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Opinião

A crise no Espírito Santo Quando essa edição da Revista Sincor-ES chegar às suas mãos, provavelmente o Brasil estará parado por causa do Carnaval. Para nós, do Espírito Santo, será o segundo pit stop do ano. Nada contra o Carnaval, mas confesso que esse feriado no final de fevereiro, quando nos preparamos para iniciar o ano de fato, causa certa apreensão. Aliás, viver apreensivos tem sido uma rotina na vida dos capixabas, desde que no dia 4 de fevereiro começaram as ondas de violência, que culminaram com a chegada da Força de Segurança Nacional ao Estado e um aparente estado de normalidade, após muitas mortes, saques e prejuízos ao comércio e aos cidadãos. O que aconteceu no Espírito Santo pode até ser tomado por muitos como uma situação isolada que tem sua principal causa no movimento iniciado pelas famílias de policiais militares, que ocuparam as portas dos quartéis impedindo os homens de sair para fazer seu trabalho nas ruas. Mas, sabemos que não se trata de algo isolado se pensarmos na violência como fenômeno social e na polícia militar como parte da questão. Tenho uma relação muito próxima com muitos policiais militares do Espírito Santo, alguns amigos de longa data. E sei da seriedade e do compromisso com que esses profissionais honram suas fardas ao colocarem suas vidas a serviço da sociedade. Uso esse espaço para manifestar minha solidariedade aos policiais militares do Espírito Santo, que tanto têm sido apontados como responsáveis pela violência que assola nosso estado e o restante do país. Faço isso porque não gostaria de ver o nosso estado passar mais uma vez pelo que passou. E também por entender que segurança, educação e saúde são um tripé fundamental para que um estado e uma nação cresçam e se desenvolvam. Assim, como no mercado de seguros não há equilíbrio se não houver harmonia entre consumidor, corretor de seguros e seguradora, na sociedade se um dos pés de sustentação do tripé estiver ausente, viveremos situações de violência e guerra. Acho injusto colocar a culpa nos policiais militares apenas. Acho injusto colocar a culpa nas pessoas que vivem nas periferias e que convivem o tempo todo com a violência e com o medo da bala perdida. Acho injusto culpar pequenos empresários que movimentam a economia do nosso país e são punidos com alta carga tributária e pouco retorno em investimentos. Esse movimento de encontrar culpados é o que resulta no caos que vivemos do dia 4 ao dia 19 de fevereiro. Duas semanas em que todos compartilharam o medo de sair nas ruas. Duas semanas em que se percebeu o quanto precisamos de ações – do governo e também do cidadão – no sentido de promover uma cultura de paz e de harmonia. Esperamos que março chegue nos trazendo mais tranquilidade para tocarmos nossos projetos em 2017. Temos uma agenda de palestras e cursos que serão desenvolvidos ao longo do ano e esperamos contar com a participação dos corretores de seguros associados. Temos a expectativa de um ano difícil e cheio de desafios, mas temos certeza que o mercado de seguros está amadurecido o suficiente para passar por períodos de incertezas e crises sem perder o rumo. Não temos dúvida de que será um ano difícil, por isso, digo a todos que se preparem para buscar alternativas, afinal, é na crise que criamos e mudamos o rumo para melhor. O Sincor-ES continua de portas abertas para receber nossos associados, ouvir suas demandas e intervir junto a quem houver necessidade. Continuaremos nossa luta contra o seguro-pirata, que ainda nos assombra. Esse é um problema que não está resolvido apesar das várias conquistas e do fechamento de diversas instituições. Essa é uma luta permanente, assim como a luta para que o corretor de seguros seja respeitado como o legítimo profissional habilitado a comercializar apólices de seguros.

José Romulo da Silva Presidente do Sincor-ES

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EXPEDIENTE

SEDE PRÓPRIA Endereço:- Rua Frederico Lagassa, Nº 30 Conj. 509/512 - Edf. Scheila - Bairro Gurigica, Vitória, Espírito Santo Site: www.sincor-es.com.br E-mail: sincor-es@sincor-es.com.br Diretoria Presidente: José Romulo da Silva 1º Vice-Presid.: José Alexandre Cid Pinto 2º Vice-Presid.: Leovigildo José Bello 1º Secretário: Renato Silva de Bittencourt 2º Secretário: Antonio Nelson B. Fortunato 1º Tesoureiro: Antonio José Alvarenga Imperial 2º Tesoureiro: Leonardo Souza Bergamini Diretor Social: Luiz Amaury Gontijo Dir. Marketing: Paulo Henrique Rocha Latado Dir. Informática: Jaime Balbino de Oliveira Dir.Rel.c/Merc.: Neudon de Almeida Valadão Suplentes Ana Julia Merotto e Luiz Cláudio Firme Pina Conselho Fiscal Maria Angélica Batista, Luiz Carlos da Silva Porto e Rene Neves Farias Suplente Nicolau Marino Calabrez Delegados Representantes junto a Fenacor-Efetivos José Romulo da Silva e José Alexandre C.Pinto Delegados Representantes junto a Fenacor-Suplentes Deusdete Mantovanelli e Santa de Luziê Laiber Oliveira Jornalista Marcilene Forechi Diagramação Ivo Tadeu Basilio Impressão GM Gráfica e Editora Ltda

Telefones para Contato SINCOR-ES Geral....................................... 2125-6666 ................................................ 2125-6667 Deptº Adm./Financ.................. 2125-6669 Cadastro Corretor................... 2125-6676 Atend. D.P.V.A.T..................... 2125-6674 Fax......................................... 2125-6672 Revista Sincor-ES.................. 2125-6671 Clube Vida em Grupo ............ 2125-6670 Empresas Coligadas CREDICORES....................... 3315-5027 ............................................... 3315-5028 FUNENSEG-ES..................... 2125-6673 ............................................... 2125-6683 ASSESSORIA JURÍDICA...... 2125-6675 (MOSCON E ASSOCIADOS ADVOCACIA)


Sumário

Índice 04 - Notícias 09 - Sala de visitas 10 - Crise na segurança do ES 13 - Qualificação 14 - Mercado 18 - Social 19 - Artigo jurídico BILHETE DO PRESIDENTE

“O aluno agressivo e o professor paciente” Havia um aluno muito agressivo e inquieto naquela escola. Ele perturbava a classe e arrumava frequentes confusões com os colegas. Era insolente e desacatava a todos. Repetia os mesmos erros com frequência. Parecia incorrigível. Os professores não mais o suportavam. Cogitaram até mesmo de expulsá-lo do colégio. Antes disso, porém, entrou em cena um professor que resolveu investir naquele aluno. Todos achavam que era perda de tempo, afinal, o jovem era um caso perdido. Mesmo não tendo apoio de seus colegas, o professor começou a conversar com aquele jovem, nos intervalos das aulas. No início era apenas um monólogo, só o professor falava. Aos poucos, ele começou a envolver o aluno com suas próprias histórias de vida e com suas brincadeiras. De modo gradativo, professor e aluno construíram uma ponte entre seus mundos. O professor descobriu que o pai do rapaz era alcoólatra e espancava o garoto e sua mãe. Compreendeu que o jovem, aparentemente insensível, já tinha

chorado muito e, agora, suas lágrimas pareciam ter secado. Entendeu que sua agressividade era uma reação desesperada de quem pedia ajuda. Só que ninguém, até então, havia decifrado sua linguagem. Era mais fácil julgá-lo do que entendêlo. O sofrimento da mãe e a violência do pai produziram zonas de conflito na memória do rapaz. Sua agressividade era um eco da violência que recebia. Ele não era réu, era vítima. Seu mundo emocional não tinha cores. Não lhe haviam dado o direito de brincar, de sorrir e de ver a vida com confiança. Agora estava perdendo também o direito de estudar, de ter a única chance de progredir. Estava para ser expulso do colégio. Ao tomar consciência da real situação, o professor começou a conquistá-lo. O jovem sentiu-se querido, apoiado e valorizado, pela primeira vez na vida. O professor passou a educar-lhe as emoções. Ele percebeu, logo nos primeiros dias, que por trás de cada aluno arredio, de cada jovem agressivo, há uma criança que precisa de afeto.

