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Revista

colunista

Ano 47 . Edição 550. Mai/18

a mídia oficial do setor

Gestão para o

Revista mensal de informação dirigida ao Comércio de Peças e Acessórios para Veículos

sucesso Para o consultor do Sebrae-SP, José Paulo Albanez, coordenador Estadual do Segmento do Comércio de Autopeças, a gestão empresarial é cada vez mais fundamental para o sucesso do negócio

gestão e direito

especial online

Licença ambiental exige adesão à logística reversa

A importância da logística no comércio eletrônico

fica a dica

revista sincopeças-SP

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Programa de etiquetagem de pneus chega ao comércio


colunista

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A Albarus está de volta. Quem conheceu poderá matar a saudade. Quem não conhece, prepare-se para uma relação de confiança que nem o tempo pode apagar. Qualidade que marcou época e conquistou o coração do Brasil. Albarus. Qualidade que transmite segurança. albarus.com.br

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índice

editorial

Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo Av. Paulista, 1009 - 5º andar | São Paulo-SP - CEP 01311-919 tel.: 11 3287-3033 fax: 11 3285-0090 Siga nossa rede social: facebook.com/sincopecas www.portaldaautopeca.com.br | marketing@insighttrade.com.br

presidente Francisco Wagner De La Tôrre vice-presidente Heber Carlos de Carvalho 1º secretário Antônio Carlos Sanches Nunes 2º secretário Edson Shosaburo Koga 1º tesoureiro Álvaro Pereira diretores Rui Antonio Girardelli Plínio da Silva de Castro João Ribeiro da Silva Luiz Roberto Celeste Gandra Israel Bovolini

EXPEDIENTE - produção jornalista responsável Robson Breviglieri mtb: 13.084/SP reportagens Majô Gonçalves e colaboradores projeto gráfico, marketing e comercial INSIGHT TRADE Amanda Castro Carla Norcia Leandro Gatti Marcela Leite Tel.: +55 11 2060-1034 carla.norcia@insighttrade.com.br www.insighttrade.com.br

conselho fiscal Heber Carlos de Carvalho Alfredo Alves da Silva Júnior 1° delegado efetivo junto à FECOMÉRCIO: Francisco Wagner De La Tôrre 2° delegado efetivo junto à FECOMÉRCIO: Álvaro Pereira secretário geral: Gilberto Nogueira Ferreira

cursos e palestras Gilberto Nogueira Ferreira conselho editorial: Carla Nórcia – Insight Trade Francisco Wagner De La Tôrre Gilberto Nogueira Ferreira José Ap. Scarparo impressão: Duograf Circulação: 27.000 exemplares na base territorial do Sincopeças-SP no Estado de São Paulo publicação online www.portaldaautopeca.com.br/ revista-sincopecas/

Publicação em migração para versão digital

Francisco Wagner De La Tôrre Presidente do Sincopeças-SP

Sem inspeção, o prejuízo é de todos

A

suspensão do programa de inspeção veicular é um fato lamentável, uma oportunidade perdida para o aftermarket. Essa é uma bandeira de duas décadas, para a qual trabalhamos e lutamos, fruto de uma boa articulação do nosso segmento, e quem perde é a sociedade na questão da segurança. Mais de quarenta mil vidas são ceifadas todo ano por conta de acidentes de trânsito, somadas a alguns milhares de vidas vitimadas por doenças respiratórias, haja vista que 75% da poluição das grandes cidades sai dos escapamentos dos automóveis. Mais do que vantagens, oportunidades de negócios e crescimento de vendas que o programa traz, o prejuízo é para todos. O governo, via de regra, diz que a maior responsável por acidentes de trânsito é a imprudência do motorista. Mas, se tivéssemos veículos em perfeitas condições, circulando por ruas bem conservadas, a capacidade de resposta do motorista em evitar acidentes seria maior. Tenho certeza que a inspeção diminuiria consideravelmente o número de mortes. O fato é que a interrupção do programa desarticulou nosso setor. E a triste notícia é que a Federação dos Despachantes conseguiu engavetá-lo, ou seja, uma única entidade conseguiu desarticular o trabalho de tantas entidades. Fica a lição de que precisamos de sindicatos e entidades fortes e representativas para continuar lutando por essa bandeira. Consumadas as próximas eleições, as entidades têm de voltar à Brasília, circular nos corredores do Congresso, do Ministério das Cidades, do Denatran e desengavetar o programa, a fim de que entre em vigor, em definitivo, ano que vem. Não mediremos esforços, pois a inspeção é importantíssima para a sociedade e para o bom andamento dos negócios. No início de 2019 temos de retomar essa luta com todas as nossas forças. Finalizando, e apesar de parecer redundante, insisto em destacar a importância da gestão nesse momento de dificuldades econômicas. Mais uma vez lembro ao empresário do varejo para gastar muita energia em cima da boa gestão, pois ela é que vai garantir a rentabilidade do seu negócio. Boa leitura.

3 revista sincopeças-SP

03 editorial 06 varejo em foco 10 mercado 12 fica a dica 18 acontece 28 capa 34 especial online 44 gestão e direito 50 sustentabilidade 54 giro


índice

CONHEÇA O

SINCOPEÇAS-SP

O SINCOPEÇAS-SP atua há 76 anos como entidade representativa de 24.500 lojas de peças e acessórios para veículos no Estado de São Paulo, 80% delas EPPs - Empresas de Pequeno Porte que empregam diretamente 180 mil trabalhadores, sendo filiado à FecomercioSP - Federação do Comércio do Estado de São Paulo, que congrega 156 sindicatos ligados ao comércio e serviços da Capital e do Interior. A história do Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo, o SINCOPEÇAS-SP, remonta, oficialmente, ao ano de 1941, quando um grupo de abnegados empresários paulistas resolveu criar uma entidade que representasse os interesses da categoria e estimulasse o desenvolvimento do setor, e assim foi feito. Ao longo desses anos, seguindo a linha mestra traçada por aqueles homens de visão, o SINCOPEÇAS-SP tem participado ativamente da vida do segmento varejista de autopeças, ajudando a promover o aperfeiçoamento operacional, a defesa e a coordenação de interesses econômicos e profissionais de seus representados. O trabalho do SINCOPEÇAS-SP contempla a defesa do comércio independente da autopeça, pois dele dependem os consumidores de todas as regiões brasileiras, mesmo as mais afastadas. Todos os varejistas do setor têm seus interesses amparados pelo Sincopeças, desde pequenos lojistas estabelecidos nas pequeninas cidades do Interior, até o grande comércio de componentes em funcionamento nos grandes centros urbanos. O campo de atuação do SINCOPEÇAS-SP, limitado ao Estado de São Paulo, aloja um segmento empresarial de grande importância no contexto econômico nacional, certamente o mais importante do País. A região abriga um universo de 24.500 estabelecimentos especializados na venda de autopeças (65% deles localizados na capital e ABC), rede comercial que emprega cerca de 180 mil pessoas e é responsável por uma expressiva fatia do movimento financeiro das fábricas de componentes automotivos.

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editorial ENVIO SEMANAL DE BOLETINS DIGITAIS COM INFORMAÇÕES SOBRE O MERCADO

LEI DO DESMANCHE

APROXIMADAMENTE 200.000 EXEMPLARES DA REVISTA SINCOPEÇAS-SP PARA OS VAREJOS DO ESTADO DE SP

REALIZAÇÃO DE FÓRUNS DIREITO DO CONSUMIDOR ESOCIAL

NOVO PORTAL DA AUTOPEÇA

PESQUISA MVA

ACESSO PARA MAIS DE 60.000 VAREJOS BRASILEIROS

INMETRO CONQUISTA DA PRORROGAÇÃO DOS PRAZOS ESTABELECIDOS PELO

ATENDIMENTO JURÍDICO E CONTÁBIL

INMETRO PARA CERTIFICAÇÃO DAS PEÇAS

RECICLAGEM AUTOMOTIVA UM PASSO ANTES DO FUTURO VENDAS E RELACIONAMENTO COM O CLIENTE NA ERA DIGITAL

REALIZAÇÃO DE MISSÃO EMPRESARIAL IARC - BERLIN AAPEX E SEMA SHOW - LAS VEGAS AUTOMECHANIKA - FRANKFURT AUTOMECHANIKA - BUENOS AIRES

CRIAÇÃO DO SINCOPEÇAS BRASIL

ACESSO ÀS PARTICIPAÇÃO COM INFORMAÇÕES vector eps10 MAIS DE 12 CARAVANAS RETIDAS PELAS NA AUTOMEC MONTADORAS

PESQUISA ROLAND BERGER revista sincopeças-SP

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SINCOPECAS/


varejo em foco

Características do bom vendedor Habilidades do profissional contam bastante no ato da venda, pois é ele quem cativa e orienta o consumidor

O bom vendedor consegue transformar a oportunidade em venda utilizando talento, experiência e método para entender o desejo do cliente (Arte/Tutu)

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comércio varejista se caracteriza por ser uma atividade bastante dinâmica. Com isso, há uma figura muito importante para que as operações funcionem, o vendedor, que é o grande responsável pelo sucesso do empreendimento, pois se não há vendas, não há lucro, e essa situação pode decretar o fim do negócio. Quando as vendas são boas, os resultados decolam e o relacionamento com os fornecedores (industrial e distribuidor/atacadista) se torna mais intenso, o que beneficia a empresa na negociação de produtos. O varejo é um setor que serve de termômetro para identificar

como está o sentimento do consumidor em relação às incertezas da economia, sua situação financeira e sua propensão às compras. As reações, tanto boas quanto ruins, são captadas rapidamente e suas consequências afetam toda a cadeia produtiva. Esse mecanismo evidencia o papel do varejo para o mercado consumidor. O bom vendedor, por sua vez, é aquele que sabe ganhar o cliente. Independentemente do momento econômico e da dúvida do consumidor, ele, de forma versátil, consegue transformar a oportunidade em venda utilizando talento, experiência e método para en-

tender o desejo do cliente e incentivá-lo a efetuar a compra. Portanto, a habilidade do vendedor conta bastante no ato da venda, pois é ele quem cativa, orienta e anima o consumidor, agindo nas mais diversas formas de conquista. Dessa forma, o vendedor é a alma do negócio, a mola propulsora que leva a empresa a bons resultados. Assim, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apresenta algumas qualidades e competências pessoais e profissionais que podem fazer do vendedor um excelente aliado para alavancar os negócios:


• Paciente: o bom vendedor não é aquele que apressa o cliente, mas quem espera uma tomada de decisão e sabe avançar, se necessário, com uma nova estratégia sem forçar uma situação.

• Orador: recurso importante para ganhar uma venda, pois saber se expressar com convencimento pode impressionar os ouvintes;

• Disciplinado: uma característica fundamental para manter o foco nos procedimentos que foram planejados pela empresa, de maneira a não se desviar dos objetivos estabelecidos;

• Comunicativo: é um diferencial ter um bom relacionamento e usar esse talento a seu favor na hora de apresentar as vantagens de seu produto ou serviço;

• Curioso: característica indispensável, o vendedor deve ser curioso para conhecer o cliente e seus hábitos, costumes e preferências;

• Versátil: o vendedor deve se adaptar a vários tipos de clientes, pois o consumidor espera encontrar no vendedor uma boa sinergia;

Além disso, o bom vendedor não é quem apenas se concentra em realizar vendas. O profissional pensa em conhecer o produto que oferece, na manutenção e ampliação da carteira de clientes, na redução dos índices de inadimplência, na margem de lucro do negócio, entre outros indicadores que podem fazer a empresa avançar para o sucesso. Fonte: FecomercioSP

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• Confiável: o cliente espera que o vendedor lhe aconselhe da melhor maneira, criando uma relação de confiança entre as partes;

• Flexível e bom negociador: na arte da negociação, muitas técnicas podem ser utilizadas e devem ser conhecidas pelo bom vendedor para que ele possa persuadir e conquistar seus clientes;


varejo em foco

Vantagens e mitos do Cadastro Positivo Mudanças nas regras devem estimular análise justa e individualizada na concessão de crédito, o que favorece redução do spread bancário. Sigilo de informações sensíveis está garantido

O

cadastro Positivo, ainda pouco conhecido entre os consumidores brasileiros, entrou em evidência nos últimos meses após um Projeto de Lei Parlamentar (PLP 441/2017) propor a inclusão de todos os consumidores que possuem CPF nesse banco de dados. Para esclarecer aos consumidores sobre as vantagens do novo modelo e evitar a propagação de informações desencontradas, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) tira oito dúvidas sobre o assunto:

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1 – Todos os consumidores são obrigados a participar e permanecer no Cadastro Positivo? Não. Embora todos os cidadãos titulares de CPF passem a fazer parte do Cadastro Positivo, os consumidores que quiserem retirar suas informações poderão fazê-lo a qualquer momento, de forma gratuita, e até mesmo por telefone. A principal mudança das novas regras é que o Cadastro Positivo deixa de vigorar sob o modelo “opt-in”, em que para participar é preciso solicitar adesão voluntária, e passa a funcionar

sob o modelo “opt-out”, pelo qual todos os que têm CPF entram no banco de dados, mas podem solicitar a própria exclusão. 2 – O histórico de pagamento dos consumidores sempre estará visível para as empresas credoras? Não. Apenas a ‘nota de crédito’ (pontuação que indica o perfil do consumidor baseado em seu histórico de pagamentos) é visualizada no momento da análise de crédito. O detalhamento desse histórico de pagamentos só será acessado pela empresa credora após um pedido expresso de autorização no momento da análise de crédito. 3 – Todas as informações de compras dos consumidores constarão no Cadastro Positivo? Não. As informações que vão compor a ‘nota de crédito’ são basicamente as informações de pagamento como: quitação das faturas do cartão de crédito, parcelas de empréstimos, financiamentos, compras a prazo e despesas com fornecimento de água,

luz, gás, telefone fixo e TV por assinatura. Uma das vantagens desse modelo é que alguém que nunca pegou empréstimo no banco ou não possui cartão de crédito poderá ter seu perfil financeiro identificado pelo mercado, já que outros tipos de contas também são avaliados. Os dados financeiros que aparecerão na consulta do histórico são: valor total das compras realizadas, valor das parcelas, data dos vencimentos, data dos pagamentos e dados cadastrais do consumidor, como nome, CPF, data de nascimento e endereço. Informações sobre o que foi adquirido pelo consumidor e onde ele comprou não são considerados para o Cadastro. Tampouco constarão informações relacionadas à origem social, étnica, política, religiosa e sobre a saúde do consumidor, pois excedem a atuação do sistema financeiro, sendo pouco relevantes para uma análise de crédito. 4 – O Cadastro Positivo prejudica os consumidores? Não. Com o novo Cadastro Positivo, a avaliação de crédito será


varejo em foco

5– O Cadastro Positivo deixa os dados dos consumidores desprotegidos? Não. A privacidade e o sigilo bancário dos consumidores são mantidos com o Cadastro Positivo.

