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IMPRESSO

solução

Sinbi contrata empresa para coleta

Informativo do Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigüi

Ano IV • Nº 34 • Junho 2006 • www.sindicato.org.br

dos resíduos industriais

O Sinbi trabalha para resolver a situação dos resíduos industriais nas fábricas de calçados de Birigüi. Os empresários do Pólo vêm se preocupando muito com a questão ambiental e se mobilizaram através do Sindicato para solucionar o problema. Após a realização de pesquisas em outros pólos calçadistas e de uma concorrência entre empresas de coleta de lixo, o Sinbi fechou um contrato com a Estre Empresa de Saneamento e Tratamento de Resíduos para a coleta e destinação do lixo industrial. Através do projeto, os resíduos industriais das empresas associadas ao Sindicato serão coletados e destinados a um aterro sanitário licenciado, localizado na cidade de Paulínia-SP, onde receberão tratamento adequado para

não prejudicar o meio ambiente. Desde setembro de 2005, o Sinbi trabalha para solucionar a questão dos resíduos das indústrias de Birigüi. Na época, foi realizado um encontro entre empresários e o consultor de meio ambiente do Sindicalçados de Jaú (Sindicato da Indústria Calçadista de Jaú), Osvaldo Contador Júnior, para mostrar a importância da elaboração de um programa de coleta de resíduos e apresentar a experiência do Pólo de Jaú com a regulamentação da coleta e destinação do lixo industrial. Após o encontro, o Sindicato encaminhou à CETESB (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental), através do Senai, amostras de resíduos produzidos nas indústrias de Birigüi para análise e classificação. O próximo passo foi a conquista do CADRI (Certificado de Aprovação para Destinação de

Resíduos Industriais) coletivo para as empresas associadas ao Sinbi. O presidente do Sinbi, José Roberto Colli, considera a regulamentação da coleta e destinação dos resíduos industriais de Birigüi muito importante porque em breve a Prefeitura de Birigüi não poderá mais coletar os resíduos e depositá-los no aterro da cidade. “Precisamos cuidar do meio ambiente em nossa cidade e, como empresários, temos que dar exemplo e cuidar das futuras gerações”, afirmou. As empresas que desejarem aderir ao projeto devem entrar em contato com o Sinbi. A coleta terá início ainda no mês de junho, mas somente após a adesão de todas as empresas interessadas. O presidente do Sinbi ressalta que é muito importante a participação das empresas no projeto para que ele atinja os resultados esperados.

Feical oportuniza atualização tecnológica Os últimos preparativos para a Feical 2006 estão a todo vapor. O evento acontece nos dias 18 a 20 de julho no pavilhão de exposições Roque Barbieri em Birigüi e é a única feira regional que tem apoio oficial da Abrameq. O pavilhão de máquinas da Feical 2006 já tem 100% de seu espaço comercializado. A Safra Eventos, promotora da feira, contratou a empresa Nautika para a montagem do espaço. Os trabalhos começam no próximo dia 20 de junho. Cerca de 120 fornecedores de máquinas e componentes participam do evento. A terceira edição da feira vai apresentar às indústrias de Birigüi, Jaú e Santa Cruz do Rio Pardo novidades em tecnologia e insumos de produção e conhecimentos sobre materiais e sistemas fabris. A expectativa da Safra Eventos é

de que 10 mil profissionais compareçam ao evento. Para viabilizar a presença de um grande público, a Safra Eventos vai agendar previamente a visita das principais indústrias de Birigüi para que elas se façam presentes com dirigentes, técnicos e outros profissionais. Além disso, a Safra fechou parceria com o Sindicalçados de Jaú para apoio insti- A Safra Eventos, promotora da Feical, espera 10 mil tucional e visitação pessoas para a feira de associados à feira. Sob a coordenação do Sindicato, em- originários de estados como São Paupresários da cidade virão ao evento lo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais para conhecer os produtos expostos, e Santa Catarina.

