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08 Julho/Agosto de 2017

(in)formação

assufop.com.br

27 de julho

34 anos 27 de julho de 1983

ANIVERSÁRIO DO ASSUFOP Entidade faz 34 anos de luta intransigente em prol dos direitos dos trabalhadores técnico-administrativos da UFOP

Retrospectiva Relembre as principais ações do último ano da Diretoria do ASSUFOP Gestão 2015-17

30 de junho

Mobilizações em Ouro Preto e Mariana marcam 2ª greve geral

Eleição da nova Diretoria e Conselho Fiscal Comissão Eleitoral divulga data da eleição e convoca associados Acesse o conteúdo do jornal no seu dispositivo móvel


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Charge do Kayser: http://blogdokayser.blogspot.com.br/

Comissão Eleitoral convoca associados para eleição da nova diretoria e conselho scal do Sindicato ASSUFOP A Comissão Eleitoral para nova Diretoria Executiva e Conselho Fiscal do Sindicato ASSUFOP divulgou as datas de inscrição das chapas e votação. Confira: Ÿ Inscrições de candidatura na Sede do ASSUFOP

nos dias 24 e 25 de julho Ÿ Divulgação das candidaturas até o dia 27 de julho Ÿ Data da eleição 9 de agosto de 2017 - das 09h às 16h. Para ter acesso aos editais da Comissão Eleitoral acesse: www.assufop.com.br EXPEDIENTE Jornal do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFOP - ASSUFOP. Gestão 2015/2017 | Presidente: Sérgio Neves, VicePresidente: Tatiana Hundrel Silva, 1º Secretário: Vicente de Paula Cândido, 1ª Tesoureiro: Alexandro Luiz Maximiliano Dias, Diretores Sindicais: Maurílio Marcos da Conceição, Lourival Nunes Martins, Diretores de Assistência: Mônica Versiani Machado, Pedro Tomaz, Diretores de Imprensa e Divulgação: Thiago Caldeira da Silva, Felipe da Fonseca Martins, Diretora de Cultura, Esporte e Lazer: Luciana Rodrigues dos Santos | Jornalista Responsável: César Diab (MG 0018885 JP) | vetores das artes desenvolvidas por: freepik.com | Endereço eletrônico: www.assufop.com.br | Contato: assufopcomunica@gmail.com | Endereço: Rua Diogo de Vasconcelos, 408, Estação - Ouro Preto - MG - CEP: 35400-000 | Tiragem: 1.500 exemplares | Impressão: Sempre Editora Ltda. | Distribuição gratuita.

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Programa de extensão da UFOP oferece atendimento gratuito aos ser vidores com lesões ocupacionais Com seis anos de existência e uma longa lista de premiações, o programa de extensão da UFOP, PREVENTT, trata e previne doenças relacionadas ao ambiente de trabalho. Sob coordenação do professor do Departamento de Ciências Biológicas, Dr. Gustavo Benevides, o programa foca nos servidores da Instituição que sofrem com as lesões ocupacionais e, por meio de uma equipe ampla, multidisciplinar e com equipamentos modernos, reabilita em tempo hábil as dores severas ligados aos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT). O Jornal ASSUFOP entrevistou o Prof. Gustavo que contou os detalhes sobre como funciona o PREVENTT, como se dá o atendimento, o tratamento e a prevenção.

O PREVENTT já agrega diversos editais de fomento e prêmios. Foi agraciado pelo Edital ProExt por meio do MEC; pela Fapemig na categoria Projetos de Extensão em Interface com a Pesquisa e foi também foi ganhador do Prêmio Internacional da Fundación Mapfre, na Espanha, na categoria Reabilitação Preventiva das Lesões do Aparelho Locomotor. Este último rendeu ao projeto 15 mil euros que foram gerenciados pela Fundação Gorciex e aplicados na aquisição de equipamentos modernos ao Programa PREVENTT. À esq. o Prof. Dr. Gustavo Benevides; à dir. uma das salas do núcleo que fica no ICEB III, no piso inferior ao da biblioteca.

