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O ESTADO DE S. PAULO

DOMINGO, 19 DE DEZEMBRO DE 2010

LOTERIAS PELO MUNDO

HABITAT A VIDA NAS CIDADES

Com três sorteios da Mega-Sena nesta semana, vale saber que o maior prêmio já pago em uma loteria no mundo saiu nos EUA: US$ 390 milhões, em 6 de março de 2007. Dois apostadores levaram.

Lisboa restringe publicidade no centro Releitura da reconstrução após terremoto de 1755, plano tenta estimular mercado e turismo em área histórica degradada da capital portuguesa Vitor Sorano Simone Cunha / LISBOA ESPECIAL PARA O ESTADO

A filha de Maria da Costa OliveiraFerraz,de69anos, trabalha na Baixa, o centro histórico de Lisboa, mas não quer viver no bairro da mãe. Foi morara23km,naregiãometropolitana da capital portuguesa. “Eles não querem ficar aqui, a Baixa está morta, o bairro está fechado.” Ela mora só, no 4.º andar de um edifício em que sua única vizinha é outra aposentada – os outros apartamentos viraram escritórios. Principal destino turístico de Lisboa, com cerca de 3 milhões de visitantes em 2010 e um dos metros quadrados mais caros da cidade, a Baixa tem 13% dos imóveis vazios, a maioriadasfachadasdegradadas e quatro vezes mais idosos que jovens. Como estratégia de revitalização, a Câmara MunicipaldeLisboa, oequivalente à prefeitura, aprovou em novembro um plano que restringepublicidade etrânsito, transforma ruas em shoppingsacéuaberto edá incentivo fiscal à construção de imóveis para jovens. O texto deve ser sancionado pela Assembleia Municipal na terça. A Câmara também prevê usar um mecanismo, aprovado em 2009 em Portugal, que lhe dá direito a obrigar proprietários a vender seus imóveis. Antigo centro do Estado português, a Baixa Pombalina tem cerca de 500 imóveis em 44 hectares. O conjunto é resultantedo projetodereconstrução de Lisboa capitaneado pelo Marquês de Pombal após

PARQUEEXPO.PT

Plano de habitação é questionado ● No geral favorável, a Associa-

ção de Moradores da Baixa Pombalina questiona alguns pontos do plano, como o estímulo à habitação temporária. O plano é que 30% da superfície residencial seja usada para períodos curtos de estada, desde hotelaria – um prédio vai virar unidade cinco-estrelas – até residências estudantis ou empresariais. “Esses moradores têm necessidades diferentes tanto em relação ao espaço urbano quanto às atividades comerciais”, diz António Rosado, da associação. Para Guida Pereira da Conceição, gerente de uma das cerca de 60 lojas históricas a serem conservadas, as regras para publicidade são positivas. “Essas lojas que retiram as portas, colocam vidros ou qualquer coisa nas vitrines descaracterizam o lugar.” / V.S. e S.C.

o terremoto de 1755, que devastou a cidade. Mais da metade dos edifícios é anterior a 1919. No subsolo, há sítios arqueológicos da idade do ferro até o período medieval cristão. Desde meados do século passado, a região começou a degradar-se aceleradamentecom asaída da população. Apesar de facilitar a realização de obras, o plano atual é uma releitura da versão de 255 anos atráseimpõe,assimcomooantecessor, regras detalhadas, desde a estrutura até as típicas fachadas dos edifícios. As tintas que serãousadasnosparamentosexteriores,por exemplo,devemter brilho idêntico ao obtido por

Revitalização. Plano da prefeitura de Lisboa deve começar a ser implementado em 2011; custo estimado é de € 700 mi caiação. Os telhados precisarão manter a paisagem avermelhada característica da cidade. A proposta é recuperar o que for possível – usando materiais originais ou imitações – e retirar o que não se adapta à paisagem, como marquises. Painéis eletrônicos devem ser extintos. Em um quadrilátero entre as Ruas de Santa Justa, onde fica o elevador de mesmo nome, e da Vitória,aCâmaraquer criarumshopping a céu aberto, privatizando a gestãodo espaçopúblico– semelhante ao que, no Brasil, permite a concessão urbanística, aprovada em 2009 para a Rua Santa Ifigênia, na cracolândia.

Projeto é um incentivo para mercado em crise Emmeio aummercadoimobiliário deprimido como o português, facilitar obras de reabilitação no centro histórico pode ser um alento. De 2008 para 2009, quando algumas regras do Plano Diretor Municipal já haviam sido levantadas e o plano atual estava em análise, o licenciamento de edifícios de apartamento saltou de 6 para 17 na Baixa, segun-

do a consultora Confidencial Imobiliário. Também subiu na áreadefinidacomo“zonahistórica”.Norestante dacidade,estagnou ou caiu vertiginosamente. “O Plano Diretor Municipal apenas previa restauro nesta zona, por isso a atividade imobiliária estava muito limitada”, diz Glória Martins, da Madrilisboa, de gestão imobiliária. A previsão

é de que o plano esteja em vigor até o fim de 2011. O custo total é de € 700 milhões, quase tudo da iniciativa privada. A Câmara está revendo planos para outras regiões históricas, como a Alfama e o Chiado.“Algumascondiçõesimpediram essas áreas de se desenvolver”,dizJorgeCatarino, diretor de reabilitação urbana da Câmara. Entre elas, o congelamento de aluguéis, em vigor desde o século passado e que torna os valores irrisórios. “Há imóveis com aluguel de € 50.” / V.S. e S.C.

