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FILIADO À

Boletim Informativo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás Goiânia, julho de 2013 – www.jornalistasgo.org.br – E-mail: jornalistasgo@jornalistasgo.org.br

Sindicato conquista vitória nas campanhas salariais

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este ano de 2013, a negociação salarial entre o Sindicato dos Jornalistas e o patronato foi dura, mas vitoriosa. O Sindicato conquistou aumento real para o Piso Salarial, com um índice de reposição de 12,5%, enquanto a inflação no período foi de 7,11%. Para os salários acima do piso, a reposição foi de 8%, caracterizando também ganho real. Segundo informações da Secretaria Regional do Trabalho, o Sindicato dos Jornalistas foi o que conseguiu melhores índices nas negociações salariais de 2013. Nos dois anos anteriores, a diretoria do Sindicato também conseguiu realizar negociações vitoriosas, com a recomposição dos salários da categoria. Acompanhe no gráfico a relação entre inflação dos últimos três anos e os ganhos nos salários e no valor do piso salarial.

Os jornalistas na luta: Inflação x Aumento Salarial

INPC SALÁRIO PISO

2011

2012

2013

Sindicato é parceiro da FENAJ nas lutas nacionais

16 a 18 de julho: eleições da FENAJ e do Sindicato

Página 2

Páginas 6 e 7

TOTAL 3 ANOS

As ações do Sindicato em defesa da categoria Páginas 3, 4 e 5


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Sindicato é parceiro da FENAJ nas lutas nacionais

A

s principais bandeiras de luta dos jornalistas brasileiros, aprovadas pela categoria em congresso nacionais, são conduzidas pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), com o apoio dos Sindicatos de Jornalistas de todo o País. O Sindicato de Goiás é um

Jornalismo é atividade essencial Em oposição às previsões futurologistas de que o jornalismo vai acabar, a FENAJ tem feito a defesa intransigente da atividade jornalística como essencial para as sociedades democráticas. A profusão de informações em circulação, ao contrário do que dizem os pessimistas, reforçam a necessidade do jornalismo como meio de os cidadãos obterem informação verdadeira e poderem formular

seus juízos sobre fatos e ideias em debate. Assim como o jornalismo é essencial para a constituição da cidadania, o profissional jornalista é imprescindível para o jornalismo. É falsa e perigosa a assertiva de que todos os cidadãos se tornaram jornalistas. A produção de informação jornalística exige conhecimentos teóricos e técnicos e comprometimento ético, além de exigir tempo e recursos financeiros.

Piso Salarial Nacional para jornalistas Depois que os professores do ensino fundamental conquistaram seu piso salarial nacional, os jornalistas brasileiros querem o mesmo direito. Por articulação da FENAJ, o deputado André Moura (PSC-SE) apresentou o projeto de lei nº 2960/11, criando um piso salarial nacional para categoria, no valor equivalente a seis

salários mínimos. Atualmente, os pisos da categoria são fixados em convenções/ acordos coletivos de trabalho, firmados pelos Sindicatos de Jornalistas. O piso nacional, quando aprovado, vai acabar com uma grande disparidade existente, com diversos pisos salariais em vigor, até mesmo dentro de um mesmo estado.

dos principais apoiadores da FENAJ na luta pela defesa do Jornalismo e dos jornalistas, por melhores salários e condições de trabalho, pela democracia nas comunicações e pelas liberdades de expressão e de imprensa. Confira!

PEC do Diploma na Câmara Uma das grandes vitórias recentes da FENAJ e dos Sindicatos de Jornalistas foi a aprovação da PEC 206, conhecida como PEC do Diploma no Senado. Agora falta aprova-la também na Câmara dos Deputados. No dia 24 de junho, o deputado Daniel Al-

meida (PCdoB-BA), relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) apresentou parecer pela admissibilidade da proposta. Com isso, a PEC já pode ser incluída, a qualquer momento, na pauta de votações da Comissão. Todo jornalista

pode ajudar na campanha pela aprovação da PEC. Basta enviar emails para os deputados federais pedindo a aprovação ou, sempre que possível, abordar os parlamentares e cobrar o voto favorável à volta da exigência do diploma para o exercício da profissão.

