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IMPRESSO

arranjo produtivo

Empresários conhecem importância da cronometragem “Nós ensinamos a pescar. Agora cada empresa tem que dar continuidade para o trabalho que iniciamos enquanto não voltamos para a próxima fase da consultoria”, disse Paulo.

As empresas integrantes do APL de calçados infantis de Birigüi passaram por mais uma etapa de treinamentos e consultorias para melhorar a gestão e aumentar a produtividade e lucratividade, atingindo assim os objetivos do projeto. De 21 a 29 de maio, técnicos do IBTEC (Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos) realizaram um treinamento e consultorias nas empresas do APL na área de Cronometragem. Os técnicos Paulo César Model, João Luiz Outeiro, Márcio Aurélio da Silva e Agostinho Sherer apresentaram para os empresários e funcionários responsáveis pela cronometragem noções básicas do assunto, para nivelar o conhecimento da turma, despertando para a importância da utilização correta do tempo na fábrica. “É necessário medir o tempo dos processos realizados na produção e a falta de controle desse tempo é um dos maiores problemas nas empresas. Perder tempo também pode significar perder dinheiro”, afirmou o técnico responsável pelo treinamento, Paulo Model. A carga horária do treinamento foi de 20 horas e a das consultorias foi de oito horas por empresa. Todo o trabalho foi desenvolvido abordando assuntos relacionados à realidade vivida pelas empresas no Pólo de Birigüi. O foco principal dos técnicos foi o aproveitamento de mão-de-obra e de matéria-prima. “Identificamos em algumas empresas dificuldades e deficiências que já começaram a ser trabalhadas. Sugerimos mudanças e

adequações dentro da realidade de cada uma para buscar melhorar os processos e o desempenho delas”, disse Paulo. Na avaliação dos técnicos do IBTEC e do comitê gestor do APL, o treinamento foi proveitoso e os empresários estiveram muito receptivos para as informações e mudanças necessárias para praticar a cronometragem. O empresário João Carlos Leonel, da Tronquinho de Gente, avaliou o treinamento como ótimo e destacou que agora é importante que as empresas saibam aproveitar o conhecimento que adquiriram para desenvolver seus negócios. “Esses dois últimos treinamentos de que participamos de PCP e cronometragem são a base da empresa e se bem aplicados, esses conhecimentos vão melhorar muita coisa”, disse. O próximo assunto a ser tratado será a Cronoanálise. Em reunião com a gestora do APL pelo Sinbi, Regiane Almeida, e com a gestora do projeto pelo Sebrae, Solange Moreti, foi definido que a próxima etapa do treinamento vai tratar sobre como as empresas podem avaliar os tempos que medirem das etapas da produção para melhorar os processos e atingir maior eficiência no trabalho. Os treinamentos acontecerão de 23 a 26 de julho, das 19h às 22h e as consultorias serão agendadas de 23 de julho a 3 de agosto e também terão oito horas de duração em cada empresa. Até esta data, as empresas devem colocar em prática o que aprenderam.

Cooperação O treinamento “Cooperar para competir”, que será ministrado para os empresários integrantes do APL para aumentar o conhecimento e proporcionar vivências que incentivem a prática da colaboração entre as empresas, começa dia 15 de junho, às 19h no Sebrae em Araçatuba. Serão oito encontros às sextas-feiras e sábados até o mês de outubro. Poderão participar somente o empresário e no máximo mais um sócio da empresa. O comitê gestor do APL vai informar as demais datas e locais dos encontros.

“Estou percebendo muitos resultados positivos na empresa com o APL, como por exemplo, na área financeira. Antes da consultoria nessa área não tinha muito controle sobre ela e agora tenho. Também percebo mais organização na fábrica. O suporte que o APL nos dá é muito bom e o melhor de tudo é que o conhecimento que recebemos fica nas nossas empresas.” Daniel Canassa - Danzer Calçados

Informativo do Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigüi Ano V • Nº 44 • Maio/Junho 2007 • www.sindicato.org.br

Empresas devem investir mais em segurança do trabalho As empresas de Birigüi devem investir ainda mais na segurança do trabalho e na prevenção de acidentes. A Lei nº 11.430/2006 adotou o Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) para classificar como ocupacionais as doenças apresentadas pelos trabalhadores. Antes da lei, eram os trabalhadores que comprovavam junto com o INSS que a doença que apresentavam era causada pelo trabalho. Agora, a empresa é que tem que provar que o colaborador não se acidentou ou adquiriu a doença trabalhando. Página 3.

Artesanato de Birigüi inspira criações de calçados infantis no Brasil Os brinquedos artesanais fabricados na cidade servirão de inspiração para os calçados infantis de todo o país. A arte birigüiense é apresentada no caderno de Tendências em Calçados e Artefatos Primavera-Verão 2007/2008 desenvolvido pelo Senai e o Sebrae. Além de Birigüi, ícones da cultura de várias regiões do país são destacados no material. Página 7.

