Page 1

01


02


MEnSAGEM DO PRESIDEnTE Prezado leitor, nesta edição, compartilho com os senhores alguns projetos que estão em desenvolvimento. A intenção é que o empresário possa tomar conhecimento do que está por vir, para este ano, por parte de nossa entidade. Atualmente, o Sindicomércio possui vários produtos e serviços, os quais são destinados aos empresários e seus colaboradores, como o Convênio Educação, o Certificado Digital, Plano de Saúde, linhas de crédito pelo BDMG, Jurídico e o setor de RH, que recruta e seleciona, gratuitamente, colaboradores para as empresas associadas. Começamos o ano com algumas mudanças na revista Conexão Comércio. Adequamos à modernidade necessária, proporcionando mais interação com o leitor. A revista está mais aberta ao olhar atento de quem está apreciando a leitura. Foram muitos os desafios nesses três anos de muita dedicação do Departamento de Jornalismo da entidade, a fim de proporcionar a linguagem adequada para atingir o interesse do perfil de quem a recebe. O Sindicomércio estará, em breve, disponibilizando seu aplicativo, que trará a empregabilidade e a oferta de produtos de seus associados como itens preponderantes. nossa expectativa é a maior possível, pois sabemos que o mundo virtual está cada vez mais presente em nosso cotidiano. A implantação da ISO 9001 em nossa entidade facilitará os processos para que tenhamos a entidade representante dos empresários de bens e serviços de nossa cidade com um padrão de qualidade modelo. É importante que mais produtos estejam agregados em nosso portfólio. Entretanto, é necessário que sejam de qualidade e credibilidade. Convênios na área odontológica e na medicina do trabalho estão sendo estudados para entrarem na gama de produtos e empresas credenciadas pelo Sindicomércio. Desse modo, o Sindicomércio, além de focado nos produtos e serviços oferecidos a seus representados, também trabalha em outras frentes, como no jurídico, defendendo os interesses do empresariado de bens e serviços da cidade.

Sindicomércio-JF

Boa leitura!

O Sindicomércio estará, em breve, disponibilizando seu aplicativo, que trará a empregabilidade e a oferta de produtos de seus associados como itens preponderantes.”

Emerson Beloti de souza Presidente do Sindicomércio - JF


Expediente:

Índice

conselho editorial Emerson Beloti de souza sergio Costa de paula aline Furtado

04

Jornalista responsável aline Furtado – mTb 09105/mg

06 reportagem especial Comerciantes de JF adotam estratégias para driblar a baixa circulação de moedas

colaboradores andré luís saraiva Cristiane Biaso diego Berro gabriel de andrade ivo ilva Facio netto lasmar José rufino de souza Júnior simoni sátiro Trajano soares a revista Conexão Comércio não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos assinados, já que os mesmos expressam apenas o pensamento dos autores, não representando, necessariamente, a opinião da direção da revista. Caso necessário, a direção se reserva no direito de resumir os artigos. os espaços publicitários são de inteira responsabilidade dos anunciantes. fotografias algumas fotografias utilizadas nesta edição foram gentilmente cedidas por entidades creditadas. as fotografias utilizadas nos espaços publicitários são de responsabilidade dos anunciantes.

26 capa demanda por aluguel cresce com a volta às aulas

foto capa aelson amaral (Juiz de Fora) imagens estudantes: shutterstock.com Imagens shutterstock.com departamento comercial sana Keller (32) 9198-0535 projeto Gráfico e diagramação artWork propaganda (32) 3215-7075

01 – mensagem do presidente 04 – notas 08 – Coluna do advogado 09 – Coluna do Contador 10 – artigo Especial 11 – Coluna do rh 12 – artigo Especial 40 – Comportamento 42 – ações de representatividade 48 – novos associados 49 – história dos associados 50 – motivacional

periodicidade: Trimestral/Bimestral Tiragem: 5.000 exemplares Impressão: gráfica Central contato Telefone: (32) 3215-1317 E-mail: sindicomerciojf@sindicatodocomercio.org.br site: www.sindicomerciojf.org.br Facebook: sindicomércio-JF Twitter: @sindicomerciojf Endereço: avenida rio Branco 2.588/5º andar Centro - Juiz de Fora – mg Funcionamento: de segunda a sexta, de 8h30 às 18h30

diretoria 2014 / 2018 Emerson Beloti de souza Presidente nício Fortes garcia 1º Vice-presidente

espaço do leitor Contribua com a Conexão Comércio. Envie sugestões, críticas e comentários sobre os diversos assuntos publicados na revista. nosso e-mail é jornalismo@ sindicatodocomercio.org.br. participe!

rui mussel da silva 2º Vice-presidente oddone Villar Turolla 3º Vice-presidente paulo roberto lopes 4º Vice-presidente

Carlos alberto martins de pinho 2º Secretário lucimar las Casas oliveira 3º Secretário alexandre Tassi Brugiolo 1º Tesoureiro gilson guimarães peixoto 2º Tesoureiro zênio Fernandes Filho 3º Tesoureiro

marcelo rodrigues sepúlveda sergio Costa de paula 1º Secretário Superintendente


NotĂ­cias 05


Notas 06

adiCional dE 30% DE PERICUlOSIDADE PARA MOTOCIClISTAS VOlTA A VIGORAR Com a publicação da Portaria MTE nº 5/15 (DOU de 08/01/2015), foi revogada a de nº 1.930/14, que suspendia os efeitos da Portaria MTE nº 1.565/14. Dessa forma, a 1.565/14, que aprovou o Anexo 5 intitulado “Atividades Perigosas em Motocicleta”, constante da norma Regulamentadora (nR) nº 16, que trata de Atividades e Operações Perigosas, volta a vigorar. Além do exposto, a Portaria MTE nº 5/15 suspendeu os efeitos da nº 1.565/14, em relação aos membros da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir), da Confederação nacional das Revendas (Ambev) e das Empresas de logística da Distribuição (Confenar). A Portaria MTE nº 5/15 entrou em vigor na data de sua publicação, ou seja, no dia 8 de janeiro de 2015. Fonte: Fecomércio MG

porTal EmprEsÔmETro mpE FUnCIOnA COMO TERMôMETRO DA ECOnOMIA O Empresômetro MPE, um portal que fornece informações em tempo real sobre as micro e pequenas empresas brasileiras, está no ar. lançado no mês de novembro, pela Confederação nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CnC), o portal pode ser acessado por meio do endereço “empresometro.cnc.com.br”. Desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o portal contém estatísticas das MPEs e do Simples nacional, monitora em tempo real a abertura e o fechamento dessas empresas, por cidade, estado e atividade econômica, entre outras informações relevantes sobre o setor. Com mais de 13 milhões de empreendimentos cadastrados, o sistema serve

como termômetro da economia brasileira. O Empresômetro aponta cerca de quatro mil novas micro e pequenas lançadas por dia no ano passado. O segmento de vestuário e acessórios lidera o ranking de segmento com mais micro e pequenas empresas em atividade, seguido pelo varejo de alimentos e por lanchonetes e similares. Fonte: CnC


CDH APROVA Vagas EspECiais para grÁVidas EM ESTACIOnAMEnTOS

Notas 07

A Comissão de Direitos Humanos e legislação Participativa (CDH) do Senado Federal aprovou, no final do ano passado, o projeto que torna obrigatória a reserva de vagas em estacionamentos públicos para veículos que transportem gestantes e crianças de até um ano e meio de idade. Além de estender ao grupo benefício já previsto para pessoas com deficiências limitadoras da locomoção, a proposta do senador Anibal Diniz (PT-AC) ainda amplia a atual demarcação, de 2% para 3% do total das vagas. A matéria (PlS 520/2013) deve seguir diretamente para exame na Câmara dos Deputados, sem passar por votação no Plenário do Senado, a menos que seja apresentado recurso com essa finalidade. A lei de Acessibilidade atualmente determina a reserva de vagas em vias ou em espaços públicos (o que compreende estacionamentos de empreendimentos comerciais, como shoppings), em áreas próximas dos acessos de circulação de pedestres. As vagas, equivalentes a 2% do total, garantida pelo menos uma, devem ser sinalizadas. Fonte: Senado Federal

BRASIl PERMAnECE COMO O 5° maior mErCado dE Carros O Brasil segue atrás da Alemanha no ranking dos maiores mercados de veículos do mundo, segundo balanço divulgado pela consultoria Jato Dynamics. Com a redução de quase 9% nas vendas, o país perdeu para os alemães o posto de quarto maior consumidor mundial de

carros e, atualmente, ocupa a quinta posição. Em contrapartida, a China lidera a lista com mais de 15 milhões de automóveis vendidos entre janeiro e setembro de 2014, 2,6 milhões de unidades a mais do que os Estados Unidos. Fonte: Fecomércio MG


reportagem Especial 08

Está faltando moeda no mercado, o que gera preocupação dos comerciantes, que precisam driblar a falta na hora de dar o troco ao consumidor. Um dos motivos do sumiço das moedas do mercado é o hábito de guardar o dinheiro em cofres. De acordo com estudo realizado em 2013 pelo Banco Central, intitulado “O brasileiro e sua relação com o dinheiro”, a cada dez moedas recebidas, três ou quatro ficam guardadas em cofres. O prazo de guarda pode variar de uma semana (46%) a um ano (1%). A pesquisa apontou, ainda, que mais da metade dos consumidores, o equivalente a 52%, sentem falta da moeda de R$ 1 na hora de fazer um pagamento. Cerca de 40% reclamam da escassez de moedas de R$ 0,50 e outros 32% reclamam da falta de moedas de R$ 0,25. Entre os comerciantes, as moedas de R$ 1 (59%) e R$ 0,50 (43%) são as que mais fazem falta na hora do troco. Está claro, então, que as preferidas para compor os cofrinhos são as moedas de R$ 1, R$ 0,50 e R$ 0,25. A falta vem sendo sentida no comércio de Juiz de Fora, o que faz com que os comerciantes adotem estratégias para driblar o problema. na Eletro Guimarães, de acordo com o gerente, Cláudio de Oliveira Guimarães, a saída foi afixar cartazes informando que o estabelecimento faz troca das moedas por cédulas. “nosso banco nos fornecia moedas usadas para troco, mas de tempos para cá, fomos informados de que o Banco Central não tem enviado muitas. A saída foi colocar os cartazes e esperar que as pessoas venham efetuar a troca”, explica, afirmando acreditar que

o sumiço das moedas pode ser explicado não só pelo hábito dos cofres, como também pelo fato de as pessoas não gostarem de carregá-las. “Vão jogando nas gavetas, deixando no carro...” Guimarães ressalta que quando não há moedas para troco, a loja arredonda o valor para baixo, oferecendo uma espécie de desconto ao cliente. “Mas isso faz uma diferença ao final do mês, do ano”, aponta, lembrando que faltam moedas de todos os valores. “Esperávamos que no final do ano fossem aparecer mais moedas, mas não foi assim. Enquanto isso, tentamos controlar a situação com as que vão entrando.” Quem também conta com a ajuda dos próprios consumidores é a proprietária da Utilidades Talita, Audicea Aparecida de Souza Rufato. “Recebemos pessoas que juntam moedas em cofres e nos procuram para trocá-las; Isso ajuda a segurar e não deixa faltar. Outro dia mesmo recebemos um menino que juntou moedas no cofrinho e veio comprar uma piscina. Esse tipo de atitude ajuda bastante.” no Açougue e Mercearia Silveira Rocha, o auxiliar administrativo Wagner Marchiori Segantini aponta que também efetua trocas. “Trocamos moedas de todos os valores, tanto com fornecedores e clientes, quanto com o próprio comércio da região e até mesmo uma empresa de ônibus que tem a garagem localizada perto do estabelecimento.” Segundo ele, isso dribla a baixa circulação.


Mas a falta de moedas não é culpa apenas do hábito de juntar o dinheiro em cofres. O problema ocorre também devido aos cortes sucessivos no orçamento do Banco Central. Sem recursos, a instituição reduziu as encomendas de moedas. Conforme matéria divulgada pelo O Estado de São Paulo em outubro do ano passado, em 2013, a Casa da Moeda produziu 3,15 bilhões de cédulas e 2,3 bilhões de moedas de todos os valores para o Banco Central. Em 2014, a previsão era fabricar 1,2 bilhão de cédulas e somente 945 milhões de moedas, uma redução de quase 60%. Até o mês de outubro, a instituição colocou no mercado 713 milhões de moedas novas. Segundo informações do Banco Central, hoje existem o equivalente a R$ 28 em moedas por brasileiro.

