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mensagem do PRESIDENTE

Sindicomércio-JF

Prezado(a) leitor(a), Muitas ações dependem do poder público para que nossa cidade possa ser revitalizada e proporcione ao consumidor contribuinte uma melhoria, a fim de que tenha gosto de vir à região central ou ir a bairros onde a atividade comercial vem crescendo. Existem ruas e avenidas no centro comercial de Juiz de Fora que são de fundamental importância para o comércio e para seus habitantes. Entre elas, gostaria de tecer comentários da avenida Getúlio Vargas. Duvido muito que seja a avenida referência do juiz-forano para indicar como cartão postal de nossa cidade. Isso porque falta vontade política para atacar o problema desta avenida de frente, como outras administrações passadas não fizeram. Não quero cometer nenhuma injustiça, então, é bem verdade que o prefeito Carlos Alberto Bejani, de fato, melhorou, em sua gestão, a iluminação, que já era precária. A avenida Getúlio Vargas é um corredor de fundamental importância para Juiz de Fora. Circulam ônibus, veículos, pedestres, camelôs, carroças de todos os tipos, caminhões etc. Enfim, é uma avenida, hoje, completamente tumultuada e infelizmente todos ajudam para que ela fique pior. Tem iluminação deficiente, como todas as ruas do Centro, mas, como é uma avenida de fundamental importância, fica evidente sua precariedade. São mais de 500 lojistas nessa avenida que reclamam, com justa razão, do descaso do poder público e de seus legisladores que não cobram. Já se fala, há muito tempo, sobre a revitalização e sobre um local digno e central para abrigar os mais de 200 ambulantes registrados e assim desobstruir os passeios dessa avenida para o pedestre, que pede socorro. No entanto, recentemente, o jornal Tribuna de Minas, publicou que o poder público está querendo cadastrar os outros 200 ambulantes que não possuem permissão para exercer esta atividade. É cômico verificar que este procedimento, como em outras vezes, é empurrar mais uma gestão com a barriga. Infelizmente é assim que os políticos vão perdendo crédito, pois ao invés do Executivo e do Legislativo da cidade se preocuparem com esta situação vão dando foco a outros fatos. Existem muitos caminhos para melhoria nesta avenida, como permutar o IPTU com o lojista, para a adequação de uma calçada padrão; adequar o trânsito para o volume de circulação de veículos; fazer a calçada ser somente do pedestre e educar para que esses pedestres atravessarem somente na faixa de segurança; melhoria da iluminação pública; melhoria da segurança, especialmente à noite. Enfim, são muitas atitudes, mas, como disse, é necessária cobrança, não só das instituições como o Sindicomércio, mas também de todos os eleitores da cidade. O assunto continua em uma Reportagem Especial, nas páginas 6 e 7 desta edição. Desafios existem. E aí cabe a pergunta: vamos esperar até quando? Uma ótima leitura!

Emerson Beloti de Souza Presidente do Sindicomércio - JF

Duvido muito que seja a avenida referência do juiz-forano para indicar como cartão postal de nossa cidade.”


Índice Expediente:

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Conselho Editorial Emerson Beloti de Souza Sergio Costa de Paula Aline Furtado Jornalista Responsável Aline Furtado – MTb 09105/MG

06 Reportagem Especial Avenida Getúlio Vargas - Revitalização é a saída para a desorganização

Colaboradores Célio Faria de Paula Daniel Jannotti Lili Guilherme Almeida Tiago da Costa Carvalho A Revista Conexão Comércio não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos assinados, já que os mesmos expressam apenas o pensamento dos autores, não representando, necessariamente, a opinião da direção da revista. Caso necessário, a direção se reserva no direito de resumir os artigos. Os espaços publicitários são de inteira responsabilidade dos anunciantes. Fotografias Foto Noturna Juiz de Fora: Kempton Vianna

26 Capa Páscoa – Mudanças para atender ao consumidor

Algumas fotografias utilizadas nesta edição foram gentilmente cedidas por entidades creditadas. As fotografias utilizadas nos espaços publicitários são de responsabilidade dos anunciantes. Imagens Shutterstock.com Departamento Comercial Sana Keller (32) 9198-0535 Projeto Gráfico e Diagramação ArtWork Propaganda (32) 3215-7075 Periodicidade: Trimestral Tiragem: 3.000 exemplares Impressão: Gráfica Central

01 – Mensagem do Presidente 04 – Notas 08 – Coluna do Advogado 09 – Coluna do Contador 10 – Artigo Especial 38 – Ações de Representatividade 44 – Novos Associados 48 – História dos Associados 50 – Espaço Saúde 52 – Motivacional

Contato Telefone: (32) 3215-1317 E-mail: sindicomerciojf@sindicatodocomercio.org.br Site: www.sindicomerciojf.org.br Facebook: Sindicomércio-JF Twitter: @sindicomerciojf Endereço: Avenida Rio Branco 2.588/5º andar Centro - Juiz de Fora – MG Funcionamento: de segunda a sexta, de 8h30 às 18h30

Diretoria 2014 / 2018 Emerson Beloti de Souza Presidente Nício Fortes Garcia 1º Vice-presidente

Errata - Na página 48 da edição anterior, foi citado que a ACL Comercial Elétrica está há 20 anos no mercado. Na verdade, a empresa completou, em agosto de 2015, 30 anos, tendo sido inaugurada em 1985. - Na página 2 da edição anterior, consta que a impressão da revista foi feita pela Gráfica Central, onde deveria constar Gráfica América.

Rui Mussel da Silva 2º Vice-presidente Oddone Villar Turolla 3º Vice-presidente Paulo Roberto Lopes 4º Vice-presidente

Carlos Alberto Martins de Pinho 2º Secretário Lucimar Las Casas Oliveira 3º Secretário Alexandre Tassi Brugiolo 1º Tesoureiro Gilson Guimarães Peixoto 2º Tesoureiro Zênio Fernandes Filho 3º Tesoureiro

Marcelo Rodrigues Sepúlveda Sergio Costa de Paula 1º Secretário Superintendente


Notas 06

Congresso Nacional dos Sindicatos Patronais será realizado em Blumenau Estão abertas as inscrições para o 32º Congresso Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, que será realizado entre os dias 25 e 27 de maio, no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC). O tema geral do evento será “O Sindicalismo na era da inovação”. A programação do congresso conta com palestras, apresentação de práticas bem sucedidas de sindicatos em todo o Brasil, exposições e workshops. A 32ª edição do CNSP será realizada pelo Sindilojas Blumenau, tendo como parceiros Sincavi e Sincofarma do Vale do Itajaí, Sindilojas Gaspar, Sinpeb do Alto Vale, Sindasseb, Secovi, Sincor e Sirecon de Blumenau. Para saber mais sobre o evento, acesse o site http://www.32cnsp.com.br/. Divulgação

Famílias brasileiras começaram o ano endividadas A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou que aumentou, em janeiro, o número de famílias com dívidas tanto na comparação mensal como na anual. O percentual alcançou 61,6% este mês – superior aos 61,1% observados em dezembro de 2015 e aos 57,5% registrados no mesmo período do ano passado. A proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso e das que relataram não ter condições de pagar suas contas em atraso também aumentou em ambas as bases de comparação. O percentual de famílias inadimplentes cresceu de 23,2%, em dezembro de 2015, para 23,7% em janeiro de 2016 – o maior patamar

desde setembro de 2011. No mesmo período do ano passado o índice era de 17,8%. A proporção das que declararam não ter condições de honrar as dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes atingiu 9,0% em janeiro, ante 8,7% em dezembro de 2015 e 6,4% registrados no mesmo período do ano passado.

Fonte: CNC


Notas 07

Tributação sobre chocolate, sorvete e cigarro vai aumentar arrecadação A partir de 1º de maio, chocolates, sorvetes e fumo picado ou de rolo passam a recolher o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) com um percentual sobre o preço de venda e não mais em centavos por unidade de medida. As alterações na cobrança do IPI devem elevar a arrecadação em R$ 641,69 milhões para o ano de 2016; R$ 1,06 bilhão para o ano de 2017 e R$ 1 bilhão para o ano de 2018. Os chocolates e sorvetes estarão sujeitos a uma alíquota de 5% e o fumo solto ou de rolo, a uma

alíquota de 30%. Até então, os chocolates estavam sujeitos a uma tributação de R$ 0,09 (chocolate branco) e R$ 0,12 (demais chocolates) por quilo. Os sorvetes de dois litros sujeitavam-se a um imposto de R$ 0,10 por embalagem. O fumo picado, por sua vez, estava onerado em R$ 0,50 por quilo. As mudanças estão no Decreto nº 8.656, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, no dia 29 de janeiro.

Distribuidoras de medicamentos crescem 18% em 2015 As empresas distribuidoras de medicamentos faturaram 18% a mais em 2015 na comparação com o ano anterior – um total de R$ 11,6 bilhões, segundo dados do IMS Health e da Abradilan, associação que representa o segmento. No ano passado, foram comercializadas cerca de 700 milhões de unidades de medicação em todo o país, resultado 10,5% maior que o registrado em 2014. O número reflete o consumo das pequenas e médias redes de farmácias atendidas pelas empresas distribuidoras de remédios – elas representam cerca de 79% de todo o mercado nacional. Fonte: Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar)

Fonte: Agência Brasil


Reportagem Especial 08

Avenida Getúlio Vargas Revitalização é a saída para a desorganização

Motos estacionadas de maneira irregular, veículo estacionado entre barracas de ambulantes, pedestres caminhando pela avenida Sindicomércio-JF

Ônibus, carros, motocicletas, bicicletas, barracas de camelôs, pedestres para lá e para cá, pontos de ônibus lotados... Estamos descrevendo uma das maiores avenidas de Juiz de Fora, com seus mais de 800 metros de extensão, a avenida Getúlio Vargas. A via abriga também vários edifícios de valor histórico para Juiz de Fora, como o edifício do Banco de Crédito Real de Minas Gerais, o prédio que abrigou o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora, o prédio que abrigou a antiga fábrica Bernardo Mascarenhas, entre outros. Mas essa beleza passa despercebida para a maioria dos que passam por um dos principais corredores de Juiz de Fora devido ao ritmo intenso da avenida, que corta várias ruas entre a rua São Sebastião e a rua Espírito Santo. O aglomerado de pessoas, o tráfego intenso de ônibus e carros, a presença de várias barracas de ambulantes, veículos estacionados em local proibido... Tudo isso acaba por trazer problemas. “A avenida possui todos os problemas possíveis, que acabam resultando em uma enorme desorganização. Diferentemente do Calçadão, não dá orgulho de chamar

um visitante para conhecer a avenida Getúlio Vargas”, aponta o presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti. “Isso aqui parece terra de ninguém. Não precisa ficar muito tempo na avenida Getúlio Vargas para flagrarmos muita gente atravessando em local proibido. Não há respeito no trânsito. Sem falar que à noite a iluminação é precária, o que traz insegurança para quem passa e para quem trabalhar aqui”, destaca um comerciante que não quis se identificar. Mas há previsão de que a avenida passe, em breve, por uma revitalização. “Estamos com um projeto de revitalização de toda a extensão da via aprovado pelo Ministério das Cidades, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento [PAC] desde março de 2013”, aponta o secretário de Transporte e Trânsito de Juiz de Fora, Rodrigo Tortoriello. Segundo ele, o processo está em andamento, dependendo apenas do repasse de R$ 31 milhões para que as obras tenham início. “Não há como garantir, mas nossa expectativa é que comecem ainda este ano.” De


acordo com a assessoria da Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra), o montante inclui intervenções como calçadões e calçadas da área central da cidade, avenidas Getúlio Vargas, Francisco Bernardino e Andradas, além da rua da Bahia. Para a Getúlio Vargas, o projeto prevê a organização do trânsito, a melhoria de calçadas e a ordenação dos pontos de embarque e desembarque.

Pontos de ônibus Entre as alterações que deverão ser feitas na Getúlio Vargas está a melhoria dos pontos de ônibus, que hoje funcionam em calçadas estreitas e sem infraestrutura adequada. “Sabemos que os pontos de embarque e desembarque não oferecem conforto aos usuários do transporte coletivo, e essa é uma das nossas preocupações quando formos reordenar os pontos de ônibus.” O secretário explica que está prevista a ampliação das calçadas, já que o fluxo de pedestres é intenso na região. Além disso, Tortoriello prevê que a revitalização deverá colaborar com relação à conscientização da população no que diz respeito à segurança dos pedestres. “Podemos desenvolver uma campanha educativa junto à população, a fim de incentivar o respeito aos locais de travessia, evitando, assim, riscos.”

