Page 1

Kati Wilde


Tradução: Angela, Mimi Jessica M Revisão Inicial: Ana Paula Silva Revisão Final: Argay Muriel, Thami R. Leitura Final: Lola Formatação: Lola Verificação: Anna Azulzinha


Ele é o único homem que jamais poderei ter, mas é o único que desejo... Saxon Gray tem uma razão para me odiar. Passou cinco anos na prisão depois de me salvar de um brutal estupro nas mãos de um Clube rival de Motoqueiros e pagou por esse resgate com sua liberdade. Nunca fui capaz de saldar essa dívida... Até agora. Mas a ameaça de uma velha rivalidade está ressurgindo,

e

como

presidente

dos

Hellfire

Riders, Saxon é o único homem que pode me manter a salvo. Mas desejo mais que sua proteção. Desejo seu coração.


Assim que passo pelas portas do Wolf Den, o ruído do bar me atinge. Heavy Metal. Vozes graves gritando. Som de risadas escandalosas. O crepitar de bolas de bilhar. Tudo se acalma quando me veem. Duros olhos me olham de cima abaixo. Outros me dão as costas. As asas de fogo e as rodas de aço estampadas na parte de trás de suas jaquetas de couro servindo como uma advertência... Todos eles são Hellfire Riders. E meu pai lidera os Steel Titans. Não há inimizade alguma entre ambos os clubes, não mais, mas há regras. Territórios. Embora não ande com os Titans, é certo que suas mulheres não deveriam estar aqui. Não neste momento, de todas as formas. Venho bastante durante o dia, devido ao negócio de vendas de bebidas. Quando o bar está tranquilo e, inclusive, os vizinhos vêm para almoçar. Mas as noites são outra coisa. As noites pertencem ao clube que lidera esse território. Sei bem que se caminhar mais para dentro sem ser bem-vinda, esse bem-vindo virá. Mesmo assim, é estressante esperar com tantos olhos me examinando. Estou bastante segura que alguns deles estão medindo a longitude de suas mesas, também, decidindo em quanto tempo arrancam


minhas calças e me ensinam uma lição sobre irromper no território dos Hellfire. Meu estômago se retorce de forma doentia enquanto imagino isso, embora saiba que esses caras não fariam nada desse tipo. Alguns deles poderiam pensar, mas não fariam. Também há regras sobre isso. Os Hellfire Riders não machucam mulheres a menos que elas realmente gostem. A menos que elas peçam. Nem todos que conheço seguem o mesmo código. No bar, um grande motociclista se levanta lentamente de um dos bancos e vem em minha direção. Cabelo loiro e curto, em longos passos ágeis. Seu nome é Aaron, mas todos o chamam Stone Wall, o executor dos Riders. Pela atitude casual que sempre leva. Poderia destroçar a qualquer um que ameace ao clube ou a seus membros. Pelo que sei, ele já fez isso. Seu rosto viu melhores dias. Sofreu uma série de surras alguns anos atrás. Não tenho nem ideia de quem o fez. Mas seu nariz já não é tão reto. O profundo corte de uma navalha através de sua sobrancelha riscou um caminho irregular por sua bochecha. Seus lábios estão marcados como se tivesse sido machucado muitas vezes. Mas lembro de quando esses lábios eram perfeitamente formados. Recordo-o lançando beijos a uma sala cheia de pré-adolescentes durante uma festa do pijama de sua irmã. Cada garota no secundário jurou que o irmão da Anna era a coisa mais sexy que rondou as ruas de Pene Valley, Oregón. Foi há muito tempo. Algumas coisas não mudam. Ainda sou amiga da Anna. Entretanto, já não sou aquela garota.


E nestes dias, Stone Wall já não é a coisa mais linda que ronda estas ruas. Não por sua cara. O irmão de Anna ainda é lindo nessa forma primitiva e perigosa que alguns caras têm e as cicatrizes só aumentam isso. Mas há um homem que faz qualquer outro se tornar fumaça nesse lugar. Neste estado. Possivelmente em todo o maldito mundo. Acabo de caminhar dentro de seu território. Não o vejo agora. Não sei se quero vê-lo. Estar em qualquer lugar perto do Saxon Gray sempre é o céu. E o inferno. — Jenny. — Stone se detém perto de mim, uma garrafa de cerveja Budweiser pendurada em seus largos dedos. — Tudo bem? Pergunta isso porque sabe que não estaria aqui de noite se pudesse evitar. Mas estou bem. Agora. Só não quero voltar logo para a estrada. E não quero lhe dizer sobre isso. Sei o que poderia ocasionar. Brigas. Sangue. A morte de um homem. Outro homem na prisão. Aconteceu antes. Não quero ver acontecer de novo. Não agora, quando meu pai está tão doente. Quando não sei se sobreviveria a uma briga, sem dizer nada do que poderia acontecer. Assim sacudo a cabeça e digo: — Só quero ver Anna. — Stone toma um gole de sua bebida, me estudando sobre a garrafa. Duvidando de mim. — E te salvar de tomar essa merda. —Acrescentei. Sorri. — Um homem trabalhador precisa tomar umas para ser feliz.


— Então te comprarei uma. Com outro longo olhar para mim, finalmente assente. Sua cabeça assinala para o bar. Esse é o meu “bem-vinda”. Ele acompanha-me enquanto ando através das mesas. E assim começa. Não daria outro passo sem um Rider de alto escalão ao meu lado. Mesmo sem inimizades entre os clubes, misturar bebida com hormônio masculino, só dá merda. Assim Stone deteria qualquer problema dirigido a mim antes que acontecesse. Maybe Zachary Cooper, o sargento de armas dos Riders já está sentado no bar, seus cotovelos apoiados no balcão enquanto nos observa. Todos os homens Hellfire são rígidos, mas há poucos que o sejam mais que Zach e Stone, sua familiaridade começou muito antes que tivessem montado uma motocicleta. Ambos os ex-marinheiros, serviram juntos no Iraque. Stone retornou a Pene Valley ao finalizar sua viagem; Zach chegou com ele, embora não tenha crescido aqui. Realmente não sei de onde é. Não fala muito. Porém observa tudo. Neste instante, eu sou o alvo. Usualmente, parece vigiar Anna, mas só quando ela não está notando. Ela está acostumada a vê-lo. Embora não haja nenhum contato. Ela quis fazê-lo uma vez e ele a deteve. Logo depois disso, observa-o sempre, para seu pesar. Entretanto, ele não possa culpá-la. É difícil não olhar. Em qualquer lugar que vá, Zach Cooper é grande e lindo, com grosso cabelo negro, mandíbula quadrada e gélidos olhos azuis. Provavelmente têm um letreiro: Bem-vindos a cidade do Sexo: Um garoto mal


que nunca tocará a minha melhor amiga porque é a irmã de seu melhor amigo. Que merda. Dirijo-me à parte do bar com forma de L. Stone assegura seu assento ao lado de Zach, perto suficientemente para falar comigo e entrar em ação se for necessário, mas com um par de bancos vazios entre nós. No outro extremo do bar, Anna está tirando as tampas de meia dúzia de garrafas de cerveja, me lançando um olhar curioso enquanto as põe em uma bandeja. Seu cabelo escuro está recolhido em um simples rabo-de-cavalo, o que significa que provavelmente se levantou da cama justo antes de começar seu turno. — Oi, lindona. —Chamo-a quando se aproxima. A música alta não permite nenhuma grande conversa. Inclina-se com os antebraços no balcão. — O que foi? — Quero beber uma boa cerveja. Tem uma? Também comprarei uma para seu irmão. Com os lábios comprimidos, inclina sua cabeça e espera. Maldição. — Não gostei do jeito com que alguns meninos estavam atrás de mim. Sendo assim vim para cá. Ela franziu o cenho. — Os Eighty-Eight? — Não sei. Mentira. Logo depois de parar no estacionamento do Den, esperei até que os motociclistas se afastassem. Seus emblemas eram difíceis de confundir... Uma águia sobre uma


caveira. Desgraçados. Chamavam-se a si mesmos de os Eighty-Eight Henchmen1, embora não fossem oitenta e oito membros. O número é uma referência a seu amigo Adolf. Anna retrocede com o rosto preocupado. Tomo sua mão. — Olhe, não foi nada. Está bem? Só tive o azar de que estavam passando por este caminho. Provavelmente não se deram conta do que estava diante deles. E seguiram dirigindo. Não se amontoaram em volta da minha caminhonete. Não chegaram perto e gritaram sobre entrarem entre minhas coxas e fazerem fila para me comer. De qualquer maneira, não o fizeram desta vez. — Sério — disse, apertando sua mão. — Não foi nada. Cada motociclista neste bar sairia à captura deles, se eles

chegassem

perto

daqui.

Se

os

Eighty-Eight

se

mantivessem afastados de mim, não haveria razão para iniciar nenhum problema. Anna estudou meu rosto por um longo minuto antes de finalmente dar um forte suspiro. — O que vai querer? — Lion Heart. — Minha cerveja favorita... É a mais forte que minha cervejaria vende. O Wolf Den a vende. — Junto com uma dose de Patrón2. Seu olhar se estreitou. — Não foi nada, né? 1

Eighty-EightHenchmen significa Oitenta e Oito Capangas. Refere-se a Adolf Hitler. O 88 significa Heil Hitler (saudação que se dava ao Hitler), provém da posição da letra H no alfabeto latino. 2 Marca de tequila.


Bem, talvez esteja um pouco trêmula. E não tenho intenções de sair logo. Então, continua sendo nada. — Agora que estou aqui, também gostaria de te fazer companhia por um momento. Com o rosto sem expressão, Anna se afasta. Ela não está chateada porque estou aqui. Só não está acreditando na minha palavra. Não tinha mais o que dizer. Logo depois que me entregou minha cerveja, mais pedidos de bebidas vieram, e fui deixada sozinha com minha tequila e cerveja. Perfeito. O gole desceu queimando pela garganta. Sem sal ou limão para mim, apenas licor. Tomei minha tequila e agarrei minha cerveja. Além de uma olhada aqui e outra lá, ninguém mais está me observando. Voltaram para suas mesas de bilhar e suas bebidas e outros foram para suas mesas, resolver seus assuntos. Nenhum é Saxon Gray. Meu estômago se aperta, afasto o olhar. Estúpida. Há rumores de que ele não aparece em público do mesmo jeito que os outros fazem. Mas o procurei pelo bar, sabendo que se visse, seria uma faca em meu peito. Isso é estúpido. Saxon não é meu. Nunca foi. Jamais foi próximo a mim. E se tiver alguma razão para odiar alguém, seria a mim, a garota burra que invadiu um território inimigo. A estranha pela qual passou cinco anos no cárcere, porque a protegeu.


Protegeu-me. Agora estou me aproveitando de seu amparo de novo. Talvez trazendo problemas à sua porta. Não deveria ter vindo aqui. Estar aqui não era uma opção. Melhor beber esta cerveja, durante um tempo e voltar para casa. Casa. Possivelmente não por muito tempo. Vivi no rancho com meu pai toda a vida. O rancho não funciona mais, só uma extensão grande de terreno com a casa clube em um lado e nosso lugar no outro, por isso a maioria dos negócios dos Titans se mantém longe da casa e do velho celeiro na propriedade que renovei quando iniciei minha mini cervejaria. Mas os Titans não são tão fortes como antes. Nunca diria isso ao meu pai, mas eu sei. Assim como sei que tão logo os Eighty-Eight pensarem que estou desprotegida, logo que se espalhe a notícia de que meu pai está doente, eles farão suas ameaças. Eles têm uma conta a acertar comigo. Deixar Pene Valley está começando a parecer a melhor opção. Só posso começar de novo em outro lugar. E tem que ser muito distante. Mudar-me de uma cidade para outra, de um estado próximo não os deteria. Num fim de semana os Eighty-Eight estariam em minha porta. Teria que cruzar meio país antes que as coisas sequer comecem a parecer seguras. Mas ir tão longe só tornariam as coisas mais difíceis. Me viro bem sozinha, mas a maioria de meus contatos de negócios,

são

regionais.

Meus

ingredientes

são

locais.

Conheço seus sabores, suas peculiaridades. Não estaria começando do zero, mas seria algo próximo.


Mesmo assim. Começar do zero parece infinitamente melhor do que o que os Eighty-Eight planejam para mim. As oportunidades de abrir uma nova cervejaria e ter êxito são muito escassas, mas posso trabalhar com alguém por um tempo. Vender tudo aqui, economizar meu dinheiro, estabelecer uma reputação e um ponto de apoio em outra região. Logo, me manter por mim mesma de novo. Sozinha. Porque a maldita razão disto é o maldito câncer comendo o peito de meu pai. Já estava no quarto estágio quando foi descoberto, ele recusou o tratamento e se recusou a brigar comigo quando lhe disse que tínhamos que tratá-lo. Gritei de todas as formas, mas mesmo assim, uma parte de mim sabia que ele não se convenceria. Teimoso, estúpido homem. Mas esteve sozinho por um tempo, também, desde que minha mãe morreu em um acidente de automóvel há quinze anos. Fomos somente ele, eu e o clube. Pode ser que tenha esperado todo este tempo para estar com ela de novo, mas só postergou até assegurar-se de meu bem-estar. O que me dói é passar tanto tempo me preocupando com meu próprio futuro enquanto meu pai não tem um. Totalmente egoísta. Mas... Saber que estarei bem provavelmente o ajude nos próximos meses mais do que qualquer droga. A única coisa que pode o ferir, realmente o ferir, seria saber que estou vulnerável e de que não posso me proteger. Assim. Amanhã. Vou analisar tudo. Procurar alguém aqui que compre minha cervejaria, procurar outro trabalho


em algum lugar ao leste. Em seguida, basta engolir a dor e partir. Ou afogá-la. Faço gestos a Anna, pedindo outro gole. Seu cenho franzido, seu olhar preocupado em seu rosto enquanto me olha. — Está bem? Não está perguntando pelo gole. Está perguntando se eu estou realmente bem. Não sabe sobre meu pai ainda. Mas não posso lhe dizer agora. — Só um dia difícil — disse. — Agora o estou transformando num bom, como uma mulher deve fazer. Anna sorri, porque é o tipo de coisa que geralmente digo para fazê-la rir. Desta vez não é realmente uma piada, mas ela não tem que saber isso. Outro motociclista se aproxima do bar e ela me deixa para lhe servir a bebida. Minha garganta se aperta. Olho ao redor do bar e me detenho em Lily Burns, de pé ao lado da mesa de bilhar, um taco numa mão e uma cerveja na outra. Está me olhando, talvez não a mim, mas nossos olhos se encontram enquanto meu olhar percorre o local. Levanta sua garrafa em reconhecimento. Levanto minha taça. Nós duas somos filhas de presidentes de clubes de motociclistas, mas não poderíamos ser mais diferentes. Sou pequena e de cabelo escuro e Lily é como uma Viking. Uma beldade. Loira e alta, como uma jogadora de voleibol. As diferenças não param no físico. Nunca quis participar dos Titans. As poucas vezes que fui com eles a algum lugar, foi em grande parte para estar com meu pai e só quando era


mais jovem, agarramo-nos um ao outro depois que minha mamãe morreu. Lily queria montar desde o começo e o fez, embora seu pai não a deixasse unir-se aos Riders. Ela partiu de Pene Valley logo depois de terminar o ensino médio, não soube realmente o que aconteceu com ela. Assumi que se cansou de ser chutada cada vez que tocava a porta do clube dos Hellfire Riders. Cinco anos depois, seu pai bateu de frente com um caminhão e Saxon Gray foi eleito em seu lugar como presidente do clube, Lily retornou mais alta, mais loira e mais viking do que nunca. Então descobri onde esteve: voando em helicópteros no Afeganistão. Agora trabalha como mecânica em um campo de aviação local, levando turistas de vez em quando e durante a temporada de incêndios florestais, leva suprimentos químicos e bombeiros para os locais dos incêndios. Muitos meninos neste bar acreditam serem muito machos, mas Lily é mais macho que a maioria deles. E quando fez sua aposta por um colete dos Hellfire, ela ganhou. Não sem levantar um puta alvoroço. Não sem que alguns membros devolvessem suas jaquetas e deixassem os Riders. Geralmente essa merda é secreta, mas já que alguns meninos foram aos Steel Titans, acabei escutando a fofoca. Lily entrou no clube dos Hellfire Riders. Em nenhuma parte diz especificamente que uma mulher não pode solicitar sua filiação. No regulamento diz que ninguém que tenha servido no exército pode ser rechaçado sem uma boa razão. Saxon Gray decidiu que possuir uma vagina não era uma boa razão. Aparentemente, quando outras objeções


saíram, como se ela fosse mais fraca que um homem e não poderia proteger a si mesmo, ela detonou os três primeiros meninos que a desafiaram. Existem momentos em que desejaria ser mais como ela, provavelmente não pensaria em fugir pelo país a fora. Mas por ter crescido num clube, sabia dos meus problemas diários, tinha que lutar o dobro que um menino, tinha muitos problemas sendo jogado nas minhas costas e lamento por não poder fazer nada sobre isso. Estava certa que ela me via da mesma maneira, mas o oposto... Assim me sustentei com seu olhar enquanto baixava meu gole. Sorriu e tomou um gole em resposta. Não somos boas amigas, nem nada semelhantes. Mas maldição se não entendia essa mulher. — Jenny? Não esperava uma voz atrás de mim, a única coisa neste lado do bar é a porta de empregados que leva aos quartos e os escritórios... E não esperava essa voz. Com o coração na garganta, giro no banco do bar. — Tio Thorne? — Cheia de surpresa, o olho fixamente. Alto, enxuto e com cabelo escuro virando aço cinza. Ele não é realmente meu tio. Não por sangue. Mas não importa. Como Vice-presidente dos Titans, ele é chamado de irmão pelo meu pai desde que posso recordá-lo. — O que está fazendo aqui? É só uma pergunta automática, ele não me dirá os negócios do clube. Mas se minha presença aqui é considerada


uma violação territorial menor, então sua estadia aqui significa que algo grande está se passando entre os clubes. — Perguntaria o mesmo. — Sua voz grave e cheirando a Marlboro, ele me abraça e me beija na testa. — Mas acredito que sei. Sabe? Quando retrocedo, rapidamente procuro sua cara. Não, não acredito que saiba. Porque se soubesse dos EightyEight em meu trajeto, não estaria me vendo com tal preocupação e afeto. Em seu lugar, sairia vapor de seu nariz. Assim, que seja lá o que Thorne pense que me trouxe aqui, deixarei que o siga pensando. —Sim — disse logo ele toma o banco vizinho e meu coração pulsa dolorosamente em meu peito. Céu. Inferno. Porque Saxon Gray está parado atrás dele.


