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Opinião

De olho nas tendências do mercado Há muito tempo, o Sincor-ES vem alertando os corretores de seguros para a necessidade de diversificarem suas carteiras, inserindo novos segmentos em suas áreas de atuação. Durante muito tempo, o foco dos profissionais do mercado foi o seguro de automóveis e isso ocorreu por vários motivos. Um deles, a aparente facilidade de comercialização. Digo aparente, pois não é bem assim que ocorre na prática. Voltando à necessidade de diversificação da carteira, os corretores de seguros muito recentemente, pelo menos a maioria, têm despertado para essa necessidade. Nos dias de hoje, é indiscutível a necessidade de aumentar a quantidade de itens comercializados. E, principalmente, a necessidade de fidelizar os clientes que já estão na carteira. Algumas dificuldades têm sido apontadas por corretores de seguros que precisam e querem tornar suas carteiras mais diversificadas. A primeira delas é a falta de domínio técnico sobre o segmento que se deseja investir. Essa dificuldade diz respeito ao corretor e, também, a profissionais disponíveis no mercado para atuar em corretoras de seguros e em seguradoras. Sair do seguro automóvel como carro-chefe, portanto, exige investimento em qualificação. Existe um universo muito amplo a ser explorado nos segmentos de vida, patrimonial e responsabilidade civil, entre outros. O ideal é que o corretor escolha um segmento para diversificar e invista tempo para conhecer o mercado, a demanda, os produtos e as melhores formas de abordagem do cliente. Um método que tem sido bastante explorado – e incentivado no mercado é o chamado “cross-selling”, ou venda cruzada. Trata-se de uma técnica de vendas usada para convencer o cliente a adquirir mais produtos do que havia pensado no primeiro momento. A experiência, segundo especialistas, tem por objetivo melhorar a experiência de consumo e aumentar o ticket médio do negócio. Ou seja, o corretor aproveita um mesmo cliente e consegue oferecer a ele uma gama diversificada de produtos que irão atender às suas necessidades. Uma das vantagens desse tipo de venda, e eu considero a mais importante, é a fidelização do cliente. O que isso significa? Significa que o seu cliente não irá procurar outro corretor para fazer um seguro de vida, por exemplo. Ele vai saber que você é um especialista completo que pode oferecer mais soluções do que apenas o seguro do automóvel. Pense comigo: você tem um cliente que todo ano renova o seguro automóvel, mas você não oferece nada mais para ele. Ele nem sabe que você trabalha com outros tipos de seguros. Quando ele precisar de um produto a chance de que procure informações na internet é grande. O resultado é que você poderá perder o cliente simplesmente porque ele acredita que você não pode atender a demanda dele. Quando o cliente percebe que sua demanda pode ser atendida por você, isso cria uma relação de confiança no serviço prestado pela sua empresa e por seus colaboradores. As chances desse consumidor voltar a fechar negócios aumenta. Aplicado adequadamente, o método cross-selling é capaz de levar você a ter mais lucros e garantir uma vantagem competitiva em relação aos concorrentes. Por acreditar nisso, o Sincor-ES tem procurado trazer palestras, cursos e outros eventos voltados a profissionalizar cada vez seus associados. Prova disso são as palestras oferecidas ao longo de 2019 e nos anos anteriores, com temas relevantes e voltados para a diversificação de carteiras, métodos de vendas e produtos. Podemos citar várias palestras sobre método cross-selling realizadas em 2019, sendo que a primeira foi feita pelo diretor da Bradesco Seguros Leonardo Pereira de Freitas. Também estamos focados em trazer mais informações sobre um tema muito necessário que é a tecnologia em seguros. Nesse caso, realizamos no dia 22 de outubro o primeiro encontro, com apresentação da empresa “Evológica Tecnologia e Pesquisa”. Essa empresa apresentou o produto denominado eSegurado, aplicativo voltado aos corretores para que tenham seu canal eletrônico com o segurado, sendo que esses canais podem ser personalizados com as cores e logo das empresas corretoras. Quem acompanha as ações do sindicato percebe que estamos atentos às mudanças no mercado – tanto as tecnológicas como de tendências de comportamento. Para o próximo ano, nossos associados e parceiros podem esperar muitas novidades e mais investimentos em qualificação, inclusive com a realização da 3ª edição da Jornada do Seguro de Vida. Tenham todos uma boa leitura!

José Romulo da Silva - Presidente do Sincor-ES

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EXPEDIENTE

SEDE PRÓPRIA Endereço:- Rua Frederico Lagassa, Nº 30 Conj. 509/512 - Edf. Scheila - Bairro Gurigica, Vitória, Espírito Santo Site: www.sincor-es.com.br E-mail: sincor-es@sincor-es.com.br Diretoria Presidente: José Rômulo da Silva 1º Vice-Presid.: José Alexandre Cid Pinto 2º Vice-Presid.: Nicolau Marino Calabrez 1º Secretário: Renato Silva de Bittencourt 2º Secretário: Deusdete Mantovanelli 1º Tesoureiro: Antonio José Alvarenga Imperial 2º Tesoureiro: Leonardo Souza Bergamini Diretor Social: Luiz Amaury Gontijo Dir. Mark. e Eventos: Antonio Nelson B. Fortunato Dir. Informática: Jaime Balbino de Oliveira Dir.Rel.c/Merc.: Neudon de Almeida Valadão Suplentes Ana Júlia Merotto, Luiz Cláudio Firme Pina e Guilherme Moraes Rueda Conselho Fiscal Maria Angélica Batista e Rene Neves Farias Suplentes de Conselho Fiscal Santa de Luziê Laiber de Oliveira, Dagmar Alves Mauricio Machado e Luiz Ferdinando Zanette Delegados Representantes junto a Fenacor-Efetivos José Rômulo da Silva e José Alexandre C.Pinto Delegados Representantes junto a Fenacor-Suplentes Nicolau Marino Calabrez e Antonio José Alvarenga Imperial Jornalista Marcilene Forechi Diagramação Ivo Tadeu Basilio Impressão GM Gráfica e Editora Ltda

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Geral....................................... 2125-6666 ................................................ 2125-6667 Deptº Adm./Financ.................. 2125-6669 Cadastro Corretor................... 2125-6676 Revista Sincor-ES.................. 2125-6671

Empresas Coligadas

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02/05/18 17:53


Sumário

Índice 04 - Notícias 08 - Sala de Visitas 10 - Evento da Porto Seguro 12 - 3ª Jornada Capixaba do Seguro de Vida 13 - Qualificação 14 - Mercado 18 - Artigo

Bilhete

do Presidente

“Eu me dei conta” Falando com alguns jovens, eu me dei conta dos tantos anos vividos. Eu lhes falei do disco de setenta e oito rotações, da maravilha que foi quando surgiu o compacto simples, depois o compacto duplo, o long-play. A maioria deles jamais ouvira falar dessas coisas. Olharam uns para os outros e perguntaram se eu era do século passado. Bem, eu lhes disse, na verdade não sou somente do século passado, mas do milênio passado. E usei o telefone, aquele preto, com disco onde era preciso colocar a ponta do dedo em cada pequeno círculo numérico e girar para fazer a ligação. Sou do tempo da máquina fotográfica que precisava de um rolo de filme dentro dela. Havia de doze, vinte e quatro e trinta e seis poses. E a foto só podia ser vista depois de revelada, o que era feito após todas as poses terem sido utilizadas. Tristeza era quando aquele momento especial não ficara registrado. A foto queimara por inabilidade do fotógrafo ou má exposição do filme. Tempos antigos. Tempos de fita cassete, de vídeo cassete. Tempos em que se aguardava, com ansiedade, o mais recente álbum do cantor ou banda favorita chegar na loja da cidade. Pesquisas escolares somente na biblioteca, nos volumes grossos da enciclopédia,

que nem sempre trazia os últimos dados, porque fora impressa há algum tempo. Vivemos o tempo da Jovem Guarda, do Rock, da Bossa Nova. Vibramos com os artistas da época. Alguns, ainda fazendo sucesso, encarnados. E o cinema? Crianças, não podíamos perder a sessão da tarde, no domingo, que chamávamos, de forma equivocada, de matiné. Eram exibidos seriados a cada semana e não podíamos perder nenhum capítulo. Assistimos à chegada do cinemascope e nos encantamos com as cores. E ficamos anos ouvindo a apresentadora brasileira dizer no seu programa: Ah, se a TV fosse a cores, enquanto descrevia os vestidos com os quais as modelos desfilavam.

