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TAKING IT ALL Série Hellfire Riders MC Livro 02

Kati Wilde


Equipe Pégasus Lançamentos Tradução: Revisão Inicial: Leitura e Revisão Final: Formatação: Verificação:


Sinopse: É maravilhoso finalmente ter Saxon Gray em meus braços. O ruim é saber que posso perdê-lo. Depois de passar anos o amando à distância, o presidente dos Hellfire Riders MC finalmente é meu. Cada dia está ao meu lado e cada noite em minha cama. Seria tudo o que sempre quis, exceto que meu pai está doente e problemas surgindo agora que Saxon está cuidando do clube do meu pai. Como ainda existe uma rixa entre os clubes, uma velha regra que exige que Saxon me compartilhe com os outros membros do clube está sendo utilizada como uma arma, obrigando-o a escolher entre os Hellfire Riders e eu. Não sei se me escolherá... ou quão longe irá para mantê-lo.


Comentรกrio da Tradutora:


Capítulo Um Sábado à noite o Wolf Den, bar favorito dos Hellfire Riders, encontra-se tão silencioso como num domingo pela manhã. Sei que os MCs não estão em um passeio de fim de semana e, considerando o quanto seus membros gostam de beber e jogar, existe apenas uma possível razão para essa ausência. Vou até o bar e apoio minha bolsa em um banquinho vazio. — A reunião do clube ainda não terminou? — Não. E também é algo bom, porque hoje Marie está doente e não terminou nenhum dos preparativos. — Atrás do balcão, Anna tira os olhos de uma montanha de fatias de limão. Uma morena de traços delicados, muitas vezes parece mais doce do que é. Tem o rosto de duende, mas um temperamento de uma cadela, e neste momento esse lado escuro prevalece quando, de repente, suas sobrancelhas se juntam e franzem. — Jenny, você está péssima. Está bem?


Merda. Depois de passar uma boa parte da tarde chorando, meus olhos ainda estão inchados. Cobri com corretivo, mas Anna é minha melhor amiga desde que éramos pequenas. A maquiagem poderia enganar algumas pessoas, mas não consigo esconder nada dela. Tampouco posso esconder isto por mais tempo. — Na realidade não. — Por quê? É Saxon? — sua expressão é tensa. — ou os Eighty-Eight? — Não. Ambos. — digo, mas não é de estranhar que essas sejam suas primeiras hipóteses. Faz menos de uma semana que Luke Reichmann, o líder do Eighty-Eight Henchmen MC, me atacou enquanto dançava com Anna em um bar local. Saxon Gray, o presidente dos Hellfire Riders, quase o matou por isso, antes de entregar Reichmann a seus homens. Não sei quanto o machucaram, mas certamente foi bastante. Saxon lhes disse para que o deixassem vivo, mas há muitas lesões que podem ser administradas antes de chegar à linha entre a vida e a morte. Eventualmente os Eighty-Eight procurarão para represálias. Entretanto, ainda não ouvi nada deles. Provavelmente Reichmann ainda está lambendo suas feridas. E Saxon... Só pensar nele aperta meu coração. Desejei-o por tanto tempo, mas só estivemos juntos desde a noite do ataque. Apenas uma semana. Ainda não parece real. Quase como um sonho. Mas se for, é o melhor sonho que já tive. Exceto por uma coisa.


— Meu pai está doente. — digo à Anna com um suspiro instável. Ela abre a boca enquanto inspeciona meu rosto. — Não é uma gripe. De repente meus olhos se enchem de lágrimas. — Não. — Oh, Jenny. — ela abaixa sua faca. Sei que virá ao balcão me abraçar, mas se fizer isso perderei o controle. Levanto minha mão, detendo-a. — Não. — Minha voz é rouca. — Se fizer isso, começarei a chorar. — Talvez precise chorar. — Já chorei. — Nas últimas semanas mais de uma vez. Tomo o copo de água que me deu e tento controlar minhas emoções. — É câncer. Duas pequenas palavras e, de repente, ela parece quase tão devastada como me sinto. Anna conhece meu pai desde sempre. Cruzando o balcão segura minha mão. — Querida, sinto muito. Sabe que estou aqui. Assentindo, aperto seus dedos. — Eu sei. — Quer algo mais forte do que água? — pergunta — É por conta da casa.


Na verdade, não quero nada, mas sei que precisa fazer algo por mim. — Um drink seria ótimo. Depois de virar duas doses de tequila, Anna levanta o seu drink com um solene "À merda do câncer" e bebemos. Pelo menos agora, tenho outra razão para o ardor em meus olhos. Com a faca em sua mão, Anna começa a trabalhar em uma bacia de limões. — Então o que acontecerá com os Titãs? Já contou a eles? Os Steel Titãs. Meu pai é co-fundador e presidente do clube, desde que disputou com o líder anterior dos Hellfire Riders e trocou de cores. Essa briga aconteceu antes que eu nascesse e muito antes que Saxon Gray fosse eleito como presidente dos Riders. Por anos, essa rixa entre os clubes significou que podia olhar para Saxon, mas jamais pensar em tocá-lo. Mesmo entrar neste bar era fora dos meus limites. Saxon é o dono e o Wolf Den é território dos Hellfire Riders. Meu pai e os Titãs têm seu próprio território e o centro deste se encontra na extensão da fazenda onde meu pai e eu vivemos. A sede clube dos Titãs fica no extremo oposto da propriedade. Saxon costumava passar pouco por ali. Mas na semana passada, ambos cruzamos as linhas dos territórios. Ele foi a minha fábrica de cerveja e eu passei as noites em sua casa. Anna não me perguntou nada a respeito disso, porém me perguntará. Mas não importa. A resposta a


pergunta e a razão pela qual me encontro confortável ao voltar para o Wolf Den agora é a mesma. — A reunião do clube dos Titãs também é esta noite. — E pela mesma razão Saxon e os Riders se encontram ainda em sua própria sede clube ao invés daqui. — Não sei se papai lhes dirá quão doente está, mas sei que vai propor que os Titãs e os Riders se unam em um só clube. De repente Anna me olha, com seus olhos arregalados, incrédula. — O que? Às vezes também custo acreditar. — Meu pai foi ver Saxon. Sabe que tio Thorne pode manter unidos os Titãs depois que se for, mas o clube não será tão forte quanto antes. E uma vez que Thorne se for... — Então tudo irá para o inferno — diz Anna. — E terá uma porção de motoqueiros turbulentos em sua propriedade sem ninguém que controle a bagunça. Coloquei meu dedo na ponta de meu nariz, porque ela está certa sobre isso. —

Ele

está

preocupado

que

os

Eighty-Eight

me

procurem quando se for. Mas Saxon quer o clube e se os Riders estão lá fora, não há muito com o que se preocupar. Manterá tudo na linha. — Sim, com certeza.


— Anna ri e faz um gesto circular, para indicar a barreira ao nosso redor e tudo o que Saxon mantém aqui em ordem. — Ele não se mete em qualquer merda, isso é certo. — Com certeza. E além de tudo, é meu. Grande, sensual e, por algum milagre, todo meu. Pensar em Saxon Gray me deixa mais quente, mais leve e me ajuda a aliviar a dor que sinto em meu peito. Mas Anna me olha um pouco hesitante. — Então é por isso que finalmente se conectaram, porque Saxon tomará o controle dos Titãs? — Algo assim. — Nos conectamos porque o desejava e ele me desejava. A fusão dos clubes só nos deu a oportunidade. — Anna morde seu lábio, o que significa que quer dizer algo, mas não tem certeza se deveria. Franzo o cenho. — Por que me olha dessa forma? Solta um grande suspiro. — Pensei que cederam apesar das rivalidades dos clubes e de toda essa merda. Quer dizer, você sempre foi louca por ele. E qualquer um que o viu te olhando sabia que não era unilateral. Mas não te incomoda, que todos estes anos, sempre escolheu os Riders à você?


Isso é como um golpe em minha garganta. Fico olhando, dói tanto que leva alguns segundos para responder. — Não. — Então, como chamaria isso? Nunca investiu porque causaria

problemas

entre

os

clubes.

Mas

se

apenas

renunciasse os Riders, não haveria nenhum problema. Escolheu ficar com eles ao invés de ficar contigo. Desistir dos Riders. Sei que disse isso apenas porque está preocupada comigo, mas mesmo assim me irritou. — Isso é como dizer que deveria ter mandado meu pai à merda. Que certamente mandaria qualquer lealdade que tenho à merda, porque é o presidente dos Titãs e minha relação com ele atrapalharia de me aproximar de Saxon. Foda-se. Só porque não fui para o Saxon não significa que o desejasse menos. — Ok, tudo bem. — Faz uma careta de desculpa e rapidamente levanta suas mãos. — Sinto muito. Tem razão. — Eu sei que sente. — Não posso acreditar que pensasse de outra maneira nem por um segundo. — Anna, que porra? — Sinto muito. Apenas... Ok, esta é a minha merda. Não a sua. Não deveria ter te envolvido.


— Ter me envolvido com o quê? Ela apenas nega com a cabeça. Entretanto tenho uma ideia repentina. Não nos vimos muito esta semana, mas quando saiu de minha fábrica de cerveja no dia depois do ataque, parecia um pouco desanimada. Assumi que ainda estava nervosa ou se sentia culpada porque me deixou sozinha por alguns minutos, apenas o tempo suficiente para que Reichmann me encurralasse. Agora me ocorre outra razão. Saxon me tirou do bar, mas enquanto saíamos, ordenou a um dos Riders que garantisse que chegasse segura em casa. Quem a escoltou foi Zachary

Cooper,

também

conhecido

como

Gunner.

O

Sargento de Armas dos Hellfire Riders.... Quem uma vez já a havia derrubado. Oh, merda. — Aconteceu algo com o Zach? Sua mandíbula se moveu antes de responder. — Eu o beijei. Mas me afastei e disse que estava bêbada. — E estava? — Sim, mas... — dá de ombros. — Vejo tudo quando não estou. Sim via, aqui no Wolf Den e na casa que Anna compartilha com seu irmão. Stone e Zach estiveram unidos desde que serviram na Marinha juntos, muito mais agora que são Riders, e suponho que essa amizade é o que o freia.


— E acha que entre vocês, ele escolheu seu irmão? — Não sei. Sei apenas que não me escolheu. — Apoia suas mãos na borda do balcão e encontra meus olhos. — Não é nada. Vou superar. Lamento o que disse de Saxon a respeito de não te escolher. — Está tudo bem. — Quer dizer, ele está apaixonado por você, certo? Quase matou uma pessoa por você. Na frente de todo mundo. — Sim. — Digo, embora para falar a verdade, isso não significava muito. Sei disso melhor do que ninguém, porque há quatorze anos, Saxon matou alguém enquanto tentava me proteger... e eu era uma estranha para ele. Era apenas uma garota infeliz por tropeçar no território dos Eighty-Eight Henchmen na hora errada. Saxon teve a má sorte de que o chute que deu na cabeça do homem que tentava me estuprar, o irmão de Luke Reichmann, ferisse fatalmente o bastardo. Passou cinco anos na prisão por homicídio e me disse que não se arrependia nem um segundo por isso. Saxon proteger alguém não significa que o ama. Queria apenas dizer que não permaneceria à margem, enquanto um homem feria uma mulher, e que aceitaria as consequências que viessem depois. Então, o que realmente importava não era que na semana passada esteve a ponto de matar Reichmann, mas


sim que parou quando pedi. Porque todo o pesadelo se desenvolvia

novamente

diante

de

mim

e,

com

tantas

testemunhas, Saxon não passaria apenas cinco anos na prisão; provavelmente ficaria por muito mais tempo. Mas parou quando lhe disse que o amava, que não suportaria perdê-lo e porque prometeu não me machucar quando lhe contei que ao estar com ele arriscava meu coração. Manteve essa promessa e isso significa alguma coisa. Não sei se me ama. Não disse isso. Mas sei que estará comigo em qualquer momento que precisar. Incendiamos a cama quando estamos juntos e existe muita admiração entre nós. Um dia, me amará. Não suportaria para sempre se não o fizer. No entanto para sempre parece muito distante. Até então, mesmo que não tenha o coração de Saxon, eu o tenho. Por enquanto isso é suficiente.

— Olhe estes filhos da puta, parece que se sentem pior pela motocicleta de Zoomie ter sido destruída, do que quando o pai espremeu seu cérebro na grade do radiador de um caminhão. — Spiral me passa uma cerveja. Seu tom simples me diz que está brincando. O olhar sem brilho em seus olhos me diz que não está.


Tiro a tampa com um giro e molho minha garganta, observando os irmãos voltando da garagem. A reunião se alongou então, quando paramos durante quinze minutos, quase todos se lamentaram pelo dano que os recrutas dos Eighty-Eight fizeram com uma marreta na motocicleta personalizada de Zoomie. Agora foram tomar uma bebida antes de terminarmos nossas atividades. Spiral não está errado. Olhando-os, pensaria que a motocicleta de Zoomie importava mais do que seu pai, apesar de que era o presidente e fundador dos Hellfire Riders. Lúcifer estava sentado onde estou agora, e quando a notícia de que foi morto apareceu, muitos membros do clube ficaram calados. Ou por surpresa ou por incredulidade. Outros se sentaram e beberam até a estupidez. Não havia nada da raiva que os Riders mostravam desde que Zoomie entrou rodando sua motocicleta. Mas Spiral não achava certo. Perder Lúcifer afeta mais profundamente os Riders do que a motocicleta destroçada de Zoomie. A diferença é que, ninguém faria uma maldita coisa para ajudar Lúcifer depois que montasse diretamente para um caminhão. Nada mudaria isso. Podíamos fazer alguma coisa sobre os Eighty-Eight. E cada um dos Riders estava preparado para fazê-lo. Mesmo agora, Picasso segura um de nossos recrutas em uma chave de cabeça e finge lhe dar um murro em seu rosto, mostrando a Knucklehead como se encarregou da pequena merda dos Eighty-Eight.


Não há necessidade, pois Zoomie se encarregou disso. Há uma semana, estava sob a luz da lua no Hamilton Quarry e observei enquanto segurava uma marreta e deixava que o recruta escolhesse em que parte de seu corpo ia golpear. O recruta escolheu um antebraço. Deveria ter escolhido um osso grosso, com mais massa muscular. Provavelmente quebraria sua perna sem deixá-la em pedacinhos. Pelo menos teve os miolos para escolher seu braço esquerdo, mas não será um problema novamente. Nem o restante dos Eighty-Eight, porque não pararei até que se forem. Spiral me olha. — Como está a sua garota? Minha garota. Minha mulher. Minha, finalmente. A posse feroz inchando meu peito só é comparável com a fúria ardente, me recordando de como Reichmann empurrou Jenny para um canto, há uma semana. Lembrando-me do medo e da raiva em seu rosto. Jurei protegê-la, mas esse filho da puta mesmo assim pôs suas mãos nela. Tragando a raiva com outro gole gelado, digo — Estará melhor depois que acabarmos com os Eighty-Eight. — A questão é que poderíamos ter alguma ajuda com isso. Existem rumores de que nos uniremos aos Titãs. — Existem? — Sem me preocupar, termino minha cerveja e lanço a garrafa vazia no cesto. Pedi para meu VP


que começasse esses rumores para que conseguíssemos um indicador da reação dos irmãos. — Acredito que veremos posteriormente, na segunda metade da reunião e esses rumores podem ser abordados. Seus olhos ficam sem brilho novamente. — Estarei contente de ver alguns de nossos irmãos novamente. Mas sabe que isto despertará essa velha merda entre todos nós. Eu mesmo agitarei alguma coisa, se precisar. — Conto com isso. Spiral assente e se dirige aos sofás de couro que juntamos em um semicírculo irregular no início da reunião, onde estica suas botas e mantém o tolerante olhar de costume em seu rosto. É uma dor na bunda. Desde que fui eleito como presidente há cinco anos. Mas é o tipo de dor que é bom para você. Do tipo que te impede de se acomodar ou começar a pensar muito em si mesmo. Se alguma vez errar como fez Lúcifer, Spiral provavelmente seria o próximo a se sentar no posto do presidente. Também seria a melhor escolha para os Riders. Mas não quer o meu lugar. Não quer a responsabilidade. Por enquanto só garante que ganhe meu direito de me sentar aqui. Meu vice-presidente faz o mesmo. Blowback só torna muito mais difícil que Spiral. E faz por mim e pelos Riders tanto como faz por si mesmo. Blowback precisa manter tudo ao seu redor em linha. Precisa do controle. Nunca vi perdê-lo, mesmo no meio de uma surra. Eu o vi bater no pescoço de um homem que matou um de nossos irmãos sem mudar de


expressão. Suspeito que nunca verei esse gelo se quebrando, assim como nenhum dos outros irmãos. O olho e aponto Gunner. O sargento de armas que tem a função de manter a ordem durante as reuniões. Agora grita que todos têm exatamente um minuto para tomarem seus lugares. Assim que estão ali, começo. A regra é que todos mantenham suas bocas fechadas enquanto o presidente fala, assim explico o assunto sem interrupções. — Cuidaremos da propriedade e da sede clube no rancho de Red Erickson. Qualquer Titãs que quiser juntar-se com os Riders receberá um patch1 e um lugar em nossas fileiras. Eles têm apenas quinze homens, mas isso aumentará nosso número para cinquenta motociclistas. Já somos o clube mais forte da região. Ao acrescentar os Titãs nos tornaremos mais fortes e seremos capazes de expandir nosso território, tirando os Eighty-Eight. Não pretendo suavizar as coisas. Isso significa que muita merda virá em cima de nós nos próximos meses ou pelos próximos anos, dependendo da força de luta em resposta dos Henchmen. Mas os Riders nunca retrocedem diante dos problemas. Correremos para cima deles. Posso ver que a maioria está convencida mesmo antes de abrir o turno para as perguntas, mas alguns se seguram. Quando Gunner acena para Spiral, lhe dando permissão para falar, já sei o que virá. 1

Patch ou Emblema, é uma identificação dos membros do MC.


— Então, permitirá que os três irmãos que saíram depois que Zoomie se juntou a nós, voltem? — pergunta. — Dará outro patch? — Sim. — digo, embora me irrite dizer isso. Cinco anos atrás quando Zoomie fez sua aposta por um patch, alguns dos irmãos não toleraram pensar de que alguém com um par de seios pilotasse conosco. Mas a Constituição do clube dizia que qualquer um que servisse nas forças armadas não poderia ser rechaçado sem uma boa razão. Os seios não eram uma boa razão. Poderia mudar a Constituição onde diz de “que qualquer um que servisse” para “qualquer homem que servisse”. Desde o dia que fundou o clube, Lúcifer se aferrou tanto ao poder como pôde e todas as regras que escreveu na Constituição ainda estavam ali. Agora como presidente, sou o único que pode reescrever os estatutos e diferente de alguns clubes

que

escolhem

seu

presidente

anualmente,

sou

definitivo ou até que a junta executiva me tire de forma unânime. Mas não mudei as leis, Zoomie foi aprovada e os três Riders mudaram suas cores e se uniram aos Titãs. Levanto

minha

mão,

acalmando

o

estrondoso

descontentamento que se iniciou em resposta ao que disse. — Será assim com condições — continuei — Porque lhes direi a verdade, me incomodou que dessem as costas aos


Riders apenas porque uma boceta entrou. Isso não é lealdade. Isso também os irrita. Alguns, porque estão de acordo comigo e outros, porque são amigos desses antigos Riders e acabo de insultar esses homens ao chamá-los de desleais. Zoomie é a mais irritada. Suas bochechas estavam vermelhas pela ira e sua voz tensa enquanto grita. — Ei chefe, pode ter escapado de sua maldita atenção, mas não sou apenas uma boceta. — Esse é o ponto — falo por cima do barulho, então olho para os demais e isso é suficiente para calar a todos — Estou disposto a deixá-los voltar porque pensaram que Zoomie derrubaria o clube. Não acreditei nisso e agora tampouco. Mas sei que alguns de vocês sim. Então vieram até a mim e disseram que cometi um engano, mas ficaram. E agora há anos que ela está conosco. Então quero que levantem as mãos aqueles que acreditam que os Riders são mais fracos agora que Zoomie conduz conosco. Não é um segredo que alguns pensavam dessa forma, então parem de choramingar e neste momento também sejam honestos. Tranquilidade

absoluta.

E

nenhuma

mão.

Sequer

Beaver, Burnout ou Knucklehead, que foram os mais eloquentes sobre o tema naquele momento. Então, de acordo. — Estou disposto a aceitar que partiram por lealdade ao clube e não suportariam vê-lo enfraquecer. Agora verão que estamos mais fortes do que nunca, mas se não conseguirem


ver, podem simplesmente seguir seu caminho. Pelo menos lhes darei a oportunidade. Alguém tem algum argumento sobre isso? Ninguém se manifestou. Olho para Gunner e aponto para Burnout. — Presidente. — O insulto ao final da palavra e o rubor no rosto do homem, dizem que a cerveja que tomou durante o descanso não foi a única bebida que tomou esta tarde. — Tenho uma pergunta sobre este trato que você e Red Erickson idealizaram. Olhei para meu vice-presidente e o vejo dar um olhar duro para Burnout. Vir para uma reunião embriagado ou drogado lhe fará ganhar de algum irmão, na melhor das hipóteses, um chute na bunda. Na pior, será destituído de suas cores. Blowback averiguará se Burnout merece o melhor ou o pior. — Qual é a pergunta? — Bem, parece que temos uma sede e uma propriedade bonita, mas na semana passada também saiu com sua filha. Então me pergunto se é parte do trato e se podemos ter uma parte disso? Uma parte de Jenny? A raiva me domina, a urgência de socar-lhe, mas apenas o olho. Levantou suas mãos em sinal de rendição, mas pressionou seu corpo contra o sofá como se colocasse uma distância entre nós.


— Homem, apenas perguntei! Não pretendia dizer nada com isso. Rosno com os dentes apertados. — Jenny não é parte do trato. — Mas teremos um pouco dela — Spiral diz as palavras tão facilmente que não as assimilo imediatamente. — Pelo menos, é o que diz a cláusula da Primeira Dama na Constituição do clube. Desta vez a raiva que corre através de mim é fria. Tão malditamente fria. — E fará valer essa cláusula, Spiral? — Não deveria ter que fazê-lo. O que você disse antes, quando alguns destes caras pediram que alterasse os estatutos? Disse-lhes “Se as leis dos Hellfire Riders não são o suficientemente boas, então podem partir.” E alguns desses Riders se foram. — Olhei para Zoomie, que o olhava com os olhos semi cerrados. — Lily sabe que estava de acordo que se juntasse a nós. E não desejo Jenny, gosto das minhas mulheres com um pouco mais de curvas. Sem ofensa, Prez. Mas não pode cumprir algumas leis ao pé da letra e ignorar outras. — Deveria ignorá-las quando são tão estúpidas como a cláusula da Primeira Dama — lançou Zoomie. — Uma estúpida regra te deixou entrar — soltou Goose.


