelo Senado, no último dia 13 de junho, o Projeto de Lei nº0464/2011 da Política Nacional de Combate a Pirataria, segue para votação na Câmara dos Deputados. Este projeto prevê a suspensão e o fechamento dos estabelecimentos que comercializam medicamentos falsificados e/ou adulterados. Atualmente, a Receita Federal só pode recolher a mercadoria e autuar o estabelecimento. Porém a empresa continua aberta, podendo voltar a comercializar os produtos ilícitos. Para o farmacêutico e proprietário da Drogaria Dual Farma, Antônio Alves Cavalcante, essa lei vai inibir o comércio ilegal de medicamentos, contudo é necessário intensificar a fiscalização. “A inspeção deve ser feita não só em farmácias e drogarias, mas em todos os estabelecimentos que vendem remédios e cosméticos”, afirma. Na lista dos principais medicamentos falsificados e/ou adulterados estão os remédios controlados, medicamentos para o tratamento de obesidade e disfunção erétil,

anabolizantes, entre outros. Para o dono da Drogaria Du Moysés, Henrique de Souza Bernardes, isso se justifica porque esse tipo medicamento só é vendido sob prescrição médica. Geraldo Pereira Barbosa, proprietário da Drogaria Pereira, acrescenta: “Parte das pessoas que procuram esses produtos não tem receita. Por conseqüência, isso incentiva a falsificação e a venda no mercado paralelo”. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) 20% dos produtos à venda no mercado e consumidos pela população tem origem fraudulenta. Geraldo ainda faz um alerta sobre os riscos da ingestão de medicamentos adulterados: “Além de ser ineficaz, ele pode causar problemas cardíacos e/ou respiratórios, capaz de levar a morte”.

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Pesquisa aponta as principais barreiras para inovar

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studo realizado pela Fundação Dom Cabral, em parceria com o Núcleo Bradesco de Inovação, divulga as principais dificuldades encontradas pelas médias empresas para inovar. Foram avaliados 233 questionários, com a participação de 149 empresas do comércio, serviços, indústria e agronegócio. Os resultados da pesquisa foram alarmantes: “As empresas brasileiras, independentemente do porte, desconhecem o que é inovação e a sua importância no que tange à competitividade e sustentação do negócio. Há muito discurso e pouca ação nas empresas de médio porte quando o assunto é inovação”, afirma o coordenador do estudo, professor Fabian Salum. Quais foram as principais barreiras indicadas pela pesquisa à inovação? Cultura rígida e conservadora, aversão ao risco, falta de incentivo às idéias inovadoras, alto custo, falta de informação sobre o mercado e as tecnologias; escassez de recursos humanos, ausência de processos internos claros e eficazes, entre outras. Onde é possível inovar? Seja na gestão e processos ou em novos negócios, serviços e produtos, a inovação deve fazer parte da cultura do negócio independente do seu segmento. O que fazer para inovar? Primeiramente, compreender que a inovação é uma estratégia de mercado. Em seguida, preparar a cultura organizacional para recebê-la, ou seja, desenvolver processos que facilitem e propiciem a inovação. Finalmente, utilizar métodos de gestão inovadores.

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Para o professor Fabian Salum, “empresa inovadora é aquela capaz de mobilizar seus colaboradores a fim de criar novas rotinas e produtos que possam se tornar diferenciais e tragam algum tipo de ganho para a empresa”, conclui. Em Juiz de Fora, há uma série de programas relacionados à inovação, desenvolvidos por institutos federais e universidades. Um deles é o projeto Incubadora de Base Tecnológica (IBT) realizado pelo Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt) da Universidade Federal de Juiz de Fora. O diretor do Critt, Luiz Carlos Tonelli, explica como funcionam as incubadoras: “É um ambiente empresarial que oferece a infraestrutura necessária para uma empresa nascente, a baixo custo, com apoio à gestão e fomento de projetos”, e acrescenta: “os principais benefícios para as pequenas e médias empresas são o suporte gerencial, oportunidade de acesso no mercado e tempo reduzido de amadurecimento”, ressalta. Apesar da dificuldade à inovação ser observada em todos os setores econômicos, o comércio varejista e atacadista sofre mais com este problema. Tonelli propõe algumas alternativas: “Inovação do processo, consultoria contábil, finanças e logística são possibilidades que devem ser consideradas”, afirma. Tiago Gouvêa de Oliveira, sócio da empresa Aprimorar Desenvolvimento, participou da incubadora de empresas nos últimos três anos. Prestes a receber a graduação, ele afirma que o projeto foi fundamental na organização de sua empresa. “Conheci diversos modelos de funcionamento e gestão. Aprendemos metodologias e padrões de qualidade. A credibilidade do Critt e da UFJF abriram muitas portas”.


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esde o final do mês de maio, está em vigor à lei federal nº 12.607/2012 que prevê novas regras para a venda e o aluguel de garagens em condomínios residenciais e comerciais. Adicionada ao Código Civil, essa nova lei visa aumentar a segurança nos condomínios, evitando a presença de terceiros no espaço. De agora em diante, os proprietários terão que consultar seus vizinhos para alugar e/ou vender sua(s) vaga(s) na garagem. A lei obriga a aprovação de dois terços dos condôminos em convenção geral. “Apesar de restritiva, a nova regra já era uma prática comum nos edifícios”, afirma o proprietário da Invest Imóveis, Washington Frade Pires. Com a nova lei, as imobiliárias administradoras de condomínios terão que regularizar a situação dos locatários. “Como a mudança é muito recente, ainda não houve reflexos na rotina das imobiliárias. Entretanto, as assembleias devem começar acontecer a partir do mês de julho”, afirma a gerente da imobiliária Redentor Imóveis, Simone de Barros Cardoso. Ela não acredita que o aluguel e/ou venda

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Lei restringe venda e aluguel de garagens em condomínios

de vagas a terceiros prejudique a segurança dentro dos condomínios. “Normalmente, em prédios comerciais o fluxo de pessoas estanhas é comum. No caso dos residenciais, os proprietários alugavam ou vendiam suas vagas a pessoas conhecidas”, defende. Para o gestor imobiliário, Diogo Souza Gomes, da imobiliária Souza Gomes, a lei garante a segurança dos moradores. “Com o acesso de terceiros a partes comuns do condomínio, fica difícil o controle e a identificação das pessoas. Desta forma, a garagem será usada apenas pelos moradores”, conclui.

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O que é o Pronatec?

