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Ano 14

Nº 117

Julho / 2010

CAMPANHA SALARIAL 2010

Depois de muita luta comerciários arrancam seu reajuste M

esmo com toda resistência dos patrões, os trabalhadores comerciários conseguiram arrancar o seu merecido reajuste. Desde fevereiro estamos na luta para garantir o nosso reajuste salarial. Este ano a patronal bateu o pé, e disse que só assinaria o acordo com o aumento de 5% se os comerciários aceitassem trabalhar aos feriados. Os comerciários deram a resposta no dia 19 de abril, em uma grande assembleia, onde os trabalhadores não só rejeitaram a proposta rebaixada de reajuste dos patrões como reafirmaram o NÃO TRABALHO AOS FERIADOS. Diante da recusa dos trabalhadores, os patrões recuaram

da proposta e aumentaram em 1% o reajuste, além de desistiram do trabalho nos feriados. E uma nova assembleia foi realizada pelos comerciários no dia 29 de junho, que aprovou a proposta de reajuste. Ficou da seguinte forma: piso mínimo que era de R$ 515,00 passou para R$ 585,00, reajuste de 13,5%. Para operadores de caixa que era R$ 530,00 passou para R$ 605,00, reajuste de 14,1%. Para os trabalhadores que recebem acima do piso o reajuste foi de 6%. Agora é seguir a luta e já começar a organizar a nossa campanha de final de ano, para garantir o nosso abono de natal. Veja na próxima edição o acordo assinado na integra.

Campeonato de futebol chega às quartas de final

Confira o resultado dos jogos da primeira fase e a tabela das quartas de final. PÁGINA 2


CATEGORIA

DENÚNCIAS

Del Fiori tem feito da vida dos trabalhadores um verdadeiro inferno

N

ão tem muito tempo que essa empresa se instalou em nossa região, mas já é uma campeã quando o assunto é o desrespeito ao direito dos trabalhadores. Essa é uma empresa que faz da CLT um verdadeiro pano de chão, passam por cima como se ela não existisse. Vamos começar com os trabalhadores do estoque, que é um lugar onde os trabalhadores tem dificuldade até de respirar pois todas as saídas de ventilação estão obstruídas com fardos de roupa. Fardos esses que são extremamente pesados e que vem gerando uma série de

transtornos à saúde dos trabalhadores, que têm sofrido em especial com problemas de coluna. Outro grave problema é o desvio de função. É um tal de vendedor no caixa, caixa no estoque... é uma verdadeira farra do boi. A empresa cobra o uniforme dos trabalhadores, mas se esquece que é ele quem fornece o uniforme aos trabalhadores, quanta cara de pau! Mas o que os trabalhadores querem saber mesmo é onde vai parar todas as horas extras feitas. Todo mês a desculpa é a mesma: a maquina deu problema. Todo mundo sabe que isso é uma grande lorota.

Na verdade o que a empresa não quer é pagar as horas extras aos trabalhadores, para manter o banco de horas ilegal. O Sindicato já chamou a empresa duas vezes para uma reunião em que pudéssemos resolver o problema, mas a empresa não apareceu. Por isso iremos iniciar uma verdadeira campanha contra os maus tratos dessa empresa, com panfletos específicos, carro de som na porta da loja, paralisações e denunciar a empresa no Ministério do Trabalho. Não iremos descansar enquanto não vermos os direitos dos comerciários da Del Fiore respeitados.

FUTEBOL

Os times com o símbolo wo ao lado VENCERAM o jogo por WO. Jornal de responsabilidade da diretoria colegiada do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Nova Iguaçu, Nilópolis, Paracambi, Itaguaí, Belford Roxo, Queimados, Japeri, Seropédica, e Mesquita FILIADO À CONLUTAS Sede: Rua Dr. Barros Júnior, 408/412 Centro - Nova Iguaçu - RJ TELS./FAX 2768-9297 / 2767-5130 / 2767-8232 www.sindcomerciariosni.org.br jornaldoscomerciarios@yahoo.com.br SUBSEDES ITAGUAÍ Avenida Paulo de Frontin, 72/202 Tel. (21) 2687-7729 NILÓPOLIS Rua Prof. G. Alfredo Filgueiras, 18, Sala 407-A Tel. 2791-9271 BELFORD ROXO Rua João Fernandes Neto, Nº 1.246/203 Tel. 2663-1904 QUEIMADOS Avenida Irmãos Guinle, 901/214 Tel. 2665-3093 Textos: Geovani Pereira Textos e Diagramação: Raphael Botelho

Jornal dos Comerciários / julho 2010

1 1 4 7

x x x x

3 5 1 5

Di Santinni Del Fiori Casas Bahia 247 Humanitarian

25 DE ABRIL

FASE

Concluída a primeira fase agora é hora do mata mata. Confira ao lado os placares do jogos e o calendário dos próximos jogos.