Acesse www.sindicato.org.br e compartilhe conhecimento e negócios.

tem participação recorde na Feira A Francal 2006 terá participação recorde de Birigüi. Na 38ª edição da Feira Internacional de Calçados, Assessórios de Moda, Máquinas

Sinbi contrata empresa para coleta de resíduo industrial

O Sinbi fechou contrato com uma empresa de saneamento para coletar e tratar os resíduos industriais produzidos nas fábricas de calçados de Birigüi. Através do contrato, as empresas associadas ao Sindicato terão seus resíduos coletados pela empresa e encaminhados a um aterro licenciado para serem tratados e não mais apresentaram risco ao meio ambiente. As empresas interessadas devem entrar em contato com o Sindicato e fazer sua adesão ao projeto. Página 8.

40 alunos iniciam segunda turma do MBA Calçadista. Página 3. Governo libera financiamento de R$ 400 milhões para setor calçadista. Página 2.

e Componentes o Pólo de Birigüi será representado por 46 marcas em 23 estandes, sendo 20 individuais e 3 coletivos. Além da participação recorde, o grande destaque de Birigüi na feira é o estande

coletivo do Pólo, resultado de uma parceria entre o Sinbi e o Sebrae. Ao todo 13 empresas estarão nos 132 metros quadrados do estande apresentando suas coleções a lojistas do mercado interno e externo. Páginas 4 e 5.

Setor calçadista de Birigüi participa da 4ª Ação Fiesp

Sinbi, Prefeitura Municipal e empresários calçadistas participaram da 4ª Ação Fiesp

O setor calçadista de Birigüi foi representado pelo Sinbi na 4ª Ação Fiesp, realizada dia 18 de maio em São José do Rio Preto. Na ocasião, o presidente do Sindicato, José Roberto Colli, reivindicou uma cota de valor mínimo para as importações de calçados. Empresários de Birigüi e Araçatuba e representantes de entidades da região participaram juntos do evento. A Ação trouxe dez departamentos da Fiesp para o interior para ajudar na solução de problemas específicos da indústria da região. Página 3.

Empresas apóiam trabalho acadêmico Empresas calçadistas de Birigüi apoiaram, junto com o Sinbi, a realização de um desfile de moda organizado por um grupo de alunos do 5º termo do curso de Administração de Empresas da Uniesp Birigüi. No evento, a turma apresentou para a comunidade acadêmica o slogan e a marca “Birigüi – Capital Brasileira do Calçado Infantil”. Página 6.

Desfile apresentou modelos das empresas participantes


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EDITORIAL

Líderes progressistas Os empresários de nosso setor estão dando mais um exemplo de empreendedorismo, pois num momento em que o setor calçadista passa por dificuldades eles estão com a visão de líderes progressistas, com olhar nas oportunidades que estão em nosso horizonte. No início do mês de Julho teremos na 38ª Francal um número recorde de empresas de nosso Pólo participando da feira. Birigüi estará representada por 46 marcas, sendo 20 com estandes próprios; 6 no estande da Prefeitura Municipal; e pela José Roberto Colli - presidente primeira vez teremos um estande coletivo do Pólo, em parceria do Sinbi entre o Sinbi e o Sebrae, com 13 empresas. Nós temos a certeza que a partir da Francal, com as novas coleções Primavera Verão, teremos um aumento considerável nos negócios e faremos um segundo semestre muito bom, em que empresários e colaboradores estarão satisfeitos com os resultados conquistados. Gostaria aproveitar este espaço e fazer uma homenagem a um grande amigo e empresário que inesperadamente nos deixou no mês passado, num acidente sem precedentes. Uma pessoa que só fez o bem, sempre alegre e otimista: nosso querido Yossef Mansour, o “Zé Turco”. Um grande líder sempre deixa “pegadas”, exemplos positivos e com certeza o “Zé” deixou muitas marcas maravilhosas em nossa comunidade. Sempre disposto a servir o próximo, com certeza seus familiares estão muito tristes, mas também muito orgulhosos do exemplo que ele foi para nós todos.