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riado em 26 de outubro de 2011, com a sanção da Lei nº 12.513/2011, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) é um projeto do governo federal que será executado através de parcerias com Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETs) e todo o Sistema S (SENAC, SESC, Sebrae), com a finalidade de ampliar a oferta de educação profissional e tecnológica, por meio de programas e ações de assistência técnica e financeira. Uma das ações previstas no projeto é a oferta da BolsaFormação para estudantes do ensino médio da rede pública e trabalhadores (ativos e inativos). Nesta, são oferecidos cursos gratuitos de formação inicial e continuada (FIC) ou de qualificação profissional (com carga horária mínima de 160 horas) e ainda, cursos técnicos de nível médio (com carga horária mínima de 800 horas). Pronatec e o seguro-desemprego Com o Decreto 7.721, de 16 de abril de 2012, os trabalhadores que solicitarem o seguro-desemprego por três vezes em dez anos, devem frequentar cursos de qualificação para ter direito ao benefício, ou seja, a liberação das parcelas está condicionada a regularidade nos cursos de qualificação profissional. Entretanto, caso não haja disponibilidade de um curso de formação profissional compatível com o perfil do trabalhador em sua cidade ou região, o benefício não será suspenso. A norma ainda prevê que caberá ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Sine, encaminhar os trabalhadores aos cursos de formação profissional. Contudo, de acordo com a assessora do MTE, Débora Drumond, em Minas Gerais as novas regras do seguro-desemprego ainda não foram implantadas nas unidades do Sine. “Há previsão de que nas próximas semanas lancemos um piloto em uma unidade de Belo Horizonte”, afirma. Onde encontrar o Pronatec? Em Juiz de Fora, o Pronatec começou a ser oferecido em novembro de 2011. O SENAC-JF foi o primeiro a oferecer o programa em Minas Gerais e serviu de parâmetro as demais

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instituições do estado. O diretor da Escola de Formação Profissional do SENAC-JF, André Luiz Carvalho, destaca as qualidades do programa: “O fator social do Pronatec é muito importante, porque resgata e proporciona as pessoas acesso ao ensino técnico e profissional. É a oportunidade para os trabalhadores melhorarem sua renda e, consequentemente, as condições da sua família”, e acrescenta: “este programa visa à formação de competência, ou seja, são avaliados o conhecimento, as habilidades e as atitudes de cada aluno”. A expectativa da instituição é oferecer, até o final deste ano, 600 novas vagas em cursos técnicos e de qualificação profissional. Entretanto, a procura é pequena. “Apesar da disponibilidade, ainda não há o preenchimento total das vagas. Isso acontece porque o programa é recente e não houve uma divulgação maciça nas mídias”, justifica André. Estão previstas para o mês de agosto, aproximadamente, 300 vagas para cursos de nível técnico. Os interessados devem se inscrever a Secretaria de Assistência Social, da Prefeitura de Juiz de Fora, localizada na Rua Halfeld, 450/6º andar – Centro. Esta é responsável pelo cadastro e seleção dos candidatos para o Pronatec. Resultados Para o diretor do SENAC-JF, as primeiras turmas do Pronatec tiveram um rendimento acima do esperado. “Praticamente 90% dos alunos que ingressaram, concluíram o curso. Isso é muito gratificante para a nossa instituição”. O instrutor do curso de Vitrinismo do SENAC, Kennedy Campos Lopes de Faria, comemora os resultados: “Foi 100% satisfatório. Os alunos estavam motivados e mostraram grande empenho nas atividades propostas. Muitos conseguiram prospectar trabalhos ainda durante o curso. Isso prova o reconhecimento dos empresários quando a necessidade destes profissionais no mercado”.


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Período de Férias: É hora de revisar os carros

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om a chegada das férias escolares, muitas pessoas aproveitam para viajar. Seja uma viagem longa ou curta, a revisão nos carros é essencial para garantir a segurança da família. Praticar a direção defensiva e ter educação no trânsito também é muito importante. Existem dois tipos de revisão: a Preventiva e a Corretiva. No primeiro caso, é observado a durabilidade dos itens e a necessidade de trocar e/ou calibrar as peças do veículo. A corretiva é realizada somente após o acontecimento do sinistro. Mas o que deve ser revisado? Alexandre Tassi, proprietário da loja Peçalex, defende que a revisão de alguns itens devem fazer parte da rotina do condutor. “Nível de combustível, óleo do motor, fluído de freio e líquido de arrefecimento. Além disso, lavador de parabrisa, pressão e estados dos pneus também merecem atenção”. O proprietário da loja Auto Fordkar, Jorge Alvim de Araújo, esclarece quais peças devem ser observadas para garantir a segurança do veículo: “O sistema de arrefecimento (bomba d’água, radiador, válvula termostática, ventoinhas), sistema de direção (volante, caixa de direção, pinhão), suspensão (amortecedores), freios e pneus devem ser revisados. Não existe um tempo determinado, porém os fabricantes aconselham a revisão a cada 10.000km rodados ou de 6 em 6 meses”. Carlos Alexandre Ferreira Parada, proprietário da loja Shop Car, acrescenta: “Verificar toda a parte elétrica e faróis também é fundamental. O problema é que o brasileiro não tem o costume de fazer a manutenção preventiva. Na maioria das vezes, os veículos só vão para a assistência quando param de rodar. 90% dos motoristas não conhecem o funcionamento do próprio veículo, não

leem seu manual de instruções, consequentemente, não sabem diagnosticar possíveis problemas”. Apesar de a manutenção preventiva ser rápida, 1 ou 2 dias, os motoristas deixam para a última hora. Em alguns casos, isso pode atrapalhar os planos para férias. Carlos Alexandre adverte sobre a disponibilidade de peças. “Atualmente, existem no mercado aproximadamente 450 modelos diferentes de veículos. A oferta de peças para veículos nacionais é maior do que para veículos importados. Porém, como as peças são muito específicas, às vezes é difícil encontrar nas lojas. Por isso, a revisão deve ser feita com uma certa antecedência”, aconselha. Quanto mais antigo o veículo, mais frequentes devem ser as revisões. Segundo o estudo realizado pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) a frota circulante no Brasil cresceu 7% em 2011 e alcançou a marca de 34,9 milhões de veículos, dos quais 29% possuem de 1 a 3 anos de uso; 15% de 3 a 5 anos; 21% de 6 a 10 anos; 18% de 11 a 15 anos e 14% de 16 a 20 anos. O chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal, Flávio Loures de Barros, adverte sobre a intensificação do policiamento nas rodovias: “A Operação Férias tem inicio nas primeiras semanas de julho. Serão avaliadas as condições do condutor, do veículo e a documentação. Iniciativas de cunho educacional também deverão ser realizadas”, conclui.

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Entrevista

Wagner Antônio Policeni Parrot: Presidente da OAB-MG

Subseção Juiz de Fora

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agner Antônio Policeni Parrot, nascido em Juiz de Fora, formou-se em Direito pela UFJF em 1986. Advogado militante há 26 anos, é especialista na área trabalhista. Foi vice-presidente da OAB-MG Subseção de Juiz de Fora (2004/2006). Hoje, é presidente da instituição, onde cumpre seu segundo mandato. Em sua entrevista para a Conexão Comércio, Parrot faz um breve histórico sobre suas realizações à frente da OAB-MG Subseção de Juiz de Fora. Conexão Comércio: Tendo em vista sua grande contribuição a OAB, o Sr. pretende concorrer ao terceiro mandato? Warner Parrot: Não. Seis anos é tempo suficiente e acredito que já dei minha contribuição. É preciso renovar, ter outras pessoas com ideias novas. É bom que se esclareça que os cargos da OAB não são remunerados. Carecem de dedicação e tempo, sendo necessário sacrificar um pouco da vida pessoal para estar aqui. É claro que o trabalho é gratificante e as realizações beneficiam toda a classe.

Ao centro o Presidente Warner Parrot, Secretário Geral Denilson Closato Alves, Secretária Geral Adjunta Vera Carmem de A. Dutra, Tesoureiro Rubens Andrade Neto, Vice-Presidente Valquiria Valadão.