A minha respiração para quando vejo Saxon. Fico sem ar quando vejo Saxon. Fico paralisada. Odeio isso. Odeio não conseguir reagir em sua presença. Não o via desde o dia na reunião, isso foi há quase quatorze anos atrás. A primeira vez que o vi foi no julgamento. Tinha dezesseis anos, minha mãe estava morta não fazia sequer um ano e não prestava atenção aonde ia. Inclusive se tivesse prestado atenção, poderia ter evitado todo tipo de problema. Mas fui no banheiro químico e terminei nos domínios dos

Eighty-Eight Henchmen. Reconheceram-me

como a filha do presidente. Naquele tempo, todo mundo me chamava Baby Red, apesar de meu cabelo não ser mais um arbusto avermelhado que era. Mesmo assim, era sua menina. Antes desse dia, adorava o apelido. Logo que reconheci a águia e a cabeça da morte, tratei de ir embora dali. Mas já tinham me rodeado e o presidente dos Henchmen, Timothy Reichmann, segurou-me no chão. Não recordo muito. Só sua voz em meu ouvido: Também tem uma boceta bebê? E a dilaceradora dor enquanto colocava seus dedos em meu interior. A risada quando mostrou o sangue a seus homens. Baby Red! Gritaram então. Doente, cheia de dor e medo, lutava e gritava todo o tempo. Mas quando escutei que desabotoava seu cinto, vomitei.


Então o mundo parou ao meu redor. Não percebi na hora, só depois, que Saxon Gray chutou a cabeça de Reichmann e o tirou de cima de mim. Não sabia que o resto dos Riders investiram em cima dele depois. Só soube que Reichmann não me segurava mais, assim, rastejei, me levantei e corri o mais rápido que pude. Mas esse chute selou o destino de Saxon. Reichmann não despertou. Depois de ficar três dias na cama de um hospital, morreu. Não sei como os policiais vincularam Saxon com o chute. Muito provavelmente, um dos Eighty-Eight quebrou o código e o delatou. Logo depois de uma busca, os investigadores encontraram o sangue de Reichmann em uma bota de Saxon e quando chegou o momento, Saxon não negou. Só disse que viu uma garota sendo atacada e a ajudou, então não pensou nem uma vez no pedaço de merda que Reichmann era até que os policiais surgiram em sua porta. Ninguém me delatou. Os Eighty-Eight disseram que não havia nenhuma garota ali. Os Riders confirmaram a versão de Saxon, mas mantiveram suas bocas fechadas sobre quem eu era. Meu pai queria deixar dessa forma, mas insisti que me deixasse dar minha declaração aos policiais. Não fez nenhuma diferença. Quase um ano depois, Saxon foi declarado culpado de homicídio culposo, quando não há intensão de matar. Olhei o homem que me salvou, de um estupro brutal, ser sentenciado há dez anos na prisão. Observei a sua mãe chorando na sala do tribunal quando ele foi arrastando com os pés encadeados.


Saxon só cumpriu cinco anos. Não era muito mais velho que eu, tinha apenas vinte quando foi condenado. De qualquer jeito, passaram cinco anos. No momento em que saiu, vinte por cento de sua vida passou atrás das grades. Só porque uma garota não olhou para onde estava indo. Só porque tentou ajudá-la. Na verdade, nunca fui capaz de aceitar isso. Nem com culpa, nem com gratidão. Mas Saxon não queria uma desculpa ou um obrigado. Deixou claro. Quando tinha dezoito e me dirigia à universidade, escrevi-lhe. Desafoguei-me por completo. Meus agradecimentos. Minhas desculpas. E uma promessa de lhe pagar, se fosse possível. Sabia que não era. Respondeu-me. Uma curta nota com sua letra tosca.

Jamais se lamente. Porque eu não o faço. — Sax Ainda tenho essa carta, escondida em uma gaveta ao lado da minha cama. Eu tentei fazer o que ele disse. Tentei não lamentar. A primeira vez que vi Saxon depois de sua liberação, ele saía de uma loja carregando uma caixa de óleo para motor. Alto e forte, como se tivesse malhado todos os dias na prisão. Seu cabelo negro cresceu e se encontrava amarrado num rabo-de-cavalo. Com meu coração batendo com força, corri para ele. Disse que lamentava muitíssimo. E que se alguma vez, necessitasse de algo, faria o que pudesse para dar-lhe porque nunca poderia lhe pagar.


Deu-me um olhar com seus olhos semicerrados antes de assentir, então me disse que jamais queria escutar isso de novo. Nunca mais o disse novamente. E não é o que quero dizer agora. Nove anos se passaram. Já não estou cheia de culpa e de gratidão, apesar de às vezes sentir remorso. Mas a vida continua. Consegui minha

licenciatura

Administração

de

em

Química

Empresas

antes

e

um de

mestrado

começar

em

minha

cervejaria. Ele comprou um terreno de pouca importância, converteu-o no The Wolf Den e assumiu a presidência dos Hellfire Riders. Através da cervejaria e do bar e minha amizade com a Anna, meu caminho se cruza com o seu frequentemente. Mas ainda sou a filha de Red. Saxon lidera os Hellfire Riders. E ainda há regras. Territórios. Não posso correr o risco de infringir nenhuma de novo. Não importa que agora sinta muito mais que gratidão por ele. Não importa que não possa afastar o olhar. Vê-lo ali de pé é um presente e um castigo, tudo ao mesmo tempo. Não há ninguém no mundo que o queira mais do que eu. E ninguém tem menos chances de tê-lo do que eu. Especialmente agora, quando deixarei a cidade. Saber que esta é uma das últimas vezes que o verei me dói à alma. Não posso dizer nada sobre isso. Assim forço um débil sorriso e um rouco: — Olá Saxon. Não me devolve o sorriso. Em vez disso, seu olhar cai para minha boca antes de deslizar-se para o copo em minha


mão. Diferente da maioria dos Hellfire Riders, não está usando seu colete de couro. Só um jeans desgastado e uma camiseta negra desbotada. No último ano, deixou crescer a barba. Nunca fui uma fanática por barbas... Até que vi a de Saxon. Sua mandíbula é linda e jamais imaginei que poderia ficar melhor com pelos. A barba não oculta à forma de sua mandíbula, o faz parecer mais forte. Quem não o conhece bem, o achará grande e malvado. Eu o acho totalmente sensual. Todo meu corpo se arrepia quando ele se aproxima. Sua voz é baixa e profunda, com um tom áspero. Ouvi-lo falar sempre me deixa trêmula e muito consciente do seu corpo. — Precisou de uma bebida antes de vir me ver? O que? Franzo o cenho. — Não. —

Mentira.

—Disse

sem

alterar-se.

Sem

ira

ou

veemência. Ele estende sua grande mão. — Então vamos. Excitada e aturdida, fico olhando sua mão. Não bebi o suficiente para começar a imaginar coisas. Isto é algo mais. Eu me esqueci de algum negócio? Já estive no escritório com ele, mas nossos contratos e datas de entrega estavam ok. — Jenny — diz Thorne a meu lado. Quando olho para ele, observa-me com esse olhar de aço em seus olhos que me diz que estas palavras são importantes. — Não tem que fazer isto por ninguém a menos que queira, entende? Nem por seu velho. Nem por mim. Nem pelos Titans. Não entendo. Mas tampouco posso pensar, porque os dedos de Saxon deslizam entre os meus e me levam para fora


do banco. Muitas perguntas surgem em minha cabeça, que de repente é afogada pelo rugido de meu pulso. Não me tocou antes. Nunca. Nem sequer quando me salvou do Reichmann. Aperto meus dedos aos seus. Não posso deixar de seguilo enquanto me dirige para a porta. Há tanta força em suas mãos. Seus braços. As mangas curtas de sua camiseta negra abraçam apertadamente seus bíceps. Minha cabeça apenas alcança seu ombro. Mas não se solta de mim. Me segura e o sigo, com meu coração trovejando. Uma só lâmpada ilumina o corredor. Aqui não há nada luxuoso. Um sótão. Um escritório. Sem muita decoração, só uma grande escrivaninha servindo de apoio para um computador e arquivos metálicos contra a parede. A parede atrás de mim está cheia com placas de empregados do mês — todas elas de Anna. Ela as faz e coloca uma nova foto a cada mês desde que começou a trabalhar aqui. A primeira tem data de quase seis anos atrás. Saxon fecha a porta e meu coração bate ainda mais rápido. Retiro minha mão da sua e o enfrento, com os braços cruzados debaixo de meus peitos. Logo

que

encontro

seus

olhos,

minha

ansiedade

aumenta. Há algo diferente na forma em que me devolve o olhar. Não tão... Imperturbável. Sua expressão nunca revela muito, mas seus olhos azuis escuros são muito intensos. Sempre lendo seu rosto. Sempre avaliando. Quando os Riders


não o chamam de Prez, chamam-no por seu nome de estrada, The Wolf— e seu olhar é como o de um lobo. Calmo. Esperando. Esses olhos são uma advertência para qualquer um que o conhece, se você fizer um movimento equivocado, Saxon te fará em pedaços. A forma com que me olha agora é como se fosse muito tarde

para

uma

advertência.

Como

se

não

estivesse

esperando vir atrás de mim, está a ponto de me derrubar e só uma corrente de pura força de vontade o detém. Oh, Deus. Talvez eu tenha ido longe demais. Com a coluna rígida, devolvo-lhe o olhar. Inclina-se contra a porta, cruzando seus braços sobre seu amplo peito. Imitando-me, isso também é diferente. Geralmente vai direto para sua mesa. Pondo espaço entre nós ou só tratando de parecer menos intimidante. Bruscamente ele diz: — Está elegante. Na realidade não. Só não estou em minhas calças habituais. Passei a noite cortejando um par de advogados que vão abrir um novo clube, assim usei sandálias de salto e uma calça capri preta, com meu cabelo recolhido em uma trança por cima de meu ombro. — Tive um negócio para lidar no Bend — disse-lhe. — Você parece bem. Voltou a pouco? — Sim. Lentamente assente. Embora sua postura seja casual, a intensidade de seu olhar está agitada.


— Então, já se decidiu? Ou primeiro quer falar sobre isso? Como? De verdade eu perdi algo. — Decidir o que? Durante um longo segundo, não diz absolutamente nada, mas sinto que seu controle estivesse por um fio. — Falou com Red hoje? — Meu pai? Por quê? — Imediatamente fico tensa. Por que Saxon me perguntaria sobre isso? – Aconteceu algo com ele? Sua mandíbula se aperta. Gira sua cabeça, agora sem me olhar, como se tivesse entrado em uma situação que não parece em nada com a que esperava e está procurando uma nova direção. — Sax? Algo aconteceu? É por isso que Thorne está aqui? — Minha voz reflete meu temor. Deve ter percebido, porque seu olhar volta bruscamente para mim. —

Não

aconteceu

nada.

Encontra-se

b...

Nada

aconteceu. Bem. Deteve-se, muito rápido. Porque meu pai não se encontra bem. E de algum jeito, Saxon sabe. Agora o olho com cuidado. — O que foi que te disse? — Merda. Com um profundo suspiro, sacode sua cabeça. — Primeiro precisa falar com ele. — Estou perguntando para você. — Jenny, estou dizendo isso. Primeiro fale com Red.


Desgraçado. Mesmo encarando-o, sei que não cederá. Então seus olhos se estreitam, me dou conta de que os problemas reais estão avançando em minha direção. Afastase da porta. — Se não falou com ele, por que veio? — Merda. Merda. — Para ver a Anna. — Mentira.

Não minta para mim. Por que viria aqui?

Não viria. Não a menos que tivesse que vir. Então, por que veio? Ele se aproxima, com seu corpo musculoso, perspicaz. Com minha respiração ofegante, retrocedo e bato na estante. — Não foi nada Sax. — Minha casa. Minhas regras. Princesa, eu digo o que é nada. — Com seu olhar intenso, ele me apanha. Suas grandes mãos agarram as prateleiras da estante, seus poderosos braços me enjaulam. — Agora, me diga o que te trouxe aqui ou te farei gritar isso, caralho. — Mentira – Lanço a ele um olhar em resposta, levantando meu queixo. — Acha que eu vou acreditar nisso? Os Hellfire Riders não machucam as mulheres. — Não disse que te machucaria... — Antes de terminar a frase, inclina-se, aproximando seu rosto do meu. Seu olhar se suaviza como se investigasse meu rosto. — Não tem medo de mim, verdade? — Não. Minha resposta sem fôlego provavelmente soa como medo. Estou tremendo. Primeiro fica bravo, agora tem seu


rosto próximo ao meu. Deus, está tão lindo. Nem sequer está vestido de forma elegante. Só com seus olhos azuis escuros, suas costas largas e sua pele bronzeada, que eu adoraria provar. Seu olhar cai na minha boca. — Ouvi dizer que se assusta com os homens. Tem medo que a toquem. — Escutou o que? — Minhas bochechas se ruborizam. Não sei se estou horrorizada ou zangada. É verdade que meus encontros se transformam num desastre logo que o cara toca algo a mais que minha mão. Mas nunca pensei que as pessoas falavam sobre esses desastres. — Quem disse isso? — Não me responde. Em vez disso, solta as prateleiras, olhando meu rosto enquanto seus largos dedos empurram minha trança e seu polegar caminha até meu pescoço. — Isto não te assusta certo? Além de balançar a cabeça, não posso responder. Só olhá-lo, esse toque me causa calafrios. Minha blusa regata de seda de repente parece tão pesada, a cada respiração o material raspa contra meus sensíveis mamilos, deixando-os mais rígidos. Seu polegar se detém sobre meu pulso acelerado. —Você está bem? — Sim. Não estou assustada. Mas não estou preparada. Sem importar quantas vezes pensei sobre ele me tocando. Sua simples carícia desfaz tudo em meu interior. Deixa-me confusa. Atenta contra minha força.


— Jenny, quero te beijar. —Diz, meus joelhos quase falham. Um beijo. Seu primeiro toque. Meus dedos pressionam seu antebraço, sua cálida pele. Não posso nem sequer me lembrar de estar tão próxima dele, me apoiando contra ele. Ainda me observa. O lobo, esperando. — Não tem medo disso? — Não. —Estou desesperada por isso. O olhar de Saxon nunca deixa o meu enquanto sua cabeça baixa mais. Sua voz é perigosa. — Está tremendo. — Só porque é você – digo, justo antes que sua boca reclame a minha. Um beijo, disse. Saxon Gray não conhece o significado da palavra. Suas grandes mãos sobem para embalar minha mandíbula e sua língua risca entre meus lábios.

Provando-me.

Devorando-me.