Pessoas caminhando pela avenida e atravessando fora da faixa de pedestres Sindicomércio-JF

Fiscalizações frequentes O representante da pasta afirma que na avenida são realizadas fiscalizações constantes quanto a estacionamento de veículos. “Não temos como quantificar ações e resultados porque não contabilizamos por ruas e avenidas, mas posso afirmar que a área recebe ações rotineiras. Mas destaco que as pessoas precisam se conscientizar e usar o bom senso, respeitando as leis, não prejudicando, assim, a coletividade.”

Processo licitatório

Pessoas atravessando fora da faixa de pedestres, ciclista na contramão Sindicomércio-JF

A ocupação da avenida pelos ambulantes é visível por quem passa por lá. Para regularizar a situação do segmento em toda a cidade, a Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) vem trabalhando no sentido de desenvolver um processo licitatório. Para isso, foi realizado, recentemente, um levantamento que apontou que em toda a cidade, dos 417 pontos de vendas ambulantes, 45% estão em situação irregular, o que pode envolver falta de licença ou autorização para funcionamento emitida apenas em caráter provisório. A intenção da pasta é apresentar uma nova lei à Câmara Municipal de Juiz de Fora, criando um marco regulatório, a partir da revogação de todas as leis criadas anteriormente, o que contribuiria para a democratização dos pontos, assim como a organização do espaço urbano. Pontos de ônibus lotados Sindicomércio-JF


Coluna Advogado

Arquivo pessoal

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Uso do celular na jornada de trabalho.

É possível proibir? Daniel Jannotti Lili Advogado sócio da Rubens Andrade Advogados; Consultor e instrutor do SEBRAE MG nas áreas de legislação aplicada, comercial e licitações - OAB/ MG: 99.587

Muitos empresários possuem dúvidas sobre a possibilidade da proibição do uso de celulares pelos funcionários no ambiente de trabalho e os limites que cercam seu poder de direção quanto ao referido tema. No entanto, a Justiça do Trabalho tem decidido, a nosso ver, de forma acertada, que as empresas podem, sim, proibir o uso do celular durante a jornada de trabalho, julgando de forma favorável aos empregadores discussões que envolvem o tema, e mantendo demissões por justa causa ou negando indenizações a trabalhadores que se sintam lesados. Assim, havendo norma interna que disponha de forma clara sobre a proibição e de conhecimento amplo de todos, caso haja infração pelo funcionário quanto ao uso arbitrário do aparelho celular durante a jornada de trabalho poderá ser punido por sua conduta contrária às normas diretivas da empresa, sendo tal ato considerado de insubordinação e indisciplina. O ato de proibição quanto ao uso do celular pode ter como justificativa afastar o risco de acidentes nas atividades em que é exigido maior nível de atenção, tais como operações com máquinas pesadas, equipamentos que possam gerar riscos, bem como espionagem industrial e vazamento de informações. Cabe ressaltar que a proibição deve ser expressa, por meio de regimento interno, contrato de trabalho individual ou circular direcionada aos funcionários. Em casos de uso de aparelho celular corporativo, o funcionário deve ser cientificado que o mesmo é de utilização estritamente profissional.


Coluna Contador 11

No exercício cotidiano da profissão contábil há décadas, desenvolvendo as rotinas pertinentes a Ciências Contábeis nos segmentos econômicos da cidade e região, não me surpreendo mais com a voracidade dos órgãos de arrecadação em aumentar a carga tributária e as obrigações acessórias de seus contribuintes. Mas fico indignado ao perceber a passividade com que os empresários recebem esse portentoso impacto no desenvolvimento de seus negócios, reduzindo os seus minguados resultados econômico e financeiro. O aperfeiçoamento nos mecanismos de cobrança dos débitos tributários, com a utilização dos recursos oriundos da informática, e o sistema de tributação simplificado, onde as empresas são seduzidas a pagar os seus impostos com base na receita bruta, são os grandes responsáveis pelos recordes na arrecadação. Cobrar impostos sobre a receita bruta é no mínimo imoral, considerando que essa base de cálculo não pressupõe resultado econômico. Todavia, essa simplificação foi fruto apenas da imaginação dos tecnocratas de plantão, pessoas que nunca esfregaram a barriga no balcão de uma loja ou pisaram no chão de uma indústria. Responsável por desvendar e implantar o emaranhado de processos legais que envolvem essa questão tributária, o profissional ou empresa contábil deverá ser o principal parceiro para amenizar os efeitos da carga tributária vigente. Anualmente, com base nas informações contábeis e fiscais do ano anterior e as previsões para o ano seguinte, deverão ser feitas simulações e análises junto aos empresários, na escolha da melhor opção tributária. Infelizmente, observo que essa prática não acontece na maioria das empresas, ficando a cargo desses profissionais a escolha da melhor opção tributária. Diante do descaso ou importância aos serviços contábeis, a escolha poderá recair menos onerosa e trabalhosa para o profissional. Por esse e outros motivos, a opção mais escolhida é o enquadramento pelo SIMPLES NACIONAL, sistema simplificado de pagamento de impostos, apurado com base na receita bruta apurada, desde que ela não ultrapasse a R$ 3.600.000,00 por ano e atenda aos demais requisitos necessários para optar. Utiliza-se de fórmula de cálculo específica, englobando os impostos e contribuições federais, estaduais e municipais, quando for o caso. A escolha dessa opção poderá ser desastrosa para as empresas que tenham seus produtos tributados no ICMS pelo regime de substituição tributária, que tenham faturamento elevado e apresentem prejuízo ou lucro líquido reduzido. Caso típico das empresas que comercializam produtos farmacêuticos (farmácias e drogarias), distribuidoras de bebidas e refrigerantes no varejo, material elétrico, entre outras. Entretanto, as mudanças ocorridas a partir de janeiro de 2016 irão ampliar essa lista, considerando aumento significativo na arrecadação do ICMS, principalmente no recolhimento do diferencial de alíquotas entre os Estados. Para essas empresas poderá, depois da avaliação do contador responsável, ser mais econômico migrar para a forma de tributação pelo Lucro Real, reduzindo a carga tributária. Um dos sistemas de cálculo dos impostos renovado anualmente é a opção pelo LUCRO PRESUMIDO, onde a base de cálculo para pagamento dos impostos é determinada por um percentual previamente estabelecido sobre a receita bruta. É um simples cálculo matemático que despreza os resultados apurados pela contabilidade da empresa, gerando impostos a recolher, mesmo que esteja operando com prejuízos ou lucros reduzidos. A escolha dessa

Arquivo pessoal

Arapuca Tributária

Célio Faria de Paula Contador e Diretor da Tecol Consultoria Empresarial Ltda. – CRC MG 18.754

opção poderá ser interessante apenas para as empresas que tenham lucro líquido apurado superior a 8% do faturamento (coisa rara ultimamente) e que o valor de sua folha de pagamento e encargos seja percentualmente baixo em relação à Receita Bruta. Na opção pelo LUCRO REAL, a base de cálculo dos impostos é o lucro apurado na gestão dos negócios da empresa. A escolha dessa opção é a mais justa, porém exigirá uma contabilidade mais elaborada e em condições de atender às exigências da fiscalização. Para tanto, necessário se faz escolher o profissional ou empresa contábil compatível com essas exigências. É preferível pagar um pouco mais a esses profissionais e muito menos aos cofres abarrotados do Governo. Concluo que é dever de ofício dos profissionais da contabilidade, diante das informações geradas por uma boa contabilidade, apresentar, no início de cada ano, ao seu cliente, a melhor opção para pagar os impostos, comparando o resultado dos cálculos do imposto a pagar de cada uma das opções aqui demonstradas. Fiquem atentos, consultem o seu contador.


Artigo Especial 12

Créditos: Izabela Ventura

Alterações no consignado: fomento ao consumo ou à inadimplência? Guilherme Almeida Economista da Fecomércio MG O governo aprovou, em julho do ano passado, o aumento do limite para obtenção de crédito consignado. Publicada por meio de Medida Provisória, tal mudança expande o teto da modalidade em 5%, completando 35%. O aumento, porém, só poderá ser usado para pagamento de compras com cartão de crédito. Essa modalidade consiste em um empréstimo no qual a prestação é descontada na folha de pagamento ou benefício previdenciário do solicitante. Ela possui certa vantagem, por cobrar um dos juros mais baratos no mercado. Sua contratação pode ser realizada por trabalhadores do setor privado, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS. A mudança do limite pode ser um estímulo ao consumo que, em tempos de crise, daria certo fôlego à economia nacional. Porém, essa expansão do comprometimento da renda com empréstimos pode resultar em um cenário ainda mais delicado. A título de exemplo, olhemos para os níveis inadimplência na terceira idade: dados mais recentes da Serasa Experian revelam que os idosos nessa condição apresentaram o maior crescimento, subindo de 11,8% para 12,2%. E foi justamente a expansão do volume de crédito consignado um dos principais responsáveis pela alta. Em tese, se o demandante do consignado não souber administrar suas contas – não pagando-as em dia e tornando-se dependente do crédito, a situação de endividamento pode se ampliar, chegando ao cadastro negativo. Isso, por sua vez, poderá gerar perda de liberdade financeira ao indivíduo e uma consequente queda do consumo no médio e longo prazo.


Notícias 13

Dia Internacional da Mulher

“É possível reduzir as desigualdades de gênero por meio da atuação pública” Em março, no dia 8, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Mas há o que comemorar? O relatório Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as economias para realizar os direitos, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, mostra que no mundo, em média, os salários das mulheres são 24% inferiores aos dos homens na mesma função. “As mulheres continuam recebendo em todo o mundo um salário diferente pelo mesmo tipo de trabalho e têm menores probabilidades que os homens de receber uma pensão, o que resulta em grandes desigualdades em termos de recursos recebidos ao longo da vida”, informa o relatório. O estudo mostra que 50% das mulheres com idade para trabalhar fazem parte da população ativa. No caso dos homens, o índice é 77%. A pesquisa revela que, em todas as regiões, as mulheres fazem quase duas vezes e meia mais trabalho doméstico e de cuidados de outras pessoas não remunerados do que os homens. Segundo a ONU, as mulheres são responsáveis por uma carga excessiva de trabalho doméstico não remunerado referente aos cuidados com filhos, com pessoas idosas e doentes e com a administração do lar. Para a organização, o período atual representa um tempo de riquezas sem precedentes, mas, apesar disso, as mulheres ainda ocupam os empregos com menores remunerações e menos qualificados e continuam vivendo em condições mais precárias de saúde, acesso à água e saneamento. O documento informa que frequentemente os direitos econômicos e sociais das mulheres são limitados porque elas vivem em um mundo machista e com práticas discriminatórias. “Os recursos públicos não estão indo para a direção onde são mais necessários: por exemplo, para a água potável e saneamento, cobertura de saúde com qualidade e serviços decentes de cuidados de crianças e idosos. Onde não há serviços públicos, o déficit recai sobre mulheres e meninas”, disse, em nota, a diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka. O relatório reconhece que houve avanços desde 1995, quando foi realizada a 4ª Conferência Mundial sobre a Mulher, em Pequim. O número de meninas na escola e de mulheres que fazem trabalhos remunerados aumentou, e a luta contra a violência doméstica entrou na agenda política. “Esse avanços demonstram que é possível reduzir as desigualdades de gênero por meio da atuação pública”, diz o texto. A pesquisa recomenda dez prioridades para a ação pública com o objetivo de diminuir a desigualdade. Ressalta, ainda, que as políticas econômicas e sociais devem ser implementadas em conjunto. Entre as recomendações estão a geração de trabalho decente e a redução da disparidade salarial entre homens e mulheres, o fortalecimento dos mecanismos de proteção social ao longo da vida, a redução e a redistribuição do trabalho doméstico e o investimento em serviços sociais com foco nas mulheres. Fonte: Agência Brasil


Notícias 14

62 anos de atuação pautada na excelência em gestão sindical


A marca dos 62 anos do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF) é o crescimento. A entidade, oficializada em 1954, completou 62 anos em janeiro. Voltando no tempo, é possível afirmar que o movimento que deu origem ao Sindicomércio esteve pautado no interesse de superação das dificuldades que naquela época afetavam a economia. Assim, em 7 de julho de 1953, com intenção de retomar o desenvolvimento empresarial, assim como integrar o segmento e provocar o aprimoramento dos negócios, foi criada a Associação Profissional do Comércio Varejista de Juiz de Fora. A primeira diretoria foi constituída no período, quando assumiu como primeiro presidente, o comerciante Cleveland Duarte Braga. Em agosto, durante assembleia, foi definida a transformação da entidade em Sindicato do Comércio Varejista de Juiz de Fora, o que foi oficializado em janeiro de 1954. Desde a sua fundação, a entidade já ocupou diferentes espaços na rua Halfeld e na avenida Rio Branco, até que, em 1980, na gestão de Sylvio Netto Júnior, foi adquirida uma sala no Edifício Bancantil, na rua Halfeld. Com o desenvolvimento da atividade comercial na cidade e o crescimento do número de empresas sindicalizadas, em 1992, na gestão de Luiz Antônio Caixeiro Stephan, foi aprovada a venda das salas no Edifício Bancantil e a compra de um conjunto de salas no Edifício Dona Liú, na avenida Rio Branco. A sede começou a funcionar no novo endereço em março de 1993, passando a contar com auditório, salas de reunião, de atendimento e departamento administrativo.

