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OPINIÃO

As preocupações que deveriam ser de todos O ano de 2016 já passou da metade e os seis primeiros meses foram bastante atribulados, acredito que para todos os brasileiros e não apenas para os profissionais do mercado de seguros. Estou me referindo evidentemente à crise política que assola o país e à insegurança que paira diante de tantos representantes do poder público e privado sendo presos ou acusados de desvios de dinheiro e corrupção de vários tipos. De forma direta, esta situação não nos afeta, mas não podemos deixar de sentir que há, entre os profissionais do mercado, certa ansiedade diante do futuro. Gostaria de repetir uma máxima que se diz por aí de que devemos aproveitar momentos de crise para crescer e investir. Enquanto muitos vão se encolher diante da crise e dos riscos que ela traz, outros irão vislumbrar possibilidades. É esse o desafio que eu lanço para os associados: que vislumbrem possibilidades e que busquem ampliar suas bases de atuação profissional, construindo novos nichos, revendo suas práticas e otimizando suas carteiras. Mas, lamento dizer que esse desafio não poderá ser aceito por todos por um motivo bem simples: para fazer tudo isso que eu sugiro, é preciso estar preparado. Devo dizer que o Sincor-ES tem procurado proporcionar um ambiente que permita ao corretor se preparar cada vez melhor para enfrentar a crise e os desafios do mercado. Mas, infelizmente, são poucos que valorizam nosso empenho em oferecer cursos e treinamentos, em parceria com a Escola Nacional de Seguros e as seguradoras, e também em lutar pela concorrência justa no mercado, ou seja, sem a ação de piratas e aventureiros. Nossa jornada tem sido árdua e sinto que há pouco interesse dos nossos associados em se juntar ao sindicato. Sinto que não há, talvez, sequer percepção dos riscos que a profissão está correndo. Para os que acham que estou exagerando, basta dar uma olhada na nossa reportagem das páginas 10 e 11 desta edição para ter uma ideia. No Congresso Nacional, duas leis estão tramitando com a intenção de regulamentar a venda da proteção automotiva, produto vendido pelas associações que chamamos de “seguro-pirata”. Na outra ponta, alguns bancos continuam a vender seguros no balcão, muitas vezes praticando venda casada, empurrando produtos para os clientes sem qualquer critério. Além de nocivo ao mercado e aos consumidores, essas práticas interferem na reputação dos profissionais corretores de seguros. Outra situação que nos deixa preocupados diz respeito à inércia da Susep, que não toma as medidas para regular de fato o mercado. O mínimo que esperamos dela, a emissão das identidades profissionais, ainda não foi viabilizado, apesar de ter sido prometido no Encontro de Corretores realizado no ano passado, em Foz do Iguaçu. Os corretores de seguros, por sua vez, continuam, em sua maioria, focando sua atuação no seguro de automóveis, mesmo sabendo que o mercado vive há algum tempo uma espécie de jogo “rouba monte”. Apesar de uma frota muito grande não segurada, o percentual de coberturas não muda muito de ano para ano. Temos uma boa expectativa com o seguro popular, recém aprovado e que aguarda definições para ser oferecido pelas seguradoras. Isso nos preocupa, pois trata-se de um nicho de mercado a ser explorado, mas que o corretor depende de produtos e condições para iniciar esse trabalho. No sentido de contribuir, estamos realizando reuniões para entender melhor o seguro e também a lei do desmonte, cuja regulamentação será fundamental para a viabilidade do seguro popular. O comércio de peças usadas, hoje, é uma realidade, assim como também é uma realidade a enorme quantidade de roubo de veículos com o objetivo de alimentar a demanda por esses produtos. Essas são algumas das preocupações do Sincor-ES que compartilho com os leitores. Estou à disposição todos os dias na sede do sindicato e qualquer um dos nossos associados pode me procurar, seja por telefone, por e-mail ou em uma visita. Estamos abertos a sugestões e apoios nas lutas em defesa da profissão.

José Romulo da Silva Presidente do Sincor-ES

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EXPEDIENTE

SEDE PRÓPRIA Endereço:- Rua Frederico Lagassa, Nº 30 Conj. 509/512 - Edf. Scheila - Bairro Gurigica, Vitória, Espírito Santo Site: www.sincor-es.com.br E-mail: sincor-es@sincor-es.com.br Diretoria Presidente: José Romulo da Silva 1º Vice-Presid.: José Alexandre Cid Pinto 2º Vice-Presid.: Leovigildo José Bello 1º Secretário: Renato Silva de Bittencourt 2º Secretário: Antonio Nelson B. Fortunato 1º Tesoureiro: Antonio José Alvarenga Imperial 2º Tesoureiro: Leonardo Souza Bergamini Diretor Social: Luiz Amaury Gontijo Dir. Marketing: Paulo Henrique Rocha Latado Dir. Informática: Jaime Balbino de Oliveira Dir.Rel.c/Merc.: Neudon de Almeida Valadão Suplentes Ana Julia Merotto e Luiz Cláudio Firme Pina Conselho Fiscal Maria Angélica Batista, Luiz Carlos da Silva Porto e Rene Neves Farias Suplente Nicolau Marino Calabrez Delegados Representantes junto a Fenacor-Efetivos José Romulo da Silva e José Alexandre C.Pinto Delegados Representantes junto a Fenacor-Suplentes Deusdete Mantovanelli e Santa de Luziê Laiber Oliveira Jornalista Marcilene Forechi Diagramação Ivo Tadeu Basilio Impressão GM Gráfica e Editora Ltda

Telefones para Contato SINCOR-ES Geral....................................... 2125-6666 ................................................ 2125-6667 Deptº Adm./Financ.................. 2125-6669 Cadastro Corretor................... 2125-6676 Atend. D.P.V.A.T..................... 2125-6674 Fax......................................... 2125-6672 Revista Sincor-ES.................. 2125-6671 Clube Vida em Grupo ............ 2125-6670 Empresas Coligadas CREDICORES....................... 3315-5027 ............................................... 3315-5028 FUNENSEG-ES..................... 2125-6673 ............................................... 2125-6683 ASSESSORIA JURÍDICA...... 2125-6675 (MOSCON E ASSOCIADOS ADVOCACIA)


SUMÁRIO

04

Notícias

09

Sala de Visitas

10

Defesa do Mercado

12 13

Qualificação

17 18 19

Entrelinhas

Mercado

Social Artigo

BILHETE DO PRESIDENTE

“Que idéias são importantes ao criar filhos” Dois importantes princípios para interagirmos com as crianças são: (1) Conhecer e seguir os valores que se quer transmitir aos filhos; e (2) Entendê-los do ponto de vista da criança. Os pais deveriam fazer uma lista com os principais valores e princípios de vida que querem que seus filhos venham a dominar. (Na verdade, isto é um bom conselho para todos os seres humanos, pois fará com que entendam melhor o que consideram ser da mais alta importância). Que características positivas querem que nossas crianças tenham? Faça uma lista para cada filho. Um pai que confia em si e em seus valores e que mantém uma relação amorosa com suas crianças constatará que elas o ouvem. Quando dissermos para fazerem ou não determinada coisa, nossa voz precisa demonstrar confiança e que esperamos que prestassem atenção ao que estamos falando. Se demonstrarmos que não estamos lá muito preocupados com que nos ouçam, elas perceberão e não ligarão para o que estamos querendo transmitir. Sejamos claros e específicos quando dissermos o que devem ou não fazer.

Dizer a uma criança para “ser boa” é algo tão vago e superficial que dificilmente terá efeito. Ao enxergarmos as coisas do ponto de vista da criança, tomaremos mais cuidado para respeitar seus sentimentos e pensamentos. Isto lhes dará um sentimento de auto-respeito e um senso de respeito aos demais. Lembremo-nos de como queríamos ser tratados quando éramos crianças. Levemos em consideração as diferenças individuais entre os diversos filhos. Tenhamos em mente que nenhuma criança jamais deseja ser insultada ou ridicularizada por seus pais; Nós não queríamos quando éramos pequenos e nossos filhos não o querem agora. Não ameace seus filhos. Quando se ameaça uma criança, está se criando medo e ansiedade desnecessários. Se fizermos uma ameaça que ambos sabem que não cumpriremos, estaremos ensinando-as a não levar a sério o que falamos. Ameaçar implica, automaticamente, que pensamos existir a possibilidade de as crianças não nos ouvirem. Nunca dê apelidos negativos a

seus filhos. Apelidos negativos criam imagens negativas, o que é muito destrutivo. Interagir com as crianças nos proporciona muitas oportunidades de desenvolvermos nosso próprio caráter. Alguns dos atributos essenciais a se focar são: paciência, humildade, empatia, compaixão e perseverança. Façamos aflorar o que há de melhor em cada criança. Perguntemo-nos constantemente: “O que mais posso fazer que já não esteja fazendo?” Não espere perfeição ao interagir com seus filhos. Todos nós cometemos erros. Se acha que errou no passado, comece de novo agora. Comprometamo-nos totalmente a criar um relacionamento amoroso com cada um de nossos filhos!

