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Julho – 2018

SINDICATO DOS PADEIROS:

UMA TRAJETÓRIA DE LUTAS E CONQUISTAS FotoS: Paulo Rogério “Neguita”

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nosso Sindicato foi fundado em 16 de novembro de 1930. A drástica exploração e a falta de direitos dos trabalhadores serviram como combustível para as primeiras ações do sindicato, realizando atos de resistência e luta que continuaram ao longo do século XX, e permanecem até hoje. O histórico da categoria é pautado por intensa exploração. Muitas batalhas foram travadas para garantir o direito ao registro em carteira, carga horária de 8 horas, folga semanal, cesta básica, PLR, seguro de vida, convênio médico e tantos outros benefícios, que hoje são garantidos nas convenções e acordos coletivos de trabalho. Leia nas páginas 4 e 5 nossas principais lutas e conquistas.

CATEGORIA NO ABC CONQUISTA REAJUSTES ACIMA DA INFLAÇÃO E MANUTENÇÃO DOS DIREITOS!

ATO POLÍTICO DE DESINCOMPATIBILIZAÇÃO DE CHIQUINHO PEREIRA

Foto: Paulo Rogério “Neguita”

Pedro Pereira, presidente interino do nosso Sindicato, comanda assembleia no ABC

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epois de muitas lutas, paralisações e greves os trabalhadores da nossa categoria do ABC conseguiram manter os direitos e reajustes acima da inflação. A Julho – 2018

batalha foi dura, mas, graças à mobilização dos trabalhadores, a persistência e a luta do nosso Sindicato durante as negociações, os patrões foram obrigados a

manter os direitos conquistados na Convenção Coletiva de Trabalho anterior e um reajuste de 2,56%. A inflação do período foi de 1,76%. Lei na página 3.

Foto: Paulo Rogério “Neguita”

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Chiquinho Pereira se licencia do Sindicato

números trabalhadores, sindicalistas, intelectuais e autoridades políticas como o governador Márcio França, os deputados estaduais Campos Machado, Luiz Carlos Gondim e Davi Zaia; o prefeito de Duartina, Juninho Aderaldo; os vereadores de São Paulo Camilo Cristófaro,

Eliseu Gabriel, Ota, Adriana Ramalho e o vereador Moreira do PTB de Guarulhos vieram prestigiar o Ato Político de desincompatibilização do presidente licenciado, Chiquinho Pereira, que deixa de exercer suas funções no Sindicato, por exigência da Legislação Eleitoral. 1


Editorial

CAMPANHA SALARIAL DO ABC - 2018

ALÉM DE RETIRAR DIREITOS, QUEREM ACABAR COM OS SINDICATOS!

CATEGORIA CONQUISTA MANUTENÇÃO DOS DIREITOS E REAJUSTES ACIMA DA INFLAÇÃO

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tendendo aos interesses do grande capital e das corporações, o governo brasileiro tem se esforçado para aprovar inúmeros Projetos de Leis que retiram direitos e conquistas adquiridos, há décadas, pelos trabalhadores brasileiros. A aprovação da nova Lei Trabalhista é um exemplo do que o governo pretende: aprofundar o desequilíbrio na relação de trabalho, criando, objetivamente, uma relação análoga à escravidão. Para facilitar a exploração desenfreada e atender aos interesses das empresas, o governo não mediu esforços e colocou na nova Lei, em vigor desde novembro do ano passado, que as contribuições sindicais sejam voluntárias, autorizadas de forma expressa e individual pelos trabalhadores, em uma clara tentativa de acabar com uma das principais formas de organização dos trabalhadores: os sindicatos. As Centrais Sindicais, assim como os seus sindicatos, têm buscado inúmeras maneiras de sensibilizar o

Governo, o Congresso Nacional e a Justiça apresentando argumentos sobre a importância de, em um momento como esse, fortalecer as organizações dos trabalhadores para evitar, ainda mais, a fragilidade da democracia brasileira, a qual foi conquistada com muita luta pelos trabalhadores e pelo povo. Além dos debates e manifestações juntos as suas bases, entidades sindicais apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) 19 Ações contra a regra da Reforma Trabalhista que tornou o repasse facultativo. Infelizmente, o STF rejeitou por 6 votos a 3 todas as Ações, prevalecendo o viés conservador e o profundo desconhecimento sobre a estrutura e o funcionamento do sindicalismo brasileiro. Para o professor Oswaldo Augusto de Barros, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Educação e Cultura (CNTEEC), alguns reflexos da decisão podem ser benéficos aos Sindicatos. “Será