Não à violência contra jornalistas Para a FENAJ e para o Sindicato de Goiás, a profissão de jornalista não é, na sua essência, de risco. Mas em muitos casos, os jornalistas são submetidos a situações de risco, sem que nenhuma medida protetiva tenha sido tomada. A FENAJ quer o estabelecimento de um Protocolo Nacional de Segurança para minimizar, ao máximo possível, os perigos das coberturas de risco. O protocolo será fundamentado em três medidas, que poderão se desdobrar em outras:  Criação das Comissões de Avaliação de Risco nas redações  Treinamento para os jornalistas que forem ser submetidos a situações de risco  Fornecimento de equipamentos adequados aos jornalistas que forem ser submetidos a situações de risco. Mas há também outro tipo de violência contra jornalistas que está diretamente associado ao cercea-

mento da liberdade de expressão. Muitos profissionais são ameaçados, agredidos e até mesmo assassinados em razão do seu trabalho. A FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas denunciam os casos e cobram medidas das autoridades. Para tentar diminuir a impunidade, a FENAJ defende a federalização das investigações de crimes contra jornalistas, conforme proposta de projeto de lei apresentada pelo deputado Protógenes Queiroz (PC do B - RJ). Em razão do aumento do número de mortes de jornalistas e de radialistas nos últimos três anos, a FENAJ também propôs à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República a criação de um Observatório da Violência contra Jornalistas e Outros Profissionais da Comunicação, para o monitoramento dos casos de ameaças e o acompanhamento das investigações dos crimes de agressão, tentativa de homicídio e homicídio.

BOLETIM INFORMATIVO DO SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS NO ESTADO DE GOIÁS

Endereço: Av. Anhanguera, nº 5.389, sala 1.309.. Centro. CEP 74037-900 - Goiânia - Goiás. Telefone: (62) 3224-3451. Site: www.jornalistasgo.org.br. E-mail: jornalistasgo@jornalistasgo.org.br


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Sede do Sindicato é reformada

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uem frequenta atualmente a sede do Sindicato, no edifício Anhanguera na esquina das avenidas Anhanguera e Tocantins 13º andar, percebe uma grande diferença. Esta diretoria reformou a sede, com troca de todo o piso, troca de persianas, compras de móveis e reforma da sala da presidência. Para este ano ainda estão previstos investimentos em novos aparelhos de ar condicionado e na troca de mobiliário. No local foi instalado o “Espaço do Jornalista”, com

Sede reformada: piso e persianas novos

mesa, cadeira e computador à disposição de profissionais que estejam no centro da cidade e precisem de um local para realizar algum trabalho. Se você ainda não foi a nossa sede após a reforma, é nosso convidado para um cafezinho! Apareça!

Espaço do Jornalista: à disposição dos associados

Sala da presidência e recepção: espaços com novo aspecto

Em defesa dos profissionais ameaçados O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás vem atuando de maneira firme na defesa de profissionais e estudantes de jornalismo que sofrem ameaças em seu trabalho. Nas recentes manifestações populares ocorridas em Goiânia, o Sindicato providenciou coletes de identificação para os profissionais, afim de evitar agressões por

parte da polícia e de manifestantes, como ocorreu em outros Estados. Mas esta tem sido uma ação permanente. O Sindicato cobrou do governo do Estado uma ação firme, quando homens da Rotam tentaram intimidar jornalistas que trabalham no Grupo Jaime Câmara, no ano de 2012. A resposta

foi a demissão do comandante desta tropa de elite e o aquartelamento dos policiais. Também agiu o Sindicato quando uma equipe de jornalismo da TV UFG sofreu ameaças diante do Palácio Pedro Ludovico. A diretoria do Sindicato colocou a assessoria jurídica à disposição dos profissionais e

acompanhou pessoalmente a apuração dos fatos. Em outras oportunidades como tentativas de intimidação a jornalistas da RBC, TV Metrópole e até em casos envolvendo jornalistas em cargos de chefia e que tentavam oprimir seus colegas subalternos o Sindicato buscou no diálogo a solução destes casos, sempre com êxito.