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NOTÍCIAS

142 processos do DPVAT via Sincor-ES em junho Cento e quarenta e dois processos do Seguro DPVAT foram intermediados pelo Sincor-ES, no mês de junho de 2016, e pagos pela Seguradora Líder, totalizando R$ 658.156,70 . No mês de maio, foram 123 processos. Os pagamentos referem-se a indenizações por morte, invalidez e reem-

Duplicidade

bolso de despesas médico-hospitalares. O atendimento às vítimas de acidentes e beneficiários do Seguro DPVAT é feito gratuitamente pelo Sincor-ES e pelas empresas corretoras de seguros associadas e cadastradas junto à Seguradora Líder. Confira na tabela os números.

Atendimento do Seguro DPVAT MESES/ANO 2016

Nº PROCESSOS PAGOS

POR MORTE-R$

POR INVALIDEZ-R$

POR DAMS-R$

TOTAL DAS INDENIZAÇÕES

JANEIRO

116

185.625,00 (16)

339.718,61 (73)

21.469,26 (27)

546.812,87

FEVEREIRO

114

290.250,00 (27)

213.069,97 (54)

23.602,45 (33)

526.922,42

MARÇO

108

194.544,64 (22)

194.576,85 (55)

24.428,23 (31)

413.549,72

ABRIL

63

126.677,31 (11)

114.405,73 (30)

16.854,80 (22)

257.937,84

MAIO

123

175.177,28 (22)

274.142,43 (66)

18.095,54 (35)

467.415,50

JUNHO

142

292.245,59 (26)

341.874,70 (74)

24.036,41 (42)

658.156,70

TOTAL

666

1.078.894,82

1.477.788,29

128.486,69

2.870.794,80

Menos acidentes em 2015 Pela primeira vez desde que foi criado o Seguro DPVAT, o montante de indenizações pagas registrou retração de 15% no ano passado, em relação ao ano anterior. A queda revela um efeito colateral positivo de algo nefasto: a recessão. Muitos brasileiros deixaram de dirigir veículos próprios, principalmente os de duas rodas, que se destacam no número de batidas. As motos representam 22% da frota nacional e 89% das indenizações. Os dados são da Seguradora Líder, administradora de um consórcio de 78 empresas e responsável pelo Seguro. A queda maior foi nas indenizações em caso de morte (19%), já as resultantes de despesas médicas recuaram 18%, enquanto que as indenizações por invalidez permanente reduziram em 13%. “Um dos fatores que contribuíram para

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essa mudança foi a crise econômica e a consequente redução no crescimento da frota de veículos, principalmente motocicletas”, afirmou Ricardo Xavier, diretor-presidente da Seguradora Líder. Para o presidente do Sincor-ES, as campanhas educativas são também importantes para que haja redução no número de acidentes. José Romulo destaca que parte do dinheiro arrecadado com o Seguro DPVAT é destinada à realização de ações de educação no trânsito. “Também é de se esperar que, quando diminui o número de motocicletas nas ruas, o número de acidentes também diminui, pois a maior parte das indenizações pagas refere-se a acidentes com esse tipo de veículo”, afirimou. Fonte: com informações do Correio Braziliense, em 04/07/2016.

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Ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram que a seguradora responsável pelo DPVAT não será obrigada a pagar novamente indenização por morte, após o surgimento de novo beneficiário legítimo. Após a morte de um homem, o seguro foi pago aos pais, tendo havido a apresentação de todos os documentos exigidos, que atestava não haver herdeiros. Depois de paga a indenização, um herdeiro, filho da vítima, ingressou com ação para receber a indenização do seguro. A seguradora recorreu ao STJ e os gestores do DPVAT alegaram que a quitação foi feita de boa-fé aos pais do falecido, não sendo possível efetuar novo pagamento.

Penalidades I A partir de novembro, as multas de trânsito serão reajustadas em até 66% e o motorista que for flagrado falando ou mexendo no celular será punido com infração gravíssima – e não mais média, como ocorre hoje. Com isso, o valor da multa passará de R$ 85,13 (valor atual) para R$ 293,47 (valor já reajustado). As mudanças, que endurecem as punições previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), foram sancionadas em 5 de maio pela Presidência da República.

Penalidades II Está em vigor desde o dia 7 de julho a medida que torna obrigatório o uso do farol baixo ao trafegar em rodovias federais e estaduais, além de túneis sem iluminação. A fiscalização está sendo feita por policiais rodoviários federais e por policiais militares do Batalhão de Polícia Rodoviária e Urbana, nos postos de fiscalização e durante operações realizadas nas estradas. O valor da multa é de R$ 85,13, além de quatro pontos perdidos na carteira de habilitação. A partir de novembro, o valor da multa passará para R$ 130,16.


NOTÍCIAS

CVG-ES realiza reunião mensal de diretoria

Muita animação em Festa Julina Foi no dia 8 de julho a Festa Julina na Casa Lar Walter Barcellos, em Vila Velha, patrocinada pelo Sincor-ES e pelo CVG-ES. A animação começou às 17h30 e teve recreação para os pequenos, guloseimas típicas de festas juninas e a alegria dos moradores da Casa. A festa foi possível graças à suplementação de verba feita pelos diretores e mantenedores especificamente para este fim. Os aniversariantes do mês receberam presentes, como ocorre todo mês. “Neste mês, fizemos a Festa Julina e comemoramos os aniversários”, diz o presidente do Sincor-ES. A Casa Lar Walter Barcellos atende meninos com idades entre 3 e 17 anos, em situação de vulnerabilidade social e que são impedidos de continuar sob a guarda de familiares.

A diretoria do CVG-ES realizou sua reunião mensal no dia 7 de julho, nas dependências do Auto Center da Bradesco Seguros, para tratar de assuntos diretamente ligados ao ramo Vida. Na oportunidade, ficou definida a presença dos diretores e seus convidados na Festa Julina, realizada na Casa Lar Walter Barcellos, em Vila Velha, no dia 8 de julho. A festa foi patrocinada pelo Sincor-ES, CVG-ES e pelas seguradoras mantenedoras. Diferente do que ocorre em outros Clubes em diversos estados do país, no Espírito Santo, a instituição é composto por diretores do Sincor-ES, corretores de seguros, representantes de seguradoras e de prestadoras de serviços que sejam ligadas ao ramo de pessoas. O CVG-ES é presidido por Antonio Santa Catarina e tem como presidente de honra o presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva. No mês de agosto, a reunião mensal do Clube será nas dependências da Icatu Seguros.

Diversão e futebol para os meninos da Casa Lar A MDI Corretora de Seguros, cujos sócios são Marcelo e Daniela Portella, levou os meninos da Casa Lar Walter Barcellos para assistir a uma partida do Campeonato Brasileiro no Estádio Kléber Andrade, no dia 9 de julho. Para viabilizar o passeio, a MDI contou com a parceria do Espírito Santo Futebol Clube, por meio de seu presidente André Tendler Leibel, e com o apoio do Sincor-ES e CVG-ES. “A alegria de poder assistir ao jogo estava estampada no sorriso de cada um deles”, contou Marcelo, que também levou a filha Isabela para assistir ao jogo.

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NOTÍCIAS

Unimed rejusta contratos em 13,9% A Unimed Vitória informou que irá aplicar reajuste de 13,9% ao contrato Código 1005, a partir do mês de agosto. O reajuste anual é aplicado em conformidade com o que dispõe o contrato em vigor. O índice de reajuste, segundo comunicado enviado ao Sincor-ES, tem por objetivo estabelecer o equilíbrio econômico do contrato, refletindo o aumento dos custos assistenciais e/ ou aumento do comportamento de utilização dos beneficiários, apurada através da

sinistralidade no período de análise. Outras informações podem ser obtidas diretamente junto à Unimed através do analista de relacionamento de negócios do contrato (Código 1005), pelo telefone 3334-4320 ou por e-mail (relacionamentoempresarial@unimedvx.com.br) Caso o associado prefira, pode procurar o diretor social do Sincor-ES, Leonardo Bergamini, pelo telefone 2122-9555 ou por e-mail (leonardo@lifevitoria.com.br).