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Entrevista

CC: Quais foram as principais ações na sua gestão? WP: Posso destacar a criação da Comissão de Defesa e Assistência às Prerrogativas (CDAP). Uma comissão muito importante que funciona 24h por dia para o advogado em exercício de sua profissão. Esta idéia está sendo difundida por todo o estado de Minas Gerais. Quando o advogado se vê lesado em suas prerrogativas profissionais, ele aciona a Comissão que imediatamente busca resolver o problema junto às autoridades competentes. Além disso, criamos o Expresso OAB, desenvolvemos o Núcleo de Apoio ao Advogado da Zona da Mata, reformamos os auditórios, abrimos novas salas para atendimento e inauguramos o escritório compartilhado. Tudo isso é disponibilizado gratuitamente aos filiados da OAB.

e desenvolvemos a Campanha Contra Violência no Trânsito. Recentemente, tornamos público o problema da precariedade da Polícia Cívil, que nos últimos 10 anos vem diminuindo o número de delegados, investigadores e viaturas. A OAB quer que o Estado mude sua postura e invista na Polícia Civil da cidade.

CC: Quais ações estão previstas para o segundo semestre deste ano? WP: O combate à corrupção eleitoral é uma de nossas bandeiras. Como este ano têm eleições, estamos preparando uma série de ações relacionadas às mesmas, que vão ser implantadas no início da campanha eleitoral. O disk denúncia e a ouvidoria eleitoral são alguns exemplos. Estes serviços serão disponibilizados CC: Explique para o leitor o que são para eleitores e candidatos que tiverem “O combate à corrupção dúvidas a respeito da lei eleitoral. as prerrogativas. WP: Prerrogativas são os direitos dos eleitoral é uma de nossas Também inauguraremos mais duas bandeiras.” advogados em exercício de sua profissão. salas de apoio nas unidades prisionais Por exemplo: direito a conversar com da cidade (Ceresp e penitenciária o preso, acessar e tirar cópias dos autos de processos e Ariosvaldo Campos Pires). Serão 10 salas ao todo para inquéritos, ao sigilo profissional podendo inclusive se negar apoio do trabalho do advogado. a depor sobre fato que tomou conhecimento em virtude de seu trabalho, a inviolabilidade de seu escritório profissional, CC: A construção do novo Fórum vai melhorar as circular livremente em repartições jurídicas, ser tratado com condições de trabalho dos advogados? dignidade pelos servidores, juízes e promotores, não havendo WP: Atualmente, nossa cidade possui 23 varas da qualquer hierarquia entre os mesmos, entre outros. justiça comum e mais quatro do juizado especial. Já estão aprovadas a criação de mais 10 varas no município, CC: Quais são as principais linhas de atuação da OAB entretanto elas não foram implantadas pela ausência Juiz de Fora? de espaço físico. Com o novo prédio do Fórum, aprovado WP: A OAB Juiz de Fora possui duas linhas de atuação: pelo Tribunal de Justiça em terreno doado pela Prefeitura, uma voltada para os advogados, como exposto anteriormente, todas essas varas vão estar no mesmo lugar, facilitando e a outra institucional, voltada para defender o estado o trabalho dos advogados e aumentando a qualidade dos democrático de direito, a cidadania e os direitos humanos, serviços prestados à população. sendo que a OAB mantém comissões de direitos humanos, de defesa do consumidor, ambiental e empresarial. Também CC: Juiz de Fora foi a primeira cidade a possuir uma desenvolvemos seminários, congressos e cursos. câmara recursal na área trabalhista no Brasil. O que isso representa? CC: Quais foram às causas defendidas pela OAB Juiz WP: É uma importante conquista para a nossa cidade. de Fora nos últimos anos? Uma experiência pioneira que amplia o mercado de trabalho WP: Em nossas ações denunciamos a superlotação para os advogados e aproximando o Tribunal à cidade. do Ceresp e o abuso das autoridades, reivindicamos um Como ação pioneira, acredito que as discussões relativas espaço adequado para as mulheres presidiárias e seus a Turma Recursal devem sempre buscar o aperfeiçoamento filhos, apoiamos a criação do novo Fórum em Juiz de Fora da instituição.

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Entrevista

CC: Recentemente a OAB Juiz de Fora recebeu a presença de vários ministros e desembargadores para um seminário. O que esse evento representou? WP: É um sinal de prestigio da OAB de Juiz de Fora, que com a ajuda da Escola Judicial do TRT-MG, conseguiu deslocar quatro ministros do Tribunal Superior do Trabalho para participar do seminário. Isso permite o contato e a troca de experiências com os principais magistrados da Justiça do Trabalho. CC: A subseção da OAB Juiz de Fora representa quantos advogados? WP: Aproximadamente 7400 advogados de Juiz de Fora, Rio Preto e Matias Barbosa. São 200 subseções em Minas, com mais de 100 mil advogados. Por ano, no Brasil, ingressam cerca de 30 mil novos advogados na OAB. Isso corresponde ao total de advogados da Argentina. CC: Qual é a sua opinião a respeito da prova da OAB para advogados que iniciam sua carreira? WP: O exame da ordem não é um concurso público. Portanto, sua exigência deve ser adequada ao seu propósito.

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A prova da ordem tem que exigir o mínimo que um candidato precisa para saber advogar. Se o mesmo tem condições de enquadrar uma determinada situação dentro da lei e, a partir disso desenvolver uma petição com qualidade técnica, ele está capacitado para ser um advogado. As últimas edições da prova já estão apresentando um nível de exigência correspondente à proposta. CC: A OAB Juiz de Fora possui algum trabalho junto às faculdades de Direito? WP: Quando solicitados, colocamos nossa sede a disposição das faculdades de Direito (pública ou privada). O fomento ao desenvolvimento do ensino jurídico é uma das missões da OAB. CC: A OAB Juiz de Fora possui algum encontro de confraternização com a categoria? WP: Dia 12 de agosto é o dia do Advogado. Nesta semana, nossa entidade programa vários eventos como a Assembléia Geral dos Advogados, palestras e seminários, além do tradicional Baile dos Advogados.


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Seguro empresarial é uma opção para diminuir prejuízos em caso de sinistro

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ecentemente, com os incêndios que aconteceram no centro de Juiz de Fora, muitos empresários se perguntaram quanto a necessidade de um seguro. Entretanto, apenas 20% das pequenas empresas possuem algum tipo de seguro. Para a gerente de Pessoa Jurídica do Itaú, Patrícia Sbampato, responsável pelos seguros empresariais do banco, essa baixa porcentagem reflete uma questão cultural. “O brasileiro não tem o costume de se prevenir contra acidentes. É muito difícil os empresários nos procurarem, salvo quando acontece algum caso de sinistro com pessoas próximas” afirma. Contudo, para o gerente da Mapfre Seguros, João Pinheiro da Silva Leal, a justificativa é outra. “As pessoas acreditam que os seguros empresariais são parecidos com os seguros de carro, que cobram 3% sobre o valor do veículo. Isso é um equívoco. O valor das taxas (prêmio) são de acordo com local e o tipo de atividade que a empresa realiza. O prêmio pago anualmente é mais acessível que as pessoas imaginam”, defende. Existem três tipos principais de seguros empresariais: o Patrimonial (contra incêndios, queda de raios, explosão, fumaça e outros), o de Vida em Grupo (para funcionários e suas famílias) e o de Responsabilidade Civil (para reparações de danos involuntários pessoais ou materiais). Em alguns casos, a seguradora também oferece o Plano de Assistência Empresarial, que realiza consertos de pequenos sinistros como um curto-circuito, por exemplo. Em Juiz de Fora, existem aproximadamente 40 a 60 corretores de seguro. O gerente da Liberty Seguros, Marco Aurélio de Souza, destaca que alguns cuidados devem ser tomados antes de assinar um contrato junto às seguradoras. “Primeiramente, o empresário deve observar se o corretor