18 DE ABRIL 15:00h - Vianense 12 15:40h - Casa Bahia 212 16:20h - Vianense Central 17:00h - Papelaria Santos

PRIMEIRA

Campeonato de Futebol pega fogo e chega às quartas de final

15:00h - Marisa x 15:40h - Casas Bahia 279 3x1 16:20h - Sendas Belf. Roxo 2 x 4 17:00h - Lojas Americanas 1 x 5

Casas Bahia 175 Citycol Imp. Maré Mansa Guanabara

02 DE MAIO 15:00h - Vianense 12 15:40h - Casas Bahia 212 16:20h - Vianense Central 17:00h - Papelaria Santos

3 1 6 8

x x x x

Guanabara Casas Bahia 247 Del Fiore Impecável

2 10 3 2

23 DE MAIO 15:00h - Marisa 15:40h - Casas Bahia 279 16:20h - Guanabara 17:00h - Humanitarian

1 6 0 3

x x x x

7 3 3 5

Citycol Casas Bahia 175 Di Santinni Sendas Belf. Roxo

30 DE MAIO 15:00h - Vianense 12 15:40h - Casas Bahia 212 16:20h - Papelaria Santos 17:00h - Casas Bahia 247

7x x 1x 2x

2 wo 2 4

Lojas Americanas Vianense Central Sendas Belf. Roxo Del Fiore

13 DE JUNHO 15:00h - Marisa Casas Bahia 247 wo x 15:40h - Citycol Casas Bahia 175 wo x x wo Di Santinni 16:20h - Lojas Americanas x wo Impecável 17:00h - Humanitarian

11 DE JULHO 15:00h - Papelaria Santos 16:00h - Casas Bahia 279 17:00h - Vianense central 18:00h - Di Santini

x x x x

Del Fiori Vianense 12 Sendas Belf. Roxo Citycol

=1 =2 =3 =4

18 DE JULHO

25 DE JULHO

15:00h - Resultado 1 X Resultado 2 16:00h - Resultado 3 X Resultado 4

15:00h - Disputa do Terceiro Lugar 16:00h - Final

GUANABARA DE NOVA IGUAÇU - O golpe do carrinho bomba Não é de hoje que as operadoras de caixa do Guanabara de Nova Iguaçu vêm reclamando do chamado “carrinho bomba”, golpe que ganhou esse apelido dos trabalhadores do mercado. A história é a seguinte: o cliente passa as compras, enquanto o comparsa vai ensacando as compras e guardando. O cliente disfarça e finge que vai pegar algo que esqueceu. Nesse meio tempo, o comparsa que estava guardando as compras já desapareceu com as compras e o cliente que foi buscar o que esqueceu não volta mais. O golpe foi aplicado. E o que faz a empresa? Só para variar desconta da operadora de caixa, como se ela fosse a responsável pelo golpe. Na última vez que isso aconteceu o Sindicato foi pra cima e impediu o desconto da operadora de caixa, mas o fiscal de caixa acabou pagando. Que absurdo! Agora vamos chamar a empresa para uma reunião e formalizar que os trabalhadores não irão pagar mais um centavo e exigir que a segurança, ao invés de ficar vigiando os trabalhadores, esteja a serviço de coibir esse tipo de golpe, haja vista que os golpistas já foram identificados.

DROGARIA BACCARO DE QUEIMADOS Os funcionários trabalharam no dia 1º de Maio (feriado do dia do trabalhador), e não foram remunerados. Trabalharam Domingos intercalados até as 13:30h e ganham R$ 15,00, porém não tiram folga!

NOVO MUNDO DE QUEIMADOS Dia 17 de maio fomos à Queimados e dois operadores de caixa estavam limpando o Checkout. Falamos com a Fiscal de frente de loja e com o Gerente, porém, quando fomos embora as operadoras continuaram limpando a frente da loja. Estamos de Olho.