Cofre não é sinônimo de vantagem Para o doutor em Economia Aplicada e palestrante nas áreas de Educação Financeira, Aplicações Financeiras e Gestão de Pessoas, Fernando Agra, não é racional guardar dinheiro em casa. “Salvo o mínimo, para as despesas do dia a dia, que são necessariamente pagas em dinheiro. Guardar dinheiro em um cofrinho é entesourar, ou seja, a pessoa abre mão do consumo presente para consumir no futuro, sem qualquer remuneração. Isso significa dizer que o indivíduo deixa de ganhar juros de uma aplicação financeira, caso o dinheiro do cofrinho estivesse aplicado.” Agra destaca ainda a falta de moedas no mercado como consequência dos cofrinhos. “Isso prejudica o troco no comércio, obrigando o governo a gastar mais para confeccionar moedas, sendo que este dinheiro poderia ser utilizado em outro gasto social.” Além disso, ele lembra que quem precisa quebrar o cofre para retirar as moedas ainda terá que gastar com a compra de outro cofre. “Uma pessoas que juntou R$ 300,00 e quebrou um cofrinho que custou R$ 6,00 teve perda de 2% em relação ao total, o que significa que deixou de ganhar o rendimento de quase quatro meses da caderneta de poupança, que ainda é uma das menores remunerações do mercado.” Para o economista, as únicas vantagens em se ter um cofrinho é se o mesmo pode ser aberto sem quebrá-lo e se a pessoa juntar por um período de tempo de no máximo um mês, retirando as moedas e fazendo a aplicação financeira mensalmente. “Assim, podese educar financeiramente uma criança, visto que juntar dinheiro é uma atitude disciplinadora.”

Troco em espécie? Diante da falta de moedas no mercado, é importante destacar que dar troco em balas ou chicletes é uma prática ilegal, conforme o Código de Defesa do Consumidor.


Coluna advogado 10

Arquivo pessoal

assEssoria JurÍdiCa PARA GESTãO DE nEGóCIOS

Arquivo pessoal

Ilva facio Netto lasmar Advogada especialista em Direito Público, com extensão em Sustentabilidade e Balanced Scored Card

José rufino de souza Júnior Advogado, Engenheiro, Mestre em Direito, Especialista em Análise Ambiental

As perspectivas para os negócios são sombrias para o ano de 2015, diante da previsão de estagnação da economia. nesse contexto, a gestão empresarial deverá estar alinhada com uma estratégia de administração focada em metas e resultados capazes de melhorar o desempenho das atividades comerciais e torná-las mais eficientes. Atualmente, o exercício da advocacia deixou de ser apenas uma necessidade formal, ou de defesa para a empresa. O novo papel do advogado está focado, sobretudo, no cotidiano da atividade comercial, para compreender suas reais necessidades e as ações de prevenção aptas a reduzir demandas e valorizar a marca. De sorte que a sustentabilidade corporativa tornou-se palavra de ordem para o advogado, uma vez que esse modelo de gestão de negócio incorpora à estratégia da empresa as questões não só econômicas, mas também sociais e ambientais - áreas geradoras dos litígios corporativos. Sob o prisma desse padrão de administração, um melhor resultado econômico está diretamente relacionado à redução do impacto ambiental e ao melhor relacionamento com os fornecedores, o cliente e a sociedade. Trata-se de uma gestão que implica visão de longo prazo e que consubstancia um ativo de valor, na medida em que gera vantagem competitiva, oferta valor ao cliente e, por consequência, propicia a redução de litígios. Encontra-se, cada vez mais, à disposição da sociedade uma gama de produtos, técnicas e tecnologias tais como: utilização da energia fotovoltaica, reuso da água, lâmpadas de led etc. cujo custo inicial, embora pouco superior ao tradicionalmente praticado, permite ao empresário, com o tempo, recuperar o capital investido e reduzir custos. A diminuição da liberação de CO2, a desmaterialização, a gestão eficiente de pessoal, assim como o uso de materiais reciclados são também medidas imperativas para a sobrevivência e longevidade da empresa. A sustentabilidade corporativa vai além do cumprimento da lei, a qual já não mais atende aos anseios da sociedade e as necessidades do planeta. O mercado está cada dia mais exigindo das empresas, sejam elas micro, pequenas, médias ou grandes, ética, cooperação, alteridade, criatividade e reverência aos recursos naturais. Os advogados devem identificar os gargalos da atividade comercial e, a partir daí, aprofundar o conhecimento de toda a cadeia produtiva para, então, aplicar as ferramentas jurídicas necessárias à tomada de decisões do empresário em busca do sucesso.


Coluna Contador 11

Começou a valer, no dia 1º de janeiro, a “universalização” do Supersimples. Com o novo regime de tributação, teremos mais de 450 mil empresas beneficiadas. A lei, sancionada em agosto/2014 pela presidente da República, Dilma Rousseff, traz diversas mudanças em relação ao projeto anterior do Simples nacional. A iniciativa altera a lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (lC 123/2006) e, além de ampliar o rol de atividades beneficiadas pela simplificação tributária, reduz a burocracia na criação e no fechamento de empreendimentos, eliminando distorções tarifárias nestes segmentos econômicos. A lei amplia o acesso do setor de serviços ao Supersimples. Mais de 140 categorias serão atingidas com a mudança de tributação. Outra alteração importante é que para uma empresa aderir ao regime do Supersimples, o que vale agora é o teto de faturamento. O valor varia de estado para estado e depende da participação no PIB brasileiro. nos estados do Amapá e Roraima, o teto de faturamento será de até R$ 1,26 milhão. nos estados do Acre, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rondônia, Sergipe e Tocantins, o faturamento será de R$ 1,8 milhão. nos estados do Ceará, Maranhão e Mato Grosso, o limite de faturamento será de R$ 2,52 milhões, e, nos outros estados e no Distrito Federal, o teto para fazer parte do Supersimples será de R$ 3,6 milhões. Existe uma vantagem da simplificação tributária, pois os oito impostos – municipais, estaduais e federais – serão pagos em um único boleto. no novo regime, o empresário também pode se beneficiar pagando menos impostos, com redução de até 40% no valor. Todo o setor de serviços, assim como a indústria e o comércio atacadista de refrigerantes, será acolhido pelo Supersimples. Até então, a opção por esta forma de tributação só havia sido dada ao comércio varejista. Com a mudança, atividades como fisioterapia, corretagem de seguros, odontologia, psicologia, auditoria, jornalismo e publicidade também poderão desfrutar do sistema, que ajudará a reduzir taxas, simplificando o processo de recolhimento de tributos. A lei Complementar 147/2014 também admite um teto maior de faturamento para incentivar a exportação entre as empresas de pequeno porte.

Arquivo pessoal

supErsimplEs – lEI COMPlEMEnTAR 147/2014

simoni sátiro Trajano soares Contadora, sócia-administradora da Solução Assessoria Contábil ltda – CRC/MG-6680


artigo Especial

Arquivo Abinee

12

andré luís saraiva Diretor da área de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee)

logÍsTiCa rEVErsa PARA EQUIPAMEnTOS ElETROElETRônICOS SEIS POnTOS A VEnCER

no início de 2014, Abinee, Eletros, CnC, ABRAS, IDV, Abradisti e SindiTelebrasil, representando, respectivamente, fabricantes, comércio, distribuidores e operadoras de celular, protocolaram, junto ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), Proposta Unificada para Implantação de Sistemas de logística Reversa para Equipamentos Eletroeletrônicos. O documento aborda aspectos importantes a serem superados para a implantação da logística reversa, a fim de garantir segurança a todos os agentes da sociedade consumidores, comerciantes e distribuidores, fabricantes e importadores. Seis pontos foram destacados na proposta: criação de entidade(s) gestora(s) com sistema de governança; reconhecimento da não periculosidade dos produtos eletroeletrônicos pós-consumo enquanto não haja alteração das suas características físico-químicas; criação de documento autodeclaratório de transporte com validade em território nacional, de forma a documentar a natureza e origem da carga, dispensando quaisquer outros documentos para sua movimentação; reconhecimento de que o descarte no sistema de logística reversa dos produtos eletroeletrônicos implica a perda da propriedade; envolvimento vinculante de todos os atores do ciclo de vida dos produtos eletroeletrônicos não signatários do acordo setorial; participação pecuniária, ainda em estudo, do consumidor para custeio da logística reversa, destacada do preço do produto e isenta de tributação, bem como instrumentos e mecanismos de compensação e custeio para produtos órfãos. Estas questões foram apresentadas e discutidas durante reunião do Comitê Orientador para Implantação de Sistemas de logística Reversa - CORI, presidido pelo MMA, e composto pelos Ministérios do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Fazenda; e Ministério da Saúde. Após análise técnica da proposta, o MMA encaminhou à Abinee ofício de resposta, afirmando que o documento apresentado pelas entidades mostra evolução em relação às propostas apresentadas em 2013, e que as seis questões ainda pendem de resolução.

no entanto, o MMA afirmou que os temas extrapolam o quesito meramente ambiental e, desta forma, decidiu que os ministérios membros do CORI fossem, também, oficiados individualmente sobre as questões, para que contribuam dentro de suas competências com o processo de negociação em curso. Assim, o assunto está no aguardo do posicionamento dos demais ministérios para discussão e definição com as entidades envolvidas. O posicionamento do MMA mostra que a Proposta Unificada está na direção correta, contribuindo para a efetiva implementação dos sistemas de logística reversa. É essencial, no entanto, que os seis pontos apresentados sejam solucionados para a viabilização de todo o processo. Diante deste cenário, a perspectiva para 2015 é a de buscar solução para que os temas complexos sejam superados, como forma de se efetivar a logística Reversa dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos - REEEs.


Coluna rh 13

O estresse excessivo tem sido considerado um dos maiores problemas da contemporaneidade e, atualmente, o impacto gerado pelo trabalho tem sido objeto de estudo para várias pesquisas, que comprovam o aumento dos níveis de estresse ocupacional. Mas como identificá-lo? Como tratá-lo? Como preveni-lo? Podemos compreender estresse como uma resposta não específica do corpo a qualquer exigência, sendo que as oscilações e vulnerabilidades, provocadas pelas tensões cotidianas, como vida corrida, falta de exercícios físicos e má alimentação, podem agravá-lo. O estresse ocupacional ou estresse no trabalho pode ser compreendido como uma resposta do organismo a estímulos físicos e emocionais, caracterizados, principalmente, pela sobrecarga de atividades, relações interpessoais desestabilizadas, vulnerabilidade profissional e excesso de competitividade no trabalho. Os primeiros sintomas de estresse ocupacional são facilmente identificados. Geralmente observamos alterações de caráter físico, como fadiga, insônia, neurastenia, falta de ar e palpitações sem motivo e alterações do trato digestivo. Com o não tratamento, o quadro evolui para sintomas psicológicos, tais como ansiedade, avidez, agitação, excesso de preocupação e nervosismo. Todos esses sintomas associados à falta de motivação, indisposição e conflitos fazem com que o colaborar chegue a apresentar a Síndrome de Burnout, e, consequentemente, todos em torno dele sentem os impactos dessa condição. nos casos de estresse ocupacional, recomenda-se o tratamento não somente do colaborador, mas de seu ambiente de trabalho, pois este é o fator desencadeador do problema. Remodelar o ambiente de trabalho, fazendo, se necessário, alterações de função, escalas na carga horária, estabelecer ocupações, direitos e tarefas de cada colaborador, sempre de forma clara e objetiva, visando que todos cumpram suas atividades de forma satisfatória e sejam ouvidos sempre que necessitarem, é uma recomendação, quando os sintomas de estresse estão no seu quadro inicial. Se mesmo com essas pequenas alterações, o quadro de estresse ocupacional já estiver inerente, recomenda-se a busca por intervenções terapêuticas, como dinâmica de grupo, exercícios laborais, técnicas de respiração, dentre outros que possam trazer alívio e melhora dos sintomas de estresse.