possui as credenciais necessárias para o exercício do trabalho. Em seguida, buscar informações sobre credibilidade da empresa corretora no mercado e, finalmente, conhecer outros clientes que já possuem o seguro”, aconselha. As principais preocupações dos empresários são contra incêndio e roubo. Normalmente, seguros não cobrem ações de vandalismo. Mas o que fazer em casos de sinistros? Inicialmente, é preciso acionar a seguradora. Ela ficará responsável pelo envio de um profissional para fazer a perícia no local. Logo depois, registrar a ocorrência junto aos órgãos competentes. Após as primeiras horas da ocorrência do sinistro, começa a busca por informações e documentos para quantificar a perda. “A digitalização dos contratos e do sistema contábil facilitou muito a comprovação de prejuízos em casos de sinistro, porque ficou mais fácil dispor e cruzar informações.” ressalta Marco Aurélio. Enfim, João Pinheiro destaca a função social do seguro. “O papel das seguradoras é comprar os riscos de seus clientes, seja na perda de bens ou imprevistos com o negócio. É muito importante ter a tranquilidade que as garantias dos seguros proporcionam e, em caso de sinistro, ter a certeza de não arcar sozinho com os prejuízos”.

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Você sabe o que é EI e Eireli?

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os últimos anos, para combater a economia informal, o Brasil vem adotando medidas para simplificar o sistema tributário para micro e pequenas empresas. O Empreendedor Individual (EI) e Empresa de Responsabilidade Limitada (Eireli) são alguns exemplos. O EI foi instituído pela lei complementar nº 128/2008 que alterou a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. O empreendedor individual é o pequeno empresário que trabalha por conta própria e tem direito a uma série de benefícios jurídicos, tributários e sociais. Entre eles destacamos: isenção nas taxas de registro da empresa, menor burocracia, redução da carga tributária, segurança jurídica, cobertura previdenciária, condições especiais de crédito e outros. O Sebrae está acompanhando de perto o desenvolvimento deste projeto. O gerente regional da Zona Mata, João Roberto Marques Lobo, explica as condições dessa iniciativa: “ O EI possui alguns limites. Seu faturamento anual não pode ser superior a 60 mil reais e só é permitido a contratação de um funcionário. Contudo, os benefícios são muito atrativos: taxa fixa de tributos (INSS+ISS+ICMS = R$37,10/mês), emissão de alvará provisório pela internet, declaração única de faturamento anual (DAS), emissão de notas fiscais, direito de participar de licitações públicas, entre outros”. Apesar da simplicidade do processo, muitos EI estão tendo dificuldades nas prestações de contas. João Roberto revela uma situação que vem preocupando as autoridades:

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“Aqui em Juiz de Fora, 59% dos empreendedores individuais não regularizaram sua situação no DAS. É um número extremamente elevado que mostra a dificuldade dos empreendedores em organizar o sistema contábil da empresa. Isso acontece porque não é obrigatório ter um contador”, ressalta. O Eireli foi estabelecido pela Lei nº 12.441/2011. Nessa modalidade jurídica não há limites de faturamento, porém o capital social da empresa não pode ser inferior a 100 vezes o salário mínimo vigente (R$62.200). A novidade é que o patrimônio pessoal deixa de ser garantia obrigatória para os negócios, ou seja, em caso de impasses fiscais ou trabalhistas, o empresário não compromete seus bens para quitar as dívidas da empresa. Outra importante característica do Eireli é a não obrigatoriedade de um sócio para formalizar o negócio. “Antes, era muito comum às empresas terem um sócio de fechada. Este era dono uma porcentagem mínima, não tinha qualquer envolvimento ou responsabilidade com a empresa. Com o Eireli não há necessidade de ter essa pessoa vinculada ao negócio”, lembra João Roberto, gerente do Sebrae. A escolha por qualquer uma dessas modalidades jurídicas depende do tipo, das características e do estágio da empresa. A melhor maneira para fazer a opção correta é consultar profissionais especializados na área contábil e/ou jurídica.


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CNC

2012 O ano da classe B

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reais vem provocando uma maior ascensão das famílias às classes superiores, como é o caso da classe B”, disse. O economista afirma, no entanto, que é preciso ter cautela nos gastos. “Apesar de o mercado de trabalho estar ainda favorável, o forte aumento do consumo no período provocou uma significativa elevação do nível de endividamento, o qual vem comprometendo os gastos correntes, principalmente das famílias de menor renda, como as da classe C”, concluiu Fernandes. Foto: Carolina Fernandes

epois de experimentar, em 2011, uma grande movimentação social com o crescimento da classe C, o Brasil começa a ver outra classe se tornando protagonista da economia. Dados do IPC Maps, da IPC Marketing Editora, mostram que o consumo das famílias da classe B, com renda média mensal entre R$ 3.175 e R$ 6.410, deve atingir R$ 1,2 trilhão em 2012 – 8,46% a mais que no ano passado. Já a classe C deve fazer o movimento contrário, contendo os gastos, que, em 2012, devem registrar R$ 681,4 bilhões – 10,63% a menos que em 2011. Segundo o diretor da IPC Marketing Editora, Marcos Pazzini, a mesma onda migratória que deslocou famílias das classes D e E para a classe C em 2011 é a que proporciona a ascensão para a classe B. “Em 2012, a classe B passa a responder por 50% do consumo urbano do País, um recorde de participação total nos gastos”, afirmou Pazzini. O estudo IPC Maps, realizado desde 1995, calcula o potencial de consumo dos brasileiros e inclui 5.565 cidades em várias partes do Brasil. O crescimento da intenção de consumo da classe B também se nota nos últimos dez anos. Desde 2002, os gastos dessa faixa da população mais que dobraram, crescendo 147,29%. A participação no consumo total da população brasileira passou de 34,75%, em 2002, para 50% em 2012. No mesmo período, a classe C, que hoje representa mais da metade da população brasileira, chega este ano respondendo por 26,7% do consumo total. O IPC Maps calcula que o consumo total das famílias deve atingir R$ 2,7 trilhões este ano. Segundo o economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Bruno Fernandes, o expressivo aumento do consumo das famílias brasileiras está ligado ao crescimento do emprego e da renda, à maior oferta de crédito e ao bom comportamento da inflação ao longo dos últimos anos. E isso impactou também a classe B. “Mesmo em menor ritmo, a manutenção de ganhos

Bruno Fernandes, economista da CNC.


Fecomércio Minas

A hora é agora! O comércio eletrônico torna-se cada vez mais lucrativo para as empresas ao registrar aumento vertiginoso no número de negócios efetuados

Para investir A Pesquisa de Opinião do Consumidor e o Comércio Eletrônico, realizada pelo Departamento de Economia da Fecomércio Minas, apontou que os portais de notícia e as redes sociais são os sites mais acessados, com 23,6% e 21,6% das respostas, respectivamente. E, do total de entrevistados, a maioria (55,2%) realizou alguma compra na internet nos últimos 12 meses. “É um dado expressivo e revela que cada vez mais o consumidor tem optado pelo comércio eletrônico”, afirma Dias.

