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Sinopse

Nota: Este livro é a parte 1 de uma duologia e termina com um certo suspense. O próximo livro é "Quiver".


Se você tivesse me perguntado quando eu estava na faculdade o que pensava que estaria fazendo daqui a dez anos, essa não teria sido minha resposta. A vida como um investigador privado não é tão emocionante como se poderia pensar. Claro, há momentos de perigo que fazem a adrenalina bombear forte em minhas veias, e quando isso acontece, nenhuma outra droga pode se comparar. Porra, costumava adorar esse sentimento e por um tempo você poderia até dizer que tinha ficado viciado nisso. Mas as escolhas que fazemos têm consequências e uma decisão pode mudar tudo. Estes dias ando sendo sltalker, só assistindo e esperando. Eu sou o cara que as pessoas pagam para encontrar a verdade enterrada sob todas as mentiras. Eventualmente, vejo além da superfície de quem o investigado está fingindo ser, revelando


tudo o que o mesmo manteve escondido, sei que as aparĂŞncias enganam.


1

Dias atuais

Foda-se. Eu nĂŁo posso lutar contra o desejo por mais tempo. Eu digito os comandos para abrir a tela principal, verificando em que quarto ela estĂĄ. Eu a encontro no quarto que


ela usa, ainda embrulhada em seu edredom, exatamente como imaginei. Dou zoom em seu quarto através da tela. A observo enquanto o edredom abaixa até sua cintura, antes que ela empurre-o até o final da cama com os pés. Sua mão desliza para baixo na frente de sua calcinha e por um momento eu acho que devo estar imaginando isso. Oh porra. Meu batimento cardíaco aumenta e meu pau fica duro como uma pedra quando ela inclina sua cabeça para trás e abre seus lábios de prazer. Eu posso ver seus dedos lentamente circundando seu clitóris através da sua calcinha de seda branca e fantasio que é a minha mão fazendo-a gemer e se contrair. Seus olhos estão fechados em concentração, a plenitude de seu lábio inferior está apertada entre os dentes. Ela está absolutamente concentrada no esmagador êxtase que está experimentando. Meu pau está tão duro que está esticando dolorosamente contra o meu jeans. Eu desfaço o botão e puxo o zíper para baixo, o som faz eco através do silêncio do meu escritório. Ela segue sua outra mão acima de seu estômago e mexe com seu mamilo. Cristo, vou gozar em minhas calças se não andar rápido. Suspiro de alívio quando meu pau é libertado da minha roupa. Segurando-o firmemente em meu punho, com meus olhos nunca deixando a ninfeta loira na minha tela, eu lentamente bombeio meu eixo para cima e para baixo algumas vezes, depois uso o meu polegar, espalhando o pré-gozo em torno da ponta, antes de segurá-lo mais apertado. Movo minha mão cada vez mais rápido quando seus dedos pegam o ritmo e seus olhos se fecham. Ela estende suas pernas e escava seus calcanhares no colchão e, ao mesmo tempo, o ar é expulso dos meus pulmões. Os dedos da minha mão livre agarram a mesa com tanta força, que os nós dos meus dedos ficam brancos,


enquanto eu tento lutar contra a minha libertação. Porra. Ela é tão gostosa. Tudo que quero fazer é enterrar-me dentro de sua buceta apertada, molhada e senti-la deslizando em torno do meu corpo. Suas costas arqueiam para cima da cama e sua boca se abre em um grito sem som quando ela encontra sua libertação. Vê-la gozar é a coisa mais quente que eu já vi. Venho por toda parte quando o meu orgasmo me bate rápido e duro. Retiro cuidadosamente a minha camisa, limpando-me com ela, antes de descansar minha cabeça contra a cadeira. Enquanto espero que minha respiração se acalme, há apenas um pensamento em minha mente – tenho que encontrar Janny Moore.


2

Dois dias antes...

– E aí cara. O que está acontecendo? – Derek, meu parceiro de negócios, pergunta quando ele enfia a cabeça no meu escritório. – Não muito. Estou trabalhando no caso Moore; Tenho a sensação de que este trabalho vai ser um grande desperdício de


tempo. – eu olho para a tela, sentindo pena do pobre charlatão que estou assistindo. Nossa empresa, K.D. Investigações, foi contratada por Sharon Moore para verificar seu marido Bryan, depois que ela o notou exibindo algum comportamento suspeito. Ela não pode me dar nenhum exemplo concreto do que ele poderia estar fazendo ou o que achava tão preocupante. Mas, ela pediu uma investigação em grande escala e mencionou que dinheiro não era uma preocupação, o que é bom porque nossos serviços não são nada baratos. – Quem gasta milhares de dólares para investigar o marido com base em um pressentimento? – Porra, as mulheres são neuróticas, cara. Quem sabe por que elas fazem esse tipo coisa? Estou saindo agora para ir fazer uma estimativa. Falo com você mais tarde. – ele fechou a porta e se foi antes que eu tivesse a chance de dizer qualquer outra coisa. Meu parceiro Derek e eu instalamos câmeras na casa de Moore depois que Sharon concordou em desistir de qualquer sensação de privacidade. Bryan trabalha em casa como um designer gráfico, o que simplifica as coisas, uma vez que eu posso monitorar seu paradeiro diário com relativa facilidade. Quando ele sai de casa, uso o aplicativo que instalei em seu novo telefone, para rastrear seus movimentos. Coincidentemente, é o telefone que sua adorável esposa lhe deu. Ironicamente, ela deu a ele no Dia dos Namorados. Hoje é meu primeiro dia oficial no trabalho. Até agora Bryan não fez nada além de trabalhar no computador e comer um sanduíche. Eu posso dizer que este vai ser um dia longo. Eu mudo no meu assento tentando ficar mais confortável, quando o movimento ao lado do vídeo chama a minha atenção. Uma


jovem entra no escritório de Bryan, ela tem cabelos loiros longos e ondulados e se tivesse que chutar, diria que parece estar entre meados de vinte anos ou menos. Ela fala com ele por apenas um minuto e enquanto ela sai de seu escritório, eu já estou digitando os comandos das câmeras, tendo acesso para ver o resto da casa. Meus olhos seguem o modo como ela se move com confiança de cômodo em cômodo, como se fosse a dona do lugar. Quem é esta mulher e por que Sharon não a mencionou? Os acontecimentos da manhã seguinte são quase uma réplica exata do dia anterior, Bryan trabalha diligentemente em seu computador e eu não noto qualquer comportamento que levante uma bandeira vermelha. Eu vejo a mulher misteriosa de novo, só que ela não é mais um mistério para mim. Seu nome é Janny e ela é a irmã mais nova de Bryan, que fica na casa com eles às vezes. Ela é uma estudante universitária que vive no campus e vem para sua casa sempre que quer fugir um pouco das aulas. Sharon respondeu pacientemente a todas as perguntas que fiz sobre Janny, uma vez que fiz-lhe acreditar que era para a "investigação". Assisti-la no monitor está rapidamente se tornando a melhor parte deste trabalho. A maneira graciosa que ela faz as tarefas domésticas mais simples, é definitivamente mais agradável para os olhos do que Bryan jamais será. Agora, ela está falando em seu telefone enquanto caminha de um lado para o outro na sala de estar, dando dez passos perto das enormes janelas do cômodo antes de trocar e se mover em direção à lareira. Quando ela para em frente à lareira, ela toca os vários objetos em exibição lá, passando o dedo ao longo de uma foto emoldurada de Sharon e Bryan, antes de avançar para pegar um vaso de cristal cheio de flores frescas. Depois de baixar o


rosto para inalar seu cheiro, ela devolve o vaso ao seu lugar original e passa para um agrupamento de livros cuidadosamente empilhados, acariciando suas capas desgastadas. A câmera acima dela esta escondida em uma grande pintura floral pendurada na parede. Enquanto Janny está lá lentamente paginando através de um livro, vejo seu rosto entrar em foco claramente pela primeira vez. Minha respiração para na minha garganta e o ritmo do meu coração diminui, apenas para reiniciar em um movimento mais rápido. Meus dedos se enrolam em torno dos braços da minha cadeira e meu aperto aumenta quando inclino-me automaticamente para frente em meu assento esperando pegar um melhor vislumbre dela. Seu rosto se ilumina enquanto ela sorri para quem está no telefone e sua beleza etérea me perturba. Que diabos? Eu nunca experimentei esse tipo de reação a uma mulher antes e não quero essa merda. Minhas sobrancelhas se juntam e abaixam em um cenho de desgosto quando volto para as câmeras do escritório de Bryan. Ele é quem tenho que vigiar, não em uma estranha sexy que não deveria estar assistindo em primeiro lugar. Pelo tempo restante do meu turno me recuso a procurar Janny no vídeo, não importa o quão poderoso seja o desejo que sinto em fazê-lo.

***

Depois de passar o meu dia observando Bryan e dando tarefas para Jack, um dos outros PI que nós empregamos, saio para encontrar meu sócio Derek em um de nossos bares favorito em Boston o South ou "southie" como os assíduos referem-se ele.


O Pub está localizado na esquina de uma movimentada avenida, e encontrar uma vaga de estacionamento pode ser uma verdadeira cadela. Hoje à noite, estou com sorte porque quando chego sou capaz de estacionar o meu novíssimo Charger preto, junto à calçada. Caminhando em direção à entrada, meus olhos automaticamente fazem uma varredura da área circundante para qualquer coisa suspeita. Uma vez um policial, sempre um policial. Quando empurro a porta de vidro fosco aberta e entro no espaço mal iluminado, sou oprimido pelo que só pode ser descrito como um assalto aos meus sentidos. A falta de luz combinada com o volume ensurdecedor da música, me tem firmando em meus pés para manter o equilíbrio. Meu olhar varre reflexivamente o ambiente antes de procurar por Derek. Ele está sentado onde sabia que estaria, na última banqueta do bar, mais longe da porta da frente, proporcionando-lhe o melhor ponto de vista para monitorar toda o local. Meu queixo levanta-se em reconhecimento, quando passo por um casal de caras que conheço do bairro em que cresci. Uma vez que estou sentado no banco ao lado de Derek, olho atrás de mim e me certifico de que o pulôver que estou usando está camuflando a arma enfiada na parte de trás das minhas calças. – Como está indo, cara? – ele pergunta, deslizando um vidro de cerveja gelada para mim. Eu não sei como responder a ele, minha cabeça está em um lugar fodido agora, eu não consigo parar de pensar em Janny Moore. A maneira como meu corpo reagiu fisicamente ao vê-la hoje me faz sentir mal, merda... não estou acostumado a ter meu coração batendo incontrolavelmente a menos que eu esteja em uma situação perigosa. Talvez meu corpo saiba algo que minha


mente não enxergara. Talvez Janny Moore seja um perigo para mim. – Está tudo bem. – eu respondo, mantendo meus pensamentos ocultos. Minha mão fecha em torno do vidro frio da garrafa de cerveja, levo-o aos lábios e bebo uma boa porção da bebida em um longo gole. Derek olha para mim com uma sobrancelha erguida em questionamento. – O que há com você cara? – ele pergunta, gesticulando com o queixo para a minha caneca agora quase vazia. Eu tipicamente dispenso cerveja, preferindo um licor forte. – Minha cabeça está me matando e tem sido um longo dia de merda – respondo, sem tirar os olhos da transmissão de televisão sintonizada na ESPN. É algo para me concentrar e manter a minha mente fora desta terrível dor latejante atrás dos meus olhos. – Você tomou seus remédios? – ele pergunta, referindo-se à medicação para enxaqueca que meu médico receitou. Quando olho para ele posso ver sua preocupação por mim evidenciada em seu rosto. – Sim, eu fiz, mas por alguma razão não está funcionando. – eu bebo o resto da minha cerveja, coloco o recipiente para baixo e jogo dez dólares no balcão do bar. – Serei uma companhia de merda esta noite. Então, vou apenas ir para casa me deitar. – eu escorreguei da banqueta e virei para apertar seu ombro com a mão. – Desculpe cara. Eu vou fazer isso com você neste fim de semana. – Não se preocupe com isso cara.


*********** Uma vez que estou em casa, vou direto para o meu quarto, removendo minhas roupas o mais rápido possível. Eu coloco minha arma na mesa de cabeceira e coloco o meu telefone ao lado dela. Quando volto a me acomodar no conforto dos meus travesseiros, meus pensamentos vão para Janny e me pergunto o que estaria fazendo agora. Ela está deitada na cama neste momento? Meu pau se contorce enquanto a imagino envolta de lençóis brancos. Nós não colocamos quaisquer câmeras no quarto principal ou em um dos banheiros, mas colocamos as mesmas nos outros três quartos de hóspedes. Quando tínhamos feito a instalação do equipamento, não estávamos cientes de que haveria alguém morando lá, além de Sharon e Bryan. Eu poderia verificar o sistema ao vivo agora para descobrir o que ela estava fazendo se quisesse. A tentação de vê-la é tão poderosa que me sinto quase sucumbir a ela. Ao invés disso, me forço a fechar meus olhos e tento relaxar. Quanto antes adormecer, mais cedo conseguirei um pouco de paz com a dor que atormenta meu crânio. Quando acordar, poderei ver Janny.

*** Merda, acordo mais cedo do que gostaria. Eu mantenho meu corpo imóvel por um momento, evitando fazer qualquer misero movimento. Há ainda um pouco de pulsar maçante na


minha cabeça, mas é melhor do que a dor excruciante de ontem à noite. Lidar com essa dor em uma base regular é exaustivo, mas não há nada que eu possa fazer além de tomar comprimidos tarja preta. O que me recuso a tomar. Eu vi a vida de muitas pessoas serem arruinadas por se tornarem viciadas em medicações e nunca me colocarei de boa vontade em tal posição. Ninguém nunca espera se tornar um viciado, mas uma vez que essas pílulas tornam o nosso organismo dependente, não há escapatória. Eu tenho lidado com essa dor crônica por tanto tempo que não consigo lembrar o que é me sentir bem. O que não faria por um dia sem dor ou latejamento no meu cérebro– foda-se, eu ficaria satisfeito com uma hora apenas. Qualquer alívio desse fardo seria um presente incrível. É um fardo pesado, mas ao menos tenho ombros largos para carregá-lo. Merda, não passa um dia onde não gostaria de poder voltar no tempo e concertar o momento que mudou minha vida para sempre.

************

Um longo banho quente pode fazer maravilhas. E depois que acabei de tomá-lo, estou me sentindo perto do normal. Trabalharei em casa hoje, então pego um pouco de café da cozinha e vou para meu escritório. Minha mesa fora feita sob medida, sendo o dobro do comprimento e metade da largura de uma normal. Isso me permite usar uma configuração de monitor triplo e posso assistir vários ambientes da casa de Bryan ao mesmo tempo. Eu digito os comandos para colocar seu escritório na minha tela, meus pensamentos vagam temporariamente para Janny, mas a empurro para fora da minha mente.


Assistir Bryan trabalhar em seu computador é um dos trabalhos menos interessantes que já fiz. Esse cara é chato como o inferno e eu estou ganhando cada centavo do meu dinheiro neste show. Sentado no meu carro para uma vigilância noturna noite iria bater isso. Gostaria que ele saísse da casa só para traíla, mas ele continua a sentar lá, os ombros rolados para a frente, digitando furiosamente em seu teclado. Bem, nosso especialista em informática, instalou um sistema de monitoramento de software e ele está rastreando todos os movimentos on-line de Bryan. Espero que ele encontre algo errado em breve, porque provavelmente irei morrer de tédio neste trabalho fodido. Eu bato meus dedos em minha mesa e luto contra o desejo de verificar Janny. ********** Os próximos dias passam rapidamente, deixando-me sem novas informações adquiridas sobre Bryan. Para todos os efeitos, ele parece ser o marido perfeito. Ele trabalha em seu escritório durante todo o dia e depois espera na mesa de jantar, ate que ela chegue para que comam juntos. Pelo que vi, ele é extremamente atencioso. Está sempre ouvindo o que ela tem a dizer, regando-a com afeto, muitas vezes agindo de forma melosa, coisas que só os casais que estiveram por um longo tempo fazem. Enquanto estou aqui digitando notas no computador acerca do caso para meus registros, minha mente está distraída com imagens de Janny. Já faz um par de dias desde que a vi, mas porra, ela invade meus pensamentos mais do que deveria. Flashes de imagens de suas costas arqueadas pela intensidade de seu orgasmo me consomem. Foi a coisa mais erótica que já vi. É lamentável que ela não tenha a mínima consciência do desejo que despertou em mim. Não me lembro da última vez que estive com tanta fome de alguém ou de ter gozado tão forte.


Estou desapontado por ela não estar em casa nos últimos dois dias. Eu sei que ela é uma estudante na Universidade de Boston e estou assumindo que a carga horaria de seu curso a está mantendo ocupada, mas senti falta de vê-la. Sinto saudades do seu lindo sorriso que pode iluminar tudo ao seu redor, sinto falta do jeito que ela inclina a cabeça para a direita quando está prestando muita atenção ao que alguém está dizendo. Saudades do jeito que ela enfia o cabelo atrás da orelha esquerda e mastiga o seu lábio inferior cheio quando está perdida em pensamentos. Toda vez que a vejo, noto mais e mais peculiaridades únicas. Meus instintos me permitem ver além do que uma pessoa qualquer faria. Tudo o que estou observando sobre ela me faz querer conhecê-la, saber quem ela realmente é. Eu quero a versão de carne e sangue dela, não a silenciada em uma tela. Estou curioso para saber o que a faz rir e o que a faz chorar. Qual ela prefere, comida mexicana ou chinesa? Que idade tinha quando foi beijada pela primeira vez? Qual é o nome do bastardo afortunado que tomou sua virgindade? Há tantas perguntas que preciso saber as respostas, perguntas que nunca estive interessado em saber até agora. Eu nunca senti essa intensidade ardente por nenhuma outra mulher. Eu sou um cara solitário por natureza, mais ainda nos últimos anos, mas cada célula da minha alma quebrada está me empurrando para ela. Ela não tem ideia de que eu existo... mas ela vai.

***


Observar Bryan é a última coisa que quero fazer hoje. Eu estou em um estado de merda e é uma coisa boa que eu estou trabalhando em casa porque definitivamente não estou apto para ir empresa. Alguns dias eu me pergunto por que me esforço em continuar. Seria muito mais fácil acabar com a incerteza da minha situação com uma bala no meu cérebro ou talvez engolir uma garrafa de pílulas, seria uma alternativa mais segura. Eu poderia engoli-las com uma última bebida de Jameson em um brinde de despedida. Foi bom te conhecer, agora foda-se. Assim como um anjo entrando para me salvar das profundezas dos meus pensamentos sombrios, Janny aparece em uma das telas. Seus seios são empurrados para frente quando ela remove seu casaco e minha boca fica cheia de agua. Pergunto-me que tipo de sons ela faria quando eu chupasse seus mamilos. Ela gritaria ou ficaria em silêncio? Ela suspiraria ou gemeria? Ela pendura seu casaco no porta-casacos na porta e se move para a cozinha espaçosa. Quando ela pega uma garrafa de água da geladeira e sai da sala, me esforço para digitar os comandos que me permitem acessar o corredor para seguir seus movimentos por toda a casa. Eu a vejo subindo as escadas e observo seu traseiro tentadoramente balançar enquanto ela caminha pelo longo corredor até seu quarto. Eu pressiono as teclas necessárias para trazer o vídeo dentro de seu quarto na minha tela e resolvo recuar na minha cadeira de escritório de couro para assistir. Ela coloca a bebida na mesa de cabeceira e quando suas mãos se movem para o botão em suas calças, eu me sento, inclinando-me para frente, esperando ansiosamente para onde isso vai dar. Quando seu zíper abaixa, eu o ouço o som em minha


cabeça. Ela meneia seus quadris enquanto empurra seus jeans apertados para baixo e meu pênis salta em apreço. Ela sai de suas calças e as deixa no chão, suas longas e pálidas pernas a levando pelo quarto. Oh Jesus. Ela está usando uma calcinha fio dental. Sua bunda é tão fodidamente perfeita que fico louco para deslizar meu pau para frente e para trás entre a mesma e então empurrá-la dentro de sua boceta quente e úmida. Porra. Eu tenho que descobrir como é estar dentro dela – ser espremido por sua vagina quando ela gozar –, marcá-la com o meu sêmen. Empurro o cós da minha cueca boxer, liberando meu pau duro como ferro. Quando meu punho se fecha ao redor do meu eixo, imagino a mão de Janny segurando-me firmemente. Eu começo lentamente, tomando meu tempo enquanto me movo para cima e para baixa pelo comprimento do meu pau, mas a visão de seu delicioso traseiro balançando enquanto ela se move em torno de seu quarto é demais para mim. Eu golpeio mais e mais rápido; meus dedos apertam meu pau enquanto fantasio que são as paredes de sua buceta apertando-me. Minhas respirações ásperas ecoam pelo silêncio do meu escritório antes de se transformarem em seu nome quando gozo. Eu limpo-me com alguns tecidos e inclino minha cabeça para trás na cadeira. A vergonha se infiltra, mas a empurro para longe porque observá-la é a única coisa que me mantém com vontade de viver agora.

***


Concordei em me encontrar com minha irmãzinha, Kenna, no Quake, um bar popular em Boston. Eu posso ver cada exalar de minha respiração no ar fresco da noite de fevereiro enquanto e ando para o grande edifício de tijolo onde esta localizado o bar. Este não é um lugar que normalmente venho, não é realmente o meu estilo. Eu sou mais de um tipo sujo e escuro, tipo como minhas preferências sexuais. Eu não quero ficar à frente de mim mesmo, nem nos conhecemos, mas não posso deixar de me perguntar se Janny compartilha gostos semelhantes aos meus. Ela gosta de ceder? Será que quer alguém para assumir o controle e fazê-la sentir mais prazer do que jamais experimentou? Anseio vê-la em suas mãos e joelhos, seu traseiro empurrado para mim enquanto ela arqueia as costas, ronronando contente. O pensamento da minha mão conectando com a mesma bunda tem meu pau saltando à vida. A força de minha bofetada ondularia sobre sua pele como as réplicas de um terremoto. Cristo, eu preciso parar esses pensamentos antes que alguém perceba meu pau duro. Quando eu entro no Quake, meus olhos instintivamente varrem o local. Não é apenas um hábito, é uma atitude automática. Estou registrando todas as pessoas suspeitas e registrando todas as saídas, no caso de surgir a necessidade de uma fuga rápida. Durante minha busca, localizo minha irmã. Tenho orgulho dela, depois de todos esses anos ela finalmente está ouvindo todas as minhas instruções repetidas. Sabendo que eu a faria mudar se ela não fizesse, ela escolheu se sentar em uma mesa no canto de trás, a menos de vinte pés da porta traseira. Se algum problema vir, ela pode cobrir a distância em pouco menos de cinco segundos. O resto dos civis se precipitará em direção à porta da frente ao primeiro sinal de problemas. O que congestionaria a mesma, tornando impossível para mais do que uma dúzia saírem ilesos.