A

excitação

me

consome, com essa única lambida, provoca-me um grande desejo. O próximo impulso de sua língua desenha um gemido irregular, profundo de minha garganta, logo um gemido suave enquanto empurra mais perto, a dura longitude de seu corpo contra a suavidade do meu. — Tão quente — grunhe contra meus lábios. — Você e eu, Jenny. Arderemos juntos. Sua boca toma a minha de novo. Não é um beijo. É posse. Suas mãos deslizam até a minha bunda e me levanta, envolvendo minhas pernas ao redor de seus magros quadris e me acomoda, duro e grosso, justo onde mais o necessito. Balança-se contra mim, a princípio lento, logo mais forte,


como se pudesse foder diretamente através de nossas roupas. O gabinete se crava ritmicamente em minhas costas e não me importo. Sua língua fode a minha boca com profundos golpes e minha boceta começa a apertar-se como se estivesse golpeando seu grande pau dentro de mim. Distraída pelo desejo, me esfrego contra ele, desejando que minhas calças desapareçam, seus jeans desapareçam, sem nada entre nós exceto a escorregadia pele quente. Então

ele

fica

imóvel

e

gemo

com

desesperada

frustração. Seus dedos empurram o cabelo de minha nuca e me mantém quieta contra o gabinete, com minhas pernas rodeando sua cintura e meu corpo dolorido. — Jenny, por que veio aqui? Sua rouca pergunta apenas me penetra. Eu não gozei. Agora, esse é o problema. — Jenny. — Seus largos dedos apertam meu cabelo. — Por que está aqui? Meu peito parece repentinamente espremido por esses mesmos dedos. Levanto o olhar. Os olhos azuis escuro de Saxon são firmes nos meus. Esperando. Disse que me faria gritar minha resposta. Não gritei. Mas ofegava e gemia. Agora o desejo se transforma em vergonha. Irritação. E a dor de perceber o quão estúpida sou. Não foi um beijo. Saxon só queria baixar minha guarda para lhe dar o que quer saber. Deveria ter me dado conta. Devia ter adivinhado. Com Saxon, nada é o paraíso. Também existe o inferno, sempre.


— Me solte — digo, mas minha garganta está tão apertada que sai um sussurro. Saxon deve ter me escutado, porque me põe de pé. Afasto-me,

cruzando meus braços sobre meu dolorido

estômago. Não sei se vou chorar ou vomitar. Ainda está parado atrás de mim. — Por que você... — Só esquece! — Fecho meus olhos contra os seus ardendo. — Por favor. O áspero som de sua respiração enche o silêncio. Logo diz em voz baixa: — Devo perguntar a Anna? — Imbecil. — Viro-me e empurro seu peito, não consigo nada, exceto que me zangar mais. — Jamais perguntaria ou pediria a qualquer um de seus irmãos para dedurarem alguém. Não a meta nessa merda, fazendo-a escolher entre seu chefe ou sua amiga. — Sim sou um imbecil. — Agarra meus pulsos em um férreo

controle.

Foram

os

Eighty-Eight?

Estão

lhe

incomodando? — Não! —Porra. Perguntará a Anna. — Eles estavam atrás de mim quando saí para a estrada. Assim que me afastei percebi que não estavam me seguindo. Penso que só estavam

de

passagem.

Nem

sequer

acredito

que

me

reconheceram. Assim não foi nada. Seus olhos ardem. — Sabe que o irmão do Reichmann administra o clube agora? Sabe a merda que estão falando sobre você?


Que sou uma puta. Que trepei com todos os Titans e deliberadamente me ponho diante de seu irmão na reunião, para iniciar uma briga entre os clubes, para vê-lo morto. E foda! Saxon matou o irmão do cara, mas Reichmann é muito covarde ou muito inteligente para lhe matar. Essa é provavelmente a razão pela qual Reichmann se centrou em mim, porque tem possibilidade de me detonar e fazer sua vingança. — Ouvi. — Digo em voz baixa. — Ouviu. — Com um grunhido furioso, me puxa para mais perto. — E me diz que não é nada? — Sim. — Não sei de onde vem minha repentina calma. Talvez não tenha nada mais a perder. — Vou embora. — Acaba de tomar duas doses e uma cerveja — diz entre dentes. — Acredita que te deixarei sair daqui? — Não. — Não seria tão estúpida. — Quero dizer que vou sair da cidade. Não importa o que os Eighty-Eight queiram me fazer, porque terei partido. Nunca vi Saxon pasmado por nada. Observei-o escutar um veredicto de culpado sem nenhuma reação que não fosse uma inclinação de cabeça e um gesto de aceitação. Agora me olha, seu rosto uma rígida máscara, seus lábios bordados de branco. — Você vai o que? — Decidi hoje. Vou vender a fábrica de cerveja. E simplesmente vou embora. — Deus, minha calma foi para o brejo. Ao que parece, tenho mais coisas para dizer adeus do


que eu imaginava, agora tudo dói. — Porque os policiais não podem fazer nada até que Reichmann realmente me toque, e para isso então já teria sido violada. Talvez pior. Assim se fico, terminarei ferida ou envolverei alguém para me proteger. Sua expressão selvagem empurra seu rosto no meu. — Só. Por. Cima. Do. Meu. Maldito. Cadáver. — Esse é o ponto — digo num tremente suspiro e ele se separa, liberando meus pulsos. — Não. — Me olha fixamente, apertando sua mandíbula. Por último, grunhe: — Fique aqui. Volto em um minuto. Não tente escapar pela porta de trás. Não faria. Estou fugindo dos seguidores Eighty-Eight, não de Saxon. Com meu assentimento, abre a porta e sai. Ouço-o gritando por Stone. Tremem-me as pernas. Tudo está tremendo, as lágrimas estão muito perto. Respiro rapidamente, tratando de afrouxar o pesado nó em minha garganta, afundo-me na cadeira em frente à escrivaninha e tampo minha boca com minhas mãos trementes. Então é isso. Minha vida destroçada pelas células anormais que vão enlouquecer os pulmões de meu pai e alguns super machistas ressentidos. Preciso simplesmente recolher os pedaços e cair fora. Mas vai haver tantas coisas perdidas. Meu pai, a maior de todas. Junto com Thorne, Anna. Eles são uma parte de minha vida. Sabendo que logo não serão mais, dói quase mais do que posso suportar.


E Saxon. Não sei por que a ideia de não voltar a vê-lo de novo me machuca desta maneira, como se o deixasse ir. Apesar de que nunca o tive. Exceto um beijo. Meus lábios ainda estão quentes e inchados. Marcados. Como se tivesse me marcado como dele. Não precisava. Pertenci a Saxon Gray por muito tempo. Não sei quando, exatamente. Talvez desde a reunião. Na sala de audiências. Fora da oficina mecânica ou em algum momento durante todos os anos que se seguiram. Ou da carta. JAMAIS se arrependa. Antes não fiz um bom trabalho, sentia-me culpada. Farei agora. Sem desculpas. Só faço o que tenho que fazer da melhor forma que posso e nunca me lamentando por isso. — Jenny. Deus. Só de escutar sua voz dói. Meu coração doendo, dou uma olhada. Está na entrada do escritório. Está com seu colete com paches agora, o colete de couro lhe faz parecer ainda maior, mais perverso. Suas mãos agarram ambos os lados da estrutura da porta e seus braços estão fortemente flexionados, como se estivesse segurando-se contra a madeira ou detendo a si mesmo do que pode acontecer. Seu duro olhar azul nunca abandona meu rosto. — Estamos percorrendo a rota da estrada, depois em sua casa e nos assegurando que esses filhos da puta não estejam esperando. Quando estiver bem para ir, Thorne partirá contigo. Uns quantos mais de nós vão seguir de escolta. Tudo bem?


Com a garganta espessa, assinto. — Obrigada. Por um momento, acredito que vai atirar minha gratidão de volta em meu rosto. Em troca, sua voz é escura, áspera como o alcatrão quando pergunta: — Já vendeu sua cervejaria? Tomou alguma decisão? A dor aperta meu peito. — Ainda não. Planejava fazer um par de chamadas amanhã. Tive ofertas antes. — É obvio que as tem. É muito inteligente e qualquer estabelecimento que fabrique sua cerveja sabe que não terá nada melhor. Só alguém com urina no cérebro não te quereria. — Seus dedos se contraem no marco da porta. — Mas há oferta maior vindo. Possivelmente outra opção. Assim não tome nenhuma decisão ainda. — Que opção? — Fale com Red. Trabalha amanhã? Trabalho? Sempre estou trabalhando. E minha mente luta para ficar ao dia. Amanhã. Sábado. Durante a temporada turística. — Vou estar no armazém durante todo o dia. Tenho tours e sala de degustação desde meio-dia às seis. — Então, irei vê-la às seis. – Irá ver-me? —Sax... — Fale com seu pai. — Retrocede bruscamente. — Logo me dirá se quer o que ele ordenou. Tem que decidir. Ok? E seja o que for, Saxon não me diz agora. Está claro. Em silêncio, assinto. Um segundo depois se foi.


Depois da meia-noite chego em minha casa. As luzes acesas apanham meu pai, que está esperando no pórtico. Olho de esguelha ao resplendor e rapidamente apago meus faróis. O estrondo da motocicleta do Thorne já está se desvanecendo quando saio da caminhonete. Os Hellfire Riders me escoltaram pelo longo caminho que conduz para minha casa e continuaram seu caminho, permanecendo na estrada principal. Tio Thorne me seguiu parte da via pela que conduzi, até o ponto em que nossas rotas se separaram, a minha para minha casa, a sua para a casa do clube e as cabanas do outro lado da propriedade. Todo o resto se encontra em silêncio. Só os grilos cantores e o ruído de meu motor esfriando-se. Todas as luzes na casa estão apagadas. As estrelas em cima são brilhantes, como pó de diamantes pulverizados pelos céus. Não há nada mais formoso que o céu sobre o centro de Oregon em uma clara noite do verão. Quando era jovem, meu pai, minha mãe e eu estávamos acostumados a nos deitar em uma manta no pátio, contentes somente olhando para cima. Além dos anos que estive na universidade, vivi aqui toda minha

vida.

Amo a

velha

casa

do rancho

com

seu

revestimento branco e com seus pilares altos. Provavelmente


é uma casa muito grande para duas pessoas, mas meu pai a fez nossa nos últimos anos, renovando os cômodos fechados em espaços cheios de luz e de ar. Em geral, não importa que tipo de dia tenha tido, voltar para casa parece levantar qualquer peso que carrego. Não esta noite. A tensão ata meus ombros e meu pescoço enquanto subo as escadas do pórtico. Papai é apenas uma sombra sobre a luz, mas é tão fácil imaginar o que não posso ver através da escuridão. Alto e magro, com seu cabelo vermelho e grisalho, uma pequena barba branca, usando as mesmas calças, as mesmas botas e a mesma combinação de camiseta que sempre usa. Escuto o barulho de uma garrafa contra um copo. Afundo-me na cadeira a seu lado, então tomo o uísque que me oferece, me pergunto se a bebida é para acalmar meus nervos ou os seus. Não está acostumado a estar tão calado. O que significa uma coisa. — O tio Thorne te chamou? — Sim. — Estava bem. — Uma vez que estou aqui sentado em vez de te seguir para casa, sabe que também me disse isso. Assinto, sorvendo o uísque e mantendo-o em minha língua, porque se eu beber isso não terei nenhuma razão para não lhe perguntar qual é sua outra opção. Melhor deixá-lo começar. Seu pesado suspiro enche o espaço entre nós.


— Falou com o Saxon? — Só um pouco. — E o beijei. Envolvi minhas pernas fortemente ao seu redor. Mas a lembrança agora não me esquenta, só faz com que meu coração doa. — Disse que precisava falar contigo. Disse que ia vender a cervejaria e deixar a cidade. Sua cadeira range enquanto se inclina para frente. — Quer fazê-lo? Não. Minha garganta de repente se aperta, sacudo minha cabeça. Minha voz é um sussurro tenso. —Parece ser a única coisa para fazer. — Espera até que eu morra e depois vá. — Jesus pai. — As lágrimas se derramam rápido, antes que possa deter. Sempre é direto. Mas como podia pôr dessa maneira? – Cuidarei de você. Depois, cuidarei de mim mesma. — Só há uma parte disso que me importa uma merda e não é a parte onde cuida de mim. — Se acredita que vou te deixar sozinho, então a merda que há em seus pulmões, atingiu seu cérebro! Ele bufa. — Essa é minha garota. Então, agora seca suas lágrimas. Sabe que não posso permanecer forte quando está chorando. E Jenny, agora preciso permanecer forte. O tom rouco em sua voz enquanto diz meu nome quase me quebra de novo. Mas não desmoronarei. Se pode manterse forte, então eu também posso, assim que engulo minhas


lágrimas e o gole de uísque, me preparo para o que seja que esteja por vir. Liga um isqueiro revelando seu rosto no resplendor quando acende um cigarro. Está me olhando, seus olhos com o mesmo verde pálido que os meus. — Papai — digo-lhe brandamente. — Deixou de fumar faz muitos anos. — Agora não importa não é? Parei muito tarde. — Seu ombro direito se desliza em um descuidado encolhimento de ombros, mas depois de uma larga imersão, pulveriza o cigarro. — Mas a segunda mão não é boa para ti, suponho. Agora, me diga o que quer fazer quando eu tiver partido. Quer ficar aqui no rancho? Ou quer renunciar à cervejaria? Com um suspiro, puxo meus pés até a base do assento e envolvo meus braços ao redor de meus joelhos. — Quero ficar. É obvio que quero ficar. — Mas os Eighty-Eight vão seguir fodendo contigo. — Medo repentino atravessa meu coração. — Não está pensando em... — Matar até o último dos Henchman? Sim, penso. Cada maldito dia, penso. O que tenho a perder? — A garrafa de uísque tilinta contra a borda de seu copo enquanto verte outro gole. — Mas Jenny, não sou tão burro para me arriscar. Digamos que consiga alguns deles, mas não a todos. O resto virá em busca de vingança, não a classe que Reichmann está suscitando. Isso, para a maioria deles, é para passar o tempo. É um pouco de entretenimento. Nenhum, com exceção do


Reichmann,

encontra-se

fervendo

de

irritação.

Talvez

inclusive atraiam ao Henchmens de outras seções. Então seria uma guerra derrubada entre um clube nacional e nós. Não há dúvida de quem perderia. Assim te feriria ao tocar qualquer um deles. E isso me enfurece. Sua voz adquiriu um tom duro que conheço bem. Papai deteria os Eighty-Eight Henchmen matando-os, se pudesse, e não lhe importaria se passasse o resto de sua vida atrás das grades por isso. Importa-me. — Prometa que não o fará. — Não o prometerei. Mas isso não está em minhas mãos neste momento. — O que está? Toma seu tempo. Talvez reunindo seus pensamentos. Ou só desfrutando de seu uísque. Finalmente diz: — Sabe que estava acostumado a ser um Rider. O segundo do Tommy Burns. O pai de Lily, a Viking, e antigo presidente dos Hellfire Riders. — Sei. — Nunca te disse nada sobre isso. — O tio Thorne disse uma vez, depois que perguntei por que houve inimizade entre você e os Riders. —Desgraçado. — O tom insosso é um dos enganosos, faz quinze anos atrás, a resposta de meu pai teria indicado que Thorne ganhou uma patada em seu traseiro. Agora só significa que está irritado. — Disse por que fomos e começamos com os Steel Titans?


— Disse que você e Tommy Burns se dividiram por uma mulher. — Sandices. — Sandices porque o tio Thorne não diria isso? Ou sandices porque não foi por uma mulher? — Não foi por uma mulher. Em realidade não. Tommy e eu tivemos nossos olhos postos na mesma. Megan Fitzgerald. Tommy eventualmente a conseguiu, e óbvio, eu não fiquei nada contente. Pensei que estava apaixonado, é óbvio, não sabia o que isso era até que sua mãe chegou. Entretanto, nesse

momento,

doeu-me

profundamente.

Mas

jamais

deixaria que uma mulher se interpusesse entre meus irmãos e eu. Ele a obteve, eu a deixei ir. — Então, o que aconteceu? — Tommy deixou que se metesse entre nós. — Nas sombras, sacudiu sua cabeça. —Nah, nem sequer isso é certo. Não se interpôs entre nós. O pau de Tommy o fez. Porque Megan e eu estivemos rodando juntos uns pares de vezes, sabe ao que me refiro? Oh Deus. Prefiro não pensar em meu papai tendo sexo. — Então, estava com ciúmes? — Como um maldito touro. Sempre soprando em meu rosto. Tocando-a na minha frente, beijando-a. Assegurandose de que eu soubesse que ela era dele, embora não era provável que o esquecesse. — Então foi ele que não colocou os irmãos antes que as garotas.


Uma forte risada sai dele e termina com uma tosse entrecortada. — Cristo Jenny. Irá me matar, eu falando essas merdas para você. Golpeia-se no peito e respira profundamente. Soa uniforme e suave, mas minha própria garganta e meus pulmões estão doloridos, fazendo difícil respirar. Espero que continue. — De todas as formas. Decidiu casar-se com ela, então colocou alguma merda louca nos estatutos do clube. Isto foi antes

que

houvesse

uma

estrutura

real,

sabe?

Nada

realmente oficial, nenhuma votação verdadeira, não como as que agora temos. — Que tipo de loucura? — Todos tinham que olhá-lo agarrando-a e depois acompanhá-los. Isso se supunha que era para demonstrar que pensavam que ela era digna de todos os presentes, então jurariam sua lealdade e seu amparo. — Outra risada soa por debaixo de sua declaração. Esta vez sem tossir. Só uma risada que retumba mais forte com cada palavra, como se cada uma soasse mais estúpida que a última. — Nesse momento, foi uma patada na cara. Mas só imaginava toda a cena, sentado ali ao tempo que Tommy a martelava, enquanto baixávamos nossas cabeças ou alguma merda... Então sua risada se interpôs em seu caminho para falar e isso o faz soar tolo, mas é difícil rir junto a ele quando posso escutar o assobio de sua respiração. Ele limpa seus olhos.