Damo-nos conta que tudo aconteceu muito rápido. Temos um pouco mais de meio século. Não diremos exatamente, quanto mais. Porém, em curto tempo, a tecnologia progrediu muito. Então, quando nos encantamos com os filmes da atualidade, com suas fantásticas produções, seus efeitos sonoros e visuais; quando de forma rápida fazemos nossas pesquisas na internet; quando falamos com nossos amigos e familiares onde quer que estejam; quando assistimos aos acontecimentos do mundo em tempo real, louvamos a Deus. Somos seres imortais, criados à sua imagem e semelhança, por isso tão criativos, tão inventivos. Os anos passados foram bons como bons são os da atualidade, com tanto progresso e tecnologia. Importante mesmo é saber que, ser imortal, vou partir algum dia. Mas voltarei e tenho certeza de que encontrarei um mundo ainda mais pleno de tecnologia e igualmente, cheio de amor, porque teremos aprendido que somos uma enorme família, reunida em um único lar chamado Terra. Um planetinha, cada dia menor porque cada dia ficamos mais próximos uns dos outros. A tecnologia nos permite isso. E para ficarmos bem pertinho uns dos outros, basta abrir nossos corações.

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Notícias

MP acaba com registro de corretores de seguros Susep suspende processo para autorizar novos profissionais e que investigam conduta de corretores A Medida Provisória 905, do programa Verde Amarelo de estímulo ao emprego, acabou a regulamentação da profissão de corretor de seguros. As regras constavam em um 79 artigos, parágrafos e leis revogadas na MP. Antes da medida, nenhuma pessoa sem registro profissional na Susep (Superintendência de Seguros Privados) poderia trabalhar como corretor de seguros. A medida revoga também registros de outras profissões, entre elas as de jornalista, publicitário, radialista, químicos, arquivistas e guardador e lavador de carros. Desde a publicação da MP, a Susep suspendeu os novos pedidos de registro. O mesmo ocorreu com processos administrativos que investigam condutas consideradas lesivas. Segundo o presidente da Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros), Armando Vergílio dos Santos Júnior, enquanto não for definido um novo marco legal para atividade, o segmento está em um limbo jurídico. “Fomos surpreendidos com a MP, especialmente porque o âmbito da proposta não tem pertinência nenhuma com a discussão que vínhamos fazendo com a Susep”, explica. Na terça-feira (12/11/19), dia em que

medida foi publicada, ele e outros dirigentes da federação foram à superintendência cobrar explicações. Saíram de lá com uma nova reunião marcada para o dia 19/11/19, quando uma nova regulamentação deve ser negociada. A Susep divulgou nota na qual afirma que a medida dá mais eficiência à gestão pública. “A iniciativa vem com o entendimento que a categoria está madura para atuar em um ambiente mais flexível, sem a presença do regulador, assim como acontece em diversos outros setores da economia.” A superintendência diz também que a autorregulação é um pleito antigo da categoria. O problema, diz Vergílio, é que os procedimentos para essa autorregulação ainda não estavam todos definidos. Além da Lei 4.594, que foi revogada, outra norma, a Lei Complementar 137, trata da possibilidade de autorreguladoras do mercado de corretagem, mas faltou definição de parâmetros mais bem definidos. Hoje, o Ibracor (Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros, de Resseguros, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta) já atua como um órgão auxiliar da Susep, credenciado e autorizado a trabalhar em todo o país. Essa atuação, no entanto, ainda estava limitada pela Susep. A superintendência diz, por exemplo, que os corretores não estão mais sujeitos à

habilitação e ao recadastramento, antes realizados pela Susep. Esse procedimento poderá ser feito por um órgão como o Ibracor, mas o setor diz que falta segurança jurídica. A federação não descarta judicializar a questão. “Deixamos bem claro que não vamos aceitar a revogação total da lei. Precisamos de uma solução, um novo marco regulatório”, afirma Vergílio. A expectativa do setor de seguros com autorregulação está ligada com uma percepção de que a Susep não tinha mais condições de fiscalizar o setor. “Dificilmente o órgão regulador conseguia fazer o papel preventivo. Quando é possível, fazia o papel punitivo’, diz Vergílio. Ainda assim, a Fenacor diz que as punições chegavam a 0,025% dos processos iniciados por conduta irregular. A demora no andamento desses procedimentos administrativos ainda levam a conclusão de muitos por perda de prazo. O segmento de corretagem de seguros tem cerca de 100 mil profissionais, pessoa física e jurídica, e 4.000 novos pedidos ao ano. A MP foi encaminhada pelo presidente Jair Bolsonarona segunda-feira (11) e já está em vigor. Agora, uma comissão mista será criada para analisar a proposta, que precisa ser votada em até 120 dias ou perderá a validade. Fonte: Fernanda Brigatti. site Folha de S.Paulo, 14/11/2019.

Mobilizações contra a revogação da Lei 4.594 O presidente e os vice-presidentes da Fenacor, Armando Vergílio dos Santos Júnior, Alexandre Milanese Camillo e Robert Bittar, acompanhados do Consultor Jurídico, Marcelo Augusto Camacho Rocha, estiveram reunidos, na sede da Susep, com o propósito específico de tratar das preocupantes e surpreendentes questões contidas na Medida Provisória nº 905/2019, publicada no Diário Oficial da União desta data. Recebidos pela superintendente da SUSEP, Solange Paiva Vieira, o Diretor Rafael Pereira Scherre, o Procurador-Chefe Substituto Jezihel Pena Lima e o

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Coordenador-Geral Substituto de Regime Especiais e Autorizações Carlos Augusto Pinto Filho, os representantes da Fenacor demonstraram inconformismo com a revogação da Lei nº 4.594/64, um verdadeiro marco para a categoria, após tanta luta pela sua aprovação, por entenderem que ela poderia ser alterada e atualizada para os tempos atuais. Mas, diante do ocorrido, torna-se premente a retomada da sua eficácia, bem como com a revogação de dispositivos do Decreto-Lei nº 73/66, que alcançam a corretagem de seguros, em especial aquele previsto na alínea “e”, do art. 8º, por discordarem, frontalmente, da

exclusão dos Corretores de Seguros do Sistema Nacional de Seguros Privados – SNSP. A Fenacor esclarece, ainda, que não irá se afastar dessas necessárias e importantes questões, consideradas pétreas, e atuará firmemente para a retomada da eficácia da Lei nº 4.594/64, que regulamenta atividade de corretor de seguros, e da condição dos corretores habilitados de integrantes do referido Sistema. O Senador Jaques Wagner, emitiu Emenda Supressiva, contra artigos da MP 905, e o deputado Federal Lucas Vergilio, lançou um vídeo, informando que lutará contra a revogação da lei 4.594.