Percebo o brilho do sorriso de Kenna enquanto me aproximo da mesa. Sua melhor amiga Liz, que acho chata como o inferno, está com ela. Eu sei que até o final da noite ela vai estar pendurada em mim, tentando começar algo que nunca vai acontecer – não nesta vida de qualquer maneira. – Kenny. – eu digo, usando o apelido que eu venho chamando-a desde que éramos crianças, enquanto me inclino e a beijo na bochecha dela. – Hey Kyle, o que há com a expressão sombria? Você parece ainda mais assustador do que costuma ser – brinca, piscando para mim. Meus lábios se elevam em um pequeno sorriso e eu penso em como ela é a única pessoa em minha vida que pode tirar um sorriso de mim sempre que quer. Eu não os dou livremente, e a maioria provavelmente se referiria a mim como grosseiro ou antissocial. Eu não fui sempre assim – eu costumava ser o cara. Você sabe, o cara que adora festas e não tem nenhuma preocupação no mundo. Vivia festejando e não tinha planos de mudar. Embora fosse uma existência egoísta, eu não estava machucando ninguém. Sempre fui respeitoso com as mulheres, mesmo que não quisesse nada mais do que sexo delas. Eu aproveitei o que era livremente oferecido, mas que cara não faria? – Porra, não sei do que você está falando, Kenny. – respondo, querendo protegê-la de quão difícil os últimos dois dias foram para mim com minha dor de cabeça implacável. – Oi Kyle. – Lá está, o som mais irritante do mundo. A voz anasalada de Liz me dá arrepios e não de bom jeito. É como pregos em um quadro-negro. – Liz. – se houvesse uma maneira de ignorá-la sem parecer um idiota rude, eu faria, mas meus pais me ensinaram a


importância de boas maneiras. Eu posso ser um idiota malhumorado, mas sou sempre um idiota educado. – Eu vou pegar uma bebida, vocês duas querem? –pergunto. Eu parto para o bar depois que ambas acenam com a cabeça, fico agradecido pela escapada momentânea de Liz. O caminho para o bar está lotado com uma grande quantidade corpos e tento relaxar enquanto uma onda de pânico me aflige. Esta é outra parte do meu "novo" eu. Nunca costumei me sentir claustrofóbico na multidão, mas agora tudo o que posso fazer é manter meus pés firmemente plantados no lugar. Eu lembro-me de que tudo está bem, meus dentes apertando juntos enquanto luto contra o desejo de fugir. A proximidade de todas essas pessoas está começando a chegar até mim e sei que vai ser feio se eu não sair daqui o mais rápido possível. Eu movimento meu ombro e empurro através da multidão como se estivesse de volta em meus dias de glória do futebol. Meus olhos se ajustam à luz brilhante do corredor enquanto me dirijo para a saída dos funcionários. Meu foco completo está em alcançar a porta e escapar fora no ar fresco da noite. Eu não vejo a mulher saindo do banheiro até que seja tarde demais e já tenha quase a derrubado. Eu a pego, meus braços indo rapidamente em torno dela, com um pedido de desculpas na minha língua. – Merda, sinto muito. – fico sem palavras quando percebo quem estou segurando em meus braços. PORRA. É JANNY MOORE. O tempo congela quando meus olhos se encontram com os dela pela primeira vez. Minha língua está grossa na minha boca, minha respiração superficial, meu coração batendo incrivelmente rápido, quando percebo a sombra exata de azul


que são seus olhos. O nome para a cor vem a mim em um instante. Azul cerúleo. Quando eu era criança, adorava desenhar e meu lápis de cor favorito era azul cerúleo. Usei-o tanto que desgastou um mês depois, finalmente se quebrando em dois pedaços. Em todos os meus trinta e três anos de vida, nunca vi nada na minha existência que corresponde à essa cor, até agora. – Eu sinto muito. – o som doce de sua voz me puxa para fora da minha lembrança de volta para presente. Percebo que meus braços ainda estão ao redor da sua cintura e movo minhas mãos para seus braços. – Você está bem? – pergunto, minha voz sai mais rouca do que é geralmente. Ela sorri para mim e nunca vi nada tão bonito na minha vida. Seus lábios são um brilhante, cor de rosa escuro, seu lábio inferior é muito mais cheia do que o superior. Quero mordê-los e depois chupa-los em minha boca. Porra fodida, nunca senti uma necessidade tão forte de beijar alguém assim, mas sei que é muito cedo. Se a beijar agora, minha paixão ira assustá-la e enviá-la correndo para longe de mim. Se eu a beijar agora, sei que nunca serei capaz de parar, merda. – Estou bem. Não estava prestando atenção quando saí do banheiro. Eu realmente sinto muito. – sua voz tem um tom melodioso e não quero que essa conversa termine. – Tenho certeza que foi minha culpa, não a sua. Não se preocupe com isso. – eu sorrio para ela e deixo meus dedos descerem pelos seus braços enquanto eles caem. É incrível estar realmente vendo-a em carne e osso, e me forço a não sorrir. Não me lembro da última vez que senti esse sentimento de exaltação.


– Bem, é melhor eu voltar para o meu amigo. Obrigada por ser tão compreensivo. – ela sorri uma última vez antes de se virar e se afastar. NÃO. Quero gritar com ela para voltar. Pedir a ela para não me deixar. Eu não estou pronto para perder o sentimento eufórico que estar em sua presença me deu. Naquele momento esqueci todas as coisas que pesam tanto em mim todos os dias. Elas deixaram de existir e para aqueles sessenta segundos de perfeição, eu fui o Kyle que costumava ser e não esta versão fodida de mim mesmo, que fui forçado a aceitar pelos últimos três anos. Quando ela desaparece da minha vista, a euforia que senti em sua presença rapidamente se transforma em desespero. É súbita como a batida de um interruptor, mas os balanços do modo são parte de minha realidade diária. Eu não quero mais estar aqui. Não posso caminhar de volta para a nossa mesa e vê-la sentada com outro cara. Uma vez que minha mente está composta, mando a Kenna um texto dizendo-lhe que fui chamado para o trabalho. Eu saio pela porta que estava indo quando tropecei em Janny. Eu não vou direto para casa; Paro no pub que frequento mais do que qualquer outro. É a uma curta distância da minha casa no caso de ficar muito fodido para dirigir e hoje pode ser um daqueles malditos dias. Meus olhos rapidamente varrem o lugar. Preciso de uma bebida e preciso dela agora. Minhas emoções estão penduradas por um fio e quero algo para abafar toda essa raiva que estou experimentando. O barman vem para anotar meu pedido assim que meu traseiro alcança a banqueta.


– Três doses de Vodka – digo, antes de apertar meus dentes, tentando controlar meu desejo de bater para caralho alguém. Principalmente o cara anônimo e sem rosto que estava no bar com Janny. Eu nem sei ao certo se ela estava lá com alguém, mas por que não estaria? Ela é a perfeita, eu não posso ser o único cara que reconhece isso. O barman coloca todos os três copos de tiro no bar e despeja-os rapidamente e eficientemente, sem derramar uma única gota. Eu agradeço quando ele vai embora. Eu pego o primeiro, olhando para a cor dourada e me pergunto a que deveria beber. O que há na minha vida que vale a pena dedicar um brinde? Kenny. Kenny vale a pena, então bebo o tiro em sua honra. O licor funciona da melhor maneira possível, apagando qualquer esperança que tenho de estar com Janny e entorpecendo minha dolorosa dor de cabeça quando percorre minha garganta. Eu viro de ponta cabeça o vidro e pouso-o no bar. Um para baixo. Pego o próximo copo na fila e dedico esse brinde ao meu sócio e amigo, Derek. Eu o bebo sem hesitação. Hesitar é para os bucetas (fracos) e definitivamente não sou um. Eu viro-o e mantenho a contagem em minha cabeça; dois a menos. Eu puxo o terceiro shot em minha direção até que percebo que não há mais ninguém para eu dedicar este shot. Existem apenas duas pessoas neste mundo que me importo e já brindei aos dois. Olho para baixo, para o copo, observando as luzes em torno do bar e como elas refletem brilhantemente no licor. Este shot é para Janny Moore. É melhor que não me conheça. Não sou o tipo de cara que é bom para ela. Que tipo de futuro posso


lhe oferecer quando sou uma bomba tiquetaqueando esperando para explodir a qualquer segundo? Inclino minha cabeça para trás enquanto engulo o álcool, este queima menos do que os outros dois fizeram. Eu preciso ficar longe dela e deixá-la estar com o tipo de cara que a merece. Algum irmão de fraternidade da Universidade com todas as conexões certas e infinitas possibilidades para o futuro. Não alguém tão danificado e fodido quanto eu. Ela deve estar com alguém de sua própria idade, alguém que é saudável e não amargo da vida de merda que o tem maltratado. Chamo o barman antes de bater com o meu copo vazio no balcão. Preciso de mais um shot para um brinde e este pode ser o mais importante de todos eles. O quarto e último brinde é mais fácil fazer do que esperava. Aqui está, por me levar através de um outro dia sem terminar a minha existência dolorosa de uma vez por todas.


3

– Você quer outro, querida? – meu amigo, Josh, pergunta enquanto ele está afastando-se da mesa em que estamos sentados.


Eu alcancei um ponto de inflexão onde se eu consumir outra bebida, vou passar para lado da embriaguez, e se parar agora o zumbido do álcool em meus ouvidos logo desaparecerá. Olho para o meu copo quase vazio quando pondero as minhas opções e decido parar enquanto estou à frente. Eu não quero que essa noite termine com minha cabeça enterrada no vaso do meu banheiro e Josh segurando meu cabelo para trás, embora não seja a primeira vez que ele o faz. Ele faz um bom trabalho segurando cabelo e é o melhor amigo que eu poderia pedir. – Não, obrigada, estou parando agora. Pode me trazer uma água gelada? Ele faz esse meneio com o queixo para reconhecer que me ouviu antes de ir embora. Sozinha na mesa, penso no estranho do início da noite. Eu tive a mais estranha reação a ele. Tropeçar nele foi como bater em uma parede de tijolos, apenas menos dolorosa. Seus braços ao redor de minhas costas me impediram de cair no chão quando minhas mãos pousaram em seus bíceps definidos. Até mesmo através da espessura de sua camisa preta, pude sentir quão solidamente musculoso ele era. Um pedido de desculpas saiu de seus lábios, embora fosse claramente minha culpa; O som de sua voz profunda e rouca atraiu meu olhar para seu rosto – seu rosto devastadoramente bonito. Seus olhos eram uma sombra morna de marrom intercalada com manchas douradas que complementavam perfeitamente suas sobrancelhas grossas, pretas e ligeiramente curvadas. Seu nariz era fino e reto, exceto pela ligeira saliência na ponta que me fez pensar como tinha sido quebrado. Ele se metera numa briga? Ele é o tipo de cara que encontra problemas? Ou ele o procura a cada oportunidade?


Rapidamente me desculpei, não queria que ele pensasse que eu era rude. Eu não sei por que importava tanto o que um estranho perfeito pensava de mim, tudo o que sei é que fez. Quando ele me perguntou se eu estava bem, sua expressão preocupada era tão cativante que me encontrei sorrindo para ele. Quando ele tomou posse da culpa, se tornou ainda mais atraente aos meus olhos. Mais nada poderia me preparar para o efeito de seu sorriso. Minúsculos tremores percorreram meu corpo no primeiro vislumbre de seus dentes brancos e retos e juro que os senti até o fim dos meus dedos. Quando me afastei dele, lutei com um desejo irresistível de me virar e olhar para trás para um último olhar. Josh volta para a mesa, uma cerveja em uma mão e minha água na outra. Nós sentamos lá em um silêncio confortável, bebendo nossas bebidas. Descanso minha cabeça em seu ombro e fecho meus olhos. Ele inclina-se e deixa cair um beijo em minha testa enquanto meus pensamentos vagueiam para o homemmisterioso e sinto pesar por não saber seu nome.

***

O brilho do sol espreitando através das venezianas das cortinas da janela me acorda, ou talvez seja o braço musculoso enrolado em torno da minha cintura e o duro cavar em minha bunda que é responsável. Eu me movo para virar, mas ele me puxa para perto, não permitindo uma polegada de separação entre nossos corpos. Ele esfrega seu pênis contra a dobra da minha bunda enquanto sua boca escorre pelo lado do meu pescoço.


– Senti tanto a sua falta baby– ele sussurra roucamente, antes que sua boca se mova para sugar a pele abaixo da minha orelha. Meu pescoço arqueia instintivamente e minha bunda empurra para trás contra ele. Não deveríamos estar fazendo isso, eu prometi a mim mesma que isso não aconteceria mais. Isso complica as coisas entre nós, porque Josh não pode separar o sexo de seu amor por mim. No entanto, é difícil pensar claramente quando a mão dele está deslizando para baixo dentro da frente da minha calcinha e escorregando entre os lábios da minha buceta. Eu gemo quando seus dedos deslizam dentro de mim e meus quadris começam a rebolar contra sua mão. Seu polegar começa a esfregar em meu clitóris e sei que não vai demorar muito para eu ter a minha libertação. Suas respiração esta aumentando em velocidade e deixando seu corpo em rajadas rápidas ao lado de minha orelha. Eu posso sentir seus quadris empurrando atrás de mim e sei que ele está masturbando de si mesmo também. O pensamento dele segurando seu pau enquanto penetra repetidamente seus dedos em mim, me tem ainda mais excitada, e são apenas alguns segundos antes de eu entrar em erupção no meu orgasmo. Seus quadris bombeiam mais algumas vezes e ele geme fora meu nome antes que eu sinta o líquido quente de sua liberação em minhas costas. – Foda-se – ele diz, puxando a mão da minha calcinha. – Sei que você não queria que isso acontecesse, baby. Sinto muito. Eu acordei abraçado em torno de você e era como nos velhos tempos. – ele desliza sua camisa fora sobre sua cabeça e usa isto para me limpar.


Ele é tão doce e desejo mais do que qualquer coisa que pudesse retribuir o amor que ele senti por mim. Ele e eu fomos um casal por mais de um ano e, embora eu o amasse, nunca me apaixonei por ele, não importa o quão duro tenha tentado. – Você não me ouviu protestando, não é? Não é que eu não te queira, Josh. – viro-me para encará-lo para que eu possa olhar em seus olhos verdes claros. Eu odeio saber que estar assim comigo é doloroso para ele. Minha mão acaricia sua bochecha, enquanto observo a expressão atormentada em seu rosto. Eu sei o que preciso fazer. – Eu não acho que devemos passar mais tempo juntos... Ele me corta antes que eu possa continuar. – Não diga isso, Janny. Eu não posso lidar com você dizendo isso, baby. Eu não vou dormir aqui mais e vou manter um pouco de distância de ti, mas você não pode me cortar definitivamente da sua vida. Meu peito se aperta ao pensar em ter que me afastar dele, mas estou disposta a fazer o que for melhor para ele. – Eu não quero te machucar mais. Quebra meu coração ver você assim e saber que é minha culpa. Você merece muito mais do que posso te oferecer – sussurro. – Fique longe de mim, Josh, vá encontrar a garota sortuda que está lá fora esperando por você.

***

– Ele é tão quente – disse Elle, minha melhor amiga. Ela sorri para o barista em nosso café favorito e ele pisca para ela. Viemos aqui tantas vezes quanto pudemos. Ele fica


próximo ao B.U. Campus na avenida da comunidade. A atmosfera é excelente, e o flerte entre Elle e o barista me faz rir. – Por que você não o convida para sair e acaba logo com isso? – eu a observo por cima da minha xícara enquanto tomo um gole do meu café. Eu não tenho certeza do que está segurando ela de fazer um movimento sobre este cara. Ela é geralmente uma comedora de homens, indo atrás e conquistando quem quer. Uma vez que eles estão presos em seus grandes olhos castanhos e seios D duplo, eles não têm uma chance. – Eu gosto de vir aqui o tempo todo. Se dormimos juntos isso pode tornar as coisas difíceis – ela diz antes de morder seu biscoito de chocolate. – Ele é adorável e faz uma grande xícara de café que pode ser útil para a manhã seguinte – eu menciono, praticamente. – Bom ponto. – ela assente com a cabeça. – E você sabe o quanto eu aprecio uma boa xícara de café à primeira hora da manhã. – ela sorri para ele por cima do meu ombro e lhe manda um beijo. Eu rolo meus olhos em como é fácil para Elle obter qualquer cara que ela queira. Estive observando os fenômenos infalíveis de sua atração neles por mais de três anos e meio agora e ainda fico intrigada com seus poderes loucos de persuasão. – Então, você vai convidá-lo para sair? – eu roubo um pedaço de seu cookie fora de seu prato quando ela olha para o barista. – Não, ainda não. Talvez eu o salve para meu próximo período de seca.


Eu ri porque não consigo me lembrar dela nunca passar por um período de seca. Mesmo quando caloura, ela era uma força a ser contada, mas agora com a idade de vinte e dois, ela é imparável. Ela tentou me ensinar como flertar e como usar minha linguagem corporal para atrair pessoas, mas foi uma falha épica. Sexy não está no meu DNA. E de alguma forma, fazendo todas as coisas que ela queria que eu fizesse, os caras de fraternidade e conhecê-los era tão artificial e falso. Pode funcionar para Elle, mas não é como eu sou ou quem eu quero ser. Duas horas mais tarde e eu ainda estou sentada na mesma mesa trabalhando no meu laptop. Elle saiu há uns dez minutos, para um encontro com um dos caras que vive no mesmo corredor que nós. Eu disse a ela que ela está cometendo um erro, brincando com um vizinho. Quando tudo vai para o inferno, ele vai estar bem ali em seu rosto para ela ver o tempo todo. Ela parece pensar que é uma ótima ideia por causa do fator de conveniência para o sexo de fim de tarde. Eu amo sua forma torcida de raciocinar tudo. Ela é única. Os últimos dias foram preenchidos com o estudo e trabalho em um projeto de grupo grande com alguns outros alunos da minha classe de psicologia. Eu estou tão focada enquanto eu me sento aqui me afastando de tudo que eu não percebo o homem de pé ao lado da minha mesa até que eu ouço os tons profundos e suaves de sua voz. – Oi, como vai você? Eu olho para cima distraidamente ainda apanhada no papel de pesquisa que estou escrevendo sobre transtornos de ansiedade para encontrar o belo estranho de Quake sorrindo para mim. Ele é ainda mais atraente na iluminação da cafeteria.


– Estou bem, como você está? – eu pergunto com um sorriso e me pergunto se eu deveria pedir para ele sentar. Sintome ridiculamente desajeitada enquanto ele permanece ali e o silêncio incômodo se estende entre nós. – Você se importa se eu sentar? Oh, graças a Deus. Eu gesticulo com minha mão em direção ao assento vazio em frente a mim. Ele é um cara tão grande que ele faz a mesa parecer metade do tamanho. Nós dois permanecemos em silêncio, silenciosamente nos abraçando. Meus olhos vagueiam de seu cabelo curto e escuro até a barba penteada em seu rosto. Seus lábios são cheios e eles levantam em um sorriso enquanto eu os olho. Ergo os olhos para encontrá-lo me observando e sinto o calor do meu rosto ruborizado de vergonha. Quão humilhante ser pega no ato de verificá-lo, mas é um pouco de um consolo saber que ele tem feito o mesmo. – Estou feliz por ter notado você sentada aqui. Eu não recebi seu nome na outra noite e lamentei. – ele mantém seus olhos nos meus enquanto fala, seu olhar é tão direto que é intimidante. Parece que ele quer me espalhar no topo da mesa para que ele possa fazer coisas imorais comigo. Eu luto contra o desejo de me contorcer e mexer na minha cadeira como uma adolescente inexperiente. Jesus, tenho vinte e dois anos, não dezesseis. Eu não sou uma flertadora profissional como Elle, mas eu não sou normalmente desconfortável em torno de rapazes atraentes. Dizer que o considero atraente pode ser um eufemismo, embora. Esse cara pode ser minha ideia de perfeição física. Sou atraída por caras grandes e musculosos como ele. Eles me fazem sentir segura e protegida. – Eu sou Janny, Janny Moore – eu digo, estendendo minha mão para frente para ele apertar.


Sua grande mão engolfa a minha enquanto a sacode com firmeza. Sua palma é quente contra a minha pele e isso me faz pensar o que suas mãos iriam sentir se movendo sobre meu corpo. Seu toque seria suave ou firme? – Kyle McKenzie – ele se apresenta antes de soltar a minha mão. – É ótimo conhecê-la, Janny – ele coloca seus braços cruzados sobre a mesa, inclinando-se para mim. Eu gosto do seu nome. Eu recito isso na minha cabeça, parece um bom ajuste para ele. – Obrigada, você também – eu sorrio timidamente para ele. Jesus, ele é tão lindo que não consigo focar o suficiente para organizar meus pensamentos. – Eu estou supondo que você é uma estudante – diz ele, acenando com a cabeça em direção ao livro e laptop na mesa. Minha cabeça se move para cima e para baixo em um aceno de cabeça enquanto eu nervosamente enrolo meu cabelo. – Sim, sou sénior em B.U. – Quero perguntar qual é o seu curso, mas isso é tão clichê. – ele sorri e eu rio de sua honestidade. – Você não precisa perguntar, eu vou te dizer. Eu vou para a escola para design gráfico. – Você é uma artista? – seus olhos patinam lentamente sobre o meu rosto e eu reparo quão dourado parecem hoje. Nossa interação rápida no Quake não lhes fez justiça. – Não, eu sou apenas artística com um computador para me ajudar. Não consigo desenhar nem pintar muito bem. – faço uma pausa e sorvo meu café e penso sobre o que eu quero perguntar a ele. – O que você faz para o trabalho?


Ele se desloca em seu assento antes de responder. – Sou um investigador particular. Minhas sobrancelhas se levantam surpresas. – Eu não acho que eu já conheci um P.I. antes. Você tem que ser um policial primeiro? Ele olha para longe e passa os dedos pelo cabelo antes de responder. – Não, na verdade não, mas se não tiver sido você precisaria ser aprendiz de outro P.I. antes de poder obter licença. – É isso que você fez? – eu pergunto e lamento imediatamente quando eu o observo ficar tenso e uma expressão estranha cruzar seu rosto. – Me desculpe, eu não quero ser intrometida. Você pode ignorar a minha pergunta se você não quiser responder. – Não, está bem, não me importo – ele hesita, esfregando os dentes sobre o lábio antes de continuar. – Eu costumava ser um policial, então nenhum aprendizado era necessário. Embora eu esteja curiosa para saber mais sobre por que ele não está mais na força policial, eu não vou perguntar. É óbvio que este é um assunto desconfortável para ele. – Você mora por aqui? – eu pergunto, tentando fazer a conversa fluir para o território neutro novamente. – Sim, a dez minutos daqui. E você? Você mora perto da escola ou muda de casa? A maneira como ele se inclina para frente quando eu falo me faz sentir como se cada palavra que eu digo importasse para ele. Seus olhos castanhos dourados bloqueiam os meus com tanta concentração que me dá um nervosismo na boca do meu estômago.


– Eu moro em um apartamento perto da escola com a minha melhor amiga – eu pego meu café e tomo um gole, apenas por algo para fazer. Eu não sei quanto tempo eu posso sentar aqui sob seu escrutínio. Ele está me deixando desconfortável da melhor maneira e me deixando com calcinhas úmidas. Seus lábios adicionam um toque de suavidade ao seu rosto afiado. O cabelo em sua mandíbula mais baixa cresce grosso e escuro e eu luto contra o impulso de alcançar e passar minha mão sobre ele. Estou curiosa para saber se é áspero ou se é macio, como espero que seja. O que sentiria contra minhas coxas? Faria cócegas ou arranharia minha pele macia? Meus olhos vão para o meu colo quando eu me lembro que este não é o momento de me envolver com ninguém. A escola é o meu foco principal e é o que funciona melhor para mim. Eu fecho meu laptop, colocando-o em minha bolsa. – Posso te levar para sair, algum dia? – pergunta Kyle quando pego meu livro de texto. Eu paro com ele ainda em minha mão e olho para ele. Ele está me observando com tanto calor em seu olhar, que eu não posso ajudar, mas me pergunto se dizer sim seria tomar a decisão errada. Estou preocupada em entrar na minha cabeça. Estou tão despedaçada. Quero sair com ele e ver como vai ser. Talvez nosso encontro fosse terrível e seria o fim. Talvez fosse perfeito e só seria o começo de nós. Seus olhos estão implorando-me para dizer sim e eu posso sentir-me começando a ceder. – Certo. O sorriso que ele me pisca faz pequenas vibrações em meu estômago. Dou-lhe o meu telefone e ele digita seu número


enquanto eu coloco o meu livro na minha bolsa. Ele envia-se um texto para que ele tenha o meu número, eu nervosamente mordo a ponta do polegar enquanto eu o vejo. Quando nós caminhamos para fora, ele segura a porta para mim. De pé aqui com ele, eu me lembro de quão alto ele é comparado com a minha altura de um e sessenta e três. – Quais são seus planos para a noite de sexta? – ele pergunta, dando um passo mais perto de mim. Ele pega minha mão na dele, acariciando sensualmente o meu pulso com o polegar. – Eu não quero esperar mais do que isso para te ver. – há um sorriso tímido em seu rosto que eu acho irresistível. – O que você tem em mente? – eu pergunto, não dando a ele uma resposta. Eu não posso fazer isso demasiado fácil para ele. Ele se parece com o tipo de cara que provavelmente tem meninas jogando-se para ele. Aposto que ele nunca foi recusado. – Eu estou pensando em levá-la para jantar para que eu possa conhecê-la melhor. – Gostaria disso. É um encontro – eu aperto sua mão e sorrio para ele.


