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Seminário atrai mais de 100 pessoas O Seminário Indicadores de Responsabilidade Social e Empresarial – Um Instrumento Prático de Gestão atraiu mais de 100 pessoas de Birigüi e região interessadas em conhecer mais sobre o tema. Durante o evento, realizado no último dia 25 de março no Sindicato das Indústrias numa parceria entre Sesi, Ciesp e o próprio Sindicato, o diretor do Sesi, Ataliba Mendonça Júnior, anunciou a criação do Núcleo de Responsabilidade Social, que com a ajuda do Instituto Ethos vai ampliar a discussão sobre o assunto no Pólo Calçadista. Estiveram presentes empresários, profissionais das áreas de Planejamento Estratégico, Marketing e Recursos Humanos. Entre os

empresários, o proprietário da Pampili, José Roberto Colli, que ressaltou ser “muito importante sistematizar as práticas de responsabilidade social”. O diretor da Kiuty, Antônio Ramos de Assumpção, também destacou a importância do tema e lembrou que sua empresa, bem como várias outras na cidade, já realizam ações planejadas na área social. “Qualquer empresa que se volta para o futuro tem que caminhar no sentido de ser socialmente responsável”, afirmou o diretor de Marketing da Pé com Pé, Eli José Tibúrcio. O diretor da Klin, Carlos Alberto Mestriner, enfatizou que os indicadores para medição das práticas de responsabilidade social são “fundamentais para Birigüi, onde muitas empresas

IMPRESSO

Responsabilidade Social

www.sindicato.org.br Ano 1I

Informativo do Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigüi

Nº 11 • Março 2004

APL une autoridades

em prol de Birigüi

Da esquerda para a direita, o presidente do Sindicato, Samir Nakad; Anne Loutte; Marco Antônio Ribeiro de Castro; João Serfozo; Maria Inês Martini Pineda, da Divisão de Desenvolvimento Sócio-Cultural do Sesi; Ataliba Mendonça Júnior e a assistente administrativo Helena Kazue Murai Nakamune

já praticam várias ações, mas não avaliam”. “Os indicadores são o caminho para uma gestão inteligente”, ressaltou o diretor da Kidy, Sérgio Gracia. As pequenas empresas também estiveram presentes.

O proprietário da empresa Dany e Bruna, Luciano Sanches, se interessou pelo assunto e quer buscar mais informações. “Vim me interar do tema para num futuro próximo adotar os indicadores.”

‘Responsabilidade social é um processo de ganha - ganha’, diz consultora A executiva do Núcleo de Ação Social da Fiesp, Anne Louette, iniciou sua exposição no Seminário comentando que existem três perfis de empresários quando se fala sobre responsabilidade social empresarial. “Um deles acha que não tem nada a ver com o

assunto; o outro, já pensa em um retorno imediatista; o perfil ideal é o daquele que entende que a gestão com responsabilidade social é boa para todos, todo mundo ganha, é um processo de ganha-ganha”, explicou. O relações empresariais do Instituto Ethos, João Serfozo,

apresentou os Indicadores E t h o s d e Re s p o n s a b i l i d a d e Social Empresarial. “Estas ferramentas são uma forma de conduzir os negócios através do desenvolvimento sustentável”, disse. “A gestão responsável socialmente é compromissada com as necessidades de seu público.”

Os Indicadores Ethos são disponibilizados gratuitamente pelo Instituto Ethos. Mais informações no site www.ethos.org.br O supervisor de relações comunitárias do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Marco Antônio Ribeiro de Castro, apresentou a experiência da empresa.