Dando continuidade ao trabalho das diretorias que antecederam a atual gestão, do presidente Emerson Beloti, o Sindicomércio, desde 2007, vem colocando em prática a proposta identificada com o lema “fazer com seus associados um comércio forte, moderno e empregador”. Em 2009, o Sindicomércio foi autorizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego a ampliar sua base representativa, assistindo também as empresas do atacado e de serviços. Em 2014, na época da comemoração dos 60 anos do Sindicomércio-JF, foram inaugurados, no segundo andar do Edifício Dona Liú, nova sala da diretoria e espaços para funcionamento de novos departamentos. Integrando o Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio - SICOMÉRCIO, o Sindicato tornou-se membro atuante da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG). Procurando estabelecer uma saudável sinergia entre empresários e colaboradores, o Sindicomércio tem se preocupado com a motivação e a capacitação do setor, estabelecendo convênios e parcerias nas áreas de educação, saúde, lazer e serviços, que atendem às categorias patronal e laboral, extensivos aos familiares. O Sindicomércio-JF defende e ideia de que é necessária a continuidade do fortalecimento do associativismo. Uma ferramenta capaz de impulsionar o maior sindicato patronal de Juiz de Fora, em número de filiados, e, por conta da realização de novos e inovadores projetos, ser um sindicato diferenciado em seus objetivos e referência na excelência em gestão sindical.

Foto: Kempton Vianna


Notícias 16

Contribuição Negocial SAIBA MAIS Com vencimento no dia 31 de março, a Contribuição Negocial Convencional Patronal e a Contribuição Negocial Laboral devem ser recolhidas, conforme previsto nas cláusulas 47ª e 48ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), pelo Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF) e pelo Sindicato dos Empregados do Comércio de Juiz de Fora (SEC-JF). Tais contribuições são devidas às empresas do comércio varejista e atacadista, independentemente de serem associados ou tenham comerciários sindicalizados ou não. O não pagamento pode acarretar multa no valor equivalente a um salário normativo da categoria, conforme previsto na cláusula 43ª da CCT.

“A Contribuição Negocial Convencional Patronal tem grande importância porque ela é revertida em benefícios para o comércio da nossa cidade. A receita dessa contribuição voltará para os empresários contribuintes em forma de ações que visam à proteção do nosso comércio, em forma de treinamentos etc.”, destaca o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti.

Patronal O valor a ser recolhido pelo Sindicomércio-JF visa ao custeio das atividades assistenciais da entidade, em decorrência das Negociações Coletivas de Trabalho no exercício 2015/2016. O valor da Contribuição Negocial Convencional Patronal 2015/2016 é definido a partir do número de trabalhadores dos estabelecimentos comerciais instalados na base territorial do sindicato. As empresas que efetuarem o pagamento até a data de vencimento, 31 de março, terão desconto sobre o valor total. Confira os valores:


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Feriados x comércio A saída para driblar os prejuízos Você já pegou o calendário de 2016 e contou quantos são os feriados ao longo do ano? Entre os que são considerados feriados nacionais, conforme publicação no Diário Oficial da União de 4 de janeiro de 2016, são nove datas: Confraternização Universal (1º de janeiro), Paixão de Cristo (25 de março), Tiradentes (21 de abril), Dia Mundial do Trabalho (1º de maio), Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), Finados (2 de novembro), Proclamação da República (15 de novembro) e Natal (25 de dezembro). Há, ainda, as datas consideradas pontos facultativos, como segunda e terçafeira de Carnaval (8 e 9 de fevereiro, respectivamente), Quarta-Feira de Cinzas (10 de fevereiro, até as 14h), Corpus Christi (26 de maio) e Dia do Servidor Público (28 de outubro). Juiz de Fora ainda “acrescenta” dois feriados municipais ao calendário: Dia de Santo Antônio (13 de junho) e Dia da Consciência Negra (20 de novembro). De todas essas datas, 13 caem em dias de semana e três em domingos. Mas o que esses feriados representam para a economia, mais especificamente para o comércio? Perdas, prejuízos, ainda que economistas apontem que este ano as perdas serão menores, já que há menor incidência de feriados prolongados. No ano passado, a Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) apontou que a perda seria de R$ 15 bilhões. A instituição ainda não divulgou os dados referentes a 2016. “Feriados comprometem de forma significativa a produtividade em quase toda a economia. Para o comércio é sinônimo de prejuízo. Por isso, é preciso trabalhar junto ao empresário do comércio para que ele comece a enxergar o ganho que pode ser alcançado a partir da abertura das lojas do comércio de rua nos feriados, assim como nos domingos”, defende o presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora, Emerson Beloti. Para ele, já que a abertura do comércio aos domingos e feriados é facultativa, trata-se de uma questão de hábito. “Contamos com 73 cidades no entorno de Juiz de Fora, as quais trazem muitos consumidores para cá. O cenário favorável nós já temos. É preciso criar e incentivar um agente que motive a abertura dos estabelecimentos nos feriados, o que irá possibilitar que Juiz de Fora exerça sua função de cidade-polo. Ela é chamada desta forma, mas na prática não é isso que verificamos. Isso cabe, inclusive, às entidades representativas do comércio. Ela é chamada desta forma, mas na prática não é isso que verificamos”, defende Beloti.

Funcionamento nos feriados De acordo com a Convenção Coletiva de Trabalho 2015/2016 – Atacado e Varejo, assinada pelo Sindicomércio-JF e pelo Sindicatos dos Empregados no Comércio de Juiz de Fora (SEC-JF), está garantida a abertura em feriados do comércio em geral, desde que os estabelecimentos adquiram o Certificado de Adesão ao Regime de Trabalho em Feriado, com validade anual.


Notícias 19

O certificado deve ser solicitado ao SindicomércioJF, via requerimento próprio, gratuito, por meio da comprovação, pela cópia do contrato social ou última alteração contratual, de que pertence à categoria econômica do comércio, que cumpre a CCT, número de empregados na data do requerimento e que está em dia com a Contribuição Negocial e Laboral. “Com o certificado é possível amenizar o impacto das datas, sem ferir o direito dos trabalhadores. O estabelecimento que não possui funcionários pode abrir sem o

documento”, aponta Beloti. A empresa que abre nos feriados, contando com o trabalho de colaboradores, está irregular e sujeita à multa. Essas mesmas empresas não têm autorização para funcionar, com empregados, apenas nos feriados de Confraternização Universal e Natal, além do dia em que é comemorado o Dia do Comerciário, comemorado na quarta segunda-feira do mês de agosto, previsto no Acordo de Condições Especiais de Trabalho anexo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).


Notícias 20

Entrega da Rais 2015 deve ser feita até 18 de março

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Os empregadores de todo o Brasil têm até o dia 18 de março para encaminhar ao Ministério do Trabalho e Previdência Social a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) referente ao ano de 2015, com informações de todos os empregados. Os inscritos no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), incluindo todos os órgãos da administração pública direta e indireta e ainda empregadores urbanos e rurais pessoa física que tenham CNPJ, devem ficar atentos, pois são obrigados a entregar a relação. Se for perdido o prazo, serão aplicadas multas. O ministério esclarece que os empregadores domésticos não precisam entregar a Rais, pois não têm CNPJ. A Rais é encaminhada somente pela internet. Para isso, deve ser utilizado um programa gerador de arquivos chamado RAIS - GDRais2015, disponível em http:// www.rais.gov.br, onde também há um manual para esclarecimento de dúvidas. O empregador não pode se esquecer de imprimir o recibo de entrega até cinco dias úteis após o envio dos formulários. Além dos dados completos de cada estabelecimento, incluindo filiais e correlatas, é necessário repassar as informações pessoais e contratuais de todos os tipos de funcionários, mesmo os já desligados ao longo de 2015.

As exceções são os estagiários, diretores sem vínculo empregatício e empregados domésticos, entre outros. Se não houver empregados vinculados ao CNPJ, deve ser entregue uma Rais Negativa. Microempreendedores Individuais que não tenham tido empregados no ano passado estão isentos. Criada em 1975, a Rais é um dos principais instrumentos usados pelo governo para a coleta de dados sobre o trabalho formal. As informações servem para o controle da atividade trabalhista no país e a elaboração de estatísticas sobre o mercado de trabalho. Os dados são utilizados também como subsídio por outros órgãos do governo, como é o caso do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que utiliza a Rais para o cruzamento de dados sobre beneficiários do programa Bolsa Família, com o objetivo de evitar fraudes. As informações da Rais são aplicadas ainda no controle de registros ligado à Previdência, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e dos sistemas de arrecadação e benefícios previdenciários. Por isso, a não entrega da Rais prejudica o empregado, que fica impedido de receber qualquer abono salarial a que tiver direito, como o PIS-Pasep. Fonte: Agência Brasil


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Notícias 22

Procon-JF recomenda fim da comercialização de carne moída previamente Em reunião realizada recentemente na sede do Sindicomércio-JF, o superintendente da Agência de Proteção e Defesa do Consumidor de Juiz de Fora – Procon-JF, Nilson Ferreira Neto, entregou ao presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, uma recomendação do órgão que preconiza o cessar da comercialização de carne moída previamente no município. Uma das considerações apontadas no documento ressalta os riscos à saúde a partir da ingestão de carne previamente moída, ainda que as condições de manuseio e de conservação sejam ideais. “... a carne moída deteriorase muito mais rapidamente”, destaca a recomendação. Entre outros motivos alegados para a medida estão: o fato de o rompimento das fibras musculares aumentar a superfície exposta, aumentando as reações de oxidação

e a probabilidade de contaminação; e as consultas e reclamações no âmbito do Procon, questionando a legalidade da venda da carne previamente moída, bem como solicitando a devida fiscalização dos estabelecimentos que a comercializam. O documento afirma, ainda, que a prática está em vias de ser vedada em todo o país, segundo o Projeto de Lei n.º 699/2015, apresentado pelo deputado federal Rômulo Gouveia (PSD/PB). “Há, inclusive, normas proibindo sua comercialização nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, na cidade de Recife (PE) e em diversos outros estados e municípios brasileiros, inclusive tramitando na Assembleia Legislativa de Minas Gerais o Projeto de Lei n.º 5.291/2014”, destaca o superintendente do Procon. Além disso, é possível destacar o que cita o Código

Sergio Costa de Paula (superintendente Sindicomércio-JF), Emerson Beloti (presidente Sindicomércio-JF), Nilson Ferreira Neto (superintendente Procon-JF) e Marcelo Freguglia (assessor de comunicação Procon-JF) reunidos para discutir as considerações presentes na recomendação Sindicomércio-JF


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de Defesa do Consumidor quanto aos serviços e produtos dispostos no mercado de consumo. Lá é possível verificar que tais itens não devem acarretar riscos à saúde ou à segurança dos consumidores. Além disso, o Código de Defesa do Consumidor preconiza que “são impróprios ao uso e consumo os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados, corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou apresentação”. Cabe destacar, ainda, a Instrução Normativa nº 83, de 21 de novembro de 2003, emitida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que contém o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de carne moída de bovino. O objetivo da recomendação é que os estabelecimentos como hipermercados, supermercados, mercados, açougues, ente outros, se adéquem, a fim de evitar ações por parte do Procon-JF, que possui legitimidade para instaurar processo administrativo contra os estabelecimentos comerciais que perpetuarem a prática infrativa. Além disso, o descumprimento dos itens dessa recomendação poderá acarretar as penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor e em outras normas pertinentes.

Fique ligado! Não estocar ou comercializar diretamente ao consumidor carne previamente moída, devendo realizar a moagem de qualquer tipo de carne no ato da venda e na presença do consumidor, vedada a cobrança de acréscimo ou taxa; Não industrializar carne previamente moída no próprio estabelecimento; Informar previamente e de forma ostensiva ao consumidor, no interior dos estabelecimentos, as condições de venda da carne moída, isto é, que a carne somente será moída, a pedido, e na presença do consumidor.