Sindicato se posicionou no caso Valério Foi o Sindicato dos Jornalistas a única representação dos profissionais da comunicação de Goiás a se pronunciar de maneira imediata exigindo a

apuração do homicídio contra o radialista e comentarista esportivo Valério Luiz de Oliveira. Apesar do profissional não ser jornalista, o Sindicato cobrou

publicamente, e por diversas vezes, das autoridades estaduais a apuração e punição dos envolvidos no caso, por acreditar que a ação covarde contra este

profissional é uma ação que tenta atingir a todos os profissionais de comunicação em nosso Estado. Ainda estamos esperando justiça!


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Sindicato garante a convocação de todos os concursados da Agecom

U

ma das maiores conquistas da atual diretoria foi a convocação e posse de todos os jornalistas aprovados em

concurso público para a Agecom, no final de 2010. Após intensas negociações do Sindicato com o governo estadual, os profissionais foram

chamados. Foi o único concurso realizado naquele ano que teve este desfecho. Isto beneficiou jornalistas,

radialistas e outros profissionais. Em relação aos repórterescinematográficos da TV Brasil Central, o Sindicato cobrou e

conseguiu que os veículos fossem adaptados para separar equipamentos e profissionais e garantir a segurança destes jornalistas.

Comissão da Verdade trabalha a todo vapor O Sindicato instalou, no final do ano passado, a sua Comissão da Verdade, Memória e Justiça. A intenção é levantar informações sobre jornalistas goianos que foram perseguidos, torturados pela ditadura militar e ainda sobre torturadores que agiram naquele período.

A Comissão da Verdade do Sindicato dos Jornalistas de Goiás é uma das mais atuantes de todo o Brasil e vem servindo de modelo para outros estados. Os trabalhos devem ser finalizados nestes segundo semestre e o relatório final será entregue à Comissão Nacional da Verdade, Me-

mória e Justiça da FENAJ, que vai fazer a compilação dos relatórios dos Sindicatos de Jornalistas de todo o País. Compõem a Comissão da Verdade do Sindicato de Goiás os jornalistas P inheiro Salles, Laurenice (Nonô) Noleto, Elma Dutra e Ricardo Dias.

Confraternização de final de ano Todo final de ano o Sindicato vem realizando uma confraternização para os jornalistas goianos. Em algum bar da cidade, os profissionais e seus familiares se divertem, ouvem música de qualidade e concorrem a brindes. Momento de afastar a tensão diária e encontrar os amigos!

Atendimento jurídico O sindicato disponibiliza assessoria jurídica a todos os associados com atendimento na sede do sindicato. Também assessora a direção nas negociações salariais e outros temas cotidianos. Uma das vitórias da assessoria realizada pela advogada Arlete

Mesquita e seu escritório foi em relação a ação contra o jornal Diário da Manhã. Os profissionais que foram demitidos por usarem roupas pretas em protesto contra atrasos salariais já começaram a receber o que a Justiça do Trabalho determinou.

Atendimento no interior A atual diretoria buscou se aproximar dos colegas que moram e atuam no interior. Apesar das dificuldades de agenda, já que nenhum diretor é liberado pelas empresas para atuar em defesa da categoria, foram feitas várias visitas a Anápolis com atendimento de demandas locais. A intenção é estender esta ação para outras cidades num futuro próximo.


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Eventos do Sindicato têm atraído cada vez mais profissionais e estudantes de Jornalismo

Os congressos e encontros, além de palestras, também garante a oportunidade de participar de oficinas

Congressos e encontros ando continuidade a um trabalho iniciado há alguns anos por outras diretorias, continuamos a realizar nossos Congressos Estaduais e Encontros de Jornalistas em Assessoria de Imprensa. Nestes eventos de qualificação e de deliberação da categoria,

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renomados profissionais de outros estados partilharam suas experiências com os jornalistas goianos. No ano passado, o Congresso de Jornalistas discutiu a importância do jornalismo para a questão do meio ambiente, mostrando que a categoria e o Sindicato estão antenados

Convênios

Apoio à volta do Bloco da Imprensa

Nos últimos anos, a diretoria tem buscado realizar parcerias nas mais diversas áreas para atender aos jornalistas goianos. Foram feitos convênios com odontólogos, fonoaudiólogos, cursos de inglês. Convênios com a Affego e AABB para utilização de seus clubes em Goiânia e Caldas Novas por parte dos jornalistas goianos foram firmados, mas acabaram perdendo a validade devido à baixa procura da categoria. A diretoria está renegociando com estes parceiros e também discutindo novos convênios com empresas de planos de saúde e redes de salões de beleza.