Gunner me olhou, perguntando silenciosamente se devia ou não silenciar a todos. Neguei com minha cabeça. Deixe-os terminar. De certa forma, neste momento estava tão de saco cheio para dizer alguma palavra coerente. Zoomie vira para Goose. — Acha que servir ao nosso país é estúpido? — A metanfetamina 2 fez alguns buracos no cérebro de Goose, mas ele sabe que é melhor não responder isso, porque não seria a única que se levantaria contra ele. Quando permaneceu em silêncio, Zoomie diz — A cláusula da Primeira Dama só está ali porque meu pai buscava uma justificativa para Red Erickson transar com a minha mãe na frente dele. Essa lei não tem nada a ver com o clube, mas sim com seu pau. Basta perguntar a Dubs. Os quatro W, Wiggs, Walker, Whistler e Widowmaker, o secretário dos Riders. Junto com nosso tesoureiro Old Timer, são os últimos membros a se unirem no primeiro ano em que o clube foi fundado e que continuam por aqui. Como presidente, supero-os em hierarquia, mas nem uma vez falei acima deles. É o respeito devido aos dirigentes do clube e logo se encontra o respeito. Qualquer um que não mostre a quantidade apropriada aos Dubs e ao Old Timer está à procura de uma surra. Todos se concentraram em Wiggs, o irmão mais próximo a Lúcifer antes que o velho morresse. Como é um dia de 2

É uma substância psicoativa de ação estimulante do sistema nervoso central.


reunião, está vestido com o mesmo colete de algodão que vestiu durante seus primeiros anos nos Riders. Está tão esfarrapado que praticamente se mantém unido pelos patchs costurados. A metade dos Riders daria seu testículo esquerdo por um colete que viu tanta história e percorreu tantos quilômetros. — Zoomie tem razão — disse Wiggs lentamente, como se estivesse relutante a tocar nesse tema. — Mas qualquer que fossem as razões de Lúcifer, agora a cláusula está lá, então se esta situação se aplica, terá que ser tratada. — Concordo. — Falar de maneira uniforme requer força de vontade. Olho para Widowmaker, que está sentado no bar e se encontra tomando notas. — Por que não diz a todos com o que estamos lidando? É obvio que sei o que é. Blowback me advertiu sobre o que poderia surgir e conheço cada palavra da maldita cláusula. Widowmaker não se preocupa com a linguagem formal usada na Constituição, só expõe o básico. — Quando o presidente reclama uma mulher, não apenas para foder, mas quando pretende fazê-la sua esposa ou sua mulher, sua escolha tem que ser passada pelo clube, porque o presidente dos Hellfire Riders é tão forte como aqueles que têm em suas costas. Sabemos que quando uma


mulher está atrás de um homem, tem a mesma probabilidade de que o apunhale como é capaz de manter-se forte. — Pelo amor de Deus — murmura Zoomie e ganha um olhar de Gunner. O próximo que interromper será chutado. Widowmaker continua — Portanto a mulher reclamada tem que provar que é digna. Primeiro o fará nos mostrando que pode ser tomada e que faz com gosto. O presidente sequer pode tocá-la porque pode-se considerar coação. Ele é mais forte, maior e talvez não esteja tão disposto se suas mãos estiverem sobre ela. — Coça seu nariz e me lança um olhar triste. — E por "tomar" significa que ela monte seu pau até que ele goze em seu interior. O texto é detalhado. Até a posição em que devem estar. Na

verdade,

malditamente

detalhado.

Ela

estará

totalmente estendida sobre mim, suas costas em meu peito, boceta e seus peitos expostos a cada membro do clube. Pura merda. Jenny me disse uma vez que não queria transar na frente de todo o clube, então jamais deixarei que isso aconteça. Mas engulo essa resposta e reconheço tudo o que foi dito com um curto aceno. — Continue. — O presidente não pode tocá-la, mas os irmãos sim — olha para Zoomie — e também nossa irmã, suponho, assim mostraremos a admiração por sua mulher e nosso apoio a sua decisão. Isso significa beijar, tocar, transar. Tudo o que


pedirmos. E nos aceitando, demonstrará sua confiança no presidente e em seu clube e sua convicção de que somos dignos. Dignos? Uma merda. Nenhum de nós é digno de Jenny. Incluindo eu. — Então, isso significa que começamos com a primeira pergunta: esta situação é aplicável? — pergunta Wiggs e me olha. Meu temperamento agora está por um fio e não me importo se podem ver. — Quer dizer algo? Só tenho que dizer que não. Só tenho que dizer que é uma foda casual, uma pequena boceta que terei ao meu lado. Sequer com uma arma em minha cabeça, diria essa mentira. — Ela é minha. — Então a cláusula precisa ser resolvida. Colocaremos na agenda como um novo tema para a próxima reunião. — a expressão no rosto de Wiggs é dura, como se não gostasse disso mais do que eu. — Quer dar a todos algo no que pensar até lá? Sim, quero. Esta merda não precisaria ser dita, mas aparentemente preciso fazê-lo. — Apenas um aviso, os Riders têm outra regra na Constituição,

não

forçamos

as

mulheres

e

não

as

machucamos. E há quinze anos, o presidente dos EightyEight Henchmen forçou a minha mulher com todo seu clube


assistindo. Ela sangrou pelo que ele fez. Agora pediremos que monte um pau na frente de outro clube? Pediremos que foda com todos? Na pequena pausa que dei, Beaver falou — E ela se assusta quando alguém a toca. — As cabeças se viraram. Segurei minha mão no alto para deter Gunner de ir atrás dele enquanto Beaver balbuciava — Vamos lá, todos ouviram os rumores sobre ela. Mas sei que é verdade. Uma vez saímos para jantar, num verão enquanto estava em casa de férias da OSU 3. Tentei beijá-la e ficou como um veado quando vê as luzes dos automóveis. Não me afastou, mas esteve a um segundo de fugir. Ah, merda. — levantou suas mãos, seus olhos completamente arregalados. — Homem, não fui mais longe. Agora estou apenas te apoiando. Sei que o está fazendo. Mas enquanto ainda me encontro lutando para responder sem quebrar, Spiral diz secamente — Então aí está outra razão para a lei não ser cumprida. Nosso presidente matará a qualquer um de nós que demonstre admiração tocando-a. Certamente que o faria. — Então que tal todos mostrarem sua admiração tendo um pouco de respeito pelo que passou e deixarem isto pra lá?

3

OSU: Universidade Estatal do Oregon.


Ela está assustada. Isto não é sobre ignorar uma lei e fazer cumprir outra. Isto se trata de reconhecer que temos duas leis em conflito e temos que decidir qual é a mais importante, não ferir mulheres ou observar a cláusula da Primeira Dama. Mas isso será decidido na próxima reunião. Agora, o outro tema — os Titãs. Algo mais sobre eles? Goose levanta a mão. — Nomeará novos oficiais e os tirará de suas fileiras? Esse presidente

era

outro

nomeia

poder

que

pessoalmente

Lúcifer cada

assegurava,

oficial,

do

o

vice-

presidente até o tesoureiro. Também escolhe alguns membros não oficiais que compõe o Conselho. — Darei a Blowback o título de Chefe Militar e trarei Thorne como meu novo VP. Vocês o conhecem? Assentimentos e alguns olhares rápidos para Blowback, cuja expressão não se alterou do olhar inexpressivo e frio que sempre demonstrava. Alguns veriam este movimento como uma degradação, mas não é. Como Chefe Militar, só responde a mim e seu papel não inclui as responsabilidades que nunca lhe caíram bem. Dá-lhe mais liberdade do que tinha antes. — Thorne é confiável — disse — Foi o VP dos Titãs no início. Com ele atuando como meu braço direito, esta integração será a mais calma possível. Também colocarei um ou dois de seus homens no Conselho, assim seremos mais propensos a pegar qualquer atrito antes que se transforme em algo maior. Para esse propósito, alguém tem algum problema com algum Titã específico? E não mencionem


nenhuma merda pequena que poderiam ter com qualquer irmão. Não me importa se um Titã fodeu sua mãe ou sua garota. Estou falando da classe de merda que rompe este acordo. Houve silêncio. — Muito bem, então. Na próxima semana teremos outra reunião e votaremos se nos uniremos aos Titãs ou não. Se o fizermos, sairemos daqui com mais de uma dúzia de novos irmãos. Knucklehead levanta sua mão — Também votaremos se daremos cabo da cláusula da Primeira Dama? Então esses malditos insistirão? Mas não há outra resposta a dar. Com a mandíbula apertada, assinto. — Bem — diz Knucklehead, sustentando meu olhar. — Não é por ela, Prez. É que cumpriu a lei ao pé da letra quando deixou Zoomie entrar. Não gostei, mas aceitei. Agora tem que levar isto ao pé da letra, porque quero um maldito presidente que mantenha sua palavra. — O dia em que minha palavra não valer nada será o dia que largarei. — lancei-lhes um olhar furioso. — Alguma dúvida sobre isso? Um coro de “Não, chefe” veio em resposta. Certo. — Algo mais? — Esperei apenas um segundo.


— Então esta reunião terminou. Para aqueles que irão para o Den, sairemos em dez minutos. Porque preciso ver minha mulher.


Capítulo Dois Um profundo rugido dos motores de motocicletas anuncia a chegada dos Riders. A ansiedade e um pouco de preocupação apertam meu pescoço. É tarde. Passei o tempo com Anna durante quase duas horas, por isso provavelmente a reunião não foi tão bem como Saxon esperava. Um olhar nele e tenho certeza que não. Saxon caminha na frente dos outros, um poderoso e grande pacote de músculos e má atitude. É um homem difícil de ler, não demonstra nada nunca, por isso a ira que detecto em sua barbuda mandíbula apertada e a linha tensa de seus ombros significa que está realmente irritado. Seu intenso olhar azul centrado em mim. Merda. Meu estômago se contorce de nervoso. Um Saxon irritado é verdadeiramente intimidante. Eu o amo com loucura e sei que não me machucará, mas isso é tão novo e neste momento não tenho ideia de qual é o meu papel. Não estou certa do que espera de mim.


Espera algo. Isso está claro. Todos os motociclistas que vêm atrás dele me olham e têm os mesmos olhares curiosos que foram destinados para mim desde que Saxon e eu estamos juntos. O olhar que diz “O que faz a filha de Red Erickson em território dos Riders?” Mas este é diferente. Alguns dos oficiais de Saxon parecem sombrios. Blowback, vice-presidente dos Riders, sempre parece dessa maneira, mas seu executor, Stone Wall também está com ele. Poderia dizer que o irmão de Anna é um bom amigo e geralmente tem um sorriso para mim, mas agora mostra a mesma aura dura e irritada de Saxon. E alguns dos membros que não conheço muito bem... Deus, me olham como se esperassem que me despisse bem aqui. Que porra é essa? Não sei o que acontece. Algo obviamente saiu errado na reunião. Talvez me envolva ou talvez seja apenas algum tema próximo a mim se alguns dos Riders se opuseram a fusão com os Titãs. Talvez discutiram sobre alguma merda e meu nome apareceu. Seja o que for, só há uma coisa a fazer agora, me manter forte e aceitar o que Saxon me oferecer. Então também lhe dar o que precisa. As longas pernas de Saxon o levam diretamente ao bar. Então tenho pouco tempo para sorrir e dizer — Olá. — Antes que suas grandes mãos agarrem minha nuca e me beije. Deus. Luxúria instantânea brota de minhas veias, aquecendo tudo o que algumas bebidas não relaxaram. Com


um gemido baixo em minha garganta, inclino a cabeça para trás, amando seu sabor, seu possessivo agarre, a forma primitiva que simplesmente toma o que quer. Sei que há mais nisto. Nunca me beijou assim diante dos outros. Não gosta de demonstrações públicas. Entretanto, neste momento está claramente estabelecendo uma demanda. Fazendo uma declaração. Jenny Erickson é minha. Eu sou. Completamente dele. E adoro. Meu

coração

está

acelerando

e

meus

mamilos

contraindo enquanto levanta sua cabeça. Seu olhar se mantém no meu e por um longo segundo não há ninguém mais, apenas Saxon e esta paixão entre nós. — Jenny você está tão linda. — Sua voz raspa sobre a minha pele, suave e profundamente, como uma língua abrasiva. Estremeço e esfrega seu polegar em meus lábios inchados pelo beijo. — E parece como se quisesse que coma sua boceta. Quer? Há cinco minutos sequer pensava em sexo. Agora minha boceta está úmida e dolorida e suas palavras me deixam com um desejo incontrolável. Concordo em silêncio, minha respiração falha. — Bom — diz bruscamente. — Porque preciso fazê-la gozar.


Seus enormes dedos deslizam através dos meus e me puxa do banquinho. De repente, estou consciente outra vez de todos esses olhares observando como me leva pela porta de serviço, que conduz ao escritório administrativo e ao armazém. Meu rosto esquenta, mas teimosamente levanto meu queixo. Desejo Saxon. Ele me deseja. O que acontece entre nós não é nenhum negócio dos Riders, mas agora parece ser seu negócio, como se milhões de pessoas não transassem todos os dias. Como se a metade dos caras que estão neste bar não fossem capazes de enterrar seus paus em uma mulher bem aqui, onde todo mundo pudesse vê-los. Não é como se estivéssemos saindo do lugar com minhas pernas ao redor de seus quadris e sua língua em minha garganta. Saxon olha para a multidão atrás de nós, justamente antes de alcançar a porta vaivém. Empurra para abri-la, com uma expressão dura e um olhar severo. De repente, todos olham para outro lugar. No corredor, assim que escuto o primeiro golpe de oscilação da porta fechando, Saxon me empurra contra a parede. A urgência toma o controle. Levantando a barra da minha saia, suas mãos apertam minha bunda e me levanta. Deus,

sua

força.

É

como

se

eu

não

pesasse

nada.

Simplesmente me levanta e no segundo seguinte, seu pau grosso é um duro volume pressionando em minha pele quente, com apenas calça jeans e seda entre nós. Meu gemido se perde em seu beijo faminto. Meu corpo tenso, minha boca se abrindo sob o ataque rude de sua língua.


Cada respiração está cheia de sua essência, couro, vento do verão e uma longa e calorosa viagem. Solto um gemido de decepção quando interrompe o beijo. Mas sei que tem que fazê-lo. Qualquer um pode nos ver aqui

e

nossa

paixão

se

espalha

tão

rápido,

que

se

continuarmos, não demorará muito antes que seu pau esteja dentro de mim. Entretanto, ainda não se move, simplesmente me segura com seu peso me pressionando contra a parede, enquanto seu rosto permanece no vão entre meu pescoço e meu ombro. — Deus, Jenny. — sua voz é rouca. — Chegar aqui e te ver me esperando, faz com que entrar no Den nunca tenha sido tão bom. Meu coração de repente fica tenso, muito tenso. Acaricio sua nuca com minha mão. Seus músculos permanecem rígidos pela tensão. — A reunião não terminou bem? — pergunto. Imediatamente levanta sua cabeça, estreitando seus olhos azuis. — Apenas a merda sem importância de sempre. Nada que não possa lidar e nada com o que deva se preocupar. Não estou preocupada. Provavelmente existem poucas coisas com as quais Saxon Gray não possa lidar. — Soube alguma coisa a respeito da reunião dos Titãs?


— Não. Mas mesmo se os Titãs mandassem Red à merda, isso não faria nenhuma diferença para nós. — segura meu queixo e me lança um olhar feroz. — Você e eu. Isto continua, não importa o que aconteça entre os clubes. De acordo? — Não protestarei. — Será melhor que não faça. — sua atenção muda para minha boca e ofego, quando seus quadris pressionam entre minhas coxas, provocando ondas de prazer em meu dolorido núcleo. — Gritar meu nome é o melhor uso para essa língua. Cristo, preciso te foder. Mas não fará. Não aqui. Sequer em seu escritório, porque alguém interromperia a qualquer momento. Como a maioria dos Hellfire Riders está no bar, isso significa não ter privacidade e, como presidente do clube, simplesmente não pode mandá-los embora até que termine. Os negócios não são dirigidos dessa maneira. Entretanto, os negócios já o esgotaram. Posso sentir cada músculo rígido contra mim. — Tenho uma ideia melhor. — Digo. — Princesa, não há nada melhor do que te encher com meu pau.


— Na verdade não está discutindo, apenas se inclina com um sorriso preguiçoso. — Depois lamber todos os sucos de sua boceta. É isso o que está pensando? — Não. — Desenho seu sorriso com meu dedo indicador. Sinto um calafrio quando morde suavemente meu dedo, então dá pequenas lambidas. Sinto como se lambesse meu clitóris. — Acredito que deveria deixar que minha língua faça coisas realmente sujas. — digo sem fôlego. Seus olhos brilham. — Acredita? — Sim. — envolvo minhas pernas em sua cintura. — Por isso, se nos interromperem, você será o maior prejudicado. Não eu. Sua risada é profunda. — Prometi nunca deixar que saia machucada. — Sim, prometeu. — Mas mesmo assim, gosto mais da minha ideia — diz e logo depois me beija, me levando pelo corredor até seu escritório, e Deus, isto é uma luta. Com seu braço esquerdo ao redor da minha cintura, sua mão direita desliza entre minhas coxas. Não posso evitar o grito de surpresa quando


coloca seus dedos em minha calcinha e tocam diretamente em meu clitóris. Esfregando-me nele, afasto minha boca da sua. — Não é justo. Saxon sorri. — É o meu lugar, princesa. Eu decido o que é justo. Quando estivermos em sua fábrica de cerveja, pode ficar no comando. Certo. Como se não estivesse no comando nas duas vezes em que chegou à fábrica de cerveja nessa semana, para me pegar depois do trabalho. Enquanto fecha a porta do escritório, lhe dou um olhar desconfiado. — Sério? — Claro que não. — Diz e minha risada se converte em um gemido quando coloca dois dedos dentro de mim. Meus músculos internos se contraem, extraindo um gemido rouco de seu peito. — Está tão pronta para mim. Diga que não quer que te lamba inteira. Diga que não quer que chupe seu clitóris. Quero. Deus, como quero. Não consigo me controlar, monto em sua mão, meu fôlego sai em bruscos impulsos e minha boceta está tão úmida que o som escorregadio de seus dedos bombeando parece ecoar em minha cabeça. Fico completamente maluca. Em um segundo me deita sobre sua


mesa, colocando sua boca em minha boceta e todo o resto no mundo desapareceu. Sempre procura primeiro o meu prazer. Desta vez quero dar prazer antes de conseguir. — Quero saber se consigo colocar todo seu pau em minha garganta. Seu corpo fica rígido. — Porra, Jenny. — reclama. — Pode me comer depois que eu engolir cada gota de seu sêmen. — agarro seus ombros e lambo seu lábio inferior, provando um pouco dele. — Quero ver se aguenta ou se perderá o controle e me foderá outra vez. E assim fácil, ganho. Ele ri baixinho antes de capturar minha boca em um beijo lento. Joguei um pouco sujo dizendo isso, principalmente porque na última semana, toda vez que fiz sexo oral nele, pouco tempo depois me fodeu com força, como se a sensação de minha boca ao redor de seu pau rompesse cada uma de suas restrições. Agora adoro que dê risada, sem se ofender com o desafio... mas também sei que Saxon não voltará atrás. Ainda me segurando, se apóia na beirada de sua mesa, com suas poderosas pernas separadas e suas botas jogadas no chão.


— Então, faça. Estou sentada em seus quadris com os joelhos apoiados na superfície da mesa. Preciso abaixar, mas ainda não. Ainda não. Porque de repente meu coração está tão cheio desse amor louco e selvagem que me dominou toda a semana, pressionando meu peito tão forte que não posso falar. Durante um longo tempo fico apenas olhando-o, tomada pelo conhecimento de que é meu. Não é um sonho, aqui está ele, de carne e osso, tudo o que sempre quis e desejei por muito tempo. A emoção faz meu corpo todo tremer enquanto me inclino. Não sei o que Saxon vê em minha expressão antes que meus lábios encontrem os seus, mas sua resposta é feroz e rude, seus dedos envolvem em um punho meu cabelo ao mesmo tempo em que toma o controle do beijo. Quando me solta, não posso deixar de tocá-lo, beijando ao longo de sua mandíbula e para baixo sobre sua bronzeada garganta até chegar ao colarinho de sua camiseta preta. Quero tirar sua roupa. Quero minhas mãos em toda sua pele. Mas isso pode vir depois. Neste momento, o presidente dos Hellfire Riders está tenso depois de uma noite difícil e continuará cumprindo com suas obrigações enquanto o ajudo a relaxar. Mas não posso resistir à tentação de tocá-lo. Minhas mãos deslizam para a lateral de sua jaqueta de couro. Deus. Através do quente algodão de sua camisa, seus peitorais são como lajes esculpidas em pedra e seu estômago revestido por


músculos. Adoro seu corpo. Forte e grande. Em pé e com minhas costas retas, ainda tenho que olhar para cima para encarar seus olhos, apesar de que está sentado sobre a mesa. Agora sua expressão é severa, quase fria, mas sei que não é assim. É apenas o esforço para manter o controle e enquanto tiro seu cinto, seu rosto se converte em granito... mas seus olhos... sua excitação queima através do azul escuro. Sustentando seu olhar, puxo a fivela e começo a desabotoar sua braguilha. Seu pau quente é como uma brasa na palma de minha mão, mas não desvio o olhar dos olhos de Saxon até que desabotoei completamente sua calça jeans. Seu fôlego estremece quando meus dedos apertam seu grosso comprimento. As pontas de meus dedos nem se tocam. No passado não tive muita sorte com o sexo, então minha experiência prática com paus não é tão extensa, mas através dos anos vi muitos paus grandes na internet. Muitos deles parecem esculpidos por artistas de dedos longos, com formas cônicas e cabeças dilatadas. Quase elegantes. Em comparação, o pau de Saxon é forte e primitivo. Uma cabeça larga adorna seu eixo carnudo, comprido e maciço, como fosse criado para um só propósito: encher minha boceta tão profundo quanto puder suportar, estirando minhas paredes internas com sua circunferência grossa até cruzar a tênue linha entre o prazer e a dor. Sempre é prazer quando bombeia esta grossa longitude dentro de mim, mas não sei se suportaria se fosse maior.


