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ASSEMBLEIAS DO UNIFICADO APROVAM GREVE DA CATEGORIA

13 a 19/MAI /2018/ nº 1056

Resultado festejado pelo mercado é fruto de políticas entreguistas de desmonte, demissões e venda de ativos. Para os trabalhadores não há nada o que comemorar.

Ser mãe e trabalhadora não é tarefa fácil, mas elas vão à luta | pág 4 Em homenagem ao dia das mães, Sindicato mostra o perfil de três petroleiras


2 Petroleir@s

ASSEMBLEIAS APROVAM GREVE No domingo, 13, terminaram as últimas assembleias das bases do Unificado, que discutiram e votaram três pontos: greve no Sistema Petrobrás contra a retirada de direitos e privatização; desconto assistencial de 1% e manifesto em defesa da democracia, contra a prisão de Lula. A proposta de greve foi aprovada por ampla maioria (acompanhe pelo site e pelo Em

Linha o resultado oficial). A FUP aguarda o final das assembleias em todo o país para definir os próximos passos da mobilização. O item mais polêmico foi em relação ao manifesto, algumas bases rejeitaram a proposta. "Independentemente do resultado desse item realizamos bons debates com os trabalhadores, que expuseram suas opiniões, suas dúvidas em relação ao tema, principalmente na defesa da liberdade para Lula. Os debates que irão ajudar a direção na construção de suas propostas, sempre com respeito à vontade da maioria", avaliou Gustavo Mar-

saiolli, coordenador da Regional Campinas, que destacou que cada item da pauta é independente. "É bom frisar que são pontos separados, a aprovação de um item não condiciona à aprovação dos demais". A diretoria do Unificado agradece a participação de tod@s os petroleiros e petroleiras que compareceram às assembleias, deram sua opinião, votaram de maneira consciente e demonstraram maturidade neste difícil momento da categoria. "Vamos nos preparar porque teremos uma longa luta pela frente", adverte o coordenador Juliano Deptula.

Lucro é desmonte

Resultado apresentado é fruto da venda de ativos e política de desmonte lucro de

R$ 6,96 bi se deveu a privatizações (R$ 7,5 bi) e redução de investimentos (R$ 5 bi)

Os indicadores financeiros apresentados pela Petrobrás neste primeiro trimestre de 2018 revelam o tamanho do desmonte que a empresa sofreu. Os R$ 6,96 bilhões que a gestão Pedro Parente anuncia como lucro são resultado das privatizações, que engrossaram em R$ 7,5 bilhões o caixa, e da redução dos investimentos, que encolheram R$ 5 bilhões em relação ao último trimestre de 2017. Cada vez mais, a Petrobrás abandona o papel de indutora do desenvolvimento, para se concentrar no mercado internacional, caminhando a passos largos para ser apenas uma exportadora de óleo cru. As exportações nestes três primeiros meses do ano aumentaram 25% em relação ao trimestre anterior, saltando de 388 mil para 496 mil barris/dia, o que também refletiu no lucro, já que o preço do petróleo voltou a subir. Enquanto o mercado comemora, o país sofre as consequências da desintegração do Sistema Petrobrás.

Menor investimento dos últimos 13 anos Estudo feito pela FUP, baseado em dados do BNDES, aponta que para cada R$ 1 bilhão investido no setor petróleo, cerca de 20 mil empregos são gerados. Pedro Parente faz exatamente o contrário. O total de investimentos feitos no trimestre (R$ 9,9 bilhões) foi o menor valor aplicado pela Petrobrás desde 2005. Enquanto isso, os bancos continuam se apropriando de bilhões e bilhões de reais, que poderiam estar movimentando a indústria e a economia nacional. Só nestes três primeiros meses do ano, Parente aumentou em R$ 20 bilhões o montante para pagamento da dívida e juros, quase o dobro do trimestre anterior. Desmonte do refino e perda de mercado Com exceção da área de Exploração e Produção, todos os demais segmentos do Sistema Petrobrás sofreram reduções de investimentos em torno de 50% neste primeiro trimes-

tre de 2018. Um dos setores mais afetados foi o refino, cuja privatização foi anunciada recentemente. Os investimentos despencaram de R$ 1,1 bilhão para R$ 589 milhões, em relação ao último trimestre de 2017, o que fez com que a empresa reduzisse ainda mais a carga processada nas refinarias. O resultado tem sido a perda de mercado para as concorrentes. Não por acaso, as vendas de derivados caíram 7% em relação ao trimestre anterior: de 1.860 para 1.648 barris/dia. Enquanto a mídia e os investidores comemoram os frutos do desmonte promovido por Pedro Parente, a população sofre com os preços exorbitantes dos combustíveis, com o desemprego em massa, com a destruição da indústria nacional, com a perda de soberania. O lucro que o mercado comemora é na realidade o maior prejuízo da história do Sistema Petrobrás, cuja conta quem está pagando é o povo brasileiro. Fonte: FUP

Replan

Discriminação contra a mulher é crime!