O Bloco da Imprensa sempre foi uma tradição no carnaval de rua de Goiânia, chegando até a abrir o desfile das escolas de samba da capital. Após anos sem qualquer atividade, o Sindicato apoiou os jornalistas que decidiram reativar o bloco e, nos últimos dois anos, tivemos uma concentração em bares da cidade. O bloco “Os Filhos da Pauta” voltou com tudo para mostrar que jornalista também gosta de se divertir!

com os temas atuais. Este ano, o Encontro de Jornalistas em Assessoria de Imprensa teve como tema central a cobertura jornalística dos grandes eventos. Os congressos e encontros estaduais são sempre preparatórios para os eventos nacionais

promovidos pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). O Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Imprensa (ENJAI) deste ano será realizado no Rio de Janeiro, de 22 a 25 de agosto. Ainda é possível se inscrever para participar do evento como observador.


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Sindicato apoia Chapa 1 nas eleições da FENAJ

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os dias 16, 17 e 18 de julho, os jornalistas de todo o País vão eleger a próxima direção da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). Duas chapas participam do processo, das quais a diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Goiás apoia (e, portanto, pede o voto da categoria) a Chapa 1 – Sou Jornalista, Sou FENAJ!, liderada pelo atual presidente da entidade, Celso Schröder. A Chapa 1 é a única que conta com representantes de Goiás em sua composição: Maria José Braga, como primeira vice-presidente, e Luiz Spada, como diretor do Departamento de Relações Institucionais. A decisão do Sindicato de Goiás em apoiar e pedir voto para a Chapa 1 – Sou Jornalis ta, Sou FENAJ! foi tomada em razão da identificação com as propostas defendidas e do verdadeiro comprometimento de seus integrantes com as lutas dos jornalistas brasileiros. São a atual direção da FENAJ e os integrantes da Chapa 1, ao lado dos Sindicatos de todo o País, que têm levado adiante essas lutas. São eles, por exemplo, que trabalharam para a conquista histórica da aprovação, pelo Senado, da P EC do Diploma – basta ver que, durante toda a tramitação da proposta, os representantes da chapa de oposição nada fizeram para que os senadores aprovassem o retorno da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo como condição básica para o exercício da profissão.

Celso Schröder

Maria José Braga

Luiz Spada

Quem é quem na chapa Sou Jornalista, Sou FENAJ! EXEC U TIVA Presidente Cel so S chröder (RS) Primeira Vice-Presidente Maria José Braga (GO) Segunda Vice-Presidente Valdi ce Gomes da Silva (AL) Secretário Geral Guto Camargo (S P) Primeira Secretária Valci Zuculoto (SC) Primeira Tesoureira Suzana Tatagiba (E S) Segunda Tesoureira Samira de Cas tro (CE) Primeiro Suplente Wils on Reis (AM) Segundo Suplente Bruno Cruz (RJ)

D EPA R TA MEN TOS Educação e A perfeiç oamento Profissional Carmen Perei ra (RJ Rafael Mesquita (CE) Rogério Wagner Melo Mendes (MG)

VICE-PR ESID ÊN CIA S R EGION A IS C entro-Oeste: W anderl ei Pozz embom (DF) Sul: Val mor Frits che (SC) Sudeste: Al oís io Morais (MG) Nordeste 1: Rafael Frei re (PB) Nordeste 2: Osnaldo Moraes (PE) Norte 1: José Gilv an da Costa (RR) Norte 2: J únior Veras (TO)

C ultura e Eventos Marjorie Moura (B A) Maigue Gueths (P R) Graça Prado (PE)