uma mudança de pensamento e atitude. É preciso voltar para as bases e massificar a importância do trabalho sindical. Mostrar ao trabalhador que, sem sua entidade representativa, ele perderá direitos e salários”, recomenda. O nosso Sindicato, desde o ano passado, tem realizado assembleias, debates, seminários e reuniões com os trabalhadores na base para informar sobre os perigos que a nova Lei Trabalhista do governo Temer irá causar a classe trabalhadora brasileira, bem como conscientizar a categoria da necessidade da aprovação das contribuições, pois, só desta forma será possível continuar a luta em defesa dos direitos ameaçados pela nova Lei. O retorno dos trabalhadores da base está sendo gratificante, com resultados em torno de 80% a 95%, por assembleia, de assinaturas individuais autorizando os descontos, bem como temos avançado no aumento do número de sindicalizados, pois, durante os debates os trabalhadores percebem que sem o Sindicato, além de perder os direitos, eles irão ficar, literalmente, a mercê dos interesses dos patrões. Outra alternativa, sem sombra de dúvidas, é o movimento sindical desenvolver um processo de debates, conscientizando os trabalhadores da necessidade de votar nas

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m uma luta de quase três meses, o nosso Sindicato e os trabalhadores da nossa categoria do ABC conseguiram um resultado bastante positivo na Campanha Salarial deste ano, cuja data base é 1º de junho. A proposta do sindicato patronal era retirar da CCT conquistas como, por exemplo, excluir a cláusula da homologação; tornar o Plano de Saúde facultativo para os empregados, que hoje é gratuito, e instituir o percentual de 40%

Pedro Pereira DE SOUSA, Presidente interino do Sindicato dos Padeiros de São Paulo

eleições de outubro em candidatos que, de fato, tenham compromisso com os interesses da classe trabalhadora, pois, está mais que provado que os atuais deputados e senadores, na sua maioria, estão à disposição dos interesses dos empresários e do capital financeiro. Além disso, é fundamental que os sindicatos iniciem, imediatamente, ações junto aos movimentos populares nos bairros para debater com o conjunto da sociedade a implantação de políticas no país que garantam uma educação de qualidade, o emprego, a valorização do SUS com amplo acesso à saúde, ao transporte público, a moradia, a segurança pública, que garantam aos cidadãos e cidadãs uma vida digna, bem como a construção de um Brasil desenvolvido, soberano, democrático e que valorize o trabalho. .

NÚMERO DE JOVENS ASSASSINADOS NO BRASIL É ASSUSTADOR

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ados do Atlas da Violência 2018 mostram o alarmante número de jovens, entre 15 e 29 anos, assassinados no país, cujo fenômeno vem sendo denunciado ao longo das últimas décadas. No entanto, essa grave situação permanece sem a devida resposta em termos de políticas públicas que efetivamente venham a enfrentar o problema. Os dados de 2016 indicam o agravamento do quadro em boa parte do território nacional: os jovens, sobretudo os homens, seguem prematuramente perdendo as suas vidas. Em 2016, lamentavelmente, 33.590 jovens foram assassinados no país, onde 94,6% eram do sexo masculino, representando um aumento de 7,4% em relação ao ano anterior. Se, em 2015, pequena redução fora registrada em relação a 2014 (-3,6%), em 2016 voltamos a ter crescimento do número de jovens mortos violentamente. Vinte estados brasileiros registraram um aumento na quantidade de jovens assassinados, em 2016, que chamam a atenção: o Acre teve 84,8%, o Amapá registrou 41,2%, seguidos pelos grupos do Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte e Roraima, que apresentaram crescimento em torno de 20%. Pernambuco, Pará, Tocantins

e Rio Grande do Sul, tiveram crescimento entre 15% e 17%. De forma positiva, em apenas sete estados verificou-se uma redução, com destaque para Paraíba, Espírito Santo, Ceará e São Paulo, onde houve diminuição entre 13,5% e 15,6%. No período compreendido entre 2006 e 2016, o país sofreu aumento de 23,3% nesses casos, com destaque para a variação anual verificada em 2012, de 9,6% e 2016, de 7,4%. Nesse mesmo período, destoa sem igual com-

parativo o caso do Rio Grande do Norte, com elevação de 382,2%. Cabe ressaltar que parte desse incremento é reflexo, também, do aprimoramento dos dados da saúde, que aumentou a notificação dos casos antes classificados como morte violenta por causa indeterminada. Chama a atenção, ainda, um conjunto de estados que haviam apresentado redução nesse mesmo período (2006-2016), mas voltou a ter crescimento do número de homicídios de jovens