Notícias

Governo Federal acaba com Seguro DPVAT

O Governo Federal vai extinguir, a partir de 1º de janeiro de 2020, o Seguro DPVAT e o Seguro DPEM. O primeiro indeniza vítimas de acidente de trânsito e o segundo indeniza danos pessoais causados por embarcações ou por cargas. A extinção ocorre por meio de Medida Provisória anunciada no dia 11 de novembro. O governo alega que os cidadãos afetados por acidentes podem recorrer ao SUS e que a MP não deixa ninguém desamparado em caso de acidentes. Em nota, o governo diz que, para os se-

gurados do INSS, há cobertura do auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e pensão por morte. Mesmo para aqueles que não são segurados do INSS, o Governo Federal já oferece o Benefício de Prestação Continuada – BPC, que garante o pagamento de um salário mínimo mensal para pessoas que não possuam meios de prover sua subsistência ou de tê-la provida por sua família, nos termos da legislação respectiva, ainda de acordo com a nota. O governo informa que os sinistros ocorridos até o fim do ano serão cobertos pelo DPVAT. Segundo o governo, o valor total contabilizado no Consórcio do DPVAT é de cerca de R$ 8,9 bilhões, sendo que o valor estimado para cobrir as obrigações efetivas do DPVAT até 31 de dezembro de 2025, relativos aos acidentes ocorridos até 31 de dezembro de 2019, é de aproxima-

damente R$ 4.2 bilhões. Ao ser questionada sobre a medida provisória, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) apresentou dados que apontam a baixa eficiência do seguro DPVAT. Os números mostram que o volume de reclamações é um dos maiores do mercado, sendo a empresa administradora do consórcio, a Seguradora Líder, a segunda colocada no ranking de reclamações na Susep. Além disso, em 2015, a Polícia Federal deflagrou a Operação “Tempo de Despertar” com o objetivo de descontinuar fraudes nas esferas administrativas e judicial relativas ao pagamento de indenizações do DPVAT. Em decorrência da operação, foram executados mandados de prisão temporária, conduções coercitivas, buscas, apreensões, sequestro de bens e afastamento de cargo público.

Parlamentares vão tentar derrubar MP que acaba com o DPVAT antes que entre em vigor Deputados e senadores pretendem iniciar um movimento para derrubar a proposta do presidente Jair Bolsonaro de extinguir, a partir de janeiro de 2020, o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT). A intenção de parlamentares da oposição e do Centrão é rejeitá-la antes do recesso do Congresso, em dezembro, ou antes mesmo de um eventual recuo do governo. A ideia é de que a medida nem sequer entre em vigor. No dia 18/11, o senador Paulo Paim, foi o primeiro a apresentar uma emenda à Medida Provisória 904, publicada na semana passada por Bolsonaro. Uma das justificativas apresentadas por Paim para pedir a manutenção do DPVAT no País é de que a MP foi assinada sem estudos prévios. Segundo ele, “pairam” sobre a proposta “suspeitas de desvio de finalidade”. Pois a MP encaminhada pelo presidente atinge em cheio os negócios do presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE). Atual desafeto do presidente da República, Bivar é o controlador e presidente do conselho de

administração da seguradora Excelsior, uma das credenciadas pelo governo para cobertura do seguro DPVAT. No Congresso, deputados e senadores vão apresentar novas emendas ao longo desta semana. A avaliação de alguns parlamentares é de que a MP representa um movimento direcionado para atingir Bivar. Diante da repercussão negativa, deputados e senadores afirmam, em caráter reservado, que a intenção é se antecipar a uma possível desistência do governo em relação à medida e “derrubá-la primeiro, para expor o governo antes mesmo que ele volte atrás”. Uma Comissão Mista já foi criada em 18 de novembro, para discutir a MP, mas ainda não se reuniu e não há definição de quem irá presidir o colegiado. Pela regra, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado em até 120 dias, prazo pelo qual fica em vigor. Caso seja rejeitada antes disso, ela perde a validade. O Senado disponibilizou uma enquete para a população se manifestar sobre a matéria, onde 7.609 votos se manifestaram contra a proposta do fim do DPVAT. A emenda apresentada por Paim diz que

a MP implicaria em renúncia de receitas. Também argumenta que a proposta implica em não cumprir os requisitos da Lei de Responsabilidade Fiscal. “Parte da premissa equivocada de que todos os possuidores de veículos automotores no Brasil detém condições de adquirir um seguro em seguradora, que cubra a responsabilidade por danos pessoais”, diz trecho do documento. A emenda também justifica que os veículos mais antigos, que compõem a maior parte da frota do País, não são segurados pelas seguradoras. “Ademais, o custo de seguros de veículos automotores, notadamente carros de passeio e motos, é muito elevado em face da renda média do país, e a extinção do DPVAT somente terá, como efeito, retirar até mesmo a hipótese de uma compensação ao Estado pelos danos causados pelos acidentes, além de fonte de custeio de parte da assistência necessária às vítimas”. “Por esse e vários outros motivos, propomos a rejeição dos dispositivos relativos à extinção do DPVAT e suas destinações”, pede o senador. Fonte: Patrik Camporez, O Estado de S.Paulo 19/11/19.

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Notícias

Responsabilidade Civil e Ambiental é tema de palestra

Foi realizada, no dia 6 de novembro, a última palestra do ano 2019 promovida pelo Sincor-ES em parceria com as seguradoras parceiras e o CVG-ES. Essa palestra teve como tema “Responsabilidade Civil Geral e Ambiental” e contou com a parceria da Tokio Marine Seguradora. O responsável pela apresentação foi o técnico da seguradora Carlos Henrique Lopes.

A palestra integra o calendário anual de eventos organizados e promovidos pelo Sincor-ES para seus associados e parceiros. O evento ocorreu no Auditório Pedro de Paula Pinto, sendo antecedido por um saboroso café da manhã. Ainda este ano, o Sincor-ES prepara uma programação de eventos que deverão ocorrer durante todo o ano de 2020.

Pesquisa

Relatório elaborado pela CNseg indica que a regulação dos sinistros, a demora na tramitação de processos e as divergências na forma de pagamento das indenizações foram os principais motivos que levaram consumidores a recorrerem às ouvidorias das empresas do setor no segmento de Seguros Gerais em 2018. Juntas essas três questões representaram 26% do total de demandas apresentadas. O relatório computou os dados de 81 empresas do mercado.

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Já no segmento Seguro de Pessoas, ainda de acordo com o relatório, as principais reclamações foram referentes a problemas na comercialização dos produtos, ao pagamento de indenizações (prazos e valores) e ao cancelamento das apólices, correspondendo a 54% dos registros feitos. Na Previdência, a liberação dos resgates (prazos e valores), a portabilidade (transferência entre as entidades) e alterações contratuais diversas foram os três motivos mais demandados, representando cerca de 40% do total de 40% do total de manifestações.

Sincor-es reafirma parceria com a Polícia Rodoviária Federal no Espírito Santo

O Sincor-ES reafirmou sua parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) ao atender à solicitação daquele órgão para o patrocínio de 60 bandanas, na cor

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azul-marinho, distribuídas durante o evento de lançamento da campanha “Policiais contra o Câncer Infantil”, no dia 22 de novembro de 2019. O Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil (DNCCI) foi instituído por meio da Lei 11.650/08, que, dentre outras medidas, visa estimular ações educativas e promover eventos para fortalecer políticas de atenção integral às crianças com câncer e suas famílias. A PRF se engaja nesta causa, espe-

cialmente no projeto “Policiais Contra o Câncer Infantil”, que busca envolver a sociedade em torno da promoção de meios que contribuam para o diagnóstico precoce e o tratamento das crianças acometidas pela doença. O Sincor-ES já é um parceiro da PRF em outras ações desenvolvidas por aquele órgão e, segundo o presidente José Romulo, é uma satisfação muito especial participar dessa campanha. “Sabemos como é difícil lidar com a doença em qualquer circunstância e, no caso de crianças, é mais urgente ainda melhorarmos as condições de atendimento”, afirmou José Romulo da Silva.