Birigüi se prepara para a Francal com otimismo Empresas de Birigüi se preparam para a Francal 2007 com otimismo. A grande visibilidade da marca do Pólo e o lançamento das coleções verão 2008 animam os empresários. A feira, que acontece de 10 a 13 de julho no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, contará com a presença de 40 expositores de Birigüi. Página 6.

Empresários do APL participam de treinamento de cronometragem. Página 12.

Ação Mulher 2007 gera resultados positivos

A Ação Mulher 2007 arrecadou doações de leite de caixinha, papel higiênico, gelatina, sabonete e sabão em pedra para ajudar doentes de câncer da cidade de Birigüi. Segundo o balanço total da campanha, foram recolhidos três caminhões baú com as doações. Os materiais foram entregues para Santa Casa de Birigüi, Hospital do Câncer de Barretos e Grupo de Voluntárias do Combate ao Câncer de Birigüi. Página 4.

Empresas iniciam compra das cadeiras ergonômicas. Página 2.


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EDITORIAL

Precisamos continuar a fazer a nossa parte

É preciso encarar com muita seriedade Estamos preocupadíssimos com as alterações introduzidas pelo decreto nº. 6.042/07, que muda o critério para o recolhimento do seguro de acidente do trabalho (SAT) e transfere para a empresa a obrigação de demonstrar que a doença do empregado não foi provocada ou agravada pelo trabalho. A matéria é extremamente preocupante em virtude das conseqüências econômicas que o novo sistema poderá acarretar, mormente para as empresas em que há maior incidência de acidentes e de doenças que podem estar relacionadas com o trabalho. O acidente do traba-

lho e o nexo técnico epidemiológico serão atestados pela perícia médica do INSS, o que vai obrigar a empresa a se defender e a demonstrar a inexistência da relação doença/trabalho. Isto vai obrigar que as empresas imediatamente passem a ser mais rigorosas na fixação de métodos preventivos e na adoção de todos os meios necessários que possam permitir a ela demonstrar que o trabalho não foi a fonte geradora da doença ou de seu agravamento. Conseguir reverter um laudo do perito do INSS será extremamente difícil, mormente se considerar o prazo exíguo estabelecido no referi-

do decreto. Isto faz aumentar a preocupação diante dos riscos das ações indenizatórias que poderão ser ajuizadas perante a justiça do Trabalho. O Sinbi já promoveu uma reunião com técnicos do INSS e das empresas. Outras mais serão realizadas no mais breve espaço de tempo. O empresário, contudo, não deve ficar no aguardo dessas reuniões. As providências devem ser imediatas. O decreto já está em vigor e é preciso evitar os seus efeitos devastadores. Habib Nadra Ghaname é advogado, professor de Direito do Trabalho e assessor jurídico do Sinbi

Fábricas iniciam compra das cadeiras ergonômicas Empresas de calçados iniciaram a compra dos primeiros 10% das cadeiras das auxiliares de pesponto para atender à clausula da Convenção Coletiva 2006/2007, que pede a mudança.

Em reunião entre o Sinbi, o Sindicato dos Sapateiros de Birigüi e a

Agência do Ministério do Trabalho da cidade ficou acordado que as empresas deverão adquirir mensalmente, a partir de maio de 2007, 10% da sua necessidade de cadeiras até adequar todas as que ela precisar. Através do Sinbi, as empresas solicitaram a cinco fabricantes de cadeiras protótipos que atendessem as especificações exigidas por um laudo da Fundacentro elaborado especificamente para Birigüi. O objetivo foi encontrar os melhores produtos com preços mais competitivos.

A iniciativa do Sindicato tem o objetivo de ajudar as empresas a se adequarem à norma da Convenção e de apoiar o Sindicato dos Sapateiros de Birigüi no trabalho de melhoria das condições de trabalho dos colaboradores da indústria calçadista. Essas adequações são importantíssimas porque beneficiam as empresas, que não têm afastamento de funcionários; os colaboradores, que não têm problemas de saúde; além de diminuir os gastos da cidade com os trabalhadores doentes e afastados do trabalho.

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mercado externo

E x p e d i e n t e

Diretoria 2003/2007 José Roberto Colli Presidente Carlos Alberto Mestriner 1º Vice-presidente Jacir Inácio Migliorini 1º Secretário José Luis Fernandes 2º Secretário Antônio Liranço 1º Tesoureiro Luiz Antônio Michilin 2º Tesoureiro Antônio Ramos de Assumpção Diretor de Patrimônio Ubiraci Chaves de Oliveira Diretor Social Sérgio Gracia Diretor Social Wagner Aécio Polli Diretor-Administrativo Membros do Conselho Fiscal: Wilson José da Silva Antônio Carlos Candelária Denílson Eckstein Membros Suplentes do Conselho Fiscal: Valdir Lino Pulzato Anésio Sorato Sérgio Chagas Delegados na Federação: 1- Carlos Alberto Mestriner 2- Samir Nakad Suplente Delegado na Federação: José Luis Fernandes Rua Roberto Clark, 460 – Centro 16200-043 Birigüi – SP Fone: (18) 3649-8000 Fax: (18) 3649-8022 E-mail: sindicato@sindicato.org.br Projeto gráfico Pontual Propaganda Fone: (18) 3624-3366 Reportagens: Karen Silva imprensa@sindicato.org.br Jornalista responsável Paulo Mantello – MTb 24.441 Impressão e fotolitos Efral – Editora Folha da Região Fone: (18) 3636-7777