GDS teve participação importante do Pólo

O Senai de Birigüi acaba de implantar o curso de Modelagem de Calçados CAD/ CAM. O objetivo é capacitar os participantes com conhecimentos e habilidades básicas por meio de software shoemaster 2D,

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para digitalizar corpo de forma, desenvolver modelos originais, escala de calçados, plotar e cortar modelos. A duração do curso é de 90 horas e os alunos serão distribuídos em três turmas nos períodos da tarde e noite. Para inscrição é necessário que a

pessoa tenha no mínimo 16 anos, conhecimento de modelagem básica, informática básica (windows) e desejável 6ª série do ensino fundamental concluída. Mais informações pelo telefone 3642-9914. Verifique o Programa de Bolsa de Estudos do Senai

Prédio Foi aberta a licitação para construção do novo prédio da escola estadual “Vicente Felício”. A mudança vai permitir que o Senai reforme e amplie a atual escola, aumentando o número de vagas em seus cursos.

Impresso fechado, pode ser aberto pela ECT

Senai de Birigüi implanta curso CAD/CAM

As empresas de Birigüi: Bical, Brink, Kidy, Kiuty, Klin, Passo de Anjo, Pampili Pé com Pé e Tiptoe/Bee Happy participaram da 97ª edição da GDS (foto), a maior feira de calçados do mundo na Alemanha, de 11 a 14 de março.

O empresário Marcelo Andrade de Oliveira, que será o representante de Birigüi no GIC (Grupo de Inteligência Comercial), do Brazilian Footwear, visitou a feira e o SindInforma publica nesta edição as impressões dele sobre o evento. “Ficou evidente

na GDS que as empresas que investirem em calçados feitos em couro terão, sem dúvida, uma presença mais significativa nas exportações.” Páginas 4 e 5

A primeira reunião sobre Arranjo Produtivo Local (APL) em Birigüi contou com a presença de mais de 50 representantes de órgãos públicos e de diversas entidades no último dia 12 de março. A reunião aconteceu no Sindicato e serviu para um primeiro contato entre os envolvidos. Novos contatos serão estabelecidos nos próximos dias para que se dê início à elaboração de um planejamento. A proposta é unir forças para o desenvolvimento das empresas locais. A iniciativa vai beneficiar principalmente os pequenos empresários, que são maioria em Birigüi. Página 3

BC aprova Cooperativa Página 3

Responsabilidade Social terá Núcleo Durante o Seminário Indicadores de Responsabilidade Social e Empresarial – Um Instrumento Prático de Gestão, realizado no último dia 25 de março no Sindicato das Indústrias, foi anunciada a criação do Núcleo de Responsabilidade Social, que com a ajuda do Instituto Ethos vai ampliar a discussão sobre o assunto no Pólo Calçadista. O Seminário atraiu mais de 100 pessoas de Birigüi e região interessadas em conhecer mais sobre o tema. Estiveram presentes empresários, profissionais das áreas de Planejamento Estratégico, Marketing e Recursos Humanos. Página 8 Público presente no Seminário: mais de 100 pessoas interessadas

Leia sobre a ETE - Escola Técnica Estadual em Birigüi (foto) e sobre pesquisa feita pelo Sindicato a respeito do trabalho no Carnaval, entre vários outros assuntos no SindNotas. Página 7


Expediente

Editorial

Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigüi

Responsabilidade Social Quando se descobriu que o Milagre Econômico Brasileiro, tão decantado na década de 70, tinha sido uma grande falácia. Quando veio a público a grande dimensão do déficit nacional. Quando a população começou sentir no bolso, na mesa e na farmácia, que teria que pagar um ônus muito alto pelos anos da ditadura militar. Todos precisaram reconhecer e aceitar que não mais poderiam esperar absolutamente nada do Estado: nenhum subsídio, nenhuma melhora na qualidade de vida da população. A partir desta constatação, de maneira muito tímida, iniciou-se o movimento das ONG´s e de Responsabilidade Social que nada mais são do que concretizar a Regra de Ouro: fazer ao outro o que eu gostaria que fizessem por mim. Assumir a responsabilidade de participar de projetos que visam assistir as comunidades mais carentes, diminuir a exclusão das minorias e dos menos privilegiados, em síntese, cada um dar de si e do que tem para que a vida de nosso semelhante não continue tão indigna e humilhante. A responsabilidade social tem