Governo Federal libera R$ 400 milhões para setor calçadista O governo federal anunciou no mês de maio a liberação de um financiamento de R$ 400 milhões para o setor calçadista brasileiro. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou a medida em Porto Alegre, dia 17 de maio. O programa de apoio ao setor será oferecido pelo Banco do Brasil com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A medida é uma resposta do governo às reivindicações apresentadas pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao estado no mês de abril. A linha de crédito tem taxa de juros de

8,15%, mais 2,8% ao ano; o prazo para pagar é de 12 meses de carência, mais 12 para parcelar; e o limite por empresa é de R$ 5 milhões. O financiamento se estende a todo o setor calçadista no país. As empresas interessadas em utilizar recursos do financiamento já podem ir às agencias do Banco do Brasil e solicitar o empréstimo. Os gerentes dos bancos vão instruir os empresários. Segundo a assessoria de Imprensa da Abicalçados, a entidade considera a medida do Governo Federal bem vinda para auxiliar o setor, num momento em que há problemas de capital de giro causados pela defasagem cambial.

Diretoria 2003/2007 José Roberto Colli Presidente Carlos Alberto Mestriner 1º Vice-presidente Jacir Inácio Migliorini 1º Secretário José Luis Fernandes 2º Secretário Antônio Liranço 1º Tesoureiro Luiz Antônio Michilin 2º Tesoureiro Antônio Ramos de Assumpção Diretor de Patrimônio Ubiraci Chaves de Oliveira Diretor Social Sérgio Gracia Diretor Social Wagner Aécio Polli Diretor-Administrativo Membros do Conselho Fiscal: Wilson José da Silva Antônio Carlos Candelária Denílson Eckstein Membros Suplentes do Conselho Fiscal: Valdir Lino Pulzato Anésio Sorato Sérgio Chagas Delegados na Federação: 1- Carlos Alberto Mestriner 2- Samir Nakad Suplente Delegado na Federação: José Luis Fernandes Rua Roberto Clark, 460 – Centro 16200-043 Birigüi – SP Fone: (18) 3649-8000 Fax: (18) 3649-8022 E-mail: sindicato@sindicato.org.br Projeto gráfico Pontual Propaganda Fone: (18) 3624-3366 Reportagens: Karen Silva Jornalista responsável Paulo Mantello – MTb 24.441 Impressão e fotolitos Efral – Editora Folha da Região Fone: (18) 3636-7777

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exportação

E x p e d i e n t e

Esta edição do Sinbinforma traz de volta a coluna Rumo ao Exterior, com informações sobre exportação. O que fazer para começar a exportar? Quais os fatores que interferem nas vendas para o mercado externo? Como adequar suas exportações em tempos de crise? Estes são alguns temas que serão tratados neste espaço para auxiliar as empresas de Birigüi a aumentar sua atuação no exterior.

Exportação x Dólar

A cada dia é evidente a influência da moeda estrangeira na vida dos brasileiros e, conseqüentemente, no cotidiano dos birigüienses. Tudo o que acontece lá fora influencia diretamente nas decisões das empresas sobre exportação, especialmente pela

A Finobel completa nesse mês de junho 23 anos. Nesta edição do Sinbinforma, a coluna Calçados & Negócios homenageia essa importante empresa do pólo. Conheça a baixo a sua história.

Trajetória

A Finobel está localizada em Birigui, estado de São Paulo, Capital Brasileira do Calçado Infantil, e foi fundada em maio de 1983, completando esse ano 23 anos de muito trabalho, respeito, dedicação e vitórias. Como todos nós, nasceu pequena, porém com códigos genéticos bem determinados: aqueles que a levaram a desenvolver somente

dificuldade de definir preços, pois não se pode prever se elas estarão ganhando ou não. Com a economia globalizada a referência para o mundo é o país que tem a economia mais forte, no caso os Estados Unidos. Os profissionais vêm observando as decisões do novo presidente do Banco Central (BC) americano, cujas declarações mostram um ajuste na economia, sinalizando aumento dos juros no país para conter consumo (inflação). Sendo assim, a economia mundial produzirá menos, trazendo preocupação para nossa cidade. Mas, este cenário de transição na economia de lá tem um lado positivo. Com o aumento dos juros nos EUA ocorrerá uma evasão de dólares para as bolsas americanas, ou seja, os capitais investidos aqui no Brasil vão “buscar um mercado mais sólido e seguro por lá”.

produtos de qualidade desde então. Sua trajetória é marcada por essa obstinada busca, pois seus gestores acreditam que é no produto que está a essência do empreendimento. E assim é que se constrói uma relação duradoura e de confiança. O que oferecemos aos nossos jovens é honesto, de qualidade. Hoje a Finobel cresceu com a certeza do caminho bem escolhido. Suas duas unidades fabris contam com equipamentos e profissionais qualificados para suprir o mercado interno e externo com muita eficácia. Distribui para todas regiões do país e exporta cada vez mais. O que a Finobel mais deseja é fazer parte da vida das crianças e jovens. E assim a Finobel cresce sólida e de forma saudável, com escolhas acertadas e muita boa fé. Como todos nós.