Notícias

Sincor-ES e CVG-ES homenageiam parceiras Como acontece todos os anos, o Sincor-ES realizou evento em homenagem às seguradoras parceiras e mantenedoras do CVG-ES. O evento foi realizado no dia 18 de novembro, na sede da HDI Seguros, que tem à frente o executivo Sandro de Mello Torres, em Vitória, e a executiva

Vanessa Del Piero, região Noroeste. A homenagem consiste na entrega de Placas de Agradecimento pela parceria e apoio às atividades realizadas pelo Sincor-ES e pelo CVG-ES, voltadas para o aperfeiçoamento do mercado de seguros no Espírito Santo.

Após as homenagens, foi oferecido um churrasco aos convidados. O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, diz que essa é uma importante homenagem pois demonstra a importância da parceria e da união em um mercado tão competitivo.

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Sala Visitas

Visita do novo comandante

Parcerias e amizades

O presidente do Sincor-ES recebeu, no dia 13 de novembro, a visita do novo comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar do Espírito Santo, tenente-coronel Márcio Franco Borges, que estava acompanhado da primeiro-tenente Cindy. Foi uma visita de cortesia e serviu para estreitar os laços de amizade entre o 1º Batalhão da PMES e o Sincor-ES, além de reafirmar a parceria entre as entidades. O presidente José Romulo da Silva, possui o título de Amigo do 1º Batalhão.

No dia 29 de outubro, o proprietário da Recuperachok, Manoel Bessa Alves, visitou o Sincor-ES para trocar umas ideias com o presidente José Romulo da Silva e confirmar a parceria. Também estiveram presentes ao encontro, o presidente do CVG-ES, Antonio Santa Catarina, e o diretor do Clube Joaquim Cunha.

Conversa sobre o mercado

Promoção merecida

O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, e o presidente do CVG-ES, Antonio Santa Catarina, receberam a visita do gerente da Porto Seguro Seguradora no Espírito Santo, Gabriel Baioco, e da executiva Rubelízia. Foi uma visita de cortesia, no dia 29 de outubro, em que conversaram sobre o mercado capixaba e as festividades de final de ano.

A MAPFRE Seguros promoveu EIson de Azevedo Junior para o cargo de diretor da Territorial Rio de Janeiro, Espírito Santo e Sul da Bahia. Formado em economia, EIson é natural do Rio de Janeiro, tem MBA em Gestão Comercial pela FGV e está na companhia desde 2007, como gerente da Sucursal Vitória-ES. “Rio de Janeiro é o segundo maior mercado brasileiro de seguros e, por isso, talvez esse seja o maior desafio da minha carreira. Pela nova posição que assumo na MAPFRE, e por estar de volta a minha cidade natal, sei que essa nova fase será desafiadora, mas muito gratificante.”, disse Elson de Azevedo Junior. O presidente do Sincor-ES parabeniza pela promoção.

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Corretor é pra sempre

Porto Seguro investe em ferramentas d igitai

Plataf

Pla Seguros digital crédito e financ tificial e A plata possíve negocia contrat as pros possibili soluçõe financia cartão vida e s

Whats

Porto Seguro investe em ferramentas digitais para auxiliar os corretores de seguros. No dia 7 de novembro, a Porto Seguro convidou para um coquetel no Ilha Buffet, localizado no Clube Alvares Cabral em Vitória, cerca de 300 corretores para conhecerem melhor as propostas digitais que a companhia oferece para facilitar os negócios. No evento, o vice-presidente comercial, Rivaldo Leite, apresentou algumas das plataformas que a Porto Seguro lançou ou reformulou no decorrer do ano de 2019. Segundo ele, “está no DNA da companhia criar, por meio de inovações e tecnologias, plataformas que otimizem o tempo dos nossos parceiros e que ajudem a conquistar novos clientes.” A Porto Seguro investe em tecnologias que sejam capazes de impulsionar as vendas dos corretores e de facilitar a jornada do cliente e, para isso, amplia a presença digital na atuação do corretor, tornando os processos mais rápidos e integrados. O Corretor Online é a principal plataforma de negócio da empresa e todas as mudanças tecnológicas realizadas são centralizadas nesse canal. Para ampliar a utilização das funcionalidades, a empresa investe constantemente em implementações no aplicativo Corretor Online, que já oferece a integração com o Whatsapp e e-mail

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para o envio de documentos aos clientes de maneira simplificada, a apresentação de indicadores de produção que permitem o acompanhamento ágil da performance do corretor, além do acesso à propostas e apólices. Entre as plataformas digitais integradas ao Corretor Online está o Corretor 2.0. Trata-se de uma ferramenta utilizada para cotar seguros e auxiliar os corretores a gerenciarem sua própria carteira. O sistema centraliza operações e facilita rotinas do dia a dia, ajudando a alavancar os negócios, potencializar a comercialização de mais produtos, ampliar a carteira e as receitas, além de fortalecer as redes de relacionamento. O sistema reduz o tempo de cotação de produtos, ao mesmo tempo em que sugere contatos e argumentos para fechar negócios. Outra plataforma que tem ganhado destaque na companhia é a Promodigital, uma ferramenta on-line que fornece materiais promocionais personalizados para os Corretores. Por meio da ferramenta, o profissional pode criar sua própria campanha de marketing, e também incluir o logotipo da corretora em materiais promocionais, impressos e digitais. A Porto Seguro é reconhecida por acompanhar as mudanças do mercado e inovar em seus produtos e processos. E assim tem feito em suas comunicações. Recentemente,

a companhia lançou a Live Porto Seguro. No formato de live stremming, o canal é utilizado para comunicar aos corretores as novidades da companhia, como lançamentos de produtos e de campanhas e permite, ainda, que aos corretores interagirem em tempo real com os participantes da Live Porto Seguro. No ano de 2020, a companhia irá fomentar ainda mais ferramentas que, além de apoiar nos negócios dos corretores, facilitem o atendimento de clientes e ampliem a experiência com a marca Porto Seguro. Para iniciar esse processo a empresa aposta em algumas novidades (já lançadas ao mercado):

Seg e do Po com ain podem para a de bate à residê ter ace Já para disponív de barr anuida não rec do cart Seg os clien cessida utilizar s sido um


Encontro com a Porto Seguro

is para auxiliar corretores

forma Conquista

ataforma digital nacional que permitirá ao Corretor de s oferecer muito mais aos clientes. A primeira plataforma com soluções integradas em investimentos, seguros e o, nasce com o propósito de centralizar os dados pessoais ceiros dos clientes para sugerir, por meio de inteligência are do cruzamento de informações, soluções personalizadas. aforma trabalha para o Corretor o tempo todo, o que torna el maximizar os ganhos com venda de produtos que não a normalmente. É possível ainda acompanhar os produtos tados pelos clientes, a evolução da sua performance e specções em andamento. A plataforma Conquista traz idades de fechar novos negócios por meio do leque de es ofertadas pela Porto Seguro: fundos de investimento, amento de veículos, consórcio de automóveis e imóveis, de crédito, planos de previdência privada, seguros de seguro viagem.

sapp

gurados do Porto Seguro Auto, do Porto Seguro Residência orto Seguro Cartões de todo o Brasil podem ser atendidos nda mais agilidade ao utilizarem o WhatsApp. Segurados m utilizar o canal para solicitar assistência para o carro e casa, como socorro em caso de pane, troca ou recarga eria, troca de pneu, atendimento de chaveiro e serviços ência para linha branca, elétrica e hidráulica, além de esso à segunda via de apólice e à carteira de segurado. a os clientes do Cartão de Crédito Porto Seguro, estão íveis as solicitações de segunda via de fatura. O código ras para pagamento, informações sobre limite de crédito, ade, programa de relacionamento do cartão e sobre o cebimento de senha e desbloqueio ou cancelamento tão. gundo Rivaldo Leite “à medida que a tecnologia avança, ntes têm buscado cada vez mais soluções para suas neades pelo ambiente digital. As pessoas querem e preferem seus smartphones para se comunicar e o WhatsApp tem ma ferramenta determinante para esse contato”.