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omo nos mais diversos tipos de interação social, a internet trouxe mudanças radicais também para os consumidores, principalmente no que se refere à maneira de escolher e comprar aquilo que desejam. Isso torna o investimento por parte dos empresários em novas tecnologias e nas vendas por meio da rede mundial muito mais viáveis e lucrativas. De acordo com dados da empresa e-bit, em 2010 o comércio eletrônico atingiu a marca de 23 milhões de consumidores, movimentando o equivalente a R$ 13 bilhões. Um aumento significativo, se comparado aos cerca de 1 milhão de consumidores que efetuaram negócios da ordem de R$ 500 milhões em 2001. “Os empresários precisam ficar atentos a esse mercado, que cresce a cada dia e que pode gerar uma revolução em seus negócios. A hora é agora!”, ressaltou Eduardo Ângelo Gonçalves Dias, supervisor de pesquisa da Fecomércio Minas, destacando que o investimento no comércio eletrônico amplia o mercado para as empresas, permitindo negociar mercadorias com outras cidades, estados e até países.

A conveniência foi o ponto positivo mais citado pelos respondentes, com 28,6% das respostas, seguido dos preços mais baixos em relação às lojas físicas, com 19,7%. “Esses dados demonstram que o grande diferencial do comércio eletrônico são as melhores oportunidades no que diz respeito a preços e ofertas”, afirma. Além disso, a expansão da internet trouxe outros pontos que merecem destaque. Um deles é a pesquisa de preços, um dos trunfos do comércio eletrônico, por meio de ferramentas usadas pelos consumidores antes de realizar as compras. A maioria das pessoas (49,4%) utiliza o Google, o principal site de busca da internet, para pesquisar os preços. “O consumidor procura informações sobre o produto e preços compatíveis de modo a criar parâmetros para a sua compra. Desse modo, consegue um valor compatível com a sua disposição em gastar”, argumenta Dias. Em síntese, o comércio eletrônico demonstra que veio para ficar. Um dos dados que comprova a força da web é que a maior parte dos consumidores (53,5%) acessa a internet diariamente. Dentre eles, a maioria (26,1%) navega, em média, de 5 a 10 horas durante a semana. O local de acesso mais citado foi a residência, de acordo com 53,8% das respostas. “Somando-se a isso, os entrevistados que possuem banda larga representam 74,1%, um número bastante expressivo”, conclui.

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Sistema “S” Sesc - Senac - Sebrae

Programação do Sesc Minas movimenta Juiz de Fora

Divulgação SESC

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e seus familiares. E ainda tem mais. Para as férias da criançada, serão realizados projetos de esportes e lazer, como “Brincando no Sesc”, “Jogos Escolares”, “Projeto Miniférias” e outras atividades. Na área de saúde e assistência social, haverá duas oficinas, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre os perigos existentes no ato de fumar. Os projetos são: “No Sesc se respira vida - Juiz de Fora sem tabaco” e “Cigarro, não entre nessa”. As oficinas serão ministradas aos idosos, jovens e adolescentes da rede estadual de ensino. Na educação, também haverá oficinas destinadas aos alunos das escolas estaduais. Os temas abordados serão sustentabilidade e corpo humano. No âmbito cultural, será realizada a segunda etapa do “Sesc Dramaturgia”, com quatro apresentações de leituras dramatizadas do autor Nelson Rodrigues. As apresentações acontecerão em diferentes pontos da cidade. Em agosto, haverá o “Sesc na Minha Escola”, projeto das áreas de saúde, educação, cultura, esporte e lazer, com foco nos pais e estimulando a socialização e a convivência entre os grupos.

Divulgação SESC

A

programação da Unidade Sesc Minas em Juiz de Fora, está cada vez mais diversificada, atraindo a confiança de novos frequentadores. No mês de maio, foram realizadas diversas atividades que promoveram saúde e qualidade de vida. Dentre elas estão: “1ª Caminhada Sesc Saúde do Idoso”, e “Dia do Desafio”, que registrou a participação de mais de 150 mil pessoas. Também foi realizada a primeira edição do “Projeto Ação no Bairro”, em parceria com a TV Integração e demais instituições. Na oportunidade, foram atendidas cerca de três mil pessoas. Diversos serviços nas áreas de esporte, lazer, saúde e educação também foram efetuados. Em junho, o Sesc Juiz de Fora apoiou a “Meia Maratona de Juiz de Fora” e realizou a “Primeira Caminhada de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa”, no Parque Halfeld. A Unidade também promoveu, na Praça da Estação, o espetáculo de rua “Enquanto Seu Lobo Não Vem”, do Grupo Camaleão. No inicio ao mês de julho, será realizada a Festa Junina, com apresentação de quadrilhas e grupos folclóricos, além de barraquinhas de comidas típicas e música ao vivo. Tudo isso visando à integração dos frequentadores da Unidade


Sistema “S” Sesc - Senac - Sebrae

SENAC inaugura 1ª Pousada-Escola do país, em Tiradentes/MG Cursos gratuitos Recentemente, uma nova parceria foi firmada com a prefeitura de Tiradentes para a oferta de cursos de garçom, cozinheiro e camareira, dentro do Programa SENAC de Gratuidade (PSG). O prefeito de Tiradentes, Nilzio Barbosa, o presidente da Câmara Leonardo de Matos e outros vereadores compareceram ao evento para consolidar este compromisso diante da sociedade. Para o prefeito, esta reinauguração contribui para o desenvolvimento da cidade, gerando alternativas de emprego e renda e aumentando o potencial turístico do município. O presidente do Sistema Fecomércio, Lázaro Luiz Gonzaga, ressaltou a importância da nova sede em Tiradentes. “Nós queremos estar cada vez mais próximos desta cidade e dar todo suporte que for preciso”. Lázaro ainda recebeu, pela Câmara Municipal, uma homenagem com o título de cidadão honorário por todo seu trabalho e esforço dedicado à população. Após as solenidades de inauguração e homenagem, as celebrações seguiram com um saboroso almoço preparado por equipes da Hotelaria do SENAC Belo Horizonte e Hotel SENAC Grogotó, em Barbacena, sob a supervisão dos chefs Edson Puiati e Ronie Peterson. A Pousada-Escola fica na Rua São Francisco de Paula, 164 – Cascalho –Tiradentes/MG. Mais Informações pelo site www.mg.senac.br.

Presidente Lázaro Luiz Gonzaga recebendo o título de cidadão honorário de Tiradentes/MG

Divulgação SENAC

“I

naugurar uma escola é realizar sonhos”. Com estas palavras o diretor regional do SENAC Minas, José Carlos Cirilo da Silva, iniciou seu discurso, no último 23 de junho, na inauguração da Pousada Escola Senac Tiradentes. A cidade é reconhecida por ser um pólo cultural e sede de grandes eventos. O novo estabelecimento vai oferecer conhecimento prático e especializado em gastronomia e hotelaria, para toda população local e do estado. A Pousada-Escola disponibiliza seis quartos, sendo dois de alto luxo com banheiras de hidromassagem. No restaurante, os clientes encontrarão atendimento de excelência e o que há de melhor na gastronomia mineira, nacional e internacional. Diversos cursos fazem parte da programação, entre eles Garçom e Garçonete, Aperfeiçoamento para Cozinheiro, Básico de Vinhos, Decoração de Bolos, Coquetéis (Técnicas Básicas de Preparos), Cuidador de Idosos, Manicure e Pedicure. “O SENAC Minas tem aprimorado a cada dia seus serviços, com o objetivo de cumprir com excelência o seu papel social”, destaca o diretor regional José Carlos Cirilo. Ele completa informando que, em 2011, foram atendidas mais de 220 mil pessoas pelo SENAC Minas e, neste ano, a soma já passou dos 104 mil.