Estamos vivendo na economia Rumo ao brasileira uma sensação de esperança Exterior porque o Governo Federal insiste em dizer que o país está caminhando para um crescimento sustentável. Todos sabem a importância de uma economia mais sólida para podermos atrair mais investimentos e aplicá-los em pilares como saúde, educação, segurança, agricultura e geração de empregos. Mas o que podemos dizer sobre o comércio exterior, especialmente sobre as exportações, que contribuíram muito nos últimos anos para esta sensação de recuperação da economia brasileira, com superávits excelentes? Será que estávamos mal acostumados com o dólar alguns anos atrás, equivalente a R$ 3,00 ou R$ 4,00, e hoje assustamos com ele a menos de R$ 2,00? Independente disto, as exportações ajudam muito a economia e para

que elas funcionem precisamos que o dólar volte a um valor melhor, o que infelizmente parece que não vai acontecer. O Banco Central americano tem sinalizado a redução de juros em sua economia e toda vez que isto acontece há uma evasão de investimentos para mercados como o Brasil, ou seja, poderemos ter mais oferta de dólar. Muitas tentativas tem sido feitas aqui no Brasil para melhorar a situação. O governo compra dólares pelo Banco Central, mas sem efeito nenhum no patamar da moeda americana. Também, através das reivindicações de setores como o calçadista e o de vestuário, aumentou a taxação do Imposto de Importação de 20% para 35%, o que ainda não é o bastante. Os empresários de todo o país e também os de Birigüi estão inseguros. Porém, até que os remédios que estão sendo testados pelo governo tenham efeito, não podem desanimar. Os

departamentos de comércio exterior devem se informar e se qualificar cada vez mais, buscando oportunidades de negócios mesmo com a moeda desfavorável, incentivando a empresa a aperfeiçoar os produtos para entrarem em mercados diferenciados. A união entre as empresas para importar matérias-primas com preços melhores, através do drawback, por exemplo, - que é um mecanismo que solicita a suspensão de impostos de importação - para que o preço final do produto seja menor também é uma saída interessante. Acima de tudo isso, promover e participar de núcleos constantes de discussões e neles contarem com a participação de instituições como o Sebrae, Senai e o Sindicato para encontrarem juntas soluções que ajudam as indústrias. Erikson Camilo - Erge Comissária de Despachos

Associados ao Sinbi têm vantagens

O Sinbi representa as empresas calçadistas de Birigüi e através de parcerias com entidades representativas do setor, governos, universidades e institutos de tecnologia traz para o Pólo grandes projetos que ajudam as empresas a crescerem e conquistarem seu espaço no mercado. Além disso, o Sindicato oferece uma série de benefícios para seus as-

sociados (veja no quadro abaixo), que muitas vezes não são conhecidos nem usufruídos pelas empresas. Esta matéria tem o objetivo de apresentar todas as vantagens de ser associado e ajudar os empresários a desfrutarem da melhor forma a estrutura oferecida. Empresas de todos os portes podem ser associadas ao Sinbi, contribuindo com a entidade de

acordo com o número de funcionários que emprega. Os valores das mensalidades variam entre R$ 30,00 e R$ 250,00. As empresas incubadas contribuem com 1% sobre o valor do piso da categoria. Todas as associadas podem utilizar as dependências do prédio para realizar treinamentos, convenções e confraternizações a preços especiais.

Associados ao Sinbi têm os seguintes benefícios: - Participação no APL – Arranjo Produtivo Local; - Participação no estande coletivo de Birigüi na Couromoda e Francal; - Convênio para Coleta de Resíduos Industriais; - Preços especiais para Sedex/Encomendas PAC; - Treinamentos e palestras gratuitos; - Participação em Projetos Compradores;

- Assistência jurídica com consultas gratuitas; - CICONP – Comissão Intersindical de Conciliação Prévia; - Cooperativa de crédito Sicredi; - Convênios com Serasa e Check Express; - Biblioteca; - Cotação de cestas básicas; - Convênio com a empresa B&R para xerox (até 50 cópias gratuito).


Série

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ergonomia

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Fornecedores

Nova parceria pode livrar empresas de clientes inadimplentes O S i n b i f i rmou mais u m a p a rceria para fortalecer o Pólo Calçadista de Birigüi. A empresa Check Express é a mais nova aliada dos associados para facilitar a análise de crédito e consultas de clientes via Internet. A empresa é a única da América Latina que utiliza a plataforma da Microsoft para realizar esse tipo de consulta e por isso pode fornecer informações de vários bancos de dados aos clientes. Segundo o responsável pela Check Express em Birigüi, Marco Antônio Oliveira, os clientes da empresa

são isentos de taxa de adesão aos serviços e não têm que contratar pacotes: somente pagam uma pequena mensalidade para ter acesso ao sistema e pelo número de informações solicitadas. Os custos das consultas são baseados em tabela cascata, ou seja, quanto maior consumo menor preço. Por isso o Sinbi será o centralizador das consultas para que seja possível considerar todas as consultas realizadas pelas empresas, gerando volume de consultas e preços menores. “Cada associada ao Sinbi terá uma senha para ter acesso direto ao nosso sistema, porém para a cobrança do serviço será considerado o volume total de acessos realizados pelas empresas”, explicou Marco.