Sincor-ES cobra identidade profissional dos corretores de seguros O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, mais uma vez, cobra da Superintendência de Seguros Privados (Susep) o que foi prometido por ocasião do Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, em Foz do Iguaçu, no ano passado. Naquela ocasião, o superintendente da autarquia prometeu para um auditório lotado que a Susep voltaria a fornecer a identidade profissional, documento abolido na gestão do então superintendente Luciano Portal ao cancelar o convênio com a Fenacor. José Romulo diz que tomou conhecimento, por meio de reportagem no CQCS, que foi publicado edital no Diário Oficial da União (24/06) o contrato de prestação de serviços com a empresa Obertthur Technologies - sistemas de cartões Ltda, que ficará responsável pela confecção das identidades profissionais. O valor do contrato, segundo José Romulo verificou no site de informações, é de 2,8 milhões, com vigência de três anos. O presidente do Sincor-ES diz que a volta da emissão das identidades profissionais é uma conquista dos corretores de seguros, apesar do atraso e da insegurança sobre se serão elas emitidas

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ou não. Além disso, ele faz alguns questionamentos à Susep. “Ainda não sabermos como será feita a distribuição das identidades profissionais, se diretamente ou por meio dos sindicatos. Também não temos conhecimento ainda do valor que será cobrado dos corretores de seguros para ter direito ao documento”. José Romulo também manifestou preocupação com a situação das empresas corretoras de seguros, pois ainda não há informação sobre se elas terão certificados emitidos pela Fenacor ou pela própria autarquia. Outra preocupação diz respeito ao recadastramento dos profissionais, atividade também suspensa na gestão anterior da Susep. “Sabemos que há muitos profissionais que deixaram de atuar no mercado, por diversos motivos, principalmente, nos ramos vida e previdência. Como saber se eles poderão pleitear a identidade profissional e a Susep não atualizar seu cadastro?”, questiona.

Responsabilidade I A celebração de um contrato de seguro exige a participação do corretor de seguros para intermediar a negociação entre segurado e seguradora, desde a contratação da apólice até a liquidação de processos de sinistros. O Código Civil, em seu Artigo 723, estabelece que o corretor é obrigado a exercer a mediação com diligência e prudência que o negócio requer, prestando ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento dos negócios. Por sua vez, o Artigo 759 do mesmo diploma, expressa que o corretor responde civilmente pelas declarações dos elementos essenciais do interesse a ser garantido e do risco, o que se aplica nas informações da proposta de seguro.

Responsabilidade II A base legal da responsabilidade civil do corretor de seguros por condutas que se enquadre dentre as modalidades culposas, por omissão, imperícia ou negligência está estabelecida no Artigo 126 do Decreto-Lei nº 73/66. Mas, as condenações habituais impostas aos corretores são derivadas principalmente das normas do Código de Defesa do Consumidor. Os clientes presumem que toda empresa de corretagem de seguros tenha uma apólice de erros e omissões para a sua própria proteção, pois do contrário, não haveria sentido vender o que nem ela própria compra.

Inflação

A inflação prevista para o ano pelo mercado dá sinais de arrefecimento, após seis semanas seguidas de alta. A estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi levemente reduzida ao passar de 7,29% para 7,27%. Para 2017, também caiu de 5,50% para 5,43%, segundo o Banco Central (BC). Os cálculos estão longe do centro da meta de inflação de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5% este ano e 6% em 2017.

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NOTÍCIAS

Sincor-ES se reúne com sindicato do desmonte

Com o objetivo de oferecer mais informações aos representantes das seguradoras parceiras que atuam no Espírito Santo no ramo de automóveis, o Sincor-ES realizou uma reunião, no dia 13 de julho, com o Sinprovel (Sindicato das Empresas de Corte, Desmonte de Veículos Automotores Terrestres, Comercialização de Peças Usadas, reparadas, Novas e Recondicionadas, de Partes de Veículos Automotores Terrestres e Ferros-Velho do Estado do Espírito Santo). A intenção do presidente José Romulo da Silva com a iniciativa é proporcionar

um relacionamento mais estreito entre o sindicato e o de mercado de seguros, de forma que possa ser cumprido o que determina a lei que regulamentou o desmanche de veículos e a comercialização de peças recondicionadas. As peças poderão ser usadas – desde que haja regulamentação – no reparo de veículos com mais de cinco anos de uso e que sejam alvo do seguro popular. O presidente do Sinprovel, Márcio Antonio Caus, abordou o que considerou um ponto importante a ser levado em consideração: a necessidade de oficinas

credenciadas que farão uso das pelas e o destino dado aos veículos sinistrados pelas companhias seguradoras. Esses procedimentos podem, segundo ele, interferir nas atividades dos desmontes e no bom andamento do mercado. Também fizeram uso da palavra, José Monteiro Junior, subsecretário de Estado de Inteligência e Integração Correcional da Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo, Tarcisio Ottoni, delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e José Eduardo de Souza Oliveira, diretor de Habilitação do Detran-ES.

O que falta para o seguro popular “decolar” Apesar de estarem em vigor desde abril deste ano, as regras para o seguro popular ainda não surtiram efeitos práticos, já que nenhuma seguradora ainda oferece o produto no mercado. De acordo com o presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, há uma grande expectativa por parte dos corretores de seguros, que acreditam no potencial para comercializar produtos mais baratos e para veículos mais antigos. O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, diz que as seguradoras estão prontas para lançar o produto e que o seguro popular é, num primeiro momento, para incluir cerca de 20 milhões de veículos que são seguráveis, mas cujos proprietários não têm as condições econômicas de protegê-los contratando um seguro convencional. Inicialmente, o seguro popular foi pensado para atender à

frota com mais de cinco anos de uso, mas a Susep está revendo esta regra. José Romulo acredita que o produto ainda não está disponível devido ao fato de as seguradoras não terem aprovado algumas das normas editadas pela Susep, entre elas a de que as empresas deveriam usar peças originais usadas ou seminovas nos reparos, com o conhecimento dos clientes, como forma de tornar o seguro mais barato. As seguradoras querem, segundo José Romulo, ter a opção de usar peças que não sejam originais. “Mas ainda há questionamentos sobre a redução no valor do seguro, que poderia ficar em torno de 30% mais barato do que o tradicional”, diz José Romulo. No seguro popular vai ser permitido realizar o conserto do veículo usando peças usadas ou recondicionadas, desde que oriundas de empresas de desmontagem

credenciadas, conforme determina a Lei nº. 12.977, que regulamentou os desmontes de veículos em todo o país, em 2014. As seguradoras só não poderão recorrer a peças usadas em consertos quando esses envolverem itens de segurança como o sistema de freios, suspensão e cintos de segurança. Além disso, a cobertura mínima deverá ter indenização por danos causados ao veiculo por colisão, mas deve incluir também danos parciais, não sendo permitidos pacotes apenas com indenização integral. Assim, é possível escolher uma indenização por valor determinado, ou seja, um número estipulado na hora do contrato, mas também poderá ser oferecida a modalidade mais comum nos seguros normais, que é o valor de mercado, usando-se a Tabela Fipe.

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NOTÍCIAS

Empresas corretoras podem recuperar créditos previdenciários O Sincor-ES está propondo firmar convênio com a Oliveira & Carvalho – Auditoria e Consultoria para que esta ofereça assessoria às empresas corretoras de seguros associadas de que forma que elas possam recuperar valores pagos a mais nos últimos cinco anos para o INSS. O presidente José Romulo da Silva informa que as empresas corretoras de seguros pagam contribuição previdenciária adicional de 2,5%, por equiparação às instituições financeiras. “Além dos 20% de INSS patronal, as corretoras pagam mais 2,5%, o que não é devido, pois já há entendimento do STJ que as empresas corretoras de seguros não se equiparam a instituições financeiras”, afirma. Ele esclarece que a proposta do Sincor-ES para suas associadas é que elas suspendam o pagamento desses 2,5% adicionais e que busquem recuperar (de forma administrativa e imediata) os valores pagos a maior nos últimos cinco anos. Os procedimentos serão acompanhados da empresa com a qual o sindicato está

fazendo o convênio. Os honorários cobrados pela empresa serão no êxito, na medida em que a empresa corretora utilizar os créditos apontados. O trabalho, segundo José Romulo, consistirá na análise das folhas de pagamento dos últimos cinco anos e na elaboração de relatório que classifica as verbas pagas em relação às possibilidades de sua recuperação – prováveis de recuperação, possíveis de recuperação e as de recuperação remota. O Sincor-ES vai promover uma reunião entre os interessados e a empresa para que sejam esclarecidos os detalhes sobre os procedimentos e sobre a legalidade do pagamento dos impostos. Os interessados em participar devem entrar em contato com o sindicato, enviando e-mail diretamente para o presidente José Romulo (presidência@sincor-es.com. br). Não haverá custo para participar da reunião tampouco obrigatoriedade de adesão à proposta que está sendo feita.