R elações Institucionais José Carlos Torves (RS) Márcia Quintanil ha (SP) Luiz Spada (GO) Mobilização, N egociação Salarial e D ireito A utoral Déborah Li ma (CE) Edv aldo de Almeida (SP) Bruno Couto (MG)

Mobilização em A ssessoria de Imprensa Luís Carlos Luciano (MS) Douglas Dantas (E S) Jane Vasconcelos (A C) R elações Internacionais Suzana Blass (RJ)

Jos é Maria Nunes (RS) Paulo Zocchi (SP) Mobilização dos Jornalistas em Produção de Imagem Land Seixas (PB) Robins on E strásulas (RS) Lailson de Holanda Cavalcanti (PE) Saúde e Previdência Priscill a Lima do Amaral (PA) Regina Maria Ferrei ra de Oliveira (BA) Luiz Carlos Oliveira (PI) C ONSELHO FISC A L Volney de Jesus Oliveira (AP) Flávi o Peixoto (AL) Lúc ia Fi gueiredo (PB) C AN D ID ATOS IND IC A DOS PELA CHAPA 1 À C OMISSÃ O N A CIONA L D E ÉTIC A Beth Costa (RJ) Sérgi o Murillo de Andrade (SC) Romário Schettino (DF) Mário Messagi Júnior (PR) C andidata apoiada pela Chapa 1 Ângela Marinho (CE)


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Nova diretoria do Sindicato será eleita de 16 a 18 de julho

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os dias 16, 17 e 18 de julho, paralelamente à eleição para renovação da diretoria da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), será realizada eleição para a nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Goiás. As duas eleições ocorrem em um importante momento de debate nacional sobre a organização dos trabalhadores brasileiros e os princípios que norteiam as ações de nossas entidades. Apenas uma chapa disputa a direção do Sindicato e ela é liderada pelo atual presidente, Cláudio Curado. Paraq a próxima gestão do Sindicato, a aposta dos integrantes da chapa é a mobilização dos jornalistas e a luta por seus direitos, principal-

mente no que diz respeito à recuperação do poder de compra dos salários, que sofreram um achatamento sem precedentes nos últimos anos. Também se propõem a desenvolver todos os meios para que as empresas cumpram os direitos trabalhistas dos jornalistas, como respeito à carga horária, pagamento em dia dos salários, pagamento de hora extra e de diária de viagem, entre outros; bem como lutar pelo enquadramento, como jornalistas, dos profissionais jornalistas que atuam em rádio e televisão, hoje contratados em função de radialistas, que é uma atitude do patronato em explorar seus trabalhadores com carga horária maior e salários menores.

Executiva: Cristiano Leobas, Márcio Venício. Alexandre Alfaix, Elma Dutra, Luiz Spada, Lindalva Bufáiçal e Cláudio Curado Secretarias: Washington, Rodrigo Lel es, Antônio Carlos, Renato Dias e Luiz Cláudio

A Chapa 1 EXEC U TIVA Presidente: Cl áudi o Curado Neto Vice-presidente: A lexandre Alfaix de Assis Secretário-geral: Lui z Antonio Spada 1ª Secretária administrativa: El ma Dutra 2ª Secretário A dministrativo: Cristiano Soares Leobas 1ª Tesoureira: Lindalv a Bufáiç al B randão 2º Tesoureiro: Márci o Veníci o Nunes SEC R ETA R IA S Sindicalização e Exercício Profissional: Rodri go Nunes Lel es e Leonardo Iran da Si lva C omunicação e Eventos: Laureni ce Noleto Alves e Renato Antonio Di as B atis ta Formação e Integração com as Instituições de Ensino Superior: E ds on Lui z Spenthof e Antoni o Carl os Borges Cunha A ssuntos Jurídicos e