Além de fazer com que os empresários associados tenham comodidade, a parceria com a Check Express pode proteger todo o Pólo de Birigüi. “Por meio da Check Express o empresário poderá negativar clientes inadimplentes, comunicando o Serasa sobre a emissão de cheques sem fundo. A partir disso, o Serasa entra em contato com o devedor e caso a situação não seja regularizada, o nome dele entra na lista do Serasa e protege assim os demais empresários”, disse. Os interessados em conhecer melhor os serviços da Check Express podem entrar em contato com escritório da empresa através do telefone (18) 3644-1338.

Ajuda da tecnologia para garantir maior eficiência nas empresas A MICROSIGA é a maior desenvolvedora de softwares aplicativos da América Latina e pertence ao Grupo TOTVS, a primeira empresa do setor a ingressar na Bovespa-SP  no seleto grupo de Governança Corporativa – nível 3. Os softwares de gestão empresarial integrada da MICROSIGA automatizam processos empresariais como manufatura, distribuição, contabilidade, finanças, recursos humanos, vendas e marketing; e possibilitam aos clientes operar os negócios com maior eficiêcia.  Entre os produtos da MICROSI-

GA estão softwares de gerenciamento de relacionamento com clientes, bem como módulos industriais específicos que fornecem capacidades adicionais feitas sob medida para os ramos de negócio dos seus clientes. A MICROSIGA têm 23 anos de existência e forte atuação em todo o Brasil e América Latina através das Unidades de Atendimento e Relacionamento. Está presente em mais de 33 localidades no Brasil (todas certificadas com ISO 9001-2000) e em outros cinco países como México, Argentina, Chile, Paraguai e Porto Rico. Sua matriz está sediada em São Paulo, mas a Região de Birigüi e Araçatuba

é atendida pela Unidade de São José do Rio Preto, que possui dez anos de atuação na região.   Em Birigüi a empresa tem alguns clientes, dentre eles o Sinbi, que também tem uma forte parceria na divulgação dos produtos Microsiga com intuito de oferecer ao mercado calçadista de Birigüi a melhor tecnologia disponível no mercado.  O SINBI disponibilizará uma sala para demonstração das soluções Microsiga, apoiando a realização de workshops da Solução Protheus.   Para mais informações acesse o site: www.microsiga.com.br ou envie um e-mail para marketing.riopreto@ microsiga.com.br .

Sinbi mobiliza empresas para prevenir acidentes de trabalho Uma mudança no regulamento da previdência social desperta empresários calçadistas de Birigüi para cuidarem ainda mais da segurança do ambiente de trabalho de suas fábricas. A Lei nº 11.430/2006 e o decreto nº 6.042 adotou o Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) para classificar acidentes e doenças apresentados pelos trabalhadores como ocupacionais. Antes da lei, os colaboradores tinham que comprovar junto com o INSS que a doença que apresentavam era causada pelo trabalho. Agora, o ônus da prova fica sob a responsabilidade do empregador, ou seja, a empresa é que tem que provar que o colaborador não se acidentou ou adquiriu a doença no ambiente de trabalho. Movidos pela mudança, diretores do Sinbi se reuniram dia 31de maio para discutir a importância do assunto e propor a realização de um encontro entre médicos do trabalho e peritos do INSS a fim de elaborar medidas de prevenção de acidentes nas fábricas. O Sindicato acredita que as empresas devem se unir e investir na segurança e prevenção de acidentes de trabalho.

Palestra orientou empresários sobre a nova lei

Uma palestra, realizada dia 17 de maio no Sinbi, explicou aos res-

ponsáveis pela medicina do trabalho das empresas do Pólo como funciona o NTEP. Segundo o perito do INSS de Birigüi, José Roberto Braga Arruda, quando o colaborador fica doente ou se acidenta, o médico da empresa emite um documento que comunica o acidente de trabalho. Esse documento contém o código da doença, que é registrado no CID (Código Internacional de Doenças). Se esse código identificar uma doença ocupacional, o sistema do INSS caracteriza o nexo técnico epidemiológico. A partir da data deste diagnóstico, a empresa terá 15 dias para apresentar provas de que o funcionário não se acidentou trabalhando. Uma das principais mudanças que o NTEP traz é a abordagem coletiva dos problemas de saúde. O caso do trabalhador que se acidentar será analisado pelo INSS com base no histórico de doenças e acidentes comuns à sua atividade. Por exemplo, os problemas de saúde apresentados por profissionais do setor calçadista servirão como base para que a Previdência analise casos isolados apresentados nas fábricas de Birigüi e determine se um colaborador está sofrendo de doença ocupacional. Por essa razão, o Sinbi quer mobilizar as empresas para a prática da prevenção. Para Braga Arruda é