Em uma atitude machista e discriminatória, a empresa Manserv, que ganhou a licitação para executar as paradas de manutenção na Replan, barrou a contratação de mulheres para a função de soldadora. As profissionais denunciaram ao Sindicato que foram impedidas de realizar o teste de qualificação

e dispensadas do processo seletivo. Quatro mulheres participaram da triagem da Manserv para a contratação de soldadoras, que vão atuar na parada de manutenção, que começa ainda neste mês de maio. Aprovadas para os testes finais, as trabalhadoras foram comunicadas pelo supervisor da terceirizada que não seriam contratadas. Elas foram proibidas de participar da etapa de qualificação e dispensadas do processo de seleção. Com toda razão, as soldadoras ficaram indignadas e denunciaram a situação discriminatória para a direção do Unificado, que levou o caso ao gerente da parada na Replan. A refinaria entrou em contato com a terceirizada, que teria afirmado que “a ideia de não contratar soldadoras não par-

tiu da Manserv”. Se não foi a empresa, de quem foi essa conduta infeliz e preconceituosa? O Sindicato considera inaceitável uma atitude como essa em pleno século 21. “Se é uma atitude isolada, como a empresa tenta demonstrar, o caso deveria ser averiguado e a Manserv teria que tomar as medidas necessárias contra o funcionário que age com discriminação”, afirma a direção do Sindicato. O Sindicato também questiona a conduta da refinaria. “Como a Replan permite que uma prestadora de serviços tenha esse tipo de comportamento, machista, discriminatório e preconceituoso contra mulheres soldadoras? E lembra: “discriminação é crime e esse tipo de atitude deve ser combatida!”.

Assembleias seguem aprovando paralisação

SINDICATO UNIFICADO DOS PETROLEIROS DO ESTADO DE SÃO PAULO. Redação: Viaduto Nove de Julho, 160 Conj. 2E – Centro – São Paulo–SP – CEP 01050-060 – Tel (11) 3255-0113. www.sindipetrosp.org.br. E-mail: imprensa@sindipetrosp.org.br. / falapetroleiro@sindipetrosp.org.br. Responsabilidade editorial: Diretoria do Unificado. Editor: Norian Segatto – MTb: 21.465. Jornalista: Alessandra Campos. Produção: Editora Limiar. Ilustração: Ubiratan Dantas. Impressão: Gráfica Paineiras. Tiragem: 5 mil exemplares. E-mails: sao.paulo@sindipetrosp.org.br. — campinas@sindipetrosp.org.br. — maua@sindipetrosp.org.br. Celulares da Diretoria: Auzélio Alves (11- 97391-1005) Bob Ragusa (19-99963-9886) Vereníssimo Barçante (11-97221-9349), Cibele Vieira (11-96860-4433), Juliano Deptula (11-96386-8855), Gustavo Marsaioli (19-99631-8463), Felipe Grubba (11-99732-0255), Itamar Sanches (19-99601-3194), Luiz Abílio (19-99959-9317) Marcelo Garlipp (19-99694-1987). Jorge Nascimento (19-99888-2407) Mauá: (11) 4514-3721 São Paulo: (11) 3255-0113 REGIONAIS Campinas: (19) 3743-6144


Petroleir@s 3

Processo do Minutinho

TST julga recurso da Petrobrás nesta quarta, 16 julgamento refere-se a ação na replan

O recurso da Petrobrás no processo do Minutinho (Minutex), referente aos trabalhadores da Replan, será apreciado nesta semana. Segundo a assessoria jurídica do Unificado, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) marcou o julgamento para quarta-feira, dia 16 de maio. O TRT de Campinas já havia acatado o recurso do Sindicato para ampliar a lista de beneficiados no processo. A Petrobrás recorreu e a ação aguarda agora pelo posicionamento do TST. O processo do Minutinho beneficia os petroleiros em regime de turno, que saíram da Petrobrás a partir do dia 19/12/2001 ou que trabalharam na empresa no período de 19/12/1998 a junho de 2001.

Outras unidades Na Recap, o processo já foi encerrado com o pagamento aos trabalhadores. As ações dos terminais de Guararema e Guarulhos encontram-se em fase final, aguardando somente a liberação dos valores. Ainda em tramitação nos terminais de Barueri e São Caetano do Sul, os processos foram julgados procedentes e estão em fase de execução, com a apresentação e homologação dos cálculos, bem como, do pagamento integral nos autos. No caso de Barueri, é aguardada somente a manifestação do juiz sobre o imposto de renda e a liberação de valores. Já, o processo de São Caetano aguarda pelo posicionamento em relação à inclusão de autores e aos valores que deverão ser depositados.