4

Janny Moore vai sair comigo daqui a alguns dias. Estou ansioso para sair e conhecê-la melhor, mas ao mesmo tempo eu sei que estou mordendo mais do que posso mastigar. Essa garota é a perfeição e eu nem sei ao certo por que ela concordou em sair comigo. Tenho certeza de que ela ficou agradecida. Ela era tão adorável na cafeteria. Ela estava nervosa em torno de mim e, embora ela fez o seu melhor para escondê-lo, eu poderia dizer pela forma como ela jogou com seus cabelos longos e ondulados e como ela baixava os olhos, hesitante em encontrar os meus. Eu gosto de ter esse efeito sobre ela; Isso me faz sentir poderoso. Faz-me pensar se ela gosta de ser submissa em seus relacionamentos e, claro, me leva a me perguntar que tipo de amante ela é. Meus pensamentos são ultrapassados com visões de seus olhos vendados e amarrados à minha cama, impotente para fazer qualquer coisa, apenas ceder ao prazer que eu vou fazê-la sentir. Quando eu começar a tocá-la, minha restrição será posta ao teste final, porque eu nunca quis me enterrar em alguém tão


mal. Eu nunca desejei sentir alguém apertando meu pau enquanto elas vêm embrulhadas em torno de mim como eu desejo com Janny. Eu preciso vê-la gozar, preciso ver o olhar de prazer extremo em seu rosto. Por mais que eu fantasie sobre todas essas coisas, eu sei que devo me mover lentamente com ela. Ela só me viu pela primeira vez há quatro dias e, embora eu a conheça há duas semanas, não posso dizer isso a ela.

***

São dois dias mais tarde e não estou mais longe na investigação Moore. Eu não estou encontrando nada fora da normal e agora estou me encontrando com Sharon para discutir suas opções, enquanto Bryan está fora em um dia inteiro de treinamento para o trabalho. – Sharon, acho que a parte de nossa investigação está completa, a menos que você precise de algo mais. – tomo um gole do café que ela me fez, esperando sua resposta enquanto estamos em sua cozinha. – Eu quero que você continue observando ele. – ela adiciona açúcar para seu café e evita meus olhos. – Você tem certeza? – eu me inclino contra o balcão e estudo ela um pouco mais. – Ben continuará com a investigação on-line e ele é realmente bom em seu trabalho. Ele é o melhor geek da tecnologia com quem eu já trabalhei. Nos dois anos que ele trabalha para nós, ele nunca teve problemas para encontrar sujeira em alguém. Se há esqueletos para serem encontrados, ele é o homem para fazê-lo. Eu não acho que você tem nada para se preocupar, embora. De tudo o que eu reuni até agora, Bryan não está fazendo nada de errado.


Seus lábios estão franzidos e ela parece não convencida. Coloco a minha caneca e cruzo os braços na frente do meu peito. – O que esta acontecendo aqui? Por que você está tão inflexível que continuemos com isso? Ela toma um gole de sua caneca, segurando-a entre as duas palmas enquanto ela olha para ela. – Sharon – eu excito minha sobrancelha enquanto espero que ela olhe para mim. Quando nossos olhos se encontram, vejo um breve vislumbre de vergonha. – Eu tenho um sentimento no meu intestino que algo está acontecendo e eu não consigo fazê-lo ir embora. – Tem certeza de que não é apenas indigestão? – Brinco, esperando acrescentar um pouco de leveza à nossa conversa. Tem o efeito desejado e eu vejo um pequeno vislumbre de um sorriso ao longo dos cantos de seus lábios. Eu sou um grande crente em ir com seus instintos, então eu não vou tentar falar com ela do que ela quer. – Vamos manter as coisas da maneira que estão por agora e você pode me informar quando seu sentimento no intestino for silenciado.

***

Este encontro com Janny é a primeira coisa que eu estive olhando para a frente em muito tempo. Eu tenho estado em um estado contínuo de excitação desde que a vi no outro dia. Eu não tenho tido isso desde a minha adolescência. Minha imaginação excessivamente ativa tem me perguntando como seus lábios vão se sentir quando eu finalmente chegar a beijá-la. Sabendo que até o final desta noite eu vou saber a sua textura, a sua forma, o


seu gosto, tem-me ansioso para isso mais do que qualquer outro encontro em que eu já estive. Janny e eu temos trocado mensagens de texto algumas vezes hoje e ela me disse que ela preferiria me encontrar no restaurante. Eu teria gostado de buscá-la como um encontro adequado, mas eu entendo a razão por trás disso. Ela não me conhece bem o suficiente para se sentir confortável dando o seu endereço. Eu vou mostrar que ela pode confiar em mim para sempre mantê-la segura. Concordamos em nos encontrar no Mario's às sete horas e eu estou de pé na frente quando o seu táxi chega. Eu ando para lhe dar a mão enquanto ela sai. Ela protesta quando eu passo o dinheiro para o motorista e assim que eu fecho a porta, ele decola. Tomo seu braço e a conduzo mais adiante para a calçada, longe da rua movimentada antes de me debruçar para olhá-la. – Olá – eu sorrio para ela. Eu pareço sorrir muito em sua presença, o que é completamente uma realização. – Você está incrível. – Eu digo a ela, e quero dizer isso. Meus olhos percorrem o comprimento de seu corpo absorvendo as calças pretas apertadas que moldam suas pernas tão bem que eu posso ver claramente a forma de suas panturrilhas e coxas. Ela não está usando saltos, ela usa sapatilhas pretas. Eu amo quão minúscula ela é. Ela vai parecer perfeita em meus braços esta noite quando eu a beijar pela primeira vez. – Oi. Como você está? – Ela pergunta e parece feliz em me ver. – Estou ótimo, agora que você está aqui. Tenho esperado isso desde o momento em que você se afastou de mim na cafeteria.


Um sorriso rapidamente se espalha pelo seu rosto como se estivesse pensando a mesma coisa. Ela é tão inacreditavelmente bonita que me intimida. Eu não sou um cara feio, mas sei que não sou nenhum prêmio. Eu tenho muita bagagem e não sei se alguém doce como Janny está equipada para lidar com isso. Eu deveria me afastar agora enquanto ainda posso, mas eu sou um bastardo egoísta e não posso suportar a ideia de não estar com ela. Se eu fosse realmente um cara legal, eu iria acabar com isso agora antes de nos conhecermos melhor. Eu iria acabar com isso antes que pudéssemos nos beijar. Eu sei que uma vez que eu provar seus doces lábios, não haverá volta. Minha mão procura a dela, guiando-a para a entrada principal do restaurante. Abro a porta e gesticulo para ela prosseguir na minha frente. A anfitriã nos apresenta aos nossos lugares e é apenas momentos antes da garçonete vir perguntar o que queríamos. Janny não tem nenhum problema em decidir o que ela quer e eu fico com a lasanha, o meu habitual, quando eu como aqui. Derek e eu viemos aqui às vezes para jantares de negócios, mas eu nunca trouxe uma mulher aqui para jantar. Cristo, não me lembro do último encontro em que estive e da última vez que transei – bem, tem sido um tempo pateticamente longo. Talvez perto de dois anos. Não é como eu não poderia se eu quisesse, mas neste momento na minha vida é mais fácil poupar-me da estranheza de uma noite e cuidar das coisas eu mesmo. Fazemos pequenas conversas durante o jantar, ambos testando o terreno, era como mergulhar seu dedo do pé na piscina para testar a água antes de mergulhar a cabeça primeiro.


– Qual é o seu filme favorito de todos os tempos? – eu posso dizer muito sobre uma pessoa por como eles respondem a esta pergunta. – O Cavaleiro das Trevas – ela responde sem hesitar. – Porque qualquer um com bom gosto sabe que é o melhor filme do Batman de todos eles. Além disso Christian Bale é o maior Batman de sempre. Acho que estou apaixonado. – Qual é o seu passatempo favorito? Ela olha em volta da sala, maliciosamente, como se ela estivesse envergonhada de responder e gesticula para eu me inclinar para a frente. – Adoro ler romance erótico. Eu não consigo ter o suficiente deles. – suas bochechas coram um tom de rosa, enquanto ela mastiga seu lábio inferior. Agora estou realmente apaixonado. Eu gostaria de nunca tê-la visto na casa do Moore antes da noite em que eu trombei com ela em Quake. Eu não orquestrei nenhuma de nossas duas primeiras reuniões, e quanto mais tempo eu gasto com Janny, mais eu percebo que é a maneira do destino de nos empurrar juntos. Embora, eu estou mantendo os detalhes de quanto tempo eu soube sobre ela, um segredo por agora, que eu pretendo deixar claro em algum ponto. Quando saímos do restaurante, eu sugiro darmos uma caminhada e pegar uma sobremesa à direita da rua de onde estamos. O North End em Boston é cheio de autênticos restaurantes italianos como Mario's e eu aponto alguns dos melhores; Nossas mãos entrelaçam enquanto caminhamos ao longo da calçada rachada. Estou surpreso com o quão natural parece estar sendo fazar isso com ela. O clima é suave para o


início de março. O ar tem um leve frio, mas não o suficiente para me fazer ficar gelado. Uma vez que estamos dentro de Decadence, um bar de sobremesas popular, encontramos uma mesa vazia no canto e sentamos. Eu tenho certeza de puxar sua cadeira para ela. Eu estou fora de prática quando se trata de cortejar uma mulher, mas se eu sou honesto, eu não tenho certeza que eu já fui bom nisso. Eu quero ser, embora. Eu quero ser o melhor homem que posso ser para ela, eu não estou certo de que meu melhor será o suficiente. Ela pede cheesecake e eu peço o bolo de chocolate triplo, ambos concordamos em partilhar um com o outro. – Onde você cresceu? – Eu pergunto a ela, mesmo que eu já saiba a resposta a esta pergunta. Eu quero que ela se sinta confortável conversando comigo e eu quero saber tudo sobre ela. – Eu cresci cerca de vinte minutos daqui em Belmont. – Ela estuda as unhas, evitando o contato visual comigo. Eu sei que essa conversa não é algo que ela quer ter. – Seus pais ainda vivem lá? Deus, eu odeio fazer isso com ela, mas eu não tenho escolha. Como posso explicar já saber as respostas a todas essas perguntas? Eu não posso – eu tenho que permanecer comprometido com meu plano original. Eu assisto um piscar de tristeza passar sobre seu rosto antes que ela me responda. – Não, meus pais morreram em um incêndio mesmo antes do início do meu primeiro ano de faculdade. – Ela nervosamente gira sua pulseira em torno de seu pulso.


Eu não digo nada. Eu simplesmente me sento lá em silêncio esperando que ela continue. Eu sei que há mais para ela me dizer. Seus olhos azuis levantam para encontrar os meus. – Meu namorado da escola e eu também estávamos na casa, mas eu sou a única que sobreviveu. Eu cubro sua mão com a minha, apertando-a suavemente e esperando que ela continue. – Eles nunca foram capazes de determinar a causa do incêndio. – ela vira a mão descansando sob a minha, permitindome alinhar nossas palmas das mãos. – Sinto muito por sua perda, eu sei que não há palavras para tirar a sua dor. Eu queria que você não tivesse passado por tanto. – Obrigada, é mais fácil para mim falar sobre isso agora. E você? Onde você cresceu? – Eu cresci em South Boston. Tenho uma irmã, Kenna, ela é oito anos mais nova do que eu. Meus pais já não estão conosco. Eles foram mortos em um acidente de trânsito com um condutor embriagado há dez anos. Desta vez ela aperta minha mão e eu amo como ela é macia e pequena. Suas unhas são pintadas de um azul claro, um pequeno detalhe que me faz pensar se ela tem um lado frívolo que ela mantém escondido. – Sinto muito pela sua perda. Acho que nunca conheci ninguém que tenha perdido os dois pais no mesmo dia. O que aconteceu com Kenna quando eles morreram? Quem cuidou dela?


Ela é doce para se preocupar com Kenna e eu gosto de como ela realmente se preocupa com outras pessoas. Quanto mais aprendo sobre ela, mais fundo me apaixono. – Eu cuidei de Kenna. Eu tinha vinte e três anos no momento da morte de meus pais, era a única opção que ela tinha. Ela toma uma mordida de seu cheesecake e engole-o com um gole de água antes de continuar. – Então isso significa que você tem trinta e três anos agora. – ela levanta uma sobrancelha e espera que eu confirme. – Sim, tenho trinta e três anos. Isso me deixa velho demais para você? Espero que não. Meu estômago se aperta ansiosamente enquanto aguardo sua resposta. – Não, eu nunca fui de ficar pendurada na idade. Tenho vinte e dois anos e sou uma adulta que pode tomar suas próprias decisões. Eu sei o que é certo para mim. – Eu sou certo para você? – eu pergunto, minha voz soando rouca até para meus próprios ouvidos. Seus olhos se levantam de seu prato para atender a minha pergunta e eu juro que quase posso ver a tensão sexual fluindo entre nós. – Isso ainda estou por ver.

***


Fiquei chocado quando Janny concordou em me deixar levá-la para casa. Estou emocionado que ela já está se sentindo mais confortável comigo. O passeio para seu apartamento passa na maior parte em silêncio, mas não há nenhum inábil a ele em tudo. De vez em quando eu tiro meus olhos da estrada e olho para ela. Nossos olhos se encontrarão e nós compartilharemos um pequeno sorriso. Ela me direciona para o prédio onde ela mora e uma vez que o carro está estacionado, eu salto e ando para abrir a porta para ela. Ela parece surpresa que eu estou mantendo este pequeno gesto cavalheiresco. Nós damos as mãos, enquanto caminhamos em direção à entrada principal de seu prédio. Não sei ao certo quem o alcançou primeiro. Uma vez que estamos dentro eu estou consumido com pensamentos de beijá-la, de minha língua deslizando através de seus lábios cheios. Eu quero chupar seu lábio em minha boca e beliscá-lo com meus dentes. Nós permanecemos conectados por todo caminho até seu apartamento no primeiro piso. Eu não estou feliz que ela está no nível inferior. Seria muito mais seguro para ela se ela morasse no segundo andar. Ela me solta para encontrar as chaves e, antes de abrir a porta, ela se vira para mim. – Você gostaria de entrar um pouco? Eu aceno com a cabeça em resposta, porque eu não acho que eu possa encontrar qualquer palavra agora, a forma como os próximos vinte minutos ou mais serão, vai decidir o nosso destino. Espero que ela me peça para levá-la para casa e me convide para seu apartamento, significa que ela também está


curiosa. Espero que ela esteja ansiosa para saber onde isso pode levar. Uma vez que a porta está aberta e nós dois pisamos para dentro, é preciso quase cada pedaço de restrição que eu tenho para evitar de empurrá-la contra a parede, para que eu possa colocar meus lábios sobre os dela. Minhas mãos fecham e meus dentes cerram quando eu luto de encontro à necessidade feroz de provar sua boca. – Tome um assento – ela diz enquanto coloca sua bolsa em uma pequena mesa de entrada. – Você quer uma bebida? Tem cerveja e água. – A água seria otimo, obrigado – minha voz está apertada quando eu respondo, ainda pensando em nosso primeiro beijo que logo será uma realidade. Eu olho ao redor de seu espaço enquanto me movo em direção a seu sofá. As paredes são pintadas de um bege claro e ela está pendurada brilhantemente colorida com obras de arte em todo ele. As pinturas infundem o espaço com uma sensação calorosa e feliz ou talvez seja apenas de estar em sua companhia. As cortinas vermelhas flanqueiam a porta do pátio, mais todas as suas janelas e há almofadas em seu sofá. Eu caminho até a porta de vidro deslizante e verifico para certificar-me de que o bloqueio está seguro. Eu me afundo na suavidade de seu sofá de couro marrom quando ela entra no quarto. Nossos dedos tocam quando ela me entrega a água gelada, os cubos clicam contra o vidro e eu quase afrouxo meu aperto. Eu o levanto aos meus lábios e bebo um grande gole da água fria, um alívio calmante contra a minha boca repentinamente seca. Eu estou agindo como um virgem nervoso, não o homem experiente que eu sou.


Estar tão perto dela e saber que ela logo estará em meus braços, está me fazendo coisas engraçadas – coisas que nunca aconteceram comigo. Eu não tenho uma sensação estranha no estômago quando estou perto de mulheres. Eu nunca me preocupo se uma mulher vai gostar de me beijar, eu sei que elas vão. No entanto, sinto-me obsessivo com o tipo de beijo que eu deveria dar a ela. Deve ser macio e suave, o mais simples pincelar de nossos lábios? Deve começar inocente e aumentar conforme nossa paixão assuma? Coloco o copo na mesa e olho para Janny sentada ao meu lado. Nossas coxas são separadas por apenas um centímetro ou dois, mas pode muito bem ser uma milha com quão inseguro eu estou me sentindo. Este minúsculo deslizamento de uma mulher está matando o pequeno jogo que resta de meus dias selvagens e loucos. Eu voltei para um adolescente tentando esperar o momento certo para fazer um movimento. Ela inclina a parte superior do corpo em direção à minha. – Beije-me – ela sopra, fazendo meu coração trovejar em meu peito. Eu me viro para encará-la, arrastando a parte de trás de meus dedos para baixo de sua bochecha rosa corada, todo o caminho até o ligeiro ponto de seu queixo. Meu polegar desliza para cima para acariciar seu lábio inferior e delicadamente mapear sua curva antes de passar para traçar sobre o arco de seu lábio superior. Eu poderia passar horas memorizando a forma de sua boca e nunca cansar dela. Meus olhos procuram seus lindos olhos azuis para qualquer sinal de dúvida ou hesitação de sua parte. Eu reconheço a emoção que vejo refletida lá, e é a mesma coisa que estou sentindo. Desejo.


Saber que ela está esperando pacientemente por meu beijo é um poderoso afrodisíaco. Eu quero jogá-la no sofá e possuir seu corpo em todos os sentidos imagináveis, afogando-a num mar de êxtase até que ela esteja me implorando para parar. Se fosse alguém além de Janny, não hesitaria nem me preocuparia com as consequências – mas não é nenhuma outra garota. Isto é o que eu estava esperando e este tem que ser o melhor primeiro beijo de sua vida. Todos os outros primeiros beijos que eu dei foram construídos para este momento. Minha cabeça baixa, seus olhos fecham, e eu levemente escovo meus lábios contra os dela. Eu puxo para trás para medir sua reação, encontrando um sorriso ligeiro em seu rosto e agora que eu sei que ela gosta de onde isso está indo, todas as apostas de merda estão fora. Acabei de perder a última fodida linha de resistência me segurando e eu pego seus lábios. Meus braços se enrolam em torno de seu ligeiro quadro, puxando-a para perto de mim. Estou quase tonto com a antecipação quando nossas línguas se reúnem pela primeira vez. Desejo, mais poderoso do que eu já senti agarrou-me, movendo-se direto para o meu pau. Eu esperava que ela estivesse esquiva ou hesitante, não a pequena tentadora que está segurando meu cabelo e pressionando seus seios contra meu peito. Enquanto continuamos a beijar, ela solta um suave gemido quando minhas mãos acariciam seus quadris, ficando mais baixas até que eu estou colocando sua bunda em forma de coração em ambas as minhas grandes palmas. Deslizo minhas mãos por todas as suas curvas generosas. Minha ereção dolorosa é quase mais do que posso suportar. Eu aperto seus quadris com meus dedos, levantando-a para montar em meu colo e nossas bocas nunca se separam.


A primeira pressão de seu calor contra o meu pau me tem à beira de gozar como um aluno inexperiente. Eu não consigo controlar o gemido gutural que escapa quando meus lábios saem dela, rastejando em sua bochecha e terminando abaixo de sua orelha. Eu sugo seu lóbulo da orelha, antes de mordê-lo suavemente com meus dentes. Ela ofega, caindo a cabeça para trás e eu não posso resistir a essa tentação. Meus lábios rastejam pelo lado de seu pescoço e depois sobem de volta, parando para morder e chupar ao longo do caminho. Eu enfio meu nariz atrás de sua orelha e seu cheiro sedutor assalta-me. Ela cheira doce, como os cupcakes mais atraentes de chocolate e ela saboreia melhor do que eu imaginava. Sua pelve mói na minha e eu rolo meus quadris para cima para encontrar os dela. Eu sei que se eu não colocar um fim nisso agora, vai acabar comigo enterrado profundamente dentro dela. Embora não haja nada que eu queira mais, ela merece melhor de mim. É preciso cada grama de força interior que eu possa reunir forças para parar de devorar seu pescoço e segurá-la ainda no meu colo. Eu descanso minha testa contra a dela enquanto minhas mãos viajam para cima e para baixo de suas costas. – Janny, temos que parar, antes que isso vá mais longe. – minha respiração está falhando quando eu falo. – Eu não quero apressar as coisas conosco. Minhas mãos reverentemente acariciam suas bochechas, segurando-a ainda na minha frente. Meus olhos percorrem as planícies encantadoras de seu rosto até que se fecham com os dela. – Eu quero continuar vendo você. Posso te levar em outro encontro em breve?


Ela timidamente sorri para mim, suas bochechas coradas de paixão quando ela sussurra: – Eu adoraria isso.


5

Meu encontro com Kyle na noite de sexta foi melhor do que eu esperava. Agora, aqui estou eu, três dias depois, sentada na biblioteca, ainda repetindo cada momento em minha mente, em vez de me concentrar no ensaio que estou escrevendo. Ele me deixou surpresa com o quão atencioso ele foi. Eu adorava segurar sua mão enquanto caminhávamos pelas calçadas do lado norte. Minha mão se sentia tão pequena na sua, mas seu apoio em mim era gentil. Ele é muito mais alto do que eu, parecia que eu tinha meu guarda-costas pessoal comigo. Eu notei dos olhares de outras pessoas, eu não acho que alguém ousaria tentar me prejudicar quando eu estou com ele. Parece que ele sabe cuidar


de si mesmo e eu sei que ele foi um policial, e agora um investigador particular, ele foi treinado em combate corpo a corpo. Tenho certeza de que houve ocasiões em que ele esteve em situações inesperadas devido ao seu trabalho. Eu sempre fui atraída para o tipo de cara que me faz sentir protegida. Eu normalmente não namoro os tipos artísticos, como Josh. Falando de Josh, fico feliz que as coisas parecem estar de volta ao normal com a gente. Levou um punhado de dias antes que ele me enviasse textos, e agora eu deixei claro que nunca mais seríamos mais do que amigos. Éramos amigos antes de sermos amantes e nunca quero perdê-lo. Ele e Elle são as pessoas mais importantes na minha vida e eu estaria perdida sem qualquer um deles. – Ei, Jam. – Elle foge atrás de mim e me assusta meio a morrer. Eu respiro fundo, minha mão em meu coração agora batendo acelerado. – Jesus Elle, me dê algum aviso na próxima vez. Você assustou anos da minha vida. Ela ri de mim antes de tomar o assento no fim da mesa. Ela deixa cair sua bolsa de mensageiro rosa brilhante na mesa sem pensar no novo laptop dentro e se inclina para a frente, descansando em seus cotovelos. – O que há de novo com você, Jam? Continuamos a perder uma a outra. Sempre que estou em casa, você não está. Você está tentando me dizer alguma coisa? – Elle me chamava de Jam, abreviação de Janice Alicia Moore, desde o primeiro dia que nos conhecemos. Meus pais me deram o nome de minha bisavó, mas eu era sempre Janny para eles.


– Não, é porque você esteve ocupada em passar o tempo no apartamento do nosso vizinho. – É verdade. Todo o fim de semana ele fodeu meu cérebro tão duro; Você tem sorte que eu me lembro de quem você é. Estou rindo, amando sua resposta escandalosa. – A propósito, como foi seu encontro na outra noite? Descanso os dois braços sobre a mesa e me inclino mais perto de Elle. – Eu tive um tempo incrível com Kyle. Ele é diferente do que eu pensava que seria. – paro por um momento e mastigo meu lábio inferior. – Como assim? – Elle interrompe, impaciente como sempre. – Ele se comportou como um perfeito cavalheiro no jantar e sobremesa. Deixei-o me levar para casa e até o convidei para entrar. As sobrancelhas de Elle sobem com cada palavra que eu digo. Ela sabe que eu nunca deixei os caras me trazerem para casa em um primeiro encontro. – Eu não pensei que ele nunca me beijaria e pelo tempo que ele fez eu pensei que poderia explodir. Não me lembro de alguma vez desejar um primeiro beijo como eu fiz com ele. – eu coloco meu cabelo atrás da orelha e abaixo os olhos enquanto penso sobre nosso beijo quente. O jeito que ele me manobrava em seu colo e o jeito seco que eu fazia tinha-me pronta para gozar. Quando eu olho para trás em Elle, ela está se abanando com a mão. – Jesus, eu estou ficando quente só assistindo você pensar em beijá-lo.