Sindicomércio-JF

EsTrEssE oCupaCional COMO lIDAR COM O “MAl” DOS TEMPOS MODERnOS cristiane Biaso Departamento de Recursos Humanos do Sindicomércio-JF Contudo, se os sintomas persistirem, recomenda-se focar em reequilibrar e restabelecer o funcionamento psicológico e físico do colaborador, com terapias ocupacionais, psicólogos e médicos, que agregam não só ao funcionário, mas à empresa, visando à busca pelo equilíbrio entre saúde mental e trabalho. Cabe aos níveis hierárquicos superiores, saber ouvir e ponderar a respeito das sugestões, opiniões e questões de seus colaboradores. Saber identificar e mitigar os problemas existentes em seu ambiente de trabalho, no início, é eficaz não somente para o colaborador, mas para a empresa como um todo. Uma alimentação equilibrada, a prática de exercícios físicos, uma boa noite de sono e um ambiente de trabalho em harmonia, são essenciais para o funcionamento adequado do corpo, e, consequentemente, previnem o estresse excessivo.


artigo Fecomércio

Ariane Braga

14

OS AnOS DE ESTUDO E AS mElhorEs oporTunidadEs As escolhas que as pessoas fazem ao longo da vida terão implicações diretas na vida pessoal e profissional. nessa trajetória, traçar uma relação entre o estudo e uma carreira profissional bem sucedida é apontar o esforço na direção do sucesso e da competitividade. Já sabemos que os anos de estudos estão diretamente ligados à melhor qualificação e aos maiores salários. Ficamos impressionados com a velocidade com que as mudanças acontecem. Já não basta mais ter uma graduação ou sermos especialistas; precisamos vencer a concorrência e, para isso, é fundamental apostar na relação interpessoal. Afinal, se não conseguimos trabalhar em equipe, não adianta ser o melhor profissional. Gabriel de andrade Ivo Como dominar tantas competências e, ao mesmo tempo, conciliar Economista da Fecomércio MG família, amigos, vida social, atividades físicas, cuidar da saúde e a pressão por resultados cada vez melhores e em menor tempo? Com certeza não é fácil, mas é possível evoluir profissionalmente, sem esquecer a qualidade de vida. Antes, bastava pegar o diploma da universidade, esperar uma proposta de emprego, trabalhar por muitos anos na mesma empresa e se aposentar. Certo? Correto! Mas esse tempo acabou. Hoje o aprendizado é contínuo. Educação e busca pelo conhecimento não têm data determinada para acabar. Para nos mantermos no concorrido mercado de trabalho, é necessário estudar todos os dias, nos mantermos atualizados com as novas tecnologias, aprender a utilizar as novas ferramentas, aprimorando sempre o conhecimento em diversos assuntos e outros idiomas. São raros os casos em que um trabalhador obtém sucesso profissional sem ter antes frequentado o banco de uma instituição de ensino. Atualmente, o mundo valoriza o conhecimento como prévia na ascensão ao mercado de trabalho. Além disso, uma pessoa mais escolarizada passa a ser um indivíduo mais crítico, capaz de analisar e compreender situações econômicas, políticas e sociais. O mercado de trabalho busca pessoas com esse perfil, que contribuirão mais para a qualidade de vida do seu país e do mundo. Outro fator fundamental para o sucesso profissional é o autoconhecimento. As pessoas aprendem a se conhecer melhor e, com isso, terão maiores possibilidades de escolha da profissão que melhor desempenhará. Um excelente advogado, padeiro, veterinário, porteiro ou outro profissional será bem sucedido se estiver fazendo aquilo que lhe traga prazer e satisfação pessoal. Deixamos uma economia principalmente agrícola para ingressar em uma economia industrial. Vivemos momentos de grande desenvolvimento, inovação e avanços tecnológicos. Saímos de um modelo de linha de produção para produção flexível. Passamos por crises e reformas políticas e econômicas. Agora valorizamos a informação e os bens intangíveis como o poder da marca, do capital intelectual e dos talentos. Com este novo contexto, no qual as pessoas possuem importância única para as empresas, acompanhar a empregabilidade dos profissionais tornou-se inevitável e fundamental para o mercado de trabalho. A capacidade de obter e manter um emprego e, se necessário, obter um novo trabalho, depende do esforço em continuarmos a aprender.


Notícias 15

google street View

O terreno localizado na confluência das ruas Batista de Oliveira, Espírito Santo e Braz Bernardino, no Centro de Juiz de Fora, poderá ganhar um shopping popular. O anúncio foi feito pelo prefeito, Bruno Siqueira, no mês de novembro. no dia seguinte ao anúncio do chefe do executivo, foi publicado, nos Atos do Governo, um decreto que declara interesse público sobre o imóvel. “Trata-se de um terreno que está inutilizado há mais de 30 anos, inclusive com débitos no município”, declarou o prefeito, afirmando ser de interesse da administração municipal se apropriar do terreno juntamente “com a parceria privada”. O decreto, que entrou em vigor no dia 26 de novembro, aponta “a necessidade de promover a requalificação da ocupação da região central, adequando a utilização dos espaços à demanda por mobilidade e por áreas capazes de exercer maior atratividade econômica”, destacando ser “incumbência do Poder Público Municipal fomentar a ocupação adequada dos vazios urbanos”. Segundo Siqueira, a ideia é “realizar o adequado deslocamento dos ambulantes do Centro da cidade para o espaço, levando-os para um local mais apropriado para seu comércio”. Para isso, foi criado um grupo de trabalho, que ficará responsável por desenvolver estudos

visando à definição de projeto com o modelo para o adequado aproveitamento do imóvel. Integram este grupo representantes das secretarias de Planejamento e Gestão (Seplag), de Atividades Urbanas (SAU), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda (Sdeer) e da Procuradoria Geral do Município (PGM). O grupo irá trabalhar por três meses e, além de desenvolver estudos, vem recebendo propostas, com intenção de criar um projeto final. “não podemos adiantar muita coisa, mas posso afirmar que nossa ideia é que a estrutura tenha lojas externas, com uma metragem maior, e as internas, menores, ambas no térreo, com um edifício garagem ou talvez um prédio comercial nos andares superiores”, revelou Bruno Siqueira. O presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, apoia a iniciativa. “A construção de um shopping popular traz a possibilidade de abrigar, de maneira digna, o ambulante, e, ao mesmo tempo, faz com que esses trabalhadores ofereçam mais conforto aos seus clientes. Cidades como Volta Redonda e Montes Claros são exemplos que deram certo. nelas, não há ambulantes nas ruas e o espaço antes ocupado por eles se transformou em área de circulação de pedestres.”


Notícias 16

Empresas especializadas Em gestão e guarda de documentos podem ser aliadas do seu negócio Armazenar documentos. Em um primeiro momento, parece uma tarefa simples. Mas não é. Além de se tratar de uma tarefa de grande importância, é preciso destacar que a guarda de documentos deve envolver atenção aos prazos, espaço, organização e preservação do acervo. Indo mais adiante, pode-se afirmar que a guarda faz parte da gestão documental. Empresas e profissionais que, ao descartar documentos, não respeitam os prazos previstos em leis estão sujeitos à incidência, inclusive, de multa durante fiscalizações, além de estarem sujeitos a responder judicialmente por não terem condições de comprovar questões fiscais ou trabalhistas.

E é com foco no armazenamento e na gestão de documentos e arquivos que atuam diversas empresas. Neste segmento, uma das principais aliadas é a tecnologia. Isso porque tais empresas especializadas utilizam softwares modernos, que auxiliam na gestão eletrônica dos documentos, tendo como foco a segurança e até mesmo o sigilo com relação ao material armazenado, com acesso liberado por meio de senhas específicas. Empresas que optam por entregar a empresas especializadas a guarda e a classificação de seus documentos acabam por reduzir o custo com mão de obra, assim como o espaço interno que seria destinado ao acervo. Além disso, é possível destacar a comodidade nas consultas aos documentos físicos, o que agiliza processos de auditorias e fiscalizações. E mais, o acesso aos documentos por meio digital é facilitado, havendo menor chance de extravio e perdas. Os prazos de guarda de documentos variam conforme a especificidade dos mesmos. No caso de DARF IRRF, DIRF e GR Contribuição Sindical / Assistencial, por exemplo, o tempo de arquivamento deve ser igual a sete anos. Extratos bancários devem ser guardados por um ano, por exemplo. Há documentos que devem ser arquivados de forma permanente, como é o caso, por exemplo, do cartão CNPJ, de processos trabalhistas e de livros de atas de assembleias.


NotĂ­cias 17


NotĂ­cias 18


O prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, vetou integralmente o projeto de lei nº 33/2014, de autoria do vereador Chico Evangelista (PROS). A proposição buscava estabelecer a criação de fila única em supermercados e hipermercados com mais de seis caixas. A razão de veto foi assinada pelo prefeito no dia 23 de dezembro, sendo publicada nos Atos do Governo no dia 24. no documento, Siqueira explica que a proposição esbarra em “obstáculos de ordem técnica”, que afrontam o princípio da livre iniciativa e invadem a competência constitucional da União para promover tratamento diferenciado para pequenas empresas. no texto, o prefeito também afirma que o projeto de lei fere a autonomia e a independência entre poderes,

já que este tipo de conduta é de responsabilidade do Poder Executivo municipal. “Destaca-se que ao Poder legislativo não é permitido dispor sobre matéria de natureza eminentemente administrativa, aqui representada pelo planejamento, controle e gestão das políticas fiscalizatória a serem implementadas. Ante todo o exposto, e sem qualquer desmerecimento à iniciativa dessa Casa, devolvo o presente projeto com veto integral ora aposto”, diz o texto. O dispositivo chegou a tramitar por dez meses na Câmara Municipal de Juiz de Fora, enfrentando 14 pedidos de vistas apresentados pelos vereadores. Sua aprovação pelo legislativo ocorreu no fim do mês de novembro.

Jefferson Coppolla/Folhapress

o projeto De acordo com a proposição, a intenção é assegurar atendimento mais rápido ao consumidor. O projeto de lei estipula o tempo máximo em 20 minutos nos dias normais e em 30 minutos na véspera ou após feriados prolongados. “A fila única proporciona a otimização no atendimento e um tratamento igualitário a todos os usuários. A velocidade é maior devido ao movimento contínuo. Mesmo em caso de falta de funcionários, a sequência é mantida”, argumentou o vereador proponente da matéria, Chico Evangelista. O texto prevê, ainda, que os infratores estariam sujeitos a multa de R$ 3 mil, o dobro desse valor em caso de reincidência, suspensão e até cassação de alvará de funcionamento. A proposta não abrange os pontos de venda destinados ao atendimento de pessoas com deficiência, idosos, gestantes, assim como os caixas para compras com até 15 volumes.

interferência na livre iniciativa O presidente do Sindicomércio, Emerson Beloti, critica não só a proposição, mas também o fato de a entidade não ter sido convidada a participar do debate antes da criação do projeto, por isso concorda e avaliza a decisão do Executivo quanto ao veto. “A iniciativa de criar a possibilidade de um sistema de fila única em estabelecimentos comerciais pertence a cada empresa, pois a mesma é a maior interessada em atender bem ao consumidor.” Além disso, Beloti ressalta que o projeto de lei interfere na livre iniciativa e na organização interna das empresas. “Fica claro que a proposta não trata de assunto de interesse local. A existência de leis que beneficiem o consumidor só contribui para a qualidade de atendimento das empresas. no entanto, para que sejam aplicáveis e, assim, cumpridas, tais leis não podem vir de encontro à livre iniciativa privada.”


