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Sinful Intent (ALFA Private Investigations #1) Chelle Bliss


SINOPSE Alguém foi atrás dela e era meu dever detê-los. Nunca cruzar a linha. Essa sempre foi minha regra. Mas isso foi antes de Race True. No momento em que a vi, eu a quis. Mas havia um problema. Ela não era apenas mais um rosto, não, ela era minha primeira cliente da ALFA PI. Minha atitude pegar-o que-eu-quero não deve incluí-la, mas como posso manter as mãos longe dela? O perigo que a segue deixou meus instintos protetores em alerta. E enquanto o relógio corre, a escolha foi colocada diante de mim: salvar sua carreira, ou arriscar tudo e tê-la em minha cama. Eu poderia deixar de lado meus desejos por suas necessidades? Ou será que meu egoísmo destruirá tudo no processo?

Staff Tradução: Andrea Revisão Final: Selene / Diana Leitura Final: Hera / Aurora Formatação: Selene/Cibele Disponibilização: Cibele Grupo Rhealeza Traduções


Capítulo 1 Mudanças Morgan —Tudo bem Ma. —Procurando em uma pilha de correspondências fechadas, acho o convite que tinha ignorado. —Você precisa ver sua família. Vai fazer bem ficar ao lado dos Gallos. Fran DeLuca esteve ao meu redor desde o dia em que eu cheguei do exército em casa. Eu amava essa mulher, mas ela podia ser uma grande dor na minha bunda. —Por quê? —Perguntei, embora eu já soubesse a resposta. Eles eram do lado da família dela e, portanto, superiores. —Eles vivem suas vidas juntos. Sal sabe como criar meninos. —Minha mandíbula apertou. —Você está dizendo que eu não sou um bom homem, Ma? —Morgan, você sabe que não é isso o que eu quis dizer. —Ela suspirou. —Você precisa sair dessa cidade por um tempo e limpar sua cabeça. —Além disso, —acrescentou — eu preciso de você para me acompanhar na viagem. Você sabe que eu odeio viajar sozinha. A mala é sempre muito pesada, e me perco facilmente. Fechei os olhos e exalei. —Tudo bem, Ma. Vou levá-la para o casamento de Izzy. Mas eu não estou feliz com isso. —Obrigada, querido. Vou ligar agora e dizer à sua tia Maria para nos esperar. Quero chegar lá dois dias mais cedo. Vou reservar a passagem aérea. Você simplesmente apareça sóbrio o suficiente para ser permitido no avião, Morgan. Compreende? —Mãe, eu não sou um bêbado, pelo amor de Cristo. —Suspirei, apertando a ponte do meu nariz. —Eu te amo. — Ela disse desligando o telefone. Ela apareceu um dia em minha casa, sem ligar, e encontrou-me desfrutando de algumas bebidas, e achou que eu fosse um bêbado. Fan—porra—tástico. Eu não via os Gallos fazia muito tempo. Izzy era uma adolescente desajeitada com uma língua afiada, e os meninos... Eles eram Gallos por completo. Eles eram difíceis, rudes, e sempre à procura de uma encrenca.


Eu não diria que eu era muito diferente deles, mas a minha linhagem foi revestida com a adição do lado do meu pai. Eles eram a melhor metade da árvore genealógica. Pelo menos, eu podia passar alguns dias na luz do sol, em vez de congelar minhas bolas em Chicago. Minha mãe teria toda a minha atenção, e usaria esse tempo para me importurnar sobre o porquê de eu não encontrar uma boa mulher para me estabelecer, já que era a conversa que tivemos quase todos os dias durante o último mês. Antes que eu pudesse levantar da mesa, meu telefone tocou novamente. —E agora, mãe? —Eu rosnei empurrando a cadeira para trás. —Eu falei com sua tia e está tudo definido. Você vai ficar com Joe enquanto estamos lá, e eu vou ficar com Mar e Sal. —Eu tenho alguma escolha nisto? —Murmurei ficando em pé, vagando até as janelas que íam do chão ao teto com vista para a cidade. —Não. Todo mundo está lotado. Joey vai ficar feliz em tê-lo. —Eu vou ficar em algum hotel. Eu odiava ficar com as pessoas, especialmente quando eu não via essa pessoa há dez anos. Eu os conhecia, assim como eu conhecia meu pai, e ele saiu de nossas vidas no dia em que me formei no colegial. —Não, você não tem. Isso seria um tapa na cara. Você vai ficar com Joe e Suzy. —Vamos falar sobre isso mais tarde. Não tenho nada para fazer. —Comece a fazer as malas, Morgan. Vou reservar os nossos bilhetes para depois de amanhã. —Clique. Mamãe era a rainha em desligar antes que eu pudesse dizer alguma coisa. Olhando para o Lago Michigan, estalei meu pescoço e contei até dez. Eu poderia lidar com alguns dias com a família. Talvez eles ajudassem a manter minha mente longe de toda a merda fodida que eu tinha visto. Minha fé na humanidade tinha evaporado enquanto estive em combate, mas o silêncio e a calma de ser um civil estavam me fazendo subir pelas paredes. Eu precisava sair daqui. Velhos amigos, do tipo que eram problema, vinham ligando desde o dia em que voltei. Eles não eram o tipo de pessoas que eu precisava estar próximo nesse momento. Quando criança, eu me vi em apuros mais vezes do que gostaria de lembrar. Pequenos crimes, furtos, e outras besteiras que crianças fazem. A gota d'água veio quando roubamos um carro, e rapidamente fomos fichados como criminosos.


Em vez de gastar tempo na prisão, me foi dada a opção de entrar no serviço militar e mudar minha vida, ou a minha bunda iria para a cadeia e passaria algum tempo lá. Os militares pareciam a melhor escolha. Pelo menos eu estaria livre e veria o mundo. Mas a única parte do mundo que eu tinha visto parecia um deserto estéril, nem mesmo perto do paraíso tropical dos folhetos de turismo. Eu vou dizer uma coisa sobre o complexo militar, endireitou a minha bunda e me fez um homem. Eu não era o mesmo punk que começou no treinamento básico. A última coisa que eu precisava era ficar com meus amigos que nunca tinham deixado "a vida." Eu sabia que eles ainda estavam fazendo os trabalhos que poderiam colocá-los na prisão por grande parte de sua vida. Finalmente tinha a minha liberdade de volta, e não havia nenhuma maneira no inferno que eu faria dinheirinho rápido. Passar tempo de qualidade com a minha família tranquila, deve me ajudar a relaxar e descobrir meu futuro, certo? Quem eu estava enganando? Os Gallos nunca foram tranquilos nem um dia em suas vidas. Eles eram barulhentos e antipáticos, mas era a minha família, e seria bom passar um tempo com eles. Era hora de colocar minhas coisas em ordem, a cabeça no lugar, no sol da Flórida, e ficar longe da porra da cidade dos ventos.


Capítulo 2 Oportunidades Morgan —Eu estou tão animada para ver Sal e Mar. — Ma dizia olhando pela janela, observando o zumbido das palmeiras enquanto eu dirigia. —Eu espero que tenha comida. Estou faminto. O que há com amendoins em um voo de três horas? —Eu reclamei olhando para o GPS. Estávamos perto, a cerca de dez minutos de sua casa. —Você pensa em alguma coisa além de comida? —Sim. Havia tanta coisa em minha mente, mas naquele momento, tudo que eu conseguia pensar era uma refeição caseira. A coisa que eu mais lembrava sobre tia Mar, era a comida. Ma não era uma boa cozinheira, mas fazer o quê. Quando ia visitar os Gallos, me certificava de memorizar todos os gostos até a próxima viagem. —Mas agora eu preciso comer. —Eu mal posso esperar para envolver meus braços em volta do meu irmão. É uma pena eu não ter voltado há muito tempo. —Ela suspirou, mexendo com as unhas. —Por que não voltou Ma? Costumávamos vir aqui o tempo todo, e então você simplesmente parou. Ela colocou a mão no meu braço. —Sentime envergonhada depois que seu pai nos deixou. Eu não poderia voltar e enfrentá-los. —Ma, se eles te julgam... —Não, não, Morgan. Ela passou os dedos contra a minha pele. —Eles não são assim. Foi tudo da minha cabeça. Então você foi para o exército, e eu fiquei com medo de ir a qualquer lugar. Olhei para ela. —O que quer dizer com você ficou com medo? —Eu sempre esperei que um homem viesse me dizer que meu filho morreu servindo seu


país. Eu fiquei aterrorizada para ir a qualquer lugar e perder isso. —Jesus! —Eu disse enquanto agarrava o volante com mais força. — Essa é a merda mais estúpida que eu já ouvi. Sua mão voou do meu braço e me deu uma tapa na cabeça. —Você tinha que se inscrever para o exército. — Ela reclamou enquanto sua voz embargava. —Você não podia ir para a faculdade como o resto das crianças. Eu tive bastante stress em minha vida, além de ter o meu filho único servindo durante um tempo de guerra. Isso era a clássica Fran DeLuca. Dura, resmungona, e um senso de cuidado extraordinário. Eu amaldiçoei os deuses todos os dias por ter sido filho único. Ela me deu toda sua atenção. Claro, isso tinha funcionado quando eu era uma criança, mas agora? Não muito. Quando meu pai foi embora, eu sabia que ela estaria na minha bunda. Essa é uma das razões por que decidi me juntar ao exército. Eu queria ficar longe de tudo, incluindo a sua atenção. Eu até podia imaginar se eu acabasse na prisão. Ela provavelmente me visitaria todos os dias para gritar comigo. —Você pode ser mais dramática? —Rolei meus olhos, olhando para ela. —Eu via os nomes dos soldados mortos em ação enquanto assistia o noticiário toda noite. Sabe o que isso faz para uma mãe? —Sua voz era quase estridente. —Eu tenho certeza que você vai me dizer. —Você tem sorte que eu te amo. — Ela disse enquanto olhava pela janela novamente. —Uh-huh. — Eu respondi enquanto girava para a saída da estrada, ficando a um passo dos Gallos. Essa semana inteira, minha mãe não estaria na minha cola. Ela estaria muito envolvida com seu irmão e cunhada para se preocupar comigo. O resto do caminho, nós dirigimos em silêncio. —Você chegou. — A voz robótica do GPS afirmou. —Eu me lembrava disso maior. — Eu disse dando uma olhada ao redor da casa deles. —É a mesma, só que você era pequeno.


—Eu nunca fui pequeno. —Estacionei o carro na garagem. —Você é tão cheio de merda, Morgan. Vamos. Eu não posso ficar aqui mais um minuto. —Ela abriu a porta e saiu mais rápido do que eu a tinha visto se movimentar nos últimos anos. Desligando o carro, comecei a orar enquanto saía. —Deus conceda-me serenidade. —Franny! —Tia Mar gritou quando ela veio correndo da porta da frente com os braços estendidos. Tio Sal caminhou atrás dela com sua calma habitual, parecendo como se fosse apenas mais um dia, e ele estivesse indo para o supermercado. —Mar! —Minha mãe gritou de volta, movendo-se em direção a ela. Essa seria uma daquelas semanas. Barulhenta, amorosa e doce o suficiente para deixar meus dentes doloridos. Debrucei-me contra o carro com os braços cruzados e observei a cena se desenrolar. Eu não conseguia me lembrar da última vez em que eu vi minha mãe tão feliz como ela parecia naquele momento. Um por um, meus primos aglomeraram-se do lado de fora de casa, mas algumas caras novas os seguiam. —Ei! —Mike gritou enquanto aproximava-se pela calçada em minha direção. O menino tinha crescido e se transformado em um homem. Ele ia além do tamanho de um normal de um soldado. O homem era forte como uma parede de tijolos. Em seguida, vi uma linda morena de pé ao lado dele. —Ei, idiota. — Eu respondi quando ele chegou mais perto. —Você parece maior do que nunca. —Foda-se, cara de idiota. Dê-me um abraço grande homem. —Ele disse estendendo os braços para mim. Revirei os olhos enquanto ele colocava os braços em volta de mim. —Vocês são melosos demais para mim. — Eu murmurei quando ele quase quebrou minhas costelas. Sr. Ray DeLuca não era uma pessoa de abraços. Minha mãe me enchia de amor, mas raramente eu experimentava isso de outro homem. Só quando visitávamos o lado da família da minha mãe, me fazia perceber o que eu tinha perdido. —Você é uma vadia chorona, Morgan. —Eu ouvi que você transformou-se em uma buceta. —Eu espetei-o nas costelas. —Isso foi uma mosca ou você me bateu? —Ele perguntou enquanto se afastava, segurando meus ombros e rindo.


—É tão bom ver você, primo buscapé. —Você também, Mikey. Ele me deu uma tapa no ombro, quase me derrubando no processo. —Você ainda é um imbecil. É por isso que você é meu primo favorito. —Disse ele com um sorriso. Espiando por cima do ombro, eu olhei de forma assombrado para sua mulher. Ela tinha bochechas rosadas, cachos selvagens que caíam sobre os ombros, e olhos castanhos que brilhavam a luz do sol. —Quem é que temos aqui? —Perguntei, dando-lhe meu melhor sorriso. Mike limpou a garganta. Seu olhar era impagável enquanto colocava seu braço firmemente ao redor de sua cintura. —Esta é a minha esposa, Mia. —Ele enfatizou a parte esposa. —É um prazer conhecê-la, Mia. —Eu segurei a sua mão. —Ela é minha. — Mike avisou, puxando Mia em direção a ele. Ela me deu um sorriso brincalhão. —Ei, lindo. Mike puxou-a para mais perto. —Mia. —Ele rosnou. —Supere isso Michael. É seu primo. —Disse ela, apontando para mim enquanto se livrava de seu aperto. —Oh, eu já gosto dela. —Ei, priminho. —Disse Thomas, me puxando para um abraço de urso com uma bela ruiva atrás dele. —É tão bom ver você, cara. —É bom ver que você conseguiu sair vivo. — Eu disse a ele. Seus anos como agente tinham o envelhecido, mas sair inteiro não era nada menos que um milagre. —Eu posso dizer o mesmo de você. Eu quero que você conheça minha esposa, Angel. —Oi, Morgan. É maravilhoso conhecê-lo. —Ela estendeu a mão. Em vez de tomar-lhe a mão, eu fiz isso da maneira dos Gallos, e a envolvi em meus braços. —É maravilhoso conhecê-la, Angel. — Eu sussurrei antes de soltá-la. —Morgan! —Uma mulher gritou por trás de Angel, empurrando-a para fora do caminho. —Eu senti saudade de você!


—Izzy? —Eu perguntei olhando para ela e balancei a cabeça, chocado que ela não era mais a menina que eu tinha imaginado. Minha prima Izzy sempre foi bonita, bem, talvez não durante a fase adolescente desajeitada. Quando era pequena, ela seguia-nos por toda parte, tentando fazer o mesmo que nós. Eu não podia imaginar lidar com uma irmãzinha o tempo todo. Eu teria ficado completamente louco. —Você ficou mais bonita com a idade. — Eu provoquei, mas era a verdade. —Você ainda é um mentiroso, DeLuca. —Ela chutou a sujeira perto de seus pés como fazia quando era uma menina. —Onde está o meu abraço de futura noiva? Ela atirou-se nos meus braços. Quando eu a apertei, eu observava enquanto Ma também cumprimentava todo mundo com um sorriso gigante no rosto. —É como abraçar um urso de pelúcia muito duro. —Izzy disse enquanto seus dedos cravaram em minhas costas. —Deve ser uma coisa dos Gallos. — Respondi, percebendo que eu era semelhante em tamanho aos seus irmãos. —Está me sufocando. —Ela reclamou com uma voz estrangulada. —Desculpe querida. — Eu disse enquanto colocava seus pés no chão. —Você é grandão. —Ela riu quando tia Mar aproximou-se de nós. Havia algo estranho em ver minha família depois de ficarmos separados por tantos anos. Embora fossem pessoas diferentes e tivessem envelhecido, tudo estava como nos velhos tempos. A familiaridade não tinha desaparecido. Nós compartilhávamos memórias de como as coisas costumavam ser, o que nos manteve juntos, nos fazendo um. O número de novos nomes que eu teria que lembrar era assustador. Angel era a esposa de Thomas, James seria o marido de Izzy, Max era a esposa de Anthony, Suzy era a esposa de Joe, e Mia era do Mike. Além disso, cada um deles tinha filhos. Talvez até o final da viagem eu tivesse os nomes decorados. Foi o suficiente para fazer minha cabeça girar. —Ei, tia Mar senti sua falta. —Ei garoto. —Ela sorriu, inclinando a cabeça para cima e olhando para mim. —Morgan, meu querido, você quer apenas comer a minha comida. Eu não me esqueci. —Disse ela enquanto esfregava meu estômago. —É verdade, mas isso não significa que eu não sinta falta de você também. —Suspirei, esfregando meu estômago, onde sua mão tinha estado. —Mas o seu molho é algo que não pode ser explicado, e com base na cozinha da minha


mãe, não pode ser copiado também. —Eu esperei Ma me bater novamente. Olhando em volta do quintal, eu notei que Ma estava muito longe para ouvir ou me atingir, mesmo se ela quisesse. —Você tem sorte que ela não te ouviu. — tia Mar disse enquanto colocava os braços em volta da minha cintura, e descansava a cabeça no meu peito. —Estou tão feliz que você está em casa seguro. Estávamos tão preocupados com você. Eu a abracei de volta, me sentindo aquecido e torcido por dentro. Eu sempre amei tia Mar mais que de qualquer um dos meus parentes. —Eu sobrevivi tia. —Você é a única coisa que sua mãe tem. —Disse ela, olhando para mim. —Se algo vier a acontecer com você, ela enlouquece. Eu abstive-me de revirar os olhos. —Obrigado por mais essa viagem de culpa, tia Mar. —É uma coisa de família. —Sim, e algo que eu poderia passar sem. —Vamos comer alguma coisa e talvez você não se sinta tão mal-humorado. —Não poderia pensar em nada mais perfeito. — Eu disse e beijei o topo de sua cabeça. Fomos até a entrada, juntamente com os meus primos e suas outras metades. A multidão tinha quadruplicado, se contasse as crianças. De repente, me senti para trás no departamento de família. Oh Deus, eu estaria preso com Ma como a minha mãezona por toda eternidade? Caí no sofá. Por que eu não usava moletom? Eu sabia que comeria demais, mas eu não queria cumprimentar minha família parecendo um pateta. Vamos ser francos. Se eu tivesse aparecido no aeroporto de moletom, Fran teria um acesso de raiva. Sentado na sala de estar, olhando para a minha família, eu me senti realmente feliz. Quando era criança, eu costumava pedir aos meus pais para me deixarem ficar com a tia Mar no verão, só assim eu poderia festejar em sua incrível cozinha, mas Ma sempre disse que não. Ela alegava que eles tinham filhos o suficiente com quem se preocupar, sem ter que me alimentar todos os dias. —Então, o que está fazendo agora? —Joe perguntou quando eu bocejei. Joe sempre foi um cara tipo durão, e mesmo quando adolescente, ele tinha uma aparência que fazia os outros ao seu redor encolherem. Suas tatuagens, seu torso largo, e o olhar fodão que tinha permanentemente em seu rosto, o deixavam ainda mais intimidante. —Tentando fazer a digestão. Fora isso, nem uma maldita coisa. —Eu respondi fechando os olhos.


—Quer sempre ser um espertinho? —Perguntou Anthony. Ele era o mais velho dos filhos Gallos. Ele sempre foi um artista, interessado em música em uma idade jovem, e tinha se esquivado das besteiras que Joe e eu aprontávamos quando crianças. Ele era uma alma velha, mas ele não era o tipo meloso. A única coisa que ele tinha talento para além da música era mulheres. Seu copo transbordava de vaginas, e ele não pedia desculpas. —Isso é maduro vindo de você. —Eu podia sentir o coma por alimentos começando a aderir ao meu corpo. Anthony sempre foi o maior espertinho. Ele não era tão grande fisicamente quanto seus irmãos, ou tão atleta, mas ele usava suas palavras como armas. Ele me chamar de espertalhão era a maldita coisa mais engraçada no mundo. —Você já encontrou um emprego? —Thomas perguntou quando se sentou ao meu lado. O desgaste do tempo em que trabalhou disfarçado mostrava-se no seu rosto. Ele parecia mais velho do que os outros agora, o estresse para sempre gravado em sua pele bronzeada. —Nada ainda. Eu nem sequer me preocupei em olhar na verdade. Eu só estou tentando voltar à vida civil. —É uma merda louca, não é? Nada parece como antes. Aconteceu comigo quando eu terminei o trabalho infiltrado para o DEA. Levou um bom ano antes que as coisas parecessem normais novamente. —Sim. — Respondi, cansado demais para dizer mais alguma coisa. Espreguicei-me, tentando me manter acordado. Eu precisei sentar para conseguir. Isto era absolutamente ridículo. —O que você fez no exército? —Izzy perguntou sentando-se ao lado de seu noivo James. James era o parceiro perfeito para ela. Eu poderia dizer. Eu sempre pensei que tinha um talento especial para ler as pessoas. James obviamente não se importava com as besteiras dela. Ela precisava de um homem, mais arrogante do que seus irmãos, ou o comeria vivo. James e Thomas tornaram-se melhores amigos quando eles trabalharam juntos no DEA, e eles começaram um negócio juntos há um ano. Eu me inclinei para frente e respirei fundo. —Eu era um caçador da cavalaria, e fazia trabalho de reconhecimento. —Interessante. — James disse coçando o queixo e olhando para mim. —Às vezes até mais do que isso. Basicamente eu era os olhos e ouvidos das tropas no campo de batalha. James virou-se para Thomas e levantou uma sobrancelha. —Você sabe sobre o que eu estou pensando?


—Sim, e nós vamos falar sobre isso mais tarde. — Thomas respondeu esfregando as mãos e olhando para mim. Eles acenaram um para o outro, e James voltou sua atenção para mim. —Quanto tempo você serviu? —Servi por oito anos. —Obrigada por seu serviço. — Suzy, mulher de Joe, disse, enquanto segurava sua filha, Gigi. —A qualquer momento, linda. —Com o canto do meu olho, eu podia ver Joe olhando para mim. —É impressionante como cada um de vocês encontrou uma mulher bonita. —A aparência não é tudo, homem. —Disse Anthony. —Diz o homem com a beleza exótica na sala ao lado. — Eu brinquei com ele. —Eu não estou sendo um idiota. Estou apenas fazendo uma observação. —Bem, você pode manter esses pensamentos para si mesmo, amigo. —Mike avisou, estufando o peito. Eles eram tão tensos. —Deixe-me dizer uma coisa. —Eu disse. —Elas são as suas mulheres. Eu nunca vou tentar qualquer coisa ou ficar entre vocês. Eu respeito seus relacionamentos inteiramente. Eu só estou fazendo uma declaração. Sobre tudo que vocês conseguiram para si mesmos. Eu estou esperando que um dia, tenha a sorte de encontrar alguém para mim. Nós somos uma família. Eu nunca transaria com família. —Cuidado com a boca. — Mamãe disse enquanto batia na minha cabeça. Meu corpo sacudiu e amaldiçoei. Eu não a tinha visto entrar na sala atrás de mim. Eu juro que ela se esconde nas sombras só para me bater. —Sim, mãe. —Eu suspirei, virando-me para Joe. —Obrigado por me deixar ficar com você. —Estou muito perto de repensar isso agora, Morgan. —Ele sorriu, passando a mão pela perna de Suzy. —Vamos lá, cara. Eu vou ser um perfeito cavalheiro. — Eu quis dizer cada palavra, também. Eu nunca tentaria nada com suas senhoras. Eu sabia que podia ser um idiota total, mas isso ia além, até mesmo para o meu nível de idiotice. Suzy colocou Gigi no chão e subiu no colo de Joe.


—Pare de ser tão sério o tempo todo. Ele pode ajudar com Gigi, enquanto você está no trabalho. Eu balancei a cabeça e acenei minhas mãos. —Ah não. Eu não posso. Eu não sou bom com crianças de qualquer maneira. Foda-se, eu nunca estive realmente em torno de pequeninos. —Você vai ficar bem. Gigi gosta de você. —Não, ela não gosta. — Respondi, olhando para Gigi, que não poderia prestar menos atenção a mim enquanto ela brincava com uma Barbie. —Ela gosta de todos. —Disse Suzy, sorrindo para Joe. —Assim como sua mãe. —Os olhos de Joe giraram para o teto enquanto ele resmungava alguma coisa e esfregava o rosto. —Joseph. —Suzy avisou: — Você vai ser bom com o nosso convidado esta semana. —Qualquer coisa por você, docinho. — Respondeu ele, antes de lhe dar um beijo e puxá-la mais perto de seu corpo. —Eu posso ir para um hotel. — Interrompi, me sentindo como uma terceira roda. Ele colocou o rosto em seu pescoço. —Nah, cara. Fique conosco. Temos muito espaço. Na verdade, temos uma casa de hóspedes na propriedade. Você vai ficar com ela. Eu assobiei impressionado que meu primo tivesse um lote ostentoso o suficiente para ter uma casa de hóspedes. —Alguns amigos de Suzy a alugaram, mas está vazia desde que se mudaram. —Eu nunca vou querer deixá-la. — Eu provoquei. —Sobremesa! —Tia Mar gritou da sala de jantar. Meu estômago gemeu, e eu olhei para baixo, tentando descobrir como caberia outro pedaço de comida no meu corpo. —Como vocês conseguem manter a maldita forma com tia Mar cozinhando? —É um desafio, mano. —Disse Thomas, andando e me batendo no ombro. —Muito trabalho e atividade física. Levei duas tentativas para conseguir levantar do sofá. —Eu teria que passar todo o meu tempo livre no ginásio se eu comesse sua comida todos os dias. —Você não terá esse problema com a culinária de Suzy. — Izzy brincou enquanto me seguia para a sala de jantar.


—Ela me atraiu por outros meios. — Joe disse antes de puxar Suzy em seus braços e lhe dar um beijo profundo. Ficar em torno dos Gallos era o tipo que fazia a minha cabeça encher e meu coração doer. Eles nunca paravam de falar ou provocar o outro, mas a quantidade de amor na casa me fez perceber algo que eu nunca tinha tido. Peguei uma fatia de bolo e voltei para a sala de estar tentando obter um momento de paz. Antes de minha bunda bater na almofada do sofá, Mike apareceu. —Então. — Ele disse antes de colocar uma garfada de bolo em sua boca. —Eu sei que você tem alguma merda acontecendo. Confesse. —Pequenas migalhas caíam de seus lábios, ficando em seu colo enquanto ele falava. —Não é nada, Mike. — Eu respondi antes de tirar a cobertura do bolo e coloca-la na minha boca. —Mentiroso. De volta ao jogo? —Ele perguntou com uma sobrancelha levantada. —Não. Ele olhou para mim como se estivesse tentando descobrir se eu estava sacaneando ele ou não. —Bem. Você está tentando, então? Eu balancei minha cabeça. —Não. Estou velho demais para fazer qualquer movimento nesse sentido, cara. Não vale mais a pena. Foi-me dada uma única chance de redenção, e eu duvido que dure um segundo se eu fosse pego. Mike riu. — Você sempre foi um sortudo. Quero dizer, tivemos que mudar por causa de toda a merda que você e Joe se envolveram. Mamãe não queria que ele fosse um criminoso. —Oh, por favor. Joe nunca foi um criminoso. —Não tenha tanta certeza. Ele ainda é assustador pra caralho. Ei, por que você não se muda para cá, cara? Quer dizer, o tempo é uma porcaria em Chicago. Você não tem um emprego. Você teria a nós. O que poderia ser ruim? Saboreei outra garfada de bolo, desejando que pudesse comer assim a cada semana. —Eu não sei. Eu acho que minha mãe não sobreviveria sem mim. —Ela vai ficar bem. —Cara, você obviamente não conhece Fran muito bem. Ela está na minha cola o tempo todo. — Eu raspei meu garfo contra o prato, reunindo cada pedaço antes de colocá-lo na minha boca. —Ela enlouqueceria se eu fizer isso. —Murmurei.


—Traga ela também. —Ele deu de ombros, não encontrando meus olhos. —Chicago é uma grande cidade. Eu poderia ficar perdido e não vê-la por semanas, se eu quisesse. Aqui, é um pouco perto demais para meu conforto, se você sabe o que quero dizer. —Sim. — Ele disse antes de inclinar-se para trás e terminar o bolo —O que vocês estão falando aqui? —Thomas entrou, esfregando seu estômago. —Eu estou tentando fazer com que Morgan se mude para cá, T. — Mike respondeu, colocando o prato vazio na mesa de café. —James e eu estávamos falando sobre isso. Nós poderíamos usar outro cara em nossa equipe. Você tem as habilidades que precisamos, e você é família. —Thomas disse sentando-se perto de mim na cadeira de seu pai, e inclinando-se para frente. —O que você faz exatamente? —Perguntei, esquecendo o que mamãe tinha me dito. —James e eu começamos uma empresa de investigações privadas um tempo atrás. Tornou-se um sucesso tão grande que temos acúmulo de casos, e muitas vezes temos de afastar as pessoas. Então o que você diz? Eu poderia facilmente ser um investigador particular. Isso não parecia ser um trabalho tão difícil. O exército tinha me dado às habilidades necessárias para o papel. —Eu vou pensar sobre isso. — Respondi. Então eu mordi meu lábio, ponderando suas palavras. —Eu preciso de alguns dias para tomar uma decisão. —A oferta está de pé. —Thomas enfiou a mão no bolso e tirou um cartão de visitas. — Quando você tomar uma decisão me ligue, ou passe pelo escritório. Peguei o cartão e li. Thomas Gallo Proprietário ALFA Investigação Privada

Debaixo estava a informação de contato do escritório, e seu número de telefone celular. Virei-o em meus dedos e balancei a cabeça. —Eu vou deixar você saber assim que eu resolver. Não mencione uma palavra sobre isso para Fran. A última coisa que eu queria era vê-la furiosa antes do casamento. Thomas e Mike riram. —Isso fica entre nós. —Disse Thomas. Suzy e Joe eram belos anfitriões. Eles certificaram-se de que eu não precisasse de nada, enquanto eu ficava com eles. Muito provavelmente por medo da frase “gostaria de voltar à tia


Mar?”. Eu sempre pensei no meu grande primo Joe como uma espécie de mauzão quando éramos crianças. Passar alguns dias com ele me fez aprender sobre o homem real. Ele sempre era gentil com sua esposa, mostrando extrema paciência e cuidado. Era super amoroso com sua filha, e nunca ficava nervoso. Ele era tudo o que um homem de família deveria ser, e nada do que eu tive quando criança. Eu adquiri um grande respeito por ele nos três dias que passamos juntos esperando o casamento. Eu tinha tentado sumir durante o dia, não querendo ser a nova babá. Todas as noites, Joe e eu gostávamos de desfrutar uma cerveja e conversar antes de dormir. —Você sabe, se você ficar... — Ele disse jogando a lata de cerveja no lixo enquanto estávamos no pátio de pedra da casa de hóspedes. —Você pode alugar aqui até encontrar um lugar do seu próprio gosto. —Obrigado, Joe. Isso é você me dizendo que ainda me quer por perto. —Eu sorri. —Eu percebi que você não é tão idiota quanto parece. —Ele brincou. —Joe. —Eu disse o encarando. —Não conte a ninguém. Eu gosto que as pessoas pensem que eu sou um idiota gigante. —Eu não vou deixar o seu segredo escapar, contanto que você não diga às pessoas sobre mim também. —Eu sei. Já percebi isso. —Eu tenho que arrumar a mala. Ma terá minha cabeça se eu me atrasar para o casamento amanhã. Eu balancei a cabeça, sabendo que todos nós teríamos um inferno a pagar se não chegássemos a tempo. —Durma bem, primo. Ele caminhou de volta para a casa principal, dando-me um tempo sozinho. Eu tinha feito uma pequena fogueira no poço antes, e decidi vê-la queimando. O céu noturno na Flórida era diferente do que o de casa. As luzes brilhantes da cidade abafaram o brilho das estrelas. Aqui, debaixo do céu do interior, com milhas de distância da cidade, cada pequena estrela parecia brilhar. Havia um silêncio aqui que eu não tinha experimentado desde que era criança. O menor sussurro de um pequeno animal movendo-se através das árvores era audível. Fechei os olhos e ouvi o nada ao meu redor. Eu nunca pensei que o apreciaria, especialmente depois de crescer rodeado pelos sons da cidade. Eu soube naquele momento que não queria ir embora. A serenidade que me rodeava


me conquistou, e não podia me imaginar voltando para a cidade frígida sem emprego em vista. Puxei meu telefone do meu bolso e enviei uma mensagem para Thomas. Eu: Vamos falar após o casamento, mas quero ouvir mais sobre o negócio.

Ficar lá enviaria minha mãe ao limite, mas era minha vida para viver. Entrei e tirei minhas roupas antes de deixá-las cair no chão, e subi na cama. Olhei para o teto e pensei sobre a minha possível transferência e nova carreira. Eu só tinha que encontrar uma maneira de dizer isso para minha mãe. Deixá-la para trás era algo que ela jogaria no meu rosto pelo resto da minha vida. Ela provavelmente cairia aos meus pés ou se penduraria no meu para-choque, enquanto eu dirigia para fora da cidade, gritando para eu não deixá-la. Eu tinha certeza que minha imaginação era apenas um pouco hiperativa. Ela me desejaria boa sorte e diria adeus. Quem diabos eu estava enganando? Fran teria um colapso.


Capítulo 3 Completamente bêbada Morgan Fran estava chapada. Quero dizer, completamente bêbada. Falando sem parar, sorrindo mais do que o habitual, e fumando como uma chaminé. Ela nunca foi uma bebedora, mas em casamentos, algo dentro dela mudava. Ela consumia mais do que seu quinhão de álcool e, de repente, transformava-se numa fumante inveterada. Era o momento perfeito para soltar a notícia de que eu estaria me mudando. Talvez sua embriaguez fosse retardar seu tempo de reação, e me dar uma chance de escapar antes que ela tentasse me bater até a morte. Essa era a coisa sobre ela. Ela me amava, e muitas vezes, era arrogante, melodramática, e ferozmente protetora. Ela não só bateria em qualquer um que me machucasse, ela voluntariamente faria o mesmo comigo se entendesse que fosse para o meu bem. Não importa quantas vezes Ma me bateu, eu nunca pensei em revidar. Ela me ensinou a respeitar as mulheres, e eu sabia que, se eu levantasse a mão para ela, meu tio acabaria com a minha vida. Meu tamanho fazia sua capacidade de realmente me machucar impossível, mas eu sabia que era como ela reagiria. Ela não jogaria um gancho de direita, mas bateria no meu peito e me imploraria para não deixá-la. Eu esperava que, dando-lhe a notícia no casamento, a impedisse de fazer uma cena. —Ei, Ma. —Eu disse enquanto puxava a cadeira ao lado dela. Olhei para o tio Sal que estava satisfeito, e apenas aproveitando a vida, agora que a sua única filha estava casada. —Ei, baby. Ela olhou para mim com um sorriso desleixado, com um cigarro entre os dedos com cinzas de uma polegada por muito tempo penduradas no fim. —O que está fazendo? —Ela perguntou soluçando. —Eu queria falar com você sobre algo. —Sentei-me perto dela. Tio Sal limpou a garganta, ficando de pé rapidamente. —Vou deixar vocês dois sozinhos. —Obrigado tio. —Eu assenti. —Sal. —Ma disse estendendo a mão e segurando a dele. —Seja um amor e me traga


mais uma daquelas coisas frutadas. —Ela olhou para ele, sorrindo. Ele balançou a cabeça, batendo a mão antes de desaparecer no meio da multidão, e nos deixando para falar. Eu mexia com a minha bebida enquanto pensava em como dar a notícia para ela. Não havia uma maneira fácil de dizer isso. Eu precisava ser homem e só... —Apenas derrame, Morgan. —Ela deu uma longa e lenta tragada no cigarro, e deixou o aroma de fumaça sair de sua boca. —Eu encontrei um emprego. — Soltei, imaginando que era melhor começar com algo positivo. —Tem algo a ver com aqueles seus amigos criminosos? — Ela descansou seu cotovelo na mesa, segurando o cigarro no ar, como uma cena de um filme antigo de uma atriz de Hollywood, enquanto as cinzas caíam no prato em frente a ela. —Não. Thomas me pediu para vir trabalhar para ele. Um sorriso apareceu em seu rosto. —Graças a Deus, um trabalho honesto. Eu não sabia que ele estava abrindo uma filial em Chicago. — Ela deu outra tragada, quase errando a boca no processo. Tio Sal estava atrás dela, ouvindo a nossa conversa. Concordei com ele antes de colocar a bebida na frente dela. Ela pegou o copo e tomou um gole. —Obrigado, irmão. Ele afastou-se rapidamente, sabendo que a verdadeira bomba ainda não tinha sido lançada. —Ele não está abrindo um escritório em Chicago, Ma. —Engoli em seco enquanto olhava ao redor do quintal. Seus olhos estreitaram-se. —O que você quer dizer? —Perguntou ela enquanto colocava a bebida sobre a mesa bruscamente, fazendo parte do líquido respingar. —Eu vou me mudar para cá assim que voltarmos e arrumar minhas coisas. —Me inclinei para trás na cadeira, fora do alcance do seu braço. A estreiteza de seus olhos evaporou à medida que ficavam maiores do que um pires. —Mudar? —Ela perguntou, colocando a mão em seu peito. —Você não pode se mudar. —Eu posso. —Cruzei os braços sobre o peito, fincando o pé no chão.


Aqui vamos nós. Eu me preparei e esperei ela me embaraçar na frente de toda a minha família. Grande Fran estava pronta para explodir. —Você não tem onde morar. — Argumentou. —Eu vou alugar a casa de hóspedes de Joe até encontrar um lugar. —Você vai me deixar sozinha em Chicago? Lá estava o sentimento de culpa, na hora certa. —Sério, Ma. Você ficou sozinha durante anos. Eu prometo visitá-la o tempo todo. — Suspirei, sabendo que isso seria uma batalha. —Sozinha. — Ela lamentou. —Não me deixe sozinha. —Ela me enfrentou inclinada sobre a mesa, uma mão sobre a bebida e a outra ainda segurando o cigarro. Se eu não estivesse tentado evitar uma batalha, teria rido. Ma bêbada era engraçado como o inferno e bonito, embora eu nunca admitisse. Fechei os olhos, respirei fundo e os abri novamente. —Você tem um monte de amigos. Vai ficar tudo bem. Ela sentou-se e bateu o cigarro contra o cinzeiro. —Se você vai se mudar, então eu vou também. —Disse ela, parecendo muito feliz com a situação. Meu Deus. Não. Ela estava me seguindo. Eu imaginei uma luta árdua, mas em vez disso, estava caminhando para uma direção completamente diferente. Olhei para o céu estrelado e amaldiçoei antes de dizer: —Isso é uma grande ideia, Ma. Por favor, por favor, Deus, amanhã, quando tiver passado o efeito da bebedeira, faça-a ver o erro de sua escolha. Se ela decidisse me seguir, ela teria que, pelo menos, ter o tio Sal e a tia Mar para mantê-la ocupada e fora do meu caminho. Talvez estar em torno da família, tirasse a atenção de mim. Isso pode acabar sendo uma coisa boa no final.


O que diabos eu estava pensando? Seria um estrago de proporções épicas. —Está resolvido, então. —Ela apagou o cigarro. —Quando é que você vai se casar? —Ela jogou em mim. —Eu tenho que encontrar uma mulher primeiro. — Respondi. —Você está ficando velho, bebê. Não espere muito tempo, ou você vai ficar sozinho para sempre. —Contenha-se, mulher. —Eu segurei minhas mãos para cima, silenciando-a. — Olhe em volta. Joe era mais velho quando se casou. Todos os meus primos eram mais velhos do que eu sou agora, quando eles encontraram o amor e se estabeleceram. —Não Izzy. — Ela respondeu, apertando os lábios. —Izzy é uma menina. —Então? Eu quero ser avó antes de morrer. Lá estava ele. O tema do bebê. Eu sabia o que estava por vir. Estar em torno de crianças durante toda a semana, a colocou em modo bebê. Que maldita sorte eu tinha? Eu juro que ela estava morrendo desde que eu era criança. Toda vez que ela queria conseguir algo, falava como se o seu fim estivesse próximo. —Vai levar anos antes de eu ter um filho. Eu não estou preparado. Então você vai ter que adiar a morte. —É só olhar em volta e ver o quão feliz Sal e Mar estão com seus netos, e isso faz meu ventre doer. —Então talvez você devesse adotar. Pense em toda a alegria e diversão que você poderia ter criando outra criança. Não importa o fato de que ela teria alguém para incomodar o tempo todo. —Você foi o suficiente para durar uma vida. Você não foi a criança mais fácil de criar. —Seu ventre não está doendo tanto assim, não é? —Eu brinquei com ela. —Tudo bem? —Tia Mar murmurou enquanto aproximava-se da mesa. Eu balancei a cabeça concordando. —Ei, tia Mar. Eu disse a Ma que estou mudando para a Flórida. —Oh! — Ela disse, tentando soar surpresa. —Você está bem, Frannie? —Tia Mar sentouse ao lado dela, colocando a mão no seu braço.


—Eu não poderia estar melhor, Maria. Decidi que vou ficar aqui também. Eu passei muito tempo longe de vocês. — Ma colocou sua mão sobre a da tia, ambas as mulheres chapadas, compartilhando um momento. —Isso me faz uma mulher feliz. Jantares de domingo na minha casa ficarão muito mais divertidos. — Tia Mar falou, balançando em sua cadeira. —Nós não perderíamos isso por nada no mundo. — Ma respondeu por nós dois. Normalmente, eu ficaria puto com isso, mas amava demais a comida da tia Mar para perder um jantar de domingo, e Ma estava malditamente bêbada para eu ficar zangado com ela. —Vocês dois estão desfrutando do casamento? —Perguntou tia Mar, olhando ao redor do quintal. —Foi uma bela cerimônia, e o quintal parece incrível. — Ma disse passando os olhos lentamente pela multidão, tentando se concentrar. Ele realmente parecia espetacular. Mesas alinhadas no perímetro da grama, com uma pista de dança no centro. Lanternas e velas iluminavam o quintal, criando um brilho quente para os convidados. Todos pareciam estar se divertindo. A maioria das pessoas estava suficientemente bêbada por agora de qualquer maneira. —Alguns dias foram agitados, mas tudo correu perfeitamente. — Tia Mar respondeu. —Izzy ficou extremamente bela. Você deve estar muito orgulhosa dela. — Ma acrescentou, seus olhos pousando em Izzy, que estava na pista de dança, nos braços de seu pai. —Ela foi a mais difícil dos meus filhos para criar. Ela é tão azeda e, naturalmente, a última a se casar. —Ela é como você Mar, cabeça dura e teimosa. —Bem, senhoras, eu vou deixar vocês duas um pouco, enquanto vou encontrar meus primos. —Eles estão no bar. — Minha tia respondeu. —Perfeito. —Eu disse. Então me inclinei e dei um beijo na bochecha de cada uma. Quando eu comecei a ir embora, tia Mar perguntou: —Será que ele tem uma namorada? —Não, e ele não está ficando mais jovem, tampouco. — Ma queixou-se em voz baixa. Eu ignorei o comentário. Nem estava com trinta anos ainda, e elas queriam que me estabelecesse. A última coisa que eu estava pensando agora era em relacionamento.


Deslocando-me através da multidão, vi Thomas e James no bar preparando doses. —Senhores. —Disse quando me aproximei. —Se importam se me juntar a vocês? —Pegue uma bebida. — James respondeu segurando um copo em minha direção. —Vamos comemorar! —Obrigado. O que estamos comemorando? — Perguntei pegando o copo de suas mãos. —O futuro. —Disse Thomas, erguendo o copo. — Sucesso. Tanto no amor quanto no trabalho. —Eu vou beber a isso. —Pensando em se juntar a nós? —Perguntou James. —Eu andei pensando nisso e decidi que quero trabalhar para você. Eu amo a Flórida, e estou cansado do tempo de merda em Chicago, de qualquer maneira. Eu gostaria de tentar. —Fantástico! — Thomas disse, comemorando. —Vamos beber a outro membro importante da nossa equipe. Nós vamos chutar alguns traseiros, homens. — Ele segurou seu copo alto no ar e brindamos. Estremeci quando o líquido deslizou na minha garganta, queimando até meu estômago. —Que raio foi isso? 1

—Moonshine. — James limpou a boca com as costas da mão. —Foda-se. — Tossi, tentando encher meus pulmões com ar, minha garganta parecia que estava fechando. —Daqui a pouco vai passar o efeito. —James deu um tapa nas minhas costas. Tossi novamente, tentando limpar minha garganta, mas sem sorte. Eu engoli, tentando esfriar a queimadura com minha saliva. —Outro? —Perguntou James com um sorriso arrogante e uma sobrancelha levantada. —Eu acho que vou ficar com a vodka. É um pouco mais suave. —Sussurrei. —Buceta. — James brincou, antes de chamar o barman. —Vamos tomar uma garrafa de vodka. —Uma garrafa, senhor? —Perguntou o homem com um olhar perplexo no rosto. James assentiu, estendendo a mão.


—Sim. A garrafa inteira e seis copos de doses. —Vai ser uma daquelas noites, não é? —Perguntei, percebendo que provavelmente teria uma dor de cabeça latejante amanhã. —Você quer ficar bêbado em sua noite de núpcias? —Vai levar mais do que dividir uma garrafa de vodka com os caras para me embebedar. —Ele pegou a garrafa, deixando-nos em pé lá. —Ok, então. — Eu disse a Thomas enquanto pegávamos os copos de dose, e seguíamos James em direção a uma mesa onde Joe, Mike e Anthony estavam sentados. —Ei, rapazes. — James cumprimentou-os colocando a garrafa no centro da mesa. —É hora de comemorar. Joe tirou sua gravata e jogou-a antes de relaxar seu pescoço. —Finalmente. Já passou das dez? —Perguntou. —É, cara. Já passou das dez. — Respondeu Anthony. —Graças à foda. — Joe murmurou. – Dê-me uma dose. —Que diabos dez horas têm a ver com alguma coisa? —Perguntei completamente confuso. —Mamãe fez-nos prometer que não teríamos mais do que duas bebidas antes das dez. — Joe respondeu. —Nenhum de nós quer ouvir sua merda se não seguíssemos suas regras. —Mães. —Elas são foda. —James pegou a garrafa e serviu-nos cada um uma dose. Brindamos a várias coisas. Bebemos dose após dose, até que a garrafa estava vazia. Eu escutei meus primos conversarem. Eles nunca tinham parecido tão felizes em suas vidas. Eu não sabia se já me senti assim. Encontrar uma mulher que estivesse disposta a aceitar minhas merdas seria uma tarefa difícil. Eu não tinha desistido do amor, mas não achava que estava pronto. Por enquanto, eu me enterraria no meu trabalho, e apreciaria aprender a maneira Floridiana de vida. Tudo era mais lento aqui, o que levaria algum tempo para me acostumar. O resto da noite passou rapidamente. Nós dançamos e bebemos até que a maioria dos convidados saiu. Quando eu tive o suficiente, achei Ma ainda saboreando uma "bebida frutada." Ela estava bêbada demais para se importar. —Noite baby. —Ela falou arrastado. —Noite, Ma. Te amo. —Eu dei-lhe um beijo.


—Eu também te amo. — Ela sussurrou. Andei até o jardim da frente e peguei um táxi. Tia Mar, em toda a sua sabedoria, havia contratado uma horda deles para levar os hóspedes, que estavam muito bêbados, para casa. Amanhã seria um novo começo. Faria planos e me encontraria com Thomas no escritório, enquanto James e Izzy aproveitavam a sua lua de mel. A vida estava correndo, e mudanças surgiam no horizonte.