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Universidade Corporativa Bahamas - Um exemplo a ser seguido Idealizada em 2012, a Universidade Corporativa Bahamas (UCB) começou a ser executada em 2013, tendo como principal objetivo promover a formação gerencial do Grupo Bahamas. De acordo com o gerente de marketing, Nelson Júnior, a UCB é resultado de uma série de atitudes que o Grupo Bahamas vem adotando no sentido de promover o crescimento da empresa e do seu quadro de colaboradores. “Temos uma empresa de consultoria que nos apontou indicadores a serem trabalhados, como promoção de melhoria em áreas como administrativa, financeira e de pessoas.” A partir do objetivo principal da UCB, o gerente de marketing destaca que a intenção, além de promover a formação por meio da instrução e do aprimoramento profissional, é promover a retenção de talentos. “Nosso objetivo não é oferecer formação gradual, mas aperfeiçoar e agregar novos temas aos nossos colaboradores, incentivando seu crescimento e sua permanência em nosso grupo. Para isso, os módulos foram desenvolvidos

conforme o nosso ramo de atividades, contando, ainda, com matérias que julgamos importantes, como, por exemplo, matemática financeira, matemática administrativa e direitos do consumidor.” As aulas são ministradas no auditório do Centro de Distribuição do Grupo Bahamas, sendo desenvolvidas no horário de trabalho dos colaboradores. “Cabe dizer, ainda, que todos os docentes têm formação superior, o que confere ainda mais peso ao nosso trabalho.” A primeira turma da UCB, composta por 57 colaboradores, entre gerentes, subgerentes e supervisores, formou-se no mês de janeiro, após três anos de curso. Como a formação é gerencial, existe uma formação voltada para líderes, oferecida àqueles que buscam entrar para a UCB, já que funciona como uma preparação para o módulo gerencial. Outras turmas já estão sendo formadas. “São cerca de 60 participantes em cada turma ou período.” Entre os temas que são trabalhados estão: comunicação empresarial, gestão de pessoas, informática, Código Civil e suas implicações, entre outros.

Sala de aula

Jovino Campos (diretor do Grupo Bahamas), Carlos Eduardo Pilate (gerente geral do Grupo Bahamas – formando), Paulo Roberto Lopes (diretor do Grupo Bahamas)

Divulgação

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Líderes se destacam em tempos de incertezas econômicas A instabilidade econômica continua e nesses momentos de crise as empresas buscam e precisam de gestores bem preparados. Afinal, é preciso focar ainda mais nos resultados e manter a equipe motivada. Mas todas as pessoas podem ocupar um cargo de liderança? A Master Coach da Effecta Coaching, Janaina Manfredini, em entrevista ao portal Administradores.com, garante que sim, desde que o desejo seja verdadeiro. “Porém, um treinamento adequado e muito trabalho são fundamentais, pois as pessoas possuem perfis diferentes e são motivadas de maneiras distintas.” Então como desenvolver as habilidades necessárias para ocupar um cargo de líder? É possível descobrir o líder que existe em você e criar perspectivas positivas para o mercado de trabalho em 2016? Veja as dicas: Ouça atentamente. É essencial que o líder esteja atento a todos os pontos de vista de sua equipe para dar os melhores direcionamentos possíveis. Para isso, é preciso bem mais do que simplesmente “escutar”, é preciso ouvir agressivamente. Pratique o feedback. Um verdadeiro líder não espera que o RH envie aquele e-mail lembrando que é hora de sentar com o liderado e fazer o “feedback semestral”. É importante que esse canal esteja aberto, para ambas as vias, o tempo inteiro. E não é somente o liderado que dá o feedback. É importantíssimo que ele receba de sua equipe, se quiser ter resultados ainda melhores.

Esteja disposto a aprender. Liderar uma equipe não significa que você sabe mais. Você até pode ter mais experiência e conhecimento em certas áreas. No entanto, é importante que você se desenvolva junto com sua equipe e, claro, os incentive para que também busquem desenvolvimento além da empresa. Tenha uma boa gestão de tempo. Ter equilíbrio significa ter vida pessoal e profissional em sincronia e ambas saudáveis. Mais que isso, é preciso que o líder tenha tempo para gerir, para avaliar e até mesmo para esvaziar a cabeça e ter novas ideias que melhorem sua equipe e, consequentemente, os resultados dela. Seja exemplo. Se você quer uma equipe boa e resultados excelentes, comece por você mesmo. De nada adianta cobrar da equipe para que, por exemplo, sejam pontuais se você não é pontual, de nada adianta pedir para que lhe ouçam durante uma reunião se você não os ouve atentamente. Portanto, mesmo nas coisas mais básicas, como manter uma mesa arrumada, seja exemplo. Tenha foco no resultado. Um bom líder deixa claro os objetivos, as metas, os resultados esperados. É importante inspirar a equipe por meio de um propósito, e este propósito deve estar diretamente alinhado com cada objetivo traçado. Quando as metas são claras a todos os membros do grupo, tudo fica mais fácil. E quando a equipe está tão faminta por resultados quanto seu líder, o sucesso é praticamente uma certeza.


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Em janeiro de 2017, começa a valer a certificação compulsória para autopeças A partir de 1º janeiro de 2017, itens como amortecedores de suspensão e lâmpadas para os veículos automotivos devem emitir a certificação compulsória – que é regulamentação por lei ou portaria, e prioriza as questões de segurança, saúde e meio ambiente. A determinação não é aplicável aos fabricantes e importadores. A determinação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) consta no Diário Oficial da União de 22 de janeiro de 2015, conforme Portaria 301/2011. Componentes abrangidos pela Portaria nº 301/2011 • Amortecedor de suspensão; • Bombas elétricas de combustível para motores do Ciclo Otto; • Buzinas ou equipamentos similares utilizados em veículos rodoviários automotores; • Pistões de liga leve de alumínio, pinos e anéis de trava (retenção); • Anéis de pistão; • Bronzinas; • Lâmpadas para veículos automotivos.


Notícias 27

Micro e pequenas empresas

podem pedir exame prioritário de patente

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Como mais uma iniciativa do Governo Federal de estímulo e apoio à inovação para microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) brasileiras, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) lançou, no mês de fevereiro, o projeto piloto “Patentes MPE”, que permitirá o requerimento de priorização do exame de pedidos de patente depositados por essas empresas. “É um estímulo à proteção e uma garantia à segurança industrial. Significa acelerar e conceder patentes em até um ano. Priorizar micro e pequenas empresas é uma tendência em países com políticas de inovação industrial”, destacou o presidente do INPI, Luiz Otávio Pimentel.

O Patentes MPE O projeto piloto terá duração de um ano e aceitará 300 pedidos de patentes considerados aptos, o que ocorrer primeiro. Foram estipuladas algumas regras para o exame prioritário do pedido de patente ser aceito, destacando-se a condição de que o depositante seja enquadrado como ME ou EPP, conforme definido no art. 3.º da Lei Complementar n.º 123, de 14 de dezembro de 2006. O requerimento de exame prioritário é gratuito e o próprio depositante, ou seu procurador legal, poderá solicitar o andamento prioritário do pedido de patente. Nos próximos dias, o INPI publicará a Resolução com todas as condições de participação e operacionalização do projeto.

Exames prioritários O INPI se alinha com as modernas tendências de escritórios de patentes do mundo em disponibilizar exames prioritários. A intenção é atender as diferentes demandas e proporcionar soluções alternativas que reduzam o tempo de resposta do exame dos pedidos de patente. Depositantes que necessitam de uma carta patente para licenciar, obter financiamentos ou explorar comercialmente no curto prazo as suas tecnologias referentes a um pedido de patente possuem mais um canal de priorização de exame disponibilizado pelo INPI. Os outros exames prioritários do Instituto são o: “Patentes Verdes”, relacionado a tecnologias voltadas para o meio ambiente; o “Produtos para Saúde”, para acelerar os pedidos de patente considerados estratégicos, especialmente para o Sistema Único de Saúde (SUS); o “Patent Prosecution Highway” (PPH), que prioriza o exame no INPI de um pedido de patente cujo membro da mesma família tenha sido deferido nos Estados Unidos e vice-versa; e o “Prioridade BR”, para pedidos de patente depositados inicialmente no INPI e depois em outros países. Somados a esses prioritários, também estão os pedidos de: requerente com mais de 60 anos de idade; portador de deficiência, física ou metal, ou de doença grave; por uso indevido do invento; pedido de recursos de fomento, objeto de emergência nacional ou interesse público Fonte: INPI


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Pรกscoa

Mudanรงas para atender ao consumidor


Capa “Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim? Um ovo, dois ovos, três ovos assim...” A música, que faz parte do universo infantil, anuncia a proximidade da Páscoa, comemorada, neste ano, no dia 27 de março. Mas como será que o coelhinho virá em tempos de crise? A previsão é que a cesta trará ovos menores e, consequentemente, preços mais acessíveis. A mudança seria resultado do consumo discreto em outra data comemorativa, o Natal. A média de tamanho dos ovos este ano é de 250 gramas. Em 2015, a média era 400 gramas. “O consumidor que antes comprava ovos de 500 gramas, por exemplo, optará por um de 250 gramas ou 300 gramas. O tamanho será reduzido, mas a tradição do brasileiro de dar ovos na Páscoa será mantida”, prevê o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), Ubiracy Fonseca. Com relação às mudanças, o superintendente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Adilson Rodrigues, afirma: “É quase uma economia de guerra para nos adaptarmos às necessidades do cliente neste momento”. É a incerteza do momento que vem ditando a adaptação. A data costuma representar incremento de 5% dos negócios faturados em qualquer outro mês do ano, excetuando-se o mês de dezembro.

Conservadorismo Empresas que trabalham com produtos ligados à Páscoa têm optado pelo conservadorismo na definição de metas de vendas para este ano. As remessas destinadas ao varejo, neste ano, estão saindo das fábricas e sendo encaminhadas aos pontos de venda, de acordo com a Abicab. Em 2015, a oferta somou 19,7 mil toneladas de chocolates produzidos nas indústrias e nas chocolaterias, correspondendo a 80 milhões de ovos, volume que ficou estável na comparação com 2014, quando foram produzidas 19,4 mil toneladas de chocolate. A 27ª edição do Salão de Páscoa 2016, promovido pela Abicab, realizado recentemente em São Paulo, revelou o ânimo das empresas para a data deste ano. Foram apresentados 147 lançamentos, perante 150 em 2015, boa parte repaginada em novos formatos e tamanho inferior, com menor quantidade de matéria-prima precificada em dólar, na tentativa de fisgar o consumidor a preços mais acessíveis. “Os ovos de Páscoa deste ano tiveram reajuste de preços devido ao aumento do dólar e também de componentes da cadeia de produção como açúcar, combustível e armazenagem”, pontua o vice-presidente da Abicab.

Contratação A previsão é que o setor, incluindo indústrias e lojas especializadas, contrate, para a Páscoa 2016, 29 mil pessoas em todo o país, segundo dados da Abicab. As vagas são para produção, promoção e venda de produtos no período de outubro de 2015 a março de 2016. “Apesar da atual situação econômica do país, obtivemos um aumento de 10% nas contratações, já que muitas empresas estão investindo em seus pontos de vendas para atrair o consumidor”, pontua Fonseca. Em Juiz de Fora, a expectativa é que a data gere 150 novos postos de trabalho, de acordo com dados do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF). “A prudência devido ao cenário econômico irá fazer com que o número de contratações caia 25% em comparação com o ano passado. Mas a data tem apelo forte, e por isso acreditamos que teremos, sim, contratações. A efetivação desses colaboradores é que não é certa porque a própria economia faz com que os empresários fiquem mais cautelosos”, destaca o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti.

Consumo no Brasil O Brasil é o terceiro maior consumidor e produtor do mundo em chocolates, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e Alemanha, com consumo per capita de 2,5 quilos por ano.

