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Imaginação Constant Stanislavski nasceu na Rússia, em 1863, Ator, diretor, estudioso, criador de técnicas teatrais. Em sua obra A Preparação do Ator no capitulo IV Imaginação presenteia o leitor com informações importante a cerca da construção da imaginação. Distingue bem o que é imaginação: é quando se cria coisas que podem existir ou acontecer, fantasia: inventa coisas que não existe. Imaginar é como que sonhar de olhos abertos, Imaginar é acontecer primeiro em nossas mentes. Dando prioridade a todos os detalhes que compõem o sonho, têm cenário, cores, sabores, cheiros, sons, vida, relação pessoal ou não e o sonhador pode sentir, ver, tocar cada objeto presente se relacionar, emocionar, frustrar, enraivecer. Imaginar também é responder, para respondermos alguma pergunta precisamos apreender a pensar imaginando, nos colocar diante de uma situação que refere à pergunta. A imaginação surge através de uma seqüência de “se” e forma na maioria das vezes uma história, há de ter o cuidado de incluir as quatro palavras que conduzirá a imaginação dando maior solidez (onde, quando, como, por que), Imaginar é criar, todos podem ter a capacidade de imaginar, basta desperta-la, ela não vem pela força e sim pela estimulação, tem que ter uma motivação, primeiro vem à ação um rebuliço interior e depois a exterior de como demonstrar. Segundo Stanislaviski, a imaginação tem o poder de modificar, organizar as coisas materiais, primeiro através da mente, dá novos rumos, consistência da ação e emoção na existência do pensamento. Até um tema proposto para ser trabalhado, pode produzir um estimulo interior e incitar a ação a partir da criação na imaginação. Todo tema a ser trabalhado deve partir das imagens vivida interiormente e todo papel a ser construído, tem que haver pesquisa, entrega tanto física como espiritual, assim toda produção em cena seja palavras, movimentos, gestos, é fruto da vida imaginaria quanto mais ela for cultivada, mais elemento teremos na produção do trabalho do ator. STANISLAVSKI, Constantin. A Preparação do Ator. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1994.


Mapa Conceitual Interdisciplinaridade: A interdisciplinaridade é o conjunto das diferentes contribuições das várias ciências no sentido de encontrar uma explicação e um entendimento a um determinado assunto, isto é, cada tema ou assunto engloba várias ciências fazendo relação com o todo perpassando pelo disciplinar; Diversidade cultural: é a mistura cultural que existem entre o ser humano. Há vários tipos, como: vestuario, dança, a linguagem e outras tradições como a organização da sociedade. A diversidade cultural é algo associado à dinâmica do processo associativo. Pessoas que por algumas razões decidem pautar suas vidas por normas pré-estabelecidas tendem a esquecer suas próprias idiossincrasias (Mistura De Culturas). Em outras palavras, o todo vigente se impõe às necessidades individuais. O denominado "status quo" deflagra natural e espontaneamente, e como diria Hegel, num processo dialético, a adequação significativa do ser ao meio. A cultura insere o indivíduo num meio social. Tradição: é a transmissão de praticas ou de valores espirituais de geração em geração, o conjunto da crença de um povo algo que é seguido conservadoramente e com respeito através das gerações. Os aspectos específicos da tradição devem ser vistos em seus contextos próprios: tradição cultural e religiosa, familiar Contemporâneo: é aquilo que nos propõe um pensamento sobre a própria arte ou uma análise crítica da teoria visual. Como dispositivo de pensamento, a arte interroga e atribui novos significados. O belo contemporâneo não busca mais o novo, nem o espanto, propõe o estranhamento ou o questionamento da linguagem e sua leitura. O trabalho do artista passa a exigir também do espectador uma determinada atenção, um olhar que crítica, a uma performance. A atualidade da arte é colocada em outra perspectiva.. O que vai determinar a contemporaneidade é a qualidade da linguagem, o uso preciso do meio para expressar uma ideia, onde pesa experiência e informação. Trabalho: o trabalho é um número real, que pode ser positivo ou negativo. Quando a força atua no sentido do deslocamento, o trabalho é positivo, isto é, existe energia sendo acrescentada ao corpo. O contrário também é verdadeiro, uma força no sentido oposto ao deslocamento retira energia do corpo ou ação de qualquer ocupação manual ou intelectual.