Em poucas semanas todos estavam espantados com a mudança ocorrida. O rapaz revoltado começou a demonstrar respeito pelos outros. Abandonou sua agressividade e passou a ser afetivo. Cresceu e tornou-se um aluno extraordinário. Tudo isso porque alguém não desistiu dele. * * * Professores ou pais, todos queremos educar jovens dóceis e receptivos. Queremos ver brotar diante de nossos olhos as sementes que semeamos. No entanto, são os jovens que nos desapontam, que testam nossa qualidade de educadores. São filhos complicados que testam a grandeza do amor dos pais. São os alunos insuportáveis que testam a capacidade de humanismo dos mestres. Pais brilhantes e professores fascinantes não desistem dos jovens, mesmo que eles causem frustração e não lhes deem o retorno imediatamente esperado. Paciência é o segredo. A educação do afeto é a meta. Os alunos que mais decepcionam hoje poderão ser aqueles que mais alegrias nos trarão no futuro. Basta investir tempo e dedicação a eles. Pense nisso.

Revista Sincor-ES

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FEVEREIRO 2017

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Notícias

Sincor-ES apoia projeto Humanize Falecimento

O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, recebeu o delegado de Polícia Civil Fabiano Contarato, para apresentar o projeto “Humanize”. Criado por Contarato, o projeto tem como objetivos uma série de ações para promover e difundir uma cultura de humanização no trânsito. Atualmente, Contarato ocupa o cargo de corregedor Geral do Estado e, em sua visita ao Sincor-ES, esteve acompanhado de sua assistente, Lisandra Barbiero, que trabalha com ele desde o tempo em que atuou à frente do Detran-ES. A intenção do corregedor foi buscar apoio do Sincor-ES para o desenvolvimento do projeto. José Romulo ofereceu apoio e se mostrou totalmente disposto a “abraçar” o projeto, uma vez que poderá contribuir para a redução de acidentes e de vítimas. “Trata-se de um projeto dos mais importantes. O leque de ações é bem amplo e nós, como cre-

denciados da Seguradora Líder no atendimento DPVAT, temos total interesse em ações que proporcionem um trânsito mais humano”, afirmou. Entre outros, o projeto “Humanize” tem como objetivos: planejar, desenvolver e divulgar projetos e iniciativas visando a redução de violência no trânsito; desenvolver e propor ações educativas; auxiliar no apoio psicossocial e jurídico às vitimas e familiares de vítimas da violência no trânsito e promover estudos e projetos específicos relacionados à educação e segurança no trânsito.

Reunião conjunta em março A reunião de diretoria do Sincor-ES, no dia 14 de março, será em conjunto com os executivos representantes das seguradoras que mantêm parceria com o sindicato. O objetivo da reunião é discutir a parceria e os apoios que as parceiras poderão oferecer aos eventos voltados para os corretores de seguros. O encontro será na sede do Sincor-ES, às 9 horas, precedido de um café da manhã. Os 15 executivos convidados, segundo o presidente José Romulo da Silva, enviaram confirmação de presença via e-mail. Na pauta da reunião, já enviada para os diretores e executivos, constam os seguintes assuntos: apresentação dos novos executivos das seguradoras, que assumiram as gerencias no Espírito Santo; apresentação da Agenda de Cursos, Palestras e Eventos 2017, para conhecimento e apreciação por parte das

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parceiras; apresentação de um dossiê sobre sinistros ocorridos no condomínio residencial Grand Parc; informações sobre a atuação dos veículos de comunicação do Sincor-ES e possibilidade de inserção de material de interesse; e informe sobre o recadastramento obrigatório dos corretores. José Romulo destaca que essa é uma pauta preliminar, uma vez que está aberta à inclusão de novos assuntos. Diretores, executivos e também qualquer associado pode propor algum ponto de pauta. “Essa proposta será incluída na nossa reunião, desde que tenha relação com o mercado de seguros e seja relevante para a categoria dos corretores de seguros”, disse o presidente. Associados que quiserem incluir algum assunto para a próxima reunião, devem enviar um e-mail para presidencia@ sincor-es.com.br.

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Com pesar, o Sincor-ES comunica a morte de Alberto Zambrana, especialista em comunicação corporativa que atendeu vários clientes da Original 123 Assessoria de Imprensa, dentre eles o Sincor-SP. Zambrana morreu no dia 24 de janeiro, aos 56 anos, após se submeter a uma cirurgia cardíaca. O especialista deixa a esposa Regina e a filha Yolanda.

Inscrição

A Receita Federal publicou, no dia 1º de fevereiro, a regulamentação e iniciou o período de adesões ao programa de regularização tributária do governo, já apelidado de Refis. Pessoas físicas também poderão usufruir do parcelamento de débitos. O prazo para parcelamento de dívidas tributárias e previdenciárias por pessoas físicas, empresas e órgãos públicos se estende até o dia 31 de maio de 2017 e não prevê perdão de multas e juros. A medida foi desenhada como forma de dar alívio a grandes empresas com dificuldades de caixa em razão da crise econômica e para reforçar os cofres públicos e ajudar a fechar as contas este ano.

Ciberataques

Os prejuízos decorrentes de ataques cibernéticos crescem ano a ano. Estima-se que o custo do cibercrime para a economia global é de US$ 445 bilhões anuais, sendo que nos próximos três anos – 2017, incluído – deve atingir US$ 2,1 trilhões, de acordo com o estudo Cyber Handbook da consultoria Marsh & McLennan Companies (MMC). A cifra, se confirmada, será quase quatro vezes maior que as perdas que as companhias tiveram em 2015. Mesmo assim, poucas se preocupam em se proteger contra ataques cibernéticos. De acordo com dados da MMC, as contratações de seguros para proteção contra ataques cibernéticos já somam cerca de US$ 2 bilhões e podem chegar a US$ 20 bilhões até 2025. Os EUA continuam a ser o maior mercado de seguros cibernéticos, onde quase 20% de todas as organizações têm seguros para riscos cibernéticos.


Notícias

Seguro DPVAT fica mais barato em 2017 Os valores do Seguro Obrigatório para Veículos, o DPVAT, serão reduzidos em 2017 e foram publicados no Diário Oficial da União, no dia 21 de dezembro de 2016. Os proprietários de veículos – exceto picapes – vão pagar R$ 63,69 e quem tem motocicletas pagará R$180,65. Os valores poderão ser parcelados em até três vezes. Para todas as categorias de automotores, será cobrada uma taxa de R$ 4,15 para emissão do seguro, no caso de opção em cota única. Já para quem preferir parcelar o valor, a taxa será de R$ 9,63. Sobre o valor irão incidir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Os valores referentes às indenizações não foram ajustados e permanecem igual a 2016: R$ 13,5 mil para morte; até R$ 13,5 mil para Invalidez; e até R$ 2,7 mil para despesas médicas.

Confira a nova tabela do DPVAT

Tabela do DPVAT 2017 (sem considerar taxa e IOF) • Automóveis __ R$ 63,69 - (valor anterior R$ 101,10) • Motocicletas __ R$ 180,65 - (valor anterior R$ 286,75) • Caminhões/camionetes _ R$ 66,66 - (valor anterior R$ 105,81) Outros: • Ônibus e micro ônibus com cobrança de frete e lotação de mais de 10 passageiros __ R$ 246,23 • Ônibus e micro-ônibus sem cobrança de frete ou lotação de até 10 passageiros __ R$ 152,67 • Ciclomotores de até 50 cilindrada - (cinquentinhas) __ R$ 81,90 - (era de R$ 130,00)

Indenizações comprometem menos recursos do DPVAT

A quantidade de sinistros pagos pelo Seguro DPVAT caiu 33,4% em 2016. Foram 434.246 registros contra 652.349 em 2015, segundo dados compilados pela Seguradora Líder. A queda mais forte ocorreu nos pedidos de indenizações administrativas, menos 40,8%. Pela via judicial, o recuo foi de apenas 2,6%. Em valores, no entanto, os sinistros ocorridos apresentaram pequena queda de 1,2%, com desembolsos da ordem de R$ 3,699 bilhões, frente os R$ 3,746 bilhões do exercício anterior. As estatísticas da Seguradora Líder mostram, contudo, que do total dos gastos com sinistros ocorridos em 2016 apenas um terço (32%) foram utilizados com o pagamento administrativo de indenizações às vítimas de trânsito (R$ 1,186 bilhão). Outros 14,2% foram desembolsados pela via judicial (R$ 524,3 milhões). Ou seja, as indenizações comprometeram apenas 46,2%

(R$ 1,710 bilhão) do dinheiro gasto com sinistros. Foram 20,5% a menos que os 66,7% (R$ 2,497 bilhões) dos recursos empregados para indenizar brasileiros vitimados no asfalto em 2015. O faturamento do seguro DPVAT em 2016 chegou a R$ 8,693 bilhões, apenas 0,5% acima dos R$ 8,654 bilhões captados no exercício anterior. Tal arrecadação injetou no Fundo Nacional de Saúde R$ 3,913 bilhões no ano passado e outros R$ 434,7 milhões no Departamento Nacional do Trânsito (Denatran), somando R$ 4,347 bilhões. Com a Seguradora Líder ficaram R$ 4,346 bilhões. Considerando a receita que ficou com a Líder, os recursos gastos com as vítimas do trânsito, na forma de indenização, representaram tão somente 39% em 2016. Em 2015, eram 57,7%. Sobre o faturamento bruto (R$ 8,693 bilhões), o dinheiro indenizado não chegou a 20%. É interessante lembrar que os valores das indenizações de morte, invalidez permanente e de despesas médico-hospitalares estão congelados há dez anos.