8ª Feijoada Club Gourmet acontece no dia 21 de agosto

Trezentas e cinquenta camisas (convite) estilizadas foram comercializadas na 8ª edição da Feijoada Club Gourmet Sincor-ES e homenagem ao

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Dia dos Pais. O encontro será realizado no dia 21 de agosto de 2016,a partir das 11h30, no Cerimonial Oásis, em Santa Lúcia, Vitória. O acesso ao local do evento só será permitido aos que estiverem trajando a camisa estilizada. Além da tradicional e saborosa feijoada, haverá a participação de um grupo de pagode, que irá animar os convidados. Também serão feitos sorteios de brindes para os pais corretores de seguros, oferecidos por empresas que patrocinaram o evento comprando as camisas. “As seguradoras parceiras compram as camisas e as distribuem entre seus colaboradores, sendo que pelo menos 50% são associados ao Sincor-ES”, afirma o presidente José Romulo da Silva.

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Petróleo O Espírito Santo é o 2º maior produtor de petróleo do país, segundo o estudo “Logística de Energia 2015 – Redes e Fluxos do Território”, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo considera a produção de 2014 e mostra que 16,3% do petróleo produzido no Brasil vem do Estado. O Rio de Janeiro era o líder com 68,44%. Já dados mais recentes da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que a participação capixaba aumentou. Em abril deste ano, a produção ficou em 405 mil barris por dia, sendo 18% de todo óleo extraído no Brasil.

E-commerce O comércio eletrônico é um dos segmentos que mais crescem e movimentam a economia brasileira. Ao contrário dos demais setores do varejo convencional, o e-commerce está em constante ascensão e, em 2015, apresentou um faturamento 26,9% maior do que no ano anterior. O Relatório Conversion do E-commerce Brasileiro 2016 aponta estimativa de 25% de crescimento no comércio eletrônico e deve movimentar R$ 69,76 bilhões este ano.

Habilitação Com prazo de inscrição até 11 de agosto, o Exame para Habilitação de Corretores de Seguros será realizado em 13 cidades, entre os dias 12 e 15 de setembro. As opções são nas seguintes modalidades: Capitalização; Capitalização e Vida e Previdência; Capitalização e Demais Ramos; Vida e Previdência; Vida e Previdência e Demais Ramos; Demais Ramos; e Todos os Ramos (Capitalização, Vida e Previdência e Demais Ramos). As inscrições devem ser feitas no site da Escola Nacional de Seguros (www. funenseg.org.br), onde também está disponível o regulamento.


SALA DE VISITAS

Estreitar as parcerias

Importância da parceria

Prestação de contas

Apresentação de funcionários

Edson A. N. Calheiros, superintendente Comercial Regional da Capemisa, visitou o presidente José Romulo da Silva acompanhado da executiva local da seguradora, Milena Gobbi. O encontro ocorreu no dia 17 de junho e o executivo manifestou o interesse em estreitar os laços e as parcerias com o Sincor-ES no sentido de oferecer mais oportunidades para os corretores.

O presidente do Sincor-ES recebeu, no dia 8 de julho, a visita do corretor de seguros Emanoel Paulo, que atualmente é subsecretário de Controle Ambiental da Prefeitura Vitória. Ele estava acompanhado do vereador por Vitória Luiz Emanuel Zouain. O motivo da visita foi entregar convite para o jantar de prestação de contas do mandato do vereador, no dia 21/07, no Cerimonial Oásis, em Santa Lúcia.

No dia 14 de junho, o presidente José Romulo recebeu, na sede do Sincor-ES, a visita de Tony Crepaldi, gerente da Sucursal da SulAmérica Seguros no Espírito Santo. Ele estava acompanhado de Cristiane Abreu, supervisora de Vendas da seguradora e falou sobre a importância da parceria existente entre o sindicato e a seguradora.

José Romulo da Silva recebeu a visita do gerente da Mongeral Aegon e diretor do CVG-ES Rodrigo Fernandes. Ele estava acompanhado de seus funcionários responsáveis pelo atendimento aos corretores de seguros na área de vendas e aproveitou para estreitar os laços entre o sindicato e a seguradora.

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DEFESA DO MERCADO

Legislativo facilita pirataria de seguro

A luta contra a ação das chamadas “seguradoras piratas”, apesar de intensa e de ter provocado efeitos positivos nos últimos anos, passa a enfrentar outro desa-

fio, com a iniciativa de deputados federais, que propõem leis para regulamentar a atividade de associações e cooperativas na venda de seguros. Para o presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, a batalha não está perdida, mas é mais difícil quando deputados federais começam a propor leis que contrariam as já existentes e colocam em risco toda uma atividade profissional e produtiva do mercado de seguros. Veja o que está sendo discutido no Congresso Nacional. Projeto que regulamenta “socorro mútuo” – Um projeto de lei, de autoria do deputado João Campos, do PRB-GO, ao criar o “Socorro Mútuo”, pode permitir que a “proteção veicular” seja um produto legalizado. Segundo a proposta do deputado, o socorro mútuo poderá ser um dos objetivos de uma associação que tenha como propósito dividir exclusivamente entre seus membros, em um sistema auto-organizativo, danos patrimoniais relativos ao bem móvel indicado pelo associado. José Romulo acredita que , na prática, a lei dá uma volta na regulamentação da atividade do mercado de seguros.

Proteção veicular para transportadores – A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara acatou, por unanimidade, no dia 6 de julho, o parecer do deputado Benito Gama, favorável à aprovação, com emenda, do projeto de lei que permite aos transportadores de pessoas ou cargas organizarem-se em associação de direitos e obrigações recíprocas para criar fundo próprio, desde que seus recursos sejam destinados exclusivamente à prevenção e reparação de danos ocasionados aos seus veículos por furto, acidente, incêndio, entre outros. Na prática, mais uma vez, percebe-se a regulamentação da chamada “proteção veicular”. Além de relatar favoravelmente à proposta, o deputado Benito Gama mostra não conhecer o mercado de seguros e não se importar com essa atividade. Em sua relatoria, ele faz críticas ao mercado de seguros, acusando-o de ser um oligopólio. Benito Gama acentuou ainda que “há consenso acerca dos elevados custos dos seguros para os transportadores”. Diante disso, ele entende que a solução passa pela autorização para que novos agentes possam “atuar na prestação de serviços que venham a proteger, de forma eficiente e barata, os custos incorridos pelos transportadores de pessoas e de cargas na sua atividade”.

O que é preciso saber sobre seguradoras piratas

– Muitos clientes das associações de proteção veicular voltam a procurar as coberturas oferecidas pelas companhias seguradoras, por meio de seus corretores de seguros, únicos autorizados por lei a intermediar propostas de seguros; – Dentre as reclamações daqueles que aderiram às associações em função do custo, as mais comuns são de consertos mal feitos, demora no reparo e pagamento de indenização por roubo sem respeitar o valor da tabela Fipe. Em alguns casos, a queixa é de que não houve pagamento. – Em levantamento feito pelo Procon, as principais reclamações feitas são os serviços não entregues ou feitos pela metade, mesmo quando o associado tem o pagamento dos boletos em dia; – Segundo a Susep, as associações ou cooperativas que atuam neste ramo agem à margem da lei, já que não existe nenhum agente fiscalizador para o setor; – A Proteste, associação de defesa do consumidor, também é crítica em relação à atuação das piratas. Segundo a técnica da Proteste, Gisele Rodrigues, não há um órgão que fiscaliza e regulamenta as associações, elas não seguem nenhuma regra e muitas vezes o associado é prejudicado; – Nenhuma destas associações veiculares tem reservas de recursos como é exigido das companhias seguradoras, o que oferece grande risco de um prejuízo generalizado; – Segundo a Proteste, caso o consumidor opte por aderir a essa modalidade de seguro, é importante tomar certos cuidados, como conferir reclamações junto ao Procon ou em sites de defesa do consumidor como o Reclame Aqui.