Notícias 20

DEClARAçãO DO IMPOSTO DE REnDA 2015 FIQUE ATEnTO ÀS

REGRAS A Secretaria da Receita Federal do Brasil publicou, no dia 4 de fevereiro, no Diário Oficial da União, a instrução normativa que informa as regras para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física em 2015. O prazo para entrega do documento começa em 2 de março e termina em 30 de abril. O órgão havia anunciado, no ano passado, que os contribuintes poderão fazer o rascunho da declaração até 28 de fevereiro. Depois, os dados poderão ser transferidos ao formulário definitivo. A entrega da declaração de 2015 poderá ser feita por meio do programa de transmissão Receitanet, disponível no site do órgão, online, para quem possui certificado digital ou por meio do serviço “Fazer Declaração”, para tablet e smartphone. Está obrigado a apresentar declaração quem recebeu, em 2014, rendimentos tributáveis superiores a R$ 26.816,55 ou rendimentos isentos – não tributáveis ou tributados somente na fonte – cuja soma seja superior a R$ 40 mil. Ainda, quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência de imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e futuros. Por fim, quem auferiu ganhos ou tem bens ou propriedade rurais de acordo com os valores estabelecidos pela Receita.


notícias 21

CARTIlHA ORIEnTA SOBRE manEiras CorrETas dE inFormar PREçOS AO COnSUMIDOR Está disponível para consulta por empresários e consumidores a Cartilha de Afixação de Preços de Produtos e Serviços para o Consumidor. O material foi elaborado pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MG) em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG). O documento está disponível no site da Fecomércio MG (www. fecomerciomg.org.br). O objetivo é orientar os fornecedores de produtos e serviços sobre as maneiras corretas de informar o preço ao consumidor. Além disso, com a cartilha, pretende-se implementar uma melhoria no mercado de consumo por meio de um dos principais instrumentos da Política nacional das Relações de Consumo: a educação e a informação de fornecedores e consumidores quanto a seus direitos e deveres. A cartilha explica didaticamente toda a legislação 1.0962/2004, que orienta a quais especificações a afixação de valores deve atender, além de conter dicas de como deixar os preços visíveis e escritos de forma clara, sem deixar margem de dúvidas ao consumidor. “É primordial que o potencial cliente leia e entenda automaticamente uma etiqueta, pois é assim que ele vai decidir se quer entrar ou não no estabelecimento. Tanto o preço à vista como o parcelamento, caso haja essa opção, devem ser sempre divulgados no mesmo local, com a especificação das condições: número e valor das prestações, taxa de juros e demais acréscimos e encargos”, explica a assessora jurídica da Fecomércio MG, Tacianny Machado. Segundo o coordenador do Procon-MG, Fernando Abreu, o diálogo entre empresários e órgãos de defesa do consumidor é fundamental. “Muitas vezes, gestores cometem infrações por desconhecerem a legislação, e estabelecer uma boa articulação entre todas as partes contribui para proporcionar ao empresário a capacidade de gerir melhor o negócio e atender o consumidor com mais eficiência.” A versão impressa da cartilha já foi distribuída para sindicatos parceiros da Fecomércio MG.


Notícias 22

Teor de suco de fruta ou polpa

em bebidas não alcoólicas será fiscalizado Desde o dia 12 de dezembro estão em vigor as novas regras do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que tornam obrigatório informar os percentuais de ingredientes nos rótulos de bebidas não alcoólicas. Segundo o chefe da Divisão de Bebidas da pasta, Marlos Vicenzi, embora não haja um levantamento sobre quantas empresas se adequaram, a percepção, a partir da fiscalização estadual, é que muitas já trazem os rótulos modificados. Vencido o prazo final, a obediência à norma passará a ser cobrada e quem não cumprir pode ser punido. O objetivo é tornar clara a quantidade de suco de fruta, suco vegetal ou polpa de fruta presentes nas bebidas. “Essa exigência vai ser enquadrada na nossa rotina de fiscalização. Além disso, a gente está estudando a possibilidade de criar uma força-tarefa para fiscalizar os rótulos de bebidas. Quando a gente verifica irregularidade, lavra auto de infração. A depender da irregularidade, além de multa pode haver fechamento do estabelecimento, destruição do rótulo”, informa Vicenzi. Outra adequação a que os fabricantes de bebidas estarão obrigados é aumentar a quantidade mínima de suco nos néctares de uva e laranja. Desde 31 de janeiro, o percentual de suco nas bebidas do tipo néctar passará de 30% para 40%. Em 31 de janeiro de 2016, a quantidade sobe para 50%. O Ministério da Agricultura informou que a medida atende a um pedido dos produtores de frutas. De acordo com Marlos Vicenzi, tanto as alterações no rótulo quanto as relativas ao percentual de suco foram discutidas com fabricantes de bebidas e fruticultores, com o acompanhamento de organizações de defesa do consumidor. A nutricionista Ana Paula Bortoletto, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), explica

que a entidade não esteve entre as que participaram do debate, mas tem acompanhado a questão. De acordo com ela, a informação das quantidades de ingredientes nos rótulos é importante para que o consumidor faça uma compra esclarecida. “Existem, no mercado, diversas bebidas não alcoólicas que levam frutas e cada uma tem regra diferente. Todas são bonitas, com frutas nas embalagens. Se o consumidor não souber as quantidades de ingredientes, fica difícil comparar. Lembrando que essas bebidas, em geral, têm açúcar adicionado. Às vezes, é tanto açúcar que pode ser comparado a um refrigerante. Não são bebidas que devem ser consumidas à vontade, principalmente pelas crianças”, defende a nutricionista. Ana Paula considera positivo o aumento do percentual de fruta nos néctares de uva e laranja. Mas critica o fato de a medida abranger só duas frutas. Ela pondera que o percentual poderia ser maior e considera longo o prazo de janeiro de 2016 para o patamar chegar a 50%. “O ideal para a saúde é que a maior parte do néctar fosse apenas suco, com o mínimo de água necessário, sem açúcar”. Ela acrescentou que o consumo de bebidas com muito açúcar “contribui para o aumento de peso e da taxa de obesidade da população”. Fonte: Agência Brasil


NotĂ­cias 23


Notícias 24

pÁsCoa

dEVE gErar 26,5 mil EmprEgos TEmporÁrios Em Todo o paÍs

O varejo já se prepara para a data mais doce de todo o ano, a Páscoa, comemorada, este ano, no dia 5 de abril. E para atender a demanda, apesar da retração do consumo, a previsão da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) é que sejam abertos 26,5 mil postos de emprego temporário em fábricas e lojas relacionadas ao segmento. A expectativa é que 10 mil vagas sejam destinadas à produção e 16,5 mil à comercialização dos produtos de chocolate. Em 2014, foram abertas 24 mil vagas temporárias. “É um aumento significativo muito devido

ao crescimento do número de pontos de venda”, explicou o vice-presidente da Abicab, Ubiracy Fonseca. Segundo dados da entidade, na Páscoa de 2014 foram produzidas 20,2 mil toneladas de chocolate pela indústria e chocolaterias, o que correspondeu a cerca de 100,2 milhões de ovos de Páscoa. O total de 2015 ainda não foi fechado, já que a produção, que teve início em julho de 2014, está em andamento e continuará até a semana da Páscoa. Para este ano, as principais indústrias do setor que são associadas à Abicab devem lançar 150 novos produtos específicos para o período. Entre as apostas estão novos


2,8 Quilos dE ChoColaTE por ano

sabores, design diferenciado e brindes. Com relação aos sabores, os destaques são os ovos de Páscoa de colher (com recheio cremoso dentro das cascas), os ovos com maior porcentagem de cacau, os ovos com sabores que vão de guaraná a pão de mel e até os ovos sem lactose. A linha infantil traz grande variedade de personagens e brindes como maletas, headphones, contador de passos, relógios, copos e colar com várias opções de pingentes. De acordo com o presidente da Abicab, Getúlio Ursulino netto, a preocupação das empresas em atrair o consumidor passa por três pontos: a embalagem, a casca e o recheio.

Segundo a Abicab, o Brasil é o terceiro maior consumidor e produtor do mundo em chocolates, com consumo per capita de 2,8 quilos por ano. “O ovo de Páscoa representa o desejo de paz e renovação e, por isso, tornou-se tão importante na hora de presentear os entes queridos. Para se ter uma ideia, na Páscoa, 79% dos brasileiros possuem o hábito de homenagear amigos e familiares com chocolates, segundo pesquisa realizada pelo Ibope, encomendada pela ABICAB”, revela o presidente da associação.


Notícias

reprodução mTE

26

CARTEIRA DE TRABAlHO DIGITAl ESTá SEnDO IMPlEMEnTADA EM TODO O PAÍS lançada no final do ano passado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a nova Carteira de Trabalho Digital está sendo implementada, de forma gradativa, em todo o território nacional. A novidade traz como benefícios ao cidadão a entrega do documento no ato da solicitação e a integração das informações de diversos bancos de dados do governo federal. O novo sistema da CTPS Digital tem validação nacional dos dados do trabalhador. Isso garante mais segurança ao documento e ao trabalhador, que tem todas as suas informações cruzadas e analisadas no ato da solicitação da carteira.

O cidadão passa a contar com todas as informações atualizadas e disponíveis no novo documento, o que deve permitir mais agilidade no pagamento de benefícios trabalhistas e previdenciários. Além disso, com a validação nacional de dados feita em tempo real, a mudança também vai combater possíveis tentativas de fraude contra o trabalhador e contra os benefícios pagos pelo governo federal. A expectativa do MTE é que até o final de 2015 todos os postos do MTE já possam estar emitindo o documento na hora, utilizando o cruzamento de dados.


27


Capa 28

Demanda por

aluguel

cresce com a volta às aulas Nos meses de fevereiro e março, em Juiz de Fora, é visível o aumento na circulação de jovens que chegam à cidade para cursar o ensino superior, seja na universidade pública ou nas instituições particulares, ou mesmo cursos técnicos e ensino médio. A movimentação começa a ser percebida logo que sai o resultado dos vestibulares e as instituições começam a convocar os aprovados para matrícula. De acordo com dados da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), 50,4% dos alunos, 750 do total de 1.488 estudantes, que irão ingressar na instituição no primeiro semestre são de outras cidades. Com isso, fica fácil imaginar a movimentação que a chegada desses alunos provoca no mercado imobiliário de Juiz de Fora. É crescente a procura por locação de imóveis nos meses iniciais de cada semestre, com grande alta percebida entre os meses de janeiro e março. “A procura por aluguéis por parte dos estudantes faz com que seja percebida uma rotatividade muito grande a cada semestre. Uns chegam e outros, que concluem seus cursos, vão. No caso dos que darão início aos estudos na cidade, esses começam a buscar apartamentos e casas logo que sai a nota de corte do Sisu [Sistema de Seleção Unificada]”, aponta a proprietária da Oliveira Matta Corretores de Imóveis, Eliane Cristina de Oliveira Matta.


De acordo com Eliane, em alguns casos, a aprovação do estudante acaba por fazer com que a família também venha morar na cidade. A alta percebida por ela chega a ultrapassar 20%. Já o diretor da Souza Gomes Imóveis, Diogo Souza Gomes, aponta que o incremento registrado chega a 30%. “o movimento provocado pela vinda dos estudantes chega a impulsionar também as vendas, já que há pessoas que compram imóveis para locar posteriormente, ou seja, têm como foco o investimento.” Gomes lembra, ainda, que com a facilidade relacionada ao financiamento de imóveis, alguns pais desses alunos optam por comprar, a fim de que o filho usufrua durante o período de estudo. “Acaba sendo um investimento também.”

Ano atípico A sócia-gerente da Redentor Imóveis, Simone Barros, cita que 2015 vem sendo considerado um ano atípico para o setor. “Em anos anteriores, começávamos a sentir o incremento ainda em janeiro. Neste ano, a procura começou apenas em fevereiro, mas ainda não é o resultado que Juiz de Fora precisa.” Ela lembra, ainda, que como foram entregues, por construtoras, muitos imóveis recentemente, a oferta está bem maior que a demanda. “Quem procura tem muitas opções à escolha.” Simone destaca que a expectativa é que o mercado acelere ainda mais no mês de março.

Mais procurados Entre os imóveis mais procurados estão as quitinetes, os apartamentos com um quarto e sala, além dos imóveis com dois quartos “Muitos estudantes buscam apartamentos com entrada de serviço, já que esta pode ser transformada em entrada principal do imóvel, facilitando a transformação da sala em quarto”, explica Eliane. Entre as prioridades apresentadas pelos estudantes na hora de buscar um imóvel estão: valor e proximidade com a instituição de ensino. “Entre os lugares mais procurados estão o Centro da cidade e bairros como São Pedro, São Mateus, Jardim Glória, Santa Helena e Cascatinha”, aponta Gomes. Ele completa que os prédios mais novos, com piso frio e com apartamento mais claros são os mais procurados. “Eles buscam imóveis que facilitem a manutenção.”

Compra e locação De acordo com Gomes, além do movimento provocado pela vinda dos estudantes para a cidade, no início do ano é normal que haja maior movimentação referente à compra e à locação também devido às pessoas que escolhem Juiz de Fora para morar. “Estamos registrando um movimento provocado por pessoas vindas, por exemplo, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. São pessoas que buscam qualidade de vida.” A proprietária da Oliveira Matta completa. “A alta registrada no início do ano decorre também das pessoas que são aprovadas em concursos públicos e de transferências de professores e militares, por exemplo.”