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Sistema “S” Sesc - Senac - Sebrae

Projeto Minas Franquia estimula o mercado de franchising no estado

F

ortalecimento da marca, uso de capital externo, ganho de escala juntos aos fornecedores, controle da rede, criação de barreiras para concorrência e obtenção de lucros. Esses são os principais benefícios da franquia, uma moderna ferramenta de gestão, na qual o franqueador concede direito de uso da marca e fornece toda a metodologia ao franqueado, cabendo a este trabalhar conforme o conceito da matriz. Também possibilita acentuada redução dos erros mais comuns cometidos no início de um novo negócio. Para o franqueador, representa a oportunidade de fazer crescer e tornar sua marca mais conhecida. Atualmente, o sistema de franquia se transformou numa das formas mais modernas de comercialização de produtos e prestação de serviços. A parceria entre franqueadores e franqueados significa a colaboração integral entre empresas jurídicas financeiramente independentes, que querem expandir os negócios com o máximo de eficiência, na busca de melhores resultados econômico-financeiros, que geram expressivos impactos sociais no crescimento da renda e do emprego. Iniciativa do Sebrae-MG, o Projeto Minas Franquia tem o objetivo de estimular o mercado de franquias no estado de Minas Gerais, oferecendo às micro e pequenas empresas outras oportunidades de expansão dos negócios. O projeto contribuirá para fomentar o sistema de franchising no estado e estruturar empresas com potencial de crescimento para que se tornem franqueadoras, nos termos estabelecidos pela Lei do Franchising (Lei Federal 8.955/94).

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O projeto é formado por três etapas. Inicialmente, a empresa que deseja se tornar franqueadora deve preencher um questionário e aguardar a visita técnica da equipe do Sebrae-MG, que analisará o enquadramento da candidata. Em seguida, é feita a preparação da documentação de franquia, com elaboração da circular de oferta e do contrato padrão de uma franquia. Por último, acontece o evento de entrega dos documentos e a divulgação dos novos franqueados no site do Sebrae-MG. Existe ainda a possibilidade de participação em feiras e eventos promovidos pelo Sebrae-MG e pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). Visite o Ponto de Atendimento do Sebrae-MG em Juiz de Fora: Av. Olegário Maciel, 436 – Santa Helena ou ligue 3257-4712.


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Ações de Representativi d a d e

Seminário de Empregabilidade apresenta as oportunidades do mercado de trabalho

Waldez Ludwig

Mesa Redonda

Flávia Carneiro Diogo Garcia (Ecaderno.com), Sergio Costa (Sindicomércio-JF) e Emerson Laender (Partner Produções)

O

Sindicomércio-JF, o Ecarderno e a Partner Produções realizaram no último dia 23 de junho o Seminário de Empregabilidade (SEMPRE). O evento reuniu aproximadamente 300 pessoas para discutir e apresentar as oportunidades do mercado de trabalho. Após as boas vindas aos participantes, o consultor e conferencista em gestão empresarial, Waldez Ludwig, iniciou os trabalhos do dia. Sua palestra apresentou as características do profissional do futuro. Para o consultor, os profissionais que possuírem gestão colaborativa, conhecimento, liderança, ética, responsabilidade social e sustentabilidade vão naturalmente se destacar no mercado. Com carisma e descontração, Ludwig mostrou a importância do planejamento profissional. “O candidato deve buscar uma empresa que esteja de acordo com o seu perfil, para que seu trabalho seja produtivo e realizador.” Dando continuidade ao SEMPRE, Carolina Stilhano, gerente de comunicação da Catho Online, falou sobre a carência e a busca do mercado por profissionais diferenciados. “Estes profissionais são aqueles que vão além das habilidades técnicas. Para as empresas, as habilidades comportamentais como resiliência, facilidade de trabalhar em equipe e ter um espírito empreendedor também contam”.

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Fotos: Amanda Coutinho / Emerson Laender

Carolina Stilhano

Ela acrescenta: “Hoje, o networking é primordial. A indicação é a principal forma de fomento do mercado de trabalho. Cerca de 40% das contratações são por meio de indicações”, afirma. O período da tarde foi marcado pelas discussões propostas pela mesa redonda. Mediada pelo radialista José Carlos Araújo, a mesa contou com a participação do secretário de planejamento da Prefeitura de Juiz de Fora, André Zuchi, do diretor da Wabtec, Jorge Moraes e como a RH da AFFERO, Juliana Mello. Um dos assuntos abordados pela mesa foi a desorganização da relação entre empregador-empregado. “As pessoas não sabem onde estão às empresas e as empresas não sabem onde estão as pessoas”, afirma André Zuchi. Para concluir os trabalhos do dia, a coach e consultora de carreiras, Flávia Carneiro palestrou sobre quais direções o jovem profissional deve seguir para desenvolver uma carreira de sucesso. “Inicialmente, o autoconhecimento é fundamental, porque aponta nossas aptidões e desejos. Depois é preciso estudar e buscar todo tipo de informação. Conversar com as pessoas que admiramos é uma boa estratégia. Trabalhe com excelência, faça o melhor que você pode. Assim, seu trabalho será reconhecido”, conclui.


GRAFICA CENTRAL

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Ações de Representativid a d e

Sindicomércio-JF realiza almoço com empresários e contabilistas

P

o a o programa Fatos em Foc omércio) em entrevista par dic (Sin l sse Mu Rui e eda ulv Nício Garcia, Marcelo Sep

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Arquivo Sindicomércio

ara comemorar o Dia do Contabilista e o aniversário da cidade, o Sindicomércio-JF promoveu um almoço com empresários e contabilistas, no dia 31 de maio. O evento aconteceu no salão do Fátima Buffet e foi prestigiado por mais de 250 convidados, entre empresários associados, contadores e outras representações. O presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, em sua saudação de boas vindas, reconheceu o papel do segmento contábil para as empresas na atuação como seus assessores. Exaltou a satisfação em promover eventos como esse e agradeceu a parceria da FECOMÉRCIO-MG, com o apoio de seu presidente, Lázaro Gonzaga. Palestra e sorteios de prêmios foram algumas das atrações programadas para a tarde. O palestrante Gilmar Claret, consultor do Sebrae/MG, fez uma breve apresentação sobre as mudanças que estão acontecendo no mercado e influenciando na economia. Ele apontou quais posturas devem ser tomadas pelos empresários diante dos desafios.