— Maldito Deus. Mas eu estava tão zangado. Fui antes que isso sequer acontecesse, só não ia ser parte disso. No meu entender, Tommy deixou que seu pau tomasse o controle do clube. Assim Thorne e eu saímos. Não foi muito depois que seu avô me deixasse este lugar. Esse foi um dos cantos dos Titans. Isso é no que estou pensando quando não me encontro pensando em ti. Assim finalmente estamos chegando a isso. — Acredita que me zangarei se deixar a propriedade ao tio Thorne ou ao clube? Porque não o farei. — Jenny, é tua. — Seu tom me diz que não discuta. — Então ainda terão um lar. Inclusive se eu for. — Talvez possa vender a casa. — E se não for... bom, o tio Thorne cuidará de mim. Sabe que o fará. — Sim — diz meu pai brandamente, de acordo, mas com reservas. — Jenny, Thorne não é jovem. E os Titans não são tão fortes como uma vez já fomos. Não posso dizer nada. Nenhuma só coisa. Não posso imaginar o que o faz dizer essas palavras. E sei que são palavras verdadeiras. O clube não está recebendo muito sangue novo e estiveram perdendo território. Não através de brigas ou jogos de poder, só estão enfraquecendo. As articulações que antes eram exclusivamente suas não o são mais. Tal como este bar perto dos subúrbios da linha do condado, The Barracks. Não faz muito tempo, era como o Wolf

Den.

Se

pertencesse

a

outro

clube,

arriscava

simplesmente dar um passo no interior sem ser bem vindo pelos Titans. Já não é mais assim. Uma mescla alvoroçada de


motociclistas, incluindo os Eighty-Eight, agora pelo geral passam um momento no The Barracks. Mas os Titans não foram expulsos. Só deixaram ir. Em seu lugar, quando os meninos não estão fora conduzindo, a maioria passa o tempo na casa clube no rancho. Mas há um clube que não se debilitou e o calor se dispara debaixo de minha pele enquanto de repente me dou conta de onde se dirige com isto. Tinha falado com o Saxon. Saxon, que já me protegeu uma vez. E quem é o presidente do clube rival. Só porque já não há ressentimento entre eles — não o houve desde que Saxon substituiu ao Tommy Burns — não quer dizer que meu pai não está provocando um sério problema aqui. Como tomarão a notícia os Titans de que meu pai foi conversar com o Saxon sobre isso? Além disso... já deve ter falado com o tio Thorne a respeito, porque Thorne esteve no Wolf Den. Não notei nenhuma irritação ali. Em todo caso, o tio Thorne só estava preocupado. Não faz isto para ninguém a menos que o queira, entende? Não por seu velho. Não por mim. Não pelos Titans. O que ia fazer? — Vamos unificar os clubes — diz meu pai. — Os Titans e os Hellfire Riders. Na escuridão, é provável que não possa ver a forma com que o olho boquiaberta. — Podem fazer isso?


— Se não o fizermos, os Titans não durarão muito tempo. Thorne os juntará por um tempo. Mas quando não o fizer? Cairá na merda. Conseguimos bons homens, mas não há muita ambição entre eles e os que são ambiciosos não têm muito cérebro. Superarão muito rápido. Assim me diga a verdade, Jenny, como se sentirá tendo-os na propriedade depois que Thorne se for? Não tão bem. Conheço todos os meninos. Gosto de muitos deles. Mas meu pai os estudou corretamente. Provavelmente, vai terminar muito parecido aos quartéis. Sem uma forte presença para guiá-los, os bons serão pouco a pouco afastados e o único que ficará será o caos. Só que desta vez, esse caos não estaria fora da linha do condado, a não ser realmente perto de casa. — Então falou com o Saxon? — Minha voz soa pesada. – Se aproximou dele com isto? — Sim. Está disposto. Não posso acreditar. — Alguns de seus meninos se afastaram dos Riders quando Lily se uniu a eles. Trocaram a suas cores. Ele os recuperará? De maneira nenhuma. — Eu tampouco o faria. Mas lhe disse que sabia o que era largar enfurecido, sabia o que era ver uma mudança do clube para melhor. Talvez lhes deem uma oportunidade. Talvez eles não queiram uma. De qualquer maneira, a situação ficará difícil por um par de meses. Mas Saxon não se meterá em problemas em troca disto. Ele quer a casa clube e o uso da terra.


Tão perto. Ele estará tão perto. Trato de ignorar o nó de nervos apertando em meu estômago. Nunca esteve tão longe. Pene Valley não é exatamente uma enorme distância daqui. Mas ainda não entendo qual é minha parte nisto, além de estar um pouco mais a salvo dos Eighty-Eight do que estaria sem a forte presença dos Hellfire Riders tão perto. — Está preocupado de que evitarei que os Riders se façam cargo da casa clube? Não irei. Podem o ter. — Isso não é o que me preocupa. Porque não é provável que Reichmann se arrisque a conduzir aqui ao rancho, mas quando está aí fora trabalhando? Conduzindo como o estava esta noite? Quando eu tiver ido, Jenny, não há conexão com a família. Ele pensará que está desprotegida. — Mas Saxon deixará que cada um saiba... — Simplesmente digo que não é suficiente. Não com filhos da puta como Reichmann e a forma que pensam das mulheres. Se tiver tetas, então alguém a possui. E se não for reclamada, ela é um jogo gratuito e não pensará em chegar a nenhum tipo de represália. Não de qualquer pessoa que tem que temer de todos os modos. Quase não posso respirar. — O que está dizendo? — Estou dizendo que Saxon sabe por que estou pedindo isto e que tudo se trata de você. Sobre me assegurar de que esteja bem. — Sua voz é sombria. — E não quer somente a casa clube. Ele quer tudo incluído. Mas isso depende de você.


Depende de mim. Tudo incluído. Então, o que é que Saxon quer de mim? Sexo em troca de amparo? Agora sei por que me deu um beijo esta noite, depois de todos estes anos de não mostrar interesse. Ele provava a mercadoria. Sinto-me doente. Lágrimas quentes obstruem minha garganta. —Pai — sussurro. —Tudo depende de você, Jenny — repete e suas fortes mãos envolvem a minhas. — Mas sempre o olha diferente que os outros homens. Fala diferente a respeito dele. E também sei que nunca teria olhado para ele assim, se realmente não se importasse. Não para um Rider, sabendo que problemas poderiam resultar disso. Assim pensei que valia a pena pô-lo diante de ti. Independentemente de aceitar, é sua escolha. Minha escolha. Para ter ao homem que desejei durante tanto tempo. Para estar a salvo. Exceto não estarei a salvo. Não realmente. Meu corpo não estará em tanto perigo, é verdade. Mas meu coração estará.


Depois de uma noite de insônia, levanto-me cedo. O salão de degustação abre hoje, de forma que troco minhas calças e camisetas habituais por uma saia preta curta, uma blusa combinando sem mangas com a imagem desgastada do Led Zeppelin e botas pretas que vão até meus joelhos. Um disfarce, basicamente, mas um que se encaixa com o tema da cervejaria — a cervejaria Black Boots, servindo cerveja que chuta traseiros. É tudo um truque, mas um que dediquei um ridículo tempo em investigar. Particularmente, visto que meu grupo demográfico eleito: jovens urbanistas que apreciam o toque humorístico do marketing, o que poderia incluir quase todos com quem fui à universidade, e a classe trabalhadora do Joe que preferem uma cerveja artesanal. Black Boots. Pura, confiável e completamente irônica. Só a ideia de renunciar faz com que meu peito fique oprimido. Me dediquei tanto a este lugar, lutei para conseguir o empréstimo para reformar a cervejaria, de forma que parasse de vender camisetas na loja. Esta cervejaria começou como


meu bebê e agora se encontra funcionando sem problemas. Alguém mais poderia dirigi-la. Mas é minha e estou tão orgulhosa de tudo. Não quero vê-la parar nas mãos de outra pessoa. Se ficar, estou arriscando mais do que meu negócio. Estou arriscando minha vida. E também meu coração. Um

coração que

se sente pesado como chumbo

enquanto abro as portas. Tenho algumas horas antes de abrir para os clientes, mas há trabalho mais do que suficiente para preencher o tempo. Nunca há duas remessas iguais, assim monitorar

o

progresso

da

elaboração

da

cerveja

e

a

fermentação é uma parte fundamental do trabalho. Quando dou voltas, as pessoas sempre perguntam qual é a parte mais importante do processo. À maioria, somente gosta da cerveja e são curiosos, mas algumas vezes a pergunta vem de cervejeiros caseiros. A maioria deles não gostam da verdadeira resposta, que é que não há uma parte mais importante que outra. Mesmo uma pequena variação pode mudar significativamente o gosto ou a qualidade. Depois de lhes explicar, digo que desde que comecem com bons ingredientes, vêm duas coisas: a temperatura e o tempo. Muito calor ou muito frio, deixá-la repousar muito tempo ou não e o lote está perdido. Hoje sou uma cervejeira que vai mal. No meio da manhã, estou quente como o inferno, de mau humor e desejando

que

Saxon

apareça

para

poder

lhe

dizer

exatamente o que penso de seu acordo em geral. Logo imagino todas as coisas que faríamos em minha cama e esse


acordo começa a parecer muito bom. Após um momento, fico fria de novo, ao pensar em ser negociada como uma propriedade, inclusive zangada com meu pai, por dizer que era assim como os Eighty-Eight tratavam às mulheres e que não via nenhuma diferença nisso ou no que Saxon propunha, mas me sentia ingrata e uma merda, porque ele só queria me ver a salvo. Mas quando a hora marca seis horas, encontro-me de novo acalorada e amargurada, e irritada por um grupo de meninos que estão tomando muito tempo escolhendo seus minis barris. Um deles está caminhando ao redor do bar, andando entre os litros de cerveja para prová-las e flertar comigo. Ele não é bom nisso e quando comenta sobre os sabores se comporta condescendente, sem imaginar que a pequena garota atrás do mostrador não é só algum macaco treinado para vender cerveja, mas sim na realidade é a que dirige todo este negócio. Ele está perguntando a que horas fecho a loja quando escuto o distinto estrondo de uma Harley-Davidson vindo do estacionamento. Sinto-me suficiente malvada para desfrutar da inquietação que provoca nos meninos da fraternidade quando

Saxon

entra,

um

grande

motociclista

com

"Presidente" na etiqueta do clube e nome de estrada. The Wolf. O grande lobo malvado, meninos. Não sei se podem ler as outras etiquetas. O que não são muitas. Diferente de alguns motociclistas que cobrem a parte dianteira de seus coletes com algo com tudo quanto é etiqueta que ganharam,


Saxon é bastante claro, o que me diz que os que ele usa, significam muito. O crânio e a bandeira pirata são pelo Timothy Reichmann. Talvez, não teve a intenção de matá-lo, mas fez e obviamente não se arrepende. Usa essa etiqueta justo debaixo de seu diamante de um por cento. Uma grande etiqueta com as siglas do clube adorna o lado inferior esquerdo de seu colete. Que se foda o mundo. É meu favorito. E é como me sinto neste momento. Seus olhos azuis escuros apanham os meus e é como se todo o dia retornasse de uma vez. Frio. Quente. Necessidade. Não quero que ele veja a dor que o acompanha e volto minha atenção ao menino degustando a cerveja. Ele está em silêncio, e agradecida de que a presença de Saxon pareça apressá-los para irem para casa, apesar de não fazer nada, só olhar um pouco ao redor. É sua primeira vez aqui. Enquanto os meninos de fraternidade estão enchendo o formulário de entrega do barril, lhe sirvo uma cerveja. Ele me dá um brusco agradecimento quando lhe dou a cerveja e seu olhar desliza dos dedos de meus pés até meu rosto. Deus. Um homem não precisa flertar quando observa uma mulher da forma como Saxon está me olhando. Ele nunca me viu vestida assim antes, dou-me conta. É possível que não tenha visto muito das minhas pernas desde o dia em que Reichmann me atacou. Obviamente, gosta do que vê. Talvez já esteja pensando que são dele. Duas pernas, incluídas como parte do acordo geral.


Minha ira se renova e fico irritada. Retorno ao balcão e termino de marcar a venda, dando algumas camisetas de cortesia, porque não importa quão irritantes possam ser os meninos universitários, se estão caminhando pelos arredores usando meu logotipo, é publicidade gratuita. O sino na porta soa quando eles saem. Fico no caixa, fechando o registro, muito consciente de cada passo que Saxon dá ao se aproximar. Com cuidado, coloca sua cerveja no balcão. Assim que a bebeu. —Falou com seu pai? —Falei. —Sou cortante. Não importa. Estou ardendo em chamas, porque se não o fizer ficará apenas a dor. — Parece que vocês dois tem tudo planejado. Fica em silêncio por um segundo. —Depende de você. —De mim? —Fecho a caixa registradora antes de me dirigir ao bar. Os copos tilintam no momento em que tiro a cerveja e coloco o copo na lava-louças. — Pode ficar com a sede do clube, as cabanas na propriedade. Solucionaremos com um contrato de arrendamento. Sua garganta se move. Ele afasta o olhar e há algo em seu rosto que não posso ler. Não está em seu habitual estoicismo. A dureza em sua expressão está mais marcada que nunca, mas há uma mudança, pela tensão em sua mandíbula e no aplanamento de seu olhar. — Se for o que quer. —É. E me pagará isso a cada mês em minha cama.


De repente, seus olhos se encontram retornando a mim, intolerante e perigoso. — Farei o que? —O que? — Devolvo-lhe o olhar, com os olhos bem abertos. — Está me dizendo que vender a si mesmo não é uma boa ideia? Porque devo-lhe dizer que ser protegida em troca de foder contigo me parece como o inferno. —Uma troca? Isso é o que pensa que estou pedindo? —Oh, meu pai me explicou. Quer o acordo geral. A sede do clube e a terra. E estará me reclamando, dessa forma é menos provável que Reichmann tente algo. — Meu peito levanta-se enquanto apareço detrás do balcão. — Como se fosse só outra cabana na propriedade e estivesse marcando as paredes. —Marcando as paredes? — Agora também está zangado, e quando vem a mim não há nenhum lugar aonde ir, me fazendo retroceder contra o caixa e me enjaulando com seus poderosos braços. Dentes apertados se aproximando de meu rosto. — Se estivesse te marcando, princesa, estaria me masturbando por todo seu pequeno e doce traseiro. Não, a merda de me masturbar já venho fazendo há um bom tempo pensando em você. Assim enterrarei meu pau com força e profundamente dentro de você, e quando finalmente estiver preparado para terminar, sairei e depois te marcarei. Só no inferno, caralho. Abro minha boca para lhe dizer, mas não dá tempo nem sequer para fazer uma pausa antes que ele esteja sobre mim, um beijo como o fogo e sabor de cerveja. Desgraçado. Desejo-o muito e não posso lutar com


isto. Mas tento, embora me encontre rodeada. É tão grande, seu corpo é como um muro. O caixa está detrás de mim. Desesperada, mordo sua língua. Ele se afasta e grunhe enquanto

me vira,

me inclinando

sobre o

caixa,

me

empurrando para baixo com seu antebraço em minhas costas. Seu pau duro encaixado contra meu traseiro. Sua boca está quente na parte de trás de meu pescoço. — Quer que seja assim entre nós, do jeito que falei? Quer que te pague com uma trepada? Não me importa. Terei você de qualquer forma. Suba sua saia e começarei seu pagamento. Minhas mãos se encontram apoiadas a meu lado. Ele poderia chegar a minha saia mais facilmente. Mas me dou conta aonde quer chegar. Será minha escolha. Se o quiser assim, só tenho que fazer o que diz. Então, talvez me agarre até que toda a ira e a dor desapareçam. Mas não importa se desaparecerem. Porque também o terei de qualquer forma, e sempre soube que o ter jamais seria fácil. Esperar, no inferno. Desabotoou minha saia. Em seu lugar, chego ao céu. —Merda. —Saxon exala o palavrão. Seus dedos são suaves, deslizando-se sobre a curva de meu traseiro, riscando a borda da costura da minha calcinha preta e de repente está rindo. —Jenny você me enlouquece. Enche-me tanto o saco que penso que é por isso que estou aqui. Mas agora que te tenho inclinada, a verdade é que eu adoraria ver meu sêmen pintando este traseiro. Jesus, poderia te marcar toda a noite.


A pressão contra minhas costas se afrouxa. Vira-me de frente para ele, antes de me sentar no caixa, à superfície fria debaixo de minhas coxas. Dou-me conta de que ele não vai me foder afinal. Em um instante, tudo volta com força. O câncer de meu papai. Este dia de merda. Ter Saxon tão perto, mas sem que me pertença e me encontro lutando com força para não chorar. Lutando e perdendo. —Shh. — Em voz baixa, está me beijando brandamente. — Sei que tudo foi duro para você. Não queria ser tão bruto. Mas sou do tipo rude. Estaria melhor com alguém como um desses meninos que recém se formam. Um que será um advogado ou alguma merda. A ideia quase me faz rir. Conheço muitos meninos como esses. Não são todos tão irritantes como os da fraternidade. A maioria são decentes, alguns inclusive inteligentes, graciosos e sensuais. — Não os quero. —Então, o que você quer? Muito. — Não quero perder meu pai. Não quero me preocupar com os Eighty-Eight. Nem me mudar para longe. Brandamente, suas mãos embalam meu queixo e inclina minha cabeça para trás até que meus olhos se encontram com os seus. São escuros, intensos e muito sérios. — Não posso te dar tudo isso. Mas Jenny, o que puder, darei. Sem importar se me aceita ou não.