Eu bufo para ela antes de continuar: – Foi o melhor beijo da minha vida. Se beijá-lo é tão quente, eu não posso esperar para saber o que é o sexo com ele. Elle engasga, cobrindo sua boca, seus olhos castanhos comicamente grandes acima de sua mão. Ela lentamente abaixa o braço, descansando a mão sobre a mesa. – Quem é você e onde está minha melhor amiga prudente? – Eu a golpeei no braço. – Cale-se, eu não sou uma puritana. Há uma diferença entre ser prudente e ser exigente. Só porque eu só dormi com dois outros caras não significa que eu não gosto de sexo ou pensar sobre isso. – Uau, você realmente deve gostar deste cara se você está pensando em dormir com ele já. – eu rio. – Será que ele vai encontrar a sua família em breve? – ela brinca. Eu olho para o meu papel e evito seus olhos porque eu gostaria disso, mas só há o meu irmão, Bryan, e ele e eu não somos próximos. Eu realmente não consigo lembrar como ele era antes de meus pais morrerem. Ele já tinha se mudado para a faculdade quando eu frequentava o ginásio e quando ele voltou pra casa, quase não falamos. Agora sinto que nunca chegamos a conhecer as versões adultas um do outro. Deus sabe que eu tentei, mas você não pode manter uma conversa com uma parede viva. Sou muito mais próxima de sua esposa, Sharon, e acho que ela realmente gostaria de Kyle. – Eu acho que podemos esperar para conhecer a família por agora e quando ele e eu dormimos juntos, não haverá nada feio nisso. Vai ser quente como o inferno. Tenho algumas reservas sobre namorar com ele. Estou preocupada, que uma vez que ele acabasse comigo, talvez nunca


mais seja a mesma. O que um cara como ele quereria com uma garota como eu? – Ele é muito mais velho e mais experiente do que eu, mas eu realmente gosto dele. Eu só estou preocupada que eu não seja excitante o suficiente para ele. Eu não deveria estar pensando sobre isso de qualquer maneira, nós acabamos de nos conhecer. Só vou ter meu segundo encontro com ele em dois dias. Quando ele me ligou ontem e arranjamos um encontro para a próxima quarta-feira à noite, fiquei agradavelmente surpresa. Eu não quero ser uma daquelas meninas que faz mais de uma situação do que é. Nós nos vimos algumas vezes e apenas um daqueles momentos foi planejado. Acho que é um pouco cedo para começar a pensar no futuro. Eu sei que não é como eu estou escolhendo padrões de porcelana ou nomeando nossos filhos, mas nesta situação eu acho que tomar as coisas um dia de cada vez pode ser a melhor coisa a fazer. Há tanta coisa que eu não sei sobre Kyle, ele é um curinga e eu não sei onde ele e eu vamos acabar. – Apenas vá devagar, Jam. Não deixe ele apressar você em qualquer coisa que você não está pronta. – Ela empurra para trás em sua cadeira e levanta, colocando sua bolsa sobre seu ombro. – Vejo você mais tarde, estou encontrando nosso vizinho gostoso agora e você deve parar de se preocupar. Tudo vai ficar bem. – Ela me dá um beijo e eu aceno antes que ela se vire para ir embora. Estou tão perdida em meus pensamentos sobre Kyle e nosso encontro na outra noite que não estou estudando muito. Eu estou no meu último semestre de faculdade, mas eu não estou em casa livre ainda. Eu quero terminar forte e honrar a


memória de meus pais. Eu quero que eles estejam orgulhosos de mim, mas eu sei que eles estariam, não importa o que eu escolhi fazer com minha vida. Não há um dia que passe onde eu não os perca e deseje mais uma hora com eles. Pensar sobre os dois sempre desperta memórias de David, meu namorado da escola e primeiro amor, que também morreu no fogo. Era meados de julho, o verão antes do nosso primeiro ano de faculdade na Universidade de Boston e tínhamos estado juntos por dois anos. Tínhamos tantos planos para o nosso futuro juntos. Eu sei que a maioria dos namorados do ensino médio não duram, mas acho que teríamos ficado bem. Nós fomos o primeiro um do outro para todas as coisas e também éramos melhores amigos. Deus, eu amei aquele rapaz. A maioria dos dias eu ainda penso nele de alguma forma pequena e desde a sua morte nunca me abri a possibilidade de me apaixonar novamente. Perder David me devastou, eu nunca quero passar por algo tão doloroso novamente. Eu mal sobrevivi e se não tivesse sido pela distração da faculdade e encontrar Elle, eu não teria.

***

– Como sua semana foi? – Kyle pergunta, seus grandes pés mantendo o tempo com meus menores, enquanto nós caminhamos. Ele me pegou para nosso encontro na hora certa e decidimos ir a pé a um popular restaurante local, a apenas há alguns quadras do meu apartamento. O clima estava suave para março, mas o ar ainda tinha a quantidade perfeita de frio. O peso


do braço de Kyle em torno de meus ombros está me mantendo confortavelmente quente e eu amo a maneira que se sente pressionado contra o seu lado. – Não foi ruim. Tenho esperado vê-lo novamente. – eu inclinei minha cabeça para trás e olhei para ele, esperando para vê-lo reagir ao que eu disse. A honestidade da minha resposta me surpreende. Isso não é algo que eu normalmente diria em um segundo encontro. Eu costumo manter como eu estou realmente sentindo para mim mesma. É tudo parte da minha necessidade de manter os homens no comprimento do braço. Algo sobre o Kyle me faz querer me abrir para ele. – Eu não podia esperar para te ver hoje à noite – ele diz, sorrindo para mim enquanto ele, brincando, corre a ponta de seu dedo indicador pelo comprimento do meu nariz. Eu observo o cabelo curto e escuro e a barba escura que ele tem. Ele raspou desde a última vez que o vi, revelando sua mandíbula cinzelada, mas ele ainda é tão inegavelmente atraente quanto eu me lembrava. David é o último cara que fez eu me sentir assim. Eu realmente não gosto de comparar com agora. David e eu éramos apenas crianças e agora, eu sou uma mulher crescida capaz de cuidar de mim mesma. Após o jantar, nós caminhamos para um bar um quarteirão mais longe do meu apartamento. É um pequeno bar que Elle, Josh e eu frequentamos de vez em quando, então eu conheço Sam, o barman de plantão. – Ei linda, onde você está se escondendo? Tem sido muito tempo desde que eu vi você. – Sua saudação é alta e barulhenta, como sua personalidade e seu tamanho.


Não há nada tranquilo sobre Sam e eu não consigo parar meu rosto de quebrar em um sorriso enorme. Ele se inclina sobre a barra para beijar minha bochecha e o aperto de Kyle em meu braço aumenta. Eu me pergunto se ele é do tipo ciumento. Eu não sou uma garota coquete em geral, então não deve ser um problema, mas eu não quero algum cara controlador que fica chateado toda vez que eu falar com outro cara. – Ei, Sam. Estive ocupada com a escola. Tenho de manter as notas. Quero que conheça meu amigo, Kyle. Kyle, este é Sam, meu barman favorito. Eles apertam as mãos brevemente antes de nos sentarmos nos bancos de bar. – O que você quer beber? – pergunta Kyle enquanto ele me ajuda a tirar a jaqueta. Ele a coloca no lugar vazio ao lado dele antes de adicionar a sua própria. – Eu adoraria um mojito. – sua mão suavemente acaricia para cima e para baixo do comprimento de minhas costas. – Eu vou tomar uma garrafa de Heineken. – ele acena para Sam. Eu assisto Sam pegar o meu mojito, enquanto eu trabalho em convocar a coragem de lhe perguntar algumas das perguntas que eu estou morrendo de vontade de saber as respostas. Aqui vai nada. – Você disse que era um policial. Porque você não é mais? – eu mordi meu lábio para me impedir de me desculpar pela minha pergunta. Se ele ficasse chateado porque eu perguntei a ele, então eu vou saber que ele não está pronto para falar sobre isso.


Sam coloca nossas bebidas na frente de nós e pisca para mim antes que ele se afaste. Eu levanto meu copo, tomando meu primeiro gole da bebida fresca. É tão deliciosa que meus olhos fecham enquanto eu saboreio o gosto na minha língua. Kyle toma uma longa golada de sua cerveja e lambe seus lábios. – Três anos atrás, eu fui baleado e eu não poderia obter autorização do meu médico para voltar ao trabalho. – um suspiro afiado me deixa. Puta merda. Ele foi baleado. – Eu não queria um emprego de secretário na estação. Teria sido muito difícil saber o que estava acontecendo e não poder estar lá ajudando quando a merda caísse. – ele olha para a garrafa de cerveja que está torcendo entre as palmas das mãos no bar. – Meu amigo, Derek, queria iniciar um negócio de investigação privada e eu tinha algum dinheiro para investir. Nós nos tornamos parceiros e, como dizem, o resto é história. – Onde você foi baleado? – eu pergunto a ele, observando cuidadosamente sua reação. Ele se encolheu com a pergunta fazendo-me perguntar sobre os detalhes. – Na cabeça. – minha boca se abre com a resposta. Estou em completo choque. Seus olhos deslizam para os meus. – Tenho certeza que você está se perguntando como alguém sobrevive a um tiro na cabeça. Eu aceno a cabeça de acordo, meus olhos arregalados. Ele toca ritmicamente o dedo indicador em sua garrafa e olha fixamente para o vidro colorido verde. – A maioria não sobrevive, mas de alguma forma eu tive sorte e a bala perdeu todas as partes vitais do meu cérebro. Os médicos me colocaram em um coma induzido por remédios por duas semanas e uma vez que eu acordei e estava estável o suficiente para ser movido, fui a um centro de reabilitação. Passei cerca de doze semanas no hospital e na reabilitação. Eu


tive que reaprender a fazer um monte de coisas do dia-a-dia. Um lado foi afetado mais do que o outro. Foi um alívio quando finalmente cheguei em casa. Eu perdi parte da minha memória e há alguns efeitos após a lesão. Recebo dores de cabeça excruciantes, tenho problemas de memória de curto prazo e mudanças de humor, só para citar algumas. Seus olhos levantam para os meus e eles estão turvos e perturbados. Eu não o conheço bem, mas eu sei que compartilhar tudo isso não pode ser fácil para ele. Encontro-me encostada a ele quando coloco a mão em seu antebraço, esperando lhe oferecer algum consolo. – Eu sinto muito que você tenha passado por tudo isso, Kyle. Que tempo horrível deve ter sido para você e Kenna. Você quer me dizer o que aconteceu no dia em que você foi baleado ou você quer salvá-lo para outra hora? – eu nervosamente mastigo meu lábio inferior e espero que ele responda. Eu não quero empurrá-lo a dizer mais do que ele está confortável, mas eu gostaria de saber os detalhes. Ele inclina para trás a garrafa e meus olhos são atraídos para a linha forte de seu pescoço enquanto eu observo sua garganta mover enquanto ele engole o restante de sua cerveja. Deslizo minha mão por seu braço para apertar seus dedos em encorajamento. Sento-me ali silenciosamente esperando que ele diga alguma coisa. Ele pega minha mão, erguendo-a em sua cabeça e pressionando meus dedos até que eu possa sentir o local onde ele foi baleado. Eu luto contra o desejo de morder meus lábios com os dentes quando sinto sua cicatriz. Ele abaixa nossas mãos e as mantém conectadas quando ele as descansa na minha perna.


– Meu parceiro e eu temos uma chamada doméstica de um endereço que tinha tido um punhado de vezes antes. Eles eram aparentemente um casal de meia idade com um marido que iria ficar um pouco alto demais quando ele bebia excessivamente. Eles estavam sempre surpresos ao ver e gostariam imediatamente de ajudar sem hesitação, desculpando-se repetidamente quando o hotel nos orientou para outra porta. Desta vez foi diferente. Ele puxa a mão para fora da minha e passa os dedos pelo seu cabelo curto. Ele sinaliza a Sam para outra cerveja e espera até que ele possa tomar alguns goles antes de continuar. – Quando ela deu um passo para trás para nos deixar entrar eu notei movimento fora de minha visão periférica e me virei para ver o que era. Quando registrei que seu marido tinha uma arma apontada para ela, não havia tempo para pegar minha própria arma. Eu a empurrei para o lado e a bala bateu em mim. Eu não me lembro de nada depois de acordar no hospital duas semanas depois. – O que aconteceu com o homem que atirou em você? – eu pergunto antes de tomar outro gole do meu mojito. – Meu parceiro o matou fatalmente.

***

Eu nunca quis ser Elle mais do que nunca neste momento. Ela saberia como agir – ela saberia o que dizer – ela saberia o que fazer para ajudar a dissipar o estado de ânimo escuro que se instalou sobre Kyle. O assunto de nossa conversa ainda pairava quando nós terminamos nossas bebidas e ainda estava, na caminhada para meu apartamento. Queria não ter perguntado.


Enquanto caminhamos pelas calçadas na maior parte vazias, as lâmpadas de rua iluminam seu perfil e sei que este é o meu momento. Este é o momento em que eu preciso dizer algo, qualquer coisa, qualquer coisa. Mas nada vem. Sem palavras, sem ações, nada. Ele estende a mão e, enquanto nossas mãos se juntam, eu sei que vamos encontrar o nosso caminho através deste vazio. Apenas não será através de algo que eu digo ou faço, porque quanto mais eu tento vir acima com ideias de conversa, mais minha mente desenha um espaço em branco total. Ele fica comigo todo o caminho até a minha porta e quando desbloqueio o fecho, sinto o calor dele contra minhas costas. Empurro a porta aberta e passo para dentro. –Gostaria de uma bebida? – eu pergunto, virando-me para encará-lo quando ele fecha a porta. Ele balança a cabeça e caminha em minha direção com um brilho feroz em seus olhos. Eu fico congelada no lugar até que ele agarra meus quadris com as duas mãos, me puxando para frente até que nossos corpos estejam tão perto quanto possível. Ele toma meus lábios em um beijo punitivo, sugando e os mordendo com mais força do que estou acostumada. Minhas mãos se movem por seus ombros e em seus cabelos enquanto eu o aperto em punhos entre meus dedos. Meus joelhos ficam fracos quando sua língua se move para brincar com a minha. Eu gemo em sua boca quando ele pressiona seu pênis duro contra mim. Suas palmas deslizam para baixo para a concha da minha bunda e controla o movimento dos meus quadris contra o dele enquanto continuamos a beijar. Eu suspiro com a sensação de seus dedos contra minha pele quando ele desabotoa minhas calças. Até o momento que ele desliza para baixo meu zíper, o ar


está tão espesso com antecipação que estou com falta de ar. Ele puxa meu jeans e calcinha até meus tornozelos em um puxão duro e eu os chuto junto com meus sapatos. Eu abro meu casaco, mas quando eu vou removê-lo, ele me para. – Não. – sua voz é profunda e comandante, enviando formigamento para todos os lugares certos em meu corpo. Ele me pega e me senta na longa e estreita mesa da minha entrada. Minhas mãos caem para a superfície de madeira atrás de mim em busca de equilíbrio quando ele se abaixa em seus joelhos no chão na minha frente. Meus lábios se separam, um gemido escapando quando eu percebo o que ele está prestes a fazer. Ele empurra meus joelhos para cima em direção ao meu peito e minha cabeça cai para trás contra a parede no primeiro mergulho de sua língua na minha buceta. Ele lambe de um lado para o outro ao longo de todo o comprimento da minha fenda antes de lentamente circundar meu clitóris. – Você tem um gosto incrível – ele diz, seu rosto ainda enterrado entre minhas pernas enquanto ele continua me devorando. Seu restolho raspa a pele entre minhas pernas quando ele enterra sua língua em minha buceta. Ele morde a parte interna da minha coxa e eu gemo. Minhas mãos se movem para agarrar seus ombros e puxálo para mais perto. – Mãos na mesa – ele ordena, sua voz rouca vibrando contra meu clitóris. Eu imediatamente cumpro, temendo que ele vai parar se eu não fizer. Seus dedos deslizam dentro de mim para empurrar o local perfeito e ele usa sua outra mão para expor meu clitóris, agora pronto para sua língua tortuosa. Eu empurrei meus quadris em


direção a sua boca enquanto me aproximava de encontrar a minha libertação. – Fique quieta ou eu vou parar – rosna ele. – Por favor – eu imploro. – Não pare. Eu mal consigo por as palavras para fora antes que sua boca sugue mais duramente em meu clitóris enquanto trabalha seus dedos dentro de mim. Só me leva um minuto antes de eu tremer e gemer meu caminho através do meu orgasmo. Jesus, que era intenso.


6

Se Janny nunca falar comigo novamente eu não vou culpála. Não depois da maneira como nosso encontro terminou hoje à noite. Eu saí quase imediatamente depois que eu me atirei em sua entrada. Levá-la ao orgasmo duas vezes foi ofuscado pela mera escovação de nossos lábios. Sai correndo de lá, sem um segundo olhar, como se ela não significasse nada para mim. Sacudo a cabeça, enojado comigo mesma pelo jeito que a tratei – ela me faz perder todo o controle. Eu tiro minha camiseta e penso sobre a expressão em seu rosto quando eu disse adeus. Ela parecia chocada e confusa. Eu agi como um idiota completo. Eu tiro meu jeans, deixando-os no chão antes de subir na cama, vestindo apenas minhas cuecas boxer pretas. Eu ajusto meu travesseiro, coloco minhas mãos atrás da minha cabeça e começo a repetir a situação em minha mente. A nossa conversa no bar não era algo que eu esperava lidar. Já faz três anos que minha vida mudou tão drasticamente e eu ainda não estou em um bom lugar sobre isso. Acho que nunca estarei. Há momentos em que estou contente com a nova direção que minha vida tomou, mas eu sou um policial – sempre


serei um policial. Só porque eu não sou mais capaz fisicamente, não muda minha mentalidade. Às vezes o ressentimento que sinto por tudo o que eu perdi bate em meu estômago e eu me esforço para controlá-lo. Eu costumo acabar no ginásio, batendo no saco pesado até que minha raiva vai embora. Hoje à noite no nosso encontro, essa opção não era possível e quando ela continuava me fazendo perguntas que eu não queria responder, meu humor foi para um lugar escuro, escalando até que eu estava pronto para estalar. Infelizmente, eu atirei minha raiva sobre ela sexualmente e, embora eu sei que eu a fiz gozar, o encontro inteiro teve um sentimento frio, distante. Não é como eu queria que a nossa primeira vez sendo íntimos fosse. Eu não quero ser esse cara com Janny. Ela é especial para mim e ela merece muito mais. Eu vou fazer isso com ela de alguma forma, eu tenho que fazer. Eu alcanço e pego meu celular fora da minha mesa de cabeceira. Eu tenho que saber se ela está brava comigo antes que eu possa dormir. Eu examino a frente da minha tela. Onze horas. Espero que ela ainda esteja acordada – não posso esperar até amanhã para lhe enviar esta mensagem. Precisa ser agora. Sinto muito pela maneira como nosso encontro terminou. Eu não queria te deixar tão abruptamente. Eu pressiono enviar e espero uma resposta. Leva apenas um minuto antes que a notificação da mensagem de entrada seja apagada. Está certo. Eu me diverti muito com você. Estou chocado com sua resposta, eu esperava ler o oposto. Se você concordar em sair comigo de novo, prometo fazer isso com você.


Eu digito a mensagem e espero para ver o que ela diz. Quando sua resposta chega, eu a leio e me faz sorrir. Claro que vou sair com você de novo. Ligue-me amanhã. Janny é ainda mais doce do que eu imaginei, se ela está disposta a me dar outra chance tão cedo no jogo. Graças a Deus ela tem uma natureza indulgente. Eu vou. Boa noite. Com o amanhecer de um novo dia, vem um novo sentido de propósito, quando eu resolvo fazer um trabalho melhor de manter uma tampa mais apertada nas partes mais escuras de mim. Eu não posso assustar Janny antes que ela chegue a me conhecer e se eu agir como um idiota, que é o que vai acontecer. Sento-me atrás de minha mesa para examinar minhas anotações sobre o caso Moore e também leio o relatório que Ben me enviou. Ele examinou as finanças de Bryan com um pente fino e não encontrou nenhuma bandeira vermelha. Nada de grandes depósitos foram adicionados às suas contas bancárias pessoais, apenas alguns bancos internacionais, que ele vai estar olhando. Só espero, pelo amor de Janny, que não haja mais coisas em Bryan do que parece. Liguei para Janny na minha pausa para o almoço e pedi a ela para vir jantar hoje à noite na minha casa. Ela concordou e agora estou nervoso como o inferno. Eu não quero fazer um movimento errado com ela e eu sinto como se depois de ontem à noite, eu já usei o meu sair do cartão livre de prisão. Mais se eu foder demais vai acabar antes mesmo de começarmos. Eu passei o restante da minha tarde com novos clientes e limpando meu lugar. Meu apartamento de dois quartos está em um prédio de tijolos vermelhos, que foi convertido no final dos anos noventa. Existem doze grandes unidades de plano aberto


com vigas expostas e condutas abertas. Eu estive aqui por dois anos e só conheço meus vizinhos bem o suficiente para acenar olá de passagem, que é como eu prefiro. Eu amo como este edifício foi originalmente construído em meados da década de oitenta e usado como uma fábrica onde rifles eram fabricados. Eu provavelmente aprecio este fato mais do que a maioria devido ao meu fundo de aplicação da lei. Janny bate à minha porta às sete horas. Quando eu ando nessa direção, eu limpo minhas palmas úmidas em minha calça jeans e dou uma olhada final ao redor para se certificar que tudo parece como deveria. No momento em que minha mão se fecha ao redor do aço frio do botão, meus nervos desaparecem quando excitação corre através de minhas veias. Eu puxo a porta aberta e um sorriso lento levanta em meus lábios enquanto eu a vejo. Em calças de brim com um símbolo da universidade de Boston e seu cabelo está em um bolo desarrumado em cima de sua cabeça. Ela parece adorável. – Oi – eu digo, agarrando sua mão e puxando-a para dentro do meu apartamento. Uma vez que a porta está fechada, suas costas estão contra ela e meus lábios estão sobre os dela. Estou espantado com a suavidade de suas bochechas sob minhas palmas quando eu toco seu rosto e continuo a mover delicadamente meus lábios sobre os dela. Estou tentando manter este momento inocente, apenas beijos suaves e persistentes, mas ela está fazendo esses pequenos sons de respiração, me deixando louco e testando minha porra de determinação. Quando eu levanto minha boca dela, seus lábios se agarram aos meus como se ela não estivesse pronta para o nosso beijo terminar. Minhas mãos continuam acariciando suas bochechas enquanto eu olho para seu rosto cativante e ruborizado.


– Oi – eu digo de novo e nós dois começamos a rir. – Oi – ela me responde, me dando o mais deslumbrante sorriso. Sua beleza natural literalmente me rouba a respiração. – Você encontrou algum problema em encontrar meu lugar? – pergunto. Deixei minhas mãos caírem de suas bochechas até seus ombros, acariciando-os delicadamente antes de deslizar para segurar suas mãos. – Não, não. Você realmente vive mais perto de mim do que eu percebi. Eu a soltei enquanto ela chuta suas sapatilhas pela porta. – Por favor, sinta-se em casa enquanto eu lhe dou uma bebida. O que você gostaria? Ela toma um assento no meu sofá de couro preto antes de responder. – Eu adoraria um copo d'água. – ela coloca as pernas para cima, então ela está sentada com elas cruzadas como se ela ainda fosse uma criança pequena. Ela parece pequena no meu enorme sofá e vê-la lá definitivamente melhora a paisagem. Na cozinha, eu adiciono gelo e água para um copo e agarro as tigelas de salsa e batatas fritas que eu preparei. Não muito, mas é o suficiente para enrolar até que a comida que eu pedi seja entregue. – Eu pensei que você poderia estar com fome – digo, colocando tudo na mesa de centro. – Eu pedi comida chinesa, mas vai demorar um pouco até que seja entregue. Seus olhos me seguem até que eu esteja sentado ao lado dela. Ela se vira para mim, colocando uma perna debaixo dela, descansando um dos cotovelos na parte de trás do sofá e sua cabeça em sua palma. Eu me viro para encará-la, imitando sua


posição e sorrindo quando ela é fodidamente encantadora. Eu gosto de tê-la aqui em meu apartamento, ela é a primeira mulher que eu já convidei. – Espero ter todos os seus favoritos. Eu tentei lembrar o que você me disse, mas às vezes minha memória é uma merda. – Eu vou comer praticamente tudo o que você pedir – ela diz, colocando minha mente à vontade. – Eu não sou exigente, então nem se preocupe com isso. Eu atiro a mão, deslizando minha mão ao longo da curva de seu pescoço até que eu cubro a parte de trás dele com meus dedos. Eu a puxo para mim enquanto me movo para encontrar seus lábios com os meus – não posso esperar mais para proválos. Seus olhos se fecham com o primeiro contato entre nossas bocas. Seus lábios são macios e quentes enquanto eu os provoco com os meus. Ela arfa quando eu mordo seu lábio inferior, puxando-o com meus dentes, antes de correr minha língua ao longo da curva dele. Suas mãos apertam minha camisa e me puxam para ela. Eu posso sentir o inchaço de seus seios através de sua camisola e isso me faz querer sentir cada centímetro dela pressionada contra mim. Nossas bocas se encontram e quando sua língua se junta à minha, isso me faz pensar o que sentiria ao se mover ao longo do comprimento de meu pau grosso. Empurro-a para baixo no sofá, abaixando-me em cima dela. Eu gemo em sua boca quando ela puxa meu cabelo e envolve suas pernas em torno de meus quadris. O calor de sua boceta está cercando meu pau dolorosamente duro.