Assim, a oferta da moeda em nosso mercado diminuirá, elevando o dólar a um valor mais significativo para nossas exportações. Nem os mais renomados analistas de mercado conseguiriam prever o valor do dólar para curto, médio e longo prazo. É muito difícil tecer qualquer comentário sobre o assunto, pois existem muitas variáveis internas e externas que influenciam. Como todos percebem, este é um grande jogo com regras muito complexas. O que precisamos fazer é conhecê-las e acompanhá-las ao máximo. Os favoritos para ganhar o título são Estados Unidos e Europa. O Brasil, por enquanto, é um simples participante... Ainda?! Erikson Camilo – Erge Comissária de Despachos

Equipe do departamento comercial da Finobel


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Coluna jurídica Coluna Jurídica

A nova lei de execução civil e a economia O Presidente Lula sancionou em dezembro de 2005 a lei de n.º 11.232/05, que entrará em vigor no próximo dia 15 de junho. O processo de execução civil, como se apresenta atualmente no Brasil, é moroso e tem custos altos. A lei citada acima altera todo o sistema de cobrança no Brasil, o que terá reflexos positivos não só para as pessoas que precisam receber seus créditos cobrados na Justiça, mas também para a economia brasileira. Considerado um dos mais importantes projetos que compõem a reforma infraconstitucional do Poder Judiciário, a lei tem por objetivo dar mais

racionalidade e agilidade à tramitação de ações de cobrança, um dos maiores responsáveis pelo congestionamento dos tribunais brasileiros. O processo de execução civil é composto atualmente de duas fases: a de conhecimento (na qual o juiz constata a existência de uma dívida) e a da execução (em que o credor paga o débito). Os principais problemas desse sistema estão relacionados não só à morosidade, mas à não conclusão da ação. A lei em questão une as duas fases em um único processo, dando mais agilidade à sua tramitação. Uma das principais mudanças da atual execução civil é que a lei prevê a

Desfile Uniesp

O Sinbi apoiou a realização de trabalho acadêmico de alunos do 5º termo do curso de Administração de Empresas da Uniesp de Birigüi. A atividade lançou o slogan e a marca “Birigüi – Capital Brasileira do Calçado Infantil” para a comunidade acadêmica e teve desfile de várias empresas do Pólo. O objetivo foi praticar a teoria que os alunos aprendem na sala de aula. A atividade teve a coordenação do professor Flávio Lamônica. Para os alunos a oportunidade trouxe crescimento. “Pudemos ver o que realmente é o nosso curso e o que nos espera no mercado”, afirmou a aluna Simone Cristina Confortini. As empresas Kiuty / Passo de Anjo, Finobel, Pitcho’s, Pampili e Tip Toe apoiaram o evento cedendo modelos de suas coleções para o desfile.

Homenagem

O Sindicato presta homenagem ao empresário Yossef Mansour, o “Zé Tur-

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Ação Fiesp

exigência de pagamento da dívida já no início do processo de execução. No caso do não pagamento imediato, será aplicada automaticamente uma multa no valor de 10% do valor da causa e o devedor também não poderá mais oferecer bens à penhora, o que evita discussões sobre a idoneidade dos bens para satisfazer as dívidas. Agora, nos resta, aguardar para que as propostas de alteração no processo civil, que visam acelerar a tramitação dos processos, valorizar as decisões judiciais de primeiro grau e combater a utilização da Justiça com objetivos protelatórios, efetivamente, se materializem.