Capítulo 4 Luz do sol Morgan Não foi difícil dizer adeus a Chicago. Depois que servi no exército, aqui não parecia mais como um lar. Levei uma semana para reunir minhas coisas e me dirigi para o sul. Quatro dias depois de eu ter chegado à Flórida com todos os meus pertences no reboque, passei no exame para a minha licença de detetive particular, e estava pronto para o meu primeiro dia de trabalho. Parei em frente da porta de entrada da ALFA PI e engoli em seco, apertando minhas mãos para me acalmar. Mesmo que o meu primo fosse o dono da empresa, eu não queria fazer merda. Quando abri a porta, Angel tinha o telefone descansando no ombro enquanto anotava um recado. —O Sr. Gallo retornará a ligação assim que sua reunião terminar, senhor. —Ela colocou um dedo para cima. A parede atrás de sua mesa tinha o logotipo da empresa com as palavras Agressivo – Leal – Destemido – Cuidadoso, inscritas embaixo. Olhei para isso por um momento antes de examinar o resto do escritório. Interior moderno, paredes cinzentas e pretas, não havia nenhum ornamento ou arquivo visível. A luz do sol entrava pelas paredes envidraçadas que compunham o lado leste do edifício. —Ei Morgan! —Angel disse quando desligou o telefone. —Thomas está esperando você,


e eu estou feliz por tê-lo aqui. —Obrigado, Angel. Espero que meu primo esteja feliz também. Ela sorriu, levantando-se da cadeira. —Oh, ele está. Eles estavam tão preocupados que tivessem que recusar casos. Eu sei que, com certeza, poderiam usar sua ajuda. —Ela fez sinal para eu segui-la. —Deixe-me mostrar-lhe o seu escritório. Enquanto caminhávamos por um corredor, uma porta chamou minha atenção e eu parei. Lia-se: Morgan DeLuca Serviços de Inteligência e Vigilância Especiais

Eu não pude evitar, e senti meu interior esquentar. —Eu disse que ele estava feliz em tê-lo. — Ela sussurrou. —Eu acho que sim. —Sorri. Angel tocou no meu braço, quebrando meu transe. —Vamos. Você pode verificar o seu escritório depois de falar com o chefe. —Ela bateu levemente antes de entrar. —Nos vemos amanhã. — Thomas disse antes de colocar os pés para baixo. —Morgan está aqui. Pego você mais tarde. Que bom que você está de volta cara. —Thomas. — Eu disse enquanto caminhava em direção a ele. Ele jogou o celular em cima da mesa, deixando-o saltar. Levantou-se e deu a volta na mesa. —É bom te ver. Estava falando com James. —Ele apertou minha mão. —Ele vai estar aqui amanhã. —Eu ouvi. —Ei, linda. — Ele disse, deixando-me e estendendo o braço para Angel. Ela caminhou até ele, se aconchegou em seu lado, e beijou sua mandíbula. —Você quer café ou qualquer outra coisa, baby? —Ela perguntou, olhando para ele com um pequeno sorriso. —Não, obrigado, amor. Morgan? —Perguntou, antes de beijar sua cabeça. —Não, obrigado. Eu estou bem. — Respondi, sentando-me em frente ao meu novo


chefe. Uma coisa que notei com os homens Gallos: Eles mantinham suas mulheres perto, e muitas vezes a enchiam com beijos. Eu os invejava, mas eu nunca admitiria isso. Angel saiu, fechando a porta atrás de si, enquanto Thomas sentava-se. Eu olhei ao redor do escritório. —Viu o seu novo escritório? —Ele perguntou enquanto colocava os pés em cima da mesa de novo, apoiando as mãos atrás da cabeça. Eu balancei a cabeça. —Eu vi. Obrigado, cara. Foi muito legal ver isso. —Você veio no momento perfeito. Nós ainda não tínhamos pensado sobre você, até que ouvi que estava vindo para o casamento. Eu fiz uma verificação de antecedentes antes de você chegar. —Isso não é ilegal? —Eu tenho amigos que me ajudam a contornar as legalidades. Isso é parte deste trabalho. Às vezes chegamos ao limite de quebrar leis. Eu suponho que você não tenha nenhum problema com isso? —Ele perguntou com uma sobrancelha levantada. Eu balancei minha cabeça. —Nunca foi um problema para mim antes. Eu não sei por que seria agora. —Às vezes, quando temos de obter informações, usamos todos os meios necessários. —Será que vou ficar preso no escritório o dia todo? —Perguntei, pensando se meu cargo significava "preso na frente de uma tela de computador”. —De jeito nenhum. Deus, isso seria horrível. Você vai sair em trabalhos como o resto de nós. O que eu tinha colocado na sua porta é a sua especialidade. —Amém! — Eu relaxei um pouco na cadeira. —Eu já tenho um caso escolhido para você, se estiver disposto a começar o mais cedo possível. —Eu sou todo seu. Eu estava pronto. Eu nunca fui do tipo ocioso, e depois de estar em casa por mais de um mês, eu não queria nada mais do que mergulhar de cabeça em meu primeiro caso. 2

Eu agora era Morgan, PI . Mais bonito do que Magnum e, espero, faria um trabalho melhor em resolver os casos. Talvez devesse ter uma daquelas camisas floridas que ele sempre


usava na televisão. Não, eu pareceria um babaca gigante. Eu gostava do meu estilo clássico de calças jeans e camisetas. Ele vasculhou os arquivos em sua mesa e pegou um. —Aqui está ela. O nome dela é Race True. —Ele disse passando o arquivo para mim. — Ela veio aqui alguns dias atrás. Eu abri a pasta e examinei a primeira página. —Qual é a sua situação? —Eu não tenho toda a história. Ela afirmou que só divulgaria ao PI trabalhando em seu caso. Basicamente, ela está sendo assediada, e as mensagens tornaram-se mais agressivas. —Oh! — Eu disse correndo os olhos através de seu questionário. O telefone de Thomas tocou, e eu continuei lendo quando ele começou a falar com um cliente. Race True era uma mulher de vinte e sete anos de idade, que trabalhava como gerente de contrato sênior em uma empresa de comunicação do centro. Ela viveu na área de Tampa 3

toda a sua vida, a não ser quando ela foi para NYU . Ela fez um mestrado em negócios, e viveu 4

sozinha em Clearwater . Não havia muita informação, mas pelo menos ela estreitou os nossos possíveis suspeitos. Eu descansei o arquivo na minha perna e olhei para a janela. O que poderia ter deixado essa menina nervosa o suficiente sobre um e-mail, para levá-la a procurar ajuda? Porque não bastava ir à polícia, relatar a situação, e deixá-los acompanhar as ameaças? Thomas suspirou e esfregou a testa quando desligou o telefone. —Qual o problema? —Perguntei, estudando seu rosto. —Só um caso besta em que trabalhei na semana passada. É uma mulher que suspeita de traição do seu marido. Longa história. O que você acha da Race? —Ele perguntou enquanto se mexia na cadeira, balançando para frente e para trás. —Não muito, por enquanto. — Eu disse. Ele balançou a cabeça, fixando os lábios em uma linha firme. —Eu sei. Que tal eu mostrar o seu escritório, contar um pouco sobre as nossas regras, e então você pode marcar um encontro com ela? Fechei o arquivo dela e me levantei. —Eu quero começar a trabalhar imediatamente. —Então está tudo resolvido. —Disse ele enquanto levantava-se da cadeira caminhando ao redor da mesa. Quando ele me deu um tapa nas costas, ele disse: —Bem-vindo à equipe,


Morgan. —É bom ser parte de algo novo. ***** —Senhora True, por favor. —Eu disse para a mulher do outro lado da linha. —Sou eu. Com quem estou falando? —Ela perguntou. A voz do sul mais sexy que eu já ouvi. —Morgan DeLuca, da ALFA PI. Foi-me dado o seu caso, madame. Ela vaiou alto o suficiente para me pegar desprevenido. —Eu odeio ser chamada assim. Eu fiz uma nota mental rápida para não cometer esse erro novamente. —Desculpe-me. —Eu disse. —Só estou tentando ser educado, Sra. True. —Está tudo bem. —Ela suspirou. —Então, você é o meu cara? —Sim. Eu gostaria de marcar uma reunião para discutir os detalhes que você deixou de preencher. —Ah. Se você vai trabalhar para mim, então eu vou compartilhar com você, com ninguém mais. —Isso é bom. —Eu bati o lápis contra a minha mesa. —Quando você está disponível? —Eu posso te encontrar amanhã para o almoço. Vamos dizer, ao meio-dia, no Blue Martini. Sabe onde é? —Ela perguntou. —Sim. —Eu menti. —Eu estarei lá ao meio-dia. —Eu vivia aqui um total de noventa e seis horas, mas eu encontraria sem problemas. —Sr. DeLuca. —Ela limpou a garganta. —Por favor, seja rápido. Eu não tenho tempo a perder esperando por você. —Sim, madame. —Eu respondi antes de desligar. Eu fiz uma careta, sabendo que ela provavelmente me xingou porque eu a tinha chamado de madame novamente. Debrucei-me na cadeira conferindo as minhas novas instalações. As paredes correspondiam às cinzentas na sala de espera. Na parede oposta à minha mesa, havia um sofá de couro preto moderno, e duas cadeiras colocadas em frente. Meus olhos ardiam das intermináveis horas olhando para um computador, tentando aprender os novos programas. Fiquei de pé me alongando antes de pegar minhas chaves. Olhei


em volta, finalmente, deixando a ficha cair. Eu tinha um novo propósito, e poderia começar uma vida nova. Querendo dizer adeus a Thomas, dirigi-me ao seu escritório antes de sair. —Ei. — Eu disse enquanto abria a porta. Congelei, vendo mais do que eu esperava. Thomas tinha curvado Angel sobre a mesa com a saia puxada para cima, e estava a fodendo. Seus olhos encontraram os meus enquanto eu estava na porta, incapaz de me mover. — Desculpe. — Eu disse, finalmente movendo meus pés e dando um passo para trás. Fechei a porta respirando fundo. —Foda-se! —Murmurei enquanto olhava para o teto. —Voltarei mais tarde! —Gritei. —Tire à tarde de folga! —Thomas gritou de volta. —Obrigado. —Eu parecia uma criança sob orientação dos pais. Desde que decidi mergulhar no trabalho, percebi que seria melhor levar minha bunda para casa e desembalar minhas coisas. E planejava ficar lá por um longo tempo.


Capítulo 5 Gostosa em saltos altos Morgan Dormi demais e perdi o meu treino. Eu tinha que chegar a tempo no Blue Martini. Mandei uma mensagem para Thomas na parte da manhã, ainda um pouco envergonhado, e disse-lhe que eu estaria no escritório depois do meu encontro com a Sra. True. Caminhando em direção ao restaurante, olhei para as minhas roupas me sentindo desconfortável. Enquanto o resto da multidão estava vestindo ternos de negócio, eu estava com o meu jeans e camiseta habituais. Parei na porta, examinando o bar e tentando localizar a Sra. True na multidão. Uma mulher olhava seu telefone e baixava os olhos rapidamente. Quem quer que fosse ela, era muito linda. Ela estava sentada ereta, cabelo loiro em um coque perfeito, uma blusa preta por dentro da saia lápis cinza. Suas maçãs do rosto eram proeminentes, e quase beijavam seus olhos de um verde profundo. Eu queria ir até ela, pedir-lhe o seu número, e implorar que em nosso primeiro encontro ela usasse os mesmos stilettos vermelhos que usava agora, o que deixou meu pau instantaneamente duro. Ela olhou para cima, me pegou olhando, e acenou. Bem, inferno. Talvez ela quisesse meu número também. Mantenha a calma e aja naturalmente. Seus olhos permaneceram baixos, concentrando-se em seu telefone, enquanto eu me aproximava. —Sr. DeLuca, eu presumo. —Disse ela, olhando para cima por um momento, seus olhos cor de esmeralda cintilando. —Sente-se. Desapontamento me inundou. A criatura bonita na minha frente não estava me chamando para obter o meu número. Ela era minha nova cliente. —Sra. True? —Perguntei, deixando meus olhos permanecerem em seus pés por um tempo longo demais, mas não me importando. —Sim. —Respondeu, ainda não fazendo contato visual. Peguei o pequeno bloco de papel e caneta que tinha trazido no bolso de trás e joguei-os na mesa.


—Eu espero que você não se importe se eu tomar notas. —Disse a ela, tentando não olhar para suas pernas. —Eu, na verdade... —Ela disse enquanto deixava cair o telefone em sua bolsa, prendendo-me com seus ferozes olhos verdes. —Prefiro que você se lembre de tudo o que eu disser. Não quero um rastro de papel. O olhar na minha cara tinha que ser de total confusão, porque ela acrescentou: —Eu não quero que nada, eventualmente, caia em mãos erradas. —OK. —Bom. Vamos pedir e depois vamos conversar. —Ela disse estalando os dedos para chamar a atenção da garçonete. —Você sabe o que vai pedir? —Sim. Venho aqui todo o tempo. —Menti. Quando a garçonete aproximou-se, Race fez o seu pedido com algumas modificações. Ela não gostava de tomates, mas queria queijo extra, e frango só se fosse grelhado. Eu aprendi, dentro de cinco minutos, que Race True não seria fácil. Ela parecia tensa, controlada e altiva. —E você, senhor? —Perguntou a bela garçonete. —Apenas água, por favor. —Só isso? Nenhum hambúrguer gigante e gorduroso? —Perguntou a Sra. True piscando rapidamente. Só isso. —Eu disse, olhando entre elas. Race aquiesceu e esperou a garçonete se afastar antes de começar a falar. —Eu pensei que pagaria o almoço enquanto conversávamos. —Eu prefiro manter isso estritamente profissional, Sra. True. Mentira número três. Eu queria ser profissional, mas aqui sentado e olhando para ela, a minha mente funcionava em um milhão de maneiras diferentes, e a maioria delas eram sexual. Porra! Eu precisava ficar com alguém, ou tudo poderia descarrilhar rápido demais. Por que não podia ser pouco atraente? Ao vê-la, eu queria saber se ela era tão difícil de agradar na cama quanto escolher uma refeição simples. Eu me perguntei se ela gritaria quando eu a estivesse fodendo, ou como seu cabelo ficaria solto sobre o meu pau. Race tinha lábios carnudos vermelhos, e os dentes mais brancos que eu já tinha visto em um ser humano, diferente das estrelas de cinema. E os olhos como esmeraldas. Ela tinha tamanho médio, com seios fabulosos que se insinuavam do decote de sua blusa, e me chamavam a atenção. A saia lápis acentuava seus quadris, e faziam suas pernas parecerem ter


uma milha de comprimento. —Então, Morgan. Diga-me um pouco sobre sua experiência, antes que eu fale sobre o meu problema. Quero saber se você é o homem certo para o trabalho. —Ela toma um gole de vinho, mantendo os olhos verdes fixos em mim. Não seria fácil manter meus pensamentos na finalidade da reunião. Felizmente, nosso contato seria mínimo e, principalmente, por telefone, para que eu não tivesse que arriscar um tapa na cara por ficar embasbacado olhando os seios dela. —Eu recentemente deixei o exército depois de servir oito anos. Eu trabalhei nos últimos quatro anos reunindo informações para as tropas no campo de batalha. —Oh! —Ela interrompeu, colocando o copo no bar e descansando a mão perto da minha. —Isso é impressionante. —Na verdade não, senhora. Ela endureceu e esfregou a ponte do nariz. —Desculpe. É uma coisa militar. Todo mundo é um senhor ou senhora. Não tem nada a ver comigo pensando que você é qualquer coisa como sua avó, apesar de ter certeza de que ela é uma mulher adorável. —Ela é uma bruxa conivente. Eu não sou nada como ela. Foi a minha vez de dizer: — Oh! —Continue. —Ela exigiu agarrando o copo de novo, desviando os olhos. —Eu me tornei um civil novamente cerca de um mês atrás. —O que faz o Sr. Gallo ter tanta certeza de que é o homem certo para o trabalho? —Ela perguntou, parecendo duvidosa. Virei-me para encará-la, apoiando o braço no balcão. Eu não gostei que tivesse que defender minhas qualificações para ela. —Escute Sra. True. Se você não está confortável comigo trabalhando no seu caso, pode pedir a alguém para ser atribuído a você. Neste momento, não temos mão de obra para outro investigador assumir imediatamente. Se você estiver disposta a esperar, tenho certeza de que podemos encontrar-lhe um substituto mais adequado. Alguém mais ao seu... Gosto. Mas ninguém vai trabalhar tão duro quanto eu. —Não! —Ela disse, com a voz mais alta do que antes. —Eu preciso ter alguém trabalhando sobre este caso, que saiba o que faz. Eu não posso ter algum picareta tentando limpar o meu bom nome e foder essa merda toda. —Sua mandíbula estava tensa enquanto ela me prendia com seu olhar. Meu pau contraiu, juro por Deus, e moveu-se dentro da minha calça com sua boca suja.


—Contanto que você possa me prometer que tem as habilidades que eu preciso para descobrir quem está por trás disso, então você é o meu cara. —Ela disse enquanto colocava a mão no meu braço. Eu sorri, sentindo-me animado. —Eu tenho as habilidades que você deseja. —Olhei para baixo, sentindo a frieza do seu toque na minha pele quente. —Eu sou seu homem. Eu tenho mais treinamento em conseguir informações do que qualquer outra pessoa no escritório. Fui treinado pelo melhor que os militares tinham a oferecer. Não tenho dúvidas de que vou encontrar o autor do crime. Ela assentiu com a cabeça, roçando as pontas dos dedos na minha pele antes de remover a mão lentamente. —Bem. Desculpe-me se pareci desagradável por um momento. Eu sei que você é novo. Você não estava lá quando fui ao escritório procurar ajuda. Eu só queria ter certeza de que não teria um novato que está aprendendo agora a fazer o trabalho. —Por que você não me diz o que está acontecendo? Seu arquivo não tinha nada que ajudasse para começar a planejar um plano de ataque. Eu te prometo isso, Sra. True. Eu vou dar ao seu caso atenção plena e o máximo de privacidade. Ela olhou ao redor do bar, verificando as pessoas. —As mensagens começaram há cerca de um ano. Primeiro, eram apenas estranhas. Você sabe, o tipo que apaga e esquece. —Ela agitou as mãos no ar perto de seu ombro. —Mas então... —Sussurrou arregalando os olhos. —Então a pessoa começou a mencionar coisas pessoais que só alguém que eu conheço saberia. —Que tipo de detalhes? —Eu não fui sempre esta senhora centrada que você vê na sua frente hoje. — Explicou ela, remexendo com as mãos. —Eu tomei algumas decisões questionáveis na faculdade. —Isso é parte da experiência na faculdade. — Eu disse em um tom suave. —Você foi uma criança normal. Você conheceu alguém na faculdade que poderia querer lhe causar mal? —Perguntei arranhando a caneta contra o papel, desejando poder tomar notas. Ela balançou a cabeça, trazendo lentamente os olhos para os meus. —Não que eu possa lembrar, mas, obviamente, há alguém. —Ela disse a última palavra com um olhar que dizia claramente que não me via como a mais brilhante lâmpada no suporte. —Eu prometo que vou encontrar a pessoa. — Eu disse, deixando cair à caneta no papel. —Vou precisar de acesso ao seu e-mail ou qualquer outro meio de comunicação que ele já usou para chegar até você. Além disso, eu preciso que você faça uma lista de seus antigos conhecidos da faculdade. —Eu não sei. — Ela disse desviando os olhos. —Escute Sra. True. A única coisa que importa para mim é resolver o seu caso e ter você


de pé, satisfeita. Ela olhou para mim com os lábios entreabertos. Limpei a garganta, deslocando no meu lugar. —Um cliente satisfeito. Isso é o que eu quis dizer. —Me ajeitei na cadeira e sorri. Ela engoliu em seco, seus olhos caindo para minhas mãos. —Tudo bem, Morgan. Isso não só demonstrou uma atitude esnobe com seu corpo, isso escorregou de seus lábios como se fosse parte dela. Não havia um só pedaço que não exalasse classe ou status social. Eu era o podre nesta situação, e ela deixou esse fato bem claro. —Vou reunir as informações e entregá-las no seu escritório. —Race disse olhando para a garçonete que se aproximava com os pedidos. Depois de servi-la, ela me perguntou se eu não queria nada, e eu acenei negando. —Se você confiar em alguém o suficiente, mande-as para mim. —Eu disse ficando de pé, não deixando isso passar tão facilmente. —Foda-se. — Ela sussurrou. —Eu não confio. Eu mesmo vou levá-las para o seu escritório em um ou dois dias. Aonde você vai? —Perguntou ela, apertando os lábios. —Eu tenho que voltar para o escritório. Desfrute do seu almoço, Sra. True. —Eu joguei o suficiente para cobrir a conta no bar. —Estou ansioso para trabalhar com você. —Vejo você em alguns dias, Sr. DeLuca, mas eu sou mais do que capaz de pagar pelo meu próprio almoço. Jesus, ela era teimosa. —Eu sei. —Eu não acrescentei mais nada enquanto me distanciava. —Te vejo em alguns dias, Race. —Disse sobre meu ombro, absorvendo sua beleza mais uma vez. Race True era uma pessoa decidida e teimosa. Eu aproveitaria todas as chances para lembrá-la de que eu era o responsável por esta investigação. Eu poderia estar trabalhando em seu nome, mas essa merda funcionaria do jeito que eu queria. Se eu fracassar, sua vida poderia ser arruinada, e eu poderia estar sem emprego antes de sequer começar.


Capítulo 6 Segredos Race Durante dois dias, não pensei em nada que não fosse ele. Morgan DeLuca era um filho da puta arrogante, mas havia algo sobre ele que me fez fantasiar. Ele era um idiota mandão. Eu conhecia esse tipo de pessoa do mundo corporativo, mas Morgan tinha bondade em seus olhos. Eu não conseguia esquecer seu rosto. Suas características distintas ficariam para sempre gravadas no meu cérebro. Não me refiro apenas a um cara que eu daria um segundo olhar. Ele tinha o pacote completo. Forte, rosto esculpido, alinhado com uma barba escura por fazer. Lábios tão cheios que eu poderia senti-los por muito tempo depois que o beijo tivesse terminado. Músculos que inchavam em lugares que deveriam ser proibidos. E os olhos tão azuis que eu me perderia neles por horas. Oh! Sério. Eu precisava obter uma porra de controle. Não era como se tivesse passado tanto tempo desde que tive relações sexuais. Tinha? Eu estive muito ocupada tentando subir a escada corporativa, para sequer me preocupar com qualquer tipo de relacionamento. Além disso, os homens com quem trabalhei simplesmente não me atraíam. Eu gostava deles brutos em suas atitudes, com um toque de belo por baixo. Como Morgan. Eu entrei em seu escritório dois dias depois com um envelope cheio de possíveis suspeitos, cópias dos e-mails, e outras informações que achava que ele precisaria. Sua recepcionista falava ao telefone enquanto eu batia minhas unhas contra a mesa, esperando por ela. Ela continuou com seu dedo levantado. Olhei para o meu relógio, me perguntando quanto tempo eu teria que ficar aqui.


Era uma coisinha bonita, com o cabelo vermelho longo que fluía sobre os ombros. Eu não tinha prestado muita atenção a ela quando estive lá pela primeira vez. Talvez ela fosse o tipo de Morgan, bonita e alegre, com uma beleza natural e traje casual. —Desculpe senhora. Posso ajudá-la? —Ela perguntou desligando o telefone. Eu me endireitei, tentando não sentir uma pontada de inveja. —Estou aqui para ver o Sr. DeLuca. —E você é? —Perguntou ela, enquanto seus olhos corriam sobre a minha parte superior do corpo. Meu Deus. Ela estava me olhando como eu fiz com ela? —Sra. True. —Eu disse com uma voz excessivamente doce. Ela empurrou a cadeira da mesa, levantou-se e me deixou sozinha na sala de espera. Momentos depois, ela voltou com Morgan a seguindo de perto. —Ah, Race. —Sra. True. — Eu o corrigi, empurrando os ombros para trás. Seus olhos caíram para o meu peito enquanto ele sorria. —Vamos conversar em meu escritório, onde é mais privado. Eu o segui até seu escritório, olhando para a bunda dele enquanto caminhávamos. Quando ele abriu a porta, mal me deixou espaço suficiente para passar sem tocá-lo. Meu ombro roçou o dele e seu cheiro me atingiu. Fechei os olhos, sentindo a colônia rica que ele estava usando, tentando memorizá-la. —Por favor, sente-se. —Disse enquanto fechava a porta com seu corpo. Eu mexia com o envelope quando ele sentava de frente para mim, inclinando-se para trás na cadeira. Ele estava bonito hoje, mas a barba em seu queixo tinha desaparecido. Pena, realmente, porque eu gostei de como ele tinha ficado com ela. Ele colocou as mãos espalmadas sobre a mesa se aprumando. —O que você trouxe para mim? Eu pisquei duas vezes, limpando minha mente antes de jogar o envelope sobre a mesa, não confiando em minha voz. Ele olhou o envelope. —Você trouxe tudo o que eu disse para trazer? —Ele perguntou, olhando para mim. —Sim. São meus e-mails, incluindo a primeira mensagem que recebi. Eu apaguei-a logo


após imprimi-la. —Disse, sentindo-me tola, puxando a barra da minha saia. —Por que você não me fala o que diz aqui? —Perguntou ele, inclinando a cabeça para o lado enquanto segurava o envelope sem abri-lo. Eu fiz uma careta, contorcendo-me no lugar. —É embaraçoso, Sr. DeLuca. —Eu não me importo com o que seja. Não estou aqui para julgá-la. Seria bom se eu soubesse qual a verdadeira questão aqui. Que diabos essa pessoa tem contra você que é tão ruim? Cobrindo o rosto com as mãos, eu cravei meus dedos indicadores nos cantos dos olhos. —Oh Deus! —Sussurrei, tentando respirar pelo nariz. —Eu prometo não rir. — Ele disse em uma voz firme, calma. —Eu gostaria que fosse engraçado. —Murmurei enquanto meu estômago começava a dar nós, e meus olhos encontraram os dele. —Você vendia drogas? — O lado de sua mandíbula ficou tenso. Pisquei rapidamente para ele. —Você está brincando comigo? Ele encolheu os ombros. —Não. Eu só estou tentando descobrir o que diabos poderia ser possível. —Ele esfregou o queixo, me estudando. —Você enganou alguém? —Não. —Balancei a cabeça, distraidamente, acariciando minha garganta. —Ficou grávida e não teve o bebê? —Ele levantou uma sobrancelha. —Não. Jesus! — Eu murmurei, balançando a cabeça. —Vamos começar com algo mais fácil. O que dizia o primeiro e-mail e por que você o apagou? —Ele perguntou, cruzando os braços sobre o peito. —Eu pensei que fosse besteira. Então, eu só apaguei e fingi que nada aconteceu. —Meu peito apertou quando eu olhei para ele. —Prometa-me que você não vai me julgar? — Eu estremeci. —Apenas fale logo, Race. Eu não vou pensar de forma diferente de você, a menos que tenha matado alguém. Nós todos temos um passado duvidoso. Olhei para o meu colo. —Eu estava vendo um cara por cerca de um ano. Pensei que estávamos apaixonados. —Meu estômago agitou-se apenas em pensar nele. —E?


—Numa noite, nós estávamos festejando e, por Deus, isso é tão estúpido. —Eu balancei a cabeça, cobrindo o rosto com as mãos. —Ele me convenceu a fazer um vídeo de sexo como uma lembrança do nosso tempo juntos. —Só isso? —Ele disse. —Não é nada para se envergonhar. Baixei minhas mãos enquanto me endireitava. —Mas quantas pessoas recebem ameaças de que ele seria enviado para seu chefe? Ele deu um tapa na mesa. —Por que você não me disse isso? É simples. Tem que ser o seu ex-namorado. Eu balancei a cabeça, franzindo os lábios. —Não. Não é ele. Ele morreu depois que se formou. Mas alguém alega ter o vídeo. —Eu dei um longo suspiro baixo. —É apenas um trabalho, Race. Esfregando minhas têmporas, eu levantei minha cabeça para encontrar seu olhar. —É tudo o que tenho, Morgan. Eu trabalhei pra caramba para chegar onde estou hoje. Não há nenhuma maneira no inferno que eu vou deixar alguém destruí-lo. —Hmm. —Ele murmurou, esfregando o queixo. —OK. Tem que ser alguém que teve acesso às coisas do seu ex depois que ele morreu. Diga-me mais sobre ele. —Ele era um estudante de engenharia veterano, e nos encontramos no segundo ano. As coisas entre nós aqueceram rapidamente, e passamos cada minuto juntos antes de nós terminarmos no final do meu primeiro ano. Ele me olhou por um momento sem falar, continuando a acariciar o queixo. —Continue. —Seu nome era Shane. Eu cruzei com ele um dia, enquanto ele estava esperando seu primo depois da aula. — Eu olhei pela janela do escritório, pensando no quanto minha vida tinha sido mais fácil até então. —Você se lembra do nome de seu primo? Eu balancei a cabeça, olhando para o teto. —Eles não eram próximos. Seu primo era um idiota. Quero dizer, seu nome era algo como Kyle ou Tyler. —Dei de ombros. —É um começo, princesa.


—Eu realmente sinto muito. — Eu disse enquanto soltava um suspiro pesado. —Eu gostaria de poder dizer mais, mas eu nunca falei com o cara. —O que aconteceu com Shane? Talvez vá ajudar juntar as peças. Eu voltei meus olhos para ele. —Eu o peguei na cama com minha melhor amiga. Nós terminamos naquela noite. Ele foi o último namorado que eu tive. Isso é bom o suficiente? —Minhas bochechas aqueceram enquanto desviava os olhos. —Que bastardo. —Ele rosnou. —Está bem. Vou ver o que podemos desenterrar. Qual era o último nome de Shane? —Perguntou ele, pegando o celular em sua mesa. —McGovern. —Ei, Thomas. — Morgan disse depois de colocar o telefone em seu ombro. —Eu preciso que você faça uma investigação, se tiver tempo hoje, ou coloque um dos outros caras sobre isso. —Seus olhos procuraram os meus. —Sim. Race acabou de me contar sobre um possível suspeito. Procure por Shane McGovern. Ele está morto, mas acho que seu primo tem algo a ver com as ameaças. Eu pensei que Shane fosse um cara legal. Eu pensei que ele fosse o único. Fazia seis anos, e eu ainda não tinha me permitido me envolver com ninguém. Minha capacidade de confiança tinha sido completamente destruída. —Seu nome é Tyler ou Kyle. Olhei para ele enquanto falava, tendo uma boa visão dele sem ser bombardeada com perguntas. Seus músculos incharam debaixo das mangas da camisa branca limpa que estavam enroladas, descansando contra o meio de seus antebraços. A parte superior do seu cabelo era mais longo do que o dos lados, com certeza maior do que no seu tempo no serviço militar. Os fios eram de cor marrom, mas beirando o preto, com cada fio no lugar. —Você está bem? —Ele perguntou. —Sim. —Eu respondi juntando meus joelhos e levantando os olhos para o rosto dele. — Desculpa. Eu estava pensando no trabalho. O que você perguntou? —Eu preciso de suas informações de conta. Tenho cópias dos e-mails, mas as mensagens originais contêm informações que são fundamentais para rastrear a fonte. Eu afundei na cadeira, cruzando as pernas. —Eu não dou isso a ninguém.


Deus, eu precisava ficar com alguém, ou então eu estaria apertando minhas pernas cada vez que me encontrasse com ele. Ele cruzou os braços, estreitando os olhos. —Eu não sou qualquer um. Engoli em seco, desejando que ele fosse um homem feio mais perto de sessenta anos, em vez do homem sentado na minha frente. —Desculpa. Minha mente esta simplesmente em outro lugar. —Já não passamos por isso antes? Eu preciso da informação. —Ele inclinou-se para frente, apertando as mãos enquanto descansava-as sobre a mesa. —Por que se preocupou em nos contratar, se você não confia em mim o suficiente para fazer o meu trabalho? —Me desculpe estar sendo tão difícil. —Me mexi na minha cadeira, sentindo tanto tesão, e desconfortável. Ele suspirou, apertando sua mandíbula. —Eu só quero ajudá-la. —Eu sei. Sinto muito. Eu normalmente nunca pedia desculpas pelo meu comportamento, mas com ele, isso estava começando a se tornar um hábito. Eu aperfeiçoei minhas habilidades de cadela logo após a faculdade. Eu tive que fazer. Eu entrei no meu primeiro dia de trabalho cheia de felicidade, e me sentindo mais viva do que nunca. Eu consegui meu emprego dos sonhos, e estava além de animada. A fria realidade da América corporativa tinha me dado um tapa na cara dentro de cinco minutos. Daquele dia em diante, eu coloquei a minha melhor cara de cadela e aperfeiçoei o meu olhar vá se foder. E nunca deixei ninguém me tratar dessa forma novamente. Eu havia me tornado a mulher que eu era naquele dia no escritório de Morgan. Confiante e poderosa, e nada no mundo me faria mudar, incluindo o filho da puta que estava tentando me chantagear. —Eu prometo que só vou olhar para os e-mails que dizem respeito ao seu caso. A sua privacidade é muito importante para mim, Race. —Ele falou em um tom suave. Eu balancei a cabeça, e deslizando para frente na cadeira, peguei uma caneta. Em um pedaço de papel que estava por perto, eu escrevi informações do meu e-mail, login e o endereço do site que ele precisava para acessar a conta. —Aqui. —Eu disse enquanto empurrava-o em direção a ele, dando-lhe um sorriso fraco. —Isso foi muito difícil? —Ele perguntou com um sorriso.


Inclinei a cabeça para o lado. —Tenha cuidado Sr. DeLuca. Eu ainda posso demiti-lo. —Mas você não vai. —Ele sorriu. Mordi o lábio, segurando o comentário que estava na ponta da língua. Levantei-me rapidamente, alisando minha saia. —Chame-me quando descobrir quem está enviando as mensagens, e eu vou lidar com isso. Ele pulou de pé e deu a volta na mesa antes que eu chegasse à porta. —Assim que eu tiver o nome, eu vou entrar em contato e vamos decidir juntos o melhor curso da ação. Olhei para ele, minhas narinas dilatadas. Deus, ele cheirava tão bem. Eu queria me esfregar contra ele e descobrir se todo o seu corpo era tão duro quanto parecia. Eu tinha que sair dessa. Isso é apenas um negócio, Race. —Race? —Ele perguntou, tocando meu braço. Eu puxei meu braço. —Chame-me quando você tiver um nome e vamos discutir isso então. — Eu respondi retrocedendo e esbarrando na cadeira com as costas dos joelhos. Limpei a garganta. —Droga. — Eu murmurei. —Você gostaria que eu te acompanhasse até a saída? —Não. —Respondi, querendo colocar alguma distância entre nós. Eu precisava. —Obrigada. Eu sei o caminho. —Me virei, o calor subindo pelo meu peito e pescoço. Ele me transformou em uma idiota desastrada. —Vejo você em breve, Race. —Falou quando eu saí. Não me virei, e fechei a porta. Em seguida, caí contra ela, abaixando a cabeça. —Você está bem aí fora? —Ele gritou do outro lado da porta. Eu estremeci, sentindo vertigens. —Apenas verificando minhas mensagens! —Gritei. Afastei-me da porta e praticamente corri para fora do prédio. Enquanto caminhava lá para fora, eu ainda podia sentir o cheiro dele.


Droga. Eu teria que passar o dia inteiro cheirando-o, e meu tempo seria gasto com fantasias de Morgan DeLuca e seu corpo poderoso misturando-se com o meu enquanto entregava todo o controle a ele. Deus, eu estava tão fodida que isso não era nem mesmo engraçado. Eu precisava chegar ao ginásio e gastar um pouco da energia reprimida. Estar perto dele me fazia sentir algo que eu não gostava de sentir. Vulnerável.


Capítulo 7 O Fim de Semana Morgan Era cedo, o sol ainda estava baixo, uma vez que entrava pelas árvores, lançando sombras sobre a grama. Do lado de fora, vi um peru selvagem caminhar pelo quintal, enquanto eu bebia uma xícara de café e pensava sobre o meu dia. Eu tinha que verificar uma lista de merda para concluir um trabalho. O topo da minha lista: Race True. Passou uma semana desde a nossa última reunião. Queria que ela soubesse que tinha feito progressos no seu caso. Mandei um e-mail na noite passada pedindo-lhe para me encontrar hoje. Tirei algumas conclusões sobre Race durante as nossas duas interações. Ela não gostava de receber ordens, mas eu gostaria de saber se alguma vez ela desistiu de seu controle. Race agia como se não gostasse muito de mim, mas eu poderia dizer que ela gostava. Eu a peguei me verificando mais vezes do que eu poderia contar. Não importa o que saía de sua boca, eu sabia que sua atração por mim era tão grande quanto a minha por ela. Ela era forte, independente e autoconfiante, mas havia mais do que isso. Algo doce e gentil que foi dissimulado ao longo do tempo, mas continuava escondido sob a superfície. Algo dentro de mim queria descobrir. Além disso, eu precisava de um pouco de diversão. Eu vivia nas rondas, e não havia nada a fazer por aqui. A última coisa que queria fazer esta noite era sentar junto à lareira e observar as estrelas novamente. Eu queria me encontrar com Race e ver onde a noite nos levaria. Eu queria cavar mais fundo e descobrir o que a deixou tão tensa. Meu telefone soou enquanto largava meu café na pia, pronto para começar o dia. Race: Eu estarei lá as 17h00 em ponto. Não me deixe esperando.

Olhei para a tela. Eu estava esperando por isso desde que a tinha visto há uma semana. A verdadeira Race True se revelaria hoje à noite. Enquanto entrava no meu carro, eu respondi. Eu: Mudança de planos. Encontre-me no Bar Fly em torno de 17h00. Eu estarei esperando por você.


Joguei meu telefone no assento do passageiro, e liguei o motor e o rádio antes de me afastar. Eu poderia dizer que hoje seria um dia agitado, e a melhor forma de começar o fim de semana. ***** Thomas jogou um arquivo sobre a mesa e suspirou. —Precisamos contratar alguém. — Disse à James, evitando contato visual. James balançou a cabeça, caindo no sofá. —Você está certo. Tem ideia de quem? —Eu não sei. —Disse Thomas, arrastando as mãos pelos cabelos. —Morgan, você conhece alguém? —Perguntou James. Eu balancei minha cabeça. —Eu não conheço ninguém por aqui. —A única pessoa que eu posso pensar é... —Thomas começou, esfregando o queixo. —Não. — James advertiu, acenando. Thomas deu um tapa na mesa, olhando para James. —Vamos lá, cara. Tanto tempo já passou. Ela é sua esposa agora, pelo amor de Deus. —Você sabe que eu não gosto dele, Thomas. —James torceu o nariz. —James, encerre essa merda sobre isso agora. Sam e Izzy são apenas amigos. Ela é apaixonada por você, e Sam tem uma mulher. —Como você sabe? —James perguntou sentando-se. Thomas jogou os pés em cima da mesa e reclinou-se na cadeira. —Nós estivemos em contato. Olhei entre ambos enquanto conversavam um com o outro. —Hum, quem diabos é Sam? Thomas olhou para mim. —Amigo de Izzy. — Ele respondeu. —Seu velho amigo de foda. —Disse James, enrolando o lábio. —Oh! —Meu queixo caiu. —Eu nunca vou perdoá-lo por colocá-la em perigo, Thomas. Thomas balançou a cabeça, colocando as mãos atrás da cabeça.


—Eu sei, mas não teria sido capaz de salvar Angel e Izzy sem ele. —Nós não teríamos que resgatar Izzy se não fosse por esse imbecil. Thomas olhou para James. —Você não teria se casado com Izzy, se não fosse pelo seu erro. Um pequeno sorriso surgiu no rosto de James enquanto ele estufava o peito. —É verdade. — Ele disse com seu rosto sorridente antes de deixar escapar um longo suspiro. —Eu não tinha pensado nisso dessa forma. —Pare de ser um idiota o tempo todo. Sam tem as qualificações necessárias, e pelo que 5

eu posso dizer dos seus e-mails, ele não está gostando muito da vida na Big Easy . — Thomas disse, balançando para frente e para trás, enquanto olhava para o teto. Olhei para o meu relógio. Eu tinha uma hora até que tivesse de satisfazer Race. Os minutos pareciam se arrastar nisso que se transformou num longo dia. —Você disse que ele encontrou uma mulher? —James perguntou com a testa enrugada. —Sim. Ele disse que nunca esteve tão apaixonado. O nome dela é Fiona, e ela é uma enfermeira na cidade. —Hmm. — James murmurou. —É bom saber que ele seguiu em frente. —Você se sente ameaçado por ele? Pensa que Izzy o deixaria por ele? —Thomas provocou. —Não. Izzy me ama. Ela sabe que eu nunca a deixaria ir sem lutar. Thomas olhou para ele, dando-lhe uma olhada maliciosa. —Se a minha irmã quiser deixá-lo, eu terei certeza de que ela consiga isso. Lembre-se, eu vou sempre ficar do lado da minha irmã. —Você sabe que eu nunca a machucaria. Eu amo a minha mulher. —Eu só estou dizendo. Eu te amo como um irmão, mas ela sempre será minha irmã. —Thomas. — James disse, jogando uma bola de papel no ar. —Eu não esperaria nada menos. —Então, estamos bem com Sam? —Perguntou Thomas, seu rosto relaxando. —Se você acha que nós precisamos dele. —James suspirou. Puxei outro arquivo da pilha, ignorando a conversa. Talvez um pouco de trabalho fizesse com que os minutos passassem rápido. —Nós precisamos. Ele vai ser um ótimo complemento para a equipe. Confie em mim. Ele terminou com Izzy.


—Se você diz. Eu acho que Sam e eu vamos ter uma conversinha. —Disse James, jogando outra bola de papel. —Tenho certeza de que todo mundo vai querer ter uma conversinha com ele. —Você sabe que todos podem ter um enfarte se você convidá-lo para fazer parte deste negócio. Thomas balançou a cabeça revirando os olhos, muito parecido como Izzy sempre fazia. —Cara, eles cairão em cima dele assim como você. James riu. —Sim. Eu tenho certeza de que eles vão. —Disse ele, jogando a bola de papel no ar e pegando-a novamente. —Faça a chamada e veja se você pode tê-lo de volta aqui, então. —Vou ligar para ele no fim de semana. Eu disse a Angel que a levaria para jantar hoje à noite. Estamos fazendo da sexta-feira a nossa noite. —Ahhh, isso é tão doce que meus dentes doem. —James brincou, sorrindo para Thomas. —O que você vai fazer hoje? —Thomas perguntou, mudando de assunto. —Izzy esta, provavelmente, morrendo de vontade de sair. —Oh, nós temos planos. Vamos ao clube esta noite. Olhei para cima e peguei Thomas olhando para James com os seus lábios definidos em uma linha firme. —James. —Thomas disse, sentado na cadeira seu corpo enrijecendo. —Eu disse que eu não quero saber coisa alguma sobre ele. Será que não fui claro? —Às vezes, é um saco ser casado com sua irmã. E nunca poder compartilhar as coisas boas com você. — James reclamou com uma expressão de dor. —É melhor não estar compartilhando as coisas boas com ninguém. —Thomas respondeu, sem tirar os olhos de James. —Que clube? —Perguntei, interrompendo a conversa. Talvez eu pudesse convencer Race a ir lá depois do jantar. Eu adoraria vê-la dançar. Eu não tinha ido a um clube noturno desde que eu era jovem demais para beber. Eu perdi tanta merda ficando afastado por oito anos. —Não é esse tipo de clube. — Thomas disse enquanto seus olhos lentamente giravam para os meus. —Que tipo de clube é?


James riu. —Não é uma boate. —Um clube de strip? —Perguntei, levantando uma sobrancelha. —Não. — James disse em um tom cortante. 6

—Estou perdido. Clube de Swingers ? —Perguntei, virando-me para encará-lo totalmente. —Diga-me que você não deixa a minha prima dormir com caras aleatórios? —Eu nunca deixaria ninguém tocá-la, que não fosse eu. —Disse James, olhando para mim antes de olhar para Thomas. —Então o que? Alguém pode me dar uma porra de informação? James riu mais alto. —Por que não te levo até a saída e te digo tudo. Thomas fica meio irritado quando eu falo sobre isso. —James rolou para fora do sofá, ficando de pé. —Certo homem. —Filho da puta. — Thomas assobiou. —Cara, termine com essa porra, como você disse antes. —James sorriu, caminhando em direção à porta. Thomas olhou para as costas de James com as narinas dilatadas. —Tenha uma boa reunião, Morgan. Eu estava esfregando a parte de trás do meu pescoço. Eles tinham um relacionamento tão interessante. —Vejo você no domingo? —Perguntei. Thomas olhou para mim, e finalmente, abriu um sorriso. —Sim. —Bom. É melhor eu correr antes que chegue atrasado. —Não faça nada que eu não faria. —Disse ele enquanto me dispensava. —Parece que eu quero fazer tudo o que James estará fazendo. — Eu respondi, vendo o sorriso sumir do seu rosto. Quando me virei, James ria, segurando o estômago. —Eu não posso acreditar que você acabou de dizer isso. —Ele estava malditamente sério. —Eu queria saber se Thomas estava prestes a marchar para fora do escritório e me bater na cabeça. —Então, aonde você vai hoje à noite?


—Bem. —Ele disse quando começamos a caminhar pelo corredor, olhando por cima do ombro. — É um clube de BDSM. Fiquei de boca aberta. Meu Deus. Minha priminha gostava dessas coisas? —Como correntes e chicotes? —Perguntei, tentando pegar meu queixo do chão. James riu mais forte, balançando a cabeça enquanto me dava um tapa nas costas. — Algo parecido. É mais sobre dominação e submissão. —Izzy manda muito em você? —Perguntei, finalmente conseguindo recuperar meu queixo. —Não cara. —O rosto de James ficou muito sério. —Eu sou o dono dela. —Mas eu pensei... James sorriu. —Eu sou o dominante nesse relacionamento. —Izzy parece tão mandona. — Eu sussurrei, olhando para ele. —Ela age no limite o tempo todo. Eu acho que ela faz isso de propósito só para que eu vá puni-la. Engoli em seco, tentando limpar essa imagem mental da minha mente. —Eu não quero saber. — Eu disse, totalmente entendendo por que Thomas não queria ouvir sobre isso. —Ela é minha priminha, cara. —Você não irá ao clube? —Ele perguntou enquanto caminhávamos para a área de recepção. —Eu não disse isso. Eu só não quero ouvir sobre você e Izzy lá. — Eu disse enquanto acenava para Angel. —James, você e Izzy vão para o lugar que não deve ser nomeado? —Brincou ela de sua mesa e caminhando até nós com um sorriso brincalhão. —Sim, Angel. Esta noite é a nossa noite. —Cadela de sorte. —Angel riu. —Mencionou isso na frente de Thomas? —Ela mordeu o lábio, olhando para o corredor. —Eu posso ter. —Foda-se! —Disse ela, sacudindo a cabeça. —Agora ele vai ficar emburrado. James abaixou-se e beijou sua bochecha. —Eu tenho certeza que você pode colocar um sorriso de volta no rosto dele, querida.


—Verdade. —Ela praticamente correu em direção ao seu escritório. —Se você quiser ir para lá, é só me avisar. Eu posso apresentá-lo a um grupo de pessoas. Tenho certeza de que seria um grande sucesso. — James ofereceu. —Eu não sei muito sobre isso. — Eu disse, mas eu não podia dizer que meu interesse não foi aguçado. —Eu posso ensinar-lhe a usar as cordas. —Você sabia que tem tanta merda que eu posso deduzir de todo esse duplo sentido que está dizendo para mim. —Eu balancei a cabeça. —Eu sei. Basta pensar nisso. —Eu vou. — Eu disse abrindo a porta da frente. — Te vejo domingo, homem. —Tenha uma boa noite. —Disse ele ficando no hall de entrada, com o peito inflado, e seus pés aberto na largura dos ombros, com um sorriso orgulhoso no rosto. —Não tão boa quanto a sua, tenho certeza. — Eu respondi quando a porta se fechou atrás de mim. Se eu ficasse mais tempo sem um pouco de emoção, eu poderia ter de aceitar a oferta de James. A vida estava ficando maçante.


Capítulo 8 Desastre Race Eu pisei na calçada do Bar Fly, meus saltos altos clicando contra o cimento, e havia apenas pedras na calçada de merda. Juro por Deus, se eu caísse, eu o chutaria nas bolas por me fazer vir a este buraco. Eu sou a pessoa que o contratou, e não o contrário. No momento em que eu entrei, minhas roupas estavam úmidas e minha garganta estava seca. Eu precisava de um galão de água para saciar minha sede. Afastei os pensamentos de suas bolas da minha mente enquanto caminhava em direção ao bar. Ele estava recostado na cadeira e tomava uma bebida, alheio à minha presença. Limpei a garganta enquanto me aproximava. Eu precisava ser difícil ou, pelo menos, agir como a pitbull que muitos achavam que eu me tornara. Eu não podia mostrar fraqueza. Não para ele ou para qualquer outro homem, ou eu seria comida viva. Inclinei meus ombros, deslocando-me ligeiramente. —Sr. DeLuca. —Race. — Ele respondeu sem virar-se. Eu levei um momento o estudando. Seus ombros pareciam mais amplos do que eu tinha fantasiado esta semana. Os músculos de seu pescoço pareciam mais rígidos e tensos. Eu queria tocá-lo, sentir a força debaixo de sua roupa. Eu empurrei meus pensamentos antes de me sentar, jogando minha bolsa no bar. — Estou aqui como ordenou. —Bom. —Ele olhou para a tela da televisão. —Os Cubs estão fazendo merda este ano. — Murmurou enquanto jogava alguns amendoins em sua boca. Sua barba estava de volta, dandolhe a aparência que eu tinha aprendido a amar. Os minúsculos pelos que pontilhavam o rosto moviam-se como uma dança coreografada, enquanto ele mastigava. Eu queria passar os dedos entre eles para ver se era tão grosso quanto pareciam. —Eu odeio baseball. — Murmurei, olhando ao redor do bar, tentando não olhar para ele. —É uma vergonha. — Ele respondeu, olhando para mim. —Você está corada. Está tudo bem? —Ele perguntou inclinando a cabeça, me estudando.