Um acordo geral. Não sei como responder. Talvez não precise fazê-lo. Seu polegar roça meus lábios trêmulos e baixa sua cabeça, sua boca apanha a minha, e de repente, me dá vontade de chorar outra vez. Desta vez não pela dor, mas sim por estar justo aqui, seus músculos como o aço e seu beijo agitando um incêndio em meu interior, queimando a dor e a dúvida e deixando nada mais que a necessidade. Se aproxima mais, me puxando para ele até que meu traseiro se encontra na beira do caixa e minhas pernas se enrolam ao redor de sua cintura. Gemendo, recosto-me, apoiando meu peso sobre meus cotovelos e ele vem comigo, seu corpo junto ao meu. Pressiona seu membro entre minhas coxas e não posso me deter, encontro-me pressionando em resposta, montando a extremidade dura de sua ereção e desejando que não estivesse coberta por tecido, desejando que já estivesse em meu interior. De repente, levanta sua cabeça, sua respiração áspera. — OH Jenny, merda. Quis ser doce. Mas não sou. Talvez não. Mas é o prazer mais doce que jamais conheci. Ferozmente, de novo o atraio para mim. — É exatamente o que preciso. Alguém rude. Alguém que apare as bordas dolorosas. Mas não qualquer um. Somente Saxon. Sua boca toma a minha de novo e desta vez sem frear sua fome. Saboreia meus lábios, meu pescoço e logo levanta minha camisa e chupa forte meu mamilo enquanto sua mão esquerda se pressiona entre nós. Seus dedos encontram o


encaixe empapado por minha excitação e geme contra meu peito antes de levantar sua cabeça. —Está tão molhada. —Sua voz se aprofunda—. Diga-me que é tudo pra mim. Seus dedos se encontram seguindo a forma de minha vagina e logo não posso formar um pensamento coerente, muito menos palavras. Aproximo-me ainda mais, montando sua mão e minha resposta surge como um gemido. —É para você. Dele. Por tanto tempo. —Então comerei isso tudo. — Seus olhos brilham para mim e baixa sua cabeça de novo, brandamente beliscando meu mamilo entre seus dentes ao mesmo tempo em que seus dedos se deslizam por debaixo da borda da calcinha. Grito, arqueando minhas costas. Saxon geme e chupa forte minha carne

sensível,

seus

dedos

acariciando

toda

minha

feminilidade molhada e fazendo círculos em meu clitóris. — Deus, Jenny. Está mais molhada. Inclusive se te lamber ficará mais molhada para mim, não é mesmo? E ainda mais quando estiver dentro de você. Não posso esperar para sentir esse suculento néctar deslizando por todo meu pau. Deslizando-me. Afogando-me. Encontro-me estendida ao lado do caixa em minha sala de degustação, a saia ao redor de minha cintura, e Saxon tomando a entrada de meu sexo com seus contundentes dedos, seus dentes deixando meu mamilo um ponto ardente. A porta ainda está desbloqueada e


nem sequer me importo, deixe que todo mundo entre, mas que não pare o que está fazendo. Meu corpo se aperta quando empurra seu dedo mais longo, mais profundo que pode. OH, Deus. Meus quadris se sacodem, ele empurra com mais força em meu interior, seu polegar esfregando sem piedade meus clitóris e estou mordendo a palma de minha mão para evitar gritar. Encontro-me tão úmida.

Posso escutar os deliciosos

sons escorregadios de seu dedo bombeando em meu interior por

cima

dos

ruídos

que

emito,

pequenos

grunhidos

selvagens e gemidos que não posso deter. Ele está me olhando no rosto, seus olhos azuis intensos vendo o que não posso ocultar. Não sou assim. Jamais fui assim. Se alguém mais me tocar, congelo, mas com ele sou como um vulcão, o calor e a pressão aumentam tão rapidamente, com tremores de desejo vibrando através de minha carne ardente. Estou chegando ao orgasmo e já tive antes. Usei brinquedos e vibradores e meus próprios dedos. Mas não foi como isto. Só tem um dedo em meu interior e me sinto tão cheia, mais completa do que jamais estive, embora alguns de meus brinquedos sejam grandes. A sensação de algo enchendo meu corpo nunca me fez sentir tão viva antes. Nunca me senti assim tão viva. Cada baforada de ar é mais doce, minha pele se estica, como se meu corpo logo não pudesse conter o prazer devastador que está se construindo em meu interior com cada investida de sua mão. De repente, sinto-me aflita. Todos estes anos. Anos de encontros desastrosos e todas essas noites de volta a minha


cama vazia, onde imaginava que cada consolo era o membro duro de Saxon e cada vibrador era sua língua contra meu clitóris. Pensei que isso era prazer, mas comparado com a realidade de seu toque essas sensações eram tão débeis, quase nada, e de repente tudo o que veio antes não tem sentido e nem valor. Encontrava-me bem. Satisfeita. Contente. Agora sabendo o que perdia, jamais estarei satisfeita de novo. Não sem ele. Não é algo que queira experimentar. Minha respiração se converte em soluços desesperados. Os músculos internos de meu dolorido interior o apertam mais e mais forte, meu corpo serpenteando mais alto com cada investida, cada deslizamento de seu polegar sobre meu clitóris. Um toque do seu dedo em meu clitóris e estou arruinada, arruinada, e nem sequer me importa o porquê me quer agora. Só necessito que me agarre com mais força. Mas ele desacelera um pouco. — Você está bem? Sem poder detê-la, minha cabeça se sacode em um não, mas pela razão equivocada. Está desacelerando, e não posso suportá-lo. Me concentro para dizer sem fôlego: — Não pare. Não o faz, mas segue sendo cuidadoso, sem deixar de me olhar, e sua voz é áspera e baixa. — Traz más lembranças? Entendo sua pergunta. Não sei se viu o que Reichmann me fez naquele dia, mas me escutou atestar na corte, ouviu


cada detalhe de como o bastardo colocou seus dedos em meu interior e me fez sangrar. Isto não é o mesmo. Jamais poderia ser o mesmo. Mas o fato de me perguntar é porque viu minha dor. Estava preocupado. Sacudo minha cabeça e minha resposta quase me escapa. Sinto muito. Mas não vou desculpar-me. Nunca mais. E nunca me lamentarei. Sem importar que termine me machucando. Se me destroçar, recolherei depois as peças. Por agora, ficarei com a dor em meu coração e amarei as bordas afiadas que fazem com que meu corpo inteiro se sacuda com êxtase, com uma necessidade tão forte e tão brilhante como um diamante. Tomarei e lutarei com ela. Olhei-o, meu peito elevandose em respirações irregulares, meus mamilos avermelhados pelos ásperos cuidados de sua boca. Audazmente minhas mãos tomam meus peitos, meus polegares estalando sobre meus picos tensos e cada pequena provocação parece atirar para cada nervo entre minhas pontas endurecidas e meu interior empapado. A preocupação de Saxon se desvanece. Uma fome crua a substitui. Outro dedo contundente se desliza em meu interior para unir-se ao primeiro, empurrando profundamente. Sem poder fazer nada, gemo seu nome, assaltada pelo insuportável prazer e o ardor agudo de sua invasão. Agora estou muito cheia. Nenhum de meus brinquedos me estirou assim, e nenhum faz que levante meus quadris, procurando mais.


—Jenny, assim. Merda. — Com uma mão bombeando em meu interior, agarra fortemente minha coxa e empurra meu joelho para seu ombro, me abrindo de repente. Ainda estou usando minha calcinha e a renda que se acha entre minhas pernas se estende apertadamente junto a seus dedos penetradores e se encontra empapada com minha excitação. Olha seus dedos afundando-se no calor de minha estreiteza, seus dentes apertados, seu rosto uma máscara de tensão. — Olhe para você. Sem temor. Só tão sensual, tão apertada. Vai demorar uma eternidade colocar meu pau em seu interior. O tecido pressionando sua grossa ereção. Necessito essa dura longitude em meu interior. —Saxon, por favor. Agora. Minha súplica sem fôlego é respondida por um grunhido possessivo e ele se inclina. Ainda mantém abertas minhas pernas, com minhas botas por cima de seu ombro e enquanto se abaixa para reclamar minha boca, a pressão de seu peso entre minhas coxas, empurra sua forte mão contra mim, em meu interior. Quente e profundo, beija-me, encontro-me tremendo e no limite quando levanta sua cabeça. —Tomará tudo de mim? —Seus dedos se pressionam mais profundo ao mesmo tempo em que pergunta, grito, me empurrando de novo contra ele—. Jenny, me diga. Quer minha boca, minhas mãos, meu pau? Só posso ofegar um sim e meus dedos se deslizam entre nós, porque deixou de trabalhar em meus clitóris e me encontro tão perto. Tão perto. Mas ele me para, enganchando


meu pulso e retira minha mão, meus dedos escorregadios por minha excitação. —Princesa, isso é meu — adverte-me e sua boca quente se fecha ao redor de meus dedos, chupando meus sucos. — Meu pau é todo seu. Esta boceta é toda minha. Frustração mordaz me invade. —Então quero seu pau agora. —Sorri. —É seu, mas não disse que podia decidir sobre ele. —Certamente decidiu o que fazer com minha boceta. —Decidi. —Para enfatizar sua resposta, afunda seus dedos em meu interior de novo, seu polegar esfregando meu clitóris—. Porque sou maior, mais forte e a primeira vez que eu tiver você, não vai ser sobre a caixa registradora. Assim eu vou comer você e vê-la gozar. OH, Deus. —Então deixarei que mantenha seu pau dentro de sua calça. Ele ri, um ruído surdo que se dissolveu em um gemido quando ele lambe meus dedos de novo. De repente, solta meu pulso e se desvia para a parte inferior de minha coxa, me mantendo aberta com meu joelho contra seu ombro. Um gemido escapa de mim enquanto seus dedos deslizam fora de meu interior e agarram a cintura de minha calcinha, arrastando a renda para baixo de meus quadris. Mas não podem ir muito longe, não com minhas pernas abertas, até que empurra meu joelho direito para meu ombro e me sinto dobrada pela metade, exposta, e de repente instável.


Logo inclina sua cabeça, sua boca toma posse de minha carne necessitada e não posso sentir nada mais, além de Saxon me saboreando, sua língua deslizando entre os lábios inferiores em largas e grandes pinceladas, como se meu sexo tivesse o sabor de seu sorvete favorito e se negasse a desperdiçar uma só gota cremosa. Lentamente, lambe desde minha entrada até meu clitóris, ignorando minhas súplicas para que vá mais rápido, mais forte. O agarre por suas grandes mãos em minhas pernas é férreo, tento lutar contra elas, não para me soltar, mas sim para poder respirar, para poder pensar. Meus joelhos se levantam e se estendem, estou completamente aberta para ele que agora se encontra colocando sua língua em meu interior, a deslizando para tocar meu clitóris antes de começar de novo. As sensações são tão intensas, açoites de prazer esfolando meus nervos, e estou desesperada por aliviar a pressão construindo-se. Retorço-me e grito, mas suas mãos me apertam, empurrando minhas pernas mais alto, até que meu joelho esquerdo golpeia o caixa. A posição estica os músculos de minhas coxas e quando baixo o olhar à saia agrupada em minha cintura, vejo Saxon me olhando, seus olhos azuis fixos em meu rosto. Ele sustenta meu olhar enquanto sua boca se agarra a meu palpitante clitóris. Chupa forte e é tudo o que necessito. O orgasmo me golpeia como um caminhão com excesso de velocidade e grito, me inclinando para trás e apertando minha boceta. Vagamente sou consciente dos copos caindo no chão, quando bato minha mão neles. Mas o som em nada


se compara com o gemido de satisfação do Saxon. Continua lambendo, mas não posso suportá-lo, agora estou muito sensível. Cada golpe de sua língua é o céu e o inferno, dor e prazer. —Não posso. — Minha respiração entra em soluços desiguais pela pura intensidade, empurro sua cabeça, meus dedos enroscando-se em seu grosso cabelo. — Não posso. Não mais. Ele se separa de meu clitóris, mas não levanta a cabeça ainda,

lambendo

brandamente

a

longitude

de

minha

abertura, como se não estivesse disposto a renunciar ao prazer que me deu. Sua língua se inunda em meu núcleo e outro tremor atravessa meu corpo. —Incrível, porra— diz com voz rouca, sua boca quente contra a parte interna de minha coxa. Pressiona um beijo na extremidade tremente antes de elevar-se sobre mim. Ainda estou tremendo quando ele me puxa até me sentar, envolvendo minhas pernas ao redor de seus quadris, minha carne quente pressionada contra a dura ereção detrás de sua braguilha. Sua boca se encontra com a minha e o beijo é lento, um doce incêndio, sua barba passa suave em meu queixo. Meus lábios se agarram a ele quando finalmente levanta a cabeça, seu olhar azul em busca de meu rosto. Devo parecer meio bêbada. Sinto-me como se estivesse, meu corpo quente e líquido, intoxicado pelo êxtase erótico e sua proximidade.


Ele está duro como uma pedra contra mim, mas não é desejo o que afia as linhas de seu rosto agora. Intenso propósito enche seu olhar. —Disse-lhe que seria assim entre nós. Ardente. —Sim. — Minha resposta sai em um suspiro tremente. Seus fortes dedos agarram meu queixo. —Agora talvez me diga por que acredita que estou pedindo que se prostitua em troca de proteção. Meu coração se aperta. Fez de novo. Ontem à noite prometeu me fazer gritar a resposta que queria e eu me vi forçada a lhe falar sobre os Eighty-Eight. Agora me fez gritar. Provavelmente ainda pode saborear o gosto de minha intimidade em sua língua e já está exigindo respostas que não quero dar. —Merda — grunhe a palavra e de repente está em meu rosto, me obrigando a me inclinar para trás até que agarro seus bíceps por apoio. — Agora tem algo mais na cabeça. Diga-me que diabos está pensando para que faça parecer como se acabasse de chutar a seu cão. Minha garganta dói. —Não sei o que quer, Saxon. Só sei que em todos estes anos, você nunca me tocou. Agora a casa clube e a propriedade estão sobre a mesa e de repente o faz. E acredite em o que quer que seja, usa o sexo para me convencer de estar de acordo. —Está certa, vou usar o sexo. Vou usar algo que tenha para ter o que quero. — Seus dedos em meu queixo se apertam enquanto tento afastar meu rosto, meus lábios


trementes, mas ele me obriga a encontrar com seu solene olhar. Sua voz se volta áspera. —O que quero Jenny é você. Quero a casa clube, também, mas é pelos Riders e o farei da maneira

habitual.

Aluguel,

arrendamento,

o

que

seja.