Jornal ASSUFOP: Primeiramente, o que é o PREVENTT? Gustavo Benevides: O PREVENTT - Programa de Prevenção e Tratamento de Tendinopatias – foi criado em 2011 e é um programa de extensão da UFOP que desenvolve ações de reabilitação e prevenção relacionadas às doenças crônicas que afetam os músculos, tendões, articulações e ossos que afligem os trabalhadores. Existe uma demanda da saúde ocupacional da UFOP ( SIASS Inconfidentes) e, portanto, nós instalamos aqui no ICEB o núcleo PREVENTT de atendimento aos servidores da UFOP. Excluindo as doenças sazo-

nais - como resfriado, tosse e gripes, as doenças de maior índice de licença dos trabalhadores são as doenças ocupacionais. Ou seja, são doenças que ocasionam alterações na saúde do trabalhador, causadas por fatores ligados com o ambiente de trabalho e às atividades repetitivas. Digamos que o ponto forte do PREVENTT é a prevenção e tratamento de doenças como as tendinites, bursites, hérnias de disco, entre outras. JA:Como o programa funciona e como é feito o atendimento? GB:O PREVENTT possui quatro projetos envolvidos. Há o Projeto

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Acolhimento que apresenta ao servidor todas as ações que serão desenvolvidas, bem como o termo de consentimento que ele terá de concordar para ser inserido às ações do PREVENTT. Esse projeto faz uma análise detalhada para saber se esse paciente está apto a receber o tratamento. O nosso objetivo é sempre entender se esse paciente pode ser tratado pelo Programa. E se no setor da UFOP onde ele trabalha há outros servidores que também executam a mesma função ou semelhante para, num segundo momento, no Projeto Prevenção, orientado pela Dra. Uyrá Zama, acharmos estratégias para evitar que esses


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O PREVENTT possui um termógrafo moderno capaz de identificar e fotografar com muita precisão zonas de diferenças de temperaturas. Dessa forma o núcleo consegue identificar onde está a lesão e a sua melhora ou não.

outros servidores tenham lesões semelhantes. A partir do momento em que o paciente sai do Projeto de Acolhimento, ele passa para o Projeto Gestão, o qual agenda o horário do paciente, e o Projeto Tratamento é feito toda uma análise física e clínica dessa pessoa. Ela passa por exame de força com dinamômetros; exames de amplitude de movimento – para saber se há alguma limitação de movimento do segmento acometido– e análise de bioimpedância - se está no peso ideal, quantidade de água, gordura e ossos. Depois dessas análises, nós tratamos a lesão do paciente através de lasers, ultrassom e campos eletromagnéticos com exceção daquelas pessoas que se enquadram em

grupos de riscos. Com isso, temos sempre parâmetros precisos que fogem do critério subjetivo para tratar o paciente. Por exemplo, o projeto tem um aparelho que é um termógrafo, semelhante a uma câmera fotográfica. Ele consegue detectar zonas de alteração de temperatura e, com isso, nós identificamos a melhora ou não da lesão e a localização da lesão. Ou seja, nós conseguimos dosar o laser e o ultrassom para aquela profundidade de lesão. Vale ressaltar que a organização de todo esse fluxo de pacientes é feito pelo Projeto Gestão, executado pela professora do curso de Engenharia de Produção, Dra. Karine Ferreira. Ela e seus alunos fazem toda a análise do fluxo de pacientes, as marcações das seções e as reava-

liações. JA:E quais são os principais sintomas das lesões tratadas? GB:A lesão que nós tratamos são doenças articulares e musculares. Isto é, dor durante a atividade laboral e dor na região a qual a pessoa mais movimenta independentemente se há carga ou sobrecarga de peso. Por exemplo, um digitador que expressar uma lesão, logo ele terá dor na região do punho. E a dor pode aparecer durante ou até após a jornada de trabalho. Se tiver dor no momento de repouso trata-se de um indicativo ainda maior de lesão. É importante ficar atento ao desconforto de longo prazo, sem uma causa bem definida. Começa com um incomodo às vezes acompa-

Diferentes tipos de lasers usados no tratamento doenças como as tendinites, bursites, hérnias de disco, entre outras. Todo tratamento é gratuito e não causa dor ao paciente.