Ao primeiro bombeamento de minha mão, seus dedos apertam a borda da mesa, deixando seus nódulos brancos. Dissimuladamente levanto meu olhar para ele através de meus cílios. — Foi uma sorte que a floresta estava escura em nossa primeira noite, porque se tivesse sido capaz de ver este monstro, teria corrido. Sua breve gargalhada é estrangulada por um gemido quando lhe dou um firme apertão na cabeça de seu pau. A excitação faz com que sua voz seja rouca. — Teria te alcançado. — É? — de repente todos tipos de cenários passam por minha imaginação. — Então o que teria acontecido? Talvez me colocado de joelhos e feito com que minha boceta tomasse cada... centímetro... Sua respiração passa assobiando entre seus dentes enquanto minhas unhas arranham suavemente um caminho por esses centímetros. — Não. — de repente sua grande mão se enrosca em meu cabelo. — Te obrigaria a ficar de joelhos e visto o quanto podia suportar sua boca.


O ar entre nós pareceu tenso. Meu olhar se levantou para o seu. Agora não havia diversão em sua expressão. Está dura e completamente sob controle. Agora verá quanto minha boca pode suportar. A antecipação e o desejo estremecem minhas pernas enquanto me abaixo no piso. Seu agarre em meu cabelo aumenta e empunha a base de seu pênis em sua mão esquerda, inclinando seu pau para meus lábios. — Jenny olhe o que fez. Estou tão duro que já estou pingando sêmen. E estava. A cabeça de seu pau brilhava e uma grossa gota estava em sua ponta. A evidência de seu desejo desenfreado provoca um impulso de luxúria em minha boceta. Gemendo levemente, aperto minhas coxas, mas o movimento só me faz mais consciente do vazio que dói em minha boceta. Não será preenchida. Agora só existe uma coisa que conseguirei. Faminta, me concentro nessa gota cremosa. Saxon comanda. — Lamba. Apoiando minhas mãos em suas coxas, inclino-me. A cabeça de seu pau é suave e quente entre meus lábios. Um gemido vibra por baixo de minha garganta enquanto sinto o sabor salgado em toda minha língua. — Merda. — Seu corpo fica tenso, seus músculos rígidos debaixo de minhas mãos. Aperta seus dentes, me afasta, seus bíceps


contraem como se me afastar de seu pau fosse como levantar um grande peso. — Sua boquinha doce só me faz ficar mais duro. Estou pingando mais sêmen. Quer isso? Mais do que a minha próxima respiração. — Sim. — Então envolva-o com seus lábios. — Seu punho em meu cabelo guia a minha boca novamente a seu pau. — Chupe a cabeça, lamba cada gota de meu sêmen, então te alimentarei com mais do meu pau. E se chupar bem e forte, te direi por que isto me deixa tão louco por você. Oh, Deus. Também estou louca por ele. Com impaciência tomo seu enorme pau em minha boca, minha língua movendo-se freneticamente pela superfície escorregadia. — Merda — Saxon geme, me incitando. Me observa, com olhos entrecerrados e dentes apertados. Tento engolir mais de seu pau, mas sua mão em meu cabelo me detém, permitindo somente a sua grossa ponta entre meus lábios, então chupo forte e sua respiração me diz que é exatamente certo. — Porra, sim. — seu controle tenso penetra através de sua voz. — Assim. Continue, então te darei mais.


Preciso de mais. Gemendo, deslizo a ponta de minha língua sobre a pequena fenda que ainda pinga com o pré sêmen, amando o forte sabor e o tremor que percorre seus músculos rígidos cada vez que o faço. Nunca imaginei desejar um pau, mas nem mesmo é isso, é o pau de Saxon, seu sabor e suas reações. Cada captura de seu fôlego. Cada gota nova de sêmen. É tudo meu. — Tudo bem, princesa. Abra um pouco mais. — Sua mão fica tensa novamente em meu cabelo. Seu olhar azul é selvagem. —

Tome.

Oh,

sim.

Assim,

me

chupe

mais

profundamente. Pode chupar até meu punho? Não posso. Tento, mas há pelo menos um centímetro entre meus lábios e seus dedos envoltos ao redor de seu grosso pau quando golpeia a parte de atrás de minha garganta. De repente, o reflexo de vômito me derruba, meu peito palpita. Saxon imediatamente diminui o ritmo, tirando seu pau de minha boca. Sua mão solta meu cabelo para acariciar minha mandíbula suavemente. O olho com lágrimas brilhando em meus olhos. — Está tudo bem Jenny. Você está bem? — seu polegar enxuga a lágrima no canto do meu olho. — Apenas se engasgou? — Sim. — Minha voz falha. — Estou bem.


— Sua boceta está úmida? Úmida e dolorida pelo desejo. — Sim. — Bom. — Inclinando-se para frente, levanta minha mão e lambe meus dois dedos médios antes de colocá-los em sua boca quente. O desejo estremece meu corpo enquanto sua língua desliza entre a junção de meus dedos como se separasse os lábios de minha boceta. Com seus olhos brilhantes, me solta. — Agora quero esses dedos em sua boceta. Quero que foda a si mesma lentamente enquanto fodo sua boca. Pode fazer isso? Já estava colocando minha mão dentro de minha calcinha. A seda está encharcada, minha boceta quente e inchada pelo desejo. Meu corpo com avidez agarra meus dedos, mas não é o suficiente para me encher. Não é Saxon. O verdadeiro prazer chega quando segura meu rosto em suas mãos e

coloca

o seu

polegar em

minha boca.

Imediatamente começo a chupá-lo, saboreando sua pele e amando como a delicadeza e a preocupação em sua expressão endureceu novamente. — Seus dedos estão profundos? Gemo

minha

resposta,

assentindo,

então

gemo

novamente quando me coloca mais perto de seu pau tenso, a pele esticada avermelhada e a veia grossa palpitando.


— Jesus Cristo, Jenny. A forma como está faminta por ele é linda. E sua boca.... essa boca. — sua voz se aprofunda em um grunhido. — Agora me chupa, toma tanto de meu pau quanto pode, foderei sua boca bem devagar. Seus dentes trincam quando faço, sua expressão escurecendo.

De

repente

parece

irritado,

seus

lábios

retrocedendo em um grunhido, mas sei que significa que seu controle está por um fio. — Sua boca. — Seus dedos agarram novamente meu cabelo. — Cristo... Merda, não sabe o que fez para mim todos estes malditos anos. Uma semana depois que saí da prisão e te encontro na rua principal lamentando que fui preso por te proteger, que faria qualquer coisa para me compensar. E tudo o que podia pensar era que te queria ajoelhada, chupando meu pau profundamente em sua garganta. Deus. Eu teria feito. E teria gostado. Gemo e se empurra mais profundamente, deslizando sobre minha língua. — Mas era a filha de Red. — quase atinge o fundo da minha garganta e começa a retirar, grunhindo enquanto chupo com força. — Então só podia olhar. Não podia tocar. Mas via tudo o que desejava. Não via seus peitos, sua boceta ou sua bunda. Mas via sua boca. Sabia exatamente como deviam ser. Esses


lábios rosados e sensuais. Que tantas vezes imaginei ao redor de meu pau. Masturbava-me até quase estar farto. Empurra lentamente seu grosso pau mais profundo. Com avidez me arqueio para frente para encontrá-lo, mas suas mãos me pressionam, me mantendo quieta. — E nunca havia um maldito alívio. Sempre te via com Anna. — Empurra. — E começou com sua fábrica de cerveja. — Empurra. — E vinha aqui e se sentava bem na minha frente e tudo o que podia fazer era olhar seus sensuais lábios, enquanto falava sobre os contratos e as entregas, mas te desejava de joelhos. Bem assim. Agora está aqui e é infinitamente melhor do que sonhei. Ele empurra novamente mais profundo e então para, sustentando meu olhar. Sei o que deseja. E, Deus, quero dar. Respirando profundamente pelo meu nariz, relaxo minha garganta. — Jenny. — Diz meu nome com seus dentes cerrados enquanto desliza para frente. Meu corpo responde, lutando contra minha reação instintiva quando sua cabeça entra em minha garganta. Arde, mas adoro, porque a expressão em seu rosto enquanto me olha engolir o seu pau tão profundamente, é com certeza absolutamente agonizante.


— Oh, merda — grunhe. — Oh, merda. Olhe. De repente minha garganta funciona convulsivamente, como se engolisse, levando-o mais profundo. Grunhindo, ele sai de minha garganta e respiro desesperada ao redor de seu pau, lágrimas caindo de meus olhos. Me limpo. — Você está bem? Melhor do que bem. Mas com minha boca cheia com seu pau, só posso murmurar minha resposta ao redor de sua forma. — Mmm-hmm... Um estremecimento rasga seu grande corpo. — Cristo, isso é bom. Continua brincando com sua boceta? — Mmmm-hmmmm. — Vou te lamber em um minuto. Princesa respira fundo. — Assim, seus dedos retornam outra vez aos meus cabelos e seu pau entra novamente em minha garganta. Seu corpo está rígido, seu rosto escuro e malvado. O entusiasmo me domina quando me dou conta de que está perto do limite. Gemendo, movo meus dedos mais rapidamente. Seu pau é um nó ardendo em minha garganta até que sai, então me encontro ofegando e já faminta com vontade de mais. Ele me dá mais, entrando profundamente,


até que cantarolo. Minha boca e minha garganta reverberam ao redor de seu grosso pau. Bruscamente se retira de minha garganta e um grunhido escapa de meus lábios. — Agora chupa forte. Merda. — Seus quadris balançam fodendo minha boca em estocadas rápidas e pouco profundas. — Jenny, mais forte. Um gemido baixo soa profundo em seu peito e sei o que significa esse som. Escutei-o tantas vezes esta semana quando me fodia, exatamente antes de gozar. Desesperada para saboreá-lo, chupo mais forte, aproximando e forçando mais profundamente em minha boca com cada estocada. Sua mandíbula tensa, os tendões de seu pescoço esticando. Então seus dedos se contraem de uma vez, me mantendo quieta, mas não pode parar minha boca. Ainda sugo enquanto o primeiro pulso vibra através de seu pau carnudo, minha língua deslizando ao redor de sua enorme cabeça. Seu corpo fica rígido e se balança. Quente, espesso e salgado, seu sêmen se lança em um jorro para a parte de trás de minha garganta e engulo, chupando seu pau mais intensamente. — Puta merda. — sua voz é rouca, quase com dor. Sua respiração é entrecortada, seus dedos se afrouxam enquanto me afasta. Seu grande pau brilha pela umidade de minha boca e é a coisa mais quente que já vi.


Levantando-me, inclina a cabeça e me beija profunda, lenta e docemente. Quando termina, levanta sua cabeça, seu olhar azul escuro inspeciona meu rosto. — Sua ideia era melhor. Ainda sem fôlego, dou risada. — Acredito que sim. — Sim. — Suas grandes mãos descem por minhas costas para segurar minha bunda e, de repente, seu rosto novamente endurece. — Terminou? Quase. Mas não foram meus dedos os que me levaram tão perto. Era o prazer absoluto de senti-lo gozar. — Não. — Bem. — De repente me levanta e me coloca de costas sobre a mesa, suas mãos afastando meus joelhos. Geme quando vê a umidade no interior de minhas coxas. — Toda esta suculenta boceta. Ficou assim tão excitada por chupar meu pau? Minhas costas arqueiam, minha boceta aperta pela antecipação deliciosa. — Sim. — Então farei com que chupe meu pau sempre.


— Abaixa sua cabeça e lambe desde meu joelho até a beira da minha calcinha. Outro gemido escapa de sua garganta e se acomoda, seus enormes ombros me abrindo mais. — Tão doce. Está pronta para que eu coma sua boceta? Está pronta para que lamba seu doce clitóris? Deus.

Estava

tão

desesperada

que

sequer

podia

responder, apenas levanto meus quadris em uma súplica muda. Abaixa

sua

boca.

Através

de

minha

calcinha

encharcada, sinto seu fôlego quente em minha boceta. Sua voz é um grunhido faminto. — Minha vez — ele diz.


Capítulo Três

Minhas pernas ainda estão tremendo enquanto caminho ao banheiro dos empregados. O som rítmico do heavy metal soa através das paredes e ecoa nos batimentos do meu coração. Deus. Meu brilho labial se foi. O rímel secou debaixo de meus olhos. Um rubor ilumina minhas bochechas. Minha trança frouxa está quase completamente desfeita, meu cabelo castanho caindo em ondas sobre meus ombros. Pareço bem fodida e Saxon só utilizou sua boca. Salpico água fria sobre meu rosto quando escuto uma batida, seguida da voz de Anna. Ela entra pela porta quando a abro. — Saxon disse que precisaria disto. Minha bolsa. Tenho a intenção de ficar com Saxon esta noite, assim tem uma muda de roupa e tudo o que preciso para arrumar o desastre em meu rosto. Agradecida, a pego. No espelho que está sobre o lavatório, vejo Anna encostada na parede, olhando para mim e mordendo o lábio inferior.


Encontro seus olhos no reflexo. — O que foi? — Ouvi algo da merda que aconteceu na reunião. É claro que sim. Trabalhando no bar, provavelmente escutava mais dos assuntos dos Riders do que gostariam. — Tem algo a ver comigo? — Sim — respondeu. Toca seus dedos na delicada corrente de ouro ao redor de seu pescoço. Não está apenas preocupada com algo, está incomodada e com raiva. — Alguma vez escutou sobre a cláusula da Primeira Dama? — Escutei mencioná-la. — Na semana passada enquanto estava com Saxon na casa clube. O vice-presidente se referiu à cláusula, mas quando perguntei a Saxon sobre ela, disse que não era nada. — Não sei o que é. — Quer dizer que tem que foder com ele na frente de todo o clube. Oh e também podem te foder. Sinto um nó em meu estômago. — O quê? — Sim. É uma velha regra. Mas, aparentemente, foi discutida na reunião. Uma velha regra. Apoio-me na beirada do lavatório, desesperadamente tentando pensar nas dúvidas enchendo minha cabeça. Saxon disse que não era nada. E me disse que


a reunião foi a mesma merda de sempre, que não havia nada do que me preocupar. Então não acontecerá. — Acho que ouvi falar dela — digo lentamente. — De meu pai. É por isso que deixou os Riders há tantos anos. — Acha que Saxon irá? Uma dor se forma em meu peito. Não. Não acredito que o faça. — Talvez apenas a apagará. Anulará a cláusula. — Provavelmente deveria lhe perguntar. Assenti e afastei as dúvidas. — É o que farei.

Gostaria de voltar ao meu escritório e provar a boceta de Jenny durante a noite toda, mas já que isso não é uma opção, a cerveja que ela destila é a melhor coisa que lhe segue. Seu sorriso quando vê que estou bebendo-a é ainda melhor. Cristo, é tão bom. Estava tão linda quando cheguei esta noite, seu cabelo castanho preso e usando um curto vestido florido. Estava linda com sua boca ao redor de meu pau. Agora, totalmente sexy com essas botas vermelhas e


uma calça de cintura baixa que sempre usa quando saímos de moto e seu cabelo solto ao redor de seus ombros. Ela ficará aqui na garupa de minha moto, logo a terei em minha cama, com sua pequena e suculenta boceta apertando meu pau. Enquanto isso não acontece, ela se senta no banquinho ao meu lado. Não gosto de me sentar enquanto estou na parte da frente. Ao invés disso, estou de pé ao seu lado, com minhas costas no balcão do bar, olhando os irmãos beber e jogar. Os negócios nunca são apenas nas reuniões. Espero que

se

aproximem

em

algum

ponto

da

noite,

para

compartilharem suas preocupações, apoio ou qualquer outra coisa que estejam preocupados. Jenny toca em meu braço. Seus dedos são como uma queimadura em minha pele, no melhor sentido. Mas quando a olho, não tem a expressão zombadora que conheci esta semana. Ao invés disso, seu olhar é vacilante, seus olhos verdes arregalados e preocupados. Instantaneamente todo o resto no bar se foi. Apenas ela está aqui. — O que aconteceu? Ela se inclina mais perto assim sob minha cabeça. A música é muito alta para uma conversa em voz baixa, mas a escuto o suficientemente claro. — Escutei sobre a cláusula da Primeira Dama — diz. Merda. Seguro seu queixo com meus dedos, mantenho seu olhar fixo no meu.


— Não é nada. Ok? Lutarei contra isso. A preocupação se esclarece. Sorri e olha para Anna e o rosto da sua amiga passa de assustado a aliviado. — Ok. Justo assim. Meu peito de repente aperta, volto minha atenção aos irmãos, mas não vejo nada. Tudo o que Jenny me dá é exatamente assim. Tão rápido. Sem dúvidas. Porra, não a mereço. Disse-lhe que seria suave e doce. Nunca sou. Nossa primeira vez, nem vinte minutos depois de Reichmann aparecer, pressionei-a no assento de minha motocicleta enquanto me metia por trás em sua boceta. Toda vez pretendo ir devagar e suave, mas ao invés disso, faço rápido e com força. Mesmo esta noite. Ela é tão linda e delicada e mesmo assim agarrei seu cabelo e empurrei meu pau em sua garganta até que sufocou com ele. Deveria estar com alguém melhor. Alguém que a trate com gentileza. Sei disso mais do que ninguém. Mas mesmo assim nunca a deixaria ir. Não posso. Mesmo se pudesse, não o faria. Ela me dá tudo o que já desejei. Apenas dá. Não quer que outro homem a toque. Muitos anos atrás foi muito machucada. Não apenas porque sangrou quando estava no chão, mas porque o medo nunca se foi e a paralisa. Mas comigo está sempre quente, doce e pronta. Naquela primeira noite disse que me amava, e provavelmente é verdade, mas o amor não é um interruptor mágico que pode acender e apagar


um corpo dessa maneira. Só a confiança pode e ela confia em mim desde que acabei com aquele estuprador filho da puta. Também não mereço isso dela. Mas tenho. E nunca trairei sua confiança. Nem por meus irmãos. Faria qualquer coisa por eles, exceto isso. Deixar tocá-la, sabendo como reagiria? De maneira nenhuma. Não no clube, não aqui, não por nenhuma razão. Podem olhar o que quiserem. Não sei como um homem poderia não amar olhá-la. Somente não a toquem. Blowback se aproxima. Se meu olhar é tão horrível como me sinto, é provável que seja o único que se atreva a fazê-lo neste momento. Ele não tem mais bolas que os outros. Apenas se preocupa menos com seu bem-estar. — Burnout? — pergunto. Bêbado na maldita reunião. — Esta tarde teve um churrasco familiar. Diz que perdeu o controle de quanto bebeu. — Multe-o. Cento e cinquenta. Da próxima vez que perder o controle tirarei seu patch. Blowback assente. Olha inexpressivamente para os outros — Goose está comprando novamente. Metanfetamina. Não me preocupo muito com o que os caras

usam

em

seu tempo

livre.

Meu vice-presidente

tampouco. Anteriormente pagamos a fiança de Goose por essa merda e conseguimos limpá-lo, mas isso é parte de sermos irmãos. Guardamos as costas. Cuidamos um do outro. Então só há uma razão para trazer à tona o assunto.


— Usava seu colete? — Os policiais só fodem por uma razão, para fazer uma batida em nosso lugar. Goose ganhará algo pior que um chute na bunda se for apanhado comprando ou vendendo enquanto ostenta nossas cores. — É o que dizem. Eu não vi. — Quem disse? — O recruta que Lily golpeou na semana passada. — Quando o olhei, deu de ombros. — Paguei-lhe outra visita. Queria saber quem era o distribuidor

dos

Eighty-Eight.

Disse

que

deveríamos

perguntar a Goose. — Não acreditaremos na palavra desse merda a respeito de Goose. — Não. Mas vigiarei. — Dê-lhe uma advertência. — Já fiz. Assenti e se retirou. Jenny pressionou sua coxa na minha. Olho para ela, mas conversa com Rita, que está sentada no banquinho a seu lado. Então, não tenta atrair minha atenção. Só me manter perto. Depois olha por cima do ombro com um brilho de diversão em seus olhos e isso atrai a atenção do meu pau. Merda. Então é assim que será. Uma noite terrivelmente longa e ficarei duro como uma rocha cada vez que me olhar. Mas esse olhar vale a pena.


Termino observando-a enquanto observo o que acontece ao redor. Não estamos por muito tempo juntos e tê-la no Den, ao meu lado, é novo para ambos. Mas tem uma forma tão fácil de falar com as pessoas, que faria acreditar que esteve aqui por um tempo. Também é rápida. Alguns dos irmãos se aproximam e só querem bater os punhos e falar merda por um momento. Algumas vezes nos acompanha. Mas quando falam de negócios, parece entender sem que lhe dissessem nada e sai para nos dar privacidade. Provavelmente é por conviver todos esses anos com o presidente dos Titãs. Certamente, de vez em quando, seu pai atendia negócios do clube em sua casa. Embora não deve ser exatamente o mesmo. Vejo os irmãos foderem no fundo do clube. Reconheço algumas Senhoras e algumas garotas locais que gostam de se divertir. Cada vez mais novas pessoas apareceram, a maioria vinda do sul de Bend. Alguns de Portland. Não sei o que esperam ou o que ouviram sobre o clube, mas frequentemente vêm por suas cabeças. Stone e Gunner mantêm vigilância em busca de qualquer problema, então animo os irmãos a guardar a merda. É mais fácil ver se uma conexão vai mal quando está bem a nossa frente. Alguns mais perto que outros. Das mesas de bilhar, uma gritaria se levanta sobre a música. O suficientemente alto para chamar a atenção de Jenny. Gira sobre seu banquinho e olha naquela direção. Embora não haja nada para ver. Apenas Old Timer e Spiral passando giz em seus tacos enquanto Hashtag bate nas bolas com seu taco.


Embora a maioria da atividade do bar tenha diminuído. Em suas mesas, os irmãos discretamente se acomodaram para ver o show. Jenny me olha. — O que aconteceu? Chego mais perto, minha perna pressionada na beira do seu assento. — Old Timer acaba de apostar sua Senhora. Franze suas sobrancelhas escuras. — Uma aposta? — Sim. Ri um pouco. — Você se lembra que Old Timer joga muito no circuito dos grandes torneios? Foi mencionado no Observer algumas vezes, certo? O jornal local. — Bem lembrado. Mas nem sempre ganha enquanto está aqui. — Spiral é tão bom? — Não. — Quando arregala seus olhos verdes, explico um pouco melhor. — Algumas vezes Old Timer perde o jogo. Depende se está castigando a Helena ou não.