Ela é tão pequena, eu não quero machucá-la com todo meu peso. Estou em guerra comigo mesmo por querer ter cuidado com ela e querer destruí-la completamente. Estou tentando me convencer a tirá-la do meu sofá, quando somos interrompidos por uma batida na porta. Eu puxo meus lábios dos dela, ambos respirando pesadamente enquanto eu corro meu nariz ao longo do comprimento dela. – Eu não queria me deixar levar, mas não consigo resistir aos seus lábios. – eu me empurro para cima dela e segurei minha mão para ajudá-la a se sentar. Enquanto eu ando através da sala de estar, eu empurro para baixo meu ainda duro pau com uma mão, e chego no meu bolso para algum dinheiro com a outra. Quando eu abro a porta e o entrego ao cara da entrega, eu percebo que eu pedi muito alimento. Eu sorrio enquanto tiro os dois sacos grandes dele. Espero que Janny esteja com fome. – Vamos comer – digo a ela, levando-a para a cozinha. Coloco os sacos no balcão de granito e movimento com a cabeça em direção ao armário final. – Pode agarrar alguns pratos? – eu pergunto, quando eu removo os vários cartões. Enquanto ela atravessa o quarto para a fileira de armários de nozes, meus olhos seguem, vagando pelo comprimento de seu corpo. A visão de sua bunda curvada em seus jeans apertados faz meu pau duro. Quando ela fica na ponta dos pés para alcançar os pratos no armário superior, ela é tão fodidamente bonitinha, que isso me dá uma dor no meio do meu peito.

***


– Você já esteve apaixonado? – ela pergunta antes de tomar uma mordida de bolinho. – Não. Eu tinha namoradas no colégio e na faculdade, mas ser o cuidador principal de Kenna não me deixou tempo para mais ninguém. Ela tinha que ser a minha primeira prioridade e eu sabia que ninguém ficaria satisfeito tomando o assento traseiro para ela. Tomo um gole de água e tento não pensar em quão desconfortável responder as suas perguntas me faz. Eu arrumo minha expressão quando eu olho para ela, querendo que ela seja confortável para me perguntar mais. Eu sei que isso é importante para ela e tanto quanto eu odeio falar sobre mim mesmo, eu sei que é algo que eu preciso fazer. – E uma vez que Kenna estava fora de casa? Você nunca teve nenhum relacionamento então? – ela coloca um pedaço de cabelo perdido atrás da orelha e espera pela minha resposta. – Não, eu não tive relacionamentos. Eu namorei algumas pessoas, mas estar na polícia me manteve ocupado. Não me interprete mal, eu não me comporto como um santo. Eu tinha atenção suficiente de mulheres, eu nunca encontrei com alguém que eu sentisse o desejo de estar. Até agora. Ouço essas palavras na minha cabeça, mas não posso dizêlas em voz alta. Estou tentando descobrir como isso vai acontecer. Eu ainda estou tentando me convencer a não me envolver mais do que já estou. Eu sei que sou errado para ela, mas eu não acho que posso ficar longe. Eu disse a mim mesmo que esta noite seria a última vez que eu poderia estar com ela, a última vez que eu poderia beijá-la, mas meu desejo por Janny é muito forte para libertá-la. Ela acalma meus demônios e me faz sentir inteiro novamente. Ela me faz esquecer todas as maneiras


que minha vida mudou nos últimos anos e ela me faz sentir como o homem que eu costumava ser. Eu tomo um gole de água e a espio sobre o topo do meu vidro vendo ela comer um pedaço de frango. Ela não parece incomodada com o que eu disse. – E você? – pergunto. – Já esteve apaixonada? – eu noto seus lábios apertando antes que ela coloque seu garfo para baixo. Ela usa seu guardanapo para limpar a boca antes de colocá-lo cuidadosamente no colo. – Eu estava apaixonado pelo meu namorado do colégio, aquele que morreu no fogo com meus pais. David e eu namoramos por um par de anos e estávamos indo para a faculdade juntos. – ela olha para mim seus olhos cheios de tristeza. – Depois que ele morreu, eu não namorei ninguém até meu ex-namorado, Josh. Ele e eu estávamos juntos por um ano, mas nunca me apaixonei por ele. Ainda somos amigos próximos e nos reunimos quando pudemos. Sua amizade é importante para mim. Ótimo, só o que eu quero lidar com um ex-namorado que ainda quer entrar em suas calças. Eu sou um cara, eu sei o seu M.O. Ele provavelmente ainda a ama e a quer de volta. Eu não posso culpá-lo – ela é a porra da perfeição.


7

Kyle e eu estamos no Quake, o bar em que nos encontramos na primeira noite. Estamos nos encontrando com Elle, Josh, Kenna e Derek. Ele me perguntou se eu queria conhecer sua família e eu sei que ele considera Derek como o irmão que ele nunca teve. Eu sinto o mesmo sobre Elle, ela é tanto minha irmã como Bryan é meu irmão. Josh é importante para mim também e espero que Kyle não fique estranho quando nos vir juntos. Ele não tem nada com que se preocupar, meus sentimentos por ele já são mais fortes do que eu já senti por Josh.


Estamos sentados nas cabines ao longo da parte de trás do clube. Há uma mesa na frente de nós e cadeiras do outro lado. Meus olhos continuam examinando a multidão para qualquer sinal de Elle e Josh. Kyle desliza sua mão sob minha saia e descansa em minha coxa. Apenas um simples toque me tem doendo por mais. Meu coração está correndo e um rubor aquecido se move da minha cabeça até os meus dedos. Acho que qualquer um que me olhar agora pode ver o quanto eu o quero. Eles podem dizer que minha calcinha está molhada? Eles sabem o quanto eu quero que ele deslize sua mão para dentro da minha coxa e me toque agora? Eu inclino minha cabeça contra a parede e fecho meus olhos. Tome uma respiração profunda e tente me acalmar quando o tom rouco de Sting cantando "Every Breath You Take" afoga todo o ruído de fundo. Qualquer pessoa pode nos ver aqui e ainda sim, tudo que eu quero fazer é sentar em seu colo e moer lentamente em seu pau. Jesus. Eu nunca quis alguém tão ruim e definitivamente não em um lugar público. Eu não sei como lidar com esse desejo doloroso que ele me faz sentir. A mão de Kyle se move para dentro da minha coxa, subindo alguns centímetros. Seus lábios escovam meu ouvido. – Você está tão excitada quanto eu, agora mesmo? – ele sussurra. Eu fecho meus olhos e aperto meus punhos no assento do banco ao meu lado enquanto suas pontas dos dedos provocam suavemente ao longo da borda da minha calcinha. Não acredito que estamos fazendo isso. Ele se inclina, roçando os lábios contra os meus antes de aprofundar o beijo. Seu dedo apenas rompe o elástico na perna da minha calcinha quando somos interrompidos.


– Hey Kyle, você parece que está se divertindo. Nós nos separamos e sua mão desliza para baixo em direção ao meu joelho. Meu rosto está inundado com um tom vermelho brilhante, envergonhada de ser pega por sua irmã. Encontrá-la nessas circunstâncias não é como eu imaginava. Kyle se levanta e se move ao redor da mesa para abraçar Kenna e eu sento lá, horrorizada com a primeira impressão que eu devo estar fazendo. Eu nervosamente mastigo meu lábio e me pergunto se eu deveria ficar de pé ou ficar sentada. Deus, por que eu estou tão fodidamente estranha nesses tipos de situações? – Kenny, eu quero que você conheça Janny. Janny, esta é Kenny – Kyle nos apresenta e eu me levanto para apertar a mão dela. – Oh não, eu tenho que abraçar a mulher que faz meu irmão tão feliz – ela diz, me puxando para um aperto rápido. – É ótimo conhecê-la. Eu notei o quanto ela se assemelha a Kyle. Ambos compartilham os mesmos cabelos escuros e olhos castanhos dourados, embora os traços faciais de Kenna sejam muito mais refinados do que os dele. A nossa introdução é interrompida pela chegada de Derek. – Janny este é Derek. – ele me pisca um sorriso enquanto nós trocamos olás e então ele pisca para Kyle. Eu não tenho certeza que tipo de mensagens secretas eles estão transmitindo um para o outro, mas espero que eu estou pelo menos cumprindo as expectativas.


Quando Kenna se senta no estande aberto ao meu lado com Derek em frente a ela, eu aponto para Elle e Josh entrando. Levanto a mão para flagrá-los com um grande sorriso no rosto. Eu bato na perna de Kyle e gesticulo para ele que eu quero levantar. Ele sai do seu lado do estande, segurando minha mão para me ajudar. Elle quase me choca quando ela bate em mim com um abraço. – Kyle esta é Elle. – eu apresento-os e Josh me envolve em seus braços, beijando-me em cima da minha cabeça. – Ei linda, eu senti falta de te ver. – ele é tão doce. Tenho saudades de sair com ele. Ele precisa conhecer uma garota que aprecia o grande cara que ele é. – Ei, Josh, também senti sua falta. Estou feliz por estar aqui. Eu realmente quero que você conheça Kyle. Decepção cintila em seus olhos por um breve momento e então ele sorri. – Certo. Eu apresento os dois e quando eles apertam as mãos eu posso ver os músculos na mandíbula de Kyle tensos quando ele aperta os dentes e eu juro que eu notei que Josh faz uma careta. Eu balanço a cabeça e penso sobre os homens mudos jogando de macho. Depois da primeira rodada de bebidas, Kyle me leva até a pista de dança. Ele me puxa para seus braços enquanto uma canção de amor canta e não consigo pensar em onde mais eu preferiria estar. Descanso a cabeça em seu peito largo e olho para ele. – Eu gosto de sua família. – ele sorri para mim e me puxa para mais perto dele.


– Eles gostam de você também, eu posso dizer. Kenna não parou de sorrir e Derek continua sorrindo para mim como se tivesse um segredo. Eu sei que eles estão ambos chocados. Eu conheci alguém. – ele corre a mão pelas minhas costas. – Eu também gosto de Elle. Ela parece muito divertida. – ele não menciona Josh e eu sei que ele não gosta dele, mas eu não vou deixá-lo ir embora com isso. – Quanto você gosta de Josh? – eu pergunto enquanto eu me esforço para manter uma cara séria. Ele parece chateado com a minha pergunta o que torna ainda mais difícil para mim não rir. Seu corpo fica tenso sob meus dedos. – Eu não tenho certeza do que eu deveria dizer. – seus olhos estreitos. – Claro que eu não gosto do cara. Ele esteve com o pau dentro de você. Uau. Eu não esperava essa resposta e eu estaria mentindo se eu não admitisse a mim mesma, que parte de mim pensa que seu ciúme é quente. Depois de dizer adeus a todos, saímos para o grande estacionamento traseiro. Sua mão está baixa na minha cintura, logo acima da curva da minha bunda quando chegamos ao carro dele. Ele me gira e pressiona minhas costas contra o lado da porta do passageiro, engolindo meu suspiro de surpresa com seu beijo. Sua mão se emaranha em meu cabelo, seu aperto aumenta, quando sua língua quente entra em minha boca. Minhas mãos agarram seus braços e agarram o material de sua camisa enquanto sua outra mão desliza para dentro da minha coxa. Quando ele atinge a borda da minha calcinha, eu gemo em sua boca e parte minhas pernas. Seus dedos lentamente traçam a borda do elástico, para frente e para trás como se ele tivesse todo o tempo do mundo.


Eu rasgo minha boca da dele. – Por favor – eu imploro. – Por favor, me toque. Sua mão no meu cabelo puxa duro, puxando minha cabeça para trás e eu estou surpresa em como eu estou excitada pela picada inesperada da dor. O calor de sua boca e a suavidade de sua barba viajando ao longo do meu pescoço me lembra o que sentia ao mover-se ao longo de minhas coxas internas. Eu grito quando ele morde meu pescoço ao mesmo tempo que seus dedos mergulham dentro de mim. Seus lábios tocam o fundo do meu ouvido. Ele sussurra em uma voz rouca: – É isso que você quer Baby? Você quer que eu faça você gozar? – Sim. Por favor. – meus olhos se fecham e eu me concentro no que seus dedos capazes estão fazendo comigo. – Abra os olhos – ele me ordena. – Eu quero que você veja quem está fazendo você se sentir tão bem. Ele lambe da base do meu pescoço todo o caminho até a ponta do meu queixo e então desliza sua boca sobre a minha para outro beijo. Meus olhos caem fechados e sua boca pega todos os meus gemidos. Seus dedos dentro de mim e seu polegar circundando meu clitóris me empurram cada vez mais alto. Ele rasga sua boca da minha. – Olhe para mim. Eu quero que você saiba quem é o dono desta boceta. – seus olhos são ferozes na escuridão com apenas a luz das lâmpadas de rua. Meus dedos cavam em seus ombros quando minhas pernas começam a tremer. Ele puxa meu cabelo e aperta meu clitóris. – Diga meu nome quando você gozar.


– Kyle – eu gemo enquanto eu tremo através do meu orgasmo.

***

Kyle e eu não conseguimos nos reunir nos últimos dias. Eu estive ocupada com projetos escolares e exames e ele tem estado ocupado com seu trabalho. Eu não tenho certeza exatamente o que ele faz no dia-a-dia, eu tenho uma sensação se ele me falasse sobre isso ele estaria quebrando a confidencialidade do seu cliente e ele não parece ser o tipo de cara que faria isso. Quanto mais eu o conheço, mais gosto do que estou aprendendo. Eu fiz uma careta enquanto esticava minhas pernas na mesa de café na minha frente para soltá-las. Eu estive sentada na mesma posição durante as últimas duas horas tentando terminar este jornal Inglês, que é para ser entregue amanhã. Se eu pudesse parar meus pensamentos de vaguearem para Kyle, eu teria feito até agora. Ele não é fácil de parar de pensar. Um flash de calor lava sobre mim quando eu me lembro o que aconteceu no estacionamento do Quake. Jesus, apenas pensar nisso traz tudo de volta. Eu fecho meus olhos e posso praticamente sentir seu toque áspero. Eu nunca tive ninguém falando comigo da maneira que ele fez. Abro os olhos e tento não me sentir embaraçada com a maneira como implorei que ele me fizesse gozar. O que há com esse cara que me faz fazer coisas que eu nunca fiz antes? Eu olho para o meu laptop enquanto tento me concentrar na minha tarefa, mas tudo que vejo é a maneira com fome que Kyle olhou para mim quando ele me fez gozar. Eu não posso


ajudar, mas espero que ele esteja começando a gostar de mim tanto quanto estou por dele. Nossos telefonemas noturnos e mensagens de texto ao longo do dia, o tornam impossível de esquecer. Olho para o relógio; devia estar na casa do meu irmão daqui a uma hora. Tanto para fazer o meu trabalho. Sharon convidou-me para o jantar e tudo o que eles estão tendo bate qualquer coisa que eu estaria cozinhando para mim.


8

Não vejo Janny há três dias, não desde a noite em Quake. Eu sei que hoje à noite ela estava indo na casa de seu irmão. Ela mencionou algo sobre Sharon chamá-la para jantar e não se sentir como se estivesse voltando para a escola. Estou surpreso com o quanto sinto sua falta e quantas vezes meus pensamentos se voltaram para ela. Preciso vê-la, preciso vê-la agora, antes de ir para a cama. Eu sei que não deveria estar fazendo isso, mas as câmeras na casa de Bryan são tentação demais para ignorar. Me sento na minha cadeira, flexiono meus dedos e digito os comandos para levar a casa de Moore para cima da minha tela. Começo com os quartos de baixo, mas não vejo nenhum sinal dela. Eu subo para seu quarto e a encontro lá. Doou zoom


para obter uma imagem mais clara. Ela está de pé ao lado de sua cama, vestindo uma curta toalha branca e tem uma garrafa de loção em sua mão. Jesus Cristo. Meu pau instantaneamente está em atenção e parece que todo o sangue no meu corpo viaja até a minha virilha. Seu cabelo louro longo está molhado e pendura direto para o meio de suas costas. Eu penso na forma como a agarrei na outra noite, quando a fiz chegar e me pergunto se ela já pensou no que aconteceu. Eu não consigo parar de pensar nisso. Eu tenho vindo em minhas mãos no chuveiro todos os dias desde então. Janny retira a toalha e a deixa cair na cama. A primeira visão de seu corpo nu leva minha respiração longe. Eu nunca vi tanta perfeição na minha vida, é como se ela fosse feita para mim. Tomo uma respiração profunda e tento diminuir minha respiração irregular e meu coração acelerado. Só de olhar para ela tem meu corpo fora de controle. Se nós estivessemos na mesma sala agora ela estaria debaixo de mim e eu estaria fodendo-a, não haveria nenhuma maneira de que eu pudesse resistir, eu a tomaria e a faria minha. A próxima vez que estivermos juntos terminará comigo sabendo exatamente o que é estar enterrado dentro da sua vagina. Janny coloca seu pé na cama me dando uma imagem clara de sua boceta. Jesus, vendo-a toda rosa e perfeita me faz querer ter um gosto dela. Mal posso esperar para enterrar minha língua dentro dela e fazê-la vir uma vez e outra mais para que eu possa lamber tudo e começar de novo. Ela esguicha alguma loção em sua mão e então começa a alisá-la em sua pele. Ela usa as duas mãos, movendo-se lentamente para cima e para baixo pelo comprimento de sua


perna. Ela repete o movimento na outra e um tempo depois ela termina, eu estou convencido de que ela sabe que estou assistindo e está deliberadamente me provocando. Porra. Eu gostaria de poder estar lá com ela. Pego meu celular e chamo Janny enquanto eu continuo a assisti-la na tela. Ela se inclina e puxa o telefone do bolso de sua calça jeans. "Olá," ela responde um sorriso em seus lábios. "Ei. Como você está? " Eu ajusto a cintura em minha cueca boxer, empurrando-a para baixo, libertando meu pênis que está duro e dolorido. Ela torce o cabelo com o dedo indicador enquanto me responde. "Acabei de sair do chuveiro e estou prestes a ir para a cama." Eu sei anjo. "Você está nua agora?" Ela se senta em sua cama ainda brincando com seus longos fios de cabelo molhados. "Sim", ela responde. "Estou imaginando você agora, girando seu cabelo enquanto conversamos." Um olhar de surpresa cruza seu rosto e ela solta seu cabelo. Ela se volta para trás na cama para deitar sobre os travesseiros. "Eu sei que não te vi nua ainda, mas minha imaginação é muito boa." Ela ri e passa a ponta dos dedos entre seus seios, até o ápice de suas coxas e volta mais uma vez. Sua mão desliza para brincar com um de seus mamilos. Oh porra, eu gosto de onde isso está indo.


Eu raspo meus dentes sobre meu lábio inferior e me pergunto se devo pedi-la para se tocar-se ou não. Eu quero empurrar seus limites - empurrá-la para fora de sua zona de conforto e apresentá-la a todas as coisas que ela nunca fez antes - Foda-se. "Toque –se anjo." Minha voz soa rouca de desejo. "O quê?" Ela me pergunta com os olhos arregalados de surpresa. "Toque-se. Deslize seus dedos através de sua buceta molhada e faça-se vir. Eu quero escutar você." Eu quero observar você. Ouço suas respirações suaves e rápidas em meu ouvido enquanto observo sua mão deslizar entre suas pernas e seus dedos desaparecerem dentro dela. É excitante pra caralho, e começo a acariciar meu pau. "Sente-se bem, anjo?" Movo meu punho lentamente para cima e para baixo do comprimento do meu pau e resmungo entre meus dentes. Vê-la assim está tão errado, mas é tão quente. "Eu não posso esperar para estar profundamente enterrado dentro de você." Ela geme em meu ouvido enquanto esfrega seu clitóris. A visão de seus dedos molhados circulando é tão sensual, que queria que fosse minha língua ao invés. A sensação da sua suave e quente umidade em minha boca e o ato de sentir seu gosto serão coisas que nunca serei capaz de esquecer. Mal posso esperar para ter minha língua dentro dela novamente. "Eu vou te mostrar a quem essa vagina pertence. Ela é minha. Vou fode-la tão duro que você nunca ira esquecer."


"Sim," ela geme. "Eu quero que você faça isso Kyle." Seus dois joelhos estão dobrados, seus quadris estão balançando com cada toque, e me aproximo da tela para vê-la melhor. A pressão em meu pau é quase insuportável, eu movo minha mão mais rápido e mais rápido. "Você gosta de saber que estou me acariciando enquanto você toca sua buceta?" Minha respiração é curta e dura em seu ouvido, enquanto eu bombeio meu pau com força com o meu punho. "Oh, Deus, sim", ela geme. "Eu quero ouvir você vir." Jesus. Eu não acho que isso poderia ser mais quente, mas sabendo que ela tem esses pensamentos sobre mim é ainda mais excitante. "Foda-se com os dedos e finja que é o meu pau dentro de você baby." Ela ofega quando empurra dois de seus dedos dentro de sua vagina. Ela está tão molhada que posso ouvir seus sucos em seus dedos deslizando dentro e fora de sua boceta. Ela geme e a observo enquanto começa a vir, suas pernas tremendo e sua cabeça jogada para trás. Olhá-la tremer através de seu orgasmo envia-me ao meu próprio. Gemo alto quando me liberto, meu sêmem como um tiro vindo até mim.

*********

No momento em que ouço a batida na minha porta, meu estômago se revira com uma combinação de nervos, inalo profundamente, e me lembro que quero isso - eu quero ela e vou estar enterrado dentro de sua doce buceta até o final da noite. Abro a porta e uma vez que ela está em minha frente, meus lábios estão sobre os seus. Minhas mãos vão para trás de sua cintura e deslizam até acariciar ao longo de sua espinha,


enquanto nossas bocas se reencontram. Só foi uma semana desde que meus lábios estavam sobre os dela, mas a coisa real é muito melhor do que minhas memórias. No momento em que nossas línguas se tocam, é como se um fósforo fosse lançado na gasolina. Nosso beijo é mais quente do que qualquer um que eu já experimentei. Meus dedos agarram seus quadris, puxando-a para frente até que não haja espaço entre nossos corpos. Nossos beijos não param quando puxo seu casaco pelos ombros e o jogo no chão. Meus lábios deixam os dela apenas para arrastá-los pelo seu pescoço, ao longo da linha da clavícula e para baixo onde sua camisa cai ligeiramente fora do seu ombro. O desejo de tê-la é esmagador e eu não posso esperar mais para fazê-la minha. Ela suspira quando eu a levanto de seus pés e a seguro em meu braços. Seus olhos estão arregalados enquanto a levo para meu quarto. Eu a coloco suavemente para baixo em suas costas no meio da minha cama king size antes de me ajoelhar ao seu lado. Meus dedos gentilmente varrem sua testa antes de descer por sua bochecha. "Antes de irmos mais longe, quero ter certeza de que você quer isso tanto quanto eu." Meus olhos buscam qualquer sinal de indecisão em seu rosto. "Eu tenho certeza. Eu quero você, "ela responde sem qualquer hesitação. Fecho os olhos e aperto os dentes, tomando um momento para me acalmar. Ela me tem na borda e não quero que a primeira vez que estamos juntos seja uma foda fora de controle. Há muito tempo para isso mais tarde, talvez até mais tarde esta noite. Não posso assustá-la antes que eu a tenha. Se ela soubesse todas as coisas imundas que quero fazer com ela, isso a assustaria e a levaria a uma grande distância de mim.