Podemos mantê-lo à parte. Mas eu te quero para mim. Essas palavras estão tão perto do que sonhei que não posso confiar em que sejam reais. — Quer a mim? Por quanto tempo? Inclina sua cabeça, me estudando. — O que o Red te disse? —Que quer todo o pacote. A casa clube e a mim. —Então entende o que quero muito bem. Quero te chamar de minha, Jenny. Necessita que te explique isso? Não. Estive ao redor dos clubes suficiente tempo para saber o que significa. Minha respiração se trava. — Me quer para ser sua Senhora3? Não queria ser. Algumas mulheres gostavam de ser propriedade de um motociclista e isso significa que seus homens têm absoluta confiança nelas. Mas a lealdade ao clube vem antes de tudo e não vou colocar nenhum clube antes de alguém a quem amo. — Importa-me uma merda se for.—Saxon não afasta o olhar. —Não digo que eu não adoraria te ver usar um patch4 dizendo a todo mundo que me pertence ou que não me sentiria como um rei cada vez que alguém o veja. Mas te disse que isto não é sobre os Riders. É sobre você e eu. E te quero Old Lady. Esposa de um MC. 4 Patch: Uma marca, um bordado na roupa. 3


em minha cama todas as noites ou quero estar na tua. Se tiver problemas, quero ser o primeiro a quem chame. Quero ser o único homem que olha, porque será a única mulher que olharei. E a quero há muito tempo. OH, Deus. É tudo o que quero. Só tenho que confiar nele. Mas é tão difícil de acreditar. — Não queria antes. — Isso que pensa? — A resposta é mordaz, uma nova tensão endurece seu corpo e há um brilho perigoso em seus olhos. Mas apesar de que o zanguei, ele sustenta de volta. — Princesa, tampouco estava chamando a minha porta. Deus. Minha garganta está áspera quando digo: — Sabe que não podia. —Sim. Sei. — Sua voz se suaviza. — E sei exatamente o que teria passado se tivesse chegado a você quando queria. E a queria desde o dia em que estava sentado em minha cela e abri sua carta, Jenny. Mas todas as razões pelas quais não podia, estavam em cada desculpa que escreveu. Se tivesse vindo a você, teria te preocupado, pela merda que começou quando você saiu de seu território. Tivesse tido medo do que poderia agitar-se entre os clubes, e nós dois sabemos que Tommy Burns teria conseguido Red sobre você. Não sabia disso. Não estava tão familiarizada com o presidente anterior dos Hellfire Riders. Mas tendo em conta o que meu pai disse sobre ele na noite anterior, Saxon provavelmente tinha razão. Burns não teria deixado à oportunidade de alardear a meu pai que um dos Riders estava fodendo a sua filha. O sangue ruim não se apagou


entre os clubes até que Saxon se tornou presidente. Mas inclusive agora ainda há tensão, em sua maioria, a causa do ressentimento sobre Lily e as cores da roupa dos Riders. Seu

polegar

roçou

meu

lábio

inferior

enquanto

continuava: — Sabia que tinha duas opções: sair às escondidas comigo ou tirá-la ao ar livre, arriscar você e causar problemas. E não é Julieta, tonteando com Romeo, como se ela tivesse penas no cérebro e nenhum respeito por sua casa. É leal. A seu pai, a não ser aos Titans. Assim que ele me tinha imersa. — Tampouco é Romeo. —Porque não sou um menino. Não quero pôr essa merda sobre você e te obrigar a escolher entre Red e eu. Sabia que se tivesse ido a você, teria me dito que não podia estar comigo. E isso teria me destroçado. Oferecer-me tudo o que queria e não o tomar. Não o tomar agora também vai me destroçar. E isso teria me dilacerado. Oferecer-me tudo o que queria e não pegá-lo. Não aceitar agora me dilaceraria também. Seus dedos agarram meu queixo de novo, como se pensasse que vou tentar escapar de suas seguintes palavras. —Mas te direi isto: ultimamente pensei no que pediria. Em ver se podemos fazer isto sem derramar o sangue de meus irmãos por isso. Assim planejava falar com Red, porque se trata dele, sabe que não causaria problemas. Resultou que ele veio primeiro e vi uma oportunidade que nunca tive antes.


Acredita que não vou tomar? Por um maldito princípio? Não sou tão honorável, Princesa. O é. A sua maneira. Se não, não estaria aqui agora. Mas sua honra nunca esteve em dúvida e escutar que me queria como eu o quero deveria ter apagado todos meus temores, mas em troca, só os aumentou. Porque agora tenho algo que nunca tive antes: esperança. Pela primeira vez, acredito que Saxon poderia ser meu. Mas temo que poderia querer mais do que está oferecendo e não posso esconder minha incerteza de seu olhar inquebrável. —Não tem certeza. — Observa rotundamente. —Como

posso

ter?

Nem

sequer

tivemos...

—um

encontro, ia dizer. Mas isso é tão estúpido. Ele deve ter adivinhado o que queria dizer. Seus olhos se estreitaram. —Sério que acredita que há algo importante que não sabemos um do outro? Ou que este carinho por você é repentino? Que só estou falando doce agora? —Não. — Se promete estar em minha cama cada noite, estar

quando

chamar,

sei

que

vai

cumprir

essas

promessas. — O que acontece se não funcionar? Pode ficar feio, especialmente agora que está tentando juntar os clubes. —Vai ficar feio de qualquer maneira. — Seu rápido sorriso não suaviza a determinação de ferro em seus olhos—.


Mas você e eu? Isso funcionará. Porque me deixou chegar até este ponto. Agora, farei o que seja para te manter aqui. Onde teria tudo o que quero. Só tenho que aceitá-lo. Só tenho que arriscar meu coração. Não é tão fácil de fazer. Este homem poderia me destruir e não acredito que saiba. Tenho medo de o deixar saber. De modo que simplesmente olho para ele, a esperança e o medo liderando uma dolorosa batalha dentro de mim. A esperança começa a ganhar quando de repente sorri. —Vejo que terei que te convencer. — Beija-me na boca rapidamente e enlaça seus dedos com os meus, me tirando fora do balcão. —Vamos embora.


Fico um pouco receosa quando vejo a motocicleta de Saxon. Tenho muita vontade de andar com ele, mas minha calcinha se encontra empapada e esta pequena saia não me protegerá da areia do caminho ou do calor de seu motor. Saxon nem pisca quando digo que preciso ir para casa e trocar minha roupa. Só assente e liga sua motocicleta enquanto subo na minha caminhonete. Não há um cálculo de quantas vezes ouvi os homens, motociclistas ou não, discutirem contra uma mulher que toma um par de minutos extra para se preparar, descartando o que ela disse por considerar algo corriqueiro ou uma perda de tempo. Mas Saxon nem sequer me pede para explicar o porquê, ou tenta me convencer de que a roupa que uso está boa, nem para pra me questionar quando lhe digo que há algo que preciso fazer, simplesmente espera que eu faça. Algo tão simples, mas importante. Porque se Saxon e eu dermos uma oportunidade a isto, haverá muitas ocasiões nas que terei coisas que precisarei fazer: cuidar do meu pai e trabalhar na cervejaria, só para começar. E sabemos muito um sobre o outro, mas não conhecemos as pequenas coisas


como esta e pelo que posso dizer, frequentemente estas pequenas coisas unem ou desunem um casal. A motocicleta do meu pai não está no lugar habitual em frente da casa. Visto que nada se solucionou com Saxon, a ausência de meu pai é um alívio. Não estou muito segura do que lhe diria. Convido Saxon para entrar, mas ele prefere esperar do lado de fora com seu motor desligado. De alguém mais, isso poderia ter sido uma sutil indireta para me apressar; de Saxon, é simplesmente respeito. Esta não é somente minha casa, mas também pertence ao presidente dos Steel Titans. Qualquer que seja o acordo que trabalham entre os clubes, isto ainda é território dos Titans. Apesar de Saxon se encontrar aqui por convite, estacionar sua motocicleta e entrar na casa, encontra-se muito perto de declarar que está desafiando meu pai, assim, sei que se absterá até que o convite provenha de meu pai. Ele está franzindo o cenho para seu telefone quando saio com uma calça, minha jaqueta de conduzir e luvas. Seu escuro olhar dá uma olhada por minha longitude, detendo-se em meus pés. Os punhos de minha calça de corte reto cobrem a parte superior das botas de vaqueiro de cor vermelha. Com uma ponta redonda e salto de madeira, que foram desenhadas com outro tipo de condução em mente, mas que também são geniais em uma motocicleta. Encontra meus olhos.


— Bonitas botas. —São boas para chutar traseiros — digo-lhe, mas apesar das palavras audazes, de repente me encontro nervosa. Minha ansiedade não escapa da sua atenção. —Não se acostuma com a ideia de que eu esteja na sua casa. —Não me acostumo à ideia de qualquer homem estando na minha casa — replico. Seu sorriso é amplo e lento. — Não deveria gostar dessa resposta tanto como gosto— diz-me, e logo faz gestos para a curta distância até o assento detrás dele, me convidando a sentar. — Aqui o sinal para celular é uma merda. Pior que merda, normalmente. Ponho meu capacete. — E é ainda pior na casa do clube no final da propriedade. Isso é um motivo para ruptura? Tentei tirar sarro, mas sua resposta é rápida e séria. Engancha na minha cintura e me aproxima. Apesar de que se encontra sentado em sua motocicleta, nossos olhos estão quase na mesma altura. —Princesa, nada vai quebrar este acordo. Nada. — Espera um segundo para deixar que isso faça efeito, logo me solta e me dá um empurrão. — Agora sobe. E deslize bem perto, porque suas pernas estão sexy nessa calça e as quero me apertando com força.


Sorrio e subo na moto. Meu nervosismo se dissolve. De repente, me alegro de me encontrar atrás dele e que ele não possa ver meu rosto, porque a emoção que substitui a ansiedade é cálida e plena, e poderia revelar muito. É estranho o ter aqui. Mas também é muito bom. Deus, seu abdômen é como aço quando deslizo minhas mãos debaixo de sua jaqueta para agarrar seu quadril. Nunca o vi sem camisa, mas meus dedos me dizem que quando o fizer, vou olhar gomos de músculo e um pacote de seis que poderia fazer os anjos chorarem. —Sabe — Chamo-o enquanto aperta lentamente o acelerador— poderíamos só ir até a minha casa! Não posso ouvir sua risada, mas sinto o tremor dela que se une à vibração do motor. Sua grande mão abaixa para apertar minha coxa antes de voltar para o guidão. Graças ao meu casaco não posso chegar tão perto como quero, não posso descansar minha bochecha sobre suas fortes costas e fechar os olhos. Oh, mas o desejo. Facilmente poderia andar assim durante muito tempo. E assim, o caminho passa voando e logo estou consciente disso. Hoje foi um dia quente. Apesar da noite se aproximar, o ar segue sendo pesado com o aroma dos restos de terra e pinheiro, entretanto, é a essência de Saxon que parece encher cada respiração. O couro de sua jaqueta, a fragrância de algodão recém lavado, como se tivesse tirado uma camiseta limpa diretamente da secadora antes de vir


para ver-me. E é tão grande. Tão firme. Meu coração fica apertado simplesmente de estar tão perto. Meu corpo fica ainda mais apertado, meus seios pressionados contra suas costas e a parte interna das minhas coxas agarrando seus quadris. Tudo o que penso é que não passará muito tempo até que esteja dentro de mim. Deus, espero que seja logo. Minha boceta já se encontra empapada de novo. Não sei aonde vamos. Se tiver sorte, será diretamente para sua cama, mas me encontraria igualmente feliz se parasse na beira da estrada e me arrastasse sobre seu colo. Mas à medida que vamos a caminho da cidade, noto que nos dirigimos ao clube dos Hellfire Riders, talvez devido a qualquer mensagem que tratava de responder em seu telefone. Embora tivesse gostado de deixar os pensamentos sobre os Titans e os Riders atrás de nós durante umas horas, não posso me zangar. Tenho minhas coisas para me preocupar e Saxon tem as suas e sei exatamente quanto tempo demanda um clube ao seu presidente. Disse que me quer para si. Que esta necessidade entre nós se trata só de nós. Não duvido disso. O pau de um homem não se importa com as cores que alguém usa. Mas não posso fingir nem por um segundo que o clube não se encontrará sempre ali conosco.


Isso não é tão ruim. Minha mãe me disse uma vez que um clube pode ser como os sogros. Às vezes é fácil dar-se bem com eles, e às vezes você só quer matá-los. E poderiam pôr tensão em uma relação, mas se o casal é sólido, conseguiriam atravessá-los. Vi

um

montão

de

relações

nos

Titans

que

se

desmoronaram, e quase sempre, alguém culpava o clube. Mas não era realmente culpa do clube; era só uma desculpa. Às vezes, os meninos eram imbecis e utilizavam o clube como pretexto

para

evadir

outras

responsabilidades:

seus

trabalhos, suas famílias. Algumas vezes, tomavam vantagem de bocetas fáceis e traições. Em ocasiões, as namoradas ficam ciumentas de cada segundo que seus homens passam longe delas. As pequenas coisas se multiplicaram em coisas grandes e logo se separam. O clube já é uma grande coisa para o Saxon, exatamente como meu pai e minha cervejaria são para mim. Se quero estar com ele, significará que nunca devo tentar forçá-lo a escolher entre os Riders e eu. Não posso me imaginar fazer isso alguma vez.

Agora

que ele e meu pai trabalhavam em algo, os Riders não são uma ameaça para mim ou para alguém que amo. E não posso imaginar Saxon evadindo de suas responsabilidades. Se alguma vez precisar, terá tempo para mim. Estará aí para mim. A Pergunta é se seu coração também.


É meu. Justo aqui, exposto e puro. Tenta me persuadir de lhe dar uma oportunidade, mas a verdade é que não há outra opção para mim.

Quer me nomear dele, mas já sou

dele. A única coisa que posso fazer é entrar nisto com os olhos bem abertos. Então, antes que lhe diga minha decisão, tomarei uns dias para compilar todos os pequenos pedaços de Saxon que antes não conhecia e me assegurarei de que meu coração se encontre preparado para o que quer que aconteça. Por

agora,

entretanto,

simplesmente

saboreio

a

sensação dele contra mim. Sustento-me com mais força quando nos aproximamos do clube. Sei onde se encontra, é óbvio, embora não venha aqui frequentemente, é uma cidade pequena. De forma que já vi esse lugar antes. Décadas atrás, era uma concessionária de

automóveis

nos

subúrbios

da

cidade,

até

que

o

proprietário vendeu seu negócio para o Bend. Tommy Burns assumiu a propriedade e a estabeleceu como a base dos Riders. Nesse momento, não havia muito por aqui exceto campos vazios e algumas granjas. Agora, um alambrado é tudo o que separa o estacionamento da casa do clube dos vizinhos de ambos os lados, uma loja de yogurt gelado e uma lavanderia. Do outro lado da rua, um Starbucks compartilha o edifício com uma pizzaria local e uma escola de tae-kwondo. Um pouco mais abaixo, a rua se encontra cheia de largas fileiras de casas médias com uma diminuta grama marrom.


A motocicleta desacelera à medida que entramos no estacionamento. A antiga concessionária de automóveis estava

acostumada

a

ter

grandes

janelas

na

fronte,

provavelmente não duraram muito. Agora a fronte do clube se encontra amuralhada. Embora só em uma única história, é uma estrutura grande e quadrada, parecida com um armazém. Quase uma dúzia de motocicletas se alinha no exterior do edifício. Cada uma das três portas da garagem estão levantadas e há uma pequena multidão ao redor da primeira porta. Quando Saxon aparece, todos os olhares se dirigem para nós. Isso é de se esperar. O reconhecimento da chegada do presidente do clube é o protocolo padrão. Mas seus olhares permanecem em mim, até que o centro da atenção de todo o grupo se afasta do que quer seja que rodeavam. Uma motocicleta, dou-me conta, meus lábios se abrem em um ofego horrorizado ao ver o estado da mesma. Os tubos cromados

se

encontram

muito

golpeados

e

os

pneus

cravados. Parece que alguém tomou um maço contra o tanque

e a

motocicleta.

parte frontal

da

armação.

Conheço

essa

É de Lily. Jesus Cristo. Não é só uma

motocicleta, mas sim uma personalizada que Lily ordenou ao WheelsUp fazer a alguns anos. Que demônios, não só destruíram sua motocicleta, destruiu também uma maldita obra de arte. A tensão converteu os músculos de Saxon em ferro, mas seu andar é tranquilo quando freia na beira do grupo. Lily se


encontra agachada ao lado da ruína de sua motocicleta. O vermelho ao redor de seus olhos, diz que chorou. Apostaria algo que nenhum Rider a viu derramar uma lágrima antes, não quando sabe que poderiam considerá-la fraca por isso. Mas alguns dos meninos estavam um pouco chorosos e ninguém vai culpá-la por chorar por isso. Saxon toca meu joelho, me deixando saber que é seguro para eu sair. Logo que o faço, agarra meu pulso e me puxa, me aproximando outra vez. Ainda se encontra montado em sua motocicleta, suas botas no chão e agora me encontro quase sentada em seu colo. Todo mundo olha. Casualmente desabotoou meu casaco e tento mostrar que, a forma com que ele faz sua reclamação sem dizer uma palavra, não é nada e que meu coração não pulsa através de minhas costelas. Seu braço rodeia minha cintura, mas sua atenção se centra na motocicleta de Lily. —Zoomie, suponho que você não entrou em uma vala na estrada. —Não, chefe. —Lily se levanta e seu olhar vai em direção ao meu rosto por apenas um segundo antes de voltar para o dele. — Não, a menos que o fizesse enquanto viajava no hangar no campo do Tucker. O campo de aviação no que trabalha. —Enquanto você estava no ar a motocicleta estava guardada em um lugar seguro? —Pergunta Saxon.


—Estava. —E não viu quem fez isso. Sua mandíbula firme e seus olhos são como pedra. —Chefe,

não

estaria

aqui

se

soubesse.