INTERNACIONAL

Grécia: Trabalhadores param o país em defesa de seus direitos

N

os últimos meses os trabalhadores da Grécia vêm tomando a manchete dos jornais do mundo. O país vem sendo palco de uma onda de mobilizações. Seus governantes tentam a todo custo despejar sobre os ombros dos trabalhadores o peso da crise que atingiu o país. Felizmente, os trabalhadores vêm conseguindo ir à luta em defesa de seus direitos. Isso demonstra como os efeitos da crise econômica iniciada em final de 2008, não acabaram por completo. A Grécia é o primeiro país em que ela começa a se manifestar novamente, mas outros efeitos já se revelam em outros países da Europa. Entendendo a crise O governo grego durante a última década se endividou bastante com os bancos. Quando a crise chegou, pegou o país totalmente endividado, e para cortar custos o governo quer congelar os salários dos funcionários públicos e aumentar os impostos, anunciou o aumento do preço da gasolina, e ainda pretende aumentar a idade para a aposentadoria, com a desculpa de que “todos temos que fazer sacrifícios neste momento difícil”. Ou seja, querem que os trabalhadores, que não produziram esta crise, agora arquem com seus custos. A resposta dos trabalhadores Porém, os trabalhadores gregos vêm dando uma lição de resistência aos planos dos governos e patrões. Organizações, sindicatos, e a central sindical dos funcionários públicos vêm organizando uma série de manifestações e greves contra esses ataques. As mais importantes têm sido as greves gerais, em que vários trabalhadores de diversas categorias param por um dia, praticamente paralisando as atividades do país. A última foi no dia 26 de junho, um dia após o governo aumentar a idade mínima de aposentadoria de 35 anos de trabalho ou 65 de idade para 67 de idade e 40 de trabalho.

Essa greve geral já é a quinta paralisação realizada no país contra o pacote de medidas que retira direitos trabalhistas, e atingiu principalmente os setores de transporte: houve cancelamento de vôos, e paralisação nos portos. Além disso, no setor de comunicação transmissões de telejornais foram canceladas. A mobilização também foi reproduzida em outros países. O anúncio dos pacotes de arrocho e de redução de direitos na Itália, França e na Grécia fez com que as mobilizações se estendessem em diversas categorias e se antecipassem ao 29, data marcada para a realização de uma greve geral em países europeus.

A Secretaria Executiva Nacional Provisória eleita no Conclat (veja mais sobre isso na página 4) apóia a luta dos trabalhadores europeus e tem enviado notas de solidariedade a essas lutas. Defende que

os trabalhadores brasileiros sigam o mesmo exemplo. Assim como já vêm fazendo diversos segmentos dos servidores públicos federal e estaduais, unificando suas greves.

BRASIL

Aposentados conquistam reajuste mas Lula veta fim do fator previdenciário

D

urante alguns dias os aposentados ficaram na expectativa. O Congresso e o Senado, depois de muita pressão e contrariando o que queria o governo, aprovaram o reajuste de 7,7% para os aposentados e o fim do fator previdenciário. As centrais sindicais pelegas (Força Sindical, CUT, CTB e etc..) vergonhosamente, defendiam a proposta do governo, de que o aumento fosse de 6,14%. Mas a pressão dos aposentados, impulsionada pela Confederação Brasileira dos Aposentados, com o apoio da Conlutas, fez com que o Congresso cedesse. Afinal de contas, ninguém quer ficar de mal com os aposentados em ano de eleição. Depois de aprovado, o projeto foi para aprovação ou não do presidente Lula. De olho nas eleições, Lula concedeu o reajuste de 7,7% aos aposentados, contra sua vontade, já que anunciava dias antes que isso traria prejuízos, e o país poderia quebrar por que o aumento traria o gasto de 1,6 bilhões de reais a mais

por ano para os cofres públicos. O que Lula não fala, é que quando os banqueiros entraram em crise no final de 2008, para salva-los rapidamente o governo liberou 370 bilhões de reais. Isso mostra pra quem Lula governa. Migalhas pros trabalhadores e lucros recordes para os patrões. Lula concedeu o reajuste mas vetou o fim do fator previdenciário. A medida força o trabalhador a se aposentar cada vez mais tarde para atingir um salário razoável. O governo vetou, mas a luta não para por aí. Os aposentados conseguiram arrancar o reajuste e continuando a pressão poderão conquistar mais essa vitória.

O que é fator previdenciário?*

I

nstituída por FHC e mantida por Lula, o Fator previdenciário é uma conta que o segurado do INSS tem que fazer para calcular o quanto irá receber, que leva em consideração a idade ao se aposentar, o tempo de contribuição e a expectativa de vida. Na prática, quanto mais jovem o segurado se aposenta, menor será seu benefício porque a Previdência entende que ele receberá a aposentadoria por mais tempo, já que sua expectativa de vida é maior. Por exemplo: um homem que se aposenta com 55 anos de idade e 35 anos de contribuição terá um fator previdenciário de 0,723 (Já que o IBGE calcula a expectativa de vida do brasileiro em 72,8 anos). Se a média dos melhores salários de contribuição chegar a R$ 2.000, esse segurado poderá se aposentar com benefício de R$ 1.446. Mas se ele tivesse 60 anos de idade e os mesmos 35 anos de contribuição, seu fator seria de 0,874, o que faria com que seu benefício fosse a R$ 1.748. Ou seja, o fator previdenciário obriga o trabalhador a trabalhar cada vez mais para receber uma aposentadoria digna, e isso é que todos os sindicatos e movimentos de luta são contra. * Com informações da Folha Online