também o compromisso inexorável com a ecologia, o meio ambiente, uma via que hoje sabemos serem finitos os recursos da natureza de onde provém todo o input para a construção da riqueza e do saber da humanidade. Hoje já temos conhecimento de projetos e atitudes dignas de aplauso, os quais querem cumprir esta nobre missão: Natura, Petrobrás, Banco do Brasil, etc., cujos resultados servem de estímulo a outras iniciativas. Os empresários de Birigüi, sensíveis a esta responsabilidade, também estão presentes e atuantes diante deste desafio: Arborização dos canteiros da cidade, Pequeno Cidadão, orquestra infantil, Projeto Guri, Pró-Criança, Bombeiro Mirim e educação infantil são projetos já implementados por empresas como Sesi, Kidy, Klin, Transen, empresas sócias do Pró-Criança, etc. Parafraseando um famoso instrutor calçadista: apesar do calçado ser feito de milímetros, em segundos, gerando rentabilidade de centavos, estamos dando nosso testemunho de compromisso social, sem descuidarmos de manter os postos de trabalho existentes e, se possível, aumentá-los em futuro próximo.

Cartas A Assintecal – Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos, juntamente com sua equipe gostariam de agradecer pela dedicação prestada durante a realização do 6º Fórum de Design de Materiais para Calçados e Artefatos e pela primeira edição da Maratona Tecnológica. Essa parceria e o intercâmbio

de informações que ocorreram durante a realização do evento têm u m ú n i co o b jetivo: o desenvolvimento e o crescimento do setor coureiro-calçadista. Nós da Assintecal tivemos grande satisfação em realizar este evento no referido pólo, que a cada edição tem atraído um número maior de participantes. Contamos com o apoio desta entidade para a realização das

Diretoria 2003/2007 Samir Nakad Presidente José Roberto Colli 1º Vice-presidente Carlos Alberto Mestriner 2º Vice- presidente Jacir Inácio Migliorini 1º Secretário José Luis Fernandes 2º Secretário

Em outras palavras, estamos empregando parte do lucro das empresas para socorrer os mais necessitados, e fazendo na prática com que a Empresa seja um agente de transformação social. Após estas considerações, é hora de perguntar: E Você leitor, o que tem feito para diminuir o sofrimento do seu semelhante? Creio ser esta uma reflexão oportuna. Até uma próxima edição do jornal. Sérgio Gracia Diretor Social do Sindicato e Diretor Comercial da Kidy Calçados Ltda.

próximas edições do evento, buscando a cada Fórum e a cada Maratona aprimorar e criar oportunidades cada vez maiores entre os diversos elos da cadeia.

Luiz Antônio Michilin 2º Tesoureiro Antônio Ramos de Assumpção Diretor de Patrimônio Ubiraci Chaves de Oliveira Diretor Social Sérgio Gracia Diretor Social Wagner Aécio Polli Diretor-Administrativo Membros do Conselho Fiscal: Wilson José da Silva Antônio Carlos Candelária Denílson Eckstein Membros Suplentes do Conselho Fiscal: Valdir Lino Pulzato Anésio Sorato Sérgio Chagas

A ex-ministra da Indústria, Comércio e Turismo e atual responsável pelo Programa Primeira Exportação do Banco Santander/Banespa, Dorothéa Werneck, falou sobre “Os Desafios da Exportação”, em palestra promovida dia 2 de março numa parceria entre Sindicato das Indústrias de Calçado e Vestuário de Birigüi, ACIA (Associação Comercial e Industrial de Araçatuba), Sebrae, Fiesp/Ciesp e Grupo Santander. Dorothéa apontou como um dos principais desafios na atualidade a construção de uma imagem de competência para os produtos brasileiros. “Isso só será possível com a crescente inserção no mercado exterior, mas de forma que transmita credibilidade. Estamos entrando numa faixa intermediária, com bom preço e boa qualidade.”