Informações como as movimentações da conta corrente, investimentos e depósito em poupança não serão utilizadas. As empresas nem mesmo terão acesso a essas informações. Qualquer infração, como vazamento de informações ou uso indevido dos dados para finalidades que não sejam a análise de crédito, estão sujeitas às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor e na Lei de Sigilo Bancário. 6– Bancos e empresas vão consultar o histórico de pagamentos do consumidor sem o seu consentimento? Não. Somente as informações sobre a ‘nota de crédito’ serão acessadas pelas empresas nas quais o consumidor busca crédito, e não de forma aleatória por qualquer empresa. A abertura do histórico de pagamentos ainda necessita da autorização expressa do cliente e também só será acessada pela empresa em que o consumidor tenta obter crédito. 7– Dados de redes sociais serão armazenados e comparti-

lhados no Cadastro Positivo? Não. O Cadastro Positivo contempla e consolida apenas as informações sobre pagamentos dos consumidores e não informações de teor comportamental colhidas em redes sociais. 8– O Cadastro Positivo vai beneficiar os grandes bancos? Não. O Cadastro Positivo será uma medida pró-concorrencial, pois vai descentralizar as informações de crédito dos grandes bancos. Atualmente, essas instituições financeiras já possuem informações sobre o perfil de pagamento dos clientes com os quais mantêm relacionamento, mas esses dados ficam restritos a essas empresas. Com o Cadastro Positivo, outros players, como fintechs, instituições financeiras de menor porte, cooperativas de crédito e empresas do varejo terão condições de conhecer seus clientes além dos apontamentos de inadimplência, fato que aumenta a competição na oferta de crédito no mercado e, consequentemente, favorece a redução das taxas de juros.

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mais individualizada e assertiva por parte das empresas, fazendo com que os consumidores sejam avaliados pelo seu histórico de pagamentos, ou seja, pelas contas pagas, e não apenas pelos compromissos que estão atrasados (inadimplentes). Com mais informações sobre o histórico de pagamentos realizados pelos consumidores, o risco das operações de crédito vai diminuir, o que tende a favorecer a queda do spread bancário, que é a diferença entre os juros que as instituições financeiras pagam para captar recursos e o que elas cobram efetivamente de quem emprestam. Como atualmente há escassez de informação, o bom pagador é penalizado pelo consumidor inadimplente, fazendo com que os juros sejam elevados para todos, independentemente do seu comportamento financeiro.


mercado

Carro todo preto agora

é tendência

Nova edição da picape S10 inova na cor dos acabamentos internos

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nova edição Midnight da S10 chega acompanhando a uma tendência de cor preta e acabamentos escurecidos. Idealizado nos EUA, o novo estilo dá um aspecto esportivo e provocador ao veículo. Rodrigo Piocco, diretor de marketing diz que o visual monocromático da edição Midnight da S10 é intencionalmente provocativo para atender um consumidor de “atitude bem marcante”, seja lá o que quer dizer isso. Todo o acabamento interno da carroceria é em cor escura e combina com a cor preta do banco. A S10 Midnight tem motor turbo diesel 2.8 de 200 cavalos e sistema 4×4, posicionada entre as versões LT e LTZ, além dos itens de série como conectividade, segurança e conforto. A edição chega às concessionárias no fim de abril. Outras versões ofertadas são LS Avantage, LT, LTZ e High Country, nas trações 4×2 ou 4×4, cabine simples ou dupla e motores 2.8 diesel ou 2.5 flex.

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Fonte: Auto Informe


gestão e direito

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A Albarus está de volta. Quem conheceu poderá matar a saudade. Quem não conhece, prepare-se para uma relação de confiança que nem o tempo pode apagar. Qualidade que marcou época e conquistou o coração do Brasil. Albarus. Qualidade que transmite segurança. albarus.com.br

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fica a dica

Programa de etiquetagem de pneus chega ao comércio Desde 29 de abril de 2018, todos os pneus novos radiais de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus produzidos no Brasil e importados devem ser vendidos com etiqueta do Inmetro

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pós três anos, o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) de pneus chega à sua etapa de implementação final. Desde 29 de abril, os pontos de venda só podem comercializar pneus novos radiais de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus com a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). A resolução foi regulamentada pelo Inmetro por meio da Portaria 544/2012. Assim, a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP) aproveita para explicar como a etiquetagem funciona e como impacta o consumidor e o comércio.

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O que está na etiqueta? A etiqueta possui três critérios a serem avaliados:

Resistência ao rolamento Está diretamente relacionada à eficiência energética, uma vez que mede a energia absorvida quando o pneu está rodando. Com isso, quanto menor for a resistência ao rodar, menor será o consumo de combustível e, consequentemente, menor será o impacto ao meio ambien-

te (emissão de CO2). Na etiqueta, os pneus serão classificados em seis níveis, sendo “A” o mais eficiente e até “F”.


fica a dica Aderência em piso molhado É um indicador do desempenho que informa ao consumidor sobre a aderência do pneu em pistas molhadas. As escalas vão de “A” (melhor desempenho) até “E”, e abrange pneus para veículos de passeio e pesados. Essa classificação mede a distância percorrida pelo veículo após a frenagem quando a pista está molhada.

de competições, militares, industriais e pneus de empilhadeiras. Além disso, as categorias a seguir foram excluídas dos ensaios de desempenho e também não precisam da etiqueta: pneus de motocicletas, motonetas, ciclomotores, veículos de coleção, pneus diagonais, off road e pneus para uso exclusivamente temporário. Segundo a portaria, tem algumas características que o pneu deve apresentar para não se aplicar a necessidade dos requisitos de desempenho: Item 1.1.2 g) pneus novos destinados a

veículos comerciais e rebocados do tipo radial, projetados para uso misto, apenas no eixo de tração, onde a aplicação requer mais aderência na superfície de rolamento e que apresentem, simultaneamente, as seguintes características: g.1) profundidade de sulco ≥ 18mm; g.2) símbolo velocidade ≤ K; g.3) voidtofillratio (percentual de espaços vazios na área de contato do desenho da banda de rodagem com o solo) ≥ 30%. Estes limites constituem uma ‘barreira’ que permite apenas a entra-

Ruído externo Indica o nível do ruído produzido pelos pneus em decibéis (dB) e, consequentemente, o impacto no meio ambiente. Este critério deve ter como limite máximo 75 dB para pneus de veículos de passeio, 77 dB para pneus de veículos comerciais leves e 78 dB para pneus de caminhões e ônibus. Quais pneus devem ter etiqueta? Os pneus novos radiais de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus comercializados no mercado brasileiro, produzidos no Brasil ou importados, devem conter a etiqueta.

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Quais são as exceções? Não são obrigados a exibir a etiqueta os pneus reformados, pneus de bicicletas, pneus para uso exclusivo em veículos agrícolas, os destinados a veículos


fica a dica

da de produtos que possuam um nível de performance compatível com o exigido na referida Portaria 544/2012. Tais performances trazem efetivos benefícios à saúde, segurança do usuário, bem como ao meio ambiente. Pneus em veículos novos também terão etiqueta? Não. Em veículos novos, a etiqueta não precisa estar afixada no pneu. Porém, os pneus devem estar devidamente certificados e com suas respectivas graduações informadas ao organismo certificador.

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Brasileiro de Etiquetagem. A etiquetagem dá ao consumidor uma ferramenta de informação adicional no momento da compra, o que facilita a decisão pelo pneu mais adequado às suas necessidades. “A etiquetagem tem o objetivo de passar ainda mais transparência ao consumidor e ajudá-lo a escolher o pneu mais adequado ao seu veículo e tipo de direção”, explica Klaus Curt Müller, presidente da ANIP.

tos, bem como as unidades que já possuíam o adesivo. Desde 29 de abril de 2018, todos os pneus novos radiais de passeio, comerciais leves, caminhões e ônibus produzidos no Brasil e importados devem ser vendidos com etiqueta do Inmetro.

O que muda para o consumidor? Na prática, o consumidor já tem acesso a pneus com a etiqueta do Inmetro desde 2015, quando teve início o Programa

Qual é o impacto para o comércio? Desde 2015, a indústria passou a disponibilizar pneus com a etiqueta, adequando-se à nova regulamentação. Já os pontos de venda tiveram um período de três anos para vender o estoque sem esses requisi-

Como a etiquetagem afeta a indústria? “Os fabricantes nacionais já produziam pneus de alta qualidade mesmo antes do início do programa. Desde 2015, além da diferenciação dos produtos no mercado, a etiqueta também passou a ser mais um estimulo à competitividade entre os fabricantes, o que favorece o desenvolvimento e a fabricação de produtos cada vez mais eficientes”, afirma Klaus Curt Müller, presidente da ANIP.

Sobre a ANIP e Reciclanip A ANIP – Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, fundada em 1960, representa a indústria de pneus e câmaras de ar instalada no Brasil, que compreende onze empresas (Bridgestone, Continental, Dunlop, Goodyear, Levorin, Maggion, Michelin, Pirelli, Rinaldi, Titan e Tortuga) com 20 fábricas instaladas nos Estados de São Paulo (nove), Rio de Janeiro (duas), Rio Grande do Sul (duas), Bahia (três), Paraná (três) e Amazonas (uma). Ao todo, responde por 27 mil empregos diretos e 120 mil indiretos. O se-

tor é apoiado por uma rede com mais de 5 mil pontos de venda no Brasil, com 40 mil empregos. Em 2007, a ANIP criou a Reciclanip, voltada à coleta e destinação de pneus inservíveis no país. Originária do Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis, de 1999, a Reciclanip é considerada uma das principais iniciativas na área de pós-consumo da indústria brasileira, por reunir mais de mil pontos de coleta no Brasil. Desde 1999, quando começou a coleta pelos fabricantes, 4,28 milhões de toneladas de pneus inservíveis foram coleta-

dos e destinados adequadamente, o equivalente a 857 milhões de pneus de passeio. O trabalho de logística reversa da Reciclanip já recebeu vários reconhecimentos, como o Prêmio E, concedido pela UNESCO em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro e o Instituto E; o Prêmio FIESP como exemplo de ação de sustentabilidade; e o Prêmio Opinião Pública (POP) dos Conselhos de Relações Públicas pelo trabalho de conscientização da população sobre o recolhimento e destinação adequada dos pneus inservíveis.


fica a dica

Dicas para proteger a pintura Conservar a pintura do carro pode ser uma ótima tática para evitar desvalorização na hora da revenda, além de impedir problemas na lataria do carro, pois um revestimento como a pintura automotiva pode proteger até cinco mil vezes o carro da corrosão, comparado a um metal sem a proteção

P

ensando nisso, confira abaixo algumas dicas do gerente do laboratório de desenvolvimento da divisão de Tintas Automotivas da BASF, Fábio Shimozato, para deixar o carro com a pintura intacta:

Antes de deixar o carro em uma oficina para realizar reparos, deve-se avaliar se não há outros riscos que podem ser futuros pontos de corrosão e já realizar o reparo nestas áreas. Também é importante escolher uma oficina com boa reputação, pois a repintura exige cuidado maior do que a pintura original do veículo. Para evitar danos causados por fezes de passarinho na pintura, devemos interromper o ciclo da penetração dos componentes das

fezes, removendo imediatamente ou o mais rápido possível, com água e sabão neutro. Para evitar o dano químico, que é causado por produtos que podem entrar em contato com a pintura do carro, como solventes (querosene, piche de asfalto), maresia/água de praia, é importante lavar a área sempre que houver contato com algum desses agentes de deterioração. Alguns compostos químicos com a exposição à chuva e ao calor podem causar danos ao longo do tempo. Inclusive, em alguns casos a temperatura da superfície do carro chega a 60°C, acelerando o processo que causa o dano ao veículo. A melhor forma de evitar isso é não deixar acumular sujeira na pintura de seu carro, pois elas fazem com que marcas sejam formadas nos locais de sujeira.

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Lavar o carro a cada uma ou duas semanas. Conferir se na água não há partículas que podem riscar o veículo e, de preferência, utilizar produtos de limpeza específicos para o carro, evitando produtos para limpeza de piso ou banheiro, por exemplo. O ideal, aqui, é utilizar esponjas não abrasivas.


fica a dica

Quatro erros na hora de vender

C

onsiderada por muitos uma “arte”, a venda quase sempre exige o uso de técnicas, desde o momento da aproximação ao cliente até o acompanhamento da satisfação com o produto ou serviço adquirido. Da mesma forma que a presença de técnicas pode garantir a fidelidade do comprador, a ausência delas também pode não apenas prejudicar a negociação, mas também fazer com que esse mesmo comprador nunca mais retorne à loja ou ao site, já que o e-commerce é cada vez mais crescente. Como aprender a vender não é algo que se faça do dia para a noite, abaixo listo quatro erros que jamais devem ser cometidos durante a venda. Nunca repita essas práticas e tenha as portas de seu estabelecimento sempre abertas para novos e, principalmente, antigos clientes.

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Antipatia é um problema grave. Tão importante quanto estar com a aparência bem cuidada é criar a identificação com o comprador logo de cara, já que o tempo para se vender é cada vez menor. Agir de acordo com o perfil de cada cliente é fundamental para que a confiança seja gerada. Ganhar a confiança já é um grande passo para que o negócio seja fechado!

*Por Mário Rodrigues

Clichê atrás de clichê já deixou de ser algo agradável. O cliente não suporta mais o vendedor com discurso pronto. Um profissional bem preparado, com informações sobre o produto e capaz de entender a real necessidade do comprador recebe muito mais atenção que o “vendedor charlatão”. Falta de conhecimento sobre o produto ou serviço é fatal. Numa época em que a internet está ao alcance de todos e as informações são cada vez menos confidenciais, o comprador pode muito bem obter detalhes sobre o que procura sem mesmo sair de casa. Portanto, um vendedor superficial já não tem mais espaço. Prepare-se, estude e passe algo de diferente a quem está procurando por você.

Invadir o espaço do cliente é, no mínimo, inconveniente. Aborde, pergunte e fique sempre à disposição. Mas também saiba ouvir, espere pelo diálogo e lembre-se: o vendedor é um solucionador de problemas, que está ali para ajudar quem o procura a suprir as necessidades, e não um “adivinha”, com perguntas e sugestões no momento errado.

*Mário Rodrigues é diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas) – www.ibvendas.com.br


fica a dica

26JUNHO a 28

2018

Feira Internacional de Soluções Sustentáveis para o Meio Ambiente

RESÍDUOS

RECICLAGEM AUTOMOTIVA

ENERGIA

DAS 12H ÀS 20H TRANSAMERICA EXPO CENTER SÃO PAULO

TECNOLOGIAS VERDES

ATRAÇÕES FÓRUM NACIONAL DA RECICLAGEM AUTOMOTIVA - INRA Especialistas discutem as perspectivas do setor frente à nova Lei dos Desmontes

SOLUÇÕES VERDES PARA A INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

ILHA DE RECICLAGEM AUTOMOTIVA RENOVA ECOPEÇAS / PORTO SEGURO Demonstração de todo o processo de desmontagem e aproveitamento dos componentes veiculares

Com a referência da mais importante feira de tecnologias verdes da Europa, a Ecomondo Brasil apresenta as novidades, tendências e soluções para a gestão da reciclagem automotiva. Venha descobrir como o reaproveitamento de peças automotivas pode aumentar suas vendas.

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Credencie-se gratuitamente pelo site: www.ecomondobrasil.com.br Em parceria com

Promoção e Organização

Mídia

Apoio

Ecomondobrasil Ecomondo_brasil Ecomondo Brasil


acontece

Puma, o retorno A Puma escolheu a cidade de Botucatu para instalar uma fábrica de automóveis para voltar a produção do esportivo no Brasil

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L

uiz Carlos Gasparini Alves da Costa, presidente da Puma Automóveis, assinou um contrato para o uso de uma área no Parque Tecnológico da cidade e um protocolo de intenções para a implantação da linha de montagem e de um centro de

desenvolvimento no município. O investimento será de R$ 250 milhões (R$ 50 milhões na primeira etapa com 30 empregos), com o início das obras em janeiro de 2019, numa área de 3.000 m² e que chegará a 23.000 m² com todas as etapas concluídas.