Visita do comandante O presidente José Romulo da Silva recebeu, no final do mês de janeiro, a visita do comandante do Policiamento Ostensivo Metropolitano da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, coronel Lamaison. O coronel aproveitou a oportunidade para agradecer a parceria do Sincor-ES com a Polícia Militar e informou que está se transferindo para a Reserva Remunerada da PMES. Lamaison serviu à corporação por 30 anos.

Revista Sincor-ES

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Notícias

Nova parceria beneficia corretor Oferecer mais facilidade aos corretores de seguros que não possuem espaços físicos. Esse foi o objetivo do convênio firmado, no dia 31 de janeiro, entre o Sincor-ES e a Kontor Escritórios, uma empresa voltada ao atendimento de várias demandas de clientes, proporcionando economia com aluguel e manutenção de escritório. A Kontor oferece flexibilidade de formatos e planos de serviços. O formato virtual é mais adequado para profissionais que trabalham em casa ou no atendimento externo a clientes. Já o plano Full Time compreende

o uso de espaço físico, com sala individual ou compartilhada, climatização, mobiliário e equipamentos. É possível contratar pacotes que oferecem somente endereço comercial, domicílio fiscal e recebimento de correspondências, entre outros. Além das salas executivas dispõe de duas salas de treinamento que comportam de 30 até 70 pessoas. Maiores informações e visitas podem ser agendadas por e-mail (marina@kontor.com.br) ou pelo telefone (27) 3026-9390. A kontor está localizada na Reta da Penha, no edifício Corporate Center.

Apoio para ação educativa

Setenta kits de lanches foram oferecidos pelo Sincor-ES aos policiais militares do BPRV, aos policiais da Polícia Rodoviária Federal e aos funcionários do Detran-ES, que participaram de ação educativa na cidade de Vitória. A ação teve como objetivo conscientizar motoristas e pedestres para construção de um trânsito mais seguro e humano. O pedido de apoio ao Sincor-ES foi feito pela gerente de Educação no Trânsito e Estatística do Detran-ES, Sheila Sibaldo Zambone.

Mulheres

Apesar de a presença feminina na corretagem de seguros ter aumentado nos últimos anos, são poucos os estados onde o número de mulheres atuando na profissão supera o dos homens. Segundo o banco de dados da Fenacor, isso ocorre apenas no Maranhão (240 mulheres e 209 homens), Rondônia (130 e 125) e Tocantins (125 e 81). A fatia correspondente às mulheres, que historicamente se situou em torno de 30%, já chega a 35%.

Participe da Confraria das Quintas Sem estatuto e sem formalidades, a Confraria das Quintas foi criada há 20 anos com objetivo de reunir corretores, seguradores, funcionários e clientes, todas as quintas-feiras, para um almoço na praça de alimentação do Shopping Vitória. Existem somente duas regras para participação no grupo: a primeira é que cada um dos membros deve arcar com pagamento do seu almoço; já a segunda regra é que a cada semana um dos participantes pague a rodada de café após o almoço. O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, diz que ao longo dos anos a Confraria das Quintas foi se fortalecendo e hoje o grupo é bem maior do que no início. “Mantemos o espírito original que é a descontração e a não obrigatoriedade. Toda quinta-feira, eu me dirijo para o shopping para o en-

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contro e ele acontece com quem estiver presente. Ninguém é obrigado a ir ou se justificar, assim como não é obrigada a se inscrever ou informar que vai participar”, afirma.

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José Romulo diz que o convite está feito aos leitores da Revista e aos associados para que participem. Segundo ele, a taxa de ingresso na Confraria é o pagamento do café ao final do almoço.


Notícias

Empresas do Simples não pagam Imposto Sindical As empresas enquadradas no Simples Nacional – microempresas ou pequenas empresas – estão dispensadas de recolher o Imposto Sindical Patronal, de acordo com entendimentos legais: Nota Técnica 2 CGRT-SRT/2008, do Ministério do Trabalho; soluções de consulta 381/2007 e 5/2009, respectivamente das 9ª e 1ª regiões ficais, da Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil; ação direta de inconstitucionalidade 4.033/2010, do

Supremo Tribunal Federal. Diante dessa situação, o Sincor-ES esclarece que é responsabilidade dos corretores de seguros capixabas que atuam por meio de pessoa jurídica comunicarem o sindicato sobre sua inclusão no Simples Nacional. Os profissionais que receberam a autorização da Receita Federal devem encaminhar cópia do documento para o e-mail dagmar@sincor-es.com.br ou financeiro@sincor-es.com.br e solicitar a

exclusão do banco de dados. Já os corretores de seguros pessoa física, independente de associação ao sindicato, estão obrigados a recolher o Imposto Sindical anualmente. O presidente José Romulo alerta, no entanto, que aqueles que desejam se beneficiar do convênio firmado com o Sesc devem apresentar a guia de recolhimento do Imposto Sindical para que sejam emitidas as carteiras de identificação.

Corretor não fique inadimplente!

O Sincor-ES continua alertando os corretores de seguros pessoa física e pessoa jurídica para a importância de realizarem a quitação dos boletos referentes ao Imposto Sindical e Taxa Confederativa 2017, que já começaram a ser enviados pelos correios. O presidente José Romulo destaca que o pagamento é devido por todos os profissionais da categoria, independente de serem associados ao sindicato. Segundo ele, a cobrança do Impos-

to Sindical é amparada na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Trata-se de um imposto devido por todos os trabalhadores que corresponde a um dia de trabalho. No caso dos corretores de seguros, é usada a tabela da Confederação do Comércio como base para o valor a ser pago. Já a Taxa Confederativa, também prevista legalmente na Constituição Brasileira, teve seus valores fixados em Assembleia Geral Ordinária da categoria. O presidente lembra ainda que, de

acordo com o que determina a CLT em seus artigos 578 a 610, o não pagamento das guias de recolhimento implicará em possibilidade de que sejam feitas cobranças judiciais. “Isso já vem acontecendo, pois o sindicato já tem entrado com ações junto à Justiça do Trabalho para receber os valores não pagos pelos profissionais. Nesse caso, além do valor do imposto, o profissional ainda tem que arcar com os honorários advocatícios, juros e multas.

Corretores são alvo de cobranças indevidas O presidente do Sincor-ES alerta para uma cobrança indevida que está sendo feita aos corretores de seguros por uma instituição que intitula Confederação Nacional do Sistema Financeiro. De acordo com José Romulo da Silva, essa instituição não tem qualquer legitimidade para cobrar qualquer tipo de

imposto ou taxa dos corretores de seguros ou de empresas corretoras de seguros. “Algum esperto conseguiu os dados e está aplicando um golpe”, afirma. José Romulo diz que alguns profissionais ligam para o sindicato para se informar. “E eu peço que os profissionais ignorem qualquer cobrança dessa natureza que não esteja sendo direcionada pelo Sincor-ES. Os únicos impostos devidos legalmente pelo corretor de seguros são cobrados pelo sindicato que se identifica como tal. E apenas cobramos aqueles impostos que são devidos por força de lei.

Na dúvida, entrem em contato com o sindicato”, destaca.