Jornal dos Comerciários / julho 2010


CONLUTAS

Congresso funda nova central sindical, popular e estudantil

N

os dias 5 e 6 de junho, aconteceu o Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que unificou diversos sindicatos e movimentos sociais no esforço de fundar uma nova central para os trabalhadores e setores oprimidos brasileiros depois da traição da Central Única dos Trabalhadores, que se aliou ao governo. Com a participação de 4.050 ativistas de todo o país, sendo 3.180 delegados e os outros na condição de observadores e convidados, ao final, o congresso votou pela fundação de uma nova central que junte trabalhadores, estudantes e movimentos de luta contra as opressões (contra o machismo, o racismo e a homofobia, e etc.). Congresso da Conlutas Mesmo apostando na unificação, a Conlutas realizou seu congresso, nos dois dias anteriores ao Conclat,

CONLUTAS

Encontro de Mulheres da Conlutas: Avançar na luta contra o machismo

N

o dia 3, na parte da manhã, foi realizado no auditório do Sindicato dos Petroleiros de Santos o II Encontro Nacional de Mulheres da Conlutas. Este foi o desdobramento do vitorioso primeiro encontro, realizado em 2008, que reuniu mais de mil mulheres e em que foram realizadas plenárias e reuniões em diversos estados para se construir um movimento feminista das trabalhadoras e da juventude. Após a realização de debates nos grupos de discussão, foi instalada a plenária final, onde se votaram as principais resoluções, entre elas a proposta de construir um movimento independente dos patrões e de oposição de esquerda ao governo, que foi unânime entre as participantes. A plenária também votou favoravelmente à proposta da criação da nova central, e como foi aprovado no Conclat a participação dos movimentos contra a opressão,

Jornal dos Comerciários / julho 2010

o movimento mulheres em luta fará parte da nova central. Outra resolução importante foi sobre o calendário de lutas. Entre as principais atividades está a participação no dia de luta pela visibilidade lésbica, no dia 29 de agosto; o dia latino-americano contra a ilegalidade do aborto, no dia 28 de setembro; a luta por creches, no 12 de outubro; e o dia de luta contra violência à mulher, em 25 de novembro. Janaína Rodrigues, do movimento mulheres em luta, lembrou na mesa de abertura do encontro: “Aqui estão as mulheres aguer-ridas que lutam contra a opressão. Não somos aquelas que acham que o nosso lugar é no fogão ou cama. Vamos lutar nas ruas contra o machismo. Queremos reafirmar o movimento como de oposição de esquerda ao governo. Um movimento classista”, disse.

para discutir os pontos e programa dessa unificação. Além disso, também foi realizado o II Encontro Nacional de Mulheres da Conlutas, que ajudou às discussões sobre o tema das opressões e de luta contra o machismo (veja o box). A Conlutas foi fundada como entidade em 2006, e de lá pra cá teve uma importante atuação. Ajudou a discutir com os trabalhadores brasileiros que o governo Lula não é seu governo de verdade, e pelo contrário, engana os trabalhadores para governar para os patrões. Também teve uma importante atuação na resistência aos efeitos da crise econômica, e realizou campanhas internacionais, como a de solidariedade aos trabalhadores do Haiti e suas organizações. Agora é hora de se juntar com outros que também pensam neste sentido para cada vez mais fortalecer o movimento. Como foi o Conclat? Foram dois dias de muito debate em torno da unificação. Ao final, um setor descontente com as votações (Intersindical, Unidos e MAS) saiu do congresso, com a desculpa de que não havia acordo com o nome da nova central. Isso foi um grave problema, já que desde o começo da organização do Congresso, ficou acordado entre todos que qualquer polêmica seria resolvida

pelos voto dos delegados eleitos, democraticamente. A Intersindical, Unidos e Mas, ao perderem a votação do nome, romperam com o congresso desrrespeitando os milhares de delegados que ali estavam e foram eleitos pelos trabalhadores de suas categorias. Por conta deste lamentável epísódio foi eleita uma Secretaria Executiva Nacional Provisória que seguirá dialogando com estes companheiros que romperam, mas tem a tarefa de começar a dar os primeiros passos da nova central. No dia 15 de junho, aconteceu a primeira reunião desta secretaria, e ficou decidido montar equipes de trabalho para responder ao cotidiano das atividades, escrever uma nota oficial sobre os acontecimentos lamentáveis de ruptura no Congresso e a convocação da primeira reunião da Coordenação Nacional de entidades e movimentos que acontecerá entre os dias 23 a 25 de julho, no Rio de Janeiro. O sindicato participou ativamente do congresso. 24 comerciários estavam presentes participando das votações e dos debates. Uma importante iniciativa foi uma plenária nacional de sindicatos de comerciários da Conlutas, que apresentou para uma moção contra o trabalho nos feriados, que foi defendida por Renato Gomes e aprovada por unanimidade por todo o congresso.


Jornal dos Comerciários - Nº 117