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nhada de uma automedicação. Muitas vezes o trabalhador deixa pra lá para continuar o trabalho, mas é uma dor que cresce gradativamente. E quando se torna crônica, mesmo sem atividade laboral, ela já é considerada como doença ocupacional. O tratamento é mais rápido quando atendemos o paciente no início da lesão, ainda com aquele incomodo. Nesses casos, temos pacientes que com quatro sessões foram suficientes para resolver os problemas. JA:O que o servidor da UFOP deve fazer para ser atendido pelo PREVENNT? GB: Se o servidor apresentar sintomas, ele deve ir ao Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor, SIASS, no Centro de Saúde da UFOP, agendar e fazer uma consulta com um dos médicos do SIASS. De lá, ele vai sair com um encaminhamento para ir diretamente ao PREVENTT. Nós abrimos o Núcleo de Reabilitação PREVENTT, que fica no ICEB III, toda segunda e sexta-feira, das 13h30 às 17h. Com isso o paciente entrega o encaminhamento, nós agendamos uma avaliação e se esse paciente for incluído

Também é um dos objetivos do programa mapear os lugares de atividade desse servidor em tratamento e depois, no período de pósalta, realizar o acompanhamento para saber se esse servidor permanece ou não estável. E, mapeando o campus da UFOP, é possível conhecer os pontos nevrálgicos, ou seja, os locais de trabalho que necessitam de uma intervenção maior de prevenção. Uma intervenção não no JA:O servidor precisa enfrentar sentido punitivo, e sim no sentido fila para ser atendido? educacional, pois não querermos GB: Não há fila. É reservado um aqui radicalizar e dizer que está tudo horário para cada servidor. Nós con- errado ou não. Simplesmente adeseguimos ter uma gestão muito quar as condições do trabalho e a importante que dá um conforto ao organização do espaço. Um exemservidor. Claro, todos os dados arma- plo: a tela do computador que pode zenados são confidenciais. O objeto causar muita dor cervical (o pescode pesquisa do PREVENTT é fazer ço). Se aumentar ou diminuir a altuum rastreamento preditivo das doen- ra dessa tela já resolve o problema. ças ocupacionais na Campus, isto é, Se nós interferirmos na rotina desse queremos evitar que a doença osteo- trabalhador com exercícios de alonmuscular se torne lesiva e incapaci- gamento, por exemplo, evitamos o tante. Para tanto, precisamos de reaparecimento da lesão, ou até articulação com todos os setores da mesmo a lesão em si. Toda essa cadeUFOP. Quando nós trabalhamos ia gera para nossa equipe um produdiretamente com a rede SUS nós to que são os artigos científicos, o zeramos a fila de espera dos portado- impacto social que produzimos. res dos DORT, que era de mais 200 pacientes por ano. no grupo focal – que é o nosso grupo de trabalho – ele já está engajado ao tratamento. Nós queremos evitar a burocracia ao máximo, no entanto, o paciente tem de passar pelo SIASS para não haver subnotificação. Quando o paciente tem alta a gente devolve a guia ao SIASS. É bom lembrar que todo tratamento não causa dor ao paciente e é totalmente gratuito.

Dinamômetros utilizados pelo PREVENTT. Tratam-se de instrumentos que medem forças musculares dos pacientes. O Projeto Acolhimento faz também os exames de amplitude de movimento e análise de bioimpedância.