Fachada do instituto Rafael Pinto Arjonas, entidade com a qual Zé Turco colaborava

tamanho dessa perda”, disse o amigo Carlos Alberto Mestriner. A presidente do Instituto Rafael Pinto Arjonas, Suzana Cintra, também lamenta a morte de Zé Turco. “Ele sempre foi companheiro, solidário e íntegro. É um desafio definilo em poucas palavras”, disse. O Sinbi lamenta profundamente essa fatalidade e estende a sua solidariedade aos familiares de Zé Turco.

co”, homem que sempre participou ativamente da comunidade de Birigüi e que faleceu no mês de maio. Os empresários de Birigüi, companheiros de Zé Turco, manifestam seu carinho e saudade do amigo. “Ele era uma pessoa carismática e sempre prestativa. Ajudava entidades filantrópicas, como o Instituto Rafael Pinto Arjonas e a APAE. Infelizmente ele foi uma vítima de um desajuste da sociedade que ele tentava tanto ajudar”, disse Jacir Migliorini. “Perdi um amigo, padrinho de casamento, uma pessoa da família. Além disso, Birigüi perdeu um grande líder. Só o tempo vai mostrar o

O Sinbi recebeu no último dia 5 de junho o chefe de assessoria de novos projetos do Fundo de Pensão da Petrobrás (PETROS), Humberto Pires de Lima, e a gerente de área de operações indiretas do BNDES, Simone Carvalho Mesquita. Eles vieram a Birigüi falar sobre a criação de um fundo para investir no crescimento das empresas de Birigüi e região através de parceria com a PETROS e sobre as linhas de financiamento que BNDES oferece a empresas do setor calçadista.

PETROS e BNDES

Sinbi reivindica cota de valor mínimo para importações O Sinbi representou as indústrias calçadistas de Birigüi na 4ª Ação Fiesp, realizada dia 18 de maio em São José do Rio Preto. O evento aconteceu no Automóvel Clube onde dez departamentos da Fiesp atenderam empresários da região de Rio Preto, Araçatuba e Votuporanga apresentando ferramentas para solucionar problemas locais. Um grupo de 40 pessoas, entre empresários e representantes de entidades, de Birigüi e Araçatuba participou do evento. Os calçadistas de Birigüi foram com o objetivo de reivindicar o apoio da Fiesp para a implantação de uma cota de valor mínimo para os calçados importados. “Esses produtos entram no Brasil a U$ 0,20 o par, quando deveriam custar US$ 2,00. Isso nos atrapalha muito”, disse o presidente do Sinbi, José Roberto Colli durante reunião entre empresários e o presidente da Fiesp, Paulo Skaff.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaff, ressaltou em entrevista a dificuldade do setor calçadista com a alta taxa de juros

Skaff ressaltou em entrevista a dificuldade que o setor calçadista tem enfrentado, principalmente com os juros altos, e anunciou que a Fiesp está lutando junto ao Banco Central para a redução da taxa de juros e a manutenção dessa queda.

Os empresários de Birigüi apoiaram a reivindicação de Colli e também destacaram a necessidade da diminuir a carga tributária para auxiliar as indústrias a crescer. “Precisamos mesmo que haja uma cota de valor mínimo, além de uma diminuição da carga de impostos e tributos que estão sobre a indústria”, ressaltou Denílson Ferreira da Flib Calçados. A Fiesp está elaborando um conjunto de propostas para a redução dos gastos públicos que será entregue a todos os candidatos à presidência e ao governo do Estado nas Eleições 2006. Os empresários que participaram da Ação Fiesp acreditam que o evento é uma oportunidade muito válida para toda a indústria do interior. “O evento é válido porque possibilita uma visão das dificuldades de vários setores e todos eles podem ser atendidos”, afirmou Dirceu Semighini, da Tapiti Calçados.

2ª turma do MBA Calçadista inicia aulas As aulas da segunda turma do MBA em gestão do setor calçadista, realizado em parceria entre a Unitoledo e o Sinbi, começaram dia 20 de maio. Um total de 40 alunos participou da aula inaugural, ministrada pelo professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), João Baptista Brandão, no Sesi de Birigüi. O início do curso foi marcado pela descontração. Os ex-alunos do MBA recepcionaram a nova turma realizando brincadeiras com os calouros. “Eles vieram recepcionar os calouros e quebrar o gelo da primeira aula”, disse o diretor local do MBA, Ataliba Mendonça Júnior.