momento de as empresas investirem na segurança do trabalho, prevenção de acidentes e no uso correto de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para que o setor não sofra. “Quem prevenir mais será beneficiado. Todas as empresas pagam o seguro de acidentes de trabalho (SAT) de acordo com o grau de perigo que apresentam para o trabalhador. Com o NTEP, o imposto será calculado com base em um índice elaborado pela Previdência que leva em conta o número de acidentes que cada empresa apresentou até o fim de 2006 e também os números apresentados pelo setor no Brasil todo. Assim as empresas que já se preocupam com a segurança do trabalho vão pagar menos e quem não faz isso vai pagar mais”, disse. Arruda acredita que essa mudança vai gerar uma cobrança entre as empresas. “Hoje quem protege mais paga igual a quem protege menos. Agora com o NTEP, as que já protegem não vão querer pagar pelo erro das outras”, afirmou. Ele também alertou que os médicos do trabalho devem acompanhar a saúde dos trabalhadores freqüentemente para que tenham documentos em mãos, caso seja necessário fazer uma perícia na empresa se o INSS confirmar que a doença foi causada pelo trabalho.


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ação mulher 2007

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parceiros PARCERIA

Ação Mulher 2007 é encerrada com sucesso entre três entidades. essas, ajudando quem precisa e atuPara a Santa Casa de ando na sociedade”, disse. A primeira Misericórdia de Birigüi dama e secretaria de Serviço Social de foram encaminhados Birigüi, Geni Albani Borini, considerou 15.713 itens, para o a campanha um sucesso e agradeceu Hospital do Câncer de o apoio da população. A Ação Mulher 2007 teve apoio Barretos, 7.160, e para o Grupo de Voluntárias da secretaria através do Conselho Mudo Combate ao Câncer nicipal da Condição Feminina, presidido de Birigüi – Rede Fe- por Milene Rodrigues. Para ela, o mais minina, 8.452 itens. O importante da campanha foi despertar prefeito Wilson Carlos na população a solidariedade e o desejo Borini destacou duran- de ajudar ao próximo. “Nossa maior te a entrega das TVs a satisfação é plantar nas pessoas da coimportância de encami- munidade a semente da solidariedade. O presidente do Sinbi, José Roberto Colli, sorteou uma nhar as doações para Isso é mais importante que as doações das TVs entregues na campanha Barretos. “Birigüi envia em si”, disse. Os ganhadores das TVs foram muitos pacientes para A Ação “Mulher 2007 – Atire a lá e contribui todo mês com a institui- o encarregado do almoxarifado da Primeira Flor” foi encerrada com sucesção. Mas os recursos que mandamos empresa Tip Toe, João Luiz de Souza, so pelo Sinbi, Sindicato dos Sapateiros, mensalmente ainda são poucos, apesar representando os colaboradores da Associação Comercial e Industrial e pela de sermos reconhecidos pelo hospital indústria; do comércio a sorteada foi a Secretaria de Serviço Social da Prefeicomo a cidade que mais contribui com Tosel Materiais para Construção; e entre tura de Birigüi. Dia 16 de maio foram o trabalho. Por isso é muito importante os alunos da rede pública de ensino entregues no Paço Municipal de Birigüi ajudar essa entidade que faz tanto bem da cidade, a aluna da escola Dr. Gama, as três TVs de 29” sorteadas entre os Maria Fernanda Minari. e precisa de tantos recursos”, disse. participantes da campanha. Foram arreO presicadados na Ação Mulher leite de caixidente do Sinbi, nha, papel higiênico, gelatina, sabonete José Roberto e sabão em pedra para ajudar doentes Colli, ressaltou de câncer da cidade de Birigüi. que para o Sinbi As doações, realizadas pelos coe os empresálaboradores das empresas de calçados, rios de Birigüi do comércio e pelos alunos das escolas participar da municipais e estaduais, foram recolhicampanha e unir das por três caminhões baú. Segundo forças com as o balanço final da campanha, foram arentidades parrecadados 31.325 itens. “Felizmente, o ceiras foi muito montante de doações foi muito grande gratificante. “É e pudemos beneficiar muitas pessoas”, Entrega dos prêmios aconteceu no Paço Municipal de Birigüi m u i t o i m p o re contou com a presença do prefeito e da primeira dama, dos afirmou a presidente do Sindicato dos tante participar representantes das entidades organizadoras do evento e dos Sapateiros, Milene Rodrigues. de ações como sorteados na campanha As doações foram divididas