Luiz Costa disse que o objetivo é criar em Botucatu um núcleo exportador de tecnologia. A Puma foi a marca brasileira que produziu o maior número de automóveis esportivos: foram 25 mil unidades em 26 anos de história.

Fonte: Auto Informe


acontece

Uma frota de autônomos Aptiv lança frota de veículos autônomos em parceria com a Lyft

AS VEGAS – A Aptiv PLC, empresa líder global em mobilidade, anunciou o lançamento de uma frota de 30 veículos autônomos em Las Vegas em parceria com a rede Lyft, empresa americana de transporte que conecta motoristas e usuários de carros compartilhados por meio de aplicativo. Produto do Grupo de Serviços e Mobilidade da Aptiv, esses veículos irão operar com a plataforma de direção autônoma totalmente integrada da companhia e estarão disponíveis para o público em parceria com a Lyft. Os passageiros poderão escolher se desejam um veículo autônomo ao selecionar destinos de alta demanda. Essa parceria é um contrato plurianual e um passo claro para gerar receita para os negócios de direção autônoma da Aptiv. As empresas aproveitarão os

recursos de serviços conectados da Aptiv e a experiência em serviços de veículos da Lyft para fornecer informações valiosas sobre operações e gerenciamento de frota autônoma. “Com a tecnologia de direção autônoma da Aptiv implantada em Las Vegas e acessível por meio do aplicativo Lyft, uma ampla gama de consumidores poderá compartilhar sua experiência com veículos autônomos em um ambiente urbano complexo”, disse Kevin Clark, presidente e CEO da Aptiv. “Mais importante ainda é o conhecimento e os dados resultantes disto, que nos permitirão refinar ainda mais nossas capacidades de direção autônoma e fortalecer nosso portfólio de soluções de segurança ativa líderes do setor”. A combinação da tecnologia de direção autônoma da Aptiv e

Sobre a Aptiv A Aptiv é uma empresa de tecnologia global que desenvolve soluções mais seguras, mais ecológicas e mais conectadas, que permitem o futuro da mobilidade. Sediada em Dublin, na Irlanda, a Aptiv possui 147 mil funcionários e opera 14 centros tecnológicos, bem como fábricas e centros de atendimento ao cliente, em 45 países.

o app de transporte da Lyft é a expansão de uma parceria de sucesso lançada em Las Vegas durante a CES 2018, no começo do ano. Este piloto inicial forneceu ao público mais de 400 viagens autônomas e obteve uma classificação média de clientes de 4.99 em cinco estrelas no total. Como aconteceu durante a CES, os veículos serão operados por motoristas altamente treinados. Construída sob décadas de experiência em desempenho automotivo, a Aptiv tem uma base sólida no fornecimento de tecnologias de segurança. A empresa prioriza e atende aos requisitos de segurança funcional de alto nível em sua validação de software e hardware. Os veículos autônomos da Aptiv da rede Lyft estarão disponíveis para o público geral em Las Vegas a partir do dia 3 de maio.

Sobre a Lyft A Lyft foi fundada em junho de 2012 por Logan Green e John Zimmer para melhorar a vida das pessoas com o melhor transporte do mundo. A Lyft é uma empresa de viagens de passageiros de mais rápido crescimento nos EUA e está disponível para 95% da população do país, assim como em Ontario, Canadá. A Lyft é preferida por motoristas e passageiros por sua experiência segura e amigável e seu compromisso em gerar mudanças positivas para o futuro de nossas cidades.

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Comitê Brasileiro Automotivo

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50 anos

O chefe de Secretaria do Comitê Brasileiro Automotivo, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT/CB-005), José Luiz Albertin, comenta os significados do jubileu para o Comitê, que representa a seriedade da indústria automotiva, bem como seu compromisso com a segurança, o meio ambiente e a qualidade

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á exatos 50 anos surgia o Comitê Brasileiro Automotivo (CB005) na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com a missão de ser um agente de gestão do conhecimento técnico para fomentar a qualidade e alavancar o desempenho da indústria, diante de uma nova realidade de consumo e sua necessária proteção. Naquele período, essencialmente desenvolvimentista, a indústria atingia o grau de amadurecimento necessário para acessar mercados externos, enquanto o País se organizava para alcançar um novo patamar econômico. Em 10 de outubro de 1968, o Comitê publicava a sua primeira norma técnica, relativa a mangueiras flexíveis para freios hidráulicos, seguida de outras

publicações focadas em segurança veicular, como fluído de freios hidráulicos e ancoragem de cintos de segurança. A partir de 1973, a preocupação ambiental começou a nortear a elaboração de diversas normas, como medição de teor de fuligem, ignição e queima em motores a gasolina. Em seguida cresceu o número de normas para componentes automotivos, reflexo da preocupação com a qualidade dos produtos no mercado. Em meio século de história, o Comitê acompanhou os saltos tecnológicos dos veículos e ofereceu contribuições nas diversas frentes de aplicação das publicações automotivas, com o foco de propiciar mais economia e segurança para a sociedade. Exemplo

disso são as diversas normas sobre testes de impacto (crash tests), bem como controle de emissões. O papel do CB-005 é buscar o consenso em temas técnicos, que servem a regulamentos, como parâmetro para comercialização e defesa do consumidor. Em toda a trajetória, o Comitê atua para ter instrumentos que dêem eficiência e velocidade à elaboração de publicações para acompanhar as prioridades do setor, que avança para os patamares de eletrificação e autonomia, o que gera uma enorme necessidade de normas. Sem deixar de atender com eficiência as atuais demandas, o CB005 já abre espaço para atender o novo volume à frente com a crescente eletrificação dos veículos. O trabalho de normaliza-


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José Luiz Albertin é chefe de Secretaria do Comitê Brasileiro Automotivo, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABN T/CB-005) cas para a economia e o setor, ele considerou lógico instalar o CB-005 (órgão normalizador do setor) na sede do IQA (entidade neutra criada com o apoio do setor para estimular a qualidade). O que nutre essa grande

parceria é justamente o compartilhamento dos valores de neutralidade e desenvolvimento da qualidade no setor. Esta relação estratégica foi certamente a decisão mais acertada para a solidez do CB-005.

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ção nessa área já dá resultados, a começar pela instalação do primeiro laboratório independente, no Brasil, para avaliação de veículos elétricos e híbridos em 2016. Atualmente o Comitê conta com a participação de 230 organizações, entre montadoras, sistemistas, autopeças e entidades setoriais, bem como a atuação de cerca de 320 técnicos na elaboração das publicações. São cerca de 40 Comissões de Estudo (CEs) ativas e um acervo de 430 normas técnicas, 20 publicadas somente no ano passado, além de 55 projetos de normas em andamento. São vários os significados do jubileu para o CB-005. Representa a seriedade da indústria automotiva, bem como seu compromisso com a segurança, o meio ambiente e a qualidade. Comprova que a normalização se mantém independentemente do ambiente político e econômico. Mostra que há empresas e pessoas que se dedicam há gerações para o bem-estar da sociedade. É uma mensagem de ânimo na defesa do bem coletivo, e uma oportunidade de homenagear todos que se dedicaram a esse importante trabalho técnico, em especial a Ali El Hage, superintendente do CB-005. À frente do Comitê nos últimos 20 anos, Hage teve a visão de estabelecer uma forte ligação com o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA). Diante de muitos desafios em duras épo-


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ANDAP e SICAP apresentam propostas da nova gestão Evento reuniu empresários da distribuição, fabricantes e representantes de entidades do mercado de reposição

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s novas diretorias da ANDAP e SICAP apresentaram as propostas de trabalho para a nova gestão que acaba de iniciar em evento realizado, no dia 18 de abril, reunindo empresários da distribuição, fabricantes e os presidentes do Sincopeças-SP, Francisco De La Tôrre, e do Sindirepa-SP, Antonio Fiola, e representante do Sindipeças, Willliam Mufarej. Rodrigo Carneiro que acaba de assumir a presidência da ANDAP falou que a divisão

das diretorias, formadas praticamente pelos mesmos membros, deve multiplicar a capacidade das atividades e que sua gestão se baseia em três pilares: relações institucionais, desenvolvimento de mercado e aprimoramento de serviços. Carneiro também destacou exemplos que considera interessantes como o Sincades, do Espírito Santo, que tem uma universidade à disposição dos associados e a ANDAP será um fórum de discussão do afterma-

rket sobre modelos de negócios, bem como quer ampliar a delegação na federação e confederação do comércio. Também fará parceria com a Fundação Getúlio Vargas que possui cadeira do setor automotivo na grade de cursos de pós-graduação e com a Fundação Dom Cabral para promover conhecimento. Pretende compartilhar cases de sucesso, como a Scherer que desenvolve treinamento em gestão. “Vamos ampliar a atuação da entidade em âmbitos nacional e interna-


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Rodrigo Carneiro, Renato Giannini e Alcides Acerbi Neto (esq. p/ dir.) das pelo sindicato. Não sou a favor da contribuição sindical, mas da contribuição associativa para manter a qualidade dos serviços obrigatórios e para oferecer cursos de capacitação e reciclagem, participação em seminários, feiras, eventos esportivos para integração, realização de reuniões plenárias com dados setoriais e conjunturais, atuação na luta para extinção ou diminuição dos impostos e na elaboração de leis, além de apoiar as necessidades das empresas associadas”, apontou Neto. Também enumerou as atribuições do sindicato: emissão do certificado de regularidade sindical para licitações públicas e alvarás de funcionamento, participação na contratação e acompanhamento da pesquisa do MVA.

Ao final, o presidente do SICAP ressaltou a importância de ouvir as sugestões das empresas associadas e comentou sobre o momento atual de grandes transformações com os veículos elétricos, autônomos, flex, híbridos compartilhados, internet das coisas, indústria 4.0 e coworking. Renato Giannini, ex-presidente da ANDAP e do SICAP, disse sobre a situação do Brasil atual que clama por mudanças e mencionou que os oito anos de gestão foram desafiadores por suceder duas presidências com os experientes Mário Penhaveres e Frederico dos Ramos. “Mas com diretoria competente consegui aprender e superar a maioria dos obstáculos”, finalizou, deixando mensagem de otimismo.

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cional. Este ano participaremos da Autopar e Autop e também será organizada comissão brasileira para a Automechanika, em Frankfurt, com realização e workshop”, informou. Entre as medidas voltadas à redução de custos devido à queda da arrecadação com a Reforma Trabalhista que acabou com a obrigatoriedade da contribuição sindical, Carneiro disse que estuda criar uma estação de coworking, compartilhando espaço com outras entidades, como Sindirepa, Sincopeças, Sicop e Abrapneus. Já com relação aos serviços prestados pela entidade aos associados, a ideia é ampliar e apresentar parcerias que ofereçam condições diferenciadas em várias áreas: seguro, frete, banco, refeição e assessoria jurídica e qualidade de gestão. O novo presidente do SICAP, Alcides José Acerbi Neto, afirmou que por causa das mudanças na arrecadação é preciso ter uma visão empresarial e que o modelo deve ser repensado. Fez questão de citar os nomes de toda diretoria e destacou que o SICAP é responsável por normas coletivas de trabalho por força da Constituição Federal para defender os interesses das empresas junto a sindicatos de trabalhadores e cada item da pauta tem grande impacto nas associadas e isso exige trabalho e investimento, sendo necessário cobrir as despesas. “Demandas formais, tributárias ou trabalhistas são obrigatoriamente conduzi-


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Feira de híbridos e elétricos Plataforma Latino-Americana de Veículos Híbridos-Elétricos acontece de 18 a 20 de setembro, no Transamerica Expo Center, e terá teste drive para participantes

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Noruega se tornou líder global nos esforços para diminuir as emissões dos veículos movidos a gasolina e diesel. Em 2017, estes modelos superaram os tradicionais e atingiram a parcela de 52% do mercado automobilístico do país. E este crescimento foi bem rápido, já que, no ano anterior, o número era de 40%. Em alta em todo mundo, os veículos elétricos também estão ganhando força no Brasil. Em setembro, os apaixonados por carros e motores verdes terão um novo evento para verificar de perto os últimos lançamentos do mercado e as novas tecnologias focadas em eletro mobilidade. A 14ª Plataforma Latino-Americana de Veículos Híbridos-Elétricos acontecerá de 18 a 20 de setembro, no Transamerica Expo Center, na zona sul da capital paulista, e a entrada é gratuita. Os participantes poderão ainda testar os

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mais diversos veículos e ver os motores funcionando. Última edição recebeu mais de 6.000 visitantes Os visitantes poderão desmitificar de vez a ideia de que um modelo híbrido ou elétrico perde facilmente para outro à combustão. Com os últimos investimentos e desenvolvimento em carros verdes, é possível desfrutar de muita velocidade, arrancada e um motor silencioso. Engenheiros e especialistas ainda estarão a postos para tirar dúvidas sobre preços, compra de baterias, recargas, potência do motor, entre outros. Esta é a oportunidade de se manter atualizado sobre o futuro do mercado automobilístico. Mas o evento não se resume apenas a carros. Na 14ª Plataforma Latino-Americana de Veículos Híbridos-Elétricos, você ainda encontra ônibus, caminhões, motos e até patinetes movidos a bateria.

Para aqueles que tem “pé atrás” quanto a estrutura das cidades brasileiras, o evento terá palestras e debates legislativos que discutirão os investimentos nacionais em infraestrutura, buscando assim colocar o Brasil no mesmo patamar de países da Europa. Construtoras e concessionárias de energia vão mostrar todos os seus projetos para adaptação e desenvolvimento elétrico. Por fim, quem tem interesse em se aprofundar mais no assunto, pode participar do Congresso C-Move, que debaterá pontos determinantes para o desenvolvimento deste mercado, como o mapa atual e de perspectivas de marcos regulatórios e políticas de incentivo para o VE nas cidades e estados do Brasil e da América Latina e o papel da mobilidade elétrica no desenvolvimento da inovação no Brasil.


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NürnbergMesse Brasil Responsável por promover os mais importantes encontros de fornecedores, distribuidores e revendedores do país em suas feiras de negócios, a NürnbergMesse Brasil é uma subsidiária do Grupo NürnbergMesse e uma das maiores empresas internacionais organizadoras de eventos e exposições no Brasil. A companhia movimenta diversos segmentos da economia nacional, com alto nível de profissionalismo e competência. Os principais eventos são Analitica Latin America, Bike Brasil, BIOFACH AMERICA LATINA, FCE Cosmetique, FCE Pharma, Glass South America, it-sa Brasil, PET South America, R+T South America, Veículos Elétricos Latino Americano e URB 360.

NürnbergMesse O grupo NürnbergMesse é uma das 15 maiores organizadoras de feiras do mundo. Seu portfólio possui mais de 120 feiras e congressos internacionais e coleciona aproximadamente 40 pavilhões. Anualmente, cerca de 30 mil expositores (41% internacionais) e mais de 1,4 milhão de visitantes (24% internacionais) participam dos eventos organizados pela NürnbergMesse, que está presente, por meio de suas subsidiárias, na China, América do Norte, Brasil, Itália e Índia. O grupo ainda possui uma rede com cerca de 50 representantes, que operam em mais de 116 países.