A ç õ e s d e Re p r e s e n t a t i v i d a d e

Após o almoço, o superintendente do Sindicomércio, Sergio Costa, deu início ao sorteio. Para os presentes, duas diárias na Estalagem das Minas Gerais, SESC Ouro Preto e duas diárias no Hotel Senac Grogotó, em Barbacena, ofertas pelas Entidades, e ainda, uma TV LCD 32’, oferecida pelo Sindicomércio. Também foram sorteados impressoras multifuncionais e notebooks, respectivamente ofertados pela Palimontes e Fecomércio/MG, para as empresas filiadas e seus respectivos contadores, que estivessem em dia com suas contribuições. Os prêmios aos presentes foram entregues no local e os demais entregues na sede do Sindicomércio. Arquivo Sindicomércio

Conheça os premiados

(SENAC) André Luiz Cravalho M Assessoria Contábil) (SL as Luc ião ast Seb

Alexandre Tass (S indicomércio) Luiz Cláudio Coirtê s (Cortês Consultor ia e Assess

oria)

io) Nício Garcia (Sindicomérc arten e CIA) Antônio Borges (Schuwden te Sindicomércio) Emerson Beloti (Presi

Cíntia Gomes (SE C) Sílio Marcos BorgeNA s (Palim

iados) (AC Contadores Assoc Sidney V. Camposico o) rci Ruy Mussel (Sind mé

ontes)

sos) (2º Tabelionato de Proces Ulysses M. de Souzaom io) Sergio Costa (Sindic (Coérc dor) Ricardo V. de Barros omnta ércio) dic (Sin is Ass e ilen Ros

dor da DBX) Manoel Vicente (Conta io) Sergio Costa (Sindicomérc

Pedro Gasp o (Contador) Sergio Costaarettind icomércio) Denis Almeida(S(D LV Informática)

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Ações de Representativid a d e

Sindicomércio-JF firma mais uma importante parceria

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Arquivo Sindicomércio

E

m virtude da demanda crescente por registros de marcas e patentes, e a grande procura por indicação a esse tipo serviço, o Sindicomércio-JF buscou uma empresa conceituada no país para instituir uma nova parceria. No último dia 12 de junho, o presidente do SindicomércioJF, Emerson Beloti, juntamente com a diretora da Vilage Marcas e Patentes, Raquel Amorim, assinaram acordo que prevê descontos e orientações em assuntos relacionados à propriedade intelectual, direito de uso de marcas e patentes. “Por muitas vezes, os empresários se esquecem de proteger suas marcas por estarem consolidadas no mercado. Por isso, havia necessidade de procurar uma empresa parceira, a fim de discutir essas questões” ressalta Beloti. A empresa Vilage foi escolhida devido a sua credibilidade e qualidade nos serviços prestados. A instituição possui 26 anos de mercado e conquistou, em 2008, o certificado ISO 9001. “Os associados do Sindicomércio-JF podem contar com toda a estrutura e serviços da Vilage Marcas e Patentes. A parceria tem o propósito de levar aos associados

Raquel Amorim (Vilage Marcas e Patentes), Emerson Beloti (Presidente Sindicomércio-JF)

informações sobre propriedade intelectual, além de ressaltar a importância do registro da marca e a proteção da empresa”, afirma Raquel Amorim. Para usufruir dessa parceria e contar com os preços negociados entre a entidade e a Vilage, as empresas associadas deverão entrar em contato com o Sindicomércio-JF pelo telefone (32) 3215-1317.


A ç õ e s d e Re p r e s e n t a t i v i d a d e

Sindicomércio-JF participa da confraternização anual do Hospital Albert Sabin

Arquivo Hospital Albert Sabin

C

om o objetivo de celebrar sua fundação e sucesso na prestação de serviços de assistência a saúde, o Hospital Albert Sabin reúne anualmente autoridades e representantes da sociedade em um encontro para troca de ideias e informações. O evento foi realizado dia 9 de junho, no Marcellu’s Aero. Estiveram presentes na comemoração dos 20 anos do hospital diretores, membros da Renan Parrot (gerente comercial da TV Alterosa), Emerson Beloti (presidente do Sindicomércio-JF), Célio Carneiro (diretor financeiro classe médica, representantes do do Albert Sabin), Floriano Antônio Quaresma (presidente do Hospital Albert Sabin) Leomar Delgado (presidente Sinduscon) poder executivo, legislativo e judiciário, empresários. de serviços de saúde, para se manter como referencial em O presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, desenvolvimento na região. O trabalho do presidente Floriano também prestigiou o evento. Ele destaca a importância desse Antônio Quaresma junto com sua diretoria, faz do Hospital tipo de encontro para a cidade. “É fundamental e estratégico Albert Sabin um exemplo de excelência em gestão na região para Juiz de Fora continuar a dispor e investir na prestação da Zona da Mata”.

SINDICLUBES recebe carta sindical com representatividade estadual A cerimônia foi realizada no salão Cristal do Cascatinha Country Club. Diversas autoridades e sindicatos marcaram presença. Para o diretor do Sindicomércio-JF, Nício Fortes Garcia, esse título significa uma grande responsabilidade e também um desafio. “É a oportunidade para os sindicatos do interior mostrarem sua força e trabalho”, afirma.

Arquivo Sindiclubes

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m uma cerimônia solene realizada no último dia 31 de maio, o Sindicato dos Clubes Culturais, Recreativos, Esportivos e Sociais de Minas Gerais (SINDICLUBESMG), com sede em Juiz de Fora, recebeu a carta sindical de representação a nível estadual. São 853 municípios, incluindo a capital, com aproximadamente 4.000 clubes e agremiações representadas. Para o presidente do SINDICLUBES-MG, Marcelo Guedes Barra, a carta sindical é uma grande conquista, fruto de um longo trabalho. “Contamos com apoio de muitos amigos, de toda nossa diretoria nos momentos de dificuldade e alcançamos nosso objetivo. Tivemos ajuda do Deputado Federal José Silva, fundamental neste processo de ampliação da base territorial. Agora é seguir em frente, buscando o crescimento e a valorização ainda maior dos clubes de Minas Gerais”, comemora.

Marcelo Guedes Barra (SINDICLUBES-MG), Deputado Federal José Silva e Nício Fortes Garcia (Sindicomércio-JF)

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Ações de Representativid a d e

Associado recebe homenagem no aniversário da cidade

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Arquivo Sindicomércio

E

m comemoração aos 162 anos de Juiz de Fora, 28 personalidades foram homenageadas pela Prefeitura de Juiz de Fora com o Mérito Comendador Henrique Guilherme Fernando Halfeld. Entre elas, o proprietário da rede de supermercados Pais e Filhos, Marco Antônio Fernandes, empresa que é associada ao Sindicomércio-JF. A solenidade aconteceu no dia 31 de maio, no mirante do Morro do Imperador. Empresários, autoridades e representantes comunitários estiveram presentes. O presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, prestigiou o evento e ressaltou a importância de receber esta homenagem: “Henrique Halfeld foi um dos fundadores de Juiz de Fora. Engenheiro e político, tinha um grande influência na região. Receber esta honraria significa o reconhecimento daqueles que trabalham pelo engrandecimento da nossa cidade”, explica. O Mérito Comendador Henrique Guilherme Fernando Halfeld é a maior honraria do município. A medalha é concedida àqueles que defendem os interesses culturais, sociais, econômicos, políticos e humanísticos de Juiz de Fora.

Ao centro o homenageado da noite Marco Antônio Fernandes, sua esposa Joana D´Arc Fernandes e o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti.