SESI

Mostra de teatro desperta imaginação da garotada em Birigüi

A Capital Brasileira do Calçado Infantil confere a oitava edição da Mostra de Teatro Infantil 2007, que acontece no Teatro do Sesi de Birigüi de 19 de maio a 29 de julho. Até o final das férias escolares, a garotada e também os pais poderão assistir às apresentações de 11 grupos teatrais que também se apresentam em outros municípios do Estado. A Mostra de Teatro Infantil 2007 traz montagens que estimulam a ima-

ginação, despertam o caráter lúdico da criança e contribuem para o desenvolvimento do senso crítico dos pequenos. Os espetáculos são alegres e instigam as crianças à reflexão de que a vida é preciosa e que vale a pena viver. O público registrado pelo Sesi Birigüi desde o início das apresentações é grande, provando o sucesso da Mostra na cidade. A apresentação da peça “A história do príncipe que nasceu azul” reuniu mais de 700 pessoas ao todo nas três apresen-

tações, realizadas dia 26 e 27 de maio. Para conferir os espetáculos da Mostra de Teatro Infantil 2007 os interessados devem procurar o Sesi uma hora antes do início da peça para retirarem seus ingressos. As apresentações acontecem aos sábados e domingos, às 16h e 19h. Além da Mostra, workshops, filmes, música e cinema movimentam o Teatro do Sesi de Birigüi. Confira abaixo a programação.

Espetáculo “A história do príncipe que nasceu azul” reuniu mais de 700 pessoas nas três sessões

Programação Teatro do Sesi – Junho / 2007 Workshop “O papel do encenador” – Georgete Fadel 11 de junho das 19h às 21h – 200 vagas Música Quarteto Abaporu - 15 de junho às 20h Aleyson Scopel - 22 de junho às 20h Teatro Mostra de Teatro Infantil 2007 O Romance do Pavão Misterioso 9 de junho às 16h e 19h / 10 de junho às 16h

Os Três Marujos Perdidos No Mar 16 de junho às 16h e 19h / 17 de junho às 16h Todo Bicho Tudo Pode Sendo O Bicho Que Se É  23 de junho às 16h e 19h / 24 de junho às 16h Cinema O ano que meus pais saíram de férias 13 de junho às 14h, 18h e 20h. A Concepção 20 de junho às 14h, 18h e 20h. Veias e vinhos 27 de junho às 14h, 18h e 20h.


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coluna empresas

Fim da CPMF Empresários de diversos setores de Araçatuba e Birigüi se reuniram dia 23 de maio na sede do Ciesp para aderir a um manifesto contra a manutenção da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira). A intenção dos empresários, liderados pela Fiesp, Ciesp e outras entidades, é impedir que a CPMF seja prorrogada de novo. O imposto foi criado com caráter provisório em 1996 para financiar ações do Fundo Nacional da Saúde e desde a sua criação, vem sendo prorrogado pelo governo. As sugestões feitas pelos empresários para a ação foram encaminhadas para a Fiesp e os próximos passos serão informados pela organização do manifesto.

Palestra Palestra apresentou as tendências globais em adesivos com ênfase na melhoria de produtividade. O evento aconteceu no Sinbi, dia 24, e teve como objetivo mostrar os benefícios dos adesivos à base de água e a necessidade de passar a utilizar esse tipo de cola. A troca de adesivos à base de solventes pelos aquosos é uma tendência no setor calçadista em todo o Brasil há mais de cinco anos e acompanha a preocupação ambiental das empresas e anda lado a lado com a responsabilidade social. Curso de Capacitação Gerencial No mês de junho terá início mais uma turma do Curso de Capacitação Gerencial, desenvolvido pela Unitoledo

Coluna

em parceria com o Sinbi. O objetivo do curso é aprimorar as habilidades e competências dos gestores das empresas calçadistas de Birigüi. O curso é voltado para profissionais das empresas de calçados que tenham diploma de 2º grau completo. Mais informações através do telefone 3649-8000. Pró-Criança O Instituto Pró-Criança de Birigüi participou da Feira de Artesanato realizada na Praça Dr. Gama de 3 a 12 de maio. Foram expostos trabalhos manuais desenvolvidos pelas crianças atendidas pelo instituto e também pelas que participam do Projeto Recriando. As peças artesanais, além de serem expostas na praça foram vendidas.

Giz de Cera: 17 anos de crescimento

A Giz de Cera completou no mês de maio 17 anos. A empresa começou na casa de sua proprietária, Marli Aparecida Ferreiro Silva, com uma pequena produção própria. Depois de algum tempo, a fábrica se mudou para um barracão alugado e só saiu de lá para um espaço próprio, construído pela Giz de Cera. O mercado varejista em geral é atendido pela Giz de Cera, principalmente sapatarias e lojas especializadas

Jurídica

A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa Foi promulgada em dezembro último, a lei complementar de n.º 123/06, que institui o estatuto nacional da microempresa e da empresa de pequeno porte. Por primeiro, se faz necessário trazer o que a lei define como micro e pequena empresa, assim considerando a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário individual devidamente registrado na Junta Comercial do Estado ou no Cartório de Registro das Pessoas Jurídicas. Conforme o caso, desde que para microempresas aufira em cada ano-calendário receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00; empresas de pequeno porte faturem em cada ano-calendário receita bruta superior a R$ 240.000,00 e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário, o limite previsto será proporcional ao número de meses em que a microempresa ou a empresa de pequeno porte houver exercido atividade. A Lei trata de vários temas, que vão desde a burocracia, passando por mercados, tecnologia, até o crédito, que fomentam o desenvolvimento e a com-