Estaria

arrebentando algumas cabeças. Saxon assente. —Vamos descobrir quem foi. Enquanto isso, tem uma motocicleta? —Eu vou pensar em algo. —Se não puder, fale com o Blowback. Ele conseguirá isso. Por um instante, surgem faíscas em seus olhos de pedra, como se fosse dizer a Saxon que enfie essa sugestão no traseiro. Mas o que quer que seja que ativou seu temperamento, ela rapidamente o segura. — Farei. —Bem. Se virem meu vice-presidente, peça-o para falar comigo estarei no escritório. — Diz-lhes Saxon, logo me dá uma pequena palmada, um sinal para que levante de novo. Parece que gosta de me tocar diante de todos. Realmente não me importo, não é verdadeiramente para excitar-se, é somente um pouco de diversão e eu adoro que me trate como se eu estivesse pelo clube a mais tempo do que apenas por só cinco minutos. Como se fosse completamente natural me


encontrar ali e não há razão para que todo mundo mantenha seu olhar fixo em mim. Tomando meus dedos nos seus, conduz-me através da garagem. Nenhuma peça ou ferramenta se encontra fora de lugar. As plataformas de concreto praticamente brilham. —Blowback é o chefão aqui? —Pergunto-lhe em voz baixa—, ou é outra pessoa? Sorri. —Seria. Mas não. Blowback faz contato com eles se se metem em problemas. O vice-presidente dos Hellfire Riders, Jack Hayden. O conheço de vista, mas não acredito que tenhamos trocado uma só palavra. Realmente não faz diferença. Saxon parece grande e mau; seu vice é somente grande e aterrorizante, construído como um tanque e sempre com uma expressão que diz que te matará assim que te ver. — Por que é conhecido como Blowback? —Porque é como se chovesse sobre sua cabeça quando você faz merda. —Alguma vez choveu sobre sua cabeça? Ele me olha. – Várias vezes. Mas é para isso que servem os vices. Tio Thorne faz o mesmo com meu pai. Nunca diante dos outros membros do clube, sempre em privado e meu pai permite porque confia em Thorne mais que em qualquer


outro homem vivo. Suspeito que Blowback é o homem que Saxon confia. —Ele parece aterrorizante. — Digo-lhe ao entrar no edifício principal. —É realmente como um cachorrinho gigante e suave no interior? A profunda risada de Saxon ecoa através da grande sala aberta. — Nem um pouco. É bom saber. Mas não respondo, porque a curiosidade se apodera de mim e procuro por toda parte de uma vez. O exterior do clube está inclinado para o lado feio, mas têm uma boa distribuição interior. Há várias áreas de descanso com sofás de couro de luxo e televisões de tela grande. Uma cozinha com balcões de aço inoxidável e um bar bem sortido ocupam uma parede. Um par de mesas de bilhar situadas no outro extremo e separado por meio de um biombo, uma sala de pesos cheia de equipamentos. As portas na parede do fundo provavelmente conduzem às camas ou às duchas. Há um par de mulheres sentadas em uma das mesas. Uma loira e uma ruiva. Reconheço seus rostos, mas não sei seus nomes. Ambas ficam em silêncio à medida que chegamos, suas bocas se abrem redondas com surpresa e suas sobrancelhas se elevam. Saxon não olha nessa direção, mas lhes faço um pequeno aceno e um sorriso. Como não estou muito ao redor do clube, começar mal com as Senhoras é uma forma garantida de fazer da minha vida um inferno. É um alívio quando sorriem e movem seus dedos para mim em troca.


Todos

os

outros

parecem

ter

desaparecido.

Provavelmente, lá fora chorando sobre a moto de Lily ou bebendo no Wolf Den em sua noite de sábado. Saxon me leva a uma escada construída contra a parede sul. O clube é de um só piso, mas construíram um espaçoso apartamento aberto

sobre

a

sala

de

pesos.

A

Casa,

suponho,

é

provavelmente fora do alcance de todos, exceto os oficiais do clube e as pessoas que são convidadas explicitamente. Na esquina da Casa se encontra um escritório com paredes e uma porta. Há outra ao lado desta com um pesado cadeado.

Talvez

o

escritório

do

tesoureiro

ou

onde

armazenam as armas do clube. Em

lugar

de

uma

escrivaninha,

uma

mesa

de

conferências enche o canto do escritório. Saxon deixa a porta aberta e toma a cadeira na cabeceira da mesa. Não tem que me pedir e já estou sentando no colo dele. Minha boca rapidamente encontra a sua, e Deus, seu beijo me excita tão rápido. Mas há algo que lhe ronda a cabeça. Nem sequer quero tocar o tema. Entretanto, preciso. Minha respiração sai em fortes ofegos quando levanto minha cabeça. — Não quero aqui. Segura minha nuca, me guiando para baixo de novo até que nossos lábios estão a um sussurro de distância. Sua voz é um grunhido baixo. — Não quer o que aqui? —Sexo. Não é..... Privado. Inclusive se a porta não está fechada.


Sua boca reclama a minha e sinto o calor possessivo de seu beijo ir até os dedos de meus pés. Um gemido me escapa e não posso deixar de me mover em seu colo. Está grosso e duro e não poderia me importar menos que a porta esteja aberta. Ele geme, se afasta. Grandes mãos deslizam sob minhas costas antes de agarrar meu quadril. —Não aqui, porra— concorda grosseiramente. — Porque não

quero

te

compartilhar

com

ninguém.

Incluindo

compartilhar como você parece depois de ter meu pau profundamente dentro de você ou como parece quando goza. Não estou de acordo em fazê-lo em público. Eu tampouco. — Bem. Estamos esperando só o Blowback? —Não só isso — diz, se esfrega contra mim, até que estou me retorcendo e mordendo meu lábio contra um gemido. — Estou aqui para te persuadir. Minha resposta é uma risada sem fôlego. — Sabia que utilizaria o sexo. —Ele oferece um sorriso incorrigível. — Eu gosto de ter minhas mãos sobre você. Mas não é por isso que te trouxe. —Ouviu sobre a moto de Lily. —Quis te trazer aqui, igualmente. Para te mostrar o que temos. O que tenho. Maldição, não posso pensar quando está sobre mim. — De repente me levanta e me coloca sobre a beira da mesa. Reclina-se para trás, me olhando. Deus, ele é tão másculo. Desde esses intensos olhos ao seu estômago de ferro, até o grosso vulto detrás de sua braguilha. — Sabe


sobre o Den. Provavelmente viu que estou fazendo-o bem. Não faço numerosos lucros, mas o negócio é estável. O olho fixamente, tratando de lhe dar sentido. Fala de seu pub. Não estou entendendo aonde quer chegar. — Muito bem — digo-lhe. —Quando Burns foi assassinado, a propriedade passou para sua viúva. Blowback, Stone, Gunner e eu a compramos. Mas este lugar é uma merda. —Alguma queixa? —Não há uma maldita semana que transcorra sem um problema. Nossas motos são muito ruidosas, damos má fama para seus negócios e os bons cidadãos da rua de baixo só esperam

que

estivéssemos

violemos aqui

e

antes

roubemos. que

todos

Não se

importa

que

mudassem

e

construíssem suas merdas. —É por isso que quer a casa do clube fora de minha casa? —Sim. Não. Maldição. — Inclina-se para frente e envolve suas mãos ao redor das minhas panturrilhas, logo abaixo dos meus joelhos. —Expliquei isso para te convencer. Estou dizendo que discutimos nos mudar para o outro lado, mas não temos a intenção de renunciar este lugar. Em seu lugar, queremos pôr um ginásio. Pesos, um ringue de luta, treinadores pessoais. Pene Valley não tem um ainda, apenas um pequeno clube de merda no Main. Será um bom investimento. Provavelmente seria. Mas ainda não explica para que estou sendo persuadida.


—Por que está contando isso? Quer que invista? —Só em mim. — Seu olhar escuro sustenta o meu. — Porque se estiver de acordo, estou pensando a longo prazo. E você, Jenny, sua cervejaria está indo malditamente bem, não? É inteligente, tem um montão de manejo e não será feliz com alguém rondando ao redor. Assim quero que saiba que também sou confiável. A longo prazo. Meu peito está apertado de novo. —Já sabia disso. —Sabe. —Sua voz se aplana—. Então, o que te detém? —Sobre o acordo em geral? —Ele acena com força, lhe digo. — Porque é um grande investimento que inclui um considerável risco. Não importa o bem que parece, seria uma tonta me colocando nisso sem pensar e considerar os ângulos, preciso investigar primeiro. Seus olhos se estreitam. —Acredita que parece ser bom? —Acredito que parece muito bom. Gosta de minha resposta. Apoia-se de novo no respaldo de sua cadeira, me olha com renovada determinação. —Onde está o risco? Vou minimizar. Tenho que rir. —Não pode. Só fazendo que essa oferta aumente. — Em uma respiração profunda, tamborilo as pontas de meus dedos sobre meu coração palpitante. —O risco está aqui. Seu rosto me diz que não entende imediatamente, como se estivesse apontando para o meu peito. Logo seu olhar se encontra com o meu e diz com voz rouca:


— Não há problema. De novo me encontro sentada escarranchada sobre seu colo. Seus dedos se enroscam em meu cabelo e seu beijo é quente e feroz. Ele se afasta, mas mantém o agarre em mim, suas grandes mãos cavando meu rosto. Não posso olhar nenhum outro lugar. — Está a salvo comigo. Sou um homem rude e não estou prometendo que nunca vá estragar as coisas, mas não farei nada que possa te machucar. Ok? Com a emoção entupindo minha garganta, só posso assentir. É o suficiente por agora. Beija-me outra vez, mas não dura muito tempo. Não escuto nenhum passo. Só a sutil tensão no corpo de Saxon que me diz que alguém está aí. Jack Hayden, parecendo tão grande e aterrador como sempre. Apesar do calor do dia, ele está usando uma camisa preta de manga comprida sob seu colete emendado, mas não oculta um só músculo forte. Começo a descer da cadeira, mas Saxon simplesmente aperta minha cintura e me reacomoda, me sentando de lado sobre seu colo. Blowback não pisca só nos olha com um olhar frio e morto. —Ainda não soube de nada? — pergunta-lhe Saxon. —Spiral diz que uma caminhonete dirigiu pela estrada do campo de aviação, o condutor era um dos malditos recrutas

do

Eighty-Eight.

Mas

estava

a

uns

poucos

quilômetros e não pode assegurar que esse filho da puta foi


para lá. Apostaria meu dinheiro neles ou os Titans. Alguns ainda estão de saco cheio por trazer Lily para o clube. Meu corpo fica rígido. De maneira nenhuma alguém do clube de meu pai iria fazer isso. Só um grupo de covardes destruiria a moto de alguém sem seu condutor presente para defendê-la. Apesar de manter minha boca fechada, minha reação não passa despercebida para nenhum dos dois. Os olhos do Blowback são como facas escuras, cortando através de mim, vendo tudo. A mão de Saxon suaviza sobre meu quadril. —Estão de saco cheio, mas se fosse este o caso, iriam atrás dela. Não da moto. —Então nos ocuparemos dos recrutas. — O olhar frio de Blowback desliza sobre mim de novo antes de encontrar-se com o de Saxon. — Vai ter que fazer frente à cláusula da Primeira Dama. Agora, cada músculo de Saxon é de aço. —Vá à merda! —Eu deixaria. Mas alguns dos irmãos não. Só para que esteja preparado. Apertando sua mandíbula, Saxon assente. — Alguma moto para Zoomie? — Vou ver se posso conseguir algo. —Tenho uma — ofereço, e ambos os homens me olham. — Geralmente está parada na garagem, mas meu pai segue conservando-a. Lily poderia utilizá-la até que seu seguro assuma e ela possa comprar outra. Saxon e Blowback trocam um olhar.


—Não é qualquer moto – adiciono. —Ela não se envergonhará por isso. Os Riders tão pouco. —Muito bem — diz Saxon. —Mas esperaremos até que tenhamos nossos outros negócios com os Titans ao quadrado de distância. O que significa que não disse a todos os Riders que se incorporará aos Titans. Lily ainda não pode aceitar uma moto da filha de Red. Blowback assente. —Tem algo mais para mim? —Isso é tudo. Deixe-me saber se localizar esse recruta. Obviamente o outro homem não tem nenhuma dúvida de que o fará. —Estará recebendo uma chamada. Espero até que Blowback vá antes de perguntar: — O que é a cláusula da Primeira Dama? Além de algo que, obviamente, se referia a mim. Saxon quase grunhe sua resposta. —Não é nada com que se preocupar Princesa. Claro. Por isso mencioná-la parece como se quisesse empurrar sua bota no traseiro de alguém. Mas deve pensar que não é um problema. Assim, seja o que quer que seja, vou confiar que realmente não será nada. Sua mandíbula se endurece de novo antes que sua expressão se acalme e bata no meu traseiro. —Tem vontade de montar até Bend? —O que há no Bend?


—Um bom restaurante de carnes e suas coxas me sustentando forte durante quinze quilômetros. —De acordo. Ele sorri. — É fácil te persuadir. Nem sequer posso fingir estar infeliz. Porque quando se trata de Saxon. Realmente sou fácil.

Ele olha seu telefone ao sair do restaurante e pelo endurecer

de

sua

mandíbula,

suspeito

que

Blowback

encontrou o recruta, o que significa que esta noite não irei com

ele

para

casa.

Estou

decepcionada,

mas

quinze

quilômetros de espera compensam um pouco. Meu pai está em casa quando chegamos, Saxon segue estranho enquanto ponho meus pés no chão. Ainda sentado, puxa-me pra perto. —Trabalha amanhã? —Sempre. Assente. —Temos uma viagem programada. Espero que às oito estejamos de volta. Está livre? —Vou jantar com Anna às seis, logo depois iremos beber algo. Quer se reunir a nós? —Dou-lhe um pequeno sorriso descarado. — Pode me levar para casa e se aproveitar de mim. Seus olhos estalam com o calor. Sua voz é um grunhido.


—Princesa, vou fazer isso. Puxa-me para baixo, seu beijo uma mordaz promessa. Estou tonta pela necessidade quando para, meus mamilos estão duros e minhas entranhas apertando-se.

Jesus.

Amanhã à noite não pode chegar rápido o suficiente. Meu pai sai enquanto subo as escadas da varanda. Seu olhar observa meu rosto e para em meu sorriso. —Então, está bem? —Estou. Ele olha para Saxon. —Obrigado por cuidar dela. Saxon lhe devolve o olhar com firmeza. — Sempre farei. Meu pai assente. Ele se vai e fico olhando sua luz traseira. Logo, os grilos são mais fortes que o som de seu motor. Quando olho para meu pai, encontro-o me observando, há tanta esperança como dor em seu rosto. Ele espera provavelmente que eu esteja a salvo, junto com a dor de não poder ser meu salvador e por todos os dias que não será. — Então conseguiu que funcionasse? —Pergunta. —Não totalmente. – Com meu coração doendo, deslizo meus braços ao redor de sua magra cintura e o aperto um pouco—. Mas acredito que chegaremos lá.


Estamos dirigindo ao Curral, porque Anna quer ir a qualquer lugar menos ao Den. Espero que cheguemos lรก em um momento. Enviei uma mensagem a Saxon enquanto Anna e eu deixรกvamos o restaurante. Sua resposta chegou em menos de um minuto.

Diga que estรก despedida. Vejo-te em uma hora.


—Seu desleal traseiro está despedido — disse-lhe, deixando meu telefone dentro do console no meio de nossos assentos. —De novo? —Ela inclina o visor e revisa seu batom no espelho—. Mas eu sou sua melhor empregada. Tenho quase cem placas que o demonstram. Ao mesmo tempo em que saía do estacionamento e me dirigia à autoestrada, meu telefone vibrou novamente. Já que estou conduzindo, Anna o lê por mim. —Saxon diz: Espero que sua vagina esteja preparada. Quase me desvio para a calçada. — O que? —Só estou brincando. É uma maldita notificação de seu Twitter. @beaverfan84 diz que está relaxando junto a uma fogueira com uma cerveja negra Black Boots. E ainda não posso acreditar que esteja fodendo meu chefe. Como já disse uma dúzia de vezes esta noite. — Não pode? Sério? — Deixe-me corrigir. Não posso acreditar que tomou tanto tempo para começar a foder com meu chefe. —Não transei com ele.... Ainda. Ainda. Não posso deter meu sorriso ou a quente antecipação deslizando-se por cada nervo. Quando chegamos ao Curral à energia vibra através de mim. Está cheio. Esta noite há música ao vivo, uma ruidosa mistura de countryrock com um cantor que praticamente soa através de suas calças de couro. Depois de gritar nossos pedidos ao barman, pegamos uma cabine justo quando outro casal a deixa, logo


nos dirigimos à pista de dança. A música é tão ruim que não importa que minha dança seja pior. Anna e eu rimos quando nos dirigimos ao bar para outro gole. Obrigo-me a não olhar meu celular para ver a hora. Os minutos só passarão de forma mais lenta se o fizer. Sento um pouco, porque estou livre e quente e um falso vaqueiro que fingia atirar o laço levou Anna à pista de dança e ela permitiu-se ser levada a uma dança lenta. Levantei meu telefone e meu coração palpitou. Já quase passava da hora. Um grande corpo desliza na cabine a meu lado. Meu coração dá outro salto selvagem, logo se congela em meu peito quando levanto o olhar. Reichmann. Terror trava cada um de meus músculos. Seus olhos são de um azul pálido e leitoso. Sua cabeça se encontra barbeada e uma castanha barba emoldura sua fina boca. Ele sorri, mas não há nada agradável na curva de seus lábios. Só crueldade e triunfo. Aproxima-se um pouco mais, me encurralando contra a parede. Digo-me que devo gritar, chutar, mas não posso me mover, só posso olhá-lo com incredulidade e horror. —Bebê Red, então aqui está. Bebê Red. Estremeço e trato de deter as lembranças que me alagam. Trato de parar de sentir esses rudes dedos movendo-se dentro de mim, me fazendo sangrar. Como se saboreasse meu medo, sorri e se inclina mais perto.