Franze seu cenho rapidamente. — Castiga a entregando para alguém mais? — Castiga não entregando. Fica boquiaberta e olha para Helena. Com o cabelo encaracolado de cor vermelha e seios firmes, a Senhora de Old Timer sempre parece bem quando está no braço dele, mas esta noite usa uma mini saia vermelha, uma camisa branca que expõe mais decote com cada respiração e saltos vermelhos altíssimos. Aperta os grossos bíceps do Old Timer com suas unhas e lhe oferece um sorriso descarado. Sem dúvida Helena sabe o que receberá esta noite. — Deveria vir em seu aniversário ou no Natal! — diz Anna do outro lado do balcão, por cima do barulho da música. — Nessas ocasiões a deixa ter cinco ou seis meninos. Temos que pôr uma toalha! Jenny rapidamente levanta sua mão para cobrir sua risada. Olha-me em busca de confirmação. Quando concordo, volta a olhar para Anna, que sorri e se afasta para anotar outro pedido. — Muito bem então. — Sem parar de sorrir, Jenny dá um gole de cerveja e observa novamente Helena. — Deus, espero ter seu corpo quando tiver sua idade. — Pode ter, contanto que ainda te tenha.


Sopra e bate sua perna

na

minha.

Estou duro

novamente e preciso prová-la, por isso inclino minha cabeça e apanho sua boca. Tão doce. Deixa-me bem ali enquanto seus olhos verdes brilham

de desejo quando a solto. Sua

respiração acelera. Seu olhar se move novamente para as mesas de bilhar e casualmente toma outro gole, mas pela forma como sua bunda se contorce um pouco em seu assento, sei que está tão dolorida quanto eu. Isto não ficará mais fácil. Old Timer ganha o turno para romper e começa a bater às raiadas. Faz uma pausa quando olha para Helena, que devolve o olhar e então um amplo sorriso curva seus lábios vermelhos quando encaçapa a bola oito. Gritos e aplausos surgem dos outros irmãos. Old Timer apenas se endireita, vendo como ela apoia suas mãos na beirada da mesa de bilhar. Spiral espera uma piscada de Old Timer antes de fazer sua jogada. Ao meu lado, Jenny está com os olhos arregalados e bebe metade da sua cerveja. — Está tudo bem? — Podemos sair daqui se quiser. Ela balança a cabeça sem desviar o olhar. Casais foderam durante toda a noite e ela não deu muita atenção. Posso adivinhar por que isto é diferente. É Helena. Não é por causa de seus saltos altos ou seus grandes seios, e sim pela alegre expectativa que reflete em seu rosto quando Spiral levanta sua saia, deixando sua redonda bunda descoberta e mostrando uma tanga vermelha. É a forma como todo seu corpo estremece e seus olhos permanecem em Old Timer


quando o homem atrás dela, coloca seus dedos entre suas pernas e levanta sua mão para mostrar a todos o quanto está molhada. Quando é tão forte e verdadeiro, o prazer de uma mulher é uma coisa fascinante e é difícil desviar os olhos dela. Porra, essa é parte da razão pela qual não posso desviar meus olhos de Jenny quando está comigo. Gosto de vê-la exatamente como a vejo neste momento. Com um pouco de brilho labial em sua boca, que pensei que quando a beijasse, teria o sabor de cerejas ou baunilha, mas apenas saboreei Jenny. O brilho sensual de sua boca enquanto seus lábios se separam e deixam escapar uma pequena

respiração

entrecortada.

Não

preciso

olhar

novamente para saber que Spiral simplesmente encheu a boceta de Helena com seu pau. As coxas de Jenny estão fortemente pressionadas, da mesma maneira que pressionam meu pulso quando estou bombeando sua boceta com meus dedos, da mesma maneira que pressionam minha cabeça quando a estou fodendo com minha língua. Cristo, meu pênis nunca doeu tanto. — Você gosta de olhar? — Acho que sim. — me olha. — E você? — Porra, sim.


Olha para minha ereção tentando arrebentar minhas calças e seus lábios brilhantes se estendem em um sorriso. Tomando um gole, volta seu olhar para a mesa de bilhar. — Alguma vez você fez isso? — Durante meu primeiro ano com os Riders. — Extasiado e muito feliz de enterrar meu pau onde pudesse.

Mas

foder

enquanto

outros

olham

se

torna

entediante rápido demais. Assente e olha para os outros irmãos. Quase todos olham. — Mas isto realmente não é nada para eles, certo? Simplesmente não é importante. Talvez, penso recordando de novo a cláusula da Primeira Dama. — Para a maioria não é nada — digo. — Não é nada para o Spiral. Mas é algo para eles. Old Timer e Helena. Jenny olha para o Homem, então para sua Senhora. Sustentam o olhar um do outro enquanto que Spiral bombeia lentamente dentro dela e, a julgar por suas caras, os dois tiram mais proveito disto do que o homem que a fode. Entretanto, Helena ainda não tem o suficiente, embora Spiral esteja entrando profundamente. O mel de sua boceta brilha em toda a longitude de seu pênis. Com cada golpe, praticamente se retira antes de afundar lentamente até suas bolas de novo. Mordendo o lábio inferior, ela levanta mais sua bunda e flexiona seus braços enquanto se apoia na


beirada da mesa de bilhar, tentando obrigá-lo a ir mais rápido e mais forte. Entretanto, ele só agarra seus quadris e a mantém imóvel enquanto desliza seu pau. Ela levanta seus olhos suplicantes para Old Timer, que balança sua cabeça e ela responde, talvez o amaldiçoando, talvez lhe suplicando. Não posso ouvir uma só palavra por cima da velha balada do Guns N' Roses, que é o pior acompanhamento

que

ouvi

para

uma

foda,

mas

sua

frustração é clara. Está próximo de gozar, mas Spiral ainda não a está levando-a ao orgasmo. Ao invés disso, captura seus braços quando os coloca novamente sobre a mesa, puxando seus pulsos nas suas costas e os segurando com sua mão esquerda enquanto se apodera de seu cabelo com a direita. Ela se inclina sobre seus quadris, arqueando suas costas e ele utiliza o agarre por seus pulsos e seu cabelo para arrastá-la sobre seu pau. Ainda tão lento e, cada vez que tira seu pau, tudo o que posso imaginar é Jenny diante de mim, sua apertada boceta quente ao redor de meu pau. Então enquanto Helena se contorce e se sacode, abrindo sua boca, só posso pensar na boceta de Jenny ordenhando cada centímetro de meu pau. Jesus. Bebo rapidamente alguns goles para esfriar meu sangue e olho para Jenny. Está ruborizada e se contorcendo. Sem deixar de olhar para Helena, me diz — Quero fazer isso quando chegarmos a sua casa. — Porra, sim.


— segurando seus pulsos, puxo-a para trás sobre meu pau. — Devagar ou forte? — Os dois. — Terá ambos. — Pela maneira que meu pau está, terá ambos algumas vezes. Mas agora só posso inclinar minha cabeça e provar sua boca. Não quero deixá-la. Meus dedos ficam entrelaçados ao redor de sua nuca quando me endireito novamente. Spiral não terminou. Olha para Old Timer, que aponta a Hashtag. O recruta não perde um segundo antes de correr diante de Helena e liberar seus seios. Fecha sua boca em de seus grandes mamilos quando Spiral começa a foder seu interior. Seus olhos se tornam frágeis e a felicidade pura afrouxa seus lábios. Foda-se isso. Se alguém tiver mais negócios pode esperar até manhã. É um prazer ver Helena, mas minha mulher está com tesão e nenhuma é mais linda que Jenny quando goza. Arrasto meu polegar pela lateral de seu pescoço. Quando levanta seu olhar, pergunto — Pronta para sair daqui? Ela desce do banquinho quase antes que termine de falar. — Sim.


Seguro sua mão e caminho para a porta. Mas nunca é tão fácil. Há mais negócios lá fora. Com seu cabelo loiro solto, Zoomie está no canto do estacionamento, cutucando as engrenagens de uma moto esportiva sob a luz de uma lâmpada. Ao lado das outras motos, essa é uma merda gasta de brinquedo para conduzir. Merda.

Não

posso

ignorar

isto.

Sua

chopper 4

personalizada parecia em pedacinhos, mas é melhor andar por aí em uma jaula5 do que nesse pedaço de merda. Sem soltar a mão de Jenny, cruzo o estacionamento. Ainda está quente para caramba, apesar de que começará a refrescar rapidamente por volta da meia-noite. — Zoomie! Suas costas ficam rígidas antes de olhar por cima de seu ombro. Sabe o que vem, mas aparenta não saber nada. — Sim, chefe? — Conduziu isso até aqui? — Praticamente. — Fica de pé e o olhar que dá à moto esportiva teria feito retroceder a maioria dos homens. — O motor falhou no caminho. — Usava suas cores sobre ela? — uma maldita vergonha para todo o clube.

4

É um tipo de motocicleta modificada, com forquilha mais larga, o que lhe dá batalha e avanço maiores que o resto de motocicletas. 5 No jargão dos motociclistas, referem-se a um carro.


Franziu suas sobrancelhas loiras — É obvio que não. Vim assim. Com uma camisa preta e calça jeans. Assim não terei que chutar sua bunda. Ao invés disso poderia chutar a de meu vice-presidente. — Blowback te deu uma motocicleta que não funciona? Uma fodida Honda? — Não. Peguei emprestada de um amigo. — Ele deveria encontrar algo para que conduzisse. — E lhe disse que a enfiasse em sua bunda — diz, e apenas porque fala comigo sua voz se mantém neutra, mas cada linha de seu corpo me diz que estava com raiva que Blowback se aproximou. — Não aceitarei nada dele. A próxima coisa que dirá é que preciso de umas mamadas ou alguma merda. Que não posso lidar com as minhas responsabilidades. Não, ele não faria. Só acha isso porque enquanto ela tentava conseguir um patch, Blowback se cansou dos irmãos que se concentravam no fato de que tinha peitos e disse o que realmente importava, se podia cuidar de si mesma até em seu pior momento. Zoomie o interpretou como se acreditasse que era frágil e Blowback nunca a corrigiu. Não corrigirei isso. Esse é seu maldito problema. Mas esta merda é meu problema. — Disse-lhe que lhe conseguisse isso. Ela ruboriza um pouco.


— Agradeço, chefe. Mas não quero que ninguém pense que estaria melhor pendurando meu colete e me convertendo em uma maldita Senhora. Sem ofensa, Jenny. — Nenhum problema — responde com facilidade e gosto muito disso. Jenny também não quer ser uma Senhora, mas não corrige a suposição de Zoomie dizendo que não me pertence. — Todos sabemos que nunca se encaixaria. Zoomie sopra. — Não, não faria. — Sempre e quando não se importar em utilizar uma jaula por uma noite — adiciona Jenny — pode pegar minha caminhonete. Se me pegar na casa de Saxon amanhã, podemos ir para o rancho. Tenho uma motocicleta que pode pegar emprestada. Com seu rosto neutro, Zoomie me olha. Sei o que se pergunta, como um Hellfire Rider poderia pensar em entrar no rancho dos Erickson e muito menos pedir emprestada uma motocicleta a filha do presidente dos Titãs. — Pode dar uma olhada. — digo. Não importa o que tenha passado na reunião dos Titãs, Red quer que estes clubes se fundam tanto quanto eu. Não causará um problema por isso. Olha para Jenny. — Então te verei amanhã. A que hora? — O mais tardar, às oito.


Não é muito tempo. Porque tem trabalho em sua fábrica de cerveja e esta noite a terei agachada diante de mim, sobre meu pau. Não desperdiçarei nem um segundo mais. Espero o tempo suficiente para que Jenny dê suas chaves a Zoomie e então estou a levo em meus braços, até a minha motocicleta enquanto ri. Antes de ligar o motor, desliza suas mãos ao redor de minha cintura e diz com voz rouca — Não se esqueça, devagar e forte. Conduzo em alta velocidade para minha casa. Carinhoso e lento, me lembro. Exatamente como Jenny merece. Mas quando chegamos ali, o lento se transforma precipitadamente em rápido e forte, e um pouco mais forte cada vez que vem.


Capítulo Quatro

Acordo sozinha na grande cama de Saxon, com a brisa de um ventilador oscilante, levantando o único lençol que cobre meu corpo nu. Não há ar condicionado na casa, então Saxon deixa a janela aberta durante a noite para que saia o calor que aumenta durante o dia. A clara luz pela fresta da cortina me diz que é apenas depois do amanhecer. Não há muito ruído vindo do lado de fora, ao menos não assim tão cedo em uma manhã de domingo. Apenas alguns pássaros piando. O mundo se encontra na cama, exceto Saxon. E eu. Ainda estou cansada, mas sei que não voltarei a dormir. Ultimamente o sono não vem facilmente e é provável que não venha em absoluto sem Saxon ao meu lado. Roubo uma grande camiseta de uma prateleira em seu armário e vou a sua busca. Não pode estar longe. A casa não é tão grande, apenas um bangalô com um dormitório. Vive sozinho, mas não parece ficar muito por aqui, embora saiba que se mudou há uns seis anos. Não há fotos penduradas


nas paredes. Nada de tapetes cobrindo os pisos de madeiras. Há um sofá e uma estante na sala de estar, mas não há televisão. Apenas uma pequena mesa com duas cadeiras na cozinha e não há nada mais que uma cama e um ventilador no quarto. A casa só parece servir como um lugar para comer e dormir. Mas apesar de ser apenas para uma pequena parada, ele a mantém limpa. Muito mais limpa do que esperava de um homem que vive sozinho. Saxon diz que lhe dou muito crédito, que tem uma empregada que vem uma vez por semana, mas ele faz com que seu trabalho seja fácil. Nunca o vi deixar nada jogado por aí. Desde a escova de dente até um copo, logo que o utiliza, o guarda. O corredor está escuro. A sala de estar e a cozinha estão vazias, mas agora escuto um leve barulho através da porta que conecta a cozinha com a garagem, onde guarda sua motocicleta e seu equipamento de exercício. Além da cama, é o único lugar onde parece gastar qualquer tempo significativo enquanto está aqui. O ruído me diz que o verei antes que abra a porta, mas mesmo assim paro. Não pode esperar que uma mulher mantenha seus neurônios funcionando quando Saxon está com o torso nu e golpeando o pesado saco pendurado no teto da garagem. Está de costas para mim. Não vejo suas costas nuas com frequência. Meus dedos agarraram esses ombros enormes tantas vezes, aferrando-se a seu corpo sólido enquanto entra em mim, mas esta semana não tive muita


oportunidade de apenas olhar. Quando tira sua camiseta, geralmente se encontra em cima de mim ou atrás de mim. Agora meus olhos estão gulosos, saboreando cada centímetro e retrocedendo por segundos. Porra. Jamais terei o suficiente dele. Seu suor brilha sobre sua pele bronzeada. O emblema dos Hellfire Riders está tatuado sobre seus largos ombros e, a cada golpe, seus músculos flexionam brandamente debaixo das asas de fogo e dão vida à tatuagem. Seus fortes braços, seus bíceps e tríceps enormes parecem esculpidos em pedra. Sua calça de moletom caída sob seus quadris, só quero lamber ao longo das linhas tensas e definidas dos músculos que se dirigem para baixo da sua cintura até seu traseiro perfeito. Este homem lindo é meu. Por um segundo sequer posso respirar, meu coração está apertado. Saxon faz uma pausa, com seu peito arfando. Sem olhar por cima de seu ombro diz — Vem aqui. O piso de concreto está frio sob meus pés, mas apenas alguns passos me levam para o tatame negro do ginásio que cobre a metade da garagem. Um rack de halteres e uma árvore de placas olímpicas se encontram contra a parede de trás de sua bancada de pesos. Joga suas luvas de boxe sobre o banco enquanto me aproximo. Desliza seus dedos em meu cabelo, me atraindo em busca de um beijo. Não é profundo nem quente, apenas um "bom dia" úmido, mas mesmo assim me esquenta até a ponta de meus pés. Deus, amo seu cheiro e todo este suor só faz com que sua essência seja mais forte.


Começa a desembrulhar suas mãos e seus olhos azuis escuros se estreitam enquanto me olha. — Deveria estar na cama ainda. Quando dormiu finalmente, faz uma hora talvez? Talvez. Não sei dizer. Mas se Saxon o fazia, tampouco deveria ter dormido. — Você está acordado. — Assinalo. — Sim, porque minha mulher ficou acordada toda a noite, apesar de ter sido fodida até a exaustão por horas. Essa merda da Primeira Dama te incomoda? — Não. Te incomoda? — Só se surgisse e te causasse um segundo de preocupação. Essa cláusula é uma merda e todo mundo sabe. Concordo, olhando a flexão de seu peito enquanto relaxa o aperto de sua mão em meu pulso. — Para falar a verdade, pensava nos planos de negócio, depois que retirar os Riders do rancho e transformar sua casa clube em um ginásio. — Sim? — Humm. Acredito que deveria colocar uma grande janela na frente do edifício e realizar seus treinamentos bem ali. Sem sua camisa. Atrairá tantos novos clientes que... Ele me cala com um beijo, rindo em meus lábios.


— Não estou interessado em fazer isso em público. Agora faça algo útil e suba em minhas costas por alguns minutos. — O quê? — Fica evidente quando se deita sobre o tatame em posição de flexões e espera. — Sério? — Seu peso me dará apenas a resistência suficiente para tornar isso mais interessante. Vamos. Senta seu pequeno traseiro entre minhas omoplatas e então fique quieta. Louco. Cautelosamente me agacho, colocando o longo comprimento de sua camiseta entre minhas pernas, porque no momento me encontro nua por baixo e de repente meu rosto se ruboriza. Apenas espero, sólido como uma rocha debaixo de mim. Quando balanço com meus joelhos dobrados e os dedos de meus pés sobre o tatame, levanta-se suavemente. Quase caio, mas me seguro em seus ombros, rindo enquanto faço isso. Deus. Abaixa de novo. Até onde posso dizer, não faz qualquer esforço real, apesar de levantar um extra de sessenta quilos. — Se está tentando me impressionar, funcionou. — digo. Sinto sua risada breve irrompendo de seu peito, em seguida volta a trabalhar novamente. Não consigo ficar quieta. Suavemente meus dedos riscam a borda superior de sua tatuagem. Tem outra mais acima em seu braço, uma caveira sorrindo e alguns ossos cruzados.


Alguns motociclistas usam caveiras em sua pele e não significa nada. Mas Saxon usa um patch similar em seu colete, e isso sim significa algo, que matou alguém. — Esta é pelo Timothy Reichmann? — O homem que me atacou há tantos anos e a razão pela qual os Eighty-Eight Henchmen agora vem atrás de mim. O atual presidente dos Eighty-Eight é o irmão caçula do Reichmann. Um grunhido serve como a resposta de Saxon. Sim. Talvez agora não seja tão fácil quando está flexionando quinze ou vinte destes. — O que são estes números nos dentes? — nos dentes superiores da caveira, um espaço separa um e dois dozes de um seis, de um quinze, e de um dezoito; um dez, um cinco, um quatorze, outros quatorze, e um vinte e cinco se encontram coloridos nos dentes inferiores. Ele abaixa sobre seu estômago. — Isso virá até você. E não se mova, porque vou fazer outra série em um minuto. Estudo os números. Os dois na parte superior deveriam ser datas. — Onde você fez esta tatuagem? — No primeiro ano que estive fora. Da prisão. Então tem há nove anos. Se os números representarem uma data, não posso entender a que se refere, e de qualquer modo agora me encontro distraída. Uma


cicatriz grossa se estende desde debaixo de sua axila e para cima até sua omoplata. É reta, mas as beiras são desiguais. Não posso imaginar como a fez. — De onde veio isto, de um acidente? — Uma metralhadora. Parte do painel da porta de uma Humvee ficou preso aí. Uma Humvee? Meus dedos percorrem a crista pálida. — Foi ao serviço militar? Quando? Onde? Não no tempo que o conheci e só tinha vinte anos quando o júri o declarou culpado de homicídio e o enviou para longe por cinco anos. Sei com certeza que depois não se alistou. — Kosovo. E foi quando sai da escola. Uni-me aos Marines, passei pelo treinamento básico, fui designado para minha unidade e fomos implantados uns três meses depois. Uma missão de manutenção da paz, mas depois de uma semana, fomos atingidos pelos insurgentes. Fui enviado para casa por invalidez. — Invalidez? — Sim. — Suavemente se levanta de novo. — Não podia levantar esse braço o suficientemente alto para apontar um rifle. Não pude durante uns três anos. Com doçura digo. — Para então ir para a prisão.


— Sem nada o que fazer além de reabilitação. — Acima e abaixo. — E foi por isso que chutei o Reichmann ao invés de lhe tirar de cima. Não tinha força nesse braço. Meu olhar desliza sobre o crânio colorido em seu ombro. — Então suponho que pode culpar os insurgentes por matá-lo. — Não. — Faz uma pausa com seus cotovelos dobrados, seu tricípite como bronze esculpido. — Culpo o Reichmann. O maldito teve o que merecia. Mas não teria feito se meu braço funcionasse corretamente. Teria apenas golpeado seu traseiro e teria me afastado. — Entendo. — Com um suspiro, passo minha mão sobre o crânio. Seus músculos se flexionam ritmicamente debaixo da palma da minha mão. — Gostou de estar no exército? Outro grunhido. Sim. Na verdade, não me surpreende. — O clube é semelhante em algumas coisas certo? Pelo menos é, para muitos dos Titãs. — Muitos são ex-militares. Então também é para a maioria dos Riders. — Só há algumas regras diferentes.


Mas mesmo assim é tudo a respeito da lealdade, da irmandade e de servir a um propósito. O propósito é diferente, claro. Entretanto no centro, tudo é sobre a liberdade. O exército a defende e os clubes a abraçam. — Muitas regras diferentes. Mas não discutirei. Não está correto, mas tampouco está errada. Agora levante-se. — Quando o faço, Saxon se vira e deita com suas costas sobre a esteira, então me coloca sentada sobre seu estômago. — Jenny, te direi a verdade, quando retornei me encontrava em um lugar muito ruim. Gostei de fazer parte do exército, gostei de servir, então me tiraram. Como se não fosse capaz de entrar. Então me unir aos Riders parecia como uma segunda chance para ser parte de algo como isso novamente. — olhou para minhas coxas, estendidas sobre ele e com a grande camiseta escondendo tudo no meio. — Está usando calcinha? Nego com minha cabeça. — É sua boceta ficando úmida sobre mim? Sorrio. Coloco minhas mãos em peito e movo um pouco minha bunda, esfregando minha pele quente

em seu

estômago. — Talvez. E está preso. Agora me diga por que acordou tão cedo.