em 2016, como é o caso do Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Paraná e Pernambuco. A taxa de homicídios da população jovem permite comparar as UFs, indicando como o fenômeno se distribui de modo heterogêneo no país, assim como identificar onde o problema é mais grave. Em 2016, as taxas variaram de 19 homicídios por grupo de 100 mil jovens, no estado de São Paulo, até 142,7 em Sergipe, sendo a taxa média do país 65,5 jovens mortos por grupo de 100 mil. Além da comparação entre os estados brasileiros, os dados do Atlas da Violência 2018 mostram que esses jovens assassinados são em absoluta maioria negros, pobres e moram nas periferias dos grandes centros urbanos. O que revela que um dos principais aspecto da desigualdade racial no Brasil é a forte concentração de homicídios na população negra. É como se, em relação à violência letal, negros e não negros vivessem em países completamente distintos. Infelizmente, o Brasil parece ter desistido do seu futuro. Dados do Atlas da Violência 2018

e x pediente

Publicação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Panificação e Confeitaria de São Paulo. Diretor responsável: Pedro Pereira de Sousa Presidente licenciado: Francisco Pereira de Sousa Filho (Chiquinho) 2

Presidente interino: Pedro Pereira de Sousa

Secretário adjunto de finanças: Fernando Antonio da Silva

Secretário-geral: Valter da Silva Rocha (Alemão)

Sede - Rua Major Diogo, 126, Bela Vista, São Paulo/SP - CEP: 01324-000 Telefone: 3116.7272 - Fax: 3242-1746

Secretário de assuntos jurídicos e serviços: José Alves de Santana

Subsede Santo André - Travessa São João, 68 Telefone: 4436-4791

Secretário adjunto: Geraldo Pereira de Sousa

Secretário para cultura, formação e educação: Ângelo Gabriel Victonte

Subsede São Miguel - Av. Nordestina, 95 Telefone: 2956-0327

Secretário de finanças: Benedito Pedro Gomes

Secretário de comunicação e imprensa: José Francisco Simões

Subsede Osasco - Rua Mariano J. M. Ferraz, 545 Telefone: 3683-3332

Subsede Santo Amaro - Rua Brasílio Luz, 159 Telefone: 5686-4959 Edição e redação: Suely Torres (MTb - 21472) Edição de arte e diagramação: R. Simons Fotografia: Paulo Rogério “Neguita” Colaboração: Guilherme Witai Tiragem: 50 mil exemplares - Impressão: UNISIND www.padeiros.org.br padeiros@padeiros.org.br Julho – 2018

ou coparticipação, pagos pelos trabalhadores; instituir o Banco de Horas anual; retirar a estabilidade dos trabalhadores após as férias; retirar o direito a Quinta Folga; instituir a Hora Extra a 55%, ao invés de 60%, como é atualmente; mudar para sete (7) semanas o direito a um domingo de folga, entre outros direitos. Para Pedro Pereira, presidente interino do nosso Sindicato, graças à luta do nosso Sindicato e a participação dos trabalhadores que ameaçaram ir à greve, os patrões do setor de panificação foram obrigados a recuarem da proposta original, mantendo todos os direitos e aplicando um reajuste acima da inflação. “Se o sindicato patronal tinha dúvidas sobre a disposição de luta que acompanha o histórico da nossa categoria, hoje não tem mais. Ao longo dos anos,

Pedro Pereira comanda assembleia da categoria na subsede do Sindicato no ABC

temos enfrentado inúmeras batalhas para garantir e ampliar nossos direitos. Portanto, é sempre bom reforçar que Reforma Trabalhista aqui nos Padeiros, não!” Diz Pedro Pereira. Da mesma forma que o nosso Sindicato conseguiu manter e ampliar os direitos na Con-

venção Coletiva de Trabalho, os resultados das negociações com as empresas também estão sendo bastante positivos, onde os trabalhadores têm conquistado aumentos bem acima da inflação e a manutenção dos direitos. Parabéns a toda categoria do ABC pela luta e vitórias!

