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A NOSSA CAMPANHA SALARIAL E as dificuldades PARA MANTER OS DIREITOS!

FotoS: Paulo Rogério “Neguita”

egociações, greves, paralisações nas empresas, assembleias, reuniões, manifestações! Essas foram as principais marcas da nossa Campanha Salarial em São Paulo, no final do ano passado. Os patrões, considerando a nova Lei Trabalhista, queriam retirar da Convenção Coletiva de Trabalho e dos Acordos Coletivos, direitos que foram conquistados pela categoria há décadas. Bem, não vamos repetir as informações já publicadas no último Jornal a Massa, porém, é bom lembrar aos companheiros que a nossa Campanha Salarial foi uma verdadeira batalha e, de certa forma, essa batalha ainda continua, pois muitas empresas insistem em usar a Nova Lei Trabalhista com o objetivo de retirar direitos como a PLR e diminuir o horário do almoço para 30 minutos, por exemplo. Porém, graças ao compromisso do nosso Sindicato em defender os interesses da categoria e a participação dos trabalhadores nas lutas realizadas, temos conseguido reajustes bem acima da inflação e a manutenção de todos os direitos conquistados anteriormente e constantes nos Acordos, com destaque para as homologações (acerto de contas) que continuarão sendo feitas no Sindicato, contrariando o que determina a nova Lei Trabalhista. Essa é uma importante vitória, pois, infelizmente, essa não é a realidade

Chiquinho Pereira comanda assembleia da Campanha Salarial na Sede do nosso Sindicato

de muitas categorias brasileiras que, de maneira brutal, têm perdido importantes direitos durante suas campanhas salariais. Uma questão importante, que deve ser do conhecimento dos trabalhadores e das trabalhadoras é que no Brasil os reajustes

salariais de todas as categorias são balizados pelo índice da inflação do período (entre uma data-base e outra). Apesar do alarmante aumento do gás, da gasolina, da energia e de outros bens de consumo vitais à população, os preços dos alimentos foram os responsáveis

por puxar para baixo o índice da inflação, que foi de 1,83%. Portanto, não é o Sindicato quem dita às regras da inflação, mas sim o governo e, muitas vezes, os patrões não querem repassar nem o índice inflacionário para os trabalhadores.

AVANÇOS NOS ACORDOS COLETIVOS!

A

s negociações por empresas, apesar do que impõe a nova Lei Trabalhista e do baixo índice da inflação determinado pelo INPC/IBGE (1,83%), têm dado importantes resultados para os trabalhadores, onde os reajustes variaram de 3% a 10%. Muitas empresas reajustaram os salários e as outras cláusulas econômicas dos seus

funcionários bem acima da inflação, além da manutenção de todas as cláusulas constantes do Acordo anterior. Essa é uma vitória significativa, pois graças aos esforços do nosso Sindicato, os patrões não aplicaram as maldades que determina a Nova Lei Trabalhista: tirar direitos e diminuir os salários, de forma legalizada!

VEJA ALGUMAS DE NOSSAS CONQUISTAS EM SÃO PAULO REAJUSTE SALARIAL = 2,50% SALÁRIO NORMATIVO Empresas com até 60 trabalhadores R$ 1.332,24 Empresas com mais de 60 trabalhadores R$ 1.438,77 PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS(PLR) Empresas com até 20 empregados = R$ 268,20 Empresa com 21 a 35 empregados = R$ 385,55 Empresas com 36 ou mais empregados = R$ 511,26 DIA DO PADEIRO = R$ 95,00 CESTA BÁSICA = Empresas com até 45 empregados = R$ 52,83 Empresas com mais de 45 empregados = R$ 72,22 VALE REFEIÇÃO As empresas fornecerão alimentação gratuita e diária para os trabalhadores, de acordo com o comercializado para os clientes. A empresa que não comercializa refeição, nem possua restaurante próprio, fornecerá ao trabalhador um vale refeição no valor de R$13,24 Fevereiro – 2018

Assembleia com trabalhadores da Aryzta

VEJA ALGUMAS DE NOSSAS CONQUISTAS NO ABC REAJUSTE SALARIAL = 3,50% SALÁRIO NORMATIVO Empresas com até 60 trabalhadores R$ 1.341,24 Empresas com mais de 60 trabalhadores R$ 1.443,52 DIA DO PADEIRO = R$ 160,00 VALE REFEIÇÃO As empresas fornecerão alimentação gratuita e diária para os trabalhadores, de acordo com o comercializado para os clientes. A empresa que não comercializa refeição, nem possua restaurante próprio, fornecerá ao trabalhador um vale refeição no valor de R$16,04 CONVÊNIO MÉDICO Os empregadores vinculados a esta Convenção obrigam-se a contratar convênio médico, plano de saúde ou equivalente, exclusivamente para os seus trabalhadores, conforme legislação vigente. 3

Jornal A MASSA - Jan/fev 2018  
Jornal A MASSA - Jan/fev 2018  
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