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Veículos Híbridos e Elétricos Latino Americano Veículos Híbridos e Elétricos Latino Americano é muito mais do que uma feira de negócios. O evento reúne os agentes da transformação da indústria automobilística em um só lugar e apresenta todas as soluções para mobilidade urbana, infraestrutura e políticas para veículos sem combustão. A exposição, em conjunto com o Seminário, está alinhada com as demandas do futuro e com o desenvolvimento das cidades mais híbridas do mundo. A fabricação de automóveis está mudando. O ronco dos motores está mais verde. E você precisa se preparar para esta nova vida elétrica.


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Certificação digital reduz fraudes A certificação digital padrão ICP-Brasil sempre possuiu índices baixíssimos de fraude

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raças a uma diretriz firme e positiva do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), os dados de fraudes, com o apoio e ação das empresas certificadoras, têm caído drasticamente. De acordo com o ITI, nos últimos 12 meses terminados em fevereiro, esse índice caiu para ínfimos 0,0008% em relação ao total de certificados digitais emitidos no período, na comparação com os 12 meses imediatamente anteriores. Esse índice representa uma redução de 64,28%. Mais que isso, representa que as políticas adoradas pelo ITI estão na direção correta. Ano a ano essas fraudes caem, a despeito do aumento de tentativas por parte de cibercrimonosos. O índice, que em 2012 e 2013 era de 0,0033%, baixou para 0,0026% em 2014, passou a 0,0064% em 2015, depois a 0,0060% e 0,0038%, nos anos de 2016 e 2017. Agora, anualizado em fevereiro, registrou queda para 0,0008%. É sem dúvida um marco que deve ser comemorado por toda a nossa indústria. Mostra que temos amadurecido, que estamos atuando como um time na busca de chegarmos à excelência, oferecendo serviços de qualidade com margens de segurança

Julio Cosentino é presidente da Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD) e confiabilidade altíssimas. Em outra análise, possuir um sistema com baixíssimo nível de fraude é algo que conta a favor dos usuários, de quem opta pelas vantagens de atuar com um certificado digital no dia a dia. Além de todos os custos reduzidos com consumo de papel, ganho de tempo, gastos menores com deslocamentos, com espaços que antes eram ocupados com a guarda de documentos e papéis, essa opção se reveste de todas as garantias e validades jurídicas, num am-

biente seguro e confiável. Por tudo isso, a política de combate às fraudes têm sido premissa de nosso setor, a partir das diretrizes e fiscalização do ITI, que além de garantir métodos seguros de gerenciamento de chaves, por meio da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP-Brasil, não prescinde de ritos minuciosos e eficazes de identificação do requerente que atrele indelevelmente a chave privada ao titular da mesma. Por isso a ICP-Brasil se destaca mundialmente de outras plataformas mundiais.


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GestĂŁo para o

sucesso

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capa Para o consultor do Sebrae-SP, José Paulo Albanez, coordenador Estadual do Segmento do Comércio de Autopeças, a gestão empresarial é cada vez mais fundamental para o sucesso do negócio

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Jose Paulo Albanez dependendo do porte da loja, o ideal seria a automatização das atividades burocráticas, como a emissão de notas fiscais, boletos, conciliação bancária e demais operações, o que facilitaria no controle de estoque, vendas, contas a pagar e receber, ou seja, um controle ideal para quem almeja o sucesso de uma loja de autopeças. Os colaboradores devem participar em todas as etapas, sendo o atendimento ao cliente a etapa mais importante e decisivo no momento da compra. Um balconista mal preparado e sem a informação devida não passa credibilidade a um consumidor cada vez mais digital”, afirma. Como sugestão ao empresário de autopeças, ele diz que “deve ser realizado constantemente o acompanhamento de toda a

equipe sobre negociações ou suporte, histórico completo do atendimento com o cliente, organização dos chamados realizados pela empresa, acompanhamento dos orçamentos realizados e negócios fechados, estatísticas completas a respeito dos chamados realizados pela equipe e negócios realizados”. Relacionamento com o mercado Acerca das melhores práticas para se ter sempre um estoque abastecido, Albanez conta que “é necessário, com a quantidade de modelos de veículos e montadoras, a implantação de um software que auxilie nos controles, fornecendo as informações sobre o giro das peças, alertando a respeito do estoque de segurança

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ão é de hoje que o tema “Gestã” o faz parte dos planos de toda empresa que almeja ter sucesso em seu negócio. No varejo de autopeças não é diferente. “A loja de autopeças é o estabelecimento que comercializa produtos para automóveis. Apesar da crise e do período recessivo que o País enfrenta, esse tipo de negócio tem mercado garantido, já que as peças ali vendidas se estendem por diversos tipos de automotores, o que mostra que para montar tal loja é necessário muito planejamento e dedicação por parte do empreendedor. A gestão empresarial, portanto, é cada vez mais fundamental para o sucesso do negócio. Não é suficiente ser bom tecnicamente na atividade, o planejamento e os controles internos são fundamentais para obtenção plena dos resultados”, garante o coordenador Estadual do Segmento do Comércio de Autopeças, José Paulo Albanez. Segundo o consultor do Sebrae-SP, “um mesmo modelo pode ser aplicado ou adaptado para todas as empresas. Aliás, a que optar por implantar um sistema de gestão eficiente terá todas as informações necessárias para a tomada de decisões corretas. Dessa forma, para facilitar a vida desses empreendedores,


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e o momento de realizar o pedido. Atualmente os bons sistemas são 100% online, o que permite que o empreendedor leve a sua empresa a qualquer lugar e esteja sempre por dentro de tudo o que acontece”. O consultor explica a obrigatoriedade de se estudar o perfil do consumidor, levando em conta a região em que a loja atua. “A utilização das informações dos consumidores pode ser obtida com a utilização correta e inteligente dos cadastros da loja ou via a implantação de programa para o controle de estoque da sua empresa. Com o sistema, ela pode gerenciar produtos, pedidos, compras, movimentações, transferências, relatórios, fornecedores e muito mais. Importante mencionar, além do controle do estoque, a empresa deve acompanhar rotineiramente os relatórios e executar inventários de estoque, sempre que necessário”. Sobre a importância de o empresário ter uma boa gestão e planejamento para evitar inadimplentes, ele revela que “para uma tomada de decisão acertada, um planejamento adequado, é necessário um controle interno rigoroso, e isso só é possível com uma gestão de negócios eficaz, como a questão da inadimplência. Se não acompanhar o fluxo de caixa diariamente, por exemplo, as informações acerca dos inadimplentes não serão percebidas no momento, o que poderá levar as empresas a tomar dinheiro em banco, pagando juros abusivos, por não possuírem um controle adequado de suas finanças”.

Mundo digital A respeito da importância de estar presente no mundo digital, o consultor explica que “é cada vez mais fundamental para a continuidade dos negócios das empresas, além do mais, as consultas dos clientes estão vinculadas a sites de busca para sua decisão de compra. Portanto, ela precisa estar preparada para o controle de atendimentos para organizar todos os chamados de seus clientes. Com o módulo de controle de chamados, o empresário precisa organizar as demandas internas de sua empresa gerenciando as filas de atendimentos de seus clientes, facilitando ainda mais a produtividade de seus negócios”. Sobre as perspectivas para o varejo de autopeças em 2018, Albanez conta que segundo o Sindipeças e Sincopeças, principalmente, há fortes indícios de que a reposição de peças para veículos pesados deverá seguir em expansão neste ano. “Embora também se projete crescimento para o mercado de reposição em 2018, deve-se levar em consideração o exitoso resultado da fabricação e vendas de veículos novos no ano passado. Dessa forma, é provável que se verifique em 2018 o avanço da reposição a taxas menores do que aquelas verificadas nos últimos dois anos”. E, finalizando, ele diz que “o Sebrae-SP pode ajudar o empreendedor em muitas destas ações de Gestão, como atender melhor seu cliente, obter um controle eficiente de suas finanças, como

calcular seu preço de venda, utilizar as redes sociais para divulgar a empresa e vender mais, elaborar um plano de negócios e não perder dinheiro com investimentos que não deveriam ser feitos no momento e, por fim, procure por um SEBRAE mais próximo no Estado de São Paulo para tirar suas dúvidas e participar dos projetos do segmento do comércio de autopeças”.

Fonte: Balcão Automotivo (Silvio Rocha)


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Dicas de gestão financeira Elaborar um fluxo de caixa é o primeiro passo para identificar as despesas e os recebimentos da empresa

Fluxo de caixa realizado O primeiro passo é elaborar o fluxo de caixa para organizar a vida financeira da empresa. Esse é um passo importante para equilibrar as finanças, do contrário, fica difícil quantificar os gastos e identificar o saldo para honrar os compromissos. Para isso, é preciso criar um plano de contas que identifique cada tipo de despesa. Em seguida, serão criadas as rubri-

cas e sub-rubricas financeiras, que devem agregar tipos de pagamentos semelhantes – as rubricas são títulos específicos, como “pagamentos de fornecedores”, “impostos”, “gastos com pessoal”. Como exemplos de sub-rubrica, no item “gastos com pessoal”, podem ser usados “salários”, “férias”, “décimo terceiro salário”, “vale-transporte” etc. O mesmo deve ser feito em relação aos recebimentos da empresa. Dessa forma, o fluxo de caixa contará com todos os recebimentos e pagamentos. O próximo passo é equacionar as receitas e as despesas – é importante confrontar o fluxo de caixa e o extrato bancário, a chamada “conciliação bancária”, a fim de se verificar se o movimento financeiro está correto. Assim, será possível equacionar o fluxo realizado que dará total visibilidade ao empresário sobre os recebimentos e pagamentos da empresa. A análise dos dados traz informações para a tomada de decisão e, principalmente, para a redução de custos. O equacionamento apresenta três situações possíveis: • Caixa equilibrado: o valor das

receitas é igual ao das despesas. O caso ainda é favorável, embora não esteja sobrando recursos. É preciso buscar um superávit, seja pelo aumento das receitas, seja pela redução de custos. • Caixa positivo: receitas maiores do que as despesas. É uma situação confortável que permite o planejamento de investimentos ou realização de gastos com projetos da empresa. • Caixa negativo: despesas superam as receitas. Nessa situação, para equilibrar o orçamento, a saída é recorrer a financiamentos, ou seja, mais dívidas. Se as dívidas não estiverem sob controle, os juros podem prejudicar ainda mais as finanças. A empresa que está nessa situação deve rever as despesas para equilibrar o caixa. Fluxo de caixa projetado Uma vez identificados os itens que geram os recebimentos e pagamentos, é possível elaborar a projeção do fluxo de caixa, com base em premissas adotadas diante do realizado. O fluxo projetado pode ser de três, seis ou 12 meses, devendo ser revisto semanalmente, pois a cada

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m um país de tantas instabilidades e com elevada carga tributária, empreender no varejo é um grande desafio. Em geral, empresas comerciais nascem em âmbito familiar e, muitas vezes, crescem de forma arriscada, sem se atentarem para importantes aspectos de gestão financeira. A má gestão dessa área pode colocar a sobrevivência da empresa em risco. Para ajudar o empresário do varejo a gerir os negócios, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apresenta dicas de gestão financeira.


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Organizando os recebimentos e pagamentos, empresário também pode projetar o fluxo de caixa de três a 12 meses (Arte/Tutu)

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dia novas informações devem ser incorporadas à projeção. Quanto mais precisas as informações, maior será a possibilidade de utilizar o fluxo projetado para a tomada de decisões, como o adiamento de um investimento, compra de estoque, ampliação dos negócios etc. Análise e decisão Saiba mais sobre outros aspectos que envolvem a boa gestão financeira e impactam o resultado da empresa:

• Formação de preço: antes de colocar o produto à venda, é fundamental que o empresário avalie o seu preço, contemplando os custos fixos e variáveis, os impostos e a rentabilidade pretendida. • Custo financeiro na venda a prazo: é necessário calcular o custo financeiro que o parcelamento trará à empresa. Em certas situações, vender mais não significa maior lucro. • Negociação com fornecedores: é importante negociar para


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Fonte: FecomercioSP

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barganhar descontos e alongar o prazo de pagamento das mercadorias ou serviços. • Controle de estoque: atividade fundamental para que não falte produto ou para que a mercadoria não fique parada mais do que o necessário ao giro do negócio. • Controle das perdas: na gestão administrativa, é importante controlar as perdas com roubos interno e externo e desperdícios de materiais, energia e água. Além disso, é preciso eliminar tarefas operacionais desnecessárias e onerosas que não estão de acordo com o foco do negócio. • Planejamento de liquidações: ao promover promoções e liquidações, o empresário deve se atentar para não dimensionar mal os descontos e a quantidade de produtos oferecidos.


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A importância da logística

no comércio eletrônico Quem compra de lojas virtuais quer a garantia de que o seu produto será entregue no prazo, ficando o cliente ainda mais satisfeito quando isso acontece antes do previsto, e que a entrega foi feita corretamente. Nada mais decepcionante do que receber algo que não tenha sido o solicitado. E por trás de tudo isso há uma logística que requer processos certeiros

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egundo Pedro Guasti, Relações Institucionais e conselheiro da Ebit, logística no e-commerce é um dos grandes desafios do setor. “Desde o momento da apresentação dos produtos na loja virtual, passando pelo faturamento, separação, embalo e distribuição. Esse processo pode ser comparado a uma corrente com muitos elos onde havendo ruptura acarretará atrasos e consequentemente a insatisfação do cliente”. Diretor da Alpha Consultoria, Alexandre Costa, comenta que a reposição automotiva tem uma característica muito distinta que o diferencia de outros segmentos econômicos. “A grande variedade de veículos, com suas versões, motorizações e acabamentos, torna muito difícil prever uma demanda futura de peças para reposição, o que faz com que a gestão de estoque seja muito complexa, ainda mais em um ambiente pouco automatizado”.

Os resultados são estoques elevados, investimento em linhas pouco rentáveis e baixo giro dos itens. “Além disso, encontramos um processo de entrega de mercadorias que precisa de melhorias para chegar ao nível de eficiência adequado. Somados, esses fatores representam um grande desafio para a empresa que pretende se lançar no comércio eletrônico, ambiente dominado por empresas altamente eficientes no contexto logístico”, acrescenta. Principais falhas No processo logístico do comércio eletrônico, falhas podem ocorrer. De acordo com Guasti, “é importante informar o estoque real no momento da compra para evitar que o consumidor fique frustrado recebendo posteriormente a informação que o produto não está disponível em estoque”.

Outro exemplo citado por ele é ocorrer erro no processo chamado de picking (processo de separação dos produtos e preparação de pedidos), acarretando na entrega do produto incorreto. “E na distribuição logística entre centros de distribuição e parceiros logísticos ainda existe o risco de roubo de carga”, complementa. Costa lembra que, diferentemente da venda no balcão, em que o vendedor pode argumentar sobre a marcas, influenciando na decisão do consumidor, no caso na venda online isso não ocorre. “Entregar ao cliente um produto similar, mesmo que tão bom quanto o escolhido, mas de marca ou fabricante diferente, é fator suficiente para causar insatisfação. Outros pontos comuns de falhas citados por ele são: o não cumprimento de prazos de entrega e falta de um canal de comunicação eficiente para acompanhamento da entrega.