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DEFESA DO MERCADO

Nova forma de agir ilegalmente Após as várias ações movidas pelo Sincor-ES contra as associações que comercializam seguros irregularmente – as chamadas seguradoras piratas – algumas dessas instituições deixaram de ter representação no Espírito Santo. A observação é do presidente José Romulo da Silva, após perceber que as empresas continuam atuando no estado, mantendo, no entanto, endereços em outros estados, como Minas Gerais, por exemplo. Para José Romulo, esta nova forma de atuação está levando as pessoas que contratam o serviço, a imprensa e a Justiça e cometer equívocos. “Houve um caso que envolveu RSBK Clube de Assistência. Foi julgada uma ação movida pelo proprietário de uma Mercedes, no valor de R$ 80 mil, que foi notícia na mídia local. O texto jornalístico dizia que a Justiça havia condenado uma “seguradora” a fazer o pagamento da indenização devida”, afirma o presidente. José Romulo destaca que este tipo de ocorrência cria mais problemas do que os normalmente verificados com a atuação dessas associações no Espírito Santo.

“Nós fazemos um trabalho de informar a sociedade e de defender não apenas nossos associados como os consumidores que frequentemente são lesados”, diz o presidente. No caso descrito acima, José Romulo oficiou a juíza da 3ª Vara Civil assim como o Jornal A Tribuna – que havia veiculado a reportagem – para que fosse feita uma retificação, informando que a empresa condenada era uma associação veicular e não uma seguradora. Segundo José Romulo, somente no Espírito Santo cerca de 30 dessas piratas tiveram suas atividades encerradas por determinação judicial, a partir de denúncias feitas pelo Sincor-ES ao Ministério Público e Justiça Federal. Outras nove já têm petição formalizada e o presidente acredita que se trata de uma questão de tempo para que elas deixem de operar. – Innova Associação de Benefícios: endereço no estado de Minas Gerais. – Soluções Automotivas 24 horas: endereço na cidade de Macaé (RJ) e protesto na Comarca de Serra (ES). – Clube de Assistência Emergencial 24 Horas: endereço no estado de São Paulo e ação social na Comarca de Guarapari (ES). – RSBK Clube de Assistência: endereço em São Paulo, com ação judicial na Comarca de Guarapari (ES).

Sincor-ES promove nova denúncia No dia 16 de maio, o Sincor-ES protocolou, junto ao procurador-chefe da Procuradoria da República no Estado do Espírito Santo e a Superintendência de Polícia Federal no Espírito Santo, denúncia formal contra a PROC=VISÃO CAR-PROTEÇÃO AUTOMOTIVA, cujo endereço é a Rua Sete de Setembro, nº 170, sala 201, no Centro de Vitória. No documento, o Sincor-ES denuncia que a instituição está infringindo as normas legais e o Decreto-Lei 73/66, podendo ainda existir prática atentatória à Política Nacional de Seguros. Com esta, o sindicato chega, em

2016, a nove denúncias contra piratas, cujos processos encontram-se em andamento junto aos órgãos federais já mencionados. Essas denúncias feitas este ano, juntam-se a cerca de outras 30 que culminaram com o encerramento das atividades por determinação da Justiça. O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, diz que continua vigilante contra tais associações e pede aos corretores de seguros que denunciem as práticas ilegais que tomarem conhecimento tanto de forma direta quanto encaminhando documentos que comprovem a ilegalidade para o sindicato.

Fenacor propõe ação conjunta O presidente da Fenacor, Armando Vergilio, conclamou todas as entidades do mercado a unirem esforços visando combater, através de efetivas ações sinérgicas, a comercialização da chamada proteção veicular. “Precisamos agir em conjunto, com ações concretas, firmes e fortes. Esse assunto avançou muito em várias frentes, incluindo o Congresso Nacional e a imprensa. Isso é muito ruim para o setor e, principalmente, para o consumidor, que está sendo lesado e sofre graves consequências da atuação de empresas que não têm regulação nem supervisão, e não constituem reservas, que podem anoitecer e não amanhecer”, alertou Vergilio, em entrevista exclusiva para o CQCS. Ele salientou ainda que a sua maior preocupação é com a falta de ações efetivas das instituições representativas do setor, principalmente a Susep. O presidente da Fenacor lembrou que a autarquia, recentemente, teve que ser instada pela Federação para se manifestar sobre reportagem, publicada em uma revista de grande circulação, sobre a proteção veicular. Além disso, Vergílio lamentou a “falta de atitude de outras instituições”, que, na visão dele, deveriam estar mais preocupadas com esse problema do que a própria Fenacor e os sindicatos. “Estamos fazendo a nossa parte, com denúncias de quase todos os sindicatos de corretores ao Ministério Público e à Polícia Federal, pois esse é um caso de polícia. Então, estamos cumprindo o nosso papel de colher provas e fazer as denúncias”, observou Armando Vergilio, que citou ainda a atuação política do deputado Lucas Vergilio (SD-GO), autor de projeto de lei que criminaliza essa atividade, na contramão de outras propostas que visam a regulamentar a proteção veicular. Fonte: CQCS, em 08/07/2016

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QUALIFICAÇÃO

Palestras retornam em setembro As palestras promovidas pelo Sincor-ES em parceria com o CVG-ES, patrocinadas pela Escola Nacional de Seguros, não ocorrerão nos meses de julho e agosto, sendo retomadas em setembro. Para que os profissionais do mercado de seguros possam se organizar e participar dos eventos até o final do ano, divulgamos, nesta edição, o calendário com as datas das palestras e os convidados para falar sobre o tema. Todos os encontros

ocorrerão no Hotel Bristol na Praia de Camburi em Vitória. O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, destaca que as palestras são gratuitas, mas os interessados devem ficar atentos, pois foram feitas algumas modificações nas regras para participar. “Nós temos observado que sempre temos inscritos que não comparecem e outros que não se inscrevem e comparecem. No último encontro, 40 pessoas

Quando acontecem as próximas palestras 13 de setembro – “Educação Financeira: planejando hoje, amanhã e depois”, ministrada por André Ricardo P. de Sá Cuenca. 18 de outubro – “Os 6 Cs da Venda Consultiva de Seguros de Pessoas, ministrada por Renato Gonçalves. 8 de novembro – “O Mercado de Seguros em 2020 e as 4 Mega Tendências, ministrada por Guilherme Contrucci.

se inscreveram e tivemos 58 presentes, o que nos causou constrangimentos”, diz o presidente. A primeira mudança, diz José Romulo, será a confirmação, por e-mail, da participação no evento e distribuição de vale-almoço, que ocorre no restaurante do hotel, após a palestra. “Quem não se inscrever poderá assistir à palestra mas não poderá acompanhar o grupo para o almoço”, afirma José Romulo.

Como fazer para participar

1. Faça sua inscrição por e-mail (dagmar@sincor-es.com.br), dentro do prazo estabelecido no convite divulgado nos canais de comunicação do Sincor-ES. Não serão aceitas inscrições fora do prazo. 2. As presenças serão confirmadas via e-mail. Antes da realização da palestra serão entregues vales para almoço no restaurante do hotel aos que tiveram suas inscrições confirmadas. 3. Caso não tenha feito sua inscrição, poderá assistir à palestra mas não receberá vale para o almoço. 4. Ao final da palestra, preencha a ficha de avaliação distribuída durante apresentação, e concorra a brinde.

MetLife reune corretores para lançamento de campanha A MetLife, realizou no dia 19 de Julho, café da manhã Institucional com PASI, seguido de apresentação da Campanha Liga MetLife, com o Slogan, “Em 2016, você vai Multiplicar seus Metpoints e Seus Prêmios”. A Liga MetLife 2016 teve inicio em janeiro e se encerra no final de dezembro, as vendas realizadas neste período,

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valem Metpoints para trocar por prêmios incriveis e concorrer a uma viagem com acompanhante para Nova York, para tanto o Corretor deverá se cadastrar através do site, www.ligametlife.com, clicando em primeiro acesso, preenchendo os campos cadastre sua senha. Pronto, a partir destas formalidades você passará a fazer parte desta Liga.