Informações

Alguns corretores de seguros – pessoa física e pessoa jurídica – mudam seus endereços e não atualizam seus dados junto aos órgãos competentes, fazendo com que as guias de recolhimento do Imposto Sindical sejam devolvidas pelos Correios. O Sincor-ES alerta que não atualizar os dados cadastrais junto à Susep constitui uma infração e os corretores podem ter seus registros suspensos e pagar multas.

Revista Sincor-ES

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Notícias

Contratos de Planos de Saúde têm reajuste de 12,45% Os contratos de saúde e odontológicos estipulados pelo Sincor-ES sofrem reajustes anuais, na data de aniversário da contratação. Conforme cláusula contratual de reajuste, quando o índice de sinistralidade no período é inferior ao padrão acordado, os valores das mensalidades são reajustados na data de aniversário do contrato. Os índices de reajustes de contratos empresariais não são estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

Em relação ao contrato com a Unimed Vitória foi acordado um reajuste linear de 12,45%, a ser aplicado a partir de março. A proposta apresentada pela operadora foi de aplicar os seguintes índices: IPCA do período, de 11,35%, para os contratos 1410 (Vitoriamed PF) e 7485 (Participativo PF); e de 13,75% para o contrato 2366 (Participativo PJ), sendo este último o contrato que apresentou o pior desempenho. Já o Unimed Odonto terá o reajuste com base no IGP-M, que teve índice de 7,1374%.

Retirada

A retirada dos cerca de 300 veículos que ficaram soterrados no desabamento do condomínio Grande Parc, na Enseada do Suá, deve ser iniciada em breve. As perícias continuam sendo feitas e o Sincor-ES tem acompanhado os desdobramentos para resguardar os corretores de seguros e garantir que as seguradoras recebam informações corretas sobre o que está acontecendo. O desabamento na área de lazer do condomínio ocorreu na madrugada do dia 19 de julho de 2016.

Vem aí o 20º Congresso de Corretores de Seguros

Este ano, o Congresso Nacional de Corretores de Seguros será realizado em Goiânia, nos dias 12, 13 e 14 de outubro. Com o tema central “O setor de seguros na era digital”, o congresso deve reunir cerca e 5 mil pessoas, entre corretores de seguros, seguradores e outros profissionais ligados ao mercado. Paralelamente, será realizado o 4º Congresso Brasileiro de Saúde Suplementar e a 19ª Exposeg.

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Uma delegação formada por diretores do Sincor-ES e corretores associados irá marcar presença neste que é um dos grandes eventos do mercado e é realizado a cada dois anos. O presidente José Romulo da Silva diz que o Espírito Santo sempre marca presença nos eventos da categoria, que se constituem em ótima oportunidade para discutir os assuntos do mercado com profissionais de todo o país.

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O local do evento será o Centro de Convenções Goiânia que fica no centro da cidade. Goiânia está localizada na região do cerrado e conta com uma grande quantidade de áreas verdes, tendo sido considerada a cidade mais arborizada do país. No hotsite do evento (http://www2. fenacor.org.br/congresso/20/) podem ser encontradas mais informações e um link para as inscrições.


Sala de visitas

Executivo do GBOEX visita o Sincor-ES O presidente do Sincor-ES recebeu, no dia 6 de fevereiro, a visita do coronel Joel Correia, responsável pela atuação do GBOEX nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Na oportunidade, ele estava acompanhado da advogada Kelly Maia e do corretor de seguros João Luiz Correa de Brito. O coronel Joel é amigo de longa data do presidente do CVG-ES, Antonio Santa Catarina.

As visitas não tiram férias

Durante as férias coletivas do Sincor-ES, o presidente José Romulo da Silva, que continuou suas atividades, recebeu várias visitas. Confira: Jorge Mozer, gerente de Contas do Bourbon Hóteis & Resorts – O hotel adquiriu recentemente a bandeira do Hotel Bristol-Camburi , com o qual o Sincor-ES mantém convênio para a realização das palestras mensais em parceria com o CVG-ES e patrocínio da Escola Nacional de Seguros.

Nova gerente reforça apoio ao sindicato A nova gerente geral da Porto Seguro no Espírito Santo, Adriana Benezath, visitou o Sincor-ES no dia 3 de fevereiro, acompanhada da responsável pelo Administrativo da seguradora, Rubia Santos. Adriana tratou com o presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, de interesses comuns, dentre eles os eventos, cursos e palestras que terão apoio da Porto Seguro. Também ficou acordado que a seguradora irá realizar, em parceria com o Sincor-ES, o tradicional “Encontro das Mulheres Corretoras de Seguros” no mês de março.

Wilson Richa, diretor Geral da Comprocard, Douglas Dutra, Solivan Torezani e Adilson Pacheco, respectivamente gerente Geral, gerente Assistencial e gerente de Seguros da Compro Odonto – A visita foi de cortesia e para apresentação dos produtos daquela empresa visando retomar o convênio com o Sincor-ES e divulgar a assinatura de convênio para beneficiar os associados do Sincor-ES.

Parceria e amizade renovada O diretor Regional da Mapfre Seguradora, Antônio Edmir, visitou o Sincor-ES, no dia 25 de janeiro, acompanhado do gerente local da seguradora, Elson de Azevedo Junior. Foi uma visita cordial e serviu para estreitar os laços de amizade com o presidente José Romulo da Silva além de discutir propostas de parceria para 2017. Também estava presente, o diretor do Sincor-ES, Luiz Amaury Gontijo

Alexandre Henry de Oliveira, gerente de Filial da Sompo Seguros – Na oportunidade, ele estava acompanhado da representante para o Espírito Santo, Marcelle Altoé Boldrin.

Revista Sincor-ES

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Crise na segurança do Espírito Santo

PMs no quartel; cidadãos em casa

A segunda semana de fevereiro foi de muita tensão para os moradores do Espírito Santo, que conviveram com um caos instalado em vários municípios, na Região Metropolitana e no interior. O aquartelamento da Polícia Militar desencadeou uma onda de assaltos, roubos, mortes e saques. O comércio fechou as portas, hospitais públicos suspenderam as visitas, escolas fecharam, ônibus deixaram de circular. O Sindicato das Seguradoras do Espírito Santo e Rio de Janeiro (Sindiseg-ES/RJ) acredita que houve, nos últimos dias, aumento de 200% no número de acionamentos às seguradoras para registro de roubo de veículos. De acordo com o presidente da instituição, Roberto Santos, muitos veículos podem ter sido roubados para serem usados em outros

crimes, o que pode significar que eles serão recuperados. Além dos roubos de carros, há outra situação que ainda não pode ser dimensionada, que trata dos sinistros envolvendo estabelecimentos comerciais cobertos por apólices. Santos acredita, no entanto, que o elevado número de sinistros em um curto período de tempo não irá provocar alta no valor do seguros. Uma reportagem publicada pelo Portal G1, no dia 8 de fevereiro, apresentava dados alarmantes: 137 mortes violentas ocorridas desde a noite de sábado, dia 4, e R$ 180 milhões de prejuízos ao comércio. A crise na segurança começou após um período de negociação com o Governo do Estado para reposição de perdas salariais e melhores condições de trabalho para

os policiais militares. Como a Polícia Militar é impedida pela Constituição Federal de promover ou participar de greves, as mulheres e familiares de policiais iniciaram, no dia 4 de fevereiro, um movimento em frente aos batalhões nas cidades de Vitória, Serra, Linhares, Aracruz, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Piúma. O objetivo delas com o protesto era impedir que os policiais saíssem às ruas e obrigar o governo a negociar. Na segunda-feira, terceiro dia de protesto, os capixabas se fecharam em casa com medo de sair às ruas. Supermercados abriram em horários reduzidos, provocando longas filas. A primeira rodada de negociação entre governo do Estado e o grupo de mulheres só ocorreu no quinto dia de paralisação dos policiais.