Segura minha nuca e me abaixa, até que meus peitos estão esmagados contra seu peito e nossas bocas estão separadas por apenas um suspiro. Sua voz é rouca. — Acha que isto funciona assim? — Parece funcionar para você. — Lentamente me esfrego novamente nele e vejo a luxúria escurecer seus olhos. — Cada vez que tento te esconder algo, só descobre me fodendo. — Então, o que esconde agora, princesa? — Sua mão livre desliza sobre minha coxa. — Por que não conseguia dormir? Minha garganta aperta. De repente não me sinto tão quente e sensual. Saxon franze seu cenho e vira de lado, me levando consigo. Suas grandes mãos embalando meu rosto. — Jenny? — Não escondo. — Minha voz tensa. — Só tento não pensar nisso. — Seu pai? Com minha respiração instável, assinto e ele repousa sua cabeça em meu ombro. — Toda a semana viu seu advogado — digo. — E ontem à tarde veio com uma pilha de papéis para que assinasse. Colocou a propriedade em meu nome, me


acrescentou às contas bancárias, fazendo todos os acertos para... depois. — Porque não quer que tenha que lidar com toda essa merda quando estiver de luto. — Eu sei. — embora doa tanto assim, não sei como passarei por isso de qualquer forma. — Não existe um testamento em vida, você sabe, para quando ficar tão doente que não possa... — Não consigo terminar. Balanço minha cabeça — Todos esses papéis e não existe um testamento em vida. Pensaria que seria a primeira coisa que o advogado lhe daria. — Sim. — a resposta soa cheia de ânimo. — Foi a primeira coisa que recebemos de minha mãe. Porque Saxon passou pelo mesmo. Jamais menciona, mas é uma cidade pequena, lembro de escutar quando ela morreu há seis ou sete anos. Câncer de mama, acredito. Avanço com meus cotovelos. Usa essa expressão estoica novamente. Desta vez não posso lê-la, mas provavelmente não precise fazê-lo. Também perdi a minha mãe. — Sinto muito. Não a conheci muito bem. — Só de vista, e a maior lembrança era de vê-la chorando na sala do tribunal depois que ele recebeu o


veredicto de culpado, uma mulher alta, de cabelo escuro, com olhos ternos e uma forma tranquila de se mover. — Parecia bastante doce. Isso faz com que aperte seus lábios. — Não, não era. Era uma velha obstinada. — Sério? — Meu pai fugiu quando tinha três anos, então éramos apenas ela e eu. Limpava casas no Pene Valley Lodge até que ficou ruim das costas, e mesmo depois que não podia trabalhar por tempo integral sempre houve comida na mesa, sempre um teto sobre nossas cabeças. Sempre seguiu adiante. — seu sorriso desvanece. — Até que não pôde mais. — Sinto muito. Ele sacode a cabeça e novamente se concentra em meu rosto. — Acha que existe uma razão pela qual Red não fez um testamento em vida. — Sim. — pressiono meus lábios e passa um longo momento antes que continuo — Não acredito que espere até que o câncer o leve. Acredito que apenas dará um passeio e não retornará.


Esfrega seu polegar em uma suave carícia sobre meus lábios trêmulos. — Também o faria. Lutaria. Mas quando não há nada mais pelo que brigar? Deixaria tudo preparado e aguentaria, até que, esperar por mais tempo significasse não poder mais dirigir minha motocicleta. Então também daria um passeio. As lágrimas transbordam quando concordo. — Eu sei. E minha cabeça entende. Mas aqui? — toco sobre meu coração. — Não é tão fácil. Ontem à noite apenas pensava que ele está tão sozinho aí fora. E se esta noite se for? Ou se estiver passando mal e precisar de ajuda e não estou em casa? Ainda não está nesse ponto, mas eu apenas... sinto-me tão culpada. Saxon segura meu rosto, me vira de costas e me olha com as sobrancelhas franzidas. — Por que está aqui ao invés de estar em casa? — Não é porque estou com você. E sim porque não estou lá. — Quer começar a passar as noites no rancho? Estremeço. Neste momento o que quero não importa muito. E sim, quero estar com meu pai. Mas até isso não é tão importante como estar lá por ele. — Acredito que deveria.


— Então vá. Eu e você temos muito tempo. Você e seu pai não. Então pegue tudo o que precisa e estarei lá quando precisar de mim. Tudo bem? Deus. Há trinta segundos, pensei que amava Saxon Gray. Mas isso não era nada em comparação ao que sinto agora. Levanto-me e estendo minha mão, passando meus dedos em seu cabelo escuro. Seu beijo é quente, doce e muito rápido. Levanta a cabeça e seca as lágrimas dos meus olhos. — Jenny, será difícil. Muito difícil. Acrescentei mais quilômetros em minha motocicleta quando minha mãe esteve doente, do que em todos os anos anteriores ou depois. — Respirando profundamente, balança sua cabeça. — Só me avise se precisar sair. Ou o que seja melhor para você. — Você faz o mesmo para mim — digo com voz rouca. — Estar com você. — Então, gostaria de um passeio — responde e solto uma risada antes que me beije de novo e me levante da esteira. — Você me quer agora? — Sempre. — coloco meu rosto em seu pescoço, me sentindo amada enquanto me segura com seus fortes braços e me carrega pela cozinha. Agora muito mais fraca a luz que filtra pelas janelas. — Então por que estava acordado? O que te preocupa?


— Você. — No seu quarto, me deita no centro do colchão e também deita, seu peso afundando entre minhas coxas, a parte superior de seu corpo em seus cotovelos. Sua voz é grave, mas sua boca é suave enquanto beija meu pescoço. — E como sou sempre bruto com você. — Gosto de bruto. — Mas merece algo devagar e doce. E desta vez serei, princesa. Prometo. Não preciso disso. Mas lamento quando meus lábios são persuadidos para que se abram. O lento impulso de sua língua na minha é compensada pelo tranquilo balançar de seus quadris entre minhas coxas. Uma dor oca e quente se abre dentro de meu peito, e uma dor ainda mais quente se agita a seguir. Deus, o jeito que me beija. Nunca fui beijada assim antes. Como se fosse preciosa, linda e querida. Meus olhos ardem enquanto seus lábios quentes viajam por minha garganta. O ar frio do ventilador se estende por cima da minha pele, logo se encontra novamente sobre mim, sólido e quente, o pelo do seu peito roçando em meus mamilos rígidos cada vez que oscila sobre mim. Ainda é gentil e doce, e quase não posso suportar o desejo que se forma. Meu corpo arqueia debaixo do dele. — Saxon. — é uma súplica indefesa. — Dentro de mim. Devagar, em meu interior.


Grunhe em meus lábios e estende sua mão em busca do preservativo escondido debaixo de seu travesseiro. Sua mão esquerda desliza entre minhas pernas. Solta um suspiro. — Aqui é onde sempre perco minha cabeça. Está tão molhada. — coloca seu dedo médio em meu interior. — Tão apertada. Chio enquanto seu polegar roça sobre meu clitóris. Ele me observa, com os olhos selvagens, mas seus movimentos controlados enquanto tira sua calça de moletom e rasga o pacote. — Coloque isso. Mal consigo colocar. Seu dedo está em minha boceta. Não consigo parar meus quadris de se moverem com ele e minhas mãos tremem enquanto coloco o preservativo em sua ereção.

Sua

expressão

dura,

totalmente

no

controle,

posiciona-se na minha entrada. Sua boca desce para a minha. — Princesa, envolva suas pernas ao meu redor. — Me beija suavemente quando o faço, e sua voz fica tensa pela resistência — Devagar, certo? Deus, sim. — E profundo. — Totalmente profundo — diz e começa a entrar em mim.


Respiro. Então entra profunda e lentamente, esta parte sempre é lenta. É muito grande, tão deliciosamente longo e grosso e não importa quão molhada me encontre, minha pele sensível arde e se estica para aceitar sua grossura. Depois dos primeiros impulsos será capaz de mover-se diretamente, mas no começo estou sempre tão apertada como se fosse novamente nossa primeira vez. Sua

boca

toma

a

minha,

sua

língua

entrando

lentamente em meus lábios enquanto seu pau me penetra mais profundo. Gemo em sua boca com cada pequeno impulso. Ele é tudo o que me rodeia. Tudo o que posso saborear, tudo o que posso cheirar, tudo o que posso sentir. Sua bunda flexiona em meus calcanhares e de repente quase se encontra por completo em meu interior, detendo-se para deixar me adaptar. Oh, Deus. Não é suficiente. Afasto minha boca da sua. — Mais profundo. Grunhe, seu corpo rígido sobre o meu. — Jenny bati no fundo. Não tem como. Tenho mais pau, mas você não tem mais boceta. — Tenho. —

Minhas

costas

arqueiam

e

minhas

pernas

o

envolvem, tentando puxá-lo mais em meu interior. Quando me aperta forte, entra mais profundo. Está totalmente dentro de mim. — Estou até minhas bolas enterradas profundamente.


— segurando meu quadril, entra em mim e sim, sim. Oh, merda. Grito em sua boca e amaldiçoo, sacudindo sua cabeça. — Não entrarei mais profundo — diz com voz rouca. — Furarei você com meu pau. Jesus. Sofria cada vez que te fodi? — Não. — apertando minhas pernas, tento puxá-lo mais perto novamente. — Por favor. — Jenny. — Grunhe meu nome, mas entra mais profundo, devagar, olhando em meu rosto. Seu comprimento me enche, bem no limite da dor, mas é bom. Tão bom. Estou ofegando enquanto o seu pau toca o final de meu canal inchado de desejo. É puro prazer, mas então a pressão aumenta e de repente tudo é mais, o êxtase irradia em cada nervo e tudo o que posso sentir é Saxon e seu grande pau preenchendo meu interior e minha boceta apertando ao redor de sua grossura. —

Você me aperta como um punho.

— diz as palavras, de repente. Apoiado junto aos

meus ombros, seus braços são como o aço. —

— Você quer assim?

Tudo o que consigo fazer é choramingar a resposta. — Sim.


— Não dói? Minha cabeça se retorce em uma forma não tão selvagem. Dói muito no fundo, mas não é uma dor. Apenas é mais intenso, é como encontrar prazer no fio de uma navalha. Sua mão segura meu rosto, enquanto lambe meus lábios, me dando um beijo devastadoramente exaustivo. Seu grosso pênis se retira, mas apenas alguns segundos antes de entrar profunda e lentamente. A intensidade nunca diminui, cada sensação seguindo à última, um broto apertando-se mais e mais ao redor de seu pau grande e agressivo. Preciso de mais e muito mais porque é muito, preciso dele para que me arrebate, preciso gozar. Ele não me deixa. Seu rosto é duro e malvado, essa aparência diz que tem o controle, que não se dará por vencido. Meus gritos suplicantes enchem o quarto. Não posso me mover. Segura meus pulsos acima da minha cabeça e seu peso me crava no colchão enquanto seu pau enche minha boceta outra vez, lenta e profundamente. Não posso suportar. Todo meu corpo queima, se contorcendo e apertando e o prazer nunca se detém, mas no geral sinto uma onda de sensações. Agora apenas me afogo nelas e, a cada beijo, a cada estocada, me arrasta mais profundamente. Encontro-me no escuro quando a pressão finalmente se rompe e meu orgasmo rasga cada nervo. Sinto alívio, mas quase não consigo respirar. Ele ainda está tão profundo e não posso parar de gozar, não posso parar de me romper de novo cada vez que entra em mim.


Então geme, esse som baixo e profundo que significa que gozará. Solta meus pulsos e seus quadris dão estocadas fortes, seu pau golpeia meu interior. Coloco os meus dedos sobre seus ombros suados, amando a sensação de sua pele, sua força. Abruptamente seus lábios capturam os meus. Seu beijo é quente, profundo e úmido, e geme em minha boca quando seu grande corpo começa a tremer sobre mim, seu grosso pau pulsando contra minhas paredes internas. Não posso deixar de beijá-lo. Nem quando o tira lentamente, lançando a camisinha a um lado da cama. Nem quando vira de costas, me levando consigo. Nem quando o alarme do relógio em meu telefone soa, dizendo que é hora de me levantar. Mas o insistente som me obriga a soltá-lo, virando para tocar na tela. Com um suspiro, volto ao seu lado. Mantém-me perto, seu grande braço ao meu redor, minha cabeça apoiada em seu ombro. Sem fazer nada, toco meus dedos no pêlo escuro de seu amplo peito. — Devagar não é tão ruim — digo finalmente. Seu corpo balança pela sua risada. Sorrindo, elevo meu olhar e essa emoção selvagem explode em mim novamente. Meus olhos queimam e de repente sua risada se detém, então estou sobre ele, beijando-o de todo meu coração em meus lábios. — Te amo — digo com voz rouca.


Suas mãos empunham meu cabelo, seu rosto escurece e de novo me derruba. Desta vez é forte e rude, mas o prazer de seu toque ainda me afoga com sensações puras. Agarro-me a ele até que gozo, gritando seu nome. E isso tampouco é ruim.


Capítulo Cinco

Lily aparece pontualmente às oito. Meu cabelo ainda está úmido pela ducha rápida, por isso o prendo com uma presilha e pego minhas coisas. Saxon me dá um beijo e um tapa em minha bunda quando saio. Lily está com a porta aberta, com suas sobrancelhas levantadas, como perguntando quem vai dirigir. Já que me sinto cansada e atordoada, dirijo-me ao lado do passageiro. Leva aproximadamente um segundo para perceber que está

no

mesmo

estado.

Pesam-lhe

as

pálpebras.

Seu

comprido cabelo loiro está bagunçado e ainda usa a roupa de ontem à noite. Boceja e liga a caminhonete. — Starbucks? — Deus, sim! Não, espera. Apenas dirija para a Minnie, aquele

drive-thru no estacionamento

teremos que sair.

do

Safeway.

Não


— Bem pensado. Gosto de seus hábitos preguiçosos. Dando a ré para sair da rua de Saxon. Seu colete está cuidadosamente dobrado no assento entre nós. Nenhum Rider usa suas cores enquanto está em um veículo. Coloco o cinto de segurança e noto um pedaço de renda vermelha preso na fivela. Puxando o tecido, vejo uma tanga. A calcinha parece do meu tamanho, mas não é minha. E Lily mede pelo menos 1,80m de altura. É magra, de músculos largos e definidos, então é impossível que o seu tamanho seja PP. — Ops! — Lily sorri e arrebata a tanga, colocando-a em seu bolso dianteiro. — Suponho que Sasha perdeu isso. — Suponho. Preciso desinfetar algo por aqui? — Apenas o câmbio. — diz e não paro de rir até que entramos no estacionamento da Minnie. Lily abaixou a janela e jogou a calcinha vermelha no lixo do drive-thru. Viu meu olhar surpreso e deu de ombros. — Não tem sentido me esforçar para lavar e a devolver. A verei novamente no Den, mas não estará lá por mim. — Ela foi com você. — Só porque elevei seu nível de sensualidade. O automóvel à nossa frente avança. Abaixamos o vidro e preciso esperar até que Minnie anote nosso pedido para perguntar — Seu nível de sensualidade?


— Sim. Não, eu pago. — Lily recusa meu dinheiro com um gesto. — Sasha, na maior parte do tempo, está com Beaver. Mas ele ainda lhe coloca chifres, sabe? A metade dos irmãos basicamente pensa que vive no Mundo Pornô. Então as garotas mais bonitas, são as que chupam pau, fazem anal e transam com dois caras de uma vez, preferivelmente diante dos outros. Na verdade, não estão nem aí com a garota, só se preocupam com o que ela fará. Ah! — E o que é mais quente do que sexo entre garotas? — Certo. Então Sasha imagina que fará com que Beaver se interesse mais nela por transar comigo. Muitas garotas do clube fazem. E geralmente funciona para excitar os caras, pelo menos por um momento. Acredito que provavelmente os caras só perguntam o que lhes pareceu e então se deixam levar por isso. — Dá de ombros. — Não me importa. Não há nenhum pau no Den com que possa estar, porque todos são meus irmãos e não mudarei isso. Então tenho sexo e me serve até que possa ir para Portland num fim de semana e procurar um pau que jamais tenha ouvido falar dos Riders. — Então prefere um pau? — Se tiver como escolher. — Passa meu café e coloca o seu no porta copos.


— É só que, você sabe, como a diferença entre um foguete entre as pernas e uma Harley. O foguete entre suas pernas pode ir rápido, pode ser divertido, mas preferiria ter algo mais poderoso e um artefato enorme entre minhas pernas. — Sim. — Vá! — me olha com olhos arregalados. — Esse "sim" soa com "sei exatamente ao que se refere" e não apenas "entendo o que diz”. Ruborizo... mas, merda. É domingo de manhã e é muita informação por todos os lados. Então também posso. — Provavelmente já ouviu falar de meus problemas. Porque, ao que parece, todos da cidade já ouviram. Lily demonstra não ser nenhuma exceção. — Pode ser que ouvi algo como, você se assusta e paralisa com os homens. — Essa sou eu. Então na universidade tentei fazer sem homens. — E descobri que sou tão heterossexual como uma tabela6. — Foi bom, mas não houve emoção, sabe? E posso gozar com um vibrador. Então... — paro de falar com um encolher de ombros. — Sim — diz, mas de repente franze o cenho. 6

No texto original a expressão ‘as straight as a board’, literalmente seria ‘tão rígida como uma tabela’, mas a palavra straigh também se refere às pessoas heterossexuais, seria esse o contexto neste caso.


Merda! Acabo de fazer asneira? — Não que uma mulher e um vibrador sejam o mesmo — adiciono rapidamente. — Só que não vejo alguém e porra, preciso de você agora. — Entendo. Só me pergunto como começamos a falar sobre isto. — Franzo o cenho olhando sua xícara de café. — É por que continuo bêbada? Como chegamos a isto? — Você se enrolou com a puta do clube e sua calcinha estava enfiada em meu assento. — Oh, sim. Merda. Bons tempos. — Sorri novamente. — Então que tipo de moto esconde aí atrás?

É

uma

Softail de dez

anos

com

pintura

negra,

acentuada pelo cromo brilhante. Bonita, sim, mas padrão. Nada como a chopper personalizada que Lily tinha. — É mais do que qualquer coisa que tenha em estoque — digo enquanto Lily coloca seu colete e agacha próximo a ela. — Meu pai ajustou-a um pouco, mas não a usei muito, então...


— Shhh, Jenny.

Esta garota

e eu estamos nos

conhecendo — diz esfregando o assento de couro. — Olá, neném. Balanço a cabeça, mas a entendo. Meu pai é igual. Gosto de motos, mas não as adoro. Lily sim. Olha para a moto personalizada de meu pai. — Acha que se importa se me aproximar? — Deus, já está me enganando? Vai. Não se importará. — Oh, não me assuste. — Passa muito tempo apenas dando voltas. Com um suspiro, seus olhos percorrem toda a extensão da garagem, persistindo no jogo de ferramentas de meu pai. Não venho aqui frequentemente, mas até eu sei que é uma garagem encantadora. — Quero viver aqui. — Talvez faça. Ou pelo menos não estará muito longe se os Riders mudarem a sede do clube. — Ah sim, mudar para o rancho. Você sabe, sempre pensei que quis ser uma vaqueira, chutando pedrinhas com os pés descalços e fazendo laços de pele de cascavel. Teria sido a cadela mais dura e curtida de todos os tempos. — Sacode seus cílios. — Poderia ser minha garota. — Até que um cavalo grande se meta entre suas pernas.


Ela dá uma gargalhada, mas seu sorriso desvanece quando olha além de mim. Dou uma olhada. Um homem alto, com cabelo vermelho, já grisalho — meu pai — está de pé na porta que conecta a garagem com a casa, segurando uma xícara de café na mão. Embora use uma camiseta e uma calça de vaqueiro, ainda está com os pés descalços e não faz muito tempo que acordou. — Lily — a cumprimenta. — Senhor. Sua resposta é tensa. Não sei por que, mas suponho que seja por uma centena de razões. É uma Hellfire Rider em território dos Titãs. Mas, o mais provável, é que seja devido ao ressentimento que fluía entre seu pai e o meu. Deus sabe o que ouviu falar dele durante toda sua vida. Ele me olha. — Ia começar a fazer algo para o café da manhã. Vai ao celeiro? Minha destilaria. Reformei o velho celeiro e é assim como provavelmente o chamaríamos sempre. O celeiro. — Em uns minutos — digo. — Emprestarei minha moto para Lily, então, não a persiga, a bata ou algo assim. Seus lábios se levantam, em um sorriso divertido. — Tentarei me controlar. — olha novamente para Lily.


— Ouvi sobre sua moto. É uma vergonha o que esse bandido lhe fez. — Encarreguei-me dele, senhor. — Ouvi dizer que sim. Se tiver algum problema com esta máquina, me dê um grito. — Farei. Assente. — Vai para Barracks amanhã, com o resto de nós? — Irei. Fiquei perdida. — Barracks? É um ponto de encontro antigo dos Titãs, fora da linha do condado. Geralmente agora só os Eighty-Eight frequentam esse lugar. Tanto meu pai quanto Lily me olham, mas não respondem. Então é um assunto do clube e não meu. — Certo, então. Deixarei as garotas com isso — diz, mas faz uma pausa antes de sair. — Esse colete fica bem em você, Lily. Os Riders tinham razão ao deixá-la entrar. Sua expressão fica tensa como fosse golpeada no estômago. Sua voz é forçada. — Obrigada, senhor. Ele assente e fecha a porta. Lily ainda está com o rosto pálido.