O evento reuniu mais de 100 empresários da região (70 de Birigüi e 38 de Araçatuba) no Auditório do Sest/Senat, em Araçatuba. A palestra foi gratuita.

Direito da Economia

O advogado Bruno Romero Pedrosa Monteiro, da Advocacia Corporativa e Direito da Economia, esteve no Sindicato no dia 3 de março informando sobre várias maneiras de os empresários recuperarem perdas econômicas em razão de cobranças fiscais indevidas feitas pelo governo. Falou da indenização para os exportadores decorrente dos expurgos inflacionários: “Os expurgos inflacionários foram julgados ilegais pelo Superior Tribunal de Justiça”. E recomendou: “Uma maneira viável de recuperar as perdas é através do pedido de

Sandra Bigio Anna Rita Trunkl Soraia Pestana Assintecal - Regional - SP

Impressão e fotolitos Efral – Editora Folha da Região Fone: (18) 3636-7777

liminar coletiva, fortalecendo o pedido e reduzindo custos.” Monteiro também falou sobre transferência de créditos, CréditoPrêmio de IPI e alterações da nova Cofins, entre outros assuntos.

Projeto Cultural

O Sindicato acaba de se tornar um dos parceiros do Projeto Cultural Folha da Região na Sala de Aula. A parceria se deu através do Instituto Pró-Criança de Birigüi. No último dia 8 de março foi realizada a abertura do Projeto em 2004. O evento aconteceu na Delegacia de Ensino de Araçatuba.

BB Empresarial

No dia 11 de março foi inaugurado em Araçatuba o Banco do Brasil Empresarial, segmento da instituição especializado no atendimento a empresários e exclusivo para médias e grandes empresas. A agência é a 33ª do gênero no estado de São Paulo e vai priorizar, entre outros, o setor calçadista de Birigüi. “As indústrias calçadistas de Birigüi são muito importantes na economia regional”, destacou o gerente geral da agência, Maurício Vieira Itagyba Borges.

O Sindicato realizou no mês de março uma pesquisa junto às empresas sobre o trabalho na terça-feira de Carnaval, que em Birigüi não é feriado. Um total de 128 empresas foram consultadas. Confira os resultados.

Rua Roberto Clark, 460 – Centro 16200-043 Birigüi – SP Fone: (18) 3649-8000 Fax: (18) 3649-8022 E-mail: sindicato@sindicato.org.br Projeto gráfico Pontual Propaganda Fone: (18) 3624-3366 Jornalista responsável Paulo Mantello – MTb 24.441

O superindente do Instituto Pró-Criança de Birigüi, Nalberto Vedovotto, e o presidente do Sindicato da Indústrias, Samir Nakad, aproveitaram a visita de Dorothéa para entregar um pedido de doação ao Banco Santander para estruturação do prédio do instituto.

Carnaval – Pesquisa

Delegados na Federação : 1- Samir Nakad 2- Carlos Alberto Mestriner Suplente Delegado na Federação: José Luis Fernandes

Escreva para o SindInforma • Este espaço é para que você possa expressar suas idéias. Envie texto aos cuidados de Regiane de Almeida para a sede do Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigüi (rua Roberto Clarck, 460 - Centro – Cep: 16200-043 – Birigüi-SP), com nome, RG, endereço e telefone. Se preferir, pode mandar para o fax (18) 3649-8022 ou para o e-mail regiane@sindicato.org.br

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Antônio Liranço 1º Tesoureiro

Dorothéa Werneck fala sobre exportação

Trabalho na terça-feira de Carnaval Especificações

Escola Técnica - Estão adiantadas as obras da ETE - Escola Técnica Estadual em Birigüi, que está sendo construída no Jardim Santana desde dezembro pelo Ceetps (Centro Estadual de Educação Tecnológica “Paula Souza”). A previsão de entrega do prédio é em setembro e o funcionamento a partir de 2004.