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Servidores enfrentam problemas de infraestrutura no ICEB III Jornal ASSUFOP encontrou pisos soltos, portas corta fogo irregulares e falta de acessibilidade. Diretoria do Instituto verificou os problemas e afirmou que serão resolvidos em tempo hábil. O Instituto de Ciência Exatas e Biológicas é um dos maiores prédios da UFOP e está dividido em cinco departamentos: Matemática, Física, Química, Computação e Biologia. O Jornal ASSUFOP percorreu os corredores e salas do Instituto, onde os trabalhadores reclamam da infraestrutura do prédio. Logo na entrada do ICEB III é possível ver parte do piso rachado, um risco para quem frequenta o local. Mais adiante, a situação do piso piora nos laboratórios de Zoologia dos Vertebrados; Genética Evolutiva e de Populações e Didático de Zoologia. As salas são novas, no entanto, a camada superior do piso está se soltando. No laboratório Didático de Zoologia, os professores e TAEs encontram dificuldades para abrir a porta, pois o solo que dá acesso à sala está levantado. Também há probelmas no Herbário do ICEB. Por conta da ampla diversidades de plantas conservadas e organizadas, o espaço precisa de bons mecanismos de segurança e prevenção a incêndios. No entanto, uma das portas corta fogo está solta, desprendeu da parade. E a outra porta, que pesa aproximadamente 70 kg, está prestes a se soltar, com as dobradiças entortadas. Não há um elevador que liga o ICEB III à parte superior do prédio e ao acesso principal, uma inconveniência do ponto de vista da aces-

sibilidade. Trabalhadores argumentam que precisam descer e subir longas escadas, carregando materiais pesados necessários para o funcionamento do prédio. Há um mês e meio à frente do ICEB, o diretor Prof. André Talvani verificou a situação dos laboratórios e disse que as obras de melhoria serão feitas em breve: “nós da diretoria do ICEB, juntamente com a Prefeitura do campus, fomos aos locais onde há esses problemas de infraestrutura e já encontramos soluções. Conversamos com os professores dos laboratórios que aprovaram as modificações nos pisos. Portanto, durante as férias, essa camada que está se quebrando será removida e será colocado outro piso, mais resistente. Quanto às portas corta fogo a solução é simples. A Prefeitura já identificou o problema e fará todos os reparos necessários”, afirmou. Segundo André, a questão relativa ao elevador é mais complicada e demanda mais tempo, porém, enquanto o problema é solucionado, as laterais do prédio serão abertas e será elaborada uma estratégia de acesso que favoreça a acessibilidade no Instituto. “Nós assumimos a diretoria do ICEB no dia 12 de junho deste ano. Mesmo com pouco tempo já estamos identificando os problemas do Instituto e vamos solucionálos ’’.

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À esq. espaço que, segundo trabalhadores, seria instalado um elevador. À dir. porta corta fogo se soltou da parede da sala.

Parte superior do piso do laboratório de Zoologia dos Vertebrados está se soltando.

À esq. rachadura no piso que dá acesso ao ICEB III. À dir. piso solto no laboratório de Genética Evolutiva e de Populações.


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ASSUFOP, juntamente com o Comitê Central, protagonizam protestos e paralisações no dia da 2ª Greve Geral

Em Mariana, as manifestações ocorrenam na parte da manhã pelas ruas do centro histórico. Já em Ouro Preto o ato público teve início às 17h, na Praça Tiradentes (Fotos: César Diab e Lícia Ribeiro)

Reforma trabalhista (ou fim da CLT), reforma da previdência, aumento de impostos, corte de investimentos públicos, aumento da pobreza, crescimento do desemprego, corrupção escancarada e crimes de responsabilidades. Evidentemente, sobram motivos para a população brasileira se indignar contra o governo Temer, sua equipe e o Congresso Brasileiro. Os ataques à classe trabalhadora são diversos, ultrajantes e trazem prejuízos irreversíveis para a vida daqueles que estão na parte de baixo da pirâmide social. A 1ª greve geral, em 28 de abril e a Caravana à Brasília passou o recado ao governo para que não

mexa mais nos direitos do povo brasileiro, já bastante calejado em lutar por uma vida mais digna e uma sociedade menos desigual. No entanto, os gangsters da capital federal não deram à mínima atenção e seguiram com a política de devastação. Por conta disso, no dia 30 de junho, trabalhadores deram uma demonstração de luta contra as reformas de Temer e o desmantelamento de direitos. Embora menor que a primeira greve geral, o dia 30 foi marcado por resistências, paralisações e manifestações em todas as capitais do Brasil. Divergências entre as centrais sindicais dificultaram a união