Para entender a crise no ES

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Manifestação das mulheres – Familiares

Lojas fechadas – Uma onda de

Jogos suspensos – Sem policia-

Sul do

de policiais militares, sendo grande parte mulhe-

assaltos e saques começou a acorrer

mento para garantir a segurança nos

protesto

res, iniciaram um protesto às 6h de sábado, dia 4

os comerciantes decidiram fechar as

estádios, a Federação de Futebol do

aconteceu

de fevereiro, em frente dos batalhões da Polícia

portas. Universidades, escolas, bancos

Estado do Espírito Santo (FES) suspen-

batalhões

Militar na Grande Vitória e em cidades interior do

e outros estabelecimentos suspende-

deu temporariamente os jogos válidos

de Itapem

Espírito Santo. Elas reivindicaram reajuste salarial e

ram as atividades na segunda-feira.

da série A do Capixabão 2017 no do-

ma, Marat

pagamento de benefícios. Com isso, os policiais não

Prefeituras e órgãos públicos também

mingo. Novas datas serão divulgadas.

saíram para as ruas.

suspenderam as atividades.

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Crise na segurança do Espírito Santo

A importância do mercado de seguros O presidente do Sincor-ES diz que o mercado de seguros é um segmento bastante impactado pela crise na segurança, que paralisou o Espírito Santo por uma semana e provocou mortes, desordem e prejuízos ao patrimônio. José Romulo lembra que, nesses momentos, é importante destacar o caráter social do seguro enquanto uma instituição capaz de fazer com que diversos segmentos sobrevivam a situações como essa. Segundo ele, ainda não há dados consolidados sobre prejuízos, ainda que, numa primeira observação isso seja fácil de ser constatado. “Nós ainda não podemos fa-

lar em dados precisos e em mudanças no mercado por causa dos episódios ocorridos no Espírito Santo. Mas, com certeza, haverá prejuízos, uma vez que os sinistros registrados fugiram dos padrões previstos nas contratações das apólices”, diz José Romulo. Ele destaca ainda que é muito comum as pessoas pensarem no seguro apenas relacionado ao automóvel e uma situação como essa coloca a sociedade diante da realidade. “Imaginem os comerciantes que tiveram suas lojas saqueadas e que não possuem nenhum tipo de proteção. Dificilmente, eles conseguirão se reerguer. Mas, temos

que considerar ainda que há cláusulas restritivas para certos tipos de danos e ainda não sabemos como serão os procedimentos adotados pelas seguradoras”. José Romulo acredita que os corretores de seguros devem manter a calma nesse momento, prestando assistência ao seu segurado e buscando se informar junto às seguradoras e o sindicato. “Toda crise apresenta seu lado produtivo e no caso do mercado de seguros, acredito que as pessoas pensarão mais em ter algum tipo de garantia para situações como a que vivemos no Espírito Santo”, disse.

Presidente alerta para risco das conclusões fáceis O Sincor-ES foi uma das muitas instituições que fechou as portas na semana de 6 a 10 de fevereiro, como forma de resguardar seus funcionários da violência e insegurança nas ruas. O presidente José Romulo da Silva diz que a situação vivida pelo Espírito Santo deve ser vista como um sinal de alerta para todos, sejam governos ou cidadãos comuns. Para ele, a crise na segurança pública não é um problema que afeta apenas o Espírito Santo e tampouco ela começou com o aquartelamento dos policiais militares. “Nós temos que ter cuidado na hora de fazermos julgamentos e avaliações,

Estado

Norte e Noroeste

pois a segurança pública há muitos anos pede socorro. Não podemos jogar o caos do ES na conta da Polícia Militar”, afirmou. José Romulo destaca que a segurança pública é uma área que deve ser priorizada pelos governos, uma vez que ela diz respeito à vida das pessoas, à economia e ao funcionamento da sociedade. Ele diz que isso ficou bem claro nesta semana de caos, em que escolas, hospitais, empresas e o comércio deixaram de funcionar. “A cidade parou e, além de deixar de realizar atividades corriqueiras, os capixabas se viram impedidos de trabalhar e a economia sofreu um tremendo baque”.

– Na região Nor-

O exército chega ao Estado – O

Roubos e prejuízos

das mulheres

te, As manifestações aconteceram nos

Exército começou a atuar nas ruas da Gran-

acordo com a Federação do Co-

– O

– De

u em frente aos

municípios de Linhares, São Mateus, Nova

de Vitória na tarde de segunda-feira, dia 6,

mércio, até sexta-feira, dia 10, já

s de Cachoeiro

Venécia, Aracruz e Sooretama. No Noroeste,

enquanto os policiais seguiam aquartelados.

havia sido contabilizado um prejuízo

mirim, Iúna, Piú-

os protestos aconteceram em Barra de São

Mas, ainda demorou uma semana para

de 300 milhões com o fechamento

taízes e Alegre.

Francisco, Colatina, Água Doce do Norte,

que os policiais voltassem às ruas, o que só

do comércio. Mais de 300 lojas foram

Ecoporanga, Mantenópolis, Santa Teresa e

ocorreu no dia 12 de fevereiro. Foram con-

saqueadas no Estado, sendo 200 só

São Gabriel da Palha.

vocados mais de 1,7 mil homens.

na Grande Vitória.

Revista Sincor-ES

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Crise na segurança do Espírito Santo

NOTA AOS ASSOCIADOS DO SINCOR-ES

Face aos últimos acontecimentos ocorridos em nosso Estado no decorrer do mês de Fevereiro de 2017, em função do aquartelamento da Polícia Militar do Espírito Santo, a onda de roubos e furtos de veículos (automóveis e motos), assim como vandalismos e saques no comércio como um todo, fatos amplamente divulgados pela mídia, corretores estão questionando a respeito da liquidação de sinistros, citando que algumas seguradoras não estão aceitando receber “AVISOS DE SINISTROS”, alegando serem os riscos excluídos pelas condições gerais, considerando que o episódio trata-se de estado de calamidade pública (hostilidade / rebelião / destruição / tumulto / motins / protesto). Segundo orientação de nossa Assessoria Jurídica, o corretor deve promover o registro de ocorrência, e a seguradora tem a obrigação em recebê-la, e em caso de negativa fazê-la por escrito detalhando os motivos pelos quais nega o pagamento do sinistro. Após as providências, os corretores pessoa física e empresas corretoras de seguros, caso tenham interesse, podem buscar mais informações sobre os procedimentos a serem adotados pela via judicial, junto ao nosso advogado, Elias Moscon (eliasmoscon@moscon.adv.br) Lembramos e esclarecemos que o atendimento e orientação não terão custos e somente serão realizados para profissionais associados ao Sincor-ES. Vitória, 13 de Fevereiro de 2017. José Romulo da Silva - Presidente do Sincor-ES.

A distância aqui é um mero detalhe. O mundo visto de cima não tem fronteiras. Acesso ao conhecimento também não deve ter! MARABÁ (PA) (aluno)

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Com a mesma qualidade do ensino presencial, os cursos a distância da Escola Nacional de Seguros abordam temas ligados ao mercadode seguros e administração. E eles ainda têm a vantagem de poderem ser feitos em qualquer lugar, a qualquer hora e no ritmo de estudo mais conveniente!

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Qualificação

Agenda de cursos, palestras e eventos

Na edição de janeiro da Revista Sincor-ES, foi encartada a agenda de cursos, palestras e eventos que serão desenvolvidos em 2017 pelo sindicato. A intenção do Sincor-ES foi permitir que os associados e também os executivos e funcionários das seguradoras parceiras pudessem planejar suas agendas de forma a

participar das atividades. O número de palestras patrocinadas pela Escola Nacional de Seguros foi reduzido a pedido da própria instituição. O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, diz que a agenda deverá sofrer algumas alterações e complementos. “Mas essas mudanças só serão anunciadas a partir de 14 de março, após a reunião de diretoria, que será conjunta com as seguradoras parceiras. Poderão ser incluídos eventos que as seguradoras tenham interesse em patrocinar e ainda serão definidas as datas dos eventos festivos, como a feijoada, o encontro de congraçamento e a festa de encerramento das atividades”, afirmou. As inscrições para as palestras patrocinadas pela Escola Nacional de Seguros deverão ser feitas, por e-mail, com Dagmar (dagmar@sincor-es.com.br). Os primeiros 40 inscritos antecipadamente terão direito de participar do almoço após a palestra. Os demais poderão participar, caso haja lugares no auditório mas não receberão senhas para o almoço. Todos os inscritos que doarem um quilo de alimento não perecível receberão um ticket numerado e concorrerão a sorteio de brinde oferecido pelo Sincor-ES.