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Retaguarda A estrutura necessária para uma boa eficiência logística varia conforme o porte da empresa de comércio eletrônico. “Para baixos volumes de venda, definir processos, treinar os profissionais envolvidos e escolher bons parceiros logísticos pode ser a solução. Para grandes companhias (Marketplace), o investimento em sistemas de gestão empresarial integrados, automatização de esteiras dentro dos centros de distribuição, tecnologia de traqueamento de entregas, etc.”, especifica o consultor da Ebit. A excelência na gestão de estoque é o fator limitador para atuação de empresas de autopeças no comércio eletrônico, assim defende Costa. “Por nossa experiência em consultoria, nós identificamos a grande variedade de peças, o elevado número de veículos e o amplo espectro de fornecedores. E a falta de processos internos de gestão e controle de estoque por parte dos lojistas, é um dos maiores gargalos de uma empresa de autopeças”. E, ainda, “o varejo de autopeças já deu um passo importante no sentido de se aproximar das ferramentas eletrônicas disponíveis, seja para aquisição de produtos, seja para a revenda online. Porém, são poucos os lojistas que transformaram essa prática efetivamente em um negócio. Seja pela falta de habilidade no mundo virtual, seja pelos gargalos de processo no mundo real”. Ele comenta que há poucos cases que podemos citar que


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exploram em sua totalidade o potencial das vendas pela internet. “Mas nem por isso podemos negar o potencial do comércio eletrônico. A capilaridade do negócio virtual abre portas para oportunidades em todo o País, caso o empresário queira levar seus produtos a outras cidades, conquistando novos clientes”.

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Fidelização A entrega no prazo é o fator mais importante para fidelizar os clientes. “Quando há atraso na entrega, os consumidores ficam frustrados e não avaliam positivamente outros quesitos como atendimento, manuseio de produtos, etc.”, afirma Pedro Guasti. Inclusive, a Ebit tem uma metodologia de avaliação das lojas e um dos quesitos é exatamente “entrega dentro do prazo”. “A metodologia de certificação da Ebit já coletou mais de 30 milhões de questionários em mais de 20 mil lojas nos últimos 17 anos. Como toda essa quantidade de dados, formamos um grande Big Data tirando informações relevantes como a satisfação do consumidor com a experiência de compra. Fazemos ajustes esporádicos nos parâmetros que calculam as medalhas de forma a acompanhar a evolução do mercado”. Segundo ele, “As lojas que são conveniadas à certificação Ebit acessam diariamente o sistema Analytics que permite acompanhar a satisfação dos consumidores em muitos quesitos. O grande valor é

entender como a loja se compara ao mercado e quais são suas principais deficiências e fortalezas para poder evoluir sempre oferecendo serviço de excelência aos consumidores”. Em uma escala de um a cinco, para Costa, cinco é a importância do processo logístico para operações online. “O cliente não paga pelo produto, mas por sua capacidade de entrega. Ter um portal amistoso, de fácil navegabilidade é apenas uma pequena fração do negócio de vendas pela internet. Empresas que se destacam mundialmente nesse setor, como a AMAZON, têm excelência logística para atender ao pedido do cliente, com a referência e quantidade corretas, dentro do prazo estabelecido no ato da compra”. Logística de distribuição Com a maior capilaridade de distribuição, os Correios atendem a todos os municípios do País, têm uma frota de mais de 30 mil veículos, e respondem por 65% de todo o tráfego aéreo de cargas no Brasil, além de conexões com cerca de 200 países ao redor do mundo. Em 2017, firmou uma joint venture com a Azul. “Os Correios são praticamente os únicos contratantes de aeronaves cargueiras no País, e há um déficit de aeronaves. Por isso, a joint venture com a Azul, e a compra de cargueiros para esta parceria”, informa Lemuel Costa e Silva, chefe do departamento de Negócios de

Encomendas e E-commerce dos Correios. Como qualquer transportadora, os Correios enfrentam o desafio da infraestrutura rodoviária. “Interligamos todas as cidades do País, e nós temos um grande desafio que chamamos de encaminhamento, transferência entre as cidades. Pelas condições das estradas, “n” coisas podem ocorrer no trajeto, como roubo, e nós temos ações para tentar minimizar esses impactos”. Outra ação dos Correios está nos seus centros de tratamento, onde é realizada a separação de mercadorias. “Já atualizamos os atuais e estamos criando 11 novos centros, ao todo, serão 20 automatizados, dando muito mais agilidade e um encaminhamento mais preciso. Uma infraestrutura capaz de suportar o crescimento do comércio eletrônico”. Os investimentos somam cerca de US$ 110 milhões, para o período de 2017 a 2019. A especialidade dos Correios é a carga fracionada e o varejista é o principal cliente. “Para ele, nós temos algumas modalidades, como a coleta no armazém. E para volumes maiores, o que chamamos de unidade industrial, com caminhões fechados. E há as agências em todo o País para clientes mais esporádicos que vendem pela internet, comum entre os Market Places, grande plataforma de inclusão digital de pequenas e médias empresas no comércio eletrônico”.


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Via Varejo Responsável pela administração de duas grandes varejistas brasileiras, Casas Bahia e Pontofrio, a Via Varejo realiza mensalmente uma média de um milhão de entregas, deste total, 60% são vendas efetuadas pelo comércio eletrônico. “A logística da Via Varejo tem uma infraestrutura logística que suporta as vendas da empresa, seja qual for o canal de vendas, lojas físicas ou o site das marcas Casas Bahia e Ponto Frio”, esclarece Marcelo Lopes, diretor executivo de Supply & Infraestrutura da Via Varejo. Os fatores que interferem na logística da Via Varejo estão relacionados à cadeia de abastecimento, desde a negociação com a indústria, passando pela gestão de pedidos, agendamentos e entregas nos CD’s (Centros de Distribuição), controle e gestão dos CD’s (recebimento, armazenagem, inventário de estoque e separação de produtos), ressuprimento das lojas, roteirização e gestão das entregas ao consumidor. “Todo este processo tem dois fluxos: o de informação e o de execução. Portanto, ter um fluxo de informação dinâmico, ágil e transparente é fundamental para que o fluxo operacional ocorra dentro da sua normalidade”, destaca Lopes. Ao todo, a Via Varejo tem 26 CDs e entrepostos no País. “Conseguimos atender no menor prazo possível, pois toda esta infraestrutura de CD’s e entrepostos está, estrategicamente, localizada para que o estoque da empresa esteja regionalizado e o mais próximo do consumidor final. Além


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disso estamos com o Retira Loja (cliente compra pelo site e retira o produto em uma das lojas) e estamos expandindo esse tipo de operação para agências dos Correios e Lockers, estrategicamente selecionados”. De acordo com Lopes, a boa eficiência logística depende de “uma malha logística abrangente, um parque de lojas bem localizadas, pontos de retiradas de produtos, lojas que podem funcionar como mini CDs, como estamos realizando em todo Brasil, tudo isso integrado a uma área de planejamento bem estruturada, forte controle de custos e de prevenção de perdas”. Ele ressalta que o peso da logística na fidelização de clientes é enorme. “Todo esforço de venda e marketing pode ser em vão se a promessa de entrega não for cumprida, se o estoque de produtos não estiver disponibilizado, se os prazos oferecidos forem muito longos, se a informação de tracking de pedidos não chegar ao cliente de forma correta. O processo de e-commerce é essencialmente um processo logístico”. E cita as principais falhas que podem impactar negativamente a logística do varejo: “uma gestão ineficiente de estoque causando o seu desbalanceamento (falta de alguns produtos e o excesso de outros); uma gestão de CD ineficaz pode ocasionar lentidão na separação de mercadorias; uma gestão de distribuição desorganizada gerando alto custo de transporte com altos prazos de entregas; e, a ausên-

cia de uma logística reversa bem estruturada. Qualquer uma destas falhas, isoladas ou conjuntas, propiciará um péssimo nível de serviço tanto para as lojas como aos consumidores finais”. ArsenalCar A ArsenalCar está há seis anos no mercado e é um dos maiores portais de e-commerce de peças e acessórios automotivos do Brasil. Atualmente, oferece mais de onze mil itens para carros, vans e pick-ups nacionais e importados. “Nós mantemos investimentos constantes em logística para atender o cliente com a maior rapidez possível”, afirma Thiago Arantes, COO da ArsenalCar. A operação logística é 100% automatizada e integrada a grandes sistemas ERP e de gestão de processos. “Quando o cliente faz a compra, esse pedido já é impresso pelos nossos separadores e faturado logo em seguida. Com todos os processos automatizados, conseguimos postar os produtos dos clientes em menos de 24 horas, para a região da Grande São Paulo”. Ele conta que no e-commerce eles têm algumas soluções logísticas voltadas para redução de custos e diminuição de estruturas físicas e operacionais. “Não precisamos mais de grandes operações logísticas internas, uma vez que temos parceiros e operadores logísticos focados nisso. Serviços de FullCommerce (terceirização da cadeia de valor) e Fulfillmente (conjunto de operações e atividades que vão desde o recebi-

mento do pedido até a entrega) estão decolando no mercado cada vez mais para oferecer uma ótima eficiência logística”. Para Arantes, a logística é o coração do e-commerce. “Uma vez que vendemos com excelência, precisamos entregar com excelência. A logística fideliza, ou não, os clientes. Temos uma meta diária a bater: oferecer a melhor experiência de compra aos nossos clientes e isso só é possível com uma logística impecável. Temos vendas recentes de clientes que compraram às 16 horas e receberam o pedido às 10 horas da manhã seguinte. São exemplos como esse que nos motivam a continuar desenvolvendo logística 4.0 cada dia melhor”. Canal da Peça Fundador do Canal da Peça, ao lado de Vinícius Dias, Fernando Cymrot, conta que atualmente são 500 lojistas que, juntos, somam mais de um milhão de produtos disponíveis no Canal da Peça. “Nós somos um marketplace, a logística fica por conta dos nossos parceiros que fazem o controle dos pedidos no painel de acesso”. Ele explica que “esses parceiros têm à disposição nossos tipos de entrega (Correios, transportadora e serviços terceirizados que fazem entrega de moto no mesmo dia, além da opção de retirada na própria loja). Eles também podem incluir seus próprios fretes no nosso marketplace”. Na retaguarda, Cymrot diz que é importante que as áreas de atendimento do e-commerce e


expedição estejam integradas. “O cliente espera a mesma eficiência do balcão. Existem várias lojas com o mesmo produto, mas se você consegue oferecer uma boa logística, o preço passa a ser secundário. Uma boa logística e de fato eficiente pode pesar até 50% na decisão de compra de um cliente”. Como falhas podem ocorrer no processo, o executivo comenta que “o varejista que vende no comércio eletrônico precisa tratar o cliente com a mesma disciplina e o mesmo senso de urgência que trata o cliente no balcão. Porém, uma vez que o produto sai do estoque, ele fica à mercê do modo de envio, que pode sofrer atrasos”. E o lojista precisa se atentar com a embalagem e o manuseio do produto, uma vez que ele pode chegar danificado por um simples descuido na hora do envio. “A logística é tão importante quanto ter um item disponível no estoque. Mesmo levando em consideração todos os passos para o envio e fazendo tudo corretamente, uma atitude errada pode comprometer por completo a experiência do cliente. Do ponto de vista do consumidor, a logística tem um impacto tão grande quanto a disponibilidade ou o preço de um produto”.

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Jocar Há mais de uma década, a Jocar atua no comércio eletrônico, com a linha de peças e acessórios. Na retaguarda está uma equipe de mais de 40 pessoas, e Moisés Sirvente, diretor Executivo da Jocar, ressalta que o mais importante para uma logística eficiente é ter um sistema eficiente.


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“Um sistema eficiente proporciona mais agilidade e menos chance de haver erros. Pelo sistema, o pagamento do pedido é efetuado automaticamente e em alguns casos ocorre de forma manual. Posteriormente, ele é enviado à expedição, para que seja feita a separação, conferência e a embalagem, e destinado para a coleta da transportadora”, especifica. O ponto alto é a conferência dos pedidos. “Por isso, é fundamental que cada um deles seja separado individualmente para não haver trocas”, afirma Sirvente, citando como exemplo na hora da etiquetagem/ destino. E das transportadoras, eles recebem o feedback da entrega, algumas de forma automática. Na sequência, o pós-venda, para que o cliente avalie como foi o seu pedido, em todo o processo. Também para não haver falhas na entrega, Sirvente comenta que do prazo da transportadora sempre é colocado no mínimo um dia a mais. “E se tivermos problemas com a transportadora, nós deixamos de trabalhar com ela. Porém, se há falhas dos Correios, não temos como, pois, eles são os únicos que chegam aonde ninguém chega”. Da experiência no comércio eletrônico, o diretor da Jocar comenta que falhas podem ocorrer em todo o processo, desde o pedido (errado) do cliente. “Porém, a principal delas é achar que basta apenas vender, não ter o pós-venda, e

não colocar pelo menos uma pessoa dedicada para esta finalidade. E quando houver um erro, buscar aprender com ele para que não se repita”. E mesmo que o cliente tenha comprado errado, Sirvente também orienta que é preciso entender o motivo para que isso tenha acontecido, como por exemplo, verificando o cadastro dele, o histórico de compras. Mas para ele um dos erros mais graves é exatamente quando há troca de pedidos, na hora de conferir e embalar. Por isso, mais uma vez, ele ressalta que isso deve ser feito um a um. Para finalizar, ele diz que “na parte de expedição, os processos têm que ser bem definidos e bem seguidos. Cada erro tem que ser corrigido. No e-commerce talvez os erros sejam mais visíveis, pois se tiver uma venda e houver algo errado, vai ter o custo de frete de ida e volta e o cliente ficará insatisfeito, por exemplo. Quanto menos errar, mais você ganhará”. Mercado Livre No Mercado Livre, a categoria “Acessórios para Veículos” é a mais vendida. E por trás de uma operação logística eficiente, tem toda uma retaguarda e muita tecnologia, conforme diz Leandro Soares, diretor de Market Place do Mercado Livre. “O que temos de operação é toda a parte de tecnologia, todos os softwares que fazem a operação. Nós somos uma empresa de tecnologia”.

Segundo ele, “o e-commerce é apoiado em três pilares: marketing digital, plataforma para atrair clientes que no nosso caso é o Mercado Livre, soluções de pagamentos, utilizamos o Mercado Pago, e a terceira é a logística para que o produto de fato chegue nas mãos do comprador”. E exatamente falando de logística, o Mercado Livre oferece três serviços à disposição de seus vendedores na chamada Unidade Envios. O primeiro deles, o mais tradicional, o vendedor prepara o produto (separação e embalagem), cola a etiqueta pré-paga fornecida pelo Mercado Livre e leva ao parceiro logístico que se encarrega da entrega. O segundo é a coleta. “Depois de vendido, nós coletamos o produto, fornecemos a embalagem e a etiqueta, trazemos ele para o nosso centro de distribuição e escolhemos a melhor transportadora para ser entregue ao comprador. Para isso, nós operamos com seis parceiros para a distribuição de produtos, incluindo aéreo, rodoviário e motos”. O terceiro nível de serviços, o mais completo, é o chamado Mercado Envios Full, o que inclui toda a operação logística do vendedor. “Antes de ser comercializado, o vendedor nos envia o produto, nós o armazenamos e, quando acontece a venda, nós fazemos todo o processo para que ele seja enviado ao comprador da forma mais rápida possível”.