Olhei para ele com o canto do meu olho. —Esta mais quente que o inferno lá fora. Eu andei duas quadras de salto alto de onde eu estacionei para chegar aqui. Naturalmente, estou corada. — Eu me abanei, explorando a atração que já não podia negar. —Bem, vamos pegar uma bebida fria para ajudar a refrescá-la. —Ele estalou os dedos, e a garçonete caminhou em nossa direção rapidamente. Eu balancei a cabeça, soltando um suspiro. Tudo o que teve que fazer para fazer o pedido foi chamá-la, mas eu tive que esperar para ser notada. —Obrigada. — Eu resmunguei entre dentes. Ela inclinou-se sobre o balcão, mostrando seus seios enquanto descansava o queixo na mão. —Posso lhe servir outro? —Eu vou tomar um Martini, extra. — Eu soltei com um grunhido. Ela olhou para mim e voltou sua atenção para ele. —E você, bonito? —Perguntou, batendo os cílios e me ignorando. Sério?! Levou tudo em mim para não subir no balcão e bater nela. Mulheres como ela era o motivo dos problemas que eu tinha no trabalho. —Ele vai tomar outro, querida. — Eu bati na veia pulsante na minha têmpora. —Só outra cerveja, Lisa. Ela assentiu com a cabeça, olhando para mim quando começou a se afastar. Foda-se, ele sabia até o primeiro nome dela. Será que ele gosta dela? —Ela provavelmente vai cuspir na minha bebida. —Eu murmurei. —Você meio que mereceu se ela o fizer. Eu olhei para ele tentando manter a calma. —Eu não preciso ver os seios dela pularem. Eu só queria pedir uma bebida e falar com o homem que contratei sobre o meu caso. Estamos aqui para trabalhar, não ver seios. Ele olhou para mim sem dizer uma palavra, enquanto Lisa colocava as bebidas na nossa frente. Ignorei Lisa quando ela levou um tempo longo demais fazendo isso. —Esta é uma reunião de negócios. — Eu adicionei, e mantive o meu olhar fixo no dele,


torcendo as mãos no meu colo. —Eu sei, mas você não tem que ser tão tensa. É sexta-feira, nós estamos em um bar, estamos em boa companhia. Descontraia um pouco. Temos muito sobre o que falar. —Disse ele. Então sua língua saiu e lambeu os lábios. Meus olhos caíram para a sua boca. Minha pele corou enquanto sua língua varria os lábios. Fechei os punhos e os mantive no meu colo. Quando a língua desapareceu, um sorriso se espalhou pelo seu rosto. —Podemos beber a isso? —Perguntou. Meus olhos dispararam para o seu. —Isso o quê? —Descontração e boa companhia? —Ele sorriu, levantando o copo e cobrindo os lábios com o líquido. —Vou beber a algo frio e uma zona livre de seios. — Meu olhar vagou pelo seu braço e para seu bíceps. Engoli em seco, notando a forma como a camiseta aderia em sua pele. —Tudo bem. —Ele riu. —Pelos seios, mulheres e negócios frios. Eu levantei meu copo, não percebendo exatamente o que ele disse, e engoli um bocado. Quando eu esvaziei o meu copo, desviei os olhos. —Então, quais são as notícias que você tem para compartilhar comigo? —perguntei enquanto batia o palito com a azeitona contra a borda do copo. Ele explicou todos os procedimentos chatos e fatos que havia descoberto. Em algum ponto, eu acho que nos perdemos, porque a próxima coisa que eu sabia, é que uma nova bebida apareceu na minha frente. Sem interrompê-lo, tomei um gole e o ouvi tagarelar sobre essa besteira tecnológica. Eu o deixei continuar, olhando para os movimentos dos lábios, enquanto moviam-se com cada palavra. No momento em que eu tinha quase terminado a segunda bebida, ele estava pronto para me dar à informação que estava à espera de ouvir. —Eu segui o endereço do IP do seu e-mail e utilizei outros métodos para encontrar o culpado. Fiquei chocado ao descobrir que o IP não era de Nova York, mas daqui, em Tampa. Eu recuei boquiaberta. —Tampa? —Perguntei admirada. Ele balançou a cabeça, virando a cerveja nas mãos. —Sim. Eu fiquei surpreso. Eu pensei que, com base nas informações que você me deu, que seria de Nova York também. Isso não significa que ele não poderia ser alguém na lista que você me deu, mas precisamos expandir nossos parâmetros de pesquisa. —Foda-se. —Eu murmurei. —Este é um desastre completo. —Mordi o lábio.


—Eu tenho tudo sob controle, Race. Não tenha medo. —Ele me deu um sorriso doce. —Quem aqui iria querer prejudicar a sua reputação? Estremeci meneando a cabeça. —A questão é quem não quer. Seu queixo caiu. —Você é tão desagradável a esse ponto? Suspirei. —Eu trabalho em uma indústria dominada por homens. Não sou o tipo de garota para levar desaforo de ninguém. —Disse enquanto esfregava meu rosto, tentando eliminar qualquer demonstração de emoção. —Eu fiz um monte de inimigos no trabalho. Ninguém gosta de uma executiva mulher, especialmente os homens que pensam que são melhores do que eu. —É realmente uma competição brutal. —Mais brutal do que você jamais poderia imaginar, Morgan. — Eu disse. Ele acariciou o lábio. —Vamos começar com sua competição no trabalho primeiro. Alguém se sentiu ameaçado por seu sucesso? Eu rodei o restinho do líquido no meu copo, tentando evitar olhar para ele. —Eu poderia encher um caderno. — Respondi, começando a sentir pena de mim mesma. —Eu acho que preciso de outro. —Derrubei meu copo, notando que ele estava basicamente vazio. Deus, eu tinha tantos inimigos. É porque eu era uma vadia? Eu odiava o termo. Eu achava que era duro, mas ouvia os murmúrios no escritório e os sussurros, sobre ser a maior cadela na empresa quando eu passava. Eu nunca me importei se pessoas gostavam de mim. Não dei à mínima se fiz amigos também. A única coisa que importava era ser bem sucedida e fazer um bom trabalho. Agora, tinha que vigiar minhas costas e me perguntar quem desejava meu fracasso o suficiente para me ameaçar. —Anote seus nomes. —Disse ele, empurrando o papel na minha frente. Anotei vinte nomes, na sua maioria do sexo masculino, de pessoas que eu podia imaginar que desejavam me atingir e me queimar. —Você tem uma lista de amigos tão extensa quanto essa lista de inimigos? —Ele perguntou, empurrando a bebida mais perto de mim. Eu deixei cair à caneta. — Na verdade não. —Disse, apertando minhas mãos juntas.


—Muito ocupada tentando chegar ao topo? Por alguma razão, a sua declaração me fez rir. —Sim, algo assim. —Eu ri novamente olhando em sua direção. Ele torceu o nariz. —Talvez eu devesse interrompê-la. —Ele colocou a mão sobre o copo e começou a puxálo. Fiz uma careta e me movi rapidamente, colocando minha mão sobre a dele. —Não se atreva! Eu preciso disso. Eu mereço essa bebida depois desta semana, droga. —Tudo o que você disser. — Ele sussurrou. O calor de suas mãos fez meus pensamentos imaginarem a sensação delas acariciando meus seios. Meu rosto corou quando percebi que ele estava olhando para mim. —Está se sentindo bem, Race? —Perguntou, com o canto de sua boca se contraindo. Limpei a garganta. —Só um pouco quente da caminhada. Ainda não consegui me refrescar. —Me abanei, puxando a gola da blusa. —Claro. Ele sorriu, tirando sua mão da minha bebida. —Você não quer água gelada em vez disso? Talvez ajude a refrescar você. —Ele levantou uma sobrancelha. —Não, apenas mais um Martini. —Eu trouxe o copo à boca, observando Morgan sobre a borda. Eu precisava me recompor. Eu não tinha tempo para fantasiar. Havia alguém atrás de mim, e eu precisava focar nisso. Um deslize, e quem quer que fosse o perseguidor, provavelmente atacaria, e usaria essa oportunidade para me arruinar. Eu fiz uma nota mental de todas as futuras conversas que teria pelo telefone. Um a um, todo contato que poderia ser perigoso para a minha saúde.


Capítulo 9 Loucura do Martini Morgan —Você é realmente uma gracinha. — Ela arrastou a frase com um sorriso torto, correndo o dedo pela minha bochecha. —É isso aí. Chega de bebidas para você. — Eu disse, afastando o copo dela. —Não! Eu só tomei três. — Murmurou caindo para frente, tirando a bebida das minhas mãos. —Eu estou me divertindo. Eu tive uma cadela de uma semana e eu preciso me soltar um pouco. Eu levantei as mãos. —Você realmente tomou quatro Martinis, mas qualquer coisa que quiser, princesa. Seus olhos estreitaram-se. —Eu não sou sua princesa. — A fala estava arrastada, soando completamente adorável. Minhas bochechas doeram quando sorri. —Vou levá-la para casa agora. Acho que você precisa dormir. —Da última vez que verifiquei... —Ela disse soluçando. — Você não era meu pai. —Um lento sorriso insinuou-se em seu rosto. Ela aproximou-se e sussurrou: — A menos que seja coisa sua. —Ela tentou piscar, mas ambos os olhos fecharam, um após o outro. Eu me inclinei em seu espaço, a um fôlego de seus lábios. —Não é coisa minha, mas ficarei feliz de realizar suas fantasias. Mas não acho que você queira cruzar essa linha. Uma vez que você vá lá, não há como voltar atrás. —Olhei em seus olhos. —Oooh! —Os olhos dela arregalaram-se. —Isso é para me assustar, Sr. DeLuca? Eu não me movi. —Estou apenas dando-lhe um aviso justo. Você tomou algumas bebidas, e eu não vou tirar proveito disso. Só estou dizendo a você como vai ser. —Você é muito convencido. —Seu hálito quente e doce acariciou meus lábios enquanto falava. Tudo o que eu queria fazer era estender a mão, puxar seu rosto contra o meu, e beijar os belos lábios. —Estou seguro e confiante das minhas capacidades, sim. Isso é completamente diferente do que ser convencido. —Lambi meus lábios, testando-a. Seus olhos caíram para a minha boca, com os lábios já entreabertos.


—Outro? —Lisa interrompeu. —Nós estamos bem. — Respondi, mantendo meus olhos fixos em Race e acenando para Lisa sair. —Pfft. — Lisa zombou, caindo fora. Race olhou na direção de Lisa. —Ela quer você. —Sussurrou. Ela estava com ciúmes? —Eu não a quero. —Porem ela é uma coisa certa. Inclinei-me mais perto, deixando muito pouco espaço entre nós. —Eu nunca gostei das coisas fáceis. —Todos os homens gostam. —Seu corpo balançava, movendo-se tão perto que nossos lábios quase se encontravam. Sim, ela estava definitivamente com ciúmes. Eu estendi a mão, estabilizando-a. —Talvez para uma transa rápida, nada mais que isso. Seu corpo sacudiu quando alguém esbarrou em sua cadeira e ela caiu para frente, com o rosto desabando contra o meu peito. —Cuidado idiota. —Eu rosnei. —Foda-se. —O idiota bêbado gritou cambaleando para longe. —Não. — Ela murmurou em meu peito, as mãos apertando minhas coxas. Eu agarrei seus braços, começando a me levantar. —Não! —Ela gritou no meu peito, tentando me manter no lugar. —Não comece uma briga. Eu grunhi, mantendo-me na minha cadeira. Eu não queria que a noite terminasse assim. Não podia arriscar que Race ficasse chateada comigo. Eu agarrei seus ombros e tentei sustentá-la na posição vertical. —Dê-me um minuto. —Disse, com a voz abafada pela minha camisa. —Ele deveria pedir desculpas a você. — Eu rosnei, tentando encontrá-lo no mar de pessoas.


As pontas dos dedos fincaram na minha pele enquanto apertava minhas coxas. Ela aninhou seu rosto profundamente em meu peito, seu hálito quente vindo através da minha camisa. —Vamos, garotona. Deixe-me levá-la para casa. —A levantei, empurrando-a contra a cadeira. —Eu não estou pronta para ir para casa. — Ela reclamou com seus olhos tentando focar em mim, mas não conseguiu. —Eu acho que é melhor para nós dois se eu te levar para casa. —Eu vou pegar um táxi. —Ela endireitou-se e começou a pender para o lado. Eu balancei a cabeça segurando-a com uma das mãos. —Eu me sentiria melhor se eu a levasse para casa. —Eu me sentiria melhor com você na minha casa também. —Ela inclinou-se para o meu toque. —Ok, Race. Chega. —Fiquei de pé, mão no bolso para pegar uma nota de cinquenta, e joguei-o no balcão. —Vamos, gatinha. Vou levá-la para a cama. —Mmm. —Murmurou quando tentou se levantar. —Cama soa perfeito. Eu a segurei pela cintura enquanto ela tropeçava para fora do restaurante nos pés instáveis. Quando chegamos à calçada, levantei-a em meus braços. —Oh meu Deus! — Ela gritou, batendo no meu peito. —Ponha-me para baixo. Segurei-a com força quando ela começou a se mexer. —Você não pode andar com esses saltos nesta merda de calçada rachada. Você vai cair e quebrar o pescoço. Pare de se mexer, mulher, ou eu vou derrubá-la. — Menti. Ela pesava quase nada, mas a usaria como desculpa para segurá-la mais um pouco. Relaxando, ela deitou a cabeça no meu ombro. —Você está me cheirando? —Perguntou quando nos aproximamos do carro. —Não. —Afastei o rosto de sua cabeça, sabendo que fui apanhado. Eu não poderia ter o suficiente de seu perfume doce. —Claaaro. —Ela falou arrastando enquanto se aconchegava em mim. —Chegamos ao carro. — Eu disse, olhando para ela e sorrindo. —Eu estou tão cansada. — Ela murmurou, cedendo mais perto de mim. —E confortável. —Eu vou colocar você para baixo agora. — Eu avisei antes de soltar meu aperto.


Ela deslizou pelo meu corpo, deixando o rosto imprensado contra o meu peito. Não me preocupei em esconder minha diversão. Eu a empurrei para trás apoiando-a contra o carro e abri a porta. —Aqui. — Segurei-a pelo braço, certificando-me de que entraria sem bater com a cabeça. —Você é realmente um cara legal. —Disse ela, piscando lentamente, fora de sincronia, balançando o corpo. —Vamos manter esse nosso segredinho. —Levantei as suas pernas para dentro e fechei a porta. —Senhor, me dê força para não foder isso. —Murmurei, olhando para cima, dando a volta no carro. —Eu não posso dormir com ela. O pau duro dentro da minha calça discordou, mas eu sabia que não poderia tirar proveito dela. Isso era o que estaria fazendo se deixasse esta noite ficar fora de controle. Não posso transar com ela hoje à noite.


Capítulo 10 É Agora ou Nunca Race —Morgan. —Sussurrei enquanto ele me carregava para dentro da minha casa. —Sim? —Ele perguntou, olhando para mim. —Eu não estou tão bêbada. —Sussurrei. —Mas você está, princesa. — Ele me disse abrindo a porta do quarto, levando-me para dentro. —Eu não estou. —Argumentei, deslizando minha mão até seu pescoço e segurando sua bochecha, acariciando lentamente a barba por fazer. —O que você está fazendo? —Ele perguntou, seus dedos apertando meu quadril. —Eu quero você. — Rocei meus lábios em seu queixo. —Nós não deveríamos, Race. — Ele me disse, congelando. —Eu não me importo com o que devemos fazer ou não. Você não me quer? —Murmurei contra sua pele. Ele fechou os olhos, inalando profundamente. —Eu quero, mas você vai se arrepender manhã. —Disse, dando-me outra chance de mudar de ideia. Não havia nenhuma maneira no inferno que eu diria não. Eu queria Morgan DeLuca. Após uma semana fantasiando sobre ele, eu tinha a minha chance de torná-la realidade. —Eu quis você desde o momento em que vi aquele cara grande de pé na porta, parecendo pronto para chutar o traseiro de alguém. Eu quis tocar seus músculos. —Segurei seu braço, apertando gentilmente. —Provar a sua pele, e sentir você dentro de mim. —Eu quis você antes que soubesse o seu nome. —Disse ele, colocando-me em cima da cama. Enrolei meus braços em volta do seu pescoço, trazendo seu rosto mais perto. —Beije-me então. — Eu murmurei, movendo minha boca para a sua. Inferno, sim, finalmente.


Suas narinas dilataram com sua respiração áspera. Ele esmagou seus lábios nos meus, me respirando. Sua boca era mais suave do que eu fantasiava, com a quantidade perfeita de língua e lábios. Gemi em sua boca, sentindo meu corpo todo formigar. Foi tão clichê, mas aconteceu. Corri meus dedos pelos seus cabelos, arrastando minhas unhas contra seu couro cabeludo. Ele estremeceu, gemendo e abrindo a boca sobre a minha. Sua língua entrou na minha boca, me degustando enquanto envolvia minhas pernas em torno de suas costas, segurando-o contra o meu corpo. Ele estava duro. Como uma rocha. E eu suspirei quando pressionou contra mim. Esfreguei minha buceta contra o seu comprimento, amando o atrito dos nossos corpos. —Não. — Ele murmurou em minha boca. Eu sorri contra seus lábios. —Por quê? —Te desejo muito. Não quero que isso acabe antes de começar. —Ele rosnou. Eu gemi, fingindo estar triste, mas suas palavras me deixaram molhada. Morgan DeLuca estava me beijando. Ele estava na minha cama, em cima de mim, e me queria. Tirei minhas pernas de seu corpo, sentindo falta do contato instantaneamente. Sua mão deslizou pelo meu corpo, encontrando meu peito. Seu dedo acariciou meu mamilo endurecido, e eu senti o ar deixar o meu corpo. Ele inalou-o, trazendo para ele. —Morgan. —Gemi com a última gota de respiração que eu tinha. Ele grunhiu passando a mão sobre meu torso. Em seguida, encontrou a borda da minha camisa e deslizou por baixo. Pequenas faíscas derraparam na minha pele enquanto sua mão acariciava meu estômago, em rota de colisão com os meus seios. Minha barriga tremeu quando seu dedo acariciou a borda do meu sutiã. O calor de sua palma não impedia que os arrepios eclodissem em toda a minha pele. Quando o fechamento frontal do meu sutiã abriu, meus seios saltaram livres. —Humm. — Ele murmurou apertando meu peito, correndo um polegar sobre meu mamilo. —Tão macio. Quando a mão desapareceu, eu choraminguei perdendo o contato. E se ele mudou de ideia? Meus olhos se abriram enquanto seus lábios deixavam os meus. Meu corpo ficou tenso e o meu estômago embrulhou quando ele se sentou, descansando seu corpo sobre os calcanhares. Ele olhou para mim com um sorriso malicioso. —Sente-se. —Ele sussurrou. —Eu preciso de você nua. Alívio inundou meu corpo. As borboletas ficaram flutuando no meu interior. Sentei-me


começando a levantar minha camisa. Ele colocou as mãos sobre a minha, me parando. —Não. —Disse olhando para mim. —Eu quero te despir. Meu sistema maldito entrou em erupção. Morgan DeLuca queria me despir. Ele queria me foder. Se eu estivesse sóbria, poderia ter pensado sobre as repercussões, mas o álcool me ajudou a relaxar o suficiente para compartilhar meus verdadeiros sentimentos. Eu já não podia negar que o queria. Eu não podia negar-lhe mais nada. Eu esperava um beijo quando a noite terminasse, mas estava levando muito mais. Levantei meus braços, olhando para ele, minha camisa e sutiã foram rapidamente removidos e atirados no chão. Se eu estivesse sóbria, poderia ter me coberto. Entre o licor e o ardor em seus olhos, eu fiz o oposto. Eu me embebedei na maneira como ele estava olhando para mim, quando deslizou minha saia pelas minhas pernas. —Morgan... — Eu soltei, sentindo-me um pouco constrangida, mas não sobre o meu corpo. —Sim? —Ele perguntou jogando minha calcinha e saia no mesmo lugar que meu sutiã. Ele se arrastou para fora da cama e tirou à camisa. Eu não podia deixar de olhar. Seu peito parecia mais duro e maior do que era debaixo da camiseta que ele usava. Meus olhos correram sobre cada ondulação de seu abdômen, e eu senti água na boca quando ele abriu o zíper de seu jeans. Eu sabia que não ficaria decepcionada, mas vê-lo e senti-lo era completamente diferente. Eu o senti entre as minhas pernas, duro e grande. Mas passou-se tanto tempo desde eu que tive relações sexuais. E eu queria Morgan tanto, que me perguntava se era uma miragem. Quando seu pau saltou livre, eu calmamente suspirei e fiquei secretamente com medo. A coisa era grande demais. Especialmente quando eu não tinha fodido qualquer pessoa em um ano. Li que uma vagina volta a ter o aperto virginal depois de estar vazia por tanto tempo. Eu não ficaria chocada se a minha estivesse selada, com teias de aranha dentro. Engoli em seco. Ele se arrastou pela cama, e estabeleceu-se entre as minhas pernas, pressionando mais de 20 cm de dureza contra mim. —Quero avisá-lo. — Eu disse com uma voz rouca. Ele balançou a cabeça, inclinando-se para frente e colocando o dedo sobre os meus lábios. —Eu não quero saber. Pare de pensar tanto. —Mas eu... —Murmurei contra seus dedos, olhando para ele.


—Deixe. Não importa. — Ele me disse colocando uma das mãos contra a minha barriga, persuadindo-me a ficar plana contra o colchão. —Tudo o que importa é que eu quero me enterrar tão profundamente dentro de você, que todo o resto desaparecerá. Todos os pensamentos sumiram quando seus lábios encontraram meu pescoço. Quando os dentes afundaram em meu ombro, tremi. Essa era minha área sensível. Um toque especial fazia todo o meu corpo explodir em chamas. Conforme a boca percorria um caminho de êxtase pelo meu torso, fechei os olhos e desfrutei a sensação dele em mim. Sua boca chiou enquanto acariciava o meu mamilo com a língua, e abri as minhas pernas ainda mais, precisando de mais. —Tão linda porra! —Ele murmurou contra a pele logo acima do meu pelo púbico. Os minúsculos pelos esvoaçaram com a respiração quente. Cada movimento, enviando um arrepio pelas minhas pernas. Eu podia sentir a umidade gotejando. Acho que eu nunca fiquei tão excitada na minha vida. Quando ele colocou a boca contra a minha buceta, beijando-me com mais força do que ele tinha feito com a minha boca, eu quase explodi. Meu corpo arqueou-se quando a dor entre as pernas ficou mais intensa. —Morgan! — Gemi, meus olhos girando em minha cabeça. Ele murmurou contra o meu clitóris, e meu corpo tremeu em resposta. Quando ele escorregou um único dedo grosso dentro de mim, agarrei os lençóis. —Oh Deus. —Eu apreciava a plenitude que sentia, e gemi novamente. Ele afagou meu interior enquanto sua boca acariciava minha pele. Eu precisava tanto gozar, mas quando estava prestes a me libertar, ele parou. Ergui a cabeça o encarando, pronta para gritar. —Ainda não. —Disse ele. —Calma. Eu suspirei, jogando a cabeça para trás contra o travesseiro, tentando relaxar. Ele deslizou seus dedos, enquanto sua boca me encontrou novamente. Ele esfregou dois dedos contra a minha abertura, eu me preparei para o impacto, esperando o relaxamento familiar que viria do meu corpo não utilizado. Polegada por polegada, ele dirigiu-os para frente, me alongando. Para minha surpresa, eu adorei a sensação de plenitude. Depois de mais algumas varreduras de sua língua contra o meu clitóris, meu corpo ficou tenso. Quando seus dedos enroscaram-se dentro de mim, esfregando o meu ponto G, eu não consegui mais segurar. Explodi. O orgasmo atravessou meu corpo, minha buceta apertou o cerco contra seus dedos. Eu não conseguia respirar, e o quarto girou. Eu não queria que isso


acabasse. Eu não podia gritar ou gemer. Fiquei ali dura enquanto meu corpo cavalgava na onda de êxtase que caía sobre mim. Com meu corpo relaxado, aquecido pelo prazer, ele retirou os dedos lentamente. Instantaneamente, meu núcleo sentiu-se abandonado, mas deliciosamente usado por ele. Ele subiu em mim, eu suguei o ar, tentando pegar as pequenas respirações que tinha perdido durante o auge da paixão. —Você tem um preservativo? —Ele perguntou, roçando seus lábios contra os meus. Porra. Os preservativos que eu tinha eram mais velhos do que o leite azedo na geladeira. —Não. — Eu respondi, provando-me na sua boca. —Eu estou limpo, Race. Eu fiz os exames recentemente, e não estive com ninguém desde então. — Ele disse, olhando para mim com os olhos suaves. Eu estava tomando pílula para ajudar a controlar as minhas cólicas, então não estava preocupada com gravidez. No meu último checkup, estava tudo perfeito e não estive com ninguém além do meu vibrador. Eu sabia que estava limpa. —Estou limpa também, e estou tomando pílula. — Eu anunciei, sentindo seu comprimento duro entre as minhas pernas. —Então está tudo bem? Você confia em mim? —Ele perguntou, esfregando a ponta do seu pênis contra minha umidade. Na minha infinita sabedoria bêbada, o fodedor Morgan DeLuca, não tinha pensado sobre proteção. Eu tinha assumido que ele era o tipo de cara que carregava um preservativo em sua carteira, pronto para a ação a qualquer momento. Será que eu poderia confiar em Morgan o suficiente para deixá-lo me foder sem proteção? Olhando em seus olhos, eu acreditei em cada palavra que ele sussurrou. Eu confiava nele. Eu confiava nele com a minha vida e meu corpo. —Eu confio. —Sussurrei, engolindo o nó que começou a se formar na minha garganta. Sem outra palavra, seu pênis cutucou minha abertura, e ele dirigiu a ponta dentro. A deliciosa dor voltou, e eu senti o estiramento do meu corpo para acomodá-lo. Cada preocupação desapareceu, substituída pela necessidade de senti-lo em meu corpo. Quando ele empurrou seu pau dentro de mim, comecei a choramingar conforme sua boca colidia com a minha, me roubando a respiração mais uma vez. Sua pélvis recuou e bateu em mim. Minhas costas arquearam quando ele foi mais fundo, deixando-me completamente pasma.


Ver cada um de seus músculos abdominais ondularem fez meus dedos doerem para tocá-los. Eu deslizei minhas mãos pelas suas costas, encontrando o contorno dos músculos e sentindo-os passar debaixo dos meus dedos. Eu relaxei quando ele puxou minhas pernas, sentou-se ligeiramente, e agarrou meus tornozelos. Eu vi com olhos arregalados quando ele separou-os, criando um gigante V. Seu pênis me bateu. Nada o impedia de estar dentro de mim totalmente. Fechei os olhos, o sentindo acariciar minhas entranhas. —Abra os olhos. — Ele ordenou com voz severa, mas suave. —Olhe para mim enquanto eu te fodo. Sem hesitar, abri os olhos e o vi me foder. Prazer e luxúria ardiam em seus olhos conforme olhava para mim, e trabalhava seu pênis dentro e fora do meu corpo. Sua parte inferior balançava enquanto seus ombros permaneciam retos, e ele girava seus quadris da maneira mais deliciosa. —Toque-se. —Disse ele. —Eu quero vê-la gozar novamente, no meu pau. Eu nunca tinha me tocado na frente de outra pessoa, mas do jeito que ele estava olhando para mim, eu não hesitei. Depois de correr a minha mão no meu meio, encontrei meu clitóris e comecei a acariciar em torno dele. A umidade causada por sua boca ainda permanecia, fazendo com que os dedos deslizassem facilmente contra a minha carne. Toda vez que ele dirigia seu pau para dentro, eu gemia, movendo os dedos mais perto do meu clitóris. Incapaz de resistir, acariciei meu clitóris, deixando os círculos ficarem mais fortes a cada passagem. Eu precisava desse orgasmo mais ainda do que o que ele já havia me dado. Da forma que o seu pau varria dentro de mim, eu não poderia esperar mais. —É isso aí, baby. Goza no meu pau. Ninguém nunca tinha me falado sujo na cama antes e, de repente, me dei conta do que havia perdido. Fechei os olhos concentrando-me em seus golpes. —Olhe para mim quando gozar. — Ele resmungou baixinho. Meus olhos abriram quando meu dedo roçou o meu clitóris com mais firmeza. Enquanto ele serpenteava seus quadris e eu acariciava entre as minhas pernas, uma explosão de prazer tomou todo meu corpo. Meus dedos dos pés curvaram. Levantei minha cabeça do travesseiro enquanto meus dedos vacilaram. O orgasmo que atingiu meu sistema foi maior do que todos os orgasmos juntos que eu tive em minha vida.


Tentei respirar, mas não podia. Meu corpo estava bloqueado, pulmões e tudo, enquanto a onda me percorria de cima a baixo, puxando a vida de mim. Morgan gemeu, trêmulo, seguindo-me sobre o penhasco. Eu apertei contra ele, puxando-o mais profundamente dentro de mim, nossos corpos formando um só. Arfamos tentando conseguir um pouco de ar, a moleza me tomando enquanto ele esmagava seu corpo contra o meu. Minhas pernas estavam rígidas, com dores pela posição desconhecida, desabando na cama. Meu corpo estava gasto, minha mente nebulosa e, eu tentava trazer oxigênio para meu sistema. Quando ele rolou para o lado e me puxou, eu fui de bom grado. Aninhada, saciada, caí no sono com nada na mente, somente ele.


Capítulo 11 Estou tão fodido Morgan Eu dormi com minha cliente. Não. Eu fodi Race True. A memória da noite passada voltou para mim quando abri meus olhos. O jeito que ela tinha chamado o meu nome, o som de seus gemidos, e o orgasmo duro que tinha me rasgado, me fez sorrir. Race True era mais do que eu esperava. Eu sabia, no momento em que a vi, que eu a queria. Ela moveu-se, puxando o edredom contra o peito. Sentando-me, eu assisti um ronco suave sair de seus lábios. Havia muito sobre a mulher que eu não conhecia. A única coisa que eu sabia, com certeza, era que eu queria saber tudo sobre ela. Ontem à noite não foi o fim. Não podia ser. Eu estive com muitas mulheres na minha vida, mas ninguém como ela. Eu estou tão fodido. Eu dormi com a minha cliente. Se ela acordar e lamentar por ontem à noite, ela poderia me demitir. Thomas provavelmente me mataria se descobrisse. A ansiedade tomou conta de mim. —Bom dia. — Ela sussurrou, esticando os braços. —Bom dia, linda. — Respondi, sentindo-me instantaneamente aliviado. —Eu dormi como uma pedra. —Ela chutou as cobertas, contorcendo seu corpo como eu nunca tinha visto, e bocejando. —Eu também. —Eu disse. Na noite passada, eu tinha desmaiado completamente, segurando seu corpo e girando os dedos em seu cabelo. —Vem cá, Race. —Eu disse batendo o pé, querendo tocá-la.


—Você já quer que eu chupe seu pau? —Perguntou ela com os olhos arregalados. —Se você está oferecendo. —Eu ri. —Eu só quero conversar. —Oh! — Ela murmurou antes de colocar a cabeça na minha coxa. Enfiei os dedos no cabelo dela, acariciando a seda amarela. —Eu quero falar sobre a noite passada. — Eu disse. Ela virou-se e olhou para mim. —O que há para falar? —Você está bem? —Engoli em seco, acalmando minhas mãos em seu cabelo. —Quero dizer, estamos bem? —Você acha que eu me arrependi? Ou que eu estava bêbada demais para não saber o que estava fazendo? Mordi o lábio respirando profundamente. —Sim. —Morgan. — Ela sussurrou, esfregando sua bochecha contra a minha coxa. — Eu não me arrependo de nem um minuto de ontem à noite. —Ufa! —Murmurei, começando a acariciar seu cabelo novamente, amando o jeito que caía sobre meus dedos. —Porque foi fan-porra-tástico! Ela riu, balançando a cabeça. —Foi, e eu lhe disse que não estava bêbada. —Disse ela, relaxando contra mim. —Você estava muito bêbada. —No momento em que chegamos aqui, fiquei sóbria o suficiente para saber o que estava pedindo. Eu não me arrependo de nem um minuto. Fechei os olhos, descansando minha cabeça contra a cabeceira. —Você não deveria. Eu fui espetacular. —Olhei para ela de esguelha. —Você é um idiota. —Ela bateu no meu estômago. —Morgan. — Ela sussurrou, traçando os contornos do meu abdômen com os dedos, onde sua mão tinha acabado de bater. —Sim? —Perguntei, ficando perdido no padrão. —Você acha que devemos parar de trabalhar juntos? Quero dizer, você ainda pode trabalhar no meu caso depois do que fizemos? —Seu dedo ficou imóvel, permanecendo contra a minha pele. Eu não respondi de imediato, pensando sobre isso.


—Sim, Race. Quero terminar o seu caso. Não há nada mais que eu queira do que deixar você em segurança. — Eu disse, sabendo que ninguém mais trabalharia tão duro por ela. —Ninguém tem mais a ganhar com o caso resolvido do que eu. Ela levantou-se, olhando para mim com os vincos em sua testa se aprofundando. —O que você tem a ganhar, Sr. DeLuca? —Você, Sra. True. — Eu disse tratando o assunto com naturalidade. —Eu tenho tudo a perder se eu não conseguir solucionar isso, e mais do que eu mereço se eu resolver o seu caso. —Como você sabe que eu não quero só dormir com você e nada mais? —Ela sorriu. —Vamos lá, princesa. Eu vi como você olhou para mim quando meu pau estava enterrado dentro de você. —Querido, isso era luxúria. Eu balancei a cabeça, franzindo os lábios. —Isso foi mais do que luxúria. —Eu gosto de você, Morgan, mas não vamos exagerar. — Ela disse deitando a cabeça. — Embora, eu admito, eu amo seu pau. —É um começo. —Menti, porque embora ela não pudesse dizer as palavras, seu corpo a traiu. —Você pode mentir para você mesma o quanto quiser, mas eu sei a verdade. —Eu pisquei para ela. —Eu tenho que ir para o escritório. — Ela murmurou, fechando os olhos. —É sábado. —Só por isso? Você vai trabalhar hoje? —Perguntou ela, acariciando o V no meu abdome. —Sim. Depois que eu encontrar um lugar para morar. 7

—Veja. Nós dois somos workaholics . —Brincou ela, passando as unhas na minha pele. —Só porque eu quero resolver o seu caso. —Boa resposta. Olhei para o relógio, percebendo que ainda tinha uma hora. —Eu tenho que ir, mas não quero me mover. —Humm. — Ela murmurou. —Eu tenho um compromisso com o meu corretor de imóveis. Ela suspirou antes de sentar-se. —É melhor você ir, então. —Ela deixou os lençóis caírem do seu corpo, dando um


sorriso preguiçoso. Fiquei olhando para seu peito enquanto minha ereção matinal crescia pronta para entrar em ação. —Eu tenho um pouco de tempo. —Me inclinei para frente. —E você? —Murmurei contra sua pele. —Eu posso fazer o meu tempo. —Eu vejo aquele olhar em seus olhos. — Eu disse a ela, varrendo a minha língua em seu pescoço. —Morgan. —Ela sussurrou, com a voz entrecortada. —Só me fode e cale a boca. Mordi seu pescoço. —Eu gosto de uma mulher que sabe o que quer. —Xii! — Ela sussurrou, apalpando meu pau. – Fala menos. Eu fodi Race mais uma vez antes de sair. Não sabia se seria a última vez. Memorizei todos os ângulos, armazenando-os para mais tarde. Eu saí com as pernas bambas, perfeitamente gastas. As coisas tinham mudado entre nós, e minha vida parecia estar se encaixando. Talvez eu estivesse lendo mais nisso do que deveria. Mas havia aquele olhar que eu conheço, que transmite todas as emoções não ditas. Eu vi isso em seus olhos. Ela queria me conhecer, tanto quanto eu queria descobrir quem era a verdadeira Race True, e isso me fez feliz. Eu andei até a calçada e entrei no meu carro, saboreando a memória dela chamando meu nome. A vida era boa.


Capítulo 12 Oh Deus Race Meu Deus. Eu fodi Morgan DeLuca. Na verdade, ele tinha-me fodido, e eu não tinha vergonha de admitir que eu amei cada minuto disso. Ele me abraçou também. Segurou-me em seus braços toda a noite, e eu adorei pra caralho. —Esse sorriso é sobre o quê? —Cara perguntou entrando no meu escritório. —Oh nada. — Falei, balançando para frente e para trás em minha cadeira. —Eu tenho trabalhado para você tempo suficiente para conhecê-la. —Disse ela, levantando uma sobrancelha e começando a arrumar minha mesa. Cara tinha sido atribuída a mim no meu primeiro dia de trabalho. Enquanto subia os degraus, ela vinha comigo e manteve-se sempre fiel. Eu não acho que poderia ser possível ter uma secretária melhor do que ela. Mais importante, ela era minha melhor amiga, e sempre confiei nela. Ela olhou para mim. —É aquele homem, não é? —Quem? —Perguntei murmurando. —Você já teve duas reuniões agora, com o homem da empresa de investigação. —Ele é bom. — Eu disse, mexendo com a minha caneta. —Claro. —Disse ela. —Por que você está tão vermelha agora que eu o mencionei? —Ela inclinou a cabeça, sorrindo. —Está quente aqui. —Não está. Então, você gosta dele? —Perguntou. —Você já o beijou? —Cara! — Eu disse, tentando não sorrir. Ela balançou a cabeça e riu. —Não importa o que ele fez, eu gosto de ver você feliz. —Sim. —Eu sussurrei incapaz de olhar nos olhos dela. —Não esqueça de que é hoje. —Ela me disse no momento em que pegava uma pilha de pastas para arquivar.


—Eu sei. —Suspirei com um nó formando no meu estômago. —Você quer que eu pegue algumas flores para você? —Ela perguntou, parando na porta. —Não. Eu pego. — Eu disse a ela, balançando a cabeça. —Por que você não sai mais cedo hoje? Não há nenhuma razão para você trabalhar nos fins de semana comigo, Cara. —Eu gosto de passar um tempo com você, Race. Você sabe disso. Meus filhos estão crescidos, meu marido foi embora, e eu não posso simplesmente ficar em casa o dia todo. Eu ficaria louca. —Bem, eu adoro ter você por perto, Cara. Você é mais do que apenas a minha secretária. —Eu sei, garota. Eu sei. Eu acho que você deve tirar o dia de folga também. —Ela segurou a porta aberta enquanto equilibrava a pilha de pastas em seus braços. Olhei por cima da minha mesa, percebendo que eu não tinha mais nada para fazer. —Eu vou sair em breve. —Até segunda-feira. — Ela disse antes de sair. —Segunda-feira. — Eu repeti, agarrando minha bolsa e seguindo-a até o saguão. ***** Hoje era o aniversário da morte de meu pai. Onde é que foram quinze anos? Mesmo que o tempo tenha passado, a tristeza imensurável de perder meu pai não tinha diminuído. Todo dia eu pensava nele. Havia momentos em que eu sentia falta dele mais do que em outros, mas não passava um segundo sem que eu não sonhasse estar em seus braços. Lágrimas caíram dos meus olhos, estatelando-se na grama enquanto estava na frente de sua sepultura. —Papai. —Sussurrei, caindo na grama. —Sinto muito. — Eu gemia, cobrindo meu rosto. —Eu deveria ter vindo mais cedo. À medida que cada ano passava, eu vinha visitá-lo cada vez menos. A culpa que eu experimentava sugava a vida de mim. Eu não podia passar meus finais de semana aqui, sentindo o peso de sua morte em meus ombros. Ele foi meu mundo inteiro, e o único na minha família que me mostrou amor incondicional. Ele me levava em todos os lugares com ele, para desgosto da minha mãe. Escapávamos secretamente nos fins de semana, desfrutando de nosso tempo fora da cidade. Meu pai tinha sido o meu melhor amigo. Não havia nada que eu amasse mais do que ser


sua menina. Quando ele morreu, um pedaço de mim foi enterrado com ele. Minha mãe ficava mais odiosa a cada dia que passava. Até o momento em que eu fui para a faculdade, nós tínhamos parado de nos falar. Realmente, eu tinha parado de falar com ela porque não podia mais aguentar suas besteiras. De alguma forma, ela tinha chegado à conclusão de que a culpa de meu pai ter morrido foi minha. Ele morreu instantaneamente um dia após o trabalho, quando veio me pegar na escola. Ela disse que a sua necessidade de me fazer feliz por não exigir que eu pegasse o ônibus escolar, foi a causa. Não foi o carro que tinha batido na parte de trás do seu SUV, mas eu. Em sua mente, eu fui a pessoa que o matou. Depois de colocar as flores em seu túmulo, me levantei e beijei sua lápide. —Eu te amo, papai. —Sussurrei com outra onda de soluços escapando. Eu teria dado qualquer coisa para ouvi-lo chamar meu nome novamente. Eu conhecia a perda. Era parte de mim. Meu pai foi meu primeiro amor, e a primeira pessoa a me deixar para trás. Todos me deixaram. Eu não poderia deixar-me sentir nada por Morgan. Eu acho que não poderia ter outro coração partido sem perder-me completamente na escuridão.


Capítulo 13 Jantar em Família Morgan —Como vai o trabalho? —Perguntou o tio Sal. —Bom. Muito bom. —Ele tem sido uma grande ajuda, Pop. — Thomas me deu um breve aceno. —Nós realmente precisávamos dele. Inferno, nós ainda poderíamos usar alguns caras para nos dar uma folga. —É sempre bom estar na demanda filho. Eu deveria me sentir culpado por sexta à noite, mas não o fiz. Eu não me arrependo de nenhum momento que passei com Race. —Sim. James e eu estamos discutindo alguns nomes de pessoas que poderíamos recrutar para se juntarem a nós. — Thomas disse enquanto colocava os pés em cima da mesa de café. —Alguém que eu conheça? —Perguntou o tio Sal, levantando uma sobrancelha. —Você conhece, mas eu não quero falar sobre trabalho hoje. Eu ainda estou tentando convencer James de que ele é o homem certo para o trabalho. —Oh! Sam? —Perguntou. James juntou as mãos e cerrou os dentes. —Você sabe que eu o odeio. Thomas olhou para James e sorriu. —Nós já passamos por isso. —Você já falou com a sua mãe hoje, Morgan? —Tia Mar perguntou adentrando a sala de estar. —Hoje não. Algo aconteceu? —Perguntei, meu coração começou a bater de forma irregular. —Ela disse que estaria aqui na próxima semana. — Ela sorriu sentando-se no braço do sofá. —Ótimo. — Eu disse em voz baixa, com os dentes cerrados. —Você é um mentiroso horrível. —Tia Mar bateu-me com o pano de prato. Suspirei. —Eu a amo, mas a mulher às vezes é tão arrogante. —Nós somos mães. Estamos aptas a ser.


Essa foi sempre a desculpa que minha mãe me deu. Era seu trabalho ser chata e intrometida como o inferno. —Mas seria bom se ela pudesse pegar leve só um pouco. Tia Mar riu. —Nunca vai acontecer. —Disse antes de levantar-se e voltar para a cozinha. Joe me cutucou com o cotovelo. —Você apenas tem que aprender a lidar com elas. —Sim. — Mike concordou da cadeira no canto, balançando a cabeça lentamente. —Fingir que você está ouvindo, e aprender a ignorá-la. Isso é o que eu faço com Ma. —Anthony puxou sua esposa, Max, em seu colo. —Eu posso ouvir você! —Tia Mar gritou da cozinha. —Ma não é tão ruim. — Acrescentou Thomas. Todos os olhos se voltaram para ele. —Isso é porque você esteve fora muito tempo. Se não fosse por isso, você teria a mesma besteira igual a nós. — Joe disse calmamente, enquanto seus olhos corriam em direção à cozinha. —Oh, por favor. Elas só nos amam. —Thomas estufou o peito. —Mentira. Tudo mentira. — Izzy disse deslizando entre as pernas de James no chão. Eu senti inveja dos Gallos. Eles tinham um ao outro. Eu fui sozinho minha vida inteira, sem irmãos ou irmãs para brincar ou cuidar de mim. Eu sentia falta da minha mãe, mas eu nunca admitiria isso. E se eu fosse completamente sincero, eu desejei que Race estivesse aqui comigo. —Qual o problema? —Perguntou Joe. Pisquei algumas vezes me focando nele. —Eu? —Perguntei, franzindo o nariz. —Sim, você. —Nada, cara. —Alguma coisa está te preocupando primo. Cuspa. —Disse Joe, correndo o dedo sobre o lábio. Eu suspirei, esfregando as mãos no rosto. —Só pensando em como vocês tem sorte de ter um ao outro.


—Cara, deve ter sido uma merda ser filho único. — Mike entrou na conversa, balançando a cabeça quando estremeceu. Dei de ombros. —Às vezes, era ótimo. Eu não tinha que compartilhar nada com ninguém, mas, então, em outras vezes... —Sim. Era solitário. —Disse Mike. —Eu acho besteira. Eu adoraria ser filha única. — Izzy deixou escapar. —Eu gostaria de toda a atenção. Além disso, eu não teria que lidar com esses jumentos toda a minha vida. —Izzy. — Anthony disse lhe dando um olhar desagradável. — Por favor, pare com essa besteira. Você foi tratada como a única criança durante anos. Você é uma menina, e isso lhe proporcionou uma existência muito encantada. —Foi um pote de merda. —Ela revirou os olhos. Na outra sala, as crianças mais velhas brincavam na nova sala de jogos que tia Mar tinha feito para elas. Os Gallos estavam criando um pequeno exército. Izzy teve meninos gêmeos cerca de seis meses antes de seu casamento, e nomeou-os Rocco e Carmello, mas todos o chamavam de Mello. Thomas e Angel tiveram um menino, Nick, que estava aprendendo a andar. Anthony, Joe e Mike cada um nomeara as meninas de Tamara, Gigi, e Lily, respectivamente. —É melhor eu ir buscar Nick para que ele esteja pronto para comer, baby. — Angel disse a Thomas, antes de beijá-lo na bochecha e se levantar. —James. —Disse Izzy, olhando para ele. —O que? —Preciso de ajuda em buscar essas duas feras que você ajudou a fazer. —Izzy levantouse e colocou as mãos nos quadris. —Eu faço isso. Vou pegar os dois, amor. Você descanse. — Ele a puxou de volta para o chão, e esfregou seu rosto em seu pescoço. —Adoro acordar os meninos. — Ele murmurou contra sua pele. —Não. Eu quero ajudá-lo. —Disse ela com uma risadinha enquanto ficava de pé puxando James com ela. A sala de estar esvaziou rapidamente. Tomei isso como uma sugestão para ver se tia Mar precisava de ajuda. O mínimo que eu podia fazer era oferecer ajuda, desde que ela teve a amabilidade de me convidar. —Ei, tia Mar. — Eu entrei na cozinha, encontrando-a colocando as almôndegas em uma tigela gigante. —Deixe-me ajudá-la.


—Você é tão bom, Morgan. —Ela virou-se e me deu um sorriso magnífico. —Você pode terminar isso enquanto eu vejo se o nhoque está pronto? —Claro que sim. — Respondi, porque nhoque era o meu favorito. Caía no meu estômago como uma tonelada de tijolos, mas era surpreendentemente suave. Ela me entregou a colher. —Você é realmente um bom homem. Você mudou tanto desde que era um adolescente. —Espero que sim. Eu era um punk naquela época. —Todos nós temos de crescer em algum momento. Você apenas tomou o caminho mais difícil. —Ela inclinou-se e puxou uma tigela gigante do armário sem nenhum problema. —Juntar-me ao exército foi a melhor coisa para mim. Minha mãe discordaria, mas eu não sei se estaria vivo hoje se não fosse por eles. Ela colocou a tigela na pia e virou-se para mim. —Morgan. —Disse colocando a mão no meu ombro. — Sua mãe sabe que foi a melhor coisa para você. Ela só gosta de reclamar. Além disso... — Ela adicionou voltando sua atenção para a massa — É o trabalho de uma mãe fazer seus filhos se sentirem culpados. —Ela estava cercada por uma nuvem de vapor enquanto despejava água fervente e massa na pia. Deixei cair à última almôndega na travessa e a vi sacudindo a água para fora da massa. —Vocês são loucas. —Nós seriamos chatas se não fossemos. Seja um bom menino e vá colocar essas almôndegas na mesa da sala de jantar. Estamos apenas começando aqui. —Sim, senhora. — Eu provoquei, saudando-a. —Espertinho. Vocês são todos iguais. —Touché, tia Mar. —Desejei ter usado um pegador de panelas para levar a maldita travessa. Pela primeira vez em sempre, eu senti como se tivesse uma família novamente. Que pertencia a algum lugar. Embora fossem meus primos, eu os amava como se fossemos mais. Nós passamos a nossa juventude juntos, fazendo merda e causando problemas na vizinhança. Isso foi até que Joe e eu tínhamos ficado em apuros o suficiente, para fazer tia Mar e tio Sal embalar as coisas, pegar as crianças e sair da cidade. Foi a pior sensação que um dia senti. Olhei em volta da mesa da sala de jantar, observando cada uma das cadeiras, e disse a mim mesmo: Eu sou um sortudo filho da puta. Deixei de fora a parte sobre Race. Só então, tia Mar gritou: — Jantar! —Enquanto ela carregava o nhoque para a sala de jantar, com os pegadores de panela que decidi não usar.


—Obrigado. — Eu disse olhando para ela. —Por quê? —Ela perguntou colocando a travessa na mesa. —Por ser a minha família. — Respondi, e então lhe dei um beijo na bochecha. —Quem diria que você é tão coração de manteiga, Morgan? —Que isso não se espalhe. Entendeu? —Tarde demais. — Joe disse enquanto entrava na sala. —Eu vou comprar para o seu traseiro uma bolsa, para transportar todos esses sentimentos dentro de você. —Não comece, Joseph. — Tia Mar avisou. —Você não é tão duro como parece, meu filho. As pessoas têm teto de vidro. —Sim, sim. —Ele interrompeu. —Eu tenho sim. —O que eu perdi? —Izzy perguntou entrando atrás de Suzy, levando Mello. Ou talvez fosse Rocco. Eu não conseguia distingui-los ainda. —Nada, Izzy. Vamos comer. — Joe disse puxando a cadeira para sua esposa. Um por um, todos entraram na sala de jantar, tomando seus lugares na mesa. Mesmo eu, tinha a minha própria cadeira. Eu era um membro de pleno direito da família. Desta vez, eu não faria nada para acabar com isso.


Capítulo 14 Totalmente Fodida Race Eu odiava domingos. Eles eram inúteis. Eu sempre planejava passar meus domingos na praia, beber vinho e ler um bom livro, mas isso nunca aconteceu. Normalmente, eu ficava em casa, lavava roupa, e trabalhava de pijama. Eu não fui capaz de tirar Morgan da minha mente. Eu sabia que não deveria querer estar com ele, mas eu queria mais do que tudo no mundo. Eu não sobreviveria a ele. Eu sabia. Quando eu verifiquei meu e-mail antes de sentar para assistir a um filme, o que apareceu na minha tela me sacudiu. Race, Ele não pode ajudá-la. Ninguém pode. Você está na minha mira, e eu vou te pegar quando menos esperar.

Meu coração começou a bater forte, e olhei em volta, me perguntando se alguém estava do lado de fora da minha casa. Peguei meu telefone e mandei uma mensagem para Morgan. Morgan: Estou indo. Fique aí. Eu: Não, eu estou bem. Eu só queria avisá-lo.

Abri e tranquei de novo as portas francesas dos fundos, enquanto esperava pela sua resposta, e então olhei através das cortinas, tentando ver se tinha alguém lá fora. Morgan: Eu estou chegando, Race. Preciso fazer uma verificação de perímetro. Vou trazer os outros para ajudar, e ficar com você por um tempo. Sem reclamações.

Eu não esperava que ele se apressasse por aí. Eu me senti culpada por tirá-lo de tudo o que estava fazendo esta noite. Eu: Não. Não há ninguém aqui. Estou bem. Sério. Morgan: Fique aí dentro, tranque as portas e fique longe das janelas. Eu chegarei em vinte minutos.