Saúde dos Jornalistas: Lui z Cláudi o do Nas c imento Cav alc ante e W ashington S oares de A raúj o C ONSELHO FISC A L Efetivos: Antonio P inhei ro Sal es, S ergio Ricardo Lessa Gomes, S andra Stefan Suplentes: Si lv io Jos é da Sil va, Sheilismar Marina Ribei ro Pinto Silva D ELEGAÇ Ã O D O C ONSELH O D E R EPR ESEN TAN TES D A FEN A J: Efetivos: Cláudio Curado Neto, A lexandre Alfaix de Assis Suple nte: Luiz Antonio Spada C OMISSÃO DE ÉTIC A Efetivos: Deire A ssi s, Dehov an Lima, J uli o Antonio K anedma, Mantov ani Fernandes, P aul o Nunes Suplente: Si lv io José

Conselho Fiscal: Pinheiro Salles, Sandra Stefan e Silvio José

Comissão de Ética: Kanedma, Deire Assis, Dehovan Lima e Paulo Nunes


8 Entrevista/Cláudio Curado

“Somente se tivermos um sindicato forte é que vamos ter mais chances de vitória” Que avaliação você fazdestes três anos de mandato? O trabalho sindical está cada dia mais difícil no Brasil e no mundo. Desde a década de 1990, estamos vivenciando tempos de menos mobilizações e de menos adesões das pessoas às lutas coletivas. Isto, é claro, refletiu no movimento sindical. Então, estes três anos também foram de muita luta para manter o Sindicato e avançar nas lutas da categoria. Mas, com todas as dificuldades, acredito que tivemos boas vitórias graças à atuação de toda nossa diretoria. Todos os diretores e diretoras, com maior ou menor intensidade, ajudaram a construir esta gestão, que honrou a história do nosso Sindicato e até melhorou sua imagem perante a categoria e a sociedade. Quais são estas dificuldades que você cita? Olha, são muitas... Nosso Sindicato é pequeno, o que impede a profissionalização de muitos serviços. Para citar um exemplo bem emblemático, o Sindicato não tem

ter interesse em contribuir para a organização da categoria e para as conquistas coletivas.

“Não dá para ficar só reclamando e criticando; cada um tem de fazer sua parte e assim contribuir para sermos mais fortes” condições de ter um jornalista contratado para fazer sua assessoria de imprensa/comunicação. Outra grande dificuldade: não temos nenhum diretor liberado para exercer exclusivamente o mandato sindical. Ou seja, todos têm de trabalhar durante o dia e se dedicar ao Sindicato nas poucas horas livres que têm. Mas a principal dificuldade é a de mobilizar concretamente a categoria. Uma pesquisa nacional sobre o perfil do jorna lista brasileiro, realizada pela Universidade de Santa Catarina, num

convênio com a FENAJ, mostrou que os jornalistas, não participam da vida política e social do país. A maioria não se filia aos Sindicatos, não se filia a partidos nem participa de quaisquer outras organizações. Isto mostra que o problema não está nos Sindicatos. Está nos jornalistas? Olha, sem dúvida alguma a pesquisa mostra que a categoria precisa ter mais consciência política. Talvez o jornalista acredite que já dá uma grande contribuição para a sociedade com o seu trabalho,

e isto é uma verdade. Mas ele precisa também agir como cidadão. Em relação ao Sindicato, o jornalista precisa entender que a entidade somente pode ser forte se houver mais adesões e mais participação. Não dá para ficar só reclamando e criticando; cada um tem de fazer sua parte e assim contribuir para sermos mais fortes. Por isso, vejo com pensar a baixa adesão dos novos jornalistas ao Sindicato. Os recém-formados, os recém-concursados não estão se filiando e parecem não

Então, como é possível avançar? Temos de continuar trabalhando junto com a FENAJ e os outros sindicatos de jornalistas do Brasil, para as nossas lutas nacionais. Vamos buscar a aprovação, em definitivo, da PEC do Diploma, do projeto de lei que cria o Piso Nacional dos Jornalistas e do projeto de lei que federaliza as investigações de crimes contra jornalistas. E vamos continuar buscando a conscientização de todos os jornalistas. Precisamos entender que somente se tivermos um sindicato forte é que vamos ter mais chances de vitória por melhores salários e melhores condições de trabalho. Também vamos buscar ampliar a ação do sindicato no interior, onde a presença de jornalistas está crescendo. E ainda vamos continuar buscando diálogo com os estudantes de jornalismo e com os novos profissionais. É um trabalho permanente.


Chamadinha