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Notícias 30

Quem é o vendedor da sua empresa? É natural que as responsabilidades para que as vendas de fato ocorram sejam atribuídas aos profissionais que foram contratados com este objetivo e expertise. Entretanto, o sucesso comercial de uma empresa, seja ele junto aos clientes, concorrentes, colaboradores ou futuros colaboradores, perpassa pela consolidação de imagem, responsabilidade e propósito. O processo de encantamento e estabelecimento de referência inicia no primeiro contato com a empresa, seja com a recepcionista, guarda, área financeira, telefonista, entregador ou outra função. É notório que a venda inicia no processo espontâneo e sem necessariamente haver a presença de um agente comercial. Quando conversamos com um colaborador que fala com propriedade, orgulho e entusiasmo da companhia que trabalha, sentimos confiança e, na maioria das vezes, admiração pela empresa e modelo de gestão. Este fato, desperta na maioria das pessoas o desejo de conhecer ou adquirir produtos e serviços desta empresa. A qualidade do relacionamento, bem como as informações e postura ao estabelecer o contato com o mercado, revela muito sobre o perfil do negócio. Manter a equipe de colaboradores com informações atualizadas sobre produtos, processos, inovações, conquistas e objetivos da organização, são alicerces para a construção desta cultura.

Normalmente, os futuros clientes poderão estar em locais ou situações imprevisíveis e a oportunidade para iniciar o processo de encantamento poderá ser de qualquer colaborador. Acredito muito na força de abordagens espontâneas e, em princípio, isentas da necessidade de vender. Uma empresa sempre vende mais a si mesma do que o seu produto ou serviço. Na realidade, desde o momento de sua fundação, ela passa a vender sua imagem e reputação junto ao mercado e à sociedade. Na maioria das vezes, a aproximação de parceiros, fornecedores qualificados, bons profissionais e clientes são reflexo deste movimento de consolidar uma boa reputação no mercado. É muito importante o apoio de todas as frentes da empresa, independente de sua função ou departamento. A responsabilidade da venda sempre será de todos que fazem parte da cadeia de relacionamento da empresa, diretos e indiretos. Estar atento, buscar informações atualizadas e não perder as oportunidades que aparecem são dicas importantes. Nosso trabalho é fundamental para a conquista da maior parte dos sonhos e objetivos que estabelecemos para nossa vida. Portanto, comece a se questionar: qual o nível de entrega e de esforço que estou empenhando para que meus sonhos possam se concretizar? Roberto Vilela – Administradores.com


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Notícias 32

Sindicomércio promove palestra sobre os reflexos das modificações no regulamento do ICMS O Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (SindicomércioJF) irá promover, no dia 21 de março, entre 14 e 17h, no auditório do Banco do Brasil, a palestra “Reflexos das recentes modificações no Regulamento do ICMS de MG”. O tema será conduzido pelo advogado tributarista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), Marcelo Morais, e trará à tona as recentes modificações que ocorreram na legislação federal e no Regulamento do ICMS de Minas Gerais, no final de dezembro de 2015. A palestra é direcionada a contabilistas e empresários. Os interessados deverão fazer inscrição pelo 3215-1317.

Marcelo Morais, advogado tributarista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) Arquivo pessoal


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Mudanças na cobrança do

ICMS e seus reflexos O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, concedeu, no dia 17 de fevereiro, uma liminar suspendendo a mudança nas regras do recolhimento do ICMS em comércio eletrônico. O pedido foi feito pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), que alegou que a mudança no recolhimento do imposto para empresas do Simples Nacional é inconstitucional. A suspensão vale até o fim do julgamento. A ação ainda será julgada pelo plenário do STF. Na decisão, o ministro afirma que a mudança na regra apresenta risco de prejuízos para as empresas que recolhem seus tributos pelo Simples Nacional. Toffoli aponta que elas podem perder competitividade e acabar encerrando suas atividades. A decisão menciona um documento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) enviado ao presidente do Conselho Federal da OAB. O estudo continha informações sobre os impactos da mudança do recolhimento do ICMS para os pequenos negócios, principalmente do setor de comércio eletrônico. Segundo a decisão, o Conselho Federal da OAB alegou que a nova regra não se encaixa nos procedimentos das microempresas e empresas de pequeno porte “optantes do Simples Nacional, em razão da ausência de lei complementar e de norma constitucional nesse sentido”. “Na sua concepção, a norma questionada desprestigia as empresas optantes do Simples Nacional e afeta desfavoravelmente essas empresas, além de ensejar, em face delas, a cobrança do denominado diferencial de alíquotas. Segundo sua óptica, não houve o atendimento das disposições constitucionais que estabelecem às microempresas e às empresas pequenas o direito à cobrança tributária unificada”, diz a decisão sobre a alegação do CFOAB. A decisão de Toffoli suspende a cláusula nona do Convênio ICMS nº 93/2015 editado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

A mudança Em 1º de janeiro deste ano, quando entrou em vigor a Emenda Constitucional 87, de abril de 2015, começou a vigorar a mudança que aumenta a burocracia tributária para quem é dono de uma empresa, e pode até aumentar a carga tributária em alguns casos. Dessa vez, quem vende produtos e serviços para outros estados de forma não presencial – por e-mail ou telefone, por exemplo – será afetado pelas alterações na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Os negócios de empresa para empresa não serão afetados, se forem usados apenas para revenda e não consumo do próprio negócio que fez o pedido.


O que mudaria para o empreendedor? Antes, a alíquota do ICMS que deveria ser paga era definida com base no estado produtor – ou seja, onde o empreendedor se encontra. Todo o valor ia para este estado, enquanto o local de destino não recebia nada. Por exemplo, em uma venda de São Paulo ao Maranhão, o primeiro estado recolhia 18%, que é a alíquota de São Paulo, enquanto o Maranhão não arrecadava com a venda. Quando o empreendedor queria enviar o produto, ele gerava duas notas fiscais e afixava uma delas na encomenda. Agora, esse ICMS será dividido entre os dois estados que realizam a negociação. O empreendedor será o responsável por calcular a diferença entre a alíquota do estado de destino e a chamada alíquota interestadual. No caso de São Paulo e Maranhão, a alíquota interna do segundo estado é de 17% e a alíquota interestadual é de 7%. Portanto, a diferença fica em 10%. A alíquota interestadual, de 7%, irá integralmente para o estado de origem. Já a diferença de 10% será dividida entre o estado de origem e o estado de destino em 2016: 40% desse valor ficaria com o Maranhão e 60% ficaria com São Paulo. Para pagar os 40% do Maranhão, o empreendedor deve emitir a Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE), pagá-la e afixá-la junto da nota fiscal e do produto a ser enviado.

A ideia é que a alíquota seja, gradativamente, mais direcionada ao estado de destino do produto ou serviço, e não do de origem, evitando a concentração do dinheiro recebido pelo imposto nos centros de distribuição. Em 2017, alíquota passa para 40% na origem e 60% no destino; em 2018, 20% na origem e 80% no destino; e em 2019, 0% na origem e 100% no destino.

Como ficaria para quem está no Simples Nacional? As novas regras valeriam para todos, inclusive os empreendedores inscritos no Simples Nacional, regime tributário para empresas com faturamento bruto anual de até R$ 3,6 milhões. Na prática, isso quer dizer que esses empreendedores teriam que pagar mais imposto. Antes, essas empresas do Simples pagavam os tributos unificados no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que já incluía o ICMS. Agora, essas empresas também teriam que pagar a Guia Nacional de Recolhimento de Tributos Estaduais (GNRE). No fim do mês, elas continuariam pagando o Simples Nacional. Ou seja: com a nova regra, além de pagar a tributação que já existe pelo Simples, o empreendedor teria de calcular essa diferença entre estados e pagar a alíquota correspondente. O estado de destino será, cada vez mais, o grande beneficiado pela operação.


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Também poderia ser exigido que o empreendedor tenha de se cadastrar no Fisco do estado para o qual está mandando seu produto, para fins de fiscalização. Ou seja, se ele vende para todos os estados brasileiros, contando com o Distrito Federal, precisaria se cadastrar 27 vezes. “A distribuição é justa. O que não é justo é a forma medieval com que essa lei foi elaborada, além da surreal inclusão da micro e pequena empresa. Há uma ‘terceirização’ do trabalho de distribuir e recolher o ICMS, que é originalmente do Fisco, do Ministério da Fazenda, da Receita Federal, do Confaz. Fica na mão do varejo”, analisa Vivianne Vilela, diretora executiva do E-Commerce Brasil, em entrevista à Exame.com.

O que muda para o consumidor? A mudança é significativa para a arrecadação dos estados, mas pequena para o consumidor. Apesar disso, em alguns casos podem ocorrer pequenas alterações na carga tributária. Por exemplo, uma operação partindo do estado de São Paulo com destino ao Distrito Federal ocorria com a

alíquota de 18%. No entanto, desde 1° de janeiro, quando o destinatário for um consumidor final não-contribuinte do ICMS, essa alíquota será de 17%. Com isso, o consumidor terá a vantagem da queda de um ponto percentual na operação. Já se operação fosse de São Paulo para o Rio de Janeiro, a alíquota seria de 19%, ou seja, 1% a mais do que o imposto cobrado em 2015.

Comércio eletrônico O setor de comércio eletrônico é o que mais realiza vendas interestaduais nas condições propostas no convênio – de forma não presencial, para o consumidor final. Portanto, é um dos mais afetados pela medida. “O e-commerce reinventou o varejo, a forma de interagir com o cliente e oferecer um produto ou um serviço. Se essa cláusula não cair imediatamente, nós vamos ter uma extinção de uma série de empresas e empregos nesse país”, analisa Vivianne. “Isso será repassado para o consumidor eventualmente, que vai ter mais dificuldade em comprar seus produtos do dia a dia.”


Em três meses, Castramóvel realiza cerca de

900 atendimentos em bairros de JF

Carlos Mendonça – PJF

Desde novembro, Juiz de Fora conta com um serviço móvel de castração de cães e gatos (machos e fêmeas). Trata-se do Castramóvel, um ônibus adaptado para a realização das cirurgias em animais. Em três meses de funcionamento, já foram realizados cerca de 900 atendimentos. “Não tivemos qualquer tipo de intercorrência desde que começamos a atuar. Trata-se de um procedimento simples, rápido e totalmente gratuito”, destaca o diretor geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb), Marlon Siqueira. O Castramóvel é uma iniciativa da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), que vem sendo executada pelo Demlurb, priorizando, nesse início dos trabalhos, bairros localizados em regiões limítrofes do município. “É comum que as pessoas abandonem os animais em bairros que fazem divisa com cidades da região. Por isso, nossa atuação está focada, primeiramente, em bairros como Grama, Graminha, Retiro, Floresta, Linhares, entres outros, já que sabemos que não há outro município no entorno que ofereça este tipo de serviço”, ressalta Siqueira. Para auxiliar na divulgação do Castramóvel, o diretor do Demlurb afirma que são realizados trabalhos nas escolas do município, assim como é realizada a divulgação via redes sociais. “É preciso fazer um cadastro prévio para que o animal passe pelo procedimento. Além disso, é importante divulgar, antes do veículo chegar ao local, que é necessária uma preparação, como o cão ou o gato ficar em jejum por 12 horas antes do procedimento.” Um dos objetivos da ação é controlar, de forma saudável, a população canina e felina, por meio da esterilização.


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De acordo com Siqueira, o número de animais abandonados diminui de maneira significativa porque a castração evita cruzamentos indesejáveis, que geram a superpopulação de animais. Além disso, a castração é a medida mais efetiva no controle de zoonoses. O Castramóvel veio ampliar o Programa de Castrações Gratuitas da PJF, que já contava com o Disque Castração, que continua sendo realizado. O Disque Castração consiste em um cadastro, com encaminhamento para a castração em clínicas conveniadas com a prefeitura. “O Castramóvel vem como mais uma opção, visto que algumas pessoas têm dificuldade de se deslocar com o animal até uma clínica.” O Disque Castração atende pelo 3960-3545.

Canil e gatil O diretor geral do Demlurb destaca, ainda, a importância do incentivo à adoção de cães e gatos. “Temos, hoje, no canil quase 500 cães dos mais variados portes e

temperamentos. É preciso que as pessoas adotem esses animais ao invés de optarem por comprar cães de raça.” A adoção é simples. Basta ir até o Canil Municipal, escolher um animal e preencher um formulário. “Após o novo dono levar o cão para casa, já castrado, realizamos visitas periódicas, a fim de verificar como está a situação do animal no novo lar.” A novidade no Canil Municipal é a construção de um gatil, composto por quatro baias que podem abrigar até cem gatos.