Notícias 30

COMO PREPARAR A SUCESÃO EM

EMPRESAS FAMILIARES

Temas como a sucessão na liderança da empresa e do patrimônio familiar estão entre os mais delicados e de difícil condução para os envolvidos em um negócio de família. Muitas vezes resultam em insatisfações e discussões permanentes, podendo levar até mesmo à dissolução de um negócio bem sucedido por muitos anos. É complexo separar as relações pessoais das profissionais quando estão envolvidos membros de uma mesma família. Não é algo opcional. O parentesco entre as partes não é garantia de haver compatibilidade no trabalho, nem como sócios nem como chefe e subordinado. “Minha experiência na condução desse tipo de transição mostra que não é possível iniciar o processo se o líder atual não aceita que, a partir de um determinado momento, sua principal missão é preparar a sucessão”, disse o advogado especializado em Direito Empresarial, Angelo Antonio Picolo, em entrevista ao portal Administradores.com. O especialista acredita ser imprescindível reconhecer alguns aspectos sem os quais a sucessão não pode ser desenvolvida com êxito. “Não se trata de mudar uma pessoa por outra. É um processo onde intervêm o sucessor, o sucedido, a empresa e os seus gestores, bem como a família”, explica. Com o passar do tempo, as famílias e as empresas tornam-se mais complexas devido ao aumento do número de pessoas e, consequentemente, do tamanho do negócio. “A chave para o êxito na continuidade está em como

a família irá gerir essa complexidade. Com base na experiência de famílias que superaram a terceira geração, a gestão da continuidade foi realizada por meio de um sonho comum, um projeto empresarial de futuro consensual e partilhado”, relata Picolo.

Como preparar a sucessão? Quando ela deve ser iniciada? Segundo Angelo Picolo, uma nova liderança não surge por decreto; portanto, deve-se prepará-la paulatinamente ao longo do tempo. O apoio da família e o envolvimento no processo do sucessor e do sucedido são fundamentais. “O momento ideal para dar início a esse processo é quando o líder aceita que a principal missão dele é preparar o processo sucessório, quando ele estiver pronto para trocar o papel de ator pelo de tutor do sucessor e também da geração seguinte, que deve oferecer apoio incondicional ao escolhido”, decreta. Para finalizar, o especialista faz um alerta: “uma empresa pode sucumbir devido a imprevistos que todos nós estamos sujeitos, como a morte do líder, o surgimento de um desequilíbrio conjuntural ou os efeitos perversos de uma separação conjugal. Por isso, há que se cuidar do futuro e da capacidade de crescer e de sobreviver da empresa familiar, mantendo sua capacidade de empreender, inovar e abrir caminhos”.


NotĂ­cias 31


Notícias 32

reprodução

Está em vigor, desde o dia 14 de novembro do ano passado, a lei nº 13.045, que dispõe sobre a determinação de tempo máximo para atendimento ao público nos estabelecimentos bancários em funcionamento em Juiz de Fora. A lei, fruto de um projeto de lei elaborado pelo vereador Roberto Cupolillo – Betão (PT), estabelece que as agências bancárias devem afixar, em local visível, nas proximidades das filas de atendimento, placa de tamanho adequado com os seguintes dizeres (ver página ao lado):


Folha Regional Cianorte

Tempo máximo para atendimento: - quinze minutos, durante os dias de semana considerados normais; - trinta minutos, durante os dias de semana considerados vésperas de feriados ou dia imediatamente após o feriado prolongado. Em caso de descumprimento, acione o PROCON. Lei Municipal nº 11.023, de 11 de novembro de 2005.”

Assim, a lei sancionada no final do ano passado vem complementar a lei nº 11.023, que determina o tempo máximo de atendimento nas instituições bancárias de Juiz de Fora. Segundo o superintendente da Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Nilson Ferreira, o funcionário do banco é obrigado a devolver a senha depois do atendimento. “Essa senha deve ter o dia e o horário de chegada do cliente no banco. Ao acabar de ser atendido, o setor que o atendeu é obrigado a autenticar aquela senha com o horário do atendimento. Nesse caso, o consumidor fica sabendo o tempo que demorou.” Tal orientação consta na lei de 2005. No caso de o cliente se sentir lesado, a lei 11.023 orienta que solicite ao gerente ou responsável pelo atendimento que o tempo máximo seja cumprido. Caso a ação não resolva, o cliente deve comunicar ao Procon, pessoalmente, o descumprimento. O estabelecimento bancário que infringir a lei está sujeito às sanções administrativas, aplicadas quando

da reincidência de abusos ou infrações, ocorrendo da seguinte forma:

I - advertência, quando da primeira infração ou abuso; II - multa de R$10 mil; III - suspensão do Alvará de Funcionamento, por seis meses; IV - cassação do Alvará de Funcionamento.

Em outubro do ano passado, o Procon realizou uma ação de visitas a agências bancárias da cidade, a fim de averiguar o cumprimento da lei e divulgar a lei nº 11.023 à população, além de incentivar o cumprimento da lei. Na época, infrações foram identificadas. Contudo, segundo Ferreira, o número de reclamações ainda é pequeno. “As reclamações poderiam ser mais intensas. Certamente os bancos estariam mudando a sua atitude e esse tipo de negócio estaria mais pacificado, ou seja, o consumidor teria respeito e não estaria constrangido ao aguardar na fila por tanto tempo.”


Notícias 34

A instrução normativa 114, instituída pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho, publicada no Diário Oficial da União, no dia 12 de novembro, estabelece diretrizes para o trabalho temporário, além de criar regras para admissões e fixar indenização para as demissões antecipadas. Segundo as novas regras, somente trabalhadores “devidamente qualificados podem ser contratados na

modalidade de contrato temporário”. De acordo com a norma, é considerado trabalhador devidamente qualificado aquele tecnicamente apto a realizar as tarefas para as quais é contratado. São compatíveis com a contratação, segundo a regulamentação, o treinamento para ambientação no posto de trabalho e os referentes às normas de saúde e segurança promovidas pela empresa contratante do trabalho temporário.


A normativa estipula, ainda, uma multa e duas indenizações caso exista dispensa antes do prazo previsto em contrato, de até três meses, prorrogáveis por mais seis. Segundo a instrução, nestes casos, devem ser feitos o pagamento da indenização prevista no artigo 479 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) (trabalhador tem direito a receber metade do valor a que teria direito até o término do contrato), da multa rescisória de 40% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) conforme o artigo 18 da Lei 8.036, de 1990, e da indenização prevista no artigo 12 da Lei 6.019, de 1974 (indenização correspondente a 1/12 do pagamento recebido). O Ministério do Trabalho e Emprego informa que tanto a exigência de qualificação dos trabalhadores temporários quanto a previsão de indenização em caso de antecipação do término do contrato já estavam previstas na lei 6.019 de 1974 e no decreto nº 73.841, de 1974. “Ou seja, as questões não foram agora introduzidas pelos novos normativos já citados. A questão da qualificação é óbvia, já que o trabalhador temporário vai realizar um serviço decorrente de um acréscimo extraordinário da atividade da empresa e tem de estar preparado para isso ou então irá substituir um empregado da empresa e para isso deve estar qualificado para mesma função.” Segundo o MTE, a exigência previne a utilização de trabalhadores temporários em atividades desconectadas da necessidade da empresa, ou seja, substituindo um empregado que deveria estar contratado como empregado permanente pela CLT. O MTE informa que a qualificação poderá ser demonstrada por todas as formas previstas em lei ou nas práticas e costumes das relações de trabalho. Para o presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, o trabalhador “tecnicamente apto”, conforme aponta a normativa, seria aquele que cursou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec). “Às vezes um candidato tem potencial, mesmo que não esteja tecnicamente qualificado.” Por isso, Beloti destaca que a nova exigência dificulta e até mesmo inviabiliza as contratações temporárias.


reportagem Especial 36

Toda ferramenta que é muito utilizada acaba chamando a atenção dos usuários maliciosos, e não é diferente com o WhatsApp”

Com a expansão do WhatsApp - que tem ganhado, em média, 25 milhões de novos usuários por mês, segundo levantamento da própria empresa, o aplicativo tem virado um dos principais alvos dos invasores de smartphones. É o que aponta o especialista em segurança da informação da consultora Real Protect, Rovercy de Oliveira, em recente entrevista à repórter larissa leiros Baroni, do site Uol. “Toda ferramenta que é muito utilizada acaba chamando a atenção dos usuários maliciosos, e não é diferente com

o WhatsApp”, diz Oliveira, que destaca a importância do ‘bom uso’ da ferramenta e da ‘proteção’ do smartphone para que você não seja pego por esse tipo de vetor cada vez mais utilizado pelos hackers. “É uma questão de educação digital”, enfatiza. Veja sete dicas que vão ajudá-lo a manter seu WhatsApp seguro, seu smartphone e, consequentemente, todas as senhas e informações pessoais armazenadas no dispositivo móvel, que, se caírem nas mãos erradas, podem causar um verdadeiro estrago.


1- Instale e mantenha atualizado um antivírus Para se proteger de possíveis invasores, o primeiro passo, de acordo com Oliveira, é instalar e manter atualizado um antivírus, que desde que os celulares adotaram as funções de um computador se faz cada vez mais necessário. “O mercado possui ótimas opções gratuitas e pagas, tanto para Android quanto para iOS”, afirma o especialista. A medida, segundo ele, ajudará o usuário a manter seu celular seguro contra invasões como vírus, trojans (programas maliciosos que entram no computador e criam uma porta para uma possível invasão), vulnerabilidades no sistema, adwares (programa que executa automaticamente e exibe uma

grande quantidade de anúncios sem a permissão), spywares (programas automáticos que recolhem informações sobre o usuário, sobre os seus costumes na internet e os transmitem) e outras pragas virtuais. Ter um antivírus não significa, porém, que não será preciso tomar os demais cuidados de segurança. “Por melhor que seja


reportagem Especial 38

o antivírus, ele não detecta 100% das ameaças. Como eles analisam comportamentos e/ou assinaturas, acabam não detectando novas ameaças ou comportamentos que, inicialmente, não se demonstram maliciosos”, explica Oliveira.

2 - apague periodicamente as conversas não transforme o seu WhatsApp em um arquivo de sua vida. O ideal, conforme orientação de Oliveira, é que as conversas sejam apagadas periodicamente. Ainda que o aplicativo de bate-papo salve automaticamente no celular as fotos e vídeos visualizados na tela, é possível - e bastante recomendado - que a opção seja desabilitada. Também é recomendado que informações sigilosas, tais como senhas e dados bancários, não sejam transmitidos pela ferramenta, mesmo que para pessoas confiáveis. “Quem te garante que o celular desse amigo é seguro?”, questiona Oliveira. Quando necessário passar esse tipo de dado, opte por um telefonema. “Mas se o WhatsApp for a única solução, lembre-se de apagar o histórico e pedir que o receptor faça o mesmo.”

3 - Não receba arquivos de desconhecidos Evite receber arquivos de desconhecidos, bem como baixar fotos, mensagens de voz ou vídeos quando não tiver certeza da origem do conteúdo. “Um cuidado que deve ser estendido - ainda que em menor grau - aos materiais divulgados pelos amigos, que, mesmo sem saber, podem estar propagando vírus”, diz Oliveira. Recentemente, segundo o especialista em segurança da informação, foi descoberto um código malicioso, chamado J.laucher, que chega por meio da troca de dados por mensagem e se instala no smartphone de maneira imperceptível. O malware permite que o invasor acesse arquivos como fotos, conversas no WhatsApp, vídeos, acesso a sua lista de contatos, acesso as suas mensagens de voz e até mesmo interceptar chamadas telefônicas. “Em alguns casos, o usuário malicioso consegue até manter total controle do smartphone.”

4 - cuidado redobrado com os grupos Quanto mais pessoas em uma conversa, menor o controle”, aponta Oliveira, que afirma que os grupos - comuns no aplicativo - podem conter arquivos contaminados sem que os demais membros saibam. A recomendação, portanto, é manter cuidado no compartilhamento de dados. As informações podem estar infectadas e o risco de ser infectado involuntariamente é ainda maior.