Fonte: Balcão Automotivo (Karin Fuchs)

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E a principal falha está na compra errada da peça, pelo comprador ou pelo fornecedor. “Um único carro tem milhares de peças diferentes, são centenas de modelos na nossa frota, e de um ano para outro mudam as peças. Isso pode confundir o próprio comprador e exige do vendedor um sistema de controle para verificar qual é o produto exato a ser enviado para o consumidor. Mas o índice de falha no processo é relativamente baixo”, conta Soares. Com relação aos vendedores, eles são avaliados no quesito “reputação”, um termômetro de cores que mede, por exemplo, a quantidade de reclamações relacionada aos seus produtos. “Um dos principais indicadores da reputação é a velocidade a qual o vendedor entrega o produto e já amarra a questão da logística para que ele seja entregue o mais rápido possível. Para quem opta pelo modelo tradicional, pedimos que isso seja feito em 24 horas (desde a venda até a entrega no operador”. Para finalizar, Soares conta que a tecnologia do Mercado Livre tem um algoritmo que prevê o tempo que o comprador receberá o produto. “São dois componentes: o tempo entre a venda e o vendedor entregar na agência do nosso parceiro, e o tempo desse nosso parceiro entregar para o comprador. Se o vendedor entregar em até 24 horas, é mais fácil prevê, se demora dois ou três dias, demora mais para prever. Se chegar antes é melhor, mas o ruim é quando tem atraso no processo”.


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A Inteligência Artificial e a jornada de compra Pesquisa Embracing The Machines: AI’s Collision With Commerce mostra como esta tecnologia trará economia de tempo e dinheiro

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nteger\OutPromo, agência de shopper marketing do grupo Omnicom, apresenta a Embracing The Machines: AI’s Collision With Commerce, uma pesquisa que traz tendências que vão impactar os shoppers das gera-

ções X, Y e Z e o varejo nos dias de hoje. Inédito no Brasil, o estudo foi apresentado para convidados nesta terça-feira (dia 24), no evento Commerce Experience, realizado no auditório do CUBO Itaú, em São Paulo.

“Criamos este evento proprietário para apresentar para o mercado os dados dessa importante pesquisa, além de outras tendências e ferramentas exclusivas de Shopper Marketing e Customer Experience,


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memória é uma realidade próxima. Agora tudo fica na nuvem, mas esse modus operandis está (há tempos) evoluindo para outras áreas da nossa vida, por exemplo, os nossos hábitos de consumo. Isso é feito através da Inteligência Artificial, que trabalha registrando o que a gente compra, entendendo a periodicidade dela e avisando quando vai faltar, ou quando tem um bom desconto.”, explica Eduardo Assunção, planner da Integer/OutPromo. Apesar do conceito estar presente em diversas manchetes, a AI ainda é um mistério: os participantes da pesquisa tratam o assunto como “coisa de alienígena, ou “alguma coisa relacionada a robôs, como eram nos filmes de ficção”. Entretanto, segundo a pesquisa, 40% dos 3.665 entrevista-

dos estariam dispostos a deixar suas compras do dia a dia (como amaciante, detergente, saco de lixo, etc.) nas mãos de uma Inteligência Artificial. Mesmo sem saber direito o que é de fato inteligência artificial, 90% dos pesquisados dizem estar abertos para “smart home devices”, que tornarão, num futuro próximo, a nossa geladeira em um ponto de venda inteligente. Outro aspecto importante é preço: 78% dos pesquisados dizem que o maior benefício buscado nessa tecnologia é economizar dinheiro, outros 74% dizem esperar encontrar melhores ofertas por meio dessa ferramenta. Um dos principais players do mercado de AI é a Amazon, o maior e-commerce dos EUA, e onde 50% das buscas por marcas acontece.

Sobre a Integer\OutPromo Integer\OutPromo é a operação brasileira do The Integer Group, um membro-chave do Omnicom Group Inc. É uma das principais agências globais de Shopper Marketing, promoções, ativações e varejo on e

off line. Uma agência que oferece maneiras inovadoras para marcas e varejistas envolverem e conectarem-se com os seus shoppers, transformando todos os momentos em momentos de conversão. Insights culturais são usados para inspirar ideias criati-

vas que criam marcas e aceleram a compra tanto dentro como fora da loja. O The Integer Group tem 28 escritórios em todo o mundo. P&G, Microsoft, Reckitt Benckiser, Mars, JBS, Diageo, Camil e Bauducco fazem parte dos clientes atendidos pela operação local.

Clique AQUI para ver os resultados disponíveis

Mais informações também pelo site do Integer.com.

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como o CX3® - Consumer Experience 3D, por exemplo.”, comenta Ricardo Franken, sócio e CCO da agência. Desenvolvida por Craig Elston, Global Chief Strategy Office do The Integer Group dos E.U.A., a pesquisa aponta como a Inteligência Artificial pode impactar a jornada de compra dos shoppers. O cenário da Inteligência Artificial é bastante positivo e a adoção da tecnologia já é esperada em muitas áreas; o foco é ajudar na economia de dinheiro e, consequentemente, tempo. Para o futuro, espera-se que ela tome uma postura mais pessoal na vida do shopper, algo como um assistente pessoal, um personal stylist, concierge, alguém que o ajude a tomar melhores decisões. “A automatização da nossa


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Rotatividade prejudica os negócios Fluxo constante de contratações e desligamentos impacta os lucros e a produtividade

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rotatividade de pessoal ou o chamado turnover é caracterizado pelo número de funcionários que entram e saem de uma empresa no mesmo período e depende de características internas do negócio e da conjuntura econômica do País. Esse fluxo de entrada e saída de empregados costuma ser motivado pelas seguintes circunstâncias: • Maior oferta de emprego; • Novas oportunidades de crescimento profissional; • Condições físicas inadequadas no ambiente de trabalho; • Discordância em relação à política adotada pela empresa; • Critérios inadequados de avaliação e programas adotados; • Problemas com a supervisão; • Descontentamento em relação aos benefícios oferecidos; • Necessidade pessoal de novos desafios; • Busca pela conquista de maiores salários; • Mudança de ramo de atividade ou de função; • Necessidade de substituição do funcionário; • Desejo de diversificar o currí-

culo com novas experiências; • Mudança de local de residência ou de local da empresa; • Insatisfação organizacional. Independentemente do motivo, a rotatividade costuma ser bastante nociva para os negócios quando se observa o impacto geral causado pela constante substituição de trabalhadores. O momento ruim da economia brasileira nos últimos anos

prejudicou a geração de empregos e o crescimento da renda. Embora em recuperação, a taxa de desemprego ainda se mantém em nível elevado, tendo encerrado o ano passado em 11,8%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O quadro a seguir apresenta como ficou a taxa de rotatividade em 2017, conforme o setor e a região do País:


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A rotatividade costuma ser bastante nociva para os negócios quando se observa o impacto geral causado pela constante substituição de trabalhadores (Arte/Tutu)

• Atrasos nos prazos e dificuldades no cumprimento das metas. Além de representar elevado ônus para os negócios, esses custos não podem ser repassados para os preços. Dessa forma, o empresário do comércio precisa absorver as perdas, o que impacta a lucratividade da empresa. Algumas ações podem ser tomadas para reduzir o fluxo de entrada e saída de funcionários. Inicialmente, é importante fazer um levantamento sobre as condições que a empresa oferece aos funcionários, tanto sob o aspecto financeiro quanto profissional. Isso inclui verificar como anda o am-

biente organizacional, os salários e a composição de cargos, bem como rever os procedimentos internos e a oferta de benefícios. Para cada ponto de insatisfação deve ser estudada uma política adequada, com o objetivo de minimizar a taxa de rotatividade. Como as empresas do comércio são mais frágeis às oscilações da economia, pode-se concluir que o elevado nível de rotatividade representa um fator de risco para a sobrevivência dos pequenos e médios estabelecimentos, além de afetar negativamente o resultado financeiro das grandes corporações. Fonte: Fecomercio

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A taxa mais alta foi registrada no comércio (6,17), bem acima da média da economia, que foi de 3,79 no ano passado. Em relação à localidade, as regiões Centro-Oeste (4,32) e Sul (4,19) tiveram os índices mais altos, superando a média nacional. Em novembro do ano passado, o comércio varejista paulista registrou 81.615 admissões e 66.409 desligamentos, criando 15.206 postos de trabalho, de acordo com a Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). A taxa de rotatividade foi de 5,55, nível bastante elevado, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Em geral, a rotatividade acarreta custos e perda de eficiência para as empresas. Os principais problemas são: • Custo admissional e contratação; • Perda de produtividade; • Necessidade de realização de novos treinamentos; • Baixa produtividade inicial do novo contratado; • Pagar horas extras pela ausência do empregado desligado; • Custo da falta da mão de obra nos processos;


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O trabalho à luz das novas tecnologias Conselho de Emprego e Relações de Trabalho da FecomercioSP realiza evento sobre a influência das tecnologias no trabalho e recebe o diretor do Fórum Econômico Mundial e demais representantes expressivos do setor

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Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por meio de seu Conselho de Emprego e Relações de Trabalho, realizou o seminário “Como será o trabalho à luz das novas tecnologias?”. O evento contou com a presença do presidente do Conselho de Empregos e Relações de Trabalho, José Pastore; do vice-presidente da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Júnior; do diretor do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Thomas Philbeck; do diretor de Políticas, Relações Trabalhistas e Sindicais da Febraban, Adauto de Oliveira Duarte; da vice-presidente de Recursos Humanos da IBM para a América Latina, Luciana Camargo; e do vice-presidente de Pessoas e de Sustentabilidade da Embraer, Carlos Griner, além de representantes da Embrapa, do Bradesco, do Senai, do Senac e do Ciee.

Na abertura do evento, José Pastore destacou que a revolução tecnológica está criando uma nova civilização, com uma inegável elevação no padrão de vida dos seres humanos, e que as mudanças institucionais deverão ser rápidas e bem-feitas. Segundo ele, “precisamos nos atentar para as consequências dessas novas tecnologias, que podem ser ‘imensas’. A invasão da privacidade, a destruição de empregos, a transformações das relações de trabalho e outras, tudo isso impõe novas formas de pensar e agir, com os novos desafios pela frente”, afirmou Pastore. O convidado Thomas Philbeck, diretor do Fórum Econômico Mundial, em Davos, falou sobre impacto das novas tecnologias no emprego e no trabalho: destruição e criação de oportunidades, além de propostas correntes para o desemprego tecnológico e ajuste da força de

trabalho. Para Philbeck, é fundamental que o ser humano seja o centro das mudanças tecnológicas, porém, alguns empregos estão caindo contínua e drasticamente. “Alguns serviços estão conseguindo absorver esse trabalhador, no entanto, setores como indústria e manufatura têm cada vez menos vagas, e essa é uma tendência global. Algumas áreas vão se beneficiar disso, outras enfrentarão desafios. As tarefas vão mudar, as profissões não serão mais as mesmas, o cargo poderá ser o mesmo, mas a forma de fazer será diferente”, destacou o especialista. Dessa forma, ele acredita que, para continuar competindo, teremos que entender como construir a cultura da inovação. O homem e a máquina No segundo painel que abordou sobre o que as empresas brasileiras estão fazendo para


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prender e reaprender”, ressaltou. No mesmo painel, Carlos Griner, vice-presidente de Pessoas e de Sustentabilidade da Embraer, falou sobre o setor industrial. Ele indicou que o mundo segue para a era da indústria 4.0, na qual as máquinas vão conviver entre elas. Para ele, “as máquinas são desenvolvidas para facilitar essa relação com o homem”, disse. Segundo Griner, é preciso que as habilidades para trabalhar com a inteligência artificial sejam desenvolvidas. “O que mais vamos precisar são das soft skills,compostas por: intuição, emoção, criatividade, coragem, ousadia etc. Ou seja, aquilo que as máquinas não fazem”, afirma. E para falar sobre o segmento agrícola, Eliseu Alves, criador e, agora, assessor da presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ressaltou a inteligência artificial no setor e afirmou que “a tecnologia se materializa quando o agricultor decide colocá-la em prática”. Segundo ele, a mecanização e a robotização da agricultura acontecem cada vez mais em decorrência do crescimento da agricultura brasileira, que precisou da tecnologia para responder às demandas do mercado externo e às demandas do mercado interno. “Entretanto, ela ainda não é acessível a todo agricultor. O pequeno produtor muitas vezes não tem incentivo para adotar a tecnologia. Para isso, é preciso que

tenham acesso a empréstimos, extensão rural, entre outros. Enquanto essas imperfeições de mercado não forem sanadas, não será possível mudar esse quadro”, afirmou o especialista. Educação para o futuro O terceiro painel, com o título “O que as escolas estão fazendo para preparar os jovens e adultos e bem ajustá-los às novas tecnologias?”, contou com a participação das instituições educacionais Sesi/Senai, Senac e Ciee. Para Walter Vicioni Gonçalves, diretor do Senai-SP e superintendente do Sesi-SP, “a educação tem o papel de transformar as pessoas. Em tempos de convergência das novas tecnologias, a educação assume um papel importante”. Para Ana Kuller, assistente de gerência de Desenvolvimento do SenacSP, o mundo mudou e precisamos saber como ficar frente a isso. “Esse é um desafio que começamos a ver o corpo educacional enfrentar”, contou. Por fim, Renata Mello, gerente de Conteúdo e Capacitação do Ciee reforçou a ideia de que a tecnologia vem a serviço do homem. “Ela é feita por nós e para o nosso bem”. Partindo desse princípio, o Ciee busca entender a forma de colaborar para que esse processo se torne mais amigável. “O profissional diferenciado será o multitarefa. O trabalhador do futuro tem de pensar e agir”, afirmou.

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recrutar e ajustar os profissionais às novas tecnologias, Luciana Camargo, vice-presidente de Recursos Humanos da IBM para a América Latina, falou sobre o setor de comércio e serviços, em relação ao relacionamento da empresa com a tecnologia e com os funcionários. Para a executiva, atualmente já vivemos em um mundo totalmente permeável pela tecnologia. “A máquina não vai substituir o homem. Entendemos que vai aumentar o potencial das pessoas. O grande desafio é saber como trabalhar a educação e preparar a população para aprender, ter outra oportunidade e agregar valor. A transformação tecnológica não é nada se as pessoas não se transformarem, precisamos abraçar e mudar a forma como as pessoas aprendem, lideram e trabalham, porque a tecnologia já está mudando a forma como as pessoas vivem”, finalizou. Do ponto de vista do setor financeiro, Glaucimar Peticov, diretora-executiva-adjunta do banco Bradesco, reforçou que um dos pontos mais significativos entendidos pela companhia é que “quanto mais a tecnologia avança, mais humanizados devemos ser”. “Não estamos competindo com as máquinas, temos que desenvolver as habilidades humanas e trabalhá-las. As competências são comportamentais. Acredito que o analfabeto do futuro será aquele que não têm capacidade de aprender, desa-


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Licença ambiental exige adesão à logística reversa Renovação da licença ambiental só se dará mediante comprovação da participação em sistema de logística reversa

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CETESB publicou a Decisão de Diretoria - DD 076/2018/C, que aprova o “Procedimento para a incorporação da Logística Reversa no âmbito do licenciamento ambiental”. Em linhas gerais, a Decisão condiciona a obtenção ou renovação da licença ambiental de operação de empreendimentos que fabricam, importam, distribuem ou comercializam os produtos constantes no quadro abaixo (entre eles baterias, óleos lubrificantes, pilhas, lâmpadas e pneus), à comprovação da participação em sistema de logística reversa, de acordo com os prazos determinados. “O comércio de produtos de significativo impacto ambiental deve participar de um sistema de logística reversa com Termo de Compromisso válido ou apresentar proposta própria à CETESB, sob pena de indeferimento do pedido de obtenção ou renovação da licença ambiental de operação, de acordo com a Decisão de Diretoria CETESB 076/2018/C”, explica Alexsandra Socorro I. Ricci, da Assessoria Jurídica da FecomercioSP. “Importante observar os prazos determinados para cada tipo de produto e a área construída da instalação, informados na Decisão da CETESB”, complementa.