História dos Associados

Gomes Metalúrgica

Arquivo Sindicomércio

Arquivo Gomes Metalúrgica

U

ma das lojas mais tradicionais de Juiz de Fora é a Gomes Metalúrgica. Pioneira do setor de material elétrico e hidráulico na cidade, sua história começou no início da década de 60, com Wenceslau Gomes Nogueira. Inicialmente, a loja surgiu para vender as caixas de padrão produzidas pela fábrica da família, a Indústria Gomes Metalúrgica, localizada no bairro Nova Era. Hoje, ela conta com mais de 6.000 itens diferentes e com aproximadamente 100 fornecedores. Para Caio Machado Nogueira, neto de Wenceslau e filho de Carlos Henrique Nogueira, o diferencial de sua loja é o atendimento ao cliente. “As pessoas passam na frente de vários concorrentes até chegar a nossa loja. Isso é mais do que motivo para tratá-los bem. Aqui, trabalhamos com a solução do problema e não simplesmente com a venda”. Assim, além da orientação aos 13 funcionários presentes na loja, a Gomes Metalúrgica trabalha em parceria com 25 profissionais entre eletricistas e bombeiros hidráulicos. O objetivo é fidelizar os clientes. “Como nosso setor está sempre em manutenção, a concorrência incentiva a melhoria contínua”, afirma Caio. Hoje, a Gomes Metalúrgica conta com duas lojas. A primeira, localizada na Rua Santa Rita, 273. A segunda (Gomes Iluminação), no Spazio Design, na Rua Ladeira Alexandre Leonel, 141 – Estrela Sul.

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Coluna do Procon

Procon prevê importantes projetos para o próximo semestre

Conexão Comércio: Quais são os projetos do Procon para o segundo semestre de 2012? Carlos Gasparete: O principal projeto para os próximos meses é a instalação de uma parte do Juizado de Pequenas Causas dentro do Procon. O objetivo é facilitar e agilizar os processos de maneira geral. Atualmente, recebemos uma média de 160 reclamações por dia. Destas 72% possuem solução imediata, enquanto 28% carecem de audiências. CC: Até o memento, quantos funcionários o Procon possui para o atendimento junto ao público? CG: São 30 pessoas mais dois advogados. Os atendimentos são realizados aqui na sede, por telefone e através da unidade móvel. CC: A unidade móvel do Procon é um projeto recente. Quais são seus objetivos e quais bairros já foram visitados? CG: A unidade móvel já funciona a mais de 120 dias. Bairros como Benfica, Santa Luzia, Caiçaras e Barbosa Lage já foram visitados. O objetivo deste projeto é levar o Procon até as pessoas, garantindo o atendimento àquelas que possuem dificuldade de locomoção. CC: Quais são os principais focos de atuação do Procon? CG: Ações preventivas e orientação. Queremos transmitir informações de maneira simples e correta, para que as normas do Código de Defesa do Consumidor sejam cumpridas. Nosso objetivo não é punir as empresas, mas garantir o direito dos clientes. Acredito que a orientação deve ser realizada de forma particular, atendendo as características de cada setor. Assim, 90% das reclamações seriam evitadas.

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CC: O Sr. considera que as empresas e consumidores estão mais conscientes de seus direitos e deveres? CG: Sim, sem dúvida. As pessoas estão mais cientes de seus direitos e deveres. Isso é resultado do acesso à informação de forma rápida. CC: Houve um crescimento no último ano no número de reclamações? CG: Sim. De acordo com os últimos dados que tenho em mãos de maio/2010 a maio/2011 foram 20.608 reclamações. Já de maio/2011 a maio/2012 foram 24.400 reclamações, um aumento percentual de 18,4%. Isso é considerado muito alto, porque a estrutura não cresce de acordo com a demanda. CC: Que segmentos receberam o maior número de reclamações? CG: Telefonia (fixo, móvel, internet); bancos (públicos e privados) e o comércio (diversos setores). As principais reclamações envolvem cobrança indevida, defeitos, quitação antecipada, troca de mercadorias, falta de preço ou preço errado, entre outros. CC: O Procon promove palestras com temas relacionados ao direito do consumidor (em geral), orçamento doméstico e planejamento financeiro. Qual o calendário? Quem é o público-alvo? Como as pessoas podem se inscrever? CG: Este é outro importante projeto que realizamos. O público alvo são os consumidores e as empresas de diversos segmentos. As palestras não possuem calendário fixo, são agendadas de acordo com a demanda e divulgadas em nosso site antecipadamente. Em breve, realizaremos cursos e apostilas de orientação quanto ao superendividamento, problema recorrente nas famílias devido à facilidade de crédito no mercado.

Arquivo Sindicomércio

A

fim de contribuir com informações diversas para comerciantes e consumidores, a Revista Conexão Comércio traz nesta edição a Coluna do Procon. O objetivo é apresentar projetos relevantes para o setor comercial. A Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) é um órgão público municipal, que nos últimos anos vem diversificando sua atuação através de parcerias e convênios com outras instituições. Por isso, inicialmente, vamos conhecer um pouco sobre sua estrutura e projetos para o segundo semestre de 2012. Em entrevista concedida à Revista Conexão Comércio, o superintendente do Procon/JF, Carlos Alberto Gasparete, expõe os desafios enfrentados pela entidade na busca pelo entendimento nas relações de compra e venda.

Carlos Antônio Gasparete, Superintendente do Procon


Coluna do Empreendedor

Como ser um empreendedor? a frente da loja. Seria natural que eu assumisse a empresa da família. Porém, o momento era outro. A concorrência era maior e o mercado mais exigente. Inovar tornou-se uma condição crucial para a sustentabilidade do negócio.” Neste momento, o jovem administrador buscou parcerias que pudessem agregar valor a empresa. Recentemente, a Ótica Manchester se associou as Óticas Carol, uma das maiores redes de óticas do Brasil.

Banco de Imagens

D

iante de um mercado cada vez mais amplo e competitivo, muitos jovens desejam ter o próprio negócio. O desafio é sempre vencer a falta de experiência pela criatividade e empenho. Determinadas, as fisioterapeutas Luciana Clemente e Ana Paula Nogueira resolveram criar a Reabilitar: “A Luciana sempre teve um espírito empreendedor. Quando formamos há seis anos, ela me propôs abrir este negócio. Na época, nenhuma clínica de fisioterapia de Juiz de Fora atendia a domicilio ou em empresas. Existiam apenas profissionais liberais. Nosso trabalho é diferente porque levamos toda a estrutura da clínica até ao cliente” ressalta Ana Paula. Boas ideias não bastam, é preciso colocar em prática. Neste momento, Vanessa Quirino, proprietária do Dharma SPA Urbano, tive a iniciativa de procurar as orientações do Sebrae. “Quando descobri o ramo do relaxamento e bem estar, precisei estudar para entender meu negócio. É fundamental buscar todo tipo de informação, conhecer o melhor e o pior que há no mercado.” O Dharma é o primeiro SPA urbano em Juiz de Fora. Já para o administrador Ricali Pereira Rodrigues o desafio foi outro: Inovar um negócio com 35 anos de tradição. A Ótica Manchester é uma das primeiras empresas do setor em Juiz de Fora. “Cresci vendo o meu pai (Ilacir Esteves Rodrigues)

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Revista Conexao Comercio 5a edicao  

Revista do Sindicato do Comercio de Juiz de Fora

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