Dã! Quer dizer, sério? Será que ele acha que eu ficaria do lado de fora e cantaria uma canção? Eu: Sim, senhor.

Eu apaguei as luzes tentando me distrair enquanto esperava.


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Acomodei-me no sofá, assistindo ao The Bachelor , e o desenrolar que acontecia a cada episódio. Era sempre bom para dar risada. Eu comecei a cair no sono durante a cerimônia da rosa, meus olhos ficando pesados e começando a arder. A campainha tocou e eu pulei. —Race! —Morgan gritou quando ele bateu na porta. —Race, atende a maldita porta. —Estou indo! —Eu respondi indo em direção à porta. Verifiquei o meu reflexo no espelho. Meus olhos estavam vermelhos, com olheiras. Ótimo. Meu pijama estava ok, eles não eram nada que ele não tinha visto antes. Realmente, era apenas um short e uma regata. Não estava querendo que ele achasse que eu tinha feito um esforço. Era apenas negócios, me lembrei quando cheguei à porta, não sexo. —Race! Eu vou colocar a porta abaixo se você não abri-la. —Ele bateu na porta desta vez. O homem era um grande idiota. —Que diabos? —Perguntei, jogando minhas mãos para cima depois que eu abri a porta. Seus olhos estavam em chamas enquanto ele respirava com dificuldade. —Que diabos? Isso é tudo que você vai dizer? —Ele perguntou, com as mãos apoiadas no batente e dois homens atrás dele. —Bem, sim. Quer dizer, eu estou bem, e não há nenhuma razão para ameaçar arrebentar a minha porta. Eu gritei que estava vindo. —Eu não deixaria uma porta ficar entre mim e sua segurança. —Disse ele, dando-me um sorriso indiferente. —Estou bem. Eu não fui assassinada. —Abri a porta ao máximo para deixá-los entrar. —Ainda não. —O cara alto disse, seguindo Morgan para dentro da casa. 9

—Jesus. Vocês são todos como Debbie Downers . —Eu disse enquanto fechava a porta. —Somos realistas, Sra. True. Existem ameaças contra você, e estamos levando muito a sério. —Disse Gallo. —Bem. Estou preocupada também. Você está certo. Mas não temos que ir ao limite aqui. Enquanto eu estava lá, meio vestida, vermelhidão subiu pelo meu peito. Eu nunca fui aquela garota. —O limite teria sido se nós viéssemos com nossas armas em punho, senhora. —Disse o homem alto.


Eu balancei minha cabeça enquanto caminhava de volta para o sofá. —Homens. Vocês são todos loucos. — Eu murmurei, caindo na almofada. —Nós vamos fazer um levantamento do perímetro, enquanto Morgan verifica a casa. Nós estaremos fora daqui em breve. — Thomas tranquilizou-me antes de caminhar em direção à porta dos fundos. —Quanto mais cedo melhor. — Retruquei, cruzando os braços sobre o peito. —Eu vou ficar. — Morgan me disse abrindo seus pés na largura dos ombros, eriçando-se como um gato. —Não, você não vai. —Atirei em direção a ele. Eu queria que ele ficasse não porque tinha, mas porque queria. Ele me encarou. —Sim. Eu vou. —Por quê? —Eu perguntei, olhando para ele. Seus olhos correram em direção ao meu peito, e meus olhos o seguiram. Pelo amor de Deus, meus braços tinham empurrado os meus seios para cima, colocando-os em plena exibição. Quando eu trouxe meus olhos de volta ao seu, ele ainda estava grudado em meu peito. Qualquer constrangimento que eu tinha desapareceu. Morgan DeLuca estava com segundas intenções. Ou seriam terceiras? —Porque eu não serei capaz de dormir esta noite se achar que alguém está atacando você. — Respondeu. —Eu tenho uma arma. Ele fechou os olhos, apertando a ponte do nariz. —Isso não deixa minha mente à vontade, princesa. Eu levantei minha cabeça. —Por quê? Porque eu sou uma garota? —Não, Race. —Disse ele, e então gemeu. —Deixe-me verificar a casa e ter uma rápida reunião com os caras, e explicarei isso para você. Revirei os olhos, virando-me de costas para ele. Antes que eu pudesse dar dois passos, sua mão enrolou no meu braço, me arrastando para trás. —Com licença. — Eu rebati, olhando para sua mão. —Escute, Race. Deixe essa atitude por cinco malditos minutos. Estou aqui para te proteger. Você pode esperar. —Ele tocou meu queixo, levantando meus olhos para encontrar


os seus. —Não fique ofendida e batendo os pés como uma criança. Por favor, deixe-me fazer o meu trabalho sem qualquer birra, mulher. —Vá. —Disse acenando para ele ir embora. —Faça o seu trabalho. —Eu me encolhi, sabendo que soou como birra. Ele soltou meu braço, sua mandíbula apertada. —Fique aqui. — Ele ordenou, apontando para o chão. Cruzei os braços novamente. —Tá bem. Ele marchou, movendo-se de sala em sala. Por que diabos Morgan DeLuca fazia a forte executiva em mim desaparecer? Quando eu estava perto dele, me transformava em uma cadela, uma bêbada ou uma 10

loose-lipped . —Encontrou alguma coisa suspeita? —Gritei ainda de pé no mesmo lugar. —Não. —Ele andou até a cozinha, batendo a porta dos fundos quando saiu. Eu fui na ponta dos pés para a cozinha, abri as persianas, e assisti-os. Eles estavam amontoando na calçada. Não importa o quanto eu tentasse, eu não conseguia entender o que eles estavam dizendo uns aos outros. Quando se separaram e Morgan começou a caminhar de volta e subir os degraus, eu corri de volta para o meu lugar. Quando ele entrou na sala, olhou para mim com a sobrancelha arqueada. —Você ficou? —Sim. Ele estreitou os olhos para mim. —Não importa. O perímetro está limpo e não há ninguém dentro da casa. Os caras estão voltando para casa. —Posso me mover agora? —Sim. Virei às costas, movendo-me mais rápido desta vez, e cai no sofá. —Eu tentei te dizer que não havia ninguém aqui. Você não precisava trazer os caras para conferir. Agora que estou segura, você pode ir. Seu trabalho não implica em ser meu guarda costas. —Eu peguei o controle remoto, mudando os canais, e tentando não olhar para ele. Ele sentou-se, virando-se para olhar para mim. —Eu vou ficar com você.


Olhei para trás. —Por quê? Você acabou de dizer que ninguém está aqui. —Eu quero ter certeza de que você ficará segura esta noite. —Não está ultrapassando o chamado dever? Ele beliscou a ponte de seu nariz, deixando escapar um longo suspiro, duro. —Race... — Disse ele, me encarando —Você é mais do que um dever para mim. A outra noite não significou nada para você? —Bem, eu... —Murmurei, sentindo-me como uma completa idiota. Ele inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos e passando os dedos pelos cabelos. —Isso significava algo para mim. Você não foi apenas um caso de uma noite. E até que eu descubra quem está atrás de você, não vou arriscar que algo aconteça. Nós já passamos por isso antes. Você pode deixar de ser um osso duro de roer por cinco minutos? —Sinto muito. —Me desculpei, chegando mais perto dele. —Eu ia assistir a um filme antes de dormir. Você quer assistir comigo? —Perguntei, engolindo em seco e tentando evitar a tentação. —O que você quiser. —Disse ele, recostando-se na almofada do sofá. —Lado a Lado ou P. S. Eu te amo? —Felizmente para ele, eu tinha ambos em DVD. —Qual deles tem mais ação? Eu joguei minha cabeça contra a almofada e sorri. —P. S. tem mais morte. —Parece bom. —Pipoca? —Perguntei me levantando do sofá quando os créditos começaram. —Quer ajuda? — Perguntou, começando a se levantar. Eu o empurrei para baixo. —Deixa comigo. Relaxe. Joguei a pipoca no micro-ondas e fiquei olhando, vendo-as estalar lentamente. Eu o queria novamente. Tê-lo bem perto, sentir a pele dele contra mim enquanto sua boca cobria a minha. Perdida em pensamentos, eu fiquei na ponta dos pés e peguei uma tigela de vidro. Eu toquei a borda inferior, tentando puxá-la para fora. Como se em câmara lenta, a tigela escorregou do armário e começou a cair. —Porra! —Eu gritei, encolhendo-me enquanto tentava agarrá-la. Quando atingiu a quina do balcão, quebrou e caiu no chão em pedaços, os fragmentos de vidro deixaram um rastro.


Antes que eu pudesse piscar, Morgan estava de pé ao meu lado, me puxando para longe dos destroços da tigela. Eu pulei, gritando alto. —Jesus, você me assustou pra caralho. —Desculpe. —Disse ele, levantando-me para longe do vidro. —Droga. — sussurrei pegando um vislumbre das minhas mãos. Ele puxou minhas mãos mais perto. —Deixe-me ver. Em vez de puxar para trás, eu cedi. O sangue já tinha começado a se acumular nas palmas das minhas mãos e escorria das bordas. Por que eu tinha que tentar pegar a tigela de merda? —Os cortes não parecem muito profundos. —Disse ele quando trouxe as minhas mãos mais perto de seu rosto e as inspecionou. —Precisamos limpar as feridas e parar o sangramento. —Você é um médico agora? —Eu provoquei, tentando engolir as lágrimas que estavam ameaçando cair. Ele agarrou minha cintura e me içou sobre a bancada. Chocada com a sua força, eu só o encarei. Olhamos um para o outro enquanto ele roçava os polegares contra o meu estômago, fazendo com que meu interior desse cambalhotas. —Basta ficar quietinha e bonita enquanto eu enfaixo isso aqui. Ele acha que eu sou bonita. Eu senti minhas bochechas corarem. Seus músculos moveram-se sob as bordas das mangas da camiseta, e fiquei paralisada por seu ritmo, apertando as pernas juntas. —Isso pode doer um pouco. —Disse esfregando o sabão na toalha de papel. Eu estremeci, tentando puxar minhas mãos para trás. —Não há uma maneira melhor de fazer isso? —Perguntei. Ele deu um passo para frente, quase em pé entre as minhas pernas. Meu coração parou e minha respiração vacilou. —Eu só preciso limpar o sangue e certificar-me de que não haja fragmentos dentro das feridas antes de enfaixá-las. —O que você está fazendo? —Perguntei com os olhos arregalados.


Ele olhou para cima e sorriu. —Eu estou de pé onde eu sei que você não pode me chutar nas bolas. Eu suspirei, descansando os joelhos contra os seus lados. Poderia muito bem me divertir. Ele tocou minha mão e deixou os dedos retos. Eu fiz uma careta, esperando a dor do sabão. Ele limpou a minha palma. O frescor da água foi melhor do que eu esperava. Talvez meu cérebro estivesse confuso por ele estar tão perto, mas eu não sentia dor. Minha barriga vibrou enquanto ele me tocava. Se eu me inclinasse um pouco mais, eu poderia beijá-lo e sentir o seu cheiro. —Você acabou de me cheirar? —Ele perguntou olhando para cima, segurando a minha mão na sua. —Não! —Eu me contorci, apertando os joelhos contra os seus lados e imediatamente lamentando a nossa posição. —Você me cheirou. —Ele olhou para baixo com um sorriso. Engoli em seco, sentindo a umidade aumentar entre minhas pernas. —Deixe sua mão aberta para secar. —Ele abriu minha mão direita e repetiu o processo. —Terminou? —Perguntei quando ele terminou de limpar o último corte. Eu estava pronta para pular para baixo e colocar um pouco de espaço entre nós. —Sim, mas precisamos enfaixá-las em primeiro lugar. Elas ainda estão sangrando, e se não fizermos isso, vai pingar em todos os lugares. —Grande. —Revirei os olhos. Por que diabos eu tinha pintado o interior da minha casa de branco? —Suas mãos vão estar doloridas amanhã. —Suas mãos repousavam sobre minhas coxas, queimando minha pele. —Onde está o seu kit de primeiros socorros? Eu deveria ter me depilado. —Fabuloso. —Murmurei. —No banheiro. —Fiz um gesto em direção ao corredor. —Fique aí. — Ordenou, apontando para mim. Dei de ombros, colocando as palmas das mãos para cima. —Para onde eu iria? Eu não quero sangrar por todo o lugar.


Ele esfregou a testa enquanto caminhava pelo corredor e saía de vista. —Controle-se, Race. —Disse a mim mesma antes de inalar uma respiração longa e profunda. — Você é uma mulher forte. Você é uma executiva. Você não tem tempo para envolvimentos românticos. — Soprei o ar dos meus pulmões e fechei os olhos. —Nós nunca daríamos certo de qualquer maneira. —Disse a mim mesma conforme pensava na sexta-feira à noite. —O que não daria certo? Eu pulei fechando os punhos. —Droga! —Eu gritei com a dor passando pelas minhas mãos. —Eu não queria assustá-la. —Disse ele, deixando o kit de primeiros socorros no balcão. —Estou nervosa. —Menti, dando uma espiada em minhas mãos, batendo meus calcanhares no gabinete. —Eu sinto muito. —Por quê? Fui eu quem que te assustou. Eu segurei as palmas das mãos abertas, mostrando-lhe a bagunça que tinha feito. —Você vai ter que limpá-las novamente. —Eu tentei esconder meu sorriso, porque, na realidade, eu o queria entre as minhas pernas. —Não é um negócio difícil, princesa. —Ele disse com uma voz calma, encolhendo os ombros. —Me fale um pouco mais sobre você, Morgan. — Eu disse, tentando pensar em algo diferente do que o seu corpo e o meu, juntos, nus, suados. Foda-se, eu estava desesperada. —Não há muito a dizer, Race. Eu lhe disse muito sobre mim no dia em que nos conhecemos. —Não, você não disse. Eu quero saber mais sobre quando você estava no exército. E sempre morou por aqui? — Eu sabia que não era, mas porra, receber informações dele não foi fácil. —Eu cresci em Chicago, e mudei recentemente, antes de começar a trabalhar no seu caso. —Eu estive lá uma vez. É uma cidade incrível. O shopping é espetacular. —Eu acho que sim. Não sou muito de shopping. —Ele jogou a toalha de papel suja de sangue na pia. —Sim. Eu posso ver isso. —Isso é uma reclamação? —Ele perguntou me olhando com olhos brilhantes.


Eu balancei minha cabeça. —Não. Você é apenas um homem. —Deus, eu era uma idiota às vezes. —O que o trouxe para a Flórida? —Eu vim para um casamento, e meu primo me ofereceu um emprego. —Qual é seu primo? —Thomas. — Respondeu e abriu a caixa de primeiros socorros tirando uma gaze. —Eu posso ver a semelhança. —Eram homens corpulentos e lindos de morrer. —Por que você se juntou ao exército? —Eu sabia que estava sempre de boca fechada sobre o meu passado, mas receber informações dele era como arrancar os dentes. —Eu tive alguns problemas quando adolescente. O juiz me perguntou se eu queria me alistar ou passar algum tempo atrás das grades. —O que você fez? Roubou alguém? —Provoquei, franzindo os lábios. —Algo parecido com isso. — Ele murmurou. —Hã? —Eu nem sempre fui um bom rapaz, Race. —Ele disse fazendo um carinho na minha mão. —Todos nós fazemos coisas estúpidas quando somos jovens. —Você ainda é jovem. —Quando somos mais jovens. —Enfatizou a última palavra. —O que exatamente você fez? Eu quero ouvir isso. Ele suspirou. —Por que você quer saber? Eu mordi o interior da minha boca e pensei sobre como responder a sua pergunta. —Estamos apenas conversando um pouquinho. —Eu preferiria... —Espere. — Eu o interrompi. —Eu só quero saber quem você é como pessoa. Prometo não julgá-lo. —Você está me julgando desde o dia em que me conheceu. Um nó formou-se na minha garganta. —Eu sinto muito. Eu não vou julgá-lo. Eu só quero saber mais sobre você. Nós todos temos um passado, Morgan.


—Eu vou te dizer alguma coisa, se você compartilhar um pouco de si mesma em troca. —Eu? —Perguntei um pouco apavorada. —Sim. É justo, Race. —OK. É justo, mas você vai primeiro. —Me acovardei. Eu queria ouvir o segredo grande e sombrio sobre sua vida passada, antes de divulgar algo sobre mim mesma. Ele começou a passar pomada antibiótica em toda a palma da mão, mas eu não senti nada, muito distraída ouvindo-o. —Eu me envolvi com as crianças erradas no ensino médio. Começou com coisas pequenas e apenas por estar entediado. Eventualmente, a nossa reputação chegou a alguns figurões do bairro. —Figurões? —Perguntei, engolindo em seco. —Sim. Chicago ainda tem um monte do crime organizado. Um dia, nós roubamos um caminhão cheio de mercadorias. —Um caminhão? —Perguntei, olhando para ele de boca aberta. —Um caminhão inteiro, cheio de eletrônicos. Precisávamos vender a merda rápida para que não fôssemos pego. A notícia foi passada para alguém, que então disse a alguém, até bater no traficante do nosso bairro. —Isso não parece muito bom. —Fiquei olhando para as mãos, que ele tocava com tanta ternura me deixando viciada. —Estávamos morrendo de medo no início, mas uma vez que nos encontramos com o cara, ficamos animados. Éramos crianças estúpidas como o inferno, mas pensamos que era uma grande oportunidade. Naturalmente, nós estávamos errados, e acabamos presos cerca de um ano mais tarde. —Isso não faz de você um cara mau, Morgan. Isso te faz um adolescente estúpido. —Não, baby. Eu sou um idiota total. Eu não me juntei às forças armadas por algum código de honra. Eu me alistei porque não queria ficar na cadeia. —Ele puxou minha mão até seu rosto e soprou. Arrepios percorreram minha espinha, conforme a respiração deslizava pela minha pele. —Isso não faz de você um idiota. —Não. —Disse sorrindo. —Não, eu já nasci assim. Não sou a pessoa mais legal. Eu comecei a rir. —Morgan, eu sou uma cadela. Eu abraço esse meu lado. Contanto que você saiba quem você é, o resto não importa. Eu não acho que você seja um idiota de qualquer maneira.


—Eu tenho meus momentos, Race. —Ele abriu o curativo e colocou-o sobre a palma da mão, cobrindo a ferida. —Todos nós temos. —Eu vi quando ele cobriu cuidadosamente meus cortes, fascinada por seus movimentos e a sensação dele contra mim. —Tudo feito. —Disse, acariciando meus joelhos. Então, descansou as mãos nas minhas pernas. —Obrigada. — Eu sussurrei, tentando fechar os punhos. Porcaria. Eu seria inútil com isso amanhã. Tudo seria a porra de um transtorno. —Qual o problema? —Perguntou, inclinando a cabeça. —Eu só estava pensando. —Mordi o lábio olhando para ele. —Amanhã, minhas mãos estarão machucadas. O que vai ser um pé na minha bunda. Ele balançou a cabeça, seu polegar começou a acariciar o lado do meu joelho. —Sim. Vai demorar alguns dias até que a dor desapareça. —Ótimo! —Eu gemi, murmurando desgostosa. —Esta é a última coisa que eu preciso. —Tire o dia de folga amanhã. Provavelmente é melhor que você não vá trabalhar de qualquer maneira. —Disse. —Morgan, eu não posso faltar ao trabalho. —Quando foi a última vez que você teve um dia de folga? —Ele perguntou com uma sobrancelha levantada. —Nunca! —Eu disse. —Eu sou uma workaholic. —Bem, amanhã você vai ficar em casa. Com a nova ameaça contra você, é melhor não arriscar. —Ele apertou meu joelho, enviando ondas de choque minúsculas pelas minhas pernas. —Eu não quero que algum idiota tenha esse poder sobre mim. Eles vão pensar que ganharam. —Quem dá a mínima para o que eles pensam? Se eles acharem que ganharam, podem ficar desleixados. —Eu não gosto disso. — Resmunguei, balançando a cabeça. —Vamos descer? —Perguntou, colocando as mãos na minha cintura. Meus olhos fecharam-se. Meu corpo reagiu ao seu toque. Eu queria mais de Morgan.


—Eu posso descer. —Disse, apoiando as palmas das mãos contra o balcão e, instantaneamente, puxando-as para trás. —Porra! —Mulher, você não pode me deixar ajudá-la sem tentar fazer nada sozinha? —Ele aumentou a pressão de seus dedos contra minha cintura. —Eu não estou acostumada a ter alguém me ajudando. —Eu fiz uma careta, me perguntando se soei forte ou lamentável. Ele me levantou no ar, e caí para frente, mas não me atrevi a usar minhas mãos para parar. Teve uma fração de segundo em que eu poderia ter feito isso, mas não o fiz. Seu corpo era bom contra o meu. —Desculpe. — Eu sussurrei em seu peito. Inalei, recebendo outro cheiro de seu perfume enquanto seu corpo tremia com o riso. —Vá sentar-se, e vou limpar aqui. —Ele me disse quando finalmente consegui ficar de pé. —Ok. — Eu sussurrei. Estou totalmente fodida. Eu nunca deixei ninguém chegar até mim do jeito que ele fez. Eu podia nos ver queimando de forma fantástica. Gostaria de saber se seria como uma explosão nuclear destruindo tudo em nosso caminho, incluindo nós mesmos, ou se seria como um fogo lento, que arderia com necessidade igual a uma brasa eventualmente em extinção?


Capítulo 15 Filme de Mulherzinha Morgan Ficamos em silêncio, nossas mãos roçando ao alcançar a tigela. Algumas vezes, fiquei emocionado com o filme, mas me recusei a deixá-la perceber. Por que as mulheres assistiam essa merda deprimente? Eu não esperava que fosse essa dor na bunda. —Me desculpe, eu estou uma bagunça. —Disse ela dando uma fungada, limpando o nariz com as costas da mão. —Está tudo bem. —Respondi acariciando seus joelhos, gostando do lado mais suave de Race, menos a coisa da mão. Inclinei-me e peguei um lenço de papel. — Aqui. —Eu disse, entregando-o a ela. —É muito triste. — Ela disse com voz trêmula, agarrando os lenços da minha mão. Ela assuou o nariz com um e enxugou as lágrimas com o outro. —Eu não posso assistir a este filme sem usar uma caixa inteira de lenços de papel. —Ela enrolou-se, aconchegando-se ao meu lado. —Essa parte me abala cada vez. —Ela limpou o rosto contra a minha camiseta. Eu acariciei seu ombro, deixando meus dedos deslizarem sobre a pele macia. Olhando para baixo, relanceei um olhar em seus seios. Picos redondos e suaves, presos no topo de sua parte superior do sutiã, que eu ansiava provar novamente. —Você está assistindo? —Ela perguntou, olhando para mim e me pegando olhando para seu peito. Limpei a garganta. —Sim. —Assista. — Ela exigiu, levantando meu queixo para ver a televisão em vez de seus seios. Meus olhos continuaram movendo-se entre a tela e seu peito. Eu não pude evitar. Eu a queria novamente. Quando as cenas finais terminaram e um novo mundo de possibilidades foi aberto para a personagem principal, o filme me deixou sentindo... Esperançoso. —Não foi incrível? —Ela perguntou enquanto limpava os últimos vestígios de lágrimas do rosto.


—Não era o que eu esperava. —Usando o meu polegar, afastei uma única lágrima que tinha sido perdida por seu lenço. —Desculpe. —Sussurrei. Quando eu comecei a me afastar, ela disse: —Não. Não faça isso. Meu estômago instantaneamente revirou. —Race. — Eu avisei, sentindo meu pau endurecer. Eu sabia o que ela diria. Eu podia ver isso em seus olhos profundamente verdes. —Morgan, eu não consigo parar de pensar em nós. — Ela sussurrou enquanto tocava minha bochecha. —Nem eu. —Disse, puxando uma respiração irregular. —Fique comigo esta noite. —Ela roçou os lábios contra o meu pescoço, enviando ondas de choque que ondularam direto para o meu pau. —Eu vou ficar princesa. Já tinha dito isso. —Meus dedos enredaram em seu cabelo. —Não. — Ela murmurou contra a minha pele. —Eu quero você na minha cama esta noite. Eu sorri, sentindo minhas entranhas quentes. —Eu vou ficar onde você quiser que eu fique. Ela arrastou-se para o meu colo, e segurou meu rosto em suas mãos. —Eu quero que você me abrace esta noite. —Sussurrou com os olhos lacrimejantes. —Isso é tudo? —Eu provoquei, levantando uma sobrancelha. Ela balançou a cabeça, mordendo o lábio inferior. —Não. Eu quero sentir você dentro de mim outra vez. Eu agarrei seus quadris e apertei-os delicadamente quando ela inclinou-se pairando sobre meus lábios. —Por favor. —Ela implorou. —Eu vou ficar com você esta noite. Não porque eu tenho, Race, mas porque eu quero. —Disse antes de capturar seus lábios em um beijo. Ela relaxou em mim, envolvendo os braços em volta do meu pescoço e me beijando de volta com fervor. Minhas mãos deslizaram para baixo em suas coxas, amando a sensação de sua pele suave contra minha palma. Senti meu controle escorregar enquanto ela gemia em minha boca. Puxei seu short para o lado e toquei no lado de fora de sua calcinha, sentindo seu corpo estremecer em meus


braços. Suas pernas abriram-se me dando acesso. Mergulhei meus dedos por baixo da sua calcinha, já a encontrando molhada. Quando meus dedos deslizaram sobre seu clitóris, ela gemeu. —Sim. —Em minha boca. Eu a queria mais do que antes. Lembrando-me de como era a sensação de me afundar profundamente dentro dela, acariciando-a intimamente, eu não sabia se poderia obter o suficiente dela. Segurando-a firme, eu empurrei dois dedos dentro dela, sentindo instantaneamente o aperto da sua buceta. Posicionando o polegar sobre seu clitóris, e usando o mesmo movimento que tinha usado para fazê-la gozar, eu trabalhei meus dedos dentro e fora. Sua mão deslizou pelo meu peito e espalmou meu pau através do meu jeans, me fazendo gemer. A delícia de tudo me deixou pendurado por um fio. Quando seu corpo ficou tenso, começando a ordenhar meus dedos, eu me retirei. —Eu. Preciso. Estar. Dentro. De. Você. —Ofeguei, levantando-a em meus braços. —Enrole suas pernas em volta de mim. —Eu disse a ela, levando-a para o quarto. Seus pés travaram nas minhas costas enquanto ela esfregava sua buceta contra meu pau. —Você está tão duro. — Ela sussurrou, repetindo o movimento. —Duro por você, princesa. —Eu chutei a porta, abrindo-a e levei-a para sua cama. Eu a deitei na cama, puxando as roupas do seu corpo. Elas voaram pelo ar, eu plantei minha boca contra ela e comecei a adorá-la com a minha língua.


Capítulo 16 A manhã seguinte Race Saí da cama, na ponta dos pés, tentando não acordá-lo, vestindo-me enquanto ia para a cozinha. Eu não conseguia tirar o sorriso bobo do meu rosto, mas tinha que lembrar que isso era nada mais do que atração mútua. Morgan e eu não tínhamos futuro. Ele não tinha me prometido nada mais, e eu não tinha lhe pedido para ser meu. Peguei o pote de café para preenchê-lo com água, mas assobiei em seguida, puxando minha mão para trás. Fiquei lá, olhando para o pote vazio. Levou tudo em mim para não chorar. Café era o meu elixir, e eu me sentia como um zumbi até que tivesse tomado pelo menos uma xícara. O piso rangeu. Olhei para cima, encontrando Morgan parado lá. —Bom dia. —Disse ele através de um bocejo, completamente nu. Seus músculos estavam tensos, e seu pênis balançou quando se endireitou. Puta merda. O homem era mais bonito na luz do dia, cada músculo definido e perfeito. —Bom dia. —Eu sussurrei, meus olhos colados a ele. Engoli em seco, hipnotizada. —Precisa de ajuda? —Ele perguntou caminhando em minha direção, seu pau acenando. Eu balancei minha cabeça. —Eu posso fazer isso. —Acenei minhas mãos. Ele deu um passo mais perto, dando-me um sorriso sonolento. —Se você diz. Eu suspirei, tentando alcançar o bule de café novamente. Eu me encolhi quando minha mão deslizou em torno da alça, e mordi meu lábio. Cerrando os dentes, levei-o para a pia. —Não se mecha. — Ele ordenou cutucando meu quadril com o seu. —Deixe-me fazê-lo. —Eu olhei para ele.


—Eu posso fazer isso. — Argumentei. —Race, você está suando, e seu rosto está mais vermelho do que uma maçã só por pegar um bule vazio. Deixe-me fazer isso. Fiz toneladas de café, mais do que eu posso contar. —Seus olhos azuis brilhavam, e seu pau contraiu-se. —Além disso, eu não sinto que posso esperar uma hora pela primeira xícara. Dei a volta e me sentei em uma das banquetas para obter uma visão melhor. Vendo-o trabalhar sua magia sobre o bule de café, e encantada com sua nudez. —Como você sabia onde eu guardava meu café? Ele virou-se para mim e encostou-se ao balcão, empinando seu membro ainda mais. —Sorte. Achei que você guardaria no armário acima da cafeteira. É algo que a maioria das pessoas fazem. —Obrigada por fazer isso. —Eu disse, bocejando contra a palma da minha mão. Ele afastou-se do balcão, e seu pau veio em minha direção. —Deixe-me dar uma olhada em suas mãos. Tentei engolir, desejando ter escovado meus dentes antes de deixar meu quarto. —Elas estão bem. —Pare de ser teimosa. Eu quero ter certeza de que elas estão curando. Ontem à noite, você não conseguia parar de gemer “sim”, e agora você está de volta ao modo cadela. Endireitei minhas costas. —Eu estou apenas irritada até conseguir meu café. Durante a noite, os cortes tinham começado a sarar e o sangue tinha secado. —Você já teria se pudesse ter me deixado fazer isso, para começar. —Ele limpou a garganta. —Vamos precisar limpar o sangue seco, mas elas estão bem. —Disse pegando o kit de primeiros socorros que tinha deixado no balcão na noite passada, e puxou as ataduras limpas do recipiente. —Primeiro, vamos tomar um café, e depois vamos limpá-las. —Ele colocou as ataduras de lado. —É melhor deixá-las refrigerar por um tempo. —Sim, senhor. —Eu disse para o lado, soprando minha respiração desagradável para longe dele. —Isso é sexy. —Ele respondeu, rindo baixinho. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, o bule apitou. —Fique aí, eu vou te pegar uma xícara. —Seus olhos deslocaram-se para a minha camisa, e o canto de sua boca contraiu-se antes de virar-se.


Olhei para baixo, percebendo que meus mamilos estavam em posição de sentido. Eu tentei escondê-los, puxando minha parte superior do sutiã para longe do meu corpo, mas não adiantou nada. —Como você quer seu café? —Ele perguntou, puxando duas xícaras do armário, mantendo as costas para mim. Eu olhei para sua bunda nua, estudando-a. —Uma pitada de creme de leite e duas colheres de açúcar, por favor. —Murmurei. Sua bunda era tão bonita quanto o resto dele. A pele era livre de defeitos e suave. Eu diria uma coisa sobre os militares: Eles mantêm um corpo em forma. —Você avisou que não trabalhará hoje? —Ele perguntou, virando e pegando-me em flagrante, encarando sua bunda. Lentamente, eu arrastei meus olhos para os dele. —Sim. — Eu disse, tentando não olhar para o pau dele enquanto colocava o café na minha frente. Eu enrolei meus dedos na xícara, segurando-a suavemente. Então, tomei dois goles curtos dando um suspiro. —Você pode ir quando quiser. Eu só vou relaxar no sofá e fazer algum trabalho. —Mantive meus olhos para baixo, olhando para ele através dos meus cílios. Que, coincidentemente, acabaram no nível da virilha dele. —Eu vou onde quer que você esteja. —Ele respondeu, abaixando a xícara. —Pelo amor de Deus. — Eu disse, mas ele levantou uma sobrancelha. —Eu não vou a lugar nenhum. Então, relaxe. Por que não podemos fazer alguma coisa hoje? Você pode trabalhar aqui mais tarde. —Eu realmente preciso trabalhar. —Menti. Eu não sabia se poderia passar o dia em sua presença sem acabar na cama com ele novamente. —Eu não vou prendê-la por muito tempo. Eu não conheço bem a área. —Ele inclinou-se para frente, apoiando as mãos contra o balcão. —Você poderia me mostrar um pouco. Suas mãos precisam de tempo para descansar de qualquer maneira. —Tem certeza de que é uma boa ideia? —Perguntei, olhando para ele por entre meus cílios. —Vamos chamar isso de um dia de trabalho. Precisamos arejar as ideias um pouco. Eu mordi meu lábio. —Contanto que seja para o trabalho. Eu não quero impedi-lo de fazer o seu trabalho.


—Race, ninguém pode me obrigar a fazer o que eu não quero. Termine a sua xícara e, em seguida, você é minha. Eu queria que sua afirmação fosse verdadeira. —Onde em primeiro lugar? —Eu preciso parar na minha casa para trocar de roupa. —Você pode tomar banho aqui. —Com você? —Ele sorriu, correndo o dedo em seu queixo. —Se você quiser. —Disparei. A verdade era que eu o queria. Sentada aqui, olhando-o passear nu por aí, deixou meu corpo no limite. Ele caminhou ao redor do balcão, segurando sua mão na minha. —Oh, eu quero. Vamos começar molhando sua bunda bonita. Engoli em seco, desejando poder pressionar as pernas juntas para esmagar a dor familiar amplificada por suas palavras. Enquanto deslizava minha mão na sua, fiquei na ponta dos pés e o beijei. —Algum dia, você vai admitir que quer mais do que apenas o meu pau. —Ele brincou, esfregando o nariz contra o meu. Quando eu comecei a ir, ele me deu um tapa na bunda, o eco reverberando através da minha cozinha. —Isso é por ser teimosa. Eu gritei, pulando pelo impacto, e esfregando minha bunda enquanto ele me seguia para o chuveiro.


Capítulo 17 A Verdadeira Race True Morgan —O que você está olhando? —Eu perguntei quando saí do meu quarto, vestindo uma camisa limpa. —Esta é a sua mãe? —Ela perguntou, olhando por cima do ombro. —Sim, essa é Ma. Eu não tive tempo para decorar, mas tinha colocado algumas fotos ao redor da sala. Tive a certeza de colocar uma foto de Ma. Eu sabia que, assim que ela viesse para a Flórida, apareceria para checar tudo. —Ela mora aqui? —Seus dedos deslizaram pelo vidro enquanto inclinava a cabeça. Eu arranquei a foto das mãos dela e coloquei de volta na mesa de café. —Ela me seguiu até aqui. —Isso é tão doce. —Ela virou-se e começou a vistoriar o lugar. —Eu acho. —Sério. Não tenho ninguém. É por isso que sou tão dedicada ao meu trabalho. É a única coisa que tenho em minha vida. Eu fiz uma careta, imaginando como alguém chegou a esse ponto na vida. —Isso é triste, Race. —Eu sei. —Ela traçou as curvas do sofá correndo os olhos em volta. —Você não tem muito aqui. —Acabei de me mudar. Ainda estou tentando ajeitar as coisas. Ela parou e me encarou, juntando as mãos. —Eu posso ajudar com isso. —Você quer decorar? —Estremeci. Porra. Eu odiava fazer compras. —Eu sou muito boa nisso. —Ela encolheu os ombros, colando um sorriso inocente no rosto. — O que mais você tinha planejado hoje? —Ela aproximou-se. Se fosse do meu jeito, a teria dobrada sobre o sofá e gritando meu nome dentro de dez minutos.


—Eu nem sei para onde ir daqui. —Vou levá-lo, mas só se eu dirigir. —Ela estendeu a mão, esperando eu lhe dar as chaves. A mulher deve ter perdido o juízo. Ninguém, e eu quero dizer ninguém, dirigia a minha menina. Ela era um Dodge Challenger SRT Hellcat 2015. Ela não só era linda, mas também poderia chutar muitas bundas. Eu balancei a cabeça, cruzando os braços sobre o peito. —Ninguém, a não ser eu, dirige Elvira. Ela começou a rir, segurando a barriga. —Elvira? —Ela revirou os olhos. —Você tem que estar me zoando. Eu estufei o peito, definindo os meus lábios em uma linha firme. —É o nome perfeito para a minha menina. Cobrindo a boca, ela tentou acalmar seus risos. —Eu não acho que tenha conhecido alguém que nomeou seu carro de Elvira. Você tem que me dizer por quê. —Sua mão baixou. Esfregando a parte de trás do meu pescoço, eu limpei minha garganta. —Bem, eu nunca dormi com uma Elvira. Eu não gostaria de me lembrar de alguém do meu passado todos os dias, quando estivesse dentro dela. Além disso, quando era criança, costumava ficar hipnotizado por essa menina. Quando vi a minha beleza negra, sabia o nome perfeito. Ela era elegante, sexy e gostosa. Seu sorriso desapareceu. —Faz sentido quando você diz. Eu não conheço muitos caras que admitam que Elvira fosse sua paixão de infância. —Ela encolheu os ombros. —Eu dirijo. — Eu disse pegando as chaves do balcão da cozinha. Antes que eu pudesse fechar meu punho, ela arrancou-as da minha mão. —Tem que pegá-las de mim se você quiser dirigir. —Ela moveu-se rapidamente, rindo enquanto corria para o outro lado da sala. —Race. — Eu disse, agarrando minha cabeça. — Vamos lá. Ela balançava as chaves nos dedos, fazendo barulho. —Mulher. — Eu disse, deixando cair minhas mãos. — Ninguém toca Elvira. —Eu vou ser gentil.


Andei em direção a ela, pronto para roubar as chaves de seus dedos. Ela correu para a direita. Estendi a mão, agarrei seu braço, e a girei para me encarar. Prendendo-a quando ela colidiu com a parede, coloquei meus braços de cada lado dela. Fechei os olhos, tentando firmar minha respiração, e não pensar em seus belos seios a centímetros da minha boca. Nós nunca sairíamos daqui. —Podemos ser adultos, princesa? Quando seu corpo começou a mover-se, abri meus olhos. —Jesus Cristo. — Eu murmurei enquanto ela colocava as chaves dentro da camiseta, aninhando-as entre os seios. —O que você vai fazer agora? —Ela sorriu, levantando uma sobrancelha. —Baby, você acha que vai me impedir de ficar com elas? —Meus olhos caíram para seu peito, estudando sua beleza. Eu usaria meus malditos dentes se necessário. —Espero que não. —Ela sorriu, piscando lentamente. —Eu pensei que hoje nós fossemos manter estritamente só negócio? —Perguntei engolindo em seco, e tentando não salivar em seu decote. —Eu acho que saiu pela janela nesta manhã no chuveiro. —Ela riu suavemente. Sem dizer outra palavra, eu a puxei para mim e olhei em seus profundos olhos verdes. Sua respiração travou quando eu trouxe meus lábios até os dela, e a beijei com força. Os sons da nossa respiração encheram a sala com nossas bocas tentando devorar-se mutuamente. Suas mãos deslizaram pelos meus braços, deixando arrepios em seu caminho, antes de agarrar o cabelo na minha nuca e me puxar para ela. Eu agarrei seus braços e quebrei o contato desgrudando nossos lábios. —Nós não podemos. — Eu disse, minha voz soando sem fôlego e quebrada. Rugas formaram-se na sua testa enquanto ela me encarava. —Por que não? —Nós nunca vamos sair daqui. Ela chupou o lábio em sua boca quando sua cabeça caiu para frente. —Não é possível ter o suficiente de mim? —Ela brincou. —Eu não sei se vou ter o suficiente de você. — Eu disse. —Você não sabe? —Perguntou ela, seus olhos arregalando-se. Fechei os olhos, respirando profundamente pelo meu nariz.


—Isso não é apenas a porra de uma foda, Race. —Você não tem que mentir para mim, Morgan. —Empurrando contra o meu peito, ela colocou espaço entre nós. —Ouça. — Eu disse arrastando as mãos pelo meu cabelo. —Faz muito tempo desde que eu realmente gostei de alguém. Gosto mesmo de você. Sabe Deus por que, você pode ser um pé no saco às vezes. —Eu sorri, esperando que ela soubesse que estava brincando. —Eu tenho que protegê-la e descobrir quem está ameaçando você, e não fodê-la sempre que posso. —Eu comecei isso. —Ela olhou para seus pés. —Vou me comportar. —Disse, puxando as minhas chaves do decote. —Aqui. —As chaves pendiam de seu dedo. Eu esfreguei minha testa, sentindo meio tonto. Esta menina me enlouquecia. Ela mexeu com meu cérebro em poucos dias. Eu sabia que estava fodido. —Pode ficar com elas. Vou deixá-la dirigir Elvira. —Sério? —Sussurrou. —Sim. Girando as chaves em seus dedos, ela assobiou antes de gritar: — Sim! —Vejo que você está feliz. —Com certeza valeu a pena te beijar para poder conduzir esse bebê. —Você não quis me beijar? —Senti meu estômago dar um nó. —Oh, eu quis, mas eu não achei que você me deixaria dirigir o carro. Vamos pegar a estrada. — Ela disse indo em direção à porta. Eu segui atrás dela, arrastando os pés. —Vamos definir algumas regras básicas em primeiro lugar. Ela já tinha subido em Elvira antes que eu terminasse a frase. —Ela vai ficar bem. —Ela disse entrando e batendo a porta. Olhando para o céu, eu amaldiçoei. Poderia jurar que Deus estava tentando me punir. Thomas tinha que dar Race a mim como o meu primeiro caso? Não poderia ter sido algo fácil, como uma briga de divórcio? Não. Eu tive que pegar uma executiva chute no saco, que fazia meu pau parecer como um tubo de chumbo pronto para quebrar. Antes de me acomodar no banco do passageiro, ela ligou o motor. —Regras básicas. — Eu lembrei a ela. —Me poupe. — Respondeu agarrando o volante como uma mulher possuída.


—Suas mãos não doem? —Eu fiquei tão animada para ficar atrás do volante, que esqueci completamente. —Ela encolheu os ombros, liberando seu aperto. —Número um, dirigir no limite de velocidade. Dois, não mudar de faixa sem necessidade, e três, ser gentil com minha menina. —Eu parecia minha mãe despejando comandos quando comecei a dirigir. Finalmente eu tinha atingido o território imbecil. —Eu posso fazer isso. — Ela disse começando a dar ré. Eu prendi meu cinto de segurança, e fiz uma pequena oração, inquieto no meu lugar. Quando ela ligou o carro e deu marcha, as rodas começaram a chiar, fazendo com que o carro derrapasse de um lado da estrada para o outro. Estendi a mão para o painel de controle, meu coração batendo descontroladamente. —Race! —O quê? —Ela perguntou inocentemente olhando em minha direção. O carro deslizou pelo pavimento, não aderindo ao solo. Ela virou o volante, ganhando o controle de Elvira. —Eu já te disse como eu ganhei o meu nome? —Não. — Eu respondi me preparando para a batida. —Desacelere essa porra agora! —Está tudo bem. Calma. Meu pai era um grande fã de corridas. Ele me deu o nome de Race por causa disso. Quando eu era pequena, ele me levava a alguns rachas na região, e me deixava participar. Eu mal podia ver sobre o maldito volante, mas dirigia como um demônio da velocidade. —Chocante. —Murmurei. —Eu poderia ter sido profissional se tivesse continuado. —Eu não posso respirar. —Limpei o suor da minha testa. —Oh, pare de ser um bebê. Elvira não poderia estar em melhores mãos. Quando o carro chegou a um ponto insuportável no final da rua, eu estava pronto para sair do carro e deitar-me na frente dele só para fazê-la parar. —Esta é a única coisa que tenho em meu nome. Não quero que você foda isso, princesa. —Eu prometo, desde que você se comporte e se acalme. —Ela olhou para mim. —Por que eu não acredito em você?


Usando seus dedos, ela fez um X sobre o coração. —Eu prometo. —Seus lábios separaram-se, dando-me um sorriso aberto e totalmente cheio de merda. Eu deveria ter exigido as chaves de volta. O carro atrás de nós buzinou, fazendo Race dar o dedo no espelho retrovisor. Fiquei de boca aberta. —O que deu em você? —É este carro. Eu juro que me transformo em uma pessoa diferente quando estou ao volante de um carro poderoso. —Basta parar antes de começar qualquer merda que eu tenha que terminá-la. —Fiz um gesto para que ela se movesse, mantendo meus olhos colados ao espelho lateral. A última coisa que eu queria fazer era chutar o traseiro de alguém, desde que não tínhamos nem mesmo dirigido uma milha. Ela parecia uma pessoa diferente hoje. A camiseta e jeans skinny pareciam bem sobre ela. Ela parecia mais calma e mais relaxada do que eu jamais tinha visto. A maneira como segurava o volante de couro em suas mãos, deixou claro que ela estava em seu elemento. Quando ela virou para a rua, sem nenhuma derrapada, respirei fundo tentando relaxar. —Então, por que você não seguiu em frente com as corridas? —Quando meu pai morreu, eu não quis mais. Sinto falta dele todos os dias, mas eu simplesmente não poderia ir lá. Eu comecei a estudar mais, e decidi deixar esse mundo para trás. —Eu sinto muito. O que aconteceu com ele, se você não se importa que eu pergunte? — Perguntei, observando sua mudança de expressão. Eu sabia como era o trauma de perder um pai. Meu pai não tinha morrido, mas o bastardo poderia muito bem ter, desde que ele sumiu da face da Terra. —Ele foi atingido por uma semi automática e morreu instantaneamente. — ela disse com o queixo trêmulo. — Foi minha culpa. Pisquei. —Race, como poderia ser sua culpa? —Apenas é. Pergunte à minha mãe. Ela vai te dizer. —Ela encolheu os ombros. —Ela não pode pensar dessa maneira. Quantos anos você tinha? —Doze. — Ela sussurrou apertando o volante. —Você dificilmente pode ser culpada. — Eu garanti, colocando uma mão no ombro dela. —Você era apenas uma criança. —De qualquer forma, ele era meu melhor amigo, e passamos os nossos fins de semana


juntos na pista de corrida. —Você sabe que não foi sua culpa, Race, certo? —Perguntei, preocupado com sua mudança de atitude. —No meu coração eu sei disso, mas eu ainda posso ouvir as palavras que saem da boca de minha mãe. —Às vezes os pais dizem merda que eles não sentem. — Eu disse, sabendo que minha mãe tinha dito mais do que algumas coisas que sabia que ela desejava não ter dito. —Eu sei. —Murmurou, mantendo os olhos na estrada. Ela cortava dentro e fora do tráfego. Eu não podia olhar. —É um grande salto de piloto de corrida para o mundo corporativo. —Eu disse, engolindo em seco, tentando fazer desaparecer o caroço da minha garganta. —Eu queria algo desafiador e cruel, mas eu não esperava o que está acontecendo agora. 11

Conforme ela virou no estacionamento da IKEA , meu telefone tocou e o número de Thomas apareceu no visor. —Deixe-me atender. Thomas pode ter alguma novidade. — Eu disse puxando meu celular do bolso. —Sim? —Perguntei, esperando que ele tivesse boas noticias. —Eu acho que o encontrei. —Disse Thomas, a emoção evidente em sua voz. —Venha para o escritório esta tarde e vamos elaborar um plano de ação.


Capítulo 18 Problema Race —Nós estaremos aí em breve. Obrigado, cara. —Morgan olhou para mim quando eu estava puxando meu celular da bolsa, necessitando verificar as mensagens. —Ele tem boas notícias. — Ele sussurrou para mim, cobrindo o telefone com a mão. —Graças a Deus. — Eu murmurei, olhando para o visor do celular. Minhas mãos começaram a tremer enquanto eu verificava minhas mensagens. Apertei meus olhos bem fechados, tentando acalmar minha respiração. Engoli a bile que tinha começado a subir na minha garganta. Race, Está chegando a hora. Encontre-me amanhã às 07h00 se você quiser sua fita de volta. Venha sozinha ou eu vou enviá-la para o seu chefe. Aposto que ele gostaria de ouvi-la gemer como uma prostituta.

Eu não consegui ler mais. Eu não conseguia respirar. —Vamos passar no escritório mais tarde. Estamos resolvendo algumas coisas hoje. — Houve uma longa pausa. —Sim, eu a tenho comigo. Você me disse para ficar de olho nela. — Mais silêncio. —Não se preocupe cara. Deixa comigo. Virei o telefone e o joguei de volta na minha bolsa. —Parece que estamos um passo mais perto de resolver o seu caso. —Disse ele. —Graças a Deus. — Eu repeti, sabendo que, de qualquer forma, tudo se resolveria amanhã à noite. —Pronta para fazer algumas compras? —Perguntou Morgan. Puxando meu lábio, eu olhava para ele enquanto falava, mas não ouvia as palavras. —Race. —Disse ele, tocando minha perna com a testa franzida. Pisquei algumas vezes, tentando clarear minha cabeça. —Desculpa. Estava distraída. —Eu não conseguia olhar para ele. —O que está errado? Você está pálida. —Eu só estou com fome. —Menti. —Você quer pular as compras e ir almoçar? —Ele perguntou, seu polegar acariciava meu


joelho. Eu balancei a cabeça, ainda não fazendo contato visual. —Não. Vamos fazer compras e depois vamos fazer um lanche. Em meu coração, eu sabia que deveria dizer a ele sobre o e-mail. Ele precisava lidar com as coisas e pegar o vídeo do bastardo que estava me ameaçado. Mas eu não podia arriscar que tudo desse em merda, e acabasse nas mãos do meu chefe. Mas eu não estava pronta para arruinar o nosso dia juntos. —Ok, Race. Este é o seu show. Eu estou bem com os poucos itens que tenho. —Você precisa torná-lo mais como um lar. — Eu disse finalmente encontrando os seus olhos. —Eu sou um cara simples. Um sofá e uma televisão são tudo o que preciso para sobreviver. —Deixe-me ficar perdida com um pouco de compras hoje. Qual é o meu limite? —Perguntei, esfregando as mãos. Eu empurrei todos os pensamentos de amanhã à noite para fora da minha mente, concentrando-me em Morgan. Amanhã eu iria lá, recuperaria o vídeo, e o destruiria. Era tão simples. Tudo finalmente acabaria. Minha vida poderia voltar ao normal. —Eu não vou dar um total. Vamos ver o que vai encontrar e partiremos daí. Compra terapia ajudaria. Lotes de terapia de compras. —Se você disser que eu só tenho cem dólares, vou me jogar no tráfego. Ele enfiou a mão no bolso de trás e puxou a carteira. —Deixe-me ver o quanto eu tenho. —Ele abriu-a, virou de cabeça para baixo, e sacudiu até que algumas notas caíram em seu colo. —Eu tenho cento e dezessete dólares. Surpreendame com a sua capacidade. —Oh Deus. —Revirei os olhos. Ele enfiou o dinheiro de volta em sua carteira. —Eu tenho um cartão de crédito, princesa. —Graças a Deus. Eu sei que os militares não pagam bem, então eu não vou cometer nenhuma loucura.