petitividade das ME’s e EPP’s. Por esse motivo, denomina-se “Lei Geral”. Traz em seu bojo que serão facilitados a abertura e o fechamento de microempresas e empresas de pequeno porte, há previsão de entrada única de documentos para os três níveis de governo – União, estados e municípios –, como será abaixo melhor explicado, e passam a integrar um mesmo sistema de recolhimento e distribuição de tributos. Quanto a vistorias e licenças prévias de funcionamento na abertura de ME e EPP, o Comitê Gestor da lei, bem como, o fórum de debates, ao regulamentar a lei terão de definir que atividades trazem risco ao consumidor e ao trabalhador. Aquelas que não oferecerem risco ficarão isentas de vistoria prévia. Uma grande novidade que a lei mostra é a criação do sistema tributário Simples Nacional, que já está sendo chamado de “Supersimples”, que reúne seis tributos federais (IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS/PASEP e INSS do empregador), um estadual (ICMS) e um municipal (ISS). Ressalte-se que a contribuição para ma-

nutenção da Seguridade Social relativa ao trabalhador está excluída do recolhimento em documento único. O supersimples, que é uma simplificação de tributos, funcionará a partir de julho de 2007. A lei não é clara quanto à fiscalização do pagamento de impostos, sabe-se que haverá a unificação dos impostos, mas a lei não deixa claro como será feita a fiscalização nas três esferas (União, estados e municípios). Espera-se que com implementação da legislação aqui tratada haja desburocratização que permita uma maior agilidade na abertura, administração e fechamento de empresas, a final, esse é o escopo da lei. Pela exigüidade do espaço termina-se aqui esse artigo, mas por cuidarse de um tema novo e que interessa a grande parcela que compõe o setor calçadista, voltaremos ao assunto na próxima edição, a qual focaremos a parte de tributação da lei. Dra. Cláudia E. Fraga N. Ferreira é advogada e assessora jurídica do Sinbi

Brink completa 17 anos

em calçados infantis. A empresa atua em todo território nacional e também em países da América Latina. Segundo a proprietária, o principal desafio encontrado pela Giz de Cera é traduzir a moda que o mercado consome nos calçados que produz, aliando qualidade e preços competitivos. Todo o trabalho da Giz de Cera é baseado na inovação, qualidade e respeito aos seus parceiros. A empresa Empresa fundada em 1988, quando um quadro de cinco funcionários produzia a quantia de 25 pares/dia, com o nome Marckstein. Os dois primeiros anos foram importantíssimos para apresentar ao mercado uma marca forte e que dava indício de que nascera para  o sucesso. A experiência foi companheira certa no empreendimento. Maquinários modernos, mão-de-obra qualificada, muito empenho e  dedicação total foram ingredientes de sobra para que a cada dia a empresa atingisse suas metas. A empresa ganhou cara nova em 2000 e criou a marca Brink, o que encantou a todos. Hoje a Brink é uma marca conhecida no mercado nacional e internacional, com seus produtos nas melhores vitrines do Brasil e do mundo. Participa  em importantes feiras e atende mais de 8.000 clientes no mercado interno, bem como exporta para mais de 40 países. Portanto, o objetivo da Brink é produzir o melhor calçado infantil, contribuindo assim com um dos maiores direitos da criança: o de brincar e locomover-se com segurança.

Fachada da Giz de Cera

também investe em responsabilidade social, apoiando o projeto ABRINQ, fundação que protege os direitos e a cidadania das crianças.


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pólo calçadista de birigüi

Aumento na visibilidade da marca anima expositores para negócios na Francal 2007

A grande visibilidade da marca de Birigüi e o lançamento das coleções verão 2008 animam os empresários do Pólo para a Francal 2007. A feira, que acontece de 10 a 13 de julho no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, contará com a presença de 40 expositores de Birigüi. A expectativa do Sinbi e dos empresários é muito positiva porque a Francal é um evento que dá início aos melhores negócios do ano, que são as vendas da coleção verão. “Nossas fábricas estão se preparando da melhor forma possível para atender seus clientes e essa dedicação vai se transformar em pedidos e ótimos negócios. Nossa expectativa é muito boa para a feira e também para o segundo semestre do ano porque a Francal é um evento que dá a largada para a coleção verão, que é a maior coleção do ano e traz os melhores resultados para as empresas”, afirmou o presidente do Sinbi, José Roberto Colli. O presidente também acredita que a grande participação de Birigüi durante a Couromoda, divulgando sua marca e o conforto de seus produtos na Fantástica Fábrica de Sapatinhos, também vai trazer grandes resultados para o Pólo na Francal. “Quanto mais se valoriza e expõe a marca, mais os clientes vão visitar os estandes. Nossa ação na Couromoda agregou muito valor aos produtos do Pólo e às empresas de Birigüi e isso pode se traduzir em mais pedidos”, afirmou Colli.