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Jornada Capixaba do Seguro de Vida

Vem aí a 3ª Jornada Capixaba do Seguro de Vida

Os brasileiros estão mais preocupados com a proteção da vida e a prova disso está registrada nos números. As contratações de coberturas para riscos pessoais –seguros de vida, acidentes, prestamista e outras modalidades – dispararam de janeiro a junho de 2019, atingindo volume de prêmios de R$ 21 bilhões, segundo dados da FenaPrevi. O crescimento foi de 14,7% em relação aos seis primeiros meses de 2018. O Sincor-ES está atento a essa movimentação em torno do seguro de vida e tem trabalhado para proporcionar aos corretores de seguros informações que lhes permitam inserir nesse nicho bastante promissor do mercado. “Nós sempre acreditamos que os seguros de pessoas são uma aposta para quem quer crescer e fazer a sociedade crescer. Infelizmente, é um nicho pouco explorado ainda”, afirma o presidente José Romulo da Silva. Para contribuir com a demanda por qualificação e informação no mercado capixaba, o Sincor-ES vai realizar a 3ª Jornada Capixaba do Seguro de Vida, na primeira quinzena de 2020. Já foram realizadas duas edições desse evento, que reúne corretores de seguros e seguradores para discutir aspectos relacionados aos produtos, benefícios e modos de comercialização, por meio de oficinas e palestras. “É um evento que tem como principal objetivo informar e capacitar”, diz. Já está confirmada a presença do vice-presidente do Conselho Consultivo da Mongeral Aegon, Marco Antonio Gonçalves, que vai fazer a palestra de abertura com o tema Tecnologia em Seguros. Diferentemente da 1ª e da 2ª edição do evento, as oficinas serão realizadas em

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seis salas. O local de realização permanece o mesmo: Hotel Senac Ilha do Boi, em Vitória. A programação das oficinas será divulgada na edição de dezembro da Revista Sincor-ES. A 3ª Jornada Capixaba do Seguro de Vida será realizada pelo Sincor-ES e pelo CVG-ES, com patrocínio das seguintes seguradoras: Capemisa, Tokio Marine, Sompo, HDI Seguros, Icatu, Mapfre, Mongeral, Porto Seguro, Bradesco, Sul América, Banestes Seguros e Seguros Unimed. O evento é gratuito para corretores de seguros pessoa física e jurídica associados ao Sincor-ES, mediante inscrição prévia. Em dezembro, os associados receberão, por e-mail, a ficha de inscrição, que deve ser preenchida e encaminhada par o Setor de Cadastro (cadastro@sincor-es. com.br”. Mais informações podem ser obtidas com a diretora Dagmar Alves, pelos telefones 2125-6676 / 2125-6666 ou 2125-6667, ou pelo WhatsApp 98841-7204.

15% dos brasileiros têm seguro de vida Uma pesquisa realizada pela Prudential do Brasil, em parceria com o Ibope, apresentou um diagnóstico sobre o perfil das pessoas que contratam o seguro de vida, individual ou em grupo, e qual é a intenção de compra do produto no Brasil. De acordo com a pesquisa, que ouviu mais de 2 mil pessoas de todo país, 15% dos entrevistados afirmaram ter um seguro de vida, seja ele pago de forma individual, por um familiar ou mesmo pela empresa em que trabalha. O levantamento foi feito com homens e mulheres a partir de 16 anos e de diferentes classes sociais, renda e escolaridade, em uma amostra com representatividade nacional. Os resultados indicam que os homens são os que mais contratam o seguro de vida, com 18%, enquanto entre as mulheres este percentual é de 13%. Entre as faixas etárias, o grupo de meia idade (de 35 a 44 anos), que reflete o período de consolidação da estabilidade financeira e formação familiar, chama a atenção com 19% de segurados. Quando se analisa as classes sociais é possível perceber que a penetração do seguro de vida ainda é maior entre as classes A/B, com 28%, seguida da classe C, alcançando 15%, e D/E com apenas 5%. Em relação à escolaridade, a pesquisa mostra que quanto maior o grau de instrução, maior é o esclarecimento das pessoas sobre a importância da proteção financeira. Entre os que possuem ensino superior, 26% já contam com seguro de vida. Fonte: Revista Apólice, em 04/09/2019

Capitalização

Marco Antonio Gonçalves, será o palestrante da 3ª Jornada Capixaba do Seguro de Vida.

Segundo o Ministro da Casa Civil, Onix Lorenzoni, o Governo Federal pretende enviar uma proposta de capitalização do sistema previdenciário ao Congresso Nacional. O modelo foi sugerido na proposta de Reforma da Previdência, apresentada em fevereiro pela equipe econômica , mas retirado durante as discussões na Câmara dos Deputados.


Qualificação

ENS é destaque no Oscar do Seguro O presidente do CVG-ES, Antonio Santa Catarina, participou do evento “Prêmio Destaques do Ano”, representando o Sincor-ES, o CVG-ES e a categoria de corretores de seguros do Espirito Santo.

Em reconhecimento pela excelência dos serviços prestados ao longo de 2019, a Escola de Negócios e Seguros (ENS) conquistou, mais uma vez, o título de “Entidade Educacional”, uma das categorias do Prêmio Destaques do Ano. Conhecido como o Oscar do Seguro, a premiação é concedida anualmente pelo Clube Vida em Grupo do Rio de Janeiro (CVG-RJ). O troféu foi entregue em evento promovido na noite de 31 de outubro, no Clube de Aeronáutica, no Centro do Rio. O presidente da ENS, Robert Bittar, recebeu a homenagem e, na ocasião, reforçou o compromisso da Instituição em continuar provendo o mercado de seguros com programas educacionais de excelência, em todos os níveis de conhecimento. O executivo destacou que a ENS faz

um esforço muito grande, a partir de seus colaboradores e corpo docente, para cumprir a missão de promover a educação e difusão de conhecimentos. “Temos plena consciência de que, por mais tecnologia que o setor de seguros possa incorporar, pessoas fazem negócios com pessoas. Por isso, nossos profissionais precisam ter um elevado grau de conhecimento das matérias que tratam”. Bittar destacou ainda que o Prêmio representa um reconhecimento valioso, principalmente por vir de uma instituição tão renomada como o CVG-RJ. “Sem dúvidas é um momento muito representativo para nós. Estamos nesse mercado para atender às demandas do setor e da sociedade brasileira, valorizando o instituto Seguros”, concluiu.