—Não pude acreditar na minha sorte quando vi sua caminhonete lá fora. Agora sou muito mais sortudo, porque está aqui completamente sozinha. Não. Mas não posso ver além dele e não sei se alguém pode nos ver. A cabine está em um canto e os assentos a escurecem. Rezo para que Anna o tenha visto vir. Se fez, conseguirá ajuda. —Bebê Red, me olhe — diz bruscamente e contra minha vontade, faço. —Sabe que conheço gente. Uma dessas pessoas trabalha no laboratório de medicina, fazendo provas. E sabe o que me disse? Seu papai vai te deixar logo. A raiva e a dor levam de um sopro o terror. —Saia daqui, porra! —Ou o que? Trato de subir sobre o banco, para me levantar, para sair, para ser vista. Duros dedos agarram meu braço como uma prensa e Reichmann golpeia minhas costas contra a parede. O som proveniente da parede afoga meu grito. Chuto, embora uso botas de ponta sólida, não lhe dá o ângulo correto e só alcanço sua pele. Deve doer, porque seus dedos se esticam. Empurra-me com mais força contra a parede e coloca seu rosto sobre o meu. —Você, pequena cadela. Quer jogar sujo? Joguemos sujo. E me deixe te dizer o que é que vamos fazer logo que seu pai estiver morto. Meus irmãos e eu, separaremos suas pernas e será nossa. Cada Henchman vai gozar em sua boceta. Quando já não pudermos usá-la, começaremos com


seu outro buraco. E enquanto te fodem, vou te fazer se afogar com meu pau. —Seu fôlego azedo passa sobre minha boca até meu nariz—. Agora mesmo vou dar uma pequena prova, para que possa começar a desejá-lo. Sua mão se aperta ao redor de minha coxa, empurrando seus dedos para cima por debaixo de minha saia. A bílis sobe por minha garganta. Nervosa, falho em procurar algo ao que me agarrar, o primeiro que encontro é um copo de cerveja. Balançando-o tão forte como posso, esmago ao lado de sua cabeça.

Espero que faça

pedaços,

que

os fragmentos

atravessem seu cérebro, mas só o golpeia o suficientemente forte para mandar pontadas de dor através de minha mão. Reichmann sacode sua cabeça, piscando rapidamente, como se por um instante ficasse atônito. Gritando novamente, dou a volta no assento e levanto meu joelho antes de golpear com o salto de minha bota sobre seu peito. Não vem de volta. Grunhindo, dobra-se e quando me olha com os punhos apertados, sei que ficarei muito mais ferida do que esperava. Com meu peito estremecendo-se, preparo-me para a dor que virá. Mas não vem. Saxon sim. Aparece ao final da cabine e seu rosto já está rígido pela ira. Não há nenhuma dúvida, não há surpresa. Antes que Reichmann sequer se desse conta que está aqui, Saxon tem seu braço de aço ao redor do pescoço de Henchman e o arrasta para fora da cabine. Com os olhos muito abertos, Reichmann põe suas mãos no braço de Saxon, mas ele


simplesmente o enforca mais. As grandes botas do homem golpeiam o chão. De repente, o ruidoso cantor fica em silêncio e a música segue, um instrumento de cada vez à medida que a banda nota o que acontece. E o que acontece é que Saxon vai matá-lo. O que acontece é que ninguém o deterá porque há outros três Riders

formando

uma

parede

a

suas

costas

e

eles

interromperão qualquer intento de interferir. Um novo terror aperta minha garganta, porque vejo acontecer outra vez. Um homem morto. Outro na prisão. Não posso perdê-lo agora. Não posso. —Não. Saxon, não! Ele me olha, me encolhendo na esquina da cabine, minhas bochechas úmidas com lágrimas de dor. Sei que o que vê, não o faz mudar de opinião. Só o faz mais determinado. —Por favor. — Minha voz treme e minha visão se encontra imprecisa. — Muitas pessoas serão testemunhas. Serão mais de cinco anos. —Não lamentaria nenhum maldito segundo disso. Nem sequer se for o resto de minha vida. —Cada palavra é dura, mortal. —Sei. —Minhas lágrimas caindo—. Mas te amei durante tantos anos e depois de todo esse tempo, finalmente é meu. Não posso suportar te perder agora. Seu corpo fica imóvel. Seus dentes estão apertados, um músculo em sua bochecha salta. Meu coração parece pulsar umas mil vezes antes que assente abruptamente, logo inclina


sua cabeça e fala diretamente no ouvido de Reichmann. O rosto do homem se encontra roxo, seus olhos exagerados. Tremo com repentino alívio, embora não possa ouvir o que Saxon lhe diz, posso adivinhar. Se

Saxon

alguma

vez

apanhar

Reichmann

sem

nenhuma testemunha ao redor, se assegurará de que ninguém nunca encontre o corpo. Lança o Henchman ao chão como se não fosse nada mais que um saco de merda. Enquanto Saxon vem até mim, Blowback e Stone tomam Reichmann pela jaqueta. Zach Cooper está atrás de Anna. Ela luta contra ele, seus olhos muito abertos e aterrorizados. Seu olhar nunca deixa meu rosto, Saxon estende sua mão para mim. Movo-me para frente cruzando os bancos e deslizo meus dedos sobre os seus, no momento em que me encontro o suficientemente perto, me aperta contra seu peito. Logo que saio da cabine, há uma mudança na multidão, como se até este momento pensaram que presenciaram um grupo de valentões atacar um homem inocente. Mas minhas lágrimas e a maneira em que Saxon me embala em seus braços contam uma história diferente, agora a maioria deles olham para Reichmann como se pensassem que merecia o que teve. Acredito que não se deem conta de que não aconteceu nada ainda. Enquanto Saxon me leva através deles, Blowback pergunta em voz baixa:


— Quer que leve este filho de puta a Lily, já que é quem ordenou aos recrutas arruinar sua moto? —Ela já tomou o seu com o recruta — diz Saxon—. O que ele tem agora vem de mim. Só te assegure de que esteja vivo para entregar minha mensagem de volta a seu clube. —Farei — diz Stone e começam a empurrar Reichmann através da porta. O tirando daqui antes que a polícia apareça. Saxon pede a Cooper: — Você leva Anna para casa. Com o rosto branco, Anna nem sequer discute. — Jenny, te verei amanhã. Com um nó em minha garganta, concordo; logo Saxon me carrega para fora ao quente ar noturno. Sua motocicleta não está longe da de Reichmann. Foi assim como soube. Reconheceu a motocicleta do outro homem e se encarregou de vir me salvar. De novo. —Pode aguentar? —Perguntou-me em voz baixa, e sua voz é severa. — Ou quer que te leve em sua caminhonete? —Aguentarei. — Para sempre, se puder. — Suas coisas estão na cabine? —Sim. Agarra minhas chaves e encontra meu casaco e jaqueta. Lentamente me estabilizo ao vestir e no momento em que subo o zíper da jaqueta, não tremo mais. Inalo profundamente. — Obrigada.


—Não me agradeça. — É tudo o que diz antes de me dirigir para sua motocicleta e logo que envolvo meus braços ao seu redor, tudo se encontra bem outra vez. Não sei se foi Saxon. Geralmente parece depravado enquanto dirige, mas posso sentir sua tensão, um arame de aço que se envolve apertadamente. Ainda furioso porque me machucaram? Ainda bombeando adrenalina? Ou agora deseja ser quem golpeia Reichmann? Possivelmente todas as opções. O vento açoita minha saia e esfria minhas pernas nuas. Aperto-o mais forte, logo ofego quando de repente gira fora da estrada. A iluminação de seu farol revela uma entrada de terra, o caminho cheio de buracos e apenas o suficientemente largo para um carro. Um acesso do serviço florestal ou um velho atalho de corte de árvores. Em um minuto, os pinheiros nos rodeiam por completo. Não posso ver o caminho principal. Quando Saxon desacelera até parar, desliga o motor e as luzes, encontramo-nos rodeados da mais absoluta escuridão. O clique do suporte da moto é forte no repentino silêncio. Agora sei o que vai acontecer. Sei. E já estou úmida e tremendo. —Jenny. — Sua voz é baixa e tensa. — Tudo bem se te tocar? —Não estarei bem se não o fizer. —Então traz seu traseiro aqui— ordena, mas não esperou que desse a volta. Apoiando seus pés, enganchou seu braço ao redor de minha cintura e me arrasta para frente


sobre seu quadril até que estou sentada sobre seu colo. Já estou o alcançando, procurando sua boca na escuridão. Com um grunhido possessivo, exige entrar e cedo, me abrindo ao impulso penetrante de sua língua. Isso arranca um gemido de seu peito enquanto me saboreia. De repente, retira-se, abrindo a fivela de meu capacete, arrancando o seu. Então seus dedos se inundam em meu cabelo e devora minha boca, me roubando o fôlego. —Saxon. Seu nome é um gemido desigual quando reclina minha cabeça, saboreando ao longo de minha garganta. Ofegando, luto para tirar minha jaqueta. Meus olhos se adaptam à escuridão à luz da lua que iluminava fracamente através das árvores. Sua expressão é tão dura como sua excitação. Enquanto toca minha nuca e começa de novo em minha boca, sua grande mão move-se para seu cinto. Gemidos desesperados escapam de mim quando ele libera seu pau. Abre um pacote de camisinha com seus dentes, logo seus dedos deslizam debaixo de minha saia para me encontrar úmida e excitada. —Merda — geme o palavrão, então me agarra pela cintura, me levantando e me colocando com minhas coxas estendidas sobre as suas. Seu polegar esfrega meus clitóris e grito, meus quadris movendo-se com cada golpe escorregadio. — Princesa, a próxima vez farei devagar. Serei doce. Não me importa como for. Envolvendo meus braços ao redor

de

seu

pescoço,

empurro-me

mais

perto.

Ele

rudemente, toma de novo minha boca, sua mão larga contra


minhas costas. Gemidos selvagens brotam do fundo de minha garganta enquanto desliza a cabeça arredondada de seu pau ao longo da união de minha boceta, me separando, sua língua empurrando além de meus lábios em golpes possessivos enquanto seu corpo começa a reclamar o meu. E, Deus, ele é grande. Trato de não me afastar, mas seu pau parece enorme, estirando minha boceta perto do desconforto. Saxon parece dar-se conta, suavizando seu beijo e empurrando sua mão entre nós. Seus largos dedos roçam meus clitóris e ambos gememos enquanto minhas paredes internas se apertam ao redor de seu grosso eixo. Acendem-se novas faíscas de prazer e estalam através de meus nervos, a dor construindo-se no interior de meu núcleo, não é só por tomar sua longitude, mas sim de meu desespero por estar cheia. Com um balanço hábil de seus quadris, lentamente me penetra mais profundamente e o envolvo mais e mais apertado com cada centímetro. Começo a me mover com ele e minha cabeça cai para trás em um grito abafado quando de repente toma meus quadris e me empurra para baixo sobre toda a longitude de seu pau. Um prazer intenso me atravessa. É tão grande. Tão profundo. Mas finalmente é meu, não há inferno nisto. Simplesmente o céu. Minhas costas se arqueiam na seguinte estocada. Com um gemido faminto, Saxon baixa sua cabeça. Sua boca quente cobre meu seio, dente apanhando meu mamilo através de minha blusa. Meu corpo começa a estremecer-se, sons incoerentes saem de meus lábios.


Saxon toma com força meu mamilo antes de gemer contra meu peito: — Jenny você é tão linda. De novo seus dedos deslizam entre nós, acariciando meu clitóris e o êxtase rompe, me atravessando uma vez mais. Nem sequer posso gritar, cada músculo imobilizandome em seu lugar, exceto pelas convulsões deliciosas ao redor de seu pau grosso. Com um grunhido torturado, Saxon fode com mais força em minha tensa carne, então desacelera quando meu orgasmo chega. Eu me agarro a ele enquanto gozo. Seu beijo é áspero, profundo e ainda faminto. Ele ainda não gozou. Com seu pau enterrado em meu interior, levanta sua cabeça. O brilho de luz da lua se reflete em seus olhos. Brandamente afasta meu cabelo de meu rosto. —Pode tomar mais? —Posso tomar tudo o que me der. Seus dedos apertam meus quadris. —Jenny, preciso te foder com força. Muito mais força. — Um calafrio me atravessa. Sua voz rouca pela necessidade e a minha aumenta de novo a seu encontro. —Então me foda com força. Abruptamente Saxon se levanta, me elevando com ele. —Dê a volta e ajoelhe sobre este assento, estende suas mãos e agarra estes cabos. Deus. O assento é o suficientemente largo para meus joelhos.

Posso sentir

Saxon atrás de mim,

montando

escarranchado na motocicleta enquanto seguro o cabo. O


comprimento da carroceria da motocicleta me obriga a me estirar para frente sobre o tanque, e quando Saxon se levanta com suas pernas a cada lado da moto, seu pênis ereto se encontra ao nível da minha entrada. Suas palmas calosas sobem à altura de minhas coxas trementes e arrasta minha saia por cima de meu traseiro. Antecipação tenciona os músculos ao longo de minha espinha. Ele não diz nada, simplesmente deixa que seus dedos se arrastem sobre minha pele, na escuridão seu tato parece quase reverente. Então

suas

repentinamente

se

mãos

sujeitam

move

para

meus

frente,

quadris

enterrando

e sua

longitude por completo em um só impulso escorregadio. Comoção e prazer estalam debaixo de minha pele, eu grito, meus dedos apertando o cabo em um agarre mortal. Que Deus me ajude. Antes parecia grande, mas agora minhas coxas se apertam juntas porque estou de joelhos sobre o assento e seu grande pau grosso me estira com mais força, me penetrando profundamente. Antes que possa recuperar o fôlego, empurra de novo em meu interior. Gemo sem poder me conter enquanto minha boceta aperta sua dura longitude. O gemido de Saxon soa metade êxtase, metade tortura. Move-se contra mim como se tentasse ir mais profundo, mas não há mais profundo, e a sensação de seu pau girando em meu interior só me faz apertar mais forte a seu redor. —Tão gostosa. —Sua voz é um grunhido. — É como se me sugasse.


—Por favor. — Saiu em um fôlego. Estou rogando, suplicando, nem sequer sei por que, mas Saxon me dá isso em um poderoso impulso que me sacode para frente, meus peitos balançando pesadamente debaixo de mim, meus mamilos endureceram a pontos palpitantes. Outra investida, logo outra, depois Saxon toma minha cintura e me toma a um ritmo incessante. Minha pele está quente, ardendo, escorregadia pelo suor e empapada entre minhas coxas por minha excitação. O escorregadio som de seu pau penetrando em minha boceta molhada se une à bofetada de seus quadris contra meu traseiro e minhas paredes internas se apertam a seu redor, cada golpe parecendo mais e mais profundo, até que se encontra muito apertado. Balanço-me para frente, tentando aliviar a tensão insuportável, mas suas mãos sustentam meus quadris e me arrasta de volta, e o orgasmo se estrela sobre mim com a longitude de seu pau. Grito, tratando de me sacudir de novo para frente, mas me sustenta imóvel e me fode, de repente gozo de novo, não me contenho e quando termino, meu corpo se afunda e logo não posso me sustentar. Detrás de mim, Saxon geme, penetrando profundamente e o palpitar de sua liberação envia pequenas réplicas através de meu corpo. Encontro-me débil e tremendo, meu corpo debilitado quando Saxon parece derrubar-se sobre seu assento e me arrasta sobre seu colo. Seu peito se lança contra minhas costas. Enterra seu rosto em meu pescoço. Seu fôlego é áspero e irregular ao longo de minha garganta. —Tudo bem? —Diz finalmente.


Logo só posso assentir, por muito tempo, simplesmente me sustenta. Lentamente, meus tremores se detêm e relaxo em seu poder. — Só em caso de que não esteja claro — digo-lhe em voz baixa. — Me convenceu. Sua risada áspera o sacode contra minhas costas, mas logo se acalma, sua voz profunda e solene quando finalmente responde: —Jenny, os próximos meses vão ser difíceis. Com Red doente, e tentando unir os clubes e esta merda com os Eighty-Eight. —Eu sei. Seus braços se estreitam. — Simplesmente confie em mim. Superaremos. E não te darei nenhuma razão para se arrepender de estar comigo. Neguei. Essa é a única coisa que nunca poderia acontecer, ele é quem me ensinou isso. Levantando minha boca para a sua, prometo contra seus lábios: — Jamais me arrependerei.


É maravilhoso finalmente ter Saxon Gray em meus braços. O ruim é saber que posso perdê-lo. Depois de passar anos o amando à distância, o presidente dos Hellfire Riders MC finalmente é meu. Cada dia está ao meu lado e cada noite em minha cama. Seria tudo o que sempre quis, exceto que meu pai está doente e problemas surgindo agora que Saxon está cuidando do clube do meu pai. Como ainda existe uma rixa entre os clubes, uma velha regra que exige que Saxon me compartilhe com os outros membros do clube está sendo utilizada como uma arma, obrigando-o a escolher entre os Hellfire Riders e eu. Não sei se me escolherá... ou quão longe irá para mantê-lo.


Kati wilde hellfire riders mc 01 wanting it all (rev pl)  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you