O primeiro assunto tratado no MBA foi a importância da busca pelo melhor desempenho na vida pessoal e profissional, dentro da disciplina de Gestão de Pessoas para Alta Performance, ministrada pelo professor Brandão. As aulas presenciais da primeira turma do MBA já terminaram e agora os alunos desenvolvem, como trabalho de conclusão de curso, um plano de negócios que inclui análises sobre a viabilidade de empresas e produtos desenvolvidos por eles. O MBA tem a finalidade de capacitar

os gestores da cadeia produtiva do setor calçadista de Birigüi. O curso foi desenvolvido de acordo com as necessidades do Pólo e traz conhecimentos sobre técnicas de gestão como estratégia empresarial, marketing, gestão de recursos humanos e comércio exterior. O presidente do Sinbi, José Roberto Colli; a pró-reitora acadêmica da Unitoledo, Neusa Rosa Nunes; o ex-aluno do MBA, empresário e vice-presidente do DEPAR (Departamento de Ação Regional da Fiesp), Samir Nakad, participaram da primeira aula.


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feira

Francal 2006 terá participação recorde de empresas de Birigüi

Pólo terá recorde de participação em 2006 com 46 marcas presentes na Francal

Birigüi tem participação recorde na Francal 2006. Ao todo 46 marcas do Pólo participam da feira, que acontece de 4 a 7 de julho no Pavilhão de Exposições do Anhembi em São Paulo. O número de expositores de Birigüi cresceu 100% em relação às três últimas participações do Pólo na Francal. O presidente do Sinbi, José Roberto Colli, considera a presença desse número de empresas na Francal como uma demonstração de empreendedorismo. “Os empresários de nosso setor estão dando mais um exemplo de empreendedorismo, pois num momento em que o setor calçadista passa por dificuldades eles estão com a visão de líderes progressistas, com olhar nas

oportunidades que estão à nossa frente”, afirmou. A grande participação e o lançamento da coleção Verão anima os empresários de Birigüi para o evento e também para o segundo semestre de 2006. “Nós acreditamos que a partir da Francal, com as coleções Primavera/ Verão, teremos um aumento nos negócios e faremos um segundo semestre muito bom, com empresários e colaboradores satisfeitos com os resultados”, disse Colli. As empresas Anita Calçados, Bical, Brink, Coopercal, Danzer, Finobel, Kidy, Kiuty / Passo de Anjo, Klasipé, Klin, Lara Calçados, Mário Prata, Mizuminho, Ortopasso, Pampili, Pé com Pé, Tatipé, Tip Toe, Viccam e Vasques participam da feira em

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estande coletivo

estandes individuais. Além dessas empresas, Birigüi terá os estandes coletivos da Brazon (Associação dos Exportadores de Birigüi), da Prefeitura Municipal e do Pólo, patrocinado pelo Sebrae e pelo Sinbi. Com a Brazon participarão as empresas Biri, Bolsart, Botinas Peão, Duck Meias, Finobel, Jamar, Sameka e Toke com a finalidade de atingir o mercado externo. O gerente de exportações da Brazon, Roberto Geremias, ressalta a necessidade de uma elevação do dólar para favorecer as exportações, mas apesar disso está otimista para o evento. “Apesar do momento econômico, que não nos favorece, estamos otimistas para a feira porque nossa coleção Verão sempre agrada os clientes”, disse. Seis empresas graduadas no Núcleo de Desenvolvimento Empresarial Incubadora de Birigüi estarão no estande patrocinado pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Indústria, Comércio e Agronegócios, e o Sebrae. Após dois anos de trabalho na Incubadora, essas empresas participarão da feira com subsídio de 60% da Secretaria outros 40% do Sebrae. “Eles não terão custo nenhum”, disse o coordenador do projeto, Ernani Nei da Silva. As empresas Tronquinho de Gente, Paz no Pé, Clic, Kepy, Célia Ferreira e Via Uni estarão no estande da Prefeitura. O estande coletivo do Pólo de Birigüi terá 13 empresas, que receberam subsídio de 50% para participar do evento, sendo 40% do Sebrae e 10% do Sinbi.