Datas e temas das palestras em 2017 11 de abril – Vendas: segredos para sua corretora crescer, com André Gustavo Fonseca. 9 de maio – Técnicas de Vendas: construindo a sua, com André Sá. 12 de setembro – Como desenvolver diferentes técnicas de vendas de seguros para ramos elementares e pessoas, com Fernando A. de Lima Menezes. 10 de outubro – Seguro de Pessoas: como alavancar sua carteira através de vendas consultivas, com Guilherme Contrucci. 7 de novembro – Venda de Seguro de Pessoas: planejamento e atitudes vencedoras, com Mauricio Tadeu.

Novidades

O ano começou com novidades para São Paulo (SP), Porto Alegre (RS) e Recife (PE), que terão uma ampla programação de cursos de extensão a partir de fevereiro. No total, serão 13 cursos em São Paulo, quatro em Porto Alegre e dois em Recife. As extensões contemplam diferentes áreas e tratam de temas diversificados. Na área de gestão, serão oferecidos os cursos de Gestão de Seguros de Transportes, Gestão Financeira, Gestão de Seguros Patrimoniais, Gestão de Operações de Seguros, Gestão de Seguros Corporativos e Gestão de Seguros de Responsabilidade e Riscos Financeiros. Todos os cursos têm como único pré-requisito nível superior completo. As inscrições podem ser feitas pelo www.funenseg.org.br, onde mais informações estão disponíveis.

Responsabilidade

Também estão abertas as inscrições para o curso de extensão Seguro de Responsabilidade Civil Diretores e Administradores – D&O. Oferecido em São Paulo, o curso visa formar profissionais que desejam atuar na área de proteção do patrimônio de altos executivos. As aulas terão início no dia 16 de março e acontecerão às terças e quintas-feiras. O investimento pode ser parcelado em até sete vezes de R$ 700,00.

Artigo publicado na Revista Segurador Brasil nº 128 Administração

Novas estruturas, mudanças nas normativas e transformações nas práticas de comercialização prometem um setor de seguros movimentado em 2017. Diante desse cenário, o setor de seguros passa a exigir profissionais cada vez mais atualizados e com perfis arrojados. Para atender a essa demanda por especialização, a Escola Nacional de Seguros oferece, em São Paulo, o bacharelado em Administração com linha de formação em Seguros e Previdência. Além das disciplinas de Administração, o curso abrange conteúdo adicional nessas áreas, o que confere um diferencial para o currículo dos alunos.

Revista Sincor-ES

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Mercado

Nova seguradora atuará no ES A primeira microsseguradora do país passará a atuar no Espírito Santo. Trata-se da AML Seguradora, que possui sede na cidade do Rio de Janeiro e, desde abril de 2015, recebeu autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para atuar como microsseguradora no ramo de Pessoas. O diretor-presidente da ALM, Marcos Acildo, visitou o Sincor-ES, no mês de fevereiro, junto com o diretor comercial da Seguradora, Edson Calheiros. O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, vê com bons olhos a chegada ao Espírito Santo de uma seguradora específica para microsseguros. Segundo ele, esse é um momento em que o mercado se abre para um grande número de pessoas que podem adquirir algum tipo de proteção em condições que cabem no bolso. “É uma oportunidade para corretores de seguros que querem diversificar e investir em um nicho novo e promissor”, afirmou. A ALM Seguradora é a terceira microsseguradora do Brasil e conta com um

portifólio variado de coberturas, sendo especialista em construir produtos exclusivos e sob medida, de acordo com o perfil dos clientes. A seguradora tem como missão, ser uma referência de qualidade, confiança e integridade na prestação de serviços securitários. Em breve, a seguradora fará um evento de apresentação ao mercado de seguros capixaba.

Proposta para a previdência complementar O baixo numero de adesões aos planos privados de previdência no país correm o risco de esgotarem suas reservas dentro de 19 anos. Dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) mostram que em 5 anos cresceu 19% o número de participantes ativos e 3,3% o de planos de benefícios. Segundo Luís Ricardo Martins, presidente da Abrapp, se esse ritmo de crescimento for mantido, o estoque dos ativos do setor estará esgotado em 2036. No momento em que se discute a reforma da previdência social no Congresso, o setor de previdência complementar busca formas de dobrar o número de participantes. A Abrapp apresentou, ao Congresso Nacional, um plano de fomento, em setembro do ano passado, com o objetivo de estancar o processo de desinvestimento das reservas do setor. Segundo Martins, a expectativa é conseguir a adesão de 3 milhões de

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servidores públicos aos planos de previdência privada. Martins afirma ainda que há potencial de adesão de outras 3 milhões de pessoas, incluindo um público jovem e de trabalhadores que atuam como pessoa jurídica. Atualmente, segundo a Abrapp, há 2,5 milhões de pagantes de planos de previdência privada, 700 mil aposentados e pensionistas e 3,9 milhões de dependentes, somando cerca de 7,1 milhões de pessoas dentro da previdência complementar no país. Além de aumentar o número de participantes, Martins defende que seja instituída uma contribuição mínima para o plano de previdência complementar, sem que seja necessário abdicar do regime de repartição simples, em que os mais jovens pagam pela aposentadoria dos mais velhos. “As pessoas estão envelhecendo mais e muito rápido. Assim, haveria um pilar de capitalização para compensar essa defasagem”, diz.

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Marcos Acildo possui larga experiência no mercado de seguros, já tendo sido diretor do Bamerindus e da Marítima Seguradora. Já Edson Calheiros fez parte, recentemente, da Capemisa Seguradora. Estiveram presentes ainda ao encontro, o presidente e o diretor do CVG-ES, Antonio Santa Catarina e Joaquim Cunha, e o assessor Jurídico do Sincor-ES, Elias Moscon.

Proposta

Em março, a Abrapp apresentará uma proposta que estabelece a adesão automática dos empregados no plano de previdência privada das empresas, com a possibilidade de o funcionário não querer participar. Segundo Martins, 500 mil pessoas já poderiam estar protegidas com o patrocínio da empresa e não entraram na previdência complementar. Sobre o esgotamento das reservas do setor, Martins garante que quem está dentro da previdência complementar não ficará descoberto.

Benefícios

A Abrapp monitora os dados do setor e, atualmente, há 307 entidades fechadas de previdência complementar e dentro delas há 2.692 empresas patrocinadoras, que oferecem 1.105 planos de benefícios previdenciários no país. O total de ativos é de R$ 763 bilhões. A previdência complementar paga hoje R$ 36,5 bilhões em benefícios.


Mercado

Mulheres são maioria nas portarias dos prédios

Mais de um terço das portarias de condomínios residenciais de Vitória e Vila Velha é ocupada por mulheres. Essa é a tendência apontada pelo programa “Porteiro Amigo do Idoso”, iniciativa pioneira e gratuita do Grupo Bradesco Seguros, que tem por objetivo capacitar esses profissionais a oferecer soluções e cuidados adequados às necessidades de moradores idosos. O programa foi lançado há seis anos em Copacabana, no Rio de Janeiro. Dos mais de 170 porteiros capacitados

pelo programa no estado do Espírito Santo, 35% são mulheres. Proporcionalmente, é a maior presença feminina do programa, que também está presente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Essa participação tende a aumentar: até março, Vitória receberá mais duas turmas do programa. Com duração de 12 horas, divididas em três dias, a capacitação inclui uma vivência para que os alunos aprendam a se colocar no lugar dos idosos. Óculos para dificultar

a visão, pesos nos pés e aparelho auricular, entre outros artifícios, são utilizados de forma que os porteiros sintam as limitações da idade e reflitam sobre as dificuldades enfrentadas pelos mais velhos. Segundo o Censo 2010 (IBGE), a população capixaba na faixa de 60 anos ou mais corresponde a 11% do total, sendo que a média nacional é de 13%. Ainda segundo o IBGE, até 2050, a estimativa é que essa população triplique, o que significa que, para cada grupo de dez pessoas, três serão idosas. O programa “Porteiro Amigo do Idoso” faz parte do compromisso do Grupo Bradesco Seguros com ações que incentivem a conquista da longevidade com qualidade de vida, saúde e bem-estar.