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dos trabalhadores para a mobilização. Semanas antes do dia 30, o governo recebeu líderes de algumas centrais que cederam à pressão e deixaram de usar o termo “Greve Geral” nas convocações populares. Porém, não foi o bastante para intimidar uma parte da classe trabalhadora que, apesar de toda adversidade, confirmaram que estão dispostos à luta. O Comitê Central de Mobilização de Trabalhadores e Estudantes da Região dos Inconfidentes – do qual o ASSUFOP integra – realizou no dia 30 de junho, mais uma vez, uma série de manifestações, atos, “trancasso” e “panfletasso”. Os


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JORNAL ASSUFOP | Ed. 08 07 trabalhadores técnico-administrativos da UFOP paralisação suas atividades por 24 horas. Seguindo o cenário nacional, a participação nos atos públicos em Ouro Preto e Mariana também foi mais tímida em comparação à greve em abril. As atividades de luta tiveram início em Mariana às 4 horas da manhã, onde os estudantes e trabalhadores bloquearam as rodovias que dão acesso às mineradoras. Por conseguinte, por volta das 10h, também em Mariana, 150 pessoas fizeram uma concentração na Praça da Sé e caminharam pelas ruas históricas da primeira capital de Minas, exigindo a retirada de Temer do poder, eleições diretas gerais, revogação da lei da terceirização e o fim das reformas da previdência e trabalhista. As manifestações em Ouro

Preto começaram às 17h, na Praça Tiradentes e se encerrou às 19h. O ato público contou com a presença de líderes de movimentos sociais; diretores de entidades sindicais e estudantis; trabalhadores da iniciativa pública e privada. De início, os membros do Comitê Central de Mobilização fizeram uma análise da conjuntura política brasileira sublinhando os prejuízos propostos pelas reformas. Após essa análise, o microfone ficou aberto para quem quisesse expressar seus sentimentos diante da crise política e econômica que aflige os trabalhadores. Perto das 18h30, os presentes realizaram uma marcha em volta da Praça Tiradentes. Para o presidente do Sindicato ASSUFOP, Sérgio Neves, embora a consciência política da população

tenha crescido com as mobilizações, há uma descrença quase generalizada a qual nada se pode fazer para mudar esse cenário: “A baixa participação nesta segunda Greve Geral deixou latente uma desmotivação de grande parte do povo brasileiro. De fato, há uma crise de representatividade. Sinto que as pessoas estão começando a acreditar que não importa o que seja feito, nada pode impedir essa política de retirada de direitos. Mas essa forma de pensar é inaceitável. O Brasil está doente e a única força capaz de reverter essa situação é a união dos trabalhadores, como a história não cansa de nos mostrar. Vamos continuar nos mobilizando para derrotar esse governo ilegítimo e antipovo. Vamos mostrar que outra realidade é possível sim''.

Esclarecimentos sobre pagamento do processo de 28,86% A justiça federal determinou o pagamento de valores financeiros a 324 trabalhadores técnicoadministrativos da UFOP inclusos no processo nº 199738000085260 (28,86%). Vale lembrar que este pagamento se trata de resíduo referente à parcela incontroversa do referido processo que, para algumas pessoas, já foi pago uma parte anteriormente e, para outras, será repassado somente agora. Parcela incontroversa, é aquela que a UFOP reconhece como devida aos trabalhadores e que foi calculada por peritos da própria UFOP. A parcela controversa é aquela que foi calculada por perito contratado pelo Sindicato e que tem valores maiores que a parcela incontroversa. A justiça ainda não decidiu quando e nem se a parcela controversa será paga. Serão liberados pagamentos por precatório (valores maiores que 60 salários mínimos) e, posteriormente, receberão por RPV – Requisição de Pequeno Valor – aqueles que têm direito a valores inferiores a 60 salários mínimos. A Assessoria Jurídica do ASSUFOP informou que a justiça federal deve começar a expedir as RPV's por agora. Ou seja, o dinheiro estará disponível somente a partir da expedição das mesmas, fato que ainda não ocorreu. Assim que a Direção do ASSUFOP tiver notícias desta liberação todos os interessados serão informados.O presidente do ASSUFOP Sérgio