Feira terá 40 expositores de Birigüi O Pólo de Birigüi será representado por 40 empresas na Francal 2007. Este ano, as participações coletivas da Capital Brasileira do Calçado Infantil serão muito expressivas. Ao todo, 23 empresas exporão no estande coletivo do Pólo e no estande da Prefeitura Municipal de Birigüi. No estande coletivo, que representará as empresas integrantes do APL de Calçados Infantis e o Pólo de Birigüi, participarão Baby Fun, Beakid, Biri, Bolsart, Flib, Giz de Cera, Hello Angel, Hobby, Pitchos, Roodok e Viccam, que fazem parte do APL, e Anita Calçados, Carrossel, Dhara Calçados, Mania de Moça, Meli e Pinókio, que não são integrantes do Arranjo Produtivo. O estande terá 270 metros e subsídio do Sebrae. A participação coletiva é uma ação prevista pelo convênio do APL para proporcionar o crescimento e a lucratividade das empresas integrantes. Com a Prefeitura Municipal participarão seis empresas, sendo as incubadas By Tata e Simone Silva e as graduadas Célia Ferreira, Kepy Calçados, Paz no Pé e Tronquinho de Gente. As empresas Bical, Brink, Coopercal, Danzer, Finobel, Kidy, Kiuty, Klasipé, Klin, Mario Prata, Mizuminho, Ortopasso, Pampili, Pé com Pé, Tatipé, Tenisport e Tiptoe marcam sua presença no evento, apresentando suas coleções em estandes individuais. Sinbi se prepara para Couromoda 2008 O Sinbi já trabalha organizando a participação coletiva das micro e peque-

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tendências primavera-verão 2007/2008

nas empresas do APL e do Pólo de Birigüi na Couromoda 2008, que acontecerá de 14 a 17 de janeiro. O espaço de Birigüi na feira será de 360 metros, com capacidade para 23 estandes de 12 metros cada. O Sinbi iniciou a formação do grupo de expositores com antecedência para garantir um bom espaço na feira e aumentar a área ocupada por Birigüi. Na Couromoda 2007, 17 empresas participaram da feira em um estande de 290 metros quadrados. Os resultados das empresas na feira foram muito satisfatórios, atingindo negócios de cerca da R$ 3 milhões. Ainda é possível que três empresas participem do estande coletivo em 2008. O Sinbi informa que estão disponíveis três espaços e as empresas interessadas devem procurar o Sindicato. A ação é uma iniciativa do APL de Birigüi, que tem como parte de seus objetivos fomentar a participação das empresas integrantes em feiras do setor.

Birigüi influencia moda de calçados infantis

Brinquedos: O colorido, os materiais e a criatividade dos brinquedos artesanais inspiram os calçados infantis Literatura: A arte e a graça da literatura de cordel também podem estar presentes nos calçados Quilombos: A rusticidade e as particularidades da vida nos quilombos calçam os pés na próxima estação

O Senai e o Sebrae realizaram em Birigüi o Workshop de Tendências em Calçados e Artefatos Primavera-Verão 2007/2008, no início de maio, e apresentaram o caderno de tendências, com informações para nortear as criações das indústrias de calçados de todo o país. O projeto realizou pesquisas nas principais feiras internacionais e explora os aspectos mais ricos da cultura brasileira, aprofundando nas particularidades das mais diferentes regiões. As características mundiais que influenciam nas coleções da estação são apresentadas na iconografia global do caderno, que foi distribuído às empresas participantes do workshop. A principal característica explorada nessa parte do material é a conciliação da modernidade e do movimento das grandes metrópoles à simplicidade do passado e da natureza. Os desenvolvedores de produtos devem trabalhar

as coleções pensando no passado e no futuro, na tecnologia e na natureza. Já a iconografia local, aspectos regionais que influenciam as criações, traz ícones culturais de todo o país, abrangendo a religião, os costumes e a arte de diversos estados. Birigüi figura entre as regiões que influenciam as criações. Os brinquedos artesanais fabricados na cidade servirão de inspiração para os calçados infantis de todo o país. A principal inspiração trazida pelos brinquedos é o resgate dos valores que foram abandonados com a evolução tecnológica. Os brinquedos estimulam o pensamento, a criatividade e o movimento. A proposta é transportar a alegria e a singeleza das peças para os calçados infantis. Transformar matérias-primas simples, como a madeira, tecidos, sementes e dobraduras em diversão para os con-

sumidores mirins. Também na iconografia local, foram destacados no material a literatura de cordel, folhetos literários de fábulas diversas com gravuras, vendidos em cordões no nordeste do país; e a rusticidade da cultura dos quilombos paulistas. Mais um importante material de apoio ao desenvolvimento de produtos ressalta a cultura brasileira como fonte de inspiração para agregar valor e diferenciar os calçados produzidos no Brasil, mostrando que essa é a grande tendência presente em todas as estações. O técnico do Senai Birigüi que participou da pesquisa, Osmar Pereira, destacou que as informações são para auxiliar as equipes de criação. “As equipes de criação das empresas devem explorar o caderno e traduzir as informações que ele traz, levando todos os detalhes para os calçados”, disse.


Sinbinforma - Ano V - nº 44 - Maio e Junho de 2007