"Toque-me, Kyle." Ela puxa sua camisa acima de sua cabeça. Eu gemo ao vê-la em um sutiã de cetim preto. Seus seios são empurrados para cima pelo tecido fino, eles estão quase saindo para fora. "Foda-se". Estou dominado por visões de empurrar meu pau no vale escuro entre eles quando me inclino sobre ela. Está tão difícil agora, estou fodidamente doloroso. Eu desprendo a frente de seu sutiã com a mão que não estou usando sobre ela. Minha respiração quando o sutiã se abre e eu vejo seus seios nus. Jesus Cristo. Ela é a porra da perfeição e sei que não mereço ficar aqui com ela. Eu sei que Janny é muito boa para mim, mas não posso me afastar dela. Já me tornei dependente de nossos telefonemas diários; sua voz doce é o meu som favorito. Estou tão longe de ser bom para ela e, apesar de saber que isso vai acabar de alguma maneira trágica, eu preciso dela demais para deixá-la ir. Abaixo minha cabeça e eu enrolo meus lábios em torno de seu mamilo cor-de-rosa escuro. Eu sugo suavemente, aconchegando outra mama em minha mão, circulando seu mamilo com meu polegar. Seu gemido se transforma em um suspiro quando meus dentes passam suavemente em torno da sua carne macia. Minhas mãos descem pelo comprimento de seu estômago até chegarem a descansar no botão de sua calça jeans. Meu dedo indicador brinca com sua pele macia dentro do cós de sua calça jeans enquanto ela levanta os quadris em minha direção. "Por favor," ela geme, suas mãos agarrando os lençóis. Eu fecho meus olhos e ranjo meus dentes. Ouvi-la implorar é colocar meus limites a teste. Eu quero rasgar o resto de suas roupas e enterrar meu pau dentro dela


mais do que qualquer coisa, mas isso tem que ser o melhor para ela. Meus dedos desfazem o botão e deslizo para baixo no zíper. Ela levanta os quadris para mim; puxo suas calças e calcinhas para fora e na baixa iluminação do meu quarto eu posso ver sua vagina brilhando de desejo. Meus dedos movem-se através de sua umidade e escorregaram dentro dela para acariciar o local que eu sei que vai deixá-la selvagem. Deslizo meu corpo para baixo na cama e deixo minha língua circular seu clitóris. Ela levanta os quadris, trabalhando em direção ao seu orgasmo, mas não quero nenhuma ajuda, a quero quieta. "Fique quieta" exijo. Ela imediatamente obedece. "Não se mexa, baby. Eu vou parar, se você fizer." Meus dedos continuam a acariciar dentro dela, enquanto chupo seu clitóris com fome. Ela geme alto enquanto se aproxima de seu orgasmo. Adoraria me afastar e a provocar, esperar seu orgasmo com calma, mas vou explodir se não conseguir o meu pau dentro de sua buceta o mais rapidamente possível. Eu passo minha língua sobre seu clitóris mais algumas vezes, empurrando-a para o seu êxtase. "Kyleeee." Porra, a maneira que ela geme meu nome quando vem é a coisa mais sexy que já ouvi. Deslizo minha língua através de seus sucos, lambendo minha recompensa por dá-la prazer. Arranco minha camisa, e fico de pé no chão para desfazer minhas calças. Empurro-as para baixo com minha cueca e lhe dou um pontapé, tudo em tempo recorde. Pego um preservativo do meu criado-mudo e coloco antes de me estabelecer de volta para cama, entre suas coxas. Eu queria ir devagar, mas suas pernas estão espalhadas, expondo sua vagina inteira para mim. A visão dela, toda rosa e molhada é uma tentação que não posso resistir. Meu pau está


latejando, minha necessidade por ela como um batimento cardíaco, me aproximo da sua abertura, apenas a ponta entrando em sua buceta quente. A puxo para trás e empurro um pouco mais. Meus músculos estão tensos, tentando segurar-me, mas diabos, ela é tão fodidamente apertada. Eu não quero machucá-la. Cada vez que meus quadris se movem, estou deslizando um pouco mais longe até que estou profundamente dentro dela. Porra. A maneira como seu calor úmido é envolvido tão firmemente em torno do meu pau é a coisa mais incrível que já senti. Eu puxo meus quadris para trás e empurro duro dentro dela novamente, gemendo de prazer. Suas pernas se enrolam em torno do meu quadril. Abaixo sobre ela tomando seus lábios em um beijo faminto. Agarrando suas mãos nas minhas as seguro acima de sua cabeça; estamos conectados em todos os sentidos possíveis, e começo a fode-la feroz. Seus gemidos estão me empurrando e meus impulsos se tornam cada vez mais rápidos e mais fortes. Eu liberto uma de suas mãos e coloco a minha para baixo para esfregar seu clitóris. É apenas um minuto antes de sentir as contrações de seu orgasmo junto com o tremor de suas pernas enquanto continua segurando meus quadris. Com sua vagina apertando-me apertado, eu gemo e venho mais do que já tive a chance de gozar antes. Eu a seguro perto enquanto espero que nossa respiração se acalme. Porra, eu vim tão forte que minha cabeça está doendo. Seus dedos se movem para meus cabelos e ela arranha levemente a parte de trás do meu couro cabeludo. Levanto a cabeça e olho em seus olhos. A iluminação é baixa, mas o sorriso suave em seus lábios me diz que ela está feliz e por agora é tudo que me importa. Estou tão fodidamente aliviado que ela não está se arrependendo.


"Foi incrível baby" digo, inclinando-se para escovar seus lábios com os meus. "Sim," ela responde timidamente, um rubor cor de rosa em suas bochechas. Eu subo da cama e dirijo-me ao banheiro para descartar o preservativo. Quando saio ela está debaixo das cobertas e a visão dela na minha cama grande, com seu cabelo louro despenteado espalhado através do travesseiro, traz um aperto de alegria em meu peito. Puxo para trás o edredom e deito-me ao lado dela, embalando-a em meus braços enquanto ela se aconchega contra mim. Beijo o topo e sua cabeça e enterro meu nariz em seu cabelo, respirando o suave aroma floral antes de cair no sono.

**** Não há melhor maneira de começar o dia do que com Janny em meus braços. Amo te-la aqui comigo, dormindo pacificamente enquanto seus braços estão contra mim. É cedo ainda, só um pouco depois das seis, mas eu sei que não conseguirei dormir outra vez. A dor me impede de ter uma sólida noite de descanso, e além disso, há pesadelos de sobra. Do meu tiro. Fui falar com um terapeuta depois que aconteceu e ele me diagnosticou com transtorno de estresse pós-traumático. Eu estou muito melhor sobre lidar com ruídos altos agora, do que quando o acidente estava fresco. Eu mergulhava no chão, se algo caisse no chão com fazendo barulho estrondoso, ás vezes isso aconteceia em um lugar público. Eu não quero Janny veja esse lado ruim de mim. Nunca. Eu escorrego para fora da cama sem perturbá-la, colocando um par de calças do pijama azul marinho e vou para a cozinha.


Depois de fazer uma xícara de café, me sento à mesa e penso no que aconteceu a noite. Parece um sonho para mim. Depois de todas as vezes que fantasiei sobre fazer amor com Janny, é difícil de entender que realmente aconteceu, e foi muito mais do que eu imaginava. Eu inclino meus cotovelos na mesa e solto a cabeça para as minhas mãos. O que acontece agora? Será que nos estabelecemos em um relacionamento, para ver onde isso pode ir ou eu a deixo livre agora, sabendo que vou estar poupando-lhe a dor no coração que virá depois? Agarro egoisticamente essa chance de felicidade, não importa quão fugaz ela possa ser. Aperto meus dedos em meu cabelo e rezo, eu farei a coisa certa. Deus me ajude, mas quero estar com ela e não acho que sou forte o suficiente para deixá-la ir embora. Eu sou um bastardo egoísta por querer deixar isso acontecer entre nós, sabendo que minha vida pode acabar rápida como um estalar de dedos. O que Janny não sabe, e o que ela nunca pode saber, é que há um fragmento de bala ainda alojado no meu cérebro. É como uma bomba de tempo, um tique taque apenas esperando explodir. Se mudar um milímetro, acabara com a minha vida imediatamente. É inoperável e algum dia será meu fim. Tenho vivido com isso há três anos, esperando e imaginando, quanto tempo restaria antes do fim? O destino é uma merda por colocá-la nessa casa para eu ver, porque tudo o que eu quero fazer agora é me agarrar a felicidade que Janny trouxe para a minha vida, sabendo que esta poderia ser a minha última chance de experimentar o amor. Eu sei que deveria empurrá-la para longe e poupá-la de nunca ter que lidar com a dor de perder-me.


"Bom dia lindo." Eu estava tão perdido em meus pensamentos que não a ouvi entrar na cozinha. Ergo a cabeça para cima; meus olhos a olhando da cabeça aos pés enquanto ela caminha em minha direção. Seus longos cabelos loiros estão em um coque frouxo, e ela está vestindo uma das minhas camisetas brancas e lisas. Ela é tão pequena que o tecido cai logo acima dos seus joelhos, está frouxa em seu corpo, assim não posso ver suas curvas nitidamente, mas juro que é a coisa mais fodidamente sexy que já vi. A maneira que as pontas distendidas de seus mamilos estão marcando através do material, está fazendo minha boca salivar. Ela está usando calcinha por baixo? Ou ela está nua e esperando que meu pau escorregue para dentro dela mais uma vez? "Bom dia baby. Como você dormiu?" Empurro minha cadeira de volta fazendo espaço para ela caber entre a mesa e eu. "Eu dormi maravilhosamente." Ela sorri, seus olhos ainda nublados de sono enquanto pisa entre minhas pernas. Pego seus dedos, beijo sua palma e puxo-a mais perto de mim. Seus mamilos estão apontados em minha direção e faço o que qualquer homem normal com sangue nas veias faria. Começo a tocá-la, meus dedos provocando ao longo das bordas externas de suas coxas, antes de move-las para sua bunda. Ela ofega e sorrio enquanto lentamente deslizo minhas mãos para cima de sua pele sedosa, perguntando-me o que encontrarei, quando chegar a sua bunda deliciosa... meus dedos tocaram a calcinha de cetim preto que ela usara na noite passada – Aquela que combinava com seu sutiã quente como o inferno? Ou vou encontrar seu traseiro perfeito nu e pronto para minha mão?


Em poucos segundos que levo para explorar, meu pau tornou-se duro o suficiente para bater pregos ou pelo menos para foder sua bonita buceta doce. Minhas mãos alcançam seu destino e eu descubro que ela está nua como o esperado. Porra. Levanto tão rapidamente que minha cadeira cai, batendo alto no chão. Os olhos de Janny se arregalam de surpresa, antes de eu girá-la e empurrá-la sobre o tampo da mesa. Coloco uma das minhas mãos no meio de suas costas e aperto a outra firmemente ao redor de seu quadril. Ela inala bruscamente quando a frente de seu corpo faz contato com a madeira fria. Minhas mãos descem até a bainha da camisa que ela está vestindo e escorrego minhas mãos por debaixo, passando-as em seu corpo ao mesmo tempo em que a empurro para fora. Traço beijos ao longo de sua coluna. Ela é tão pequena que apenas as pontas dos dedos tocam ao chão, me inclino beijando ao longo de seu pescoço, movendo-me para sussurrar em seu ouvido. -Fiz testes contraceptivo?"

e

deu

negativo.

Você

está

tomando

- Sim, a pílula. Porra, eu tenho que estar dentro dela agora. Empurro minhas calças até minhas coxas e puxo seus quadris contra mim. "Você está pronta para mim, anjo?" Eu pergunto enquanto minha mão se move entre suas pernas e eu encontro sua vagina pingando de desejo. "Porra, você está tão molhada. Você quer meu pau?" A provoco, deslizando-o para frente e para trás ao longo de sua fenda. "Sim. Deus, sim. Por favor." Uma vez que ouço ela implorar por ele, eu não posso segurar mais. Estou dentro dela com um movimento forte, todo pensamento de ser gentil perdeu-se, quando sinto as paredes de


sua buceta apertada espremendo meu pênis. Eu recuo e empurro nela novamente, balançando seu corpo contra a mesa. Merda, eu nunca experimentei algo como isso. Enrolo seu cabelo em torno de minha mão esquerda, puxando sua cabeça para trás, assim posso morder seu pescoço, já minha mão direita envolve seu quadril, agarrando-o. Eu não posso fodê-la duro o suficiente, não posso chegar perto o suficiente para ela. Não importa o quão profundo eu esteja enterrado dentro dela, nunca será suficiente - sempre vou querer mais. Minha mão direita desliza sobre seu quadril, assim meus dedos podem círcular seu clitóris. Não vou durar muito mais tempo e ela tem que chegar lá primeiro. Meus dentes apertam quando penso em qualquer coisa para que possa evitar o orgasmo prestes a vir como foguete através do meu corpo. A parte de trás de suas coxas tremem contra as minhas sinalizando que ela está quase lá. Eu solto o cabelo dela e aperto seu ombro puxando-a para mim. Enterro difícil meu pau em sua buceta, uma e outra vez. Até que ela geme alto meu nome quando vem. São apenas alguns segundos até eu segui-la. Desmorono em suas costas, toda minha energia gasta. Jesus Cristo. Se esse fragmento de bala não me matar primeiro, a buceta de Janny pode fazer o trabalho, mas que maneira fodidamente deliciosa de deixar esse mundo.


9

Puta merda. Eu não posso acreditar que ele me fodeu na mesa da cozinha. Isso foi sem dúvida o sexo mais quente da minha vida. Esta não é a minha vida. Janny Moore não é a garota que fode na mesa da cozinha. Eu sorrio para mim mesma, minha bochecha ainda descansando na superfície lisa de madeira enquanto Kyle me beija logo abaixo da minha orelha. "Vamos, linda. Deixe-me ajudá-la." Ele envolve seu braço em volta da minha barriga enquanto começo a me levantar e me puxa para ele. Termino com minha parte traseira na sua parte dianteira, minha cabeça descansa em seu peito e me deixo ficar em seus braços. Sua boca abaixa até que seus lábios estão deixando uma linha de beijos ao longo do topo do meu ombro. "Eu não machuquei você, não é?"


"Não, de jeito nenhum." Balanço minha cabeça e mordo meu lábio, de repente me sentindo constrangida com o que fizemos. Não estou acostumada a me deixar levar pelo calor do momento. "Ei," ele diz, suas mãos em meus ombros. Ele me vira em seus braços, inclina-se para baixo e me olha como se estivesse procurando por meus segredos mais profundos e sombrios. O que ele não sabe é que não precisa olhar muito longe, tudo o que ele teria que fazer é perguntar. Neste momento, tenho certeza de que vou revelar qualquer coisa que ele quisesse saber. Ele se tornou tão importante para mim. E me pergunto se ele sabe o quanto eu mudei desde que o conheci. Ele pode ver isso nos meus olhos? Ele pode ouvi-lo na minha voz, está escrito em todo o meu rosto? Espero que sim, porque não estou pronta para dizer essas palavras, ainda não. Essas palavras não escaparam de meus lábios desde a noite do fogo e a idéia de dizer agora, de ter tanta profundidade de emoção com outra pessoa, me assusta demais. "Não, você não me machucou de jeito nenhum. Eu amei tudo que fizemos." Diabos, estou me apaixonando por você. Eu posso ouvir as palavras na minha cabeça, mas sabendo que quero dize-las não as tornam mais fáceis para falar a ele. Talvez algum dia - talvez algum dia em breve, eu possa olhá-lo nos olhos e dizer-lhe como realmente me sinto, mas por agora eu espero que ele possa ver além do valor nominal. Fui para um rápido banho enquanto Kyle preparava o café da manhã para nós. Eu vesti minha roupa da noite passada e arrumei meu cabelo molhado em um rabo de cavalo. Agora, enquanto estou sentada aqui na mesma mesa que ele recentemente me tomou, não posso ajudar quando sinto um


rubor de vergonha aquecer minhas bochechas. Meus olhos baixam para minhas mãos e as aperto firmemente no meu colo, meu queixo se inclina em meu peito quando penso no jeito indecente que eu agi, como eu implorei para ele me foder. Jesus. Eu nunca me comportei assim com ninguém antes. Sexo com David fora bom, mas nós éramos adolescentes. Josh e eu tivemos sexo quente, mas não o suficiente para me fazer implorar por seu pênis. O sexo com Kyle é indescritível - ele supera qualquer palavra que posso tentar usar para descreve-lo. Talvez seja assim que deveria ser e eu nunca havia experimentado antes. "Você quer torrada ou pão baby?" Sua voz profunda me puxa para fora dos meus pensamentos. "Torrada por favor," eu respondo e ele pisca para mim antes de voltar para sua cozinha. Meus olhos estão fixos em seus cabelos bagunçados e na forma como os músculos das suas costas amplas estão flexionados, enquanto ele cozinha para mim. Ele é tão sexy, quente como o inferno, descalço com aquela calça de pijama pendurada em seus quadris. Seus ombros são largos e posso ver o topo de uma tatuagem memorial que envolve todo o caminho em torno de seu bíceps. É composto de duas bandeiras, cada uma com o nome de um de seus pais e elas são feitas em sombreamento preto e cinza. "Posso fazer qualquer coisa para ajudar?" Eu pergunto, percebendo que deveria estar dando uma mão em vez de pensar demais no que aconteceu. "Se você não se importa, você poderia pegar os descansos de pratos e dois copos. Eles estão na gaveta, ali", diz ele, gesticulando para a esquerda com a cabeça. Pego o suco da geladeira inoxidável de porta dupla e observo o quão organizado ele é, antes de tirar dois copos do armário. Assim que coloco os descansos sobre a mesa, ele coloca nossos pratos para baixo. Ele


fez bacon e ovos mexidos, que são meus favoritos. "Sente-se", ele diz, puxando a cadeira ao lado da dele. "Obrigado. Isso parece incrível. Eu estou morrendo de fome esta manhã." Eu pego a faca e passo manteiga em minha torrada. "Nós abrimos nosso apetite." Eu olho do meu prato para Kyle enquanto ele sorri para mim. Meu rosto enrubesce quando penso sobre as coisas que fizemos e como ele trabalhou em mim sobre esta mesa. "Eu espero que você limpe essa mesa depois." As palavras saem da minha boca antes que pudesse detê-las e no momento seguinte tudo o que queria era poder levá-las de volta. Kyle solta um pequeno sorriso, fazendo a situação menos ruim. No mesmo momento como minha primeira mordida dos ovos em meu prato. O sabor do tempero e do queijo que ele adicionou fez com que a comida tivesse um sabor delicioso. "Mmm, estes podem ser os melhores ovos que já comi. O que mais você sabe cozinhar?" O pergunto enquanto faço um sanduíche da minha torrada, ovos e bacon. "Eu sei fazer praticamente qualquer coisa. Eu tive que aprender para fazer para Kenna quando meus pais faleceram. Por quê? Você vai se aproveitar das minhas habilidades culinárias? " Ele pergunta antes de dar uma mordida na sua torrada. "Não" balanço a cabeça. "Eu vou usar suas habilidade sexual", eu digo impassível e ele ri, esfregando minha coxa com a mão. "Então, considere-se avisado." Eu sorrio para ele e ele se inclina para me beijar no topo da minha cabeça. "Obrigado pelo aviso, mas porra....a ideia de você me usando para se satisfazer é quente para caralho. Sinta-se livre para me usar e abusar quando quiser anjo. " Rio de sua resposta, amando esse lado descontraído dele. A estranheza da "pré manhã " foi


afastada e parece que estamos encontrando o nosso pé enquanto navegamos através deste novo território. Enquanto me sento aqui e continuo a comer me pergunto o que ele quer que essa coisa entre nós se transforme, estamos em um relacionamento? Ele quer mais do que sexo ou sou apenas um pedaço de distração para ele? Isso não parece ser o feitio dele, mas talvez eu esteja romantizando a situação. Deus, espero que não. Já estou caindo de amor por Kyle e a ideia de que ele não sinta o mesmo faz com que eu perca o apetite. Meu estômago revira com esse pensamento. Coloco meu garfo no prato e tomo um gole do suco de laranja para tentar acalmar meus pensamentos. Ele não teria necessidade de cozinhar um pequeno almoço se eu fosse um caso de uma noite qualquer, não é? "O que estamos fazendo?" Pergunto de repente. Ele olha para mim, olha para o prato e volta para mim novamente. "Estamos comendo o café da manhã", ele responde com um sorriso afetado. Meus lábios se curvam ligeiramente, mas não estou realmente encontrando graça no que ele disse. Agora que coloquei a questão para fora eu preciso saber a resposta. "Isso não é o que eu quis dizer. O que você quer de mim, de nós?" Ele coloca seu garfo para baixo e empurra o prato dele antes de virar-se para mim em seu assento. Ele puxa a minha cadeira para perto dele, girando-a para que fiquemos de frente um para o outro. Talvez esta conversa seja a última coisa que ele quer ter comigo - talvez esta seja a maneira dele de dizer adeus. Meu estômago se agita de nervosismo. "Eu realmente pensei em dizer como sou louco por você. Eu deveria saber que você precisaria ouvir as palavras. Desculpe, não sou alguém que costuma fazer isso - que tem


relacionamentos. Nos últimos dois anos eu fiquei sozinho, sem mulheres na minha vida. " Estou surpresa com isso. É difícil imaginar qualquer cara que fique tanto tempo sem sexo, mas só o torna mais atraente para mim. "Eu não sou o cara mais romântico. E provavelmente vou errar muito sendo um namorado, mas Janny Moore, você me daria a honra de ser minha namorada?" O sorriso no meu rosto não poderia ser maior, e o respondo rápido. " Sim." Atiro-me nele, envolvendo meus braços ao redor de seu pescoço. Ele me puxa em seu colo e me beija levemente nos lábios. Ele olha fixamente nos meus olhos, nossos rostos próximos enquanto observo fascinada todos os vários tons de dourado e marrom que compõem suas íris. Suas mãos deslizam para os lados do meu cabelo, segurando minha cabeça e segurando-a ainda. "Estou me apaixonando por você, Janny. Quero estar contigo e não planejo deixá-la ir. " Eu mordo meu lábio inferior lutando contra o desejo de chorar lágrimas de felicidade. Meu nariz arde e minha visão fica borrada antes que eu sinta uma única lágrima rolar lentamente pela minha bochecha. "Espero que esta seja uma lágrima de felicidade anjo", Kyle brinca e limpa a minha bochecha com o polegar. Eu aceno com a cabeça, ainda me sentindo muito sufocada para falar, então o beijo com paixão. Derramo cada gota de amor que sinto por ele no beijo e espero que ele possa sentir todas as palavras que não estou pronta para dizer - palavras que talvez eu nunca esteja pronta para dizer.


*******

Nós corremos para minha casa para eu pegar roupas limpas e uma bolsa para amanhã de manhã, antes dele me levar para o parque em South Boston para um piquenique. Não tenho certeza quando ele teve tempo entre limpeza do café-da-manhã e seu banho, mas ele fez sanduíches e eles são deliciosos. Ele também trouxera coxinhas fritas, uvas, refrigerante e água - ele pensou em tudo. Nós comemos nosso almoço e então esticamos sobre o cobertor verde escuro e ficamos abraçados um contra o outro. Com o meu estômago cheio, os braços de Kyle enrolados ao meu redor e o calor do sol me acalmou o suficiente para uma soneca. Acordo com frio do vento e percebo as nuvens densas bloqueando todo o calor do sol. Estico meu braço para fora, pegando um pedaço de grama do gramado e o uso para passar no nariz de Kyle. Ele esfrega o nariz em seu sono, mas não se agita. Eu mordo meu lábio inferior para segurar meu riso enquanto tento novamente, desta vez um pouco mais ousada. Ele meneia o nariz e então seus olhos se abrem me pegando no ato. Ele agarra minha mão e me rola afim de prender meu braço acima da minha cabeça. Ele rouba a grama por entre meus dedos e a passa suavemente pela pele do meu pescoço, antes do seu lábio se juntar na tortura deliciosa. Ele libera seu aperto no meu braço e meus dedos se movem para brincar na espessura de seu cabelo escuro. Envolvo meu outro braço ao seu redor enquanto ele provoca meus lábios com breves beijos, me fazendo desejar mais, mas estamos em um parque público com outras pessoas ao redor.


"Merda.....Devemos parar antes que não possa. Eu não acho que este é o melhor lugar para eu rasgar suas roupas e tomá-la de modo perverso." Ele rola para o seu quadril, sentando-se e alcança a bolsa que ele trouxe com todos os alimentos dentro. Ele puxa metade de um pedaço de pão e o olho interrogativamente. "Nós vamos alimentar os patos." Ele gesticula na direção da lagoa. Sento-me ao lado dele, alisando a parte de trás do meu cabelo para baixo. "Você planejou tudo. Eu gosto de um homem que está preparado ", eu digo enquanto me inclino nele. Ele envolve um braço ao redor do meu ombro, me puxando para perto. "Bem, eu nunca lhe disse isso, mas eu costumava ser um escoteiro." Ele olha para mim. "Então você está sempre preparado?" Pergunto-lhe. Ele se inclina e me beija na testa antes de olhar nos meus olhos, sua expressão agora pensativa. "Eu não estava preparado para você baby."