Neves se reuniu no dia 4 de julho com o gerente da Caixa Econômica de Ouro Preto para obter informações precisas sobre como será feito o repasse dos valores. Segundo informou a Caixa Econômica, a justiça federal está enviando paulatinamente ao banco as liberações dos pagamentos obedecendo a uma ordem de distribuição da mesma. No entanto, a Caixa não soube dizer qual critério é utilizado pela justiça para liberação destes pagamentos. À medida que as liberações chegarem às agências, a Caixa comunicará o correntista por telefone e/ou carta, e somente neste caso deverá ir até a sua agência para receber o valor a ele destinado. O Banco do Brasil deverá adotar o mesmo procedimento. A gerência do banco informou que ainda não recebeu nenhum comunicado da justiça e assim que ocorrer fará o pagamento. Portanto, os correntistas do Banco do Brasil devem aguardar o comunicado da agência. A Direção do Sindicato está permanentemente em contato com a assessoria jurídica e, à medida que houver novidades sobre tais pagamentos, todas as informações serão divulgadas imediatamente aos interessados.

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Diretoria do Sindicato ASSUFOP


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Cães no campus da UFOP divide opiniões da comunidade

Cães errantes são vistos em frente à Escola de Minas, campus Morro do Cruzeiro. (Foto: César Diab). A comunidade acadêmica da UFOP convive diariamente com cães que vivem no campus Morro do Cruzeiro, em Ouro Preto. A situação divide opiniões de trabalhadores e estudantes . Enquanto alguns acreditam que os cães devem ser bem cuidados no campus e temem o maltrato, outros acham que os animais representam uma ameaça aos pedestres e devem ser retirados. Atualmente, há cerca de nove cães errantes (soltos) ao longo do campus. A maioria deles fica em frente à Escola de Minas. Um dos seguranças da UFOP informou que eles ficam mais agressivos quando há uma fêmea no cio, mas no geral são calmos. Em março desse ano, o técnicoadministrativo da UFOP, César Coelho, foi atacado na perna por um dos cães nas proximidades do DEGEO. César não ficou ferido, no entanto sua calça ficou rasgada na parte do tornozelo. ‘‘Eu estava chegando ao trabalho, umas 8h da manhã, quando, bem próximo ao DEGEO, cerca de 14 cães vieram na minha direção sem motivo e um me mordeu. Sorte que não chegou a atingir minha perna, apenas rasgou minha calça’’, afirmou. Luciana Salles é estudante do curso de Serviço Social da UFOP e presidente da ONG IDDA que trabalha em Ouro Preto em Mariana na defesa dos direitos dos animais. Para ela, a questão é difícil pois envolve várias instituições e uma série de fatores. Uma saída possível seria a castração desses ani-

outros entes, além da Universidade, como Prefeitura Municipal de Ouro Preto e ONGs protetoras de animais. A UFOP informou também que a permanência dos animais no interior do Campus é favorecida pelo fato da comunidade universitária alimentá-los e, também, pela facilidade com que estes encontram abrigo nas edificações da Instituição. Além disso, os cães que circulam pelo campus são considerados “comunitários”, ou seja, sob a tutela de pessoas e ONGs que os acompanham e exercem certo controle sobre suas identidades, fornecendo alimentos e medicamentos. TAE da UFOP foi atacado sem motivo A UFOP argumenta ainda que aparente por um dos cães (Foto: tem-se buscado soluções envolvendo a Reprodução/Facebook). PMOP e as ONGs. ‘‘A Prefeitura Muninós faríamos a captura desses animais cipal de Ouro Preto, por meio do setor e, por meio de veterinários voluntários, de Zoonose - órgão responsável pelas os cães passariam por uma avaliação ações associadas ao controle de animapara saber se têm condições de passar is e doenças - foi comunicada sobre a por um procedimento cirúrgico. Assim situação por ofício e reunião presencisendo, os veterinários fariam a castra- al. Em resposta, fomos informados que ção desses animais que, após 10 dias de a administração municipal não possui, recuperação da cirurgia, seguiriam no momento, condições para promover para a adoção voluntária. Aqueles cães o recolhimento adequado desses cães, que não forem adotados seriam devol- assim como realizar a castração dos vidos para o local onde estão acostuma- mesmos; Assim sendo, a UFOP busca dos a viver. Assim eles voltariam de viabilizar espaço físico adequado e os forma mais dócil, pois a castração modi- insumos necessários para estas cirurgifica o comportamento do cão e, sobretu- as, sabendo, no entanto, que isto não é o do, com a matilha separada’’, afirmou. suficiente para a solução do problema. Em nota, a UFOP informou que Para tal, faz-se necessário, o envolvia situação é complexa, pois exige um mento de todos os atores circunscritos planejamento de ações considerando os no processo’’. aspectos legais e o envolvimento de mais e a adoção voluntária. ‘‘A nosso ver, o ideal seria a UFOP ceder um espaç o p a r a c i r u rg i a s . D e s s a f o r m a