Arte: é entendida como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética ou comunicativa, realizada a partir da sensibilidade, das emoções, e das ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias do conciente dando um significado único e diferente para cada obra ou ação. A arte se vale para isso de uma grande variedade de meios e materiais, como a pintura, teatro, a dança, a musica, etc.Com o tempo a arte foi adquirindo componentes: esteticos, ludicos, politicos, religiosos, ornamentais, morais, entre outros. O conceito de arte continua hoje em dia objeto de grandes debates, e permanece, com um rigor, indefinido. Teatralidade: Formado provavelmente com base na mesma oposição da literatura/literalidade. A teatralidade seria aquilo que, na representação ou no texto dramático, é especificamente teatral, isto é, tudo que obedece á expressão pela fala, pelas palavras, ou, tudo que esta contido no dialogo. Processo de montagem: preparação de um roteiro, esquema, com começo meio e fim Encenação: A noção de encenação é recente surgiu na segunda metade sec. XIX, o encenador passa a ser o responsável “oficial” pela ordenação do espetáculo, se assemelha a uma técnica rudimentar da marcação dos atores em cena preparando todo o espetáculo.. Diretor x encenador: é o responsável por supervisionar e dirigir montar uma peça de teatro, trabalhando diretamente a representação, decidindo a melhor forma de conjugar os diversos esforços da equipe de trabalho em todos os aspectos da produção. A sua função é assegurar a qualidade e integridade da peça. Contactando as pessoas que comporá a equipe de trabalho, coordena o andamento das pesquisas necessárias, a cenografia, os figurinos e adereços, sonoplastia, luzes, cenario etc. Estética: “esta relacionada ao momento histórico e social” nos faz enxergar através do invisível, da beleza que vai alem dos olhos que inspira, move. È “também um processo formativo, (Trans) formativo. é o encontro do sublime do toque entre peles, contatos, emoção que possibilita uma formação de diversos desejos e afetos” “magia do mundo submetido ao nosso bel prazer” portadora de sensações, e as mesmas varia de pessoa para pessoa pois o inconsciente de cada um responde a estética a partir das marcas vivenciais que se tem. Interpretação: é um jeito de abordar de forma critica tanto pelo leitor, quanto pelo espectador do texto e da cena, a interpretação se preocupa em determinar o sentido, rumo e a significação. Ela concerne tanto ao processo da produção do espetáculo pelos autores quanto ao de sua recepção pelo publico é a atividade de ressonância do objeto em mim, Recepção: São as atitude e atividades do espectador diante do espetáculo Diante da obra possibilitando analise dos processos mentais intelectuais e emotivos da compreensão do que esta sendo apresentado. Contexto: tanto de uma peça como de uma cena é o conjunto de circunstancia que rodeiam a construção do texto e ou a produção da representação um acontecimento ou


de uma situação que envolve algo ou pessoas, leva o espectador ao conhecimento seja o encontro do fictício, para compartilhar o seu conhecimento real. Ética: o termo "ética" implicaria diretamente nos hábitos da espécie humana e do seu caráter em geral, e envolveria até mesmo uma descrição ou história dos hábitos humanos em sociedades específicas e em diferentes épocas. Um campo de estudos assim seria obviamente muito vasto para poder ser investigado por qualquer ciência. Até mesmo áreas da filosofia como a logica e a estética seriam necessárias em tal investigação, se considerarmos que o pensamento e a realização artística são hábitos humanos normais e elementos de seu caráter. Fonte de pesquisa: - PAVIS, PATRICE. Dicionario de Teatro; tradução para lingua portuguesa sob a direção de J. Guinsburg e Maria Lúcia Pereira, São Paulo: perspectiv, 2005. - Experiencia Estética, Olhar um pouco a EstÈtica - http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica

Cenografia Espaço Dramático: É o espaço representado no texto e que é construído pelo leitor através da imaginação a fim de se criar um marco onde as ações se desenrolem. Inclui não somente os signos da representação, mas também toda a espacialidade virtual do texto, inclusive o que está previsto como extra-cênico (UBERSFELD, 2002). Por sua natureza não é necessária a encenação para a “projeção” deste espaço pois é possível construí-lo a partir da leitura do texto, de entender sua estrutura dramática através do espaço diegético e das rubricas (ou didascálias ou indicações cênicas). É um espaço altamente conceitual, todavia um ponto de partida produtivo porque a partir do reconhecimento deste espaço é que se esboça a invenção das espacialidades que constroem na cena, na medida que permite identificar os signos que merecem ser objetivados. Espaço cênico: È através da representação que o homem rompe com o gesto o mundo exterior é neste espaço real do palco onde atuam os atores seja no palco ou na pláteia, que permite o publico visualizar as cenas, o espaço cênico está nas outras formas que não somente as da imaginação. A construção de ações dramáticas na montagem se define a partir da ligação conjunta das espacialidades geradas pela movimentação, corporeidade e gestualidade dos atores, pela presença de cenários e objetos cênicos, pela sonoplastia e pela iluminação cênica. Os atores quando estão em cena são a propria hist ´ria teatral viva, tudo isso articulado e condicionado pela própria organização espacial das áreas cênicas e do público. O espaço cênico é o lugar próprio da fabricação da cena, da interação com as informações física e simbolicas que vão compor a cena na representação, fazendo a passagem dos elementos “reais” para sua condição de linguagem cênica (ficcional). O que chamamos de “espaço cênico” se inaugura com o ato, com a própria cena e ao fim desta, desaparece. Em outras palavras: é o espaço da “representação”, concreto, perceptível pelo público e que adquire sentido no espetáculo, no aqui e agora da encenação, é o signo da realidade representada. Espaço teatral: Não há temporalidade sem espaço e não há espacialidade sem tempo. E é através desta experiência que cotidianamente nos envolvemos no espaço, de forma


mais intuitiva e corpórea do que consciente. No entanto o espaço não é somente uma dimensão concreta, palpável. Não é um continente para conteúdos, edificado pela natureza ou pela mão dos homens. A arte muitas delas e não só a arquitetura também pode gerar uma experiência, ainda que mental, com amplas sensações físicas corpóreas. Experiências que imersivas ou não , criam uma realidade espacial substanciosa. Apresenta um conceito de lugar como um conjunto de elmenos coexistindo dentro de certa ordem que pode ser de caráter identificador, relacional e histórico apresentando a individualização das referências culturais. http://pt.wikipedia.org/wiki/Cenografia

Um jeito de falar do texto dramatico

Rosas vermelhas Celma: Alô, é da Floricultura? Preciso de flores vermelhas... 5 duzias, isto, só de botões vermelhos, cor de sangue, obrigada! não precisa escrever no cartão, so as flores bastam. Lourenço pagará amanhã pela manhã. O endereço funéraria do Alvino, sabe onde é? certo. Até logo. (desliga o telefone e suspira fundo.(bate de leve na porta, Celma abre a porta e se assusta, fica palida) você? Pedro: não esperava por mim não é Celma, João morreu? (entra porta a dentro, para na sala, acende um cigarro da duas baforada, olha a fumaça encher a sala, olha nos olhos) João morreu? Fala, merda! para de ficar me olhando como se estivesse vendo fantasma. Celma: Sim, João morreu, mas o que me mais me deixa assustada não é você esta aqui, mas a sua pergunta, foi você não foi? foi você quem o matou não foi? Pedro: (passa a mão pelo cabelo em deslinho olheiras profunda, barba por fazer, e diz entre uma baforada de fumaça e uma nova tragada) Não fui eu, Celma quando eu cheguei, no lugar marcado tudo já havia acontecido, tinha muitas pessoas saindo da casa, eu nem entrei no local. Celma: Não foi você? se não foi você, quem foi então? ( os dois se abraçam, Pedro suando frio, Celma em choque, Celma solta de pedro senta no chão, Pedro a toma pelas mão e a beija vorazmente, Celma corresponde o beijo, por um instante é apenas os dois, Pedro tira toda a roupa de Celma ela toda nua a sua frente, Pedro hipinotizado com a figura que vê.