Que merda? — Você está bem? Ela engole saliva com força. — Meu pai nunca me disse isso nem em um milhão de anos. Merda. — de repente fica tensa, passando as mãos por seu cabelo. — Minha boca só diz tolices. Vou dormir. Obrigada, Jenny. — Quando quiser — digo. — Merda. Porra. — olha ao redor, com seus olhos cinzas enfurecidos. — Ele disse a sério, certo? Quando eu quiser? — Sim, disse. — Por que não faria? — Bem, então. Você me fez um favor ao me emprestar esta moto. Vou te fazer um. Normalmente não falaria sobre os negócios do clube, mas tem a ver com você, então, escutou falar sobre a merda da Primeira Dama? Minhas vísceras se tencionam. — Sim. Saxon disse que não havia nada com o que me preocupar. — Não sei se tem razão sobre isso, mas é certo dizer que tudo isto é uma merda. De qualquer maneira, disse-lhes que a cláusula da Primeira Dama está em conflito com a regra


que diz que não machucamos as mulheres. E devido a seus problemas, ao cumpri-la, sairia machucada. Então votaremos se queremos que ele a cumpra ou não. Então todos decidirão se devem me foder. Minhas bochechas estão queimando. — Está tudo bem. — Não digo isto para te envergonhar. Apenas digo de onde vem a conversa que chegaria a seus ouvidos, porque ontem à noite escutei algumas conversas dos irmãos. Agora alguns deles dizem que as regras não estão em conflito, mas você sim. Supõe que devemos aprovar qualquer mulher que escolha o presidente. Então a solução que alguns deles propuseram não é deixar de lado a cláusula da Primeira Dama, e sim dizer para Saxon que precisa encontrar outra mulher. Uma que não esteja.... danificada. Dói quando fala, então sei que não é coisa dela, mas sim é algo que escutou. Ainda dói minha garganta. — Oh! — Sussurro. Sem nada mais para dizer. — Eles estão completamente errados. — diz, com as bochechas vermelhas de raiva. Cobrirei as costas de qualquer irmão. Mas isso não significa que não ache que alguns deles sejam uns imbecis. Papai dizia o mesmo sobre alguns dos Titãs. — Tudo bem. — Só queria que soubesse, para que assim, se ouvir esta merda que lançam por aí, não seja pega desprevenida. Saxon


nunca pensaria nisso, ok? Vi o que faz. Levanta seu queixo e caminha como se não se importasse que te olham ou o que estão dizendo. Simplesmente continue fazendo isso. Por seu tom, não acredito que esteja apenas me falando isso ou que é a primeira vez que diz essas palavras. — É isso o que faço, apenas continuo como se não me importasse? — Sim, é assim. Então, você está bem? — Estou. E obrigada pela informação. — Embora minha cabeça dê voltas mesmo quando sobe na moto. O rugido do motor se apodera de mim durante um segundo. Levanto minha voz acima do barulho. — Lily. Ela me olha. — No domingo à noite, Anna e eu normalmente saímos. É uma espécie de noite das garotas, com jantar e algumas bebidas. Quer se juntar a nós? — estreita seus olhos — Já está cansada e agora tem que ir trabalhar. Consegue se manter em pé esta noite? Bato minhas unhas na minha xícara de café. — Há muita cafeína de onde veio essa. Sorri um pouco. — Muito bem. Então nos vemos esta noite. — Esta noite.


— respondo, mas minha voz se perde no rugido do motor. Observo-a ir, os pneus levantando uma nuvem de poeira pelo caminho. Subo para me trocar, então envio uma mensagem para Anna, pedindo que mantenha seus ouvidos bem abertos sobre o assunto da Primeira Dama. Porque não acredito mais que não seja nada.


Capítulo Seis

No domingo à noite, me encontro com Jenny depois de seu jantar com Anna e Zoomie, mas ela está sem energia. Dirijo para o rancho para me assegurar de que não durma ao volante e lhe dou um beijo de boa noite na porta. Esta noite os Titãs e os Riders vão ao Barracks, então provavelmente não a verei até manhã. Isso se não surgir outra merda. Passou apenas uma semana em minha cama. Dois dias sem ela e estou preparado para arrastá-la de volta. Estou no estacionamento do clube, esperando que os atrasados juntem suas merdas para sairmos. Sempre há alguém que se esquece de abastecer. Hoje foram três que esqueceram. Leva um segundo para reconhecer a imagem que aparece no meu telefone. É apenas a foto de um balcão, o de sua fábrica de cerveja.


Porque esse é o balcão onde a curvei na semana passada. Aí foi onde provei sua boceta pela primeira vez. Meu pau está duro para caralho enquanto estou sentado em minha moto. Por causa de um balcão. Jesus Cristo. Envio uma mensagem de resposta. Saxon: Peitos ou boceta da próxima vez. Jenny: Primeiro quero a foto de um pau. Viro a câmera de meu telefone para Stone. O guardião dos Riders franze o cenho até que lhe digo — Jenny quer uma foto de um pau. Sorri e aponta seus dois polegares para seu peito. Tiro a foto e a envio. Jenny: Hahaha! Bem, é uma foto terrível. Saxon: Ei, onde está? Jenny: Nem em casa, nem na cervejaria. O sinal do celular é uma merda no rancho. Não recebo muitas mensagens de texto enquanto estou no trabalho. Jenny: No final da entrada de minha casa, decidindo que caminho tomar. Vai voltar tarde para a cidade? Saxon: Muito tarde. Jenny: Provavelmente irei ao Bend pegar um filme. Saxon: Precisa de escolta? Toda vez que está sozinha na estrada me preocupo com os Eighty-Eight. Jenny: Ficarei bem. Amanhã estará por aqui?


Saxon: Acho que sim. Envia uma foto da bunda feia de um gato listrado com orelhas malhadas. Deve ser uma imagem que tinha em seu celular, tirada à noite, porque o flash da câmera fez os seus olhos ficarem com um brilho vermelho perverso. Jenny: Este é Henry. Anda vadiando na casa do rancho e dorme no travesseiro ao meu lado. Saxon: Esse travesseiro será meu. Henry, o gatinho Malvado, precisa encontrar um novo lugar. Jenny: Ah, é um bom gatinho. O melhor. Ele lambe a si mesmo. Sorrio como um idiota e percebo que os outros estão me esperando. Saxon: Merda. Tenho que ir. Se cuida. Coloco o celular em meu bolso. Vibra, indicando sua resposta. Início a marcha, mas paro no primeiro semáforo antes de olhá-lo. Jenny: Você também. Te vejo amanhã. Mais um dia. Parece como uma vida inteira. Jesus. Tudo com Jenny é assim. Sempre a amei. Admirei. É muito inteligente

e

tão

doce,

entretanto,

é forte como

aço,

especialmente quando defende alguém. Por anos soube que não havia outra mulher para mim. Sabia que a queria ao meu lado. Sabia que nos encaixávamos. Ela conhece meu mundo e o sexo é extremamente quente. Sempre soube que seria assim.


Mas nunca estive tão perto dela como nesta última semana. Eu a amo, mas não tinha ideia de que estaria tão louco por ela. Uma mulher pequena que me possui por completo. Essa não é uma novidade. Contei-lhe a verdade a respeito de ter sido enviado para casa desde Kosovo e como depois tive uma queda ruim. Apenas não lhe disse o quão ruim foi. Durante toda a escola secundária transei e não me importei. Apenas perdia tempo, simplesmente sem estar na sala de aula metade do tempo. Depois que machucou as costas, minha mãe não podia levantar da cama e seus remédios eram caros. Trabalhei em dois lugares e meus estudos ficaram prejudicados. O exército foi uma luz no final do túnel. Com meu tamanho, poderia ter feito esporte, talvez faria bem e eventualmente ganharia um pouco de dinheiro, mas isso implicava em ter muita sorte. O exército era uma forma garantida de enviar dinheiro para casa. Então consegui que enviassem para casa. O dinheiro chegava, mas não merecia mais nada. Mas podia montar, então me juntei com os filhos da puta mais duros que encontrei esperando me sentir novamente como um homem. Ao invés disso, entrei em todo tipo de merda. O dia que salvei Jenny de ser estuprada, estava drogado. Não me importei quando os policiais apareceram, tanto fazia se encontrassem evidência em minha bota. Estava tão ferrado que além de ser preso ainda machucaria a minha mãe, então imaginei que seria melhor para ela se não estivesse por perto.


Então Jenny depôs a meu favor. Não precisava fazê-lo. Mas se sentou na cadeira de testemunhas e expôs frente ao júri tudo o que aquele bastardo lhe fez, então me olhou como se eu fosse um herói. Como se eu fosse um homem. Passei

os

próximos

cinco

anos

na

prisão

me

desintoxicando e mudando. Li mais livros do que alguma vez li na escola, trabalhei para ficar forte novamente, assim nunca saberia quão errada esteve. Quando saí, me mantive assim. Trabalhei duro, comprei o Den e o arrumei. Tudo o que fiz foi por Jenny e sequer a tinha. Tampouco tinha esperanças de tê-la. Apenas precisava saber que Jenny Erickson acreditava que era digno de algo. E cada vez que me olhava com esses grandes olhos verdes e me oferecia seu doce sorriso, sabia que acreditava. Agora não há ninguém que diga que sou um inútil, exceto eu mesmo. Tudo o que fiz, foi para honrar esse olhar em seus olhos. Se algum dia se for, tudo o que fiz não significará nada. E quase se foi. Quando os Eighty-Eight a ameaçaram, esteve tão perto de partir sem que soubesse. Se tivesse acontecido, isso teria me destruído. Porque preciso dela, preciso saber que está bem, mesmo se não puder chamá-la de minha. Mas Jenny é o tipo mais assustador de mulher. É alguém que não precisa de algo ou de alguém, não realmente. Teria ido e estaria bem. Ela me ama. Isso faz com que me sinta como um maldito rei, mas no final, não é nada. Vi muitas pessoas que


se amam, no entanto, estão separados por uma ou outra razão. Merda, amava Jenny e ela me amava, mas ficamos separados por anos. Entretanto, esse desejo está crescendo. Isso une às pessoas. Poderia me colocar de joelhos quando Red se apresentou em minha porta e me disse que ela precisava da minha proteção. A necessidade a colocou bem em meu colo. Essa necessidade está crescendo, não a sua necessidade de proteção e sim seu desejo por mim. Poderia ficar de joelhos também, porque quando eliminarmos os Eighty-Eight, não necessitará mais da minha proteção. Mas se precisar de minha boca e de meu pau, isso será suficientemente bom. Se precisar de mim ao seu lado, estarei lá. Sempre estarei a seu lado. Preciso dela mais do que nunca.

Organizei para me reunir com os Titãs em um lugar neutro, uma parada de descanso a poucos quilômetros de Pene Valley. Esperamos e alguns minutos depois, Red apareceu encabeçando seu bando. Todos os quinze Titãs estão com ele. Um bom sinal. Isto tem que ser forte para eles. Sentirão que estamos assumindo, aceitando a substituição e que perderão tudo. Mas esse é o ponto deste encontro,


demonstrar que juntos, todos ganharemos. Seremos mais fortes. Desço da minha moto e vou cumprimentar Red. Os Hellfire Riders são o clube mais forte e ele deveria se aproximar de mim, mas isto é mais importante que o tamanho do meu pau. Mostrarei respeito pelo que me traz. Os egos aqui não existem se seremos irmãos agora. Sempre foi onde Lúcifer se equivocou. Seu ego sempre estava em jogo. O resto será mais fácil do que pensei e não por mim. Old Timer e Dubs estavam acostumados a montar com Red e Thorne antes de se separarem dos Riders e formarem os Steel Titãs, por isso ainda há amizade e os irmãos mais jovens seguem o exemplo dos anciões. Gosto de ver que Red se encarrega de falar com Zoomie, para alguns seria um ponto doloroso, mas ele ajuda a suavizá-lo. Os irmãos que deixaram os Riders quando ela se uniu parecem tensos e incomodados, mas também me encarrego de falar com eles. Da próxima vez, terão que se aproximar de mim. Estou disposto a deixar essa merda para trás. Depende deles se fizerem o mesmo. Depois que o encontro e os cumprimentos terminaram, dirigimos. O Barracks é uma depressão acentuada na linha de condado. Era território dos Titãs, mas o deixaram. Ninguém o reivindicou oficialmente, mas qualquer noite dirigindo por aí percebe-se que maioria das motos pertencem aos Eighty-Eight.


Quando entramos, o local ainda não estava cheio. Uma stripper fazia pole dance no palco. Alguns nômades e alguns dos Coyotes Azuis a olhavam. Stone vai até eles. Esse clube está bem, mas da próxima vez precisarão ter a permissão dos Titãs ou dos Riders antes de entrarem. Red e eu fomos para a parte de trás. O lugar é uma pocilga, mas Red disse que nem sempre foi assim. O proprietário simplesmente se cansou de arrumar todas as merdas que os Eighty-Eight quebravam. O proprietário é Pete Schmidt, um velho bastardo musculoso como um urso, que guarda uma escopeta e um taco de beisebol atrás de seu balcão. Nós o encontramos limpando uma churrasqueira na cozinha. Levanta um punho enluvado para Red enquanto entramos. — Se entrar aqui, Red Erickson, será melhor que fique de uma fodida vez. — Nós ficaremos. Wolf e eu. — Red faz um gesto para mim e utiliza meu nome de estrada. — Pensamos fazer um pouco de limpeza nas próximas semanas. Exterminar alguns insetos. Schmidt quase cai no choro. Tira suas luvas e sua grande mão estreita a minha, então segura Red em um áspero abraço. —

Apenas

nesta

manhã

estava

com

um

fósforo

queimando meus pensamentos por causa desse lugar. Mas acabou que hoje é o meu dia de sorte. Saiam e sentem-se. Enviarei algumas garotas.


Não tenho nenhum interesse nas garotas, mas também será meu dia de sorte. Deixei Blowback vigiando a porta e enquanto Red e eu voltamos para a sala principal, me encontro com meu vice-presidente. Seu olhar vazio encontra o meu. —

Reichmann

está

perto

e

doze

dos

Henchmen

acabaram de aparecer. Reichmann. A raiva é fria e afiada. Verão nossas motos no lado de fora, mas se fugir agora estará arruinado. Seu clube o marcará como um covarde e ficarão contra ele como cães raivosos que são. Fico no bar com Red enquanto Reichmann se aproxima. Sorrio. Meus irmãos lhe deram uma boa surra na semana passada. Provavelmente veio de carro porque seu braço está em uma tipóia e seu pé esquerdo engessado. Seus lábios afundados me dizem que seus dentes da frente já não estão lá.

Seu

rosto

ainda

está

desastrosamente

inchado.

Flanqueado por dois de seus homens, se dirige a uma cabine. Aceno para os irmãos que estão sentados lá, que me olham como se perguntando se devem apresentar seu pedido agora. Eles se movem. A música está alta, mas nenhuma palavra foi dita. Os outros Henchmen olham as mesas, cada uma delas ocupada por um Rider ou por um Titã. Os Henchmen querem marcar sua propriedade sobre o lugar, ordenando aos meus irmãos que se retirem de seus assentos e posso vê-los pensando na


possibilidade de ter suas bundas sendo chutadas. Nem todos são tão estúpidos. Dirigem-se para o balcão. Aceno para Red e nos dirigimos para a mesa de Reichmann. Ele aponta para os dois motociclistas que estão sentados com ele. — Saiam daqui. Teremos uma reunião de presidentes regionais. Reichmann faz uns gestos para que saiam, mas seu rosto está branco, sua pele aperta sobre seu crânio raspado. Os hematomas rodeiam sua garganta onde o agarrei com uma chave de braço. Sento ao lado de Reichmann e Red senta do lado oposto. Olho pela primeira vez para o rosto de Red desde que Reichmann

chegou

e

de

repente

estou

surpreso

que

Henchman ainda esteja vivo. Talvez Jenny tenha pedido a seu pai para não passar seus últimos meses na prisão. Isso é tudo o que posso imaginar, é o que segura Red de matá-lo nessas horas. Se isso acontecesse aqui, Red não iria para a prisão. Nem um maldito membro dos Eighty-Eight diria e ninguém falaria sobre isso. Mas se derramarmos sangue, quero que façamos juntos como Riders. Não enquanto ainda estamos separados. — Uma reunião de presidentes, é? — Reichmann centra seu olhar em Red. — Alguns de nós não será presidente durante muito tempo. Escutei que estão medindo os caixões.


— Melhor do que o buraco no chão que terá. Enquanto viver o suficiente para te ver nele, morrerei um homem feliz. — Se tivesse a sua filha em suas costas, também o faria... Levanto sua mão e seguro a nuca de Reichmann. Estalo seu rosto contra a mesa. O impacto é tão forte como um disparo. Tudo ao nosso redor fica tranquilo enquanto o seguro ali. — Feche a sua boca. Agora. O sangue escorre de seu nariz quando o deixo levantar. Red lhe joga um guardanapo. — Agora, isto é simples — digo. — Aqui está acabado. Se um Henchman cruzar a linha do condado se encontrará em um buraco. Se ultrapassar a linha do condado? Sairemos e queimaremos sua cozinha. O estúpido filho de puta ri. — Acreditam que será fácil assim? Há gente aí fora que tem

um

grande

interesse

em

nosso

fornecimento.

Esmagariam vocês como formigas. — E pedirá ajuda? Trará músculos de outros lugares? — Sorrio. — Faça. A primeira coisa que farão é ver que sua casa é fraca como merda. Cortarão sua garganta e atirarão aos malditos porcos. — Não é que minha casa seja fraca. Não sou eu que preciso trazer um clube moribundo.


— Ri novamente e cospe sangue sobre a mesa. — E não sou eu que não pode foder a minha mulher como e onde quero. Estou mais que seguro que não preciso de uma maldita cláusula para foder em frente de meus irmãos. Red se inclina. — Está falando novamente sobre Jenny? — Apenas dizendo que se quiser foder com um clube inteiro, Papai Red, deveria apenas permitir nos aproximarmos dela. Não sabe quando fechar sua boca. Este é realmente meu maldito dia de sorte. Seguro sua nuca. — Meus irmãos não te ferraram o suficiente? E está aqui agora, preso em uma cabine comigo. Exatamente como Jenny esteve com você. — Chupará meu pau? A faria chupar o meu. — nega com sua cabeça. — O que fará? Não me matará. Porque te ama e não pode te perder. Maldito maricas. Aperto meu agarre. — Não, o que pensava é que meus irmãos não lhe ferraram o suficiente. Porque ainda tem cada um dos seus malditos dedos que usou para tocar a minha garota. Red, o quer?


Sim, mais do que tudo. Mas isto também é respeito. Desta vez concederei isto a seu pai. — Sim — diz. Porra, o quero. Reichmann tenta se soltar. Mas não vai a lugar nenhum. Estalo seu pulso na mesa e coloco um rolo de guardanapos em sua boca quando começa a uivar. A faca de caça de Red já está fora de sua bota. Ele é rápido. Mais rápido do que fui. Ele deixa o polegar e o dedo mindinho de Reichmann. Schmidt já está em nossa mesa, trazendo uma toalha, nossas bebidas e um copo de plástico cheio de gelo. Sorrio para Reichmann, que treme e coloca seus dedos ensanguentados no gelo. —

Amo

essas

malditas

reuniões

de

presidentes.

Podemos dizer que terminou? E saia desta cabine antes que vomite sobre mim. — Também acredito que sim. — Red copia meu movimento e voltamos para o bar. Pego uma cerveja e me pergunto quanto tempo levará para Reichmann sair. Não muito. Sai cambaleando alguns minutos mais tarde. O resto dos seus homens o seguem, quebrando algumas mesas e cadeiras pelo caminho. Alegre como todos os malditos, Schmidt brilha como se fosse Natal. Red ainda está com raiva. Vira para mim, mas permanece tranquilo. — Essa cláusula que Tommy escreveu continua aí?


— Estou lidando com isso. Com sua mandíbula apertada, nega com sua cabeça. — Confiei em você para cuidar dela. — Cortaria minha própria mão antes de machucá-la. Arrancaria meu próprio coração. — Não precisará fazer isso. — se inclina. — Porque se alguma vez a machucar, eu mesmo o tirarei por você. — Então nos entendemos. — digo e ele assente. — Ninguém mencionou essa cláusula por muito tempo, não até que os Riders se reuniram neste fim de semana. Tampouco ninguém sabia sobre a fusão dos clubes. Então quem falou com ele sobre nossos negócios? Seus olhos endurecem. — Verificarei minha casa. Verifique a sua.

Verificar minha casa significa observar meus irmãos um a um. Leva tempo, paciência e significa que não verei Jenny. Mas não descobrimos o informante. Ao invés disso, estou na garagem do Stone Wall, dois dias depois de nossa visita ao


Barracks. Um corpo está envolto em um lençol na parte de atrás de seu caminhão. Retiro a coberta. Goose. Olho o rosto de meu irmão com fúria. Os outros estão em silêncio. Apenas Blowback, Stone e Gunner estão aqui. — Como? — Uma agulha em seu braço. Mas se Stone o trouxe aqui ao invés de deixar Goose onde foi encontrado, significa que isto é algo que os Hellfire Riders se encarregarão. Não é apenas uma overdose. — Quem o encontrou? — Sua Senhora — diz Stone. — Estava no abrigo de seu pátio dos fundos. Ela me chamou. Cheryl. — Onde ela está? — Levei-a para ficar com Old Timer e Helena. Onde estaria tanto protegida quanto sob observação, se tiver algo com isto. Cubro o rosto de Goose. — Uma agulha? Ele fumava sua porcaria. Quando começou a se injetar? — Não fazia. E isso não é tudo. — Blowback parecia triste. Nele, essa expressão significa que é pior do que pensava.


— Tinha metanfetamina em seu esconderijo. Esperava isso. Também havia 50 mil dólares em heroína. Goose

é

um

amador

para

ter

essa

quantidade

acumulada. O que significa que foi plantada. Meu pescoço fica tenso, como se sentisse o inimigo se arrastando sigilosamente atrás de mim. Se Cheryl chamasse a polícia ao invés de chamar Stone, agora os Riders estariam sob uma vigilância muito forte por parte das autoridades. — Foram a casa clube? — Sim. Fiz os irmãos limparem. Não havia nada que não pudessem explicar como pessoal. — No Den? — Encontrei mais heroína no refrigerador. Só um pouco. Mas aposto que é do mesmo lote. Então agora os Eighty-Eight não vão somente atrás dos Riders. Estão dirigidos especialmente para mim. E já pegaram Goose. Olho para dentro do caminhão. — O que faremos por ele? — Cheryl diz que sempre falou sobre um funeral viking. Um barco queimando na água. — Consigam isso para ele. Vamos tirar isto daqui Dirigimos para o pátio traseiro de Stone. O sol está quente e seu brilhante resplendor parece como uma lamina entre meus olhos. Sento em uma espreguiçadeira, abro uma cerveja e ignoro a dor enlouquecedora.