Empresas Funcionários

Todos os setores trabalharam . ....................46,88%......... 70,79% Somente a produção...........................................4,69%......... 13,26% Ninguém trabalhou...........................................38,28%......... 14,50% Não responderam/Não foram encontradas ......10,15%........... 1,45%

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Leis

União

Desenho Industrial e implicações jurídicas Antônio Bento de Souza* Primeiramente é importante definir que Desenho Industrial, sob a égide da Lei 9.279/96, é a forma plástica ornamental de um objeto ou conjunto de linhas ou cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original em sua configuração externa e que possa servir de fabricação industrial. Em tese, refere-se a Novas Formas de objetos já conhecidos pela sociedade. Não é passível de registro como Desenho Industrial, no entanto, tudo que já estiver contido no Estado da Técnica, melhor explicando, o que tenha sido “divulgado” ou “tornado acessível ao público” antes da data do depósito, sendo este um dos parâmetros da aferição de novidade no registro do Desenho Industrial.

Essa questão da novidade deve ser considerada não somente quando existir objeto/produto idêntico ou similar no Brasil, mas também em diversos outros países signatários das Convenções Internacionais das quais o Brasil faz parte, como a Convenção da União de Paris. Sendo assim, não é possível registrar no Brasil um Desenho Industrial cujas características extrínsecas foram trazidas dos Estados Unidos ou da Europa, por exemplo. Após o depósito do Desenho Industrial junto ao INPI, o mesmo será examinado formalmente e estando de acordo com a Lei vigente, será Automaticamente concedido, pois não passa por Exame de Mérito. Sendo assim, é um Processo Muito Ágil, demorando aproximadamente 6 meses do depósito à concessão, diferentemente do que ocorre

com os pedidos de Patente de Invenção e Modelo de Utilidade, que podem tramitar por anos a fio. Após a concessão de um Desenho Industrial, terceiros interessados poderão Arguir sua nulidade administrativa no prazo de 5 anos contados da concessão e, se promovida no prazo de 60 dias, os efeitos da concessão são automaticamente suspensos. Após a instância administrativa, ainda é possível questionar, a qualquer tempo, sua Nulidade, na esfera judicial. A Reprodução e/ou Imitação de Desenho Industrial registrado alheio, sem o devido consentimento por parte de seu titular, que possa induzir em erro, dúvida e confusão ao público consumidor é Considerado Crime e poderá ser o infrator punido e apenado. Isso não é só, poderá também o titular

Fórum de Design apresenta moda para o Verão 2005 Romântico, Funcional, Brilhante e Movimento. Estas são as quatro linhas identificadas pelos consultores da Assintecal (Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos) e apresentadas no 6º Fórum de Design de Materiais para Calçados e Acessórios, realizado em Birigüi no dia 9 de março no Sindicato. A estilista Fanny Littmann foi quem apresentou as principais

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tendências de moda, cores e materiais para a Primavera/ Verão 2005 em Birigüi. Na visão dos consultores da Assintecal, a estação terá tons suaves, marrom, vermelho e dourado entre as cores mais trabalhadas. Esta edição do fórum trouxe como principal novidade a Maratona Tecnológica, circuito de palestras voltado a novas tecnologias em insumos e processos.

reaver as perdas e danos por todo o período de uso indevido. Este ato é o que vulgarmente chamamos de Pirataria e deve ser imediatamente coibida pelo titular dos direitos lesados. Concluindo, é importante deixar claro que, na minha concepção, o empresariado deve Proteger-se, seja, para coibir a ação de “Piratas”, seja para se defender contra terceiros.

* Antônio Bento de Souza Advogado especializado em Marcas e Patentes do escritório Beérre – Marcas e Patentes

Classificados Profissionais disponíveis: • Profissional para área de Recursos Humanos (treinamentos). •Psicóloga experiente na área empresarial. Os interessados em obter mais informações, deverão procurar o Sindicato. Falar com Regiane.