ABAIXO ALGUMAS CONQUISTAS DA CATEGORIA NO ABC

Abiaxo ALGUMAS DE NOSSAS CONQUISTAS EM SÃO PAULO

INFLAÇÃO DO PERÍODO = 1,76%

REAJUSTE SALARIAL = 2,50%

REAJUSTE SALARIAL = 2,56% (aumento real de 0,80%)

SALÁRIO NORMATIVO Empresas com até 60 trabalhadores R$ 1.332,24 Empresas com mais de 60 trabalhadores R$ 1.438,77 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E ou RESULTADOS (PLR) Empresas com até 20 empregados = R$ 268,20 Empresa com 21 a 35 empregados = R$ 385,55 Empresas com 36 ou mais empregados = R$ 511,26

Piso salarial Empresas com até 60 trabalhadores R$ 1.375,57 Empresas com mais de 60 trabalhadores R$ 1.480,19 PLR (ABONO) = Pagos em duas (2) parcelas, sendo 1ª parcela em março de 2019 e 2ª parcela em maio de 2019: Empresas com até 15 funcionários = R$ 228,21 Empresas com 16 até 40 funcionários = R$ 413,98 Empresas acima de 40 funcionários = R$ 605,05 DIA DO PADEIRO = permanece o valor de R$ 160,00 VALE REFEIÇÃO = R$ 16,45 MANUTENÇÃO DE TODAS AS CLÁUSULAS ANTERIORES

DIA DO PADEIRO = R$ 95,00 CESTA BÁSICA = Empresas com até 45 empregados = R$ 52,83 Empresas com mais de 45 empregados = R$ 72,22 VALE REFEIÇÃO As empresas fornecerão alimentação gratuita e diária para os trabalhadores, de acordo com o comercializado para os clientes. A empresa que não comercializa refeição, nem possua restaurante próprio, fornecerá ao trabalhador um vale refeição no valor de R$13,24

ATENÇÃO TRABALHADOR DA CATEGORIA DE SÃO PAULO:

MANUTENÇÃO DE TODAS AS CLÁUSULAS ANTERIORES

ABONO PELO DIA DO PADEIRO - A nossa Convenção Coletiva determina que o pagamento do abono pelo Dia do Padeiro deve ser efetuado até o 5º dia útil do mês de julho de 2018. Caso a sua empresa não tenha feito o devido pagamento, procure o nosso Sindicato imediatamente. PLR - A nossa Convenção Coletiva determina que o pagamento da 2ª Parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) deve ser efetuado no 5º dia útil do mês de agosto de 2018. Caso a sua empresa não realize o devido pagamento, procure o nosso Sindicato. Julho – 2018

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SINDICATO DOS PADEIROS DE SÃO PAULO: UMA HISTÓRIA DE LUTAS E CONQUISTAS O Sindicato dos Padeiros de São Paulo foi fundado em 16 de novembro de 1930, em meio a forte crise econômica e política no país e no mundo. Os trabalhadores tinham uma carga horária diária de trabalho de 14 horas, em ambientes insalubres e em péssimas condições. Portanto, a organização era vital para os trabalhadores na luta por direitos básicos e por uma república comprometida em constituir leis que dessem o fim ao regime de escravidão, a que eram submetidos à época.

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Sindicato dos Padeiros realiza vários trabalhos sociais, em parceria com os governos municipal e estadual, como o SOS Criança e Sindicato Criança, oferecendo cursos profissionalizantes e de qualificação para jovens em situação de risco social. Também tem destaque as Campanhas de Solidariedade, como Água para o Nordeste, as Campanhas do Agasalho e a Campanha de Alimentos, que são entregues a entidades beneficentes.

ATENDIMENTO AOS TRABALHADORES O

LUTAS HISTÓRICAS A

falta de direitos dos trabalhadores serviu como combustível para as primeiras ações do Sindicato, realizando atos de resistência e luta que continuaram ao longo do século XX, e permanecem até hoje. A participação do Sindicato no processo de redemocratização do país pelas Diretas Já e na Constituição Cidadã de 1988 foi intensa. A luta em defesa da Previdência, da Justiça e do

associado do Sindicato e sua família contam com atendimento em várias especialidades nas áreas odontológicas, pediatria, clínico geral e ginecologia, onde foram realizados de 2014 a 2016, 71.994 atendimentos. Contam ainda com atendimento jurídico nas áreas do direito trabalhista, previdenciário e cívil, com o total de 6.334 processos e 3.773 audiências, nos últimos seis anos. E nos últimos quatro anos foram realizadas 26.010 homologações, totalmente gratuitas aos trabalhadores. Os atendimentos são feitos na sede e subsedes, de segunda à sexta-feira.

Ministério do Trabalho, da CLT, bem como a luta contra a Reforma Trabalhista que retira direitos, a corrupção, as altas taxas de juros e a terceirização é permanente.