—Eu acho que posso lidar com qualquer coisa que você jogar em mim. É IKEA de qualquer maneira. Eu provavelmente poderia decorar toda a casa por cento e dezessete dólares. —Dificilmente. — Eu zombei jogando as chaves para ele. — A conta vai aumentar rapidamente. —Mostre-me suas habilidades loucas. —Ele sorriu. —Ei, obrigado por não destruir Elvira. —Nunca. Eu mal posso esperar para levá-la para casa. Agora, vamos gastar o seu dinheiro. —Depois de você. — Ele disse saindo do carro, e gentilmente fechando a porta. Quando entramos na loja, sua boca se abriu. —Puta merda. —O que está errado? —Nós vamos ficar aqui o dia todo. —Que nada. Nós vamos fazer isso rápido. O que você precisa? —Eu não sei. —Disse ele, me seguindo. —Não se preocupe. Nós vamos descobrir isso enquanto andamos. — Eu garanti a ele, feliz de poder me perder nas maravilhas da IKEA. —Eu sou todo seu. Meu peito apertou com as palavras dele. Eu tenho um problema. Eu gostava de Morgan. Não, isso não era totalmente verdade. Eu queria Morgan. Engula isso. Eu tinha uma queda por Morgan. Passar um tempo com ele fez com que eu o quisesse ainda mais. No momento em que eu o conheci, eu me senti atraída, mas tentei dizer a mim mesma que era apenas físico. —Eu sou todo seu. — Ele repetiu quando pegou um carrinho. Ele me fez querer voltar à promessa que tinha feito de não ter relacionamentos sérios nunca mais.


Capítulo 19 Planos Morgan Eu ainda odiava fazer compras. Mesmo com Race do meu lado. Eu odiava cada minuto maldito. Eu comprei merda que eu não precisava, porque ela disse que era bonito. Que utilidade tem almofadas decorativas na minha cama? Eu nunca tive a maldita coisa, muito menos decorativas. —Obrigada pelo almoço e bebida. — Ela disse quando estávamos chegando ao estacionamento do escritório. —Você parecia nervosa. Achei que poderia usar um pouco de energia. —Eu só fico um pouco mais nervosa conforme os dias passam. —Seus olhos não encontraram os meus quando ela falou. —Você acha que vocês têm uma liderança sólida? — Ela perguntou, ainda parecendo distante. Ela estava escondendo alguma coisa. Sua atitude lúdica de mais cedo tinha desaparecido. Ela falava como se nada tivesse acontecido, mas eu podia sentir. —Nós não vamos demorar. —Eu coloquei minha mão sobre a dela. —Eu só quero ver o que Thomas encontrou. —Não importa. Eu decidi não me preocupar hoje. Eu não vou nem olhar para o meu telefone. Campainhas de alarme começaram a tocar na minha cabeça. —Race, há algo que você não está me dizendo? Race estava colada ao seu telefone durante o horário comercial. —Está tudo bem. — Ela me assegurou quando caminhamos em direção ao prédio. —Ei, Morgan. — Angel cumprimentou-nos. —Oi Angel. Thomas está em seu escritório? —Eu coloquei minha mão na parte inferior das costas de Race só porque eu podia.


Race não tentou escapar do meu toque, ela ainda ficou de pé ao meu lado. —Sim. Ele está esperando por você. Vá em frente. —Os olhos de Angel caíram para meu braço. —Obrigado. —Respondi, levando Race pelo corredor, minha mão ainda em sua parte inferior das costas. —Direto pelo corredor até o final. —Eu me lembro. —Disse ela, caminhando lento o suficiente para manter o contato entre nós. —Quem é ela? Olhei para Race, confuso. —Quem? Angel? Ela olhou para longe, e de volta para o corredor. —Sim. —Ela é a mulher do Thomas. —Ela estava com ciúmes. —Oh. —Ela disse. Suas sobrancelhas erguendo-se. —Bem, isso é bom. Eu parei de andar, girando seu corpo em minha direção. —Você está com ciúmes, Race? —Não. — Ela disse, balançando a cabeça, mas ainda não me olhando nos olhos. —Você sempre mente tanto? Ela cruzou os braços, ficando na defensiva. —Não. — Retrucou, finalmente olhando para mim. —Certo. Mas eu sei quando você não está me dizendo à verdade. Ela mordeu o lábio. —Podemos continuar? —Perguntou, movendo as mãos ao lado do corpo. Quando chegamos à porta, eu me inclinei para frente, invadindo seu espaço pessoal. —Você está escondendo alguma coisa, e eu preciso saber o que é. Eu espero que você me diga quando terminarmos a reunião com Thomas. Os olhos dela foram ao chão e seus ombros caíram. —Ok. —Ela sussurrou abrindo a porta. —Ei, T! —Eu o cumprimentei, ajudando Race a sentar-se antes de tomar o assento ao lado dela. —Descobriu alguma coisa? Ele voltou sua atenção para o seu computador. —Eu fui capaz de descobrir o nome de seu primo usando um obituário e registros universitários. Eu não vistoriei seu passado ainda. O nome dele é...


Uma batida na porta fez com que ele parasse no meio da frase. —Thomas. — Uma voz disse do outro lado. —Entre, Sam. — Thomas chamou. Virei-me para ter um vislumbre do infame Sam. Sam deslizou os óculos para o topo da sua cabeça olhando ao redor da sala. —Desculpe. Eu não queria interromper. —Ele era uma torre de homem, com ombros largos, cabelo curto, e um bom preparo físico. Thomas caminhou em direção a Sam com uma das mãos estendidas. —Você não está. Sam, este é o Morgan, outro membro do ALFA PI. Sam me deu um aceno rápido. —Prazer em conhecê-lo, Morgan. —Sam. —Voltei o aceno. —Estou animado para começar a trabalhar. É muito bom estar em casa novamente. —Eu não achei que seria capaz de afastá-lo de Nova Orleans. — Thomas disse a ele apertando seu ombro. —Tudo resolvido com Fiona? —Sim. Ela está animada para um novo começo. —Sam olhou por cima do ombro. — James está aqui? —Ele está em seu escritório, creio eu. Sam mexia com o arquivo em suas mãos. —Eu preciso falar com ele. —Vá em frente. Não se preocupe. Ele ficou mais calmo nos últimos anos. —Eu espero que sim. —Sam deu a Thomas um sorriso fraco. —Eu vou conversar com James e depois me instalar no meu escritório. —Eu vou te procurar quando encerrarmos aqui. Precisamos discutir algumas coisas. — Thomas disse a ele, segurando a porta aberta. —Prazer em conhecê-lo, Morgan. Você também, senhora. —Race. — Eu disse. —Race. — Repetiu ele antes de fechar a porta. Thomas riu, estatelando-se em sua cadeira. —Isto vai ser divertido. —Claro que vai. —Onde eu estava? —Thomas perguntou passando os dedos na cabeça. —O nome. — Eu o lembrei, olhando para Race.


Ela não era ela mesma. Ela tinha ficado inteiramente tranquila pela última hora. —Tyler O'Shea. —Race, isso parece certo? Ela parecia desinteressada. —Sim. Eu acho que sim. —Eu vou fazer algumas investigações e ver o que eu consigo levantar. —Fiquei em pé, estendendo a minha mão para Race. —Obrigada por conseguir o nome para mim, Thomas. Ela colocou a pequena palma na minha, e eu fechei os dedos em torno de sua mão, ajudando-a a levantar da cadeira. —Morgan, eu posso falar com você em particular por um momento? —Perguntou Thomas. Race olhou para cima. —Vá esperar por mim no meu escritório. Eu te encontro lá. —Sussurrei para ela. Ela me deu um breve aceno e saiu. —O que há Thomas? —Perguntei me sentando novamente. —O que está acontecendo entre vocês dois? —Nada. —Menti, balançando a cabeça. —Eu vi como você a tocou. Há algo diferente sobre vocês dois. E o que diabos aconteceu com as mãos? —Ouça. — Eu disse, esfregando a parte de trás do meu pescoço. —Você me disse para ficar com ela para me certificar de que estaria a salvo na noite passada. Eu fiz isso. —Eu também te pedi para manter seu pau em suas calças, mas você fez isso também? — Perguntou ele, inclinando a cabeça para o lado. —Bem, hum, não. Eu não ouvi essa parte. Mas... —É só resolver o caso. — Ele me disse, cruzando os braços na frente do peito. —Eu vou. —Compras? —Perguntou. —Sério? —Sim, cara. Ela zombou de minha casa e disse que eu precisava decorá-la. Ela não podia trabalhar hoje, porque cortou as mãos numa tigela quebrada na noite passada. Nós pensamos que seria melhor se ela desse às mãos um dia para curar.


—Aham. —Ele murmurou. Virei, fechei a porta, e me dirigi para o meu escritório. Quando passei pela porta de James, eu ouvi palavras aquecidas sendo trocadas. Imaginei que nem tudo era água debaixo da ponte quando se tratava de Izzy. Race estava esparramada adoravelmente no pequeno sofá. Seu braço estava descansando contra seu rosto, a boca entreaberta e as pernas cruzadas em seus tornozelos. Sentei-me, virando meu computador. —Me desculpe por isso. —Está tudo bem. —Sussurrou sem se mover. —Por que você não me diz o que está em sua mente, princesa? Ela não olhou para mim quando suspirou. —Eu recebi outra mensagem hoje, enquanto você estava falando com Thomas. — Ela disse, se escondendo atrás de seu braço. Eu congelei, sabendo que ela escondeu isso por uma razão. —Porra! O que ele disse? —Eu não li tudo. Algo sobre ir sozinha, e ele queria me encontrar amanhã. —Você não vai. — Eu disse a ela, movendo o braço para longe de seu rosto. Ela olhou para mim. —É a minha carreira, Morgan. —Eu não me importo Race. Você não vai colocar sua vida em perigo. Vou pegar a fita para você. —Como? —Eu vou trabalhar e encontrar tudo o que puder sobre Tyler O'Shea. Então eu vou reunir os caras e juntos vamos formar um plano. Você não vai. Eu não vou permitir isso. Fim da história. —Morgan. —Ela disse, antes de me prender com os olhos. Eu balancei a cabeça, encarando-a. — Absolutamente não. —É a minha vida pendurada na balança. —Mulher, nem que eu tenha que amarrar sua bunda na cama, você não vai. —Tudo bem. —Disse ela, cruzando os braços sobre o peito. —Estou feliz que você esteja vendo as coisas do meu jeito. — Eu disse, sorrindo. —Você pode ser um idiota. — Ela rosnou. Levantei-me, caminhando em direção a minha mesa.


—Eu lhe disse que era um idiota às vezes. Ela não respondeu, eu sentei e comecei a pesquisar Tyler O'Shea. Ele viveu em Tampa e havia se casado há três anos com uma mulher chamada Natasha. Ambos com diplomas de administração, e Tyler trabalhava em uma empresa financeira na área. A coisa que eu não esperava era onde Natasha trabalhava. Ela tinha se tornado funcionária há dois anos na mesma empresa em que Race trabalhava. Sua posição na empresa era menor, mas ela estava na fila para a mesma promoção que Race. Se Tyler fosse capaz de destruir a carreira de Race, Natasha seria a próxima a subir a escada corporativa. Fiquei de pé sem desculpar-me, e fui direto para o escritório de Thomas. —Nós temos um problema. —Eu disse entrando pela porta sem bater novamente. Vi Angel inclinada sobre a mesa com um olhar que espelhava o meu. —Meu Deus. Eu sinto muito. —Cobri meus olhos, abrindo os dedos para que pudesse espreitar. —Porra! De novo! —Eu murmurei dando meia volta. —Fora! —Thomas gritou, apontando para a porta. —Porque ele está puto? —James perguntou atrás de mim depois que eu fechei a porta. —Ele estava um pouco ocupado quando eu entrei. —Fiz um gesto em direção ao escritório de Thomas. —Eles com certeza utilizam muito essa mesa. Ele olhou para o teto e sacudiu a cabeça. —Eu já lhe disse um milhão de vezes para trancar a maldita porta. Eu já vi muito mais disso do que quis recentemente. —James riu. —Você não bate antes de entrar? —Não. Eu meio que gosto de capturá-los. Eu acho que ele gosta também, ou então trancaria a porra da porta. —Interessante. —Eu disse, esfregando a mão no meu rosto. —Posso falar com você, desde que Thomas está ocupado? —Vamos ao meu escritório conversar até que ele termine. Não se preocupe. Ele é rápido. O segui para dentro me sentando no sofá. Antes que eu pudesse falar, a porta de Thomas abriu e fechou.


—Viu? — Disse James, apontando para o corredor. —Rápido. —Pobre menina. —Eu murmurei com um risinho. —O que posso fazer por você? —James perguntou sentando-se na cadeira de couro em frente a mim. —É sobre este caso. Preciso de olhos e mãos extras no convés amanhã. Sabe alguma coisa sobre o caso dela? —Eu sei sobre todos os casos do escritório. O que vai acontecer amanhã? Passei os próximos cinco minutos explicando o e-mail que ela recebeu hoje, e as informações básicas sobre Tyler O'Shea. Ele inclinou-se, apoiando os cotovelos sobre os joelhos. —Aqui está o que vamos fazer. Vou colocar Sam no encalço de Tyler para nos atualizar sobre seus movimentos. Thomas e eu vamos decidir o melhor curso de ação do nosso lado, e nós vamos ter homens extras no ponto de encontro de amanhã à noite. —Eles vão ficar fora de vista certo? —Perguntei, minha perna tremendo. Se isto desse merda, tudo cairia sobre meus ombros. —Ninguém nos verá. Você fica ao lado de Race até que tenhamos o chantagista e a fita em nossas mãos. —Isso pode ser um problema. —Por quê? —Ele perguntou o rosto contorcendo-se. —Ela está com raiva de mim agora. Vai ser um inferno convencê-la a ficar ao meu lado e nos deixar cuidar de tudo. Beliscando a ponte de seu nariz, ele inclinou-se para trás na cadeira e esticou as pernas. —Há algo acontecendo entre vocês? —Perguntou. —Bem... —Eu respondi, encolhendo-me. —Será que ela gosta de você? —Sim. —Você gosta dela? —Sim. —Certifique-se de que ela não queira livrar-se de você esta noite. Mantenha-a perto. Leve-a para jantar. Compre-lhe algumas bebidas. Faça alguma coisa. Só não a deixe fora de sua vista. —Entendi, amigo. Mande-me um texto com os detalhes e me mantenha atualizado. Eu


vou cuidar de Race. Obrigado pela ajuda. —Vou te mandar uma mensagem mais tarde, depois de descobrir e configurar tudo. Lembre-se, apenas se preocupe com o seu cliente. —Merda, é mais fácil dizer do que fazer. — Eu disse caminhando em direção à porta. Então houve uma pequena batida. —Jimmy. — Izzy disse em um tom baixo. —Parece que é melhor trancar a porta. —Eu abri a porta para a minha prima, que estava lá com seu punho para cima e prestes a bater. —Ei, Morgan. —Iz. — Eu a cumprimentei. —Vá devagar com ele. —Se não sair em trinta minutos, chame os paramédicos. — Ela disse quando passava por mim entrando no escritório. —Vou deixar vocês dois sozinhos por algum tempo. —Obrigado. —Disse James, olhando em torno de Izzy. —Tranque a porta, amor. —Disse quando a porta começou a fechar. Eu balancei a cabeça, me perguntando se eu era a única pessoa no escritório sem ter qualquer ação no trabalho. Então, novamente, eu era a única pessoa no escritório que não estava comprometido. —Race. — Eu chamei quando abri a porta e entrei no meu escritório, pronto para a ação. Meu coração pulou na minha garganta quando notei que o sofá estava vazio. Race foi embora. Eu marchei para a sala de espera onde Angel estava retocando a maquiagem em um espelho compacto. —Onde ela está? —Perguntei, apertando os punhos. —Ela acabou de sair cerca de um minuto atrás. Precisava de um pouco de ar. — Angel respondeu, limpando os cantos dos lábios. —Porra! —Murmurei, correndo através das portas da frente em pânico. —Race! — Eu chamei olhando ao redor, protegendo os olhos do sol. Ela estava em pé ao lado de Elvira, sua pele pálida mais branca do que o normal. Ela não respondeu, apenas ficou como uma estátua olhando para baixo. —Race. — Repeti correndo em sua direção. —O que está errado? Ela apontou para o chão. —Elvira. —Sussurrou. Alguém tinha cortado os pneus. Cada um tinha enormes furos, ar suficiente tinha


escoado, e pareciam praticamente planos. —PORRA! —Eu gritei, sentindo meu peito apertar. Eu não estava chateado com o carro. Era apenas um objeto. Se ela tivesse saído apenas alguns minutos mais cedo... Eu não podia pensar nisso. —Eu sinto muito. — Ela sussurrou, apertando seu pescoço. —É tudo minha culpa. —É apenas um carro. — Eu disse, tentando manter minha voz calma colocando meu braço em torno dela. —Ele pode ser consertado. Não é sua culpa. Ela segurava um pequeno pedaço de papel. —É sim. Veja. Você não pode salvá-la. Mantenha seu nariz onde ele pertence.

Eu li em voz alta, puxando-a para perto de mim. Quem quer que esse idiota fosse, com certeza tinha bolas tão grandes quanto às de basquete. Chegar a este escritório e cortar meus pneus era extremamente arriscado. —Shh. Não é grande coisa. Você está segura, e isso é tudo que importa. Seus ombros tremiam, as lágrimas começaram a escorrer de seu rosto. —Eu sinto muito. — Ela repetiu, soluçando. —É apenas um carro, princesa. Seu corpo poderia ter recebido a mensagem para mim ao invés de Elvira. —Deixe-me ajudá-lo a consertá-la. — Ela sussurrou olhando para mim, —Tenho certeza que Thomas tem seguro para coisas como esta. —Eu podia ver que havia perigos neste trabalho que não tinha previsto. —Eu conheço um cara que posso chamar. —Você conhece um cara? — Eu perguntei a ela, meus olhos estreitaram-se. —Soa ameaçador. —Um velho piloto amigo do meu pai. Deixe-me chamá-lo, por favor. —Ela bateu os cílios. Porra! Não havia nenhuma maneira que eu poderia recusar. —OK. Vamos entrar, e você pode chamá-lo enquanto eu falo com Thomas. Ela assentiu com a cabeça e inclinou-se para o meu lado. —Vamos ter o seu bebê de volta em ação. —Eu posso alugar outro carro até que esteja tudo pronto. Pare de se preocupar.


—Tudo bem? —Angel perguntou enquanto caminhávamos de volta para dentro. —Sim, Angel. Tudo vai ficar bem. —Eu dei-lhe um sorriso falso, meu interior girando sobre o que havia acontecido. Olhei para Race. —Vá ao meu escritório e use o telefone enquanto eu falo com Thomas. Ela assentiu com a cabeça e caminhou pelo corredor. Eu a assisti, completamente paralisado pelo balanço de seus quadris. Antes de abrir a porta, ela olhou por cima do ombro e me pegou. —Vê algo que você gosta garotão? —Angel perguntou do meu lado. Meu rosto corou. —Eu queria ter certeza de que ela foi para a porta correta. Eu não quero que ela veja algo que não deveria. —Eu arqueei uma sobrancelha e não me preocupei em esconder minha diversão quando seu nariz enrugou. Ela tossiu. —Imbecil. —Thomas está sozinho? —Até onde eu sei. — Ela disse se ocupando com a pilha de papéis em sua mesa. Marchei pelo corredor, em frente ao escritório de Thomas. Desta vez, eu bati. —Entre. —Desculpe interromper, mas eu precisava falar com você sobre uma situação. —Qual é o problema agora? —Perguntou Thomas, olhando-me de trás da mesa. Arrastei minhas mãos pelo meu cabelo. —Eu fui lá fora para encontrar Race, e os pneus de Elvira foram cortados. —Eu vou pegar o vídeo de vigilância do estacionamento com James imediatamente. —Hum. — Eu murmurei, olhando para trás na porta de James. —Ele está meio que ocupado agora. —Que porra ele está fazendo? —Disse Thomas, movendo-se em torno da mesa. Eu estiquei as minhas mãos, impedindo-o de sair. —Basta dar-lhe alguns minutos. O que eu faço sobre o carro? —Apenas me dê à conta e vamos pagá-la. O seguro vai cobrir isso. —Obrigado, Thomas. —Não me agradeça ainda. Desde que você está aqui, precisamos discutir o seu relacionamento com a Sra. True. —Ele inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos sobre a


mesa. —James. — Ele gritou quando James passou no corredor, arrumando suas roupas. — Feche a porta, James. — Thomas disse enquanto James entrava desabando na cadeira. —Eu quero ouvir isso? —Perguntei, sabendo o que estava por vir. —Escute espertinho. Namorar um cliente pode complicar tudo e nos deixar expostos a uma série de processos judiciais. Eu defini a minha boca numa linha firme com a insinuação de que ela estaria atrás de dinheiro. —Race não é assim. Ele balançou a cabeça, jogando o corpo para trás na cadeira. —Seja cuidadoso. Você está em território muito perigoso. —Eu sei. Eu não queria que nada acontecesse. Thomas cruzou os braços na frente do seu peito e suspirou. —Eu não quero desculpas. Mantenha-a segura e feche o caso. —Eu não pretendia gostar dela. Não sei o que aconteceu, mas vou mantê-la segura. E o caso deve terminar amanhã. Ela só me deixa louco. —As mulheres fazem isso. —James brincou com o anel de casamento na mão. —Conhecimento de primeira mão? —Perguntei meus olhos caindo para sua mão. —Eu não queria gostar de Izzy. Deus, ela é uma dor na bunda. Eu não pude resistir. Uma coisa levou a outra, e aqui estou. Casado. —Ele balançou a cabeça. —Às vezes a gente não pode fugir do destino. —Ei, James, o rato quer sua linha de queijo de volta? — Thomas brincou. —Cale a boca, cara. — James atirou de volta, levantando o queixo para Thomas. —De qualquer forma, vamos lidar com tudo. —Thomas salientou. —Fique com ela esta noite. Eu não gostei que esta pessoa viesse aqui e vandalizasse o seu carro. Isso demonstra que eles poderiam tentar qualquer coisa. Assim, pelo amor de Deus, fique no pé dela. —Eu não vou baixar a minha guarda. —Um cliente morto não paga. — Acrescentou James. Jesus! —Você conhece a palavra certa para me fazer sentir melhor, James.


—James, eu preciso que você puxe as filmagens do estacionamento da última hora. — Disse Thomas, batendo com o dedo sobre a mesa. —O que aconteceu? —Perguntou James, levantando uma sobrancelha enquanto olhava para mim. —Alguém cortou os pneus de Elvira. —Porra! —Disse ele, levantando-se da cadeira. —Eu estou nisso. Fechei os olhos, desejando que pudesse avançar rapidamente para amanhã, quando esperávamos que tudo isso estivesse terminado. —Você precisa de mim para alguma coisa? —Perguntei, desejando voltar para Race. —Não. Vamos checar tudo e enviar-lhe os detalhes. —OK. Vou pedir um carro de aluguel e um guincho para rebocar Elvira. —Soa como um bom plano. —Oh, e Morgan. —Thomas disse quando eu tinha um pé no corredor. —Sim? —Perguntei, mantendo as costas para ele e fechando os olhos. —Obrigado por bater na porta, homem. Todo mundo riu.


Capítulo 20 O Cara Race —Eu tenho uma grande notícia. —Eu disse à Morgan quando ele sentou-se à sua mesa. Balançando para trás e para frente, ele tentou reunir um sorriso. —Me diga. — Ele murmurou. —Johnny está trazendo novos pneus, e ele vai consertar Elvira no estacionamento. —O cara? —Ele perguntou com um sorriso indiferente. Eu balancei a cabeça, tentando conter minha emoção. —O cara. —Isso é ótimo, princesa. —Ele estendeu a mão para mim, um olhar sério em sua face. — Temos de falar. É sobre Tyler e toda a situação. —Posso ir amanhã? —Eu perguntei antes de prender a respiração. —Não. Fiz uma careta, rangendo os dentes. —Você confia em mim, Race? —Ele perguntou, estendendo a mão para mim. Desta vez, eu não hesitei colocando a minha mão na sua, finalmente cedendo. —Sim. —Bom. —Ele me puxou para frente e passou os braços em volta de mim. —Então você com certeza não vai. Cai em seu colo e gritei: —Ei! Ele me posicionou no colo, me ajeitando contra seu torso. Olhei para ele, confusa. —O que você está fazendo? —Protegendo. — Ele sussurrou em meu ouvido. Minha respiração engatou. Pela primeira vez, eu fiquei sem palavras. —Eu vou ficar com você de novo hoje à noite. —Você não tem que fazer isso. Eu sou uma menina grande. — Eu provoquei, gostando de estar protegida em seus braços. Ternamente ele pegou minha mão na sua, e acariciou o lado mais próximo das


bandagens. —Continue a discutir e eu vou bater em você hoje à noite. —Oh! —Sussurrei, com borboletas enchendo minhas entranhas. As vibrações de sua risada profunda ricochetearam através do meu corpo. —Talvez você goste disso. —Morgan... —Eu relaxei contra ele. —Ouça, alguém está atrás de você. Eles vieram ao meu trabalho e cortaram meus pneus. Eu não quero encontrá-la da mesma maneira que encontramos Elvira. Então você não pode se livrar de mim, não importa o quão teimosa você seja. —Não seja bobo. — Eu disse, sentindo as borboletas começando a flutuar em torno de meu estômago. —Você não acha que alguém faria isso. Acha? —Meu coração acelerou, batendo febrilmente dentro do peito. —Eu não sei Race. —Seu dedo arrastou pelo meu braço, correndo sobre a minha pele muito sensível. —Eu não vou correr o risco. —Ok. — Saiu da minha boca um pouco rápido demais. Eu não podia negar isso por mais tempo, pelo menos, não para mim mesma. Morgan DeLuca agitava todos os tipos de sentimentos dentro de mim. Eu o cobiçava. Essa palavra pode até não ser o suficiente para descrever o quanto eu o queria. No momento em que seus lábios tocaram os meus, eu sabia que era um caso perdido. Nunca em toda a minha vida um homem tinha me beijado como ele, e muito menos da maneira como ele me fodeu. —Deus. —Disse ele contra o meu cabelo, traçando pequenos círculos no meu ombro. Sentei-me ali como uma menina boazinha, aquecendo-me com a sensação de sua pele contra a minha. —Morgan? —Sussurrei, mordendo meu lábio. —Sim? —Ele perguntou, sua boca roçou minha orelha. Estremeci. —Isto. Ele me segurou mais forte, descansando seus lábios contra meu pescoço. —Escuta, você já quis tanto algo, que pensou que nunca fosse querer em um milhão de anos? Engoli em seco e assenti. —Eu nunca pensei que gostaria de estar com alguém, Race. Mas, em seguida, sua bunda


mandona sentou lá em uma banqueta, atirando todos os tipos de besteira para mim, e tudo dentro de mim mudou. —Você realmente gosta de mim? —Eu pisquei. Meu Deus! —Sim. —Ele respondeu em tom sério. Eu olhava para frente, sem me atrever a fazer contato visual. —Nós realmente não fazemos sentido. —Vamos levá-lo um dia de cada vez. Embora eu goste de você. Mais do que eu esperava ou queria. —Eu sei. Eu também. — Eu disse enquanto minhas bochechas aqueciam. Ele inclinou-se para frente, e colocou sua boca sobre a minha. Minha respiração falhou, ele roubou todo o fôlego de dentro do meu corpo, me fazendo sentir vertigens e tonturas. Seus lábios demoraram sobre os meus, e ele perguntou: —Você me quer em sua cama? Minha mente ainda estava nebulosa do desejo que tinha inundado cada fibra do meu ser, e eu respondi: —Sim. Antes que eu pudesse levá-lo de volta, ele cobriu minha boca em outro beijo. Um momento depois, ele recuou, segurando-me muito perto. —Eu preciso de você, Race, mas não aqui. —Disse com seu peito arfando. Ele tentou recuperar o fôlego, tão afetado pelo beijo quanto eu. —Johnny deve estar aqui em breve. —Eu disse, sem saber o que dizer. —Quando ele terminar, eu vou levá-la para jantar, e então podemos ir para casa. —E se eu não quiser ir para casa? —Então eu vou levá-la para onde quiser, mas eventualmente vamos acabar em sua casa. —E depois? —Então nós vamos terminar o que começamos. Esperança floresceu dentro de mim, as dúvidas evaporadas. Desejo inundou o meu sistema enquanto eu encarava o homem diante de mim.


Capítulo 21 Implorar por isso Morgan Seu cara, Johnny, consertou Elvira em tempo recorde, com o escritório inteiro olhando de boca aberta por trás das portas de vidro. Eu graciosamente deixei Race dirigir Elvira até onde jantaríamos. Uma vez que chegamos ao restaurante, a conversa foi quase inexistente durante a primeira metade da refeição. Depois que ela tinha consumido três copos de vinho, ela começou a falar. —Obrigada por me deixar dirigir a sua menina. —Disse, derramando o vinho em torno do seu copo. —Eu realmente sinto muito que isso aconteceu por minha causa. —Não se desculpe mais. — Eu respondi limpando minha boca e jogando o guardanapo na mesa. — Já é passado. —Assim como eu vou ser. — Ela sussurrou. —O quê? —Perguntei, inclinando a cabeça. —Nada. —Ela viu o líquido enquanto se espalhava, e seus olhos tornaram-se vidrados. —Posso dirigir de volta para casa? —Vamos deixar algumas coisas bem claras. Vamos? —Eu perguntei, esfregando as mãos contra as minhas calças. —Eu tinha uma vida simples. Então essa mulher de cabelo loiro entrou no meu mundo com a sua atitude, boca atrevida, e corpo de matar, e destruiu tudo. —Bem, eu... —Toda vez que eu olho em seus olhos verde-esmeralda, sinto-me apaixonando cada vez mais, perdendo um pouco do meu coração a cada beijo. Eu nunca me senti assim antes. Eu não sei como agir metade do tempo. Portanto, não deixarei de lado meus sentimentos por você. Quando o seu caso estiver encerrado, eu estarei longe de ter terminado com você, Race True. Ela sentou-se ali com os lábios entreabertos, enquanto acariciava seu pescoço. —Ok. — Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto. —Posso ter mais vinho? —Sussurrou. —Eu a quero totalmente lúcida quando tiver você esta noite. Você vai implorar por mais. —Eu nunca implorei, Morgan. —Você vai hoje à noite. —Eu sorri.


Sua garganta moveu-se engolindo em seco, e os lábios abriram mais. Quando seus olhos suavizaram, ela descruzou os braços e inclinou-se para frente. —Eu não imploro porra nenhuma. — Ela sussurrou. Eu deslizei em frente na cadeira, movendo meu rosto tão perto quanto possível do dela. Nossas bocas estavam quase se tocando, sua respiração morna carregada de vinho tocou em meus lábios. —Você vai esta noite. Isso eu prometo. —Faça ou cale-se. —Disse com o canto de sua boca contraindo. Peguei minha carteira, tirei dinheiro suficiente para cobrir mais do que a conta e gorjeta, e fiquei de pé. Oferecendo minha mão, eu olhei para ela, pronto para sair de lá. —Vamos ver se você é só conversa mole, princesa. —Você vai ser o único andando engraçado amanhã, grandão. —Dou boas vindas ao desafio. —Vamos assistir a um filme ou algo assim. —Eu disse quando nós chegamos a casa dela. Ela olhou espantada para mim. —Sério? —Não. Traga seu traseiro bem aqui e me beije, princesa. —Eu apontei para o chão perto dos meus pés. —Sem preliminares? —Ela perguntou dando um passo para frente. —Oh, vai haver muito disso. —Sem romance? —O jantar foi o romance, e agora, é hora da sobremesa. —Tem certeza de que quer fazer isso? —Ela perguntou, olhando para mim por entre os cílios. —Você me quer? —Perguntei, entortando o dedo para ela, chamando-a para vir à frente. —Uh, sim. —Ou você só deseja o meu pau enorme? —Eu provoquei, tentando aliviar o clima. —Bem. Eu quero você, mas você não é quem eu pensava Morgan. —Ela disse, dando um passo mais perto. Eu me inclinei para frente, trazendo meus lábios perto dos dela. —Então me beije, Race. —Eu sussurrei, segurando o seu queixo na minha mão. Os olhos dela mudaram enquanto eu olhava para eles. Ela hesitou por um momento


antes de seus lábios tocarem os meus, hesitantes em primeiro lugar, antes de sua respiração mudar, e o beijo tornar-se mais voraz. Ela passou os dedos pelo meu cabelo, me puxando para mais perto. Usando ambas as mãos, eu apertei sua bunda, moendo contra ela. Seus gemidos derramavam em minha boca, fazendo meu pau ainda mais duro. Deixando uma das mãos em sua bunda, eu agarrei seu cabelo na outra, e afastei sua boca da minha. Com a cabeça inclinada para trás, eu aproveitei a oportunidade para provar seu pescoço. Sua pele lisa cheirava caramelo doce. Deslizei minha língua ao longo de seu pescoço. Tomando meu tempo, eu explorei seu pescoço, parando por um momento sobre o pulso. Seu coração tamborilou contra os meus lábios em um ritmo irregular. Quando meus lábios encontraram a parte superior de seu peito, suas unhas cravaram em meus braços, perfurando a pele. Eu assobiei, sugando uma respiração rápida conforme a minha língua saia e deslizava contra o seio macio. —Oh Deus! —Ela gritou. — Não pare! Eu cheguei até aqui, e não havia nada que pudesse me fazer parar agora. Depois de soltá-la, peguei a parte inferior da sua camiseta e puxei-a sobre sua cabeça. O laço delicado de seu sutiã mal escondia seus seios, enquanto seus mamilos ficavam tensos contra o material, ansiando para serem tocados. Raspei a ponta do meu polegar contra ela, vendo-a estremecer. Antes que eu caísse de joelhos, desabotoei o sutiã e joguei-o no chão. Tocando a parte inferior de suas costas, eu a puxei para mim e enterrei meu rosto entre os seios. Naquele exato momento, eu gostaria de ter mais de uma boca. Não havia um ponto em seu corpo que eu não queria devorar, e paciência não era algo que eu tinha de sobra. Minha boca foi para o seio direito e uma mão ficou em concha no esquerdo, certificando-me de que cada um recebesse a mesma atenção. Suas mãos caíram para os lados enquanto ela balançava. Seus mamilos ficaram ainda mais tensos enquanto eu chupava, e meu pênis esticava procurando liberdade. Quando seu corpo oscilou novamente, eu envolvi meu braço em torno dela e segurei firme. Eu alternava entre cada seio, usando os dentes para lhe dar uma mordida, quando seu corpo começou a tremer. Eu gemia, usando a vibração para minha vantagem. —Você está me matando. — Ela reclamou quando eu estava prestes a mudar de lado novamente. Eu não respondi. Algumas situações não requerem palavras. Rocei seu mamilo com os dentes e desfiz o botão em seus jeans. Ela se retorceu conforme eu o puxava para baixo. A menina estava sem calcinha, e era sexy como o inferno. Todos os dias, ela sentou-se ao meu lado sem nada entre sua buceta e eu,


exceto por um pedaço de material. Meus dedos deslizaram em seu montículo suave agarrando seu sexo. Eu tinha que ter um momento para recuperar a compostura antes de deslizar meus dedos por sua umidade. Minha boca salivou quando o aroma de sua excitação finalmente me atingiu. Eu gemi tocando sua buceta. Usando a umidade, eu circulei seu clitóris, sentindo a dureza contra meus dedos. Não havia nada que eu queria fazer mais do que mergulhar meus dedos dentro dela, mas queria provocá-la e fazê-la implorar. Eu não tinha soltado seu mamilo, então eu chupei mais forte enquanto circulava seu clitóris. Seu corpo tremia em meus braços, ela agarrou meus ombros com os dedos trêmulos. —Mais! —Gemeu, empurrando sua vagina contra a minha mão. A umidade escorria dos meus dedos, cobrindo-os completamente. A última coisa que eu queria fazer era machucá-la, mas eu não podia perder mais tempo. Eu precisava estar dentro dela. Levou tudo em mim para manter o controle até agora, e eu não seria capaz de aguentar muito mais tempo. Lentamente, eu afundei um dedo dentro dela, sentindo suas paredes convulsionarem em torno de mim. Tocá-la no interior era quase celestial. A única coisa melhor teria sido meu pau, mas haveria tempo para isso. —Mais! — Ela gritou. Sem soltar o mamilo, eu fiz o que tinha pedido. Mergulhando um segundo dedo dentro dela, eu resisti à vontade de gritar sozinho. Meus olhos reviravam em minha cabeça quando o sentimento de êxtase tomou conta de mim. Eu não gozaria na minha calça. Eu não podia. Toda a credibilidade que tinha com Race rapidamente iria voar pela janela. Deixei meus dedos dentro, sem me mexer enquanto me acalmava. —Mais! Ela era uma coisinha gananciosa. Eu amei isso. Eu queria que ela fosse agressiva. —Mais forte. Parecia que ela estava implorando, embora ela discutisse esse ponto. Fiz o que ela mandou, movendo lentamente meus dedos para fora antes de mergulhá-los de volta para dentro. Eu precisava saboreá-la. Enquanto trabalhava meus dedos dentro dela, percorri um caminho até seu estômago. Fiquei próximo de sua vagina. Fiz uma pausa, deixando o cheiro da excitação feminina penetrar em cada fibra do meu ser, antes de me inclinar e lambê-la.


—Porra! — Ela gemeu, quase colapsando em meus braços. A doçura salgada dela explodiu em minha boca. Empenhado para foder, meu pau estava prestes a quebrar, e eu estava pendurado por um fio com a minha boca presa em torno dela, capturando sua umidade com a língua. Ao olhar para ela, vi seus olhos rolarem para trás e fecharem. Eu não a deixaria gozar, ainda não, pelo menos. Ela teria que implorar por isso. A partir dos sons provenientes de sua garganta, eu sabia que estava no caminho certo, então eu empurrei para frente, e aumentei a pressão da minha boca contra sua carne nua. Quando seu corpo começou a tremer, e sua respiração ficou irregular, curta, eu me afastei. —Não pare. —Implore. — Eu exigi, ainda trabalhando meus dedos dentro dela. —Morgan! —Disse ela. Eu a ignorei, continuando meu ataque sobre ela. Depois de encontrar o ponto G, deixei meus dedos deslizarem contra ela e recuarem. —Oh meu Deus! — Ela gritou, empurrando sua vagina em direção ao meu rosto. —Você não pode! —Eu posso. Deus não irá ajudá-la agora. Só eu posso. Diga! —Vá se fuder! —Seus dedos cravaram em meu couro cabeludo, puxando meu cabelo. —Você irá. Ela olhou para mim, ainda esfregando contra a minha mão. Seus mamilos estavam como picos duros, e sua pele estava coberta de arrepios. —Eu te odeio. Coloquei a língua para fora e lambi seu clitóris, enrolando-a para obter o máximo de contato. —Sim! Eu me afastei. —Sim o quê? —Eu sorri, enganchando meus dedos dentro dela para que ela não conseguisse se mexer. —Me fode, Morgan. Agora isso foi sexy, mas não o suficiente. Eu deslizei um terceiro dedo dentro, esticandoa ainda mais. —Oh Deus! —Ela gemeu. Desta vez, os joelhos estavam fracos o suficiente para que eu a


segurasse. Se eu me movesse, ela cairia para trás. Sua vagina apertou firme. —Por favor, Morgan! —Por favor, Morgan o quê? Agora, eu só estava brincando com ela e sendo um idiota total. Eu sabia, e eu tinha certeza que ela também sabia. —Por favor, deixe-me gozar. — Ela sussurrou, olhando para mim suavemente. Todas elas se tornavam coisinhas doces quando seus orgasmos repousavam sobre suas ações. Se não fosse por meus dedos dentro dela, eu tinha certeza que ela teria arrancado meus olhos. Desde que ela tinha pedido tão bonitinho, eu coloquei minha boca sobre ela e brinquei com seu clitóris, pressionando apenas o suficiente para trazê-la perto, mas nada mais. Ela levantou-se na ponta dos pés, tentando chegar mais perto do meu rosto. Eu não protestei, movendo-me para frente e enterrando meu rosto em sua carne. Mesmo se eu sufocasse, seria um inferno de um caminho a percorrer. Assim quando minha mandíbula começou a doer, seu corpo tremeu, e sua vagina contraiu em torno dos meus dedos. Ela gritou meu nome, eu aumentei a pressão da minha boca contra ela, e enfiei os dedos mais fundo. Seus dedos puxaram meu cabelo enquanto ela gritava: —Sim! No momento em que seu corpo parou de contrair-se, meu pau estava prestes a explodir. Eu podia sentir as bolas azuis matando lentamente o meu membro. Eu tirei meus dedos, pronto para começar o meu trabalho, antes que não houvesse nada para se obter. Lambi seu gozo dos meus dedos enquanto escorria. Seus olhos abriram, e ela tentou concentrar-se em mim. Minha necessidade superou a minha sensibilidade. Desfiz minhas calças, deixando o zíper aberto. —Abaixe-se. —Eu a empurrei em seus ombros. —Espere. O quê? —Perguntou, enquanto seus joelhos dobravam com a pressão. —Eu quero sentir sua boca em mim. Seja uma boa menina e enrole os lábios em torno do meu pau. —Você vai implorar? —Ela perguntou com um sorriso e deslizando o jeans pelas minhas pernas. —Por favor, chupe o meu pau, princesa. — Eu sussurrei. Meu pau saltou livre e em riste. Meu pau acenou em seu rosto, como se estivesse a insultando.


Ela o agarrou sem hesitar, fazendo com que o meu pau desse uma guinada para frente. O calor sedoso de suas mãos me deixou no limite. Eu precisava pensar em algo diferente do que o meu pau. Eu não queria que tudo terminasse antes mesmo de começar. Quando sua língua agarrou a umidade que tinha vazado da ponta, eu quase tive um ataque cardíaco. A única coisa que eu poderia pensar para manter minha mente fora dela era o trabalho. Quando a ponta do meu pau passou em seus lábios, eu me perguntei o que os caras tinham feito para garantir a retaguarda amanhã à noite. Eu mentalmente desfiei uma lista de coisas que precisava falar com os caras antes da ocorrência. Tentar manter minha mente ocupada não ajudou por muito tempo. Rapidamente eu parei de pensar nessas merdas, e só podia sentir sua língua acariciando a parte inferior do meu pau. Toda vez que a ponta da sua língua acariciava o ponto sensível entre a cabeça e o comprimento do meu pau, eu estremecia. Foi a minha vez de sentir os joelhos fracos. Sua boca exigiu minha atenção quando ela tomou-me profundamente, mas não o suficiente para me engolir todo. Eu não poderia segurar por mais tempo. Eu queria gozar. A última coisa que me preocupava enquanto eu tinha meu pau em sua boca, era que eu pareceria fraco se eu gozasse rapidamente. Eu não estava prestes a me torturar. Tínhamos toda a noite, e este era apenas o aperitivo. —Coloque as mãos sobre os joelhos. —Ordenei enquanto olhava para baixo. Se eu fosse um pouquinho maior, não caberia. Não há nada como ver seu pau enterrado dentro da boca de uma mulher. Ela engoliu meu pau enquanto suas mãos caíram para suas pernas, e ela olhou para mim com olhos curiosos. —Tudo bem? —Perguntei, embora não importasse a resposta, eu ainda faria a mesma coisa. Ela deu um leve aceno de cabeça, baba começou a reunir nos cantos dos lábios. Eu deslizei minhas mãos em seu cabelo e segurei com força em meus dedos. Empurrei meu pau para frente, deslizando-o para baixo de sua garganta, apenas um pouco mais longe do que tinha ido antes. Ela engasgou um pouco fechando os olhos. Sua garganta apertou quando tentou engolir, e eu quase entrei em erupção em sua boca. Quando meu pau dobrou ligeiramente, curvando-se para baixo em sua garganta, foi a mais incrível sensação do mundo, e eu não estava prestes a parar. —Porra, isso é tão bom. —Murmurei segurando seu rosto. Ela apenas olhou para mim com os olhos marejados. Sua língua tentou manter-se, empurrando na parte de baixo do meu pau, mas não foi necessário.


—Eu estou tão perto. —Disse a ela. Instantaneamente, ela parou de lutar, deixando-me assumir o controle de seu corpo. Tendo Race de joelhos, com meu pau em sua boca, e ouvindo meus comandos, era mais do que eu poderia tomar. Explodi dentro dela. Tudo no quarto ficou borrado. Calafrios acumularam em meu corpo, e as minhas pernas começaram a falhar. Segurei seu cabelo mais forte, usando-o como suporte, enquanto eu montava a onda de êxtase. No momento em que meu orgasmo tinha passado, eu estava sem fôlego e ofegante. Eu não poderia tomar ar rápido o suficiente. Larguei seu cabelo e me inclinei para frente, completamente sem fôlego. —Jesus! — Eu murmurei com meu pau amolecendo na sua boca. Ela enxugou os cantos de sua boca, puxando as últimas gotas sobre a língua antes de engolir. Se meu pau estivesse duro, eu gozaria de novo só de vê-la fazer isso. —Boa menina. —Eu acariciei o lado de seu rosto, encontrando um pouco do que ela tinha perdido. Coloquei a ponta do meu polegar contra sua boca. —Abra. Uma última gota. Quando eu deslizei meu dedo dentro, meu pau contraiu, mas rapidamente caiu plano totalmente satisfeito. —Eu não posso decidir se você é um babaca ou não. — Ela murmurou depois que tinha engolido. —Mas você gosta de mim de qualquer maneira. —Dificilmente. — Ela atirou de volta ficando de pé. —Sua buceta diz o contrário. —Desgraçado! —Eu aposto que você ainda está molhada. Talvez mais úmida depois de chupar o meu pau. —Eu agarrei seus braços e puxei-a para mim. —Não estou. —Disse, empurrando contra o meu peito. Descendo, eu deslizei meus dedos por ela, sentindo-a mais molhada do que antes. Ela gemeu abrindo a boca e, em seguida, ela engasgou. Depois de juntar umidade com meus dedos, eu trouxe-os de volta para os nossos rostos. —Mentirosa. — Murmurei colocando-os contra a minha língua e trazendo sua boca para a minha. Eu queria que ela provasse exatamente como eu a sentia na minha língua.


Eu não tinha terminado com ela ainda. A noite ainda era uma criança.


Capítulo 22 Tente-me, Princesa Race Eu girei meu dedo contra seu bíceps, fazendo pequenos círculos. —Você não entende como eu cresci. Enquanto acariciava o lado do meu braço, ele avançou o seu corpo mais perto, apoiando o queixo em cima da minha cabeça. —Conte-me então. —É tão chato. —Eu não acho que qualquer coisa que você diga seja chato. —Tudo bem. — Eu sussurrei, continuando a acariciar a sua pele. —Minha mãe era uma puritana religiosa total. —Era? —Perguntou ele, apertando meu ombro. —Ela está viva. Não se preocupe. Embora não tenhamos falado nos últimos anos. —Eu sinto muito. —Eu não sinto. Ela foi um pesadelo depois que meu pai morreu. Ela sempre foi religiosa, mas depois que ele se foi, ela tornou-se fanática. —Sinto muito, gatinha. —Ele beijou o meu cabelo antes de ajustar nossos corpos. Ele deslizou para baixo, nos colocando frente a frente. Porra! Era mais fácil confessar coisas para ele quando eu não tinha que olhá-lo nos olhos. —Ela tinha vergonha de mim. Eu nunca fazia nada direito aos seus olhos. Todos os dias, ela me dizia que eu ia para o inferno por uma coisa ou outra. Eu tive o suficiente disso, depois eu saí para a faculdade. Não falei com ela desde o dia em que pisei no campus. Ele passou os dedos contra a minha bochecha. —Você se arrepende? —Ele perguntou seu rosto se suavizando. Eu balancei minha cabeça. —De modo nenhum. Eu prefiro estar sozinha, a ouvi-la me dizer todos os dias que eu não sou boa o suficiente. —É por isso que o seu trabalho é tão importante para você? Eu balancei a cabeça e desejei que não fosse verdade. —É tudo o que tenho. Minha


família se distanciou. Um pouco foi por culpa minha, mas eu me comprometi com meu trabalho. Sou boa no que faço, e quero fazer um nome para mim. —Você vai. — Ele disse me tocando com ternura. —Se pegarmos a fita de volta. — Eu sussurrei. —Não há nenhum se, e tudo vai se resolver amanhã. —Disse ele. —Sobre isso. —Ele tirou a mão do meu rosto. —O quê? —Perguntei já com meu estômago dando cambalhotas. —Encontrei a conexão atual entre você e Tyler O'Shea. —Oh meu Deus, diga-me. —Sua esposa trabalha na sua empresa. —Ele estremeceu depois que falou. —Me desculpe, eu não lhe disse mais cedo. —Quem é ela? —Eu quis saber, agora passando por todos que eu conhecia do trabalho. —Eu não conheço ninguém com o sobrenome O'Shea. —Ela nunca usou seu nome quando se casaram. Eu achei isso quando estava procurando através de seus registros. —Puta merda! — Eu disse, arrastando as mãos pelo meu rosto. —Você vai me dizer quem é? —Não. — Respondeu balançando a cabeça. Eu olhei para ele. —Por que diabos não? —Race. — Ele disse em um tom suave, — Eu não vou permitir que você se coloque em perigo. Se eu te contar quem é ela, você vai atrás dela. —Eu não faria isso. E o que quer dizer com você não vai me permitir? —Perguntei, sentindo meu queixo tenso. Quem, ou que diabos esse homem pensava que era? —Você me contratou para fazer um trabalho, e eu vou fazê-lo. —Você está demitido. —Não, eu não estou. —Disse ele. —Lembre-se, eu vou amarrá-la antes de deixar você colocar-se em risco. Cruzei os braços sobre o peito. —Você não faria isso. —Tente-me, princesa. —Ele sorriu. Eu mordi o interior do meu lábio, debatendo minhas próximas palavras. —Posso ajudar, pelo menos?