A estilista Fany Littmann

Birigüi inicia discussão sobre APL Mais de 50 representantes de órgãos públicos e de diversas entidades participaram da primeira reunião sobre Arranjo Produtivo Local (APL) em Birigüi no último dia 12 de março. A reunião aconteceu no Sindicato e serviu para um primeiro contato entre os envolvidos. Novos contatos serão estabelecidos nos próximos dias para que se dê início à elaboração de um planejamento. A proposta é unir forças para o desenvolvimento das empresas locais. A iniciativa vai beneficiar principalmente os pequenos empresários, que são maioria em Birigüi. O consultor do Sebrae Osvaldo de Souza Freires apresentou aos presentes um modelo de APL já implantando em outros pólos, como o de Jaú. Freires ressaltou durante sua apresentação a dificuldade que se tem no Brasil de realizar trabalhos em conjunto. “Precisamos criar a cultura da iniciativa cooperada.” Ele citou que em Jaú foram definidas seis ações

O consultor do SEbrae Osvaldo de Souza na reuniuão sobre a APL básicas: participação de mercado, evento Fiesp/Ciesp, Sebrae, Sesi, melhoria da gestão, melhoria Senai, Câmara dos Vereadores, das finanças e do crédito, capital Secretaria Estadual de Ciência e humano, inovação tecnológica e Tecnologia, cooperação. Associação Comercial, Estiveram representados no Sindicato das Indústrias de

Calçado e Vestuário, Sindicato dos Sapateiros, Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Confecções, Erplan, Sert, Sest/Senat, Condei, Projeto Incubadora de Empresas, Radium Systems, faculdades e instituições financeiras. Um APL é caracterizado pela existência de um número significativo de empresas, em um mesmo território, que atuam em torno de uma atividade produtiva principal, mantendo algum vínculo de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais tais como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa. O termo amplia o conceito de “Pólo” usado anteriormente.

Cooperativa é aprovada pelo Banco Central A Diretoria de Normas do Banco Central aprovou a criação da Cooperativa de Crédito Mútuo dos Empresários do Setor Industrial Associados ao Ciesp da Alta Noroeste do Estado de São Paulo – Sicredi/Ciesp Alta Noroeste em Birigüi. O responsável, no Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo), pela expansão e desenvolvimento de

cooperativas no Estado de São Paulo, Adilson Félix de Sá, confirmou o deferimento e marcou assembléia para definir a diretoria-administrativa da cooperativa. Será dia 7 de abril, às 19h, no Sindicato. “Com isso, iniciamos a segunda fase da criação da cooperativa. Definida a diretoria, encaminhamos os documentos para o Banco Central”, afirmou Sá. O Banco Central terá

mais 60 dias para analisar os fundadores e os membros da diretoria com relação a possíveis restrições no âmbito instituição. Sá ressalta que, enquanto o BC estiver fazendo a análise nesta segunda fase, estarão sendo agilizadas a estruturação do espaço físico da cooperativa no próprio Sindicato e a contratação dos funcionários. A previsão é que a Cooperativa de Crédito

de Birigüi esteja em funcionamento ainda neste semestre. Os associados poderão efetuar todo tipo de operação bancária, inclusive depósitos e aplicações financeiras. A cooperativa irá baratear o crédito e reduzir os juros de operações bancárias das indústrias cooperadas, dando condições de investir mais.

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Exterior

A participação de Birigüi na GDS Marcelo Andrade de Oliveira* Especial para o SindInforma