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Mercado

Sompo Seguros apresenta soluções para riscos especiais São Paulo, 03 de Fevereiro de 2017 – Wilson Lima, Diretor Comercial São Paulo, e João Carlos França de Mendonça, diretor técnico de Commercial Lines da Sompo Seguros S.A., empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo – foram os convidados do Programa Seguro, que foi ao ar no dia 5 de fevereiro, na TV Gazeta. No programa, os executivos falaram dos investimentos da companhia, que resultaram em novas

soluções em diversos ramos de seguros. Os executivos da Sompo explicaram mais sobre uma solução de seguro que foi especialmente criada para atender empresas de vários segmentos, que têm de lidar e armazenar materiais com alta capacidade de combustão e propagação de incêndios. Com a nova solução do seguro Empresarial para Riscos Especiais da Sompo Seguros, a análise e subscrição do risco é criteriosa.

Saiba mais sobre o Programa Seguro O Programa Seguro, idealizado por Leôncio de Arruda (in memoriam), e atualmente coordenado e apresentado por Boris Ber, tem como objetivo principal levar ao profissional da área de seguros e ao consumidor final informações relevantes sobre produtos e serviços que contribuem de maneira decisiva para proteção do patrimônio

e de pessoas. O Programa Seguro vai ao ar todos os domingos, às 20h30, na TV Gazeta, que pode ser sintonizada pelo canal 11 da TV aberta ou pelos canais 21 (NET) e 11 (VIVO) da TV por assinatura. Além disso, os programas já exibidos estão disponíveis no site (programaseguro.com.br) e no canal do programa no Youtube.

Seguro adequado para os pequenos O Seguro Vida Empresarial foi feito especialmente para garantir a tranqüilidade de pequenos empresários e de seus funcionários. O produto, desenvolvido pela Centauro-ON, busca atender aos pequenos empresários que querem oferecer benefícios aos seus funcionários com facilidade de contratação e preço justo. O principal diferencial do produto é que ele é pensado para atender a cada tipo de negócio. O empresário pode contratar a apólice de forma exclusiva, escolhendo a opção mais adequada às suas necessidades. “O maior diferencial é a facilidade de contratação com flexibi-

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lidade na composição das coberturas e preços competitivos calculados de acordo com o perfil de cada grupo”, afirma Carlos Rosenmann, diretor Comercial da Centauro-ON. Além da possibilidade de inclusão de cônjuge e filhos, há um rol amplo de coberturas, com destaque para doenças graves e riscos cirúrgicos. As coberturas incluem ainda morte, antecipação de indenização por doença terminal, indenização especial de morte por acidente, verba rescisória, doenças graves, risco cirúrgico, assistência ou auxílio funeral e cesta alimentação, entre outros. Fonte: CQCS 02/02/2017.

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Vantagens

Pensando em facilitar a vida dos universitários, o Porto Seguro Aluguel substitui o fiador e oferece benefícios e vantagens para viabilizar a locação e dar segurança, independência e tranquilidade aos estudantes. Além de tornar o fechamento do contrato mais ágil, por meio de facilidades oferecidas para os universitários, o Porto Seguro Aluguel concede aos jovens uma ampla assistência e atendimentos emergenciais de acordo com as necessidades que podem surgir no dia a dia. Dentro do leque de benefícios estão: descontos em serviços de transporte e mudança; mão de obra de encanador; eletricista; chaveiro e assistência para equipamentos eletrônicos.

Consenso

A taxa básica de juros na casa de um dígito pelos dois próximos anos é a aposta de consenso de analistas do mercado financeiro, de acordo com a pesquisa Focus, divulgada no dia 30 de janeiro pelo Banco Central. Neste ano, a Selic projetada pelo mercado é de 9,5% até dezembro; e a estimativa é de que sua trajetória de queda persista em 2018, levando-a a fechar o próximo ano em 9%. No caso da inflação, analistas projetam o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,7% este ano, perto do centro da meta: de 4,5%.

Crescimento

O lucro líquido da Mapfre durante o exercício de 2016 aumentou 9,4%, registrando 775 milhões de euros em um ano que ficou marcado pelo bom comportamento de seus três mercados principais (Espanha, Brasil e EUA) e pelos excelentes resultados da Mapfre/Re. É importante destacar que o lucro líquido, descontados os eventos extraordinários e não recorrentes em ambos exercícios, cresceria 41%. A receita do grupo foi de 27,9 bilhões de euros, cifra que representa um aumento de 1,5% em relação ao ano anterior. Os prêmios registraram um aumento de 2,2%, chegando a um total de 22,8 bilhões de euros.


Mercado

Quando o público e o privado se confundem

Por Marcilene Forechi*

Tem sido muito comum a crença de que o uso das redes sociais digitais tornou a tarefa de se relacionar mais fácil, afinal, um perfil no Facebook pode reunir centenas de “amigos” e você pode compartilhar informações e ideias com todos, indistintamente. O argumento parece tentador. É rápido, prático e você não precisa direcionar suas mensagens para ninguém em especial. Além disso, você pode simplesmente curtir o que seus amigos postaram ou compartilharam para que eles saibam da sua presença e do seu interesse por eles. Mas, no que diz respeito aos relacionamentos profissionais é preciso mais que curtidas e postagens para obter algum efeito positivo. É preciso ter em mente que no Facebook vida pessoal e vida privada se misturam, sendo importante fazer uma espécie de avaliação mais crítica sobre o que você diz, curte e compartilha. É a sua imagem que está sendo compartilhada e não apenas sua opinião ou impressão sobre algo. Selecionei algumas sugestões que podem te ajudar a melhorar seus relacionamentos nas redes sociais e marcar sua imagem profissional. 1. Evite entrar em polêmicas rasteiras, que acabam em ofensas e agressões. Caso ache o assunto interessante, busque informações sobre ele antes de emitir sua opinião. E quando fizer isso, que seja de maneira cordial, respeitando aqueles que se manifestaram contrariamente. 2. Todo mundo gosta de postar fotos de viagens, dos filhos, das proezas. Nenhum problema em fazer isso, mas escolha com cuidado as fotos que você vai postar. Certifique-se de que as pessoas marcadas irão gostar de serem vistas ao seu lado e que nenhuma delas poderá sofrer algum constrangimento posterior.

Na dúvida, não poste. 3. Se o seu objetivo com as redes sociais é profissional, compartilhe informações sobre os seus interesses, sobre o mercado, sobre a profissão. Você pode pensar também em criar sua própria página. Informações relevantes são sempre bem-recebidas. 4. Atenção para as páginas que curte e os lugares por onde navega. Nada no Facebook é privado e você deixa rastros fáceis de serem percebidos por qualquer um que visite o seu perfil. 5. Evite a tentação das correntes e de responder àqueles questionários que não se sabe de onde surgiram e que pedem várias informações a seu respeito e da sua família. Oferecer informações pessoais no Facebook é uma armadilha. 6. Não use a sua linha do tempo para mandar “indiretas” ou mensagens cifradas para alguém. Use as mensagens privadas e direcione a sua bronca para o responsável por sua insatisfação.

Essas sugestões não esgotam o assunto e espero poder oferecer mais algumas ao longo do ano. Lembre-se de que, ao navegar pela sua linha do tempo no Facebook, você está numa via pública em que mecanismos de controle e vigilância estão em operação o tempo todo. Você pode considerá-los ou simplesmente ignorar, desde que sejam seus objetivos e os desdobramentos de suas decisões estejam bem claros.

* Jornalista, mestre em educação e doutoranda em Educação na UFRGS. Produz conteúdo e presta consultoria na elaboração e desenvolvimento de projetos de comunicação e educação corporativa. Atua como facilitadora em cursos e treinamentos em comunicação organizacional, relacionamentos interpessoais, redação empresarial e mídias sociais. marcileneforechi@terra.com.br

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Social

Banestes Seguros tem novo presidente Otacílio Pedrinha de Azevedo tomou

Por Boris Narjack

Avô que não cabe em si O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, não cabe em si de orgulho ao ver a neta Isabela Galuppo Silva concluir o curso de Psicologia. Ela é filha do primogênito do presidente, Patrício Luiz D’ La Guardia e Silva, e de sua nora Kenia Guadagnin Galuppo. O presidente tem outros três filhos. Outro de seus netos se formou em direito e um outro está próximo de concluir o curso de Comunicação Social.

posse, no dia 6 de fevereiro, no cargo de diretor-presidente da Banestes Seguros. Ele assume o lugar de Élcio Álvares. A nova diretora da seguradora é composta ainda pelo diretor de Administração e Finanças, José Sathler Neto, e o diretor de Operações, Fernando Rodrigues Azevedo.