—Não. Absolutamente não. Eu suspirei, deixando meus ombros curvarem. —Mas se eu não for, nunca conseguirei a fita de volta. —Eu brinquei com o lençol perto dos meus pés, e me recusei a olhar para ele. —Hey. — Ele sussurrou, tocando meu queixo. —O quê? —Perguntei, tentando descobrir como fitá-lo de volta. —Lembra-se quando você disse que confiava em mim? —Sim. —Murmurei, olhando para seus lábios. —Você tem que confiar em mim agora, Race. —Ele trouxe os meus olhos para ele. —Eu confio, mas tanta coisa pode dar errado. —Nada vai dar errado. Você tem toda uma equipe de homens treinados atrás de você. —Será que eles têm uma vaga para uma mulher de negócios? Porque quando essa fita vier a público, eu vou ser dispensada. —Você é tão dramática. —Disse ele, revirando os olhos. Arrumei minhas costas. —Desde que eu estou pagando, deveria ser capaz de ajudar da maneira que eu achasse melhor. —Baby. — Ele murmurou enquanto inclinava-se para me beijar. Esquivei-me, evitando o contato. —Nada de baby para mim. Ele pairava sobre meus lábios, me olhando diretamente nos olhos. —Vou falar com os caras e perguntar-lhes se eles acham que está tudo bem. Ok? Eu olhei para ele, sabendo que ele estava apenas me acalmando. —Tudo bem. —Eu encontraria uma maneira de estar lá quando a merda caísse. Eu não tinha escolha. Era minha vida pendurada na balança, e ninguém olharia por mim como eu faria. Ninguém. Eu era a única pessoa que poderia confiar na minha vida. Era como sempre foi há anos. Eu estava bem desse modo. Eu tinha me acostumado. Eu não podia simplesmente entregar meu futuro para um homem. Para começar, era assim que eu tinha chegado a esta confusão. Meu pai me ensinou a confiar nos meus instintos.


Capítulo 23 Não a deixe fugir Morgan Os olhos de Race arregalaram-se, a boca se abriu quando eu entrei em seu escritório. —O que você está fazendo aqui? —Hey, princesa. — Eu disse olhando a majestade de seu escritório. Eu estava totalmente impressionado com o tamanho. —Eu pensei em passar e ver como as coisas estavam indo. Ela olhou para o relógio antes de voltar os olhos para mim. —É quase cinco. Você não deveria estar se preparando para ir encontrá-lo? Eu balancei a cabeça, batendo no meu relógio. —Muito tempo. Ela suspirou, afastando de sua mesa antes de caminhar em minha direção. —Não, não tem. —Tudo está arranjado. Estamos apenas esperando as coisas rolarem. O dia está se arrastando. Pensei que parar aqui seria uma ótima maneira de passar o tempo. Ela deslizou a mão pelo meu braço e descansou no meu ombro. —Você falou com os rapazes sobre eu ir junto hoje à noite? —Sim. Eles disseram que você pode nos encontrar às seis e meia no escritório, e vamos sair de lá. —Porra! Eu estava mentindo na cara dura. Suas sobrancelhas ergueram-se. —Sério? —Sim. —Eu menti novamente. Eu teria que rastejar mais tarde para compensar a besteira que saiu da minha boca. —Obrigada. —Ela sussurrou. Inclinou-se e me deu um suave beijo nos lábios. Quando ela começou a se afastar, eu passei meus braços em volta da sua cintura e puxei seu corpo contra o meu. —Aonde você vai? Eu preciso mais disso. —Murmurei contra seus lábios. —Morgan. —Disse empurrando meu peito. —Eu não posso ser pega aqui no trabalho. —As pessoas não batem? —Perguntei, olhando por cima do ombro em direção à porta. —Sim, mas... Cortei-a, cobrindo a boca com a minha e pedindo entrada.


Ela gemeu em minha boca enquanto roubava o ar dos meus pulmões. Puxei-a mais forte contra mim, envolvendo-a em meus braços. O que diabos eu estava fazendo? Eu não fui lá para transar com ela, e muito menos beijá-la. Eu queria passar, dizer Olá, ter uma conversa rápida com Natasha, e certificar-me de que Race não estaria no encontro às sete horas da noite. Mas lá estava eu, em um agarre frontal com Race. Eu quebrei o beijo. —Eu preciso parar. —E se eu não quiser que você pare? —Ela perguntou com os lábios manchados de batom, ofegante. —Eu só passei para ver como você estava e falar sobre esta noite. —Eu lambi meus lábios, saboreando cada gota de seu gosto deixado para trás. —Isso era tudo o que você queria? —Ela perguntou, recuando enquanto ajustava sua camisa. —Sim. Isso era tudo. — Eu menti. Três vezes eu tinha mentido no seu rosto. Ela provavelmente me teria pelas bolas mais tarde por isso, mas era a coisa certa a fazer. —Srta. True. —Sua secretária chamou através da porta fechada. —Limpe seus lábios. — Eu sussurrei, tocando minha boca. —Merda. — Ela murmurou, correndo para sua mesa. Ela pegou um espelho e tentou retocar o batom, mas não conseguiu. —Sim? —Gritou. Sua secretária entrou, olhando entre nós enquanto caminhava para a mesa de Race. Ela me deu uma piscada rápida antes de voltar sua atenção para sua chefe. —Natasha queria que você desse uma olhada por cima das anotações para a sua reunião de amanhã antes de sair hoje à noite. Ela me pediu para dar a você, e para você ligar para ela quando estiver pronto. Natasha. Essa era a mulher de Tyler, e possivelmente uma cúmplice em seu esquema para arruinar a carreira de Race. Eu não tinha contado a ela sobre Natasha ainda, e ainda não sentia ser o momento certo, mas eu tinha que avisá-la. Race tomou as anotações da mulher e folheou as páginas. —Eu vou dar uma leitura rápida, Cara. Chame-a e diga para vir ao meu escritório em cinco minutos. A mulher balançou a cabeça e virou-se para me encarar. —Tem certeza de que vai conseguir fazer isso? —Cara perguntou, seus olhos correram sobre mim da cabeça aos pés com


um sorriso tão sujo, que eu sabia exatamente o que ela tinha em mente. —Sim. Nós terminamos aqui. Sr. DeLuca estava de saída. —É uma pena. — Cara sussurrou andando em direção à porta e saindo. Race olhou por cima de suas anotações com as sobrancelhas inclinadas. —O que ela disse? —Nada. —Eu dei de ombros. Ela jogou os papéis sobre a mesa e desabou em sua cadeira. —Mais alguma coisa que você precisa Morgan? —Oh, estamos de volta a Morgan? —Pare. —Ela esfregou a testa. —Tenho que terminar meu trabalho para que possa sair daqui a tempo esta noite. Não há nenhuma maneira que eu vá perder isso. —Mas está tudo bem se você não puder fazê-lo esta noite. Eu prefiro que você não esteja lá. —Foi à única coisa verdadeira que eu disse desde que entrei em seu escritório. —Eu vou. Não adianta tentar me convencer do contrário. Agora vá antes que me atrase. Acenei. —Sim, senhora. —Disse antes de sair. Conforme a porta fechou-se, um grande estrondo me fez pular. —Que diabos? —Perguntei me virando. Cara aproximou-se de mim, tocando meu braço. Mais como tateou o meu braço. —Não se preocupe com ela. Oh, você deve trabalhar muito por isso. —Ela apertou meus braços, acariciando até um pouco acima dos meus cotovelos. —Cara... —Estou velha demais para você, Sr. DeLuca. Eu só estou querendo saber quais são suas intenções para com a Sra. True. —Hum, eu não sei. —Docinho, a mulher precisa de um homem. Eu vi o olhar em seu rosto quando entrei no escritório. Eu vi seus lábios como se picados por abelhas, e o batom vermelho ainda manchado no rosto. Acho que você é apenas o que o médico receitou. Perfeito. —Obrigado. —Eu ri. —Estou fazendo o possível. —A mulher trabalha muito. A vida é muito curta, e ela é muito jovem para sempre gastá-la no escritório. Basta tratá-la bem, Sr. DeLuca. —Morgan. —Corrigi-a.


—Morgan. — Ela repetiu, deixando cair à mão do meu braço. O som de uma pessoa limpando a garganta nos fez pular. —Estou interrompendo? —Perguntou a mulher, olhando para mim e dando-nos um olhar de desgosto. Cara balançou a cabeça sentando-se, e começou a mexer nos papéis sobre a mesa. —Eu estava apenas dizendo adeus, minha senhora. Você está alguns minutos adiantada, mas tenho certeza que a Srta. True está pronta para você. Na minha frente estava Natasha. A vibração que ela passava era a de uma mega vaca. Embora Race se comportasse com autoridade, ela não tinha nada de Natasha. Seu cabelo preto e liso estava puxado para cima em um coque tão apertado, que eu me perguntava se isso alterou a expressão de seu rosto. Seu terno de negócio era perfeito, nenhuma ruga sobre ele, como se ela tivesse permanecido em pé durante todo o dia para evitar quaisquer imperfeições. —E você é? —Natasha perguntou em um tom arrogante, mas não como Cara tinha antes. Natasha olhou para mim como um cidadão de classe baixa, que não estava apto para respirar o mesmo ar que ela estava respirando. —Sr. DeLuca. —Respondi olhando para ela da mesma maneira que ela me olhava, mas estendi minha mão, tentando ser cortês. Ela olhou para baixo e rosnou. —Tenho certeza de que ela está pronta para mim. — Natasha disse passando por mim, e entrou no escritório de Race sem bater. —Uau. — Eu murmurei para mim mesmo antes da porta fechar. —Ela é um verdadeiro deleite. —Disse Cara antes de colocar o dedo em sua boca. —Ela é uma das pessoas mais feias que eu conheço. Eu me perguntava se Cara eram os olhos e ouvidos neste lugar. Normalmente, secretárias falavam. Se houvesse um chefe mal-intencionado, eu me perguntava quanta informação era partilhada entre eles. —Deixe-me perguntar uma coisa. — Eu sussurrei me inclinando sobre a mesa de Cara para estar perto o suficiente e não ser ouvido. —Qualquer coisa que você queira, bonito. —Ela olhou para mim. —Natasha. Pessoa boa ou ruim? Eu acho que sei a resposta. —Nada, além de ruindade lá. —Quão ruim? —Perguntei esfregando o queixo.


—Ela venderia a própria mãe para ganho pessoal. Ela é a pior que existe aqui. Ninguém gosta dela, e a pobre Srta. True tem que trabalhar com ela. Ambas estão na fila para promoção. É cão-comendo-cão, e eu me preocupo, porque Natasha fará de tudo para vencer. —Vou me certificar de que isso não aconteça. — Eu disse, embora eu não soubesse como diabos eu faria isso. Mas sabia que, se Natasha estava envolvida, eu não a deixaria destruir Race. —Quem é você, Morgan? —Ela perguntou quando apoiou o queixo na palma da mão, dando-me olhares sonhadores. —Eu posso ser aquele que faz diferença antes de qualquer coisa começar. —Bem, isso não é confuso? —Se você me ver de novo, eu vou responder o que quiser. Agora, tudo está no ar. —Não a deixe fugir. — Ela sussurrou. —Ela precisa de uma coleira apertada. —Cara cobriu a boca. —Nunca diga a ela que eu disse isso. Corri meus dedos em meus lábios e respondi: —Meus lábios estão selados. —Cara! —Gritou uma voz do outro lado da porta fechada. Ela suspirou, indo para trás da mesa. —É melhor você ir antes de ficarmos em apuros. Eu balancei a cabeça. Eu gostei de Cara. Eu senti como se pudéssemos ser bons amigos. —Estou saindo. Foi bom conversar com você, Cara. —A qualquer momento, bonito. Volte, está me ouvindo? —Ela acenou antes de desaparecer no escritório de Race. Assim que saí do edifício, disquei para Johnny. —Olá, sou o amigo de Race do outro dia. —Olá, filho. O que posso fazer por você? —Perguntou. —Race vai chamá-lo esta noite. Eu preciso de um favor. —Qualquer coisa que você ou Race precisar, eu estarei lá para vocês. —Aqui está o que eu preciso que você faça para mim. — Eu disse antes de colocar meu plano em movimento.


Capítulo 24 Estou indo, e cale sua boca maldita. Race Depois que me troquei e coloquei uma calça preta de ginástica, um top preto e sapatilhas apropriadas, me dirigi para a porta. Eu provavelmente parecia uma completa idiota, mas não podia aparecer com terninho. Pela primeira vez, eu saí do escritório na hora certa. Eu andei em direção ao meu carro, sentindo o sol de verão batendo contra a minha roupa, pois queimava minha pele por baixo. Eu: Eu estou a caminho.

Mandei uma mensagem para Morgan antes de vasculhar minha bolsa para pegar as chaves. Quando me aproximei do meu carro, pude ver imediatamente que algo estava errado. Fechei os olhos, inalando respirações profundas através do meu nariz. Isso não pode estar acontecendo. Não, não. Isso não pode estar acontecendo. Um dos meus pneus estava murcho. Eu não ia a lugar nenhum tão cedo. —Porra! — Eu disse, segurando minhas chaves forte o suficiente para que elas fizessem cortes em minhas mãos, fazendo-me estremecer. —Filho da puta! —Eu gritei, tentando firmar minha respiração, mas achando impossível. Fechei os olhos novamente. As lágrimas começaram a se formar enquanto estava lá, tentando não ficar histérica. Assim que eu estava prestes a jogar minha merda em todos os lugares, meu telefone tocou. Morgan: Quando você vai chegar aqui?

Eu respondi com os olhos lacrimejantes, tive que apagar a minha mensagem algumas vezes antes de acertar. Eu: Assim que conseguir um táxi. O pneu está murcho ou furado. Morgan: Não deixe o escritório.

Ele não pode estar falando sério. Eu não me importava se tivesse de caminhar até o maldito ponto de encontro. Eu ia para lá. Eu tentei manter o telefone firme, mas digitei de volta com os dedos trêmulos.


Eu: Eu estou indo. Cale sua maldita boca.

Joguei minhas chaves na bolsa, dando ao meu carro mais um olhar, antes de marchar de volta para o prédio de escritórios. Parei três passos da porta da frente para chamar Johnny. Ele atendeu ao telefone com a mesma saudação de sempre. —Oficina do Johnny. —Hey, Johnny. É Race. —Criança, duas vezes em uma semana. Eu não poderia ter tanta sorte. Uma pontada de culpa me atingiu. Ele parecia gostar de falar sobre o meu pai tanto quanto eu, e ele era a única conexão que eu tinha para falar sobre ele agora. —Sinto muito, Johnny. Devo chamá-lo mais. —Eu sei que você está ocupada, garota. Você é uma mulher de negócios de alta potência agora. Seu pai teria ficado orgulhoso. —Eu preciso de sua ajuda. —Eu evitei sua declaração sobre o meu pai. Eu não queria perder tempo conversando sobre os velhos tempos. Haveria tempo para isso mais tarde, mas Tyler precisava ser desmascarado hoje. —O que posso fazer por você? —O pneu está murcho ou furado. Preciso de sua ajuda, Johnny. —Parece ser um problema comum nesta semana. —Sim. —Eu ri por entre minhas lágrimas. —Pode me ajudar? —Eu posso. Eu vou estar aí o mais rápido possível. —Johnny. — Eu disse, girando as chaves no meu dedo indicador entrando pela porta do prédio de escritórios. — Eu não vou estar aqui quando você chegar. Vou deixar as chaves com o segurança. —Aonde você vai? —Ele perguntou, pânico evidente em sua voz. Parei no meio passo. —O que isso importa? —Isso não importa. Eu só queria saber qual é o seu carro. Não podia ser verdade. Será que Morgan realmente fez isso? Ele não poderia. Ele não faria.


Ele disse que eu poderia ir. Mas ele não queria que eu fosse. Quem diabos eu estava enganando? Mesmo que ele tivesse me proibido, eu encontraria uma maneira de estar lá. —Johnny, Morgan ligou para você hoje? —Apertei os olhos, as narinas dilatando. —Bem, hum. Não. —Ele sussurrou. —Porra! Sério? Vocês estão juntos contra mim. —Não! —Johnny gritou. —Race, ele só não quer que você se machuque. Eu não sei que tipo de problema você está enfrentando. —Pare. —Mas... —Johnny, eu sou uma mulher adulta. Eu sempre lidei com os meus problemas, e vou fazê-lo novamente. Ninguém jamais vai me proibir. As chaves estão com o guarda de segurança. Eu vou mandar um texto para você com o endereço, e eu dirijo um BMW Alpina B6. Ele é o único com o pneu furado. —Race, eu não acho que você deva... Eu não ouvi o resto da sua declaração. Bati na tela, desligando a ligação com Johnny. Morgan é um babaca. Eu deveria ter percebido que ele faria alguma merda para certificar-se de que eu não poderia estar lá. Eu sabia que nunca poderia confiar em um homem. Todos eles pensavam que sabiam o que era melhor para mim. Eu só tinha uma coisa a fazer. Chamaria um táxi e iria diretamente para o local da reunião. Foda-se todos eles. Eu pegaria minha fita de volta, e mostraria aos caras que eu não precisava deles depois de tudo. Depois que eu tinha deixado as chaves com o segurança, fui lá fora esperar o táxi. Andei, tornando-me mais irritada a cada segundo. Morgan DeLuca ia pagar caro depois que eu ajudasse a desmascarar Tyler O'Shea e recuperasse meu vídeo. 12

Eu tinha a minha melhor amiga na minha bolsa, minha Beretta PX4 . Tyler me entregaria esse vídeo. Qualquer coisa para salvar minha carreira.


Eu teria que lidar com Morgan outro dia. Ele desejarรก nunca ter me conhecido no momento em que eu tiver acabado com ele. Assim, quando eu joguei a arma de volta na bolsa, o tรกxi chegou. Era agora ou nunca.


Capítulo 25 Inferno para pagar Morgan —Cara, você é corajoso. —Sam disse enquanto dirigia para o armazém abandonado. Race estava longe de ser estúpida. Ela descobriria isso mais cedo ou mais tarde, e não seria uma visão bonita quando me visse novamente. Race: Vou assim que conseguir um táxi. O pneu está murcho ou furado.

—Eu vou pagar por isso mais tarde. —Eu respondi olhando pela janela do passageiro com um nó no estômago. —Se houver um depois. —Disse Thomas, me batendo na parte de trás da cabeça. —O que isso quer dizer? —Perguntei, ignorando o fato de que ele me bateu, e respondi a seu texto. Eu: Não deixe o escritório.

—Ela provavelmente nunca vai falar com você de novo, cara. —Thomas balançou a cabeça. —Você mentiu para ela. Não se preocupe com o pneu. —Sim. Você nunca receberá outra chance dela. — Acrescentou James. —Izzy me mataria. —Race vai superar isso. — Eu disse, encolhendo-me. —Eu duvido disso. Eu só a encontrei algumas de vezes, mas ela não me parece ser o tipo de perdoar e esquecer. —Disse Thomas. —Eu não estou dizendo que não vou pagar caro por isso, gente, mas eu acho que posso lidar com ela. —Eu olhei no banco de trás. —Você gosta muito dessa menina hein? —Perguntou James. —Eu não sei por que, mas eu gosto. Deus me ajude. — Eu murmurei, olhando para o teto e soprando um longo suspiro. —É a magia do pintinho resistente. — James respondeu batendo no meu ombro. —Eu sei como é isso. —Eu simplesmente não posso imaginar minha prima lidando com suas besteiras. —Minhas besteiras? —Ele riu, apertando o peito. —Você conhece sua prima? Essa menina tem mais truques na manga do que Houdini. —Como você lida com ela?


—Você tem que quebrá-la. —O quê? —Perguntei, virando-me com a boca aberta. —James! —Disse Thomas, olhando para ele. —Você está falando sobre a minha irmã aqui. Escolha suas próximas palavras com muito cuidado. James bateu na perna de Thomas. —Não se preocupe, irmão. —Ele olhou para mim, erguendo o queixo em minha direção. —Vamos falar sobre as senhoras depois, Morgan. Voltei à elevação do queixo. —Vou aceitar a oferta. —Cinco minutos. —Disse Sam. —Nós estamos prontos para isso? —Ele ajustou seu corpo, segurando o volante com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. —Você está bem, cara? —Perguntei a Sam, colocando minha mão em seu ombro. —Eu estou ansioso. Estive nos bastidores por um tempo. Esta merda é como antigamente. —Os velhos tempos de merda. —Disse James, baixando a cabeça. —Oh, pare com sua merda, Debbie Downer James. — Thomas latiu. —Todo mundo conhece o plano, certo? —Por que você não nos passa novamente, porque claramente nós podemos ter perdido alguma coisa nas últimas dez vezes que você já comentou isso com a gente. — James brincou. Os minutos finais do passeio de carro foram silenciosos. Cada um de nós fez a checagem do equipamento, removemos as travas de seguranças, e ficamos mentalmente focados. Sam tinha conseguido permissão do proprietário do prédio ao lado para esconder o carro dentro, para evitar ser descoberto por Tyler. Depois que o carro estava escondido, todos nós tomamos nossas posições e esperamos. Sam ficou no telhado, sendo o nosso vigia, enquanto James, Thomas, e eu pegamos os nossos lugares ao redor do prédio. Eu estava tão nervoso que mal conseguia me concentrar. Meu coração estava batendo na minha garganta, e minhas palmas suavam sem parar, mesmo as enxugando no jeans. Se esta merda não corresse bem, sua vida poderia estar em confusão, e seria totalmente culpa minha. Eu não podia deixá-la ter uma chance de arriscar sua vida. Ela pode ser adulta, mas o inferno que eu a deixaria sozinha no fogo, quando eu poderia tirá-la dele sem que ela se envolvesse. Olhei para o meu relógio e percebi que mais de dez minutos passaram enquanto eu estava parado aqui. Tyler não tinha chegado.


—Ele está atrasado. —Disse James no meu fone de ouvido, descobrindo a mesma coisa que eu tinha. —Vamos esperar mais dez minutos antes de chamá-lo. — Thomas respondeu. —Eu não vejo ninguém vindo também. — Acrescentou Sam. —Merda! — Eu disse, enquanto meu estômago começou a afundar. —Eu aposto que o filho da puta não vem. —Eu tive um pressentimento que eu não podia explicar. Eu senti isso uma ou duas vezes no exército e, normalmente, a merda era ruim. —O que nós vamos fazer? —A voz de James ecoou no meu ouvido. —Eu acho que você está certo, Morgan. Vamos esperar cinco minutos e sair. —Thomas respondeu. Abaixei-me, peguei algumas pedrinhas, e joguei-as. Minha mente estava correndo, e apenas ficar ali estava me deixando louco. Eu não gostava do desconhecido. Puxei meu telefone do meu bolso, a necessidade de verificar Race. Eu: Desculpe virmos sem você. Não havia muito tempo.

—Caras, eu acho que é hora de irmos. —Disse Thomas. —Você ouviu algo de Angel? Race disse que ela estava indo para o escritório. — Eu disse, indo em direção ao edifício que tinha escondido o veículo. —Vamos para o carro. Ligarei para Angel no caminho. — Thomas respondeu. —Mensagem recebida. —Disse James. —Alguma coisa está errada, com certeza. —O que você acha? —Sam perguntou pelo rádio. —Eu não sei, mas sei que algo de ruim está acontecendo. —Thomas, chame Angel. — Eu exigi com suor ensopando minha testa. —Eu estou fazendo isso, filho da puta. Antes que eu tivesse chegado a van, ele disse às palavras que eu não queria ouvir. —Ela nunca fez isso, cara. Bile subiu na minha garganta e eu tentei o meu melhor para engoli-la. —Todo mundo, traga seu traseiro aqui. —O que você está pensando, Morgan? —James perguntou surgindo do meu lado. —Eu não sei cara, mas acho que definitivamente tem algo errado. Não há nenhuma maneira no inferno que algo faria Race não aparecer aqui hoje. Eu posso ter lhe dito que não, mas eu sabia que ela não ouviria. —Tentei manter a calma, mas por dentro, eu estava


desmoronando. —Nós vamos encontrá-la, cara. —James me deu um tapinha no ombro. —Movam seus traseiros. —Ele gritou no rádio. —PORRA! — Eu sussurrei, encolhendo a mão. —A culpa é minha. —Pare de ser um maricas. —James deixou escapar. —Você não tem culpa de nada. Eu comecei a hiperventilar. —Eu tenho. —Ofeguei, empurrando para baixo o medo que começou a agarrar-me. —Se ela estivesse aqui, sei que estaria a salvo. —Opa! —Sam gritou enquanto corria para dentro do prédio, Thomas direto em seus calcanhares. —Estamos todos aqui. Movam seus traseiros. —Disse Thomas, apontando para a Van. Eu empurrei o medo longe, preparando-me para a batalha. Eu a traria de volta. Subi no carro, sentindo-me no limite, mas pronto para chutar a bunda de Tyler. Quem eu estava enganando? Eu planejava torcer o pescoço dele até que tirasse seu último suspiro. O passeio de carro foi um turbilhão. Thomas e James estavam no telefone com os contatos da intel, tentando encontrar alguém disposto a invadir os registros de telefone, para tentar identificar sua localização. Tentei texto e chamá-la de novo, mas ela não pegou ou respondeu. Mesmo que ela estivesse furiosa comigo, ela teria me mandado uma mensagem de volta. Eu tinha deixado isso muito claro. Que eu estava preocupado, e que ela estava em perigo, mas nada. Sem resposta de Race. —Ela não está respondendo. — Eu disse após o quinto texto. —Eu tenho um cara que trabalha no escritório dela. —Disse James, mexendo o telefone na mão. —Estamos quase lá. — Sam gritou, movendo o rosto mais perto da janela, sentado de frente e pronto para ir. Quando o telefone de James tocou, o carro ficou em silêncio. —Fala. —James disse, enquanto olhava para mim. Por favor, que ela esteja bem. —Entendi. Estamos a caminho de lá agora. —Disse James antes de desligar a chamada.


—Última localização conhecida era o seu escritório. Depois disso, o sinal ficou frio. Alguém desligou seu telefone. —Filho da puta. — Eu rosnei socando o painel. —Fique calmo, homem. —Disse Thomas, pegando meu ombro. —Fácil para você dizer. —Eu fechei meus olhos, meu peito apertado. —Eu preciso encontrar a minha mulher. —Escute, nós fizemos essa merda mais de uma vez. Nós sempre recuperamos a garota. Sempre. —Disse Thomas em uma voz calma. —É quase uma repetição de acontecimentos passados. Angel foi sequestrada, e Izzy foi sequestrada. De alguma forma, elas ainda estão vivas e respirando. —Que porra é essa? —Perguntei, sacudindo a cabeça para trás. —O que diabos aconteceu? —A vida não é sempre bela. — James respondeu, dando-me um encolher de ombros. —Isso acontece quando você vive sua vida no limite, Morgan. Você não estaria tão chateado se você não tivesse sentimentos pela Race. —Merda! Eu ainda estaria chateado porque fomos enganados. —Eu respondi. —Sim, mas dói porque você gosta da garota. Prometo que vou trazê-la de volta. —Disse Thomas, olhando pela janela, observando o estacionamento. Antes de a van parar, abri a porta e pulei para fora, usando velocidade extra para correr em direção as portas. Eu podia ver o caminhão de Johnny à distância perto do carro de Race. Ela tinha chamado, assim como eu tinha assumido, mas onde diabos ela estava? —James! —Eu gritei, parando perto da entrada conforme os caras saiam. —Veja se Race está ali perto do seu carro. Ele balançou a cabeça, movimentando-se rapidamente. —Desculpe-me, senhor? —Perguntei, tentando recuperar o fôlego enquanto corria para dentro. —Sim? —O guarda de segurança corpulento perguntou levantando-se da cadeira. —Você viu uma mulher loura por aqui cerca de trinta minutos atrás? —Debrucei-me sobre a mesa, pronto para empurrá-la e correr. —Você quer dizer Sra. True? —Ele perguntou, um sorriso espalhou pelo seu rosto. —Sim. — Eu rosnei, e meu maxilar endureceu.


—Ela estava esperando do lado de fora por um táxi a última vez que eu a vi. —Respondeu ele. —Será que ela entrou em um táxi? Seus lábios retesaram, e a ruga na testa aprofundou-se. —Eu não sei, senhor. Não prestei atenção. —Grande merda. — Eu murmurei, apertando os olhos. —Encontrou-a? —James perguntou correndo através das portas. —Ela não está aqui — Respondi com os punhos apertados, tentando não socar alguma coisa. —Lá fora também não. —Inferno do caralho. A perdemos. — Eu disse, começando a andar. James tocou meu ombro. —Vamos lá, cara. Vamos para o escritório. Nós vamos encontrá-la. —É melhor. —Eu sussurrei. Eu não tinha terminado com Race True. Não era assim que era suposto terminar.


Capítulo 26 Escuridão Race A escuridão me rodeava. Fiquei ali congelada, incapaz de ver, enquanto meus olhos estavam cobertos por alguma coisa. Meus ossos doíam, minha cabeça latejava, e eu não podia me mover. Minhas mãos e pés estavam amarrados, meu tronco amarrado, deixando-me incapaz de qualquer manobra. O que aconteceu? Os únicos sons no quarto era minha respiração difícil, e o soluço que estava prestes a estourar de minha garganta. Tudo veio à tona para mim. O pneu furado. Esperando lá fora pelo táxi. Jogando minha arma na minha bolsa. E então... Engoli em seco procurando ar. Em seguida, o ataque. Eu não tinha visto isso, mas eu senti o golpe na minha mandíbula quando a dor irradiou no meu rosto. Alguém agarrou meu queixo, e fui golpeada na cabeça. Enquanto o mundo desaparecia, meus joelhos dobraram e eu caí no chão. Eu estava tão consumida pela minha raiva em relação a Morgan, que não tinha conhecimento do que me rodeava. Era minha culpa que eu estivesse aqui. Comecei a chorar. —Olá? —Eu sussurrei tão baixo que mal ouvi eu mesma. Prendi a respiração à espera de uma resposta, mas não ouvi nada, enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Preciso tomar respirações lentas e me manter calma, eu disse a mim mesma uma e outra vez. Eu não poderia fazê-lo. Quem diabos poderia manter seu juízo sobre isso em uma situação como esta? Sério. Eu


gostaria de pensar que eu estava bem equilibrada, mas agora cenas do Texas Chainsaw 13

Massacre , continuaram passando uma e outra vez dentro da minha cabeça. Puxando as restrições, comecei a hiperventilar. Meu coração batia com tanta fúria, que era tudo que eu podia ouvir. Uma porta abriu, fazendo-me congelar. —Ah, você está acordada. —Disse uma mulher à distância. Prendi a respiração, esperando que o meu coração explodisse enquanto seus saltos clicavam contra o chão. —Você pode me ajudar? —Eu sussurrei. Ela gargalhou, dando um chute nos meus pés. —Race, tola. Tentei recuar, mas eu não podia me mover uma polegada. A carne tenra ardia onde sua mão tinha aterrado. —Por favor. Vou fazer tudo o que pedir. —Eu disse, com minha voz tensa. —Sabe você que não é tão leve como parece. —Ela arrastou as unhas pelo lado da minha perna, deixando fogo em sua passagem. — Sempre a cadela magra perfeita, com seios perfeitos e nada fora do lugar. Engoli em seco. Eu conhecia a voz. O tom ácido era um que eu tinha ouvido antes. Natasha. A colega de trabalho que eu pensei que fosse amiga. Ela tinha que ser a esposa de Tyler. —Onde está o Tyler? Foi ele que te colocou nisso? —Perguntei, tentando engolir, mas não encontrando umidade suficiente para torná-lo possível. —Você acha que sabe tudo, não é? —Ela rosnou no meu ouvido, provocando arrepios na espinha. —Tyler nunca esteve por trás disso, querida. Espere. O que? —Foi você que me enviou as mensagens? —Perguntei enquanto meu estômago virava. —Seus capangas contratados não descobriram isso, descobriram? Eles perseguiram meu marido o tempo todo. —Ela arrastou as unhas pelo meu braço, pressionando mais forte do que na minha perna. A pele começou a rachar, mas mordi o lábio. —Deixe-me ir, por favor, Natasha. — Eu


implorei por entre os dentes enquanto tentava não gritar. —Não seja uma menina boba, Race. Eu tenho você exatamente onde eu quero. —Seus saltos bateram contra o chão quando ela deu três passos de distância de mim. O som do tilintar de metal no fundo colocou os meus sentidos em alerta máximo. —Eu farei qualquer coisa. Um passo. Dois passos. Três passos. —Você não entende, não é? —Ela ronronou no meu ouvido. —Conte-me. Vou corrigir isso. —Virei à cabeça para o som de sua voz, tentando ver através do material escuro cobrindo meus olhos, mas eu vi apenas escuridão. —Não há nada que você possa fazer. —Disse ela calmamente. —Eu pensei que nós éramos amigas. — Eu sussurrei, lutando contra as lágrimas que sabia que não poderia enxugar. Um metal frio tocou minha bochecha, a nitidez da borda cortante em minha carne. — Nós éramos amigas. Eu a acalmei. —Até que eu encontrei Tyler assistindo o vídeo. —Sua respiração quente deslizou pelo meu rosto. —Eu pensei que ele me amava, mas nunca foi em mim que ele estava pensando. —Mas você é sua esposa. —Nada como o óbvio para uma pessoa louca enquanto ela segurava uma faca contra a minha cara, sem dúvida, eu estava pensando tão claramente quanto ela. —Eu sou, mas você é a única em quem ele pensa quando toca a si mesmo. Não eu! —Ela gritou no meu ouvido, me fazendo recuar. —Mas eu... Ela pressionou a lâmina mais profundamente em minha pele. —Mantenha a porra da sua boca fechada! Imagine como meu coração partiu quando eu entrei e vi. Sentado ali, gemendo, enquanto a observava na tela, imaginando que você estava fazendo aquelas coisas para ele. Engoli em seco. —Era sobre você que ele fantasiava. Você é a única com quem ele fazia amor. Eu sabia, mas eu não acreditava nisso até que ele disse seu nome em seu sono.


—Natasha, eu não sabia sobre Tyler. Eu juro que eu não tinha ideia. —Minha respiração ficou presa enquanto a lâmina deslizava sob os olhos vendados. Apertando os olhos, tentei focar quando a venda caiu na mesa. Pisquei, tentando limpar as lágrimas. Natasha estava em cima de mim, movendo a lâmina com sua mão. Ela rosnou enquanto a lâmina balançava em suas mãos. —Eu vou fazer você pagar pelo que fez para mim. — Ela resmungou. Puxei as restrições. —Eu não fiz nada! Por favor, deixe-me ir. — Eu disse, meus lábios começaram a tremer. Ela balançou a cabeça apertando os dentes, mantendo sua mandíbula apertada. Eu fechei os olhos, me preparando. Ela inclinou-se para frente com a faca, cortando o tecido da minha camiseta com facilidade. Engoli em seco, minha cabeça girando. Usando a ponta da faca, ela empurrou os pedaços esfarrapados para o lado, expondo meu sutiã. Eu fiquei tensa, dando um grito gutural com a boca fechada. —Tenho certeza que ele ama estes. —Ela correu a lâmina através dos topos dos meus seios, fazendo com que a minha pele ficasse com contusões. —Por favor! —Eu gritei, tencionando os músculos. —Por favor, não faça isso. Ela sacudiu a faca na frente do meu rosto, me provocando. —Você está com medo, Race? —Ela perguntou, sorrindo. —Sim. Eu farei qualquer coisa. Por favor. — Eu implorei, balançando a cabeça, porque ela inclinou-se para frente com a lâmina. Fechei os olhos. Eu não podia olhar. Prendi a respiração com as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Uma dor ardente, ao contrário de qualquer coisa que eu já senti antes, cortou pelo meu corpo com tanta força, que fiquei sem fôlego. Gritei de dor, jogando a cabeça para trás e para frente. —Pare, por favor! — Eu gritei, sentindo-me tonta. Orei pelo amortecimento da dor. Implorei por misericórdia, mas nada. Apenas agonia incontrolável que irradiava por todo meu corpo.


Quando levantou a faca, o sangue escorria do topo, caindo em meu peito. Ela arregalou os olhos, seus lábios separaram-se. —Você já parece melhor. —Ela disse rodeando a mesa. Eu tentei acalmar a minha respiração, concentrando-me em outra coisa que não fosse a dor. Senti o sangue escorrer do ferimento, viajando pelo meu lado e gotejando debaixo da cadeira. —Não. Eu não posso. —Eu respirei fundo, tentando agarrar a mesa e me preparar para mais tormento. —Por favor, não faça isso. — Eu chorei meu corpo começando a tremer. —Ah, Race bonita. Você está preocupada que não será mais perfeita? —Brincou descendo a lâmina novamente. Enquanto eu chorava e gritava, a escuridão finalmente me levou.


Capítulo 27 Tyler Filho da Puta O´Shea Morgan Eu chutei a porta da frente, procurando na casa até que eu o encontrei. —Onde diabos ela está? —Eu gritei dirigindo-me a ele, me lançando para ele. —Que porra é essa? —Ele gritou, colocando as mãos para cobrir o rosto. —Não brinque conosco estúpido. Que porra você fez com ela? —Perguntei quando passei meus dedos ao redor de seu pescoço, segurando-o contra a parede. Seus olhos arregalaram-se quando ele engasgou sem ar. —Eu não sei do que você está falando! —O que quer dizer que você não sabe o que diabos estamos falando? —Gritei, olhando para ele. Ele puxou os meus dedos, tentando diminuir a pressão em volta do pescoço. —Eu não sei. Juro por Deus. —Ouça filho da puta. Vou sufocar seu último suspiro agora. —Rosnei. —Diga-me onde diabos você está mantendo Race? —Race? —Ele sussurrou, seus olhos ficando mais amplos. —Race. Onde diabos ela está? — Eu rosnei, apertando com mais força. —Espere. Eu amo Race. —Disse ele, colocando as mãos ao lado. —O quê? —Meu queixo caiu. —Eu jamais a machucaria. Eu a amo. — Ele balbuciou. Eu diminuí a pressão contra sua garganta o suficiente para ele poder falar, mas não o suficiente para ele sair do meu agarre. —Eu não a machucaria. Eu juro cara. —Morgan! —Thomas gritou atrás de mim. —Deixe-o ir. Ele não pode fugir, e não podemos obter informações se você matá-lo. —Cara, porra, deixe-o ir. — James implorou batendo no meu braço. —Nós não vamos deixá-lo escapar. —Você deveria ouvir os seus amigos. —Disse Tyler com a voz estrangulada.


Fechei os olhos e pressionei apenas o suficiente para lembrá-lo que segurava o seu destino nas mãos. —Se você disser uma coisa que eu não goste porra, eu vou quebrar seu pescoço. —Sim, senhor. —Tyler disse, tentando acenar sob meus dedos. O soltei, empurrando seu corpo, e batendo sua cabeça contra a parede no processo. —É melhor começar a falar, porra! Thomas e Sam estavam no pé da escada com suas armas de fora e prontos para atirar, e James na minha retaguarda. Tyler estendeu a mão para sua garganta. —Por que você acha que eu tenho Race? —Ele perguntou esfregando a pele e inalando grandes quantidades de ar. —Ela tem suas mensagens sobre o vídeo. — Eu rosnei em pé na frente dele e sem me mover. —Como você sabe sobre o vídeo? —Ele perguntou. Seus olhos grandes como pires. —Porra novamente, imbecil. Você enviou e-mails a chantageando. Eu não tenho tempo para esta merda. Onde diabos ela está? —Eu gritei, socando-o no estômago e vendo o estrago. Ele agachou-se, segurando seu estômago. —Eu não disse a ninguém sobre o vídeo. Ainda está em meu escritório. —Alguém sabe. Se você não tem Race, então quem diabos mais poderia saber sobre isso? — James aproximou-se de Tyler. —Você entendeu tudo errado. Eu nunca a machucaria. Eu a amei desde o momento em que coloquei os olhos nela na faculdade. Meu primo, idiota de sorte saiu com ela. Quando ele morreu, eu achei a fita, e nunca a deixei fora da minha vista. —Bastardo doente. —Disse Sam. —Quem mais sabe dessa porra? —Perguntei de novo, empurrando-o contra a parede. —Só Natasha. Ela meio que me pegou uma vez... — Ele arrastou suas mãos através de seu cabelo, ainda tentando recuperar o fôlego. —Natasha. Onde diabos ela está? —Eu perguntei, olhando ao redor da sala. —Sam, vá procurá-la! —Eu gritei, segurando Tyler no meu aperto. Sam assentiu e desapareceu. —Ela não está aqui, filho da puta. —Disse Tyler. —Ela não chegou em casa do trabalho ainda. —Onde está o vídeo?


—No meu escritório. —Disse ele, apontando para a direita. —Mostre-me. — Eu quis saber empurrando-o em direção as escadas. —Tente qualquer coisa e Thomas vai colocar uma bala em sua cabeça. —Jesus. Não sou idiota, homem. —Ele murmurou, caminhando lentamente com a gente polegadas atrás. Quando ele aproximou-se de sua mesa, eu agarrei seu braço e o puxei para trás. —Nem pense nisso. — Eu avisei, aumentando a força. —Na gaveta de cima, na parte de trás. Pegue você mesmo. —Disse ele, olhando para mim. —Eu vou pegá-la. —Disse Thomas. Ele puxou a gaveta e virou-a, estendendo a mão para um disco. —Peguei! —Gritou ele, colocando-o no bolso. —Onde diabo Natasha levaria Race? —Eu gritei. Tyler se encolheu. —Eu não sei. —Eu não tenho tempo para esta merda. —Eu puxei a arma do meu coldre e segurei-a contra a sua têmpora. —Onde está Natasha? Tyler começou a tremer e fechou os olhos. —Eu não sei. Talvez na casa de praia. —Seus lábios começaram a tremer. Baixei a arma. —Você vem com a gente, filho da puta. —Puxei-o para frente, colocando a minha arma de volta no coldre. —Mas por quê? —Perguntou. —Por quê? — James respondeu saindo do escritório. —Você sabe onde é a casa, e se ela não estiver lá, vamos precisar de você um pouco mais. —Ou eu posso matá-lo. — Eu sussurrei em seu ouvido enquanto o puxava comigo. —Merda! —Murmurou. —Pare de ser um idiota. — Thomas disse a ele enquanto passava por nós dois, e batia em Tyler na cabeça. —Você é a razão de Race estar nessa confusão. Você seu fodido, vai nos ajudar a tirá-la dessa. —Certo. —Tyler endireitou-se e caminhou de vontade própria. —Eu não quero que nada aconteça com ela. —Com a sua mulher? —Perguntou James com uma sobrancelha levantada. —Não. — Tyler riu. —Ela é uma cadela insensível. Eu quis dizer Race.


—Sam! —Eu gritei, ignorando a declaração de Tyler sobre Race. —Vamos! Eu nunca deixaria Tyler perto dela novamente. Se ele estava envolvido nessa merda ou não, ele nunca, nunca a tocaria. Assim, comigo segurando Tyler no banco de trás, Sam apareceu na porta e foi direto para o carro. —Se um fio de cabelo em sua cabeça... —Eu comecei, mas James me parou com uma das mãos no meu ombro. —Fique calmo. Nós precisamos que você se acalme, cara. Ela precisa de você calmo. —Eu estou tão calmo quanto consigo. —Nós vamos trazê-la de volta. —Disse ele, mas eu sabia que eram palavras vazias. —Dirija mais depressa. —Disse Sam, sentindo a minha própria sanidade começar a escorregar. —Com certeza. — Ele disse, ajustando-se no assento e pisando no acelerador. — Estaremos lá em dez minutos.


Capítulo 28 O Fim Race —Race? —Uma voz sussurrou em meu ouvido, mas soou como se estivesse a um milhão de milhas de distância. Eu gemia, balançando a cabeça. —Acorde Race. Eu não terminei com você ainda. — Ela sussurrou novamente. Meus olhos abriram ardendo tão intensamente, que rasgou meu peito. Ela tinha empurrado o dedo contra o corte no meu peito. Tudo me atingiu como uma tonelada de tijolos. Fiquei consciente das coisas ao meu redor, o cheiro de seu perfume, a dor pura do corte, e meu terror absoluto. Eu puxei uma respiração irregular antes de gritar de dor. Eu murmurei algo que eu nem sequer compreendi, enquanto as lágrimas começaram a fluir novamente. —Vê o que acontece quando as cadelas como você tentam roubar o meu marido? —Não! —Eu gritei, balançando a cabeça. Quando ela começou a rasgar a calça do meu corpo, a porta abriu e bateu contra a parede. Virei à cabeça em direção ao barulho, vendo Morgan correr pela porta. Antes que ele pudesse dar um passo para dentro, Natasha segurou a faca na minha garganta. —Dê mais um passo e cortarei a garganta dela! — Alertou, pressionando a lâmina contra a minha artéria. Eu levantei meu queixo, tentando escapar e evitar a cadela louca de me cortar, e pedi para Morgan me salvar usando apenas os olhos. Lágrimas escorriam cobrindo meu rosto enquanto eu soluçava. —Por favor. — Eu sussurrei para Morgan. Seus olhos corriam para mim, ficando amplos conforme ele tinha uma visão do meu estado. —Abaixe a faca. —Um homem disse passando por Morgan. Tyler O'Shea parou assim que me viu. —O que diabos você fez, Natasha? —Ele perguntou. Sua boca aberta.


—Você gosta de como sua puta parece agora, Tyler? —Ela perguntou, segurando a faca mais perto da minha garganta. —Será que ela parece perfeita agora? —Natasha. —Ele sussurrou. —Você quer transar com ela agora? —Ela ferveu, olhando para ele. —Morgan. — Eu implorei com lágrimas caindo mais rápido do que antes. Eu olhei para Morgan, tentando me perder em seus olhos, um grupo de homens reuniuse atrás dele com o mesmo olhar de choque e desgosto em seus rostos. —Coloque a faca para baixo, baby. Podemos falar sobre isso. Ela não significa nada para mim. —Tyler disse a ela, dando um passo mais perto. —Mentiroso. Então, se eu fizesse isso. — Ela empurrou a lâmina na minha pele e eu gritei. —Você não se importaria? —Pare! —Tyler gritou, levantando as mãos. Em um movimento rápido, Morgan empurrou Tyler para o lado e mirou Natasha. Prendi a respiração, esperando a faca cortar minha garganta. A arma disparou, eu gritei e apaguei. ***** —Race? —Uma voz sussurrou em meu ouvido, mas desta vez, era um homem. — Princesa, você pode me ouvir? —Perguntou, acariciando meu rosto. —Mmm. — Eu gemi incapaz de falar, e também morrendo de medo de abrir os olhos com os ruídos em torno de mim ficando mais altos. Alguém estava desamarrando minhas mãos e pés, o homem continuou a tocar-me com ternura. —Race, acorde. Você está segura. —Disse ele com uma voz suave. —Venha cá, baby. Eu conheço essa voz. Morgan está me tocando. Eu estou segura. Eu não tenho que ter mais medo. —Morgan? — Eu sussurrei, enquanto meus olhos se abriam. A dor estava gravada por todo o seu rosto. Talvez fosse desgosto em seus olhos ao ver minhas feridas de perto, mas ele não olhou para mim do jeito que ele tinha olhado em meu escritório hoje cedo. —Natasha? — Eu sussurrei quando ele me levantou da mesa.


—Ela está morta. —Disse ele, agarrando-me ao peito. Eu me aconcheguei em seus braços quentes, deixando meus olhos fecharem, e suspirei. Embora eu estivesse com mais dor do que eu já experimentei na minha vida, eu sabia que ninguém me machucaria mais. —Descanse, Race. Eu cuido de você. —Disse, andando comigo em seus braços e beijando minha testa. —Morgan. —Eu sussurrei em seu pescoço me aninhando tão perto de sua pele quanto humanamente possível. —Eu estou aqui. — Respondeu, descansando a cabeça contra a minha. —Sinto muito. — Eu disse, sentindo-me completamente exausta. —Não há nada que se desculpar, Race. Isto é tudo culpa minha. —Disse ele, me colocando no colo. —Não! — Eu soluçava, rastejando mais perto. —Não me solte. —Eu nunca vou deixar você. — Ele murmurou me segurando apertado. —Vocês vão à frente. Eu vou lidar com a polícia. —Disse alguém antes da porta do carro bater. Eu pulei. —Eu vou cuidar de você. —Ele me puxou para o seu lado, me ajustando em seu colo e fechando minha blusa. —Feche seus olhos. Fiz o que ele tinha dito, muito cansada para discutir ou tentar ficar acordada. Era mais fácil quando eu dormia, ou inferno, apagava. Eu não sentia a dor dos cortes, o pânico não sacudia o meu corpo, e eu com certeza não tinha que pensar. As únicas coisas que eu precisava saber era que Natasha estava morta e eu estava nos braços de Morgan. Ele me salvou. Mas eu não era a garota que eu era antes. O olhar quando ele me viu ficaria para sempre guardado em minha memória.