Foram homenageados profissionais e empresas do mercado de seguros em 12 categorias. Confira a relação completa: 1. Seguradora do Ano – Mongeral Aegon 2. Homem de Seguros do Ano – Roberto Santos, presidente da Porto Seguro e do Sindseg-RJ/ES 3. Mulher de Seguros do Ano – Patricia Freitas, vice-presidente da Prudential do Brasil 4. Entidade Educacional – ENS 5. Seguradora de Saúde/Dental – SulAmérica 6. Seguradora de Vida – Icatu Seguros 7. Empresa de Previdência Privada – Bradesco Seguros 8. Marketing de Seguros – Tokio Marine 9. Produto APP – MBM Seguros 10. Corretora de Seguros – D’Or Consultoria 11. Resseguradora do Ano – IRB Brasil RE 12. Instituição – FenaCap

Inscrições para o Conec 2020 estão abertas Estão abertas desde o dia 17 de outubro as inscrições para a edição 2020 do Congresso dos Corretores de Seguros (Conec), realizado pelo Sincor-SP. Com o tema “Conectando Corretores de Seguros”, o evento está previsto para acontecer entre os dias 24 a 26 de setembro de 2020, no Transamérica Expo Center, na cidade de São Paulo. Haverá palestras, feira de negócios, sorteio de automóveis

e shows, entre outras atrações. A expectativa é reunir cerca de 10 mil profissionais. O presidente do Sincor-SP, Alexandre Camilo, diz que o objetivo do sindicato ao realizar esse evento é oferecer um ambiente favorável aos congressistas. O seu desejo é que “os congressistas tenham condições de traçar e aperfeiçoar seu perfil criativo e proativo, de modo que saiam desta edição ainda com mais motivação para aproveitar

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oportunidades”. O Conec é realizado desde 1982 e já se consolidou como o maior evento de corretores de seguros do país.

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Mercado

Começa a implantação do aquaviário

Foi publicado no Diário Oficial do Estado, no dia 17 de outubro, a homologação do resultado da licitação que marca o início da implantação do Aquaviário na Grande Vitória. A empresas selecionada foi a Atlântica Sul Consultoria, de Santa Catarina, que terá 150 dias para fazer o licenciamento ambiental e o projeto exe-

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cutivo dos trapiches, que serão os pontos de embarque e desembarque. O valor dessa etapa do processo para implantação do sistema é de R$ 391 mil. De acordo como o secretário de Estado de Mobilidade Urbana e Infraestrutura, Fábio Damasceno, a implantação do Aquaviário será realizada em etapas. A

empresa selecionada nesta etapa vai fazer todo o projeto de batimetria, topografia e acessibilidade, além da licença ambiental. Na sequência, haverá outras duas etapas. Ao todo, serão quatro terminais de embarque e desembarque: dois em Vitória (Enseada do Suá e Centro), um em Vila Velha (Prainha) e um em Cariacica (Porto de Santana). Após entrega do projeto executivo, será realizada licitação para as obras de construção dos píeres e a publicação do edital para empresas interessadas em fazer a operação das barcas. Ainda não existe cronograma definido para outras duas etapas, mas a expectativa é que aquaviário seja entregue em 2020. Desde a inauguração, o sistema já estará integrado com o Transcol, por meio de bilhete único. As embarcações deverão ter capacidade para transportar entre 100 e 150 pessoas. Elas deverão contar com sistema de ar-condicionado e internet com Wi-Fi e acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Uma novidade é que poderão ser transportadas bicicletas e animais.


Mercado

Vitória: segunda melhor capital para abrir um novo negócio Em um momento no qual o empreendedorismo é visto como alternativa para mudar de vida e obter sucesso profissional, Vitória é apontada como a segunda melhor capital do país para abrir um negócio. É o que mostra o estudo “Melhores cidades para fazer negócios”, ranking que aponta os 100 melhores municípios para investir, empreender e negociar. O estudo, que avaliou cidades com mais de 100 mil habitantes em todo o Brasil, foi publicado na Revista Exame. A pesquisa considera fatores sociodemográficos, econômicos, financeiros, de transportes, infraestrutura e serviços. Esta foi a sexta edição da pesquisa, realizada pela Urban Systems. Na edição de 2018, Vitória foi a primeira colocada e nesse ano perde a

posição para São Bernardo do Campo, em São Paulo. Vários fatores fazem com que a capital do Espírito Santo se destaque, entre eles são apontados: facilidade para que a população consiga registrar-se como Microempreendedor Individual (MEI) e acesso a microcrédito. O município desburocratizou e agilizou o sistema e, em alguns casos, é possível abrir uma empresa em apenas 48 horas. Disputando com outras cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, o município foi o destaque por conta do ambiente favorável a novos negócios. No Estado, a cidade de Colatina também conseguiu colocação no ranking, ficando em 92º lugar.

Acessibilidade

A Porto Seguro Seguradora passou a oferecer um seguro dedicado aos equipamentos voltados para controle de saúde, mobilidade e acessibilidade. O lançamento desse produto reforça o compromisso da companhia em conscientizar os segurados sobre a importância da contratação de seguros. O gerente de Affinity de Ramos Elementares da Porto, Marcelo Santana, afirma que o produto oferece ótimas oportunidades para os corretores de seguros.

Drones A Mapfre Seguradora lançou um produto que oferece proteção para casco de drones – ou Veículos Aéreos Não tripulados (Vants). O produto é destinado exclusivamente a drone com equipamentos utilizados para fins profissionais. Além de proteger os equipamentos, o seguro contribui para a continuidade dos negócios das empresas que atuam na prestação de serviços por drones. Do outro lado, o contratante fica tranquilo em relação à continuidade das suas atividades em caso de sinistro.

Seguridade

Sompo lança portal de sinistros para corretores e clientes A Sompo Seguros lançou o novo Portal de Sinistro. Com isso, corretores de seguros e segurados dos ramos Automóveis e Elementares passaram a contar com uma série de funcionalidades que tornam a comunicação, o acompanhamento e a conclusão de um sinistro mais dinâmico e ágil. A diretora de Sinistros da Sompo Seguros, Andreia Paterniani, diz que com

a tecnologia, a seguradora implementa novas funcionalidades que otimizam os processos e garantem mais eficiência, além de melhora substancial na experiência do cliente. “Além disso, como o portal é totalmente responsivo, o usuário pode efetuar o acompanhamento dos procedimentos pela tela do computador, tablet ou smartphone”, destaca Andreia Paterniani.

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O mercado acompanha com certa apreensão a tramitação do projeto de lei que destina para o SAMU o equivalente a 2% da receita de prêmios apurada com a comercialização dos seguros de vida e acidentes pessoais. A proposta tramita na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, onde recebeu parecer favorável do relator, deputado Juscelino Filho (DEM-MA). O argumento dele foi que o modelo sugerido tem exemplos adotados com sucesso em outros países. Em Portugal, por exemplo, um valor correspondente a 2,5% dos prêmios relativos a seguros dos ramos doença, acidentes, veículos terrestres e responsabilidade civil de veículos terrestres a motor é destinado ao Instituto Nacional de Emergência (INEM), entidade pública de atendimento a urgências e emergências.

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Mercado

Previdência e cobertura de riscos Vida Simples Corretores que atuam em parceria com a Icatú Seguros já podem comercializar o novo produto da companhia, o “Atitude”, que combina previdência privada com cobertura de risco. A partir dessa combinação e com o apoio e consultoria do corretor, o cliente precisa fazer contribuições mensais de apenas R$ 100 para ter acesso a fundos que, até então, estavam disponíveis apenas para aportes de R$ 10.000.

De acordo com a seguradora, além desses fundos, o segurado terá várias opções de cobertura de risco, formando um produto completo para planejar o futuro e assegurar uma proteção contra os imprevistos no presente. É possível, por exemplo, contratar pecúlio ou renda vitalícia por invalidez ou coberturas para beneficiários, o valor da indenização destinada a cada um deles e a forma de pagamento.