A grande novidade da Capital Brasileira do Calçado Infantil para a Francal 2006 é o estande coletivo do Pólo, conquistado através de parceria entre o Sinbi e o Sebrae. No espaço, 13 empresas de Birigüi participam do evento com subsídio de 50%, sendo 40% do Sebrae e outros 10% do Sinbi. Veja abaixo o que elas prepararam para o evento. Adélia Moreno Sandálias rasteiras, com saltos altos e médios, plataformas e anabelas; couro com estampas e tecidos fazem parte das oito linhas preparadas pela Adélia Moreno para a Francal. A empresa faz sua primeira participação coletiva em feiras e confia que o evento trará novas oportunidades e contatos com clientes.

Be-a-Kid Formas arrojadas, aplicações com proporções em cores, a exploração do luxo rústico e a autenticidade da natureza estão presentes nos calçados que a Be-a-Kid apresenta na Francal 2006. A empresa conta com o sucesso do lançamento de sua coleção para conseguir bons negócios a partir da feira.

Bolsart

A Bolsart mostra na Francal sua coleção com bolsas grandes e bem estruturadas, médias de ombro e com alça de mão. Os materiais vão dos delicados aos rústicos, como a juta, que vem acompanhada de enfeites.

Broonk’s A coleção Verão da Broonk’s traz modelos casuais, como sapatenis, e linhas Skate, Jogging e Adventure. A numeração vai do 27 ao 44 e a empresa lança na Francal novos modelos de solados com tendências tradicionais e sofisticadas. Além da exposição dos produtos, distribui na feira brindes como canetas, calculadoras e bonés.

Flib A Flib desenvolveu produ-

tos arrojados para a coleção Verão 2006. São seis linhas inspiradas em pesquisas e palestras sobre tendências ministradas no Sinbi. A Flib comemora a participação coletiva na Francal e espera realizar bons contatos tanto no mercado interno quanto externo e divulgar a sua marca.

Hobby A Hobby apresenta na Francal 2006 as linhas Baby Shoes, Flat (infantil e infanti-juvenil), Prada, Sapatenis, Drive, Rosy e uma linha de tênis do 18 ao 27. As oito vertentes da coleção são inspiradas nas tendências Primavera-Verão e trazem muitos motivos florais. Na feira a Hobby vai divulgar sua marca junto aos lojistas nacionais e importadores.

Kadu

Para a Francal a Kadu preparou 8 linhas. Na feira serão lançadas papetes, tênis, sandálias, o sapatenis Adventure e a linha bebê Baby Fruit. A empresa tem grandes expectativas para a feira e acredita que o mais importante é estar presente no evento.

Meli A Meli apresenta modelos muito coloridos e diversificados. São sete linhas inspiradas em revistas e em pesquisas em materiais trazidos da Europa. A empresa acredita que o estande coletivo é uma das melhores oportunidades para as pequenas empresas e espera divulgar o pólo e sua marca e também garantir negócios futuros.

Pitcho’s

A Pitcho’s lança na Francal dez linhas de tênis masculino e feminino, rasteirinhas, papetes e sandálias. A empresa divulga sua

marca no evento com panfletos, banners, canetas e anúncios em revistas. Satisfeita com a sua participação, a Flib espera bons resultados da Francal.

PepKeno Romantismo, aventura e tecnologia inspiraram a coleção da Pep Keno apresentada na Francal. São 17 linhas que reúnem as principais tendências para o Verão 2007 em calçados com muito visual e conforto. O foco da empresa para a feira é atingir novos mercados. Pixote

Pixote apresenta sua coleção verão na Francal e tem grandes expectativas para o evento. A empresa acredita que a participação coletiva na feira é benéfica para as pequenas e médias empresas do Pólo que não podem participar de eventos como esse sozinhas.

Roodok

A Roodok mostra na Francal as linhas infantis Buble, Eclipse e Glamour; e as linhas infanto-juvenis Adventure, Jumping, Street Walking e Casual, ambas com cabedal em sintético e camurça e solado em TR. Esta é a primeira participação da empresa na Francal e a expectativa é grande para divulgar a marca.

Sonho de Criança

A Sonho de Criança apresenta as 18 linhas de sua coleção de verão. Os modelos são inspirados nas brincadeiras e historias infantis, e trazem muito brilho e graça. A empresa acredita que essa é uma grande oportunidade para fortalecer o Pólo através da união as empresas, além de realizar contatos que podem gerar negócios futuros.


Sinbinforma - Ano IV - nº 34 - Junho de 2006