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Para lançamento da campanha no Espirito Santo que aconteceu nas dependencias do Hotel Confort Suites Vitória, os Corretores foram recepcionados pela diretora comercial da MetLife, Denise Carvalho, pela gerente da sucursal no Espírito Santo, Josmara Campos e também pela gerente comercial do PASI, Beatriz Abadia.


MERCADO

SulAmérica anuncia apoio ao aplicativo Sem Dengue

A SulAmérica firmou parceria com o aplicativo “Sem Dengue”, criado pela plataforma de cidadania colabore como parte da campanha Brasil Sem Dengue. Com o objetivo de auxiliar no combate ao mosquito transmissor por meio do mapeamento colaborativo de possíveis criadouros, o app incentiva a população a informar focos de Aedes aegypti com o envio de fotos, que são geolocalizadas a partir do smartphone do usuário. As colaborações recebidas pela ferramenta são direcionadas às autoridades competentes. Disponível gratuitamente

para os sistemas iOS e Android, o aplicativo exibe informações geradas em tempo real. “Como gestora da saúde e da qualidade de vida de seus segurados, a SulAmérica está 100% engajada no combate à epidemia de dengue. Além de oferecer testes rápidos para diagnóstico da doença, nossa rede está preparada para atender casos suspeitos e confirmados com agilidade e excelência médica”, ressalta Maurício Lopes, vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 3 bilhões de pessoas estejam vivendo em áreas com risco de infecção pela doença. Anualmente, 50 milhões de casos são registrados no mundo, sendo que 500 mil são considerados graves e 21 mil resultam em morte. Os mosquitos transmissores da dengue se reproduzem em qualquer lugar que apresente condições propícias, especialmente em locais com água parada, como vasos de plantas,

Qual a importância do seguro?

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), com apoio da Superintendência de Seguros Privados (Susep), lança o 1º Concurso Cultural Minha Vida Mais Segura (#minhavidamaissegura) com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da proteção da sua vida, da sua família e do seu patrimônio. A temática do 1º Concurso Cultural Minha Vida Mais Segura (#minhavidamaissegura) visa estimular a reflexão, a pesquisa, o debate, a criatividade e o compartilhamento de experiências e informações sobre a cultura da prevenção e da segurança financeira. Para participar, os interessados podem optar pelo envio de vídeos com até dois minutos de duração, posts em forma de texto, fotografias ou ilustrações que contenham histórias reais ou ficcionais sobre a importância

de um ou mais tipos de seguro na vida de uma pessoa ou de uma família. O material aprovado será publicado na página da Susep no Facebook e serão selecionados os cinco vídeos e os cinco posts mais curtidos e compartilhados. A idéia é que haja uma reflexão em torno da questão ‘Qual a importância do seguro na sua vida?’ e que o conteúdo tenha uma abordagem leve, descontraída, cômica e inovadora. Os vencedores serão conhecidos no dia 21 de novembro. O autor do melhor post será contemplado com um iPad wi-fi, 16GB e o do melhor vídeo, com uma câmera GoPro Hero 4 e um notebook com processador Intel Core i5. O regulamento completo do concurso pode ser consultado no portal da CNseg ou na página da Susep no Facebook. O prazo para a participação é até o dia 30 de setembro.

pneus velhos, lajes, calhas, caixas d’água e piscinas. A SulAmérica apoiará a iniciativa por meio de uma ampla campanha de divulgação do aplicativo nos ativos digitais e nas redes sociais da seguradora, contribuindo para alavancar o uso da ferramenta e reforçar a importância do combate ao mosquito. A companhia registra cerca de 2 milhões de visitas por mês ao site institucional, mais de 1,3 milhão de fãs no Facebook, 700 mil visitas mensais ao Portal dos Corretores, 700 mil downloads dos aplicativos móveis para clientes e mais de 300 mil nomes na base de e-mails ativos para comunicação. Fonte: CDI Comunicação 11/07/2016

Tratamento Por decisão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), tanto o diagnóstico quanto o tratamento para o zika vírus deverão ser cobertos pelos planos de saúde e seguros de assistência à saúde. O teste rápido para as demais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypt – dengue e chikungunya – já é obrigatório e, desde o ano passado, a ANS estudava a entrada de novos procedimentos no rol de coberturas. Para a FenaSaúde, a decisão pode acarretar aumento dos custos do sistema.

Seguro DPEM As emendas apresentadas pelo deputado Lucas Vergilio (SD-GO), presidente da comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 719/2016 – a qual cria um fundo específico para o custeio de indenização no Seguro DPEM – foram acolhidas pelo relator, senador Benedito de Lira (PP-AL). O relatório foi aprovado na comissão e, agora, segue para ser votado na Câmara e no Senado. A proposta mais relevante institui, na MP, novos dispositivos que tornam obrigatória a renovação anual do seguro DPEM e sua comprovação junto à “autoridade competente pela concessão da inscrição de embarcações”.

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MERCADO

Azul Seguros lança novo produto Tendo como anfitrião o gerente da Sucursal Vitória, Marcos Antônio da Silva, a Azul Seguradora promoveu, no dia 19 de julho, o lançamento do novo produto Azul Auto Leve, já conhecido dos corretores de seguros e que, segundo o gerente, ficou mais fácil de ser comercializado. O lançamento ocorreu no Hotel Confort Suites Vitória, localizado na Praia do Canto em Vitória.

O produto já era comercializado desde maio nos estados do Rio de janeiro, Minas Gerais e Paraná. Trata-se de um produto desenvolvido para atender à crescente demanda de seguros para veículos usados, com importância segurada de até R$ 60.000,00. O Azul Auto Leve oferece coberturas básicas e opcionais e parcelamento em até 10 parcelas fixas ou 5% de desconto em pagamento a vista.

Confiança Apenas 19% dos brasileiros acreditam que marcas são “abertas e honestas”, aponta estudo realizado pela agência global de comunicação CoÚ & Wolfe. O índice fica abaixo da média global de confiança, de 22%. Três quartos dos consumidores não veem as marcas como autênticas, com baixo reconhecimento em quesitos como “fazem o que prometem”, “assumem responsabilidade por suas ações” e “fazem do mundo um lugar melhor”. A conclusão é resultado de levantamento com quase 12 mil consumidores em 14 mercados, incluindo Brasil.

Femininas

Campanha da Porto beneficia corretores com bônus na comissão Imagine oferecer ao seu cliente serviços diferenciados e ainda ganhar uma premiação especial? Com a campanha Proteção Premiada, da Porto Seguro, é possível. Até o dia 30 de dezembro, os corretores podem oferecer soluções completas de cuidado e proteção para seus clientes com os seguros: Porto Seguro Auto, Azul Seguro Auto, Itaú Seguro Auto Individual, Porto Seguro Residência (Habitual, Veraneio e Premium) e Porto Seguro Vida Individual. Durante o período da campanha, os profissionais de todo o Brasil ativos na Susep e cadastrados na Porto Seguro podem receber um bônus de R$ 300 na comissão, a cada trinca dos seguros participantes da campanha vendido ao mesmo cliente. Serão consideradas elegíveis apenas as apólices emitidas

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durante o período da campanha para clientes pessoa física, com prêmio líquido anual igual ou maior que R$ 500,00 para cada produto, já considerando as modalidades válidas para cada um deles. Para ter acesso a todos os detalhes, acompanhar o desempenho e conhecer os potenciais de ganho para cada carteira de clientes, basta clicar no banner da campanha no Corretor Online, aceitar o regulamento e conferir todas as informações diretamente no site, no qual é possível acessar o regulamento completo. Os gerentes comerciais da seguradora também estão disponíveis para atender as solicitações, tirar as dúvidas e auxiliar no desenvolvimento das oportunidades de negócios. Fonte: CQCS, em 11/07/2016

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O Sincor-RS espera receber 600 convidadas no 10º Encontro Feminino de Corretoras de Seguros, que tem como tema Inovar para crescer. O encontro será realizado no dia 12 de agosto, no Centro de Eventos São José do Hotel Plaza São Rafael, no Centro de Porto Alegre. Serão quase 10 horas de imersão em palestras técnicas, motivacionais e sobre desafios profissionais. Uma novidade deste ano é o centro de relacionamento e convivência, que oferece uma proposta diferenciada em relação aos espaços de negócios dos encontros tradicionais. Nesse espaço exclusivo, estarão presentes: Bradesco, HDI, Mapfre, Icatu, Sul América, Porto Seguro, Sompo e Escola Nacional de Seguros.