Apenas 19% dos médicos tem seguro de RC Profissioal Atualmente, 107.612 processos indenizatórios, contra médicos, estão tramitando na Justiça, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o que corresponde a 22,62% dos médicos em atividade no Brasil demandados. Apenas no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o volume de ações aumentou 140%. Essa realidade expõe um grave problema: entre os 478 mil médicos que atuam no país, apenas 89 mil tem um Seguro de Responsabilidade Civil, conhecido como RC Profissional, ou seja, somente 19% do total dos profissionais de Medicina. Essa baixa adesão dos médicos implica em um maior risco para eles. Até pouco tempo atrás, a maioria das ações judiciais por erro médico era contra os hospitais, sendo que o assunto era resolvido com o pagamento da indenização após a condenação. Porém, com a mudança de alguns fatores, como um maior acesso da população à informação, os processos diretos contra médicos ou o repasse dos processos pelos hospitais têm aumentado. O presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (ANA-

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DEM), Raul Canal, diz que não consegue entender o porquê desse baixo percentual de adesão ao RC Profissional, uma vez que o médico é muito vulnerável ao risco. “Médicos abrem crânios, abdômen, tórax; fazem cirurgias, receitam remédios. Esse profissional não pode ficar descoberto, sem um seguro de responsabilidade”, afirma Canal. O principal objetivo do Seguro de RC Profissional é proteger o médico de eventuais reclamações ou ações na Justiça em que ele seja responsabilizado civilmente por ter causado danos involuntários a outras pessoas, sejam materiais ou corporais. Raul Canal lembra que, na Europa e na América do Norte, manicures em salões de beleza não trabalham sem um seguro de Responsabilidade Profissional. Fonte: com informações da Revista Seguro Total, em 30/10/2019.

A Tokio Marine relançou o Simples Vida –VG Capital Global e o Simples Vida-AP Capital Global. Os produtos passaram a oferecer novas coberturas, com ampliação do número de vidas seguradas, facilidades de pagamento e novo sistema de cotação, com contratação ainda mais ágil e simplificada. O Simples Vida é um produto voltado principalmente para pequenas e médias empresas, nas quais a rotatividade de funcionários é mais alta.

Indenizações Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as ocorrências no trânsito causam, todos os anos, cerca de 1,3 milhão de mortes no mundo. No Brasil, os dados do seguro DPVAT mostram que mais de 391 mil acidentes com morte ocorreram no país e foram indenizados pelo seguro obrigatório na última década. Os números ainda podem aumentar, uma vez que vítimas e beneficiários têm até três anos para dar entrada no seguro obrigatório. Após o fim do prazo, estima-se que mais de 398 mil indenizações terão sido pagas por morte no trânsito em toda a região.

Crescimento

No acumulado do ano até setembro, o setor segurador repetiu a alta de dois dígitos pelo terceiro mês consecutivo, atingindo desta vez a marca histórica de 12,3%, segundo o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, em editorial da Conjuntura CNseg nº 13. No comparativo de setembro sobre o mês do ano passado, a evolução de prêmios foi ainda maior, alcançando 18,6%. Em valores, os prêmios do setor alcançaram R$ 196,6 bilhões nos nove primeiros meses do ano (sem saúde e DPVAT). No resultado dos 12 meses encerrados em setembro, a expansão foi de 8,9%, bem perto da projeção otimista de crescimento elaborada pela entidade.


Mercado

Riscos Cibernéticos crescem no Brasil A Aon acaba de lançar o “Relatório de Risco Cibernético – Hoje e Amanhã”. A análise aborda os oito principais riscos avaliados dentro de pequenas, médias e grandes companhias em diferentes estágios de transformação digital. A produção do estudo envolveu entrevistas com 2.600 gerentes de risco de 33 indústrias, em 60 países. A fragilidade em lidar com as ameaças surge de fora para dentro da companhia, a partir das mudanças nas regras de comércio, ciberataques e a escassez de profissionais qualificados. Dos profissionais entrevistados, apenas 24% conseguem quantificar os 10 maiores riscos e só 10% informaram que possuem processos formais para identificá-los. O estudo alerta para novas artimanhas das comunidades hackers. Por outro lado, indica que a maneira com que as empresas se relacionam entre elas pode tornar a

prevenção mais eficaz. “O relatório tem o objetivo de preparar o mercado para que não seja surpreendido no que é projetado em segurança corporativa. Para isso, entendemos que a comunicação entre as companhias é substancial para minimizar os riscos. “, explica Marco Mendes, Especialista em Risco Cibernético da Aon. No Brasil, um fator que acentua a possibilidade de grandes riscos é a instabilidade econômica. Além disso, a economia chinesa impacta o mercado brasileiro, que depende de exportações de commodities para o país asiático. De maneira global, as transações comerciais seguem abaladas com a possibilidade de saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit), as maiores taxas de juros nos Estados Unidos e a desaceleração econômica na Europa e Ásia. O estudo completo pode ser conferido no link: http://www.i-mpr.com/s/1025/17.pdf

Os principais riscos para as empresas Tecnologia – Com a transformação digital das companhias, há o incremento dos riscos cibernéticos, novos e imprevistos. O futuro é digital e há que se preparar para essa nova forma de fazer negócios. Cadeia de fornecimento – Muitas vezes, a companhia pensa em seus próprios riscos cibernéticos, mas esquece a cadeia de fornecimento. Cada vez mais complexas e globais, elas podem ser um elo fraco na segurança da informação. IoT – Seguramente os dispositivos conectados trarão inúmeros benefícios, mas riscos iminentes. O tipo de ataque que antes ocorria “somente” em aparelhos como computador, tablet e smartphones agora pode acontecer na sua geladeira, por exemplo. Operações comerciais – Sistemas de controle operacional, como cadeia de logística e suprimentos, também apresentam possibilidades de risco. Hoje cada vez mais esses procedimentos estão sendo automatizados e um ataque pode causar paralisação total ou parcial da empresa. Funcionários – Seja por falta de conhecimento, na maioria dos casos, ou até mesmo por ações mal-intencionadas, os funcionários acabam sendo um dos elos mais fracos e, portanto, uma das principais causas de violações de segurança. Fusões e aquisições – Num momento de fusão e aquisição a empresa que está adquirindo a outra acaba por herdar suas vulnerabilidades, questão que muitas vezes não é levada em consideração. E ela pode, inclusive, baixar o valor de mercado dessas aquisições. Regulamentação – Cada vez sendo mais e mais adotada em todos os países do mundo, a regulamentação de segurança cibernética e proteção de dados se tornou geral. Ela é uma grande aliada das empresas, porém, traz questões como sobreposições de leis em companhias globais, que precisam seguir diferentes regulamentações, além de, em alguns casos, ser fomentada pela burocracia em vez das melhores práticas. D&O (Directors and Officers) – Diretores, gerentes e alto escalão em geral são cada dia mais implicados em casos de violações de dados e a responsabilidade em supervisionar a segurança cibernética se tornou uma de suas atribuições.

Turismo

O Espírito Santo iniciou o uso da tecnologia do QR Code para divulgar seus atrativos turísticos. O código é disponibilizado em diferentes locais, em formatos distintos e padronizados pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur). Os primeiros a receber o código foram o Aeroporto e a Rodoviária de Vitória. O secretário de Estado de Turismo, Dorval Uliana, diz que essa é uma inovação que está gerando uma economia significativa, substituindo os Serviços de Atendimento aos Turistas. A inovação, segundo ele, vai gerar uma economia anual de R$ 262 mil.