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DEFESA DOS DIREITOS DA CATEGORIA O histórico da categoria é pautado por intensa exploração. Muitas batalhas foram travadas para garantir o direito ao Registro em Carteira, Carga Horária de 8 horas, Folga Semanal, Cesta Básica, PLR, Seguro de Vida, Convênio Médico e tantos outros benefícios, que hoje são garantidos nas Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho. Nos últimos dez anos a categoria conquistou reajustes bem acima da inflação. No

LUTAS SOCIAIS

ABC, o aumento real chegou a 24,31%. Em São Paulo foi de 33,74%. A luta do nosso Sindicato também é pelo fortalecimento do setor da panificação e, por isso, encabeçou a batalha para conquistar a isenção do ICMS da farinha de trigo e do pão, barateando os custos dos produtos que favoreceu tanto os empresários como os consumidores, além de gerar mais empregos no setor. As questões específicas também fazem

parte das ações políticas como, por exemplo, a defesa dos direitos e empoderamento das mulheres, dos interesses da juventude e dos aposentados. Todas as conquistas são resultados da mobilização dos trabalhadores, que participam das assembleias, reuniões, seminários, para-

lisações, greves e inúmeras outras formas de lutas organizadas pelo nosso Sindicato.

PATRIMÔNIO DA CATEGORIA

om mais de 70 mil trabalhadores na base e 23 mil sindicalizados, o sindicato teve que ampliar seu patrimônio para melhor atender as necessidades da categoria. De sua primeira sede, uma pequena sala no edifício Santa Helena, na Praça da Sé, construiu sua sede própria, o Edifício Primeiro de Maio, com dois anexos onde funcionará a Escola de Panificação e Confeitaria e outro onde funciona o atendimento jurídico, na rua Major Diogo, 126, na Bela Vista e tem ainda um edifício no número 285, na mesma Rua. Além das subsedes de Santo André, no ABC; Santo Amaro; São Miguel e Osasco. A Colônia de Féria de Caraguatatuba oferece descanso e lazer para os trabalhadores e suas famílias e, em breve, a categoria poderá contar também com a Colônia de Férias de Praia Grande, a qual

está em construção. Dos 150 funcionários que o nosso Sindicato tem, 60, entre diretores e assessores, fazem fiscalizações diárias nas padarias e indústrias, garantindo o cumprimento da Legislação, Convenção e Acordos Coletivos. Para isso, contam com uma frota de 20 veículos.

CULTURA, ESPORTE E LAZER SAÚDE E SEGURANÇA O s inúmeros acidentes que ocorrem na categoria, muitos com graves consequências como mutilações levaram

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o Sindicato a realizar grandes batalhas em defesa da Saúde e Segurança. Destaca-se a luta pela manutenção da NR 12, constantemente ameaçada de ser suspensa pelos empresários, através do Congresso Nacional e de processos jurídicos. Apesar de ser uma norma que abrange inúmeras categorias, as ações do nosso Sindicato atingiram proporções

nacionais. Foram realizadas Audiências Públicas no Senado, seminários, reuniões com ministros, senadores, deputados, ações com governador do estado para preservar a saúde e evitar os acidentes na categoria.

A política do Sindicato de implantação de CIPA’s nas empresas é constante. A realização do Encontro de Membros das CIPA’s da Panificação, com palestras e orientações sobre prevenção de acidentes nos ambientes de trabalho ocorre todos os anos. Julho Julho – 2018 – 2018

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om mais de 70 mil trabalhadores na base e 23 mil sindicalizados, o sindicato teve que ampliar seu patrimônio para melhor atender as necessidades da categoria. De sua primeira sede, uma pequena sala no edifício Santa Helena, na Praça da Sé, construiu Julho Julho – 2018 – 2018

sua sede própria, o Edifício Primeiro de Maio, com dois anexos onde funcionará a Escola de Panificação e Confeitaria e outro onde funciona o atendimento jurídico, na rua Major Diogo, 126, na Bela Vista e tem ainda um edifício no número 285, na mesma Rua. Além das subsedes de Santo An-

dré, no ABC; Santo Amaro; São Miguel e Osasco. A Colônia de Féria de Caraguatatuba oferece descanso e lazer para os trabalhadores e suas famílias e, em breve, a categoria poderá contar também com a Colônia de Férias de Praia Grande, a qual está em construção.

Dos 150 funcionários que o nosso Sindicato tem, 60, entre diretores e assessores, fazem fiscalizações diárias nas padarias e indústrias, garantindo o cumprimento da Legislação, Convenção e Acordos Coletivos. Para isso, contam com uma frota de 20 veículos. 5


PARTICIPAÇÃO DOS TRABALHADORES NAS ELEIÇÕES É CRUCIAL PARA MUDAR O BRASIL!