5 – atente-se às imagens comprometedoras Procure não divulgar fotos íntimas no aplicativo de bate-papo, para evitar que futuramente seja mais uma vítima da “vingança pornô” ou que as imagens - caso caiam na mão de usuários maliciosos - sejam usadas como uma possível moeda de troca. Oliveira recomenda, ainda, cuidado com a troca de fotos de pedofilia, sexo

e racismo, mesmo que se tratem de piadas de mau gosto. “Apesar de ser bastante comum no WhatsApp, essas práticas são consideradas crime e, ainda que não concorde com elas, pode ser considerado conivente simplesmente por armazenar esse tipo de imagem em seu smartphone. “Essa é mais uma razão para você desabilitar a opção que salva automaticamente no computador as imagens vistas na tela.”

6 - redes públicas de Wi-fi Evite ao máximo as redes públicas de Wi-Fi, que, de acordo com o especialista em segurança da informação, são perigosas não apenas para quem usa WhatsApp, mas para qualquer tipo de aplicativo que transmita dados pela web. “As redes públicas corporativas são, teoricamente, mais seguras, já que temem manchar sua imagem mediante qualquer invasão. Duvide das redes privadas de desconhecidos, principalmente daquelas que não possuem senha para acesso”, orienta Oliveira. “na dúvida, não se conecte. É melhor ficar sem internet do que o transtorno de ter todos os seus dados roubados.”

7 - Bloqueie o smartphone É importante também adotar uma senha de acesso ao smartphone para se proteger dos invasores, que nem sempre são virtuais. Entre as senhas numéricas e de reconhecimento de padrão, Oliveira aponta a primeira opção como a mais segura. “É mais fácil para os espiões de plantão ver o desenho do que os números.” Alguns modelos disponibilizam, ainda, a biometria como proteção.


Notícias 39

DECRETO PRESIDEnCIAl COM

EQualização do ipi

EnTRE InDúSTRIA E ATACADO DE COSMÉTICOS PRODUzIRá EFEITOS A PARTIR DE MAIO Foi publicado no Diário Oficial da União do dia 29 de janeiro o Decreto Presidencial 8.393, que altera o modelo de tributação dos atacadistas e distribuidores de cosméticos controlados ou ligados a indústrias do segmento de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. A medida começa a valer a partir de maio deste ano. na prática, a equalização do tributo entre indústria e atacado vai impactar boa parte das empresas do setor – especialmente as de médio e grande portes – que mantêm suas próprias operações de atacado e distribuição e fazem a chamada venda interna. nesse modelo, a operação industrial “vende” o produto para a sua operação de distribuição, que, na prática, não precisava recolher IPI ao fazer a venda para os clientes. Com a mudança no sistema, essa vantagem tributária deixa de existir. Agora, esses distribuidores vão precisar recolher o IPI sobre a diferença entre o preço de compra e venda dos produtos impactados pela nova medida. A mudança vai impactar empresas de todos os canais de distribuição, já que muitas empresas que operam na venda direta ou no modelo de franquias também atuam com o modelo de venda da própria fábrica para a própria distribuidora. O decreto também terá impacto sobre as empresas de cosméticos que operam legalmente apenas como distribuidores, mas terceirizam a fabricação dos produtos das suas marcas. A mudança se aplica tanto às operações de terceirização, nas quais o cliente faz as compras de insumos e as repassa para o terceirizador, quanto para o modelo “full service”, quando o terceirizador é responsável por comprar diretamente todos os insumos necessários para a fabricação do produto. As novas regras valem, inclusive, para os itens de higiene pessoal e beleza de marcas próprias de varejistas. Os distribuidores de produtos importados (ou fabricantes que eventualmente façam a importação de alguns itens específicos) também são abarcados pelo novo modelo. Em entrevista ao portal G1, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basílio, disse que a mudança poderá aumentar em 12% os preços dos produtos de empresas afetadas. A grande maioria das categorias de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos será impactada pelo novo modelo. Com a medida, o governo federal espera arrecadar R$ 381 milhões neste ano e R$ 653 milhões em 2016. Mas, para o presidente da Abihpec, a arrecadação adicional pode ser de até R$ 1,5 bilhão por ano, já que a estimativa de aumento de arrecadação, divulgada pelo Ministério da Fazenda, diz respeito apenas ao seu quinhão na arrecadação do tributo, que também é compartilhado com os estados.

“Demonstramos nossa indignação com o fato de o decreto ter sido publicado sem que tenhamos sido convidados para discutir nada. Estamos chocados, abalados”, declarou João Carlos Basílio ao portal. Segundo ele, o impacto de 12% nos preços, com a mudança do formato de tributação, deverá resultar em uma queda de 17% a 18% nas vendas neste ano, segundo estudos da consultoria lCA, o que deverá gerar cerca de 200 mil demissões no setor. Com informações da Febrafar


Notícias 40

AUTOCOnFIAnçA MElHOR AlIADA DA MUlHER nA OCUPAçãO DO MERCADO DE TRABAlHO


Notícias 41

A participação das mulheres no mercado de trabalho vem crescendo a cada ano. Segundo dados compilados no estudo “Estatísticas de Gênero”, divulgado no final do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de atividade entre as mulheres -indicador que considera as pessoas em idade ativa empregadas ou que estão procurando trabalho - passou de 50,1%, em 2000, para 54,6%, em 2010. Enquanto isso, a taxa de atividade dos homens caiu de 79,7% para 75,7%. Em uma década, o diferencial entre os gêneros diminuiu de quase 30 pontos percentuais para 21 - saindo de 59,8% e chegando a 38,6%. De acordo com o IBGE, a redução de quatro pontos percentuais na taxa de atividade dos homens está associada ao aumento do número de inativos, isto é, das pessoas que nem trabalham nem procuram emprego. “O incremento da taxa de atividade das mulheres reflete o processo de ampliação de sua participação no mercado de trabalho. (...) Por outro lado, a redução de quatro pontos percentuais na taxa de atividade [dos homens] está ligada ao crescimento inferior da população economicamente ativa quando comparado com a população em idade ativa, tendo como resultado um aumento da inatividade”, informou, em nota, o IBGE. Para o sociólogo, diretor técnico do DIEESE e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Clemente Ganz lúcio, a diferença de participação entre homens (76%) e mulheres (55%) indica que há um contingente potencial de mulheres que pode ingressar no mercado de trabalho e continuar responsável pelo vigor futuro da formação da força de trabalho do país. “O ingresso da mulher no mercado de trabalho é uma transformação estrutural na composição da força de trabalho e é responsável por criar ambiente favorável para outras mudanças na situação de desigualdade de oportunidades.”

Diferenças ainda existem Mesmo diante do aumento da participação no mercado de trabalho, os dados do IBGE indicam que as mulheres têm menos carteira assinada que os homens. Com base nos dados do Censo, os pesquisadores constataram que a diferença de carteira assinada entre os sexos aumentou de 3,8 pontos percentuais, em 2000, para 6,7 pontos percentuais, em 2010. no Censo 2000, 36,5% dos homens com 16 anos ou mais estavam empregados com carteira. Dez anos depois, passou a 46,5% (alta de dez pontos percentuais). Entre as mulheres, o percentual passou de 32,7%, em 2000, para 39,8%, em 2010 (crescimento de 7,1 pontos). “As mulheres estudam mais e têm maior nível de instrução, mas possuem formação em áreas que pagam menores salários e ocupam postos de trabalho com menor remuneração”, aponta Ganz. É recorrente, ainda, observar salários menores para mulheres que ocupam funções idênticas às dos homens. Em 2010, o rendimento médio era de R$ 1.587 para eles e de R$ 1.074 para elas, o que corresponde a 68% da remuneração masculina.

“Mesmo diante das diferenças que ainda fazem parte do dia-a-dia da mulher que ocupa espaço no mercado, ela busca, sim, a satisfação por meio do trabalho”, ressalta a psicóloga Maria Augusta de Souza. Pesquisa, que buscou informações sobre a empresa ideal na visão da mulher, realizada pela empresa Sophia Mind, confirma a afirmação. De acordo com o levantamento, para elas, a empresa ideal não é a que paga o melhor salário apenas. As entrevistadas apontaram que a empresa deve respeitar a qualidade de vida de suas funcionárias, visto os muitos papéis que a mulher contemporânea desempenha no seu dia-a-dia. Oitenta e quatro por cento das entrevistadas disseram que as atividades profissionais não anulam as domésticas. Quando questionadas sobre os critérios para escolher uma empresa para trabalhar, elas atribuem um peso maior às oportunidades de crescimento e à valorização da carreira do que às vantagens financeiras. Já quando se trata de benefícios oferecidos, 63% delas citaram o aconselhamento de carreira como o principal fator de retenção em uma empresa. “Os dados refletem uma busca constante, o que é muito importante, visto que tudo o que foi conquistado até aqui representa uma conquista, que envolve quebra de paradigmas, preconceitos e estereótipos. O maior desafio era conseguir sair de casa, conciliando o trabalho com as tarefas de domésticas. Esse passo foi dado. Agora é seguir adiante, com autoconfiança, acreditando que é possível”, pondera a psicóloga.


Comportamento 42

Em 2015,

não queime o filme. Use a comunicação Talvez você nunca tenha ouvido falar de Mary Theresa Schmich. Mas, de uma forma ou de outra, já trombou com famoso texto dela, que completará 15 anos em 2015. Mary Schmich é a colunista do jornal Chicago Tribune que em 1997 escreveu o artigo “Wear Susncreen”, aqui conhecido como “Filtro Solar”. As abordagens inicial e final do texto versam sobre uma dica valiosa da autora: “Se eu pudesse dar um único conselho, seria: usem filtro solar...”. De 1997 para cá, o texto ganhou traduções e versões em áudio em diversos idiomas, vídeos e, vez ou outra, ainda é invocado em alguma apresentação, aula ou postagem em redes sociais. Estamos entrando em 2015 e, atuando nos últimos anos diretamente no desenvolvimento de lideranças e na integração de equipes, arrisco uma nova “dica de ouro”. Mas, eu queria uma dica que tivesse, na sua simplicidade, o mesmo poder da Mary Schmich. Algo que contivesse não uma, mas muitas verdades para sua organização, tal como: “Cuide melhor da sua comunicação”. É isso. Não, não descuide. Nunca. Mesmo. É sério. A comunicação é o “filtro solar” que protege a sua empresa. Ela catalisa as vendas, fortalece o atendimento, valida lideranças e liderados. E também ajuda na construção da motivação e, principalmente, assegura a perpetuação da sua história. O começo, o meio e a continuidade do seu negócio, já que a ideia, penso eu, é que ele não tenha fim. Se me pedissem um conselho sobre Vendas para 2015, seria simples: “Cuide melhor da sua comunicação”. Por quê? Porque é ela que permite ao vendedor investigar as reais necessidades e desejos do cliente. Ela resgata verdades escondidas sobre camadas grossas de objeções. E também permite criar comparativos que reforcem a qualidade daquilo que você vende. Em vendas, a comunicação transforma aquilo que a gente vende naquilo que o cliente compra, com pertinência e relevância para sua vida. Agora, se me pedissem um conselho sobre Atendimento para 2015, não pensaria duas vezes: “Cuide melhor da sua comunicação”. Por quê? Porque é bom investir na prospecção de novos clientes. Mas é fundamental cuidar bem daqueles que já atendemos.

Através da comunicação, identificamos novas necessidades e demandas que só a proximidade e a intimidade com o business do cliente podem permitir. E assim, nos tornamos aptos a oferecer soluções objetivas, assertivas e, principalmente, acertadas. A distância que existe entre um problema dentro do cliente e a solução que nasce na mesa do nosso escritório ou nos acorda de madrugada é encurtada pela comunicação. Clientes abandonam seus fornecedores justamente por sentirem-se abandonados. Ou, por terem se transformado em uma espécie de commodity na carteira, pela ausência de comunicação no relacionamento. Se me pedissem um conselho sobre Liderança para o ano novo, eu diria: “Cuide melhor da sua comunicação”. Por quê? Em consultorias e intervenções realizadas em diversas organizações com problemas de performance, independente dos setores em que atuam, depois de alguns levantamentos tornamse gritantes os espaços vazios deixados pelas lideranças na comunicação. Falta clarificação das regras, o “combinar com os russos”, de Mané Garrincha. Feedback apoiador ou corretivo acontece apenas durante as eleições de novos Papas. Monitoramento de metas… Para quê tal capricho? O negócio é deixar o pessoal desesperado nos últimos dias antes de fechar o mês. A validação que empodera o liderado e permite que ele mesmo suba a própria “régua”, a partir do bom desempenho identificado, é algo que nunca se ouviu falar. E a ausência de comunicação nos processos internos tem causado muitas perdas. Perdas de pessoas que, com um pouco mais de atenção de seus superiores, conseguiriam em pouco tempo superar limitações e atingir níveis desejados de produtividade. Mas que, por um bom tempo, permaneceram em voo cego dentro da organização, até que, por fim, os aviões de seus resultados acabam caindo ou chocando-se contra algo ou alguém, pela pura ausência de comunicação. E entre o líder e outros líderes, seus pares no dia a dia? Alguma dica? Pois é… vou chover no molhado: “Em 2015, cuide melhor da sua comunicação”.