UTE Três Lagoas

Brigada controla princípio de incêndio em módulo de gás Um princípio de incêndio atingiu, na madrugada do dia 7 de maio, a unidade TG-1A da UTE Luiz Carlos Prestes, em Três Lagoas (MS). As chamas foram controladas com dificuldade e não houve feridos. O princípio de incêndio ocorreu no compartimento de válvulas de comando de gás natural da TG-1A e, segundo nota divulgada pela empresa, provavelmente, devido à elevação da temperatura na área, “em consequência do desligamento de um dos ventiladores de tiragem do comparti-

mento da turbina”. O fogo foi controlado pela brigada da unidade e o equipamento sofreu poucos danos. O local do incêndio está com bastante fuligem. A empresa nomeou uma comissão, com participação do Sindicato, para investigar as causas do incidente. Os representantes da comissão têm prazo de 15 dias corridos, a partir de 9 de maio, para receber os fatos, ouvir os envolvidos e emitir relatório com as ações corretivas.

Gerente folgado quer tirar uma pra cima dos mais velhos Em uma reunião ocorrida no Terminal de Guarulhos, um gerente afirmou que as coisas na empresa poderiam ser melhores se os "mais velhos" (os cedidos pela Petrobrás) não tivessem dificuldade de aceitar novos procedimentos e métodos. Para ele, a resistência dos trabalhadores mais antigos é prejudicial para a empresa. Ora, nenhum trabalhador do Sistema Petrobrás se nega a adotar novos procedimentos quando há uma lógica em sua operacionalização, o que não dá é para um gerenteco vir c... regras sem conhecer plenamente o serviço, só para puxar o saco dos de cima. O que atrapalha são as pessoas que acham que não são trabalhadores, que se julgam acima dos demais e, com isso, prejudicam todo mundo. Estamos discutindo greve na categoria e precisamos da união de todos, não tem essa de mais novo ou mais velho, todos são trabalhadores, todos querem manter seus empregos, pois ninguém está a salvo do facão só porque tem um cargo e se acha superior. A hora é de união!

Permissão de acesso ao IR

Sindicato busca esclarecimento jurídico para orientar trabalhador A Petrobrás enviou um comunicado interno dia 8 de maio, informando que os petroleiros deverão permitir o acesso à sua declaração de bens e rendas, que constam no informe anual do imposto de renda. A autorização é concedida por meio do Botão

Compartilhado. Segundo a nota da empresa, a autorização cumpre exigência do Tribunal de Contas da União (TCU), sendo “para uso exclusivo dos Órgãos de Controle quando esses julgarem necessário”.

O Unificado está buscando esclarecimentos sobre esse assunto, junto à sua assessoria jurídica, e orienta os trabalhadores a aguardarem por um posicionamento oficial da entidade, antes de disponibilizarem seus dados.


4 Petroleir@s

Dia das mães

Trabalhadoras, mães e guerreiras para homenagear todas as mães petroleiras fizemos o perfil de três batalhadoras, que contam sua experiência com trabalho e maternidade

Em todas as negociações de Acordo Coletivo, o Sindicato tem uma atenção especial para com as mulheres, lutando pela igualdade de condições, contra assédios e para que tenham direito conciliar com dignidade a profissão com a vida familiar. "Sabemos que ainda é muito comum a mulher acumular dupla ou até tripla jornada de trabalho, pois ainda há homens que consideram que o trabalho em casa seja função única das mulheres; aos poucos essa consciência está mudando, mas estamos muito longe de uma igualdade efetiva",

A PRIMEIRA GRÁVIDA DA CAFOR Lucimeire Araújo Sousa foi uma das primeiras gestantes da Replan e a primeira mulher grávida da Cafor (Casa de Força), unidade onde trabalha há 14 anos. “Naquele tempo havia pouquíssimas mulheres na refinaria e ninguém sabia muito bem o que fazer com uma grávida, nem mesmo o médico”, lembra ela, que permaneceu trabalhando no turno por mais de seis meses durante a gestação. Lucimeire tem dois filhos, Nicolas de 9 anos e Artur, de 11. Eles cresceram com a mãe trabalhando em turno, o que significa várias noites ausente. “Lá em casa, eles dizem que a mãe trabalha e o pai cuida”. A frase faz sentido, já que os meninos estudam em período integral e só estão em casa à noite, ao lado do pai que trabalha em horário comercial. Já a mãe, depende da escala do turno. Como a maioria das mães que trabalham fora, Lucimeire tem aquele sentimento de culpa por passar tantas horas longe dos filhos. “Acho que na minha profissão esse sentimento é ainda mais forte por conta de ter que trabalhar à noite”, afirma. A jornada dessa mineira, formada em ciência da computação, não é mole. É jornada dupla, às vezes até tripla e que fica ainda mais cansativa quando a escala do final de semana é zero hora. “Quando fala que a gente é guerreira, é mesmo! Não dá pra ser meia mãe. A gente tem que se multiplicar, porque E o fim de semana de zero hora é pauleira, tem um monte de coisa para fazer”. Apesar de toda correria e do cansaço, Lucimeire garante que gosta do trabalho e da maternidade. “A gente reclama, mas eu não consigo me imaginar em outra situação. É uma jornada difícil, mas ser petroleira e mãe do Artur e do Nicolas tem suas compensações”.