Divórcios O último levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o brasileiro está se divorciando mais. Segundo o estudo, o número de divórcios no país cresceu 161,4% em 10 anos. Esse avanço deve continuar. A considerar pelo agravamento da crise financeira que atinge muitas famílias, é inevitável que o impacto dessa instabilidade se reflita nos relacionamentos.


MERCADO

Yasuda Marítima muda nome para Sompo Seguros A Yasuda Marítima, empresa do Grupo Sompo Holdings – um dos maiores grupos seguradores do mundo – acaba de dar o passo definitivo no processo de integração da companhia com o grupo global de origem japonesa. A partir do dia 1º de julho, a companhia mudou sua razão social para Sompo Seguros S.A. e assumiu nome e marca alinhados com os da multinacional da qual é subsidiária. Com isso, a Sompo Seguros S.A. assume a identidade de um grupo presente nos cinco continentes, mais de 20 milhões de clientes ao redor do globo e um faturamento de mais de 2.552 bilhões de ienes (cerca de R$ 81 bilhões). O Brasil é a maior operação do grupo fora do Japão, com um faturamento de R$ 2,7 bilhões em 2015. A nova identidade da companhia faz parte dos planos de expansão da operação brasileira. Para atingir a meta de alcançar um crescimento médio anual de 20% até o ano de 2020, a companhia já fez investimentos em tecnologia, que vai propiciar ganho em termos de eficiência e economia de recursos,

bem como a melhoria nos processos de subscrição implantados durante o ano de 2015. O Grupo Sompo conta com uma rede global de negócios que abrange 32 países em regiões da Europa, Oriente Médio, África, América do Norte, Central e América do Sul, Ásia e Oceania. O Brasil é a maior operação do Grupo fora do Japão. No Japão, a companhia atua não só na área de seguros, mas também em outros serviços financeiros e serviços de assistência que complementam a experiência positiva do segurado junto ao segmento. O processo para adoção da nova identidade da Sompo Seguros S.A. teve início em 2009, quando a Marítima Seguros, uma companhia fundada em Santos (SP) há mais de 70 anos, vendeu 50% de sua participação acionária à Yasuda Seguros, que atuava no Brasil desde 1959 e era subsidiária do Grupo Sompo Japan (hoje, Grupo Sompo Holdings). Após conclusão do processo de integração houve a decisão pela mudança da marca para Sompo Seguros S.A., já autorizada pela Susep.

Aportes Os aportes a planos abertos de caráter previdenciário (que incluem PGBL e VGBL) somaram R$ 9,8 bilhões em maio, registrando crescimento de 12,64% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando os aportes foram de R$ 8,8 bilhões. A captação líquida (diferença entre depósitos e resgates) no mês foi positiva em R$ 5,4 bilhões, em comparação à captação líquida de R$ 5 bilhões de maio de 2015. Os dados são da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), que representa 70 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no País. Os dados do balanço mostram que o sistema registrou, em maio, 84.160 pessoas já usufruindo benefícios (aposentadorias, pecúlios, por morte e por invalidez, e pensões, por morte e por invalidez). No mês, foram contabilizadas 12.431.124 pessoas com planos contratados, sendo 9.356.137 com planos individuais e 3.074.987 pessoas com planos empresariais.

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MERCADO

HDI é a marca mais lembrada em Colatina

A Sucursal da HDI Colatina, na região Noroeste do Espírito Santo, recebeu o Prêmio Recall 2016, sendo lembrada por 25% dos entrevistados. A gerente da sucursal,

Vanessa Del Piero de Almeida, que é uma das integrantes do CVG-ES, recebeu a homenagem. Ela agradeceu aos colatinenses e destacou a importância dos corretores de seguros. “Queremos muito agradecer aos colatinenses que contribuíram com essa pesquisa e lembrar que este resultado só demonstra o quanto a HDI está crescendo nesta região e que o corretor foi fundamental nessa conquista”, afirmou. A pesquisa foi desenvolvida com mais de 3 mil pessoas, no período de 18 de abril a 31 de maio, pela Realize Comunicações.

CVG-RJ comemora 50 anos Foi no dia 28 de junho o evento de comemoração pelos 50 anos de fundação do CVG-RJ. O presidente CVG-ES, Antonio Santa Catarina, esteve presente e representou a entidade capixaba, prestando suas felicitações também aos fundadores da instituição carioca. O CVG-RJ há meio século promove ações de valorização e

fomento ao seguro de vida. O presidente do CVG-ES, que na oportunidade representava também o presidente do Sincor-ES, apresentou seus cumprimentos ao presidente do CVG-RJ, Marcelo de Holanda, à sua diretoria e seus funcionários pelo brilhantismo e eficácia de sua gestão.

Publicidade A HDI Seguros lançou, no dia 4 de julho, sua nova campanha publicitária com a participação da cantora Ivete Sangalo. O filme foi exibido no intervalo da novela “Velho Chico”, da TV Globo, para São Paulo e Rio de Janeiro. Nas demais regiões, a veiculação será feita via rádio e pela internet, nos canais da empresa no Youtube e no Facebook. O novo filme publicitário apresenta a cantora colidindo na parte frontal do veículo do casal interpretado pelos atores Simone Libutti e Eduardo Guimarães, no momento em que tenta estacionar. Paulo Moraes, diretor de Marketing da HDI Seguros, explica que o objetivo do comercial é informar ao público que, mesmo em caso de acidente e transtorno, a resolução pode ser feita de forma rápida e fácil, por meio das centrais Bate-pronto.

Atendimentos A HDI Seguros atingiu, em junho, a marca de um milhão de atendimentos nas centrais Bate-pronto, onde segurados e terceiros podem realizar os trâmites da abertura de sinistro em 30 minutos, aproximadamente. A companhia conta, hoje, com 51 unidades fixas e outras seis móveis. A primeira central foi inaugurada em 2003, na cidade de Blumenau (SC). Atualmente, os Bate-prontos registram 56% dos processos de sinistros comunicados à HDI.

Processo

O anfitrião, Marcello de Holanda, brinda com os convidados: David Novloski (CVG-PR), Solon Barreto (CVG-BA), Dilmo Bantim Moreira (CVG-SP) e Antonio Santa Catarina (CVG-ES).

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No dia 9 de agosto, a Escola Nacional de Seguros dá início, em São Paulo (SP), à extensão inédita “Novo Código de Processo Civil e Direito de Seguros”. Com o objetivo principal de abordar as inovações decorrentes do Novo CPC, o curso terá enfoque no direito e na atividade seguradora, abordando todos os temas sob a ótica dos aspectos teóricos. O curso tem investimento de cinco parcelas de R$ 720,00 e as inscrições devem ser feitas no sitewww.funenseg.org.br.


ENTRELINHAS

Pare de falar em crítica construtiva! Por Marcilene Forechi* Crítica construtiva é daquelas expressões que deveriam ser abolidas do seu repertório. Nada pode ser mais nocivo para os relacionamentos – sejam eles profissionais ou pessoais – do que uma bem-intencionada crítica construtiva. E a expressão nem precisa ser dita. Basta que o outro perceba, no seu tom de voz, que está sendo criticado. Sejamos honestos: não é fácil ser criticado; não é desejável ser criticado. O ser humano busca aprovação no outro, e não o contrário. Talvez, você se pergunte: isso significa que preciso mentir para que o outro não sofra? Eu diria, com certeza, que não. A sinceridade é uma qualidade que deve ser preservada sempre, mas é preciso não cair na armadilha da franqueza sem medida. Por mais que alguém peça uma opinião – e é isso que a crítica é – não vai querer ser criticado. E isso deve ser lembrado, principalmente, se você está em uma posição de comando, de liderança. A palavra crítica vem do grego kri-

mein, que significa “quebrar”. Como a palavra não tem sentido em si mesma – afinal, não há palavras inocentes –, no contexto em que é colocada refere-se à desconstrução. Então, a crítica não constrói; ela destrói ou desconstrói. Quando alguém ouve a palavra crítica – ou sente que ela é a base do que está sendo manifestado por meio da linguagem – há uma tendência à recusa, ao ressentimento. No caso das artes, do cinema e da literatura, os críticos são aqueles que têm o papel de “quebrar” a ideia que se tem daquele objeto – (exposição, filme, livro) por meio de uma análise fundamentada. Por isso, críticos estão sempre sob artilharia pesada, quando não chegam a ser odiados por aqueles que são alvo das críticas. Quando alguém se propõe a fazer uma “crítica construtiva”, pode saber que ela vai expressar sua opinião. Prevendo que a reação do outro não será das melhores, acrescenta a palavra “construtiva” como forma de tornar mais