Credores

A Susep disponibilizou o Quadro Geral de Credores da Companhia Mutual de Seguros, que se encontra em liquidação extrajudicial desde 2015. A lista pode ser consultada no site da seguradora ou diretamente na sede da companhia, que se localiza a Rua Laplace 74 – 12º andar –Brooklin Paulista – São Paulo –(SP). O Quadro Geral de Credores é composto por Crédito Trabalhista, Crédito Tributário , Crédito com Privilégio Especial, Quirografários e Multas.

Desempenho A Susep irá divulgar a cada quatro meses uma listagem com o desempenho dos fundos de investimento previdenciários. Segundo a autarquia, o objetivo é tornar o processo de decisão do consumidor mais eficiente com práticas transparentes e competitivas. Ainda de acordo com a Susep, a ferramenta reúne, no mesmo local, a classificação de cada fundo por seguradora/entidade, considerando a performance ajustada ao risco. Dessa forma, o consumidor terá mais transparência na avaliação final, considerando não apenas a rentabilidade do fundo como, também, as bases técnicas, como taxa de juros e a tábua biométrica, utilizadas na composição do produto. Com a iniciativa, a Susep espera ampliar a concorrência no mercado e, consequentemente, reduzir taxas e custos.

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Artigo

As novas fronteiras dos Seguros de RC Desde a segunda metade do século 20 o seguro de responsabilidade civil ganhou protagonismo e se transformou num dos principais produtos do setor. Na década de 1970, as proteções para responsabilidade civil decorrente de danos a terceiros causados por produtos se tornaram essenciais e, por conta das condenações da Justiça americana, acabaram se tornando caras e raras quando desti- nadas a cobrir riscos naquele país. Um caso exemplar da atuação da Justiça norte americana no período acon- teceu no começo dos anos 1980, quando um juiz condenou um grande fabricante de refrigeradores e sua seguradora a pagarem uma indenização de alguns milhões de dólares para um cidadão que apostou com outro que correria ¼ de milha com uma geladeira amarrada às costas. No meio do percurso ele caiu e a geladeira lhe quebrou duas costelas. A condenação partiu da premissa de que o fabricante de refrigeradores deveria ter psicólogos que estudassem o comportamento dos americanos e que os psicólogos deveriam saber que um cidadão era capaz de apostar com outro que correria ¼ de milha com uma geladeira nas costas e que, consequentemente, a geladeira deveria ter as bordas arredondadas de forma a não machucar se ele caísse. Quanto a seguradora, ela deveria acompanhar a sorte de seu segurado. Ao longo dos anos, os seguros de responsabilidade civil foram ganhando corpo no mundo inteiro e, atualmente, algumas das apólices mais importantes, pela complexidade, coberturas e valores, são emitidas nesta carteira. O Brasil não ficou fora da onda. Os seguros de responsabilidade civil vêm ocupando espaço cada vez maior no cenário nacional. Das garantias clássicas incluídas nos seguros de Responsabilidade Civil Estabelecimento Comerciais e/ou Industriais, o mercado evoluiu para apólices com coberturas para obras, instalações e montagens, garantias profissionais, seguros

ambientais, vazamentos de petróleo etc. Garantias que eram originalmente extremamente restritas foram sendo ampliadas, até chegarem nos dias de hoje, onde algumas apólices acompanham as condenações de seus segurados, sem se importarem com a responsabilidade subjetiva ou objetiva do causador do dano. Cada vez mais, a indenização com base na responsabilidade objetiva se impõe como uma exigência da sociedade. Seja por disposição legal, seja por interpretação judicial, a culpa está perdendo muito de sua importância para a determinação da responsabilidade de indenizar. É assim que atos da natureza, anteriormente excluídos das apólices, geram

a obrigação de indenizar, quando o dano tem origem ou acontece em local, bem ou obrigação do segurado. Um bom exemplo seria a abertura de uma barragem para a água excedente vazar e não ameaçar a segurança da represa. No passado, o risco era excluído; atualmente, os danos causados a terceiros pela água vertida em excesso terá cobertura na apólice da responsabilidade civil. Na mesma linha, os seguros para veículos compartilhados devem ampliar seus parâmetros de cobertura, da mesma forma que os seguros de responsabilidade civil para veículos autônomos devem trabalhar em cima de bases inéditas nos dias de hoje. As duas garantias precisam ser mais amplas do que as oferecidas pelos seguros tradicionais, sob o risco de não atenderem seus objetivos de proteção. As novas relações de trabalho, as no- vas tecnologias de produção, a inteligên- cia artificial, as novas responsabilidades profissionais aumentam a complexidade dos riscos e desafiam a capacidade das seguradoras responderem com a velocidade necessária. É uma corrida de cem metros rasos que recomeça indefinidamente e da qual as seguradoras são participantes obrigatórias.

“As novas relações de trabalho, as novas tecnologias de produção, a inteligência artificial, as novas responsabilidades profissionais aumentam a complexidade dos riscos e desafiam a capacidade das seguradoras”

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Artigo publicado no Sindseg SP, número 72, outubro de 2019.

Antonio Penteado de Mendonça é sócio de Penteado Mendonça e Char Advocacia, secretário-geral da Academia Paulista de Letras, comentarista da Rádio Estadão e da Band News TV


Artigo

Crimes nas redes sociais * Por Andreane Matos

Com advento das redes sociais (Facebook, Instagram) e aplicativos como WhatsApp, surgiram novas formas de relações interpessoais passíveis de aplicação da lei penal e civil. Infelizmente nem todas os usuários de internet usam as redes sociais para sua real finalidade: interagir amigavelmente com outras pessoas. Existe um limite tênue entre a sua opinião pessoal e o fato ensejador de um crime. A liberdade de expressão não pode gerar um dano a outra pessoa. Opiniões pessoais, afirmações, críticas e comentários em geral devem obedecer a um limite legal de civilidade e educação, não devendo entrar na esfera delituosa de onde se pode gerar um dos três delitos abaixo:

Calúnia, injúria ou difamação. Calúnia nas mídias sociais pode ocorrer quando o comentário consiste em acusar publicamente alguém de um crime que esta não cometeu. Está prevista no artigo 138 do Código Penal Brasileiro, e prevê detenção de 6 meses a 2 anos, além do pagamento de multa. Difamação é a ofensa à reputação de outra pessoa que gere uma imagem negativa para a vítima, afirmar que alguém cometeu algo desonroso. A difamação está prevista no artigo 139 do Código Penal e é o ato de desonrar alguém disseminando informações inverídicas. A pena é de 3 meses a 1 ano de prisão, e multa. Injúria ocorre quando a pessoa atinge o sentimento pessoal do outro, por exemplo, ofender, xin-

gar, chamar alguém de algo que se considera ofensivo. Está prevista no artigo 140 do Código Penal e sua pena é de detenção de 1 a 6 meses, mais multa. Além desses, a criação de perfis falsos se passando por outra pessoa, atitude racista e ameaças feitas em comentários e postagens são passíveis de aplicação da lei penal e lei civil de onde poderá arcar com danos morais para a vítima. Esses crimes já aconteciam no mundo real, entretanto, no mundo virtual as pessoas acreditam estar protegidas pelo anonimato, entretanto, em caso de denúncia, facilmente podem ser identificadas e punidas. A pessoa que sofrer um ataque dessa natureza deve denunciar fazendo um boletim de ocorrência em uma delegacia especializada em crimes eletrônicos e buscar a reparação do dano.

Andreane Faria Xavier de Matos, é advogada e sócia da Moscon Advogados.

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Porto Seguro promove "Corretor é pra sempre!" em Vitória.

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