Serviço O Canil Municipal é aberto à visitação pública de segunda a sexta-feira, de 9 às 10h30 e de 13 às 15h30. Para adotar um cão no Canil Municipal é necessário ser maior de dezoito anos, apresentar identidade, CPF e comprovante de residência. O Canil Municipal fica à rua Bartolomeu dos Santos, s/n, bairro São Damião. Assessoria de Comunicação - Demlurb/PJF


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Imposto de Renda 2016 Veja respostas para dez dúvidas

frequentes na hora de declarar O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2016 teve início no dia 1º de março e termina em 29 de abril. Segundo a Receita Federal, cerca de 28,5 milhões de contribuintes deverão fazer a declaração este ano. Quem estiver obrigado e não entregar a declaração está sujeito à multa de no mínimo R$ 165,74 e de no máximo 20% do imposto devido. Confira, abaixo, dez respostas para dúvidas muito comuns do contribuinte, segundo informações do consultor de Imposto de Renda do IOB/Sage, Antônio Teixeira Bacalhau, em conversa com o site UOL.

1 - Quem precisa declarar?

Está obrigado a fazer a declaração de Imposto de Renda quem mora no Brasil e recebeu, em 2015, rendimentos tributáveis (salário, aluguel, aposentadoria, por exemplo) de mais de R$ 28.123,91. Também é obrigado a declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil. Exemplos de rendimento isento ou não tributável: uma indenização trabalhista ou rendimentos da caderneta de poupança. Já o rendimento tributado exclusivamente na fonte pode ser o 13º salário ou rendimentos de aplicações financeiras. Também estão obrigadas a declarar quem teve, em qualquer mês, ganhos com a venda de bens ou direitos, ou realizou operações em Bolsa de Valores e atividades similares.

2 - Completa ou simplificada?

Segundo Antônio Teixeira Bacalhau, o próprio programa indica qual é o modelo pelo qual o contribuinte poderá ter

restituição maior ou pagar menos imposto. Para isso, porém, o consultor informa que é necessário preencher as informações disponíveis na declaração, tais como rendimentos, bens e direitos, dependentes, dívidas e pagamentos. Com base nessas informações, o programa irá mostrar qual é a melhor opção para o contribuinte. Se for a declaração simplificada, será aplicado o desconto padrão de 20% (independentemente de gastos com saúde e educação, por exemplo). O limite para esse desconto de 20% é de R$ 16.754,34.

3 - Atualizo o valor do imóvel?

Depende. Todos os bens, como casa, carro, ações da Bolsa, devem ser declarados pelo custo de aquisição, ou seja, pelo valor que foi pago na compra. Só é possível atualizar o valor de uma casa ou apartamento mediante comprovação de reformas no imóvel. Esses gastos devem ser documentados com notas fiscais.

4 - Conjunta ou separada?

O conselho de Antônio Bacalhau é que o contribuinte primeiro preencha a declaração em conjunto, declarando rendimentos, bens, direitos, dívidas e despesas em comum. Então, verifica-se se há restituição ou imposto a pagar. Depois, exclui-se o cônjuge como dependente e verifica-se novamente se a situação melhora: mais restituição ou menos imposto a pagar. Só então decide qual é a melhor forma. “Normalmente, não vale a pena fazer a declaração em conjunto, porque a soma das rendas aumenta a base tributária sobre a qual incide o imposto”, diz.


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f) pais, avós e bisavós que, em 2014, tenham recebido rendimentos, tributáveis ou não, até R$ 22.499,13; g) menor pobre até 21 anos que o contribuinte crie e eduque e de quem detenha a guarda judicial; h) pessoa absolutamente incapaz, da qual o contribuinte seja tutor ou curador. Sendo assim, se o avô paga a despesa para o neto ou o tio paga o plano de saúde para um sobrinho sem que detenham a guarda judicial, não poderão abater essas despesas no Imposto de Renda.

7 - Quando posso deduzir com educação?

Só podem ser deduzidas as despesas com educação do titular, dependentes e alimentandos no limite de R$ 3.561,50 para cada um. O pagamento, porém, deve ser integralmente informado. Poderão ser deduzidos gastos com mensalidades de educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação superior (incluindo cursos de graduação e pós-graduação) e também educação profissional, tais como ensino técnico. Gastos com transporte escolar, uniformes, material escolar ou curso de idiomas ou preparatórios de vestibular não podem ser deduzidos.

5 - Incluo todos os dependentes?

Nem sempre vale a pena incluir todos os dependentes na declaração. Apesar de a Receita permitir o abatimento de R$ 2.275,08 por dependente, de R$ 3.561,50 com gastos com instrução e de despesas médicas sem limite, é preciso verificar cada caso. Isso porque a Receita também obriga a incluir os rendimentos recebidos por esses dependentes. Também aqui é necessário fazer a simulação das duas formas: com e sem a inclusão do dependente, para verificar se há mais restituição a receber ou menos imposto a pagar.

6 - Quem pode ser dependente?

Só podem ser considerados dependentes para fins de Imposto de Renda: a) companheiro (a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, ou cônjuge; b) filho (a) ou enteado (a), até 21 anos de idade, ou, em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; c) filho (a) ou enteado (a), se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, até 24 anos de idade; d) irmão (ã), neto (a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, até 21 anos, ou em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho; e) irmão (ã), neto (a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, com idade de 21 anos até 24 anos, se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, desde que o contribuinte tenha detido sua guarda judicial até os 21 anos;

8 - Posso deduzir remédios?

Não, a menos que estes medicamentos integrem a conta do hospital.

9 - Como declaro financiamento?

No caso de financiamento de carro e casa, a dívida deve ser declarada no campo “Bens e Direitos”. Sob o código específico do bem, descreva, na coluna Discriminação, todos os dados do carro ou da casa e de quem foi adquirido, com nome e CPF ou CNPJ. Detalhe as condições de pagamento. No campo dos valores, se o imóvel foi adquirido em 2015, deixe em branco o campo 31.12.2014 e preencha o valor que foi pago até 31.12.2015. Nos anos seguintes, vá somando as parcelas pagas até que o bem esteja quitado. Se o imóvel já tinha sido adquirido anteriormente, informe o valor pago até 31.12.2014 (se for o caso, copie da declaração anterior) e some o valor pago em 2015 na coluna 31.12.2015. Nos anos seguintes, vá somando as parcelas pagas até que o bem esteja quitado. Não inclua o financiamento de imóvel ou carro no campo “Dívidas e ônus reais”, que é destinado a outro tipo de dívidas, tais como empréstimos no banco ou com parentes.

10 - Sócio de empresa precisa declarar?

Ser sócio de empresa não é mais condição de obrigatoriedade para a entrega da declaração. Neste caso, a pessoa precisa ver se ela está obrigada a fazer a declaração por ter tido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.123,91, possuir bens com valor acima de R$ 300 mil ou qualquer outra condição de obrigatoriedade.


Ações de Representatividade 40

Sindicomércio-JF recebe comitiva do Senac O presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, ao lado dos diretores Nício Fortes Garcia, Rui Mussel da Silva e Marcelo Rodrigues Sepúlveda, além do superintendente da entidade, Sergio Costa de Paula, e do diretor do Senac JF, Luiz Henrique Andrade de Deus, recebeu, no dia 3 de fevereiro, os representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) Eládio Asensi Prado (presidente interino do Conselho Regional do Senac Minas), Dimitri Lara de Oliveira (diretor regional adjunto do Senac Minas), Antônio Henrique Borges de Paula (Diretor de Relações Institucionais do Senac nacional) e Felipe Peixoto Dias (gerente regional de operações Senac Minas na Zona da Mata). A visita teve início pela unidade do Senac localizada na avenida Rio Branco, quando Beloti apresentou à comitiva a realidade da entidade no município. “Trata-se de uma unidade de extrema importância na formação profissional. Contudo, a estrutura física não acompanhou o passar do tempo.” O presidente do Sindicomércio-JF afirmou a necessidade de criação de núcleos de treinamento voltados para o varejo, como escolas práticas. “Além disso, um dado importante da nossa cidade é que cerca de 15% da sua população é formada por aposentados. Diante desse realidade, uma escola técnica de enfermagem, com foco em cuidadores de idosos, seria de grande valia.” Beloti lembrou, ainda, do viés gastronômico de Juiz de Fora. “A volta do curso na área de gastronomia precisa ocorrer. O mercado de Juiz de Fora é muito forte nessa área. Precisamos atender à vocação natural da nossa cidade.” O presidente interino do Conselho Regional do Senac, Eládio Asensi Prado, destacou que a intenção é avançar dentro dos limites da entidade. “Faremos avaliações a fim de aproximar a área técnica das demandas reais encontradas em Juiz de Fora.” Durante a visita, a comitiva teve oportunidade de conhecer as instalações da extensão da rede física do Senac JF, usada para ampliação das atividades, situada na avenida Rio Branco 3053, do 11º ao 13º andares, dirigindo-se, em seguida, para a sede do Sindicomércio-JF.

Comitiva em frente à unidade, na avenida Rio Branco Sindicomércio-JF

Visita às instalações da cozinha industrial do Senac Sindicomércio-JF

Representantes do Sindicomércio-JF, do Senac e do Sindicato de Empregados no Comércio de Juiz de Fora reunidos no Senac Sindicomércio-JF


Notícias 42

Mudança na forma de

afixação de preços Foi publicada no Diário Oficial da União de 22 de outubro de 2015, a Lei nº 13.175/2015. Seu objetivo é acrescentar um novo artigo (2º - A) à Lei nº 10.962/2004, a fim de obrigar a informação do preço por unidade de medida na comercialização de produtos fracionados. Com isso, o consumidor poderá compreender melhor o preço real do produto embalado em quantidades pequenas. A legislação não se aplica à comercialização de medicamentos. Cabe lembrar que o texto original da Lei nº 10.962/2004 apenas dispõe sobre a oferta e as formas de afixação de preços de produtos e serviços, com esclarecimentos sobre a utilização de código de barras, código referencial e preço do produto na embalagem. A norma foi regulamentada pelo Decreto nº 5.903, de 20 de setembro de 2006. A Lei nº 13.175/2015 atende aos direitos básicos do consumidor em relação à venda de produtos fracionados, objetivando fortalecer o direito à informação e facilitar a comparação de preços dos produtos, com beneficio à livre concorrência. A norma aumenta, então, a transparência da relação de consumo e está em harmonia com a legislação de defesa do consumidor, que prevê a necessidade de a oferta ser feita de forma clara, correta, precisa e ostensiva, com especificação correta de quantidade, medida, características, composição, qualidade e preço.

Íntegra do texto: “Diário Oficial da União - Seção 1 - Nº 202, quinta-feira, 22 de outubro de 2015 ATOS DO PODER LEGISLATIVO LEI Nº 13.175, DE 21 DE OUTUBRO DE 2015. Acrescenta art. 2o-A à Lei no 10.962, de 11 de outubro de 2004, que dispõe sobre a oferta e as formas de afixação de preços de produtos e serviços para o consumidor, para obrigar a informação do preço por unidade de medida na comercialização de produtos fracionados em pequenas quantidades. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º A Lei no 10.962, de 11 de outubro de 2004, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 2º-A: “Art. 2º-A Na venda a varejo de produtos fracionados em pequenas quantidades, o comerciante deverá informar, na etiqueta contendo o preço ou junto aos itens expostos, além do preço do produto à vista, o preço correspondente a uma das seguintes unidades fundamentais de medida: capacidade, massa, volume, comprimento ou área, de acordo com a forma habitual de comercialização de cada tipo de produto. Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica à comercialização de medicamentos.” Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 21 de outubro de 2015; 194º da Independência e 127º da República. DILMA ROUSSEFF José Eduardo Cardozo” Cartilha sobre a lei nº 10.962/2004


A fim de que sejam cumpridas as regras estabelecidas na lei nº 10.962/2004, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), em parceria com a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo (Procon-SP), lançou, em formato digital, a cartilha “Afixação de preços e fiscalização”. Criada em 2012 na versão impressa, a publicação está disponível agora via web, no link: http://afixacaodeprecos. fecomercio.com.br/, e tem como objetivo orientar os comerciantes sobre as normas legais de afixação de preços, segundo o que determina a legislação. A página traz todas as orientações sobre os critérios a serem atendidos pelos empreendedores, bem como quanto aos cuidados que devem ser tomados no momento da oferta de produtos. O conteúdo digital foi elaborado com base nas dúvidas mais frequentes de consumidores e de empresários. Além disso, alerta para dez condutas proibidas, que requerem atenção. São elas:

1. Utilizar código de referência que deixa dúvida quanto à identificação do item ao qual se refere;

4. Ofertar produtos com preços “a partir de...” em araras, expositores, vitrines, cestos etc., sem indicar em cada unidade de produto ofertado seu respectivo preço à vista. Vale lembrar que se não estiverem mais disponíveis unidades de produto com o preço ofertado na informação “a partir de...”, esta deve ser retirada ou alterada para contemplar o valor mais baixo dos produtos expostos à venda; 5.