suave a intervenção. Nada mais constrangedor em uma reunião, na qual uma pessoa, ou um grupo de pessoas, apresenta uma proposta e outro diz (pode ser o chefe ou um colega): eu tenho uma crítica a fazer. Poderia ser uma sugestão, uma pergunta, uma observação... Mas, não: ela faz uma crítica. Uma boa estratégia para fugir da tentação de dar opiniões, quando solicitadas, é devolver perguntas ao seu interlocutor. Se alguém te faz uma pergunta, e ela envolve algum tipo de análise pessoal ou profissional, devolva-a ao seu interlocutor. Como? Pergunte a ele porque tem dúvida sobre a decisão tomada; questione se tem consciência dos reais motivos que o levaram a tomar tal atitude; pergunte também se haveria outras possibilidades e quais seriam as consequências. Se um subordinado te entrega um projeto ou toma atitudes equivocadas, conduza-o a fazer uma autocrítica. Ao fazer o outro pensar, você promove um duplo movimento: faz com ele perceba melhor o que fez e, com isso, avalie “sozinho”; e, ao mesmo tempo, se coloca como alguém que apontou ou sugeriu para ele que estava errado. E o que é melhor: sem anunciar que faria uma crítica construtiva. Se sabemos que o ser humano quer aprovação, também sabemos que todos gostam de se sentir importantes. E nada melhor para nos sentirmos importantes do que sabermos que o outro se interessa por nós. Fazer perguntas é uma forma de mostrar interesse! * Jornalista, mestre em educação e doutoranda em Educação na UFRGS. Produz conteúdo e presta consultoria na elaboração e desenvolvimento de projetos de comunicação e educação corporativa. Atua como facilitadora em cursos e treinamentos em comunicação organizacional, relacionamentos interpessoais, redação empresarial e mídias sociais. marcileneforechi@terra.com.br

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SOCIAL

Por Boris Narjack

Destaque Operacional O comandante do BME (Batalhão de Missões Especiais da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo), tenente-coronel Robertson Wesley Monteiro Pires, encaminhou convite ao presidente do Sincor-ES para a Solenidade de Destaque Operacional do Batalhão e entrega do Titulo “Eternos Combatentes de Missões Especiais”, O evento teve lugar nas dependências do Auditório do HPM, em Vitória, no dia 15 de julho de 2016.

Manual de boas práticas em seguros O Sincor-PR lançou o Manual de Boas Práticas de Seguros, no dia 19 de maio, durante a realização do 7º Simpósio Paranaense de Seguros. A publicação tem por objetivo subsidiar o corretor de seguros na organização de sua atividade.

Produto para atender a demanda A diretora Regional da MetLife Seguradora, Denise Carvalho, acompanhada de Fabiana Souza (Comercial Dental) e de Beatriz Abadia (Gerente Regional SP/ ES/Centro Oeste), do PASI-Plano de Amparo Social Imediato, visitou o Sincor-ES, no dia 14 de junho.Vários assuntos foram tratados na ocasião, dentre eles a parceria entre a MetLife e a Pasi, no que diz respeito a coberturas de seguro de vida para atender as convenções coletivas das empresas sediadas no Espírito Santo.

Curtas Perspectivas – O professor Bolívar Lamounier, assessor acadêmico do Clube de Madri, proferiu a palestra “Situação atual e perspectivas políticas no Brasil, 2016-2017, no dia 14 de julho, na unidade São Paulo da Escola Nacional de Seguros. Eco da Floresta - Acontece entre os dias 23 e 25 de setembro, o 20º Encontro do Mercado de Seguros Capixabas, que neste ano acontece no Hotel Eco da Floresta em Venda Nova do Imigrante. Todos os 94 apartamentos já foram vendidos.

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ARTIGO

ARTIGO JURÍDICO Uma questão delicada Ao longo do último ano, o real sofreu uma desvalorização próxima de 50% em relação ao dólar. A primeira consequência disso é que o Brasil e os brasileiros ficaram 50% mais pobres, ou seja, o valor do patrimônio tangível nacional despencou, colocando as ações, os imóveis e outros bens na prateleira das liquidações e grandes ofertas internacionais. A análise da situação brasileira poderia se estender por mais três ou quatro artigos, todos com viés negativo, num crescente apavorante, capaz de fazer as pessoas de bem se questionarem se não é o caso de mudar de país. Mas não é caso, mesmo porque o tema do artigo já é suficientemente complicado e coloca o patrimônio de várias empresas em cheque, no caso da ocorrência de um incêndio de grandes proporções em suas instalações. De acordo com as regras internacionalmente aceitas para seguro de incêndio, o segurado deve contratar este seguro tendo como risco máximo possível o valor total real dos edifícios e seu conteúdo na data da ocorrência do sinistro. É com base neste número que a seguradora calcula o prêmio. No caso do valor ser maior do que o real, a seguradora devolve o prêmio cobrado a mais. No caso de ser menor, a seguradora reduz o valor da indenização, na proporção da diferença a menos. Isto acontece porque o seguro de incêndio é um seguro proporcional. Vale dizer, há uma relação direta entre o valor segurado e o valor real do bem. Quando esta proporção não é respeitada, a seguradora aplica uma cláusula

da apólice chamada cláusula de rateio, pela qual o prejuízo é rateado, proporcionalmente ao prêmio pago, entre ela e o segurado. Como o contrato de seguro é baseado na mais estrita boa fé, para que o segurado não seja penalizado por eventual oscilação dos preços dos bens segurados, existe outra cláusula que pode ser contratada por ele, chamada cláusula de rateio parcial, pela qual o seguro admite uma variação para menos da importância segurada, sem que aconteça a incidência do rateio em caso de sinistro. Em tempos sem crise, este colchão é suficiente para garantir ao segurado o pagamento do valor da indenização sem qualquer tipo de penalização em virtude da variação dos preços. Mas num momento como o atual, a cláusula de rateio parcial é absolutamente insuficiente e pode levar uma empresa, que quando da contratação do seguro, seguiu as regras e contratou corretamente, a receber menos da metade do valor dos bens atingidos pelo fogo. Os valores das apólices de incêndio brasileiras são normalmente grafados em reais. Tanto faz se os bens foram adquiridos em moeda nacional ou moeda estrangeira, para efeito de seguro, prevalece na apólice o real, fazendo-se a conversão do valor do bem adquirido em moeda estrangeira de acordo com o câmbio do dia. Ora, ao longo do último ano, o país atravessou – e ainda atravessa – um processo de desvalorização acelerada da moeda. Isto faz com que o preço em

* Por Antonio Penteado Mendonça dólar de um equipamento adquirido um ano atrás se mantenha o mesmo na moeda norte-americana, mas enfrente uma defasagem de mais de 50% em reais. Ou seja, os valores atuais, para efeito de seguro, em caso de sinistro, levariam à aplicação da cláusula de rateio, ainda que o segurado tenha contratado a apólice com os valores corretos à época da realização do seguro. A questão que se coloca é: como fica a boa fé? No momento da contratação do seguro, os valores informados estavam corretos. Será que é justo penalizar quem contratou respeitando as regras em função de uma crise para a qual ele não contribuiu? O tema poderia dar margem para discussão não houvesse artigo específico do Código Civil determinando que o segurado é obrigado a informar a seguradora sobre fatos que alterem significativamente o risco durante a vigência da apólice. Não há como dizer que uma oscilação cambial de 50% contra o real não é um fato significativo para um contrato grafado em reais que garante parte dos bens com preço em dólar. Assim, a única forma do segurado se proteger contra esta situação é rever o valor em reais dos bens segurados, tomando as providências necessárias para atualizá-lo e assim não correr o risco de, além de receber muito menos do que o valor real, ainda por cima não ter condições de comprar os equipamentos novos para repor os destruídos pelo incêndio. Vale salientar que a correção dos valores gera o pagamento de prêmio extra, proporcional à atualização.

Artigo publicado na Revista Segurador Brasil Antonio Penteado de Mendonça é sócio de Penteado Mendonça e Char Advocacia

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Revista SINCOR-ES nº 226 Julho 2016  

Legislativo facilita pirataria de seguros

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