10

Final de abril

Estou a caminho da casa de Sharon Moore para discutir nossa falta de descobertas e recolher o pagamento final pelo trabalho que fizemos por ela. Mesmo com a vigilância inicial e com o monitoramento por computador não encontramos qualquer coisa incriminadora. Sharon então estendeu nosso contrato por mais duas semanas. Depois de todos os nossos esforços investigando, Bryan estava limpo. A conta no Cayman's que encontramos é no nome de Bryan e de Sharon. Eles possuem uma casa de férias e a usam sempre que vão para lá. Passaram-se oito semanas desde que Janny e eu fomos em nosso primeiro encontro e as coisas não poderiam ser melhores.


Estivemos gastando todo o nosso tempo livre juntos e dormindo na casa um do outro algumas noites durante cada semana. Ela dorme no meu apartamento mais vezes do que eu no dela, desde que moro sozinho e ela tem Elle. Eu conheci seu exnamorado Josh e quiz dar um soco na cara do idiota pelo jeito que olhava para Janny. Eu odeio saber que há uma história entre eles e que ainda são amigos. Qualquer pessoa com olhos pode ver que ele ainda a quer, mas isso nunca acontecera, ela é minha agora e nunca vou deixá-la ir. Quando paro na entrada da casa dos Moore pego a aparência majestosa da mansão. É um estilo colonial, como a maioria nesse bairro, e há uma garagem que anexa três carros onde Bryan estaciona seus veículos. Eu sei com certeza que ele não está aqui hoje, Sharon mencionou que ele iria jogar golfe com alguns amigos toda a tarde quando agendamos esta reunião. Eu subo o caminho de tijolos suavemente para a porta, pensando em Janny e como eu a deixei mais cedo esta manhã, dormindo em sua cama. Eu beijei sua testa e sussurrei "Eu te amo", mas só porque sabia que ela estava profundamente adormecida e não podia me ouvir. Eu ainda tenho que dizer essas três palavras importantes para ela e sei que é hora de me abrir e contar a ela como meus sentimentos estão em relação a nós dois. Tenho certeza que ela precisa ouvi-lo, quero que ela saiba que é a melhor parte da minha vida. Também tenho que contar a ela como Sharon me contratou. Se ela de alguma forma descobrir antes que eu possa ter uma chance de falar tudo, seria desastroso e a magoaria irremediavelmente. Machucá-la é a última coisa que gostaria de fazer.


Uma vez que eu bato na porta é só um momento antes de Sharon me convidar para entrar. A sigo até a cozinha e trocamos cumprimentos. "Aqui está o relatório final. Detalha tudo o que fizemos." Dou a ela a pasta. "Aqui está o seu cheque. Eu realmente aprecio a forma como vocês trabalharam, é um peso enorme fora de meus ombros, agora que sei que estava tudo na minha imaginação. Estou me sentindo um pouco culpada, fiz isso pelas suas costas, mas o que os olhos não veem o coração não sente." Estou prestes a responder quando ouço uma voz que não esperava ouvir agora. "Kyle, o que você está fazendo aqui?" Janny pergunta, sua sobrancelha franzida. Antes que possa dizer qualquer coisa Sharon sai a frente. "Como vocês dois se conhecem?" Abro a boca para responder, mas Janny me diz rápida. "Nós somos amigos. Eu o conheci na cafeteria perto da escola. "Janny parece insegura, de pé ali com os braços cruzados sobre o peito. "Sharon se houver qualquer outra coisa que você venha precisar, não hesite em ligar", eu digo enquanto me movo em direção a Janny. "Saia comigo, por favor." Ela hesita por um momento e quando eu acho que não vira comigo, ela dá um passo para frente em minha direção. Espero até estarmos fora com a porta fechada para começar a dizer qualquer coisa.


"Baby deveria ter te dito que estava trabalhando para Sharon, mas minha ética profissional não me deu escolhas." Seus braços ainda estão cruzados e ela não olha para mim. "Há quanto tempo você está trabalhando para Sharon?" Ela pergunta. Porra. Eu não respondo. "Quanto tempo Kyle?" Ela repete a pergunta sua voz aumentando de volume. "Antes de nos conhecermos." Seus olhos ficam abertos e ela ri, mas não de uma maneira divertida. Ela está chateada e esta é minha única chance de dizer toda a verdade para ela. "Você vai vir sentar no meu carro comigo para que eu possa explicar?" Sua expressão me diz que ela pode dizer não. "Por favor," eu imploro. Ela balança a cabeça e caminha ao meu lado ao longo do caminho. Abro a porta do lado do passageiro para ela e caminho ao redor do carro para entrar no lado do motorista. Ela está sentada rígida no banco, as costas retas e os olhos retos olhando para frente. "Sharon contratou-me para vigiar seu irmão." Seu suspiro de choque me interrompe. "Ele estava com um jeito suspeito e ela queria ter certeza de que ele não estava fazendo nada de errado. Colocamos as câmeras na casa, dei-lhe um novo telefone que iria rastrear onde fosse e nós monitoramos suas atividades on-line. Mas não encontramos nada de questionável nele. "


"Você me viu naquelas câmeras?" Ela pergunta, sua voz em um sussurro. Fecho meus olhos por um momento e me preparo para a força de sua raiva. "Sim. A primeira vez que vi você estava em um feed de vídeo ao vivo. Você entrou no escritório de seu irmão para conversar e fiquei imediatamente intrigado contigo. Eu não sabia quem você era ou porque estava lá, então perguntei a Sharon na manhã seguinte e ela explicou. " Ela olha para mim, um brilho de lágrimas em seus olhos. "Você me viu no meu quarto?" Ela pergunta, sua voz levantando-se na última palavra. Porra. Ela não vai gostar dessa resposta. "Sim eu vi." Por que eu não contei a ela toda essa merda antes? Teria sido muito melhor vindo de mim do que tê-la descobrindo isso inesperadamente. "Oh meu Deus." Sua cabeça cai e suas mãos vêm para cima para cobrir seu rosto."Você viu momentos privados; momentos que nunca deveria ter visto." Ela abaixa as mãos e seu rosto está corado com embaraço. "Você arquitetou nosso primeiro encontro?" Ela olha para mim, querendo que eu a responda. "Não, isso um acidente, uma coincidencia te encontrar na cafeteria, eu não tinha idéia que você estaria lá. Fiquei muito feliz por te ver novamente. Parecia que o destino continuava nos empurrando. Eu sabia que tinha que conhecê-la e um dia eu diria a você como Sharon me contratou. Estava pensando em te dizer em breve, mas eu tinha medo de perder você por causa disso. Eu não quero te perder, Janny. Eu me apaixonei por você." As lágrimas estão caindo em suas bochechas agora e quero segurála nos meus braços.


"Você não pode me dizer isso agora. Você teve bastante tempo para dizer essas palavras para mim e escolheu justo agora? Essas não são palavras que você pode simplesmente soltar como uma maneira de me manipular para perdoá-lo." Ela Balança a cabeça com desgosto e enxuga os olhos com as mãos. "Porra, quis dizer tudo que te disse. Eu te amo e me desculpe, por não te dizer antes. " Estendo minha mão para pegar a dela e ela me para. "Não me toque. Toda a nossa relação foi formada por mentiras. Como você poderia pensar que isso é algo que eu seria capaz de superar? Eu te deixo entrar - você é a primeira pessoa que deixei entrar desde que David morreu e isso é o que recebo. Merda, talvez estar com Josh seja o caminho a percorrer, ele nunca me machucou assim. " Faço uma careta quando o significado de suas palavras bate-me absolutamente forte. Meu coração afunda em pânico quando ela aperta a maçaneta da porta. " Janny, eu quis dizer isso quando disse que te amo, sinto muito por te machucar. Isto nunca foi minha intenção e espero que você possa ver isso baby" Ela olha por cima do ombro para mim e a angústia em seus olhos azuis - seus olhos azuis claros que talvez nunca mais volte a ver, faz meu coração doer. "Nunca mais ouse me ligar novamente Kyle." Ela se vira, sai do carro e fecha a porta com força. Enquanto ela anda ao longo do caminho, ela não olha para trás. "Foda-se!" Eu soco o volante com raiva. Ela nunca vai me perdoar por isso. É engraçado como a vida funciona às vezes. Tudo pode finalmente estar no lugar, você pode ser mais feliz do que você já


foi e BOOM tudo explode em seu rosto. Qual ĂŠ o ponto de tentar mesmo?


11

Não olhe para trás, não olhe para trás, não olhe para trás. Eu me forço a dizer isso uma e outra enquanto me afasto para sempre dele. Estou tão puta, mas há uma parte de mim que quer virar e pegar o último vislumbre de Kyle McKenzie. Um soluço deixa minha boca com o pensamento de nunca mais vê-lo novamente. Eu caio contra a porta enquanto giro a maçaneta, meus joelhos fracos quando o desespero me enche. Quando estou dentro da casa o meu foco muda para chegar ao meu quarto o mais rápido possível e uma vez que estou na santidade do meu próprio quarto eu me atiro na cama e deixo os soluços me alcançarem. Meus braços estão embrulhados em volta do meu estômago, meus ombros rolados para frente, eu me enrolo em uma bola para chorar até dormir. Quando eu acordo, eu olho para o relógio, vejo que é tarde e percebo que estou dormindo há horas. Meus olhos se sentem arenosos e minhas bochechas se sentem rígidas de todas as lágrimas que derramei mais cedo. Meu estômago revira quando penso no que aconteceu com Kyle. Eu não posso acreditar em tudo isso. Parece tão surreal. Acordei na cama dele esta manhã depois de ter ficado a noite passada fazendo amor e agora ele


está fora da minha vida para sempre. Minha cabeça gira enquanto tento lidar com tudo. Eu não posso ficar na cama para sempre e preciso voltar para o conforto do meu próprio lugar. Elle está lá e ela vai me ajudar a lidar com tudo. ****** No instante em que Elle vê meu rosto, ela sabe que algo está errado. "O que aconteceu com você, Jam?" Ela pergunta, preocupação em seu tom. Elle sempre esteve perto de mim, não importa o que, e sei que ela me ajudara a passar por este tempo horrível também. "Kyle e eu terminamos. Eu terminei as coisas com ele e não vamos voltar a ficar juntos. " Elle parece surpresa quando espera que eu continue. "Sharon o contratou para espionar Bryan e ele me viu no vídeo antes de nos conhecermos. Eu sinto que não sei quem ele é. Todo esse tempo achei que ele fosse uma pessoa e agora descobri que é alguém totalmente diferente. ” Eu mordo meu lábio inferior na tentativa de conter as lágrimas. Já chorei o suficiente por Kyle McKenzie. "Ele de alguma forma orquestrou para vocês se encontrarem pela primeira vez?" Elle pergunta enquanto se senta em nosso sofá. Caminho e me sento ao lado dela, afundando nas almofadas profundas. "Ele diz que não, mas não sou certa do que acreditar neste momento. " Eu agarro uma almofadas vermelhas e abraço


junto ao meu peito. "Eu nunca deveria ter me aberto. Por que me apaixonei por ele? " "Jam, talvez você devesse dar a ele outra chance, querida. Se ele não providenciou para vocês se encontrarem, então não pense que é tão ruim quanto esta supondo. Sei que está ferida e isso está fazendo tudo parecer pior, mas acho que deveria dar a ele uma segundo chance. Posso dizer que Kyle realmente se preocupa contigo apenas pela maneira que o vi olhando para ti. " "Eu não sei o que pensar Elle. Agora só quero esquecer que esse dia já aconteceu. "


12

Nos cinco dias desde que Janny terminou nosso relacionamento, não me sinto nada bem. Eu vou para o trabalho em modo automático e bebo até esquecimento toda noite para não lembrar o quão só minha cama parece sem ela aqui - quão vazia minha vida sente sem ela nela. Mandei uma mensagem para Janny e ela nunca respondeu. Eu sei que ela não quer falar comigo agora, e não a culpo, mas se não conversarmos, como posso corrigir isso? Estou tentando lhe dar espaço, mas é tão fodidamente difícil ficar longe dela. Estou tentado a ir até seu apartamento e exigir que fale comigo, mas eu tenho medo que ela já tenha feito a sua mente e estarmos acabados para sempre. Enquanto não a ver, posso fingir que realmente tenho uma chance de estar com ela novamente. Estou convencido de que atingi o fundo do poço enquanto me sento aqui, fora do prédio onde Janny tem aula agora. Estou estacionado em uma das curvas de K.D. Estou usando um boné


puxado para baixo na minha testa. Agora tenho recorrido a perseguição real. Jesus. Eu balanço a cabeça para o que estou fazendo agora, mas não estou tão aborrecido comigo mesmo o suficiente para me afastar sem pelo menos um breve vislumbre dela. Passei cinco dias sem vê-la e não consigo mais. Eu preciso saber que ela está bem. Coloco meus olhos nela na vontade de acalmar esperançosamente esta dor horrível em meu peito ou em pelo menos diminuí-la. Os universitários começam a passar pelas portas principais do edifício enquanto olho para o meu relógio para verificar o tempo. Eu busco Janny através da multidão, mas não a vejo no início. Eu continuo assistindo diligentemente, com medo que de perde-la se eu tirar meus olhos da porta por um segundo. Quando a multidão acaba, ela sai do prédio sorrindo e olhando por cima do ombro para alguém atrás dela. Porra, não. Janny está com seu ex-namorado, Josh. Enquanto eles andam pela calçada em minha direção, percebo que o braço de Josh está ao redor do ombro dela e ela está sorrindo para ele como costumava sorrir para mim. Droga. Eu entro no carro, mal olho antes de liga-lo. Quando passo por eles, mantenho meus olhos focados direto na estrada em frente a mim, não sendo capaz de lidar que a perdi de forma definitiva. ********


Eu sento aqui no meu sofá horas mais tarde e rapidamente termino de beber uma garrafa de Jameson*( marca de whisky). A dor queimando no meu peito ainda está presente. Porra, pensei que poderia entorpecê-la com álcool, mas eu não acho que alguma coisa pode afasta-la. Terei que lidar com o buraco em meu peito pelo resto da minha vida como um lembrete do quanto Janny Moore era importante para mim. Fui um idiota por pensar que poderia estar com alguém como ela. Eu deveria ter mantido distância. Quantas vezes digo às pessoas para ouvir seus instintos? Eu acho que eu deveria ter tomado o meu próprio conselho, porque isto está uma merda fodida.


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“Sinto muito. Por favor, me perdoe. Eu te amo Janny”. Kyle começou a me enviar mensagens de texto na noite de nossa separação e continuou a faze-lo durante todos os dias que se seguiram. Não olhei para nenhuma delas até agora. Eu nunca deveria ter baixado a minha guarda com ele, o que estava pensando? Eu sabia que ele era um problema desde o início, apenas me convenci a dar-lhe uma chance e agora estou infeliz sem ele. Odeio Kyle por ter me feito me apaixonar por ele. Por que não fiz um melhor trabalho protegendo meu coração? Há apenas um par de semanas de meu último ano e tomei a decisão de me concentrar em fazer o melhor que posso em todas as minhas notas finais. Neste momento, estou na biblioteca fazendo um guia de estudo para minha classe de psicologia. Agora que não estou gastando tanto tempo com Kyle há muito tempo livre para se dedicar à faculdade. Obter boas notas costumava ser a coisa que mais me importava, mas não mais. Não importa o quão brava esteja ou o quanto diga a mim mesma


que preciso esquecer Kyle, não consigo parar de pensar. Queria poder despreza-lo; isso faria muito mais fácil superá-lo. Também passei mais tempo com Elle e Josh. Eles estão tentando me distrair do desgosto do meu relacionamento e os amo muito por isso. Josh e tivemos aula no mesmo prédio esta tarde e nós fomos jantar depois. Estar com ele é tão fácil e divertido. Gostaria de poder sentir a mesma profundidade de sentimentos por ele como faço por Kyle. As coisas seriam menos complicadas. Com Josh o que você vê é o que recebe. Merda, claro que tinha que me apaixonar pela aquela pessoa que não deveria ter. Quando saio da biblioteca, sou uma das últimas pessoas lá. Saindo do prédio, eu noto a escuridão da hora tardia. Eu não sabia quanto tempo tinha passado estudando. As estrelas não são visíveis esta noite, elas não estão ajudando a iluminar o céu em tudo. Até mesmo as luzes da rua estão apagadas e a escuridão que se sente é opressiva. Uma vez que começo a longa caminhada de volta para o meu apartamento começo a ter medo sobre estar sozinha tão tarde da noite. Os cabelos na parte de trás do meu pescoço estão em pé e não tenho certeza se há uma razão para isso ou se eu estou deixando minha imaginação hiperativa obter o melhor de mim. Eu tento calar a minha mente respirando lentamente, entrar em pânico não vai me fazer nada bem. Preciso chegar em casa o mais rápido possível e então poderei relaxar. Eu faço o caminho para casa com segurança em tempo recorde. Quando abro a porta do meu apartamento, respiro um grande suspiro de alívio. Eu rio para mim mesma em quão ridículo meu comportamento dos últimos quinze minutos foi. Tiro os meus sapatos, solto minha mochila perto da porta e vou para o meu quarto para mudar por algo mais confortável. Elle está fora esta


noite com algum jogador de futebol que encontrou em uma festa, assim não estou certa se ela irá traze-lo de volta aqui mais tarde ou não. Estou caminhando para o meu quarto quando de repente sinto que algo está muito errado. Mas é tarde demais. Quando entro pela porta, sou pega e jogada na minha cama. Meu rosto está enfiado no edredom. Tento respirar fundo para gritar, mas não consigo. Eu mal consigo respirar. A mão que está segurando minha cabeça é implacável, parece que os dedos vão esmagar a base do meu crânio. Tento esforçarme em meus braços e falho, mas quem quer que seja, está empurrando-me para baixo duramente para que eu não possa me mover. Outra mão agarra meu braço direito e torce-o atrás de minhas costas até que meus dedos estão tocando a mão segurando minha cabeça. Essa dor é insuportável. Acho que vou sufocar. Então ouço uma voz. “ Pare de lutar. ” Eu quero gritar. Eu quero gritar. Tudo o que consigo fazer é soltar um gemido. Ouço a voz novamente. "Feche a porra da boca". Acho que vou desmaiar. Os próximos trinta segundos são um borrão de dor e medo.


De repente eu percebo que há mais de um deles e eles sabem o que estão fazendo. Eles são metódicos. Antes de saber o que está acontecendo, minhas mãos estão presas às minhas costas. Em seguida, estou presa nos tornozelos e depois nos joelhos. Poucas palavras são ditas entre eles. Eu estou completamente à mercê deles e eu nunca estive com mais medo em toda minha vida. Gostaria que Kyle estivesse aqui. Eu sinto uma pequena picada no lado do meu pescoço e sou tomada pela escuridão do esquecimento.


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O toque do meu celular me acorda. Estou desorientado e pendurado de todo o uísque que bebi noite passada. Até o momento de descobrir onde ele está, o toque parou. Eu lentamente sento e gemo pela dor esfaqueando atrás dos meus olhos e pelo desconforto nas minhas costas por causa do meu sofá. Coloco os pés no chão e permaneço sentado, descansando os cotovelos em meus joelhos por um momento para me orientar. Minha cabeça parece cheia de pedras e posso sentir o cheiro velho uísque emanando de meus poros. Fecho meus olhos, deixando minha cabeça cair em minhas mãos. Estou decepcionado comigo mesmo por como tenho enfrentado nosso termino. Beber para esquecer meus problemas nunca foi realmente a melhor coisa a fazer e preciso colocar um fim neste comportamento imprudente antes que o mesmo comece a se tornar um hábito. Tomo banho, pego uma calça de brim e uma t-shirt, mas não é até que coma alguma coisa e tome um café que minha dor de cabeça começa a diminuir. Olho para o relógio e percebo que já estou atrasado no início do meu dia de trabalho, mas não posso dizer que realmente me importo.


O que isso importa? Minha vida é uma bagunça sem Janny nela. Ela era o único ponto brilhante da minha existência desolada e agora se foi. Sei que terminamos e é tudo minha culpa. Não há ninguém para culpar, exceto a mim. O toque do meu celular me tira dos meus pensamentos deprimentes e quando vejo o nome de Elle na tela eu respondo imediatamente. "Olá." "Kyle, Janny está com você?" O que? Por que ela estaria comigo? "Não. Não falei com ela desde o último fim de semana. ” “Acho que alguma coisa aconteceu com ela. Ela não voltou para casa ontem à noite e não me mandou mensagem ou me ligou para dizer onde estava. " Meu estômago embrulha e suponho que isso significa que ela passou a noite com Josh. Minha mente está correndo com milhões de possibilidades. Fecho meus olhos e aperto meus dentes enquanto tento abordar a isso. "Ela não está com Josh?" me forço a perguntar, mesmo sabendo que não estou pronto para ouvir a confirmação do meu pior pesadelo. "Não, ela não está. Já falei com ele e não a viu desde ontem à noite. Ela foi para a biblioteca depois que eles jantaram e então nunca chegou em casa. " "Você ligou para a casa de seu irmão e se certificou de que ela não está lá?" Ela tinha que estar em algum lugar. Novamente minha mente está correndo.


"Eu fiz e eles não a viram esta semana em tudo. Voltei para casa esta manhã, encontrei seus sapatos e Mochila pela porta, mas nenhum sinal dela ter passado a noite aqui. Ela tinha aula hoje de manhã e perdeu algumas das provas finais. Estou realmente preocupada, Kyle, acho que alguma coisa aconteceu com ela. ” Eu posso ouvir as lágrimas no tom de sua voz e meu estômago aperta, o policial em mim toma conta. "Deixe-me fazer alguns telefonemas. Se você tiver notícias dela, me ligue imediatamente. ” Quando desligo, dou um telefonema para Jack, meu velho parceiro dos meus dias como policial. Eu conto a ele sobre o que está acontecendo, ele pega a descrição e todas as informações relevantes. Não houve qualquer corpo morto encontrado, o que me faz um pouco mais calmo. Uma vez que desligo, eu ligo meu computador e vou para a minha conta de telefone. O que Janny não sabe, e certamente não estava pensando em dizer a ela, é que instalei um aplicativo em seu telefone para que possa sempre ter uma pista de onde ela está. Qualquer culpa que eu tinha de fazer isso por trás de suas costas agora desapareceu. Enquanto isso me ajudar a encontrá-la e levá-la para casa com segurança, é tudo que importa. Digito seu número de telefone e faço uma oração para que sua posição atual vir em minha tela. Eu prendo minha respiração e eu espero. Meu estômago se aperta, quando um endereço é exibido. É uma parte da cidade que Janny nunca teria motivos para estar. Ela nunca iria lá. Ela não deveria estar lá.


Algo está errado. Eu posso sentir isso. Eu calço minhas botas, pego minha arma e chamo Derek enquanto corro para o meu carro, sabendo onde nós precisaríamos nos encontrar.