— Era Goose o informante? — Era — diz Gunner. — Cheryl nos deu seu telefone. Enviando mensagens regularmente a respeito de onde íamos, quando deixava a casa clube, todo esse tipo de merda. A ira ferve em minhas vísceras. Ele nos traiu. Isso é difícil de aceitar. — E guardou as mensagens? — Estavam pressionando-o. Aparentemente lhes devia dinheiro. Talvez mantivesse controle do que pagava. Blowback se senta na cadeira oposta. — Foram atrás dele. — O que quer dizer? — Viram sua fraqueza, seu vício. Ele estava limpo, certo? Então usou novamente. Suponho que o escolheram como alvo. Eles não têm coragem de vir atrás de nós. Vão pelos pontos fracos. — Meu VP encosta, negando com sua cabeça. — Disse que o vigiava. Dei essa advertência. As passou para

eles,

deixou que soubessem

que tinha

que ser

cuidadoso. E sua utilidade para eles de repente se foi, como a estrela de uma última jogada. Agora tenho que decidir como devolver. — Quantos sabem que passava informações?


— Apenas nós. E Red sabia que alguém vazava informação, mas não sabia quem. Poderia resolver isto com ele. — Não importa o que Goose fazia, era nosso. — Seu destino poderia ser o mesmo, mas deveria vir de nós, seus irmãos, não dos malditos Eighty-Eight. — Eles continuarão a tentar nos eliminar nestas fodidas formas engenhosas. Não é o suficiente afastá-los da linha do condado, teremos que demolir sua casa. Mas para isso precisamos dos Titãs e não quero que esta merda a respeito de Goose aumente as dúvidas sobre a lealdade dos Riders. — Nisso chefe, estamos contigo — Stone diz e Gunner assente. — Não é a única dúvida — acrescenta Blowback. A dor em minha cabeça aumenta. — Não diga nenhuma fodida palavra sobre a cláusula da Primeira Dama. Não neste momento. — Alguém dirá. Trarão para votação e decidirão se é importante e se acharem que é importante e decidir cumprir, e em seguida não o fizer, isso minará cada decisão que tomar adiante. Será uma votação. — Então reescreverei a porra da Constituição. — Neste momento isso não importa — diz Gunner em voz baixa e sei que tem razão.


A ira em minhas vísceras me deixa pesado e doente. Minha cabeça martela. — Não importa o caminho que tome, a conversa girará em sentido contrário. Teve a atenção da maioria deles depois da reunião. As duas cláusulas estão em conflito. Então ninguém dirá que as cláusulas não estão em conflito e sim que sua mulher não é digna. — Porra. — Não discutiremos — diz Stone — Mas isto não é mais apenas por Knucklehead ou Burnout. É só uma porra de uma conversa, mas está aumentando. Mude a constituição e sua palavra não valerá. Ignore seus votos para levar a cabo essa cláusula e sua mulher não será boa; se depois ficar com ela, significará que ignora a Constituição. E se pode dizer foda-se as regras, eles também o farão. — Se disserem que Jenny não é digna, sairei. — Digo em voz baixa, mas os atinge com força. Não me importa uma merda. Então explico. — Mas isso não importará, porque não haverá nada de onde partir. É a filha de Red Erickson. Será bem difícil introduzir os Titãs. Agora entrarão, mas se dissermos que a filha de Red é indigna, isso acabará com o maldito acordo. E o que ficará? Três dúzias de imbecis que brigam para ver uma mulher sendo fodida. Acha que os Eighty-Eight não saberão

disso?

Que

não

encontrarão

alguém

com

ressentimento o suficiente para plantar cocaína em nossa


casa? Para envenenar as torneiras do Den? Para construir uma bomba? Liquidarão um por um. — Está errado — diz Blowback. — Não está — concorda Stone e passa sua mão por seu cabelo. — Falou com Jenny sobre isso? Olho para ele. — Se refere a lhe pedir que o faça? — Ela faria? — Porra, não importa se fizesse. Não colocarei isto nela. Seu

pai

está

morrendo,

sabe

disso?

Passou

meses

aterrorizada e cuidando de si mesma, porque Reichmann está atrás dela. Como direi que preciso dela para salvar o meu clube, a fodendo na frente deles? — Acha que partiria? A dor atravessa meu peito. Não sei. Ela me ama. Mas não precisa tanto de mim quanto preciso dela. E não precisa esta merda sobre todo o resto com o que está lutando. Estaria melhor partindo do que ficando comigo e não a culparia fizesse. — Começará a correr quando perdermos os Titãs, se alguém disser que não é digna. Usar Goose para irritá-los e fazer com que entendam que querem de verdade sangrar os Eighty-Eight, precisamos ser o mais forte possível. Talvez terão o suficiente sentido comum para deixar passar. Gunner assente.


— Iremos pulverizá-los. Entretanto os vejo duvidar. Não duvidam de mim, mas pensam que em nossa próxima reunião, quando votarmos, precisarei observar a cláusula da Primeira Dama. Alguns resistirão e defenderão seus princípios, quando na verdade está em jogo uma pilha de merda. Alguém a quem não importa essa cláusula, mas quer apenas ter razão e não se importará que não tenha sentido em defender isso. Apoiei a adesão de Zoomie porque seu serviço a este país importava algo. A cláusula da Primeira Dama não significa nada, existia apenas para satisfazer a Lúcifer. E perderei meu clube por isso. Meus irmãos o vêem aqui. Todos estão zangados por isso. Mas não há nada que possamos fazer que já não tenhamos feito. Então me encarregarei do assunto e limparei minha casa, deixarei que meus irmãos fiquem em uma posição tão sólida quanto puder lhes dar. Então seguirei o caminho que não me trará de volta. Pelo menos irei para Jenny. Não tenho mais nada a dizer. Termino minha cerveja e me despeço. Minha moto está estacionada em frente e minhas vísceras parecem vazias enquanto caminho através da casa de Stone. E ela está aqui. Jenny. Parada em sua caminhonete com Anna no assento do passageiro.


Seu sorriso é radiante e lindo, enquanto sai de um salto da plataforma e vem para mim. — Ei! Não pensei que te veria por mais um dia! — Seu sorriso desvanece quando se aproxima. Seus passos são lentos. — Está tudo bem? Não posso responder. Puxando-a contra meu peito, a beijo longa e profundamente, até que a dor em meu interior se alivia. Minha garganta parece lixa quando solto e minha voz rouca — Pode ficar comigo esta noite? — Sim. É claro que sim. — seu olhar preocupado busca meus olhos. — O que está acontecendo? Coloco meu rosto em seu cabelo e inalo profundamente. — Apenas preciso de você. — Digo.

Não deveria fazer isto. O carro de Hayden para em frente a minha caminhonete lentamente. É cedo. Não dormi e isso pode ser a razão do por que contemplo fazer esta estupidez.


Mas algo não está certo. Saxon é um homem difícil de ler, mas não acredito ter confundido a dor sombria que arrasava seus olhos cada vez que afastava seu olhar de mim. Goose está morto, mas não acredito que essa seja a razão de sua dor. Pelo menos, não acredito que seja a única razão. Acredito que está mais relacionado ao que Anna mencionou. Lily estava certa. A conversa mudou. Anna escutou os irmãos questionarem se eu era digna. Mas ao que parecia, escutou algo mais, perguntavam se Saxon manteria sua palavra. Por um longo tempo estive ao redor dos MC. Sei o que significa quando existem dúvidas. Não importa o quão pequenas comecem, dão voltas entre um e outro como uma bola de neve carregada de merda e rochas. Todo mundo ao seu passo sai esmagado ou rejeitado. Mas sei o que Saxon diria. Que não é nada. Acredito que Blowback me contará se é verdade ou não. Endireitando minha postura, obrigo-me a sair da minha caminhonete.

Blowback

tem

um

apartamento

sobre

a

garagem, mas me alegro quando vejo uma luz no andar de baixo. Bato na porta do escritório da recepção e alguns segundos mais tarde Blowback a abre, sua mão negra com graxa e seus olhos tão vazios como a morte. Não me sinto confortável com ele. Não tenho medo, apesar de que deveria ter. Apenas a forma como me avalia me dá vontade de me contorcer. Entretanto, neste momento, sei o que vê, uma mulher que foi fodida a noite inteira por um


homem desesperado para tocá-la. Uma mulher que o deixou socando um saco pesado e com suor gotejando por suas costas. Uma mulher que se pergunta por que o homem que a ama parece a ponto de perder tudo. Quando estava na caminhonete, tentou imaginar como começar. Blowback não falaria dos assuntos do clube, mas, de qualquer forma, perguntaria. Na verdade tudo isso não importa. Só uma coisa é importante. — Preciso fazer isso? Ele

me

analisa

novamente,

como

se

estivesse

surpreendido e volta a me avaliar. — Pode fazer isso? Com Saxon, na frente dos outros? Sim. Não sei se desfrutaria ou superaria minha vergonha, mas estou com ele, sei que me sentirei segura. No entanto, deixaria que os outros me tocassem? Um frio estremecimento passa por mim enquanto meu corpo rechaça instintivamente o pensamento. Mas já fiz antes. Não era virgem antes de Saxon. Quando era mais jovem, pensei que poderia me obrigar a abrir caminho frente ao terror. Que magicamente o medo iria embora se apenas deixasse um homem me foder. Então duas vezes, cerca de 12 anos atrás, e novamente um ano depois, me forcei a ficar e suportar. Poderia suportar de novo. — Sim — digo e sei que Blowback não acredita. Não me importa.


— Perderá o clube se não fizer? Ele não quer responder isso. Mas finalmente responde. — Cedo ou tarde. Provavelmente antes, porque sairá. Meus olhos estão ardendo. O clube fez com que Saxon se sentisse parte de algo quando estava ferido e em um mau momento. Mas sei que essa não é a única razão que importa. São seus irmãos. Alguns podem ser uns imbecis, mas deixar os Riders seria como arrancar uma parte de si mesmo. — Existem outras opções? Blowback assente. — Que te deixe. Merda. Merda. De repente me vejo chorando e não posso parar. — Não fará isso. — Não. — Porque manterá sua palavra. Não o fará, irá comigo mesmo que preferisse ficar. — Sim. E depois o quê? Oh, Deus. O desespero me rasga e choro, gritando enquanto Blowback me olha como se estivesse dobrando roupas. Se Saxon se afastar, para manter sua promessa de me proteger, quanto tempo demoraria para desejar que não tivesse feito? Mas não importa. Isto não importa. Porque não acontecerá. Não deixarei que vá.


Levanto minha cabeça. Não consigo respirar direito e meu peito parece oco. Vazio. A determinação o enche lentamente. — Continuarão interferindo se a cláusula da Primeira Dama for cumprida? De repente há um brilho de vida nesse olhar sem brilho. Surpresa? Admiração? Não sei. — Não — diz. — Terminará o ciclo. Concordo e tomo uma respiração profunda. — Então concordo. O que exatamente tem que acontecer e quando é a próxima reunião?


Capítulo Sete

Blowback manda mensagens de texto enquanto as mãos se levantam na votação dos Titãs. Unânime. Se os Titãs votarem da mesma maneira, estão dentro. É o que queria e, entretanto, agora mesmo, não celebro. Estou há 5 segundos de socar a cara de meu vice-presidente. Mandar mensagens de texto enquanto começo a votação. Um maldito desrespeito. Principalmente hoje, porque logo que termine, o próximo assunto é a cláusula da Primeira Dama que será votada, e provavelmente partirei. Widowmaker inicia a leitura do próximo tema da agenda. Esfrego meus olhos e belisco meu nariz. Minha cabeça lateja. Assim que posso ouvir. Logo me dou conta de que não falam. Estão em silêncio. Todos estão em silêncio. E olhando para a entrada da garagem. Jenny está ali, de pé. Meu coração acelera. Por que está aqui? Está sendo perseguida pelos Eighty-Eight? Levanto de meu lugar, a


observo, não parece assustada. Seu queixo está levantado e parece... incrível. Um vestido preto com alças finas nos ombros, justo como uma luva desde seus peitos até suas coxas. Usa saltos altos, que faz com que suas pernas pareçam infinitas. Seu cabelo solto e caído em ondas grossas, e nunca vi seus olhos tão esfumaçados ou seus lábios tão vermelhos. Concentra-se em mim e começa a se aproximar. Meu cérebro sacode como um motor afogado. Ela está aqui, aparecendo dessa forma. E Blowback mandava mensagens. Avisando-a quando entrar? A

raiva

vibra

através

de

mim

como

um

trem

desgovernado. Viro para ele, com meus punhos apertados. — Se lhe disse uma maldita palavra... — Ela veio a mim. — Interrompe-me uniformemente. Porra isto não passará. Levanto-me de meu assento e a intercepto. Seus olhos estão em mim, seus ombros para trás, e caminha mais à frente passando os membros do clube como se não lhe importasse nada, mas será que acredita que não posso ver quão nervosa está? Encontro-a na metade do caminho. Agarra a borda do meu colete e sorri, mas não a deixo dizer uma palavra. — Venha comigo. — Saxon. — Minha casa.


— Isso me quebra e nunca estive tão destroçado antes. Tão irritado. Tão afligido. Daria-me isto? Nunca pediria. Embora me ofereça como se fosse algo que mereço. — Não diga nada até que saiamos e possamos conversar sobre isto. De repente parece duplamente nervosa. Morde seu lábio inferior enquanto assente. Sei que estou sendo muito rude, mas não posso lutar com isto. Não aqui. Dirijo-a para a escada, que leva ao loft que serve como espaço privado para a junta executiva, mas não perco os sorrisos que cintilam nos rostos de alguns irmãos. Estão olhando ela se afastar. Mas me dou conta de que não olham para a sua bunda. Tem quatro palavras bordadas nas costas de seu vestido. Propriedade de Saxon Gray. Jesus Cristo. Isso me quebrará.

Não vou vomitar. Não vou vomitar. Foi meu mantra desde que me levantei esta manhã, porém estou mais nervosa agora do que quando estava quando entrei no clube. A expressão de Saxon era de raiva quando olhou para Blowback, mas agora seu olhar sombrio e


cruel me diz que logo estará no controle. E a maneira como me leva para o loft para conversarmos, não é apenas para me afastar da sede do clube. Não estou apenas nervosa, mas também me sinto culpada. Devia ter lhe avisado que viria. Deveríamos ter conversado antes que o pegasse de surpresa com isto. Embora saiba por que não fiz isso. Tinha medo de que dissesse que a cláusula não era nada e que deixasse me convencer que era verdade. Tinha medo de pegar o caminho fácil. Ele me direciona para a sala de conferências e fecha a porta. — O que faz, Jenny? — pergunta com um suspiro. — Cortando as pernas de qualquer um que tente machucar meu homem. Seus olhos brilham um pouco. — Não fazem para me machucar. — Então são apenas estúpidos? Solta uma pequena gargalhada, mas se aprofunda em um grunhido. Belisca seu nariz e balança a cabeça. — Possivelmente. Porra. Ele parece resignado, não irritado. — Não me proibirá? Ou me dirá que não é nada? — É o que faria. Diria que não existe nenhuma maneira de que isso aconteça.


— me olha com seus escuros olhos azuis e cruza os braços sobre seu peito. — Mas direi, Jenny. Seria mais fácil apenas sentar e te deixar montar em meu pau. Não sou um dos que deixam passar uma oportunidade. Nunca pediria isto a você, mas não jogarei isso na sua cara. Tampouco tomarei esta decisão por você. — Obrigada. — Não me agradeça. — sua voz é brusca. — Não fiz nada que mereça um agradecimento. Não há uma negativa de minha parte, a menos que te machuquem. A menos que esteja assustada. Então será uma tortura para mim e pior para você. Engolindo minha saliva com dificuldade, concordo — Eu sei. E não acredito que será fácil. Mas tenho um plano, apenas chuparei seu pau até que esteja a ponto de gozar, então te montar até que o faça. Será rápido. Ele não pareceu convencido. — Está nervosa. — Sim, bom. — Na verdade não posso fazer nada a respeito. — Só preciso lembrar que não é nada para eles. Somos apenas um casal fazendo sexo. Às únicas pessoas que realmente importam somos você e eu. Então apenas fingirei


que não estão lá e só pensarei no que queremos. E se eles, quiserem mostrar sua admiração... — Não te tocarão. — seu olhar sustenta o meu. — Juro por Deus. Tudo acabará se tentarem. O alívio me percorre. Minhas pernas tremem pela força disto. — Obrigaria a mim mesma... — Não. — nega com a cabeça. — Forçar a si mesma? Porra, não. — Ok. — a pressão em meu peito de repente é entristecedora. Isto acontecerá. — Bem, então. — No segundo que quiser parar, o faremos — Me puxa, beijando-me — A qualquer segundo. Com o coração acelerado, concordo. Com minha mão apertada firmemente na sua, abre a porta. O sótão parece uma versão menor da sede do clube no andar de baixo, com sofás, televisões de tela plana e mesas. Aqui não havia ninguém quando entramos na sala de conferências, mas agora Blowback nos espera, junto com Stone, Gunner e Spiral. Embora só Blowback esteja de pé nos olhando. Os


outros três estão sentados nas poltronas olhando seus telefones. Saxon franze o cenho. — O que fazem? — Tivemos uma conversa lá em baixo — diz Blowback. — Se o presidente dos Riders cumprirá com a cláusula da Primeira Dama, então concordamos que não é necessário que todos

os membros do clube

sejam

testemunhas.

Perguntei se duvidariam da palavra do conselho diretor e não farão. Então podem fazê-lo bem aqui, na frente apenas dos oficiais, em vez de lá em baixo. Menos pessoas olhando. Minha mão pressiona a de Saxon. — Faltam alguns oficiais. Blowback dá de ombros. — Old Timer decidiu permanecer lá embaixo porque não quer olhar nenhuma outra que não seja a sua. Widowmaker escolheu o mesmo, afirmando que participar criaria uma briga entre ele e sua esposa e persuadiu os outros membros do conselho que têm algemas ou Senhoras para que também ficassem embaixo. Mas alguém tem que ser testemunha. Portanto só ficaram os membros solteiros do conselho. No entanto, tudo isto não deve ter acontecido de forma espontânea. Blowback planejou essa conversa e é provável que obteve ajuda dos motociclistas mais velhos para que pressionassem os outros para que aceitassem.


Saxon pareceu se dar conta do mesmo. Pressiona o antebraço de Blowback e aprofunda sua voz — Obrigado. O vice-presidente assente e olha para mim. —

Também

permanecer

no

decidimos

que,

cumprimento

com

de

a

nossa

finalidade

de

constituição,

respeitaremos a história de sua mulher e não lhe faremos nenhum dano, assim somente mostraremos nossa admiração sempre e quando nos convidar a fazê-lo. — Poderia te beijar por isso — digo. Um sorriso nasce em seus lábios. O que não faz com que pareça menos assustador. Seu olhar retorna a Saxon. — Nos certificaremos que está em plena conformidade. Eles aceitarão nossa palavra. Não poderão tocá-la. Não poderão ajudá-la. Ela deve tomar. Tem que terminar dentro dela. Isso quer dizer, nada de camisinha. Saxon franze o cenho. — Não faremos com que mintam. Mas não podemos nos arriscar... O detive. — Estou no controle pré-natal, de qualquer maneira. — me olha — Passei por uma consulta. Tenho um DIU 7. Está bem com o resto? De repente sorri.

7

DIU: dispositivo intrauterino.


— Sim. Fiz os testes um dia depois que apareceu no Den. Não tinha certeza do que precisaria para te persuadir a se arriscar comigo. — Então estamos bem. — Realmente bem se for para transar sem nada. — Saxon me aproxima de um sofá. Vamos acabar logo com isto. Tiro meus saltos e os chuto pelo caminho. Deus, muito melhor. Assumi que precisava entrar e ser muito sensual na frente de todos. Pensava em Lily e no que me contou a respeito de que muitos dos caras viviam no mundo pornô e, se meu valor seria julgado pelo meu nível de sensualidade, sem importar quão estúpido era, então não daria razão para que dissessem que não era boa o suficiente para Saxon. Ele se afunda no couro, grande e sensual e isto não será tão ruim. Sequer posso ver os meninos atrás de mim. Saxon se encosta e coloca suas mãos atrás de sua cabeça, para que assim não esqueça que não pode me tocar. Por outra parte é uma posição casual, puramente masculina, com seus joelhos separados e suas botas plantadas solidamente no piso. — De joelhos, mulher. — diz, mas não da maneira dura que geralmente tem. Tira sarro de mim. Tentando me deixar mais à vontade. Preciso relaxar, porque ainda estou tremendo um pouco. Com um sorriso fraco, me ajoelho entre suas pernas. Minhas mãos deslizam por suas coxas talhadas por seu jeans. Sequer


está duro ainda. O vulto atrás de sua braguilha é apenas seu pacote, não uma ereção. Isso é novo. Usualmente sequer preciso tocá-lo. Levanto meu olhar. Seus dentes estão apertados. — Porra, está tremendo. — Não posso evitar. — minhas mãos vão para sua fivela. — Mas precisa entrar no papel, tudo bem? Porque tem que gozar. Sua mandíbula aperta antes que concorde. Fecha seus olhos. — É melhor que esteja pensando em mim — digo e sua boca se move nervosamente. — É o que faço, princesa. Penso em te levantar sobre meu rosto e chupar sua boceta molhada. E isso aparentemente funciona. Seu pau endurece sob sua braguilha quando termino de desabotoar seus jeans. Até parcialmente suave, seu pênis é grosso e pesado. Deus, como adoro o seu pau. Acaricio sua longitude antes de me inclinar para passar minha língua sobre sua cabeça. Seu corpo fica tenso. Mais algumas lambidas, fica completamente ereto e sua respiração sibilante entre seus dentes apertados. Sim. O levo tão profundo quanto posso. Logo, em algum lugar atrás de mim, escuto o couro chiar enquanto um dos meninos muda de posição no sofá e cada músculo de meu corpo paralisa.


— Não, princesa. Não. — a voz de Saxon chama minha atenção. Seus olhos azuis se encontram intensos e fixos em meu rosto. — Não estão olhando. Tudo bem? Somos apenas você e eu. Assinto e chupo novamente, mas agora só posso sentir meu traseiro, porque estou inclinada sobre o colo de Saxon e é como se mil olhos olhassem, embora nenhum deles o faça. Ainda estou com meu vestido. Lambo e meu rosto cora a cada som de chupada e quando tento ir mais profundo e engasgo, me pergunto como pensei que faria isto. Há alguns dias atrás, esta era a coisa mais sexy que fiz, tomando-o profundo em minha boca, em minha garganta e agora, meu nível de tesão, flutua em algum lugar próximo de zero. — Ei — seu rosto estava sombrio, Saxon abruptamente se inclina para frente, segurando minha mandíbula em suas mãos. — Terminou? Quer partir? Partirei daqui contigo, Jenny. — Não. — minha voz é rouca e luto para não deixar que as lágrimas que enchem meus olhos se derramem. — Posso fazer isso. Ele briga consigo mesmo. Posso ver. Possivelmente decidindo se manda tudo à merda. Mas finalmente assente. — Por que não vem em meu colo. Levará meu pau muito mais profundo e faremos com que isso funcione.