Expor preços com as cores das letras e do fundo idênticos ou semelhantes, dificultando a visibilidade;

6. Ofertar concessão de desconto, deixando de informar o preço à vista do respectivo produto, já com o desconto ofertado (é admissível a oferta do preço da seguinte forma: “de X por Y”); 7. Expor informação escrita na vertical ou em outro ângulo que dificulte a leitura; 8. Atribuir preços diferentes para o mesmo item;

2.

9. Informar preços em moeda estrangeira, sem a sua conversão em moeda corrente nacional em caracteres de igual ou superior destaque;

3. Utilizar caracteres apagados, rasurados ou borrados;

10. Informar preços apenas em parcelas, obrigando o consumidor ao cálculo do total.

Utilizar letras cujo tamanho não seja uniforme ou dificulte a percepção da informação, considerada a distância normal de visualização do consumidor;


5 passos

para ter a equipe de vendas ideal em sua loja


Notícias 45

Uma equipe de vendedores bem montada é essencial para o sucesso de um negócio de varejo. São esses profissionais os responsáveis pelo contato direto com o consumidor, por materializar para os clientes a promessa de valor da marca e realizar uma boa venda, condição básica para manutenção e crescimento do negócio. Para exercer uma função tão importante, é necessário que os profissionais estejam capacitados e que o líder saiba extrair de cada um sua melhor performance, tendo consciência de que uma boa equipe de vendas também trabalha bem em equipe. Para Rogério Bulhões, diretor geral da Casting, empresa que oferece solução de inteligência de negócios focada em aumentar a produtividade das equipes no varejo, em entrevista ao Portal Administradores.com, alguns passos são primordiais para manter uma equipe de qualidade que possa resultar na máxima produtividade das vendas e proporcionar, consequentemente, crescimento para o negócio. “A seleção bem feita é o fator que reduzirá o turnover das empresas e minimizará os efeitos nocivos que isso causa do negócio. O papel do gestor é tornar o processo mais profissional e compreender que a troca constante de profissionais e eventuais desfalques na equipe de vendedores influenciam negativamente as receitas”, afirma Bulhões. Ele elenca cinco passos fundamentais para montar uma equipe de vendas ideal.

1. Selecione bem e continuamente

A avaliação do candidato deve ser feita detalhadamente. Aspectos como formação escolar, histórico profissional, empenho para com a nova função e vontade de buscar resultados diferenciados são alguns pontos que devem ser avaliados pelo gestor. Para o varejo, é importante identificar, já de inicio, se o candidato está de acordo com a escala de trabalho. Em lojas de shopping, por exemplo, os melhores dias para vendas são os finais de semana, feriados e datas comemorativas, e o novo funcionário terá de trabalhar em muitos desses dias. Entenda também a dinâmica familiar do candidato. A importância do salário da pessoa em avaliação no orçamento da família, bem como a existência de dependentes do candidato, também podem indicar maior ou menor retenção e precisam ser avaliadas. Manter um processo contínuo de busca e seleção de profissionais para a linha de frente, mesmo quando não existem vagas abertas, é uma dica importante para que o lojista reduza o tempo entre a perda de um funcionário e a contratação de outro. Esse tempo ganho tem impacto direto nas vendas.

2. Invista em capacitação profissional

A capacitação profissional é essencial para qualquer negócio, tanto para quem lidera, quanto para quem executa as ações. É preciso conhecer o produto comercializado com profundidade e, para isso, todos precisam estar devidamente capacitados para atender ao consumidor e transmitir o valor da marca para os clientes. Aspectos como técnicas de atendimento, comunicação e persuasão não devem ficar de fora da grade de treinamentos, que devem ser aplicados continuamente.

3. Engaje, mobilize e inove por meio da liderança

Para alcançar o potencial máximo da equipe é preciso inspirar os colaboradores. O líder, seja ele o dono do negócio ou o gerente, é o grande responsável por isso. Incentivar a equipe com o seu exemplo proativo, promover sentimentos positivos, estar aberto a novas formas de pensar e agir, ajudá-los na busca dos melhores resultados e mobilizar os recursos para alcançar os objetivos traçados são algumas ações que devem ser desenvolvidas nos líderes.

4. Monitore os resultados e promova ações de melhoria continuamente

O desempenho é a chave mestra das melhorias na empresa. Monitorar constantemente dados de vendas por categoria de produto, loja e por colaborador, é essencial para que o gestor possa conhecer a saúde do negócio e planejar o crescimento no curto e longo prazos. O desempenho individual e em equipe são pontos importantes a serem observados. É por meio dos desempenhos individuais e equipes que as melhores práticas são conhecidas, aprimoradas e disseminadas.

5. Crie um ambiente de crescimento profissional

Um ambiente profissional de desenvolvimento requer abertura e contribuição de todos, principalmente do líder. Para que o trabalho aconteça de forma adequada, o clima interno deve ser voltado ao aperfeiçoamento dos resultados. Com um ambiente assim criado, as melhorias contínuas de produtividade ocorrerão mais naturalmente.


Novos Associados 46

Casa do Biscoito Avenida Barão do Rio Branco 2.407, Centro A Casa do Biscoito está no mercado de Juiz de Fora há 12 anos. A loja associada foi inaugurada recentemente, há dois meses, fazendo parte da lista de três lojas da marca na cidade. “Atendemos a um público extremamente diversificado, ou seja, a todas as classes sociais”, afirma o proprietário da empresa, Guilherme Duarte. Uma curiosidade apontada por Duarte diz respeito à localização dos estabelecimentos. Segundo ele, necessariamente as lojas da marca devem ser instaladas em ruas em que há grande circulação de pedestres. “Pesquisas apontam que 80% das vendas efetuadas em nossas lojas são feitas por impulso. Assim, as pessoas passam, olham, entram e compram.” Cores e formatos dos doces e biscoitos comercializados atraem o consumidor. O produto já chama atenção por si só. O diferencial da marca é oferecer grande variedade de produtos em um só lugar. “Isso não ocorre, por exemplo, em supermercados”, lembra o proprietário. Entre as datas mais favoráveis aos negócios na Casa do Biscoito estão a Páscoa, o Dia das Mães e o Dia de São Cosme e São Damião. Sindicomércio-JF

Macalé Produtos para Laticínios Rua Humberto de Campos 42, Santa Terezinha A história de sucesso teve início em 1965, quando o professor do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, Jonas Pereira Bomtempo, vislumbrou a criação de uma empresa de insumos para laticínios. Cinco décadas depois, sob a gestão do fundador e de sua filha e sócia, Luciana Bomtempo Furtado, o Macalé ocupa uma posição de referência no mercado nacional, conquistando clientes tanto com o comprometimento quanto com a qualidade dos produtos e o atendimento diferenciado. A empresa mantém-se sempre atualizada, se adaptando às novas tendências, trazendo o que há de melhor e mais moderno para seus clientes. Recentemente promoveu uma reestruturação completa de suas instalações físicas para atendimento das rigorosas exigências de qualidade necessárias à produção e comércio de insumos para o setor em que atua. Aditivos e ingredientes para fabricação de queijos, leites fermentados, bebidas lácteas e toda uma gama de produtos lácteos fazem parte da linha de produtos oferecidos pelo Macalé. Além disso, mantém sua tradição na fabricação dos mais variados tipos de soluções e reagentes para análise de leite e seus derivados, seguindo o mais completo controle de qualidade. Para completar, o Macalé dispõe também de variados tipos de vidrarias, equipamentos e utensílios para laboratório. Fornece vestuário adequado para a indústria de laticínios e uma extensa linha de produtos para limpeza e higienização. Na expectativa de oferecer sempre os melhores produtos, o Macalé investe em parcerias com as empresas líderes do mercado de insumos e tecnologia para laticínios, como a multinacional dinamarquesa CHR Hansen, líder mundial em biotecnologia aplicada no mercado de coagulantes e culturas láticas. A associação da empresa ao Sindicomércio-JF ocorreu em função dos benefícios oferecidos.

Macalé Produtos para Laticínios

Informações cedidas pela empresa Macalé Produtos para Laticínios

Macalé Produtos para Laticínios


In Natura Rua José Miguel Mansur, loja 41, Cascatinha Oferecer produtos a partir de ações pautadas na qualidade, na segurança e na higiene. Esta é uma das preocupações da proprietária da Distribuidora In Natura, Lívia Filgueiras. Ocupando um ponto comercial no bairro Cascatinha desde maio de 2015, a In Natura envazadora foi inaugurada em agosto de 2011, no município de Simão Pereira. “A In Natura brota diretamente da rocha, sem poço artesiano, como uma das águas mais leves da natureza, e está entre as águas mais leves e de menor sódio do Brasil”, destaca Lívia. A distribuidora comercializa exclusivamente água e gelo em cubos, atendendo a residências, hospitais, estabelecimentos comerciais e escolas. “Nossos produtos são armazenados e entregues de forma segura e higiênica. Nosso entregador é treinado em Biossegurança, utiliza uniforme para facilitar a identificação e promover a segurança dos nossos clientes. Cumprimos o tempo estimado para entrega e, caso ocorra algum contratempo, nosso cliente é informado”, ressalta a proprietária. Com relação à higiene, Lívia explica que os galões e fardos são limpos com álcool especial, a fim de evitar alteração no gosto da água e eliminar todo tipo de resíduos. Além dos galões de 20 litros, a In Natura oferece fardos contendo 12 embalagens de 510ml cada, fardos contendo seis embalagens de 1,5L cada, caixa de copo contendo 48 unidades cada , e embalagem de 4kg de gelo In Natura. Quanto à associação ao Sindicomércio-JF, Lívia explica que “além dos excelentes benefícios que o Sindicomércio oferece, identificamos que é uma ótima oportunidade para divulgação da distribuidora e dos produtos da marca In Natura.” Sindicomércio-JF

Charme Colegial Rua Marechal Deodoro 123, Centro Uma empresa familiar, que está no mercado há 42 anos. Esta é a Charme Colegial, que já está na segunda geração, reunindo, atualmente, pais e três filhos à frente dos negócios. “Oferecemos confecção e venda de uniformes em geral, sendo eles escolares, empresariais e universitários”, destaca a gerente, Flávia Lima. No caso de uniformes escolares, ela lembra que a empresa oferece pronta-entrega de peças de verão e de inverno. “Para empresas e universitários, as peças são feitas sob encomenda, podendo ser elaboradas de forma personalizada.” Questionada a respeito dos diferenciais da Charme Colegial, que atende a Juiz de Fora e a municípios do entorno, Flávia aponta: “Qualidade, preço e prazo.” De acordo com ela, como a empresa tem confecção própria, há cuidado com todo o processo. “Nossa matéria-prima é de excelente qualidade, os preços são atrativos e entregamos as peças em prazo curto. Além disso, temos estrutura para o pós-venda, ou seja, suporte para consertos e outros atendimentos.” A associação da Charme Colegial ao Sindicomércio_JF ocorreu após a gerente tomar conhecimento dos benefícios oferecido por meio da parceria entre a entidade patronal e a Previne Medicina do Trabalho. Sindicomércio-JF


Com que roupa eu vou? Ser convidado para uma festa ou para um evento quase sempre é sinônimo de alegria e animação. Mas e se no convite consta o traje que deverá ser usado? Você sabe diferenciar os diversos tipos de traje? O fato de o convite indicar o tipo de traje a ser usado facilita ou dificulta? É nessa hora que costuma aparecer aquela dúvida já clássica: “Com que roupa eu vou?”. “É preciso estar atento à indicação que vem no convite. Mas, além disso, é imprescindível que haja bom senso na hora de se vestir. Uma dica muito válida é pensar, independente de o traje estar descrito no convite, no evento em si, no público convidado e em nunca exagerar”, destaca a consultora de moda Isabela Moraes. Para ajudar, a Conexão Comércio definiu uma lista com os principais tipos de trajes.

Esporte Trata-se de um look arrumado, porém mais simples e casual. As roupas que compõem esse tipo de traje são aquelas usadas em eventos como almoço com os amigos, festas de aniversário, batizados e exposições. Neste acaso, o grau de informalidade deve ser adequado a cada tipo de evento e ao local onde será realizado. Não engloba produção sofisticada, mas cuidado é fundamental. Traje masculino Calças de brim ou jeans estão liberadas na produção, combinadas com camisas esportivas ou polo. Se estiver frio, aposte em jaquetas, suéteres ou blazers esportivos feitos de couro ou veludo. Complete o visual com mocassim ou sapatênis. Traje feminino Vestidos curtos ou na altura dos joelhos são ideais, além de outras opções como saias, calças de tecido, jeans e bermudas. As composições pedem tecidos leves e sem brilhos. Nos pés, sandálias de saltos médios ou baixos, sapatilhas ou botas. Já as bolsas, médias ou grandes, podem ser de um material mais esportivo. Maquiagem e penteados discretos.