Edição nº 61 – Julho de 2018

FIES CAMINHA NA CONTRAMÃO E ESTUDANTES NÃO CONSEGUEM PAGAR A DÍVIDA O

Fies (Financiamento Estudantil) é um programa criado pelo governo em 99, com o objetivo de financiar a graduação no ensino superior de estudantes que não tem condições de assumir com as despesas do curso escolhido. Para se inscrever no Fies, o estudante deve cumprir algumas etapas de seleção. Ao ser aprovado, o dinheiro é emprestado como crédito aos estudantes e a dívida só é cobrada após o fim da graduação. Contudo, o Fies vem enfrentando muitos problemas nos últimos anos. Segundo dados do Ministério da Educação, as dívidas de pessoas inadimplentes junto ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) já somam um “débito total de R$ 10 bilhões com o fundo. E, ainda de acordo com o MEC, mais de 450 mil ex-estudantes que já estão na fase de amortização não estão em dia com o pagamento das parcelas.

A promessa de que o Fies seria uma alternativa para financiar a faculdade, visando mais qualificação e especialização para ingressar no mercado de trabalho, está caminhando na contramão. Ou seja, os jovens recém-formados que aderiram ao programa não estão conseguindo quitar suas dívidas por conta da falta de emprego, e o número de desempregados continua aumentando. Apesar do Governo, em casos de inadimplência, não poder retirar o diploma do profissional que aderiu ao Fies, o mesmo terá o seu nome incluído no Serasa, pois haverá pendências com a Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil. Nesse caso, o devedor terá que recorrer a outras alternativas para quitar sua dívida, situação que não iria ocorrer se o Fies realmente fosse uma alternativa para financiar um curso superior que garantisse um emprego

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Brasil está vivendo um momento de incertezas, onde as constantes crises políticas – com destaque os sucessivos escândalos de corrupção - têm causado descrença e insegurança na população que, cansada de ser enganada pelos políticos de plantão, tende a não acreditar que o processo eleitoral possa servir às mudanças que o país exige. Mais do que nunca, o país precisa que os trabalhadores se apresentem e ocupem espaços de poder, defendendo seus interesses e implantando políticas que colaborem com a construção de um futuro melhor para todos os brasileiros. Portanto, incentivar a participação da classe trabalhadora nos processos políticos do país é fundamental para transformar essa dura realidade brasileira. Para isso, o Movimento Sindical Brasileiro

precisar exercer um papel para além das lutas corporativas e assumir a função de conscientizar suas bases sobre a importância da presença dos trabalhadores no processo eleitoral, não apenas como eleitores, mas, fundamentalmente, como protagonistas que atuam para transformar a drástica realidade brasileira. “Se os trabalhadores não se colocarem como principais atores nessas eleições, mais uma vez estaremos pondo em jogo os interesses da maioria da população, assim como os interesses do país enquanto nação. Não tenho dúvidas que só através da participação política dos que produzem as riquezas, será possível construir um país desenvolvido, democrático, soberano e com justiça social.” Disse Pedro Pereira, presidente interino do nosso Sindicato.

Estimular o voto Jornalista João Franzin*

digno aos jovens. É preciso repensar o Fies para que ele funcione em benefício da população, e não para prejudicar. A promessa de um diploma é atraente, mas os resultados

devem ser divulgados. A bola de neve que o programa vem criando deve ser combatida com medidas que, pelo menos, garantam que a dívida possa ser quitada, sem lesar os estudantes.

Segundo institutos de pesquisa, amplos setores do eleitorado parecem não querer votar nas eleições que se aproximam. Outros anunciam voto em branco ou nulo. A persistir tal tendência, o pleito em outubro baterá recorde de abstenção ou de votos em branco e nulo. O sindicalismo está desafiado a tomar posição frente a esse quadro. Primeiro, valerá identificar que setores e classes estão mais desalentados. Identificados, caberá armar