Capítulo 29 Sonhos e Pesadelos Morgan Fazia três semanas desde que Natasha tinha sequestrado Race. Eu não a vi desde que a levei para a sala de emergência e coloquei-a em uma maca. Eu fiquei dia e noite no hospital, passeando entre os andares e deixando a equipe louca. Eu tinha discutido com os médicos para me deixarem vê-la, mas ela tinha deixado ordens estritas de não deixar ninguém entrar em seu quarto. Depois de três dias, finalmente fui para casa para tomar banho, e quando voltei, Race tinha desaparecido. Eu liguei e mandei mensagem. Mesmo mensagens em seu trabalho, mas ela não tinha me retornado. Fiquei chateado na primeira semana, puto na segunda, e enquanto a terceira semana rolava, eu mal podia comer. A única coisa que me fazia sair da cama todas as manhãs era o meu trabalho. Os rapazes foram excelentes para mim, sempre me tranquilizando de que ela voltaria. Eu pulei quando meu telefone tocou. —Alô? —Eu disse, sentindo um friozinho na barriga. —Hey. Onde diabos você está primo? —Mike perguntou mastigando algo. Eu suspirei, sentindo uma forma de nó onde as borboletas estavam. —Eu não estou de bom humor hoje, Mike. —Cara, sua mãe disse que é melhor você trazer a sua bunda aqui ou ela vai buscá-lo. — Ele cobriu o telefone com a mão. —Eu disse a ele. —Disse ele. —Diga a Ma que a verei outro dia. Eu não tenho tempo para a família agora. —Estendime no sofá, quase incapaz de manter os olhos abertos. —Oh merda! — Ele revelou. —Agora, minha mãe disse que ela vai também. Espere visitas, cara. Limpei a garganta, jogando meu braço sobre o meu rosto para bloquear o sol. —Digalhes para ficar aí. Eu estarei aí na próxima semana. —Ele disse que na próxima semana, tia Fran. —Ele fez uma pausa.


—Sim, eu vou dizer a ele. Sua mãe disse que ela não está aceitando não como resposta. Você foi avisado. —Disse ele e, em seguida, a chamada desconectou. Eu suspirei, deixando cair o telefone ao lado da minha cabeça no sofá. Eu queria ficar sozinho. A única pessoa no mundo que eu queria ver era Race. Imaginei seu rosto sorridente, o cheiro de sua pele, e senti o calor dos meus dedos deslizando através de sua carne, perdendo-me nela. Fechei os olhos querendo sonhar pela primeira vez desde que eu fui liberado do serviço ativo. Ela veio até mim no sono. Eu dormiria minha vida inteira se significasse que eu fosse vêla.


Capítulo 30 Fran DeLuca Race Os cortes acima dos meus seios estavam em sua maioria curados, mas eles nunca desapareceriam. Corri meus dedos ao longo deles, sentindo a diferença na pele. Eu fiz uma careta, odiando como eles pareciam. A pele era rosada, e havia um brilho acetinado onde ela me cortou. Eu não podia deixar que ele me visse assim. Ele tinha chamado duas vezes hoje, e me enviado três mensagens. Não importa quantas vezes ele tentasse, eu não podia atender ao telefone. Eu queria ouvir sua voz. Estar em seus braços, ele sussurrando em meu ouvido, faria tudo derreter. Mas eu não podia. Eu não estava pronta para vê-lo. Especialmente da forma como eu sabia que acabaria. Eu sempre gostei do meu corpo, mas agora, era apenas uma lembrança daquele dia. Deixei-me chorar. Eu derramei lágrimas por Morgan, em sua maioria. Eu sentia falta dele. Ele me fez sentir segura. Eu sabia que ele só queria o melhor para mim. Ele não tinha feito nada para me machucar. Não. Isso era tudo Natasha. A cadela má estaria sempre comigo cada vez que eu olhasse para o meu peito. Natasha assombrava meus pesadelos. Eu revivia a noite mais vezes do que eu gostaria de lembrar. Cada vez eu acordava em lágrimas com os lençóis encharcados. Nessas horas era muito difícil não chamá-lo. Eu queria que ele me segurasse, para


espantar os demônios, e salvar-me como antes. Dias transformaram-se em noites, horas transformara-se em semanas, enquanto eu sentava no sofá olhando para a televisão. Quando ouvi uma porta de carro fechar-se na frente da minha garagem, eu levantei, tentando pegar um vislumbre da pessoa antes dela bater. Borboletas agitaram-se dentro de mim, até que eu percebi que não era ele. Eu tinha visto uma foto dela antes. Abri a porta, não esperando ela bater. —Olá. — Eu disse, minha voz um pouco instável. —Olá, Race. Sinto muito incomodá-la querida, mas nós precisamos conversar. Olhei ao redor do quintal. —Ele está aqui com você? Ela balançou a cabeça e franziu a testa. —Não. Sinto muito. Instantaneamente, a emoção que sentia morreu. —Gostaria de entrar, Sra. DeLuca? — Perguntei, abrindo a porta para ela. Ela olhou para seus pés e de volta para mim. —Eu posso ficar aqui se for mais fácil para você. —Por favor, entre. Eu prefiro ficar dentro de casa se estiver tudo bem com você. — Eu disse, recuando. Ela fechou a porta, olhando em volta da minha casa. Isso me deu a oportunidade de dar uma boa olhada na mulher. Ela parecia à mesma que na foto dela, talvez alguns anos mais velha, mas tão bonita quanto. Ela usava um jeans desbotado, com uma blusa e sapatos pretos de salto. Seu cabelo era muito parecido com o dele na cor, com todos os fios no lugar e cortado na altura dos ombros. —Você tem uma bela casa. —Disse ela enquanto colocava sua bolsa sobre a mesa de café. —Obrigada. — Eu disse me sentando. —Morgan te enviou aqui? Ela sentou-se ao meu lado, acariciando minha perna. —Não, querida. Ele não tem ideia de que eu estou aqui. Suspirei enquanto meus ombros caíram. —O que posso fazer por você, Sra. DeLuca? Ela virou-se para mim, alisando seu jeans. —Eu quero falar com você sobre meu filho. — Disse, sorrindo para mim. —Eu espero não estar sendo intrometida. —Você está. — Eu disse, rindo. —Ele me disse sobre você. —Ele é um merda.


—Ele pode ser isso, mas ele te ama. — Eu disse a ela. Ela respirou fundo. —Ele também te ama, Race. Engoli em seco, tentando respirar. —Ele me ama? —Perguntei. —Sim. —Disse ela. —Ele está uma bagunça desde o dia em que te encontrou. —Sinto muito. — Eu sussurrei mordiscando meu lábio. —Ele não vem jantar nem mesmo aos domingos. Ele tem sido ranzinza, não dorme bem, mal come, e apenas sobrevive sem você. —Oh! — Eu murmurei. —Eu me sinto horrível. Ela tocou minha perna, descansando a mão no meu joelho. —O mesmo acontece com ele. Ele está ferido sem você, Race. —Eu sinto falta dele. — Eu disse. —Eu simplesmente não posso deixá-lo me ver assim. —Fiz um gesto em direção ao meu peito. —Querida... — Ela sussurrou, inclinando a cabeça. —Não há nada para se envergonhar. Se um homem te ama de verdade, coisas assim não importam. —Estou cheia de cicatrizes. — Eu sussurrei, não confiando em minha voz. —Você já pensou em ter um bebê? —Ela perguntou, olhando para mim com os lábios definidos em uma linha firme. —Algum dia. —Quando você estiver grávida e sua barriga ficar enorme, ela vai esticar. Mesmo depois de ter o bebê, as estrias vão estar lá para sempre. Aquelas são cicatrizes feias? —Bem, não, mas essas são de algo bonito. Eles são como um distintivo de honra adquirido por ter dado à luz a outro pequeno ser. Ela apertou meu joelho. —Elas não são diferentes do que essas cicatrizes em sua pele, minha querida. Você viveu algo, e deve estar orgulhosa de si mesma por ser uma sobrevivente. Eu balancei a cabeça olhando para meu peito. —Não é o mesmo. Ela tocou meu queixo, trazendo meus olhos para os dela. —É o mesmo. Você deve estar orgulhosa de ser uma sobrevivente. É apenas pele. O que importa é o que está dentro do seu coração, Race. Você o ama? —Ela perguntou, me observando de perto. Engoli em seco, entendendo o que ela queria dizer. —Sim. — Eu disse, dando-lhe um sorriso fraco. —Tanto que faz meu coração doer.


—Você precisa ir até ele. —Eu não posso. — Eu sussurrei, balançando a cabeça. —Ainda não. —Se você esperar muito tempo poderá perdê-lo para sempre. Lágrimas escaparam dos meus olhos e deslizaram pelo rosto. —Não chore. — Ela sussurrou, envolvendo o braço em volta do meu ombro e puxando meu rosto para seu peito. —Ele se culpa pelo que aconteceu com você. Eu respirei fundo, sentindo-me como se alguém tivesse me chutado na barriga. —Por quê? As lágrimas caíram mais rápidas pingando sobre meus jeans. —Ele não chegou a tempo de salvá-la. —Mas ele chegou. Ela teria me matado. —Eu disse, apertando minha garganta. —Ele acha que falhou. Ele assume que é por isso que você não vai falar com ele. —Ela suspirou, esfregando minhas costas. —Às vezes, a nossa cabeça fica no caminho do nosso coração. Ele estendeu a mão para você. Agora, é hora de você falar com ele. Deixe-o saber que você não o culpa. Eu chorei mais forte. Eu o coloquei em mais sofrimento. Eu precisava dele tanto quanto ele precisava de mim. Limpei as lágrimas, sentando-me. —Você está certa, Sra. DeLuca. Preciso vê-lo. Ele precisa saber que eu o amo e não o culpo por nada. —Vamos pegá-lo. Eu te levo lá. Vamos surpreendê-lo. —Hum, ele não parece ser do tipo que gosta de surpresas. — Eu murmurei, limpando meu rosto. —Não existe tempo como o presente. Imagine o quão feliz você vai fazê-lo se você aparecer na sua porta. Levante-se, vamos agora mesmo. — Ela disse, me empurrando para fora do sofá. Eu fiquei olhando para ela. —Você tem certeza disso? Por que... Ela assentiu com a cabeça, ficando de pé. —Se há uma coisa que eu conheço, é meu filho. Ele é apaixonado por você, doce menina. —Ela disse, segurando meus ombros. —Eu quero fazê-lo feliz. —Quero que ele fique feliz também. — Eu disse. Virei-me, e ela usou meus ombros para


me empurrar em direção ao corredor. —Então vá se aprontar. Nós temos um menino para ver.


Capítulo 31 Encontrando o Paraíso Morgan —Abra a maldita porta! —Ma gritou, batendo na minha porta e me acordando do sonho. —Meeerdaa. — Eu gemi olhando para o teto, e passando minhas mãos pelo meu rosto. Ela tinha aparecido na mesma merda de época que tudo tinha ido abaixo com Race. Eu passei os últimos vinte e um dias tentando evitá-la, tanto quanto possível. Ela tornou isso mais e mais difícil, aparecendo na minha casa de forma inesperada, ou assombrando o escritório para dizer olá. Eu nunca pensei que diria isso, mas ansiava por meus dias do exército, quando a merda era mais simples. Quando o meu coração não estava nas mãos de uma mulher, e minha mãe estava a milhares de milhas de distância. Tudo estava complicado agora. Tudo. Eu ansiava pelos dias mais simples. —Estou indo! —Gritei, me levantando. —É melhor você abrir esta maldita porta! —Ela gritou de novo, continuando a sua batida. —Estou indo, Ma! —Eu gritei de volta pensando em fugir pela porta dos fundos. Abri a porta ao mesmo tempo em que sua mão estava para dar outro golpe, mas em vez disso, ela me bateu no peito. —Desculpe querido. — Ela murmurou olhando para mim. —Jesus, você parece uma merda. —Obrigado, Ma. Você sempre sabe as palavras certas para dizer. —Olhe para você. —Ela apontou para meu rosto e a barba que eu deixei crescer desde sexta-feira. —Temos que limpá-lo. —Disse ela pegando a minha mão e me levando para a sala de estar. —Hey! — Tia Mar disse, dando um passo em minha casa. —Oi, tia Mar. — Eu disse com uma voz menos do que entusiasmada.


—Nós temos alguém aqui para te ver. Você precisa parecer melhor do que está. —Disse Ma, me arrastando em direção ao meu quarto. —Quem? —Perguntei, sentindo meu estômago revirar e olhando por cima do ombro. —Um amigo. —Ma... —Tentei dizer. Eu não estava no clima para seus jogos. Ela me puxou para o quarto e fechou a porta. —Você parecia tão triste, amor. Eu tinha que fazer alguma coisa. Eu balancei a cabeça, esperando que ela não tivesse metido o nariz onde nunca queria que ela o colocasse antes. —O que você fez, Ma? —Eu tive uma conversinha com a sua menina. —O quê? —Perguntei tanto animado quanto chocado. —Ela está aqui? —Dei um passo em direção à porta, mas Ma me bloqueou. —Ela está, mas ela não pode ver você assim. —Oh Deus. Eu pareço como o inferno. — Eu disse pegando um vislumbre de mim mesmo no espelho de corpo inteiro. Eu tirei minha camisa e corri para o banheiro. —Por que você não me disse que ela estava aqui? —Eu murmurei enquanto escovava os dentes. —Teria arruinado a diversão. —Sua risada chegou até ao banheiro. —Agora não é o momento para piadas. É melhor ela estar lá fora. Que Deus me ajude, se você estiver brincando... —Eu disse. Então eu tomei um gole de água e cuspi na pia. —Ela está aqui. Você não está feliz que eu seja uma mãe intrometida agora? Fechei os olhos, mal conseguindo acreditar no que estava prestes a dizer. —Pela primeira vez, eu não poderia estar mais feliz por você estar tão colada na minha bunda que mal posso respirar. —Corri meus dedos pelo meu cabelo, cheirei minhas axilas, e estremeci. Deus, eu com certeza não estava limpo. Passei um desodorante e peguei uma camisa na parte de trás da porta do banheiro. —Espere-me lá fora. — Eu disse a ela enquanto ela ainda estava na frente da porta. Ela assentiu com a cabeça. —Nós vamos deixar vocês dois aqui sozinhos. Quando estiver pronto, volte para casa para o jantar. —É quase quatro, Ma. Vou me atrasar. — Eu respondi abrindo a porta e colocando-a para o lado.


—Sua tia adiará o jantar até seis esta noite só para você e Race. —O que? —Nós tivemos esta carta na manga todo fim de semana, baby. Agora, você vai fazer as pazes com Race e voltar para nós. Eu agarrei a maçaneta da porta e olhei por cima do ombro para ela. —Eu a amo, mãe. —Eu sei que você ama. Vá buscá-la, filho. —Isssso! —Ela gritou quando eu fui para a sala de estar. Antes de virar, eu pude ver seu reflexo no espelho do corredor. De pé, com as mãos agarradas na frente, ela não se parecia com o pintinho resistente por quem eu tinha me apaixonado mais de um mês atrás. Dei dois passos para frente, limpando a garganta, e esperei seus olhos encontrarem os meus. Deus, ela era linda. O sol entrava pelas janelas iluminando seu contorno, e fazendo com que parecesse que estivesse brilhando. Sua cabeça ergueu lentamente, e ela encontrou meu olhar. Do outro lado da sala, eu podia ver as lágrimas começarem a se formar e derramar pelo seu rosto. —Vamos deixar essas duas crianças sozinhas. — Tia Mar disse, puxando minha mãe em direção à porta. —Eles podem lidar com as coisas por conta própria. —Race! — Gritei, dando um passo em direção a ela. —Morgan. — Ela sussurrou, o lábio inferior tremendo. Ela saltou para os meus braços. Eu passei meus braços em torno dela, segurando seu corpo contra o meu e enterrando meu rosto em seu cabelo. Ela cheirava exatamente como eu me lembrava. —Eu estive preocupado com você, princesa. —Eu respirei, inalando sua doçura. —Sinto muito. — Ela disse, enrolando as pernas em torno das minhas costas e descansando a testa contra meu queixo. — Eu sinto muito. —Estou tão feliz que você está aqui. Nada mais importa. —Sinto muito. — Ela repetiu. Em seguida, começou a chorar, balançando em meus braços.


—Baby. —Eu sussurrei. —Shh. Não chore. —Levei-a para o sofá, coloquei-a no colo e a embalei. —Eu não deveria ter te ignorado. —Ela colocou seus braços em volta do meu pescoço e aninhou-se na minha pele. —Eu tenho sido uma pessoa horrível. —Vamos lá. Pare com isso. Você está aqui agora. Eu tenho você aqui. Você é minha, Race. —Eu me inclinei para trás, levando-a comigo. —Eu sei. Eu fui tão egoísta. —Ela soluçou, e as lágrimas encharcavam minha camisa enquanto ela chorava. —Race. —Eu sussurrei, balançando para frente e para trás, tentando confortar-nos a ambos. Eu a deixei chorar a segurando firmemente. Eu não me importava com as lágrimas ou o fato de que ela tinha usado a minha camiseta como um lenço de papel. Eu estava apenas feliz por tê-la em meus braços. Quando ela parou, ela se levantou, usando meu peito como alavanca. —Você pode me perdoar? Eu acariciei sua bochecha com as costas dos meus dedos. —Por quê? —Por ter te ignorado. Você me salvou e... Eu pressionei meu dedo contra seu lábio. —Não diga isso. Já passou. O que está feito está feito. —Sinto muito. — Ela murmurou contra o meu dedo indicador. Esta é a minha menina. Race está aqui. Ela estava segura, e ela estava em meus braços. —Você está bem? Ela assentiu com a cabeça, dando-me um pequeno lampejo de um sorriso. —Eu não quero que você veja o meu corpo novamente. Eu fiz uma careta olhando nos olhos dela. —É com isso que você está preocupada? Ela assentiu com a cabeça novamente, olhando-me por entre os cílios. —Eu pareço um monstro. —Disse ela. Em seguida choramingou. Toquei-lhe o queixo, trazendo os olhos para os meus. —Nunca diga uma coisa dessas novamente. Você é uma pessoa bonita. Nós todos temos


cicatrizes. Algumas podemos ver e outras não. Use-as com orgulho. Você passou por algo horrível e sobreviveu, Race. As lágrimas começaram a se formar novamente ameaçando cair. —Eu estive em terapia. — Ela disse, engolindo as lágrimas. —Bom. —Isso me ajudou. —Eu estou orgulhoso de você. —Eu me inclinei e beijei sua testa. —Eu perdi você por um tempo. — Eu disse contra sua pele. —Você está curada? —Quase. —Ela suspirou. —Falei com um cirurgião plástico, e eu sempre vou tê-las. —As cicatrizes não me assustam. —Eu queria levar a dor dela para longe, remover as cicatrizes de seu corpo, e colocá-las em meu próprio. Eu poderia viver com elas, Race tinha passado por tanta coisa já. —Posso vê-las? Ela sentou-se e olhou para mim. —Ainda não, Morgan. Eu não estou pronta para qualquer um vê-las. Eu balancei a cabeça. —Quando você estiver pronta. Prometa-me que não vai desaparecer novamente. Se você fizer isso, eu não vou deixar você se esconder. —Eu não vou. —Venha aqui. —Eu a puxei para mim, deitando sua cabeça no meu peito. —Eu quero segurar você por um tempo. —Reclinei nossos corpos, colocando-a em cima de mim no sofá. Ela relaxou em mim, brincando com minha camiseta. Fechei os olhos, sentindo o seu calor. Eu não me importo se ela não me beijou ou se não tivéssemos sexo. Eu só queria abraçá-la. Quando eu acordei, eu a assisti dormir. Minúsculos roncos saíam de seus lábios enquanto ela inalava pelo nariz, seguido de um pequeno sopro de ar da sua boca. Sua parte superior havia movido enquanto nós tínhamos dormido, expondo a borda das cicatrizes perto do centro do peito. Eram traços fracos, muito mais leves do que eu esperava. Eu a empurrei para trás e tracei as linhas, sentindo sua suavidade sob meus dedos. Inclinado para frente, toquei meus lábios acima do seu peito esquerdo e beijei-a. Ela se mexeu, acalmei-a, tentando evitar acordá-la. —Morgan. —Sussurrou.


Olhei para cima, meus lábios ainda contra sua ferida recém curada. —Desculpe tê-la acordado. —Murmurei contra sua pele. —O que você está fazendo? —Disse antes de bocejar. —Eu queria beijá-la. Ela mexeu-se, tentando se afastar de mim. Segurei-a com mais força, olhando para ela. —Eu queria ver, Race. Eu não conseguia parar de tocá-las. Ela endureceu. —Por quê? —Elas são parte de você. Eu não quero esquecer que eu quase perdi você. —Mas elas são feias. — Ela disse, e o lábio tremeu. —Não, elas não são. Eu amo cada polegada de seu corpo. —Disse, e coloquei os meus lábios no lugar que ela mais odiava. —Eu não sei como você pode olhar para mim. —Não há um ponto em seu corpo que eu não beijaria. Tudo sobre você é lindo. —Você só quer entrar em minhas calças de novo. — Ela sussurrou começando a rir. —Bem. Isso também. —Então você não acha que estou feia? Eu abri sua camisa com o meu nariz, expondo mais das cicatrizes. —Eu te amo, Race True. Cada. Pequena. Polegada. — Murmurei contra sua pele cobrindo de beijinhos ao longo das linhas. As lágrimas começaram a rolar em suas bochechas. —Eu também te amo, Morgan DeLuca. Você vai fazer uma coisa para mim? —Perguntou ela, enxugando as lágrimas do rosto. —Qualquer coisa. — Respondi, olhando para ela. —Faça amor comigo. — Sussurrou, correndo os dedos pelo meu cabelo. Sem esperar outro momento, me movi para cima de seu corpo e fixei minha boca sobre a dela. Beijei-a como se minha vida dependesse disso, compartilhando o próprio ar que respirava. Eu não fodi Race True.


NĂŁo. Fiz amor com minha mulher.


Capítulo 32 Doce como açúcar Morgan Race mexia as mãos. —Merda, eu estou tão nervosa. —Por quê? —Eu parei de andar e me virei para encará-la. —Você conheceu Ma e tia Mar, sem a minha presença. Elas são as mais difíceis. Ela balançou a cabeça. —Foi diferente. —Você não é minha mulher? —Perguntei com um sorriso surgindo no meu rosto e acariciei sua bochecha. —Sim. Quer dizer, esta é a sua família. —Disse, olhando para o céu. —E se eles me odiarem? Rocei os lábios nos dela. —Eles não vão te odiar. —Mentiroso. — Brincou. —Nós não voltamos para jantar na semana passada. Eu não podia esconder a minha diversão quando ri. —Expliquei as coisas. Eles entenderam, princesa. Eles sabiam que estávamos ocupados. —Meu Deus. Eles sabiam que estávamos fazendo sexo? —Ela perguntou, com a boca aberta. —Não! —Eu respondi. Eles provavelmente pensaram isso. —Eles pensam que adormecemos. —Uh-hu. — Ela murmurou e então suspirou. Eu agarrei a mão dela, segurando-a forte. —Venha antes que eles venham aqui fora nos buscar. Eles estão, provavelmente, assistindo da janela. —Você sabe que eu amo a sua Ma. —Disse ela enquanto caminhava ao meu lado, apertando a minha mão. —Ama? —Eu perguntei olhando para ela. —Sim. Ela me liga todos os dias para verificar se estou bem. —Ótimo. — Eu murmurei quando nos aproximamos da porta. —Você não sabe a sorte que tem de ter uma mãe tão amorosa.


—É isso que ela é agora? Fran encontrou uma maneira de estar em cada parte da minha vida. Os únicos santuários que eu tinha agora era o trabalho e a casa, e mesmo assim, ela dava um jeito de checar-me. —Pare de ser um idiota. Fran te ama. —Race colocou os braços em volta da minha cintura, descansando a cabeça no meu peito. Emaranhei meus dedos no cabelo dela e a abracei. —Eu estou um pouco preocupado, você já está na base do primeiro-nome com minha mãe. —Eu disse. —Morgan. — Ela sussurrou, olhando para mim. —Eu não falo com minha mãe, por isso é bom ter a sua para conversar todos os dias. —Ela tem muito amor para dar, princesa. —Talvez se Ma focasse em Race, ela saísse do meu pé por um tempo. A porta da frente se abriu e, como um relógio, Ma apareceu. —Aí estão vocês dois. —Disse ela, abrindo seus braços. Race me soltou, indo para Ma enquanto eu observava. Ma tinha encontrado poucas mulheres da minha vida, mas esta foi a primeira vez que ela aceitou uma. —É bom ver você, querida. —Disse Ma, batendo em Race na costas e mostrando a língua para mim. —Nós estávamos esperando. —Desculpe pelo atraso, Fran. Isso não vai acontecer de novo. — Race disse se afastando. —Oh, querido, você está bem. —Ma sorriu para mim, repetindo o gesto e abrindo os braços. —Ma, senti saudades. — Eu disse sarcasticamente deixando-a me abraçar. —Não se atrase novamente. — Ela sussurrou em meu ouvido. —Tia Mar vira uma fera. —Mas eu pensei... —Você pode fazer melhor do que chegar atrasado. Com Race, ela era tão doce quanto o açúcar, mas comigo, seu ferrão saía e a velha Fran aparecia. Não importava. Eu apreciava o fato de que Ma gostava de Race e a tratava de forma diferente, mesmo que eu recebesse o mesmo velho tratamento. —Ok, Ma. — Eu disse, não estava disposto a discutir e pronto para ver o resto da família.


Eu via James e Thomas todos os dias no escritório, mas tinha sentido falta dos meus outros primos e meus tios. Em Chicago, eu mal pensava sobre eles, com telefonemas esporádicos e cartões ao longo do ano. Agora que eles estavam de volta na minha vida, não havia nada que eu quisesse fazer mais em um domingo, do que passar um tempo com a família. Depois que o meu pai tinha me deixado (não me fale desse rato bastardo), as refeições em família nunca mais foram as mesmas. Ma e eu sentávamos um ao lado do outro em silencio. Logo em seguida, eu me alistei e fui para o alojamento. A vida tinha mudado depressa. Eu percebi que precisava dar a Fran alguma folga. Não só seu marido a deixou, mas em um tempo muito curto depois disso, eu também. Seu mundo tinha desintegrado. Tudo o que ela amava tinha desaparecido, e ela tinha sido deixada sozinha. —Eu te amo, mãe. — Eu soltei, dando-lhe um aperto final. —De onde veio isso? —Ela perguntou afastando-se de mim boquiaberta. —Lugar algum. Só pensei que eu deveria dizer isso mais vezes. —Você deveria. — Ela respondeu na forma da verdadeira Fran. —Eu passei horas dando à luz a você. Horas dolorosas. —Ela nos guiou para dentro da casa. —Eles estão aqui! —Ela gritou no hall de entrada, o som ecoando através do espaço. Ma ficou na ponta dos pés, colocando a boca junto ao meu ouvido. —Eu disse a eles para não assustarem Race. — Ela sussurrou. Eu dei a ela um breve aceno. Ma não era sempre um pé no saco. Mais frequentemente sim do que não, mas havia também um lado pensativo em Fran DeLuca. Momentos como estes me faziam lembrar por que eu era grato por ela ser minha mãe. Eu coloquei meu braço em torno do ombro de Race, ela olhou para mim. —Você vai ficar bem. — Eu disse a ela enquanto caminhávamos para a sala de estar. —Morgan! —Izzy berrou, entregando um dos bebês, antes de caminhar até nós. —Race, é bom conhecê-la. —Ela sorriu para Race e a abraçou. —É bom ver você também, primo. James segurou os dois rapazes em seus braços, parecendo contente. —Olá! —Ele disse, soando um pouco como Mike. Eu balancei a cabeça, em seguida, voltei minha atenção para o tio Sal.


—Filho! —Tio Sal gritou aproximando-se com sua mão estendida. Eu coloquei minha mão na sua e apertei. —Ei, tio Sal. Ele me puxou contra ele e me deu um abraço. —Estou feliz que você está aqui, Morgan. Sentimos sua falta no último mês. —Eu sei. Eu sinto muito por tudo o que aconteceu. Ele balançou a cabeça e olhou para mim, esfregando o queixo. —Não se desculpe. Você está aqui agora. —Morgan. — Tia Mar soou da porta da cozinha. —Eu fiz o seu favorito. —Ela piscou. —Você é a melhor, tia Mar. — Eu soprei-lhe um beijo. Um cotovelo bateu em minhas costelas. —Ei! — Ma advertiu, me cutucando de novo com aquela coisa óssea. —Eu estou brincando, Ma. —Menti. Em seguida, dei-lhe um beijo na bochecha. —Como você está querida? —Tia Mar perguntou a Race, dando-lhe um abraço. —Estou bem, Sra. Gallo. Voltarei ao trabalho amanhã, o que é um pouco assustador. —Você vai ficar bem, querida. Mantenha sua cabeça erguida. —Tia Mar disse esfregando as costas de Race. Race acenou, todos olhavam para ela. —Ei, todo mundo. Sou Race. —Ela disse enquanto me dava uma cotovelada nas costelas. —Morgan parece ter esquecido as boas maneiras. Eu fiz uma careta. —Desculpe, princesa. Eu estava tão feliz, que tinha esquecido completamente que ela não tinha sido apresentada a todos. Para minha total descrença, eu me sentia mais contente do que eu tinha em... Bem... Sempre. —Eu invejo você. —Disse Race a Mia quando nós nos sentamos na varanda após o jantar. Eu mal conseguia me mover. Meu estômago nunca tinha consumido tanta comida quanto eu podia lembrar. Era difícil resistir à cozinha da minha tia, especialmente quando ela foi além esta semana por causa de Race. —Eu? —Mia assustou-se colocando a mão no peito.


Race assentiu tomando um gole de vinho. —Você tem o seu próprio negócio. Você não precisa lidar com nenhum estudante. —Mamãe, mamãe! — Lily, a filha de Mia, lamentou ao seu lado, segurando os braços e agitando-os. Mia sorriu para Lily antes de olhar de volta para Race. —Por que você não sai? —Mia sugeriu puxando Lily em seu colo. Race esfregou o rosto com as mãos e suspirou. —Eu trabalhei a minha bunda para chegar onde estou. Eu não posso me imaginar saindo. —Você o ama? —Perguntou Mia. —Meu trabalho? —Sim. Você ama o que faz? —Ugh! — Race murmurou. —Eu costumava, mas não sei mais. —Eu tenho certeza que você já passou por mudanças. —Então, cara, quando é que vamos sair? —Perguntou Mike, me acotovelando. —O quê? —Perguntei muito ocupado ouvindo as senhoras falarem, para ter ouvido a pergunta de Mike. —Eu quero sair. —Oh! — Eu disse, olhando para ele. —Estive tão ocupado entre o trabalho e Race. Lamento não ter estado por perto. Mike concordou. —Eu entendo. —Ele apontou para Race. —Novo amor. —Assim que as coisas acalmarem, nós vamos ter uma noite dos caras. —Talvez possamos todos ir. —Ele sorriu, olhando em volta para seus irmãos. —As crianças apagam rapidamente. Eu olhei para Mia depois que ele falou. —Como você sabe? —Ela perguntou, olhando para ele. —Não é como se você já tivesse trocado uma fralda em sua vida? Mike empalideceu. —Você já cheirou o que sai dessas pequenas coisas? Eu não tenho estômago para isso. —Disse Mike, acenando com as mãos. —Para um cara tão grande, você com certeza é um maricas. —Eu provoquei Mike. —Vá trocá-la, então. — Ele disse, apontando para a bela pequena Lily, com seu selvagem cabelo encaracolado escuro, sentada no colo de sua mãe. —Papai maricas.—Disse Lily.


—Lily. —Disse Mike. —Papai maricas. — Lily riu, olhando para Mia. —Grande! Bom trabalho homem. — Mike murmurou com os ombros caídos. —Baby, papai não é um maricas. Olhe como grande e duro ele é. —Mia disse olhando para Mike. Rosnando, Mike flexionou os músculos. —Isso é certo, baby. Papai é duro. — Mike disse olhando para seus bíceps, observandoos saltar. —Papai maricas. —Lily repetiu com o riso ficando mais alto. —Jesus! — Mike murmurou, esfregando uma das mãos pelo rosto. Race riu, cobrindo a boca, enquanto as lágrimas começaram a formar em seus olhos. Ela gesticulou com a boca “Obrigada” para mim. Nós ficamos na varanda conversando, até que o sol pairava baixo no céu, e o anoitecer começou a despontar em todo o quintal. —É melhor irmos andando, princesa. Você tem que acordar cedo para o trabalho. — Eu disse puxando sua cadeira para trás. —Mas eu não quero ir. — Ela gemeu levantando da cadeira. —Seja uma boa menina e eu vou lhe dar uma recompensa. — Eu disse, dando-lhe uma piscadela. —Se você for realmente uma boa menina, eu vou te dar uma surra. —Mamãe, por que Morgan vai dar uma surra em Race, se ela for boa? —Tamara perguntou a Max, com o rosto amassado, e seu nariz pequeno enrugando. Anthony afagou a cabeça de Tamara, olhando para mim. —Obrigado por isso, Morgan. Max ajoelhou-se ficando do nível dos olhos de Tamara. —Querida, Morgan estava apenas brincando. —Mas quando eu sou má, papai diz que ele vai me dar palmadas. —Tamara olhou para mim pelo canto do olho. —Ele não parece que está brincando, Mama. Morgan é um pouco assustador. — Ela sussurrou para Max, mas foi alto o suficiente para que todos pudessem ouvir. Achei a coisa toda de valor inestimável. —Não se preocupe, Tamara. — Race disse olhando para ela. —Morgan é como um


ursinho de pelúcia. Não dê ouvidos a ele. Ele apenas parece bravo. —Como o tio Joey? —Perguntou Tamara, olhando para Joe. —Assim como ele, carinha de boneca. — Race respondeu, batendo no nariz de Tamara. —Devo dar-lhe uma surra por assustar você? —Race olhou para mim, com os olhos verdes brilhando. Tamara puxou o lábio, balançando a cabeça lentamente. —Você deveria. — Ela respondeu com um sorriso torto formando em seu rosto. —Se ele tem sido um menino mau, então ele merece. —Oh, baby, ele tem sido um menino muito ruim. —Race piscou para mim. —Eu vou cuidar dele. Tamara virou seu corpo de lado enquanto ria. —Morgan vai ser punido. —Disse alegremente. —Só se eu tiver sorte. — Eu murmurei, dando uma tapinha na cabeça de Tamara enquanto beijava Max. —Desculpe, querida. — Eu sussurrei em seu ouvido. —Oh, por favor. Anthony diz coisas que são dez vezes piores. — Max beijou meu rosto. —Tenho certeza que ela vai ficar muito confusa quando ficar mais velha. —Sim. Ou ela vai perceber o quão doente todos nós somos. —Pronta para ir para casa, Mara? —Anthony perguntou pegando a menina e colocandoa em seu quadril. Ela puxou a orelha dele, descansando a cabeça em seu ombro. —Sim, papai. Você vai cantar para mim esta noite? —Qual delas, baby? —Perguntou, antes de beijar o topo de sua cabeça. —A que você e mamãe dançaram em seu casamento. — Tamara respondeu, agarrando o rosto entre suas pequenas mãos. —Por favor, papai. —Qualquer coisa que você queira, menina. —Parece que você tem uma noite movimentada pela frente, primo. —Eu disse indo até ele. —Vejo você na próxima semana. Ele estendeu a mão. —Eu não trocaria noites como esta por qualquer coisa no mundo. —Vou levar a sua palavra em consideração. —Concordei apertando sua mão. —Não há nada como a primeira vez que sua filha diz, 'Eu te amo'. Você percebe que não há nenhum outro amor como esse. —Ele agarrou Tamara um pouco mais perto. Larguei sua mão, percebendo que meu primo tinha tudo no mundo. Uma esposa amorosa, uma criança e uma família incrível.


—Você é um homem de sorte, Anthony. —Eu imagino que você não esteja muito longe de onde estou. Eu balancei minha cabeça. —Eu estou na linha de partida. —Não é uma maratona. —Eu não estou correndo. —Só não espere até estar tão velho quanto eu, e perceber que desperdiçou anos fugindo da coisa que te faz mais feliz. Olhei para Race, entendendo suas palavras e sabendo que ele estava certo. Não importa o que, eu não estava sozinho. A única coisa no mundo que me fazia sentir completo estava do outro lado da mesa, rindo com a minha família. Eu não a deixaria fugir. Estar separado por três semanas me fez perceber que eu não queria mais ficar sozinho.


Capítulo 33 Escolha Difícil Race Um calor entre as minhas pernas me acordou do meu sono. Meus olhos se abriram, e um gemido escapou dos meus lábios enquanto sua língua circulava meu clitóris. Fechei os olhos, empurrando meu corpo para baixo contra o seu rosto. Foi melhor do que qualquer xícara de café que eu já tive, o jeito que eu gostaria de poder acordar todas as manhãs. Ele agarrou minhas coxas, segurando minhas pernas abertas enquanto me lambia. Agarrando os lençóis, arqueei minhas costas e lutei para recuperar o fôlego. Quando meus dedos começaram a enrolar, sua boca me deixou. —Não pare. — Eu implorei, levantando a cabeça do travesseiro. —Eu tenho que estar dentro de você. — Ele murmurou, se arrastando pelo meu corpo. Antes que eu começasse a lamentar, ele esfregou a cabeça de seu pênis na minha umidade e mergulhou dentro. —Sim! —Eu gritei. A sensação de sua boca em mim foi rapidamente esquecida. Ele colocou o braço atrás das minhas costas, me puxando para mais perto. Quando a mão dele deslizou sob minha bunda, inclinando meus quadris, seu pau foi mais profundo. —Oh! — Respirei, amando a sensação dele dentro de mim. Eu envolvi minhas pernas em volta de suas costas, puxando-o para mim, enquanto ele empurrava uma e outra vez. Nossa pele ficou úmida, e nossos corpos tremendo quando gozamos. Pela primeira vez na minha vida, eu realmente tive um orgasmo ao mesmo tempo em que o homem com quem eu estava. Era como se as nuvens se abrissem, o céu brilhasse, e os anjos cantassem. —Droga! — Ele murmurou contra os meus lábios, a respiração deslizando pelo meu rosto. —Humm. — Eu respondi incapaz de dizer qualquer outra coisa. —Essa é uma ótima maneira de começar uma semana. — Ele sussurrou, rolando para o lado. —Ugh. Não me lembre. —Ainda não quer ir para o trabalho? —Ele perguntou, me puxando para seu lado com o braço ao redor de mim.


—Não, mas eu tenho que ir. —Murmurei, aninhando minha bochecha contra seu peito. —Quer que eu saia mais cedo e vá te ver hoje? —Ele perguntou, com seus lábios roçando contra a minha testa. —Não. Eu vou ficar bem. — Menti. Eu não sabia se poderia lidar com meu retorno ao trabalho. Todos no escritório sabiam o que tinha acontecido com Natasha. Não havia nenhuma maneira de esconder isso, e eu sabia que estaria na mente de todos hoje quando me olhassem. Eu me perguntava se eles nunca esqueceriam. Tinha saído em todos os jornais. Eu não tinha deixado minha casa por uma semana depois de ter alta do hospital. Eu não queria que as pessoas olhassem para mim. Eu percebi que depois de dez dias, as pessoas haviam mudado para a próxima grande história, e tinham esquecido tudo sobre mim. Quando eu me aventurei, ainda me sentia como se todos estivessem olhando para mim. Eu sabia que eles não estavam, mas eu não conseguia enxergar de outra forma. Se não fosse por Morgan, eu poderia ter me tornado uma doente mental. Deixe-me reformular isso. Se não fosse pela mãe de Morgan, eu poderia ter perfeitamente permanecido em casa para sempre. Ela veio até mim, me segurou enquanto eu chorava, e me ajudou a passar por aquela fase. Sem ela, eu não estaria deitada em seus braços e sentindo a paz que tinha tomado conta de mim. —Eu estou apenas a um telefonema de distância, princesa. Se precisar de mim, eu vou correr para seu lado. —A outra mão tocou meu braço, esfregando-o. —Vai ficar tudo bem. —Eu não sabia se estava tentando convencer a ele ou a mim mesma. —Eu sou mais do que isso. Droga. —Murmurei. —Você é uma das mulheres mais fortes que eu conheço. Lembre-se disso. Você pode fazer o que quiser. —Até mesmo parar? —Perguntei, olhando para ele. —Pare se quiser, princesa. Não faça algo que você não quer mais. Eu mordi meu lábio, pensando se teria coragem de parar e nunca olhar para trás sem me lamentar. —Fácil para você dizer. — Eu disse, revirando os olhos. —Veja como será hoje. Você pode descobrir que é mais fácil dizer essas palavras do que você pensa. Se você não conseguir lidar com isso hoje, então não volte. A vida é curta demais para ser infeliz.


—Eu tenho uma reunião com meu chefe às onze horas. Eu vou ver como me sinto então. Meses atrás, eu teria dito que nada no mundo poderia me fazer parar, mas tudo tinha mudado. Olhar para a face da morte me fez reavaliar minha vida. Já não encontrava alegria no meu trabalho, em vez disso, eu encontrava paz em momentos simples da vida. —Você me chama, e eu estarei lá, querida. —Eu sei que você vai. — Eu sussurrei, envolvendo meu braço em torno dele e apertando-o. —Eu te amo, Morgan. —Princesa. — Ele sussurrou, arrastando o meu rosto para ele. Quando me olhou, sorriu. —Eu também te amo, Race. Mais do que já amei alguém ou qualquer coisa no mundo inteiro. Estendi a mão e dei-lhe um beijo. Melhor segunda-feira de sempre. ***** Pior segunda-feira de sempre. Quando as portas do elevador se abriram esta manhã, parecia que tudo no escritório parou. Era como estar em um filme. Enquanto eu caminhava, cada pessoa virou-se para mim, papéis escorregaram para o chão, e as pessoas sussurraram entre si. Eu sabia que isso não estava realmente acontecendo, mas me senti dessa forma. Senti todos os olhos em mim enquanto eu caminhava em direção à porta do meu escritório. Pessoas assentiram, dando-me um sorriso triste como se sentissem pena de mim. Eu conservei minha cabeça erguida, recusando-me a desempenhar o papel de vítima até chegar ao meu escritório. —Oi Cara. — Eu disse quando parei em sua mesa. —Por favor, dê-me alguns momentos para mim. —Fico feliz em vê-la, de verdade. — Ela respondeu concordando. —Leve o tempo que você precisar, querida. Virei-me e entrei no meu escritório, fechando a porta silenciosamente atrás de mim. Minhas costas caíram contra a porta conforme eu a usei para me segurar. Eu não poderia fazer isso. Eu não queria fazer isso. Eu odiava estar aqui. A última vez que estive nesta sala, Natasha estava comigo. Mesmo que ela estivesse morta, suas palavras e ações me assombravam. Eu não quero ser aquela garota.


Eu não era ela. Eu era Race, o pintinho resistente que as pessoas encolhiam-se ao ver, aquela que empurrava as pessoas ao redor e exalava confiança. Não a garota que precisava de uma porta para se segurar, enquanto procurava força para dar mais um passo. Olhei para o relógio na parede atrás da minha mesa, percebendo que eu tinha duas horas antes da reunião com o Sr. Emerson. Talvez eu me sentisse diferente se eu mergulhasse no trabalho, deixando minha mente concentrar-se apenas na tarefa em mãos. Só vai ser difícil no primeiro dia. Se eu pudesse passar o dia de hoje, amanhã seria mais fácil. Apenas um dia. Assim como meu terapeuta me disse. Mesmo nas últimas quatro semanas, as pequenas tarefas tornaram-se mais simples, e eu me encontrei sentindo-me como antes do ataque. Mas isso foi em casa, fazendo compras, ou passando o tempo com Morgan. Voltar ao trabalho foi como começar de novo em uma praça. Eu tinha que dar passos de bebê para me tornar a empresária fodona que eu sempre fui. Eu era Race True. Forte. Inteligente. Temida. —Race. —A voz abafada de Cara veio do outro lado da porta quando ela bateu. Afastei-me da porta e caminhei em direção à minha mesa, jogando minha bolsa no sofá. —Entre. — Eu respondi, correndo os dedos contra o vidro frio da mesa de trabalho. Cara entrou. Depois de dar dois passos, ela parou. —Qual o problema? —Perguntou com uma careta. —Nada, Cara. — Eu respondi, olhando para fora da janela. —Fale agora. Eu sempre soube quando há algo que você não está dizendo. —Disse enquanto caminhava em direção à sua cadeira habitual. —Eu simplesmente não me sinto em casa aqui mais. —Sentei-me, testando minha cadeira, balançando para frente e para trás. —Você foi feita para coisas maiores. — Cara disse, olhando ao redor. —Você não foi feita para ficar enfiada em um lugar como este. Você deveria estar administrando sua própria empresa.


—Agora você está sendo boba, Cara. —Eu suspirei, me recostando na cadeira, pensando sobre o que ela tinha dito. —Qual é a minha agenda para hoje? Ela olhou para seu bloco, batendo o lápis contra a superfície. —É bastante leve. Eu não quero sobrecarregar você hoje. —Ela olhou para mim. Devolvi o sorriso, embora o meu fosse menos crível. —Obrigada. Qual é o primeiro? —Você tem um encontro com Sue no Setor de Desenvolvimento as dez, e Sr. Emerson às onze. Sua tarde está livre, porque eu não sabia se você poderia fazer isso um dia inteiro. — Disse ela, olhando para o papel. —Eu acho que estou apenas nervosa sobre o encontro com Emerson. Vou me sentir melhor quando isso acabar, tenho certeza. —Eu tenho certeza. — Repetiu ela, de pé em frente da cadeira. —Você gostaria que eu pegasse uma xícara de café? —Ela perguntou caminhando em direção à porta. —Isso seria ótimo, Cara. —Mantenha-se firme, Sra. True. Com isso, ela desapareceu. Talvez um pontapé de cafeína fizesse me sentir como meu velho eu novamente. Ou depois de escutar a Sue zangão por uma hora, eu ficaria tão entediada e irritada, que pularia na garganta de alguém. Tinha passado um longo tempo desde que eu senti o fogo queimar no fundo da minha barriga. Meu eu anterior estava latente, pronto para explodir a qualquer momento. Virei o computador e o liguei, pronta para me enterrar no trabalho e encontrar o fogo novamente. Eu não deixaria que eles me derrotassem. —Sr. Emerson vai vê-la agora. — Sua secretária disse, passando os olhos sobre o meu corpo com os lábios em uma linha firme. Quando eu passei pelas portas do seu escritório, eu sabia exatamente o que precisava fazer.


Capítulo 34 Um pouquinho da Race para o almoço Morgan —Quem é ele mesmo? —Perguntei a Thomas, olhando para o meu relógio. Race e eu estaríamos reunidos para um almoço tardio hoje. Era seu primeiro dia de volta ao trabalho. Ela prometeu que estaria aqui as duas, e eu não deveria mantê-la esperando. —Ele é um dos amigos de Joey do Cowboy Neon. Seu nome é Frisco. —Joe o aprova. —Disse James, levantando uma sobrancelha quando ele descansou as mãos atrás da cabeça. Thomas balançou a cabeça, esfregando a parte de trás do seu pescoço. —Bem, vocês dois são os chefes, e se Joe o aprova, então eu tenho certeza de que ele é um cara bom. — Eu disse, sabendo que Joe não gostava de muitas pessoas. A porta abriu, e Angel estava lá com um homem atrás dela. —Thomas, Frisco está aqui. —Ela olhou por cima do ombro dando passagem. —Frisco. —Disse Thomas, andando em torno de sua mesa para cumprimentar o recémchegado. —Thomas. — Ele respondeu, apertando a mão dele. Eu dei a ele uma avaliação rápida. Ele tinha muitos músculos em um corpo magro. Ele era rígido, lembrando-me de um militar. Seus olhos nunca deixaram os nossos, mostrando que ele era honesto. —É muito bom ter você aqui. —Thomas olhou para James. —Esse é James, e ali... — Ele disse, olhando para mim. — É meu primo, Morgan. Pessoal, este é Frisco. —Frank é meu nome verdadeiro, mas me chamam de Frisco. —Disse ele, dando-nos a cada um, um aceno rápido. —Venha, Frisco. Nós temos muito que discutir. —Disse James. —Obrigado. —Disse Thomas para Angel. Ela acenou e fechou a porta, deixando nós quatro para conversar. —O que há com o nome Frisco? —James perguntou quando Frisco sentou-se. —Sua mãe 14

era uma fã de Hospital Geral ?