Mais profundo. Isso sempre soa bom. — Mãos, chefe. — diz Stone em voz baixa atrás de nós. — Vá à merda. — Saxon grunhe em resposta, mas me solta e fecha seus punhos ao lado de suas coxas. Arrasto-me para o sofá, me preparando para virar e subir na posição de vaqueira, como a cláusula requer. Ele nega com sua cabeça. — Primeiro me olhe e me beije. É exatamente o que preciso. Balançando minha perna sobre seu colo, sento sobre sua ereção reclamando sua boca. É tão bom, o calor desliza por meu ventre como um bom gole de uísque. Minha tensão e minha agitação lentamente diminui enquanto me perco nele e continuo voltando por mais um beijo, outra lambida. — Acredito que agora estou bem. — digo suavemente em seus lábios. Sua voz é rouca. — E tão linda, Jenny. Sorrio e dou um passo para fora do sofá, sustentando seu olhar enquanto desço minhas mãos por meu vestido para baixar minha calcinha. Apenas meus peitos e minha boceta precisam estar expostos, de forma visível para que todos vejam facilmente, que realmente estou fodendo seu pau, mas suspeito que Lúcifer era apenas um porco, então não preciso


que me despir. Apenas levantar meu vestido e abaixar meu top. De qualquer maneira a nudez não seria tão ruim. Preferia desfilar nua a compartilhar algo tão privado como o sexo com Saxon. Somos apenas ele e eu. Ele e eu. Embora os outros não estejam olhando, posso vê-los quando me viro. Todos parecem tão rígidos e incomodados quanto eu. Deve ser o pior sexo público que já viram. Ou que não viram. Suspiro e sento no colo de Saxon, seu peito duro contra minhas costas. Não pode me abraçar, mas adoro essa sensação dele pressionado contra mim. Sua voz desce em meu ouvido. — Tudo bem? — Sim. — Subo minha mão entre minhas pernas. Está seca. Esfrego meu clitóris e fecho os olhos. — Vai me lamber então? — Porra, sim, te lamberei. Te comerei completamente. — Seus dentes apanham o lóbulo da minha orelha e estremeço. — Me diga quão molhada está. — Um... — Jenny.


— é um gemido doído. — Sempre está molhada. — Agora sabe como me senti quando não estava duro. — Estou agora. — beija o meu pescoço. — Duro. Continuo pensando como se sentirá quando tiver sua boceta ao meu redor. Ainda não te comi desta maneira, mas quando isto terminar, te levarei para casa e te sentarei assim novamente sobre mim. Te inclinarei e baterei em sua bunda cada vez que encher sua boceta. Quer isso? — Sim — digo e isto também está ajudando. Não estou realmente molhada, só um pouco. — Me dê seus dedos. Ele os chupa e isso também é melhor. Colocando meus dedos úmidos em minha boceta, me levanto e coloco a cabeça de seu pau em minha entrada. Sequer posso pegá-lo. Desta vez chupo meus próprios dedos e tento novamente. — Jenny... — Está tudo bem. Posso fazer isso. — Não está preparada. Estou preparada para terminar com isto. Mordendo meu lábio, me pressiono para baixo. Oh, merda. Não posso segurar meu gemido. Saxon amaldiçoa atrás de mim e seus braços rodeiam minha cintura, me retirando de cima. Sua respiração é enérgica e desigual, mas não diz nada, apenas


me segura com força contra seu peito, minhas pernas abertas sobre ele, meus joelhos apoiados nas almofadas do sofá. — Assim não dará — diz finalmente. — Não enquanto não consegue relaxar. Só sairá machucada. — Saxon... — Me beijar foi bom, não? Suspiro. — Sim. Mas não pode fazer nada mais. Não pode me ajudar. Se pelo menos pudesse, estaria de pé nas almofadas do sofá e empurraria minha boceta em sua boca. — Posso, princesa. Só precisa confiar em mim. Feche os olhos e conseguirei mãos e boca para te ajudar. Serei eu, dizendo o que fazer. — Sua voz é suave. — Será capaz de fazê-lo? — Não sei. — Porque agora mais nervosismo se apodera de meu ventre. — Mas posso tentar. — Alguém mais em quem confia. Stone, talvez? Você o conhece há muito tempo. Stone! Preciso de você aqui. O irmão de Anna levanta seu olhar enquanto nego com minha cabeça.


— Saxon é muito estranho. Nos conhecemos há muito tempo. Vi colocar fogo em seu pênis, Por Deus. — Então, Gunner. — o sargento de armas também nos olha agora. Todos olham. — Ele é muito bonito. Maravilhoso e inclusive mais quando sorri, deve ter ouvido o comentário de Saxon. — Machucaria Anna se descobrisse. Isso desfaz o sorriso de Gunner. Imbecil. Não é como se não soubesse que ela o quer. Quase posso sentir Saxon olhando para Blowback, mas o detenho antes que possa perguntar a seu vice-presidente, ele ainda me assusta. De qualquer maneira fomos pelo caminho errado. Não congelo com Saxon... e, não congelo com mulheres. — Lily — digo baixinho. — pergunte se ela o faria. Ele não duvida. — Traga Zoomie para cá. Blowback não pisca. Enquanto vai para as escadas, tento relaxar contra Saxon. — Sinto muito — murmuro apenas para seus ouvidos. — Não sei o que está errado. — Esta cláusula é o que está errado, Jenny. Não você.


— Ele me puxa para trás, inclinando sua cabeça para que possa provar minha boca. — Então não se desculpe por isso. A única coisa que me preocupo agora é que não esteja machucada. Meus dedos apertam seu antebraço. — Prove. O som de botas nas escadas volta meu olhar para lá. Blowback retorna com Lily bem atrás dele, uma garrafa de cerveja pendurada em seus dedos. Seus olhos se arregalam quando nos vê. — Chefe, precisa de mim? — Jenny está muito nervosa — diz. — Quer mostrar sua admiração? Ela pisca como se suas palavras não tivessem sentido, então de repente sorri. — Adoraria. Tomando um gole, entrega sua garrafa para Blowback. Ele pega, seus olhos se estreitam enquanto caminha para nós. De alguma forma, já é mais fácil. Sinto que Saxon também relaxa um pouco, como se o entusiasmo e a total facilidade de Lily se infiltrasse em ambos. Talvez seja isso. Ambos estávamos tão tensos e só queríamos que terminasse. Não podíamos entrar nos papéis. Mas Lily já está fazendo.


Se deixa cair de joelhos entre seus pés quase na mesma posição em que eu estava quando chupava seu pau. Embora ele não seja o foco. Sou eu. Estou montada a cavalo sobre as pernas dele e de frente para ela. Tranquilamente, pergunta — Jenny, você está realmente bem com isso? — Sim. Você? — Sim. — Seu olhar se desliza além de mim. — Chefe nenhum problema? Quer dizer, não me chutará a bunda, ou algo assim? Ela brinca, mas ele responde seriamente. — Estou bem com qualquer coisa que a ajude. Só preciso que seja minhas mãos e minha boca. Assentindo, me olha novamente e algo muda em seus olhos. Lentamente olha o meu corpo e é como Saxon faz. Não com a mesma intensidade e desejo, mas como se não pudesse esperar para me comer. — Me diga apenas por onde começar. Oh, meu Deus. Levanto meu olhar. Spiral, Gunner e Stone não olham para seus celulares. Ao invés disso nos olham como se estivessem eletrificados. Mesmo Blowback parece transfigurado, olhando as costas de Lily enquanto abaixa sua cerveja. O braço de Saxon fica tenso enquanto arruma minha posição, me movendo um pouco para baixo e para frente. Seu


pau é um comprimento rígido em minha bunda. Agora estou mais abaixo e pode olhar por cima de meu ombro e ver tudo o que Lily faz. O

movimento

parece

chamar

atenção

de

nossos

observadores. — Está tocando-a, Saxon — diz Gunner. Ele me solta, mas ainda está ao meu redor. Estou encostada em seu peito e Lily diante de mim... e ela será seu toque. Ainda somos apenas ele e eu. Fecho meus olhos. — Seu pescoço — diz Saxon e sua voz é grave. — Bem debaixo de sua orelha. O calor diante de mim. Uma respiração em minha pele. — Bem aí. Chupe um pouco nesse ponto, então lhe dê uma pequena mordida. Ela gosta disso. Deus, gosto tanto. Um calafrio percorre minha pele quando sinto a mordida, então a carícia suave de uma língua quente. — Seus mamilos estão duros? Uns dedos deslizam as alças de meu vestido de meus ombros. O ar frio passa sobre minha pele nua. — Ainda não, chefe. — No início não é realmente sensível. Tem que sugar forte.

Deixe-os

vermelhos

como

cerejas.

E

assim

que


estiverem vermelhos, pode ir suavemente e se contorcerá a cada lambida. — Oh, merda. — Gemo uma maldição enquanto uma boca morna suga o bico do meu peito. Solto um suspiro fraco, então minhas costas arqueiam quando ela suga meu mamilo até um ponto de ardor. Quando ele faz isto, Saxon só suga forte, mas ela vai em meu mamilo uma e outra vez, segurando e liberando cada vez, raspando suavemente os dentes. Logo seus dedos beliscam a carne tenra e volta sua atenção para meu peito esquerdo, movendo seu polegar ao mesmo tempo com cada sucção forte. — Jesus, isso é lindo. — o corpo de Saxon é como ferro debaixo de mim. — Como pequenas cerejas. Quando meu pau está dentro dela, se aperta no momento em que começo a sugálos. Já está molhada? Uns dedos quentes deslizam sobre minha carne quente, em uma brincadeira delicada. Gemo, balançando meus quadris para frente. — Não o suficiente. — Então brinque com seu clitóris. Tire essa maldita saia do caminho. Meu vestido é levantado de meus quadris, enrolado ao redor

da

minha

cintura.

Minhas

coxas

tremem

com


antecipação enquanto sua mão

volta novamente entre

minhas pernas. — Esfregue esse pequeno clitóris. Porra, sim. Você gosta, princesa? Ofego,

meus

quadris

sacudindo

contra

o

toque

enlouquecedor. — Sim. — digo sem fôlego, começo a choramingar quando Lily começa novamente a chupar com força meu mamilo, tocando meu clitóris, puxando suavemente minha carne delicada com cada passada. Geme suavemente contra meu peito. — Está mais molhada, chefe. — Precisa gotejar. Quer provar sua boceta? Lily não responde, mas já se move para baixo. Suas mãos agarram meus quadris e deslizo para frente um pouco mais, por isso estou sentada ainda mais para baixo entre as pernas abertas de Saxon e abrindo totalmente as minhas coxas. Ouço um profundo gemido, alguém observando e não me importa. Uma dor voraz se forma em meu interior e quando me dou conta de que Lily espera por outra indicação, não posso parar minha súplica. — Saxon — levanto meus quadris com avidez. — Agora. — Zoomie, você a ouviu. Lambe-a. E se segure a ela. Ela se agitará completamente quando golpear seu clitóris.


— Mãos seguram meus quadris e sua boca morna envolve meu clitóris. Um gemido abafado escapa da minha garganta. Oh, Jesus. — Foda essa boceta. Tão malditamente doce. Nunca tenho suficiente. O gemido de Lily provoca um calafrio em minha pele dolorida. Meu corpo está endurecendo, se esticando. Sua língua desliza até minha entrada e se mete antes de escorregar novamente para meu clitóris e tudo é explosivo, suas

lambidas

são

tão

longas

e

famintas

quanto

embriagadoras, sugando minha carne molhada. Suspiro enquanto alguns pequenos gemidos me escapam e a voz de Saxon preenche tudo o que está no meio. Dá um gemido torturado quando Lily afasta minhas pernas, para abrir mais para trás durante um segundo, como se assegurasse que tem uma boa visão. — Oh, merda, Jenny. Isso é tão excitante e está tão molhada. Princesa, preciso de você agora em meu pau. Tremendo de desejo, apoio minhas mãos e me levanto, me situando entre os dois, procurando seu pênis. Lily contém o fôlego. — Oh, porra, chefe. Não sei se está molhada o suficiente para isso. — Ela conseguirá — conclui com um suave grunhido. — Mas iremos com cuidado. Está tão estreita que devemos ir devagar.


— Realmente muito devagar. — Suas mãos seguram meus quadris novamente. — Tudo bem, Jenny? — Sim. — Mais do que bem. O pau de Saxon está em minha mão, paralisado debaixo de mim enquanto deslizo a grande cabeça

em

minhas

dobras

encharcadas.

Nunca

antes

estivemos em contato pele com pele. Sua voz é rouca. — Jenny... Seu gemido afoga meu nome quando me afundo nele. Meu corpo fica tenso, minha pele arde e se estica quando meus músculos internos cedem a sua enorme cabeça. Labaredas de prazer me inundam, se misturando com a dor. Respirando com dificuldade, pouco a pouco o coloco mais profundamente. O aperto de Lily aumenta em meus quadris. — Merda. Sua boceta está simplesmente te chupando. Ela é a porra da coisa mais excitante que já vi. — Você faz com que fique mais excitado. — Grita asperamente e me concentro na deliciosa sensação de seu pau me enchendo, não estou preparada quando a boca de Lily cobre meu clitóris. Quase saio agitada do pau de Saxon, mas suas mãos me seguram em meu lugar e a excitação se desata através de mim. Meu grito provoca um gemido de lamento quando ela move sua língua. Meus


quadris se movem, e de repente ele se encontra mais profundo em meu interior, ela chupa e Saxon bombeia levianamente, sua voz rouca em meu ouvido. — Você gosta disso, Jenny? Que chupem seu clitóris enquanto meu pau te enche? Respondo com algo, possivelmente um sim, não sei, porque estou quase gozando e simplesmente vou desintegrar. Meu corpo se contorce, empurrando profundamente e Saxon escorrega um pouco do sofá, até que estou quase encostada nele e Lily subindo ligeiramente sobre mim, com suas mãos pressionadas em minhas coxas, afastando-as mais e sua língua em meu clitóris. — Continue quando estiver mais profundo. — Parece duro e cruel, mas Lily apenas geme, seu cabelo comprido escorrega por minhas coxas, com sua boca tão quente. Saxon se apodera de mim e grito novamente quando seu pau entra profundamente, tocando fundo e pressionando mais, intensificando tudo, agora isso é muito e não suporto. Entretanto, não posso escapar, Lily ainda me segura enquanto ele começa a me foder lento, muito lentamente, e sua língua agora também está compassada, simplesmente girando ao redor de meu clitóris. E não posso.... não posso... Meu corpo arqueia e sequer posso gritar, nem posso respirar, não posso fazer mais nada, então gozo. Sinto o gemido de Saxon atrás de mim enquanto minha boceta


convulsiona sobre seu pau e o gemido de Lily quando sua língua desliza pela delicada pele estirada ao redor de seu pau e meu clitóris. Minhas mãos estão emaranhadas em seu cabelo, mas não posso me permitir a terminar ainda, porque Saxon bombeia em mim e gozo novamente e ela chupa meu clitóris e estou completamente destroçada entre eles. Era para o montar. Lily sorri para mim, com seus lábios inchados e úmidos e me dou conta de que disse em voz alta, como um canto sem fôlego depois de um longo tempo. Era para o montar. — Agora pode fazer isso — diz ela. Meus músculos parecem débeis e trêmulos quando me sento, logo gemo quando o movimento empurra o pau de Saxon profundamente outra vez. Ele grunhe atrás de mim, enquanto se acomoda no sofá para ficar sentado ao invés de encostado. Monto-o novamente, meus joelhos descansando nas almofadas em ambos os lados de suas coxas. Pressiona um beijo em meu ombro. — Tudo bem? — Magnificamente bem. — E estou. Absolutamente destroçada e mesmo assim me sinto incrível. Olho para Lily. — Obrigada. Ela sorri um pouco. — Quando quiser. Posso olhar o resto? — Faça o que quiser.


— Digo, porque não importa. Me apoio no peito de Saxon e estico meus braços até deixá-los ao redor de seu pescoço. Os outros olham, mas estamos apenas nós, quando começo a cavalgar. São pequenos movimentos, porque não posso

me

levantar

totalmente,

entretanto

o

tenho

completamente dentro de mim. Ele está dentro, muito profundo e me diz que sou linda e então não pode falar, geme e fica tenso enquanto goza. Caio contra seu peito, que se move com esforço. Com meu cabelo enredado nos punhos de sua mão e me curvo para lhe beijar. Estou totalmente exposta, com seu pau ainda enterrado em minha boceta e meus mamilos vermelhos e latejantes. Quando finalmente libera minha boca, os braços de Saxon vêm ao redor de mim e olha para Blowback. — Bem? O outro homem ri. Saxon assente e logo levanta a parte superior de meu vestido e abaixa a parte inferior. Para com um movimento fluido, enquanto me levanta com ele e me embala contra seu peito. — Espere um momento. — Diz e me carrega para a parede baixa do sótão, com vista para o andar principal abaixo. Oh, Meu Deus. Todos estão em silêncio e olhando para cima.


A cara de Saxon é escura e lança um olhar sobre eles, mas não com um olhar controlado. Parece perigoso e tenso pela raiva. Coloca seus dedos entre minhas pernas, então permite que fiquei de pé. Levanta sua mão e seus dedos estão molhados. — Meu sêmen — diz em voz alta. — Minha mulher. Sua primeira dama. Alguém tem algum problema com isso? Minhas bochechas ardem, mas levanto meu queixo. Não há nenhuma resposta de baixo, exceto algumas exclamações e gritos de apoio. Ele faz com que se calem. — Agora apenas duas coisas importam, trazer nossos novos irmãos e destruir os Eighty-Eight antes que tomem mais dos nossos. Basta desta merda insignificante ou nos derrubarão um por um. Então, acabou. Acabou. É um murmúrio repetido em acordo percorre entre os motociclistas abaixo. — Bem, então — diz Saxon, e me levanta novamente contra seu peito. — A reunião terminou. Vão à merda e deem um passeio.


Carrego Jenny para a sala de conferências. Começo a colocá-la sobre a mesa, mas ela se contorce. Seu rosto está vermelho. — Não posso me sentar em qualquer lugar. Há sêmen escorrendo por minhas pernas. Meu sêmen. — Essa é a coisa mais sexy que já escutei. Ela ri e balança cabeça. Examino-a. Está bem fodida, mas não há nenhuma sombra em seus olhos. Lily e eu fomos bastante rudes, mas ela aceitou tudo. E me deu tudo isso. Meu coração se contorce e a aproximo de mim. Tenho um nó em minha garganta. — No que pensava Jenny? E não me diga que apenas quebraria alguns idiotas. Sussurra e apóia sua cabeça contra meu peito. — Não queria te fazer escolher. — Escolher o quê? A única opção que tinha era partir, e Jenny, estavam me forçando a tomar essa opção. Não você. — Mas não seria um problema se não estivesse em cena. Assim não queria que escolhesse entre o clube e eu.


Entre ela e o clube. Como pôde sequer pensar que era uma opção? — Pensou que não te escolheria? Ela dá de ombros. — Sei que sim. Porque disse que ficaria comigo e me protegeria. Olho-a fixamente. Seu rosto está em meu peito e percebo que não está apenas aconchegada ali para maior comodidade. Ela esconde alguma coisa. Essa dor não pode permanecer ali. Seguro seu queixo e faço com que me olhe. Seus olhos verdes brilham como se segurasse as lágrimas. — Não é por isso que te escolheria. Jenny, te escolheria porque me dá tudo. Acha que há algo que não faria por você? Qualquer coisa? Não há nenhuma linha que não cruzaria. Afastar-me deste clube não seria nada em comparação com o que faria por você. Tudo o que faço é para você. Cada fôlego que dou é apenas por você. Ficar contigo não é uma opção, é simplesmente a única maneira de viver. Tudo bem? Isso não deteve suas lágrimas. Estão transbordando, mas assente, pelo menos. Abraço-a até que se tranquiliza, e logo beijo as lágrimas de seus olhos antes de olhá-la novamente. — Tem uma muda de roupa? — Em minha caminhonete. — sua voz é rouca.


— Mandarei um dos recrutas pegá-la. Tudo bem? Fodemos com força lá fora. De repente sorri um pouco. — Sim. — Nenhum mal momento? — Não. No início estava muito nervosa. Mas então... foi realmente sensual, não? Sensual não é suficiente para descrever. — Foi impressionante. — Foi mesmo — me olha através de seus longos cílios. — Então... quer foder e montar? — Porra, sim. — a viro. — E serei muito gentil desta vez.

É forte e rude. Não me importa. Tudo o que importa é que estou aqui, deitada e emaranhada entre seus lençóis, e ele está perto de mim. Meus dedos contornam a caveira em seu ombro, enquanto examino os três jogos de números nos dentes. 1—12—12 6—15—18 10—5—14—14—25. Algo me ocorrerá, disse, e de repente acontece.


E é muito simples. Tão fácil. Simplesmente um número para os motociclistas. Os motociclistas o fazem sempre, como uma insígnia 13 que representa um M. Alguns dizem que se refere à maconha ou a metanfetamina ou a um clube mexicano, mas quando usam o M é o mesmo. Mesmo os Eighty-Eight se nomeiam usando um código similar. 88 são HH, para o Heil Hitler. Encostada, levo alguns minutos para traduzir todas as letras. Mas meu coração começa a palpitar quando tenho as três últimas e, quando termino, sinto as lágrimas nos olhos. T—U—D—O P—O—R J—E—N—N—Y. Essa tatuagem foi feita há nove anos. Nove anos. Sua voz é pesada pelo sono. — Descobriu? — Sim — sussurro. — Diz que me ama. Levanta sua cabeça e sua boca encontra a minha. Este beijo é lento. Quero que dure para sempre, mas não me importa que acabe. Não quando o que ele diz agora é muito melhor. — Jenny, não tem nem ideia do quanto. Ele faria qualquer coisa por mim. Tendo em conta que faria qualquer coisa por ele, acredito que tenho uma ideia. Sua mão desliza sobre meu quadril, então para cima sobre minhas costelas. Estremeço quando sua palma embala meu peito e meus mamilos endurecem.


— Uma vez mais antes de ir? Antes fui doce. Com um sorriso, me aproximo para satisfazer seu beijo. Saxon Gray me ama. Rude ou gentil, lento ou forte, não importa, enquanto me amar, cada vez será muito melhor que a anterior. — Mais uma — digo.


Prรณximo Livro

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Kati wilde hellfire riders mc 02 taking it all(rev pl)