Lourenço( O mordomo da casa entra na sala e ao ver a cena deixa cair a taça de água) desculpe senhora, senhor, eu deveria te-los avisado, com licença... Celma: (pega sua blusa no chão e tenta se cobrir,) Lourenço, espere, por favor... eu ... (cai num choro convulsivo, senta na poltrona) meu esposo está morto... não sei se foi assassinado... ou... Lourenço: Eu sei senhora, apenas um conselho vá para seu quarto e se vista, uma viuva sempre sofre com as perdas, as flores vermelhas que você pdediu já chegou na funéraria, o senhor Alvino acabou de avisar... Quanto ao senhor é melhor ir embora, a viuva Celma, não esta em condições de atende-lo, posso acompanha-lo até a porta? ( Pedro levanta, ajeita o cabelo, acende outro cigarro, olha nos olhos de Celma e sai com Lourenço que fecha a porta logo que Pesro sai). Celma: Lourenço, pode me acompanhar até o local onde João será velado? Estou muito só, não sei o que fazer... (começa a chorar) Lourenço: Claro minha senhora(ofecece o lenço a Celma que o pega e limpa os olhos) Apenas se vista para a ocasião senhora. Quer ajuda para se vetir? Celma: Por favor Lourenço, ( os dois vão para o quarto, Celma tira a blusa e fica nua diante de Lourenço ele olha em todo o seu corpo despido) gosta do vê? O que sente? Lourenço: tudo que um homem precisa sentir que está vivo. Es a criatura mais linda que já vi! - Acha que João se sentia assim? Vocês dois tinha a mesma idade não é? -Lourenço (pega um vestido preto e começa a vestir Celma) ele era mais velho que eu dois anos estava com 60 anos, foi meu melhor amigo, sempre o servi, e amavámos quase as mesmas coisas inclusive você Celma.( vira bruscamente para olhar em seus olhos) Celma: Você me ama? ( antes que a resposta saisse Lourenço a beija, Celma corresponde demoradamente, depois o afasta com as mãos delicadamente em seu rosto) Nossa Lourenço como pode esconder isto todo este tempo? 10 anos... não são 10 anos? Lourenço: 11 anos senhora desde que a vi dançando a primeira vez na boate, eu João tínhamos as mesmas diversões eu sempre o acompanhei nos momentos de festas, e de tristeza também, na noite de pascoa depois de rezar, ele me pediu para acompanha-lo na danceteria, ele estava muito feliz naquela noite, mas faltava uma aventura em sua vida, você foi isto, aventura, desejo, fantasia, nos a amamos naquela noite, eu me contentei em ve-la nos braços dele, o namoro, passeios, casamento, e depois todas as noites, tarde e manhã de amores, ele me relatava detalhe por detalhe, então eu dormia sonhando com cada gesto que ele transcrevia dos amores que faziam, foi eu que descobri seu amante o Pedro, (Silencio), em uma tarde de domingo segui você e a vi com aquele homem moço novo forte, viril e muito bonito. Naquela tarde tive medo de perde-la, vocês foram para o hotel onde Pedro estava hospedado, entrei no quarto como arrumador, então ouvi todo o plano para matar João, em meio ao susto sai de lá


enojado, mas depois, com mais calma pude refletir, e só vi que poderia cuidar de você se João não estivesse por perto, aos poucos foi matando João dentro de mim. Celma: João nunca encostou um dedo em mim, nunca fizemos amor, João era homosexual, era apaixonado por você Lourenço, ele não tinha a menor pasciencia comigo, quando esávamos aqui entre quatro parede, ele era grosso, bruto, indivudualista, morria de ciume de nós dois. Não foi Pedro que matou João , nem sei quem foi, Juro Lourenço não o queria morto, quero apenas ser feliz? Você acredita em mim? Lourenço: Gay, João gostava de homem? Celma: de Você! Lourenço: Nunca soube, apenas pensava que me amava porque sempre fora só nós dois. Celma: Acredita em mim, não foi pedro quem matou João, quando ele chegou lá ele já estava morto. Lourenço: foi eu quem o matou, cheguei no local preparei uma bebida com veneno conversamos sobre nós dois, nada falamos sobre você, então ele bebeu a bebida e antes de morrer ele perguntou porque, eu disse que te amava, e a queria para mim, ele então pediu que cuidasse de você. Celma: Eu pedi rosas vermelhas para o enterro... faltou amor entre nós, Lourenço posso te fazer um pedido? (Lourenço assentiu com a cabeça) faz amor comigo? Faz amor como sempre sonhou em fazer? Lourenço: E o funeral? Deixem que os mortos enterrem os mortos ( os dois se beijam e as luzes apagam) Texto: Lucimone Oliveira https://www.google.com.br/search? q=rosas+vermelhas&es_sm=122&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=_bFIUrmDM5O 29gTphoHYCg&ved=0CAkQ_AUoAQ&biw=994&bih=636&dpr=1


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