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Meus olhos estão pesados e eles lutam para abrir. Meu corpo está dolorido e meus membros se sentem pesados enquanto a lembrança do que aconteceu me vem. Meus olhos se abrem quando recordo de cada detalhe. Quando percebo cada um dos meus pulsos e tornozelos são algemados junto a cama que estou deitada, eu entro em pânico. Minha respiração acelera. Eu não consigo ar suficiente em meus pulmões. Estou prestes a hiperventilar e sei que se não me acalmar imediatamente, vou desmaiar. Meu coração está batendo tão rápido que juro que posso ouvilo. Porra. Sei que é ansiedade, eu sofri com isso depois do incêndio e tive que ir a um terapeuta por meses para finalmente tê-la sob


controle. Aqui estou de volta em suas garras no pior momento possível. Respire. Eu fecho meus olhos e me concentro em fazer minha respiração diminuir, é o primeiro passo para parar o ataque de pânico, demora mais do que normalmente porque estou tendo dificuldade em concentrar-me em meus exercícios de respiração quando sei que estou algemada a uma cama de merda. Há uma sensação de urgência permeando meu corpo, lutando com minha necessidade de me acalmar. Eu não sei o que me trouxe, onde eu estou ou quando eles vão voltar. Sei que não há nenhuma maneira de eu escapar, neste ponto é horrível pensar que eles serão capazes de fazer qualquer coisa que quiserem comigo e não serei capaz de para-los. Estou totalmente desamparada. Eu sei que eu preciso ficar o mais calma possível, então deixo meus pensamentos à deriva para a única pessoa que me fez sentir bem - Kyle. Desistiria de quase tudo para poder voltar e mudar o resultado do nosso termino. Ao invés, perdi os últimos cinco dias evitando-o, quando poderia ter sido delirantemente feliz em seus braços. Agora sua última lembrança de mim será da nossa separação. Gostaria de ter olhado para ele enquanto me afastava - se eu tivesse olhado para trás, não teria tido forças para acabar com tudo. Parece que estive aqui por dias. A cama de solteiro que estou parece velha, eu não quero nem pensar sobre o que poderia estar sobre ela. As paredes e o assoalho de cimento no cômodo me levam a acreditar que estou em um porão. O cheiro de mofo é muito forte para o meu nariz. Há uma sensação de umidade no ar que é consistente com muitos porões inacabados em


Massachusetts. Por que alguém me rapta e me prende refém em uma casa? Eu repasso os eventos da noite anterior na minha cabeça, esperando notar uma pista sobre quem me raptou, mas nada se destaca em minha mente. O silêncio ao meu redor é absoluto. Minha garganta está seca e preciso usar o banheiro. Tudo isso é secundário à enorme quantidade de dor que estou sentindo em meus braços e pernas algemadas nas grades da cama. Meus ombros estão gritando em agonia e sei que não haverá qualquer alívio da dor em qualquer momento em breve. Não há nenhuma maneira que possa escapar e só Deus sabe o que está reservado para mim. Um vislumbre de esperança é que Elle esteja procurando por mim desde que não cheguei em casa. Ela e eu sempre mandamos um texto uma à outra se formos passar a noite em outro lugar e, até este ponto, nem uma de nós nunca conseguiu deixar de fazer isso. Meu celular ainda está no meu bolso traseiro; eu posso sentir sua forma contra minha bunda enquanto estou deitada aqui. Felizmente, tinha colocado em modo silencioso depois de estar na biblioteca. De outra forma, provavelmente já teria sido encontrada. Espero que ela informe a situação para a polícia, mas sei que eles não consideram alguém desaparecido até que tenham passado quarenta e quatro horas e honestamente, eu poderia estar morta até lá. Sei que ela vai ligar para o Kyle e perguntar se eu estou com ele. Ela estava me dizendo para ir para sua casa e reatar o nosso relacionamento. Não sei se é tão fácil como ela pensa, mas estar nesta situação coloca as coisas em outra perspectiva. Se eu pudesse voltar cinco dias atrás e fazer as coisas diferentes, não teria terminado nosso relacionamento. Eu teria tentado resolver as coisas com ele. Eu o amo e agora estou


com medo de nunca ter a chance de dize-lo. Lágrimas picam nos meus olhos quando penso sobre como o coração dele quebrou quando me olhou quando lhe disse que nunca me ligasse outra vez. Espero que essas não sejam as últimas palavras que eu diga a ele. O som de uma chave girando a fechadura arranca-me fora de meus pensamentos para o presente assustador. Não saber quem está do outro lado da porta me faz tremer de medo. Eu subconscientemente seguro minha respiração quando a porta se abre e dois homens entram no quarto. Ambos parecem estar entre seus vinte à trinta anos e não sei quem eles são. Não mantiveram sua identidade em segredo e isso me preocupa, me pergunto se significa que eles planejam me matar. "Bem, bem, bem, parece que a nossa pequena convidada está acordada", diz o menor dos dois ao caminhar para onde estou contida. "Olhe para ela deitada aqui apenas esperando por nós." Ele para na beira da cama, olhando para mim enquanto esfrega as palmas das mãos para frente e para trás um contra a outra. O azul de seus olhos é tão suave que quase parecem incolor, dando-lhe uma aparência macabra. Sua cabeça é raspada, se a visão dele não tivesse me assustado o suficiente, a faca que ele puxou para fora do bolso, o fez. Eu começo a entrar em pânico e puxar minhas restrições, choramingando contra a fita ainda presa sobre minha boca. Ele abaixa e puxa a fita dos meus lábios. Suspiro com a picada e sensação de queimadura que deixa para trás. Por mais que doa ainda parece maravilhoso ela ter ido, para ser capaz de lamber meus lábios e poder abrir e fechar a minha boca.


Seus olhos brilham de forma maníaca quando ele se inclina, passando a ponta afiada da faca no meio da minha camisa de cima para baixo. "Porra cadela, quero ouvir seus gritos quando foder você, isso me excita. Ninguém pode ouvi-la aqui, portanto, certifique-se de coloca-los todos para fora, quanto mais alto melhor " eu grito enquanto a faca escava em minha pele, cortando-me. Sinto o quente gotejar de sangue no meu estômago enquanto ele parte minha camisa e desliza a faca sob o meio do meu sutiã, cortando o fecho da frente como se não fosse nada. Agora estou nua da cintura para cima e eles estão me olhando com fome. Deus. Eu não posso acreditar que isso está acontecendo. Preciso ganhar tempo, preciso fazer algo para manter o inevitável de se tornar realidade. Sei que uma vez que eles fizerem isso comigo, e se eu conseguir sair daqui viva, nunca mais serei a mesma. "Quem é você? Por que estou aqui? " A risada profunda do cara alto me faz tremer de medo. "Cale a boca puta.. Você não pode fazer perguntas," o menor grita para mim. "Eu escolho o que você precisa saber. Você está aqui por causa de seu querido irmão Bryan. Ele deve dinheiro a alguém importante e eles nos contrataram para obtê-lo dele. Decidi que você fara parte do nosso pagamento neste trabalho. O que eu quero, eu pego. " Ele corta o fino material de minhas calças, o metal frio arranhando ao longo da minha pele. Oh Deus. Aperto meus olhos fechados e rezo com força pedindo a Jesus para o que está prestes a acontecer, não se suceda. É só quando sinto minha calcinha, a última barreira entre nós, desaparecer e a maneira horrivelmente áspera que ele empurra seus dedos


dentro de mim que começo a gritar de repulsa e pavor. Grito como se houvesse demônios do inferno atrás de mim. Sua fria risada maníaca ecoa pelo cômodo e o maior dos dois se move para cima da cama para ficar perto da minha cabeça. Quando olho para ele da minha visão periférica posso dizer que ele está desfazendo suas calças. Grito ainda mais alto do que pensava ser possível. "Putinha escandalosa, tenho algo bem grande para calar essa sua maldita boca ", ele diz e ambos compartilham outra risada. Observo o menor empurrar suas calças para baixo de seus quadris para suas coxas. Ele fica ao lado da cama acariciando seu pênis com uma mão e brutalmente enfiando seus cinco dedos em meu interior. Tento não pensar na dor de seus dedos rasgando minha buceta não lubrificada. Aperto meus olhos fechados, lágrimas escorrem pelos lados do meu rosto e pelo meu cabelo. A sensação de algo quente escova ao longo da curva da minha bochecha, vindo para descansar em meus lábios e viro a cabeça forte na outra direção. Meu Deus. Não. Não. Se esse imbecil forçar o pau na minha boca, vou mordê-lo e com certeza acabarei morta no processo. De alguma forma, o pensamento de seu pau vil na minha boca é muito pior para mim do que se os dois se revezassem estuprando-me. Não conseguirei esquecer e passarei o resto da minha vida sabendo o gosto e a sensação dele na minha boca. Um arrepio repugnante percorre meu corpo diante de tal pensamento. Ele agarra um punhado do meu cabelo e puxa minha cabeça para trás, para ele, sua outra mão segurando seu


pau. O colchão mergulha quando seu amigo sobe nele, rastejando para cima entre as minhas pernas. NÃO. NAOOOOO... DEUS...POR FAVOR....NAO DEIXE ISSO ACONTECER COMIGO!!!! Quando seus dedos escavam a pele em meus quadris, minha boca se abre e eu grito tão alto quanto posso, ate sentir a minha garganta doer. Um grito desesperado segue o outro: Alguém, por favor, ajude-me. "Se encostar mais um dedo nela, seu filho da puta eu vou explodir seu maldito cérebro." Paro de gritar quando escuto o som da voz de Kyle e prendo a respiração, esperando para ver o que acontecera. Obrigada Deus. Ele me encontrou. "Se ele não explodir os seus cérebros pode ter certeza porra, que eu irei." Reconheço a voz de Derek e estou aliviada que Kyle não tenha vindo sozinho. O cara na minha cabeça segura suas mãos para cima no ar e se afasta para longe de mim. Quando olho para o menor cara empoleirado entre as minhas pernas percebo o brilho da faca em sua mão. "Ele tem uma faca!" grito exatamente quando ele se vira para atirar. A arma de Kyle descarrega como um trovão e está de volta no coldre antes que a faca caia no chão. Há um grunhido de dor quando o cara cai da cama segurando seu ombro. Derek agarra a faca do chão onde ela pousou e então ele chuta o cara nas costelas como prevenção.


"Abaixe-se no chão, coloque os braços atrás das costas", ouço a ordem de Kyle e então o metal de algemas prendendo. "Eu assumo daqui. Vá ver a sua garota. ” O som de sirenes pode ser ouvido e respiro um grande suspiro de alívio, sabendo que a polícia estará tomando controle sobre a situação. "Janny anjo, você está bem?" Ele remove sua camisa e coloca suavemente em mim, cobrindo minha nudez enquanto se move de um lado da cama para o outro destrancando as algemas segurando meus braços. Mordo meu lábio inferior e aceno minha cabeça, estou muito emocionada para falar, enquanto ele massageia meus braços um de cada vez para o sangue voltar a fluir novamente. Ele desfaz as algemas nos meus tornozelos, antes de se ajoelhar ao meu lado na cama e colocar minha bochecha em sua mão. Olho para ele através do borrão das lágrimas que caem copiosamente pelo meu rosto e então começo a soluçar alto. Ele me puxa em seu colo, envolvendo-me em seus braços. Não há lugar melhor no mundo para estar neste momento. Segura nos braços do homem que eu amo. "Eu te amo, Kyle" sussurro fervorosamente contra seu ouvido enquanto continuo a chorar. "Eu te amo demais e pensei que nunca teria a chance de lhe dizer isso. " seguro o seu pescoço e me enterro em seu corpo precisando do sentimento de segurança que apenas seus braços podem me dar.


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Estou deitado na cama ao lado de Janny pela primeira vez em uma semana e não consigo dormir. A cena em que a encontrei mais cedo continua a passar repetidamente em minha mente. Se tivéssemos chegado segundos mais tarde ela teria sido brutalmente estuprada por ambos os homens ao mesmo tempo e podia nunca ter se recuperado de tal trauma. Não tenho pensado muito no futuro, não desde que levei um tiro. Sobreviver a um tiro na cabeça provavelmente deveria ter me feito mais conectado com Deus, mas teve o efeito oposto comigo. Senti como se minha vida tivesse sido roubada de mim,


como se eu tivesse sido punido por alguma coisa. É só agora, enquanto observo a suave ascensão e queda do peito de Janny quando ela respira, que volto a acreditar na intervenção divina. De que outra forma teríamos chegado lá na hora certa? Uma vez que a polícia levou os sequestradores de Janny em custódia, eles entregaram uns aos outros. Revelando um tal de Ben, o mentor por trás de todo esse esquema. O mesmo tinha formado uma espécie de parceria com Bryan onde roubavam online (cartões de créditos clonados, sites fraudulentos etc). Quando Bryan eventualmente exigiu uma maior participação, Ben recusou. Bryan retaliou roubando algum dinheiro dele, escondendo-o em contas em paraísos fiscais. Ben contratou os irmãos Martelli, que são conhecidos por suas conexões com a máfia, para sequestrar Janny e persuadir Bryan a devolver o dinheiro. Não sei se Ben percebeu o que os irmãos Martelli tinham planejado para Janny, mas tenho certeza que eles não a deixariam ir embora viva. É um enorme alívio saber que todos esses bastardos ficaram muito tempo na cadeia e ela estará segura comigo. E não tenho planos para deixa-la ir. Vou fazer tudo o que puder para ser digno do seu amor e de um jeito ou de outro, irei convencê-la a passar o resto da sua vida comigo.

**********

Estou tentando manter Janny ocupada hoje para que ela não pense sobre os acontecimentos de ontem. A trouxe para sua livraria favorita e disse-lhe para escolher tudo que quiser. Ontem


ate mesmo concordei em ler alto um livro para ela se acalmar e dormir. Decidimos agora parar para almoçar no restaurante ao lado da livraria. Enquanto estamos desfrutando da refeição, eu decido abordar o tema de sua mudança para ver o que ela vai dizer. Sei que acabei de recuperá-la, mas se há uma coisa que aprendi nos últimos anos é que você nunca sabe o que a vida tem reservado para você. Eu não estou olhando alguns anos a frente, para um futuro que provavelmente não terei. Tudo o que posso fazer é desfrutar do daqui e agora e preciso dela para fazer parte da minha vida. "Porque não vem morar comigo, baby?" A pergunta sai do nada e ela parece chocada no início. Então um sorriso desliza em seus lábios e ela olha em meus olhos. "Tem certeza que isso é algo que quer e não apenas por causa do que aconteceu ontem Kyle?" Ela levanta suas sobrancelhas para mim e estuda atentamente o meu rosto. "Estou 100% certo de que te quero comigo a cada minuto do meu dia anjo. Não quero ficar longe de ti, estive miserável na semana passada. " Estendo a mão e aperto a sua com a minha. "Por favor, venha viver comigo, amor." Prendo minha respiração enquanto espero por sua resposta. Se ela disser não, nada mudará, so dar-lhe-ei mais tempo para perguntar-lhe novamente mais tarde. - Sim, vou morar com você.


************** Três semanas depois

Janny se mudou para o meu apartamento ontem. Eu amo tê-la aqui comigo o tempo todo. Ela terminou a faculdade e passou em todas as suas provas finais. Ela tem a graduação chegando e vai começar a procurar um emprego de tempo integral. Já se passaram algumas semanas desde o sequestro e ela está indo tão bem quanto se pode esperar. Ela tem estado sofrendo pesadelos aqui e ali, mas anda sendo acompanhada por um psicólogo. Ela tem visto o Dr. Sutton um par de vezes por semana e já parece estar ajudando. Ele disse que Janny precisava ir visitar Bryan como parte de sua terapia. Fizemos planos para ir vê-lo na próxima semana na prisão. Fomos jantar com Sharon na semana passada. Ela estava realmente feliz que Janny e eu estávamos juntos. Ela estava aliviada que algo bom veio de toda essa confusão. Ela está se divorciando de Bryan, colocou a casa a venda e está se reaproximando de sua própria família. Sei que Janny está triste com essa notícia, mas elas já fizeram planos para se reunirem em um almoço em algumas semanas. *******

Levei Janny para um jantar romântico hoje à noite e agora, enquanto estou dirigindo para casa tudo em que posso pensar é no quanto sinto falta da sensação de sua buceta apertando em torno do meu pau. Não fizemos sexo, tenho mantido distância,


dando tempo para ela curar-se do trauma que sofreu, mas há uma parte de mim esperando para fode-la e afastar a lembrança do que aconteceu bem longe dela. Caminhamos pelo corredor, de mãos dadas entrando em nosso edifício. Uso minha mão livre e coloco a chave na fechadura para abrir a porta. É nesse momento que Janny fala e as palavras que saem de sua boca me chocam. "Quando você vai me foder novamente Kyle?" A olho fixamente, não sabendo se imaginei ouvi-la dizendo aquelas palavras. "Você me ouviu. Quando você vai? Estive esperando a semanas, pensando que você precisava de tempo, mas eu não posso esperar mais... preciso que me ajude a apagar o que aconteceu comigo, amor”. Empurro a porta aberta e a fecho com o pe ao mesmo que puxo Janny para dentro comigo. Atiro minhas chaves no aparador e pego ela em meus braços. Suas pernas contornam meus quadris enquanto a beijo com fome. Ando em direção ao quarto quando nós continuamos a nos beijar ardorosamente, mas a necessidade de estar enterrado dentro dela é muito forte para resistir. Empurro sua saia curta para cima e corro minhas mãos sobre as curvas de sua bunda antes de empurrá-la contra a parede mais próxima. Abro o fecho e empurro minha calça para baixo apenas o suficiente para liberar meu pau. Agarro ambos os lados de sua calcinha, rasgando-a fora dela. Ela abaixa as pernas para o chão e depois empurra meu peito. "Fique quieto", ela ordena e meu pau se contrai. Nunca a vi assumir um lado dominante no sexo, e é fodidamente quente. Suas mãos pequenas viajam do meu peito para o meu estômago.


Ela se afasta um pouco e fica de joelhos. Ficando com o rosto perto do meu pau duro como aço. Oh, porra. Tomo uma profunda respiração quando ela aperta meu pau em sua mão, acariciando para cima e para baixo em meu comprimento. Aperto meus punhos juntos enquanto ela lambe o pré-semen que está se acumulando na ponta. Quando sua língua macia e quente desliza sobre meu eixo, eu gemo e quando ela me leva dentro de sua boca, engolindo fundo meu comprimento, eu quase gozo. Merda. Minhas mãos cobrem a parte de trás da sua cabeça quando sua boca desliza para cima e para baixo do meu pau. "Foda-se, sim. Chupe-me anjo " digo enquanto observo meu pau deslizando dentro e fora de sua boca, meus quadris se movendo mais e mais rápido. A visão de seus lábios envoltos em torno do meu pau é fodidamente incrível e o sentimento dela levando-me todo o caminho até a parte de trás de sua garganta é indescritível. Sei que gozarei se ela não parar e tanto quanto o pensamento dela engolir toda a minha porra me excite, quero terminar dentro da sua buceta apertada. Puxo seu cabelo para trás tirando sua boca do meu pau com um som de plop molhado. Levantando-a, apoio-a contra a parede enquanto ela envolve suas pernas ao redor dos meus quadris. Penetro-a profundamente e ela ofega pela ferocidade do meu primeiro impulso. Maldição, não conseguirei ser gentil; preciso reivindicar o que é meu. Enterro meu rosto no seu cabelo com cheiro floral antes de afundar duro dentro dela novamente. "Sim amor. Me foda com força. Preciso que você faça tudo desaparecer " ela sussurra em meu ouvido.


Levanto a cabeça e olho para baixo em seus olhos suplicantes antes de entrar e sair dela novamente. Sua cabeça encosta contra a parede e ela geme alto. Suas coxas apertam meus quadris enquanto sua vagina cerca ao meu redor cada vez que entro profundamente em sua buceta molhada. Estar dentro dela é o paraíso. Ando em direção ao quarto, meu pau ainda apertado em seu calor úmido enquanto nossas bocas possuem uma a outra. A coloco em seus pés. - Ajoelhe-se na cama - digo, colocando a mão no meio das costas dela, guiando-a até que fique de quatro contra a cama, com a face para baixo no colchão. Sua saia é empurrada em torno de sua cintura e porra...é muita tentação para conseguir resistir. Ela geme quando bato forte em sua bunda, deixando uma marca vermelha perfeita dos meus dedos em sua pele. Ver a minha marca nela é tão quente. Bato no outro lado do seu bumbum e ela geme carente. Subo entre suas pernas, inclinando-se sobre suas costas para sussurrar em seu ouvido. "Sua bunda é tão fodidamente perfeita anjo. Um destes dias vou come-la também...Você quer meu pau nela?” "Sim" ela geme, os dedos em suas duas mãos segurando o edredom. Uma de minhas mãos envolve a parte frontal de sua garganta e a outra se move entre suas pernas para acariciar seu clitóris. Empurro meu pau dolorido, furiosamente profundo dentro dela uma e outra vez. Tê-la aqui embaixo de mim, me da um senso de posse aflorado. Quero possuir tudo, cada polegada de seu delicioso corpo. Tomarei tudo que ela tem para dar. "Sua doce buceta me pertence. É minha" rosno enquanto afundo meu pau difícil. A visão de sua bunda redonda, a maneira que meu eixo entra nela repetidamente uma e outra vez, me tem na


borda de explodir. Masturbo-a intensamente enquanto a fodo selvagemente, até que ela grita meu nome gozando, sua buceta aperta ao redor do meu, me levando ao êxtase e libero meu sêmen profundamente dentro dela.

***************** Nove semanas depois

Janny e eu estamos vivemos juntos há mais de dois meses. Nós somos perfeitos juntos, mas brigamos bastante sobre a temperatura do ar-condicionado. Adoro ter o apartamento mais frio e Janny prefere mais quente. Continuo lembrando-a que é meados de julho, então a temperatura já é quente e úmida... e uma vez que a umidade me deixa mal-humorado, algumas vezes ela cede as minhas preferencias. Ela brinca que sabe um método incontestável de melhorar meu mal humor e, em seguida, ela faz isso, mostrando-me o quanto me ama com sua boca embrulhada em torno do meu pau. Porra, a amo tanto que dói e não consigo me lembrar do que era a minha vida antes de tê-la. Eu não estava vivendo, apenas meramente existindo, mas ela mudou tudo para melhor. Agora, tenho uma razão para olhar para o futuro e ser animado sobre ele. Cada dia que acordo com ela em meus braços me enche de esperança, podemos desfrutar de uma longa vida felizes juntos. Vou casar com ela e não planejo esperar muito para tornar esse sonho real.

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A trago para o Mario's, o mesmo restaurante em que a levei no nosso primeiro encontro. A visão dela sentada em frente a mim, faz meu peito doer, estou cheio de imensa felicidade. Sinceramente, não sei se algum homem já amou alguma mulher tanto quanto amo Janny. "Você sabe o quanto eu te amo, anjo?" digo, minha pergunta saindo do nada. Ela faz uma pausa com seu garfo no ar, inclina a cabeça para o lado e olha para mim. "Eu acho que sim. Você sabe quanto te amo, amor? ", Ela pergunta, um sorriso pairando ao redor da sua boca tentadora. - Acho que sim - respondo, piscando para ela. "Pergunto-me o que estaríamos fazendo se não tivéssemos nos encontrado naquela noite" ela menciona, enfiando uma mecha do seu cabelo atrás da orelha. Agarro-lhe a mão, acariciando-a com o polegar. “Eu não sei o faria sem você, anjo. Acho que devemos tudo a Quake”. Após o jantar decidimos caminhar até o Decadence, o mesmo bar que fomos alguns meses atrás. A caixa com seu anel de noivado está queimando um buraco no meu bolso, mas eu estou esperando até que tenhamos a sobremesa famosa do local para perguntar se ela aceita ser minha esposa. Merda, tenho sentindo uma enxaqueca irritante pela última hora e estou tentando ignora-la. Não quero nada para arruinar esta noite para nós. Preciso que seja perfeita. Meu braço esta enrolado em torno de seus ombros enquanto lentamente andamos pela calçada. Ainda é cedo, só sete horas da noite e há uma multidão de pessoas andando pelas ruas da cidade.


"Você quer filhos?" Ela me pergunta. Estou um pouco surpreso com esta pergunta por que ela nunca a fez antes. "Sim." Eu a puxo para o lado, longe do fluxo dos pedestres que passam. "Quero ter uma família enorme com você anjo. " Acaricio seu rosto e meu coração enche de calor ao ver o enorme sorriso que ela me dirige. Enquanto olho em seus olhos e fantasio sobre ter uma filha exatamente tão linda quanto ela, minha visão se desvanece por um momento. Pisco algumas vezes, mas não consigo voltar a ver nítido. Levanto minhas mãos para cima e esfrego meus olhos quando uma dor aguda rasga através de minha cabeça, fazendo-me ofegante. Pego ambos os lados da minha cabeça e aperto meus olhos fechados. "Kyle, amor...o que há de errado?" Janny pergunta assustada, colocando a mão no meu braço. Abro os olhos para olhar para ela e minha visão ainda está distorcida. Abro a boca para lhe dizer o que está acontecendo, mas não consigo entender as palavras que saem enroladas dos meus lábios. Meu coração começa a bater descompensando e entro em pânico. O que há de errado comigo? Seus olhos estão arregalados de preocupação e seus lábios estão se movendo, mas por alguma razão eu não consigo ouvir o que ela está dizendo. É quase como se eu estivesse debaixo d'água; posso ouvir alguns, mas nada de concreto. Abro a boca para dizer algo, mas nenhum som sai. É como se eu tivesse esquecido como se fala; meus lábios podem se mover, mas eles não sabem como formar as palavras que anseio dizer. Quando meu olhar se conecta com os olhos aterrorizados de Janny, dor lancinante como nunca experimentei antes, atravessa meu crânio trazendo


lagrimas aos meus olhos. Eu caio de joelhos no chão da rua e seguro minha cabeça em minhas duas mãos. Nãooooo... Estes devem ser meus últimos momentos na terra. Deus por favor...Preciso de mais tempo com Janny, para ama-la, me casar e começar uma família. Olho para ela mais uma vez, concentrando-me em seu rosto angelical. Seus lindos olhos azuis cristalinos são a última coisa que vejo antes de manchas escuras assumirem minha visão Janny – a mulher da minha vida, é meu último pensamento antes da escuridão me tomar.



Quake 1 jacob chance