—Eu sou de San Francisco. Os rapazes no bar gostam de usar apelidos. —Ele deu de ombros. —Vamos passar por cima de algumas regras. — Thomas disse enquanto se sentava. —Manda. — Frisco respondeu, relaxando em sua cadeira. —Primeiro. Angel, quem você já conheceu, é minha. Race, a quem você vai conhecer, é do Morgan. Mãos longe de nossas senhoras. Vamos apenas deixar isso muito claro. Ele suspirou, passando os dedos pelos cabelos. —Eu estou tendo problemas suficientes com a minha mulher para me incomodar em até mesmo pensar em outra pessoa. —Por que você não nos conta sobre suas habilidades? —Disse James, mudando de assunto. —Eu fui um homem da Marinha durante anos, servindo como um SEAL. Eu não posso entrar em detalhes. Muitas das minhas missões são ainda classificadas como secretas. —Disse ele, movendo-se em seu assento. Olhei para Thomas assim que ele olhou para mim. Nós dois tínhamos o mesmo olhar impressionado em nossos rostos. Mesmo que eu fosse um homem do exército por completo, eu ainda tinha respeito por todos os ramos do serviço. SEALs não eram maricas. 15

—Eu acho que tenho muitas habilidades, se não todas, isso faria de mim um grande PI . —Cheio de si mesmo. — Eu murmurei em voz baixa. Ele olhou para mim. —Eu sou. — Respondeu com um sorriso. —Mas eu posso ajudar em qualquer merda. —Eu também. —Senhores, vamos guardar as atitudes para os bandidos. —Disse Thomas. —Estamos bem, cara. — Eu disse, dando a Frisco um aceno de cabeça. —Eu sei que, se ele era um SEAL, ele pode fazer muita coisa, mas mesmo que eu fosse apenas um grunhido no exército, eu também posso. —Todos nós temos habilidades. —Disse James. —Se algum de vocês não tivesse, não estariam aqui. —Vá em frente. — Thomas disse, enquanto olhava para Frisco e me ignorou. —Tudo o que você precisar fazer, eu posso fazer. —Frisco olhou para mim com o canto


do olho. —Eu estou aqui para ser um jogador da equipe. Eu só quero mergulhar e sujar as mãos. —Vamos apenas esperar que seu primeiro caso não dê errado, como o de Morgan. — Disse James, me dando tapinhas nas costas. —Eu não desejaria isso ao meu pior inimigo. —Tão ruim assim? —Frisco perguntou fazendo uma careta. —Algum dia, vou-te dizer sobre isso. —Você a perdeu? —Ele perguntou, inclinando a cabeça. —Eu não poderia imaginar alguém morrer porque eu fodi tudo. —Não, cara. Eu não a perdi. Meu mundo nunca mais foi o mesmo desde o dia em que fui designado para o seu caso. —Sinto muito por ouvir isso. —Frisco estremeceu. Lembrei-me do quão banal isso costumava ser. —Eu não sinto. Ele voltou sua atenção para Thomas. —Eu sou um cara muito simples. Disparo em linha reta, digo a verdade, e às vezes eu falo antes de pensar. —Parece que você vai se encaixar bem. Olhei para o meu relógio de novo, percebendo que eu estava prestes a me atrasar para o meu almoço tardio com Race. —Eu vou correr rapazes. —Eu disse de onde estava. —Tente não ter um almoço prolongado de novo hoje. — Thomas advertiu. —Pelo menos eu pego a minha do lado de fora do escritório. — Eu respondi. —Palavras sábias, Frisco. Sempre bata. —Eu disse, segurando minha mão. Ele me deu um olhar confuso enquanto Thomas e James riam. —O quê? —Perguntou. Eu balancei minha cabeça. —Deixa pra lá. Você vai descobrir. —Eu tenho que me apressar. — Thomas comentou caminhando em torno de sua mesa. —Eu tenho uma reunião com um cliente em potencial. —Eu vou mostrar à Frisco as cordas e correntes. —Disse James. Eu bati meus dedos, virando-me para Thomas. —Eu tenho uma reunião hoje à noite com um cliente. Então, eu pretendo demorar muito no almoço. Eu estarei de volta ao escritório por volta das seis. —Você precisa de um de nós aqui? —Perguntou Thomas. —Não, eu entendi.


—Eu estarei por perto. — Acrescentou James. —Izzy está em casa com as crianças hoje. —É melhor não ficar até mais tarde. Ela vai matá-lo se você deixá-la durante todo o dia com os meninos. —Deixe que eu me preocupe com a sua irmã, Thomas. —Frisco, se James não voltar ao trabalho amanhã porque minha irmã o matou, você pode ficar com seu escritório. —Que porra é essa? —Perguntei, fingindo ser insultado. —Eu deveria ter esse escritório em primeiro lugar. —Meninos. — James interrompeu, dirigindo-se para a porta e abrindo-a. — Ninguém fica com o meu escritório. Algum dia vocês vão aprender a lidar com as suas mulheres, assim como eu. Thomas e eu caímos na gargalhada. —Ele é tão cheio de merda. —Disse Thomas. Eu usei isso como minha deixa para sair. —Estou fora. Vejo vocês mais tarde caras. Prazer em conhecê-lo, Frisco. —Tchau. — Ele respondeu, enquanto eu caminhava para fora do escritório. Enquanto fui em direção ao meu escritório, Race aproximou-se da sala de espera. —Hey, baby! — Ela disse, envolvendo os braços em volta de mim. —Hey, princesa. Como foi no trabalho? —Perguntei, beijando o topo de sua cabeça. Ela olhou para mim. —Fantástico. —Sério? Ela concordou e continuou sorrindo. —Não no início, mas ficou melhor. —Vamos para o meu escritório e falaremos antes do almoço. Ok? —Perguntei, abrindo a porta. —Claro. —Ela disse entrando. —Então, o trabalho não foi tão mau quanto você pensou que seria? —Foi pior. —Ela riu. —Muito pior. —Ok. — Eu sussurrei passando o indicador pelo queixo. —Você está agindo de forma estranha. Por que você está tão feliz se foi pior? Ela ficou séria colocando as mãos espalmadas sobre a mesa e inclinou-se. —Porque eu me demiti! —Gritou.


—Você saiu? —Alívio tomou conta de mim. —Sim. —Ela levantou-se, estendeu os braços e começou a rodopiar. Eu fui para o escritório do Sr. Emerson, e disse a ele para me demitir. — Ela pulou com o punho bombeando no ar. Eu nunca tinha visto Race livre e animada sobre qualquer coisa antes, e eu não podia deixar de sorrir. —Uau. Isso é incrível, querida. Estou tão contente por você. Eu não fui capaz de tirá-la dos meus pensamentos esta manhã. Ir para seu escritório tinha que ser uma das coisas mais difíceis que ela já tinha feito. Todo mundo sabia sobre o seu caso, que tinha saído em todos os noticiários no dia seguinte. Ela não conseguia se esconder por causa disso, e se seu escritório era tão cruel quanto ela alegava, eu esperava problemas à frente. Ela parou de girar, deixando cair os braços ao lado dela e balançando. —Sinto-me livre pela primeira vez. —Disse ela, e então suspirou. Eu andei até ela, precisando pegar um pequeno pedaço de felicidade para mim. —Estou tão orgulhoso de você. — Eu disse a ela quando a puxei para os meus braços. —Precisamos comemorar. —Ela riu olhando para mim. —O que você tem em mente? —Perguntei, e então me inclinei e recheei seu pescoço com beijos. —Oh, não, não se atreva. — Ela disse, tentando sair do meu alcance. Eu ri contra sua pele. —Eu não consigo pensar em uma maneira melhor de comemorar. —Você vai me levar para almoçar. — Ela se arrastou para fora dos meus braços, escondendo-se atrás de mim. —Eu prefiro ter um pouco de Race para o almoço. — Eu provoquei. —Nós não podemos. —Disse enquanto eu tentava agarrá-la, mas ela moveu-se para o lado e fora de alcance. —Sim, nós podemos. Eu flagrei Thomas e Angel mais vezes do que gostaria de lembrar. —Eu gemi, tentando pegá-la novamente. Ela parou de se mover com sua boca aberta. —Você os flagrou? Desta vez, eu não a perdi, agarrando seus braços. —Sim. —Rosnei. —Acho que meu escritório seja o único que não foi batizado. Ela colocou as mãos no meu peito, sorrindo para mim. —Acho que vai ter que esperar. —O que é que eu vou fazer com isso? —Eu perguntei esfregando minha virilha contra seu estômago, deixando-a sentir o meu pau duro.


—Oh. — Ela murmurou. —Nós não podemos ir almoçar com ele assim. Olhei em seus olhos e fiz beicinho. —Seria uma vergonha desperdiçá-lo. Eu realmente não posso sair daqui assim, princesa. —Eu suponho que você não possa. — Ela sussurrou, esfregando os dedos ao longo da minha barba por fazer. —Só uma rapidinha. Estou faminta. —Rapidinha funciona, mas depois eu espero que seja longo e lento. —Eu gemi roçando a minha boca contra a pele do seu rosto, sentindo a maciez em meus lábios. —Tem algo em mente? —Ela perguntou jogando a cabeça para trás, dando-me acesso ao seu pescoço. —Eu sempre tenho um plano. —Murmurei percorrendo um caminho de beijos até sua clavícula, parando antes de chegar às suas cicatrizes. —Rápido agora para te fazer feliz, e um pouco de algo extra mais tarde para me fazer feliz. — Eu disse antes de morder sua carne. Ela pensou. Os olhos correndo pela sala. Ela assentiu com a cabeça me olhando nos olhos. —Temos um acordo. —Às vezes, um pacto com o diabo nem sempre é inteligente. —Eu sorri. —Eu acho que posso aguentar o que você está me dando. —Não escreva cheques com sua boca, por que sua bunda não fabrica dinheiro. —O quê? —Ela perguntou, franzindo o nariz. —Você vai ver. — Eu disse. Ela jogou a cabeça para trás. —Eu confio em você. — Respondendo através de seus risos. Eu segurei sua bunda em minhas mãos e apertei. —Quero possuir você toda. Eu pretendo reivindicar cada pequena polegada sua esta noite. Ela engasgou. —Oh! —Comentou, com as bochechas ficando coradas. —Você sabe todas as coisas bonitas para dizer a uma senhora. —Ela colocou a mão no meu peito, sua palma queimando minha pele através do tecido. Coloquei minha boca sobre a dela e lhe dei um beijo que roubou o ar dos meus pulmões. Porra, eu a amava. Eu levantei-a no ar enquanto ela enrolava as pernas em volta da minha cintura, trancando nossos corpos juntos. Levei-a até a mesa, coloquei minha boca na dela, acalmando seus gemidos. Abrindo um olho, eu encontrei a mesa e coloquei-a em cima dela.


—Tem certeza de que está tudo bem? —Ela perguntou em um tom sussurrante. —Totalmente. — Eu disse a ela quando minhas mãos deslizaram até suas coxas, encontrando sua liga. —Deite-se. —Ordenei quando cheguei à beira de sua calcinha. —Oh Deus! — Ela gemeu agarrando a borda da mesa. —Perfeita. —Eu murmurei, começando a desfazer minha calça e empurrando-a até meus tornozelos. Meu pau saltou livre, mais do que nunca, e pronto para a ação. Sem ter que ser dito, ela levantou a saia e a deslizou até a cintura, dando-me uma visão incrível. —Essa tem que sair. — Eu toquei a borda da calcinha de renda preta. Conforme eu puxava os lados, ela levantou, permitindo-me retirá-la. Eu a girei em meus dedos antes de jogála por toda a sala. —Hey! —Ela gritou virando a cabeça, tentando ver onde ela desembarcou. —Eu tenho uma nova regra. — Eu disse me inclinando sobre a mesa, trazendo meus lábios nos dela. —Que seria qual? —Ela perguntou com a respiração ofegante no meu rosto. —Nada de calcinha. Elas estão proibidas. —Você não pode simplesmente fazer essa regra. —Ela ofegou. —Está feita. Chega de calcinhas. —Eu rosnei, movendo sua boca com a minha. A palma da minha mão acariciou seus seios, e eu esfreguei o mamilo com os meus dedos enquanto a beijava. Quando a minha mão deslizou por seu corpo, as suas costas arquearam, movendo minha mão para baixo. Ela estava escorregadia e pronta quando eu toquei sua vagina. —Essa é minha. — Eu disse, realmente não colocando em debate. —É sua. — Ela respirou, arqueando as costas e empurrando contra a minha mão. —Boa menina. — Eu disse escorregando um dedo dentro. Suas costas arquearam ainda mais, empurrando meu dedo mais fundo dentro dela. —Eu quero mais. Dê-me seu pau, baby! —Ela sussurrou. Olhei para ela, totalmente em choque. Porra, eu amava a boca suja de Race. —Diga isso de novo. Ela abriu as pernas. —Foda-me Morgan. Não era o mesmo, mas suas palavras fizeram meu pau saltar.


—Você não tem que me dizer duas vezes. —Reclamei, apertando a ponta do meu pau contra sua umidade. Removi o dedo, e empurrei para dentro. —Jesus. — Ela murmurou enquanto eu me inclinava, puxando e empurrando para dentro dela com mais força. —Você é tão gostosa. — Eu gemi contra o seu pescoço, batendo nela. —Sim! Sim! —Ela entoava. Tive que cobrir a sua boca com a mão, acalmando-a. O balcão saltou, movendo-se a cada impulso enquanto eu saqueava sua vagina, conduzindo mais profundo a cada estocada. —Tudo bem aq... —James perguntou entrando pela porta e congelou. Olhei para cima, enterrando-me dentro dela. Race cobriu o rosto. —Oh Deus! — Ela gemeu. Eu sorri, sentindo como se fosse oficialmente um membro da equipe. Eu tinha batizado meu escritório e fui pego pela primeira vez. —Parece que você está indo bem. —Disse James, rindo baixinho. —Eu vou deixar você voltar ao trabalho. — Ele brincou, fazendo a volta e dando uma última olhada antes de fechar a porta. —Oh meu Deus! —Disse Race, a voz abafada por suas mãos. —Está tudo bem. —Confirmei, começando a mover-me dentro dela novamente. —Você está em apuros. — Ela sussurrou descobrindo o rosto. —Não, eu não estou. — Eu disse, dirigindo meu pau tão profundo quanto podia. —Nós não podemos... —Ela gemeu. —Apenas enrole as pernas em volta de mim e desfrute do passeio, princesa. — Murmurei entre dentes. Agarrei seus seios, apertando-os em minhas mãos enquanto meu pau mergulhava dentro e fora de sua umidade. Seu corpo oscilou, deslizando contra a mesa conforme eu empurrava o meu pau dentro dela. Mordi o lábio, acalmando os gemidos que ameaçavam escapar enquanto eu golpeava sua buceta uma e outra vez. Ela segurou a mesa mais firme enquanto me fodia de volta, batendo seu núcleo contra mim. Minhas bolas bateram no seu rabo, e eu senti o aperto e o formigamento familiar em minha espinha. —Não vou durar muito. — Avisei, esperando que ela estivesse perto.


—Só mais um pouco. —Ela pediu, deslizando para baixo no meu comprimento duro. —Porra! — Eu gemi, tentando aguentar um pouco mais. —Sim. Bem aí. — Ela gemeu jogando a cabeça para trás, e seu corpo parou, tomado pelo orgasmo correndo através de seu sistema, e apertando o meu pau. Ela me enviou ao limite, minha visão ficou turva e minha respiração engatou na minha garganta. Diminuí meu movimento, apreciando a sensação de cada polegada deslizando dentro e fora enquanto gozava dentro dela. Eu desmaiei, pairando sobre o corpo dela com o braço trêmulo, enquanto eu tentava recuperar o fôlego. —Eu não posso acreditar que fizemos isso. — Ela sussurrou, sugando ar como um peixe fora d'água. —Foi incrível, porra. —Eu disse, me endireitando quando o meu pau começou a amolecer dentro dela. Ela sentou-se, observando-me enquanto eu puxava minha calça e colocava tudo dentro. —Eu poderia me acostumar com uma pausa para almoço como esta. —Disse ela com um sorriso torto, pós-orgasmo. —Só se você estiver trabalhando comigo, princesa. —Disse, fechando minha calça e recuperando sua calcinha. Ela inclinou a cabeça, me olhando de cabeça para baixo. —Eu não posso trabalhar com você. —Por que não? —Perguntei, pensando que seria uma ideia incrível. Ela precisava de um emprego, por que diabo não trabalhar aqui comigo? —Eu tenho algumas ideias, e elas não incluem trabalhar aqui. Abri a gaveta da mesa, coloquei a calcinha dentro, e a fechei com o meu joelho. —Hey! —Ela gritou, levantando-se e estendendo a mão para a gaveta. —Não! —Eu disse, balançando a cabeça para ela e mantendo a gaveta fechada. —Eu preciso dela. — Ela reclamou, tentando mover minha perna, mas não tendo sucesso. —Sem calcinha, lembra? —Eu levantei uma sobrancelha enquanto olhava para ela, ainda de braços abertos e seminua na minha mesa. —Bem. Eu tenho mais de onde aquela veio. —Ela deslizou para fora da mesa. —Eu tenho que me limpar. —Disse, olhando em volta do meu escritório. —Aqui. — Eu disse pegando alguns lenços de papel e entregando a ela.


—Seria mais fácil se eu tivesse minha calcinha de volta. —Disse limpando-se e jogando os lenços no lixo. —Por favor? Agarrei-a pela cintura, puxando-a para perto e dando-lhe um beijo. —Oh não, você não a terá. — Eu disse a ela, roçando meu nariz contra o dela. —Nada de calcinha enquanto você estiver comigo. —Por quê? —Ela perguntou, colocando a mão no meu pescoço e olhando para mim. —Porque eu quero ser capaz de provar você sempre que eu quiser. Ela mordeu o lábio antes de concordar. —Vê como é fácil quando você faz o que eu quero? —Eu perguntei empurrando a saia para baixo, ajudando-a. —Você pode ser um valentão. —Ela alisou o material preto com as pontas dos dedos. —Mas você gosta de mim desse jeito. — Eu provoquei, estendendo a mão e segurando a mão dela. —Eh? —Ela murmurou. —Race. —Sussurrei e, em seguida, esperei ela responder. —Sim? —Eu te amo. — Eu disse, sentindo tanta felicidade que pensei que explodiria. —Eu também te amo, Morgan. Eu era o filho da puta mais sortudo no mundo.


Capítulo 35 Novos Começos Race —Para onde vamos? —Ele perguntou, movendo-se em seu assento. Ele ainda não estava confortável me deixando dirigir Elvira. Eu adorava mexer com a sua cabeça enquanto eu dirigia. Ele era muito fácil. Toda vez que ele movia-se ou agarrava o painel de instrumentos, eu ria. Isso não tinha muito a ver com seu querido carro, mas mais sobre me dar controle sobre ele. —Eu quero te mostrar uma coisa. —Disse, olhando para ele com o canto do meu olho. —É árido por aqui. —Disse ele olhando para fora da janela. —Há muito espaço aberto ao redor. É por isso que ele é perfeito. —O que é? —Ele perguntou quando voltou sua atenção para mim. —Minha surpresa. —Eu odeio surpresas. — Ele resmungou antes de suspirar. —Basta sentar e desfrutar do passeio. —Eu pressionei o pedal, e Elvira decolou como um morcego fugindo do inferno. —Race. —Disse ele, estendendo a mão para pegar o painel. —Você está preocupado que eu vá bater em uma vaca? —Eu provoquei, segurando o volante mais forte e olhando para frente. —Olhe ao seu redor, Morgan. Árvores, sol e estrada aberta. —Estamos quase lá, pelo menos? Eu amei cada momento de ansiedade que estava lhe causando. —Sim. —Será que você comprou uma fazenda? —Ele perguntou, arrastando a mão em seu rosto. —Não. Apenas relaxe, baby. Estamos a apenas três quilômetros de distância. — Eu disse a ele. —Graças a Deus! —Disse, puxando a gola e abanando-se. Quando virei pela estrada de terra cheia de pinheiros, finalmente deu para ver. Ele virou-se para mim. —Você está me trazendo para um circuito de provas?


Eu balancei a cabeça, saltando no meu lugar. —Não é apenas qualquer circuito. — Eu disse a ele, incapaz de tirar o sorriso do meu rosto enquanto o olhava. —É o lugar onde passei a minha infância com meu pai. Este é o lugar de Johnny. —Você vai me fazer sentar em um carro e acelerar em torno de um campo de terra? — Ele perguntou, seu rosto empalidecendo. —Você está tentando me matar? —Você pode dirigir seu próprio carro. — Eu disse, dirigindo para dentro do estacionamento vazio. —Eu não posso arruinar Elvira. Revirei os olhos. —Você pode dirigir um dos outros carros. Eu queria que você visse este lugar. —É importante para você, não é? —Ele perguntou, relaxando quando estacionei o carro. —Muito. — Eu disse, virando no assento. Olhei em volta, observando o lugar que realizou tantas memórias felizes para mim quando criança. Ele não tinha mudado nada. Era ainda uma pista afastada, escondida, para aqueles que seguiam o circuito de provas. Era onde muitos motoristas tinham seus pés molhados antes de sair para se juntar às grandes ligas. —Eu tenho algo para te dizer. Eu estive esperando até agora para compartilhar a notícia. — Eu sussurrei. Seus olhos arregalaram-se, e seus lábios se separaram. —Você está... —Sua voz sumiu quando ele engoliu. —Grávida? Eu cobri meus olhos, balançando a cabeça. —Oh Deus, não. —Ufa! — Ele murmurou, enxugando a testa. —Quero dizer, talvez um dia, não somos um casal há muito tempo. Eu levantei uma sobrancelha e um sorriso dançou nos meus lábios. —Eu não sabia que somos oficialmente um casal. —Eu disse, puxando totalmente sua corrente. —Eu disse que você é minha, Race. Apertei as mãos e encolhi os ombros. —Você é sempre tão romântico. Ele levantou as mãos e exalou. —Você quer que eu fique de joelhos? Foi a minha vez de ter o sangue fugindo do meu rosto. —Não, Morgan. Quer dizer, eu te amo, mas você poderia me pedir para ser sua namorada. —Race, você quer ir com calma? —Ele sorriu.


—Você é um idiota às vezes. —Eu ri, balançando a cabeça. Sua boca abriu e ele estendeu as mãos. —O que eu fiz? —Eu quero ser cortejada, cabeça oca. Um pouco mais de esforço da sua parte. Ele estalou a língua contra o céu da boca e esfregou o queixo. —Vou planejar algo. Cobri minha boca. —Aí, que romântico. —Murmurei em minha palma. —Então, qual é a notícia? —Eu decidi o que quero fazer com o resto da minha vida. —Disse a ele, olhando para o edifício em nossa frente. —Eu comprei o lugar de Johnny. Eu sou a nova proprietária orgulhosa. Sua boca se abriu enquanto ele olhava para mim. —Eu vou tornar este o melhor maldito circuito de provas do centro da Flórida. —Eu esperei por sua resposta. —Estou sem palavras. —Disse ele enquanto olhava para o edifício e de volta para mim. —Você já comprou? Eu balancei a cabeça, incapaz de parar de sorrir. —Estamos aqui para assinar os papéis. —Chega do mundo empresarial? —Perguntou ele, inclinando a cabeça. —Chega. Eu acho que posso usar a minha experiência para trazer o bebê de volta à vida. Vou trazer Cara para me ajudar, e nós vamos fazer esse lugar renascer. Um sorriso preguiçoso e lento espalhou-se pelo seu rosto, quando ele inclinou-se e pegou minha mão. —Estou contente por você. Você está finalmente seguindo seus sonhos. Eu suspirei, apertando a mão dele, olhando em seus olhos. —Pela primeira vez em muito tempo, eu sinto que posso respirar novamente. Eu nunca estive tão excitada sobre qualquer coisa na minha vida, Morgan. Ele apontou para a pista. —Quer me mostrar esse lugar? —Sim! —Eu gritei, liberando sua mão. Fizemos um passeio de mãos dadas em direção ao escritório, e eu resisti à vontade de pular. Eu me sentia como uma criança novamente, enquanto caminhávamos pelos corredores que não tinham mudado em vinte anos. —Você tem um monte de trabalho a fazer. — Morgan disse olhando ao redor. Eu apertei sua mão, olhando para ele. —Eu sei, baby. Eu posso fazer isso. — Eu disse a ele. —Eu sei que você pode. Você pode fazer qualquer coisa que colocar na mente. Você é a


mulher mais incrível que eu já conheci. Minhas bochechas agora doíam com a felicidade que eu não podia mais conter. —Senhora True. —Disse um homem enquanto ele esperava no corredor fora da sala de conferência. —Nós estávamos esperando por você. —Não vai demorar nada. — Eu disse a Morgan, dando um último suspiro antes de caminhar para dentro e mudar o meu futuro para sempre. —Você fez isso, garota. — Johnny disse passando o braço em volta do meu ombro e me puxando contra ele. —Seu pai ficaria tão orgulhoso de você. Olhei para ele, sentindo a tristeza agridoce naquela verdade. —Eu sei, Johnny. Eu gostaria que ele estivesse aqui para ver isso. —Ele está cuidando de você, Race. Engoli em seco. —Espero que sim. —Disse, piscando as lágrimas. —Qual é a primeira ordem de negócios? —Ele perguntou, olhando sobre a pista das arquibancadas. Eu olhei para Morgan enquanto inspecionava o lugar. —Eu quero levá-lo para a pista. Ele precisa experimentar o que eu sinto quando estou lá fora. —Eu não quero ir lá fora. — Morgan me interrompeu enquanto caminhava para nós. —Oh, sim, você quer. — Eu disse a ele, olhando para Johnny e piscando. —Confie em mim. Ele resmungou, esfregando a parte de tr��s do seu pescoço, enquanto observava a velocidade do carro ao redor da curva. —Só se eu começar dirigindo. Johnny beijou o topo da minha cabeça. —Vou deixar vocês dois se divertirem um pouco. Vou limpar meu escritório. Eu estendi a mão, tocando o braço de Johnny. —Eu queria falar com você sobre isso. — Disse, esperando ele dizer que sim. —Sou todo ouvidos. —Eu quero que você fique aqui e trabalhe comigo. — Eu disse a ele, acariciando seu braço. —Eu adoraria, garota. Quero passar mais tempo em casa, mas eu vou estar aqui para ajudar com qualquer coisa que você precisar. —Johnny, você é a última ligação que tenho com o meu pai. Esta pista tem sido sua desde antes de eu nascer. Não seria certo não tê-lo aqui. Você tem um lugar aqui, comigo,


durante o tempo que quiser. —Você fez de mim o homem mais feliz do mundo, Race. — Ele disse e me abraçou com força. Descansando minha cabeça no peito dele, imaginei que meu pai estava me abraçando, como ele tinha feito tantas vezes neste lugar. Os sons e cheiros familiares trouxeram-me de volta à minha infância. —Obrigada, Johnny. — Eu murmurei em seu peito, tentando segurar a memória de meu pai. —Vocês dois tenham cuidado lá fora, ouviram? —Disse ele me soltando, olhando entre Morgan e eu. —Teremos, senhor. — Respondeu Morgan. —Você está pronto para se divertir um pouco? —Perguntei a Morgan, tremendo de emoção. Morgan não parecia tão certo quando olhou de volta para a pista. —Devo chamar o resgate para ficar em modo de espera no caso de... —Disse Johnny no meu ouvido, apontando a Morgan. — Ele ter um ataque cardíaco lá fora? —Ele riu baixinho, me fazendo rir. —Ele vai ficar bem. — Eu disse a ele, olhando para Morgan. —Uma vez que eu pegá-lo lá fora, ele vai relaxar. —O que vocês dois estão cochichando? —Perguntou Morgan, caminhando em nossa direção. —Nada. —Mentirosa. — Ele rosnou, envolvendo os braços em volta da minha cintura. Puxei nossos corpos para as escadas, incapaz de esperar mais um minuto para chegar ao volante. —Vamos maricas. Vamos entrar na pista. Ele roçou os lábios contra a minha testa. —Mostre-me o que te faz vibrar, princesa. —Segure-se em suas calças, grandão. Estou prestes a explodir sua mente. — Eu brinquei com ele, acariciando sua barriga enquanto descíamos as escadas. —Eu prefiro que você exploda outra coisa. — Ele disse olhando para virilha. —Se você for um bom menino, talvez eu vá recompensá-lo. — Eu provoquei deixando minha mão deslizar pelas suas costas e apertar sua bunda. Ele olhou para mim, bloqueando o sol dos meus olhos com o seu tamanho. —Baby, eu como sua buceta todos os dias, e você ainda é um pé no saco.


—Eu permito o prazer de você me degustar, porque eu te amo. Sinta-se com sorte, grandão. — Eu brinquei ficando de pé ao lado do carro. —Eu sou o filho da puta mais sortudo no mundo. — Ele murmurou parando ao meu lado, olhando para o carro vermelho elegante e sexy na nossa frente. Bati em seu estômago. —Você é. —Eu vou dirigir, certo? —Ele perguntou, passando a mão ao longo do capô. —Você vai. —Concordei, deixando-o caminhar ao redor do veículo. —Eu estarei contigo. Vou ensinar tudo que você precisa saber. —Quão rápido ela vai? —Ele perguntou, olhando para mim do outro lado. —Quão rápido você quer ir? —Eu levantei uma sobrancelha. —Eu sinto a necessidade. A necessidade de velocidade. 16

—Tudo bem, Maverick . Suba e coloque o cinto de segurança. — Eu disse a ele. — Vamos ver o quão grande suas bolas são. —Princesa, eu sei que você tem um par, mas não vamos esquecer quem tem as maiores. —Você vai ter que me lembrar mais tarde. —Eu disse, sorrindo para ele quando entramos e nos sentamos. —Você compartilhou sua fantasia comigo, tornando-a real. Esta noite, eu vou mostrarlhe a minha. —Ele sorriu, mordendo o canto do lábio. Minha barriga tremeu vendo o ardor em seus olhos de safira. —Eu não sei se gosto do som disso. —Não se preocupe. —Ele riu. —Eu vou fazer você ser minha esta noite. De cada maneira possível. Eu ri, colocando a minha cabeça contra o assento. —Vai me perguntar se quero ir devagar de novo? —Você vai ter que esperar para descobrir. Hoje é um dia de novos começos e celebrações. —Pronto? —Perguntei, tomando uma respiração profunda. —Mais do que nunca. — Ele respondeu, segurando o volante, sentindo a pele sob as pontas dos dedos. Morgan compreendeu a alegria que sentia na pista, enquanto fazia as curvas como um profissional. Dirigindo ao redor da pista, deixando tudo para trás, ambos sentimos a liberdade que


isso oferecia. Enquanto ele dirigia, eu levei um momento para fazer um balanço da minha vida. Tanta coisa havia mudado em um curto espaço de tempo. Eu não tinha imaginado que pararia meu trabalho e seria proprietária de uma empresa. Em cima disso, eu nunca em um milhão de anos, pensei que eu ficaria de pernas para o ar, apaixonada pelo homem que salvou a minha vida. Não apenas de Natasha, mas também da existência mundana que eu aceitei como minha realidade.


Capítulo 36 Minha Morgan Eu tinha fantasiado sobre Race durante todo o dia enquanto aceleramos ao redor da pista, sentindo todo o resto à distância. Foi o melhor dia de merda de sempre, mas estava prestes a ficar ainda melhor. —Qual é a sua fantasia? —Ela perguntou, olhando para mim com incerteza em seus olhos. Eu a despi lentamente, tendo tempo para apreciar todas as suas belas curvas e deliciosos aromas. Eu pressionei a sua frente contra a parede, puxando a camiseta sobre a cabeça, respirando o cheiro do seu cabelo com aroma de baunilha. —Você vai ver. — Eu disse. Em seguida, me inclinei e mordi o seu pescoço. Eu encontrei o fecho de seu sutiã e o abri, deixando-o cair ao chão. Pressionei meu pau duro contra ela, desabotoei, e empurrei sua calça para baixo. —Nem mesmo uma dica? —Perguntou. —É uma surpresa. — Eu disse, repetindo a frase que ela tinha usado mais cedo. —Eu odeio surpresas. — Ela murmurou, estremecendo quando eu beijei lentamente meu caminho dos ombros até suas costas. Estendi a mão, apertando o peito contra a parede, e puxando seus quadris em direção a minha boca para me dar melhor acesso. Eu lentamente lambi a fenda entre suas nádegas, e passei para a buceta molhada. Ela saltou, pressionando sua bunda no meu rosto. Ela apertou mais forte contra a minha boca, enquanto eu empurrava a ponta da minha língua dentro dela, penetrando-a. Movi a minha mão para sua entrada, e inseri um dedo. Depois de alguns golpes para cima e para baixo, coloquei dois dedos dentro dela. Sua bunda estava escorregadia com a minha saliva, então cutuquei um dedo contra seu aperto. Ela saltou de novo, gritando em voz baixa. —O que você está fazendo? —Shh, baby. Não vai doer. É apenas um dedo. Relaxe. Um momento depois, com meus dedos em sua buceta, ela relaxou e pressionou para trás, permitindo o meu dedo entrar no seu rabo. Lentamente, eu os movi no ritmo, com um dedo na bunda dela e dois em sua vagina, ao mesmo tempo, mordiscando suas nádegas. Ela começou a girar os quadris em uníssono com a minha mão, eu gentilmente


pressionei um segundo dedo em sua bunda. Ela fez uma pausa, ajustando-se ao dedo acrescentado, antes de começar a mover-se para trás e para frente aumentando velocidade. Assim, quando a senti aproximando-se do orgasmo, tirei meus dedos. Ela olhou por cima do ombro, me encarando. —Eu estava prestes a gozar! —Não assim, princesa. Eu preciso estar dentro de você. — Eu disse com um sorriso no meu rosto. —Deite na cama. Ela caminhou para a cama enquanto eu fui para o armário. Abri a gaveta e retirei as restrições. Eu precisava que ela se mantivesse imóvel para o que eu tinha planejado. Eu tinha reivindicado a maioria de seu corpo, juntamente com a sua alma, mas eu precisava saber que era minha e sempre seria. —O que você acha que vai fazer com isso? —Perguntou com os olhos arregalados. Sentei-me, roçando minhas mãos contra seu rosto. —Você confia em mim, amor? —Sim. —Você acredita que eu não vou te machucar?—Engoli em seco, rezando silenciosamente para ela dizer que sim. —Sim. —Respondeu. —Eu quero te amarrar para que não possa se esquivar do orgasmo alucinante que estou prestes a dar a você. — Eu disse, sabendo que uma vez que a tivesse amarrado, sua bunda seria minha. —Está tudo bem para você? Ela assentiu com a cabeça, se empurrando para trás. —Sim. —Nunca. Eu nunca vou te machucar. —Eu prometi, movendo-me para o lado direito da cama. Segurando uma correia na minha mão, joguei as outras sobre a cama. —Eu sei que você não faria isso. Inclinei-me, sussurrando em seu ouvido prendendo sua mão. —Eu prometo trazer-lhe mais prazer do que você já teve em sua vida. Alguma vez você já foi amarrada ou restringida sexualmente antes? —Perguntei apertando a corda em torno de ambos os pulsos. —Não. Nunca confiei em um homem o suficiente para deixá-lo fazer isso. Eu não vou mentir, embora, eu costumava fantasiar sobre isso. —Suas bochechas ficaram rosadas e ela mordeu o lábio. —Eu vou ser gentil, e não vou te machucar. —Eu puxei a corda e anexei na cabeceira da cama, as duas mãos juntas sobre a cabeça, e me movi em direção a seu pé antes de tomá-los na minha mão.


Ela puxou o pé da minha mão, segurando-o no ar. —Você não vai me deixar aqui amarrada ou alguma merda, não é? Porque eu juro por Deus, eu vou matá-lo em seu sono. Race durona era sexy pra caralho. —Eu só não quero que você balance seu rabo doce para longe de mim. — Eu disse. Depois que a contive, fiquei em pé ao lado da cama, olhando para ela. Lá estava, amarrada e toda minha para fazer o que eu quisesse. Eu peguei um dos meus travesseiros e deslizei-o sob seu traseiro, elevando-a para facilitar o acesso. Larguei meu jeans no chão e me arrastei para a cama, posicionando meu pau na frente de seu rosto. —Abra. — Pressionei a ponta nos seus lábios. Ela obedeceu, abrindo amplamente e engolindo cada polegada com os olhos grudados aos meus. Eu gostava dela assim, totalmente à minha mercê. Talvez fosse sua forte personalidade, sua necessidade de estar no controle, ou a boca inteligente, mas tê-la completamente sob meu controle, me deu uma sensação de euforia que não poderia ter o suficiente, e eu rezava para que isso nunca terminasse. Enquanto sua língua acariciava meu pau, eu me virei, tocando seu mamilo. Ele imediatamente endureceu sob o meu toque. Deslizando minha mão para baixo em sua barriga, rocei meus dedos ao longo de sua pele até chegar a sua maciez. Assim, quando ela estava começando a moer seu monte contra mim, puxei minha mão para trás e acertei um tapa suave na sua vagina. —Argh. — Ela murmurou com os olhos arregalados, meu pau enchendo sua boca, abafando suas palavras. —Nunca teve sua buceta espancada antes? —Perguntei. Ela balançou a cabeça, abrindo a boca e deixando meu pau sair de seus lábios. —Não? —Eu perguntei batendo levemente novamente. Ela gritou, seu corpo levantando da cama. —Você gostou disso, não é? —Perguntei, observando-a arquear o corpo. —Sim. —Murmurou, relaxando de volta na cama. Eu rastejei por seu corpo e me estabeleci entre suas pernas, me perdendo em sua beleza. Aumentei o meu ritmo e a pressão de cada golpe, seu corpo arqueando para cima, encontrando minha mão com cada tapa. —Sim! —Ela gritou ofegante. Eu precisava senti-la por dentro novamente. Pressionando dois dedos em sua buceta


molhada, eu os movi lentamente para dentro e para fora. Ela estava perto, mais perto do que antes, eu senti seu aperto vaginal em torno de meus dedos. Inclinado para frente, eu chupei seu clitóris em minha boca, acariciando-o com a língua. Ela puxou as restrições, tentando aproximar-se. Maldição, ela tinha um gosto bom pra caralho. Eu poderia comer sua vagina durante todo o dia, mas isso não fazia parte dos meus planos. Eu queria a única coisa que nenhum homem tinha tido dela antes. Nada, nem mesmo a doçura de seu gosto na minha língua, me faria perder o foco. Seu corpo começou a tremer, sua cabeça movia-se de um lado a outro, e eu acelerei meu ritmo. Seus quadris arquearam do travesseiro com a correia mais alta, e seu interior começou a se contrair. —Sim! Sim! Sim! Morgan, me fode com os dedos! —Ela gritou. Removendo minha boca, eu bati na sua buceta e pressionei os dedos enquanto ela gozava. —É isso aí, baby. Goza para mim. Sinta-me profundamente dentro de você. — Murmurei, forçando meus dedos mais profundamente empurrando em seu ponto G. Líquido jorrou de sua vagina enquanto ela se contorcia. —Oh meu Deus! —Ela choramingou, e sua respiração vacilou. Ela engasgou sem ar. —Que diabos foi isso? — Perguntou, tentando puxar uma respiração. Eu mantive meus dedos dentro até que seus músculos acalmaram-se. —Você esguichou. —Eu respondi completamente chocado. Eu nunca na minha vida tinha experimentado algo tão... Tão espetacular. Foi um completo tesão. Eu tinha ouvido falar de mulheres esguichando, mas eu nunca tinha experimentado isso em primeira mão. —Oh. Meu. Deus. Eu nunca fiz isso antes. — Ela murmurou, fechando os olhos. Meu pau estava prestes a quebrar quando eu sentei lá, deixando-a recuperar o fôlego e descer de seu gozo. Inclinando-me, lambi sua umidade em minha boca. —Delicioso. Se eu não gozasse agora, estava com medo que minhas bolas ficassem permanentemente azuis. Movi-me entre suas pernas, esfregando a cabeça do meu pau em sua entrada, e depois empurrando ao máximo. Porra! Ela estava tão molhada que eu quase me perdi. Acalmei-me antes de puxar para trás e bater mais profundo. Eu empurrei para dentro dela, cada impulso um pouco mais forte enquanto ela arqueava as costas para acomodar meu comprimento. —Jesus, você é tão apertada. — Eu sussurrei. Sua vagina ainda não tinha relaxado, ainda tensa do orgasmo que tinha tomado seu corpo.


—Foda-me, Morgan. Foda-me forte! —Seu corpo encontrou meus impulsos. —Eu adoro a forma como seu pau me enche. — Ela murmurou antes de beijar seus lábios, silenciando-a. Fazendo como ela pediu, eu colidi com ela, mais e mais até que ela gozou novamente. Mesmo que meu plano fosse levá-la na única maneira que ela não tinha sido tomada, eu não pude resistir. A sensação de sua vagina ordenhando meu pau me levou ao limite, e me fez grunhir com o prazer que acumulou no meu corpo. Minhas pernas tremiam, todos os pelos do meu corpo levantaram-se em posição de sentido, e minha respiração parou completamente. Eu derramei dentro dela, minha visão turva, e pequenas faíscas explodindo atrás de meus olhos fechados. Tentei segurar-me não querendo esmagá-la sob o meu peso. Meus braços balançaram pela pressão, montei uma última onda de orgasmo que não tinha sido capaz de parar de acontecer. —Puta merda. —Murmurei rolando para o lado dela, tentando conseguir ar em meus pulmões. —Qual é o problema? —Ela perguntou, a minha respiração ofegante correspondente. —Isso não era o que eu tinha planejado. — Eu disse, enxugando o suor da minha testa. Seu corpo tremia enquanto ela ria. —Eu acho que ficou muito bem para nós dois. —Diz à mulher que esguichou em toda a cama. —Respondi, me sentando e desamarrando seus pés. —Às vezes nós temos o que precisamos e não o que planejamos. Você me ensinou isso, Morgan. —Oh, eu preciso disso. —Resmunguei, estendendo a mão e acariciando o lado de seu traseiro. —Vire. —Ordenei, dando-lhe um tapa na coxa, rápido. —Eu acho que não poderia gozar de novo. — Ela reclamou. —Além disso, eu ainda tenho isso. — Ela disse mexendo os braços nos apoios acima de sua cabeça. Eu desprendi seus tornozelos, esfregando as marcas vermelhas deixadas pelas cordas. — Isso não é um problema. — Eu disse virando-a de bruços. —Bem, merda. — Ela falou, puxando a única restrição que segurava suas mãos. —Mas eu... —Você vai. — Eu disse. —Eu vou lhe dar tantos orgasmos que você nunca vai querer me deixar. —Eu morrerei se você me der outro. — Ela murmurou no travesseiro, enterrando seu rosto no material. —Baby, é o ��nico caminho a percorrer. —Corri minhas mãos ao longo de suas nádegas. Ela me olhou por cima do ombro. —Morgan?


—Sim, princesa? —Eu nunca vou te deixar, orgasmos ou não. Você não tem que fazer isso. —Ela sussurrou enquanto eu olhava para a bunda dela. Eu apertei as nádegas em minhas mãos, sentindo sua suavidade. —Mas eu quero. Eu não vou sentir você como minha a menos que tenha cada polegada de seu corpo. —Só desta vez. —Disse ela. —Eu não sei se vou gostar. 17

—Eu vou dar-lhe um orgasmo tão intenso que vou ter que realizar a CPR em você quando terminar. —Eu faria tudo em meu poder para fazer o coração ficar em êxtase. —Eu sou sua. — Ela sussurrou. —Me tome. Eu acariciava meu eixo, deixando-me duro novamente quando beijei a pele sedosa de suas costas. Levei-a mais suave do que tinha antes, deixando-a ajustar-se a intrusão e se acostumar com a sensação da minha dureza na bunda dela. Não demorou muito antes de seus pequenos gemidos crescerem, transformando-se em gritos de prazer. Eu gostaria de dizer que durei muito tempo. Mas tomar Race desta forma, a reivindicando toda, tinha-me deixado fora de controle, e me perdi mais cedo do que queria. —Minha. —Murmurei contra suas costas, gozando. Eu percebi que a única coisa que importava para mim era ela. Tê-la comigo todas as noites, passar meus dias com ela, e fazer amor com ela fez a minha vida completa. Race tinha me suavizado tanto quanto eu a tinha. Ela me fez querer ser uma versão melhor de mim mesmo. Sem a necessidade de proteger os soldados do meu passado, eu fiz sua segurança e felicidade minhas prioridades. Eu a amava. Ela me completava. Eu odiava a porra do filme piegas que ela me fez assistir ontem à noite, mas naquele momento, eu entendi. Com toda a honestidade, eu não tinha salvado Race True. Ela tinha me salvado. Deu-me uma vida cheia de amor e tudo o que eu sempre necessitei, mas nunca soube que queria. Eu não era nada sem ela.


Epílogo Race Hoje, eu disse a palavra. —Aceito. A calma caiu sobre mim conforme eu dizia a palavra, uma paz que eu nunca tinha conhecido em toda a minha vida. Eu não tinha imaginado que seria tão fácil de dizer, mas saiu de meus lábios como se eu sempre tivesse a intenção de dizê-la. Morgan DeLuca era meu, tanto quanto eu era dele. Ele não era um homem egoísta, não o idiota que eu achava que ele era quando o conheci há um ano. No início, eu o quis por sua aparência, mas quando realmente comecei a conhecer o homem, compreendi o que o tornou daquele jeito, e não fui capaz de resistir à atração que exercia sobre mim. Como eu poderia dizer não a um homem que havia me salvado duas vezes? Eu o amava mais do que ninguém, e ficaria para sempre em dívida com ele por tudo que tinha feito para me fazer completa novamente. Sua bondade e paciência me ajudaram a passar os dias mais sombrios, e ele ainda caminha a viagem comigo quando eu acordo gritando no meio da noite. —Nós fizemos isso. —Disse ele quando entramos na igreja de mãos dadas. —Nós fizemos. — Eu disse, olhando para o meu marido e sorrindo. Meu marido. Parecia exótico e perfeito ao mesmo tempo. —Sra. DeLuca. —Ele sussurrou me atraindo contra seu corpo. —Marido. —Murmurei contra seus lábios. —Olhe para eles. Acho que eles vão fazer um bebê para a vovó hoje à noite? —Fran perguntou entrando no salão nupcial, interrompendo o nosso beijo. Eu podia sentir o meu rosto corar enquanto ela falava com a senhora Gallo. —Se você tiver sorte, Franny. Se você tiver sorte. —Disse Maria a Fran. Morgan deixou meus lábios, nos voltando para enfrentá-las. —Ma, sério. Qual é a pressa? —Ele perguntou sacudindo a cabeça, puxando-me mais forte contra ele.


—Eu não estou ficando mais jovem. — Fran reclamou quando bateu o pé. —Só um. —Vamos ver. — Morgan disse, olhando para mim. —Você quer um bebê agora, princesa? —Perguntou, me implorando para dizer não. —Seja o que for que Fran queira. — Respondi, dando-lhe um sorriso gigante. —Cale-se. — Ele sussurrou em meu ouvido. —Essa é minha garota. —Disse Fran, vindo em minha direção. —Me chame de Ma. —Ma. — Eu sussurrei, meu interior aquecendo. —Basta dar-lhe o que ela quer. — Mike disse quando entrou na sala. —Ma não calou a boca sobre isso até que Joe e Suzy ficaram grávidos. Confie em mim. — Acrescentou quando colocou o braço sobre o ombro de Morgan. —É muito interessante tentar, e o resultado é incrível. Realmente vale a pena. —Diz o homem que não troca uma fralda. —Eu não sou louco, mulher. — Mike respondeu, dando-me uma piscadela. —Vamos deixar os filhos sozinhos para que possam começar o bebê o mais rápido possível. —Disse Fran a todos, tentando empurrá-los para fora da sala. —Ma, estamos numa igreja, pelo amor de Cristo. —Vindo de seu traseiro pagão, isso é tocante, Morgan. —Senhora DeLuca, deixe-me levá-la para fora e deixar as crianças terem alguns momentos. —Johnny disse agarrando a mão de Fran e colocando-a na curva de seu braço. Fran olhou para Johnny. —Em qualquer lugar que você quiser ir, bonitão. Johnny levou Fran para fora. Ele piscou para mim antes de deixar-nos em paz. —Não a escute, Race. — Morgan me implorou, colocando ambos os braços em torno de minhas costas e me esmagando contra seu peito. —É bom ter uma mãe, Morgan. Você deve ser um pouco mais agradável com ela às vezes. —Baby, eu sou tão doce quanto eu posso ser com ela. Você dá uma polegada e ela toma uma milha. —Você viu isso? —Perguntei. —O quê? —Ele perguntou, olhando ao redor da sala. —Eu acho que nós temos um novo casal romântico. Ele estreitou os olhos. —Quem?


—Sua mãe e Johnny. —Ela precisa de alguém em sua vida. —Disse Morgan, surpreendendo-me em sua frieza sobre a situação. —Talvez ela esqueça sobre os bebês. —Falando de bebês. — Eu disse segurando seu pênis em minhas mãos. —Quer praticar? —Agora mesmo. Não há tempo como o presente, esposa. —Estamos numa igreja, marido. Nós não podemos fazer isso aqui. Ele me beijou, mordendo meu lábio. —Você é a única segurando minhas bolas. Acho que você já cruzou a linha. Nós já vamos para o inferno. Melhor nos certificarmos de que teremos um pouco de diversão ao longo do caminho. Eu ri, deixando sua boca viajar no meu pescoço e se estabelecer perto da minha clavícula. Quando eu tinha escolhido o vestido, parecia uma boa ideia ter um decote alto para esconder minhas cicatrizes, mas enquanto ele estava lá com a boca viajando pela minha pele, me arrependi de minha decisão. —Eu vou segui-lo em qualquer lugar. —Sussurrei, enredando as mãos em seu cabelo. —Você vai ser a minha morte. — Ele murmurou contra a minha pele. —Até que a morte nos separe. — Respondi, estendendo a mão e trancando a porta. — Eu sou sua para sempre. —Minha. — Ele grunhiu me levantando em seus braços, e me carregou para o sofá no canto. —Nós vamos definitivamente para o inferno. — Eu murmurei quando ele levantou a bainha do meu vestido antes de desfazer o zíper de seu smoking. —Enquanto estivermos juntos. Meu marido. Meu amor. Meu Salvador. Minha família. Meu tudo. O fim é apenas o nosso começo.


Fim Notas [←1] são bebidas feitas de forma totalmente artesanal e, em sua grande maioria, sem relação nenhuma com a higiene e hábitos condizentes com a vigilância sanitária [←2] investigador particular. [←3] New York University [←4] uma cidade no centro-oeste da Flórida, sobre o Golfo do México, a oeste de Tampa; população 105.774 (est. 2008). [←5] Um apelido para New Orleans. [←6] Clube de troca de casais. [←7] Viciados em trabalho [←8] The Bachelor é um reality show de encontros amorosos roteirizado, produzido pela rede de televisão norte-americana ABC desde 2002 [←9] Nome de um personagem no Saturday Night Live que estraga encontros sociais, trazendo até tópicos negativos. [←10] Dada a conversa indiscreta ou incessante [←11] IKEA é uma companhia transnacional privada, de origem sueca, controlada por uma série de corporações sediadas nos Países Baixos, especializada na venda de móveis domésticos de baixo custo. [←12] http://www.beretta.com/en-us/px4-storm-full/ [←13] The Texas Chain Saw Massacre (O Massacre da Serra Elétrica ( título no Brasil ) ou Massacre no Texas ( título em Portugal ) ) é um filme de terror independente de 1974, de baixo orçamento, dirigido por Tobe Hooper. [←14] a mais duradoura série dramática pelo Guinness World Records, estando em atividade pela ABC desde 1963. [←15]


investigador particular. [←16] uma pessoa não ortodoxa ou de espírito independente. [←17] ressuscitação cardiopulmonar.


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