Mudanças de comando no ES Porto Seguro – Marcos Antônio da Sil-

va passou a ocupar a Diretoria na Região Norte/Nordeste. No lugar dele, Adriana Benezath assume a Gerência da filial da seguradora no Espírito Santo.

Bradesco Seguros

– Sai Ricardo Luís Costa, que assume a gerência da seguradora em Campinas-SP, e chega Marcelo Correa Miranda, para assumir a Gerência da seguradora no Estado.

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SulAmérica Seguros – O executivo Tony Crepaldi deixa a filial Vitória para retornar ao Rio de Janeiro.

Seguros Unimed – Jorge Alex Barbosa Costa assumiu a Coordenação Regional ES. Jair Rogério de Carvalho permanece como executivo de negócios para o Espírito Santo.

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Dia da Mulher

No dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Como forma de comemoração, durante todo o mês, a Escola Nacional de Seguros irá promover um ciclo de palestras gratuitas sobre a presença feminina no mercado de seguros. As palestras serão baseadas no Estudo Mulheres no Mercado de Seguros, desenvolvido pela diretora de Ensino Técnico da Escola, Maria Helena Monteiro, e pelo consultor Francisco Galiza. A pesquisa analisa os desafios profissionais que as mulheres, maioria no setor, enfrentam neste segmento.


Artigo jurídico Por Elias Moscon*

Liquidação extrajudicial e a responsabilidade civil do corretor de seguros

Passado alguns meses da última decretação de liquidação extrajudicial de uma seguradora que tivemos em nosso país, muita dúvida existe no mercado quanto a possível responsabilidade civil do corretor de seguros, nos sinistros não indenizados ou indenizados parcialmente pela seguradora em liquidação extrajudicial. A resposta a esta pergunta não é fácil, depende de análise de vários fatores, como por exemplo: data da celebração do contrato; data da ocorrência do sinistro e seu comunicado a seguradora; comunicado ou não do corretor de seguros ao seu segurado, avisando e alertando a situação de direção fiscal e da liquidação extrajudicial; a existência ou não de sinais que demonstram a precária situação financeira da seguradora, dentre outros. Não temos dúvida que em um processo judicial o Julgador irá analisar todos estes fatores e principalmente se o corretor de seguros teve o cuidado de avisar aos seus clientes possuidores de apólice em vigência a instauração do regime de direção fiscal na seguradora, bem como a necessidade de nova contratação de seguro em outra Cia, no caso de decretação de liquidação extrajudicial. Via de regra, aquele corretor de seguros cauteloso, que têm a preocupação de manter o seu cliente bem informado quanto ao seguro contratado e situação da seguradora, possivelmente irá se eximir de qualquer responsabilidade civil decorrente da situação de liquidação extrajudicial da seguradora. Não podemos esquecer que o corretor de seguros, pelo art. 1º da Lei 4.594/64, é o intermediário legalmente autorizado a angariar e a promover contrato de seguros, sendo certo ainda, que pelo disposto no art. 108 do Dec. 60,459/67, ele responderá civilmente perante os segurados e as sociedades seguradoras pelos prejuízos que causar, por omissão, imperícia ou negligencia no exercício da profissão. Nota-se que no caso de omissão e negligência no exercício da profissão, o corretor de seguros responde civilmente perante os segurados e as sociedades seguradoras. Isto significa dizer que o corretor de seguros tem a obrigação de manter informado o segurado da existência de qualquer anormalidade na situação da seguradora, principalmente quando tal situação pode influir no resultado do contrato de seguro, sob pena de responder por eventuais danos causado por essa omissão ou negligência. Pesquisando a Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça – STJ, encontrei uma única decisão de colegiado, onde a Quarta Turma em 2003 ao Julgar um Recurso Especial, entendeu que no caso de Regime de Intervenção Fiscal, o corretor de seguros não responde civilmente perante o segurado por deixar de informa-lo da portaria da SUSEP que decreta a intervenção/direção fiscal na Cia Seguradora, vejamos a Ementa: RECURSO ESPECIAL Nº 467.343 - PR (2002⁄0105069-3) RELATOR : MINISTRO RUY ROSADO DE AGUIAR RECORRENTE : ADILSON OTTMAR DE SOUZA ADVOGADO : SANDRO BALDUINO MORAIS E OUTRO RECORRIDO : LUIZ EDMUNDO GALVEZ MARTINS ADVOGADO : JOÃO ANTÔNIO CARRANO MARQUES EMENTA SEGURO. Corretor. Responsabilidade civil. Regime de intervenção fiscal. O corretor não responde civilmente perante o segurado por deixar de informá-lo da portaria da Susep que decreta a intervenção fiscal na companhia seguradora, uma vez que nesse regime a seguradora continua operando, nos termos do art. 65 do Dec. 60.459⁄67. Recurso conhecido e provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, conhecer do recurso e dar-lhe provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator. Os Srs. Ministros Aldir Passarinho Junior, Sálvio de Figueiredo Teixeira e Barros Monteiro votaram com o Sr. Ministro-Relator. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Fernando Gonçalves. Brasília (DF), 20 de março de 2003(Data do Julgamento). Ministro Ruy Rosado de Aguiar, Relator - Documento: 719043 EMENTA / ACORDÃO - DJ: 05/05/2003

No caso acima citado, para conclusão final do Julgamento foi considerado as datas que interessam para o caso, sendo elas: data da contratação (22/02/1995), data da direção fiscal (21/09/1995), data do sinistro (23/12/1995) e a data da decretação da liquidação extrajudicial (06/04/1996). Como o sinistro ocorreu durante a direção fiscal, a Quarta Turma do STJ entendeu que o simples fato de uma companhia seguradora entrar em regime de fiscalização (direção fiscal), quando seus atos operacionais são praticados debaixo da orientação de um diretor especialmente nomeado pela Susep, não é motivo bastante para se exigir do corretor, sob pena de responsabilização civil, que comunique a situação econômico-financeira da seguradora ao seu cliente, a fim de que providencie um novo contrato. O Relator ressalvou ainda em seu voto que “a companhia seguradora em regime de fiscalização continua celebrando contratos de seguro, recebendo prêmios e pagando indenizações. Logo, não havia razão para que se impusesse ao corretor o dever de informar, sob pena de responsabilização pelos danos decorrentes da falta de pagamento da indenização”. Porém não podemos considerar que se trata de um posicionamento unânime do STJ, tendo em vista que ao que parece, é a única decisão colegiada sobre o tema. Ou seja, caso o tema seja novamente apreciado pelo STJ, podemos ter um posicionamento diferente ao que foi dado pela Quarta Turma ao Julgar o Recurso Especial 467343/PR. Ademais, temos um agravante que é a modificação promovida pela Lei 12.236/2010 que alterou a redação do art. 723 do Código Civil. Atualmente, pelo disposto no artigo 723 do Código Civil e seu parágrafo único, o corretor está obrigado, independente de solicitação, informar ao segurado acerca da segurança ou do risco do negócio, das alterações de valores e de outros fatores que possam influir nos resultados da incumbência, sob pena de responder sob perdas e danos. Vejamos o artigo citado: Art. 723. O corretor é obrigado a executar a mediação com diligência e prudência, e a prestar ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento do negócio. Parágrafo único. Sob pena de responder por perdas e danos, o corretor prestará ao cliente todos os esclarecimentos acerca da segurança ou do risco do negócio, das alterações de valores e de outros fatores que possam influir nos resultados da incumbência”. Nota-se que, a partir de maio de 2010, caso o corretor de seguros deixe de informar o segurado qualquer fator que possa influir no resultado do contrato de seguro, ele poderá responder por perdas e danos. Diante disto, para evitar a desagradável surpresa de uma ação judicial por perdas e danos, o corretor de seguros tem que manter o segurado informado de tudo que possa influir no resultado do contrato (direção fiscal, liquidação extrajudicial, precária situação financeira da seguradora, ...), sendo talvez, a única forma dele se eximir da responsabilidade civil perante os seus clientes. Artigo elaborado por Elias Moscon, Assessor Jurídico SINCOR-ES, Professor da Escola Nacional de Seguros (Unidade-Vitória/ES) e advogado especialista em direito do seguro sócio do escritório Moscon Advogados, e-mail: eliasmoscon@moscon.adv.br; site: www.moscon.adv.br.

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