Sob o inverno mais rigoroso desde 1990 (quando chegamos a Düsseldorf a temperatura era de 4 graus negativos), as empresas de Birigüi: Bical, Brink, Kidy, Kiuty, Klin, Passo de Anjo, Pampili, Pé com Pé e Tiptoe/ Bee Happy participaram da 97 ª edição da GDS, a maior feira de calçados do mundo na Alemanha, de 11 a 14 de março. A quantidade de visitantes foi proporcional à edição de março do ano passado, mas relativamente prejudicada pelo frio muito forte como também pelos acontecimentos na cidade de Madrid, na Espanha, no dia 11. As empresas participaram do evento com o apoio financeiro da Apex, por intermédio do programa Brazilian Footwear da Abicalçados. Tiveram duas opções de participação: individual, em estandes localizados no Pavilhão 10 – Kid’s, caso da Bical, Klin, Pé com Pé e Pampili; ou no estande coletivo do Brazilian Footwear, no Pavilhão 4, onde ficaram Brink, Kidy, Kiuty, Passo de Anjo e Tiptoe. Como forma de atrair a atenção do público visitante para os calçados brasileiros, foram planejadas diversas atividades, como os desfiles que ocorriam três vezes ao dia num espaço reservado especialmente para isso. Todos os dias, após as 17h (a feira terminava diariamente às 18h), também havia a apresentação de um músico

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Entrada da GDS e área para desfiles. Na página ao lado, estandes de empresas de Birigüi

brasileiro e era servida nossa tradicional “Caipirinha”. No primeiro dia de feira houve uma entrevista coletiva no estande do Brazilian Footwear que reuniu aproximadamente 30 jornalistas internacionais. Os entrevistados foram o diretorexecutivo da Abicalçados, Heitor Klein; o gerente da Apex Brasil, Juarez Leal; o estilista Maurício Medeiros; e o gerente para negócios internacionais da Dumond, Eduardo Smaniotto. Klein contou um pouco da história do calçado no Brasil. Smaniotto explanou sobre a potencialidade da indústria calçadista brasileira e também falou da importância e força da “Marca Brazil”, bem como das estratégias para consolidação da mesma. Medeiros falou sobre as origens e as tendências da

moda brasileira e Leal, sobre as ações de apoio às exportações brasileiras de calçado. Os jornalistas receberam um kit de imprensa contendo dados sobre o setor calçadista brasileiro. Todos os visitantes do estande Brazilian Footwear receberam um kit de divulgação, com uma revista que foi desenvolvida para o evento (a Brazilian Routes Magazine), um guia com todas as empresas brasileiras na feira, camiseta, caneta e broche personalizados. As empresas participantes puderam expor seus produtos em uma vitrine no estande coletivo do

Brazilian Footwear, tendo como novidade nesta edição a possibilidade de trocar os calçados todos os dias.

* Marcelo Andrade de Oliveira é diretor da Andrade Coml. Repr. Asses. Com. Ext. Ltda. e será o representante de Birigüi no GIC (Grupo de Inteligência Comercial), do Brazilian Footwear.

Perspectivas para o nosso calçado O design de nossos calçados já tem reconhecimento e admiração do mercado europeu. Temos plenas condições de uma maior penetração, mas o material é fator de impedimento determinante. Um dado importantíssimo e que deve ser considerado para o desenvolvimento de nossas próximas coleções é que a contrapartida desse reconhecimento é a cobrança bastante grande quanto à produção de calçados infantis em couro. Ficou evidente na GDS que as empresas que investirem em calçados feitos em couro terão sem dúvida uma presença mais significativa nas exportações. A participação de nossas empresas no mercado exterior tem se ampliado bastante e países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Egito, Marrocos, Grécia, Chipre e Turquia, entre outros, são mercados com enorme potencial para os calçados de Birigüi. A organização da GDS quer trabalhar com uma setorização maior do evento. No caso brasileiro, a diversidade de produtos seria um complicador e a sugestão é montar vários estandes coletivos menores. Para isso, seria necessária uma participação maior. O d i r e t o r- e x e c u t i v o d a Abicalçados, Heitor Klein, se comprometeu a desenvolver uma estratégia para suprir as necessidades de Birigüi em aumentar a participação de nosso Pólo. A definição de tal estratégia acontecerá nas próximas reuniões do GIC (Grupo de Inteligência

Fotos: Marcelo Andrade de Oliveira

Comercial), do Brazilian Footwear, que serão realizadas a partir de abril até a próxima edição da GDS. (Marcelo Andrade de Oliveira)

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Sindinforma - Ano II - nº 11 - Março de 2004