O cumprimento da Decisão ocorrerá por meio de adesão a um sistema de Logística Reversa já estabelecido, com todos os compromissos e responsabilidades descritos no respectivo Termo de Compromisso – TC cumpridos; ou por meio de estruturação, implementação e operacionalização de um sistema de logística reversa, individual ou coletivo. Neste sentido, é sempre vantajosa a adesão a um TC para Logística Reversa existente, e ressaltamos que a FecomercioSP, por meio de seu Conselho de Sustentabilidade é anuente de três TCs: pilhas e baterias portáteis, baterias chumbo ácido e produtos eletroeletrônicos. Detalhes estão disponibilizados em http:// www.fecomercio.com.br/projeto-especial/logistica-reversa. No caso de um novo sistema de logística reversa, é necessária a elaboração de plano de logística reversa próprio, que deverá observar as metas constantes dos TCs vigentes, em atenção ao princípio da isonomia, consoante disposto no Decreto Federal 9.177/2017 e da referida DD, bem como elaborar relatório anual de atendimento às metas do sistema proposto.

As metas quantitativas e geográficas para os sistemas de logística reversa no Estado de São Paulo estão descritas no item 4 da DD CETESB 076/2018/C. As informações a serem prestadas à CETESB ocorrerão por meio de preenchimento de formulário no SIGOR - Sistema Estadual de Gerenciamento Online de Resíduos Sólidos, Módulo Logística Reversa. Tal módulo ainda será disponibilizado pela CETESB. Os novos empreendimentos devem demonstrar o atendimento às exigências legais de logística reversa de acordo com os prazos descritos no Quadro 1. Os empreendimentos, ao solicitar a licença de ampliação da capacidade instalada de produção, deverão atualizar o Plano de Logística Reversa no SIGOR – Módulo Logística Reversa, de forma a contemplar a nova produção pretendida, de acordo com os prazos estabelecidos também no quadro. Por fim, é importante uma leitura atenta da DD CETESB 076/2018/C, para verificar detalhes das regras estabelecidas e, portanto, empresas sujeitas a licenciamento ambiental devem tomar as providências cabíveis.


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Fonte: FecomercioSP – Assessoria Técnica


sustentabilidade

NOx é vilão da qualidade do ar Manter o catalisador em bom estado é essencial para combater o poluente

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om a chegada do outono e dos dias mais secos, é notável uma mancha escura no horizonte das grandes cidades. O que a população desconhece é que o fenômeno, conhecido como smog fotoquímico, é proveniente da elevada quantidade de veículos que liberam gases poluentes na atmosfera. De acordo com a Umicore, referência em tecnologias contra emissões tóxicas, um dos vilões para a formação dessa névoa contaminada é o NOx (óxidos de nitrogênio). “O NOx é resultado de uma combinação de nitrogênio e oxigênio que se formam em razão da alta temperatura na câmara de combustão dos veículos. Ao ser expelido, pode reagir com o oxigênio sob ação do sol, formando moléculas de ozônio (O3). Esta reação fo-

toquímica forma o conhecido smog”, comenta Cláudio Furlan, gerente Comercial da Umicore. Segundo o especialista, os motoristas podem auxiliar no combate às emissões e, consequentemente, diminuição desse poluente na atmosfera, garantindo o bom funcionamento do catalisador. “A peça é responsável por converter até 98% dos gases tóxicos dos carros em substâncias inofensivas, transformando, por meio de uma reação química, o HC (hidrocarbonetos), o CO, (monóxido de carbono) e o NOX (óxidos de nitrogênio) em vapores que não fazem mal à saúde”, diz o executivo da Umicore. Pela ação do catalisador, o NOX é convertido em N2 (nitrogênio), que representa 75% do ar que respiramos. O componente é fundamental para manter a

qualidade do ar em níveis aceitáveis. “Um exemplo é que, sem a peça, os veículos poluiriam de cinco a dez vezes mais, em média. Além disso, cada catalisador em atividade contribui para que cerca uma tonelada de material poluente não chegue até o ambiente durante a sua vida útil, de cerca de 10 a 15 anos, resultando em 110 quilos de gases tóxicos evitados por ano ou ainda 300 gramas por dia”, ressalta Furlan. Para manter o catalisador em ordem, é importante que o motorista mantenha as revisões do veículo em dia. Falhas em peças do sistema de ignição e de injeção, por exemplo, e o uso de combustível de má qualidade afeta diretamente a peça. “O ideal é que, sempre que possível, o motorista também faça o teste de emissão no carro”, finaliza o executivo.


sustentabilidade

Catalisador é responsável por converter até 98% dos gases poluentes como CO, NOx e HC, em substâncias inofensivas

em unidades de negócios direcionadas ao mercado, oferecendo materiais e soluções que estão no topo de novos desenvolvimentos tecnológicos e que são essenciais no dia a dia. A Umicore investe a maior parte de suas receitas e dedica seus esforços de P&D para materiais de mobilidade limpa e reciclagem. O objetivo da empresa de criar valor sustentável baseia-se em sua am-

bição de desenvolver, produzir e reciclar materiais de forma a cumprir sua missão: “Materiais para uma vida melhor”. As operações industriais e comerciais da Umicore, assim como as atividades de P&D, estão localizadas em todo o mundo para melhor atender sua base global de clientes. O Grupo gerou um faturamento de EUR 2,9 bilhões em 2017 e atualmente conta com 9.700 colaboradores.

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Sobre a Umicore A Umicore é um grupo de tecnologia de materiais e reciclagem. A empresa foca suas atividades em áreas de aplicação, nas quais seu conhecimento na ciência dos materiais, química e metalurgia faz a diferença. As atividades são organizadas em três áreas de negócios: Catálise, Energia e Tecnologia de Superfície e Reciclagem. Cada área é dividida


sustentabilidade

Trator-conceito a biometano New Holland considera a produção local do modelo se houver condições favoráveis

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fabricante de máquinas agrícolas New Holland trouxe ao Brasil um novo trator-conceito movido a biometano. O equipamento foi produzido em Basildon, na Inglaterra. Utiliza um motor FPT de seis cilindros e 180 cavalos próprio para a queima de gás. Sua chegada ao mercado mundial é aguardada em cerca de três anos.

“Ele poderá ser produzido no Brasil. Isso pode levar quatro, talvez cinco anos, vai depender de uma série de fatores”, afirma o vice-presidente da New Holland para a América Latina, Rafael Miotto. Ele se refere a condições favoráveis ao surgimento de biodigestores em propriedades agrícolas e com isso a utilização

de máquinas que consumam o biocombustível em vez de diesel. Com autonomia estimada entre cinco e seis horas de uso contínuo, o protótipo será a grande atração da New Holland na Agrishow, maior feira agrícola do País, que ocorre de 30 de abril a 4 maio em Ribeirão Preto (SP). Em vez de tanques cilíndricos, os reservatórios do trator têm


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causa da viabilidade dessas máquinas a biometano. O importante é que haja uma desburocratização que acelere as regulamentações para o uso do gás, até porque não seriam necessários grandes subsídios”, afirma Miotto. DESIGN ATUAL O trator-conceito surgiu a partir de esquetes enviados de diferentes locais: “Temos estúdios em Chicago (EUA), Lion (França), Turim e Modena (Itália). Gosto de promover a competição entre eles”, afirma o diretor de design da CNH Industrial, David Wilkie. O novo trator usa câmeras em vez de retrovisores e tem faróis e lanternas integrados à carroceria. O assento do tratorista é feito em gomos que reproduzem o logotipo da New Holland. Há uma tela com informações no centro do volante e outra maior e mais próxima ao teto. De acordo com a New Holland, o novo trator tem a mesma du-

rabilidade e intervalos de serviço iguais aos de um similar a diesel, mas emite 10% menos gás carbônico e reduz o total de emissões em 80%. Ainda segundo a companhia, a emissão de partículas é 99% menor. OUTROS DESTAQUES PARA A AGRISHOW A New Holland guardou alguns novos produtos para a feira agrícola que começa na próxima segunda-feira. De acordo com Miotto, a companhia levará uma nova colheitadeira, modelo 10.90; uma nova família de pulverizadores; e um trator grande (modelo T9) disponível com linhas de crédito similares às do Finame, mas fornecidas pelo próprio Banco CNH. “É uma máquina que se paga facilmente porque faz o trabalho de quatro tratores”, afirma o executivo. Outro destaque na Agrishow será o sistema de telemetria desenvolvido em parceria global com a Climate Corp. Ele faz o gerenciamento “escritório-máquina” da produção agrícola.

Fonte: Automotive Business – MÁRIO CURCIO, AB | De Castro (PR)

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formato irregular para aproveitar melhor os espaços ao redor da máquina. O custo-benefício prometido será similar ao de um modelo a diesel. Em 2013, a multinacional apresentou seu primeiro trator movido a metano, o modelo T6. Em 2017, trouxe ao Brasil o equipamento, que roda em testes na Chácara Marujo, em Castro (PR), com boa aceitação por causa do desempenho equivalente ao similar a diesel. “Sustentabilidade e inovação ditam as regras em qualquer trabalho novo que iniciamos na empresa”, afirma o gerente de marketing, Nilson Righi Na propriedade paranaense foram construídos um biodigestor e outras instalações por iniciativa do pecuarista Jan Haasjes, a um custo aproximado de R$ 3,5 milhões. Os itens foram importados da Alemanha e basicamente transformam em gás combustível os dejetos de sua criação de cerca de 10 mil porcos. O biometano é consumido pelo trator, por duas empilhadeiras e uma caminhonete. O excedente é transformado em energia elétrica, utilizada parcialmente dentro da propriedade e também repassada à cooperativa local. Toda a estrutura foi bancada por Haasjes, sem a utilização de linhas de financiamento. A New Holland reforça a importância do apoio da legislação a esse tipo de iniciativa: “Temos procurado os governos federal e estaduais por


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Uma enxurrada de SUV Em apenas um mês, da segunda quinzena de março pra cá, houve uma leva de lançamentos de utilitários esportivos, a maioria com motor turbo de alto rendimento e baixo consumo e custando de R$ 125 mil a R$ 310 mil

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Tiguan, com motor flex 1.4 de 150 cavalos com cinco ou sete lugares, é apenas o primeiro dos cinco utilitários esportivos que a Volkswagen vai lançar até 2020. Tem também uma opção 2.0 de 220 cavalos. A BMW chegou logo com dois: o X2, importado da Alemanha, (de R$ 212 mil a R$ 247 mil) e o X3, esse feito na fábrica de Araquari, em Santa Catarina. Isso porque a BMW já tem aqui o X1, o X4 e o X5, quer dizer, são cinco utilitários esportivos, pra atender toda a gama do mercado. Tem mais: a Volvo lançou o XC40, com motor 2.0 turbo opções de 190 e 255 cavalos. A Honda veio com o novo CR-V, também um turbo 1.5 de 190 cavalos e a Peugeot com o 5008, outro 1.6 turbo de 165 cavalos de potência. É um segmento em que há grande procura, atinge um consumidor com alto poder aquisitivo e, de quebra, tem facilidade de financiamento, porque tem lastro, tem patrimônio e garante o pagamento do empréstimo. Fonte: Auto Informe (Joel Leite)


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Toda ineficiência será castigada girá investimentos de US$ 5 bilhões especificamente em P&D. “A contrapartida é que 30% ou US$ 1,5 bilhão possa ser compensado, a posteriori, com crédito de impostos diretos como IPI ou de importação”, lembrou Antônio Megale, presidente da Anfavea. O governo quer compensação no imposto de renda, mas as empresas alegam que precisam ter lucro e isso não acontecerá tão cedo depois de uma crise de vendas atroz nos últimos quatro anos. Mais provável é uma conta de chegar para destravar o impasse, possivelmente um nível de incentivo menor que o proposto. Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, afirmou que “Rota 2030 não é panaceia, mas alinhamento com os avanços atuais no exterior e possibilidade de planejar em longo prazo”. Já o consultor Octavio de Barros, da Quantum4, parafraseou o dramaturgo Nélson Rodrigues, mas adaptou à situação econômica: “Toda ineficiência será castigada”. Para ele não há mais tempo a perder. O tema continuou quente no Seminário Autodata Mercosul Automotivo. Pablo di Si, presidente da VW América do

Sul e Caribe, enfatizou a necessidade de não ficar para trás. “Precisamos decidir se vamos apenas dobrar chapas metálicas ou avançar em direção à modernidade”, disparou. Ele acredita que Brasil e Argentina devem perseguir grau de integração ainda maior e continuar uma adaptação do nível de comércio até alcançar a livre troca de produtos. Um dos facilitadores é ter um “carro único” nos dois lados da fronteira. Possa ser produzido e vendido sem adaptações em um mercado ou outro. A GM Mercosul, segundo declarou seu presidente Carlos Zarlenga, está bem próxima disso. Ele não adiantou qual seria o primeiro modelo, mas a coluna apurou que se trata do Spin em sua evolução de meia vida, em meados deste ano. “Temos um plano muito robusto de evolução de todo nosso portfólio nos dois países até 2021/22. Vamos anunciá-lo em breve”, afirmou. Por enquanto, não revela quantos produtos serão, estratégia diferente da VW que pretende fazer 20 lançamentos até 2020: 13 produzidos aqui, dois na Argentina e cinco importados.

(*) Fernando Calmon é engenheiro e jornalista especializado na indústria automobilística desde 1967. Sua coluna semanal sobre automóveis, Alta Roda, é publicada em uma rede de 100 jornais, revistas e sites. É correspondente para o Brasil do site inglês just-auto. Além de palestrante, exerce consultoria em assuntos técnicos e de mercado na área automobilística e também em comunicação.