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O Jornal ASSUFOP reuniu os assuntos que foram destaques no Sindicato durante o último ano da gestão da Diretoria 2015/17. Relembre as ações: 2016

O

SETEMBR

TAEs da UFOP aderem à Paralisação Nacional de 24h nos dia 22 e 29 de setembro. ASSUFOP protagoniza ato público na praça Tiradentes contra os desmandos de Michel Temer.

Ÿ

OUTUBRO

TAEs decidem pelo indicativo de greve; Entidade convoca trabalhadores para o grande ato na Praça Tiradentes contra a PEC 241. Ÿ ASSUFOP, DCE e ADUFOP fazem debate com os candidatos à Reitoria da UFOP. Ÿ Ÿ

Festa do Servidor no ASSUFOP TAEs da UFOP entram em Greve contra a PEC 241 (PEC do Fim do Mundo) Ÿ Criação do Comando Local de Greve Ÿ Criação do Comando Unificado de Greve-Ocupação Ÿ Ato unificado em Mariana contra a PEC Ÿ Ÿ

dezemb

o r b m e v o n

ro

2017 Ÿ

Fim de novembro e início de dezembro: em greve, TAEs da UFOP vão ao 1º Ocupa Brasília e enfrentam dura repressão policial. Dez ônibus com trabalhadores e estudantes saem de Ouro Preto com direção à capital federal. Ÿ Fim da greve dos trabalhadores técnicoadministrativos em educação. Ÿ Festa de Fim de Ano do ASSUFOP Ÿ

Direções do ASSUFOP; ADUFOP; DCE-UFOP e SINASEFE IFMG discutem plano de lutas pós-greve diante das reformas trabalhista e previdenciária de Temer.

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feverei

Na sede do ASSUFOP, entidades promovem o 1º Seminário de Mobilização dos Estudantes e Trabalhadores da Região dos Inconfidentes Ÿ Pré-Carnaval também na sede da entidade. Ÿ

ro

Cria-se o Comitê Central de Mobilização da Região dos Inconfidentes Ÿ 2º Seminário de Mobilização | Diretores participam de audiências públicas sobre a reformas da previdência e trabalhista nas Câmaras de Ouro Preto e Mariana Ÿ TAEs paralisam suas atividades por 24h contra as reformas Ÿ

marco

Entidades fazem outdoors na região contra a reforma da previdência. Ÿ Direção do ASSUFOP convoca sua base para a Greve Geral de 24h no dia 28 de abril. Data entra para a história dos movimentos de luta. Ÿ

abril

Comitê apoia ato dos trabalhadores terceirizados da UFOP contra demissões e o não cumprimento de direitos por parte da empresa contratante. Ÿ TAEs da UFOP vão ao 2º Ocupa Brasília e presenciam campo de guerra na capital federal.

Ÿ

maio

junho

Ÿ

Diretoria do ASSUFOP dá início à série de reuniões setoriais. Ÿ 30 de junho - 2ª Greve Geral. Comitê de Mobilização faz atos, paralisações em Ouro Preto e Mariana.

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ASSUFOP ganha processo dos ‘‘28,8%’’; justiça determina pagamento de indenizações a trabalhadores e envia paulatinamente ao banco as liberações dos pagamentos obedecendo a uma ordem de distribuição da mesma.

julho 12


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Fim da CLT: Saiba quem sĂŁo os senadores que votaram a favor da reforma trabalhista

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