Dica de leitura Divulgação

UMA DOBRA NO TEMPO Sinopse: O pai de Meg e Charles está desaparecido: o astrofísico sumiu misteriosamente após trabalhar em um programa do governo norte-americano. Os dois filhos decidem ir em busca dele, o que os leva a uma jornada pelo tempo e espaço, repleta de criaturas mágicas e desafios. Uma Dobra no Tempo foi lançado originalmente em 1962 e é considerado um clássico da ficção científica e da literatura infanto-juvenil. Recentemente voltou às prateleiras do Brasil com nova edição pela HarperCollins; é o primeiro volume de uma tetralogia. Em 2018, o romance terá uma adaptação para o cinema dirigida por Ava DuVernay (Selma), a ser lançada pela Disney. Autora: Madeleine L’engle Editora: Harper Collins

ações junto a esses eleitores e a entidades que se relacionam com eles – igrejas, Sindicatos, associações de moradores, entidades que lutam por moradia, hip-hop etc. Se muito não pode, alguma coisa o movimento pode fazer. Por exemplo: as entidades, em suas redes e boletins, podem massificar o valor e sentido cívico do voto. Aqui na Agência, nossos materiais dizem mais ou menos assim: - Se você não abre mão do direito a férias, ao 13º, ao FGTS, por que abriria mão do direito de votar? Mais isso é pouco. O voto deve ser movido pelo não e pelo sim. Primeiro, portanto, indicar em quem não se deve votar e por quais motivos. Segundo, indicar o perfil do candidato que merece o voto do trabalhador e por quais razões. A primeira atitude

faria uma peneira nos candidatos conservadores, que, embora pareçam comprometidos com as causas populares, acabam votando contra os interesses dos trabalhadores. O não explícito marcaria a testa de quem deve ser excluído das opções do eleitorado mais pobre ou da classe trabalhadora - da ativa, aposentado ou pensionista. O sim é autoexplicativo. Ele indicaria o perfil das candidaturas populares, merece-

doras de apoio e voto. As eleições deste ano serão muito influenciadas pelo dinheiro do fundo partidário e da máquina dos partidos e seus caciques. A campanha eleitoral será curta e enfrentará muitos obstáculos da própria lei eleitoral. Portanto, a eleição deste ano será chocha se deixarmos a bola rolar sozinha. Mas será quente se entrarmos em campo, chutando pra frente.

*João Franzin é jornalista e sócio fundador da Agência Sindical Artigo publicado na sua coluna, em 12/6/2018.

COMEMORAÇÃO DO DIA DO PADEIRO FOI DE MUITA LUTA E EMOÇÕES! “O pão é o alimento mais comum, mais básico do homem. É algo que une toda humanidade.”

Divulgação

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Dica de cinema MULHERES ALTERADAS Sinopse: Comédia sobre os dilemas tragicômicos enfrentados por quatro mulheres em diferentes fases da vida: Leandra (Maria Casadevall) está na crise dos 30. Solteira, não aguenta mais a intensa vida noturna; sua irmã, Sônia (Monica Iozzi), é o oposto. Casada e com dois filhos, sonha com uma noite de curtição; Já Marinati (Alessandra Negrini) é uma advogada workaholic que se apaixona justo quando sua carreira está deslanchando. E Keka (Deborah Secco), está ansiosa com a viagem que programou para salvar seu casamento. Faixa etária: 12 anos - Gênero: Comédia - Direção: Luis Pinheiro - Elenco: Deborah Secco; Alessandra Negrini; Monica Iozzi

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Julho – 2018

omenagem do Sindicato dos Padeiros a esses trabalhadores que produzem a primeira refeição de toda sociedade. O nosso Sindicato, mais uma vez, comemorou o Dia do Padeiro (13 de junho) com o tradicional Café da Manhã oferecido às crianças de algumas escolas do Bairro da Bela Vista, a Benção dos Pães, realizada pelo padre da Paróquia Nossa Senhora Achiropita e a distribuição dos pães abençoados para a população.  Este ano, durante a Benção dos Pães, a aluna Ana Luiza Teixeira de Melo, do 3º ano A, da Escola Doutora Maria Augusta Saraiva fez uma bela homenagem à categoria, através de um desenho feito por ela, o que proporcionou um momento de muita emoção para todos os presentes. Julho – 2018

“Esse é um evento muito importante para a nossa diretoria e para os trabalhadores. É gratificante receber essas crianças, pois, além de ter a alegria de conviver esse breve momento com elas, são capazes de nos proporcionar fortes emoções, nos presenteando com suas criatividades.” Disse Para Pedro Pereira, presidente interino do nosso Sindicato. Ainda durante a Benção dos Pães, Pedro Pereira ressaltou a importância da divisão dos alimentos entre os irmãos necessitados e lembrou que a categoria tem o que comemorar, pois, apesar da nova Lei Trabalhista, o nosso Sindicato garantiu, nos Acordos e na Convenção Coletiva de Trabalho, a manutenção do Abono por conta do Dia do Padeiro, direito que os patrões queriam retirar. 7