Pesquisa realizada no início da década pelo Project Management Institute – PMI apontou, pelas respostas colhidas entre CEOS de diversas organizações, que a principal causa do fracasso dos seus projetos derivaram de problemas de comunicação. Neste caso, vale a pena usar um “filtro solar” de comunicação “fator 100” para evitar que seu “filme” gerencial se queime demais pela ausência dele. Mundo corporativo de lado, também tenho um conselho para sua vida pessoal, vida familiar e seus relacionamentos fora do trabalho. Adivinhe qual é? “Cuide melhor da sua comunicação”. Toda e qualquer relação, quer você queira ou acredite que não, por julgar-se um “bom samaritano” que faz o bem sem olhar a quem, sustenta-se invariavelmente na troca. E a comunicação melhorada entre pais e filhos, entre casais, irmãos, amigos, namorados possibilita que, nesta troca, ninguém saia perdendo. Cuide não apenas do “quê”, que é o conteúdo da sua comunicação, mas principalmente do “como”, que é a forma. Vale aqui uma observação que serve para qualquer um dos momentos que listamos acima – vendas, atendimento ou liderança – e que também ajuda na comunicação na vida pessoal: erramos

muito mais na forma do que no conteúdo. Portanto, reveja a forma, construindo abordagens em comunicação que, mesmo que contenham a essência do “não”, sejam feitas de forma humanizada, respeitosa e reconhecedora da individualidade dos nossos pares.

Espero que, ao final de 2015, sua equipe, seus clientes, seus familiares e amigos percebam o quanto você zelou pelos seus relacionamentos, apenas usando de forma mais inteligente este “filtro solar” que já está aí, dentro de si: a sua comunicação. Por Eduardo Zugaib, em Administradores.com


Ações de Representatividade 44

Sindicomércio-JF participa da cerimônia de

entrega da Comenda Bernardo Mascarenhas O Sindicomércio-JF esteve representado, por meio do seu vice-presidente, Nício Fortes Garcia, na cerimônia de entrega da Comenda Bernardo Mascarenhas, realizada no dia 6 de novembro, na sede da Fiemg Regional Zona da Mata. O evento reuniu lideranças empresariais, institucionais e autoridades políticas da região. A Comenda é uma homenagem da Agência de Desenvolvimento de Juiz de Fora e Região em reconhecimento ao trabalho de pessoas, empresas e entidades em prol do desenvolvimento do município. Este ano, foram condecoradas com a honraria as empresas ABC da Construção, APA Confecções, Haec Congel, Faculdade de Engenharia de Juiz de Fora e o exprefeito de Juiz de Fora, Tarcísio Delgado.

O vereador de Juiz de Fora, Júlio Gasparette, e o vice-presidente do Sindicomércio-JF, Nício Fortes Garcia

Com informações da Fiemg Regional ZM

Foto: Andréa Ottoni

Sindicomércio-JF recebe novos associados para

café da manhã

O presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, recebeu, ao lado do vice-presidente, Nício Fortes Garcia, e do secretário, Marcelo Rodrigues Sepúlveda, alguns representantes de empresas recém associadas à entidade. O encontro ocorreu no dia 18 de novembro, na sede do sindicato, quando foi servido um café da manhã. Beloti falou brevemente sobre a história do Sindicomércio-JF, a estrutura, o papel e os benefícios

e convênios oferecidos, além dos “produtos”, como a revista Conexão Comércio e o recrutamento de colaboradores realizado pelo Departamento de Recursos Humanos. Estiveram presentes os sócios da empresa IFC, Luciano Costa e Guilherme Ventura; o proprietário da empresa Rei Materiais Elétricos & Hidráulicos, Wenceslau de Souza Nogueira; além do microempreendedor individual Paulo Roberto Lima. Presidente Emerson Beloti recebe novos associados Divulgação / Sindicomércio-JF


Ações de Representatividade 45

Evento promovido pelo Sindicomércio-JF e pelo Sebrae reúne cerca de 500 pessoas Foi realizado, na noite do dia 20 de novembro, no Victory Business, o seminário Desafios do Crescimento – Inovar para Crescer, fruto de uma parceria entre o Sindicomércio-JF e o Sebrae. O evento reuniu cerca de 500 pessoas, entre empresários, colaboradores, estudantes a autoridades. A noite foi aberta com a apresentação de casos de sucesso das empresas Rivelli Alimentos e MGTI/ Handcom, que, por meio da inovação, conseguiram aumentar a competitividade e a eficiência. O ponto alto do encontro foi a palestra “Na velocidade das mudanças: o novo perfil da liderança”, proferida por Carlos Alberto Júlio. Entre os temas abordados pelo palestrante estavam os vários modelos de gestão e o papel do líder na construção de uma organização coerente, consciente e geradora de resultados em um mundo em constante mudança. “A maior qualidade de um gestor é, sem dúvida, a capacidade de tomar decisões”, apontou Júlio durante sua apresentação.

Seminário “Inovar para Crescer” Divulgação / Sindicomércio-JF

Sindicomércio-JF

marca presença no I Seminário de Turismo de Juiz de Fora

O prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, e o vice-presidente do Sindicomércio-JF, Nício Fortes Garcia Divulgação / Sindicomércio-JF

I Seminário de Turismo de JF Divulgação / Sindicomércio-JF

Foi realizado, no dia 26 de novembro, no Ritz Hotel, o I Primeiro Seminário de Turismo de Juiz de Fora. O Sindicomércio-JF foi representado no evento pelo vicepresidente, Nício Fortes Garcia, e pelo superintendente, Sergio Costa de Paula. Um dos objetivos do seminário foi marcar o início de um movimento integrado do turismo emSeminário Juiz de Fora “Inovar parae Crescer” região. Além disso, o evento propôs maiores integração e articulação das entidades que trabalham o turismo, a fim de que Juiz de Fora tenha um setor mais estruturado e institucionalizado. O seminário foi realizado pelo Conselho Municipal de Turismo (Comtur-JF), pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).


Ações de Representatividade 46

Sindicomércio-JF recebe vereadores

Presidente e diretores recebem vereadores de JF Divulgação/Sindicomércio-JF

O presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, recebeu, ao lado dos diretores Lucimar Las Casas, Marcelo Rodrigues Sepúlveda, Nício Fortes Garcia, Rui Mussel da Silva e Zênio Fernandes Filho, e do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora (CDL/JF), Marcos Casarim, os vereadores Julio Gasparette e Rodrigo Mattos, presidente da Câmara Municipal de Juiz de Fora, para um café na manhã na sede da entidade. O encontro ocorreu no dia 12 de janeiro. A reunião teve como objetivo estreitar os laços entre o sindicato e o Legislativo municipal, tendo como foco assuntos de interesse do empresariado do comércio varejista, atacadista e de serviços da cidade.

Sindicomércio promove palestra sobre Enquadramento Sindical

Nício Fortes Garcia (vice-presidente do Sindicomércio-JF), Alexandre Tassi Brugiolo (tesoureiro do Sindicomércio-JF), Júlio Linhares (coordenador do Jurídico Sindical da Fecomércio MG), Rubens Andrade Neto (advogado, diretor da Rubens Andrade Advogados) e Emerson Beloti (presidente do Sindicomércio-JF) Divulgação/Sindicomércio-JF

Dr. Júlio Linhares fala sobre Enquadramento Sindical

O Sindicomércio-JF promoveu, no dia 28 de janeiro, palestra sobre Enquadramento Sindical das Empresas, proferida pelo advogado e Coordenador do Jurídico Sindical da Fecomércio MG, Júlio Linhares. O evento contou com a presença de contabilistas; advogados; do presidente da entidade, Emerson Beloti; e de diretores do Sindicomércio-JF.

Divulgação/Sindicomércio-JF


Matéria 47

Como conceder a

licença-paternidade Uma das principais dúvidas referentes à licençapaternidade diz respeito à forma como ela será concedida. Dias corridos? Dias úteis? De acordo com o Art. 7º, parágrafo único da Constituição Federal, e art. 10, § 1º das Disposições Constitucionais Transitórias, o empregado tem direito a cinco dias corridos, a contar da data do nascimento do filho. A aplicabilidade da lei, segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego, deve ocorrer com base em dias corridos, porém úteis ao trabalho. Quem tem direito à licença-paternidade? A mesma está assegurada a todos os trabalhadores urbanos, rurais e domésticos, tendo por objetivo a ausência remunerada do empregado ao serviço a partir do nascimento de seu filho, a fim de que possa dar assistência e dispensar cuidados à esposa e ao recémnascido. Se a contagem de todos os dias da licença-paternidade coincidir com o período de férias, o funcionário abdicará do direito à folga. Caso o nascimento do bebê ocorra no final das férias e os cinco dias de folga ultrapassem o dia do retorno ao trabalho, fará jus aos cinco dias completos. Assim, deverá retornar ao trabalho a partir do quinto dia após o final das férias. Caso o nascimento ocorra antes do início e ultrapasse o primeiro dia, as férias deverão ser adiadas para o primeiro dia após o tempo previsto à licençapaternidade. A licença deve ser iniciada em dia útil, mesmo que o nascimento aconteça no último dia de trabalho da semana ou em feriados. Assim, caso o nascimento do bebê ocorra, por exemplo, em um domingo, a licença-paternidade começa a valer na segunda-feira. O único pré-requisito para o benefício é a apresentação do atestado de nascimento. Os direitos são os mesmo no caso de adoção.

?


Notícias 48

VOCÊ É UM COlABORADOR

VaCa lEiTEira, EsTrEla ou aBaCaXi?


Você já ouviu falar em Matriz BCG? Acredito que sim! Mas se você não sabe o que é, vamos lá! Quem explica é Dolores Afonso, em matéria publicada no portal Administradores.com. A Matriz BCG é uma análise gráfica desenvolvida por Bruce Henderson para a empresa de consultoria empresarial americana Boston Consulting Group, em 1970. Tem como principal objetivo analisar produtos com relação a sua participação de mercado, potencial, crescimento, desempenho etc., segmentando o portifólio de acordo com o ciclo de vida. Toda empresa precisa saber a situação de seus produtos para decidir o que fazer, se investe neles ou tira do mercado. Parte do sucesso de uma empresa é compreender com exatidão sua situação de mercado para tomar as decisões corretas. Mas você já ouviu falar em Matriz BCG de pessoas? Para analisar os colaboradores e embasar a tomada de decisão da liderança e alta gerência? Você já vai entender! A Matriz BCG é dividida em duas partes: - Participação de mercado: qual fatia de mercado este produto possui, principalmente se comparado aos concorrentes? - Crescimento do mercado: qual o desenvolvimento deste mercado, taxas de crescimento, potencial etc.? Dentro destas áreas, podemos observar os quadrantes: Estrela, Ponto de interrogação, Vaca leiteira e Abacaxi. Agora pense: toda empresa precisa analisar muito bem um de seus maiores ativos: o capital humano! Por que não adaptar a Matriz BCG para analisar seu potencial, desempenho etc. e tomar a decisão certa de investir no colaborador ou “tirar do mercado” (demitir)? Parece estranho, não é mesmo? Mas não é! Vamos redefinir as duas áreas principais da matriz: Participação de mercado = Participação e Desempenho no trabalho: analisa-se o comportamento, força de trabalho, resultados, enfim, a participação individual e em equipe do colaborador e seu desempenho geral e específico. Crescimento de mercado = Crescimento e potencial: analisa-se o crescimento do colaborador na organização, seu interesse em mudar, sua busca por conhecimento, suas habilidades e o potencial que ele tem. Depois, divide-se nos quadrantes:

Estrela

Vaca leiteira

São colaboradores com alto desempenho, muitas habilidades e que estão sempre em busca de mudança, crescimento e desenvolvimento, gerando excelentes resultados. Precisam de grandes investimentos, pois buscam inovação, novas formações, tecnologias, são criativos e com espírito de liderança. Se bem aproveitados, podem se tornar colaboradores de altíssima performance, inclusive em segmentos específicos, e grandes líderes!