Passeio ou Esporte fino (também chamado de Tenue de Ville) Usado em eventos um pouco mais formais, tais como almoços, vernissages, conferências, entre outros.


Notícias 49

Traje masculino Se o evento for diurno, usa-se camisa e blazer sem gravata, terno claro com gravata em algumas situações. Se for noturno, terno e gravata. Jeans não cabe nesse tipo de traje. Nos pés, sapato social ou mocassins pretos ou marrons. Traje feminino Vestidos, tailleurs, blusas e calças em tecidos mais elegantes, sapato de salto médio a alto, bolsas de tamanho médio, se o evento for diurno; ou menores, se for noturno. Para a noite, lenços e echarpes dão o toque final. Não é correto usar excesso de brilho em roupas e sapatos e transparências e decotes profundos.

Passeio completo (social) Para esse tipo de evento, o traje é sofisticado e elegante. É usado para jantares, coquetéis, concertos, casamentos, entre outros. Traje masculino Para os homens: terno escuro, camisa social, de preferência clara e lisa, gravata discreta, sapato social e cinto. No lugar do terno, é possível optar pela dupla calça e paletó escuros. Traje feminino Para mulheres: vestidos (curto, longuete ou longo), saias, blusas, tailleurs e pantalonas em tecidos mais sofisticados, acetinados e com brilho. Bolsa pequena e sapato alto. As fendas e decotes estão liberados, mas sem exageros. O mesmo vale para bordados e brilhos nos trajes. Boleros, casaquetos, peles falsas e xales são ideais, se o clima estiver frio. Os acessórios pedem saltos altos e bolsas pequenas.

Black-Tie, Rigor ou Tenue de Soirée Esta é a hora do requinte e da sofisticação e formalidade. Os eventos pedem capricho, pois são noites de gala, bailes e grandes premiações. Traje masculino O uso de smoking é imprescindível, tradicional ou variações mais modernas, como substituir a camisa branca por uma preta e dispensar a gravata borboleta, são toleradas hoje em dia. Nos pés, sapatos de amarrar pretos, de verniz ou couro liso. Traje feminino Vestidos longos ou curtos muito sofisticados. Decotes, transparências, brilhos e bordados. Nos acessórios, sapatos de salto fino ou sandálias de salto bem altos, estolas, casaquinhos, peles etc., acompanhados de joias ou bijuterias muito especiais. Quanto aos cabelos, a dica é apostar em um penteado preso.


Loja localizada no bairro São Pedro – JF Sindicomércio-JF

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História dos Associados

ABC da Construção Com sede em Juiz de Fora, a ABC da Construção, fundada em 1990, investiu, nos últimos anos, em capilaridade, tecnologia e logística e, devido ao seu porte, consegue realizar grandes compras com as principais marcas do mercado, oferecendo variedade de produtos, com mais de 1.600 modelos de revestimentos; 740 modelos de metais e 680 modelos de louças em geral. A empresa passou por três fases de expansão: a primeira em 1991, inaugurando a primeira loja fora de Juiz de Fora; a segunda, em 2006, quando a empresa colocou como meta dobrar o número de lojas, que na época chegava a 12 unidades; e a terceira, em 2012, quando tinha 23 lojas próprias em 14 cidades. Devido ao seu crescimento rápido e sólido, a ABC atraiu o investimento da FIR Capital – gestora de fundos de capital – tornando-se, assim, uma Empresa S.A.. Em 2013, em uma ação estratégica, fechou um dos maiores e mais importantes negócios do setor, abrindo sociedade com a CONEDI Participações, holding de fundadores e controladores de negócios, dentre eles, MRV, Log Comercial Properties e Banco Intermedium. A ABC da Construção segue investindo, cada vez mais, em estrutura, treinamento, inovações e facilidades. Isso significa, na prática, melhor condição de negociação com a indústria e maior proximidade com seus clientes e parceiros, oferecendo sempre o melhor custo/benefício para quem vai construir ou reformar. Hoje, a ABC da Construção conta com três modelos de lojas: showroom, outlet e boutique.

Atualmente, a ABC está presente nas seguintes cidades, localizadas na Zona da Mata, Belo Horizonte, Centro Oeste e Sul de Minas: Além Paraíba, Alfenas, Barbacena, Belo Horizonte, Bom Despacho, Cataguases, Conselheiro Lafaiete, Divinópolis, Itajubá, Itaúna, Juiz de Fora, Lagoa da Prata, Lavras, Leopoldina, Muriaé, Nova Serrana, Pará de Minas, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, Santos Dumont, São João Del Rei, São Lourenço, Três Corações, Três Pontas, Ubá, Varginha e Viçosa. A novidade do Grupo ABC da Construção é o lançamento do novo modelo de franquia. O ABC Franchising Ltda. é baseado na operação inovadora da rede, que permite uma estrutura enxuta de loja, com poucos funcionários e custos fixos muito baixos. Como o estoque é centralizado em um único e grande Centro de Distribuição da ABC – o maior do setor no estado, com 20.000 m2 de área e capacidade de entrega em 48 horas, em 350 municípios - o franqueado tem a opção de comprar apenas o que vender em sua loja, reduzindo a necessidade de capital de giro e possíveis perdas de materiais. O foco inicial se concentra em cidades com mais de 20 mil habitantes em Minas Gerais e, ainda no primeiro trimestre de 2016, duas novas unidades serão abertas: em Betim e em Ibirité (MG). O público-alvo são empreendedores locais que desejam começar um negócio ou varejistas tradicionais do segmento. Em Minas Gerais, foi identificado potencial de aberturas de aproximadamente 30 a 40 lojas franqueadas, com 400 a 1.000 m2, que se somarão às lojas próprias existentes. Divulgação 22 Graus Comunicação e Marketing, assessoria ABC da Construção

Loja localizada no Spazio Design - JF Sindicomércio-JF


História dos Associados 51

Arquivo pessoal

História dos Associados

Eletro Celso Há 33 anos no mercado, a Eletro Celso tem sua trajetória marcada pela tradição e pela confiança. Uma empresa familiar, que teve início com o senhor Celso Alves e sua esposa, Sílvia, focada na linha de materiais elétricos e hidráulicos. Com o passar do tempo, os dois filhos, Vitor e Thiago, passaram a integrar o corpo gerencial da empresa. A primeira loja foi montada na rua Floriano Peixoto. Há dez anos o ponto onde funcionava o depósito de materiais, na avenida Francisco Bernardino, passou a atender como filial. “A matriz, na rua Floriano Peixoto, atende principalmente ao varejo, enquanto a loja da Francisco Bernardino é mais focada no atacado, com atendimentos de orçamentos via telefone, além de encomendas maiores”, aponta o gerente administrativo Vitor Alves. A Eletro Celso atende tanto ao consumidor final, a empresas e a licitações de órgãos públicos. “Nossa empresa faz negócios não apenas em Juiz de Fora, mas também em municípios do entorno.” As mudanças ao longo do tempo incluem a expansão dos negócios, com ampliação do leque de materiais oferecidos, incluindo, por exemplo, antenas e equipamentos de segurança. “Fomos nos adaptando às demandas. Para nos manter no mercado é preciso nos adequar às necessidades”, destaca Alves. A Eletro Celso vem sendo destaque na pesquisa Top of Mind, que aponta a primeira lembrança do consumidor em relação a diversos segmentos. “Prezamos pelo preço e pela qualidade de atendimento, além de oferecermos uma mescla de produtos. Isso faz com que consigamos manter a confiança junto aos nossos clientes”, pontua Alves.

Loja localizada na rua Floriano Peixoto Sindicomércio-JF

Fachada da Eletro Celso, na avenida Francisco Bernardino Sindicomércio-JF


Espaço Saúde 52

Saiba mais sobre a dengue, Dengue A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. No Brasil, foi identificada pela primeira vez em 1986. A principal forma de transmissão é pela picada dos mosquitos. Há registros de transmissão vertical (gestante - bebê) e por transfusão de sangue. Existem quatro tipos diferentes de vírus do dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por dengue pode ser assintomática, leve, ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de dois a sete dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas. Não existe tratamento específico para dengue. O tratamento é feito para aliviar os sintomas Quando aparecerem sintomas, é importante procurar um serviço de saúde, fazer repouso e ingerir bastante líquido. Importante não tomar medicamentos por conta própria. Ainda não existe vacina ou medicamentos contra dengue. Portanto, a única forma de prevenção é acabar com o mosquito, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção pra aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos.

Chikungunya A Febre Chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014. Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, ainda, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas começam entre dois e doze dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.


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o zika e o chikungunya Não existe vacina ou tratamento específico para Chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para a febre (paracetamol) e as dores articulares (anti-inflamatórios). Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda-se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância. Assim como a dengue, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança.

Zika O Zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e identificado pela primeira vez no Brasil em abril de 2015. O vírus Zika recebeu a mesma denominação do local de origem de sua identificação em 1947, após detecção em macacos sentinelas para monitoramento da febre amarela, na floresta Zika, em Uganda. Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus Zika não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos. No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após três a sete dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito. O principal modo de transmissão descrito do vírus é pela picada do Aedes aegypti. Outras possíveis formas de transmissão do vírus Zika precisam ser avaliadas com mais profundidade, com base em estudos científicos. Não há evidências de transmissão do vírus Zika por meio do leite materno, assim como por urina, saliva e sêmen. Conforme estudos aplicados na Polinésia Francesa, não foi identificada a replicação do vírus em amostras do leite, assim como a doença ainda não pode ser classificada como sexualmente transmissível. Também não há descrição de transmissão por saliva. Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. Também não há vacina contra o vírus. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus. Os casos suspeitos devem ser tratados como dengue. Com informações do Ministério da Saúde


Motivacional

Simplesmente Retrato

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Tiago da Costa Carvalho Especialista em Gestão, Comércio e Inovação do Senac em Minas; Administrador em Comércio Exterior, MBA em Gestão Estratégia de Marketing. Mestre em Administração na linha de inovação e competitividade.

Importância da inovação no varejo de produtos e serviços O tema inovação vem sendo discutido frequentemente nas micros, pequenas, médias e grandes empresas. É destaque na pauta das metas empresariais na atualidade – às vezes, de maneira insistente e até inconsequente. No entanto, muito se fala e pouco se aplica devido aos vários desafios e riscos que a inovação pode causar às empresas. Assim sendo, para se atingir o patamar de se tornar uma empresa reconhecida como inovadora, precisa-se que as organizações contemporâneas compreendam o conceito de inovação, sua aplicabilidade, e as principais alternativas inovadoras que podemos adotar para nossos produtos, serviços, marca, processos, e até mesmo, para toda a organização. Segundo o Manual de Oslo (1997), editado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e traduzido pela Finep, “a inovação pode ocorrer em qualquer setor da economia, incluindo serviços governamentais, como saúde e educação”. Já no setor terciário da economia, a inovação precisa acompanhar as novas tendências e mudanças. É preciso ficar atento ao perfil do novo consumidor; às mudanças ocasionadas pela digitalização dos negócios; e à criatividade no dia a dia das empresas, entre outros fatores. Essas ações, futuramente, irão proporcionar o aumento da competitividade e a sobrevivência das empresas no mercado altamente concorrido. O impacto da inovação no mundo dos negócios reflete-se na necessidade das empresas contemporâneas se atualizarem frequentemente, ofertando produtos e serviços modernos e atraentes para o mercado. Sabe-se que a empresa não inova sozinha, portanto, os profissionais devem se envolver ativamente no tema. A empresa e os gestores devem fortalecer os profissionais internamente para que eles sejam a força motriz da inovação, atuando, assim, como intraempreendedores. Foi isso que aconteceu na grande multinacional 3M, por meio de seu líder, William L. McKnight, que foi um dos responsáveis pela consolidação da cultura da inovação, refletida na companhia até hoje. Em uma de suas célebres frases, ele enfatizava o pensamento: “Contrate bons funcionários e os deixe em paz”, querendo referenciar que a autonomia, aliada à capacidade e cultura de inovação, permite à empresa se tornar referência em seu mercado de atuação. Desta forma as organizações que atuam de maneira inovadora e que compreendem qual a importância dessa característica para o varejo de produtos e serviços conseguem obter mais facilmente vantagens competitivas sustentáveis frente aos seus competidores no atual mercado global. Essa atitude fará toda a diferença!


Revista 24 web  
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