Qual o futuro do sindicalismo? Renovar o movimento Clemente Ganz Lúcio*

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sindicalismo é uma longa construção, de mais de dois séculos, das lutas dos trabalhadores, realizadas ao longo das transformações econômicas dos sistemas produtivos, em cada contexto histórico específico. O trabalhador saiu da condição de proletário para a de operário, durante a primeira e segunda revolução industrial; da condição de operário para o assalariamento, que se generalizou em todos os setores da economia nas últimas quatro décadas. As mudanças não param. Na verdade, ampliam-se e tornam-se cada vez mais complexas. Em cada momento, a classe trabalhadora foi se forjando nas condições oferecidas pelos sistemas produtivos e com as instituições que os Estados foram criando. Os trabalhadores, colocados na condição de subordinação em relação ao capital/ empregador, passaram a se associar – reunir forças solidariamente – para enfrentar e mudar as condições laborais, reduzir a jornada, melhorar os salários. A associação, esse compromisso selado entre companheiros e companheiras, gera uma energia política que coloca o coletivo que se associa em movimento. As marchas, as greves e manifestações se transformaram

em arte em fotografias, filmes e pinturas que registram a história e denotam o movimento. Cada trabalhador se apresenta como um novo sujeito, agora coletivo, cuja identidade é a classe, cujo interesse é de todos que, associados e reunidos, se manifestam por meio do movimento. O movimento operário transforma a reivindicação em demanda por direito trabalhista e social, cria suas instituições para motivar os trabalhadores e colocá-los

em ação, os Sindicatos. O tempo fez, em alguns casos, o Sindicato esquecer sua origem, o movimento! A burocratização é um mal que acompanha as instituições, inclusive os Sindicatos. Mas a vida é fascinante nos encantos e tragédias. Estas, se bem compreendidas e aproveitadas, podem ser uma oportunidade rara para a renovação.

O mundo sindical tem sido desafiado, por diversos ataques e pela tragédia formada no contexto atual no Brasil, a se renovar e construir profunda reestruturação. Essa renovação sindical precisa estar sedimentada nos fundamentos que assentam a luta dos trabalhadores: a capacidade política de se associar e de gerar a energia que coloca a classe trabalhadora em movimento. O destino do sindicalismo está nas mãos daqueles que souberem decifrar e compreender a complexidade das condições e situações do mundo do trabalho, hoje e amanhã. A partir dessa elucidação e compreensão, será possível promover a associação entre os trabalhadores e, com perspicácia, fazer do Sindicato um instrumento mais do que essencial na promoção de novas manifestações do movimento de luta dos trabalhadores. As mudanças no mundo do trabalho são intensas e enormes, mas o encanto da vida política e sindical é se colocar diante do futuro, em movimento, liberando a criatividade para formular utopias e adrenalina para lutar!

Clemente Ganz Lúcio* é sociólogo e diretor-técnico do Dieese Publicado em sua coluna no site da Agência Sindical, em 06/07/2018.

UM SINDICATO PARA ALÉM DA LUTA EM DEFESA DOS DIREITOS! C

omo já citamos, o objetivo do nosso Sindicato é lutar para defender os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras da categoria. Direito à saúde, à justiça, ao descanso e ao lazer, por exemplo, são questões fundamentais para a nossa

entidade de classe. No entanto, além de muita luta, o nosso Sindicato tem o compromisso de oferecer aos seus associados uma série de benefícios que, muitas vezes, não são garantidos nem pelo governo e pelos patrões.

Na sede do Sindicato o associado irá encontrar, por exemplo, atendimento médico, odontológico e jurídico e nas subsedes ele conta com atendimento odontológico e jurídico. Além desses serviços, a entidade dos trabalhadores oferece convênios em Colônia de Férias em Caraguatatuba: lazer e diversão para os associados e sua família

ógico Atendimento Odontol às 18 horas 8:30 das ta, sex de segunda a

Atendimento Médico de 8 às 17:30 horas segunda a sexta, das

Atendimento sexta co Jurídi de segunda a

Homologação de segunda a sexta

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faculdades com desconto a partir de 10%. O nosso Sindicato valoriza o lazer e o descanso dos associados que podem usufruir da nossa Colônia de Férias em Caraguatatuba, que é uma excelente opção de lazer no litoral norte de São Paulo. Lá tem tudo para você relaxar e se divertir com sua família. Confira!

FACEBOOK.COM/SINDPADEIROS Julho – 2018

Profile for Sindicato dos Padeiros de São Paulo

Jornal A MASSA - Julho  

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