avalia a diretora do Unificado e da FUP, Cibele Vieira. Para homenagear essas lutadoras, o jornal Petroleir@s entrevistou três petroleiras: Lucimeire, da Replan, Débora, do Terminal de Barueri e Hildes, aposentada recentemente da Recap. "Com essas três entrevistas, queremos expressar nossa homenagem a todas as petroleiras mães, que estão conosco no dia a dia para garantirmos melhores condições de trabalho para todos e todas", declara o coordenador do Unificado, Juliano Deptula.

SEM PRECONCEITO

Há seis anos na Transpetro (a serem completados em 1º de outubro), a Técnica de Operação Débora Rodrigues do Nascimento está há dois anos no Terminal Barueri, transferida da unidade de Ribeirão Preto. Ela não é mãe biológica, mas se sente plenamente mãe de Pedro (sete anos) e João Vitor (nove anos), filhos de sua companheira, Márcia, com quem vive em união civil estável, em Jundiaí. Segundo ela, o casamento e a nova família lhe trouxeram mais maturidade. "Eu morava sozinha, fazia as coisas apenas com foco em minhas necessidades, depois que fui morar com a Márcia e as crianças, acho que me tornei mais madura, o foco muda, agora tudo o que faço penso em nós, não só apenas em mim. Se tiver de fazer uma viagem tem de conciliar todos na casa, trabalho, escola das crianças, é uma experiência que levou um tempo de adaptação, mas hoje nos damos muito bem", conta Débora. Sobre o preconceito que ainda existe na sociedade, Débora diz não sentir. Ela afirma que tanto no trabalho quanto no prédio em que mora, entre seus familiares e os colegas de escola dos filhos, a relação é bastante tranquila. "Nunca tivemos problema com isso, nossa família nos recebe bem, as mães na escola tratam o assunto com naturalidade, muitos amiguinhos deles frequentam nossa casa, nunca tivemos nenhum relato de bulling, e na Transpetro sempre tive apoio, as crianças estão como minhas dependentes na AMS, somos um casal como outro qualquer", afirma Débora Rodrigues com a coragem de quem nada tem o que esconder e de quem vive plenamente a maternidade e os cuidados com os filhos de sua companheira.

TRÊS NA BAGAGEM Quando a hoje petroleira aposentada Hildes Gabriel entrou na Petrobrás, em 2005, suas três filhas já não eram mais crianças (Bruna tinha 16 anos, Thais, 17 e Caroline, 20 anos), mas mesmo assim foi um drama encarar o trabalho em turno. "Elas sabiam se cuidar, mas a gente fica preocupada e apesar de serem responsáveis, adolescente você sabe como é, né", diz ela, rindo de "recomendações" que deixava, como a de não transar com o namorado na cama dela. Separada havia três anos, Hildes sempre acumulou várias jornadas de trabalho. Eu comecei a trabalhar aos 14 anos e nunca parei, só nas licenças-maternidade. "Chegava em casa com elas pequenas e tinha de fazer todo o serviço, lavar às vezes 40 fraldas por dia, pois não dava para comprar descartáveis naquela época". Para ela, o dia mais difícil de todos era quando acabava a licença e tinha de voltar para o trabalho. "O primeiro dia dava um aperto no peito, saber que deixava aquela coisinha longe de mim, as três voltas após a licença-maternidade foram os piores da minha vida", relata. Hildes credita boa parte de sua força como mulher à sua mãe, que ficou viúva aos 37 anos com cinco filhos para criar. "Ela nos criou sozinha, era uma mulher de muita garra, sempre foi um exemplo para mim", conta. Após muitos anos de Recap, Hildes entrou para a diretoria do Sindicato na penúltima gestão. "Percebi que o momento exigia maior participação de todas, conhecia algumas pessoas e via a seriedade do trabalho e o empenho e dedicação que tinham com a categoria. Como técnica de segurança estava acostumada a ajudar as pessoas e o Sindicato me pareceu um caminho natural para isso".

JORNAL PETROLEIR@S n. 1056  

Publicação semanal do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo. Nesta edição, destaque para as assembleias dos trabalhadores que apr...

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