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alta pouco, depois de muitas incertezas, para início do programa Rota 2030. Trata-se de um conjunto de regulamentações técnicas – segurança, economia de combustível e emissões – em três períodos de cinco anos, que indicará caminhos para produzir e/ou importar veículos no mercado brasileiro. É possível, depois de quatro adiamentos, que seja anunciado em maio. Na realidade, depois de mais 100 reuniões entre governo federal e representantes do setor em 2017, há consenso em todos os temas técnicos. A discussão continua sobre o custo dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). O Governo Federal alega que a situação fiscal do País dificulta qualquer incentivo no momento, embora a indústria alegue que desembolsos futuros sobre P&D podem ser redirecionados do Brasil para outros países. Durante o IX Fórum da Indústria Automobilística, em São Paulo, organizado pela Automotive Business, as peculiaridades do Rota 2030, sucessor do Inovar-Auto (2013-2017), tomou boa parte das apresentações e debates. O novo programa exi-

*Por Fernando Calmon


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Ford comemora 50 anos da fábrica de Taubaté A Ford comemorou hoje três marcos importantes da fábrica de Taubaté, no interior paulista: os 50 anos de operação da unidade e o início da produção local do motor 1.5 Ti-VCT Flex de três cilindros e da nova transmissão manual MX65

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lém do presidente da Ford América do Sul, Lyle Watters, o evento contou com a presença do governador do Estado de São Paulo, Márcio França, do prefeito de Taubaté, José Bernardo Ortiz Junior, e outras autoridades, executivos, sindi-

calistas e empregados. O motor 1.5 Ti-VCT Flex de três cilindros, que hoje equipa o EcoSport, também será oferecido em breve no Ka FreeStyle, mais novo utilitário compacto global da marca, junto com a transmissão MX65. O Brasil

foi o primeiro a lançar o novo propulsor global e agora será um dos únicos a produzi-lo, ao lado da China, do México e da Índia, país de onde ele era importado até então. Primeiro 1.5 do mundo com três cilindros, ele oferece um ní-


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vel inédito de potência e economia de combustível, seguindo a tendência conhecida como “downsizing”. Com 91,5 cv por litro, é o motor naturalmente aspirado com a maior potência específica do mercado. “A produção local do novo motor e da nova transmissão é mais uma prova do foco da Ford em servir os consumidores com produtos versáteis, que oferecem grande economia de combustível sem comprometer a performance e o prazer de dirigir”, disse Lyle Watters. “Para isso, fizemos significativos investimentos em equipamentos, sistemas e melhoria de processos que estão totalmente alinhados com os conceitos da Indústria 4.0. E investimos também no nosso recurso mais valioso – as pessoas –, com um amplo programa de mais de 250 mil horas de treinamento.”

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Indústria 4.0 Para a produção do novo motor e da nova transmissão em Taubaté, a Ford investiu em equipamentos e processos que seguem o conceito de Indústria 4.0 para garantir o alto nível de eficiência e qualidade da operação. Entre as novidades, estão a instalação de 30 robôs e uso da tecnologia de rastreamento QR Code na linha de motores, além de 19


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robôs e solda a laser na unidade de transmissões. Além de flexibilidade para a produção de motores de três e quatro cilindros na mesma linha, a fábrica tem 100% dos equipamentos conectados via wi-fi para monitoramento on-line da produção, da qualidade e da manutenção de máquinas e equipamentos. “Nós atualizamos 100% do nosso parque fabril em Taubaté, com automação das linhas de usinagem e montagem, e melhoramos o fluxo de materiais, totalmente integrado ao conceito de manufatura enxu-

ta, proporcionando eficiência nos processos e alta produtividade. Assim, estamos alinhados ao que existe de mais avançado na Ford no mundo, com o mesmo padrão de qualidade de mercados como os Estados Unidos, Alemanha e China”, disse Rogelio Golfarb, vice-presidente de Assuntos Governamentais, Comunicação e Estratégia da Ford América do Sul. Segundo ele, a Ford tem uma grande tradição no desenvolvimento de motores, sendo um dos destaques o 1.0 Ti-VCT Flex de três cilindros

que equipa o Ka e contribuiu para a marca exceder as metas de eficiência energética do programa Inovar-Auto. Desempenho e eficiência Com potência de 137/130 cv e torque de 158/153 Nm (com etanol/gasolina), o novo motor 1.5 Ti-VCT Flex de três cilindros produzido pela Ford em Taubaté tem um desempenho que supera inclusive concorrentes de quatro cilindros e maior cilindrada. Usando bloco de alumínio e tecnologias avançadas, como duplo comando de válvulas e correia imersa em óleo,


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missão é fabricada também na França e na Índia. Tradição de qualidade Ao longo de suas cinco décadas de história, o complexo industrial da Ford em Taubaté registrou vários marcos, sendo reconhecido internacionalmente pelo alto padrão de qualidade e eficiência na produção de motores, transmissões e componentes automotivos. Entre outros produtos, já forneceu motores para o Mustang nos Estados Unidos e para o Focus montado na Europa, além de vários modelos de sucesso produzidos no Brasil

e América do Sul, como Maverick, F-1000, Escort, Fiesta, Ka, Focus e EcoSport. A fábrica tem recebido constantes investimentos em novas tecnologias, aquisição de equipamentos e treinamento de pessoal e hoje soma uma produção total de cerca de 8 milhões de motores e 7 milhões de transmissões. Além de contar com times altamente especializados e dedicados, ela é um exemplo de preservação ambiental, com a manutenção de ampla área verde e um lago que servem de abrigo para espécies de aves nativas.

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também é mais econômico no consumo de combustível, com classificação “A” no Inmetro/ Conpet, responsável pela medição da eficiência energética dos veículos no mercado brasileiro. A nova transmissão manual MX65 de cinco velocidades incorpora vários avanços construtivos que contribuem para aprimorar a eficiência e a dirigibilidade do veículo, aproveitando ao máximo a potência do motor. Ela tem um design menos complexo, um processo de manufatura mais enxuto e pesa 8 kg a menos que a transmissão IB5. Além do Brasil, a trans-


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O queridinho

das telonas São muitas as características que tornam única uma criação. Dentre elas, podemos falar em personalidade, design, carisma e história, todas presentes na marca inglesa

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The Magical Mystery Tour (1967) Em 1966, o empresário dos Beatles, Brian Epstein, deu a cada um dos integrantes da banda um Mini Cooper S. No ano seguinte, George Harrison

aproveitou as filmagens de The Magical Mystery Tour para exibir a personalização que ele havia feito no carro. Ele mandou pintar a carroceria de vermelho brilhante e a decorou com desenhos da mitologia indiana. Neste filme da fase psicodélica dos Beatles, o lendário Mini Cooper de Harrison faz uma rápida aparição, com o próprio ao volante e acompanhado de John Lennon, no banco do passageiro. Em 2009, uma versão repaginada do carro foi lançada pela MINI no aniversário de 50 anos da marca. O carro foi leiloado e a renda arrecadada destinada à uma instituição criada pelo guitarrista, morto em 2001. Um Golpe à Italiana (1969) Estrelado pelo ator britânico Michael Caine, “Um Golpe à Italiana”, ensinou como captar cenas de perseguição empolgantes envolvendo carros. Até hoje, esta comédia policial é lembrada pela sequência que mostra três Mini Coopers S coloridos – azul, vermelho e branco – desfilando em alta velocidade e fazendo malabarismos pelas ruas de Turim, na Itália. Os pequenos e carismáticos MINI fazem peripécias, até então, inéditas para a época, como saltar entre edifícios, entrar em túneis e descer escadarias. A ousadia do filme foi tanta que

rendeu ainda cenas rodadas em uma pista de testes construída no topo de uma antiga fábrica da Fiat. A ação gira em torno de um meticuloso plano de assalto executado por Charlie Crocker, vivido por Caine, com a ajuda de comparsas. Este clássico longa-metragem rendeu uma refilmagem em 2003, batizada no Brasil como “Uma Saída de Mestre” e tendo Mark Wahlberg e Charlize Theron nos papeis principais. Mr. Bean (1990) O personagem hilário e mundialmente conhecido criado pelo ator Rowan Atkinson, chegou às telas de tv na década de 1990 e fez história com seu humor tipicamente britânico. Ao longo dos 15 episódios da série que é reprisada até hoje em vários países, Mr. Bean guiou não apenas um, mas dois Mini Morris 1000, um de cor verde, ano 1969, e outro laranja, fabricado em 1977. Em um de seus momentos memoráveis, Mr. Bean enche o carro com bugigangas compradas em uma loja. Sem ter como entrar no carro, ele decide guiar o carro sentado uma poltrona amarrada no teto. Em 2015, nas comemorações pelo 25º aniversário da série, Atkinson refaz a memorável cena acelerando o Mini Morris verde em torno do Palácio de Buckingham.

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m MINI é um carro inconfundível. Seja um modelo novo ‘em folha’ ou um clássico, ele desfruta de um carisma especial, mesmo daqueles que, simplesmente, param o que estão fazendo para apreciá-lo com os olhos. Apesar do porte compacto, seu jeitão esperto e irreverente logo cativou celebridades, como os Beatles, o líder dos Rolling Stones, Mick Jagger; o ator norte-americano Steve McQueen, e o comediante Rowan Atkinson, o eterno Mr. Bean; só para citar alguns famosos. Com todo esse fascínio, não demorou muito para o pequeno MINI acelerar direto para as telas do cinema. Sua primeira aparição de destaque foi em 1969, no filme “Um Golpe à Italiana”, estrelado pelo ator britânico Michael Caine. Na época, o Mini Cooper já reinava como ícone da cultura pop e da indústria automobilística do Reino Unido. Confira a seguir algumas das principais participações da MINI no cinema. Um currículo digno de Oscar de mais querido personagem das quatro rodas.


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Cena do filme “Uma Saída de Mestre” (2003)

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Identidade Bourne (2002) Outro filme que traz um clássico MINI em cenas de tirar o fôlego e que viraram referência quando o assunto são sequências cinematográficas de perseguição envolvendo carros. No longa-metragem de estreia da trilogia sobre o espião Jason Bourne, vivido pelo astro Matt Damon, uma fuga alucinada mostra um Mini Mayfair cruzando as ruas de Paris em alta velocidade. Além de descer escadarias e atravessar passagens estreitas com a polícia francesa em seu encalço, o MINI guiado por Bourne mostra a agilidade e a grande capacidade de ma-

nobras do carro, características já conhecidas graças ao motor transversal posicionado na frente e à tração dianteira. Austin Powers, em “The Goldmember” (2002) No terceiro filme da série cinematográfica sobre o agente secreto trapalhão Austin Powers, vivido por Mike Myers, o carro guiado pelo protagonista não poderia ser outro senão um Mini Cooper S caracterizado com as cores da bandeira da Grã-Bretanha, a Union Jack. Desta vez, Powers precisa salvar seu pai, Nigel – interpretado por Michael Caine –, das garras de seu eter-

no inimigo, o Dr. Evil. Na sátira americana aos filmes de espiões, Powers acelera o Mini Cooper S tendo ao lado Caine e a cantora Beyoncé, que faz o papel da namorada do agente secreto, Foxxy Cleopatra. Uma Saída de Mestre (2003) Neste remake do clássico “Um Golpe à Italiana”, não poderia faltar a épica sequência que mostra três Mini Cooper S em fuga. Nesta nova versão, atualizada e vertiginosa, a cidade de Turim, na Itália, retratada no clássico filme, dá lugar à Los Angeles (EUA). As cenas rodadas no metrô da cidade


giro lho guiado por Stella, a personagem interpretada por Charlize Theron, foi a forma que os produtores encontraram para homenagear o clássico “Um Golpe à Italiana”.

Sobre o BMW Group Com suas quatro marcas BMW, MINI, Rolls-Royce e BMW Motorrad, o BMW Group é o fabricante líder mundial de automóveis e motocicletas e também fornece serviços financeiros e de mobilidade premium. Como uma empresa global, o BMW Group opera 31 instalações de produção e montagem em 14 países e possui uma rede global de vendas em mais de 140 países.

Em 2017, o BMW Group vendeu cerca de 2.463.500 milhões de automóveis e 164.000 motocicletas em todo o mundo. O lucro antes de impostos em 2016 foi de aproximadamente 9,67 bilhões de euros em receitas de 94,16 bilhões de euros. Desde 31 de dezembro de 2016, o BMW Group tinha uma força de trabalho de 124.729 colaboradores. O sucesso do BMW Group sempre foi baseado no pen-

A Teoria de Tudo (2014) A participação do MINI no filme que conta a história do físico britânico Stephen Hawking e de Jane Wilde, sua esposa na época, ocorre quando o casal viaja a passeio acompanhado pelo filho Robert. O carro, uma perua Morris Mini-Traveler, versão alongada do Morris Mini original, era usada frequentemente pela família para transportar Hawking e sua cadeira de rodas. A primeira geração das peruas Morris Mini-Traveller e Austin Countryman foi lançada no início da década de 1960. Hawking, que sofria de esclerosa lateral amiotrófica, morreu em março aos 76 anos. A interpretação de Eddie Redmayne, no papel do protagonista,

rendeu a ele o Oscar de Melhor Ator. A atriz Felicity Jones, por sua vez, representou a esposa do cientista. Pixels (2015) Os fãs mais jovens do MINI vão se lembrar das cenas em que quatro Cooper S Hatch de cores diferentes – azul, rosa, laranja e vermelho – perseguem e são perseguidos por uma versão gigante do Pac-Man, o personagem redondo que dá nome ao famoso videogame. Nesta comédia protagonizada por Adam Sandler, quatro amigos que cresceram jogando videogames clássicos da década de 1980, precisam salvar o mundo de alienígenas que acreditam que vídeos de jogos de fliperama são uma declaração de guerra. E os próprios personagens de videogames como Pac-Man, Donkey Kong e Space Invaders são usados pelos alienígenas para invadir o planeta.

samento de longo prazo e em uma ação responsável. Portanto, a empresa estabeleceu a sustentabilidade ecológica e social em toda a cadeia de valor, a responsabilidade abrangente de produtos e um claro compromisso com a conservação dos recursos como parte integrante da sua estratégia. Para mais informações sobre a MINI Brasil, acesse mini.com.br

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figuram nas melhores listas de fugas cinematográficas envolvendo carros já feitas. Em “Uma Saída de Mestre”, o astro Mark Wahlberg é quem dá vida ao ladrão Charlie Crocker, que está decidido a recuperar um cofre roubado por um ex-sócio. Para executar seu plano, ele reúne um grupo de especialistas, entre eles, dois pilotos interpretados pelo ator Jason Statham e pela bela Charlize Theron. As tomadas feitas no metrô, em que os MINIs descem uma escadaria e andam na plataforma de embarque dos trens, utilizaram 32 Mini Cooper, entre eles um Cooper com dois volantes para que um dublê pudesse guiar o carro enquanto um dos atores pudesse de dedicar à sua interpretação diante das câmeras. Após o término das filmagens, este exemplar foi adquirido pela MINI para ser exposto na fábrica de Cowley, na Inglaterra. No início do longa, a cena que mostra um Mini Cooper verme-


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Informações para o dia a dia Boletim “No Balcão” começou a ser distribuído em abril, com notícias jurídicas e econômicas para empresários do comércio de bens e serviços

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s principais temas que impactam diretamente o cotidiano do profissional do comércio de bens e serviços podem ser conferidos desde abril no informativo “No Balcão”. Assuntos de natureza jurídica e econômica estão reunidos em um uma única publicação, com o objetivo de facilitar e auxiliar a atuação de comerciantes, por meio de uma linguagem simples, clara e objetiva. Desenvolvido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o boletim “No Balcão” é resultado da junção entre dois importantes veículos de comunicação da Entidade - Economix e Mix Legal – cujos conteúdos são elaborados pelas equipes técnicas de ambas as áreas. A distribuição será feita mensalmente a empresários, comerciantes e prestadores de serviços. O informativo conta com oito páginas e, além de textos, notas e artigos, trará indicadores produzidos pela Federação, que funcionam como balizadores na tomada de decisões sobre os mais diversos ramos da atividade comercial. Para acessar o No Balcão, clique aqui.

Fonte: FecomercioSP


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