São colaboradores com excelente desempenho, muito tempo de carreira, mas que estão estagnados e não buscam novos conhecimentos, desenvolvimento de novas habilidades, crescimento e não inovam no dia a dia. Como geram ótimos resultados, a empresa costuma mantê-los. Se bem aproveitados, orientados e motivados, podem se tornar mentores e melhorar os resultados de profissionais como os “Pontos de interrogação”. E o mais interessante, é que podem ser muito beneficiados com a dinâmica, inovação e avidez por desenvolvimento do seu mentorado!

Ponto de interrogação São colaboradores conhecidos como problemáticos. Possuem baixo desempenho, mas inúmeras habilidades mal aproveitadas e estão sempre em busca de crescimento e desenvolvimento. Encontram dificuldades em gerar os resultados que a empresa precisa, mas, com investimentos, seja em treinamento, mentoring, coaching etc. podem se tornar excelentes profissionais! Por outro lado, se não forem bem orientados, podem se tornar abacaxis!

Abacaxi São colaboradores com baixo desempenho que não buscam crescimento, não inovam, não desenvolvem habilidades; ou seja, estão acomodados! Precisam de altos investimentos em formação, treinamento, motivação, mentoring, coaching etc. para tentar reverter o quadro. É possível, mas, na maioria das vezes, a empresa opta por investir naqueles com maior potencial de resultados e acaba por demiti-los.

E você, o que é? Estrela, Ponto de Interrogação, Vaca leiteira ou Abacaxi? Ou melhor, o que você quer ser? Sempre é tempo de mudar!


Novos Associados 50

Multi Cell Celulares e Eletrônicos Rua Mister Moore 44, Centro No mercado há quatro anos, a Multi Cell comercializa aparelhos eletrônicos e celulares, além de prestar assistência técnica para celulares. De acordo com a gerente, Karine Mary Ferreira, o público atendido pela empresa é diversificado. “Recebemos desde crianças até idosos. Isso pode ser explicado pelo foco do nosso negócio, já que trabalhamos com tecnologia, que está presente na vida de todo mundo.” Ela administra o estabelecimento ao lado do irmão, Pedro Vicente Ferreira Júnior, e da mãe. Para Karine, o principal diferencial oferecido pela Multi Cell é a qualidade no atendimento. “Há muitas lojas que trabalham com o mesmo segmento, mas nosso atendimento é nosso carro-chefe, segundo relatos que ouvimos dos próprios clientes. Assim, temos a certeza de estar no caminho certo.” Com relação à associação ao Sindicomércio-JF, ela explica que a escolha deve-se ao serviço de recrutamento e seleção oferecido pela entidade. “É difícil encontrar mãode-obra responsável e disposta. Dessa forma, cremos que o serviço prestado pelo Sindicomércio irá nos auxiliar bastante.” Divulgação / Sindicomércio-JF

Lincoln’s Peças Avenida Brasil 5.520, Santa Terezinha Empresa familiar, a Lincoln’s Peças é administrada pelo pai, Lincoln Bernardo Albuquerque, sua esposa, e seus três filhos. Há 16 anos no mercado, a Lincoln’s Peças trabalha com a linha automotiva em geral, atendendo a veículos leves e caminhonetes. “Trabalhamos com um estoque de 25 mil peças, oferecendo um mix variado de produtos”, aponta um dos filhos, gerente da empresa, Jonathas Albuquerque. De acordo com ele, o estabelecimento atende a um público diferenciado, contudo o foco é no consumidor final, o chamado “público de balcão”. Albuquerque destaca um dos diferenciais da Lincoln’s Peças. “Trabalhamos em horário diferenciado, o que é sinônimo de comodidade para nosso cliente.” A associação ao Sindicomércio-JF ocorreu devido aos benefícios oferecidos, como é o caso do plano de saúde. Divulgação / Sindicomércio-JF


História dos Associados 51

História dos Associados

Jaraguá Tintas Em maio de 1969 nascia a Serraria Jaraguá, localizada na rua Hipólito Caron, sob comando do senhor Rui Pinheiro e do seu filho mais velho, Rui Mussel da Silva. Anos mais tarde, a família adquiriu uma loja na avenida dos Andradas. “Continuamos trabalhando com madeira, mas eu ficava incomodado porque estávamos em um prédio residencial e isso poderia gerar algum transtorno. Foi aí que comecei a pensar em mudar o foco do nosso negócio, passando, em 1976, a trabalhar com materiais de construção e tintas”, relembra Rui Mussel da Silva. Hoje, a avenida abriga a loja matriz da Jaraguá Tintas. Com o passar do tempo, mais irmãos se aproximaram dos negócios da família e decidiram ampliar a atuação, abrindo mais lojas. Atualmente, a Jaraguá Tintas conta com duas filiais, localizadas na rua Floriano Peixoto 143 e 242, sendo que cada irmão, Rui, Ronaldo e Roberto, é responsável por uma loja. Até meados dos anos 80, o senhor Rui esteve ao lado dos filhos, à frente dos negócios. Questionado sobre o segredo para estar há tanto tempo no mercado, Rui aponta: “Oferecemos excelência naquilo que fazemos. Trabalhamos com base em conceitos como honestidade, seriedade, competência e responsabilidade com o consumidor, o que acaba por fidelizar nossos clientes.” É assim que a loja de tintas mais antiga da região mantém sua tradição, sendo considerada referência até mesmo para outras lojas do ramo. Rui lembra, ainda, que o fato de a Jaraguá Tintas trabalhar como varejo absoluto, ou seja, repassando produtos diretamente ao consumidor final, a movimentação de mercado acaba sendo constante. “Um exemplo: no caso de retração do segmento construção civil, não somos afetados porque não repassamos para construtoras. Nosso cliente compra para arrumar sua casa e essa é uma demanda constante.” Presente de forma atuante no mercado, a Jaraguá Tintas oferece cursos para pintores, seja na própria loja ou itinerante –em parceria com fornecedores, além de promover, a cada final de ano, uma já tradicional feijoada com clientes. Atendendo a dois segmentos – linhas imobiliária e automotiva, a Jaraguá vem expandindo seu negócio, oferecendo, também, a linha de materiais hidráulicos para construção civil.

Fachada de uma das lojas, na rua Floriano Peixoto

Os irmãos Ronaldo, Rui e Roberto com a mãe, Dona Neuza

Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal


motivacional 52

pErsuadir, ConVEnCEr ou inFluEnCiar

Divulgação

O ClIEnTE?

diego Berro Consultor e palestrante de vendas. Graduado pela Escola de Administração da FGV-RJ, com MBA Executivo em Marketing também pela FGV e MBA Executivo Internacional em Marketing pela Universidade da Califórnia, Irvine (EUA). Possui formação em Coaching e é Master em Programação neurolinguística. É um dos mais contratados palestrantes do Brasil para ministrar palestra de vendas em convenções e treinamentos. Acesse: www.palestrantedevendas. com.br

Embora para a maioria das pessoas persuadir, convencer e influenciar sejam sinônimos, há uma significativa diferença entre seus objetivos. persuadir Temos a impressão de que a palavra persuasão é um termo novo, relacionado à comunicação, aos negócios e às vendas. no entanto, a persuasão se remete aos primórdios da mitologia grega (relacionado à deusa Peithô). Persuadir era sinônimo de discurso convincente e persuasivo. A palavra persuadir vem do latim “Persuadere”, que, segundo o Dicionário Michaelis, significa “levar a crer ou a aceitar; aconselhar, induzir”. O vendedor que busca persuadir o cliente está muito mais preocupado em fazê-lo aceitar suas ideias do que entender quais são suas reais necessidades para satisfazê-las. Segundo Marcus Tullius Cícero, considerado o maior dos oradores e pensadores políticos romanos da história, persuadir compreende a “Tria Officia”, gênero de três espécies ou modos de persuadir: comover (afetiva), agradar (estética) e convencer (lógica). Comover estaria relacionado à persuasão através do coração, na qual se persuade mais pela excitação e emoção e menos pelo intelecto. Agradar é persuadir pelo domínio afetivo, inspirar satisfação ao ser agradável. no entanto, gostaria de me deter mais profundamente no significado da palavra Convencer.

Convencer Segundo o Dicionário Michaelis, convencer procede do latim “Convincere”, que significa “persuadir com argumentos, razões ou fatos, apresentando provas ou argumentos”, ou ainda “vencer completamente”. Tecnicamente, convencer é persuadir por meio de provas lógicas: indutivas (exemplos) ou dedutivas (argumentos). Está ligada, portanto, ao domínio intelectual, à capacidade do vendedor ganhar do cliente em argumentos. neste sentido, denota-se a ideia de que o vendedor está em plena guerra com seu cliente, disputando uma batalha para saber quem vence o duelo, se o vendedor convence (vence em argumentos) o cliente a comprar ou o cliente vence o vendedor com suas objeções. Você pode até convencer seu cliente a comprar, mas se o cliente adquirir algo que ele não necessitada ou que não atenda as suas reais


expectativas, certamente o cliente vai se sentir manipulado e não comprará novamente de você ou de sua empresa. Ou seja, seu esforço em convencer o cliente pode gerar um aparente lucro, mas que no fundo representará um grande prejuízo a médio prazo a você e a sua empresa. Portanto, para obter resultados superiores em vendas é preciso influenciar positivamente seu cliente.

Influenciar A persuasão está relacionada à tentativa de manipular as atitudes ou crenças do cliente, enquanto a influência está relacionada ao processo de mudança comportamental do cliente de forma espontânea e natural. A diferença entre influência e manipulação está justamente no contraponto entre ajudar o cliente a conquistar seu objetivo (influência) ou induzir o cliente a comprar algo que não necessitava/desejava (manipulação). Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa,

“influência” vem do Latim medieval “influentia”, palavra que servia para designar como os astros afetavam o comportamento das pessoas. De acordo com o Dicionário Michaelis, influenciar significa “ter ou exercer influência sobre”. Influência é o poder ou ação que alguém exerce sobre outro ou sobre certos fatos ou negócios e está ligada ao prestígio, poder ou ação desencadeada através da autoridade moral. A influência, portanto, é uma habilidade que pode ser desenvolvida. Portanto, venda mais influenciando positivamente seu cliente, através de uma postura profissional que transmita confiança e segurança. Mantenha o foco de suas energias e esforços em identificar e satisfazer as necessidades do cliente que certamente seus resultados em vendas serão superiores e o mais importante: sustentáveis. E você, tem buscado persuadir, convencer ou influenciar seus clientes? Pense nisso!


Notícias 54

reprodução

A entrega da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS - Ano Base 2014 deverá ser efetuada até o dia 20 de março de 2015, de acordo com as normas estabelecidas pela Portaria 10/2015 do Ministério do Trabalho, publicada no Diário Oficial em 12 de janeiro de 2015. As informações exigidas para o preenchimento da RAIS encontram-se no Manual de Orientação da RAIS, edição 2014, o qual está disponível na internet, nos endereços http:// portal.mte.gov.br/rais e http://www.rais.gov.br As declarações deverão ser fornecidas via web, mediante utilização do programa gerador de arquivos da RAIS - GDRAIS2014. Estão obrigados a declarar a RAIS: - empregadores urbanos e rurais, conforme definido no art. 2º da Consolidação das leis do Trabalho - ClT e no art. 3º da lei nº 5.889/1973, respectivamente; - filiais, agências, sucursais, representações ou quaisquer outras formas de entidades vinculadas à pessoa jurídica domiciliada no exterior; - autônomos ou profissionais liberais que tenham mantido empregados no ano-base; - órgãos e entidades da administração direta, autárquica e fundacional dos governos federal, estadual, do Distrito Federal e municipal; - conselhos profissionais, criados por lei, com atribuições de fiscalização do exercício profissional, e as entidades paraestatais; - condomínios e sociedades civis; e - cartórios extrajudiciais e consórcios de empresas.


55


56

Revista 20 web  
Advertisement