Mundo Urbano Mercado da Madalena, a ‘trincheira sertaneja’ Angela Lacerda / RECIFE

Ossábados noMercado Público da Madalena, no Recife, sãoumafesta emtornodosertão nordestino, protagonizada por sertanejos que não se enquadram no perfil de retirantes. Moradores da capital, são poetas, declamadores, cantores, produtores culturaisqueamam a almasertaneja e lutam para manter viva uma tradição que temem ser

extinta em meio ao “forró de plástico” – como Sivuca chama as bandas estilizadas. UmsábadonoMercadodaMadalena tem cerveja gelada, queijo de manteiga ou coalho (típicos do sertão), música, poesia, discussão e risos em torno de “causos”. Muitos defendem que os cantadoresde repente sãogênios injustiçados. “O maior foi Pinto do Monteiro”, dizem o poeta pernambucano Marcos Passos e o escritor paraibano Zelito Nunes sobre Severino Lourenço da Silva, nascido em 1895. Da nova geração tem destaque Os Nonatos. Oprodutor cultural e jornalista Anselmo Alves fica indignado comapossívelextinção dasanfona de oito baixos, que era tocada

LEO CALDAS/AE-15/4/2010

CULTURA

Niemeyer deu o projeto, mas sala ficou vazia

‘Prozac coletivo’. Poetas e cantores se reúnem aos sábados porLuiz Gonzaga e hoje sobrevive com Arlindo dos Oito Baixos. “E quando Arlindo se for? Quem vai tocar oito baixos?” Abrincadeiraemtornodepoe-

sia, cachaça e cantoria, batizada de “Prozac coletivo”, só termina perto da hora do fechamento do mercado, às 18h. Para recomeçar no sábado seguinte.

A Comissão Europeia quer saber por que uma sala de concertos projetada por Oscar Niemeyer não é mais usada quase um ano após sua inauguração de gala. Responsável pelo projeto, o sociólogo italiano Domenico de Masi disse que o fechamento do auditório em Ravello, região próxima a Nápoles, na Itália, é “um crime contra a humanidade e a União Europeia”. Niemeyer projetou o edifício de graça como presente a De Masi. O porta-voz da Comissão disse que o auditório custou mais de € 16 milhões. O governo local recebeu mais de € 5 milhões de um programa

que chegou ao fim em 2009 e esperava-se que o restante da quantia fosse proporcionado por um novo programa. Mas ainda não se sabe se Bruxelas pagará a conta. Até hoje, a sala foi usada em apenas duas ocasiões – em maio, numa premiação, e em setembro, para duas apresentações. Procurado, o governo da Campânia, responsável pela área, não deu explicações. / THE GUARDIAN

ILTON JUNIOR/AE

Falecimentos Esperança Marques Lana – Aos 79 anos, era viúva. Deixa seis filhos, netos e bisnetos. O enterro foi em Timóteo, em Minas Gerais.

Diva Vigiarelli Elias – Dia 16, aos 78 anos, era casada. Deixa filhos e

Para publicar anúncio fúnebre: Balcão Iguatemi – Shopping Iguatemi 1a - 04, tel. 3815-3523 / fax 3814-0120 – Atendimento de 2ª a sábado, das 10 às 22 horas, e aos domingos, das 14 às 20 horas. Balcão Limão – Av. Prof. Celestino Bourroul, 100, tel. 3856-2139 / 3857-4611 / fax 3856-2852 – Atendimento de 2ª a 6ª das 9 às 19 horas. Só serão publicadas notícias de falecimento/missa encaminhadas pelo e-mail falecimentos@grupoestado.com.br, com nome do remetente, endereço, RG e telefone

netos. O enterro foi no Cemitério Memorial Parque Paulista. Maria de Oliveira Quaresma – Aos 60 anos, era divorciada. Deixa dois filhos, familiares e amigos. O enterro foi no Cemitério Jardim Parque dos Ipês.

Gabriela Vilela Pereira da Silva – Dia 15, aos 13 anos. Deixa pais, irmãos, avós e tios. O enterro foi no Crematório e Cemitério Parque Paulista. Eloy Fornasaro – Aos 86 anos, era casado com Marina Soares Re-

sende Fornasaro. Deixa irmã Vera, familiares e amigos. O corpo foi trasladado no Crematório da Vila Alpina. Eduardo Gomes – Aos 80 anos. Filho de Valentim José Gomes e Maria da Glória Leite Maia Gomes. Deixa os filhos Wagner e Rita de Cássia, familiares e amigos. O enterro foi no Cemitério do Araçá. MISSAS Professora drª Heleieth Iara Bongiovani Saffioti – Hoje, às 19h30, na Igreja de Nossa Senhora da Consolação, na Rua da Consolação, 585, Consolação (7º dia). Engenheiro Vicente Campos Paes Barretto – Hoje, às 18 horas, no Santuário Santa Cruz da Reconciliação, na Rua Valdomiro Fleury, 180, Butantã (7º dia). Enio Miashiro – Hoje, às 18h30, na Paróquia São João Bosco, na Rua Cerro Corá, 2101, Alto da Lapa (7º dia).

Morou no canteiro de obras de Brasília O engenheiro civil Vicente Campos Paes Barretto estava com o presidente Juscelino Kubitschek e o arquiteto Oscar NiemeyernaconstruçãodeBra-

sília. Morou cinco anos no canteiro de obras. Construiu o primeiro hospital de base da futura capital e também o Palácio do Catetinho–apelidodadoemhomenagem ao Palácio do Catete, no Rio. Quando o presidente idealizadordanovacidadevisitavaasobras,asnoiteseramdefesta ao som do violão. Pernambucano de Caruaru, Barretto era formado no Rio de Janeiro.LogoentrouparaoInstituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários, onde era engenheiro-chefe quando foi chamado para Brasília. Dia 14, aos 96 anos.


Baixa tera restricao de publicidade