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MUNDO CEGO O tempo arrasta o mundo, Qual um trem desgovernado Vai sem rumo, moribundo, Leva o homem flagelado Pro buraco que é sem fundo. Já não pensa toda a gente Que só de futilidades Vem alimentando a mente: Não enxergam mais as grades Por viver tão livremente. São sutis, subliminares, As mensagens das novelas E as músicas populares, Que nem são assim tão belas Mas enganam, sim, milhares. É materialista a era, Este tempo que é moderno, Onde muito se venera O que pinta bem o inferno... E onde Deus é só quimera.


VENHA PARA MEUS BRAÇOS

Venha, para meus braços, vem - Hurry up! O tempo e o vento sempre mudam frenéticos, como os technos londrinos transgrida consciente de uma vez sem marasmos ou moralismos sem ismo nenhum, vem assim zoom rise up, como as notas musicais! Beija-me pela frente, me agarra por trás se você entende, sutilmente como eu que o desejo e o amor não se explicam simplesmente acontecem e se vivem então não há neuroses ou porquês do it slowly and fine, will be just all right feche os olhos e não haverá nada mais sob a Via Láctea, só eu e você - Hurry up! -


Eterno Futuro Já não existem rastros pelos pés que o rumo Pegadas não impressas, ausentes na trilha Passado deglutido pelo presente em consumo As cores da esperança de um futuro sem vinda Ao tempo presente de um mundo sem prumo Esboço arquitetado pelo destino de uma vida Cotidiano da imitação do ontem em resumo Sensação de enjôo quando o novo não é ida A verdade sem saída, porta que não aflora Fracionada na hora, entre o viver e existir Cortinando o real que na alma nos chora Eternidade dos sonhos que apesar da demora Sobrevive nas manhãs a espera do que sorrir Em resgate a beleza ao tempo de outrora


A “FARSA” DO EVANGELHO!

Quem era uma desgraça para o mundo Se despe desse mal e transformado Se torna ao bem mais um confederado Delindo de seu ser ‘ser’ iracundo. Quem à sarjeta, oh! Sim. Desceu bem fundo Tirando da família a paz, cuidado, Transmuta em novo ser regenerado E o amor lhe é anelo mais profundo! Quem quase foi tragado pelo vício Se despe desse mal do homem velho E ao que é renovado eu assemelho. Quem teve no beiral do precipício E que do bem não tinha mais indício: Eis salvos pela “farsa” do Evangelho! Ronaldo Rhusso


Mundo cego